As minhas cachadas no Geocaching

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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Laicismo e Laxismo

As religiões são e sempre foram um mal no mundo.

O que condicionam mentalmente as sociedades, as regras insanas e estúpidas que impõem... e que os da organização não cumprem.

Os fanáticos religiosos são o pior que a sociedade pode produzir, fracas mentes que pensam que os outros têm de pensar e agira como eles, e como não aceitamos tal, essespobres coitados, agem pela força, pelo terror.

Se já é terror o termos de "levar" com religiões, os seus dogmas e imposições, termos de levar com loucos fanáticos a quererem impor a sua vontade, julgando que estão munidos da razão e do saber, então isso é o fim do mundo.

Cada vez que o mundo está sob influência de uma só religião, regride, atrasa, estupidifica, caminha para o abismo, acaba com a diversidade, cultura, expressão, criatividade e tudo o que de mau está associado, e o pior é que está tudo transvestido de moral e bem.

A sociedade sempre produziu mentes fracas e incapazes, que se agarram a tudo e mais alguma coisa para justificar a sua existência na Terra e na promessa da vida eterna, quando se juntam e querem fazer a sua vontade a muitos a coisa azeda.

Azedou nas cruzadas, já tinha azedadouns séculos antes no Egipto, e antes com os Babilónios, e depois, com os muçulmanos... da religião pouca coisa advém de bom... sim porque nem tudo é mau , se fosse tudo mau , o pessoal passava ao lado.

Esta mania de quererem que todos acreditemos em algo, e a mania de sermos monoteístas, e dentro do monoteísmo o seu apego ao seu Deus como sendo o único e bom, já foi motivo para tantas guerras, e sendo mais refinados, a minha maneira de pensar no nosso Deus é melhor que a tua, e até isso já deu origem a guerras.

Sim a religião é nefasta, e é um motivo de nos odiarmos uns aos outros.

Não somos a favor das religiões, mas elas existem.

Descendo ao nosso burgo, e partindo sempre do principio que somos contra as religiões, mas não somos contra quem as professa em paz, e não chateia os outros, posto isto, não compreendemos, porque é que nos locais onde estão os mais vulneráveis, como Hospitais, Prisões, Centros de Acolhimento só têm livre acesso os Padres Católicos.

Num país que é laico e nada deve ao Vaticano, esta subserviência tira-nos do sério, e pior é que todos tomam isto como uma normalidade.

Utilizando uma figura da religião, diríamos que "é nos pormenores que o Diabo está à espreita", e enquanto estes pequenos nadas não forem banidos da sociedade, a evolução humana continuará condicionada.

Evoluímos lentamente ao longo de séculos, pela moral religiosa que foi imposta na maioria dos países... mas o que assistimos hoje é que o ensino degradou-se, a exigência baixou, o consumismo aumentou, a indiferença reina.

Os Políticos a nível mundial, já não sabem chegar a consenso, tudo se está a tornar politicamente ingovernavel, mas mercantilisticamente apetecível.

Estamos a deixar de ser pessoas e cidadãos, e passar a ser um número, um consumidor, um fornecedor de dinheiro frequente às grande smultinacionais, e quando deixas de interessar passas a lixo.

Assim não pode ser, existe vida, muita vida, para além do dinheiro....


A Brigada não é um número mas um conjunto de Homens Livres, que luta par aque isso aconteça com todos.

Iron Maiden- The Prisoner




We want information, information, information."
"Who are you?"
"The new number two."
"Who is number one?"
"You are number six."
"I am not a number, I am a free man."
"HAHAHAHAHAHAHAHA."

I'm on the run, I'll kill to eat,
Starving now, feeling dead on my feet.
Going all the way, I'm nature's beast.
Do what i want, I do as i please.

Run, fight, to breathe, it's tough.
Now you see me, now you don't.
Break the walls, I'm coming out.

I'm not a prisoner, I'm a free man,
And my blood is my own now.
Don't care where the past was,
I know where I'm going...out.

If you kill me, it's self defence.
If I kill you, then I call it vengeance.
Spit in your eye, I will defy.
You'll be afraid when I call out your name.

Run, fight, to breathe, it's gonna be tough.
Now you see me, now you don't.
Break the walls, I'm coming out.

I'm not a prisoner, I'm a free man,
And my blood is my own now.
Don't care where the past was,
I know where I'm going.

I'm not a number, I'm a free man,
I'll live my life how i want to.
You'd better scratch me
from your black book,
'Cause I'll run rings around you.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Reformas na UE -Você não entende nada

Já há muito que passou a hora de reflectir.
Chegou a hora de agir, e de agir depressa, bem e certeiramente.
Mas o que fazer quando não se pensou e/ou reflectiu atempadamente?
Nós dizemos: acontece o pânico e o CAOS, e só com muita sorte se acertará e se conseguirá passar a tormenta.
A Europa, a sociedade europeia está em declínio e poderá não ter safa, poderá estar a acontecer o mesmo que aconteceu com a queda do império romano.
Sim, tinha logo de ser no nosso tempo... e como somos nós os que somos deste tempo, cabe a nós resolver o imbróglio em que nos metemos ou não...
Já sabemos, poderemos optar por nada fazer, se assim for, a cultura europeia ocidental tal como a conhecemos não terá futuro, mas poderemos optar por fazer algo.
Sim,  nós temos de fazer alguma coisa de concreto... e, não agir como temos estado a agir até agora, parecido com o comité do filme "A vida de Brian"  (vejam carregando em cima do título), em que só se fazem moções e teorias e não se age, não se mexe uma palha.
A Europa (CEE) foi construída por homens bons e sob nobres ideais, que ainda se vão mantendo.
A ideia de conseguir erradicar a guerra, e de os povos interagirem em tempos de paz, e com isso trazer a prosperidade e felicidade a todos é um excelente ideal.
Mas até a paz tem os seus inimigos.
Quando os homens se conseguem entender ao nível das nações, e conseguem a prosperidade, existem sempre quem não olhe isso com bons olhos, seja a Rússia, seja a China, sejam os EUA, seja que país ou corporação for.
Por isso temos de estar atentos e ter lideranças fortes, para fazer face a estes problemas, delinear estratégias e manter os países fortes e os cidadãos prósperos e felizes.
Infelizmente não é isso que tem acontecido, e em parte devido ao Politicamente Correcto, ao medo de dizer não, ao receio de ir contra o Status Quo.
A Europa precisa de Pensar, Reflectir e Agir, e não fazer o que está a fazer que é só reagir.
É urgente não ter só comités que se reúnem indefinidamente, e tomam decisões por consenso, no menor denominador comum.
Isso prejudica-nos, pois cada país ainda e sempre têm as suas especificidades, o seu povo que é diferente do povo do país vizinho, a sua cultura, os seus costumes, querer uniformizar tudo a régua e esquadro dá mau resultado como temos estado a ver.
A uniformização é boa, mas em mate´rias específicas que não retirem as identidades aos povos, dou como exemplo o combate à corrupção, a uniformização de impostos, a uniformização de salários, a uniformização das designações das qualificações e as matérias mínimas exigidas a todos os trabalhadores e estudantes europeus, a justiça e o acesso à mesma, o ensino e o acesso ao mesmo, isto sim pode ser uniformizado, todos com iguais oportunidades.
Mas fechámo-nos em gabinetes e em comissões, e foi isso que nós fizemos, há uns anos atrás, o pior dos disparates, e o principal foi RECRUTAR para FUNCIONÁRIOS DA UE, os funcionários públicos de todos os países envolvidos.
Se nos respectivos países os Funcionários Públicos são o que todos sabemos, ou sejam burocráticos, juntá-los todos num bolo europeu, foi um erro colosal.
É que ao tomar contacto uns com os outros, eles refinaram, e podem até ter reduzido a burocracia (que não reduziram), mas a inação que caracteriza esta força dos estado potenciou-se.
E com a burocracia a nível monstruoso, as coisas não andam, arrastam-se.
E com isso vem o descrédito e a falta de participação, as coisas que são "TOP SECRET".
As instituições europeias precisam de ser democratizadas, os cidadãos europeus, necessitam e tem de sentir que participam mais nesta Europa.
O eurocpeticismo advém da má conduta dos governos, em que tudo de bom que acontece são eles que fazem e tudo de mau é sempre culpa da Europa, depois admiram-se destes resultados.
A Democracia europeia e a própria União estão em risco, mas existem soluções aceitáveis, modificações que necessárias para que passemos a ter uma Europa forte.
Só por tópicos vamos aqui apontar, em futuros posts sustentaremos:
1- Ensino gratuito em todos os países da Europa (Desde o ano zero até ao pós doutoramento)
2- Ensino de qualidade e não para as estatísticas, ou seja acabar com o facilitismo, dar aos professores de novo o controlo da sala de aula, quem sabe e merece passa, quem não sabe e não merece não passa.
3- Impostos iguais em todos os países da UE para os cidadãos, indústrias, comércio, ou seja o Português paga o mesmo com o Sueco e com os direitos iguais.
4- Politica de restrição de imigração para a UE, complementada com investimento nos países de onde essa migração vem, ou seja melhoria da qualidade de vida desses povos, com programas comunitários de ajuda, fazendo com que diminua a vontade de migração.
5- Incentivo da migração interna, para diminuição do desemprego
6- Tabelas salariais mínimas (não máximas), para os empregos europeus, havendo acordos colectivos de trabalho a nível europeu e não nacional, o que obriga a um fortalecimento e consciencialização dos sindicatos e a uma negociação a nível global , o que equilibra a balança entre empregadores e empregados.
7- Obrigatoriedade de prioridade de contratação sindical, excepto para as profissões liberais, ou seja quem quiser ser contratado preferencialmente estará filiado num sindicato, os sindicatos ficam com a bolsa de emprego.
8- Obrigatoriedade dos sindicatos darem formação profissional, e estágios, assim os empregadores quando quiserem contratar alguém sabem que tendo a garantia do sindicato que o trabalhador está apto a desempenhar as funções, em qualquer país da Europa, e os sindicatos têm a garantia que o trabalhador não recebe menos que o mínimo estipulado em acordo colectivo, e é uma forma de combater a contratação ilegal.
9- Reforma das instituições da UE, maior democratização, conhecimento de quem se propõe a dirigir-nos, e votação do seu programa. Dupla câmara na UE. Senado e Parlamento, com eleições desfasadas.
10- Ir para além da política, Assento dos comités de interesses numa Assembleia que propõe legislação e medidas ao Senado. Assembleia Jovem, Assembleia de Anciãos. Onde iriam reunir uma vez por ano, durante uma semana e discutiriam matérias, apresentariam propostas par ao Senado ponderar e legislar.em 3 palavras Participação, Participação, Participação.
11- Igualdade de oportunidades com subsidiaridade enquanto o equilíbrio países do Norte, Países do Sul não atingisse um patamar digno.
E mais muito mais, é necessário implementar nesta Europa, para acabarmos com as desconfianças, como os extremismos, mais conhecimento entre os povos, e isso é tarefa de uma comissão permanente, não de um conselho.
Não se ama aquilo que se desconhece. Temos para nós que as críticas de uns povos da Europa, com dogmas e ideias erradas provém na sua maior parte do desconhecimento.
Promover o conhecimento da Europa, aos cidadãos europeus, é um começo.
A volta do romantismo é necessário, e é mais importante do que vós julgais.
Incutir o amor pela nossa Europa é o começo de um contra-ataque eficaz contra os Chicago Boys, que em posts anteriores já nos tínhamos referido, e é um ataque que eles não estão à espera.
Queríamos deixar aqui uma nota, não queremos apelar à xenofobia, de Europeus contra o resto dos países do mundo. Não, Nada disso!
Estamos só contra os Chicago Boys e a sua politica planeada que asfixia a Europa, e condiciona todos os países do mundo.
Somos até pela eliminação das fronteiras, mas até lá, os pequenos passos, leva-nos primeiro a uma Europa Unida, o resto é por acréscimo.
Como dizíanmos no início :
Já há muito que passou a hora de reflectir.
Chegou a hora de agir, e de agir depressa, bem e certeiramente.
E se você não vê isso, então você não entende nada.



