As minhas cachadas no Geocaching

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Orçamento e os Táxis

Caros Bloguistas Militantes
Hoje vou falar do PEC, e dos industriais de táxis.
Eu não consigo compreender as empresas nacionais, sério não consigo...
Andam há mais de 20 anos a queixar-se que o negócio vai mal, que não dá para nada e ameaçam que qualquer dia fecham...mas continuam sempre a laborar.
Outra coisa que não compreendo, é como é que as empresas dando prejuízo, há mais de 4 anos continuam abertas.
As empresas falam do PEC (Pagamento Especial por conta), e sempre contra que é um imposto injusto, desmoralizador, além disso não é um imposto é uma presunção... o Estado presume que a empresa x facturou y e de 3 em 3 meses toca a pagar...
Dou-lhes razão... a eles e ao Estado...
Mas aos dois? Perguntai vós.
Sim, aos dois. Respondo eu.
Se por um lado temos um Estado, que optou pela forma mais fácil de taxar um imposto, antecipando a arrecadação de receitas,, não o faz da melhor maneira, como é o exemplo dos taxistas que quando tem de pagar o PEC, paga igual montante um industrial que tenha um só Táxi como o que tem uma frota de 50 Táxis, ou seja paga por empresa e não por carro.
Eu compreendo os impostos numa lógica de justiça equitativa e distributiva, de funcionamento em sociedade, defendo também que a aplicação dos nossos impostos deveria ser mais vigiada e ter mais interesse por parte dos cidadãos.
Saber onde, como e em que quantidade foram utilizados... sim, porque o dinheiro dos impostos é de todos. Perdão... de todos não. É daqueles que num país como Portugal não conseguem fugir ao fisco.
Esta cultura de desresponsabilização colectiva e de fuga, é infelizmente nosso apanágio, muito longe estamos dos países do norte da Europa.
No exemplo dos táxis existe porém o reverso da medalha, reverso esse que é a razão pela qual o Estado faz o que faz… Uma parte dos industriais de Táxi (e aqui é para tomar a parte pelo todo, quando me refiro a táxis, refiro-me também a mercearias, talhos, indústrias diversas…) aldrabar das contas por parte dos contabilistas dos industriais dos táxis.
Se pedirem um a factura, repararão concerteza, que os motoristas de táxi ao passá-la fazem um de dois truques, ou colocam a data retiram o original e colocam o valor já sem a factura estar em contacto com o duplicado ou fazem o mesmo procedimento mas com o valor a pagar e a data depois, ficando assim o duplicado ou só com a data ou só com o valor.
Este procedimento é para enganar o fisco, pois assim podem jogar com o montante mínimo diário, para pagar menos imposto.
Noutro ramo, no da hotelaria, contaram-me que há uns 10 anos atrás um bar bem conhecido da linha do Estoril junto á praia, que só abre no verão, no final do dia o gerente e um dos empregados, faziam a dupla facturação na caixa... eu explico: Imagine que naquela noite se venderam 100 whiskies, 40 colas, 30 gins, 100 vodkas, ora nós chegamos ao bar, pedimos a bebida, pagamos e o empregado regista, e fica registado.
Assim a empresa dona do bar, sabe quanto é que vendeu de bebidas e para a contabilidade também vai aquele montante para entrar nas contas...
Isso seria no mundo dos honestos, o gerente que tem acesso á máquina e ao acerto das horas da máquina, no final do dia, com um empregado de confiança, coloca um rolo novo, e em vez de 100 whiskies, 40 colas, 30 gins, 100 vodkas, só regista 60 whiskies, 10 colas, 15 gins, 50 vodkas, e distribui entre ele e o empregado o dinheiro, como o preço das bebidas naquele bar até não são baratas, a empresa proprietária do bar, também não sai a perder muito, quer dizer, existe realmente um abuso de confiança em que uma certa quantia é subtraída, mas a empresa não fica a perder. O que não fica é a ganhar mais...
Com isto tudo quem fica a perder somos todos nós. Solução?
Existem duas soluções, em que se acabaria com todo este folclore, e cuja fuga ao fisco seria praticamente zero.
