As minhas cachadas no Geocaching

Profile for jpngi

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Os Podres Poderes e a demanda independentista



17/07/1936 foi o dia em que a Espanha deixou de o ser... ninguém tem dado importância, mas a Espanha não é, nem nunca foi uma Nação una. 

A Espanha é, e contínua a ser, mesmo à boca calada (até à uns dias) ou à "boca armada" (conforme quis fazer a ETA), uma confederação de Nações. 

É uma Confederação de vontades contrariadas, A Nação Catalã, A Nação Viscaína, A Nação Galega, e depois a Nação "Leão e Castela", a mais forte e a mais impositiva.

A Nação Catalã, teve azar em 1640, e nós, os Portugueses, tivemos sorte, é que Leão e Castela, perante duas revoltas no seu território (Leia-se revoltas independentistas de Portugal e Catalunha), sabendo que só podia acorrer a uma delas, resolveu-se por ir à Catalunha, menosprezando os desejos Portugueses, e, com isso, a Catalunha não conseguiu ser um reino independente.

Depois é o que se sabe, ciclicamente as coisas voltam, porque o desejo de não pertencer aquilo de onde não se é, é sempre mais forte. 


E as feridas voltaram a abrir-se na guerra civil espanhola, e essas feridas abertas não se curaram facilmente nem com imposições.


Os Viscaínos, com a ETA, já as tentaram fechar (as feridas) "à lei da Bala e da Bomba" para que tudo voltasse ao que era, mas a violência não é nem nunca foi a solução, e como tal não conseguiram.

 
Agora foi a vez dos Catalães, uma região mais abaixo, tentaram pela lei do voto/consulta popular...colocar o povo na rua... não sei se vão conseguir...


O não sei se vão conseguir é baseado no facto de que o Estado reprimiu a consulta popular estúpida e violentamente... mas não tendo aprendido a lição da ETA, não sabe que a violência não é solução.

Ainda o mesmo Estado tentou, manipular a comunicação social, e enviou para Barcelona, cidadãos de toda a Espanha, para dizerem aos que lá estão e lá vivem a seguinte mensagem"Vocês não podem ser independentes na vossa própria terra, por isso AGUENTEM-SE".


Infelizmente os podres poderes instalados (fora de Espanha), os conservadores que mexem a economia, e outros interesses instalados, não deixam.


Com um Decreto o Governo, mandou indirectamente as multinacionais espanholas, retirem as suas sedes da Catalunha, dizendo que os Catalães são pessoas não gratas, querendo asfixiar economicamente a Catalunha, que é responsável por 20% do PIB Espanhol.


Ao jogar assim neste xadrez, o Estado fez batota (e fez porque pode), mexeu a Rainha, o Cavalo e a maioria dos peões...inclusivé até colocou o REI a falar, Rei esse que se colocou voluntariamente em Xeque com aquilo que disse.


Nós sabemos com o é que os Catalães faziam com que isto resultasse, ou melhor, nós sabemos como vai resultar, ou seja como será o Xeque-Mate.


E é simples, quando todas as NAÇÕES com propósito independentista se juntarem e declararem unilateralmente a independência simultâneamente. 

Ou seja eram os Viscaínos, os Galegos e os Catalães em Espanha, fazerem todos ao mesmo tempo a declaração de independência.

Afinal de contas, bem vistas as coisas, quem é que quer ser Espanhol...se existem tantas outras coisas boas para ser.



A BRIGADA não quer mais os podres poderes, que nos conduziram até onde nós agora estamos. 
A BRIGADA congratula os novos poderes, mas só os tolerará enquanto forem democraticamente éticos. e zelarem pela alegria do mundo. 




