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Acerca de mim

Toda a brigada tem um cabo... todo o cabo pode chegar a Imperador... todo o Imperador pode mudar o destino de uma nação ... todas as nações podem mudar o destino do mundo ou não...

sábado, 25 de abril de 2020

25 DE ABRIL SEMPRE, E PARA SEMPRE.

Hoje é dia 25 de Abril de 2020

25 DE ABRIL É UM DIA MEMORÁVEL POR TODAS AS RAZÕES, VEJAMOS:

Em Portugal é o dia da Liberdade e na Itália dia da Libertação.

Na Itália, foi o princípio do derrube do Regime Fascista de Benito "Il Duce" Mussolini.

Em Portugal foi a Revolução dos Cravos, que abriu as portas da Liberdade, pelos CAPITÃES DA ALEGRIA, e que derrubou o Regime Ultra-conservador iniciado por Oliveira Salazar.
25 curiosidades sobre o 25 de Abril de 1974 que tem de conhecer ...

Em França, decorria o ano de 1792 quando foi composta "La Marsellaise", qe mais tarde se tornou o hino nacional francês, tendo sido composto por Claude Joseph Rouget de Lisle.

Coloco aqui, retirado do filme Casablanca, o excerto do hino francês, tocado num contexto, que quase se pode comparar ao actual.

No Egipto em 1859 foi idado início à construção do Canal do Suez.
Canal de Suez – Wikipédia, a enciclopédia livre
No Espaço profundo em 1983 (data do Planeta Terra) a sonda Pionneer 10 viaja além da órbita de Plutão.
Pioneer 10 – Wikipédia, a enciclopédia livre
Corria o ano de 1874 nascia, Guglielmo Marconi, inventor italiano. 
Guglielmo Marconi | Biography, Quotes of Guglielmo Marconi

1917- Ella Fitzgerald, cantora de jazz norte-americana  
Ella Fitzgerald – músicas e álbuns : Vivo Música by Napster

1927  Albert Uderzo, cartunista francês (m. 2020)
35. Album: Asterix und Obelix bekommen neuen Zeichner - WELT

1940 - Al Pacino, ator norte-americano

17 Curiosidades sobre Al Pacino! - Cinema Clássico
1942 - Manuel Freire, cantor português
25 de Abril celebrado na Praça Stephens<br> com Pedro Barroso e ...

1960- Mário Laginha, pianista e compositor português

ENTREVISTA | Mário Laginha - Espiral do Tempo

Para o povo Português e Italiano, foi um dia de Liberdade e da Libertação diferente.

Foi diferente para os dois povos, MAS MUITO LONGE DE SER INDIFERENTE.
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Mas apesar de estarmos confinados em casa por causa da Pandemia do Covid - 19.
Apesar das notícias terríveis, que fazem esmorecer o nosso coração, mas não tiram a força do ser e do querer.

Se não podemos sair à rua mas nada nos impede ir às janelas cantar e celebrar.

CELEBRAR, SIM CELEBRAR.

Porque a LIBERDADE e a LIBERTAÇÃO, e os actos que lhes deram origem, os homens e as mulheres que deram a vida para que tal fosse possível, merecem ser EXALTADOS E RELEMBRADOS.

Existem por aí uns quantos que querem minorar ou mesmo fazer esquecer a data, mas UNIDOS DIZEMOS:  NÃO! não nos esquecemos e não deixamos que nos façam esquecer.

Anadia: Comemorações da "Revolução dos Cravos" já começaram ...
Relembremos os mais esquecidos/distraídos onde vai dar o caminho.


Viva a Democracia, VIVE LA FRANCE, VIVA ITALIA, VIVA PORTUGAL, UM VIVA A TODOS OS POVOS DO MUNDO

Em PORTUGAL dizemos 25 DE ABRIL, SEMPRE!

Viva a Liberdade, Viva a Libertação!




Para os Italianos

Questa mattina, mi son svegliata.
Oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
Questa mattina, mi son svegliata
E ho trovato l'invasor.
Oh partigiano, portami via.
Oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
Oh partigiano, portami via,
Che mi sento di morir.
E se muoio da partigiano
Oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
E se muoio da partigiano
Tu mi devi seppellir.
E seppellire lassù in montagna
Oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
Seppellire lassù in montagna
Sotto l'ombra di un bel fior.
E le genti che passeranno
Oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
E le genti che passeranno
E diranno che bel fior.
E' questo il fiore del partigiano
Oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
E' questo il fiore del partigiano
Morto per la libertà.



