As minhas cachadas no Geocaching

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terça-feira, 13 de março de 2012

E ninguêm faz uma ideia de como ele trabalha na meia




Caros Bloguistas Militantes

Falam dos "Jobs for the boys", mas o que realmente se vê são os "Jobs for the friends".

Bom existem uns "boys" bem colocados...mas é disso que vou falar...ou não...

Nós somos apologistas das práticas da política americana,e essas práticas são:
Na Casa Branca, leia-se Administração o que na prática se traduz por Governo, quando os Democratas vencem as eleições, tudo o que é "Boy" Republicano é literalmente varrido da Administração e entram os "Boys" Democratas e o mesmo acontece quando os Republicanos ganham.

Nós concordamos com esta política, pois nos lugares chave devem ser colocados quem é de confiança, esteja imbuído do espírito do programa do partido que ganhou as eleições, e se o partido quer implementar determina política tem de o fazer com os que são da sua cor e foram a favor do seu programa, não faz sentido nenhum fazer com os que foram contra e vão de certeza obstaculizar esse mesmo programa, ali não há a "guerra" dos independentes.

Não se pode ter pedras no meio da engrenagem, senão o que já é difícil de implementar torna-se impossível.
Em Portugal, temos uma espécie de meias tintas, em relação a esta matéria, os governos mudam mas em relação aos dirigentes o que acontece é o seguinte: Não mais que duas dúzias de gestores públicos que são sempre os mesmo, estes nunca são responsabilizados pelos péssimos desempenhos que demonstraram à frente das empresas públicas, e mais grave estes gestores mudam de administração, ou seja de local de trabalho, mas nunca de categoria quando o governo muda, se hoje são Presidentes dos Conselho de Administração da empresa pública A, muda o governo e passam para vogais da empresa participada pelo Estado B, mas sempre, sempre na Administração.
Não vale a pena nomeáloa, eles são conhecidos, os nomes são sempre os mesmos, e os resultados do seu exercíco á frente dessas empresas também.
Aliás estamos a ver e a pagar os seus devaneios e a falta de coragem política dos nossos políticos de os demitirem e de os responsabilizar pelo que não fizeram ou que fizeram erradamente não servindo o Estado.
Estes administradores e lugares de topo, não têm partido, não são por isso "Boys", são "Friends".
Mas ao mesmo tempo que estes administradores se mantêm, também temos o oposto, de pessoas que militam nos partidos, e só por essa razão são colocadas na "prateleira", porque o DELITO DE OPINIÃO ainda é punido no nosso país e nas empresas, nomeadamente nas controladas pelo Estado, isso acontece.
E geralmente não acontece ao nível do topo e das grandes chefias, acontece ao nível dos administrativos e outros cargos que fazem andar as empresas.
Conhecemos na área metropolitana de Lisboa 6 casos assim, e no país, mais de 50.
E desenganem-se que essas pessoas pertençam todas a um só partido, não, pelo contrário, são do PSD, PS e do PP.
Relatamos aqui, anonimamente, um caso, de um individuo que foi ao nosso escritório, queixar-se e que está numa instituição do Estado a trabalhar à 10 anos e foi colocado na prateleira à 5 anos sem ter funções atribuídas e que apesar de ter insistentemente pedido trabalho para fazer, não lho dão.
Essa foi a razão porque foi ter connosco.
O referido individuo, aproveitou essa pausa, que a instituição lhe deu para se valorizar e mesmo sem lhe darem trabalho, deu uma mais valia para a empresa e Licenciou-se...
Quando se licenciou pediu para mudar de sector, mas, como é prática usual cá no nosso burgo, continuou a ser tratado como se não existisse.
Esse individuo continua no mesmo escalão base com que entrou para a empresa... e a instituição foi mais longe, nunca lhe fez nenhuma avaliação de desempenho e já lá está há 10 anos...
De vez em quando lembram-se dele e inventam um processo disciplinar e que invariavelmente ele ganha sempre.

Ele na consulta que teve connosco, disse-nos que quando o chefe, passa lá perto dele , ele não finge que trabalha... porque nem isso pode fazer, pois não tem funções atríbuídas...
E nunca perde a oportunidade de "encavacar" o chefe sempre que o vê pede-lhe trabalho e o chefe, como sempre, pois tem ordens superiores, não saber o que lhe dizer...

A isto, se vós não sabeis, dir-lhes-ei como se chama: MOBING.

É um crime, nós preparamos o processo, que estava pronto para seguir para tirbunal... mas, e isto é característica da maioria dos trabalhadores portugueses... não queria ir contra a instituição é que quem estava no Governo eram pessoas do partido onde ele milita, e ele não quer ir contra... Semper Fidelis... em termos de direito não conseguimos compreender.

Isto já se passaram uns meses, entretanto o Governo mudou, e ele não nos disse mais nada.