Compositores: Caetano Emmanuel Viana Teles Veloso

Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos
E perdem os verdes
Somos uns boçais
Queria querer gritar setecentas mil vezes
Como são lindos, como são lindos os burgueses
E os japoneses
Mas tudo é muito mais
Será que nunca faremos senão confirmar
A incompetência da América católica
Que sempre precisará de ridículos tiranos?
Será, será que será que será que será
Será que essa minha estúpida retórica
Terá que soar, terá que se ouvir
Por mais zil anos?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Índios e padres e bichas, negros e mulheres
E adolescentes fazem o carnaval
Queria querer cantar afinado com Ellis
Silenciar em respeito ao seu transe, num êxtase
Ser indecente
Mas tudo é muito mau
Ou então cada paisano e cada capataz
Com sua burrice fará jorrar sangue demais
Nos pantanais, nas cidades, caatingas
E nos Gerais?
Será que apenas os hermetismos pascoais
Os tons, os mil tons, seus sons e seus dons geniais
Nos salvam, nos salvarão dessas trevas
E nada mais?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Morrer e matar de fome, de raiva e de sede
São tantas vezes gestos naturais
Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo
Daqueles que velam pela alegria do mundo
Indo mais fundo
Tins e bens e tais


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

"FOR YOUR EYES ONLY"

Quando a fúria de querer vender jornais ou ser Abertura dos Telejornais se sobrepõe ao elementar bom senso.


Vi numa qualquer TV perto de mim, o Cristiano Ronaldo a ser interrogado pelo Fisco Espanhol.
Vi o Cristiano Ronaldo a apresentar provas, enquanto o Fisco Espanhol, leia-se Estado, deduz acusações sem nada de concreto.
Vi os juristas espanhóis a dizerem que a lei é muito dúbia.
Vi um Estado Espanhol, assediar sem provas concretas um cidadão estrangeiro.
Vi Xenofobia pura, disfarçada de justicialismo Fiscal.
VI E NÃO GOSTEI.
A minha indignação não se prende por:
Ser o Ronaldo.
Ser um Português.

A minha indignação é concreta,
NÃO SE PODE EXPOR AO PÚBLICO, EM DIRECTA A DEFESA DE UM CIDADÃO, MESMO COM O SEU CONSENTIMENTO.
O segredo de justiça, é o mesmo que uma missão dada a um agente secreto, todos os documentos que lhe são entregues são "FOR YOUR EYES ONLY".
O que se assiste é que a devassa da vida privada de um cidadão, é comprada pelos media aos magistrados ou aos funcionários judiciais ou ao pessoal da limpeza dos edifícios judiciais.
Salvaguardar o cidadão e a sua presumível inocência é preciso, é necessário, é urgente, é premente...é essencial e é para agora.
O cidadão aqui é sempre a parte mais fraca, e vai sempre, sempre concordar com tudo o que lhe peçam, por várias razões, que se prendem com este pensamento:
"Se sou inocente e recuso é meio caminho andado para os juízes desconfiarem que eu tenho algo a esconder "
ou
"Se sou culpado, e disser que posso ser filmado, que nada tenho a esconder, pode ser que os juízes acreditem."

Isto para além das defesa dos direitos, liberdades e garantias que são inerentes e deveriam estar presentes sempre em todos os tribunais do mundo.
A justiça, este tipo de justiça, está pelas horas da amargura.
Este tipo de Justiça não cumpre os seus propósitos.
Este tipo de justiça, que antes prejudicava os mais pobres em detrimento dos mais ricos, agora vira-se para os estrangeiros, qualquer que seja a sua condição e vai achincalhar os mesmos ao Vivo e em Directo.

Vive-se apenas a espuma dos dias, o imediatismo.
Vivemos tempos perigosos, e, até, poderemos estar a viver tempos cujo retorno se torne possível, ou, a arrepiar caminho, poderá já não conseguir assumir os valores que antes havia.


For your eyes only, can see me through the night.
For your eyes only, I never need to hide.
You can see so much in me, so much in me that's new.
I never felt until I looked at you.
For your eyes only, only for you.
You'll see what no one else can see, and now I'm breaking free.
For your eyes only, only for you.
The love I know you need in me, the fantasy you've freed in me.
Only for you, only for you.
For your eyes only, the nights are never cold.
You really know me, that's all I need to know.
Maybe I'm an open book because I know you're mine,
But you


A Brigada está indignada e grita bem alto:
O TEMPORA O MORES

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

EMEL - ATÉ OS BURACOS TAXAMOS



A EMEL - Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa, E.M. S.A.,
Isto é o que se lê no sitío da Internet da EMEL:
"EMEL, 20 anos de experiência com pessoas empenhadas no futuro de Lisboa O compromisso da EMEL, é uma cidade para todos- Todos os dias, mais de 600 mil automobilistas disputam 200 mil lugares de estacionamento na cidade de Lisboa. A actuação da EMEL serve os interesses de todos os cidadãos, no garante da rotatividade do estacionamento, da mobilidade e da segurança do tráfego em Lisboa."



