As minhas cachadas no Geocaching

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terça-feira, 18 de março de 2008

POR DESAMOR A GUERRA FICA PARADA

Olá caros bloguistas militantes,

Este é o BLOGUE DO DIA, selecionado aqui pelo vosso cabo da brigada. Porque a nossa Brigada é ouvida a cavalgar, por esses montes fora combatendo a iniquidade, as trevas, a ignorância (a nossa própria incluída) e outros males que contribuem para a desarmonia do Universo, o mestre ideólogo do "blogue caderno da corda" Davi Reis teve a gentileza de nos pedir a divulgação de um seu evento, e como esta brigada é dura na palavras (pelo menos assim pensa que é, se não for deixem-na pensar, porque quem somos nós para aos tolos tirarmos a felicidade), mas generosa nos actos, a vontade lhe fizemos, e pelo que já dele lemos achamos que vale a pena, com ele as trevas do universo dissipam-se sempre um pouco mais, e todos com pouco fazemos muito, por isso o blogue de hoje :
http://cadernodecorda.blogspot.com/2008/03/29-de-maro-18-horas-apresentao-do.html - Basta clicarem em cima do link para lá irem ter

Caros Bloguistas Militantes, No Post de hoje , vamos tratar de Divórcio.
Sabem todos, tão bem como eu, que as surpresas podem acontecer todos os dias ou quase, basta não nos acomodar-nos à rotina rotineira que nos tentam burocráticamente fazer habituar.
Conheci esta minha colega/amiga, há uns meses atrás, e inteligente como é cativou-me, e como seu colega e amigo temos conversado bastante, sobre temas de direito e não só.
Um destes dias, depois de uma P.I. (Petição Inicial), de divórcio litigioso que tínhamos estado a aprender a aperfeiçoar, veio a talhe de foice, a conversa sobre divórcio.
Veio à guisa da nossa conversa, que não compreendia porque é que não existia divórcio por DESAMOR, já não era a primeira vez que me falavam sobre o assunto, já uma colega de Mestrado Advogada, me tinha falado do mesmo, há uns meses atrás.
Curiosamente, era a segunda vez que ouvia falar sobre o assunto (esquecido como eu sou, só há dias me lembrei, quando andava a magicar o que escreveria aqui no post, que alguém que já tinha falado sobre o assunto também... estou desconfiado que tenho alzheimer precoce, mas isso agora não interessa nada), mas o curioso disto é que o assunto sempre foi abordado por mulheres. (também só ouvi duas vezes e reflecti mais profundamente uma).
Mas, desta segunda vez, talvez porque a força de uma segunda argumentação sobre o assunto e o debate que se seguiu, deixaram-me a pensar.
Realmente, porque é que não o divórcio por DESAMOR? (Penso que se percebe bem o alcance de Desamor, dispenso-me de o qualificar).
Faço eu, esta pergunta, que sou um homem solteiro e dessa poda não tenho a autoridade material e de experiência para o dizer.
Mas sinceramente, um laico e agnóstico como eu, não consegue conceber essa ideia.
O Casamento é um contrato, sinalagmático, ou seja é realizado pela vontade das partes, livre, em consciência e todo e qualquer contrato é necessário uma pessoa com capacidade para assinar um negócio jurídico tem de ter.
O nosso legislador, no livro da família, que consta do código civil, colocou o casamento, como contrato, é certo, mas ainda em nome dos valores antiquados, castradores e com uma pitade de religiosidade, que de todo não se adequa ao mundo moderno.
Como em qualquer contrato, qualquer um dos contraentes entra para o contrato, com vontade livre e esclarecida, mas ao contrário dos outros contratos não pode sair de livre e sua exclusiva vontade.
Porque não hão-de as pessoas poder-se divorciar por DESAMOR, e terem de ficar sujeitas a um contrato, que não querem, não tem vontade, não são livres de rescindir e prescindir.
Porque é que temos de os tornar uns desgraçados infelizes?
É certo, que houve tempos que em Portugal, e reduzo este post unicamente ao nosso país, embora eu ache que deveria ser universal, mas escrevia eu que houve tempos que no nosso país, o divórcio nem sequer estava consagrado no código civil, salvo erro foi com o 25 de abril, (esse dia que é feriado e que eu me esqueci na contagem do tempo, mas isso sao contas de outro rosário civilistico), que tal consagração veio a dar-se.