Você Não Entende Nada

Quando eu chego em casa nada me consola
Você está sempre aflita
Lágrimas nos olhos, de cortar cebola
Você é tão bonita
Você traz a Coca-Cola eu tomo
Você bota a mesa, eu como, eu como
Eu como, eu como, eu como
Você
Não está entendendo
Quase nada do que eu digo
Eu quero ir-me embora
Eu quero é dar o fora
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
Eu me sento, eu fumo, eu como, eu não aguento
Você está tão curtida
Eu quero tocar fogo neste apartamento
Você não acredita
Traz meu café com suíta, eu tomo
Bota a sobremesa eu como, eu como
Eu como, eu como, eu como
Você
Tem que saber que eu quero correr mundo
Correr perigo
Eu quero é ir-me embora
Eu quero dar o fora
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo


A BRIGADA DEFENDE UMA EUROPA UNIDA E SOLIDÁRIA, UMA EUROPA ONDE TODOS OS CIDADÃOS TENHAM IGUALDADE DE OPORTUNIDADES, SALÁRIOS IDÊNTICOS, IMPOSTOS IDÊNTICOS E UMA JUSTIÇA IDÊNTICA. A BRIGADA DEFENDE A EUROPA.






segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O Sonho económico dos Chicago Boys

A crise, a crise e o trabalho, fez com que nós ainda não terminassemos estes "posts" que nós dissemos que iamos fazer.
A verdade é que a razão vai para além do trabalho e para além da crise, é que uma forte desmotivação nos assola.
Estamos tristes, e não é aquela tristeza de um qualquer Ronaldo quando perde uma final, é uma tristeza que acontece por ver o país que nasci, esta parte da terra, começar a esfumar-se.
Os sonhos já foram, aqueles que dizem que não se podem destruir sonhos, deixem-nos dizer, se os vossos sonhos permanecem é porque não viveram em Portugal.
Mas apesar destas vicissitudes vou tentar terminar estes posts...para já vamos novamente e pela segunda vez. fazer uma nova publicação, mais compacta....a ver vamos.
Para os que só agora me seguem, estes posts foram iniciados antes dos Pec's, antes das crises, ainda Sócrates era primeiro ministro.