Mas isto ESTÁ MUITO LONGE DE SER A REALIDADE QUE VIVEMOS.

Esquece-se a EMEL e também todos os Lisboetas e os utilizadores do estacionamento gerido por esta empresa municipal, que foram vários os pilares que tiveram na base da constituição desta.

Antes do mais, quero aqui dizer que me sinto traído, pelo município de Lisboa, tanto na actual gestão, como na anterior, como na outra que a precedeu, como na outra anterior a essa, e por aí fora até ao dia em que a EMEL, foi por mim e pelos meus pares na altura na Assembleia Municipal de LISBOA, aprovada a sua constituição.

NÃO FOI ESTE TIPO DE PROCEDIMENTOS E ACTUAÇÃO, sob o qual nós aprovámos a constituição desta Empresa.

Agora, passados anos, dou razão aos críticos e aos que votaram contra, na AML, a constituição desta empresa, sem as salvaguardas necessárias.

Sim, eu fui um dos que votei a constituição da EMEL, segundo os padrões da Europa, do que se fazia noutros municípios dessa Europa, esqueci, porém, que a actuação pelo nosso burgo não é a mesma que os outros Burgos, têm para com os seus concidadãos, lá respeitam-nos, cá massacram-nos. Seja qual for o partido que esteja à frente de uma autarquia, seja ele PC/CDU, PS, PSD, CDS-PP ou BE.

Nós à época, éramos deputados municipais., e.... FOMOS ENGANADOS, e ao sermos enganados, por "simpatia" transmitimos esse engano aos restantes cidadãos.
Antes do mais aceitem as nossas desculpas, e aqui o nosso "MEA CULPA" (Não é que o nosso voto contra, contasse para o chumbo da EMEL, na realidade não nos lembramos se votámos a favor ou nos abstivemos, o certo é que estávamos lá e "encarneirámos" na aprovação da EMEL).

TODOS, repetimos, TODOS, SEM EXCEPÇÃO, os partidos que estiveram a dirigir a CML, ou que "suportaram" os executivos, têm culpa no que se está a passar na EMEL, quer seja por acção, quer seja por omissão. 
Preocupam-se mais com a luta política e os resultados eleitorais, do que com a acção concreta no benefício das populações, e esta afirmação é contextualizada, e só se refere a este caso (EMEL), e só a este caso. Pois reconhecemos que muita e boa coisa tem sido feita na cidade, só que esta não é uma delas.

VEJAMOS:
Um dos argumentos foi, e bem, ordenar o estacionamento em Lisboa.
Outro dos argumentos foi a remoção dos "MONOS", ou seja dos carros abandonados na via pública.
Ainda um outro argumento, não sendo o último, mas também não menos importante ou despiciendo, o arranjo das ruas onde o estacionamento pago e ordenado iria ter lugar.
A EMEL, apareceu também com o argumento da dissuasão da entrada de carros em Lisboa, pois foi dito que iriam ser construídos grande parques de estacionamento nas entradas de Lisboa, e que os Transportes Públicos iriam ser melhorados.
A EMEL foi criada também como empresa facilitadora da mobilidade, o evitar e multar quem estacionasse em segunda fila ou incorrectamente prejudicando o trânsito e a mobilidade dos transeuntes. 

Após estes considerandos, e tendo em conta, que era necessária uma empresa municipal, para aligeirar e adiantar procedimentos, que se estivessem numa direcção municipal não se conseguiria.
Muito foi alcançado com a criação da EMEL (e de outras do género por esse país fora), mas... e é um mas muito grande muito perdemos com o aparecimento deste tipo de empresa.

A EMEL não foi criada para passar multas, e dificultar a vida aos cidadãos.
A EMEL, pelo contrário foi criada para facilitara mobilidade.