Antigamente era uma vergonha os casais separarem-se, histórias de homens e mulheres infelizes no casamento e que não podiam quebrar o contrato, é o que para aí não faltou e não falta ainda.
Histórias de um contraente ser infiel ao outro, de violência doméstica repetida e continuada, antes do divórcio ser aprovado não faltavam, os contraentes aguentavam estóica e abengadamente, eram e foram tão frequentes.. e ainda o são mas felizmente em muito menor grau e percentagem.
Foi da ideia de casamento para sempre, imposto por séculos de uma religião castradora e equilosada, que as histórias da carochinha, branca de neve, cinderela e outras princesas, povoaram os espiritos ocidentais, e que alienaram homens e mulheres para a eterna felicidade, estórias das histórias que a história nos vai dando.
O facto de não nos podermos desvincular, quando e como queremos do contrato de casamento como outro qualquer contrato, o facto de não haver divórcio por desamor, e as condicionantes de desvinculação do contrato ter de ser por vontade única e exclusiva de ambas as partes ou então decretada por um tribunal, que ainda, por lei, tenta que conciliar o inconciliável, dá origem a histórias que nos fazem pensar.
Lembro quase perfeitamente, daquele caso real, que nos foi contado numa aula de Civil, que a mulher praticou um triplo homicídio.
Ela, a dita cuja, todos os dias ou quase, levava um arraial de porrada do marido bebado. Ele cumpria á risca o provérbio árabe (penso que esterja escrito no Corão, se não está a minhas desculpas, mas que é árabe, digo isto porque assim mo garantiram) "Todos os dias dá uma tareia á tua mulher, se tu não souberes porque, ela saberá".
Todos os dias aquele homem fazia do lombo da mulher um tamborete, mas como em tudo na vida, o ser humano tem um limite, e aquele dia foi o dia, quem sabe faz a hora não espera acontecer, como diz a canção.
Ele todos os dias ia almoçar a casa, vindo das obras ou da mina, já não sei bem, e ela preparou-lhe o seu prato especial, o seu prato favorito ( não, não eram favas com chouriço como diz a canção do José Cid), era FEIJOADA, e o prato foi preparado com especial carinho de veneno.
Veneno, essa arma elegante e discreta e eficaz, que ao longo do tempo homens e mulheres usaram para se desfazerem de mal entendidos, maus casamentos, adversários políticos, portanto uma arma com multifunções antiquissima, ah! mas quem disse que as armas antiquissimas nao são eficazes?
O marido vem para almoçar, como todos os dias, chega á hora certa, como todos os dias, ela tem o almoço pronto a ser servido, como todos os dias.
Mas infortunio dos infortunios, quando o nosso karma traça o destino, só o impossível nos consegue desviar.
Então não é que, o alvo desta infeliz, maltratada e moída mulher, que se o amor a juntara naquele casamento, já há muito que aqueles belos laços que o padre tinha dito que eram para sempre, foram quebradas á custa de tanta embriaguês e porrada do seu ex-amado, mas diziamos nós, não é que o alvo da feijoada com gostinho especial, resolve naquele dia levar dois colegas para almoçar lá a casa.
A sociedade, machista, com os seus estigmas e dogmas nos leva a certas e impensáveis locuras.
Tal como diria Julio César . alea jacta est, a sorte está lançada, e então lá morreram os 3 satisfeitos e de barriga cheia de uma excelente feijoada com o tal ingrediente especial.
Resultado um triplo homicidio, e se quissemos ser mauzinhos será que ela consegui dar alivio a três lares, será que com uma só cajadada, antecipou para mais cedo o que mais tarde era certo?
Houvera divórcio por desamor, pudera ser na altura e agora a mulher melhor tratada e ter independência, e esta pobre desgraçada teria cometido tal crime?
É tão triste quando assistimos á verborreia legislativa, e no fim vemos que a lei não acompanha o ritmo da vida.

