As minhas cachadas no Geocaching

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Teorias da Constipação

Conforme vamos escrevendo, assim vamos encontrando quem também como nós protesta, com quem indentificamos o nosso pensamento a escrita, imagens ou palavras, aconteceu isso com o blogue "Protesto Gráfico" http://protestografico.wordpress.com/
Caros Bloguistas Militantes,
Cheguei à conclusão que tenho andado um pouco distraído, aliás, temos andado todos um pouco distraídos.
Precisamos que a Liberdade volte a passar por aqui.
Afinal parece que existe mesmo uma separação de poderes.
Uma separação clara lógica e evidente, a separação dos poderes que são escrutinados, regular, periódica, universal e secretamente através do voto, e a outra que não é escrutinada, e que ninguém tem mão, dos que se encaixam na primeira parte da frase, refiro-me como é óbvio ao poder executivo e legislativo, quanto á segunda parte da frase dos que sem rei nem roque mandam, obviamente que é o poder Judicial, põe e dispõe como lhe dá na gana.
E quando falo do poder judicial, não falo dos juízes, mas sim de quem tem o poder de fazer as acusações públicas, o Ministério Público.
Vejamos os casos recentes da Censura ao Computador Magalhães no Carnaval de Torres Vedras e também o caso que passo a citar «A PSP de Braga apreendeu hoje numa feira de livros de saldo alguns exemplares de um livro sobre pintura. A polícia considerou que o quadro do pintor Gustave Courbet, reproduzido nas capas dos exemplares, era pornográfico (...)» (in Público), e vejamos também os casos que se arrastam, são eles: trabalhos de investigação medíocre, acusações mal elaboradas, enquadramentos de crimes que são duvidosos, quanto a duvidosos, refiro-me aos cursos de direito que estes procuradores tiraram...
Os casos mediáticos e que são escândalos públicos (e não mediáticos, já vi uns quantos), quando chegam à barra devido a trabalho medíocre e acusações mal feitas, depois de um alarme social enorme quando vamos a ver a Montanha pariu um rato...
Exemplos? Mais que muitos, o caso Braga Parques e da condenação ridícula que daí adveio (sim estou a falar de um caso em concreto, e depois, qual é o problema? Não me digam que também me vão censurar o blogue?), é provada a corrupção activa, e o arguido sai de lá com uma multa que para ele são amendoins, e a dizer que não fez nada de mal e que vai continuar a fazer.
O ministério Público, que deveria pugnar pela justiça e pelo segredo de justiça, é o primeiro a lucrar com a venda desse segredo aos jornalistas, e é tão eficaz no combate ao crime que nem dentro do seu departamento sabe de onde vem essa fuga de informação, e todos os inquéritos acerca disso dão em nada, zero... e tudo volta ao início, à fuga de informação...
O que eles querem sei eu, topa-se à légua, querem desacreditar o sistema, querem minar o sistema, já começaram por deixar impunes as grandes fortunas e começaram a punir os políticos, e se ninguém os pára vão por aí fora, o céu é o seu limite.
Se isto é justiça, se isto é o exemplo, vou ali morar para outro país e já não venho.
Voltemos ao caso do Carnaval de Torres Vedras e a Braga.
Ao que consta os procuradores de justiça, não andam contentes, e uma das primeiras acções que tomaram foi mudarem o nome do departamento para que trabalham, então em vez de lhe chamarem Ministério Público para Ministério Pudico.
Em Braga na Feira do Livro, estes senhores apreenderem livros que tem na capa a pintura de um famoso pintor, retratando uma mulher nua, e que está exposto se não estou em erro no Museu D'Orsay, mandarem tapar as imagens de mulheres nuas que estavam a satirizar o Computador Magalhães no Carnaval de Torres Vedras, o Ministério Pudico e o seu braço armado a PSP, escondem-se atrás de denúncias feitas por cidadãos que ali estava pornografia...
Mas esperem lá a censura não tinha acabado? Ou estamos todos distraídos,e afinal disseram que tinha acabado e ficou o dito por não dito?
Na cidade dos arcebispos, está-se mesmo a ver quem fez a denúncia, algum padre mais fundamentalista, ou alguma rata de sacristia, mas o preocupante é que são dois municípios socialistas.
Ora, como eu os conheço bem, tanto os municípios como os socialistas, sem colocar as mãos no fogo, tenho a certeza que quem está no governo não se iria importar com minudências, por isso deixo o governo de fora desta contenda.
Agora o Ministério Público, que é um poder independente, controlado independentemente, esse não sabemos, nunca sabemos com que linhas se cose... esse está numa cruzada pudica ao que parece.
Já não bastava, todos sermos tratados como terroristas na entrada dos EUA, todos somos considerados suspeitos, para agora em Portugal, andarem a ensaiar o mesmo.
Começam com a parte pudica, e se nós deixamos sabe-se-lá onde poderemos chegar.
É assim que começam a cercar e cercear a Liberdade, uns, os EUA, escondem-se atrás do terrorismo, nós em Portugal escondemos atrás do pudico, o resultado final é o mesmo, ficarmos sem as liberdades consagradas nas nossas constituições.
E nós vamos deixar que isso aconteça de animo leve?
É a pior das previsões de George Orwell em acção, o novo big brother a funcionar, a nova polícia dos costumes, cercando e vigiando os nossos actos, vendo e anotando cada passo que damos, cerceando a nossa vontade e assim a nossa liberdade.
E os terroristas são os outros não é?
Ora não queremos nem uns nem outros.
Há muito que já deveríamos ter dito não.
Mas temos andados distraídos com a arranjar a nossa opulência, a construir a nossa riqueza, andamos a preocupar-nos mais com o ter do que com o ser.
Qualquer diz esta gente, que deve ser daquela ala radical e autónoma da Igreja Católica, e que aparece retratada no livro de Dan Brown "O Código da Vinci", ainda retira dos curricula escolares "Os Lusíadas". só por conter aquele canto sobre a ilha dos amores...
Ah, esperem já retiraram isso dos curricula.
Ou acordamos e agimos agora, ou um dia quando acordarmos já será tarde.
Está na hora, como diz um dito popular "ABRE OS OLHOS MULA QUE JÁ É DIA"
Temos mesmo de fazer a Liberdade passar por aqui.

MARÉ ALTA - SÉRGIO GODINHO
Aprend'a nadar, companheiro
aprend'a nadar, companheiro
que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aqui
Que a liberdade está a passar por aqui
Que a liberdade está a passar por aqui
Maré alta
Maré alta
Maré alta
(Aprend'a nadar,...)
(Aprend'a nadar,...)
Aprend'a nadar, companheiro
aprend'a nadar, companheiro
que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aqui
Que a liberdade está a passar por aqui
Que a liberdade está a passar por aqui
Que a liberdade está a passar por aqui

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? POR ESTE ANDAR A BRIGADA QUALQUER DIA É CENSURADA E NINGUÉM DÁ POR ISSO...

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Educar custa muito caro.

Ao fazer a pesquisa para este post, deparei com este blogue, que achei interessantíssimo, chama-se L&LP (Livre & Leal Português) e apresenta-se assim :
EM RELIGIÃO, CRISTÃO INDIVIDUALISTA; EM POLÍTICA, LIBERAL NEOCARTISTA; NO RESTO, COMO LHE APROUVER. «ESTAI pois firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão» (Gal 5:1)
http://livreeleal.blogspot.com/ já sabem é só clicar em cima
Caros Bloguistas Militantes
Dou muitos erros de Português, gramaticais e outros.
Eu dou e sei que dou alguns erros de Português, alguns serão mesmo por dislexia, como confundir os "pre" e o "per", os "pro" e os "por" e outros parecidos, virgulas pontos finais e outras coisas que tais não é muito comigo.
Sempre querendo aperfeiçoar, apesar da vida ser efémera, senti-me com relativa sorte, quando estive a rever uma reportagem que passou na SIC, chamada "O mundo sem letras".
Durante esta reportagem, apeteceu-me vomitar, tão mal me estava a cair esta informação que lá foi veiculada.
A perspectiva que a reportagem nos dá, é uma perspectiva dura, deixa no ar que o atraso do país que estamos se deve ao analfabetismo, e de facto explica muito da causa das coisas que acontecem ou não acontecem cá pelo burgo.
Por mais objectivos que tracemos, por mais metas que tentemos colectivamente atingir, esquecemo-nos deste pequenos pormenores, que nos impedem de chegar a um país melhor.
O "mal" é endémico, já vem de longe, e traduz-se também nas fracas elites que tínhamos e que ainda temos.
Caros Bloguistas Militantes
Reparem bem, no que a iliteracia e o analfabetismo nos podem conduzir.
Tu (e permita-me tratá-lo por tu) que tal como eu conseguimos ler o que está aqui escrito.
Tu e eu se quisermos, poderemos juntar as letras e escrever comentários a este ou outros "posts", esquecemo-nos todos os dias que temos:

  • 9% dos Portugueses não sabem ler e escrever,
  • 9% dos Portugueses não podem aceder à net, nela escrever,
  • 9% dos Portugueses não podem ler jornais, ver filmes legendados,
  • 9% dos Portugueses não podem ler ou escrever uma carta,
  • 9% dos Portugueses podendo aderir a todo e qualquer contrato não sabem o que estão a assinar, se souberem assinar
  • 9% dos Portugueses tem limitação de assuntos que possam discutir, pois não podem ler e aprofundar a informação ainda mais.
  • 9% dos Portugueses apesar de não saberem ler e escrever, não podem invocar o desconhecimento da lei, apesar de nem sequer saberem como lei se escreve.
  • 9% dos Portugueses são analfabetos, e a estes 9% não se sabe qual a percentagem de analfabetos funcionais e de ileterados, ou seja os que aprenderam mas não interpretam, ou não sabem o que estão a ler e outras coisas afim.
  • 9% dos Portugueses em números são cerca de 1,5 milhões.
  • 1,5 milhões de Portugueses que são analfabetos, quer dizer que 1 em cada 10 pessoas que tu te cruzas na rua, nos transportes ou noutro local público é analfabeto.
Caros Bloguistas Militantes,
Façamos a análise política da coisa... que pretensão a minha, vou tentar fazer a minha análise que só por acaso será política (já que não sou nenhum Prof. Marcelo para o fazer).
Se fizermos a comparação entre 1905 e 2009, vemos que em 1905 SEC. XX onde a esmagadora maioria da população não ia á escola, 75% da população desse tempo era analfabeta; Agora em 2009, já no SEC. XXI, passados 104 anos, essa percentagem baixou para 9%.
Se analisarmos bem pelos Censos de 1900: Portugal conta, no continente e ilhas adjacentes, 5.423.000 habitantes, ou seja 75% desta população era analfabeta dá mais ou menos 4 milhões de pessoas.
Mas não sabemos como naquele tempo contavam os analfabetos, alem de que nem toda a gente votava nem toda a gente era considerada cidadão.
Se quisermos ser mauzinhos para com a politica de hoje em dia, analisemos assim, a população activa em 1900 era de 2.457.000 cidadãos, destes 75% são analfabetos o que dá cerca de 1.404.000 cidadãos analfabetos, o que quer dizer que hoje em dia temos 1,5 milhões de analfabetos... Portugal regrediu em quantidade de cidadãos analfabetos, não em termos percentuais mas quantitativos.
É claro que as contas não podem ser feitas assim... mas a análise feita dá que pensar.
Seja qual for o tipo de análise, o certo é que estamos todos a errar no consentimento dado às políticas adoptadas.
Poder-se-á dizer que em termos percentuais, Portugal teve uma grande evolução, tudo indica isso.
Mas o facto de nós não podermos analisar os números em termos brutos mas sim em termos percentuais, leva-nos a outro tipo de comparação, a comparação a outros países da Europa, que sofriam em 1900 o mesmo mal que nós e temos de então comparar a evolução que foi feita, ou seja o êxito das políticas aplicadas.
Ao compararmos com os outros países, vemos que Portugal está, como a maioria das vezes, na cauda da Europa.
Não estou nada positivista em relação a esta matéria.
Os políticos e as políticas não nos "dirigiram" para o caminho certo, temos todos andado literalmente a errar o alvo.
E quando falo dos políticos, vai desde o crónico oposicionista ao governo PCP, passando por o CDS-PP, até aos partidos que se alternam no poder PS e PSD.
E a questão é grave, pois já há muito que cabe ás Autarquias o comando do ensino primário, ou seja o PCP apesar de oposicionista ao governo, é Governo em muitas câmaras do Alentejo desde o pós 25 de Abril, ou seja ninguém está isento de culpas politicamente.
É grave quando analisamos por regiões o analfabetismo, vemos o Alentejo (o tal que o PCP reeinvindica) continua a ser a região do país com a maior taxa de analfabetismo com 16%, e o Concelho com maior analfabetismo, com 32%, é Idanha-a-Nova, no interior profundo e envelhecido no Distrito de Castelo Branco.
A migração para o litoral ou seja a "litoralização" da população, teve e tem efeitos na concentração do analfabetismo, nas regiões do interior.
A reportagem que passou na SIC, mostrou-nos que com o analfabetismo os problemas não terminam, estão sempre, nesta sociedade mediatizada e da informação, a multiplicar-se.
Foram várias as pessoas entrevistadas, acerca das causas do seu analfabetismo, foram entrevistadas pessoas de várias idades, sobretudo mais velhas, o que não exclui analfabetismo nos mais novos.
Os mais novos, analfabetos, tem vergonha de irem à escola, para não demonstrarem a outrem que não sabem ler ou escrever.
É um fardo pesado, houve quem desistisse da entrevista antes de esta ser gravada, e não se quiseram expor, porque escondem das namoradas e dos amigos que são analfabetos.
Tem vergonha de não saberem ler e escrever, foram vários e de diversas partes do país.
Um do Porto, 22 anos, dois de Lisboa, 32 anos e 28 anos, 2 de 18 anos no Alentejo e uma de 17 anos.
Todos nós, na nossa vida já conversámos com pessoas que não sabiam ler nem escrever, mas nunca nos passou pela cabeça que tal acontecesse com pessoas mais novas que nós.
São daquelas coisas que nunca damos prioridade, mas que são invisivelmente prioritárias.
Assistimos assim à inoperacionalidade de todos os governos desde 1875.
Sublinho a palavra todos e 1875, mas não há regra sem excepção, pois apesar de tanto mal que dizem dos governos da I República, estes foram os únicos que fizeram realmente frente ao analfabetismo.
Não brinquemos... desde 1875... ou seja desde que a Europa tomou consciência que o analfabetismo era uma terrível tragédia, e que o começou a combater com sucesso
Portugal, tirando os breves momentos da Primeira República (que nisso estava empenhada, lembro os Centros Republicanos e outras iniciativas) que desceu 10% do analfabetismo, mais nenhuma época se fez algo que fosse significativo relevante.
Convenhamos 134 anos, para conseguir descer de 75% para 9%,uma luta politica que demora 134 anos para descer 64% dos analfabetos, é algo que podemos dizer que foi e é um grande fracasso.
Como diz António Barreto, "a linha geral das políticas educativas foi sempre marcada pela demagogia, i.e., desenvolver depressa para mostrar resultados muito depressa e verificou-se ao fim de 30 anos (...) uma enorme instabilidade na educação portuguesa.
Houve 27 ministros da educação em 30 anos, e como cada ministro tem as suas ideias... as suas invenções não permite estabilidade no processo de organização das escolas, na gestão das escola, nos curricula, nos programas, nos métodos educativos, não há estabilidade no ensino deveria haver estabilidade. Depois os pais interessam-se muito pouco pela escola".
Estatisticamente os Censos de 2001 dizem-nos que 2244 portugueses de 24 anos são analfabetos, com menos de 3o anos são ao todo 38.200 portugueses analfabetos.
O Ministério da Educação estima em que 2% de pessoas com menos de 40 anos são analfabetos, diz o Secretário de Estado que "é uma situação residual..."
Diz António Barreto "É terrível ser-se analfabeto hoje. Ser-se jovem e analfabeto. Há 50 ou 60 anos, nós podíamos pensar que é sempre dramático uma pessoa morrer sem ter lido nada nunca. É terrível culturalmente,(...) podia-se viver assim há 50 ou 60 anos, hoje não pode, um analfabeto hoje com 20 ou 30 anos, está condenado a uma vida quase miserável, culturalmente, pessoalmente, na procura de emprego, na procura de casamento, numa vida social regular, nas televisões, no cinema, nos jornais em toda a informação que se quer ter."
O atraso português tem uma herança pesada, diz a jornalista que fez a reportagem.
António Barreto diz que é possível demonstrar isso "Com os número mais chocantes, os portugueses tinham há 50 anos tantos analfabetos como a Inglaterra há 150 anos ou mais, ou a França ou a Alemanha. O atraso é real, é mensurável, é objectivo, não é fantasia. Quando procuramos as causas encontramos muitas, uma delas é obviamente a pobreza.
E António Barreto, finaliza com uma frase assassina para todos nós "Educar custa muito caro."
A jornalista diz em voz de fundo, meio em termo de pergunta meio em termos de afirmação- Há razões culturais, políticas, ideológicas e religiosas, nos países protestantes encontra-se uma maior tendência para a aprendizagem da leitura e da escrita do que nos países católicos.
Ou seja, dizemos nós, nem a Igreja Católica, escapa isenta deste nosso triste fado.
Verifica-se que a industrialização foi uma alavanca para a escola.
Diz António Barreto- "Reparem é mais fácil um analfabeto trabalhar na agricultura do que um analfabeto trabalhar na indústria. Na indústria precisa de saber/conhecer ou ler algumas instruções e indicações que vêem nas máquinas. Aprender os procedimentos na indústria. Isso facilitou nos países que tiveram indústrias mais cedo desenvolvessem mais a escola"
As percentagens não são nada abonatórias, como já disse atrás, para os governos portugueses, enquanto os governos europeus baixam 30 a 40% em 50 anos, a taxa de analfabetismo, Portugal é o que se vê.
A percentagem de analfabetos em 1875 - Portugal -85%\Espanha- 75%\França - 35%\Inglaterra - 30%\Alemanha- 5%\Países Nórdicos -5%
Em 1925 o combate ao analfabetismo dá resultados pela Europa fora, em Portugal não.
A percentagem de analfabetos em 1925 - Portugal -65% \Espanha- 35%\França - 5% \Inglaterra - 2%\Alemanha- 2%\Países Nórdicos -2%.
Como vemos Portugal não se pode vangloriar da forma como baixou o analfabetismo.
É que a análise diz-nos: não só os outros países conseguiram mais cedo baixar o analfabetismo nos seus cidadãos, muito mais cedo que Portugal, cerca de 84 anos mais cedo, como a percentagem que estes países possuem hoje em dia é 4 vezes menor que a nossa.
António Barreto diz que "As elites portuguesas foram particularmente incultas e ignorantes"
O Estado Novo reduziu a escolaridade obrigatória de 4 para 3 anos, em 1938 o Dr. Salazar afirma na Assembleia Nacional :
"O analfabetismo em Portugal vem de longe, e isso não impediu que, a nossa literatura, fosse, em determinadas épocas fosse extremamente rica".
É por estas e por outras que quando oiço clamar que o Dr. Salazar é que era bom, que me revolta esta maneira de ser dos Latinos com a sua filosofia "Antes é que era bom" mesmo que no tempo do "antes" (ou seja na vigência do Estado Novo) dissessem que "antes é que era bom"... ah" esperem no tempo do Estado Novo não podiam falar...
António Barreto afirmou "Houve debates na Assembleia Nacional, em 1940/50, deputados da União Nacional, havia uma ala modernizadora, que tentava desenvolver a escola, tentavam uma escolaridade obrigatória de 4 anos, uns de 3 anos para as mulheres e 4 para os homens (quando na Europa já era de 6 a 8 anos por todo o lado), há registo s dos debates que deputados disseram :"O povo é sábio, povo não precisa de educação, o povo não necessita de aprender a ler e a escrever, porque quando começa a ler e a escrever porta-se mal, isto foi dito a meio do Séc. XX, na Assembleia Nacional Portuguesa."
A questão é mais grave agora. Agora que estamos na União Europeia, e quando se fala em solidariedade, e politicas de igualdade entre regiões e de subsidariedade, os políticos da U.E. não se preocuparem com a iliteracia dos povos que dela fazem parte, de modo se criarem condições para haver igualdade de oportunidades, é algo que nos devia fazer reflectir.
Sim porque a caminhar assim, qualquer dia, com este nível de iliteracia acabamos por ser os criados da Europa,
Fazemos parte da U.E., é verdade, mas ocupamos os quartos dos fundos ou seja os quartos da criadagem.
Por último e no final queria deixar a referência a um analfabetismo que é o pior deles todos e que as palavras de Bertold Brecht ilustram bem : o pior de todos os analfabetos é o analfabeto político. Oiçam o que se segue...

