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Toda a brigada tem um cabo... todo o cabo pode chegar a Imperador... todo o Imperador pode mudar o destino de uma nação ... todas as nações podem mudar o destino do mundo ou não...

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Aproveitamento da Frente Ribeirinha - Por este rio acima


Diz o ditado “ Dá Deus nozes a quem não tem dentes”.

Lisboa, Porto, Coimbra (só para citar 3 grandes cidades) possuem uma frente ribeirinha invejável, que, se fosse noutros países mais civilizados, já tinha potenciado e aproveitado o Rio que pela sua cidade passa.

Temos um clima espectacular, cada vez menos certo, mas que permite que sejam aproveitadas as potencialidades dos rios que essas cidades banham.

O Tejo por exemplo, é aproveitado para a parte comercial, entrada e saída de navios de mercadorias e passageiros, serve para as travessias entre margens, e, de quando em quando para uma regata, ou algum evento esporádico que aproveite as águas do tejo.

Já o Mondego ou o Douro tem menos aproveitamento, apesar de no Douro se fazer um aproveitamento turístico, pouco mais além se vai.

Vejamos por exemplo as margens do Sena, ele é pintores, ele é artistas de rua, ele é um rio com uma espécie de 2 margens uma em cima onde se pode passear, e outra em baixo com uma série de anfiteatros, onde se fazem workshops de dança, pintura, onde se toca música.

O Rio Tamisa, é aproveitado por quem faz desporto náutico, onde é frequente ver cidadãos a fazer canoagem ou remo.

Na Suécia, nos seus lagos e rios, é aproveitado pelos seus cidadãos para velejar.

É altura de mudar o paradigma, e sairmos de casa e dos centros comerciais, e aproveitarmos o que a Natureza nos proporciona.

Nas Margens dos nossos rios, os nossos pintores, os nossos artistas ou aspirantes a artistas,   poderiam ensaiar, pintar, dar largas à sua imaginação, de modo a que tornasse o rio ainda mais colorido.

É certo que já fizeram partes de circuitos para bicicletas e corrida, mas são os hábitos, o nosso maldito hábito de ir para centros comerciais, ficar em casa e não usufruir do que temos que tem de ser também mudado.

É certo que, em algumas partes das margens do rio, existem concentrações de bares, restaurantes, cafés, mas a extensão é tão grande que mesmo assim, se torna justificável, existirem ,mais bares, cafés e restaurantes à beira rio, e estamos a falar ade todas as margens dos principais rios portugueses.

Temos de chamar mais turismo, mas também temos de acarinhar mais os locais, os nados e criados na nossa terra.

E não é só fazer empreendimentos, lojas e casas para acolher estrangeiros, mas, também, e principalmente tratar bem os nossos.

Nas Margens do rio existem jardins, e estes pouco mais têm ( e bem) que árvores, relva e bancos.

É necessário dar imprimir mais cultura e lazer nos nossos jardins, temos de ter esculturas, estátuas e outras obras que identifiquem enriqueçam, atraiam visitantes que querem ir ali aquele local para ver especificamente determinada característica que aquele jardim à beira rio possui.

Colocar jogos gigantescos de Xadrez. Damas, Dominó, 4 em linha , etc… , nos jardins é outra mais valia.

Não me esqueço que num jardim da Suiça, passei quase uma hora a olhar para um jogo gigante de xadrez, onde 2 adversários se enfrentavam. A situação foi para mim particularmente engraçada, pois um dos cidadãos começou um jogo sozinho mexendo um peão, passados uns minutos chegou outro e respondeu aquele movimento, estiveram ambos a jogar durante 10 minutos um foi-se embora, e outro cidadão chegou e continuou o jogo dele.

Os nossos rios têm capacidade, fluxo, dimensão e condições, para que todos os dias existam cidadãos a usufruir dessa benesse.

Dou um exemplo: O desporto escolar, muitas vezes confinado às escola, deveria incentivar professores e alunos a ter aulas de remo, natação (nos que não estão poluídos), vela, canoagem e outros deportos aquáticos, a utilizarem e usufruírem destes magníficos espaços.