Caros Bloguistas Militantes
Este post tem 26 capítulos, sim 26.
Este é a introdução...
Quando publicámos a primeira vez este "post", a situação económica de Portugal estava a começar a degradar-se, quanto a nós esta crise dá-se devido a um ataque bem planeado ao EURO por parte dos especuladores, mas não só, está a ir muito além disso, foram expostas todas as nossas fragilidades, incapacidades e inabilidades, não só dos Portugueses, mas dos povos da Europa.
A Europa que devia estar numa demanda de fortalecimento, parece estar podre e a esfumar-se.
O Sistema Capitalista já não é mais o sistema Capitalista, é um ganhe quem puder, e quem pode são os que sempre puderam e cada vez podem mais.
E quanto às regras?
Não as há.
O ataque à Europa, começou logo com a ideia da criação do Euro e da zona euro, ao fazer nascer uma moeda forte que compete directamente com o Dólar, mexemos num ninho de vespas, o problema é que esquecemo-nos de levar a protecção.
O facto de a moeda ser competitiva e que na sua curta existência está mesmo a tomar o lugar do Dólar nas trocas comerciais mundiais, tinha de sofrer um contra-ataque.
E ele aí está, e nós não estávamos e ainda não estamos preparados.
Nunca iremos estar, nem quem o faz nem contra quem é dirigido, as consequências de tal ataque é sempre uma incógnita.
A esta causa das coisas, alia-se uma China forte que possuí mais de 60% da dívida americana e que possuí um mercado interno que não respeita os direitos dos trabalhadores, acresce a isto um mercado mundial completamente desregulado após a queda do muro de Berlim.
A China com cerca de 1/5 da população mundial, acordou, sabe que tanto pelo poderio económico como pela vantagem populacional pode ditar tendências e dirigir o mercado.
É um gigante económico, um gigante económico que não quer saber de indústrias com regulação ambiental, direitos dos trabalhadores e da protecção dos mesmos, não quer saber da ilegalidade do trabalho infantil.
E é neste "cadinho" em que vivemos que se está a começar a bitolar esta confusão onde estamos metidos.
A China, foi refinando, e passou da produção de produtos copiados, manufacturados sem muito rigor, tendo já dado o salto para uma indústria de ponta que já começou a produzir efeitos e dividendos.
Os EUA estão a perder a supremacia económica que ganharam desde a II Guerra.
O ataque das empresas de rating e as falsas notícias em jornais internacionais que apoiam esse ataque, fazem parte de uma orquestração feita para a sobrevivência da supremacia das empresas multinacionais  americanas ou das suas multinacionais, o Euro não serve, o Dólar tem de ter a supremacia.
E neste momento assistimos a uma acalmia e a uma recuperação, mas, receamos que isto só acontece porque estamos no olho de um furacão, e o mau tempo vem aí novamente.
É verdade que enquanto o pau vai e vem, folgam-se as costas, mas, os países europeus, poder-se-iam acautelar e preparar para uma nova tempestade, e, o que vemos por essa Europa e em Portugal inclusivé, não nos estamos a preparar.
Este é o nosso pensamento que não percebemos rigorosamente nada de economia, mas nós assumimos isso, não somos como os economistas que dizem que entendem mas pelo que vemos andam completamente à nora.
A falta de pulso político e de liderança na Europa, tem como consequência o facto de ainda não ter achado um rumo para a Europa.
A falta de liderança, falha a projecção e efectivação de um caminho consolidado.
O facto de termos uma Europa a muitas vozes, implica a falta de uma medida fundamental, implica o "esquecimento" de uma medida protectora do Euro e a falta de uma autoridade reguladora/fiscalizadora.
O que atrás afirmámos tem como consequência deixar a Europa vulnerável a ataques.
E, se fossemos o adversário,  por onde é que começariamos tais ataques?
Tal como numa guerra convencional, o ataque começou por debelitar o país mais vulnerável da zona euro, a Grécia.
Esse era um alvo apetecível e até expectável, um país que mascarou as suas contas e que ninguém viu, pode ou quis ver.
Os políticos desta estratégia/tragédia grega conseguiram esconder e mascarar a situação durante anos.
Não consiguimos entender, como é que uma Europa cheia de eurocratas rigorosos, na agricultura, nas pescas, aquela Europa que uma vez mandou retirar vinhas e oliveiras, a mesma Europa que da outra vez as mandaram plantar novamente, impondo uma PAC que levou muitos agricultores a desistir do seu ofício, e muitos até foram incentivados a "compar jeeps".
Esta é a memsa Europa que é responsável pelo aumento inusitado da Imigração na Europa, como é que estes eurocratas tão atentos para uma coisa deixam passar a gigante locomotiva grega impunemente?
Estes eurocratas que mandam nos políticos, erraram e deixaram vulnerável o euro e a Europa ao ataque que está em curso.
Portugal, Espanha e a Irlanda, são os países que sofreram por parte dos MEDIA, mentiras propaladas para que este ataque ao Euro tenha sucesso, ou seja os Eurocratas, além de não fazerem o seu trabalho como deve de ser, ainda erraram por omissão.
A Irlanda, a Grécia, Portugal e agora a Espanha, com aquele mito urbano que diz que os latinos são por norma pouco rigorosos, em comparação aos países do norte da Europa, foi levado à letra e tornou-nos no alvo principal deste ataque.
Ao se ter inventado notícias, destabilizaram os mercados e artificialmente tornaram verdadeiras as situações que inventaram para esses países. Acreces a isto tudo, o facto de que a alta finança ser muito assustadiça, e uma mentira tem um efeito explosivo, as empresas de rating sabem disso, são uma espécie de carroceiro que tem a cenoura que faz andar o burro... influenciando assim o mundo económico.
Quem os fiscaliza?
Ninguém!
A escola económica de Chicago, onde em tempos se reuniu a finança e a política para aprovar medidas para as décadas seguintes.
É um ataque planeado, pois essas medidas de desregulação, pensadas no final dos anso 70 do Século XX, e que foram começadas a ser implementadas nos anos 90 do Século XX, acabaram de ser implementadas no princípio dos anos 2000, e estão a acontecer e aproduzir efeitos neste momento.
Foi um trabalho de formiguinha, muitos dos que gizaram essa política, já faleceram, e quem o fez, os senhores que o pensaram ficaram conhecidos por Chicago Boys, e , após muitas décadas do planeado estão a conseguir os seus intentos e nós estamos a reagir tal e qual como eles previram.
Os mercados recebem mensagens dúbias e contraditórias e não sabem como reagir.
Quando os mercados não sabem como reagir, reagem todos da mesma maneira, como um rebanho de carneiros e ovelhas que são assolados por lobos, reagem mal...
A reacção é precaverem-se, e ao tomarem essa atitude, isso tem a implicação de haver menos mercado.
Menos mercado porque existe uma retracção, havendo retracção não há crescimento, não havendo crescimento mais o rebanho se precavê, e caímos assim num círculo vicioso.
Os Estados perderam autonomia e estamos entregues aos caprichos destas empresas de rating, empresas essas que  que são comandadas pelo grande capital.
Estamos nas mão de um capital transnacional e são eles os seus próprios árbitros na economia mundial.
São eles que são os árbitros da economia portuguesa também, mas é um árbitro tendencioso pois está comprado e age deliberadamente para o lado que lhe convém, por essa razão entramos no jogo já a perder e por muitos golos, e mesmo que marquemos eles irão sempre ser anulados por fora de jogo. Nós, Europeus, acordámos tarde e não estamos a tomar as medidas necessárias para colmatar o nosso erro de termos acordado a meio do jogo, e o mais grave, é que os nossos adversários sabiam que esta era a reacção da Europa, pois era prevísivel.
Quando nós atacámos, atabalhoadamente, sem estratégia, o inimigo já estava à espera.
Como diria Sun Tsu, no seu Manual "A arte da Guerra", obviamente que após o ataque do inimigo, tinha de haver uma reacção a esse ataque... aliás foram eles próprios, os inimigos, que forçaram esta reacção, eles queriam que nós reagissemos rapidamente, pois ao reagir rápido, ragiríamos mal , como sucedeu. O inimigo provocou essa reacção fazendo ataques especulativos, e sabiam que iriam obter uma reacção rápida, tosca e atabalhoada, tudo correu como os Chicago Boys planearam.
Ao nos obrigarem a ter esta reacção, levou-nos ao efeito negativo, esse efeito que foi anunciado aos povos e que eles não estão a gostar, são eles: o aumentar os impostos, o baixar os salários, o abdicar de parte ou da totalidade do 13º e do 14º mês, direitos adquiridos.
Os direitos que que os mandadores da alta finança não gostam, sempre abominaram, e que ao longo dos tempos sempre fizeram para que nunca fossem cumpridos, é que o cumprimento desses direitos sai-lhes muito caro, e o sair caro baixa os seus lucros.
Como os governos não têm coragem, imaginação ou força para os enfrentar, consegue assim  a alta finaça controlar e manipular estes fracos governos que estavam a tentar fortalecer-se através de uma união económica e monetária.
As medidas de austeridade que estão a ser tomadas estavam e estão assim a ser previstas pelos promotores deste ataque.
E esfregam as mãos de contentes, estão a destabilizar os já fracos governos europeus individual e colectivamente.
Isto quando o mar bate na ....e está a bater...quem se lixa é o mexilhão.
Atacaram o nosso país, a Espanha, a Irlanda, tendo começado pela Grécia, que era o país mais vulnerável, comparando-nos e colando mais 3 países no mesmo plano que a situação grega, não fizeram nada mais do que já tinham feito há uns anos  aos países do terceiro mundo, classificando-os como tal.
Todos recordamos, e alguns ainda usam essa designação desta desclassificação e rotulamento com o nome de terceiro mundo. A alta finaça ao fazê-lo, implicou que eles continuassem como países pobres e à margem da alta finança mundial.
O problema é que não estamos todos, desde a Alemanha a Portugal, a reagir como deveríamos, o problema é que estamos todos a reagir todos da mesma maneira e o problema mais grave, é que influênciados pelos países nórdicos, estamos a reagir segundo as regras, ou seja, segundo a vontade dos Chicago Boys, e ao reagir assim estamos a fazer o jogo deles, ao reagir assim estamos a proceder mal, porque o resultado já sabemos como vai ser.
Este é o principal trunfo dos Chicago Boys, é esta reacção generalizada que é toda da mesma maneira.
E porque é que isto acontece?
Isto acontece porque infelizmente as universidades de Economia não fizeram o seu papel, todas ensinam pela mesma cartilha, pela cartilha impostapelos Chicago Boys.
É por esta razao que os economistas parecem ser todos da mesma escola, é por isso que reagem todos da mesma maneira; não existem economistas que digam que "O Sol não anda à volta da terra". Economistas com pensamento diferente não existem ou se existem não se manifestam ou então não estão a ter peso relevante.
As escolas de pensamento económico europeu não são diferentes das escolas dos EUA. Nós somos fieis e continuamos a defender a máxima que o político Sueco já falecido, Olof Palm, dizia: Não quero acabar com os ricos, o que eu quero é acabar como os pobres.
E para que essa filosofia singre existem outro tipo de políticas a tomar.
Os países que não querem saber disto para nada, vão ter uma dura realidade pela frente, é que a tensão social começa a aumentar.
Este alheamento do resultado das más políticas, que enviam par ao desemprego milhões, vai começar a sofrer um efeito de alastramento pelos países europeus.
Agora imaginem se um dia os desempregados se unirem na Europa... é que já são mais de 20 milhões...
É que quando isto acontecer vai pegar fogo, vamos infelizmente ter problemas graves de distúrbios e estaremos a contribuir para que o plano de ataque ao Euro que a alta finança gizou vá resultar em pleno.
Tudo isto não esconde nem mascara o facto de que a crise Portuguesa seja uma dupla crise.
 Ela é conjuntural e estrutural.
Por um lado é o resultado pela crise provocada pela situação internacional e o ataque ao euro, essa é a crise conjuntural
Do outro lado temos o facto de Portugal possuir um tipo de empresários mal formados e preparados, conjugado com um Estado que se enredou na sua própria teia, acresce a isto tudo o facto de também termos uns trabalhadores e os seus sindicatos sem rumo, sme criatividade, antiquados, voltados para sim esmos, e às ordens do PCP ou de outros partidos, sindicatos não independentes, que quando lutam não defendem os trabalhadores mas sim os interesses partidários.
É este o nosso problema estrutural, pois a nossa produção e matéria prima é deficitária e sem imaginação, se rumo, sem estratégia, sem pensamento virado par aa sociedade, e só par ao lucro localizado e individual.
Temos de apontar caminhos, arranjar estratégias, diferentes das habituais, mas que sejam consonantes com o bem estar social. Por isso perguntamos:
Por onde ir?
Que caminho seguir?
Que fazer?
Que medidas a tomar?
E a resposta não é fácil, assim como não é fácil, implementar medidas de contravapor pois os adversários são poderosos e com uma excelente estratégia ganhadora. Vamos deixar aqui os tópicos que apontam caminhos para sairmos, e já agora queremos dizer que o romper dos paradigmas, feito pelo actual governo do Partido Socialista, é um princípio, tímido mas é um principío e já começou a produzir efeitos, só que temos de ir mais longe, há que consolidar a estratégia, há que pensar o projecto estrutural, para ultrapassar o conjuntural.
Nos próximos posts será o desenvolvimento destas ideias, não estarão por ordem nem poderiam estar, com umas sabemos que alguns concordarão com outras, mas também sabemos que outros discordarão, mas é a nossa perspectiva que não somos economistas e não seguimos a escola de Chicago, e sabemos que os que seguem essa escola, ou seja a grande esmagadora maioria, dirão que não pode ser e apontarão logo defeitos.
Relembramos que por muitos defeitos que apontem, os principais responsáveis para chegar a esta situação, foram eles, os que irresponsavelmente não se precaveram contra a escola de Chicago, os que não apostam numa Europa forte, os que seguem as regras que lhes estão a ser impostas, são aqueles cujas soluções são aquelas que não produzem efeitos, ou seja, são aqueles que não têm soluções para o que está a acontecer.
A nossa receita, que não é milagrosa, é para ser aplicada em Portugal e as outras, mais globais, é com o intuito de as aplicar na Europa e quiçá no mundo inteiro, o que sabemos é que as nossas soluções não serão as únicas.
As oluções estão abaixo elencadas, e são as seguintes, começamos logo pela mais polémica:
  1. Não e paga! Não se paga!
  2. O sorteio da ilha de Malta
  3. O caso dos Impostos dos países do norte da Europa e nos EUA;
  4. Acabar com o PEC colocando as caixas on line
  5. Ambiente, transportes e Grandes Empresas públicas
  6. Taxação dos veículos particulares na entrada das cidades, importação de energia
  7. O exemplo vem de Mafra
  8. Cumprir horários e "la siesta"
  9. A justiça elementar , os advogados e a regulamentação das leis.
  10. A transparência e a publicidade das contas e os impostos justos (não é só a oposição que tem o direito de ser informada, mas todos os cidadãos)
  11. Regulação efectiva e eficaz da economia, tabelação temporária dos preços pelo governo
  12. Os bancos não fogem : Grandes fortunas, bancos, e outros : fiscalização e pagamentos de impostos e paraísos fiscais
  13. Lei dos solos, arrendamentos e especulação imobiliária
  14. Função pública esse elefante branco que temos de pintar de outra cor, orçamento de base zero
  15. O sector primário, a agricultura biológica, a PAC e outros eurocratas;
  16. O sector secundário
  17. O sector terciário
  18. Analfabetismo, religião e o laicismo do estado
  19. Salários
  20. Sindicatos e afins
  21. Patrões e suas confederações
  22. Concertação social
  23. A nota de euro
  24. Reforma da política interna 1
  25. Reforma da política interna 2, as forças armadas e outros
  26. Reorganização e fortalecimento da União
Pronto e resumindo são estes os títulos dos próximos 26 posts que eu vou tentar escrever, para dar a nossa perspectiva sobre a solução económica e as estruturas que a devem suportar... para que a Democracia vença e a República também em Liberdade. Igualdade, Fraternidade e Solidariedade. 


Sonho Impossível-
Chico Buarque
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA ATÉ FAZ SACRIFÍCIOS MAS TEMOS DE SER TODOS A FAZÊ-LOS E EM PARTES IGUAIS NÃO UNS MAIS QUE OUTROS.

domingo, 26 de novembro de 2017

Turismo ou pode alguém ser quem não é?


Já que hoje vamos falar de ingleses, nada como destacar o Blogue "A Câmara dos Comuns", um blogue que tem um olhar sobre a nossa Sociedade escrito por vários colaboradores... ver em http://camaradecomuns.blogs.sapo.pt/

Pode alguém ser livre
se outro alguém não é
a algema dum outro
serve-me no pé
nas duas mãos,
sonhos vãos, pesadelos
diz-me:
Pode alguém ser quem não é?