Comecemos e fiquemos pelo básico, ou seja pelo essencial, colocando a pergunta: 
Era necessário acabar com a selvajaria do estacionamento em Lisboa?
A resposta é indubitavelmente. SIM!
Mas outra pergunta, vem a reboque desta, e a pergunta é: 
Isso foi conseguido?
E a resposta óbvia é NÃO!.
Outras perguntas se lhe seguem: 
Era necessário proceder à remoção dos "monos"?
A resposta é óbvia e positiva.
E tal desiderato foi conseguido? 
A resposta é Não, ou melhor, não na sua totalidade, ou melhor dizendo, num primeiro período sim, mas depois assistiu-se e assiste-se a um desleixo.
A EMEL arranjou as ruas que colocou estacionamento pago?
A resposta é Não, ou melhor, Sim no principio, mas depois assistiu-se a única e exclusivamente à pintura dos locais de estacionamento, à colocação de máquinas, e de agentes mal encarados, que por julgarem que têm um pouco de poder, podem ser ditadores do estacionamento, e, depois, aparecem nos hospitais com narizes partidos...
Foram feitos parques dissuasores nas entradas de Lisboa?
A resposta é : NIM, SIM, mas não os suficientes, ou em quantidade suficiente, que permitisse que os condutores deixassem os carros à entrada de Lisboa, e os transportes que deveriam servir de intermediários no transporte desses parques par ao centro da cidade, nunca foram criados e/ou existiram, devido a diferendos entre os Operadores e a CML, e quem se lixa? O cidadão, como sempre.
A EMEL tem evitado o estacionamento em segunda fila?
A resposta é : NÃO! Pelo contrário o que se vê na Avenida António Augusto Aguiar, nas horas de ponta, é bem exemplo disso, já para não falar das laterais da Avenida da Liberdade. Pois a fiscalização só actua nos carros que não pagaram o bilhete ou que ultrapassaram as horas devidas.

No eixo central da cidade, AVENIDA DA LIBERDADE, onde o estacionamento é mais caro, ou seja é taxado a vermelho ou nas Ruas : Rodrigues Sampaio, Santa Marta, S. José e Rua Manuel Jesus Coelho, onde é taxado a Amarelo, os locais de estacionamento e as ruas ESTÃO UMA VERGONHA, com buracos do tamanho de meia roda, junto aos passeios, piso irregular, que prejudica tanto transeuntes como automóveis.

A EMEL, não cumpre os seus estatutos, não executa os  objectivos para a qual foi prevista, SÓ TAXA, SÓ TAXA, SÓ TAXA.

SOMOS MAL SERVIDOS PELA EMEL, E PAGAMOS FORTE E FEIO.

Repito, isto acontece desde o quarto ano de existência da EMEL, até lá tudo até corria bem.

A EMEL não tem unhas para tocar guitarra, e quem sofre com as suas desafinações somos nós cidadãos.

Isto de até os buracos taxar, tem de acabar.

Se administrativamente a EMEL não cumpre os Estatutos, algo tem de ser feito...

Os trabalhadores que usam o estacionamento de Lisboa, querem ir trabalhar descansados, e irem para casa descansados, merecem pelo menos isso.

A BRIGADA VAI COMEÇAR A LEVAR UM CHAIMITE PARA O TRABALHO OU UM HUMMER...E ASSIM VAI REGRESSAR A CASA DESCANSADA

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Vamos jogar à Sueca?

NÃO SOU MENOS QUE OS SUECOS

Só vou trabalhar 25 minutos em cada hora, e em cada dia 2 h e 50 minutos, 12 horas e 10 minutos por semana e 48 horas e 40 minutos por mês.

VAMOS FAZER CONTAS

E se nos deixássemos de tretas?

Os direitos e os deveres devem ser iguais.

Se a União Europeia impinge aos Portugueses os deveres, de pagar impostos, por causa dos déficits e das metas que eles inventam, nós também queremos ganhar o que ganham os Nórdicos. Sim os nórdicos porque é nosso dever pautar pelos melhores, e não pelos mínimos.


AFINAL É DE EXCELÊNCIA QUE ESTAMOS À PROCURA.E porque assim é, será que pagando mal que vamos ter excelência?


É que galinha gorda por pouco dinheiro NÃO HÁ.