Para os Portugueses

Grândola Vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti ó Cidade
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto a igualdade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti ó Cidade
Dentro de ti ó Cidade, oh, oh, oh
Juro em ter a companheira
A sombra de uma azinheira
Que já não sabia a idade




A BRIGADA TAMBÉM SE ENCONTRA NO QUARTEL. NÃO ESTÁ VENCIDA E MUITO MENOS CONVENCIDA. MAS ASSIM QUE TOCAR O CLARIM, ESTÁ A BRIGADA PRONTA PARA SAIR E LUTAR PELA LIBERDADE, ATÉ À LIBERTAÇÃO FINAL.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

A caminho da Sexta Extinção



A tecnologia, as descobertas e avanços científicos sem qualquer controlo e sem estudos aprofundados ao longo dos anos, têm os seus prós e os seus contras.

Quando chegámos ao tempo dos estudos e avanços científicos, tudo tinha o seu tempo, eram estudados, comprovados levados a conselhos científicos as novas descobertas, novamente testados, tudo tinha um ritmo, o seu próprio ritmo.

Mas eis que a humanidade chegou à era tecnológica, onde os tempos foram reduzidos, onde tudo é produzido mais rapidamente e não há tempo par atestar com a segurança do tempo.

E foi  assim que abrimos a caixa de Pandora (e não, não é a das pulseiras).
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O mito de Pandora

Em tempos muito, muito longínquos, não existiam mulheres no mundo, apenas homens, que viviam sem envelhecer, sem sofrimento, sem cansaço. Quando chegava a hora de morrerem, faziam-no em paz, como se simplesmente adormecessem.
Mas um dia, Prometeu (cujo nome significa ‘o que pensa antecipadamente’, isto é, Previdente) roubou o fogo a que só os deuses tinham acesso e deu-o aos homens, para que também eles pudessem usufruir desse bem, na defesa contra os animais ferozes, na confeção dos alimentos, na garantia de aquecimento nas noites frias.
Ora, o rei dos deuses não podia deixar passar em branco a afronta de Prometeu e concebeu um castigo terrível para a humanidade.
Mandou então que, com a ajuda de Atena, Hefesto, o deus ferreiro, criasse a primeira mulher, Pandora, que significa (‘todos os dons’), e cada um dos deuses dotou-a com uma das suas características: Afrodite deu-lhe beleza e poder da sedução; Atena fê-la arguta e concedeu-lhe a habilidade dos lavores femininos; mas Hermes deu-lhe a capacidade de mentir e de enganar os outros.
Zeus ofereceu-a então de presente a Epimeteu, que era irmão de Prometeu. O seu nome significava exatamente o contrário do do irmão, pois Epimeteu quer dizer ‘o que pensa depois’, isto é, Irrefletido. E, de facto, sem pensar duas vezes e contrariando a advertência do irmão, que lhe dissera que nunca aceitasse nenhum presente vindo de Zeus, ele deixou-se seduzir pela bela Pandora e casou-se com ela.
Pandora trazia consigo um presente dado pelo pai dos deuses: uma jarra (a’ caixa de Pandora’), bem fechada, que estava proibida de abrir. Mas, roída pela curiosidade, um dia decidiu levantar só um bocadinho da tampa, para ver o que lá se escondia. De imediato dela se escaparam todos os males que até aí os homens não conheciam: a doença, a guerra, a velhice, a mentira, os roubos, o ódio, o ciúme… Assustada com o que fizera, Pandora fechou a jarra tão depressa quanto pôde, colocando-lhe de novo a tampa. Mas era demasiado tarde: todos os males haviam invadido o mundo para castigar os homens. Lá muito no fundo da jarra, restara apenas uma pequena e tímida coisa, que ocupava muito pouco espaço, a esperança. Por isso se diz que ‘a esperança é a última a morrer’. De facto, com todos os males soltos no mundo, lutando e quantas vezes vencendo os bens de que os homens gozavam, só a esperança, bem guardada no mais fundo dos nossos corações, nos dá ânimo para nunca desistirmos de expulsar as coisas más das nossas vidas. in olympus.net

É por esta razão que se diz que a Esperança é a última a morrer.

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Abrimos a caixa de Pandora com o advento da descoberta das tecnologias, onde a princípio tudo é bom, só que depois, como sempre, deixamos de ter  controlo sobre ela e tudo ou quase tudo é mau o que resulta dali.
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Lembram-se do filme Indiana Jones e a Arca Perdida, quando os Nazi após o ritual abrem a arca, e de lá emanam segundo eles "It's so beautiful", para ao fim de alguns minutos, esse "It's so beautiful", se tornar num instrumento de destruição e morte. Com a  tecnologia é mais ou menos a mesma coisa.
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NÃO É BEM ASSIM! Já estão a afirmar os mais cépticos.

SIM É MESMO ASSIM! dizemos nós.

Damos só alguns exemplos.