Caros Bloguistas Militantes

Cerca de 260 mil estrangeiros do Norte da Europa escolheram Portugal para viver.
A facilidade em viajar é um dos principais factores responsáveis pelo crescimento desta escolha

Os mercantilistas gostam de apelidar de mercado, esta escolha voluntária para viver num país com sol, calmo e diferente dos de origem. Para mim é bom gosto, e a opcção de conhecer e viver novas realidades.

As demandas radicais religiosas que estamos a assistir em todo o mundo e que atingem todas as religiões, parecem uma doença mental insana do ser humana que é contagiosa, é algo, que nos dias de hoje, infelizmente, estamos a assistir com uma frequência crescente.

Aliado a esta reserva mental religiosa, que a todos condiciona, temos uma mudança climática, que sabemos cíclica, pois os tempos mais frios ou mais quentes, são cíclicos, a geologia explica-nos isso, que de x milhares de anos em x milhares de anos, isso acontece e perdura também x milhares de anos, o que implica que os seres humanos avancem ou recuem para junto ou para longe das costas, para climas mais temperados e/ou mais amenos e suportáveis.

Mas, hoje em dia, temos de acrescer a esta equação geológica, que os seres humanos são milhares de milhões o que complica a coisa.

O facto de nesta era que vivemos, estarmos a assistir a uma mudança climática, não é algo novo, o novo é que agora existem fronteiras, o que não acontecia na última mudança geológica.

Temos por isso , uma série de factores que contribuem para a desestabilização das sociedades humanas, que, se não forem acauteladas vão descambar em vários conflitos, que se unirão num só.

Até lá o que assistimos é ao aumento do turismo, e o aumento do turismos trás dinheiro, mas também trás pessoas...para os locais um turista é bom, dois é suficiente três já é demais, isto porque a iliteracia, a falta de paciência, a baixa condição social, são sempre um cadinho para os loucos e radicais religiosos e/ou políticos e/ou xenófobos.

Seja como for, os voos low cost e regulares atraem novas famílias para o nosso país, nomeadamente para o Algarve e grandes cidades.

Se em 2007 foi o ano em que mais nórdicos deixaram o seu país e vieram para o nosso, 10 anos depois, 2017 a quantidade de chineses, americanos e franceses que por aí andam a comprar propriedades, é enorme.

Tanto que já assistimos a uma descaracterização de vários locais das cidades, o que se por um lado reaviva as cidades e dizem que elas estão vivas e evolutivas, por outro descaracterizá-las é para os locais uma afronta intolerável.

O segredo está no equilíbrio, só que como os políticos que temos, esse equilíbrio implica compromissos futuros, e políticos com visão, neste momento dúvido que exista algum, todos vivem para as espuma dos dias, nada diferente da sociedade de onde todos nós viémos que também pensa assim na sua grande maioria.

É preciso equílibrio em tudo, o Turismo é bom, o turismo massivo é óptimo, ter visão de futuro de modo a que o Turismo Massivo não prejudique os locais, pelo contrário, os beneficie, ter a visão de futuro de preparar e dotar o país com condições, culturais, artíticas, monumentais, de alojamento, de estadia, de restauração, de residência, de modo a que cada vez que entrem 100.000 ou 200.000 mil cidadãos vindos de outras partes do mundo as cidades absorvam esse impacto com o mínimo de danos colaterais, melhor aínda que cheguem com impactos positivos, isso é que é necessário.

Os Turistas não vêm para Portugal porque nós somos antipáticos, porque temos mau clima, porque recebemos mal, porque os preços são demasiado altos, porque não se sentem bem aqui, não , nada disso , antes pelo contrário, somos o oposto disso tudo, e além disso estamsoa beneficiar da instabilidade do médio oriente.

Mas um estudo do jornal The Portugal News revela que a principal vinda dos turistas e dos que por cá querem residir é o custo de vida ser baixo, mas «O que inicialmente atraiu os estrangeiros a mudarem-se para Portugal, foi o baixo custo de vida em comparação com Inglaterra», só que actualmente o «custo de vida do dia-a-dia destes dois países já está muito aproximado», refere o estudo.

Portugal tem custo de vida 15,5% mais caro que Inglaterra
O facto de os Turistas aparecerem por cá, fez com que os aproveitadores e especuladores, se aproveitem do facto, e, como sempre os nossos políticos nada fazem para contrariar este aproveitamento especulativo.

Comparando com a Inglaterra, Portugal tem  a Água três vezes mais cara, e este é só um exemplo, ou seja Portugal já tem um custo de vida 15,49 por cento mais caro do que Inglaterra.

Um valor que duplicou desde Janeiro 2008, de acordo com uma pesquisa que o «The Portugal News».

O estudo foi feito com base num cesto de compras que compara, semestralmente, o custo de vida entre Inglaterra e Portugal.

O resultado do último, realizado em Janeiro de 2008, pesou os preços de produtos comprados no hipermercado Tesco (em Inglaterra) e o hipermercado Continente (em Portugal).

A conclusão foi de que Portugal era 7,87% mais caro que Inglaterra e os resultados do passado mês de Julho 2008 mostram que esta diferença aumentou, passando a ser de 15,49%.

E notem que nesse ano, o fenómeno turistico ainda estava na sia génese, e não tão desenvolvido como está agora.

Os autores do estudo elaboraram um «cesto de compras» de produtos essenciais que são comprados semanalmente e compararam os preços dos produtos de um hipermercado inglês e de outro português.

O custo total dos produtos em Inglaterra foi de cerca de 43 euros, ao passo que o total dos produtos em Portugal ultrapassou os 46 euros.

Por exemplo, se dois quilos de cebolas custam 1,16 euros em Portugal, em Inglaterra valem apenas 0,98 euros e um pão de forma é quase um euro mais caro para os portugueses.

Mas as grandes diferenças não ficam pelos bens alimentares, a água municipal é três vezes mais cara em Portugal.

A boa notícia é que, pelo menos, a electricidade é 33% mais barata, bom em 2008 era...

Portugal é ainda ligeiramente mais barato no que toca a combustíveis... quer dizer em 2008, que depois sabemos o que se passou, e os combustíveis aumentaram.

Em 2008 um litro de gasolina sem chumbo custava 1,52 euros em Portugal e 1,61 euros em Inglaterra, em 2017 um litro de gasolina custa 1,569 euros em Portugal e em Inglaterra 1,348, ou seja 10 anos depois, até a gasolina é mais cara.

No gasóleo, a diferença é maior: 1,42 euros cá e 1,69 euros lá, isto em 2008, «Tendo em conta os salários em Portugal, comparando com os salários de Inglaterra, estes resultados apresentam um grande aumento no custo de vida dos consumidores no nosso País», remata o «The Portugal News».

De referir que, para o estudo, foram tidos em conta preços e cotações de 11 de Julho e tendo por base que 1 libra vale 1,25 euros.

Se os turistas vinham em alguma quantidade por seremos um destino barato, agroa depois do que se vê por este estudo as preferências são outras.

Rematando, o facto é que os Turístas escolhem o nosso país para umas curtas férias, ou então para viverem e outros para passaremo resto da sua reforma por aqui.

Cabe-nos saber fazer um equílibrio entre esta procura e o preço da nossa oferta, tanto para os estrangeiros como para os locais, de modo a não assassinarmos a galinha dos ovos de ouro, de modo a que ela perdure por muitos e longos anos.

E ou fazemos isto com inteligencia, reforçamos a nossa identidade, recebemos os turistas e os estrangeiros como sempre ou seja de sorriso e braços abertos, não afastando os nossos conterrâneos, solidificando a cultura e o ser portugês, ou, se não o fizermos perdemos identidade, e se assim for deixamos de ser Portugueses... e assim sendo, como diz o poeta "pode alguém ser quem não é?".

A Brigada gosta da multidiversidade e da multiculturalidade, mas tabelaria os preços de modo a começar com uma política turistica inteligente e investia na cultura.

Pode Alguém Ser Quem Não É?

Sérgio Godinho

- Senhora de preto
diga o que lhe dói
é dor ou saudade
que o peito lhe rói
o que tem, o que foi
o que dói no peito?
- É que o meu homem partiu

Disse-me na praia
frente ao paredão
“tira a tua saia
dá-me a tua mão
o teu corpo, o teu mar
teu andar, teu passo
que vai sobre as ondas, vem”

Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?

Seja um bom agoiro
ou seja um mau presságio
sonhei com o choro
de alguém num naufrágio
não tenho confiança
já cansa este esperar
por uma carta em vão

“por cá me governo”
escreveu-me então
“aqui é quase Inverno
aí quase Verão
mês d’Abril, águas mil
no Brasil também tem
noites de S. João e mar”

Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?

É estranho no ventre
ser de outro lugar
e tão confusamente
ver desmoronar
um a um sonhos sãos
duas mãos
passando da alegria ao desamor


Pode alguém ser livre
se outro alguém não é
a algema dum outro
serve-me no pé
nas duas mãos,
sonhos vãos, pesadelos
diz-me:
Pode alguém ser quem não é?

Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?

terça-feira, 14 de novembro de 2017

DOIS PESOS DUAS MEDIDAS

Dois pesos duas medidas

Aqui está um provérbio que é bem “useiro e vezeiro” aqui pelo burgo.

Os dois pesos e duas medidas, deve, pensamos nós, recuar ao tempo das feiras e mercados, antes de os pesos e medidas e as balanças serem aferidos pelos serviços de Metrologia (não confundir com Meteorologia) das Câmaras Municipais.

O Vendedor/Mercador, segundo diz o ditado, tinha dois pesos e duas medidas, a oficial e a oficiosa, uma para o cliente, outra para as entidades caso fosse fiscalizado.

Também, e é aqui que está o busílis da questão, é que também é usado para referir o seguinte: se o vendedor/mercador, gostar da tua cara e simpatia o peso é o certo, se não gostar levas a talhada e em vez de 1 kilo certo ou 1 litro certo, só levas 950 grama ou 950 decilitros, sendo-te cobrado obviamente o litro ou o kilo.

E, se encontrares um vendedor mais habilidoso, ele ainda te engana redondamente (para tu não verificares ou reclamares do peso ou do litro), ele coloca nas tuas 950 grama ou 950 litros um “bocadinho a mais” dizendo é para ficar bem aviado, e tu até ficas contente ao estares a ser roubado e não dás por isso.