A primeira solução é a da Ilha de Malta, esta foi observada e sugerida por um amigo, preconiza a solução que lá eles tem e com muito sucesso...
Em Malta, todos, mas todos pedem factura, e porque?
Porque as máquinas que os comerciantes têm são fornecidas ou autenticadas pelo Estado, e todas elas geram um número na factura.
O Estado faz uma lotaria, em que o detentor desse número ganha um prémio em dinheiro. Essa lotaria ANDA Á RODA, senão é todos os dias é todas as semanas, quem tiver a factura com o número premiado ganha um bom prémio monetário.
Devido a isso compre alguém um café, um berlinde, um barco ou uma casa, todos pedem factura, controlando assim o Estado a facturação das empresas, é mais difícil de fazer falcatruas.
A segunda solução, que é complementar a esta, também é uma ideia simples mas que levaria alguns meses a implementar.
Primeira parte e essencial: Toda e qualquer despesa que o consumidor final faça, pode entrar em Sede de IRS, desse ano, como fazemos países nórdicos.
Não arranjemos soluções atamancadas, como faz o nosso Estado agora, que o total das facturas das refeições só entra 2 anos depois da despesa feita para o nosso IRS. Ora como os papéis das facturas são térmicos, 2 anos depois já não se percebe nada do que lá está escrito.
Não estou a dizer que sejamos beneficiados a 100% em tudo o que compramos, não nada disso, o Estado é o Pater Familias, mas há limites.
Os bens essenciais, a escola e a saúde, isso deveria ter uma incidência de 100% ou a rondar lá próximo.
Agora bens de luxos e outros bens não essenciais, deveriam ter uma incidência no IRS até 40 ou 50% (eu disse até, para se fazer uma gradação dos produtos), mas seja como for, tudo o que nós comprássemos deveria poder entrar no IRS.
Portanto duas questões a introduzir: A lotaria, e a entrada d e todos os produtos comprados em sede de IRS, teríamos assim um motivo real para solicitarmos facturas.
Segunda fase, estando nós numa era tecnológica, seria de fácil concepção informática, embora demorasse algum tempo a sua implementação, uma ligação virtual entre a empresa e o Ministério das Finanças, com a finalidade de este saber toda e qualquer transacção feita.
Qualquer transacção em que fosse emitida uma factura, seria registada também no Ministério das Finanças ou seja o MIN. Fin. saberia que a quantia X entrou para a compra do produto Y.
Assim ao estarem ligados ao Ministério das Finanças em tempo real, deixaria de haver a necessidade dos comerciantes e Industriais pagarem o PEC.
O PEC que é uma presunção, deixaria de fazer sentido, pois o MIn. Fin. Já não presumiria nada, saberia realmente o que tinha sido facturado.
As fugas ao fisco diminuiriam muito
Mais uma vez o exemplo recorrendo aos TÁXIS.
Suponha que o Caro Bloguista Militante entra no Táxi, em Santa Apolónia e quer ir para o Areeiro, o taxista coloca o taxímetro a trabalhar, é emitido automaticamente um sinal para o Min. Fin. que aquele Táxi está ocupado, a trabalhar e a facturar, quando chegar ao fim do destino ao desligar o taxímetro, sairia automaticamente a factura com o valor a pagar (isto já existe em alguns táxis), era emitido um sinal para o Min. Fin. que a corrida tinha acabado e que tinha marcado x Valor.
Reparem no Min. Fin. não sabe por andou o táxi ou quem lá dentro andou, nem para que destino foi,o Min. Fin. só sabe que andou aquele táxi, aquela hora e facturou X.
Acabava assim o PEC, o IRC era mais fácil de apresentar, pois os lucros de um táxi, são só as corridas que eles fazem, tendo o Ministério das Finanças lá esse valor, o industrial do táxi, só teria de apresentar as despesas... e quem diz o industrial do táxi diz todos os outros.
E teríamos assim parte do problema resolvido, além de que fomentávamos a indústria nacional a vender novas máquinas e sistemas informáticos… a economia iria andar….