  1. Descobrimos o Nuclear, e fizemos logo a Bomba Atómica capaz de destruir este mundo e o outro a curto prazo, é claro que também foram feitas centrais nucleares, que nos forneceram energia mais barata, mas os seus resíduos a curto prazo ou então explosões como a de Chernobil ou de Fukushima, têm consequências que os cientistas ainda não sabem quais são a longo prazo.Mas o que é certo é que as chuvas, a água, os solos, os animais terrestres e marinhos peixes etc... estão todos contaminados naquela área...e isto pelo menos que se saiba.Os ensaios nucleares no atol das Ilhas Biquini e Moruroa, e outros, contaminaram o solo , o sub-solo, a água, os seres vivos... relembro que fazemos parte de uma cadeia alimentar, se a base da pirâmide está contaminada, logo o topo também está ou vai estar.
  2. As indústrias químicas, descobriram coisas maravilhosas, lixívias, detergentes para tornar tudo mais branco e limpo, pesticidas para matar as pragas, medicamentos para combater e prevenir doenças, e também descobriram a forma mais rápida de poluir os rios e o ar. Os rios foram acumulando os detritos das fábricas, e que como químicos que são alteraram a água, poluindo-a e inquinando-a. Ora os Rios vão desaguar noutros Rios, em Lagos ou em Oceanos, e os detritos vão-se espalhando, e acumulando e poluindo. Como os seres vivos, necessitam de água para viver, e como esta está poluída, radioactiva ou seja inquinada, gastamos milhões para voltar a ter uma água minimamente potável, se é ou não radioactiva...isso acho que ninguém os está a dizer. Mas, e é um grande mas, a indústria química também poluí o ar, e o ar, tal como a água não tem fronteiras, e a contaminação do ar que respirámos e que necessitamos para viver é cada vez menos puro.
Mais exemplos os há, mas acho que estes dois chegam. 
  
Começámos devagar a aniquilar a VIDA, e nos últimos anos, movidos a notas verdes, parece que tivemos o prazer de acelerar essa destruição.

É o clima, é o ar, são as águas, são os solos, são as árvores, os animais, tudo o que mexe e o que não mexe, está a ser paulatinamente exterminado.

A tecnologia sem controlo e sem estudos aprofundados, colocada logo à nossa disposição para uso e abuso, na maior parte das vezes revela-se mais tarde como sendo prejudicial.

Escrevemos e afirmamos isto, porque estamos a ir direitos à Sexta Extinção.

A que é que nos referimos concretamente?  Qual a tecnologia que os Seres Humanos descobriram e que surge agora e que possui um potencial para desencadear uma Extinção em massa?

É a tecnologia 5G.

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A  tecnologia 5G promete revolucionar a maneira de viver da Humanidade, aumentar a velocidade de troca de dados, poupar bateria e mudar a forma como usamos a internet, mas também trás consigo um potencial mortal enorme, pois o impacto que tem sobre os animais (relembro, para os mais distraídos, que os Seres Humanos também são animais), sobre as suas células, interferindo nas trocas eléctricas do sistema nervoso e outras que ainda estão a ser descobertas.

A tecnologia 4G já apresenta riscos, que estamos a correr, e que nunca ligámos muito, como é o caso de déficit de aprendizagem e memória, desordens neurológicas. Atribuímos essas falhas ao dia-a-dia, ao stresss, e ao ritmo louco em que desde os anos 90 começámos a andar, em que o tempo parece que duplicou e tudo nos chega mais rápido..

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Cientistas de 35 países , estão preocupados com as consequências desta tecnologia na saúde humana.


O 5G trabalha com ondas electromagnéticas designadas de milimétricas. Apesar de ter uma velocidade muito maior que os sistemas antigos, este tipo de onda não consegue “caminhar” por longas distâncias, o que, aumenta consideravelmente a exposição das pessoas a campos de radiofrequência electromagnética.

Tal exposição pode ter consequências ainda não testadas a longo prazo.

“Efeitos incluem aumento do risco de cancro, stress celular, aumento de radicais livres prejudiciais, danos genéticos, mudanças estruturais e funcionais do sistema reprodutor, déficit de aprendizagem e memória, desordens neurológicas, e impactos negativos no bem-estar geral dos animais, e por consequência dos humanos.
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É que as frequências entre 30 kHz e 300 kHz tem um potencial enorme de serem cancerígenas para os animais em caso de alta exposição.

Existe um estudo pouco divulgado, que uma comunidade de macacos exposta à tecnologia 5G, foram morrendo devido à  radiação emanada por aquela tecnologia.

Os riscos de termos uma informação mais rápida e evoluirmos tecnologicamente para este 5G não compensam e poderá ser desencadeada a sexta extinção em massa, ou seja o 5G tem o potencial de aniquilar tão grande como o meteorito que caiu na terra e aniquilou os dinossauros. 

A ganância pelo verde das notas não justifica tudo, aliás não justifica nada, e quando  está em causa o futuro da vida na Terra, então não justifica mesmo nada.

Abram as asas dos nossos sonhos, mas também deixem-nos a possibilidade de voar.

A Brigada gosta e incentiva os avanços científicos, mas com cuidado, estudo e ponderação. Ciência para a vida SIM, para a aniquilação NÃO.


