As minhas cachadas no Geocaching

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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Demo...cracia

Em contraponto … ou não… ao que hoje escrevo… hoje aconselho uma ida ao blogue 4 CAMINHOS para manter a sanidade mental… já sabem basta clicarem em http://quatrocaminhos.blogspot.com/

Caros Bloguistas Militantes
A nossa democracia, nesta 3ª república Portuguesa, como agora a apelidam, já leva uns anitos
São cerca de 32 anos, bom cerca de 32 anos depois do regime autocrático, antes disso já tínhamos tido a dita Democracia embora com limitações decorrentes da época.
Foram 39 governos que se constituíram durante a 1ª República desde 1910 até 1926, isto até o Dr. Salazar tomar as rédeas do poder, e ditar os destinos de Portugal na 2ª República.
Só para termos uma ideia, desde a monarquia constitucional, votava só quem soubesse escrever, as mulheres não votavam... e depois foi evoluindo… até que agora votam todos os recenseados com 18 anos ou mais.
A nosa capacidade eleitoral activa adquirimo-la aos 18 anos, a passiva será só a partir dos 35 anos, pois é a idade que nos podemos candidatar a Presidente da República.
Era uma democracia parecida com o tempo dos antigos gregos... mas isso levava muito tempo a explicar e não sei se sei tanto... fica só este lamiré.
Em posts anteriores já referi que a democracia aqui do burgo não vai nem está nada bem, e agora parece que se generalizou., qual virus da gripe.
Se analisarmos bem, o que temos verdadeiramente, aqui pelo nosso conclave, é uma partidocracia e caminhamos a passos largos com grande indiferença nossa para uma plutocracia (já instalada mas encapotada. ah! e não, não tem nada a ver com a democracia dirigida pelo PLUTO o cão da DISNEY. A plutocracia do grego ploutos: riqueza; kratos: poder; é um sistema político no qual o poder é exercido pelo grupo mais rico. Do ponto de vista social, esta concentração de poder nas mãos de uma classe é acompanhada de uma grande desigualdade e de uma pequena mobilidade) já nos encontramos num estágio intermédio que é uma democracia tecnocrata em que quem dirige efectivamente os destinos é a economia os políticos estão a dirigir virtualmente.
Claro que isso não é perceptível, e … bom… isso só veremos mais tarde… ah! esperem este crash deve ter dado um sinal qualquer… não repararam?
Já me tinha esquecido… a maior parte de nós não quer saber de política…
Há antídotos para isto… não! não é para o alheamento da política, pois não há antídotos para a estupidez… estava a falar que existem antídotos, para este tipo de democracia que estamos a viver.
Um deles é não nos deixarmos ludibriar, nem á esquerda com propostas irrealistas de colectivismos serôdios, nem por propostas de liberalizações alucinogénicas da direita, nem com populismos demagógicos ao centro, que não é carne nem é peixe.
Dizia com muita preocupação o bastonário da OA Rogério Alves, que o controle da justiça sem garantias da presença de defensores habilitados e se as tentativas de controlo desses defensores, aliado a julgamentos mediáticos que começam o julgamento logo pelo fim, ou seja pela condenação, deixam a quem cai nas malhas da lei, seja por actos próprios seja por acusações pérfidas muito tempo cerca de 5 a 8 anos de nome sujo na praça publica, quase nos limites de um processo kafkiano sem nunca saber do que e porque é que foi acusado. (magister dixit).
Sim vamos e estamos mal, nas 3 divisões de poder tradicionais.
Mas a Democracia começa pelo voto em liberdade , em liberdade de consciência e em liberdade de formação de opiniões não orientadas mas de livre escolha e arbítrio individual, de livre candidatura.
Se é Democracia deveríamos todos os que quiséssemos poder candidatar aos lugares de representantes de todos nós e não dar essa prorrogativa a um punhado de pessoas que se aliam a um partido e dentro do partido sabujam para conseguir o dito lugar de deputados.
Deveríamos ter os círculos uninominais, tal como tem sem medos a Inglaterra, em que com determinado número de assinaturas (não irrealista e não manipulados pelos partidos) deveríamos poder candidatar-nos pelo nosso círculo.
Deveríamos também ter uma segunda câmara como sempre tivemos e que desde o 25/4 não temos.
Uma segunda câmara que fosse eleita em tempo diferente da A.R. e que assegurasse a continuidade dos projectos de longo prazo, porque sinceramente já estou farto de ver mudar de politicas de fundo, a OTA que é , já não é , deixou de ser voltou a ser e agora já não é novamente, O TGV que irá ser, não foi , é e será que vai ser? As conservações de pontes e outras obras de arte sempre adiadas até um dia cair e acontecer uma tragédia, o ensino, a segurança nas estradas, isto tudo não deveria estar ao sabor deste ou daquele governo.
Deveriam ser desígnios nacionais, de consenso ou de alargada maioria, ou até de referendo (como bem tem os EUA e a Suíça) mas de uma vez por todas decidido e não adiado, bem ou mal temos de decidir, porque não decidir é minar e descredibilizar a democracia.
Se o voto é a arma fundamental da Democracia, este deve ser transparente e real.
Assim, a título de exemplo e puramente simbólico mas significativo, deveríamos alterar os locais de voto, ou melhor onde nós vamos votar, estes deveriam ter melhor tratamento, o local de voto onde exercemos o nosso direito deveria ser: bem iluminado, ter uma cortina para maior privacidade, a urna de voto não deveria ser preta e opaca como o é a nossa Democracia, deveria antes ser transparente e acrítica para vermos os votos a cair lá dentro e ser tudo mais transparente.
O voto é secreto, directo, universal e periódico e igual e de livre consciência ou pelo menos deveria de ser... Se não o é, não temos uma Democracia mas sim uma DEMO...CRACIA
Hino da repressão(Segundo turno)Chico Buarque1985
Se atiras mendigos
No imundo xadrez
Com teus inimigos
E amigos, talvez
A lei tem motivos
Pra te confinar
Nas grades do teu próprio lar
Se no teu distrito
Tem farta sessão
De afogamento, chicote
Garrote e punção
A lei tem caprichos
O que hoje é banal
Um dia vai dar no jornal
Se manchas as praças
Com teus esquadrões
Sangrando ativistas
Cambistas, turistas, peões
A lei abre os olhos
A lei tem pudor
E espeta o seu próprio inspector
E se definitivamente a sociedade só te tem desprezo e horror
E mesmo nas galeras és nocivo, és um estorvo, és um tumor
Que Deus te proteja
És preso comum
Na cela faltava esse um
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA TAMBÉM VAI A VOTOS...MAS VAI A CAVALO...