Táxi – Grupo Táxi
Pela noite fora
Tinha andado a beber
Com a chuva e o frio
Faziam o sangue aquecer
Um copo depois outro
Andei de bar em bar
Fiquei mesmo tão torto
Via tudo a dobrar

Táxi!
Não há nenhum à minha vista
Táxi!
Se não vier não insista

Estava eu ao frio
Sem saber o que fazer
Não conhecia o sítio
E era difícil de ver
Por ali tão á toa
Fui caindo virado
E tirando alguns passos
Não fui a nenhum lado

Táxi não há nenhum à minha vista
Táxi
Se não vier não insista
Se não vier não insista
Então ao longe vi umas luzes a brilhar
Ouvi ruído tinha razões para desconfiar.
Não, eu não acredito
Fui ouvido a gritar

Parou mesmo ao meu lado
Não deixou de micar
Lá fez o seu juízo
E arrancou devagar
Um copo
E ainda mais outro
Entrei em mais um bar
Fiquei ainda mais torto
Já via a triplicar

Táxi não há nenhum à minha vista
Táxi
Se não vier não insista
Se não vier não insista
Então ao longe vi umas luzes a brilhar
Ouvi ruído tinha razões para desconfiar.
Não, eu não acredito
Fui ouvido a gritar

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA GOSTA DAS FINANÇAS JUSTAS E SOLIDÁRIAS

domingo, 24 de janeiro de 2010

Vem vamos embora, que esperar não é saber

Caros Bloguistas Militantes
Portugal vai com 100 Anos de República.
Este Século que temos de República, ainda está longe dos 2 séculos e meio de outras repúblicas do mundo.
Todos, já há muito, muito mesmo... que esperamos algo melhor... algo que para a maioria nunca vem ...
100 ANOS de República e não é esta a República Democrática que nós queremos.
Quanto a mim a República que idealizo e almejo, é a que tem os ideais Republicanos de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
A partir destes 100 anos de República, gostaria de ter uma República mais livre, mais justa, mais solidária, mais cooperativa... longe dos totalitarismos de Direita ou de esquerda, ou económicos.
A República precisa de beber as palavras de Geraldo Vandré, no poema "Para não dizer que não falei das Flores"
"Vem vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer."
Viva a República.Viva.



Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores
Geraldo Vandré

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(4x)

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA É REPÚBLICANA E ACREDITA NAS FLORES VENCENDO O CANHÃO

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A pé ó vitimas da fome


Caros Bloguistas Militantes
Parece que ao fim de alguns anos, começo a acordar de uma letargia que me deixei estar.
A maioria de vós conhece este poema que abaixo publico.

Identifico-me com ele na sua generalidade.
É um poema de força, e é um poema que vai mais além do que dizer NÃO.
E pelo andar da carrugem, pelo estado actual das coisas, que eu prevejo que daqui a uns tempos, não muitos, não vou ser só eu a acordar da letargia em que me encontrava...
E quando se acende um rastilho, quando se ergue uma bandeira, dificil é de a derrubar, principalmente se a sua base for a convicção e a razão, e a luta contra as injustiças.
E quando isso acontecer, o que será do mundo?

A Internacional
A pé ó vitimas da fome
Não mais, não mais a servidão
Que já não há força que dome
A força da nossa razão
Pedra a pedra, rua o passado
A pé trabalhadores irmãos
Que o mundo vai ser transformado
Por nossas mãos, por nossas mãos.

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional (bis)

Não mais, não mais o tempo imundo
Em que se é o que se tem
Não mais o rico todo o mundo
E o pobre menos que ninguém
Nunca mais o ser feito de haveres
Enquanto os seres são desfeitos
Não mais direitos sem deveres
Não mais deveres sem direitos

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional (bis)

Já fomos Grécia e fomos Roma
Tudo fizemos, nada temos
Só a pobreza que é a soma
Dessa riqueza que fizemos
Nunca mais no campo de batalha
Irmãos se voltem contra irmãos
Não mais suor de quem trabalha
Floresça em fruto noutras mãos.

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional (bis)






ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA ESTÁ PREPARADA, VAMOS A ISSO.