Pedra Filosofal
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

In Movimento Perpétuo, 1956 


terça-feira, 13 de agosto de 2019

Velhos Sindicatos para que vos quero?




Ao olharmos para o panorama internacional e vermos as diversas convulsões na Sociedade, geradas por movimentos que não se bem de onde surgem, já nos tínhamos interrogado se esses fenómenos não chegariam também a Portugal.

Portugal é aquele país que como se sabe tudo chega mais tarde, as reacções são sempre mais tarde, só somos precursores no que toca a tirar-nos dinheiro dos bolsos mais facilmente, como tal, somos precursores da Via Verde e dos Multibancos.
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Tínhamos falado com pessoas que se interessam por política, e colocado a questão: Será que o formato e as atitudes dos actuais partidos, se não mudarem, se não estiverem atentos, se não acompanharem a vida da Sociedade, se continuarem ensimesmados, tendo uma cúpula de poder fechada e às vezes quase familiar, que não ouve as bases e até tenta acabar com elas, querendo gerar uma onda que é feita aproveitando os Media. Será que os partidos portugueses vão ter o mesmo caminho que estão a ter alguns partidos europeus?

Depois de debatida a questão, disseram que o fenómeno António Costa, a gerigonça, a paz social alcançada, o recuperar do deficit, a entrada de divisas através dos Turistas (que nos trará outro tipo de problemas), o bom desempenho da economia, mitigavam todo esse tipo de movimentos, porque o povo tinha motivos para estar razoavelmente contente.
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O facto é que, exceptuando o PAN, os partidos (mesmo os trazidos e incutidos pelos EUA, em relação aos radicalismos) que têm aparecido pouco ou nenhum significado têm… pelo menos por enquanto.

  1.Relacionado com este assunto, e sabendo que os Sindicatos são um loby poderosíssimo dentro dos partidos, há muito que observamos o fenómeno do Sindicalismo em Portugal.
Se muita gente tem razões para não gostar nem confiar nos partidos em Portugal… esta nossa opinião é bem sustentada pela alta taxa de abstenção e de votos brancos e nulos, se conhecessem o funcionamento dos sindicatos, então diriam que os Partidos são para meninos.

Os sindicatos em Portugal, são estruturas pesadas, antiquadas, com dirigentes que raramente são mudados.

Comparamos os sindicatos ao antigo politburo da Ex-União Soviética, mudaram os líderes, mas o resto do “bureau” continuava lá, e só eram substituídos por morte.

Já ouviram falar em controleiros?
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Se sim, sabem o que são. Se não ouviram falar, nós exolicamos: são as pessoas que em nome de um partido ou de um sindicato, estão lá para controlar, para ver se “não mijas fora do penico”, e se o fizeres, tens o politburo logo à perna.

Os sindicatos não são democráticos, colocam nas empresas ou noutros lugares chave, delegados sindicais da sua inteira confiança, às vezes acertam e colocam pessoas com capacidades, mas na maior parte das vezes os Delegados Sindicais, não estão lá para transmitirem ao sindicato os problemas dos trabalhadores na empresa, estão lá para servirem de correia de transmissão, entre o sindicato e os trabalhadores. Com isto têm a benesse de trabalhar umas quantas horas a menos por semana, e, se tudo correr bem, passam a dirigente sindicais, e nunca mais trabalham na vida… exemplos destes abundam por aí.

Não, os Sindicatos não são democráticos, porque controlam a eleição do delegado sindical, e assim controlam também a eleição dos órgãos do sindicato.

Os sindicatos refinaram a pseudo-democracia, os sindicatos raramente querem mudar de líder, o status quo existente, é-lhes favorável, não lhes interessa ter protagonismo, pelo contrário, quanto mais protagonismo mais visibilidade, e mais visibilidade mais se nota que eles não trabalham, por isso a visibilidade é geralmente só para um, para o líder, e quando este se reforma ou causa ondas de choque, mudam o líder.

Os sindicatos levaram este tipo de actuação para dentro dos partidos, só que nos partidos existe a ambição e o querer ser visível, é menos controlável do que um sindicato, é mais escrutinável, mas como lobby que é, actua em conjunto e consegue sempre ter deputados e gente deles dentro das cúpulas partidárias.  

Com isto tudo os sindicatos esclerosaram-se, não acompanharam a sociedade, raríssimo é o sindicato que acompanha o querer da sociedade.
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Sim consegue levar milhares de pessoas para rua, utilizando o velho “manual da manipulação das massas pela propaganda política”, mas, se virmos bem o nível de sindicalização em Portugal é baixo, está abaixo dos 30%, se não for menos.

Mas como são máquinas pesadas e com um marketing propagandístico bom mas em desuso, vão conseguindo vitórias de pirro.

Aliado a isto, o facto de as estruturas de cúpulas sindicais não mudarem, faz com que fiquem permeáveis ao grande capital.

