As minhas cachadas no Geocaching

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sexta-feira, 24 de junho de 2016

E agora Turquia?

Rule, Britannia! Britannia, rule the waves: 
Britons never will be slaves.


Para quem nunca quis estar na Europa, hoje a Britânia votou a sua saída do Continente ao qual nunca esteve ligado.
a Grã-Bretanha é uma ilha, e os ilhéus, para o bem e par ao mal (e esse feitio já nos safou tantas vezes), sempre tiveram um feitio especial.
Em verdade, em verdade vos digo, que apesar de gostar da cultura Britânica, eles nunca se identificaram muito com os europeus, nem com a Europa.
Os Britânicos foram um dos países que mais bloqueou e colocou em dúvida os avanços europeus.
Os Britânicos estiveram na Europa sempre com um olho na Commonwealth, na verdade são cerca de 58 países que se estendem pelos 5 continentes contra os agora 27 da Europa.
Os Britânicos sempre tiveram um entendimento Romano puro da lei, ou seja tiveram a Comon Law e não o Direito Romano Germânico.
Os Britânicos sempre conduziram pela esquerda, o que para a indústria automóvel, é um pesadelo e um custo.



Os Britânicos ainda não usam o Metro como medida...( e os que usam, pelos visto vão deixar de usar).
Os Britânicos (bem ou mal) nunca quiseram estar no euro, em Schengen ou noutros possíveis avanços importantes.
Os Britânicos obrigaram sempre a clausulas de salvaguarda, que impediram e impedem o avanço da União, e que abrem , fortalecem e facilitam o trabalho e poder dos EUROCRATAS.
Os Britânicos têm muita coisa a seu favor também, a existência do Euromilhões a eles se deve, os concertos Promenade - mais conhecidos por THE PROMS, os museus, e o facto de terem adoptado de uma rainha portuguesa o costume do chá das cinco.
Mas após estes resultados, reduzimos a posição Britânica aos Ingleses e aos Galeses, pois os outros demonstraram que não concordam com as posições até aqui tomadas.
Analisando por outro prisma Isabel II, a rainha, que sobre este assunto, aos costumes nada disso, dissipando quaisquer dúvidas sobre o que é ser rainha nos dia de hoje, ou seja, uma mera figura decorativa, que nem nos momentos cruciais da nação toma uma atitude.

O Reino Unido entrou hoje em crise profunda e definitiva, por diversas causas:
  • A derrota do "Establishment" que quis brincar com o fogo e sofreu uma queimadura do 3º grau,
  • A Demissão do Primeiro Ministro
  • O recrudescer dos desejos independentistas da Escócia e da Irlanda do Norte (onde o Não à saída da UE ganhou largamente)
  • A situação de Gibraltar (onde o não também ganhou esmagadoramente)
Num referendo em que a decisão foi decidida com uma percentagem tão próxima uma da outra, revela que mesmo dentro da Inglaterra e do País de Gales a saída não é pacífica, mas isso acho que eles resolvem tranquilamente, o problema é onde o resultado foi pela continuação, que foi "bater" nos países que já nesta década quiseram dar o "salto" do Reino Unido.
Com este resultado, os ideais dos independentistas fortaleceram e adquiriram novos argumentos, não querem fazer parte de um reino unido, mas permanecerem numa união maior na Europa, as velhas rivalidades, rixas e quezílias voltarão.
Só espero que no Ulster não voltem os atentados, nem aí nem em lado nenhum.