Solamente una vez... (nãosei quemé o autor)
Solamente una vez
Ame en la vida
Solamente una vez
Y nada mas.
Una vez nada mas
en mi huerto
Brillo la esperanza
La esperanza que alumbra
El camino
De mi soledad.
Una vez nada mas
Se entrega el alma
Con la dulce y tota
lRenunciacion.
Y cuando ese milagro realiza
El prodigio de amarse
Hay campanas de fiesta que cantan
En el corazon.
Una vez nada mas...
Y cuando ese milagro realiza
El prodigio de amarse
Hay campanas de fiesta
Que cantan
En el corazon.
Solamente una vez...
Solamente una vez...

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? MAS CADA VEZ MAIS HÁ DIVORCIADOS NA NOSSA BRIGADA QUE DE 15 EM 15 DIAS NÃO PODEM APARECER PORQUE TEM DE FICAR COM OS FILHOS... ISTO ASSIM JÁ PARECE A GUERRA DO SOLNADO, PERDE-SE A BALA, PERDE-SE A GUITA E A GUERRA FICA PARADA...

sábado, 15 de março de 2008

Como é que eu me esqueci que 25 de Abril era feriado

Olá caros bloguistas militantes,

Este é o BLOGUE DO DIA, selecionado aqui pelo vosso cabo da Brigada.
http://wwar1.blogspot.com/ - Basta clicarem em cima do link para lá irem ter
Este é um blogue diferente, trata-se das cartas de um soldado sa 1ª guerra mundial, que foram descobertas num sotão por um bisneto. São as transcrições das cartas que ele escrevia para a família mas 90anos depois. É um retrato da frente de batalha, que vão surgindo na net no exacto dia em que as cartas foram escritas... mas 90anos depois. Não sabemos, segundo o autor do blogue, o que vai suceder, se o soldado sobreviveu ou não. É muito interessante.

Caros Bloguistas Militantes, hoje sinto-me um mísero Cabo e não um grande imperador. Que querem? Ele há dias... e semanas... assim.
No Post de hoje , vamos tratar da Democracia.

