As minhas cachadas no Geocaching

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sábado, 18 de junho de 2016

A culpa é do Alemão


A notícia que o Governo Brasileiro (o que agora é constituído maioritariamente por ministros que estão sob a alçada da justiça, e que todas as semanas se vão demitindo um a um), vai dar milhões ao Rio de Janeiro para pagar as obras dos Jogos Olímpicos, pois parece que houve um erro de previsão, nas contas e o governo do Rio de Janeiro não tem dinheiro para as pagar, eu diria antes que foi uma distribuição excessiva do dinheiro de "luvas" e corrupção, e isto faz-me lembrar duas histórias.
E se os Brasileiros tivessem seguido a primeira história não teriam tido problemas, mas ou resolveram seguir a segunda história ou então houve mudança de paradigma... o que se sabe é que o problema é grande.
Ambas as histórias estão relacionadas com construções de pontes.

Então a primeira história é a seguinte:
Um autarca português quis fazer uma Ponte no seu Concelho, abriu um concurso e concorreram, três empresas, essas três propostas,uma era Alemã, uma era Americana e uma Portuguesa.
Proposta Alemã: 3 Milhões de euros:
Descriminação: 1 Milhão pela mão-de-obra; 1 Milhão pelo material; 1 Milhão de lucro para a empresa.
Proposta Americana: 6 Milhões de euros
Descriminação: 2 Milhões pela mão-de-obra; 2 Milhões pelo material; 2 Milhões de lucro para a empresa, mas o serviço é de primeira. 
Proposta Portuguesa: 9 Milhões de euros, só assim sem ter apresentado descriminação nenhuma.
O Presidente olha para a proposta do Português e resolve chamá-lo, e diz-lhe:
- Oh Amigo, explique-me lá isto. Nove Milhões de euros para fazer a ponte? 
Isso é muito! Para quê tanto dinheiro? É que é o triplo do Alemão, e muito mais que a do Americano. e olhe que o Americano apresenta um serviço de primeira.
- Oh Sr.Presidente - disse o Presidente da Construtora Portuguesa - não tem nada de misterioso, então a descriminação é a seguinte: São Três milhões para mim, três milhões para si e três milhões para o alemão fazer a obra... compreendeu.
-Ah... Aprovado e Adjudicado.

A segunda história, também ela de pontes, é passada no tempo da União Soviética em que  o Ministro das Obras Pública Russo vai visitar o seu Homólogo Romeno, depois das cerimónias oficiais, o Homólogo Romeno, convida o ministro Russo a ir a casa dele.
Chegados a casa, e enquanto lhes preparavam o jantar, diz o Ministro Russo - Oh Camarada Romeno, sim senhor, você para comunista tem aqui uma mansão muito rica, ampla, imensas divisões, tudo do bom e do melhor, como é que você conseguiu isto?
E diz o Ministro Romeno - Oh camarada, chegue aqui à janela, e abrindo o cortinado, via-se uma linda paisagem de um rio - e continua ele - o camarada está a ver aquela ponte que passa ali sobre o rio?
Sim,estou - disse o Russo.
Pois é -Diz o Romeno- Aquela ponte tinha um orçamento para 2 milhões, eu inflacionei o orçamento, para 7 e fiquei com 5 e construí esta humilde casa.
Ah sim senhor -disse o Russo- estou a ver, bem jogado.

Passados 6 meses, o Romeno, vai visitar a Rússia, e depois do Protocolo o Russo convida o Romeno para ir à sua humilde casa.
Assim que o Romeno chega, vê um casarão, com uma bruta herdade quase a perder de vista, e assim que entra na casa do Russo, aquilo parecia uma mansão Holywoodesca, e diz o Romeno:
Sim, senhor, o camarada falou da minha casa, mas a sua mete a minha um canto, tem tudo do bom e do melhor e com luxo, como conseguiu?
E diz o russo a sorrir para o Romeno -Oh Camarada, chegue aqui a esta varanda -Da varanda via-se também um rio.
E continua o Russo -O camarada está a ver aquela ponte ali no rio?
E diz o Romeno- Qual ponte? 
Responde o Russo -Exactamente....

Estou pois em crer que os brasileiros não são assim tão idiotas, e devem ter seguido a primeira história, ou seja deram dinheiro ao Alemão para fazer as obras, por isso leva-me a concluir, que a culpa é do Alemão, que, também não é parvo, e depois de uns meses no Brasil, deve ter pedido a parte dele, por isso está a faltar dinheiro...


A BRIGADA NÃO VAI AOS JOGOS OLÍMPICOS...PORQUE NÃO SABE DE CONSTRUÇÃO CIVIL.

Unimultiplicidade


Neste Brasil corrupção
pontapé bundão
puto saco de mau cheiro
do Acre ao Rio de Janeiro
Neste país de manda-chuvas
cheio de mãos e luvas
tem sempre alguém se dando bem
de São Paulo a Belém
Eu pego meu violão de guerra
pra responder essa sujeira
E como começo de caminho
quero a unimultiplicidade
onde cada homem é sozinho
a casa da humanidade
Não tenho nada na cabeça
a não ser o céu
não tenho nada por sapato
a não ser o passo
Neste país de pouca renda
senhoras costurando
pela injustiça vão rezando
da Bahia ao Espírito Santo
Brasília tem suas estradas
mas eu navego é noutras águas
E como começo de caminho
quero a unimultiplicidade
onde cada homem é sozinho

a casa da humanidade



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