O Reino Unido pode deixar de o ser, ou seja Unido, Reino acho que continuará, os Britânicos correm o risco muito sério e previsível de se desagregar, isto porque um rapazola populista resolveu um dia, para ganhar eleições dizer que ia fazer um referendo à permanência do Reino Unido na UE, para ver triunfar a sua ambição pessoal, colocou em causa o ideal europeu.
Sim é verdade que a UE não está a seguir por bom caminho, que precisa de reforma sprofundas, que necessita de olhar mais para as pessoas e não para os números, que necessita de olhar mais para a felicidade do que par ao lucro, que necessita de desmistificar que os povos dos países do sul são preguiçosos e que os do norte é que trabalham, sim a Europa precisa disso tudo.
O Reino Unido hoje entrou em crise, e possivelmente em desagregação, 

Podemos estar assistir à queda do império, ou (porque isto tem revezes que são oposto do que o que se supunha)   ao fortalecimento e crescimento do próprio império.
Esperemos que os argentinos façam a interpretação correcta dos acontecimentos e não reivindiquem novamente as Malvinas.
Dentro de 2 anos, a Grã-Bretanha, vai ter de dizer adeus à União Europeia, e eu pergunto, o que irá acontecer...:
  • Aos lugares do Parlamento Europeu que eles ocupam? Serão redistribuídos pelos países?
  • Aos funcionários que a Grã-Bretanha têm na União como vai ser? Serão também redistribuídos, ou a UE vai continuar com a política estúpida de redução de Funcionários e assim  atinge os objectivos dos Liberais Eurocratas?
  • Aos equilíbrios que foram encontrados até aqui nas chefias das diversas comissões, gabinetes, comissões de estudo etc... como é que vai ser?
  • Ás decisões que foram vetadas pela Grã-Bretanha no Conselho, na Comissão e no Parlamento, vão ser revistas?
  • Ás políticas impopulares, impessoais, economicistas, que sacrificam os povos e que conduziram a que o resultado na Grã-Bretanha fosse uma previsível, mas não desejada saída?
  • Ao conceito colectivo de Europa.
  • Ao mundo que queríamos em paz, em especial na Europa.
  • Aos passaportes e à livre circulação?
  • Aos emigrantes vão deixar de ir para a Inglaterra? 


Preocupante é ver quem é que apoia esta posição Galesa e Inglesa, Putin, Le Pen, Trump, Boris, Petry, Maduro entre outros da mesma linha... como diz o meu amigo Vasco..."Tudo bons rapazes... É de ficar a pensar... " e acrescenta foi este "populismo bacoco levaram os "tios" Adolf e Estaline ao poder lembram-se?
Sim, o espectro da guerra, embora ténue (mas preocupante) paira novamente sobre a Europa.
A Grã-Bretanha vai sair, e com ela partem as desculpas dos boicotes, dos entraves, dos adiamentos, do sim mas com reservas e sem aplicações para determinados países.
A Grã-Bretanha sai mas a Europa fica sem margem de manobra e a Alemanha fica sem desculpas.
A Grã-Bretanha sai, mas a Europa continua a ficar com os mesmos políticos titubeantes, que nada decidem contra as sondagens (sondagens essas manipuladas), nem contra o sistema de mercado e financeiro.

A Grã-Bretanha sai mas a Europa continua a ficar sem políticas, sem as políticas e objectivos para os quais foi pensada.
E se realmente a Europa se assumisse finalmente, como centro de poder, e não deixasse a Grã-Bretanha sair.
E se finalmente a Europa, quisesse assumir-se como centro económico, e ao contrário do que os mercados querem, acedesse às pretensões britânicas, portuguesas, espanholas, gregas, italianas, e se auto-corrigisse e tivesse no radar da sua atenção os povos e a igualdade de oportunidades, a subsidiariedade, o tratar agricultores, metalúrgicos, trabalhadores todos da mesma maneira, resumindo se finalmente a Europa começasse a fazer pulsar nos seus cidadãos o sentimento de uma genuína Europa, acabando assim com as desconfianças e cepticismos.


E quanto aos alargamentos?
A Turquia que quer entrar na UE mas que tem estado a tomar atitudes radicais contrárias à sua democraticidade interna.
A Turquia que quer entrar na UE e que se tem desdobrado em reuniões ao longo dos últimos 15 anos para tentar entrar e sente-se todos os dias chutada para canto.
A Turquia que quer entrar na UE mas que tem visto alguns países da UE a dizer rotunda mas indirectamente que não à sua entrada.
A Turquia que quer entrar na UE mas que tem ouvido os entraves dos Eurocratas às suas pretensões.
A Turquia que quer entrar na UE mas que devido ao estado actual das coisas, ainda é capaz de fazer um grande mercado árabe.
Por isso é caso para Perguntar: E AGORA TURQUIA?