domingo, 10 de janeiro de 2010

B e A, Bá

Caros Bloguistas Militantes
As pequenas coisas da vida deixam-nos felizes.
Vivemos todos os dias repetindo, que as coisas boas da vida, costumam vir em embrulhos pequenos.
Sabem fiquei muito feliz em saber ler e escrever...mesmo com erros...
Sim saber ler e escrever... o mundo que me abriram por me ensinarem a ler e a escrever.
A juntar as palavras.
Eu sei, é uma coisa pequena, parece uma coisa pequena, mas na realidade não é.
Eu sei ler e escrever e sinto-me e contente com isso.
Mas ao mesmo tempo que estou contente, não posso esquecer dos milhões de pessoas que não sabem ler e excrever.
As oportunidades que estas pessoas não conseguem ter por não saberem juntar as letras para escrever ou para ler.
Por mil e uma razões, todas elas razões... quer concordemos ou não, daí só temos um facto, depois de milhares de anos da escrita ter sido inventada, ainda há seres humanos que não sabem ler e escrever, que não sabem interpretar os sinais da escrita.
Sim, ler e escrever são coisas pequenas e se são pequenas porque é que toda a gente não o tem?
Tantos ditadores, tantas mentiras, já foram propaladas por alguns se aproveitarem da ignorância da maioria, porque essa maioria não sabia ler e escrever... tantos exemplos temos na história...
Sabem temos mesmo de mudar o mundo, a nossa espécie, todas as espécies dependem de nós... mas nós nunca conseguirmeos ajudar as outras espécies se não ajudarmos a nossa primeiro.
E o começo da ajuda, é toda a aldeia ensinar as crianças, os mais velhos e os restantes cidadãos qe precisam de ajuda.
Vi noutro dia na TV esta frase "Qualquer lugar é uma sala de aula onde houver um aluno e um professor."
E lembrei-me é tão bom saber ler e escrever...mesmo com erros...

Poema do analfabeto -Rafael Pires
Palavras e letras,
Letras por palavras,
Frases com palavras
Palavras e... (nada)...

“Pa, pa, passa, rri... não, não...”
“Ni, ni, o, no... não, não...”
“Ah, vou pular essa...”
“Quitá, quita, qui... Quê que isso?!”

“Que será que é isso aqui, ali, e acolá?”
“Hmm, e isso aqui, esse sinalzinho aqui...”.
“Encima das letras, dentre as palavras...”.
O que tudo pra ele... Ele, o analfabeto,
São apenas meras palavras (mortas)...

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? NA BRIGADA QUEM ENTRA SEM SABER LER, SÓ PODE SAIR QUANDO FOR LETRADO.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