O dinheiro tudo compra, e compra melhor quem está mais comprometido.

É que os sindicalistas, tal como os políticos, estejam eles no governo ou não, também têm família, e ambicionam grandes lugares para os seus filhos, tios, primos, sobrinhos, amantes etc…

E como estão perto do grande patronato, uma mão lava a outra e as duas lavam a cara, não sendo a primeira vez, nem a última que nas negociações, são deixados cair reivindicações essenciais, porque a empresa A ou B, arranjou um emprego para o filho do fulano C que estava a negociar, ou então que é lembrado subtilmente ao Fulano C que tem lá o familiar a trabalhar… e mais não é necessário dizer… o que dizem nas Tv’s é que as negociações foram duras… Pois imaginamos que deve ser duro ouvir: “Então você está com essa exigência que nós não podemos aceder, tendo cá um familiar seu a trabalhar…”

Os sindicatos ao longo dos anos deixaram de ser uma força viva que zelava pelos direitos dos trabalhadores, e, passaram a ser uma grande máquina que luta para sobreviver à custa e sustentada pela alienação dos direitos dos trabalhadores.

Obviamente, que não podem ser uns mãos largas, e vão obtendo aqui e ali migalhas, que é par anão darem nas vistas.

Os sindicatos da CGTP é que são peritos nisso, fazem muito barulho, mas depois assinam cláusulas piores que os sindicatos da UGT (que chegam a acordo mais facilmente), ou então as melhorias são tão insignificantes que nos fazem lembrar Much Ado About Nothing, de autoria de William Shakespeare, ou seja tanto barulho por nada. Os sindicatos fazem de tudo para sobreviver guerreando-se.

Os sindicatos dizemos novamente são estruturas esclerosadas, chefiadas por velhos sindicalistas retrógrados (sabem bem do seu ofício, mas é esse seu saber que contribui para o definhar do sindicalismo), que teimam em manter-se no poder, teimam em não renovar, e teimam sobretudo a manter a estrutura igual, mas refinada do politburo do soviet supremo.
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Os sindicalistas, como dizíamos atrás, fazem de tudo por andar na sombra, não possuem ambições imediatas de subida, porque sabem que perderão tudo se o fizerem.

Não acreditam? Reparem bem:

Pró: Enquanto forem dirigente sindicais mantêm o seu posto de trabalho na empresa, e, melhor, evoluem na carreira sem estarem lá, sem horário de entrada, também não têm de saída.
Contra: Se forem afastados da Direcção do sindicato, voltam ao posto de trabalho e não tiveram formação, têm de cumprir horários, cumprir ordens, é que picar o ponto é lixado, com horários de entrada e ás vezes o de saída nem por isso.
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Pró: Como sindicalistas têm, viagens gratuitas para congressos, seminários, quilómetros e gasolina paga para o seu carro, acesso a férias mais baratas dos protocolos do sindicato, e não, não são numa espelunca qualquer, é tudo nos locais do bom e do melhor. Representam o sindicato na União Europeia, na OIT e noutros organismos internacionais e são pagos por isso (e bem pagos) se forem eleitos para cargos, o que implica mais viagens e estadias fora do país
Contra: Se sair de dirigente perdem tudo o que está acima se voltarem para o local de trabalho, ou seja pagam gasolina, quilómetros, viagens sai-lhes do bolso.

Pró: Despesas de representação, não tem dias de férias certos, sendo que gozam todos os fins-de-semana prolongados, saem mais cedo à sexta-feira, leia-se não vão da parte da tarde, alguns até saem mais cedo à quinta…
Contra: Se sair de dirigente tem de ser o próprio a pagar tudo, tem de sair a horas, têm 22 dias de férias.
Havia mais para dizer, mas pensamos que já chega, por isso Democracia nos sindicatos?
Isso é bom para os outros…

2. É aqui que entra a parte dos fenómenos que se estão a passar na Europa, as convulsões que acima nos referimos, geradas por movimentos que não se bem de onde surgem, chegou a nosso ver a Portugal, claro por outra via.

Sem surpresa vos digo, pela via Sindical.

Não chegou pela via dos sindicalistas que atrás descrevemos, mas sim por alguém que abriu a pestana e viu uma oportunidade, e agarrou-a.

E agarrou-a tão bem que conseguiu parar o País, conseguiu colocar tudo em convulsão.

E o fenómeno não vai ficar por aqui, porque, apesar da contra informação governamental, apesar do silêncio dos partidos de direita, apesar da tímida reacção dos partidos de esquerda, e da posição dúbia dos sindicatos tradicionais.

Este fenómeno via fazer mossa, no Sindicalismo Português e o fenómeno vai-se estender, mais dia, menos dia aos partidos. Recordem-se que como dissemos atrás e agora mais claramente os Sindicatos é que “manobram” os partidos (uma parte a outra quem manobra é o grande capital).