Esta ironia de ter uma administração do partido do Governo e o trabalhador também ou seja ambos apoiam o mesmo Governo, e prejudicam-se uns aos outros...

Por aqui se vê que pertencer a um partido não é garantia de emprego, e o NO JOBS FOR THE BOYS foi só uma cortina de fumo lançada para iludir o verdadeiro problema, porque se houvesse jobs para os boys, e acreditem que nos partidos existem boys muito competentes, as coisas corriam bem como nos EUA, pelo menos nós temos essa esperança...

Mas como os cargos são para os FRIENDS, o resultado está à vista.

Este é um exemplo, mas poderei dar mais, e em situações muito piores do que este, obviamente que esta gente, que é do PS está descontente com o PS, esta gente que é do PSD com o PSD está descontente e esta gente que é do PP com o PP descontente está... já com o PCP não porque são todos funcionários do partido colocados nas juntas e nas câmaras que o PC ainda detém, assim como assim a maior parte já está reformado, por isso são "empregados" de todos nós.

Por isso para nós quando ouvimos falar que existem "Jobs for the boys" respondemos invariavelmente:

NÃO! O que existe é "Jobs for the friends"... e friends que a maioria são de outros partidos ou independentes...

Agora dizemos nós, à guisa de conclusão :

Com amigos assim quem é que precisa de inimigos...


É a cançom quiu abô minsinoue -Trabalhadores do Comércio
Às dez em ponto é a entrada
mas eu só lá tou à uma
até à duas num faço nada
até às três coisa ninhuma
até à duas num faço nada
até às três coisa ninhuma

É a cançom quiu abô minsinoue
É a cançom quiu abô minsinoue

Às quatro horas entra o chefe
e logo me bou sentare
às cinco beinhomimbora
ai farto de trabalhare
às cinco beinhomimbora
ai farto de trabalhare

É a cançom quiu abô minsinoue
É a cançom quiu abô minsinoue

E ninguem fàzumeideia
de como eu trabailho na meia
E ninguem fàzumeideia
de como eu trabailho na meia

É a cançom quiu abô minsinoue
É a cançom quiu abô minsinou

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS...NÃO HÁ? AO CONTRÁRIO DE OUTROS A BRIGADA ATÉ TRABALHA MAS HOJE SÃO 5 HORAS...HORA DE ARRUMAR... E PIRAR... OUE ..OUE...

quarta-feira, 7 de março de 2012

A gota de água

Já lá vão muitos meses, desde a última vez que escrevemos.
Deixem-nos dizer, que estamos perplexos com o que se está a passar no país, na europa e no mundo, cada um à sua escala.
As coisas não estão fáceis, pensamos mesmo que estamos a atravessar um dos períodos mais conturbados da humanidade.
Diríamos mais, este é um daqueles períodos de mudança profunda, em que estamos no centro dos acontecimentos, e só um leitor a uma distância considerável e não no nosso tempo, verá o que se passou, as consequências que teve e está a ter, onde errámos e o que poderíamos ter feito de diferente, para melhor e que estava tão à vista que ninguém conseguiu vislumbrar.
Sim, este é um desses tempos.
Não sabemos, continuamos sem saber, como dissemos, se este não é um dos períodos mais conturbados da humanidade.

Outros tempos houve que foram bastante complicados, tempos houve que quase nos conduziram à extinção, já para não falar naqueloutro que quase extinguiu a vida no planeta terrestre.
Tememos que este seja o pior desses tempos. E dizemos isto porque outrora o ser humano não pensava como pensa hoje, se pensava como pensa hoje, não era inteligente como é hoje, se o era não possuía a tecnologia que hoje possuímos, e se nessa altura tecnologia possuísse, esta não era maciçamente destruidora comoesta que nós temos agora.
Tempos houve que o homem respeitava a natureza, hoje não a trata nem com igual, nem como diferente, destrata-a.
Temos um deficit de abelhas, estas estão a morrer por causas que ainda desconhecemos, e as abelhas (como muitos insectos) são responsáveis por mais de um terço da polinização das plantas e árvores, e isso não está a acontecer.
E se não polinizam as plantas, não há comida ou não há comida suficiente, e se não há comida suficiente temos de nos voltar para os alimentos geneticamente modificados, e se vamos por aí o ecossistema é destruído.
Destruímos ecossistemas, desequilibramo-los, alterámos correlações e interações únicas, contribuímos para que as alterações climáticas, que são cíclicas, se dessem milhares de anos mais cedo ou seja no nosso tempo.

Não sei se os MAIAS tinham razão em relação ao seu calendário acabar em 20/12/2012, e com isso acabar o mundo tal e qual como o conhecemos, e nos sentimos confortável nele, se esse for o caso, este nosso escrito terá pouca longevidade, pois não haverá ninguém para o ler.
Quiçá, se os macacos, tigres, pulgas, escaravelhos ou leões, um dia souberem decifrar as palavras que os homens escreveram, e aliado a isso conseguirem aceder à INTERNET, e por acaso forem parar a este blog, talvez consigam isto ler (não lhes invejo a sorte).