Logo:


Vamos tomar um exemplo de um Técnico Superior, com salário bruto de 1500 por mês, na Dinamarca ou na Suécia, um cidadão com a mesma função está a ganhar 5.000 Euros, ou seja ambos por 140 horas trabalhadas.


Vamos a contas:


Sem contar com as horas extraordinárias, que a maior parte dos Portugueses faz e não é remunerada, enquanto o Sueco ou não faz ou é remunerado por isso.



Trabalhamos 

7 horas por dia o que dá 75,00 € no final do dia de trabalho para o Português e para o Sueco 250,00 €. 
No final da semana de 35 horas o português ganha 375,00 € e o Sueco 1.250,00 €.

Por hora o Português ganha 10,71 € e o Sueco 35,71.


Considerando que aqui ainda acrescem impostos a ambos, e que:

O Português tem uma taxa de impostos Directa de 31% 
e o 
Sueco de 50%, 
ou seja o Sueco têm uma remuneração líquida de 2.500,00 € e o Português 1.085,39 €

Só que apesar dos 50% de descontos, os Suecos têm saúde gratuita e escolaridade desde o ano ZERO até ao Pós -Doutoramento GRATUITO, e o Português paga tudo.


Já não contamos aqui as despesas mensais, etc... porque se formos ver o dinheiro gasto em comida, renda de casa, electricidade, gás, água, transportes, e os imprevistos...todos sabemos quem o Portugês fica sempre prejudicado.


Como estamos a ser lixados e mal pago tomei uma decisão:


Não sou menos que o Sueco, por isso como só ganho 33% do que eles ganham, por isso só vou trabalhar 33 % até que me paguem o mesmo que ao Sueco, que faz as mesmas funções que eu.


É que ao Sueco sobra-lhe dinheiro ao fim do mês e a mim sobra ainda mês no fim do dinheiro.
MAI NADA


A BRIGADA É LIGEIRA, MAS NÃO É PARVA.


Vai Trabalhar Vagabundo


Vai trabalhar, vagabundo
Vai trabalhar, criatura
Deus permite a todo mundo
Uma loucura
Passa o domingo em família
Segunda-feira beleza
Embarca com alegria
Na correnteza

Prepara o teu documento
Carimba o teu coração
Não perde nem um momento
Perde a razão
Pode esquecer a mulata
Pode esquecer o bilhar
Pode apertar a gravata
Vai te enforcar
Vai te entregar
Vai te estragar
Vai trabalhar

Vê se não dorme no ponto
Reúne as economias
Perde os três contos no conto
Da loteria
Passa o domingo no mangue
Segunda-feira vazia
Ganha no banco de sangue pra mais um dia

Cuidado com o viaduto
Cuidado com o avião
Não perde mais um minuto
Perde a questão
Tenta pensar no futuro
No escuro tenta pensar
Vai renovar teu seguro
Vai caducar
Vai te entregar
Vai te estragar
Vai trabalhar

Passa o domingo sozinho
Segunda-feira a desgraça
Sem pai nem mãe, sem vizinho
Em plena praça
Vai terminar moribundo
Com um pouco de paciência
No fim da fila do fundo
Da previdência

Parte tranquilo, ó irmão
Descansa na paz de Deus
Deixaste casa e pensão
Só para os teus
A criançada chorando
Tua mulher vai suar
Pra botar outro malandro
No teu lugar
Vai te entregar
Vai te estragar
Vai te enforcar
Vai caducar
Vai trabalhar
Vai trabalhar
Vai trabalhar

quarta-feira, 13 de julho de 2016

SOMOS CAMPEÕES - WE ARE THE CHAMPIONS


SOMOS CAMPEÕES

GANHÁMOS 
GANHÁMOS 
GANHÁMOS

Os atletas que representam o nosso país, são o nosso orgulho.


O Desporto é importante nas nossas vidas, e ter campeões desportivos é algo que alimenta o EGO de uma NAÇÃO.


SOMOS CAMPEÕES 
NO 

ATLETISMO, 

TIRO, 



NATAÇÃO


FUTEBOL, 


E OUTROS....


e na Volta À França o nosso pessoal já anda a fazer brilharetes.

agora que lhe tomámos o gosto, é um ver se te avias de vitórias.

