As minhas cachadas no Geocaching

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domingo, 25 de abril de 2010

Mudem de rumo já lá vem outro carreiro... viva o 25 de ABRIL

HOJE COMEMORA-SE 36 ANOS DO 25 DE ABRIL...
Começo pelos charlatães que nos enganavam a nós como povo antes do 25 de Abril...estranhamente continuam...onde é que nós erramos?

Mas havia alguns que teimavam em cantar a Liberdade

Em Portugal como noutros países, os recados eram mandados através de música, poemas e canções...

Os vampiros esses andavam em todo o lado... e tal como agora precisamos de ter cuidado com eles... porque eles não se foram embora.... e quanto a mim faltou acrescentar um D à Revolução D de Desinfestação..

E a Liberdade e a Democracia naquele tempo não era só cá que estava fechada a 7 chaves....
MAS QUEM SABE FAZ A HORA NÃO ESPERA ACONTECER.

O que fazer par atermos um Portugal Rescuscitado?

Já sei ... fazer como a formiga no carreiro....

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS,NÃO HÁ? MAS HÁ CARGAS MELHORES QUE OUTRAS, A QUE FOI FEITA EM PORTUGAL FAZ HOJE 36 ANOS FOI FANTÁSTICA E LIBERTADORA. OBRIGADO AOS QUE AO LONGO DOS ANOS CONTRIBUIRAM PARA QUE ASSIM FOSSE.

terça-feira, 6 de abril de 2010

"DOGGY BAG" 2

Quando acabarem de ler o post, visitem este link http://www.thefreelibrary.com/'Doggy+bag'+ratings+for+top+restaurants%3B+London+chefs+to+get+Michelin...-a0220013343
Olá Caros Bloguistas Militantes
Esta é uma republicação do post que editei em 2007, não gosto de esquecer este tipo de assuntos e volto à carga sempre que possível.
Quem le os meus posts sabe que pode contar com duas coisas, com erros ortográficos e com um poema/video no final alusivo ao que escrevo.
Sempre que na TV passa imagens de pessoas com fome e/ou em subnutrição fico consternado com essas imagens, e penso. “Como pode isto acontecer?”; “Que poderei eu fazer?”
A crise neste momento é generalizada e a pobreza e os casos de fome aumentam… é a “conjuntura estrutural” direi eu…
Fico chateado quando vejo, aqui mesmo neste nosso Portugal, desperdiçar comida... principalmente nos restaurantes, em cantinas, em bares...
Se pensarmos a quantidade de restaurantes e afins que existem, chegaremos à conclusão facilmente que o desperdício é enorme...
O desperdício torna-se gritantemente maior, quando através da TV nos chegam os olhares daqueles que nos imploram por alimento... Essas bocas, que já nem forças para gritarem têm... fazem ecoar em mim as interrogações… “como desperdiçamos assim as vidas humanas?”; “como nos permitimos desperdiçar tanta comida?”
O governo Britânico encomendou um estudo que estimou que a industria hoteleira e da restauração, são as que tem menos preocupação ambiental deitando para o lixo 600,000 toneladas de garrafas de vidro e 3 milhões de toneladas para o lixo de comida por ano. E nós, os que silenciosamente vamos desperdiçando os pedaços de comida, que, pelo menos, dariam força para esses seres gritarem por alimento... e fazerem ecoar o seu desespero, ignoramos o nosso acto de má fé inconsciente. A juntar a isto, sempre assisti, em silêncio, mas horrorizado, àquelas manifestações de agricultores, que atiram leite fora, laranjas para o lixo, destroem tomate e sei lá mais o quê...
Olhando para os países com fome, estas atitudes para mim são uma ignomínia. Com isto tudo, vem-me sempre à memória o enorme Sr. Creosote, do filme "O sentido da vida" dos Monty Python... que explode literalmente depois de tanto comer, quando o criado lhe dá uma simples pastilha. A ideia de um ser humano morrer há fome é, para mim, no mínimo abjecta.
Assistir a esta miséria directamente nos telejornais na hora em que estamos a jantar é uma ironia negra.
Não ver nenhum ser humano cá do burgo indignar-se e mexer-se para dizer basta, é um ignorar muito ruidoso que não quero partilhar.
E quando digo para dizermos basta, não é às reportagens que relatam este tipo de acontecimentos. Não! Nada disso. É sim, um basta à passividade política e económica dos que assobiam para o lado perante esta calamidade.
Afirmamos que estamos num mundo civilizado e apelidamos os outros de 3º mundo… Como poderemos afirmar tal, quando somos tecnologicamente avançado, e com esta atitude socialmente retardados.
Como nos podemos permitir não conseguirmos ajudar os outros da mesma espécie a sobreviver?
Não será isto uma guerra encapotada… em que todos tomamos parte?
Vós, que sois crentes, e nas vossas missas, nos vossos cultos, nas vossas igrejas, mesquitas e sinagogas, que falais da partilha do pão, e depois não a concretizam... não serão essas palavras ditas, palavras para ouvidos de mercador? É verdade que existe sobre-população no planeta, somos mais seres humanos do que a Terra consegue aguentar e alimentar, estamos a gastar os recursos rapidamente… mas o facto é que ninguém faz nada para contrariar esta tendência.
Alimenta-se uma postura de avestruz, contribuímos para que estes números se agravem, cavamos mais o fosso que nos separa desses nossos semelhantes, e contribuímos para que a população mundial aumente e o já preclitante desequilíbrio que isso causa seja mais acentuado.
Os hábitos rurais da idade média, não se perderam.
Quem tem fome e tem terras, como é o caso de muitos Africanos e Brasileiros, só para mencionar alguns, age como ainda nesse tempo estivesse.
E porque é que eu afirmo isto?
Porque estes nossos irmãos ainda praticam a cultura da idade média, em que eram necessários muitos braços para trabalhar a terra, para que se possa subsistir economicamente, e onde a mortalidade infantil era e ainda é elevada. Nós, ocidentais orgulhosos, que temos a tecnologia, não a partilhamos, pois se a partilhássemos, os nossos irmãos também quereriam contribuir para o equilíbrio da terra, assim como alguns de nós queremos.
Mas não... eles, os do terceiro mundo, têm preocupações mais básicas a suprir... não podem estar com contemplações, chegar vivo ao fim do dia de hoje é uma batalha, nesta guerra que nós teimamos a não dar conta dela.
Mas algo temos de fazer e temos de começar por algo.
Não é algo que vá contribui directamente para a redução da fome, mas é uma chamada de atenção à consciência de todos nós, dizendo:
“Os recursos são escassos e nós temos de os aproveitar bem e não os desperdiçar”
Por isso, lanço uma ideia, que apesar de ser seguida em alguns orgulhosos países desenvolvidos, é uma ideia a reflectirmos e começar a praticar. A ideia, não é inovadora e é a seguinte:
Quem vai a restaurantes, paga a comida que pede. Ora se paga a comida que pede, tem direito a ela.
Se não a come toda, porquê enviá-la para trás, para a cozinha onde será deitada no lixo?
Em alguns países, os restaurantes, dão à saída o "DOGGY BAG", ou seja, um saco com a comida restante que deixou na travessa, para o cliente levar para casa e que pagou.
Em certos países, o cliente recusar este saco é uma vergonha e acresce que os restaurantes não o aceitam de volta. Quer sejam eles restaurantes de luxo ou grandes cadeias de fast food.
Existem países que são, nesta matéria, a antítese do que cá se pratica no nosso burgo, pois por cá vergonha é pedir os restos para se levar para casa... Sim, porque aqui temos de pedir... nos outros países dão-nos “de livre vontade” à saída. Em Portugal, se alguém pedir os restos, porque legitimamente a eles tem direito, ainda se justifica perante o grupo de amigos que o olha com desdém ou algo parecido... há e tal é pró cão.
Basta da nossa hipocrisia, se permitimos que os restos vão para o lixo, estamos no mínimo a contribuir para esta guerra, e não nos podemos queixar dos que nada fazem e podiam politica e economicamente agir.
Comecemos nós a pedir a paz.
Se assim o praticarmos, já temos legitimidade para pressionar os políticos a implantar a política obrigatória dos “DOGGY BAG" no nosso país.
E que ela seja implementada rapidamente e em força. Este será o primeiro passo entre muitos outros que temos para dar, para evitarmos o desperdício de comida, e para alertarmos as consciências políticas e económicas que temos de agir e erradicar a fome do nosso planeta e que temos de olhar pela nossa espécie. Urubu tá com raiva do boi Baiano e Os Novos Caetanos Composição: Chico Anisio e Arnaud Rodrigues