O defeito desta greve dos Camionistas é eles não saberem transmitir bem as suas reivindicações.

Se um camionista ganha mal? Sim ganha.
E para ganhar mais e chegar a uns míseros 1.500 €, têm de trabalhar mais de 14 horas por dia.

Ou seja, estão a trabalhar o dobro ou quase o dobro do que deviam.

O princípio do Sindicalismo do fim do Séc. XIX 8x8X8 (8 horas de trabalho, 8 horas de descanso e 8 horas de lazer), não está implementado naquela classe (relembramos que outros povos da europa tiram esta quantia a trabalhar semana e meia).
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E isto não acontece só na classe dos camionistas, acontece em muitas outras classes, desde administrativos a técnicos, passando por marinheiros, taxistas etc… e muitos outros. Só que a diferença, neste momento a classe dos camionistas, não está representada pelos sindicatos que no ponto 1 nos referimos. Está representada por um sindicato que não tem “rabos-de-palha” e negoceia duro, como se negociava no início do movimento sindical.

Acresce que com isto, os Camionistas foram directos ao ideal europeu, aos princípios da subsidiariedade, aos princípios que nos andaram a vender que todos os europeus são iguais e que tendencialmente os salários deveriam convergir.

Eles foram direito à ilusão que nos venderam, a muito longo prazo, e querem essa ilusão já.

E é por isso, que achamos que com esta Greve dos Camionistas, o fenómeno que se está a passar na Europa chegou agora a Portugal.

Como vimos escrito no Facebook: “Entrou um Pardal no Galinheiro, imaginem se tivesse sido uma Raposa.”

A Brigada está expectante a ver no que isto dá, e está sempre, sempre pelo direito justo dos trabalhadores.

Tenho muitos galhardetes, bonecos e bandeirinhas
Tenho muitos calendários com vaidades de maminhas
Tenho muitos amoletos p'ra que a estrada me ilumine
Tenho sonho, tenho cama, a minha casa é a cabine.

Sou camionista, sou o maior
Sou camionista, sou o maior
Tenho a minha auto-pista
Onde sou rei e sou cantor…

Tenho vinte e quatro rodas e cavalos p'ra puxar
Tenho um rolo de papel p'ra quando me quero assuar
Tenho duas tatuagens, muitas curvas por fazer
Uma diz amor de mãe, a outra diz talvez.

Tenho sono, tenho fome, mas nunca quero parar
Só não sei por que encosto quando vejo um polegar
Tenho braços bué da fortes que é p'ra agarrar no volante
Mas sinto logo uma fraqueza quando ligas o cantante.

Sou camionista, sou o maior
Sou camionista, sou o maior
Tenho a minha auto-pista
Onde sou rei e sou cantor…



segunda-feira, 15 de abril de 2019

DOGGY BAG 3 -Será desta?



Olá Caros Bloguistas Militantes 
Esta é uma republicação do post que editei em 2007 e em 2010, não gosto de esquecer este tipo de assuntos, e como uma amiga no Facebook (rede social) publicou algo indignada com o desperdício de comida, e que nós, na Brigada, concordamos inteiramente, voltámos então à carga com este assunto.
Quem lê os nossos posts sabe que pode contar com duas coisas, com erros ortográficos/tipográficos (que vão sendo corrigidos ao longo do tempo)  e com um poema/video no final alusivo ao tema.
Sempre que a TV passa imagens de pessoas com fome e/ou em subnutrição ficamos consternados com essas imagens, e pensamos: “Como pode isto acontecer, em pelono Século XXI?”; “Que poderemos nós fazer, para ajudar a erradicar este mal?”
A crise neste momento é generalizada e a pobreza e os casos de fome aumentam… é a “conjuntura estrutural” diremos nós...
Mas o que nos tira do sério e ficamos genuinamente chateados, é quando vemos, aqui mesmo neste nosso Portugal, o desperdiçar de comida... principalmente nos Restaurantes, Cantinas e  Bares.

Se refelectirmos profundamente e pensarmos na quantidade de Restaurantes e afins que existem, e olharmos no final da noite para os caixotes do lixo desses estabelecimentos, vemos a quantidade de comida que lá está depositada para ser levada para o lixo, e se extrapolarmos para o resto dos restaurantes portugueses, chegaremos facilmente à conclusão que o desperdício de comida é enorme...

O desperdício torna-se gritantemente maior, quando através da TV nos chegam os olhares daqueles que devido à guerra, escassez de água  e outros flagelos, nos imploram por alimento... 
Essas bocas, que já nem forças para gritarem têm... fazem ecoar em nós interrogações: “Como desperdiçamos assim as vidas humanas?”; "Como pudémos chegar a tal ponto?"; e por consequência “Como nos permitimos desperdiçar tanta comida?”.