A cidade é um chão de palavras pisadas - José Carlos Ary dos Santos
A cidade é um chão de palavras pisadas
a palavra criança a palavra segredo.
A cidade é um céu de palavras paradas
a palavra distância e a palavra medo.

A cidade é um saco um pulmão que respira
pela palavra água pela palavra brisa
A cidade é um poro um corpo que transpira
pela palavra sangue pela palavra ira.

A cidade tem praças de palavras abertas
como estátuas mandadas apear.
A cidade tem ruas de palavras desertas
como jardins mandados arrancar.

A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
não há rua de sons que a palavra não corra
à procura da sombra de uma luz que não há.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? NA BRIGADA NEM OS BURROS DE CARGA SÃO ANALFABETOS. TODOS OS QUE ENTRAM NA BRIGADA SÓ SAEM COM A INSTRUÇÃO ESCOLAR MÍNIMA...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

o homem das meias verdades

Hoje destacamos o blogue de poesia http://poetrycafe.weblog.com.pt/ , visitem-no, a poesia também faz parte.
Caros Bloguistas Militantes

Nem tudo é tão bom como dizem, nem tudo é tão mau como pintam.
Se é verdade que a Madeira tem um déficit democrático, nado e criado por lá e foi esse defit deixado crescer por cá (leia-se continente), também não é menos verdade que a Madeira está desenvolvida e virada para o turismo.
Ou seja o Dr. Alberto João apesar das suas atitudes condenáveis e anti democráticas, aproveitou bem a sua maioria absoluta e desenvolveu a Madeira.
Tem lá bolsas de pobreza, pois tem, mas ainda não chegámos a um estágio da humanidade que conseguimos eliminar as bolsas de pobreza todas.
Não retiro o mérito, nem a visão que o Dr. Alberto João teve na Madeira.
Mas uma boa acção não desculpa duas más e não lhe dá o direito de de vez em quando e cada vez com mais frequência, incitar o povo Madeirense contra o continente.
Ele é de facto o homem das meias verdades.
Ele que diz que ninguém tenha medo e não se deixe enganar, ele é o mais puro dos enganadores, e o mais dificil de desmascarar pois tem obra feita.
Ele que diz que não se deixem subjugar pelo regime de Lisboa, é o mais tirânico dos capatazes.
Ele que tanto mal diz do Governo da República, é o mais dependente desse mesmo governo.
Por mais uns tostões, e usando a arma da injuria, calúnia e ameaça, ele lá vai conseguindo mais uns tostões e perdões de dívida dos fracos políticos do continente que tudo deixam que ele faça.
Aliás Portugal parece premiar quem refila, quem parte a loiça, em deterimento de quem cumpre e anda na linha.
Não somos adeptos de ficar calados, mas achamos que quem não cumpre não deve ser premiado.
Acho-lhe piada quando o Dr. Alberto João diz "aqui não precisamos de autoritarismos", pois claro que não, acrescento eu, então quem é que vai à Madeira ensinar a missa ao vigário? Estaides loucos não?
Rir-me-ia se a questão não fosse para chorar, o Dr. Alberto João quer a autonomia da sua ilha, mas uma ilha que provavelmente não sobreviveria neste contexto global se não fosse a ajuda solidária do continente (e que tem de ser pois trata-se de uma região de Portugal)
A Madeira precisa dos milhões que vem do continente, dos produtos que vem do continente a preço mais baixo por causa do "custo" de eles estarem numa ilha, a Madeira que á custa dos milhões necessários do continente, deixou de ser uma região pobre (ao menos há quem aplique bem o dinheiro, como vêem não é só dizer mal) em termos de comparação europeus.
Mas tudo tem um reverso,imagine o Caro Bloguista Militante que solicita a um banco um empréstimo (no tempo em que os bancos tinham dinheiro está claro), e que depois não pagava esse empréstimo.
Isso em direito tem um nome, chama-se enriquecimento sem causa, e dá direito a ir parar ao mocho da justiça, e é onde o Caro Bloguista Militante vai parar se não pagar ao banco? Fica sem tudo e mais alguma coisa.
O mesmo não acontece ao governo da Madeira. O Dr. Alberto João, pediu emprestado e desenvolveu o arquipélago, tem obra feita, é verdade, mas quando a conta do banco veio, não pagou e diz que não paga e pede mais ao Governo da República e ainda o ameaça?
O vilão passa a vitima; e ninguém diz nada, ninguém faz nada, e ainda lhe cobrem as dívidas?
Porque se é assim, como se costuma dizer "com as calças do meu pai, também sou homem," por outras palavras, se eu pedir um empréstimo e não pagar também terei um excelente nível de vida.
Não sou contra que se acabe com a pobreza, mas o país é um todo e não pode acontecer uns serem filhos e outros enteados, ou á moralidade ou comem todos.
Mas pior que isso, é que não há moralidade e os imorais ainda mandam e gritam e fazem e acontecem.
Não está aqui qualquer coisa mal neste filme?
Parafraseando Hamlet e com a devida analogia adaptado ao nosso país -"Algo está podre no reino da Dinamarca."