VAMOS FAZER AMIGOS ENTRE OS ANIMAIS

Virá um dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem."(Leonardo Da Vinci)
Caros Bloguistas Militantes,
Quero desejar a todos um EXCELENTE ANO DE 2010!
Este Post foi propositadamente colocado para entrar neste Ano de 2010.
Hoje mais uma vez o nosso Planeta TERRA faz anos, pelo menos segundo o calendário Juliano.
Bom, hoje é o dia da Paz e a TERRA faz anos, por isso, hoje e a partir de hoje devemos dar mais atenção ao planeta de todos nós.
Já que até ao ano passado parece que ninguém lhe deu a devida atenção. e eu já tinha dito o mesmo sobre este assunto.
É este ano que a nossa consciência ambiental tem de se manifestar.
Como dizia John Milton, no livro "Paraíso Perdido"-
"Não acuses a natureza, pois ela fez a sua parte. Agora faz tua a tua." .
Estou preocupado, andamos todos preocupados, sentimos que os anos e os séculos passaram pela Terra e o ecossistema que esta em si encerra está a entrar em entropia.
É certo que tudo tem um princípio e um fim, mas tem de ser na nossa ERA?
É verdade que as nossas atitudes ou omissões, tudo o que nós fizemos na Terra acelera a degradação, e muito do que está a acontecer a nós se deve, mas tem de ser na nossa ERA que isto dá o estoiro?
Espero que não, e quando der, que sejam causas naturais, e que já tenhamos descoberto formas de colonizar planetas noutras galáxias e que a humanidade seja mias natural e civilizada, e esteja em harmonia com tudo o que a rodeia.
Agora andamos preocupados... e espero que não seja acusado no futuro de nada ter feito... isso causa-me angústia....
É bem verdade o que alguém (que não sei precisar quem) escreveu "sopram no iogurte os que se queimaram na sopa"- Pois assim estamos nós.
Ficarmos parados de braços cruzados, porque sempre foi assim e sempre há-de ser, não é uma atitude de um ser humano pensante...
Dizia um amigo meu: "Não evoluímos espiritualmente desde o tempo dos antigos Gregos", vejo todas as armas nucleares e toda a tecnologia que já conseguimos evoluir, mas intelectualmente ainda estamos no SEC V A.C.
Um premiado de ficção científica escreveu "No fim , há um limite para os ensinamentos dos pais(...) . Para lá desse limite, o destino dos filhos está nas suas próprias mãos." David Brin, A guerra da Elevação, vol II, Europa América, pag.99
O nosso destino está nas nossas mãos e não na divina providência... antes estivesse... Nós comportamo-nos como autenticas bestas com o nosso meio ambiente.
Andamos a trair quem nos acolheu no seu seio, andamos a morder a mão a quem nos dá de comer... David Brin, no livro "A guerra da Elevação", que eu já citei, escreveu o seguinte
"Ora- respondeu o chim , encolhendo os ombros.-Que importância tem a traição e o ataque a um patrono? Tudo faz parte do meu dia de trabalho." vol II, Europa América, pag192. CHIM=CHIMPAZÉ, PATRONO= RAÇA QUE O ELEVOU A SENCIENCIA.
Pois é embrenhados nas nossas vidinhas, perdemos a capacidade de ver o global e as nossas pequenas "traições" desrespeitam tudo e todos, e dizem respeito a tudo e a todos; mas como diz o chimpanzé no livro citado "tudo faz parte do meu dia de trabalho".
Quero neste início de novo ano, desejar-vos um BOM ANO DE 2010, dando realce à mensagem que David Brin deixou no livro atrás citado e que me tocou bastante.
Quem disser que os livros não nos mudam as perspectivas, está enganado, redondamente enganado e eu já no pós-fácio do livro mudei as minhas ideias, as minhas perspectivas e começo a mudar as minhas atitudes...
Não sou, não quero nem pretendo ser um envagelizador, mas estas palavras dever-nos-iam fazer reflectir e repensar as nossas perspectivas e atitudes: "Primeiro receámos as outras criaturas que partilhavam a terra connosco.Depois, quando o nosso poder aumentou, pensámos nelas como sendo nossa propriedade, uma propriedade de que poderíamos dispor como nos apetecesse. A falácia mais recente (bastante simpática, em comparação) é a de jogar na ideia que os animais são virtuosos na sua naturalidade e que só a humanidade é louca, viciosa, rapace e diabólica, um verdadeiro cancro maligno da criação. Este ponto de vista afirma que a Terra e todas as suas criaturas estariam muito melhor sem nós.
Só ultimamente começámos a seguir um quarto caminho, uma nova maneira de olhar para o mundo e para o lugar que nele ocupamos. Um novo ponto de vista sobre a vida.
Poderemos ter evoluído, mas devemos perguntar a nós próprios se não seremos iguais aos outros mamíferos, sob muitos aspectos.
Não podemos tirar lições daquilo em que somos semelhantes? As diferenças não nos podem também ensinar qualquer coisa?
Assassínio e violação, as mais trágicas formas de doença mental... encontramo-las agora também entre os animais, tal como em nós. O aumento do poder cerebral só exagera o horror dessas nossas disfunções, mas não é a sua causa. A causa é a escuridão em que temos vivido. É a ignorância.
Não temos de nos encarar como monstros para propagarmos ou ensinarmos uma ética do ambientalismo. Hoje sabemos bastante bem que a nossa própria sobrevivência depende da manutenção de complexas redes ecológicas e da diversidade genética. Se destruir-mos a Natureza... morreremos.
No entanto, há mais razões para protegermos as outras espécies, entre as quais uma que raramente- ou nunca - é mencionada. Talvez sejamos os primeiros com a capacidade de falar, de pensar, de construir e ambicionar, mas podemos não ser os últimos.
Outros poderão seguir-nos nessa aventura.
Talvez um dia venhamos a ser julgados quanto ao modo como desempenhámos o nosso papel quando éramos os únicos guardiões da Terra."
- David Brin, in "a guerra da elevação-vol II", no pós-escrito, pag.311, ano 1987.
Pensem nisto, reflictam e ajam em consonância.
BOM ANO DE 2010 para TODOS!
"Haverá um dia no qual o "homem" conhecerá o íntimo dos "animais", e neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a "humanidade"! (Leonardo Da Vinci)



Letra Carlos Alberto Moniz
Vamos fazer amigos entre os animais
Que amigos destes não são demais na vida
Que vêm aqui mostrar
Que têm uma família como eu e tu

Só que esta mora numa outra casa
Que se chama (Digam!)
Arca de Noé!
Vamos lá ver como é
Arca de Noé
Há animais que falam como nós
Como eu e tu
Há animais que falam como nós
Como eu e tu

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA LUTA POR BOAS CAUSAS, BOM ANO DE 2010 É O QUE TODA A BRIGADA DESEJA.