Mas este dito popular “Dois pesos e duas medidas” não serve só para a venda de feira ou de mercado, é, e agora com muita frequência, usado pelo Estado.

E, este expediente, tanto é usado pelas Finanças, como pelos Tribunais ou pelo SEF, e, estes três organismos são só 3 exemplos de muitos que nós conhecemos.

Nas Finanças, se tens milhões e deve uns milhares, até te estendem o tapete vermelho e oferecem-te  perdões fiscais.

Até dizem as más línguas que existe corrupção nessas decisões. Quanto a esta afirmação nós não acreditamos, pensamos antes que existe uma subserviência de mentes simplórias,  e que não querem, não gosta e têm medo de afrontar os poderosos, o mesmo se aplica aos amigos deles.

Ou seja é aplicada a Máxima "aos amigos e poderosos os favores da lei, aos outros os rigores da lei".

O que nós dizemos não é novidade, está plasmado nas actas dos tribunais, e damos já um exemplo concreto, mas, este exemplo concreto , é só isso mesmo, um exemplo entre muitos.

Afirmávamos nós então, que nas actas dos tribunais um dos Arguidos do caso “Vistos Gold” disse que a sua actuação: não era corrupção, tráfico de influências e branqueamento de capitais, nada disso, simplesmente (o arguido) estava a tentar passar uma boa imagem, e que muito do que fez se destinava a “dar uma imagem acolhedora da administração pública”.

Gosto destes argumentos tipo Alice do País das Maravilhas, mas como se costuma dizer, quando tiveres argumentos utiliza só os bons, quando não tiveres utiliza-os a todos, este arguido utilizou os argumentos todos, está no seu direito, e também está na nossa consciência e na do juiz (principalmente), acreditar ou não.

Claro que este tipo de actuação daquele Arguido, era só para alguns, porque se fosses tu a pedir algo, aquele Arguido, este dir-te-ia logo que tal não era possível e não se encontrava inscrito na lei, mas, e conforme o Arguido afirmou em tribunal, para alguns, o facto de terem dinheiro, ele  (arguido) e os outros inspectores, que agora estão como Arguidos, obrigam-se, eles próprios, a fazer uma interpretação fantasiosa e criativa da Lei. Este tipo de interpretação, como sabemos, é uma das 4 formas de Interpretação da Lei, que se aprende nas escolas de Direito, a saber: literal, extensiva, restritiva e Teleológica.

A interpretação Fantasiosa e Criativa da Lei, encontra-se nos livros de direito de 3 países, o País das Maravilhas, o país dos Desenhos Animados e o País da Ficção, ah! e claro nas Finanças Portuguesas e no SEF… e, não é utilizado por todos os funcionários dos ditos Serviços, é, digamos um destacamento especial de funcionários públicos.

Mas, caso vós, bloguistas militantes, julguem que isto é irrelevante, nós, a Brigada, dizemos e afirmamos que isto é grave. E é grave porquê? Porque este tipo de actuação, destes cidadãos que agora estão a ser julgados, teve implicações na economia, ou seja mexeu nos nossos bolsos.

Por outras palavras, somos nós todos, que tivemos de pagar "a boa imagem que estes indivíduos quiseram fazer passar da administração". Sim, somos todos nós que pagamos estas interpretações da lei Fantasiosas que se transformam em lucros bancários para alguns… quem é que disse que os pequenos poderes não dão lucro … olha se não dão…

Mas, afirmávamos nós, dizendo que isto é grave, o que se haverá de dizer se atentarmos ao que se passa na área da Justiça e em particular no Ministério Público, a situação é Calamitosa, pois além de nos mexer nos bolsos, mexe com a nossa liberdade.

Na área da Justiça, o Ministério Público, tem dois pesos e duas medidas, e esta situação é colocado em pratica diariamente, e em diversas frentes, vejamos:

Fulano de Tal é investigado, aqui abrem-se duas hipótese, se Fulano de Tal é constituído arguido por colocar Imigração ilegal em Portugal, e recebe uns valentes tostões por isso,  e se esse Fulano de Tal não é uma figura pública, o máximo que pode almejar, é sair como notícia no meio de um qualquer telejornal durante dois dias, a sua cara e o seu nome aparece na TV e este Fulano de Tal não tem hipótese de defesa na RES PÚBLICA,  pois a este Fulano de Tal não lhe é concedido tempo de antena.
Mas, por outro lado, se esse mesmo Fulano de Tal, for uma figura pública e recebe uns milhões, por ter colocado imigração ilegal em Portugal, aí, ao Fulano de Tal, saiu-lhe mais que a sorte grande.
E porquê?

Porque em relação a este Arguido, vai  entrar o famoso mecanismo “Em busca do Segredo de Justiça Perdido”.

E em que consiste este mecanismo "Em busca do Segredo de Justiça Perdido"?

Consiste em algo, que dura à anos, ainda não descoberto pela Judiciária ou pelo SIS, em que alguém dos tribunais, (nós desconfiamos que é a Empregada de Limpeza pela simples razão de não existirem mordomos a servir nos tribunais) promove a fuga de informação, vendendo a  mesma aos jornais, inclusivé partes do Processo e sobretudo as declarações do Arguido.

Após esta fuga cirúrgica de informação, os Media transformam o  caso num "caso mediático",passando  todos os dias o Fulano de Tal, que agora é Arguido, está na abertura dos Telejornais, e tudo o que ele faz, nem que seja ter inadvertidamente, o seu corpo, soltado gases num local publico, tudo é notícia.

Ou seja aos pobres e desprotegidos é aplicada a máxima "Dura lex, sed lex", traduzindo a lei é dura mas é lei e para os amigos e poderosos é aplicada a máxima "Dura Lex, sed latex", traduzindo a lei é dura mas estica.

Estão a ver vós, Bloguistas militantes, a aplicação dos dois pesos e duas medidas a entrar aqui na equação:

Se no primeiro caso, tudo idêntico ao segundo (excepto no pequeníssimo pormenor do dinheiro), o Fulano é só mencionado levemente nas notícias, e depois é acusado e vê a divulgada a sua imagem, nos MEDIA, quer ele seja inocente ou culpado, quer seja condenado, absolvido, ou ilibado, sem ter hipótese de vir falar para esses media que o acusaram em praça pública... mas que em rodapé vem mencionado o argumento  "todos têm direito à presunção de inocência e o local certo dos julgamentos é no tribunal".

Já no segundo caso, a situação é completamente diferente, o Fulano de Tal, arguido até marca conferências de imprensa e é convidado para programas em Prime Time, para se defender, dizendo sempre que é um coitadinho e uma vítima do Sistema, e que tudo é uma cabala contra ele.

No meio disto tudo, temos o povo, que vai ouvindo os Media, com comentadores que dizem o que não sabem , pois nunca leram o processo, falando meias verdades, lançando suspeições, ou ao arguido ou ao sistema judicial, a quem se destina não interessa, interessa é vender e manter o povo raivoso.

Isto faz-nos lembrar a cena do apedrejamento do filme “A vida de Brian”, em que quem está a ser condenado por ter Blasfemado, temo o Sacerdote que lhe está a ler a sentença e que quer seguir os trâmites legais, antes do apedrejamento, tendo atrás de si o povo, acirrado pelos Media, e o que quer é sangue, seja lá ele de quem for, e acaba por apedrejar o Sacerdote.

Voltando ao segundo caso, o Fulano de Tal, quando é constituído Arguido,  os seus “direitos de imagem” são vendidos pela empregada de limpeza do Ministério Público automaticamente, isto é algo que o Arguido não sabe, pois como dizem os brasileiros "faz parte", assim a empregada de limpeza é uma espécie de agente de Hollywood para estas matérias, e, quanto a isto , mais uma vez afirmamos : que é uma pena ser a Empregada de Limpeza que fornece as informações e não ser o mordomo. isto porque ainda por cima se trata sempre  de casos de policia/histórias policiais, é que se fosse o mordomo caía que nem ginjas, e, digamos, à PJ era muito mais fácil de investigar...).

Bom, mas é o que é e por isso o arguido, devido à Empregada de Limpeza, passa a ser capa dos jornais, abertura dos telejornais.

A acusação e todo o processo que deveria estar em segredo de justiça, passou a ser automaticamente um segredo de polichinelo.

E depois dá dinheiro a toda a gente. Dá ao monte de comentadores que não sabem o que dizem (mas sabem o que querem, ou seja dinheiro), vão dizer uma patacoadas à TV, dá aos que nos artigos de opinião, acusam o arguido de tudo e mais alguma coisa, dizendo que pelas actuações anteriores dele, já se estava à espera, e dizem coisas óbvias como "onde à fumo à fogo", e mais umas quantas trivialidades proverbiais, que ficam sempre bem e enterram a credibilidade de qualquer um.

Mas, como o Fulano de Tal agora é uma estrela mediática (que tem muito mais que os 15 minutos de fama), vem, depois dos comentadores, exercer o seu direito de defesa Mediático/Televisivo, e aparece marcando conferencias de imprensa, ele ou os seus advogados, que nos jornais e nas TV's, clamam que ele não fez nada, que nada daquilo têm sentido, que é uma cabala contra ele, que nem sequer sabe do que é acusado, que soube tudo através dos media, e tenta-nos convencer que até já escreveu ao Papa, para pedir para ser canonizado, de tão santo que é.


Ambos, Fulano de Tal ou os Comentadores, acham que o Arguido é um Santo, uns acusam-no do Milagre da Multiplicação de Dinheiro Indevido e outros endeusam-no como o anúncio do detergente “TIDE” (mutatis mutandis) “Santo mais Santo não há”.

E nós temos de “levar com isto” todos os dias.

O calamitoso é que se tocar a um de nós, quer sejamos culpados ou inocentes, se o caso for mediático, somos queimados vivos em lume brando na hasta pública.

Isto porque, na Justiça, também a empregada de limpeza insiste em ter uma interpretação fantasiosa e criativa da lei.

Como se não bastasse, toda esta confusão, ainda temos juízes a usar dois pesos e duas medidas, em que de um lado o ofendido é visto à luz do código actual e os arguidos são vistos à luz do código penal de 1800 e o actual.

Isto de ter na Justiça, cidadãos que nos representam com interpretações retrógradas e passadistas e que não acompanham o que de bom se vem fazendo nos novos tempos, ultrapassa pela direita as interpretações Fantasiosas dos arguidos.

