As minhas cachadas no Geocaching

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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Parabéns MADIBA

PARABÉNS MADIBA

Contra tudo e contra todos ainda resistes, velho combatente.
Dás o exemplo, lutas até ao fim e tenho a certeza até depois dele.
Sofreste torturas implacáveis, colocaram-te numa prisão para te calar.
Mas mesmo em silêncio foste um exemplo.
Mesmo em silêncio continuas a ser um exemplo
Em silêncio continuarás a ser um exemplo e uma inspiração.
Já te vaticinaram a partida, dezenas de vezes,
mas tu só irás partir quando chegares a acordo
tu só irás partir quando quiseres.
E quando partires, mais a tua presença aqui se sentirá.
Tu és daqueles seres humanos que conseguiste atingir a imortalidade,
e isso é mais raro porque o conseguiste enquanto estás vivo.
As tuas palavras, as tuas acções, o teu exemplo, o teu trajecto,
o nunca baixar os braços, o facto importante de dizer a este mundo que tudo quer e tudo consome e tudo deita fora porque tem mais de 3 meses, vincaste e afirmaste
OIÇAMOS ANCIÃOS, VEJAM E SIGAM O SEU EXEMPLO.
E nós ouvimos e olhamos, e muitos de nós seguimos.
Tu já não és só um homem de África, um homem que tentaram calar.
TU ÉS CIDADÃO DO MUNDO.
E o mundo, o mundo inteiro, num raro sentimento e atitude te presta homenagem.
Tu não acabaste só com o apartheid, tu não acabaste só com essa ideia abjecta que é o segregacionismo, tu despertaste o sentido de justiça que está sempre latente no mundo, tu levaste amoral para muitos povos oprimidos fazendo-os pensar que era possível... e foi possível, e muitos deles conseguiram-nos graças a ti. 
SIM TORNASTE-TE UM CIDADÃO DO MUNDO, um cidadão daqueles que vão perdurar na história.
Parabéns MADIBA, deste BRANCO que te admira, e que te pese desculpa a ti e aos teus, por aqueles que julgando que eram superiores, vos fizeram passar arguras que ninguém merece. 
TU ASCENDENTE À IMORTALIDADE, os outros nem esquecidos estão num canto da história.
Parabéns MADIBA, MUITOS PARABÉNS.
As Nações Unidas declararam em 2010 18 de Julho como o "Mandela Day" e, nesta data, a organização apela a todos os cidadãos para que façam uma boa acção em honra do antigo presidente sul-africano e consagrem simbolicamente 67 minutos à memória dos 67 anos de militância política e pela paz de Nelson Mandela

A BRIGADA ORGULHA-SE DE PODER DAR OS PARABÉNS A TÃO ILUSTRE PERSONAGEM.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Cavaco Uma no CRAVO OUTRA NA DITADURA

 
A comunicação de ontem do presidente da República, foi surpreendentemente inédita.
Foi surpreendente, porque estávamos todos à espera do óbvio,vindo de quem vem, sabendo nós o que a personagem pensa.

Foi Inédita porque foi surpreendente.

A realidade é que todos descurámos (ou quase todos) dois factores fundamentais das relações humanas, e esses factores foram a vaidade e bem estar do ser humano.

Era por mais evidente que Sr. Cavaco Silva, estava a ir por ali abaixo nas sondagens, sendo frequentemente acusado de inacção e de outras coisas piores.

Ora isto não se faz à Maria Cavaco Silva, que já não se podia deslocar ao Supermercado sem ouvir umas "larachas" e umas "bocas" sobre o seu Aníbal, não isso não pode ser.

Havia que aumentar a popularidade, antes que fosse tarde e o mandato acabasse, e mais importante, o futuro, a história que no futuro vai relatar o que este presidente fez ou não fez.

Resumindo a coisa estava preta.

Mas eis que os adventos da fortuna sopraram lá para os lados de Belém, e  aconteceu a inesperada demissão de Vítor Gaspar, que foi  seguida da "birra calculista" de Paulo Portas, obrigando (diríamos mesmo) chantageando Passos Coelho. A chantagem consistia numa coisa simples, passas tu passos a ser só o Primeiro-Ministro em exercício mas não com poder.