O clima está a mudar, não temos dúvidas, o clima vai aquecer e depois arrefecer.
Nós quanto mais sabemos, mais tomamos consciência do que poderá afectar a vida na terra, quer internamente, como é o caso de um grande sismo e de uma ou várias erupcções vulcânicas, quer externamente, como é o caso de colisão de cometas ou asteróides. Nós quanto mais sabemos menos fazemos, parece que baixámos os braços e nos resignámos em relação a essas inevitabilidades.

Continuamos a assobiar para o lado, e a fazer guerras entre nós, além de aniquilar outras espécies entretemo-nos a aniquilar a nossa, houve alguns de nós que possuem records que preferíamos que não existissem, esses que detêm os recordes mataram 17 milhões dos seus concidadãos e 4 milhões de seres humanos não seus concidadãos, mas houve mais, por respeito a toda a humanidade, não vou falar do nome deles, pois se séculos mais tarde alguém ler isto, o nome deles não seja dito nem recordado.
Vejam que espécie nós somos, deixamos os nossos morrer à fome e à sede, escravizamos, humilhamos, tiramos partido da superioridade de termos educação e outros não e por isso não controlamos, nem queremos controlar a nossa natalidade racionalmente, não procuramos alternativas, que espécie esta que tira prazer do seu próprio aniquilamento.

Não controlar a nossa natalidade racionalmente (mesmo que o tal relógio biológico de horas), é colocar pessoas no planeta, que vão desequilibrar mais o ecossistema, e vão ter menos acesso a água, a comida, e por consequência vamos ter de sobrecarregar o planeta e aniquilar mais espécies para comermos e arranjarmos espaço para todos.
Temos de nos controlar, por muito crú que isto pareça, está a nossa sobrevivência em risco.
Ir para o espaço, arranjar novos planetas para colonizar, é uma solução, mas a longo prazo, e até lá, até algum planeta ou planetas nós consigamos colonizar, temos de nos controlar, o planeta não é elástico, e não, não há sempre espaço para mais um.
Somos 7 mil milhões, 7.000.000.000, são muitos zeros para tão pouca comida e água, e ainda temos de dividir o planeta com outras espécies, espécies essas que sem elas não sobreviveremos.
Faz-nos espécie que esta espécie, que é inteligente, não soubesse tirar partido da sua inteligência, engenho e arte.

Poderíamos ter ido para o espaço, colonizar outros planetas, ir buscar outros conhecimentos, dar a possibilidade aos da nossa espécie e de outras, conseguirem alternativas mais fiáveis para conseguirem viver longe do planeta mãe, e ao fazer isto, dar folga ao planeta mãe, a Terra, da sobrexploração que fizemos e continuamos a fazer, e deixar o planeta respirar e se regenerar.
Mas não, fizemos transbordar o copo de água com mais uma Gota d’água, e assim que o vimos transbordar em vez de parar continuámos.
Deveríamos ter alterado hábitos, de consumo, de poupança de energia, de racionalização no consumo de água e de comida, mas não continuámos à grande e à francesa.
Resultado, como já disse, aniquilámos animais, insectos e outro tipo de seres que fazem parte da nossa cadeia ecológica, e não reparámos que ao aniquilá-los, estávamos a matar-nos a nós próprios. Que dizemos nós, como poderíamos reparar, se como já dissemos andámos entretidos a matar-nos uns aos outros.
Estamos a ser vítimas da nossa própria inteligência e ambição, e estamos a dar-nos mal, e a maioria de nós aplaude, poucos são os que estão seriamente preocupados com o rumo que tomámos.
Pensamos que o dinheiro tudo paga, haverá uma altura que veremos que não podemos comer notas…
Parece que voltámos a escrever, o episódio 16 do tema “quando o mar bate na rocha - O sector secundário“, será escrito para a semana.
Até lá estamos tristes e perplexos, com uma espécie, que tinha tudo para triunfar e dar certo, e ao invés está aos poucos mas aceleradamente a dar cabo da sua e das outras espécies.
Nem nos melhores livros de ficção cientifica, conseguimos prever isto, e a gota de água já transbordou o copo.

Gota d'água- Chico Buarque
Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...
Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água...(2x)
Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...
Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água....
SE A BRIGADA PODERIA CARREGAR COM MAIS SUAVIDADE? PODIA! MAS NÃO ERA A MESMA COISA. A BRIGADA GOSTARIA TANTO DE TER UMA IDEIA BRILHANTE QUE NOS TIRASSE DESTA AGONIA COLECTIVA, MAS NÃO ACHOU A SOLUÇÃO AINDA.