Sim, da sempre doente Democracia.
A demoracia Portuguesa, anda aos soluços, começou, teve uma interrupção para férias forçadas, e agora já lá vão cerca de 33 anos, sim já passou esse tempo desde que o regime autocratico foi deposto.
Retomámos a Democracia, não com as limitações que tinhamos tido na 1ª República, onde "A lei conferia o voto apenas aos cidadãos maiores de 21 anos que soubessem ler e escrever ou que fossem chefes de família há mais de um ano. O código eleitoral de 1913, excluía do direito de voto os chefes de família analfabetos e os militares no activo. Durante a ditadura de Sidónio Pais (1918), os analfabetos voltaram a poder votar. Finda a ditadura voltaram a ser excluídos. "
Era uma democracia quase parecida com a da Antiga Grécia.
Bom, mas o certo é que a nossa Democracia não está bem, e não é só a Portuguesa, o mal é geral. Vistas bem as coisas, como já disse noutros posts, temos uma partidocracia, caminhamos indiferentes ao que nos rodeiam e estamos quase, se é que já não estamos, numa plutocracia.
Estamos num retrocesso em relação á democracia, o que no mínimo é grave, uma maleita pior que o míldio nas videiras.
Esta espécie de Democracia, não é dirigida por políticos, mas por tecnocratas, quer estejam eles em Bruxelas, em Lisboa ou noutra capital qualquer, é o "Sim senhor ministro", á escala global e sem a graça que a série de tv teve.
Esses tecnocratas são comandados pela economia, pelas grandes multinacionais, cheias de interesse, que os manipulam.
E esta crise é muito graças a isso, em que não se controla a economia, porque ela descontrolou-se a si própria, e tendo tomado conta do poder político, tomou conta da democracia, que de arrasto leva-a com ela.
Estamos e vamos sofrer com isto, é que as propostas em alternativa, não são propostas em alternativa, são a mudança na continuídade.
Não nos podemos deixar ludibriar pela Esquerda com propostas irreais de colectivismos serôdios, nem pelas propostas da Direita, que quer liberalizações alucinogénicas e um populismo fácil, mas também não é neste meio que está a virtude, por isso também não nos deixemos levar pelo centro fácil que não é carne nem é peixe, nem puxa para as propostas de esquerda, nem para as propostas da direita, não puxa ponto, a sua virtude é ficar parado, ouseja é um sistema entrópico.
Ouvi com muita preocupação, a preocupação do bastonário da Ordem dos Advogados, quando diz que os pilares da democracia estão a afundar-se, relata-nos que: o controle da justiça sem garantias de preserverança de defensores habilitados e as tentativas de controlo desses mesmos defensores.
Isto tudo aliado aos mediáticos julgamentos que começam o julgamento logo pelo fim , ou seja pela condenação, deixam a quem cai nas malhas da lei, seja por actos próprios seja por acusações pérfidas, muito tempo, cerca de 5 a 8 anos, de nome sujo na praça pública, é um processo nos limites do kafkiano sem nunca se saber porque é que se é acusado.
Sim, por este caminho, vamos e estamos mal nesta nossa democracia.
A democracia é anterior ao voto, mas tem nele e na liberdade do mesmo um dos pilares, também na liberdade de opinião e da formação dessa mesma opinião, não orientada mas de livre escolha e arbitrio individual um forte sustentáculo, quer demos por eles todos os dias ou não, é importante lá estarem, é fundamental lá estarem.
A livre candidatura, pois se somos uma democracia, e todos nós que quisessemos candidatar a um lugar de representante de todos, poderiamos fazê-lo, e não passar essa importante prorrogativa a um punhado de cidadãos, que tem esse destaque porque se aliam a um partido, e que sabujam tudo e todos para conseguirem um lugar de representante de todos nós.