A BRIGADA JÁ TOCOU A REUNIR, PORQUE OS TEMPOS NÃO SE ADIVINHAM FÁCEIS.

O barco vai de saída

Letra e música: Fausto
In: "Por este rio acima" gravado em 82



O barco vai de saída
Adeus ao cais de Alfama
Se agora ou de partida
Levo-te comigo ó cana verde
Lembra-te de mim ó meu amor
Lembra-te de mim nesta aventura
P'ra lá da loucura
P'ra lá do Equador

Ah mas que ingrata ventura
Bem me posso queixar
da Pátria a pouca fartura
Cheia de mágoas ai quebra-mar
Com tantos perigos ai minha vida
Com tantos medos e sobressaltos
Que eu já vou aos saltos
Que eu vou de fugida

Sem contar essa história escondida
Por servir de criado essa senhora
Serviu-se ela também tão sedutora
Foi pecado
Foi pecado
E foi pecado sim senhor
Que vida boa era a de Lisboa


Gingão de roda batida
corsário sem cruzado
ao som do baile mandado
em terra de pimenta e maravilha
com sonhos de prata e fantasia
com sonhos da cor do arco-íris
desvaira se os vires
desvairas magias

Já tenho a vela enfunada
marrano sem vergonha
judeu sem coisa nem fronha
vou de viagem ai que largada
só vejo cores ai que alegria
só vejo piratas e tesouros
são pratas, são ouros,
são noites, são dias

Vou no espantoso trono das águas
vou no tremendo assopro dos ventos
vou por cima dos meus pensamentos
arrepia
arrepia
e arrepia sim senhor
que vida boa era a de Lisboa

O mar das águas ardendo
o delírio do céu
a fúria do barlavento
arreia a vela e vai marujo ao leme
vira o barco e cai marujo ao mar
vira o barco na curva da morte
e olha a minha sorte
e olha o meu azar

e depois do barco virado
grandes urros e gritos
na salvação dos aflitos
estala, mata, agarra, ai quem me ajuda
reza, implora, escapa, ai que pagode
rezam tremem heróis e eunucos
são mouros são turcos
são mouros acode!

Aquilo é uma tempestade medonha
aquilo vai p'ra lá do que é eterno
aquilo era o retrato do inferno
vai ao fundo
vai ao fundo
e vai ao fundo sim senhor
que vida boa era a de Lisboa


sábado, 18 de junho de 2016

A culpa é do Alemão


A notícia que o Governo Brasileiro (o que agora é constituído maioritariamente por ministros que estão sob a alçada da justiça, e que todas as semanas se vão demitindo um a um), vai dar milhões ao Rio de Janeiro para pagar as obras dos Jogos Olímpicos, pois parece que houve um erro de previsão, nas contas e o governo do Rio de Janeiro não tem dinheiro para as pagar, eu diria antes que foi uma distribuição excessiva do dinheiro de "luvas" e corrupção, e isto faz-me lembrar duas histórias.
E se os Brasileiros tivessem seguido a primeira história não teriam tido problemas, mas ou resolveram seguir a segunda história ou então houve mudança de paradigma... o que se sabe é que o problema é grande.
Ambas as histórias estão relacionadas com construções de pontes.