O Tamisa tem a mítica regata, Oxford –Cambridge, que vemos todos os anos na TV, é verdade que esta tradição já vem crescendo desde 10 Junho de 1829, mas alguém teve de começar para que isto acontecesse, alguém, com visão deu importância ao desporto escolar/universitário para que agora tenhamos uma tradição desportiva.

Devíamos começar a nossa tradição, temos um rio com condições iguais ou melhores que o Tamisa.

Devíamos começar a utilizar mais os nossos rios com desportos náuticos, as nossas margens dos rios com mais culturas, e mais cafés/restaurantes, na justa medida que não prejudiquem a paisagem e o bem estar, ou seja não sejam demasiados nem estejam demasiado próximos uns dos outros, e também que não estejam afastados demasiado, que se tenha de andar kilometros para se encontrar um e descansar.

Camões já o dizia (não directamente) que as margens de um rio são inspiradoras.

O aproveitar do potencial das margens e do rio, dá mais qualidade de vida a todos os que lhe estejam próximos, e dá mais vida às cidades e vilas que por eles são banhados, gera receita, gera felicidade, gera bem-estar.

Temos o material, temos a mão-de –obra, temos a ideia, temos a vontade só falta começar.

É que se não o fizermos, damos razão ao ditado " Dá Deus nozes a quem não tem dentes", e nós temos dentes e temos nozes.

A BRIGADA É DE CAVALARIA MAS SABE NADAR

Fausto : Por este rio acima

Letra e música: Fausto
In: Por este rio acima/gravado em 82

Por este rio acima
Deixando para trás
A côncava funda
Da casa do fumo
Cheguei perto do sonho
Flutuando nas águas
Dos rios dos céus
Escorre o gengibre e o mel
Sedas porcelanas
Pimenta e canela
Recebendo ofertas
De músicas suaves
Em nossas orelhas
leve como o ar
A terra a navegar
Meu bem como eu vou
Por este rio acima

Por este rio acima
Os barcos vão pintados
De muitas pinturas
Descrevem varandas
E os cabelos de Inês
Desenham memórias
Ao longo da água
Bosques enfeitiçados
Soutos laranjeiras
Campinas de trigo
Amores repartidos
Afagam as dores
Quando são sentidos
Monstros adormecidos
Na esfera do fogo
Como nasce a paz
Por este rio acima

Meu sonho
Quanto eu te quero
Eu nem sei
Eu nem sei
Fica um bocadinho mais
Que eu também
Que eu também
meu bem

Por este rio acima
isto que é de uns
Também é de outros
Não é mais nem menos
Nascidos foram todos
Do suor da fêmea
Do calor do macho
Aquilo que uns tratam
Não hão-de tratar
Outros de outra coisa
Pois o que vende o fresco
Não vende o salgado
Nem também o seco
Na terra em harmonia
Perfeita e suave
das margens do rio
Por este rio acima

Meu sonho
Quanto eu te quero
Eu nem sei
Eu nem sei
Fica um bocadinho mais
Que eu também
Que eu também
meu bem

Por este rio acima
Deixando para trás
A côncava funda
Da casa do fumo
Cheguei perto do sonho
Flutuando nas águas
Dos rios dos céus
Escorre o gengibre e o mel
Sedas porcelanas
Pimenta e canela
Recebendo ofertas
De músicas suaves
Em nossas orelhas
leve como o ar
A terra a navegar
Meu bem como eu vou
Por este rio acima



terça-feira, 10 de outubro de 2017

Os Podres Poderes e a demanda independentista



17/07/1936 foi o dia em que a Espanha deixou de o ser... ninguém tem dado importância, mas a Espanha não é, nem nunca foi uma Nação una. 

A Espanha é, e contínua a ser, mesmo à boca calada (até à uns dias) ou à "boca armada" (conforme quis fazer a ETA), uma confederação de Nações. 

É uma Confederação de vontades contrariadas, A Nação Catalã, A Nação Viscaína, A Nação Galega, e depois a Nação "Leão e Castela", a mais forte e a mais impositiva.