Barnabé - Sérgio Godinho
Vieram profetas
Vieram Doutores
santos milagreiros, poetas, cantores
cada qual com um discurso diferente
ra curar a vida da gente
e a gente parada fez orelhas moucas
que com falas dessas as esperanças são poucas
mas quando o Barnabé cá chegou
Toda a gente arribou
Toda a gente arribou
Que é que tem o Barnabé que é diferente dos outros?
Vieram peritos em habilidades
dizer que a fortuna cresce nas cidades
e que só ganha quem concorrer
e quem vai ser, quem vai ser
e que vai ganhar, vai vencer?
e a gente parada fez orelhas moucas
que com falas dessas as esperanças são poucas
mas quando o Barnabé cá chegou
Toda a gente ganhou
Toda a gente ganhou
Que é que tem o Barnabé que é diferente dos outros?
Vieram comerciantes vender sabonetes
danças regionais, televisões, rabanetes
em suaves prestações mensais
e quem dá mais, quem dá mais?
e quem dá mais, quem dá mais?
e a gente parada fez orelhas moucas
que com falas dessas as esperanças são poucas
mas quando o Barnabé cá chegou
quem tinha ouvidos ouviu
quem tinha pernas dançou
Que é que tem o Barnabé que é diferente dos outros?
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? O BARNABÉ FAZ PARTE DA NOSSA BRIGADA...E A NOSSA BRIGADA ASSIM É DIFERENTE DAS OUTRAS

sábado, 14 de fevereiro de 2009

CLANDESTINOS

Hoje visitamos mesmo a propósito o blogue "Pimenta Negra"; Um blogue sobre os movimentos sociais, a ecologia, a contra-cultura, os livros, com uma perspectiva crítica sobre todas as formas de poder (económico, político, etc) http://pimentanegra.blogspot.com/
Caros Bloguistas Militantes
Ele existem pensamentos que quando surgem na nossa cabeça julgamos que são só nossos.
Então se esses pensamentos forem "estranhos" à ordem vigente, julgamos para nós (nós somos os nossos maiores julgadores) serem absurdos, isto até lermos um livro ou falarmos com alguém que tenha a mesma "visão" que nós.
É então que repensamos ou deixamos de julgar esse "absurdo" ou essa "visão" como a julgámos até aí e passamos a ver a ideia por outro prisma e até poderemos ter a vontade de a realizar.
É minha ideia de há muito tempo que:
O planeta Terra pertence a todos os que aqui habitam.
Tudo o que fazemos ou que nos fazem com maior ou menor grau tem consequências globais, vai sempre mexer com algo e/ou com alguém e tem sempre um efeito dominó.
Por exemplo: a bomba atómica que caiu em Hiroshima e Nagasaki, no Japão, teve consequências globais, quer fosse pela radiação,quer fosse pelo horror, quer fosse pelo terror, quer fosse pelo solo que não se pode cultivar, quer fosse pelo destruir da biosfera.
Outro exemplo, os testes nucleares no atol da Muroroa na Polinésia francesa ou noutro local qualquer, a poluição marítima, a poluição dos rios, a poluição da atmosfera, a economia, tudo, mas tudo tem influência nas nossas vidas do dia a dia.
Como diz o corolário da teoria do Caos: Algo tão pequeno como o bater de asas de uma borboleta pode causar um Tufão gigante do outro lado do mundo"
Se o que uns fazem influência positiva ou negativamente a vida dos outros, se todos nascemos no mesmo planeta embora em pontos geográficos diferentes, porque é que determinados pontos do globo tem de ser de uns e tem de ser interditos a outros?
Tem de haver quem governe, é certo - pelomenso até que os seres viventes atinjam a capacidade inata de se respeitarem a si próprios e uns aos outros e contribuirem para a vivência em sociedade.
O caos não se pode instalar, concordamos com isso, mas daí a interditar que os seres humanos se desloquem de um lado para outro, no seu próprio planeta, vai um passo de gigante.
Resumindo, nós não concordamos que existam fronteiras à livre circulação de pessoas.
Se me apetece ir para a Austrália, pois vamos. Se quisermos ir viver em França, com as regras dos Franceses pois muito bem, nós iremos viver.
Nós não nos damos com o clima português, calor seco e frio húmido não é cá para "nous", por isso queremos mudar.
Ter de aturar papeis para esse fim, vistos passaportes e porcarias para nos deslocar dentro do planeta onde nós nascemos... não concordamos, não concordamos e pronto.
Se ainda fossemos para Marte, ou Júpiter ou dar uma voltinha no espaço, e nos pedissem depois papeis para entrar dentro do planeta... ainda quase que era aceitável. Agora para nos deslocarmos dentro do nosso próprio planeta? ~
Não .... e não!
Não aceitamos e custa-nos ver seres humanos a quererem migrar para outras partes do planeta, e serem espoliados de todas as maneiras, serem transportados de maneiras que nós não permitimos que animal algum fosse transportado assim.
Não aceitamos e custa-nos ver pessoas a enriquecer com o tráfico de migrantes, e tudo isto devido a uma política estúpida seguida pelos países desenvolvidos.
Tratámos outros países como se de segunda ou terceira categoria fossem, roubámos e destruímos terras, escravizámos e assassinámos milhares de naturais desses países, fizemos as nossas guerras nos territórios deles, impusemos-lhes o nosso modo de vida, incutimos a riqueza e a ambição a quem bastava estar no seu local e usufruir das coisas que a natureza lhes dá para estarem bem na vida, para no fim dizermos não a quem quer vir para o nosso continente,para o nosso país para tentar ter uma vida melhor e dar sustento a quem no país de origem ficou.
A UE impôs a PAC e subsidiou a agricultura e os seus excedentes, deixámos de comprar produtos agrícolas aos países que "artesanalmente" os produziam, fomos estreitando o laço que estava sobre a garganta desses países, não ajudámos no desenvolvimento da sua agricultura, harmonizando a mesma com a natureza.
Os "colonos" e as grandes empresas agora, contribuem para a desertificação, desflorestação (com todas as consequências que daí adveem) dessas regiões com consequências planetárias, tirámos o sustento aos naturais desses países e depois dizemos que não queremos imigração?
Então e a FOME? a MISÉRIA? as Mortes? a SUBNUTRIÇÃO? a SOBREPOPULAÇÃO?
Fomos nós que impusemos com esta política de brancos, somos nós que temos as armas e a força, logo pensamos que isso é sinónimo de inteligência... quão enganados nós estamos.
Nós os Europeus de primeira ou de segunda mal disfarçada, não queremos nem aceitamos a imigração ilegal!
Venha ela de onde vier, seja de África, da América do Sul, da Europa de Leste (estes do nosso próprio continente), ou seja não queremos ninguém de lado nenhum.
Mas esta postura não é aceitável.
Não pode ser, algo está mal nas mentes e nas mentalidades de todos os que assim pensam e querem impor o seu pensamento.
Falta-lhes visão do futuro, tolerância, sabedoria e conhecimento do passado.
Eu não aceito a imigração ilegal!
E não aceito a imigração ilegal, porque não reconheço o termo. Não o aceito.
O caso de Portugal, que viveu anos e anos de Emigração, quando éramos um país mais pobre que o que ainda somos, e tivemos de migrar para outros destinos, e construímos fortunas mas também construímos "bidonvilles", migramos para todos os países do mundo, em todos os países do mundo existe um português.
Temos até Paris que é ou que era a segunda cidade com mais população portuguesa.
Andamos nós agora armados em "mete nojo", a dizer mal dos imigrantes, que fazem e acontecem, que ocupam o trabalho dos portugueses.
Nós, portugueses, que estamos melhor na vida do que estávamos nas décadas de 50, 60 ou 70.
Nós, portugueses, que não queremos ser empregados de café, trabalhar nas obras, ser canalizadores e outras profissões em que é preciso sujar as mãos, profissões essas que são ocupadas pelos migrantes de outros países.
Não fora eles, e os atrasos que estamos habituados ainda seria maiores por falta de mão de obra.
Nós que temos um deficit populacional, conseguimos colmatar grande parte desse deficit com a vinda de migrantes de outros países, para no fim de contas ainda os tratarmos mal e dizermos mal deles?
Parece-me que não é uma atitude muito acertada.
Acusá-los de marginalidade?
Marginalidade essa que nós os estamos a empurrar, como empurrámos os migrantes de 1974 e anos seguintes, para a periferia, quando vieram de África, expulsos ou fugidos de um país que era deles.
Estamos no "bom caminho" não haja dúvida, nós os Portugueses e todos os outros povos dos países chamados civilizados.
Reafirmamos "nascemos no Planeta TERRA e temos o direito de andar por qualquer parte do planeta onde nós nascemos."
Não somos clandestinos em nenhum lado e recusa-mo-nos a ser tratados como clandestinos no nosso planeta, e recusa-mo-nos a tratar como clandestino qualquer ser humano que se queira deslocar no planeta onde todos nós vivemos.
Se o ser humano se desloca por vezes é porque quer, mas a maior parte das vezes será por necessidade...
Por isso : Não julgues nenhum Homem até teres caminhado com os seus sapatos durante um tempo ... Provérbio Índio.
Clandestino - Manu Chao
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel
Pa' una ciudad del norte
Yo me fui a trabajar
Mi vida la dejé
Entre Ceuta y Gibraltar
Soy una raya en el mar
Fantasma en la ciudad
Mi vida va prohibida
Dice la autoridad
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Por no llevar papel
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Yo soy el quiebra ley
Mano Negra clandestina
Peruano clandestino
Africano clandestino
Marijuana ilegal
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel
Argelino clandestino
Nigeriano clandestino
Boliviano clandestino
Mano negra ilegal

HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA É INTERNACIONAL ONDE TODOS SÃO BENVINDOS...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Justiça para a justiça volume II -Os tribunais

Hoje destaco um blogue conhecido ou melhor... um blogue que é mediaticamente falado é o http://abrupto.blogspot.com/ , palavras para que? vão lá dar uma vista de olhos.