Então a primeira história é a seguinte:
Um autarca português quis fazer uma Ponte no seu Concelho, abriu um concurso e concorreram, três empresas, essas três propostas,uma era Alemã, uma era Americana e uma Portuguesa.
Proposta Alemã: 3 Milhões de euros:
Descriminação: 1 Milhão pela mão-de-obra; 1 Milhão pelo material; 1 Milhão de lucro para a empresa.
Proposta Americana: 6 Milhões de euros
Descriminação: 2 Milhões pela mão-de-obra; 2 Milhões pelo material; 2 Milhões de lucro para a empresa, mas o serviço é de primeira. 
Proposta Portuguesa: 9 Milhões de euros, só assim sem ter apresentado descriminação nenhuma.
O Presidente olha para a proposta do Português e resolve chamá-lo, e diz-lhe:
- Oh Amigo, explique-me lá isto. Nove Milhões de euros para fazer a ponte? 
Isso é muito! Para quê tanto dinheiro? É que é o triplo do Alemão, e muito mais que a do Americano. e olhe que o Americano apresenta um serviço de primeira.
- Oh Sr.Presidente - disse o Presidente da Construtora Portuguesa - não tem nada de misterioso, então a descriminação é a seguinte: São Três milhões para mim, três milhões para si e três milhões para o alemão fazer a obra... compreendeu.
-Ah... Aprovado e Adjudicado.

A segunda história, também ela de pontes, é passada no tempo da União Soviética em que  o Ministro das Obras Pública Russo vai visitar o seu Homólogo Romeno, depois das cerimónias oficiais, o Homólogo Romeno, convida o ministro Russo a ir a casa dele.
Chegados a casa, e enquanto lhes preparavam o jantar, diz o Ministro Russo - Oh Camarada Romeno, sim senhor, você para comunista tem aqui uma mansão muito rica, ampla, imensas divisões, tudo do bom e do melhor, como é que você conseguiu isto?
E diz o Ministro Romeno - Oh camarada, chegue aqui à janela, e abrindo o cortinado, via-se uma linda paisagem de um rio - e continua ele - o camarada está a ver aquela ponte que passa ali sobre o rio?
Sim,estou - disse o Russo.
Pois é -Diz o Romeno- Aquela ponte tinha um orçamento para 2 milhões, eu inflacionei o orçamento, para 7 e fiquei com 5 e construí esta humilde casa.
Ah sim senhor -disse o Russo- estou a ver, bem jogado.

Passados 6 meses, o Romeno, vai visitar a Rússia, e depois do Protocolo o Russo convida o Romeno para ir à sua humilde casa.
Assim que o Romeno chega, vê um casarão, com uma bruta herdade quase a perder de vista, e assim que entra na casa do Russo, aquilo parecia uma mansão Holywoodesca, e diz o Romeno:
Sim, senhor, o camarada falou da minha casa, mas a sua mete a minha um canto, tem tudo do bom e do melhor e com luxo, como conseguiu?
E diz o russo a sorrir para o Romeno -Oh Camarada, chegue aqui a esta varanda -Da varanda via-se também um rio.
E continua o Russo -O camarada está a ver aquela ponte ali no rio?
E diz o Romeno- Qual ponte? 
Responde o Russo -Exactamente....

Estou pois em crer que os brasileiros não são assim tão idiotas, e devem ter seguido a primeira história, ou seja deram dinheiro ao Alemão para fazer as obras, por isso leva-me a concluir, que a culpa é do Alemão, que, também não é parvo, e depois de uns meses no Brasil, deve ter pedido a parte dele, por isso está a faltar dinheiro...


A BRIGADA NÃO VAI AOS JOGOS OLÍMPICOS...PORQUE NÃO SABE DE CONSTRUÇÃO CIVIL.

Unimultiplicidade


Neste Brasil corrupção
pontapé bundão
puto saco de mau cheiro
do Acre ao Rio de Janeiro
Neste país de manda-chuvas
cheio de mãos e luvas
tem sempre alguém se dando bem
de São Paulo a Belém
Eu pego meu violão de guerra
pra responder essa sujeira
E como começo de caminho
quero a unimultiplicidade
onde cada homem é sozinho
a casa da humanidade
Não tenho nada na cabeça
a não ser o céu
não tenho nada por sapato
a não ser o passo
Neste país de pouca renda
senhoras costurando
pela injustiça vão rezando
da Bahia ao Espírito Santo
Brasília tem suas estradas
mas eu navego é noutras águas
E como começo de caminho
quero a unimultiplicidade
onde cada homem é sozinho

a casa da humanidade



quarta-feira, 1 de junho de 2016

Não vás ao MAR Tonho....