domingo, 26 de outubro de 2008

POLÍTICA POLÍTICA E MAIS POLÍTICA

Em contraponto … ou não… ao que hoje escrevo… aconselho uma ida ao blogue 4 CAMINHOS para manter a sanidade mental… já sabem basta clicarem em http://quatrocaminhos.blogspot.com/

CAROS BLOGUISTAS MILITANTES
Eu não ligo á política!
É o que ouvimos mais por aí quando puxamos o assunto.
Mas o: Eu não ligo á política. O dizer esta simples frase, em que se pretende afirmar e sublinhar o nosso alheamento de tal assunto, tem implicações mais profundas do que se possa julgar.
Em primeiro lugar porque tudo é política, e o dizer : eu não ligo á política, é só per si uma posição política.
Em segundo lugar, este dito implica, aparentemente desresponsabilizador de qualquer culpa, esconde, inconscientemente, o facto real que todos nós financiamos a política internacional. Como? Perguntais vós Caros Bloguistas Militantes.
Eu dir-vos-ei como. O provérbio Grão a grão enche a galinha o papo, é aqui aplicado com toda a propriedade.
Financiamos a política através das grandes companhias multinacionais que operam e são denominadas na gíra como “Big tabaco” e “Big sugar”.
Estas indústrias financiam e influenciam a política americana.
E quem influencia a política americana influencia o mundo e a sua política.
Estamos a falar de finaciamentos de campanhas políticas, e de lobby para comprar as posições de congressistas e senadores. Sim, porque o dinheiro não é grátis, e N’América muito menos.
E não se iludam meus caros, pois o facto de comprarem coca-cola ou fumarem um cigarro, vai grão a grão, contribuir para essas grades indústrias, e essas grandes indústrias financiam com o teu dinheiro a política americana.
Repito, financiar a politica americana é a mesma coisa que financiar os regimes políticos de quase todo o mundo.
E nós ao contribuirmos para o big tabaco ou para o big sugar indirectamente, mas activamente a faze-lo.
Mas afinal, o que são o BIG TABACO e o BIG SUGAR?
São as indústrias de tabaco e açúcar americanas (que melhor estão representadas estas últimas nos refrigerantes, chocolates, bolachas entre outros).
Estas indústrias, pressionaram o governo dos EUA, para "fechar os olhos", leia-se não produzir legislação que impeçam de colocarem máquinas de bebidas nas escolas e noutros locais de consumo para jovens.
E não só, estas indústrias através de uma publicidade forte e orientada, como todos já assistimos, induzem ao consumo desses produtos.
Analisemos só um dos muitos items, por exemplo o teor de açúcar que um ser humano deveria ingerir por dia que é de 10%. Pois fiquem sabendo que mesmo nas bebidas light o consumo de uma só dessas bebidas ultrapassa o indicie mínimo de açúcar diário.
Essas indústrias americanas, vão mais longe, pressionam o governo dos EUA para que este "convença" a OMS-Organização Mundial de Saúde/Nações Unidas- (onde o governo americano é o principal patrocinador com milhões de dólares) a retirar dos comunicados mundiais, dos panfletos a distribuir pela população mundial e dos relatórios técnicos, toda e qualquer menção por simples que seja no aconselhamento de não se consumir mais de 10% de açúcar como limite no consumo diário por pessoa.
Devido a falta de informação e ás campanhas agressivas, temos pais inconscientes que estão a deixar as crianças a ficarem perigosamente mais obesas. Assiste-se a uma redução bastante acentuada do consumo de leite, sendo este substituído por refrigerantes gaseificados, que é como quem diz água com açúcar, com os consequentes malefícios para a saúde e os grandes benefícios financeiros para as grandes indústrias do big sugar.
Vou repetir novamente, as industrias do Big tabaco e Big sugar são poderosas, e quem diz que não quer saber da política para nada , saiba que se consome bebidas gaseificadas e consome tabaco, torna-se o principal fornecedor de dinheiro para o financiamento da politica e dos políticos americanos e mundiais, ou seja para quem não quer ter nada a ver com a política ser o principal financiador é algo que é no mínimo contraditório.
E a ignorância é uma arma que não devemos colocar nas mãos de ninguém, por isso pense quando beber uma COCA-COLA ou uma PEPSI-COLA ou fumar o seu CIGARRITO, está a contribuir para as campanhas dos OBAMA’S e McCAIN’S e outros candidatos na política americana, e não diga que não quer saber ou que não percebe nada de política.
Porque tanto é ladrão o que rouba como o que fica a vigiar...
Pense bem sobre isso.