VIVA PORTUGAL
VIVA PORTUGAL
VIVA PORTUGAL


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Levantaram hoje de novo o explendor de Portugal

Para quem viveu a Conquista do "Novo Mundo" deve ter sido, para eles, algo extraordinário.
Todos os aspectos envolvidos para aquela empresa, devem ter sido excepcionais.

É certo que os Fenícios, Cartagineses, Romanos, Egípcios, Chineses e Vikings, já tinham navegado junto à costa, já conheciam a arte marítima, os Chineses e os Vikings já se tinham até aventurado muito mais além, os Chineses só por uma questão política é que não dobraram o cabo Bojador, e quanto aos Vikings, está provado que chegaram à América (que não teria esse nome se eles por lá tivessem permanecido).

Mas, e voltando ao inicio,  seja como for, a conquista do "Novo Mundo", foi trabalhosa, teve incidentes, morreu muita gente, muitas doenças, muita descoberta, muita evolução, e, ao enfrentar o desconhecido estavam imbuídos de uma enorme, enorme resiliência.
Os Espanhóis e Portugueses ousaram, não interessam os motivos, o que interessa é que ousaram, e por terem ousado e persistido, é que tiveram os frutos dessa ousadia.

Espanha, sempre mais forte e rica que Portugal, nem por isso levou a melhor, mas, e após centenas de anos desse feito,  podemos dizer que Espanhóis e Portugueses foram companheiros (não interessa se rivais ou cooperativos) de uma Jornada que durou pelo menos 3 séculos.

Todos os conquistadores e aventureiros, que eram engajados, escolhiam a profissão de marinheiro ou iam de livre vontade para o Mar, rumo ao desconhecido, a um amanhã que era sempre uma caixa de surpresas, ou lutavam contra o preconceito, ou o mau agoiro, ou a contra-informação, ou não havia água, ou atacava o escorbuto, ou alguma doença, ou não havia vento, ou uma forte tempestade e às vezes até naufragavam, esses conquistadores e aventureiros, tinham raça, fibra e resiliência.

Vem isto a propósito, dos novos heróis, dos heróis dos tempos modernos, que não são mais que uma transformação e refinação dos antigos, falamos dos desportistas, e hoje, em particular falamos do Futebol.

Os heróis dos nosso dias, também têm as suas tormentas para passar, é certo que são pagos principescamente, mas também têm de lutar contra uma imprensa hostil, que tenta virar contra eles os próprios naturais do país através da desinformação, tem contra eles o síndrome de pequenez de um país como o nosso, o preconceito, o mau agoiro, lutam também contra maus técnicos, falta de visão dos responsáveis, contra lesões provocadas ou naturais, mas, estes nossos heróis são conquistadores e aventureiros, têm raça, fibra, vontade e resiliência.

Esse novos heróis fizeram de todos nós, PORTUGAL de Norte a Sul dos Açores a Timor (nós sabemos que frase é politicamente incorrecta, mas não podemos apagar o que aconteceu, e acreditem aconteceu.), sermos com eles CAMPEÕES e orgulharmo-nos disso. 
Eles levantaram HOJE DE NOVO O ESPLENDOR DE PORTUGAL.
VOCÊS CONQUISTARAM UM NOVO MUNDO.

Se somos bons (Portugal) em muitas outras coisas? Sim, somos, mas o Futebol é o que mais nos motiva, e o que mais nos une, 
E SIM RAPAZES ESTAMOS ORGULHOSOS DE VÓS (Já são membros honorários da Brigada) 
Viva Portugal.
Viva a Língua Portuguesa.
VIVA 
VIVA
VIVA
A BRIGADA ESTÁ FELIZ, CONTENTE E EXULTANTE
PORTUGAL 
PORTUGAL
PORTUGAL


sexta-feira, 8 de julho de 2016

The sound of Music ou a Crónica de um país de metaleiros


A Música faz parte integrante das nossas vidas, pelo menos para quem não é surdo.
Desde sempre nos habituámos a ouvir trechos melodiosos, ou a mais pirosa das canções.
Também, para quem é Português, ouvimos desde sempre que o país está em crise, que não há dinheiro, que somos os últimos dos países mais ricos, e o que nos coloca no nível de seremos os primeiros dos países mais pobres.
É uma espécie de pragmatismo ao olharmos para um copo meio cheio ou meio vazio, como queiram.
Mas se existe uma coisa que os "Tugas" são bons, é nas aparências e no gastar aquilo que não têm, e em termos governativos no "enganar a malta toda" para beneficiar meia dúzia, meia dúzia essa que a muita das vezes nem sequer é portuguesa, e dizíamos nós, politicamente, sejam partidos de direita ou de esquerda, têm, como é bom de ver, o mesmo hábito que o resto dos "Tugas", ou seja gastam o que não têm, com a particularidade depois de serem outros a pagarem mais à frente.