Caros Bloguistas Militantes
Conforme o prometido aqui está a continuação do primeiro volume;
Retomemos o fio á meada, falávamos de funcionalismo público, quer seja ele Ministérios ou tribunais ou Autarquias, toda a função pública...
Dizíamos nós (adoro o plural majestático, mesmo sendo republicano... todos nós temos direito aos nossos pecadilhos), tomemos como exemplo os Tribunais.
Quem vá a um Tribunal, a maior parte das vezes ve salas obsoletas, sem tecnologia e mal preparadas para os novos e velhos tipos d ecrimes, são assim com que "demodés".
Mas isso é o que nós vimos, digamos é o "front office" eo back office" como estará, pior claro...
Analisemos,por exemplo, como é possível que os tribunais não tenham, informaticamente falando, um servidor capaz de abarcar ou melhor arquivar electronicamente todos os processos?
Como é possível que não exista constituída, uma equipa de helpdesk para ajudar os funcionários quer sejam eles magistrados ou outros nas suas dificuldades informáticas?
Como é possível que não exista uma Intranet entre tribunais que permita a comunicação entre eles on-line?
Como é possível os tribunais terem computadores caducos e obsoletos e carregados de vírus e que não estejam a funcionar a 100%.
Dizemos isto porque já vimos e constatmos "in loco", mais que fontes de informação, nós já ajudamos os próprios funcionários, sabemos do que falamos.
Como é que nunca ninguém se lembrou de digitalizar todos os processos (como fez o governo do Canadá que levou um ano a digitalizar todos os seus processos) para que as atulhadas secretárias e armários das secretarias judiciais sejam libertos dessa papelada toda?
Porque é que nunca ninguém se lembrou (ou não se quer lembrar), que digitalizando e tratando electronicamente os processos, agiliza a justiça, poupa a saúde aos funcionários (a quantidade de pó que o papel produz é prejudicial), faz com que não se perdcam processos sendo mais fácil a sua procura e envio para os interessados no processo?
Sim, porque é que ninguém ainda se lembrou disso?
Talvez os processo-crime tenham de ser alvo de uma atenção mais pormenorizada que todos os outros, pois não podem ser divulgados assim sem mais nem menos, temos de salvaguardar o segredo de justiça e a presunção de inocência.
MAs tirando esse pequeno promenor, porque é que ainda insitimos em funcionar à maneira do Sec. XIX, cosendo e colando os processos à mão, já estamos no Sec. XXI, caso ainda não tenham reparado.
Sim leram bem, cosendo os processos, literalmente.
Toda a justiça deve e tem de ser recatada, mas isso não significa que tratemos dos processo obsoletamente.
Para que isso não aconteça, neste mundo sedento de informação, é necessário uma logística, traçar uma meta, e colocar todos a trabalhar para o mesmo.
Na verdade são precisas muitas coisas:
Das primeiras regras que devem ser seguidas, a primeira que salta logo é a aquisição de material. É na aquisição de material, que tem de estar alguém desenrascado e com visão e que saiba o que está a fazer, para que serve o que vai comprar, quais são as necessidades, com capacidade de previsão de futuro, alguém que tenha passado pela labuta do dia a dia dos tribunais e respectivas secretarias, mas qe não tenha o cérebro com teias de aranha e que saiba o que se faz no resto do mundo ou se não sabe que pergunte.
É na aquisição de material que se gasta ou poupa muito dinheiro aos contribuintes, uma má compra (geralmente a mais barata) no presente vai reflectir-se pesadamente nos orçamentos futuros.
Só tendo uma pessoa com visão logística, é que podermeos dar os seguintes passos na aquisição de material, para que tal seja feito com conta, peso e medida é necessário:
1- Cadernos de encargos bem-feitos de modo a satisfazer as necessidades dos nossos tribunais e da justiça, para isso tem de ter em atenção as seguintes regras básicas:
1.1- No caderno de encargos tem de estar contemplados os Contratos de Assistência Técnica (C.A.T.) e a previsão da duração da maquinaria. A maquinaria dura sensivelmente 5 anos, e nesses 5 anos tem consumíveis que gastam e intervenções de revisão necessárias.
Por isso um caderno de encargos tem de contemplar isso tudo.
Comprar uma máquina hoje sem ter em conta tudo isso é estar a hipotecar os orçamentos futuros.
A lógica é muito simples não basta comprar barato, temos de prever o que as máquinas irão gastar em 5 anos de vida, quais os consumíveis, possíveis avarias, qual o seu gasto em electricidade e manutenção.
Como quem compra no Estado não precave isso, quando faz um caderno de encargos, faz um mau caderno de encargos.
Ummau caderno de encargos quase sempre acaba por comprar o mais barato, e não o que é necessário.
Não acautela o0 futuro, fazem como diz o ditado português "Poupam na farinha e gastam no farelo", porque se o que compram não é o que é realmente necessário, implica que no futuro pode acontecer uma de duas coisas ou as duas coisas; a primeira é que tem de comprar peças para acrescentarem aos equipamentos já adquiridos, logo gastam mais dinheiro; a segunda é que depois de verificarem que os equipamentos estão aquém do que era desejado tem de comprar mais equipamentos, logo gastam mais dinheiro.
Mais grave,é que com o tipo de orçamentos que a Função Pública tem , assiste-se a um gastar louco de dinheiro nos últimos 15 dias de Dezembro por todos os ministérios, tribunais e outros locais do Estado, o que é uma coisa inconcebível.
É que tendo uma verba para gastar durante o ano , se sobrar algum dinheiro, no ano seguinte esse organismo recebe menos dinheiro para gastar, por isso quando chega a Dezembro e fazem contas e sobra dinheiro há quero gastar nem que seja a comprar lâmpadas ou papel higiénico, o dinheiro tem de ser gasto.
Isto acontece também nas autarquias, ou seja é um gastar á toa o dinheiro dos contribuintes que é obra.
Este problema resolve-se com um orçamento de base zero, em que antes de apresentar o orçamento, todos os departamentos preveem o que vaõ gastar de lápis, papel, canetas ou seja de consumíveis, salários, despesas de manutenção, contratos de assistência técnica etc..., e partem do ano zero, sem dinheiro.
O respectivo ministério fornece o orçamento pedido ao departamento (ou o material, que depois é contabilizado no orçamento), e até ao final do ano o departamento tem de se governar com a previsão que pediu.
Se pediu com conta, peso e medida, não há problema, se pediu a menos temos paciência, para o ano já sabe como fazer para pedir o certo.
Este tipo de orçamento só temproblemas no primeiro ano, que é o ano da novidade e que dá para fazer ajustes, a partir daí, tudo corre sobre rodas.
Não é como agora, que o orçamento do ano seguinte, é calculado na base dos gastos do orçamento anterior corrigindo-o com a inflação.
Isto, apesar de explicado pela rama, está nos livros de economia, e é preciso ter o que os políticos portugueses não posuem, que é coragem política para o fazer.
SEGUIDAMENTE TEMOS O SEGUNDO PONTO
1.2 Comparar em quantidade, é a segunda regra, com tantos organismos, não faz sentido comprar um computador de uma marca A para o Tribunal A e outro de outra marca B para o tribunal B e outro de outra marca C para o tribunal C.
Se se comprar em quantidade tem em conta o caderno de encargos atrás referido, o C.A.T. sai muito mais barato e a empresa que vende o material faz do Estado um cliente privilegiado e prioritário quando houver avarias.
Ou seja, não acontece como acontece agora, que existe uma avaria técnica num determinado local e estão 2 e 3 dias á espera do técnico, sendo preteridos por empresas privadas que já implementaram este sistema à muito tempo, sendo eles os clientes priveligiados.
Se for um TRIBUNAL, ter de parar um julgamento 2 a 3 dias, por avaria técnica, é um pouco digamos... desagradável, sabendo nós que isso implicará adiamento de outros processos, e depois é em sequência, um atrasa o outro.
Este procedimento além de fazer baixar o preço, tema vantagem de se poder adquirir sempre o produto topo de gama adequado às necessidades de determinado ministério ou departamento(s), visto que nos custará um preço mais baixo devido á quantidade.
Resumindo:
Cabe ao Ministério da Justiça (e aos outros todos) ao fazerem um Mega contrato destes, ter tudo isso em conta, os ministérios nas compras não podem estar de costas voltadas.
E não poderão fazer a compra por fases, tem de ser no todo.
Esses Contratos tem de abranger:

  • Impressoras/fotocopiadoras/fax (ou seja multifunções) de grande capacidade, isto para que sejam partilhadas por diversas secções ou uma máquina para cada 15 funcionários(e este é só umexemplo)