VEJAM BEM QUE NAO HA SO GAIVOTAS EM TERRAJosé Afonso
Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem se põe a pensar
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
E se houver uma praça de gente madura
e uma estátua
e uma estátua de febre a arder
Anda alguém
pela noite de breu procura
e não há quem lhe queira valer
e não há quem lhe queira valer
Vejam bem daquele homem a fraca figura
desbravando os caminhos do pão
desbravando os caminhos do pão
E se houver uma praça de gente madura
ninguém vem levantá-lo do chão
ninguém vem levantá-lo do chão
Vejam bem que não há só gaivotas em terra
quando um homem se põe a pensar
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA SÓ CONSOME AZEITE DO BOM E NÃO DÁ MACDONALDS AOS CAVALOS, NÃO VÁ O DIABO TECE-LAS E LEVARMOS DOIS COICES AMERICANOS...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

N'América

No destaque dos blogues de hoje, temos o blogue "porque hoje é sábado", em particular no seu post de Segunda-feira, Outubro 20, 2008. Porque há palavras escritas que só lidas devem ser, passem por lá e vejam se eu não tenho razão. http://sabadodois.blogspot.com/ Basta clicarem em cima do link para lá irem visitá-lo
Caros Bloguistas Militantes
Sempre meteu um pouco de confusão, ainda iam os tempos em que o muro de Berlim não era vendido aos pedaços para turistas, os comunas chamarem aos EUA o Imperialismo americano.
Imperialismo, é parecido com imperais, imperiais é cerveja, logo o imperialismo americano dito assim pelos comunas, parece que estamos a tratar de uma sociedade que eram os maiorais da jola.
Imperialismo, sempre me meteu confusão, e sempre pensei que fosse mais um estigma dos dogmas dos Sovietes e que o PCP religiosamente (que ironia aqui o religiosamente, para um partido de ateus e que abominam a igreja) seguia.
O facto, é que imperialismo, vim a saber mais tarde na faculdade, não tem nada a ver com imperiais, e é um conceito de império com uma má conotação.
Pois esse imperialismo ascendeu e criou raízes como os eucaliptos, secam tudo o que está em redor nada deixam crescer.
É algo que nos controla por todos os lados, tem até uma TV que é a CNN, que é uma espécie de TV modelo oficial do império, tudo o que lá passa é o que se passa no mundo, o resto dos acontecimentos se não passam lá passam á margem ou seja tudo o que fica de fora teoricamente não se passou, os americanos não tem conhecimento, e se os americanos não tem conhecimento implica que o resto do mundo também não tem.
Mas para isto ser perfeito temos depois os seus tentáculos, que mais não são do que as TV's imitadoras do resto do mundo, que copiam literalmente os noticiários da CNN, modelos e formatos.
Isto tudo para dizer que A AMÉRICA É O MUNDO.
Passou um filme à pouco tempo chamado "A lenda" de Will Smith, este fica só no mundo ou seja em que local ? N'América.
Se atentarmos bem, os americanos tem o campeonato do mundo de baseball que só eles é que jogam, é uma espécie de liga Sagres em que só ganham os 3 principais clubes mas à escala americana, tem também o futebol americano e o seu campeonato do mundo que também só eles é que jogam.
Eles se calhar devem pensar que todos os outros países tem potencial, só não jogam porque não querem .
Os romanos, conquistavam as aldeias de três maneiras: pacificamente, em que os autócnes se submetiam de livre vontade e por isso os impostos eram mais baixos e eram considerados amigos, depois os que resistiam mas não muito violentamente e aí os impostos eram mais altos e tinham da deixar ou não uma legião romana, conforme a importância do local ou até á pacificação e os hostis, que ou eram aniquilados e os sobreviventes feitos escravo, eu não fui muito exacto mas segundo aprendi em história do direito era mais ou menos isto, e é mais ou menos isto que os Americanos fazem com os povos do mundo.
A América é, desde a queda do muro o novo império, comparando-se a Roma, mas numa versão mais fraca e indo beber a outros impérios as ideias, só que nem sempre as boas.
Os EUA são a Roma dos tempos modernos, vi noutro filme, americano, que se referia aos EUA como o Império e o imperialismo, e foi a partir daí que vi que não eram só os comunas que se referiam ao fenómeno como tal, que querem manias minhas... dizia o filme, algo que eu digo à muito tempo e que cada vez que o referia todos diziam que não e levantavam mil e uma objecções, dizia o filme que "Roma está a arder e ninguém dá por isso", referindo-se à América.
E quando uma Roma arde, os outros impérios que andavam em stand by serão um Fénix, e renascerão das cinzas.
Todos os impérios tem o seu nascimento ascensão auge e queda, uns deixam legado outros esfumam-se e com eles as suas memorias no tempo.
Engraçado como a maioria dos impérios seguem quase sempre a mesma linha de rumo, todos tem ou querem ter um ideal ou atingi-lo... A Grécia tinha o alto valor da sua filosofia e das suas cidades estado, Esparta os seus valores e a sua postura rígida e inflexível o império dos mais fortes, capazes e puros, muito parecido com a Alemanha nazi de Hitler e o seu império dos mil anos, tinha a raça ariana e a superioridade, Napoleão tinha o sonho de unir a Europa toda e torná-la forte com um regime um código, uma lei.
Bem quanto a este último, esse ideal já está quase a suceder com a UE, não temos ainda império mas a Europa está a tentar ficar forte.
Ou seja surgem novos impérios com roupagem nova e ideias velhas.
Mas sabem... não me importava de ir para a América.

N'América - Xutos e pontapés

Viver a vida sempre preocupado
Passar o tempo sem ir a nenhum lado
Deixa-me seco, eu vivo esgotado
Tendo prazeres em dias alternados
E ando sempre vivendo estados
E por vezes bem desamparados
Rebusco os cantos, nem sempre recheados
Eu faço as coisas tão desnorteado
Mas em dias por vezes espaçados
Vêm-me à cabeça pontos desfocados
Desse mundo sempre agitado
Possível sonho todo bem rodado
E na TV,produtos embalados
Entram em nós, bem camuflados
Como é que eu fico, eu fico engasgado
Com o novo mundo mesmo ali ao lado
Está mesmo ali ao lado
E eu vou ter que sair, e eu vou ter que partir
Finalmente vais ver
O que é que iria ser, o que é que eu iria ter
N'América
N'América