Deveríamos ter circulos uninominais, tal como tem a Inglaterra, talvez com uma pitada do sistema misto alemão.
Um sistema, onde, com um número mínimo,não irrealista e não manipulado e limitado por um partido político, de assinaturas, poderíamos candidatar no nosso circulo eleitoral.
Defendo também uma segunda câmara, como já outrora tivemos, uma câmara de Senadores, homens mais velhos e avisados, que pugnariam para que a democracia se mantivesse estável, e que essa segunda câmara fosse eleita em tempo diferente da Assembleia da República, e fosse renovada em metade dos seus elementos em tempo diferente também.
Esse Senado assegurava enttre outras coisas, que os projectos de longo prazo, como são os casos de políticas de saúde e educação, grandes obras públicas, não aconteça o que está a acontecer, como o novo aeroporto, como a nova travessia do Tejo, etc...
Porque sinceramente, já estou farto de ver desperdiçar dinheiro, quando a mim mo mandam poupar, já estou farto de ver mudar decisões de grande monta, só porque o governo muda, é que em meia dúzia de anos, tivemos meia dúzia de localizações sim ou não de Otas, traçados de tgv's, conservações de pontes e outras obras de arte, a segurança rodovária, etc...
Isto não deveria estar ao sabor deste ou daquele governo, mas de todos nós, através do senado.
Decidiu-se está decidido, e não andamos ao sabor das eleições.
O voto é uma arma fundamental da democracia, e deve ser transparente. É algo de promenor, mas foram os promenores que deram por exemplo a primeira eleição do Presidente Bush dos EUA. Não se compreende comoé que uma Democracia como a Americana ainda tenha sistema de votos mecânicos e tão pouco fiáveis.
Os locais de voto deveriam ter melhor tratamento, a antecamara de votação deveria ser bem iluminada e com privacidade, não como agora assistimos, em estruturas antiquadas e desengonçadas, e que estratégicamente colocadas não deixam sigilo do voto a ninguêm.
A urna de voto deveria ser em acrílico transparente, e não preta e opaca como a vemos agora, nunca vimos se os votos caiem dentro da urna.
E se não vimos quem diz que não podem ser,manipulados, deviados ou acrescentados?Transparência no voto secreto, directo, universal e periódico.
Isto são alguns paliativos para que a nossa democracia se mantenha em pé.
Estivemos todos junstos lado a lado ... mas não durou muito tempo... e a coisa desmoronou-se.
E por último o título, do post, tem a ver com a contagem de prazos em Processo Civil, que entre outras coisas os feriados não se contam, e a nossa Democracia anda tão mal que eu me esqueci que o 25 de abril era um feriado... sim, todos nós temos os nossos lapsos... e quando isso acontece e se relapsa... erramos... e os erros pagam-se caros... ah pois pagam.
Portugal Ressuscitado - José Carlos Ary dos Santos (Caxias, 26 de Abril de 1974)
Depois da fome, da guerra
da prisão e da tortura
vi abrir-se a minha terra
como um cravo de ternura.
Vi nas ruas da cidade
o coração do meu povo
gaivota da liberdade
voando num Tejo novo.
Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido
Vi nas bocas vi nos olhos
nos braços nas mãos acesas
cravos vermelhos aos molhos
rosas livres portuguesas.
Vi as portas da prisão
abertas de par em par
vi passar a procissão
do meu país a cantar.
Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido
Nunca mais nos curvaremos
às armas da repressão
somos a força que temos
a pulsar no coração.
Enquanto nos mantivermos
todos juntos lado a lado
somos a glória de sermos
Portugal ressuscitado.
Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? PARA A PRÓXIMA ESCOLHEMOS DEMOCRATICAMENTEO GENERAL QUE AS COMANDA... PODE SER QUE SAIBA CONTAR PRAZOS E MANTER A MALTA UNIDA