Claro que, entretanto vamos todos beneficiando das obras ou feitos, uns mais que outros é certo, porque ao contrário do que querem fazer crer, não existe futuro sem passado, e nós, os de hoje, andamos a beneficiar de investimentos passados, que, também foram as gerações vindouras que pagaram ou que pagaram e pagam para manter.
Bem vistas as coisas, como não somos um país rico, se assim não fosse nada se faria.
Mas não é sobre isso que vos queremos falar, queremos falar sobre música e dinheiro.

Já dizia Júlio César, para controlar o povo é preciso "Pão e Circo", ou traduzido para o contexto português "O que eles querem é música e fardamentos novos".
Vem a talhe de foice, a constatação do grande (e exagerado) número de eventos musicais festivaleiros, ou seja, os Festivais de Verão, corrigindo, o que antes eram festivais de Verão, e que agora são quase o ano inteiro.
Fazemos aqui uma ressalva, esta loucura de festivais, não é desta geração, tudo começou como Woodstock, e depois a partir daí veio sempre a aumentar.

Noutro dia vimos uma reportagem que demonstrou que este tipo de Festivais são mais de 200, e vão desde a velhinha Festa do Avante, promovida pelo partido PCP, aos promovido pelas empresas distribuidoras de conteúdos de televisão a NOS, VODAFONE e a MEO, distribuidoras de Bebidas, tendo-se-lhes juntado a distribuidora de Electricidade EDP,  já para não falar dos antigos Vilar de Mouros, Paredes de Coura, e claro o famigerado Rock in Rio.
Ou seja temos festivais "a dar com um pau" o ano inteiro em Portugal, com os grandes patrocínios das Cervejeiras sempre presente, seja o festival com o nome deles ou não .

Curioso, assistir a constantes aos avisos da comunidade médica, dizendo que o alcoolismo começa a afectar cada vez mais os mais jovens, e ver os anúncios a dizerem "Beba com moderação", e depois assistir ao constate apelo das empresas de bebidas, para que os jovens consumam álcool nos festivais, e se não o fazem por via directa, fazem-no por via indirecta, mas há que fomentar a indústria não é?
Já para não falar da quantidade de drogas que por esses festivais pululam, e que, as autoridades são permissivas em relação a isso...mas, também aqui há que fomentar a indústria.


Quem parece estar contente aqui são as fábricas de contraceptivos (nenhuma delas portuguesa claro está), mas aí não há nada a dizer ou a apontar (no nosso ponto de vista).
É certo que uma pessoa se precisa de divertir, mas vai uma distância entre o divertimento em Liberdade e a libertinagem, e nós, em Portugal estamos na fase da Libertinagem.
Vamos lá voltar à questão Principal MAIS DE DUZENTOS FESTIVAIS POR ANO, ainda por cima estes festivais são realizados NUM PAÍS QUE NÃO TEM DINHEIRO,e cuja taxa de desemprego, não está nos níveis que nós gostaríamos.

Existe aqui qualquer coisa que não bate certo, como é que os festivaleiros, têm dinheiro para tanto festival?
Não contamos aqui quem vem do estrangeiro (que ainda são um número razoável), e também não contamos aqui com os inúmeros bilhetes que as empresas patrocionadoras oferecem.
Falamos em relação aos nacionais, aos nacionais que pagam entrada, ou existe muito mercado paralelo, ou existe muita gente que não declara o que ganha, ou existe muita gente a praticar actividades ilegais e a sustentar-se à conta dessas ilegalidades, ou andam a viver acima das suas possibilidades ou tudo o que atrás foi apontado em conjunto.

