As minhas cachadas no Geocaching

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quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Eu luto sempre do outro lado da luta ou Estórias da minha aldeia

Olá Caros Bloguistas militantes

Fui às festas da minha aldeia.

É verdade, foram lá os Xutos & Pontapés e eu não poderia deixar de os ir ver, ainda por cima a tocar com orquestra sinfónica.

Não só porque nunca tinha ido, mas um dos rapazes é lá da minha zona (ou foi), "but the last e not the least" era à borliu.

A câmara municipal da minha aldeia, fez aquilo num local bonito, perto do nosso "ribeiro" e junto a um antigo monumento.

Tinha lá muita gente de aldeias vizinhas, aquilo foi bem concorrido pá ... diria um ilustre personagem da nossa praceta.

Como sempre não faltaram os arrumadores dos coches e de liteiras, essa praga de "carochos" que nunca mais ninguém põe a mão neles, e cá estamos nós a desembolsar a moedinha... nós é como quem diz, que eu não tenho carro e fui a pé, também era perto.

E os "vandalos" a estacionar em cima da relva?

Beeeem, eram mais que muitos, como a aldeia não é deles toca a estragar.

Sinceramente, à gente... ou melhor à pessoas que não querem o bem e a beleza das aldeias alheias.

O evento foi em finais de Agosto ou princípios de Setembro, já não me lembro, mas que foi bonito e bom lá isso foi.

Também Belém é um local quase paradisíaco.

Sim, porque a minha aldeia, a minha terra... é Lisboa.

Eu nasci cá, sou de cá, e não gosto nada quando vem estragar a minha aldeia.

Como por exemplo os Senhores da Administração do Porto de Lisboa, que têm a tutela do "ribeiro" da minha aldeia até à linha de comboio, ali mandam eles.

Resolveram autorizar, sem falar com o presidente da Câmara da minha aldeia, que na frente ribeirinha da minha aldeia, junto à antiga doca da marinha, fazer um hotel de luxo, tapando a linda vista que tínhamos de algumas partes da cidade, retirando o místico e o turístico entre o padrão dos descobrimentos e a torre de Belém.

Se a má língua falasse, diria que enriqueceram alguma conta bancária... em detrimento do património.

A Carris, são outros que não gostam nada da aldeia, se tivessem um administrador cá da aldeia...

A Carris, não prevê, não respeita, não quer o turismo, nem quer que os habitantes da aldeia circulem ao domingo, pois os transportes públicos são de 40 em 40 minutos, isto quando não temos de esperar mais ou quando não se lembram de cortar carreiras por falta de uso como aconteceu com o eléctrico 18 em Agosto .

Andamos nós na aldeia a tentar ser ecológicos, para estes senhores virem destabilizar, inveja... pura inveja.

Quem deveria ser presidente da Carris e do Porto de Lisboa, deveria ser o presidente da câmara cá da aldeia, assim as coisas andariam melhor.

Se assim fosse, vocês alguma vez imaginariam, por exemplo, que a torre de Belém estava ao abandono como está?

Aquilo à volta da torre está uma miséria, são Lajes partidas, está mal limpo, além disso a torre foi edificada no meio do "ribeiro", e com o aterro a torre ficou em terra... ou mais perto dela.

Para darem a ilusão (e bem) que a torre está no meio do "ribeiro", fizeram uma espécie de baluarte, em torno da torre, de modo a segurar a água do "ribeiro" para que a torre estivesse sempre rodeada de água.

Só que estas coisas precisam de manutenção e de limpeza, pois não temos nem uma nem outra, por isso imaginem como aquilo está.

Em termos turísticos o local também não é aproveitado, pois poderiam recrear batalhas navais ou chegadas de coroas de outros reinos, com pessoas vestidas à época, fazendo da torre um contributo para a história viva da minha aldeia.

Por último, entre a minha aldeia e a aldeia em frente existe uma ponte, que tem de atravessar o "ribeiro" e onde passam "meia dúzia" de carros, ponte essa, que em tempos teve outro nome, agora tem outro, mas isso agora não interessa nada, o que interessa é que antes da ponte da aldeia ter sido privatizada estava sempre iluminada à noite.

Era um ponto turístico interessantíssimo e lindo, mas agora ... só iluminam meia ponte... e raramente vejo a ponte toda iluminada, é pena.

Mas sabem, fui ver os Xutos à minha aldeia e foi inesquecível.

Esta cidade - letra: João Gentil música: Xutos & Pontapés
Quer eu queira quer não queira
Esta cidade
Há-de ser uma fronteira
E a verdade
Cada vez menos
Cada vez menos
Verdadeira

Quer eu queira
Quer não queira
No meio desta liberdade
Filhos da puta
Sem razão
E sem sentido
No meio da rua
Nua crua e bruta
Eu luto sempre do outro lado da luta

A polícia já tem o meu nome
Minha foto está no ficheiro
Porque eu não me rendo porque eu não me vendo
Nem por ideais
Nem por dinheiro

E como eu sou e quero ser sempre assim
Um rio que corre sem princípio nem fim
O poder podre dos homens normais
Está a tentar dar cabo de mim
Cabo de mim

Ele há cargas fantásticas, não há? Então se forem acompanhadas com música dos Xutos dão mais ânimo.

2 comentários:

Op.Louca disse...

Oh Páh....Tu és sempre o mesmo, vais pra essas rebaldarias, e a je fica em " terra"...Tá mal, muito mal!!
Por essas e por outras, é que eu até já desisti de ir visitar-te à tua " Aldeia"...Humpffffffffffff, agora se quiseres ver-me, vens cá tu...que aqui na minha " Aldeia" também tem coisas muitos nitas de se ver...Festanços então nem se fala, nem é preciso virem cá os Xutos e pontapés...Disso trato eu bem de tos dar...Ora essa!!!

Quanto ali aos arrumadores, deixa lá os homenzinhos sossegaditos na vidinha deles a pedir a moedinha, sempre é bem melhor pedirem do que andarem no gamanço, ( se bem que alguns deles ...a maior parte) é o que faz depois...enfim! )

Também não sou contra ao pessoal estacionar as banholas em cima do relvado, opah, raciocina la comigo, existem empresas de jardinagem para alguma coisa servem, não?!? ( Oh pa mim a defender a parte que me toca ) lol..e sabes que mais???? E mais não digo, porque hoje ando a água... e estou meio enferrujada!!!

Divertiste-te não foi?!?
Isso é que era preciso :P, o resto..esquece! ;)

Beijinhos

Cabo Napol "eao" disse...

OP.LOUCA, sabes que eu adoro o PORTO.

Mas quanto ao estragar os relvados, isso é que não.

As empresas de jardinagem, servem para cuidar e fazer outros relvados, mais relvados e jardins, preservando os que há.

Quanto ao Porto propriamente dito, sinto falta dos amigos e do RITUAL... eheheheh