Hoje dia 1 de Junho, abriu oficialmente a Época Balnear em Portugal.

Não iremos errar se dissermos que vão ser milhões os que irão nesta época à Praia.

Mas no local onde se juntam centenas ou milhares de pessoas regularmente, para lazer e não só, o Estado tem o dever de Vigilância e o de Manter a Ordem e a Segurança.

E é aqui, que começa a questão, vejamos, em relação a esta actividade de ir à Praia/Zonas Blaneares, os Estados  (de todo o mundo, e não só o Português) , negligenciam a vigilância e a segurança.

É que, em Portugal, é muito bonito, dizer que querem fazer a nossa principal indústria o Turismo  e depois não agir em conformidade.

O Estado tem o dever de zelar pela segurança e pelo bem estar de todos os que se encontram dentro do seu território, sejam eles nacionais do país ou estrangeiros, acrescentaríamos, até mais pelos estrangeiros que não conhecem a nossa língua e a nossa geografia/território, e os perigos que escondem as nossas águas/zonas balneares.

Aqui entra a vigilância e a segurança das áreas balneares e águas, queremos com isto dizer, praias, piscinas (públicas e privadas) abertas ao público, rios, lagos, barragens, etc... 

O primeiro alerta nestas zonas, é que verificamos que esta vigilância e segurança colectiva está entregue aos Concessionários dos Espaços comerciais que se encontram nas zonas Balneares, sejam eles praias, piscinas, etc... ou seja quem explore um café/restaurante, é o responsável pela Segurança de Centenas (ás vezes milhares) de pessoas que se encontram na praia... ora isto tem vários contras...a saber:
  1. Não é vocação dos donos de estabelecimentos comerciais, promover, supervisionar, realizar a vigilância de espaços públicos, se os donos dos restaurantes/cafés o quisessem fazer tinham ido para as forças de segurança e não tinham aberto um negócio, ora aqui surge a segunda questão...
  2. Os estabelecimentos comerciais são um negócio, e como tal são para dar lucro, e em tudo o que os concessionários puderem cortar para poupar eles não hesitarão em fazer, e a segurança da praia/zona balnear será sempre a primeira a ser negligenciada. Acresce que...
  3. Os negócios estão sujeitos a oscilações de mercado, e se por acaso, a meio da época balnear o negócio falir ou algo acontecer ao dono, lá se vai no que resta do Verão a vigilância da praia e com isso a segurança de centenas ou milhares de pessoas. Além disso...
  4. Nem todos os negócios têm a mesma pujança, com isso afirmamos, que nem todos os Salva-Vidas no país têm o mesmo tipo de meios/equipamentos para locais equivalentes, o que já de si é grave, e por isso que queremos aqui alertar que trata-se da SUA/NOSSA SEGURANÇA, estamos todos em risco.

Estes são os primeiros problemas que à partida identificámos, na segurança das zonas balneares, mas outros menos evidentes, mas que nem por isso serão menos importantes, estão latentes.

Não queremos com isto afirmar, que os Salva-Vidas (antes apelidados de Banheiros) em Portugal não fazem um excelente trabalho, longe, disso, são bons no que fazem no período balnear...mas falta o resto do ano,  o resto do ano n~~ao existem concessionários que possam e/ou queiram suportar a vigilância das zonas balneares.


Mas antes do mais convém esclarecer o que faz um Salva-Vidas.
Ele supervisiona a segurança e salvamento de banhistas, surfistas e outros participantes desportos aquáticos, como nas piscinas, parques aquáticos e outros. 

Na maior parte dos países do mundo, os Salva-Vidas são geralmente bons nadadores e são treinados/certificados no salvamento na água e em  prestar os primeiros socorros, usando uma variedade de equipamentos de acordo com as necessidades dos locais onde se encontram.