segunda-feira, 10 de março de 2008

"Bem prega pai Tomás"

Caros Bloguistas Militantes
Não sou só eu que escrevo em blogues. Não sou só eu que mereço ser lido, isto presumindo que mereço ter essa vossa consideração e atenção.
Por isso a partir de hoje no início dos meus posts, vou sugerir-vos um blogue para visitarem, daqueles que eu acho particular interesse, e se voces conhecerem outros blogues interessantes deixem a vossa sugestão.
Já agora, aproveito para vos convidar a deixar comentários, sugestões etc... aos meus textos, a crítica é sempre bem vinda seja ela mais positiva ou menos positiva.
BLOGUE DO DIA:

http://rprecision.blogspot.com/ - Basta clicarem em cima do link para lá irem ter

Um blogue de alguém que tem um pensamento crítico, gostei bastante, faz-nos reflectir, não está formatado como costuma dizer um formador meu, e que prezo bastante: "Com a linha oficial do partido"

E este é o meu post de hoje

Câmara de Grândola, estamos contigo!
Estivemos noutro dia a ver o telejornal, e estamos contigo.
Sim, isso de ter um partido político, a pagar 7,48 Euros por mês por 14 assoalhadas (0,53 centimos por assoalhada), é no mínimo um escandalo.
Se a esta informação acrescermos que o partido que paga esta ninharia de renda é o PCP(PARTIDO COMUNISTA PORTUGÊS), nem o mais proletário dos proletários concordaria com tal renda e com tamanha ocupação de espaço para um centro de trabalho, por isso o escandalo ainda é maior.
Tão pouco dinheiro pela renda que a câmara (entidade cujo dinheiro é de todos nós) cobra a um centro de trabalho do PCP?
Juntemos a isto, que a Câmara que arrendou ao PCP, na altura em que foi cedido o espaço, era gerida pelo PCP... na altura que o Alentejo ainda era deles... depois acordaram...
Agora, a Câmara de Grândola, e por isso digo que estamos com ela, quer despejar o centro de trabalho do PCP, e lá quer instalar um centro cultural.
O PCP, claro contesta e diz que aquilo serve o povo trabalhador, pois está bem ... já me tinham dito, só se referem ao escassíssimo povo trabalhador deles, leia-se sindicalistas, além disso é um partido que vem perdendo militantes e cada vez mais está menor, felizmente digo eu, ter um centro de trabalho com 14 assoalhadas e pagar tão pouco, e não disponibilizar esse espaço para a sociedade... convenhamos que não é uma atitude nada comunista.
A câmara agora que mudou de mãos, quer transformar aquele antigo palácio em centro cultural, de modo a beneficiar verdadeiramente a população, e não só meia dúzia deles, acho muito bem essa acção de despejo.
Estamos com eles.
Mas Portugal é pródigo em coisas peculiares, os GNR'S são portugueses, logo são desenrascados, e como não possuem o software original para fazerem croquis dos acidentes, o comando geral ainda não os comprou,, o que fizeram eles?
Claro, isso mesmo, piratearam. Quem é que polícia o policia?
Claro que o povo beneficia com essa atitude, mas faz-me lembrar o provérbio "Bem prega pai Tomás, faz o que ele diz, não faças o que ele faz."

Liberdade - Fernando Pessoa
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? DESDE QUE SEJAM JUSTAS E LEGAIS.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Na terra do nunca

Caros bloguistas militantes
Seguiamos de comboio a ouvir a música da abelha Maia, do nooddy, do Jackie e a ver o mar e a sonhar que era pirata naquele barco que passava, quando começou a pensar que existem pessoas que nunca crescem.
Existem pessoas que permanecem para sempre crianças, e ele gostava de ser uma delas.
As pessoas que tal como as crianças, veem o mundo a amanhecer cheio de esperança, onde a imaginação pulula entre os livros e os brinquedos.
As agruras e as negruras do mundo são coisas que os adultos veem nos telejornais, existem pessoasque nunca deixaram de ser crianças outra cresceram demasiado depressa e já não sabe o que isso foi.
Ser criança em que cada viagem de comboio é uma aventura para a terra do Harry Potter, cada barco no mar é um navio corsário para se brincar aos piratas das caraíbas e enterrar inúmeros tesouros, cada onda na praia que nos molha os pés são apelos da pequena sereia para irmos brincar com ela.
Cada ratinho pequeno é o Speedy Gonzales a brincar com o sylvester, o nosso grupo de amigos é a tripulação da Star Treck, onde todas as tardes viajamos por esse imenso espaço descobrindo novos mundos.
Somos mosqueteiros sempre prontos a lutar pelo bem, poisé existem pessoas que nunca deixaram de ser crianças.
Existem pessoas que por terem essa condição nunca deixaram de reparar no azul do céu, na espuma do mar, no arco íris que no seu fim tem um tesouro num pote.
Ah como eu gostava de ser uma delas, não sei onde e quando perdi essa magia, não sei onde e quando tive a notícia de que passei a ser um adulto, não que isso seja mau, mas ser criança é e foi tão bom.
Bem, caros bolguistas militantes a conversa estava boa, mas tenho de sair pois o Peter Pan e os seus amigos estão á minha espera na terra do nunca, e temos uma partida combinada para fazer ao capitão Gancho.
Saiba- Adriana Calcanhoto-Composição: Arnaldo Antunes
Saiba!
Todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão, também
Hitler, Bush e Saddam Hussein
Quem tem grana e quem não tem...
Saiba!
Todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
E também você e eu...
Saiba!
Todo mundo teve mêdo
Mesmo que seja segrêdo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar...
Saiba!
Todo mundo vai morrer
Presidente, general ou rei
Anglo-saxão ou muçulmano
Todo e qualquer ser humano...
Saiba!
Todo mundo teve pai
Quem já foi e quem ainda vai
Lao-Tsé, Moisés, Ramsés, Pelé
Gandhi, Mike Tyson, Salomé...
Saiba!
Todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara, Pinochet
E também eu e você
E também eu e você
E também eu e você...