“Legal... me amarro nesse som, tá sabendo?
O medo, a angústia, o sufoco, a neurose, a poluição
Os juros, o fim... nada de novo.
A gente de novo só tem os sete pecados industriais.
Diga Paulinho, diga...
Eu vou contigo Paulinho, diga”

Urubu tá com raiva do boi
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mais o boi não quer morrer
Não tem alimentação

Urubu tá com raiva do boi
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mais o boi não quer morrer
Não tem alimentação

O mosquito é engolido pelo sapo
O sapo a cobra lhe devora

Mas o urubu não pode devorar o boi:
Todo dia chora, todo dia chora.
Mas o urubu não pode devorar o boi:
Todo dia chora, todo dia chora.

“O norte, a morte, a falta de sorte...
Eu tô vivo, tá sabendo?
Vivo sem norte, vivo sem sorte, eu vivo...
Eu vivo, Paulinho.
Aí a gente encontra um cabra na rua e pergunta: ‘Tudo bem?’
E ele diz pá gente: ‘Tudo bem!’
Não é um barato, Paulinho?
É um barato...”

Urubu tá com raiva do boi
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mais o boi não quer morrer
Não tem alimentação

Urubu tá com raiva do boi
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mais o boi não quer morrer
Não tem alimentação

Gavião quer engolir a socó
Socó pega o peixe e dá o fora

Mas o urubu não pode devorar o boi
Todo dia chora, todo dia chora
Mas o urubu não pode devorar o boi
Todo dia chora, todo dia chora

“Nada a dizer... nada... ou quase nada...
O que tem é a fazer: tudo... ou quase tudo...
O homem, a obra divina...
Na rua, a obra do homem...
Cheiro de gás, o asfalto fervendo, o suor batendo
O suor batendo (4 x) ”


Ele há cargas fantásticas, não há? A Brigada quando come fora pede sempre o “Doggy Bag” e em casa faz “Roupa velha” que é bem bom.