É porque isto de ter um periférico por cada funcionário, além de muito dispendioso pois gasta-se imenso em consumíveis, não faz sentido hoje em dia, com a preocupação ambiental que temos e com as novas tecnologias disponíveis.
O Ministério da Justiça tem de ter também em conta as preocupações em relação ao ambiente, e por falar em consumíveis, deverá optar por consumíveis recicláveis.
Também tem de se pensar na Saúde de todos os funcionários e juízes, o facto de se comprar em quantidade e diminuir o preço permitirá, por exemplo, adquirir ecrãs de 17 polegadas para os PC'S.
E porquê esta preocupação? Porque é o que ergonómicamente o mais correcto para a saúde, poupa a visão, ve-se melhor os textos (e hà a possibilidade de haver menos erros nas sentenças, esta é uma private joke) e não causa tanto cansaço a quem está neles a trabalhar, poupanos a sáude dos funcionários.
2- SHST (Saúde Higiene e Segurança no Trabalho)
Caros Bloguista Militantes
Causa-nos incómodo, ver os funcionários e juízes em posições ergonómicamente não correctas, em salas não estudadas e adaptadas ergonomicamente para as funções que deveriam ter ou seja não adequadas á realização do seu trabalho, isso depois reflecte-se no cansaço e nas sentenças e na lentidão processual.
Refelecte-se na saúde, no humor e nas baixas dos funcionários, refelecte-se no ambiente pois são os tribunais edificios ambientalmente e energeticamente mal concebidos.
Tudo isto se refelctirá no trabalho final dos que ali laboram.
2.1- Ergonómicamente falando, os funcionários judiciais e os juízes estão mal sentados e desconfortáveis, isso provoca dores na coluna má postura, cefaleias, cansaço e isso implica idas ao médico, o que implica absentismo, o que poderá implicar baixa, o que implica mais absentismo, o que implica gastar de dinheiro que aplicadoa montante preveniria tudo isto.
Ao não terem a luminosidade adequada para trabalhar, implica visão cansada, cefaleias e toda a sequência que atrás descrevi.
Estes e ooutros factores que deveriam ser corrigidos por uma equipa de ergonomia que deveria dar apoio aos tribunais.
É que qualquer pessoa que não esteja confortável no seu posto de trabalho não produz bem e fica mais atreito a contrair doenças e logo é meio caminho andado para baixas médicas, ora baixas médicas diminuem a produtividade e atrasam a justiça e fazem gastar-nos mais dinheiro a todos.

3- É urgente a construção de um portal da justiça.
Se procurarmos na Net, veremos que os códigos estão dispersos, e não permitem a maior parte deles ser feito download.
Muitas das leis nemsequer estãodisponíveis, só na INCM.
Ora o desconhecimento da lei não aproveita ninguém, isto vem no código civil.
Se é verdade o que atrás escrevemos, também, deverá caber ao estado a disponibilização das leis e dos códigos.
Pois ninguém nasce ensinado, e tem de ter um local onde possa ir consultar as leis do nosso país.
Acresce que a muitas das leis nem sequer estão disponíveis na Net, e encontrá-las nas bibliotecas por vezes é muito difícil
Por isso um portal onde os códigos e as leis estivessem publicados e se pudesse aceder pela Net com facilidade será uma medida de aproximar mais a justiça dos cidadãos.
Numa fase posterior e com segurança os interessados no processo poder aceder ao seu processo através de uma palavra-chave
4- Um portátil para cada juiz
Cada juiz deveria ter um portátil (de preferência um Magalhães(just kiding, não podia deixar passar a oportunidade).
Um portátil que tivesse o software e meios necessários para que pudesse trabalhar tanto no tribunal como em casa como em viagem.
Claro será fornecido pelo Ministério da Justiça, que fará um verdadeiro e adequado CAT para todos eles, que permita que qualquer avaria, qualquer deficiência, qualquer manutenção seja feita no mais curto lapso de tempo possível e com os menores custos possível, sim porque com esta crise temos mesmo de poupar dinheiro.
5- Equipas de Helpdsk
Para não haver desculpas e tudo funcione, é necessário ter uma Assistência técnica eficaz, mas existem pequenas anomalias e dúvidas que surgem no dia-a-dia e que a todos acontece, e que uma equipa de Helpdesk resolveria.
Ter um call center para acudir a essas pequenas anomalias , dúvidas e procedimentos, que podendo ser resolvidas por telefone, poupará muito tempo e deslocações.
Essa equipa de call center teria a capacidade de por círculos judiciais e/ou por tribunal (dependendo da concentração e número dos mesmos), para os problemas que não conseguissem resolver e que estiver fora de âmbito do CAT, enviar uma equipa técnica ao terreno para resolver rapidamente a questão, e não ficar como hoje ficam dias á espera que a situação fique resolvida.
6- Centralização da Informação
É necessário a centralização da informação, em servidores que retenham e possam gerir toda a informação, e claro sempre com salvaguardas.
Para isso também são necessárias as redundâncias necessárias e as devidas salvaguardas, as redundâncias servem para que se um sistema falhar estará outro em local diferente e seguro pronto a actuar e com a mesma informação e funcionalidade que substituirá a falha do primeiro.
Só assim se garante que a informação não se perde ou não seja “erradamente” apagada.
Existem procedimentos, e nós que já trabalhámos em reputados bancos internacionais, em que a informação é confidencial, sabemos como se processa... são pois necessárias cópias de segurança todos os dias, que sejam guardadas em locais seguros, e que tenham equipas de segurança a ir buscar essa informação para ser guardada nesses locais seguros.
Não esqueçamos quando estamos a falar de tribunais estamos a falar das vidas das pessoas e tudo o que isso implica.
Estes procedimentos todos iriam permitir acabar com o monte de papelada que agora vemos em tribunal, a maioria do processo será electrónico e com muito pouco papel.
O governo já está a fazer uma tentativa nesse sentido, mas ainda é curto, a vontade não me parece muita no toca á colaboração de todos os intervenientes e parceiros nos processos.
Por poupar papel, imaginem a quantidade de árvores que não poupamos.
7- Tribunais novos
Os tribunais velhos e caducos, sem condições nem dignidade para quem lá trabalha ou para quem lá se vê forçado a ir, tem de ser fechados
A construção de vários parques de justiça nos distritos, que tenham tribunais com dignidade, sobriedade, condições de trabalho, adequados ao ambiente da região, edifícios energeticamente certificados, com segurança, com estacionamento, dotados para todas as diligências necessárias á vida de um tribunal e confortáveis, é algo que deveria ser feito num prazo máximo de 3 anos.
E isto é só uma parte do que um simples cidadão como nós somos achamos que se deve fazer para acelerar a justiça.
Primeiro dotá-la de meios.
Depois ensinar os agentes da justiça a funcionar com esses meios.
Muito mais há a fazer como é óbvio, mas assim ninguém se poderia queixar de falta de meios.
Assim acabam-se as desculpas.
E o que se aplicar á Justiça aplicar-se-á restante função pública.
Será que custa muito?
Uma última pergunta,porque é que os Sindicatos nunca se preocuparam com isto?
Próximo Post dia 14/2/2009 às 09.30 Horas, até lá fiquem bem.
J U S T I Ç A - Vítor Cintra No livro: MOMENTOS
Se alguma vez encontrei
Razão p'ra compor poemas
Foi ao ter visto que a lei
Põe os interesses da grei
Atrás de muitos esquemas.
Sabendo quanto me exponho
Às críticas discordantes
Não abro mão do meu sonho;
Compondo, como componho,
Acuso apenas tratantes.Justiça?!...
Se fosse feita
Sem ver o nome do réu,
Não sendo embora perfeita,
Faria andar mais direita
A vida de quem sofreu.
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA PORTA-SE BEM PARA NÃO IR A TRIBUNAL... MILITAR

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

PRENDAM OS SUSPEITOS DO COSTUME - II

Caros Bloguistas Militantes - este é um post extraordinário, fora da grelha habitual, é um post de indignação.