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? MAS A NOSSA BRIGADA TEM MUITO QUE APRENDER COM O 7º DE CAVALARIA, POR ISSO VAI FAZER UM TIROCÍNIO À AMÉRICA... ISSO É QUE ERA...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

vamos ás compras que se faz tarde

Hoje destaco novamente o blogue que é quanto a mim, mais profundo e divertido que o do Sr. Pacheco Pereira, não é tão conhecido mas é muito melhor... claro que isto é a minha maneira de ver as coisas... Vale a pena ler o RANDOM PRECISION. Mordaz e elequente, crítico e satírico. Passem por lá e deixem-se surpreender. Vão ao blogue já sabem é só seguir o link
http://rprecision.blogspot.com/
Caros Bloguistas Militantes
Ando, andei e sempre andarei preocupado com uma possível guerra nuclear.
Ando, andei e sempre andarei preocupado com as nossas necessidades energéticas mundiais e com a nossa opcção pelo nuclear.
NUCLEAR, NÃO OBRIGADO, era um slogan que se ouvia e dizia nos anos 80 e até existia um crachat. Sim um crachat, pois naquela altura ainda não existiam PINS. O crachat era amarelo raiado com uma cara a a sorrir (pensando bem deve ter sido o primeiro smile) e com os dizeres NUCLEAR, NÃO OBRIGADO!
A Lena d'Água (Helen Waters para os estrangeiros) tinha uma canção cujo refrão era:
ANTES SER ACTIVO HOJE, QUE RADIOACTIVO AMANHÃ!
E sabem que mais? Concordo com ela e sempre concordarei.
Enquanto a fusão nuclear não for segura, ou seja enquanto não for feita a frio, enquanto não soubermos como reciclar o lixo nuclear, as centrais nucleares e a energia nuclear controlada nos moldes que hoje existem não me convencem.
Além de poluírem muito, contribuem para estranhas formas de vida, os desperdícios produzidos não são eliminados na nossa geração, nem na geração seguinte, nem estas nem as que vêem, nem as outras que estão para vir.
E como eu não gosto de deixar lixo para os outros, para mim, NUCLEAR? NÃO, OBRIGADO.
Uma fuga radioactiva, e esse é um risco que corremos sempre, é algo que nos deixa com mal formações, mata em grande quantidade, e deixa parte do planeta sem se poder habitar durante décadas ou centenas de anos.
Isto já para não falar do arsenal nuclear e do seu potencial perigo de eclipasar num estalar de dedos não só da espécie humana, mas todas as espécies.
Somos loucos, não há dúvidas que somos.
E não me venham com desculpas que precisamos urgentemente de energia.
Quem vai ao mar avia-se em terra, tivéssemos precavido em vez de termos olhado para a ganância do lucro.
Os produtores de automóveis e as gasolineiras, já deram cabo do planeta o suficiente, para agora aventarem a hipótese de explorarem a energia nuclear. O que eles equerem sei eu.
São eles (e nós que nos deixámos levar por uma vida de maior conforto sem nos preocuparmos com o futuro) os responsáveis pelo não desenvolvimento e pela castração á nascença ou não prosseguimento de investigações sobre motores eléctricos ou movidos a energias alternativas.
Preocupa-me o futuro, o passado e o presente. Que legado vamos deixar nós?
Sim pensem global, não pensem só local, na vossa casinha, do estilo: vou deixar esta casinha ao meu filho ou esta fortuna, isso são ninharias... pois vão deixar uma fortuna e uma casinha num planeta que deixámos apodrecer, em que a vida mingua a olhos vistos, andamos a extinguir centenas de espécies diáriamente.
Mas não se preocupem com os filhos, proeocupem-se convosco. Sim preocupa-te contigo, porque estamos a atingir o limiar que não vamos ter para nós quanto mais legado para deixar.
Vejam bem! Já repararam como deixámos o planeta nestes últimos 70 anos?
É que se não repararam...estão asentir na pele, e a estranhar porque é que o cima muda, porque é que o bife já não sabe ao que sabia, porque é que temos menos dias de praia, porque é que a água sabe cada vez mais a desinfectante... porque será que andam a meter sabores na água, porque é que cada vez mais tenho alergias ou asma, ou doenças que nunca tinhamos ouvido falar. Até ao sec XVIII pouco alterámos o noso clima, o nosso comportamento, a partir daí foi sempre a abrier porque para o ano ainda está para vir... e centuplicamos a população mundial e segue...
Somos uma espécie cheia de potencial, somos como dizia "David Brin no livro "Maré alta Estelar" e nos outros que completam a série, uma espécie "senciente", e que podemos elevar outras espécies que são "pré-sencientes" a uma categoria mais elevada, mas não optámos por esse caminho... preferimos virár os nossos esforços para a quezília, para a inveja, para a guerra, para a ganância e para o lucro, quando já podíamos estar a colonizar outros planetas e a evoluir outras espécies e não contentes "inventámos" a proliferação nuclear com os respectivos ensaios que se não matam... moem ....
Estamos a morder a nossa própria mão.
Andamo-nos a a fundar, e o pior é que não podemos fazer como os ratos e abandonar o navio, porque não há meios para abandonar o navio, nós fazemos parte integrante do navio.
É inevitável e natural o planeta aquecer, e depois arrefecer, é cíclico, demora uns quantos milhares de anos mas é cíclico.
Daí á nossa espécie colocar o o planeta em modo de "microondas" e o obrigarmos ao planeta a um descongelamento rápido e forçado, isso é que não. Isso é pior que dar um tiro nos pés.
Existem dados reais e convincentes que a terra não sobreviverá aos excessos da humanidade.
A Natalidade não controlada, a poluição do mar, ar e terra numa clara violação do ambiente, diria como uma guerra continuada desde quase o começo da idade moderna.
Atacamos em todas as frentes, com o nosso exército e somos piores que a "marabunta".
A teoria da tragédia eminente é infelizmente uma teoria dos que são: sãos e realistas.
O lema actual do Homo Sapiens é "vamos ás compras que se faz tarde", sendo isso o grito de guerra dos verdadeiros lunáticos que por aí pululam e crescem caos milhares e que andam a deitar por "terra" o nosso planeta.
Rosalinda - FAUSTO
Rosalinda se tu fores à praia
se tu fores ver o mar
cuidado não te descaia
o teu pé de catraia
em óleo sujo à beira-mar a branca areia de ontem
está cheiinha de alcatrão
as dunas de vento batidas
são de plástico e carvão
e cheiram mal como avenidas
vieram para aqui fugidas
a lama a putrefacção
as aves já voam feridas
e outras caem ao chão Mas na verdade Rosalinda
nas fábricas que ali vês
o operário respira ainda
envenenado a desmaiar
o que mais há desta aridez
pois os que mandam no mundo
só vivem querendo ganhar
mesmo matando aquele
que morrendo
vive a trabalhar tem cuidado...
Rosalinda se tu fores à praia
se tu fores ver o mar
cuidado não te descaia
o teu pé de catraia
em óleo sujo à beira-mar Em Ferrel lá p´ra Peniche
vão fazer uma central
que para alguns é nuclear
mas para muitos é mortal
os peixes hão-de vir à mão
um doente outro sem vida
não tem vida o pescador
morre o sável e o salmão
isto é civilização
assim falou um senhor
tem cuidado
ELE HÁ CARGA FANTÁSTICAS NÃO HÁ?A NOSSA BRIGADA SEMPRE FOI MUITO CONVENCIONAL, SÓ ANDA A CAVALO, POIS O BICHO SÓ TEM DESPERDICÍOS BIODEGRADAVEIS... EMBORA ÁS VEZES COM CHEIROS DESAGRADÁVEIS... MAS AGUENTA-SE QUE É SERVIÇO