O governo Britânico encomendou um estudo que estimou que a industria hoteleira e da restauração, são as que tem menos preocupação ambiental deitando para o lixo 600,000 toneladas de garrafas de vidro e 3 milhões de toneladas para o lixo de comida por ano.
Sim, leram bem:
"3 milhões de toneladas para o lixo de comida por ano."
E nós, os que silenciosamente vamos deixando nos restaurantes, uma parte das doses que nos é servida, contribuímos desperdiçando comida, que, pelo menos, dariam força para esses seres gritarem por alimento... e fazerem ecoar o seu desespero.
Somos inconsicnetes num acto que por omissão, devido à nossa  ignorancia, torna essa omissão um acto de má fé inconsciente. 
A juntar a isto, sempre assistimos, em silêncio, mas horrorizados, àquelas manifestações de agricultores, que ou atiram leite fora ou então laranjas para o lixo ou destroem tomates e outros alimentos...


Olhando para os países com fome, estas atitudes para nós são uma ignomínia. 
Este desperdício, faz com que rememoremos o enorme Sr. Creosote, do filme "O sentido da vida" dos Monty Python... que explode literalmente depois de tanto comer, quando o criado lhe dá uma simples pastilha.
A ideia de um ser humano morrer há fome é, para nós, no mínimo abjecta.

Assistirmos, calados, a esta miséria directamente nos telejornais na hora em que estamos a jantar é uma negra ironia.
Não ver nenhum Ser Humano cá do burgo indignar-se e mexer-se para dizer BASTA, é um ignorar muito ruidoso que não queremos compactuar.
E quando dizemos para gritarmos BASTA, não é às reportagens que relatam este tipo de acontecimentos. 
Não! 
Nada disso. 
É sim, um BASTA à passividade política e económica dos que assobiam para o lado perante esta calamidade.
Afirmamos que estamos num mundo civilizado e apelidamos os outros de 3º mundo… (tendo agora substituído a expressão por: "em vias de desenvolvimento"). 
Como poderemos pertencer a tal pelotão, quando somos tecnologicamente mais avançados, mas, com esta atitude, socialmente mais retardados.
Como é que os Seres Humanos do mundo civilizado, nos podemos permitir não conseguir ajudar os outros Seres Humanos que são da mesma espécie a sobreviver?
Não será isto uma guerra encapotada?
Não estaremos nós todos a tomar parte dela?
Não estaremos a ser soldados inconscientes?

Vós, que sois crentes, e nas vossas missas, nos vossos cultos, nas vossas igrejas, mesquitas e sinagogas, que falais da partilha do pão, e depois não a concretizam... não serão essas palavras ditas,  pelos vossos sacerdotas, palavras para serem escutados pelos ouvidos de mercador? 
É verdade que existe sobre-população no nosso Planeta.
Somos mais seres humanos do que a Terra consegue aguentar e alimentar.
Estamos a gastar os recursos de que dispomos rapidamente… mas o facto é que ninguém faz nada para contrariar esta tendência.
Alimentamos uma postura de avestruz, contribuímos para que estes números se agravem, cavamos mais o fosso que nos separa desses nossos semelhantes, e contribuímos para que a população mundial aumente e o já preclitante desequilíbrio que isso causa seja mais acentuado.

Os hábitos rurais da idade média, não se perderam.
Quem tem fome e tem terras, como é o caso de muitos Africanos e Brasileiros, só para mencionar alguns, age como ainda nesse tempo estivesse.
E porque é que afirmamos isto?

Porque estes Seres Humanos ainda praticam a cultura da idade média, em que eram necessários muitos braços para trabalhar a terra, para que se possa subsistir economicamente, e onde a mortalidade infantil era, e ainda é, elevada.
Nós, ocidentais orgulhosos, que temos a tecnologia, não a partilhamos, pois se a partilhássemos, os Seres Humanos, como nós, também quereriam contribuir para o equilíbrio do Planeta, assim como alguns de nós queremos.

Mas não... eles, os do terceiro mundo (perdão, dos países em vias de desemvolvimento), têm preocupações mais básicas a suprir... Eles não podem estar com contemplações, chegar vivo ao fim do dia de hoje é uma batalha, nesta guerra que nós teimamos em não dar conta dela.
Mas algo temos de fazer e temos de começar por algo.
Não é algo que vá contribui directamente para a redução da fome, é um princípio, e é do princípio que as coisas começam, é assim uma chamada de atenção à consciência de todos nós, dizendo:
“Os recursos são escassos e nós temos de os aproveitar bem e não os desperdiçar”
Por isso, lançamos, mais uma vez a ideia, de que apesar de não ser origina, e ser seguida em alguns orgulhosos países desenvolvidos, é uma ideia sobre a qual deverímaos reflectirs e começar a praticar. 
A ideia, não é inovadora e é a seguinte:

Quem vai a restaurantes, paga a comida que pede.
Ora se paga a comida que pede, tem direito a ela.