Escreveu o Sr Edmund Burke «Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam»
Ora nós já estamos fartos de ver o mal triunfar, não tenho comigo Sancho Pança, nem estou montado no Rocinante, nem combato moinhos de vento... penso eu de que ...
Não podemos e não ficamos indiferentes ao que se passa no nosso burgo.
Estamos a ser tão mesquinhos,tão egocêntricos, que já nem respeito temos a quem esse respeito é devido.
Quando digo respeito não falo em veneração cega e ocultação do que deve ser público.
Falo em respeito, como falavam de respeito os nossos antigos.
Fico indignado, democraticamente lesado e tenho de "pegar" numa das estrofes de "A Portuguesa" que diz "Seja o eco de uma afronta o sinal de ressurgir".
Revejo-me nas eloquentes palavras escritas por Shakespeare, que colocou na boca do jovem Hamlet o famoso:
"Ser ou não ser; eis a questão: Se mais nobre é em mente suportar Dardos e flechas de ultrajante sina Ou tomar armas contra um mar de angústias E firme, dar-lhes fim."
Gostemos do nosso Presidente República ou não , gostemos do nosso Primeiro Ministro ou não, gostemos do nosso Governo ou não, o facto é que ele é o NOSSO Presidente da República eleito pela vontade da maioria dos portugueses e a todos nós representa, o mesmo se passa com o nosso Primeiro Ministro, o Primus Inter Pares do Governo Português e assim é com o nosso Governo.
Há portanto que no mínimo haver respeito, nunca subserviência mas respeito sempre.
Estamos numa República Democrática, embora ás vezes isso não pareça, mas estamos, e o respeito, não a subserviência, pelas instituições é necessário.
Como "Homem Bom" não admito faltas de respeito. E não admito faltas de respeito a mim, aos meus ou a qualquer dos ser humano que faça parte da nossa sociedade.
Quando vejo Portugal ensombrado com a politica do " QUANTO PIOR MELHOR", tenho de me indignar e não posso ficar calado.
Por isso, fiz esta interrupção nas publicações dos meus posts, que geralmente são de 5 em 5 dias, e tinha de publicar este.
Porque não quero dar por omissão razão á frase do Sr Edmund Burke «Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam»
Não posso deixar passar a IGNOMÍNIA dos Media que não são órgãos da república eleitos... estão a fazer contra os órgãos do Estado.
São o eco de uma afronta que fala "A Portuguesa", e quanto a isso "Contra os canhões,marchar,marchar"
Chegaram ao despudor malévolo de além de atacarem cegamente as instituições, em busca de qualquer pseudo notícia que depois empolam, também atacarem os detentores no momento dos cargos públicos na sua vida particular e ainda pior irem vasculhar a vida das suas famílias.
Nunca antes visto. Vale tudo. E eu nas costas dos outros vejo as minhas.
E não posso ficar calado quanto a isso.
Lá por deterem uma carteira jornalística, não lhes confere o direito de fazerem e escreverem o que querem.
A Liberdade de Imprensa, Não é a libertinagem de Imprensa.
Quando li o Correio da Manhã, em grandes paragonas anunciar a reforma da Mãe do nosso Primeiro Ministro, não quis acreditar que aquele pasquim que se aproveita e vive do horror e das tragédias para fazer dinheiro, tivesse descido ao nível que desceu.
Não tratou a mãe do Primeiro Ministro como se de uma vulgar cidadã trata-se (e que é), ma deram o destaque de ser a mãe do primeiro ministro.
Mas se já era mau fazerem da mãe do Primeiro Ministro de Portugal noticia de primeira página, sendo claramente e tristemente a devassa da vida privada, mais grave é o que hoje veio publicado.
O DESMENTIDO DA NOTÍCIA, QUE SERVIU PARA VENDER MILHARES DE JORNAIS E ENGORDAR OS LUCROS DO CORREIO DA MANHÃ.
Mas aí o Correio da Manhã já tratou a Mãe do Primeiro Ministro, como um vulgar cidadão, colocando o desmentido em Nota Editorial.
Quer dizer para dar dinheiro e vender Jornais, a reforma da senhora pode estar na primeira página, manchando-lhe a honra, a descrição, a dignidade, a sensibilidade e não fazendo o jornal caso da provecta idade que a senhora tem e que merece respeito.
Para fazer o desmentido, para repor a honra e a dignidade a que a senhora tem direito, merece só uma curta passagem por uma nota editorial que quase ninguém lê.
É assim que a honra, o respeito e dignidade são tratados, por aqueles e outros jornais.
Mas não há nada como ler, passo a citar:
Reforma da mãe de Sócrates in Correio Manhã(CM) em 05-02-2009
[Inicio de Citação] NOTA EDITORIAL
Reforma da mãe de Sócrates, Maria Adelaide de Carvalho Monteiro, mãe de José Sócrates, recebe uma pensão inferior a 250 euros por mês.
O (CM) escreveu que Maria Adelaide auferia 3000 euros/mês.
Tal notícia. Baseou-se em documentos da Segurança Social nos quais constavam 11 registos, referentes a 2007, cada um no montante de 3222 euros.
Estes registos tinham códigos de ficheiro e lotes diferentes. Antes da publicação da notícia, o gabinete do primeiro-ministro foi confrontado com os referidos dados, não tendo o CM obtido qualquer resposta. No entanto, no seguimento da investigação, apurámos que esses registos correspondiam a repetições do rendimento total anual, o que significa que, em 2007, Maria Adelaide, recebeu, em cada uma das 14 prestações, 230,14 euros.Pelo erro, pedimos desculpa aos visados e aos leitores[Fim de Citação]
Estou estupefacto. Os jornalistas na loucura de publicarem uma história em primeira mão, nem sequer a investigaram.
Então isto agora é assim?
Chega-se um tipo e diz uma barbaridade qualquer, e o jornal nem investiga, toca logo de publicar, para depois mais tarde vir dizer:
Ah e tal desculpem não tínhamos investigado bem, afinal não era bem assim o que a Senhora auferia era isso mas anualmente, foi só um pequeno engano.
Isto está como no velho oeste "ATIRA-SE PRIMEIRO E PERGUNTA-SE DEPOIS"
O jornal depois diz foi um pequeno engano...
Desculpem mas tenho de o dizer “ UM PEQUENO ENGANO, OS TOMATES”
Os media estão a devassar a vida privada, do Presidente da República, do Primeiro Ministro dos membros do governo e dos seus familiares e também nossa... só que a nossa não ligamos muito porque ninguém liga ao zé da esquina.
Colocar a vida privada de alguém assim escarrapachado nas primeiras páginas, como o fazem os anglo-saxónicos, não faz parte da nossa cultura.
Já temos assistido a serem os jornais e TV’s xenófobos e racistas da maneira como dão as notícias sobre as minorias étnicas, e erradamente nada dissemos, erradamente deixámos passar...
Não!Basta! Digo eu. BASTA!
Isso é demais, e eu tenho direito à indignação, e estou indignado.
Não. Não pode ser.
A presunção de inocência tem de ser respeitada, a família e as relações familiares tem de ser preservadas.
Não podemos permitir aos MEDIA querer substituir-se aos tribunais, fazendo de pseudo-noticias acusações torpes e julgamentos imediatos em duas páginas de jornal.
Há coisas que não se podem permitir.
O PM tem certamente amigos de estimação. E inimigos também. Como qualquer ser humano marcante e perene, mas fazer dos órgãos de comunicação social catapultas para atingir com lama a honra e dignidade isso é que não pode ser.
Não pode ser e tem de ter consequências, sim porque isto de ter os Media controlados pelo poder económico e disfarçar a subserviência jornalística com liberdade e libertinagem de imprensa não pode ser.
Temos meia dúzia de pseudo jornalistas, que não são mais do que mercenários que não escrevem a verdade mas aquilo que quem tem dinheiro lhes manda, e o dinheiro hoje mandou-os "bater" na mãe do nosso Primeiro Ministro para ver se o "abatem" , e num amanhã próximo (e estejam atentos, estejam muito atentos) vão virar armas para o nosso Presidente da República... .
Este mercenários foram e vão à procura do elo mais fraco... a fuga de informação.
A célebre fuga de informação, que traduzindo não é mais do que isto: alguém recebeu dinheiro de algum jornal ou TV para passar uma informação que deveria ser confidencial, para a presunção de inocência.
Alguém foi corrompido e deixou-se corromper, alguém corrompeu o sistema..
No filme Casablanca quase no final, quando Rick mata o Major Strasser para não deixar que este fale para a torre de controlo e impeça de partir Vitor e Ilsa Lazlo para a América onde vão comandar a resistência contra Hitler, chega ao Aeroporto passados uns instantes um carro com polícias, e o chefe da polícia, Capitão Louis Renault (que tinha assistido à cena toda), tem a sua frase famosa (embora no filme Casablanca todas as frases ficaram famosas): "Mataram o Major Strasser. Prendam os Suspeitos do Costume".
Passemos agora ao Ministério Público Português, o nosso Procurador, estou mesmo a visualizá-lo vestido de Capitão Louis Renault, a dizer para os procuradores:
Houve fuga de informação para os ”Media” quanto ao caso FREEPORT prendam os suspeitos do costume.
E diz um dos procuradores, “mas Capitão eles já estão todos presos por causa do caso Casa Pia, Vale e Azevedo e os outros todos.”
Bom nesse caso - diz o capitão Renault (procurador)- soltem-nos e voltem-nos a prender temos de mostrar serviço.
Bem vistas as coisas aquilo não é o MP (Ministério Público), é o PIM (Passador de Iformações para os Media) e faraõ isso inocentemente? Ou quererá também aquele órgão (não eleito democraticamente também) ir contra os poderes instituídos por portas e travessas?.
Mas como é? Não rolam cabeças? Existem fugas constantes e em quantidade e não se descobre quem foi? Não conseguem investigar dentro do seu departamento como tem competência para investigar os de fora?
Isto é a irresponsabilidade total?
Isto é a corrupção total?
Até ao MP já chegou?
A presunção de inocência, é mera retórica de início de ano judicial?
O que interessa é que está lá a noticia e temos de a dar.
Quanto mais suja melhor, e em grandes parangonas, Venderemos muito, teremos muitas audiências e receberemos muito dinheiro por isso.
Se essas "más" noticias servirem para mandar abaixo quem não gostamos, que vá ele e toda a sua família.
Se nos enganarmos… claro que pediremos desculpas e publicaremos essas desculpas num recanto recatado do nosso jornal aqueles que os olhos por lá passam distraídos e não reparam ou transmitiremos a uma hora que ninguém vê.
E se indemnizações tiver que pagar, não faz mal, não nos dói, pois será a distribuição ao visado ou aos visados da parte dos lucros que lucramos com as notícias que se provaram estarem erradas ou serem falsas.
E como teremos de ir para tribunal, e os tribunais portugueses são lentos e conhecidos por não atribuírem às vitimas indemnizações altas, o lucro que tivemos rende juros, com sorte só teremos de pagar á vitimas que nos deram as primeiras páginas os juros dos lucros.
Além de que o nosso propósito de "mandar" politicamente alguém abaixo foi conseguido, e isso não há dinheiro que pague.
Se isto continuar sem impunidade é porque "VALE A PENA SER VILÃO NUMA TERRA DESTAS..."
Os MEDIA fazem-me lembrar a citação do filme "O pai tirano" em que a meio da peça diziam "A CALÚNIA É A ÚLTIMA ARMA DE QUEM PREVARICA."...
Todos, mas todos (incluindo o primeiro ministro e o presidente da república)
são inocentes até transito em julgado.
Uma última pergunta me faço, como é que um homem estando a ser atacado por todos os lados (politicamente, pessoalmente, familiarmente) aguenta estes embates todos?
Só agindo como Hamlet e dar seguimento ao "Ser ou não ser; eis a questão:
Se mais nobre é em mente suportar Dardos e flechas de ultrajante sina
Ou tomar armas contra um mar de angústias
E firme, dar-lhes fim."