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Controlem a natalidade que já não há espaço na cidade

Hoje destaco novamente o blogue da minha amiga Cândida Pinto o "ESCADINHAS DO QUEBRA COSTAS". Ela é uma mulher do norte, carago, uma nortenha com piada, que resolveu assentar arraiais cá por baixo pela "mouraria". Tem o dom de contar histórias deliciosas que lhe acontecem e que depois a sua mente perfuma e eleabora tornando-as em histórias deliciosas. Escritas as histórias são giras, ao vivo contadas por elas são ilariantes. Vão ao blogue dela e deem uma vista de olhos no post de Terça-feira, 14 de Outubro de 2008, já sabem é só seguir o link http://escadinhas.blogs.sapo.pt/119061.html?mode=reply#reply

Caros Bloguistas Militantes
É hoje que vos vou chocar...

Sim, ainda mais!

Eu não tenho filhos (pelo menos acho que não tenho), e não sei se os quero ter, e também não sei se alguém quer o meu contributo participativo para tal.
E porque é que eu não quero ter filhos? (aviso já , se aviso é preciso ser feito... que os argumentos ad contrário terão de ser muito sólidos e fortes -e bem a ;-)- para me fazerem mudar de ideias).
Eu passo a explicar, o meu ponto de vista: o Ser Humano evoluiu muito para além das necessidades básicas, evoluímos exponencialmente e desenvolvemo-nos tão eficazmente como teria sido desejado para uma espécie de sucesso.
Mas se tudo fosse assim tão linear, com o ritmo do nosso desenvolvimento já nos deveria ter permitido vogar, explorar e colonizar o espaço sideral, pelo menos à mais de um século, mas como todos sabemos isso ainda não aconteceu.
A pirâmide de Marlow demonstra-nos, que para além da reprodução, existem outras necessidades e nós evoluímo-las a todas.
As necessidades básicas são entre outras a reprodução, ou seja deixar os seus génes ou o seu legado, numa ou várias proles (para os mais atrevidos), para a posteridade, e nós temos vindo a faze-las com sucesso à mais de 3 milénios.
No século XX porém, parece que conseguimos chegar ao nível mítico dos coelhos, e assim no século XX o Homo Sapiens tornou-se no Homo Reprodutibilis, o que se refinou e que existe para procriar.
Se por um lado é verdade que na velha Europa, as estatísticas nos indicam um envelhecimento da população, por outro o balanço global (e é esse que interesa) da estatística de crescimento da raça humana é assustadora, já passamos o limiar da sobrepopulação, isso significa que a comida e a água não chegam para todos.
A medicina avançou, a selecção natural, que outrora os mais fortes sobreviviam e os mais fracos morriam permaturamente, foi ultrapassada com estes avanços da medicina, e ainda bem, mas isso causou e causa desiquilibrio.
Temos de combater o problema a montante, a raça humana tem de ter menos filhos.
Mas todos somos humanos e encontramo-nos ligados à natureza, quer queiramos quer não, e constata-se que a parte feminina da humanidade, diz-nos sempre que tem o relógio biológico sempre a pressionar... É natural, nós somos seres vivos e fazemos parte de uma natureza que se quer sempre renovada a cada primavera.
Mas pelo contrário toda a moderna sociedade está a contrariar este desejo/necessidade daquela parte da população.
Assistimos, a que cada vez mais tarde, as mulheres geram o primeiro filho com idades de risco para um parto com sucesso... mas a medicina evoluiu e lá vai reduzindo o risco natural.
As células familiares modernas, já não são maioritariamente constituídas por pai e mãe, existem em grande percentagem as famílias monoparentais (um palavrão inventado por esta moderna sociedade, e que é fruto dos tempos), depois existem as famílias com dois pais ou com duas mães, as famílias da mãe com o novo companheiro, a do pai com a nova companheira, e mais hipóteses que eu agora não sei exemplificar.
Isto está longe de ser uma crítica, desengane-se quem assim pensar. É uma constatação de facto, e esta constatação entronca no facto de a Europa estar a envelhecer e a natalidade estar a decrescer.
O que aconteceu então ao Homo-Reprodutibilis? Que aconteceu à tal necessidade de deixar uma prole? Será que estamos a caminhar cada vez mais para seres antinatura?
Mas então e os futuros potenciais Sócrates, Platões, Galileus, Da Vincis, etc...? Necessitaram também esses grandes nomes de terem filhos para deixarem um legado para a humanidade? Pois se virmos bem... se calhar não....
Isto para não falar de legados que mais valia não terem existido...
E porque é que eu estou preocupado com isto? Por duas razões, por tudo e por nada.
As previsões científicas para o futuro próximo dão-nos diversos cenários nada animadores: A água vai ser mais escassa, pois dos 100% da água existente no planeta, 10% dela é doce, e dos 100% de água doce 90% está poluída.
As nações ribeirinhas como as conhecemos devido aos fenómenos climáticos, vão desaparecer ou ser substancialmente reduzidas com a subida das águas e com o abaixamento gradual da temperatura, o que se fará sentir nas longitudes mais a norte e mais a sul, vai obrigar as populações a moverem-se mais para o interior, ou seja invadimos os espaços físicos de outros países, não é preciso ser vidente para vermos os conflitos que resultarão daí.
Se não for isso, temos por outro problema, "O bem estar está a aniquilar a família" a sobrecarga de conforto causa poluição. E como bem estar poluímos o ar, o solo e a água e com isso vamos lentamente para o autoaniquilamento... é uma prespectiva, uma teoria catatrófica, mas não descabida e talvez a que melhor se consiga inverter.
Mas como temos sobrepopulação, isso implica mais alimentos e mais água, isso implica logicamente uma maior utilização dos solos, isso implica menos ou nenhum pousio na terra, implica mais químicos para a tornar produtiva sempre e mais água, que já é escassa e está poluída, e que vai ser poluída ainda mais pelos químicos utilizados na agricultura.
Ora se não há água, o que fazem os países? Vão combater por ela... E isto é só uma parte do problema populacional de um futuro bem próximo.
As previsões para o futuro são no mínimo negras, é por isso que eu não tenho filhos e sei que os não quero ter. Não obrigado.