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? MAS NO FINAL DA BRINCADEIRA A MÃE CHAMA-NOS PARA IRMOS COMER A SOPA.

terça-feira, 4 de março de 2008

Who wants to live forever

Olá caros bloguistas militantes
O nosso planeta sofre os mais inusitados ataques, quer externos quer internos.
Já há muito que penso que o corpo dos seres vivos quer animais quer outros, não é mais que a reprodução em miniatura de todo o espaço sideral e vice-versa.
Sistemas grandes, compostos por planetas, poeiras e átomos e estrelas, que comunicam através de energia, assim como o corpo humano composto por átomos e orgãos e energia que comunica uns com os outros.
Mas isso são linhas de pensamento que eu não quero explorar aqui, o certo é que andamos todos ligados, o que um faz afecta todo o equilibrio do universo.
Ainda voltando ao pensamento, nãopenso nada de novo, segundo algumas teorias, sou damos corpo a ideias atingas com capas renovadas, ou limitamo-nos a expor algo que já todos sabiamos mas que um dos seres verbaliza.
Bom mas este não é o tópico do post de hoje.
O nosso planeta, como diza eu, sofre ataques d etodo o lado, quer interna quer externamente.
A degradação, a falta de preocupação e de medidas concretas, invernos que são verões e que de repente chove e depois faz calor.
Sofremos de uma instabilidade climática, que é ciclicamente crónica, mas que penso que conseguimos adiantar os seus fenómenos umas centenas de anos.
Ele é o derretimento ou melhor o degelo dos glaciares, e com a sua água doce e potável invadindo a água salgada, e ao mistrurar-se com ela torna-a salobra, e torna-a mais fria, e com isso mata espécies e influência o clima arrefecendo-o que por sua vez mata mais espécies.
Assistimos impunemente e contribuímos activamente para o desaparecimento de outras espécies animais e vegetais, comprometemos há muito o equílibrio natural, e assim contribuimos inconscientemente e invisivelmente para o desaparecimento da nossa espécie.
Ignoramos as energias renováveis, continuamos a apostar nas energias poluentes e não renováveis.
Tudo o que sabemos mas ignoramos de forma despeciente, a desertificação, a falta de água, a consequente fome, a desflorestação, a poluição, a destruição dos solos e das matérias minerais, andamos a matar lentamente o nosso planeta.
Mas também quem quer viver para sempre? Não é?

Who wants to live forever -Words and music by brian may
Theres no time for us
Theres no place for us
What is this thing that builds our dreams yet
slips away
From us
Who wants to live forever
Who wants to live forever....?
Theres no chance for us
Its all decided for us
This world has only one sweet moment set a
side for us
Who wants to live forever
Who wants to live forever?
Who dares to love forever?
When love must die
But touch my tears with your lips
Touch my world with your fingertips
And we can have forever
And we can love forever
Forever is our today
Who wants to live forever
Who wants to live forever?
Forever is our today
Who waits forever anyway?
Ele há cargas fantásticas, não há ? Mas ele há guerras que a brigada não compra, porque são injustas e autodestrutivas.