São os Dois pesos e as duas medidas, que tiraram a credibilidade ao SEF, às Finanças e aos Tribunais.

Por muito que queiram fazer crer o contrário, e de utopicamente quererem dizer que ainda resta credibilidade nestas 3 instituições, o certo é que o Funcionalismo Público, já não têm réstia de credibilidade, e a realidade demonstra-nos que não existe Justiça na Justiça, que o estado de parte do Estado, é um estado caótico e que está como um mercenário, ou seja a soldo.

Mas todos eles se esquecem, que O Feitiço, mais dia menos dia, se vai virar contra o Feiticeiro.

A BRIGADA SÓ TEM UM PESO E UMA MEDIDA, TRATA BEM DE QUEM BEM A TRATA E COM IGUAL CONSIDERAÇÃO QUEM NÃO TÃO BEM A TRATA


Excerto do filme "A Vida de Brian" cena da lapidação

domingo, 12 de novembro de 2017

... Então que comam brioches...

O direito de um Ser Humano, ser aquilo que quer ser, é um direito inaliénavel.

Quando esse direito é coartado, quando se impede um Ser Humano de ser aquilo que quer ser, é aqui que se começa a impedir a Liberdade.

Quando se vai além do impedir de um Ser Humano ser aquilo que quer ser, para obrigar o mesmo Ser Humano ser aquilo o que outrém quer que ele seja, aí começam am Ditaduram e os Totalitarismos.

Se isso acontecer só a um Ser Humano já é grave, mas no caso de acontecer a um conjunto de Seres Humanos, isso é no mínimo catastrófico.

Egos, tudo se resume a Egos.

Quer eles sejam usados para o bem ou para o mal, afecta-nos a todos.

Ou seja quer queiramos quer não, de um determinado ponto de vista, Somos Todos Um.

Seguindo este raciocínio o Globo Terrestre, a Terra, o nosso Planeta, é de todos e não é de ninguém.

Quando assistimos a governentes, sejam eles de que continente forem, de todo e qualquer país, a dizerem que não querem lá estrangeiros, isto além de uma afronta a todos os Seres Humanos, é no mínimo paradoxo.

São os tais Egos a quererem comandar.

Esses governantes, são no mínimo, mal informados, e levados por um nacionalismo provinciano e parolo, querendo fazer crer que a terra é só deles, como afirmámos, estão no mínimo mal informados, para não dizer mal intencionados.

A Terra, como já afirmámos, é de todos e não é de ninguém.

O Planeta já teve a sua Pangea, o peimeiro continente, e que, na altura, era o único, e que devido a movimentos orogénicos e tectónicos, ao longo de milhares de anos, se transformou em 7.

Até se terem separado em 7 continentes, ainda subsistiram locais que permitiram que os seres vivos, passassem de uns Continentes para outros.

Como as teorias antropológicas dizem que o Ser Humano, descende dos símios, e essa descendência começou em África, e, o que se provou, é que desde o seu aparecimento, o ser humano, espalhou-se pelo mundo indo atrás de alimento, evoluiu pelo mundo todo, adaptando-se, podemos dizer que sendo originário do Continente do Sul, somos todos originários do mesmo local.

Assim sendo, se todos somos do mesmo lugar, então ninguém é mais daqui ou dali, não pode reclamar essa terra ou aquela como sendo sua, pois a terra no início estava toda junta, era una e se todos somos originários do mesmo local, assim sendo toda a Terra é de todos e não é de ninguém.

Por outras palavras, ninguém é emigrante ou imigrante, ninguém é estrangeiro ou apátrida, em lado nenhum, colocando de outra forma se acaso sí um de nós o for, então seremos todos estrangeiros e apátridas quando estamos em terras distantes.

Mas, os anos passam, e desde a Pangea ja se passaram milhares de anos, e foi entã que o "IUS SOLI", foi tomando conta das nossas ideias dos nosso Egos.

Sem colocar isso em causa, e até reconhecendo que é legítimo dizer que um Ser Humano pode afirmar o seguinte "esta é a terra onde eu nasci", não se estando a referi ao nosso Planeta mas sim ao local em latitude e longitude, onde esse Ser Humano veio ao mundo, isso até aceitamos, mas daí aceitar que se possa dizer "esta é a MINHA terra", vai uma longa distância.

Também se aceita que alguém diga que "não deixo fazer mal à minha terra", pois defendendo o local, contribuirá para o global, e, o facto de não se aceitar que alguém se possa reclamar que "esta é a Minha terra", isso não quer dizer que sendo de todos, também  não é de ninguém, sendo que coisa abandonada poderia ser coisa maltratada e/ou apropriada, ora nem uma coisa nem outra, a TERRA não é de ninguém, mas também não é para ser maltratada, até temeos o dever primordial de a cuidar.

Até porque, todos conhecemos a história, e se quisermos ser críticos, sabemos que existem seres humanos, que reividicaram terras, pela força, por ludibriar outros, por jogo, por apostas, por terem inventado religião e terem dito que determinados seres humanos eram escohidos por deus, e a tudo tinham direito, e com isso as suas famílias vindouras, tiveram direito a herdar aquilo que ilegitimamente estes Seres Humanos se apropriaram, e indo mais longe, deram terras aqueles que ousaram pensar e colocar em causa ou apoiaram as suas pretensões, os primeiros para os calar, aos segundo para os premiar, conquistando ambos para o seu lado.

Quando as terras começaram a faltar, pois a Terra é finita, foi aí que passaram para o plano B, levando à criação de cidades, de principados, de reinos e depois de países, quando já não podiam mais passaram para o Plano C, em que o matar, o escravizar, o estupidificar os restantes Seres Humanos passou a ser legitimo.

No plano B, os Seres Humanos que ficaram dentro dos territórios, dos outros Seres Humanos que os ludibriaram, passaram a ser designados de povos, deixaram de ser cidadãos do mundo, para serem parte de um Estado.

Não é que nós defendamos a colectivização, não é nada disso, mas também não defendemos o hereditarismo.

Colocamos em causa, os que não deixam outros seres humanos entrarem no território que dizem ser deles, e que os apelidam de estrangeiros, isso sim colocamos em causa.

E, se colocamos em causa, os que não deixam ou impedem ou dificultam a entrada de estrangeiros, emigrantes, também colocamos em causa, os que não deixam , impedem ou dificultam a saída de quem nas "suas terras" estão e vivem.

Deixámos de ser cidadãos do mundo, obrigaram-nos a ser cidadãos de um Estado, e, enquanto cidadãos a nível individual, nada poderemos fazer, mas quando existe uma consciência colectiva que coloca em causa aquela hereditariedade, ou seja quando a recusa, ou seja quando a renega, porque não a quer aí a força é outra.

O colectivo não querer, é uma revolta, uma recusa, é um tomar de consciência de que a hereditariedade não lhes serve.

E, embora, sejamos todos um, e o planeta é de todos e não é de ninguém, quem der um passo intermédio para que isso seja alcançado, tem, quanto a nós legitimidade.

Os desejos independentistas, não são mais que um passo para que sejamos todos um, por paradoxo que pareça.

As recusas só têm a ver com o Ego.

Talvez nós não nos consigamos explicar bem, mas toda a nossa argumentação, tem como finalidade, de alertar, que no final da equação, só com a partilha do conhecimento colectivo,é que os Seres Humanos conseguirão sobreviver no futuro.

Quando os Seres Humanos, os Estados, os povos, ensimesmam (de ensimesmar), é prejudicial para a colectividade e pior para a sociedade.

O Planeta tem recursos finitos, e meia dúzia anda a desperdiçar, prejudicando todos, inclusivé essa meia dúzia, que julga que o dinheiro se come, se bebe, e dá a vida eterna.

Pois estão enganados.

E é necessário partilhar informação e tomar medidas, para que os Seres Humanos e o resto do Paneta possa sobreviver.

Ou seja é necessário colocar os Egos de lado, e olhar par ao colectivo.

Já chega de ouvirem dizer "Majestade o povo reclama porque não tem pão"...sendo que a resposta é sempre a mesma ENTÃO COMAM BRIOCHES.

A BRIGADA NÃO É PELA COLECTIVIZAÇÃO,NEM PELA HEREDITARIEDADE, A BRIGADA NÃO GOSTA DA EXPLORAÇÃO MAS TAMBÉM NÃO GOSTA DOAPROVEITAMENTO. SOMOS TODOS UM E É POR ISSO QUE A BRIGADA LUTA.


Aguaviva - Poetas Andaluces

¿Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
¿Qué miran los poetas andaluces de ahora?
¿Qué sienten los poetas andaluces de ahora?

Cantan con voz de hombre
Pero, ¿dónde los hombres?
Con ojos de hombre miran
Pero, ¿dónde los hombres?
Con pecho de hombre sienten
Pero, ¿dónde los hombres?

Cantan, y cuando cantan parece que están solos
Miran, y cuando miran parece que están solos
Sienten, y cuando sienten parece que están solos

¿Qué cantan los poetas, poetas andaluces de ahora?
¿Qué miran los poetas, poetas andaluces de ahora?
¿Qué sienten los poetas, poetas andaluces de ahora?

Y cuando cantan, parece que están solos
Y cuando miran , parece que están solos
Y cuando sienten, parece que están solos (BIS)

Pero, ¿dónde los hombres?

¿Es que ya Andalucía se ha quedado sin nadie?
¿Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
¿Que en los campos y mares andaluces no hay nadie?