POR ISSO CONTROLEM A NATALIDADE QUE JÁ NÃO HÁ ESPAÇO NA CIDADE... NEM EM LADO NENHUM.

My Way -Frank Sinatra - CANTA
And now, the end is near;
And so I face the final curtain.
My friend, Ill say it clear,
Ill state my case, of which Im certain.
Ive lived a life thats full.
Ive traveled each and evry highway;
And more, much more than this,
I did it my way.
Regrets, Ive had a few;
But then again, too few to mention.
I did what I had to do
And saw it through without exemption.
I planned each charted course;
Each careful step along the byway,
But more, much more than this,
I did it my way.
Yes, there were times,
Im sure you knew
When I bit off more than I could chew.
But through it all, when there was doubt,
I ate it up and spit it out.
I faced it all and I stood tall;
And did it my way.
Ive loved, Ive laughed and cried.
Ive had my fill; my share of losing.
And now, as tears subside,I find it all so amusing.
To think I did all that;
And may I say - not in a shy way,
No, oh no not me,
I did it my way.
For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught.
To say the things he truly feels;
And not the words of one who kneels.
The record shows I took the blows
-And did it my way!
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? MAS CADA VEZ MENOS TEMOS PASTAGENS PARA OS NOSSOS CAVALOS.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

DIA DE S.RECEBER

Caros Bloguistas Militantes
Andamos a discutir o salário mínimo um aumento para de 426 euros ou seja pela moeda antiga ainda não chega aos 90 contos, o certo é que foi acordado.
Mas como sempre, os projectos de empresários que cá temos, fizeram um recuo exigindo que haja limite de indemnizações em caso de despedimento.Com o espírito dos Chicago Boys, com o desastre que esta política dos anos 80 produziu e que agora sentimos as vagas feitas nessa altura, imbuídos desse espírito vem exigir maior flexibilidade no emprego.
Este é um recuo que nos faz lembrar que a história é cíclica. O querer voltar às praticas do SEC. XIX com as devidas adaptações para pior foi, é e será uma péssima política como agora estamos a sentir. A concertação social anda a discutir o salário mínimo, salário esse que devido ao seu valor eu apelido de salário ínfimo.
É ínfimo porque os portugueses alem de ganharem pouco são obrigados a gastar mais que os outros povos europeus que pertencem tal como nós, felizmente, à Europa desenvolvida.
Vejamos:
A Espanha tem o combustível mais barato, e nós estamos no top da Europa em gasolina e gasóleo mais caro, somos o 10º país.
Quanto às Casas, na Europa são mais baratas tanto para compra como para arrendamento, e não estou a falar em termos brutos mas em termos percentuais, e mais ... não vale a pena comparar uma capital cosmopolita como o são Bruxelas ou Genéve, que estão a uma hora das principais capitais europeias, com Lisboa que está muito mais longe e nos confins ou princípios da Europa.
Mas deixemos a comparação das casas e falemos de chop-chop que é como quem diz da comida que se compra no supermercado, que está ao mesmo preço que os espanhóis e franceses e ás vezes mais cara, tanto percentualmente como em termos brutos.
Mas comparemos outras coisas, por exemplo os automóveis, são os mais taxados, e devido a estarmos na periferia implica que também são mais caros do que por exemplo aqui ao lado em Espanha em que são mais baratos e na então na Alemanha nem se fala.
E que dizer das roupas? São algumas feitas cá no burgo, assim como outros produtos industriais, saem para o estrangeiro e retornam a Portugal mais caros, com um negócio assim quem não é rico? E se falarmos das viagens low cost? Essas por estarmos na periferia e por falta de visão nossa, só chegam cá 1/10 das ofertas das companhias aéreas. Acresce que as viagens internas na maior parte dos países são muito baratas para permitir a mobilidade, cá nós... digamos assim, quantas vezes já foi o Caro Bloguista Militante aos Açores e à Madeira? sem ser em trabalho como é óbvio... pois eu também não... é caro...
As estâncias de férias lá fora são melhores e mais baratas e também melhor aproveitadas que aqui na nossa freguesia, além de terem um atendimento muito superior ao nosso. E que dizer dos bancos, que ultimamente tem sido tão falados e responsabilizados, tem cá taxas remuneratórias e regalias e exigências piores da Europa e com os bancos a terem os lucros percentuais mais altos do que os restantes países... pois agora tramaram-se ... ou não.
E se falarmos dos serviços? Aquele bem essencial de hoje em dia que é o telemóvel, temos um custo de chamadas mais caras e com menos regalias. A h2o, a net, a electricidade, a tv mais caros e sem a qualidade desejada.O fisco que nos taxa em demasia para as regalias que não temos.
Os transportes que só agora tem certificação de qualidade e mesmo assim duvidosa, vejamos o caso dos passes que aumentam sem as devidas compensações de qualidade e melhoria nos transportes, como por exemplo a intermodalidade e a coordenação entre companhias. Pois é Caros Bloguistas Militantes, o salário mínimo que andamos a discutir não é só o salário mínimo, mas sim toda a conjuntura e estrutura em que estamos inseridos.
E não falam os patrões dos salários máximos que escandalosamente usufruem e que são os mais altos da Europa, porque será?
Como sabem eu não sou contra os ricos, o que eu quero mesmo, como disse Olof Palme, é acabar com os pobres... mas não é puxando o nó da corda para eles se enforcarem...é dando condições. A justiça social impõem-se, sim porque além de receber-mos o ínfimo salário ou mesmo o médio salário estes não atingem o mínimo dos outros países e com a agravante que pagamos mais.
Há aqui qualquer coisa que não bate certo.
Assim não temos possibilidade de poupar.
Temos muitas outras coisas boas é verdade, mas entre o deve e o haver não nos está a compensar nada... nitidamente não está. Um país onde um imigrante para poder enviar dinheiro, para o seu país de origem, tem de viver em casa compartilhada com 4, 5 ou 6 e ás vezes com 10 imigrantes, onde dormem em camas de submarino, ou seja praticam a política da cama quente, onde se levanta um e se deita outro, por isso a cama está sempre quente.
Onde um imigrante tem 2 ou 3 empregos para poder amealhar alguns tostões, coisa que muitos de nós ou não faz ou não aguenta, pois tem uma estrutura familiar que tem de dar atenção e que tem de suportar e temos assim de viver á mingua, e esse é um dos motivos que já não queremos aceitar alguns tipos de trabalho. Além de um país de salários baixos tornámo-nos pela nossa demanda europeia e pelo euro um pais de imigração pobre em salários na sua terra e rica em conhecimentos que não aproveitamos.
Com este aumento de 23 euros do salário ínfimo, que a concertação social negociou, o maior da última década, não sei o que vou fazer ao dinheiro.
Olha se calhar vou ao cabeleireiro...