A Nação Catalã, teve azar em 1640, e nós, os Portugueses, tivemos sorte, é que Leão e Castela, perante duas revoltas no seu território (Leia-se revoltas independentistas de Portugal e Catalunha), sabendo que só podia acorrer a uma delas, resolveu-se por ir à Catalunha, menosprezando os desejos Portugueses, e, com isso, a Catalunha não conseguiu ser um reino independente.

Depois é o que se sabe, ciclicamente as coisas voltam, porque o desejo de não pertencer aquilo de onde não se é, é sempre mais forte. 


E as feridas voltaram a abrir-se na guerra civil espanhola, e essas feridas abertas não se curaram facilmente nem com imposições.


Os Viscaínos, com a ETA, já as tentaram fechar (as feridas) "à lei da Bala e da Bomba" para que tudo voltasse ao que era, mas a violência não é nem nunca foi a solução, e como tal não conseguiram.

 
Agora foi a vez dos Catalães, uma região mais abaixo, tentaram pela lei do voto/consulta popular...colocar o povo na rua... não sei se vão conseguir...


O não sei se vão conseguir é baseado no facto de que o Estado reprimiu a consulta popular estúpida e violentamente... mas não tendo aprendido a lição da ETA, não sabe que a violência não é solução.

Ainda o mesmo Estado tentou, manipular a comunicação social, e enviou para Barcelona, cidadãos de toda a Espanha, para dizerem aos que lá estão e lá vivem a seguinte mensagem"Vocês não podem ser independentes na vossa própria terra, por isso AGUENTEM-SE".


Infelizmente os podres poderes instalados (fora de Espanha), os conservadores que mexem a economia, e outros interesses instalados, não deixam.


Com um Decreto o Governo, mandou indirectamente as multinacionais espanholas, retirem as suas sedes da Catalunha, dizendo que os Catalães são pessoas não gratas, querendo asfixiar economicamente a Catalunha, que é responsável por 20% do PIB Espanhol.


Ao jogar assim neste xadrez, o Estado fez batota (e fez porque pode), mexeu a Rainha, o Cavalo e a maioria dos peões...inclusivé até colocou o REI a falar, Rei esse que se colocou voluntariamente em Xeque com aquilo que disse.


Nós sabemos com o é que os Catalães faziam com que isto resultasse, ou melhor, nós sabemos como vai resultar, ou seja como será o Xeque-Mate.


E é simples, quando todas as NAÇÕES com propósito independentista se juntarem e declararem unilateralmente a independência simultâneamente. 

Ou seja eram os Viscaínos, os Galegos e os Catalães em Espanha, fazerem todos ao mesmo tempo a declaração de independência.

Afinal de contas, bem vistas as coisas, quem é que quer ser Espanhol...se existem tantas outras coisas boas para ser.



A BRIGADA não quer mais os podres poderes, que nos conduziram até onde nós agora estamos. 
A BRIGADA congratula os novos poderes, mas só os tolerará enquanto forem democraticamente éticos. e zelarem pela alegria do mundo. 




Compositores: Caetano Emmanuel Viana Teles Veloso

Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos
E perdem os verdes
Somos uns boçais
Queria querer gritar setecentas mil vezes
Como são lindos, como são lindos os burgueses
E os japoneses
Mas tudo é muito mais
Será que nunca faremos senão confirmar
A incompetência da América católica
Que sempre precisará de ridículos tiranos?
Será, será que será que será que será
Será que essa minha estúpida retórica
Terá que soar, terá que se ouvir
Por mais zil anos?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Índios e padres e bichas, negros e mulheres
E adolescentes fazem o carnaval
Queria querer cantar afinado com Ellis
Silenciar em respeito ao seu transe, num êxtase
Ser indecente
Mas tudo é muito mau
Ou então cada paisano e cada capataz
Com sua burrice fará jorrar sangue demais
Nos pantanais, nas cidades, caatingas
E nos Gerais?
Será que apenas os hermetismos pascoais
Os tons, os mil tons, seus sons e seus dons geniais
Nos salvam, nos salvarão dessas trevas
E nada mais?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Morrer e matar de fome, de raiva e de sede
São tantas vezes gestos naturais
Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo
Daqueles que velam pela alegria do mundo
Indo mais fundo
Tins e bens e tais