¿No habrá ya quien responda a la voz del poeta,
Quien mire al corazón sin muros del poeta?
Tantas cosas han muerto, que no hay más que el poeta

Cantad alto, oireis que oyen otros oidos
Mirad alto, vereis que miran otros ojos
Latid alto, sabreis que palpita otra sangre

No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo encerrado
Su canto asciende a más profundo,
Cuando abierto en el aire ya es de todos los hombres

Y ya su canto es de todos los hombres
Y ya su canto es de todos los hombres
Y ya su canto es de todos los hombres
Y ya su canto es de todos los hombres (BIS)

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O respeitinho é bonito e nós gostamos


Em tempos idos, um Tio nosso disse "Se queres um amigo verdadeiro, anda à porrada com ele".
Hoje já não é assim, pois torná-mo-nos numa sociedade vingativa.
Andamos sempre a querer tirar vantagem do outro, e, se alguém anda à porrada com outrem, esse outrem ir-se-à vingar...e com a menor lealdade possível, porque, justas leais, já não são do nosso tempo.
Hoje em dia é tudo virtual, no GTA atropelas pessoas, roubas, andas a mais de 120 e nunca és apanhado, no COD estás na guerra, matas esfolas e não te aleijas ( a não ser ao fim de alguns anos no Canal Cárpico), e todos entram numa de virtualidade, e julgam que a realidade é igual, tudo é facilitado, se perdes fazes "reset" ou tens mais vidas para jogar...mas não é assim não...
É que a vida é para valer, como diz o poeta Vinicius de Moraes "Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida. Cuidado, companheiro! A vida é pra valer. E não se engane não, tem uma só.
Duas mesmo que é bom.Ninguém vai me dizer que tem, sem provar muito bem provado, com certidão passada em cartório do céu e assinado em baixo: Deus e com firma reconhecida!
Hoje me dia anda tudo virtualmente alienado, todos se julgam os maiores da rua e arredores, e como é tudo virtual e o virtual está pelo mundo todo, todos se julgam os maiores do mundo e dos arredores e universos paralelos.
Mas o que eu digo não é novidade, já em 1900, as gentes dessa altura também o diziam dos seus sucessores...e  não estavam enganados, pois a Guerra eclodiu poucos anos depois, foi a I GM, de 1914 a 1918., e não contentes ainda fizeram a II GM 1939-1945.
Mas os cidadãos do mundo de 1800, e os de 1700 ou seja desde que o pensamento grego nos brindou com a sua presença, que as gerações antigas se queixam das gerações vindouras, dizendo que o mundo está perdido.
A resistência à mudança por parte do colectivo, embora individualmente sejamos umas "mentes abertas", é significativa.
Mas, nunca como agora, e no futuro vai ser mais rápido e mais profundo, mas dizíamos nós, nunca como agora, assistimos a mudanças profundas e difusas, em todas as áreas do saber e do fazer, em que o que é hoje já não é amanhã, e o hoje amanhã está ultrapassado e já não interessa.
Consumir, consumir, consumir...destruir, desfazer e desconstruir o que ontem tinha sido feito, porque o ontem já lá vai, e já não interessa.
Até que com o andar dos tempos vamos envelhecendo, na realidade envelhecemos desde o dia que nascemos, mas só damos por isso quando as faculdades já não são as mesmas, e já não respondemos tão rapidamente ou tão eficientemente quanto desejávamos.
E começamos a olhar em volta, se pararmos para reflectir, e vemos que rejeitámos coisas muito boas, boas e funcionais, e úteis, só porque já passaram de modo e não queremos desagradar aos amigos, nem ficarmos fora de moda.
A aldeia global já está a 100%, a nossa opinião de portugueses, espanhóis, ingleses, americanos, já não é o nosso ponto de vista de portugueses, espanhóis, ingleses, americanos, é o ponto de vista global, dos fazedores de opinião, que estão a soldo das grandes multinacionais ou mesmo ao serviço das pequenas corporações, para criarem tendências e maximizarem os lucros.
As opiniões, tendências são sobretudo lucrativas, ou melhor voltadas para os lucros, no nosso caso para os gastos....
A ética à muito que deixou de existir, e apercebe-mo-nos disso, quando, naquele que devia ser o último bastião da ética, deixa passar informações que supostamente deveriam ser confidenciais, sim,estamos a falar da justiça.
Justiça essa que quer manter as aparências, mas que tapa o sol com a peneira.
Até a justiça está a soldo, e quando assim é não há justiça, e uma sociedade que não tem justiça, as injustiças vão-se acumulando, e quando as injustiças se vão acumulando, num mundo dito normal existiriam revoltas, mas não neste novo mundo.
Neste novo mundo, em que tudo está alienado virtualmente, em que as nossas opiniões são as dos outros, e a dos outros são as dos fazedores de opinião, as revoltas não têm lugar, a não ser que prevejam que as revoltas vão dar lucro, aí sim, temos uma revolta controlada, em que os alienados vão todos atrás da espuma dos dias.
Ainda existem alguns santuários onde se pensa profundamente, onde se lê muito mais que os 140 caracteres do Twitter, aliás onde ler ainda é um prazer,  seja a Guerra e Paz ou um pequeno opúsculo com 40 linhas.
A partir da década de 90 do século XX, que isto anda tudo revirado, anda tudo trocado, o fazer o bem, é visto com maus olhos e os maus da fita, os condenados, têm tempo de antena e entrevistas nas tv's e jornais, para dizerem que foram injustos com eles e nunca fizeram nada, jurando a pés juntos que é tudo uma cabala.
E estão tão bem treinados na arte do desdizer e de ludibriar, que a merda que nos querem vender, fazem-nos acreditar que é banha de cheiro.
A mentira tem perna curta diz o ditado, mas à velocidade que tudo passa, isso já não importa, pois a mentira foi ontem e o amanhã é empurrar com a barriga para a frente, pois já ninguém se lembra.
Atravessamos tempos difíceis para a Humanidade, o mundo já esteve à beira de um colapso, e pensávamos que tudo se tinha recomposto, mas não, fizeram como a cavalaria, os que nos puseram à beira do abismo, não recuaram, deram meia volta e avançaram, e agora tendo completado o círculo, fomos apanhados por eles na retaguarda.
Se afirmarmos que é necessário recuperarmos valores, todos aceitam, até deve ser pacifico.
Mas se dermos duas ou três soluções, aparecem os Pseudo-filosofos, ( que estranhamente são as mesmas pessoas que são as fazedoras de opinião), a dizer que não pode ser bem assim , que sim , é verdade que tenhamos de mudar, mas não pode ser dessa maneira, resumindo, Estão-se " a cagar" para aquilo que tu dizes ou pensas...porque aquilo que tu dizes ou pensas, apesar de poder estar certo ( e a maior parte das vezes está), essa não é a opinião emitida por eles, e se não é a opinião deles, eles deixam de ser os fazedores de opinião, e se o deixam de ser, perdem influência, e se perdem influência perdem status e dinheiro, então ... para eles tudo o que dizes não passa de mero bla, bla , bla, que eles tratam de denegrir com meias verdades e se não conseguirem desviam a atenção para outro assunto e perdemos logo ali o cerne da questão... e como diz o outro JÁ FOSTE.
Deixem-nos dar um exemplo real: Qualquer professor vos diz que hoje em dia dar aulas é quase impossível, os alunos recusam-se a aprender, até estamos pior que no 25 de Abril, em que se votava colectivamente as notas dos alunos e saneavam-se professores.
Hoje quem manda na escola não são os Docentes, são os Discentes. Temos uma escola em que quem manda é quem não sabe, e foi lá para saber, mas que por artes políticas, que tiveram como intuito reverter as estatísticas dos chumbos escolares, fizeram com que os alunos façam o que querem.
Não existe disciplina, deixámos de apoiar os professores, a resposta destes é simples, a chamada dos alunos no princípio da aula demora mais de 20 minutos... com as consequências que isso tem para aprendizagem escolar, da disciplina, do direito, e da ética e do respeito.
Alunos que podem passar com 6 negativas, é dar prémio à mediocridade e enviar uma mensagem às gerações mais jovens que a excelência não é necessária...
Mas se aprofundarmos um pouco mais, vemos que isso aplica-se à classe média, média baixa e baixa.
Seguimos nas antípodas de Sócrates, Platão, dos escolásticos e outras correntes filosóficas, aliás seguimos adiante da mediocridade, essa sim reina e espalha prazenteira o seu não saber.
ÉTICA, RESPEITO, DISCIPLINA, VIVER EM SOCIEDADE, RESPEITO POR SI PRÓPRIO, É PRECISO.
Nós dizemos e repetimos a ética e o respeito são precisos, e para se chegar aí são necessários Três passos radicais.
O primeiro passo é reintroduzir o serviço militar obrigatório, com duas particularidades, a saber, para além da disciplina militar, sendo obrigatório para Homens e Mulheres, durante 2 anos, só podiam sair da tropa, quando tivessem o 12º ano e o diploma de uma profissão.
Ou seja, antigamente, quando existiam pais rígidos e disciplinadores,  quem não queria estudar ia trabalhar, assim hoje em dia, mutatis mutandis, quem não estudar, vai para a tropa, e tem um curso profissionalizante, e só sai quando acabar esse curso que lhe dá equivalência ao 12º ano e uma carteira profissional.
E na Tropa tem essas 3 vertentes, disciplina militar, respeito, a vertente escolar profissionalizante.
O segundo passo, mais polémico, mas que nós não abrimos mão, é reintrodução da "Mocidade Portuguesa", onde retirávamos a parte do culto ao Estado e ao Ditador, como é óbvio, mas a parte do desporto, disciplina, e aprender a fazer coisas úteis para a sociedade eram obrigatórias.
Aqui damos 3 hipóteses, ou a "Mocidade Portuguesa" (que obviamente iríamos dar outro nome mais actual e apelativo) ou os "Escoteiros" ou o praticar de uma modalidade colectiva (esta última com a componente obrigatória de contribuir para a sociedade 2 vezes por semana), isto a partir dos 7 anos de idade até aos 16, onde aos 16 podiam optar em continuar, ou ir para os Bombeiros ou Cruz Vermelha,mas sempre, sempre na escola.
A partir dos 18 serviço militar obrigatório.
O Terceiro e último passo, diz respeito aos presos, e é simples, quem está preso está a pagar uma dívida para com a sociedade. Assim sendo não tem de estar na prisão "a roçar o cú pelas paredes", se tem uma dívida para com a sociedade, tem de a pagar.
Mas como? Fácil.
Existe muito mato para roçar, muita mata para limpar, muitos rios e ribeiros para limpar, muita estrada e caminhos rurais para fazer e arranjar, muito património para recuperar.
Os presos poderiam fazer isso, pagando obviamente o seu trabalho com salário mínimo, mas com um pormenor, descontando o custo da estadia na prisão, a roupa que lhe é fornecida, a comida que lhe é fornecida, e 90% do salário que sobra seria depositado numa conta bancária, para quando eles saíssem não ficassem de mãos a abanar, e não tivessem de ir outra vez para a má vida, os 10% que lhes sobrava era-lhe dado para os gastos na prisão.
No fundo é aplicar o que se fazia nos até aos anos 90 quem entrava para a tropa, o regime era igual.
ÉTICA, RESPEITO, DISCIPLINA, VIVER EM SOCIEDADE, RESPEITO POR SI PRÓPRIO, É PRECISO.
Concordar, nós sabemos que a maioria não concorda, a maioria, vai no que dizem os fazedores de opinião, apesar de acharem que não.
Repetimos o que dissemos acima, colectivamente somos avessos à mudança, e até à década de 90 do século XX, colectivamente dizíamos que não, mas, hoje, já não agimos colectivamente. Hoje, somos seres individuais, que nos achamos auto-suficientes, e que só por acaso, estamos no meio de uma sociedade, onde encontramos tudo feito, e achamos que a isso temos direito, e também achamos que não temos de contribuir para o colectivo, se no passado uns estúpidos fizeram a colectividade onde vivemos (reparem nós  não dissemos a sociedade), nós no presente só temos de usar, mas contribuir para a continuidade isso não, a menos que nos dê lucro e status... e mesmo assim estamos a fazê-lo para bem pessoal.
No fundo deixámos de ser uma sociedade solidária, e que construíamos o futuro em conjunto, para uma colectividade egoísta, em que é o SÓ EU, SÓ EU E SÓ EU...E MAIS EU.
No fundo todos concordamos com isto, que aqui se diz, mas só individualmente, mas se comentarmos colectivamente o que está escrito, dirão, os tipos que escrevem na Carga da Brigada Ligeira, são uns românticos e utópicos... dito de outra maneira, agem tal e qual a Brigada Ligeira, que receberam ordem que sabiam ser suicidas, mas mesmo assim romanticamente enfrentaram os canhões...resultado foram dizimados.
Como corolário queríamos terminar com as palavras de Vinicius de Moraes dizendo,  "A vida não é brincadeira, amigo, A vida é arte do encontro, Embora haja tanto desencontro pela vida".