Dia de S. Receber música: Xutos & Pontapés
Embora falar da arte
Da arte de sobreviver
Daquela que se descobre
Quando não há que comer
Há os que roubam ao banco
Os que não pagam por prazer
Os que pedem emprestado
E os que fazem render
Este dia a dia é duro
É duro de se levar
É de casa pró trabalho
E do trabalho pró lar
Leva assim uma vida
Na boínha sem pensar
Mas há-de chegar o dia
Em que tens de me pagar
Ai é o dia De S. Receber
Dia de S. Receber
Já não chega o que nos
Tiram à hora de pagar
É difícil comer solas
Estufadas ao jantar
De histórias mal contadas
Anda meio mundo a viver
Enquanto o outro meio
Fica à espera de receber
Ai é o dia de S. Receber
Dia de S. Receber
Ai a minha vida
Ai a minha vida
É assim esta diálise
Entre o deve e o haver
Sei que para o patrão custa
Enfrentar este dever
O dinheiro para mim não conta
Eu trabalho por prazer
Mas o dia que eu mais gosto
É o dia de S. Receber
PARA A BRIGADA O MELHOR DIA É O DIA DE RECEBER O PRÉ... OLARÉ SE É... AÍ É QUE A BRIGADA FICA LIGEIRA.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

AI QUE ELES ANDEM AÍ

Hoje, por ser terça-feira, também podia ser outro dia qualquer, a nossa Brigada vai destacar mais um Blogue, e este é um blogue especial, porque também de poesia a vida é feita "poetrycafe" leva-nos a essa parte poética da vida. O nosso blogue também termina sempre com um poema, mas este só a poemas é dedicado. Uma vista de olhos nele e quem sabe se não se inspiram, já sabem vão ao http://poetrycafe.weblog.com.pt/ Basta clicarem em cima do link para lá irem visitá-lo

Caros Bloguistas Militantes

A lei é para ser cumprida, e por cumprida entenda-se na sua totalidade e alcance, e não só a parte que nos dá mais jeito.

Quando eu digo a lei é para ser cumprida, eu refiro que falo das leis justas, das leis com sentido e bem elaboradas.

A LEI Sendo geral e abstracta, não é para agradar a Beltrano e a Sicrano, mas sim à sociedade que naquela altura, naquele momento tem necessidade dela.

Por isso as leis que já não são necessárias ou estão desadequadas deveriam ser revogadas.

Seguindo esta linha de pensamento eu não consigo compreender aquelas pessoas que dizem que as brigadas de trânsito andam na chamada "caça à multa".

Portugal está horrívelmente no top das estatísticas mundiais, somos um território tão mortífero quea as nossas estradas assemelham-se a campos de batalha.

Sabemos que ao andar na estrada todo o cuidado, atenção e fiscalização são poucos para diminuir a sinistralidade.

Se os condutores e os peões cumprissem o código, se não fossemos facilitistas, nunca nos queixariamos da caça à multa, pois caça à multa é um conceito "Made in Portugal", que somos claramente um país de incumpridores, quem diz nas estradas diz no resto.

Claro que se o código serve para impor determinadas atitudes e tem um lado duro e inexorável para quem anda na estrada, o mesmo código também serve por outro lado para punir o agente da autoridade que passou do risco, que abusou da autoridade.