Se não a come toda, porquê enviá-la para trás, para a cozinha onde será deitada no lixo?
Terá vergonha de pedir para a levar para casa?
Porque é que não adoptamos as boas práticas de países que nesta matéria estão mais avançados que nós?
E qual é essa prática?
Em alguns países, os restaurantes, dão (obrigatoriamente) à saída o:
"DOGGY BAG".
E o que é o "Doggy Bag"?
"Doggy Bag" (literalemte o saco do cão ou par ao cão) é um saco com a comida que deixou na travessa,  e que foi para trás e que a cozinha coloca num recipiente para o cliente levar para casa, pois este pagou por aquela quantidade de comida.
Em certos países, o cliente recusar este saco é uma vergonha, e é recriminado socialmente, e, em relação a isto acresce que os restaurantes não aceitam a comida de volta.
Sim, seja em Restaurantes de Luxo ou grandes cadeias de fast food.
Países há, que vão mais longe, os Restaurantes têm coimas, pela comida/Lixo Orgânico que depositam no seu lixo.
Como podem verificar, existem países que são, nesta matéria, a antítese do que se pratica cá pelo burgo.
Cá é quase uma vergonha pedir os restos para se levar para casa, as pessoas falam baixinho ao empregado, dizendo "embrulhe-me isto sff", e rezam par auqeo empregado seja discreto ao entregar-lhe o saco.
Sim, é verdade. 
POR CÁ TEMOS DE PEDIR QUE NOS COLOQUEM O RESTO DA COMIDA DA TRAVESSA NUM SACO, pois se não o fizermos esta vai para o lixo.
A questão é : POrque é que não mudadmos radical e rapidamente os hábitos?
A outra questãoé: Porque que é que por cá temos de pedir algo que é nosso por direito?
Nos outros países dão os restos volutariamente à saída. 
Em Portugal, se alguém pedir os restos, porque legitimamente a eles tem direito, ainda se justifica perante o grupo de amigos que o olha com desdém ou algo parecido... há e tal é pró cão.
Basta da nossa hipocrisia.
Basta!
Se continuamos a permitir que os restos vão para o lixo, estamos no mínimo a contribuir para esta guerra, estamos a ser soldados voluntários nesta guerra. E se assim for não nos podemos queixar dos que nada fazem e podiam política e economicamente agir.
Comecemos nós por pedir a paz, comecemos nós por deixar de combater. Sejamos pró-activos.
Se assim o fizermos, temos toda a legitimidade para pressionar os políticos a implantar a política obrigatória dos “DOGGY BAG" no nosso país.
E o que nós queremos, é que esta política seja implementada rapidamente e em força. 
Este será o primeiro passo entre muitos outros que temos para dar, para evitarmos o desperdício de comida, e para alertarmos as consciências políticas e económicas que temos de agir e erradicar a fome do nosso planeta e que temos de olhar pela nossa espécie. 

Urubu tá com raiva do boi 
Baiano e Os Novos Caetanos Composição: Chico Anisio e Arnaud Rodrigues
“Legal... me amarro nesse som, tá sabendo?
O medo, a angústia, o sufoco, a neurose, a poluição
Os juros, o fim... nada de novo.
A gente de novo só tem os sete pecados industriais.
Diga Paulinho, diga...
Eu vou contigo Paulinho, diga”

Urubu tá com raiva do boi
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mais o boi não quer morrer
Não tem alimentação

Urubu tá com raiva do boi
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mais o boi não quer morrer
Não tem alimentação

O mosquito é engolido pelo sapo
O sapo a cobra lhe devora

Mas o urubu não pode devorar o boi:
Todo dia chora, todo dia chora.
Mas o urubu não pode devorar o boi:
Todo dia chora, todo dia chora.

“O norte, a morte, a falta de sorte...
Eu tô vivo, tá sabendo?
Vivo sem norte, vivo sem sorte, eu vivo...
Eu vivo, Paulinho.
Aí a gente encontra um cabra na rua e pergunta: ‘Tudo bem?’
E ele diz pá gente: ‘Tudo bem!’
Não é um barato, Paulinho?
É um barato...”

Urubu tá com raiva do boi
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mais o boi não quer morrer
Não tem alimentação

Urubu tá com raiva do boi
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mais o boi não quer morrer
Não tem alimentação

Gavião quer engolir a socó
Socó pega o peixe e dá o fora

Mas o urubu não pode devorar o boi
Todo dia chora, todo dia chora
Mas o urubu não pode devorar o boi
Todo dia chora, todo dia chora

“Nada a dizer... nada... ou quase nada...
O que tem é a fazer: tudo... ou quase tudo...
O homem, a obra divina...
Na rua, a obra do homem...
Cheiro de gás, o asfalto fervendo, o suor batendo
O suor batendo (4 x) ”


Ele há cargas fantásticas, não há? A Brigada quando come fora pede sempre o “Doggy Bag” e em casa faz “Roupa velha” que é bem bom.