Solilóquio de Hamlet (Ato III, Cena 1) de William Shakespeare
[Só um aparte, nunca o disso, mas a palavra Solilóquio faz-me cócegas na alma, são daquelas coisas inesplicáveis que nós todos temos]


Ser ou não ser; eis a questão:
Se mais nobre é em mente suportar Dardos e flechas de ultrajante sina
Ou tomar armas contra um mar de angústias
E firme, dar-lhes fim.
Morrer: dormir;
Não mais;
dizer que um sono porá fim
À dor do coração e aos mil embates
De que é herdeira a carne!...
é um desenlace
A aspirar com fervor.
Morrer, dormir;
Dormir, talvez sonhar:
eis o dilema,
Pois no sono da morte quaisquer sonhos
- Ao nos livrarmos deste caos mortal -
A paz nos devem dar.
Esta é a razão
De a vida longa ser calamidade,
Pois quem do mundo os males sofreria:
A injustiça, a opressão, a vã injúria,
O amor magoado, as delongas da lei,
O abuso do poder e a humilhação
Que do indigno o valoroso sofre,
Quando ele próprio a paz encontraria
Em seu punhal?
Quem fardo arrastaria,
Grunhindo, suarento, em triste vida,
Senão porque o pavor do após-a-morte
- Ignota região de cujas linhas
Não se volta - a vontade nos confunde
E nos faz preferir males que temos
A buscar outros que desconhecemos?
Assim nos faz covardes a consciência,
E o natural fulgor da decisão
Sucumbe à débil luz da reflexão;
E assim projectos de vigor e urgência
Em vista disto seus cursos desviam
E perdem o nome de acção.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA CARREGA COM MAIS FORÇA QUANDO ESTÁ EM CAUSA A HONRA DE ALGUÉM, CONTRA AS INJUSTIÇAS E IGNOMÍNIA

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

NÃO SE PAGA, NÃO SE PAGA

[Vale a pena ver o video da música "AQUARELA" que está no fim ]
Caros Bloguistas Militantes
Penso ter arranjado uma solução para a crise económico-financeira mundial.

Descobri o OVO DE COLOMBO, tem algumas falhas, mas claro eu não sou economista, mas também já vimos que isto nas mãos dos economistas e dos políticos não está a resultar muito bem.

Só para terem uma ideia, se dividirmos os milhões que cada país está a injectar na economia por todo o povo da terra estávamos todos ricos.

Agora sem mais delongas, a solução é simples: "Ninguém paga a ninguém, a partir de agora ficam as dívidas todas saldadas".

Não se paga, não se paga.

E não estou a ironizar com a farsa escrita por Dario Fo "NÃO SE PAGA! NÃO SE PAGA!"

Quando digo Não se paga! Não se paga! +e mesmo perdoar todas as dívidas, isto para que não haja dúvidas

Ou seja era a inovação e a excepção nunca vista e nunca tentada a nível global.

E acreditem eu penso que iría reactivar a economia.

Eu passo a explicar, mais pormenorizadamente:

  1. Os países, perdoariam as dívidas uns aos outros.Ao perdoar as dívidas uns aos outros, significaria que nenhum país ficaria a dever a nenhum país. Da maneira como as coisas estão também nenhum país está em condições de pagar nada a ninguém.
    Estavam as dívidas todas perdoadas de hoje dia 2/2/2009 para trás.
    Assim, ficariam os países desafogados de dívidas, e poderiam internamente investir, assim davam um impulso à economia, e entraríamos num ciclo de crescimento novamente. As dívidas ao FMI, todas mas todas as dívidas dos países perdoadas. Permitiria assim o PIB e a reformulação da economia desses países de modo a serem mais sustentáveis no futuro.
  2. As empresas, e aqui englobo comércio, indústria, agricultura, não pagariam as suas dívidas aos bancos, ficando estas saldadas. Também ficariam saldadas as dívidas entre empresas contraídas até hoje dia 2/2/2009. As empresas ficariam assim desafogadas financeiramente, com matérias primas e manufacturadas a preço zero, e poderiam recomeçar com uma margem bastante folgada. Permitiria aos empresários reformular estratégias, investir em novas maquinarias ou produtos. Os comerciantes e agricultores ficariam sem dívidas aos bancos ou a empresas.
  3. Tribunais/Justiça - Estando todas as dívidas perdoadas, todos os processos de falência, dívidas e afins, seriam arquivados, excepto os que fossem de indemnização por danos ou por acidentes (estamos aqui a falar entre outras coisas das seguradoras), indemnizações por crimes de sangue ou de negligência os que tenham a ver com pessoas ou que tivesse havido dolo ou negligência. Portanto quer pequenas dívidas como é o caso dos telemóveis, carros etc.. tudo perdoado, tudo arquivado.
  4. CIDADÃOS- O comum dos cidadãos veria todas as suas dívidas serem perdoadas, os 15 euros que se deve no café, os 50.000 euros que se deve do apartamento ao banco, as rendas em atraso, as prestações que faltam pagar no carro, as férias que foram a prestações, dividas a hospitais, impostos atrasados. Tudo era perdoado, tudo estava dado como saldado.
  5. Não seria motivo de perdão salários dos trabalhadores, esses continuariam a ser pagos, e actualizados, pois serão "a gasolina" que fará andar o motor da economia.
  6. Governos a tabelar os preços unilateralmente. Essa seria uma media que terá de ser tomada, principalmente nos países da zona euro. Como o Euro é novo e é uma moeda forte, os comerciantes, os bancos enfim todos os que "mexem" na economia, inflacionaramos preços. E estamos a pagar mais pelos produtos, que o que dita a oferta e a procura. É necessário moralizar e estabilizar, e os governos Tabelando os preços, é uma medida que se torna necessária para ajudar ao impulso da economia.

Tomemos como exemplo Portugal. A habitação é um dos "objectivos" da Constituição. O Governo, seja ele qual for, seja de qual cor lá estiver, não consegue sem ser com a ajuda dos privados colocar todos os cidadãos em habitações condignas. É necessário revitalizar o arrendamento, o tabelamento dos preços máximos a praticar nos arrendamentos consoante as áreas dos apartamentos seria uma das primeiras coisas a tabelar. O preço dos combustíveis seria outra das tabelações urgente, enfim numa primeira fase todos os produtos, e só ao longo do tempo e gradualmente com autoridades reguladores a supervisionar para não haver abusos, é que iria libertando o preço tabelado.

Ajudaria imenso o florescer da economia estas medidas.

É que não havendo dívidas deixa de existir recessão, se ninguém deve a ninguém e tudo fica saldado, só com prejuízo para os bancos ( que já foram cobertos pelo governo) e para alguns milionários... e para esses momentaneamente, pois a economia iría continuar...

Já pensaram o que é uma população inteira ficar livre da dívida da casa ao banco? Ou seja acabar-se-ia uma preocupação permanente que iria durar os próximos 30 anos.

Já pensaram o que era não ter que paga o carro, o alívio que era para a carteira para os próximos 5 anos?

Os ricos que aguem realmente a crise que incentivaram a acontecer, não lhes iría causar muita mossa pois também eles não teriam de pagar... só deixariam de receber.

Desafio o nosso primeiro-ministro a apresentar esta medida nos foruns internacionais, e desafio Portugal a dar o exemplo.
Às vezes para termos tudo é preciso abdicarmos de alguma coisa.

Foi um sonho que eu tive, e todos sabemos que mais cedo ou mais tarde os sonhos concretizam-se.
[Publicação agendada do próximo post dia 10/2/2009]
Aquarela Letra :Toquinho
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...

Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...

Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...

Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Branco navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...

Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...

Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...

Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...

De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...

Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...

E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...

Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)...


ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? PENSO QUE ESTA É A MELHOR CARGA ATÉ AGORA... PELO MENOS SONHAMOS COM ISSO