Nalguns países, os Salva-Vidas fazem parte do sistema de serviços de emergência, e é aqui que queremos afirmar:

Em Portugal, a vigilância e segurança das zonas balneares, em particular das praias, deveria ser efectuada nos 365 dias do ano, e por profissionais que fizessem parte dos serviços de Emergência, independentemente de também poder existir, no verão organizações voluntárias que também prestassem esse serviço. 

Não esquecer que um Salva-Vidas é responsável pela segurança das pessoas numa dada área de água, e, também na área circundante ou adjacente a ela, e que tem como principal prioridade o garantir que nenhum dano vem para os cidadãos que se encontram na área pela qual são responsáveis.

Sabendo e acrescendo que as águas doces são diferentes das salgadas, as águas paradas diferentes das águas revoltas, os Salva-Vidas têm de ser treinados em diferentes técnicas de salvamento, para:
  • Praia de Oceano - onde é considerado o ambiente mais desafiador para o Salva-Vidas, devido à influência de factores externos como o clima, correntes, marés e ondas.
  • Praias de Lagos ou Rios
  • Piscinas - Interiores ou exteriores.
  • Parques aquáticos 
  • Lagoas marítimas ou piscinas de marés -
  • Mar Aberto 
Mas é na prevenção que se pode aferir a eficácia de uma unidade de Salva-Vidas, ao invés de medirmos a sua eficácia pelo número ou rapidez de resgate, ou a habilidade com que eles são executados, é preferível fazer a medição pela ausência ou redução de afogamentos, acidentes e outras emergências médicas.

É aqui que se tem de investir.

Além disso os Salva-Vidas podem ter outras funções secundárias, como limpeza, depósitar papeis nos locais adequados, verificar os níveis de cloro e pH das piscinas, ou agir como agentes de informação geral.

Para isso é suposto que os Salva-Vidas possuam algum equipamento para os auxiliar nos resgates, como por exemplo possuírem :

Embarcações de salvamento

Pick-up's 

Camiões 

Moto-quatro ou outro veículo off-road.

Barcos semi-rígidos ou insufláveis ou mesmo Hovercrafts.

Isto para além de todos os equipamentos básicos, tal como bóias rígidas tipo torpedo, equipamento de Primeiros Socorros, Canoas, Kayakse.
É fácil concluir que a totalidade destes equipamentos não é possível serem fornecidos por Concessionários de Praia ou por grupos de Concessionários, por serem demasiado dispendiosos, e os Concessionários ou grupos de Concessionários não possuem meios financeiros para os poder adquirir e suportar.

É por isso importante e urgente, para salvaguarda da nossa Segurança, um Corpo Nacional de Salva-Vidas, permanente e profissional, e que esteja dependente do Estado, pois a Segurança colectiva não se quer privada, quer-se pública, e que dure o ano inteiro e não só os meses de Verão.

E afirmamos que deve ser o ano inteiro, pois o clima tem estado instável, e não é a primeira, nem  a última vez, que veremos dias de Janeiro ou Fevereiro tão ou mais quentes que Julho, e que vemos os cidadãos a deslocarem-se à Praia nesses dias. Mas como se convencionou que a época balnear só abre hoje (ou seja 1 de Junho), os cidadãos nesses dias, fora da época balnear, estão desprotegidos, e já aconteceram acidentes.

Acresce que querendo Portugal ser um país turístico, é fácil deduzir que os cidadãos dos países nórdicos, quando cá se deslocam, ao verem um clima ameno (mais ameno que o deles), e uma extensão tão longa de praias, estes queiram usufruir das nossas águas fora da época balnear.

Mas esta nossa preocupação pela vigilância e Segurança, não deve ser só Portuguesa, deve ser da União Europeia, e, mesmo mundial. Portugal devia ser pioneiro na promoção da construção da implementação de uma cultura de segurança Balnear no mundo Inteiro. Deveria promover este debate, para que algo comece a ser feito.