Isto é que foi o que aconteceu na prática, um golpe de Estado palaciano, e a frio sem vichyssoise.

Esta posição chocou a todos os militantes do PSD, e também não deixou indiferente Cavaco Silva e a sua católica Maria. Maria essa que no seu entender de esposa e mulher que manda na casa, era a  situação ideal para limpar ou atenuar a má imagem do seu querido e devotado marido.

Ou seja Maria viu que se juntou a fome à vontade de comer.

Acresce-se ainda a devoção religiosa desta família que não é sagrada mas é presidencial.

Se o esposo não pode fazer parte da Bíblia, pode adoptar uma das soluções que lá estão plasmadas.

E vai daí, a esposa Maria sugeriu ao marido que optasse pela solução Salomónica na portuguesa questão, ou seja uma espécie de justiça que contenta todas as partes.

Mas isso da justiça Salomónica foi no reino de Israel, onde SALOMÃO foi o seu 3º e sábio rei, e não em Portugal, Portugal/Ibéria como afirmou Caius Julius Caesar ( 100 – 44 a.c ). "Há nos confins da Ibéria um povo que não se governa nem se deixa governar.

Por num Estado Laico, o presidente da República ter optado por uma solução Bíblica, o presidente errou, e ao errar faz meio acerto.



Vamos analisar ponto a ponto o que se diz por erro e meio acerto:

1-O presidente fez ontem 10/7/2013 uma alocução que foi só para Iluminados, surpreendeu, não dizendo, nem fazendo, nem deixando fazer,  aquilo que todos já afirmavam o que seria lógico.

Aqui Errou, porque o discurso do presidente da República (mesmo querendo enviar recados) tem de ser claro para o português médio e ao errar o presidente fez meio acerto.

Meio acerto porque conseguiu baralhar os analistas políticos e comentadores que já tinham o discurso preparado e afiado para atacar o governo ou a oposição.

Meio acerto também porque obrigou os partidos a reunir e a não reagir de imediato às suas declarações.

Meio acerto porque alertou os portugueses que ele, presidente da república, não está lá a fazer nada, que tem discursos balofos e sem conteúdo, que não consegue decidir, e quando tem um discurso complicado,mais complicado que os de Jorge Sampaio (que se bem se lembram era necessário um dicionário para entender o que ele dizia, mas esses eram discursos com conteúdo, complicados sim mas com conteúdo).

2- O presidente avançou com uma solução de professor de escola da primária.

Foi qualquer coisa do estilo "Vá lá vamos todos ser amigos e brincar em conjunto, mas só aqueles que eu escolher".

Este tipo de solução não é a de um Professor Catedrático de Economia, nada tem de ciência política, é antes uma solução como se disse de Professor Primário.

E perguntamos nós, quem é que lá na casa de Belém é professor?

Exacto a esposa, que no fundo é quem manda lá em casa.

Cavaco errou, porque se fez eleger com uma falácia, a sua eleição não foi uninominal, elegemos um dois em um .
O que a direita queria era, Uma Maioria, Um governo  e Um Presidente. E o que conseguiu foi  Uma Maioria, Um governo  e Um Presidente e uma Dona de Casa com curso de professora.

Cavaco errou quando andou a dizer ao país que os governos de iniciativa presidencial acabaram no tempo de Eanes, e que a constituição não os permitia hoje em dia.

Mas arranjou uma maneira de o fazer não fazendo.

Erra aqui o presidente, porque ele não é a pessoa que consegue baixar a crispação que existe na sociedade portuguesa, e não só a existente entre os partidos como erradamente no seu discurso de ontem apontou.

Mas mais uma vez ao errar acerta pela metade, pois há muito que se vem clamando na sociedade por um governo de Salvação Nacional. Seja lá isso o que for para muita gente.