Se por um lado as autoridades policiais são um pouco laxistas na fiscalização e até elas próprias são incumpridoras (aplica-se a velha teoria: "quem policía o policia?") se os agentes da autoridade são capazes de perdoar a uma mulher vistosa, digamos BOA que lhe mostra o tornozelo quase até á anca (que nomem não se esqueceria que tinha de lhe passar uma multa, pergunto eu...) ou então mostra um decote bem generoso, como fez uma amiga minha e safou-se de uma multa (além dela iam mais 4 mulheres todas com os copos dentro do carro), resumindo por causa de uma situação confortável para os olhos do polícia (e podem crer que era mesmo confortável), aquele perigo para a circulação foi deixado passar, e lá seguiram as 4 com os copos pela marginal, deixando um polícia com um sorriso de orelha aorelha, mas sendo elas um perigo para o tráfego.

Rigor, rigidez e inflexibilidade no cumprimento da lei, estou eu convencido, diminuíria significativamente os acidentes.

Por outro lado, responsabilização do Estado (central e local) e das empresas que o código não cumprem, e quando falo em não cumprir o código, refiro-me á parte passiva (não menos essencial que a parte activa) que obriga os consecionários das estradas a colocarem as infraestruturas, sinalização e outros preceitos essenciais a uma boa e segura condução, estes agentes passivos deveriam ser particularmente punidos por incumprimento constante, sistemático e contínuo do código da estrada.

Quando digo particularmente, digo os responsáveis directos, os que assinaram desde o projectista até a quem deu a autorização final.

Porque isto é tudo muito bonito, o facto de se conseguir que o Estado quando réu seja condenado, mas os responsáveis da atitude passiva ou de omissão, continuam nos mesmos postos a fazerem igual ou pior.

Não podemos permitir impunidades.

Acabemos com as políticas de amnistias, o poder político que não mandar fiscalizar correctamente os centros de inspecção automóvel (que ainda deixam passar muito carro que não está em condições), poder político que deixa as vias serem mal construídas e não presta a devida atenção aos concursos públicos e a sua permanente fiscalização.

Caros Bloguistas militantes, caso não saibam, quando existe um ALCATROAMENTO ou um Re-Alcatroamento, em qualquer rua, o alcatrão antes de ser colocado, passa por testes e pela aprovação de um laboratório camarário, que após testes certifica se o alcatrão que vai ser colocado é resistente e adequado para aquela via.

Contrariamente ao que deveria ser feito, é exemplo gritante o que se passou na C.M.Lisboa (governo de Santana Lopes, mas que sabemos que não foi só durante o mandato dele, e não só na C.M.Lisboa), que no Re-alcatroamento da Av. Almirante Reis, estava ainda o alcatrão em testes de laboratório para ver se era aprovado ou rejeitado, e este já tinha sido sido aplicado na Avenida toda.

E agora perguntamos nós: Terá sido aplicado na Avenida a mesma qualidade de alcatrão que foi para o laboratório para ser testado?

A chefe do departamento que teve conhecimento directo disso informou a CML de queera necessário o empreiteiro ser punido por incumprimento? Terão sido os responsáveis do laboratório camarário responsabilizados ou ter-se-ão fecahado em copas, numa atitude do género " que se lixe, já está aplicado, deixemos andar"?

Neste caso, que não é o único, e que é publico e notório. houve uma nítida falta de fiscalização ou conivência dos fiscais.

Em último lugar, em relação ao cumprimento do código da Estrada, temos o poder judicial, que tem de ser chamado à colação.

Pois não se pode permitir que os magistrados do M.P., se fiquem somente pela acusação a um condutor embriagado que atropela mortalmente alguém e que como corolário disto tudo, se safa com uma pena suspensa e pela cobertura dos danos civis...

Nestas situações como não há apelo e não há agravo, temos uma situação que um homicídio sai praticamente impune.

Como o bom português costuma dizer "Devia ser eu a mandar", no mínimo ficaria para sempre inibido de conduzir, e se fossem provados os pressupostos legais da culpa e dolo, a pena de prisão efectiva teria de ser isso mesmo ... efectiva e não suspensa como tem-no sido.

Lembram-se daquele indivíduo que já foi apanhado 4 vezes com uma "Carroça em cima que mal se aguentava em pé"... que é como quem diz, com um grau de alcoolemia muito acima da média (isto no que consta da reportagem que se viu na TV), em que o próprio diz que nunca foi preso.

Ora uma afirmação destas, a passar nas TV´s dá origem a reincidências e transmite uma sensação de impunidade.

Temos de ter paz nesta "guerra civil" que nas estradas se passa.

Além do código, o cumprimento das regras de sã convivência é necessário.

Ou assinamos o tratado de paz ou qualquer dia a guerra acaba por falta de soldados.

Caros Bloguistas Militantes Justa ou injusta, cumpra-se a lei, porque eles "andem aí"....ai "andem" , "andem"... oh se "andem"

Tantas Vezes Fui à Guerra -Sérgio Godinho

Tantas vezes fui à guerra
que só sei é guerrear
eu gostava um destes dias
de ter tempo de amar
Tenho pistolas de prata
tenho uma bala dourada
se não tenho o teu amor
não me servem para nada
Nem aos deuses nem à morte
peço perdão do que fiz
já não suporto bem a dor
já só quero é ser feliz
Olarai, assim é que se vai
olarai, assim é que são
olarai, as gentes que farão
que os dias maus já lá vão
Nada vale o que é de mais
em lhe dou nenhum valor
eu só trago no bornal
valentia e destemor
Só me rendo, quando muito
quando a morte me atingir
a minha bandeira branca
é o lençol que me cobrir
Nem aos deuses nem à morte
peço perdão do que fiz
já suporto bem a dor
já só quero é ser feliz
Olarai, assim é que se vai
Olarai, assim é que são
Olarai, as gentes que farão
Que os dias maus já lá vão.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? POR FALAR NISSO É MELHOR O REGIMENTO IR VERIFICAR OS TRAVÕES DOS CAVALOS.