A BRIGADA ESTEVE NOS ESCOTEIROS, NOS BOMBEIROS NO EXÉRCITO, E ACHA QUE O RESPEITINHO É MUITO BONITO E NÓS GOSTAMOS, E CONTRIBUÍ SEMPRE PARA A SOCIEDADE...





Samba da Bênção - Vinicius de Moraes
 

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não

Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão

Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração

Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não

Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba

Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não

Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

Eu, por exemplo, o capitão do mato
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!
A bênção, Senhora
A maior ialorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto
A bênção, Pixinguinha
Tu que choraste na flauta
Todas as minhas mágoas de amor
A bênção, Sinhô, a benção, Cartola
A bênção, Ismael Silva
Sua bênção, Heitor dos Prazeres
A bênção, Nelson Cavaquinho
A bênção, Geraldo Pereira
A bênção, meu bom Cyro Monteiro
Você, sobrinho de Nonô
A bênção, Noel, sua bênção, Ary
A bênção, todos os grandes
Sambistas do Brasil
Branco, preto, mulato
Lindo como a pele macia de Oxum
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim
Parceiro e amigo querido
Que já viajaste tantas canções comigo
E ainda há tantas por viajar
A bênção, Carlinhos Lyra
Parceiro cem por cento
Você que une a ação ao sentimento
E ao pensamento
A bênção, a bênção, Baden Powell
Amigo novo, parceiro novo
Que fizeste este samba comigo
A bênção, amigo
A bênção, maestro Moacir Santos
Não és um só, és tantos como
O meu Brasil de todos os santos
Inclusive meu São Sebastião
Saravá! A bênção, que eu vou partir
Eu vou ter que dizer adeus

Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não

Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Aproveitamento da Frente Ribeirinha - Por este rio acima


Diz o ditado “ Dá Deus nozes a quem não tem dentes”.

Lisboa, Porto, Coimbra (só para citar 3 grandes cidades) possuem uma frente ribeirinha invejável, que, se fosse noutros países mais civilizados, já tinha potenciado e aproveitado o Rio que pela sua cidade passa.

Temos um clima espectacular, cada vez menos certo, mas que permite que sejam aproveitadas as potencialidades dos rios que essas cidades banham.

O Tejo por exemplo, é aproveitado para a parte comercial, entrada e saída de navios de mercadorias e passageiros, serve para as travessias entre margens, e, de quando em quando para uma regata, ou algum evento esporádico que aproveite as águas do tejo.

Já o Mondego ou o Douro tem menos aproveitamento, apesar de no Douro se fazer um aproveitamento turístico, pouco mais além se vai.

Vejamos por exemplo as margens do Sena, ele é pintores, ele é artistas de rua, ele é um rio com uma espécie de 2 margens uma em cima onde se pode passear, e outra em baixo com uma série de anfiteatros, onde se fazem workshops de dança, pintura, onde se toca música.

O Rio Tamisa, é aproveitado por quem faz desporto náutico, onde é frequente ver cidadãos a fazer canoagem ou remo.

Na Suécia, nos seus lagos e rios, é aproveitado pelos seus cidadãos para velejar.

É altura de mudar o paradigma, e sairmos de casa e dos centros comerciais, e aproveitarmos o que a Natureza nos proporciona.

Nas Margens dos nossos rios, os nossos pintores, os nossos artistas ou aspirantes a artistas,   poderiam ensaiar, pintar, dar largas à sua imaginação, de modo a que tornasse o rio ainda mais colorido.

É certo que já fizeram partes de circuitos para bicicletas e corrida, mas são os hábitos, o nosso maldito hábito de ir para centros comerciais, ficar em casa e não usufruir do que temos que tem de ser também mudado.

É certo que, em algumas partes das margens do rio, existem concentrações de bares, restaurantes, cafés, mas a extensão é tão grande que mesmo assim, se torna justificável, existirem ,mais bares, cafés e restaurantes à beira rio, e estamos a falar ade todas as margens dos principais rios portugueses.

Temos de chamar mais turismo, mas também temos de acarinhar mais os locais, os nados e criados na nossa terra.

E não é só fazer empreendimentos, lojas e casas para acolher estrangeiros, mas, também, e principalmente tratar bem os nossos.

Nas Margens do rio existem jardins, e estes pouco mais têm ( e bem) que árvores, relva e bancos.

É necessário dar imprimir mais cultura e lazer nos nossos jardins, temos de ter esculturas, estátuas e outras obras que identifiquem enriqueçam, atraiam visitantes que querem ir ali aquele local para ver especificamente determinada característica que aquele jardim à beira rio possui.

Colocar jogos gigantescos de Xadrez. Damas, Dominó, 4 em linha , etc… , nos jardins é outra mais valia.

Não me esqueço que num jardim da Suiça, passei quase uma hora a olhar para um jogo gigante de xadrez, onde 2 adversários se enfrentavam. A situação foi para mim particularmente engraçada, pois um dos cidadãos começou um jogo sozinho mexendo um peão, passados uns minutos chegou outro e respondeu aquele movimento, estiveram ambos a jogar durante 10 minutos um foi-se embora, e outro cidadão chegou e continuou o jogo dele.

Os nossos rios têm capacidade, fluxo, dimensão e condições, para que todos os dias existam cidadãos a usufruir dessa benesse.

Dou um exemplo: O desporto escolar, muitas vezes confinado às escola, deveria incentivar professores e alunos a ter aulas de remo, natação (nos que não estão poluídos), vela, canoagem e outros deportos aquáticos, a utilizarem e usufruírem destes magníficos espaços.

O Tamisa tem a mítica regata, Oxford –Cambridge, que vemos todos os anos na TV, é verdade que esta tradição já vem crescendo desde 10 Junho de 1829, mas alguém teve de começar para que isto acontecesse, alguém, com visão deu importância ao desporto escolar/universitário para que agora tenhamos uma tradição desportiva.

Devíamos começar a nossa tradição, temos um rio com condições iguais ou melhores que o Tamisa.

Devíamos começar a utilizar mais os nossos rios com desportos náuticos, as nossas margens dos rios com mais culturas, e mais cafés/restaurantes, na justa medida que não prejudiquem a paisagem e o bem estar, ou seja não sejam demasiados nem estejam demasiado próximos uns dos outros, e também que não estejam afastados demasiado, que se tenha de andar kilometros para se encontrar um e descansar.

Camões já o dizia (não directamente) que as margens de um rio são inspiradoras.

O aproveitar do potencial das margens e do rio, dá mais qualidade de vida a todos os que lhe estejam próximos, e dá mais vida às cidades e vilas que por eles são banhados, gera receita, gera felicidade, gera bem-estar.

Temos o material, temos a mão-de –obra, temos a ideia, temos a vontade só falta começar.

É que se não o fizermos, damos razão ao ditado " Dá Deus nozes a quem não tem dentes", e nós temos dentes e temos nozes.

A BRIGADA É DE CAVALARIA MAS SABE NADAR

Fausto : Por este rio acima

Letra e música: Fausto
In: Por este rio acima/gravado em 82

Por este rio acima
Deixando para trás
A côncava funda
Da casa do fumo
Cheguei perto do sonho
Flutuando nas águas
Dos rios dos céus
Escorre o gengibre e o mel
Sedas porcelanas
Pimenta e canela
Recebendo ofertas
De músicas suaves
Em nossas orelhas
leve como o ar
A terra a navegar
Meu bem como eu vou
Por este rio acima

Por este rio acima
Os barcos vão pintados
De muitas pinturas
Descrevem varandas
E os cabelos de Inês
Desenham memórias
Ao longo da água
Bosques enfeitiçados
Soutos laranjeiras
Campinas de trigo
Amores repartidos
Afagam as dores
Quando são sentidos
Monstros adormecidos
Na esfera do fogo
Como nasce a paz
Por este rio acima

Meu sonho
Quanto eu te quero
Eu nem sei
Eu nem sei
Fica um bocadinho mais
Que eu também
Que eu também
meu bem

Por este rio acima
isto que é de uns
Também é de outros
Não é mais nem menos
Nascidos foram todos
Do suor da fêmea
Do calor do macho
Aquilo que uns tratam
Não hão-de tratar
Outros de outra coisa
Pois o que vende o fresco
Não vende o salgado
Nem também o seco
Na terra em harmonia
Perfeita e suave
das margens do rio
Por este rio acima

Meu sonho
Quanto eu te quero
Eu nem sei
Eu nem sei
Fica um bocadinho mais
Que eu também
Que eu também
meu bem

Por este rio acima
Deixando para trás
A côncava funda
Da casa do fumo
Cheguei perto do sonho
Flutuando nas águas
Dos rios dos céus
Escorre o gengibre e o mel
Sedas porcelanas
Pimenta e canela
Recebendo ofertas
De músicas suaves
Em nossas orelhas
leve como o ar
A terra a navegar
Meu bem como eu vou
Por este rio acima