Acerta o presidente pela metade, porque está a conseguir "empurrar" para formar esse governo de Salvação Nacional o PSD, o CDS e o PS.

É certo que nós não queremos  (nem Cavaco quer) os COMUNAS ou os TROTSKISTAS DO BLOCO a mandar no país.

Mas, existe uma grande diferença entre o nosso querer individual e o nosso crer como presidente da República, é que uma coisa é o não querer e outra completamente diferente é excluí-los deliberadamente, televisamente e em  directo, não mandando recados e excluí-los num estalar de dedos. Esta postura é capaz de ser um pouco antidemocrática.

Nós bem sabemos que a democracia nesses dois partidos vale o que vale, e há quando há, mas daí a excluí-los em vez de os convidar e obrigá-los a eles a se AUTO-EXCLUIREM, é um passo errado que o presidente deu.


3-O presidente disse (por outras palavras) que a gestão do país deve ser entregue a quem assinou o compromisso com a Troika. 

Mais uma vez aqui o presidente errou. 

Estamos em situação de emergência, a actuação do presidente da República é errada porque é tardia, e ainda por cima redutora. 

Ao que no ponto anterior já se afirmou acrescentamos que o presidente teve uma reacção de D. Sebastião na batalha de Alcacer Quibir.

Nesta batalha o cineasta Manoel de Oliveira, retrata-a em "NON OU VÃ GLÓRIA DE MANDAR".

Nesta fase da história, em que perante o ataque dos árabes D. Sebastião não deu ordem às suas tropas para avançar, ficando em cima do cavalo impávido e sereno, e muitos dizem que a sonhar. 

Apesar de os insistentes avisos dos seus Capitães para atacar, ele nada fazia, não dava ordens e nem sequer os ouvia. 

Capitães corajosos houve que se lançaram ao inimigo dizendo " Se há dia para morrer, hoje é um bom dia. Por Portugal". 

Quando D. Sebastião acordou do seu sono letárgico, e deu a ordem de atacar, já era tarde e fomos dizimados. 

O presidente acordou tarde e quis entalar todos, uns por vingança e os outros também. 

Cavaco aqui fez meio acerto, é certo que a vingança serve-se fria, e Passos está a pagar pelos "devaneios" que fez quando era líder da JSD ao enfrentar CAVACO, neste caso a vingança foi servida estupidamente gelada.

O meio acerto foi ter quase demitido o governo, fazendo o que o povo quer, mas salomónicamente não o demitiu mas também não lhe deu o seu ámen. 

Quanto a Portas, as contas já eestavam para ser acertadas à muito tempo.

Portas tomou como certo que CAVACO perante a conjuntura mundial, e o apego cego que CAVACO tem à economia, nunca iria questionar um golpe de estado democrático que ele gizou em poucas horas (brilhante diga-se de passagem).

O plano era simples e por isso eficaz, ou Passos aceita o ultimato de portas ou o governo cai, e nesse plano Portas ia para vice-primeiro, e o ouro sobre azul de todo esse plano era o "amén" de CAVACO. 

O meio acerto foi , o presidente aqui ter demonstrado qual é o líder que há mais tempo está no poder, e é ele CAVACO.

Portas é o segundo Líder e tem ainda umas coisitas a aprender com CAVACO, o que Cavaco fez a Portas, foi algo que há muito estava à espera, foi uma vingança por aquilo que Portas lhe fez no "INDEPENDENTE", e esta vingança foi glaciarmente servida. 

Quanto ao PS, esse tinha de ser entalado, a convicção cavaquista  na resposta às farpas que Sócrates lhe envia todos os domingos, tinham de ser retribuídas.

Essa retribuição veio em forma de convite envenenado dissimulado num ramo de oliveira. 

O meio acerto vem aqui, pois se o PS diz que não ao meu convite, entalo-o porque se está a colocar fora da solução, se pelo contrário diz que sim ao meu plano, eu (Cavaco) coloco os partidos em pé de igualdade nas próximas eleições. 