Sim, porque não é só no nosso país que não se profissionalizou a segurança Balnear, se bem que em muitos países, dos que não são profissionalizados, existem critérios rígidos, na atribuição de licenças e cursos para Salva-Vidas, e leis rígidas para a vigilância de locais balneares/aquáticos.

Paradigmático é o exemplo dos EUA e da Grã-Bretanha, esta última em 2012, não registou afogamentos em piscinas do Reino Unido, onde havia um salva-vidas de serviço.

Vejamos como funciona os Salva-vidas por país:

Austrália (o exemplo que devíamos seguir)
Existem duas organizações : A Royal Life Saving Society Austrália e a Surf Life Saving Australia, os primeiros são funcionários do Estado pagos para patrulhar praias, lagos e piscinas/locais aquáticos durante todo o ano (assim defendemos que devia ser feito em Portugal).
Os segundos são uma organização voluntária que patrulha as praias nos fins de semana e feriados durante os meses mais quentes (geralmente a partir de meados de Setembro até o final de Abril).

Bélgica
O serviço de salva-vidas é constituído na sua maioria por estudantes que são empregados por um mês durante as férias de verão (Julho e Agosto).

Canadá
No Canadá, são profissionais todos os salva-vidas e salva-vidas assistentes são certificados pela Sociedade salva-vidas do Canadá ou da Cruz Vermelha Canadiana. A certificação do programa Nacional Lifeguard desde 1964, confere quatro tipos de certificação de salva-vidas: piscina, parque aquático, mar e surf.

Dinamarca
Na Dinamarca, o salva-vidas de serviços são divididos em dois grandes grupos, os de Praia e os de Piscina. Os de Praia são estabelecidos numa base voluntária e são pagos pelos concessionários salva-vidas da praia e os das piscinas públicas (tanto comerciais e governamentais) são profissionais.

Alemanha
Na Alemanha, a base é voluntária, e possui a maior organização de salva-vidas aquático do mundo, com mais de 1.000.000 membros e promotores. Mas os Bombeiros e a Cruz Vermelha mantêm serviços de salva-vidas em rios, costas e lagos.

Itália
Em Itália existem salva-vidas pagos pelos concessionários.

Nova Zelândia
Na Nova Zelândia existem os salva-vidas pagos pelos concessionários e os voluntários.

Holanda
A situação é Mista entre Profissionais e Voluntários.

Singapura
É um sistema gradual de profissionalização, por etapas.

Espanha
Situação mista.

África do Sul
As Praias na África do Sul são contratados Salva .Vidas a empresas independentes ou privadas.

Reino Unido
São na maioria salva-vidas profissionais, que podem ser contratados por concessionários, mas também existe em base voluntária, ou serviços contratados a empresas..

Estados Unidos
Nos Estados Unidos a maior parte são profissionais, mas também existem outro tipo de salva-vidas.


Resumindo, é preciso uma consciencialização dos Governos, que este assunto tem de ser resolvido, e tem de existir regras, e poderemos começar pela União Europeia, tornando as praias da Europa Mais seguras.


A BRIGADA SÓ VAI A PRAIAS VIGIADAS E COM COMPANHIA, QUE O MAR ESTÁ BRAVO E É PRECISO TER CUIDADO.

NÃO VÁS AO MAR, TOINO
ESTA 0 MAR RUIM, TOINO
É FALSO 0 MAR, 
TOINO
PENAS SEM FIM, TOINO

 
AI, TOINO, TOINO
QUE MAU RAPAZ QUE ÉS,
AI. TOINO TOINO,
NEM UMAS BOTAS TENS P’RÓS PÉS.  (bis)

 
ADEUS MARIA
QUE EU VOU P’RÓ MAR
PESCAR SARDINHA
P’RA SER RAINHA
ELA E FRESQUINHA
DA COR DA PRATA
NÃO TENHAS MEDO
QUE 0 MAR NÃO MATA