Era uma teoria tão bem blindada que nem o ar entrava, mas esqueceu-se de uma coisa, e por isso só meio acerto, é que o PS respondeu à altura, e diz se quer um governo de Salvação Nacional porque estamos em emergência, então, em situação de emergência NINGUÉM PODE FICAR DE FORA, aceitamos o repto mas tem de incluir todos os partidos que estão eleitos nesta legislatura.

O que ninguém está a ver, nem CAVACO, é que deixando o Bloco  e o PCP de fora, o indicie de votação nesses partidos irá aumentar, podendo eles sempre argumentar, que não foram eles que criaram o problema, e que não foram tidos nem achados para a solução do mesmo.

4- O presidente da República, descreveu simploricamente, explicação essa que pode ser confundida com simplicidade, e com argumentos falaciosos, constitucionalmente duvidáveis, que a ECONOMIA NÃO DEIXA HAVER ELEIÇÕES.

Estamos nas mãos dos TRAIDORES, perdão dos CREDORES, e como tal, quem tem dinheiro é quem manda, e como quem manda não quer (nunca) eleições, pois isso é um factor que gera instabilidade e incerteza, não pode convocar eleições, até porque não é previsível que saísse de lá a solução. 

Cavaco aqui errou e muito. 

Primeiro porque ele é o titular do cargo de Presidente da República, e não a Vidente de serviço para Portugal. 

Segundo ele é o garante da estabilidade e do cumprimento da Constituição, e ao proferir aquelas simplórias palavras, está a ser a antítese daquilo que o escolhemos para ser. 

Não temos quem nos defenda como país perante a "economia" e os "mercados", revela-se assim Cavaco um líder sem rumo, que faz fracas as fortes gentes. 

CAVACO errou e ao errar fez meio acerto, e o meio acerto é fazer com que as estruturas do PSD e do PP repensem as lideranças. CAVACO desautorizou Portas e Passos. 

E ao fazê-lo, se não houver entendimento entre os partidos, o que nós não duvidamos que não vá haver, empurrou o país para eleições, mas ... salvaguardando-se, pois sempre pode dizer que apontou não uma solução mas A SOLUÇÃO. Acusou Cavaco de os partidos se não se entenderem estão a pensar no seu umbigo e não no país, mas o certo é que esta solução de CAVACO é UMBILICAL.

Por último, isto tudo se passou depois de ter ido aos Jerónimos e ter passado pelos túmulos de Pessoa e de Camões. A confluência das inspirações de ambos, deve ter-lhe toldado o discernimento. Se Cavaco na alocução de ontem, pensava que começava com ele o 5º Império está muito, muito enganado.
Aqui errou redondamente.
E quando ele erra perdemos todos nós.
 cantado por Carlos Mendes

Em Alcácer eram verdes as aves do pensamento
Eram tão leves tão leves como as lanternas do vento
Em Alcácer eram verdes os cavalos encarnados
Eram tão fortes tão negros como os punhos decepados

Em Alcácer eram verdes as armas que eu inventei
Eram tão leves tão leves tão leves que nem eu sei
Em Alcácer eram verdes os homens que não voltaram
Eram tão verdes tão verdes como os campos que deixaram

Em Alcácer eram verdes as maçãs feitas de lume
Eram tão frias tão frias como as dobras do ciúme
Em Alcácer eram verdes estas palavras que agora
são tão caladas tão cernes tão feitas desta demora

Em Alcácer eram verdes as flores da sepultura
Eram tão verdes tão verdes tão verdes como a loucura
Em Alcácer era verde meu amor o teu olhar
Era tão verde tão verde quase à beira de cegar

Em Alcácer eram verdes os lençóis onde morri
Eram tão frios tão verdes como os campos que eu não vi
Em Alcácer eram verdes as feridas do meu país
Eram tão fundas tão verdes como este mal de raiz

poema Joaquim Pessoa

Não chamem a brigada para o governo, porque a BRIGADA não trabalha com estes políticos, mas se deixarem a BRIGADA escolher os nomes, por Portugal e em nome do seu prestígio e implicitamente do nosso ACEITAMOS.