Algo está profundamente errado.
Estes festivais, e os festivaleiros vão já protestar, mas é verdade, causam incómodo ao resto da população, que não gosta, não vai, nem quer saber destes festivais para nada.
Estes festivais são uma fonte de poluição sonora preocupante, tomemos como exemplo o NOS Alive, que é realizado no Passeio marítimo de Algés, mesmo à entrada de Lisboa, o som daquele festival chega até Alcântara, passando por Belém e Ajuda, e como "toca até tarde" e como sabemos a música que por lá passa não é suave, não deixa descansar os cidadãos daquelas zonas.
Ah e tal, dizem vocês, podem sempre fechar as janelas, poder até podem, mas como está calor, e as casas estão quentes de noite não é uma opção viável.
E o que se passa ali, também se passa com o Rock in Rio, etc...etc...

Mais valias para as populações daquela zona? 
ZERO
Mais valias par ao Turismo?
Muito próximo do ZERO
Benefícios para a indústria Alcoólica?
Muito, mas isso a nós não nos interessa, pois não somos quem lucra ou tira dividendos disso.
Além do barulho do festival, a autarquia local tem de arranjar o local, limpar o lixo, destacar funcionários, e julgamos que o que os festivais pagam pela utilização do espaço, não paga esse trabalho todo, e sobretudo, definitivamente, não paga o descanso.

É que não é só o barulho do festival, é o antes e o depois, e os incómodos que causam ao trânsito, pois cotam estradas, os transportes públicos ficam cheios durante horas.
E, sinceramente, o excesso de oferta de festivais, fazem com que estes deixem de ser especiais.
Não somos a favor que se acabem com os festivais, mas, mais de 5 por ano , já é demais, e neste momento temos mais de 200.

Não há dinheiro não há palhaços... pergunta-mo-nos quem paga tudo isto?
Acresce que oferta de música clássica é ZERO ou praticamente Zero, acresce que o ensino da música vai pelas horas da amargura, e principalmente acresce, que existem mais formas de arte do que a Patrocinada pela Musa Euterpe.
A BRIGADA GOSTA DE MÚSICA
MAS NÃO VAI EM CANTIGAS...

José Cid
Minha Música


Música, eu nasci prá música
Para te ver sorrir e a sonhar
E se escutares com atenção
Tens o bater do teu coração
Na minha música

Recordo-me hoje vagamente
De quando era criança
Vivia numa vila linda à beira Tejo
Tinha uma namorada loira
E os amigos da escola
Sexta-Feira Santa dia no cortejo
E o meu pai dizia filho quando fores maior
Tens que ser um engenheiro ou Doutor
Qual Doutor dizia eu
Que mau Doutor seria
Quero é cantar numa telefonia

Refrão:
Música, eu nasci prá música
Para te ver sorrir e a sonhar
E se escutares com atenção
Tens o bater do teu coração
Na minha música

Quando entrei para o liceu
Comecei a tocar
O Jazz, a Bossanova, o Blues e o Rock and Roll
O António, o Marco e Michael
Eram os mil cento e onze
Os Beatles, o Elton John, Bob Dylan e os Rolling
Stones

E o meu pai dizia filho
Tens que usar gravata
Vê mas é se ganhas tino e juizinho
De blusão e de Blue Jeans igual a James Dean
Já mordia cá por dentro esse bichinho

Refrão:
Música, eu nasci prá música
Para te ver sorrir e a sonhar
E se escutares com atenção
Tens o bater do teu coração
Na minha música

Refrão:
Música, eu nasci prá música
Para te ver sorrir e a sonhar
E se escutares com atenção
Tens o bater do teu coração
Na minha música


Na minha musi
Minha musi
Minha música



terça-feira, 5 de julho de 2016

A CULPA É DA GERTRUDES

Caros Bloguistas Militantes 

Existem App’s para tudo e mais alguma coisa, e mais vão surgir.
Além das App's também já temos o Google Earth, já enviamos sondas para a Lua, Marte, Júpiter, a guerra já se faz com Drones, quero com isto dizer que para o bem e para o mal, a humanidade já atingiu um estágio computacional que nos pode servir e auxiliar em diversos sectores.

Agora qualquer Universidade que tenha áreas de informática, existem alunos que são competentes para inventarem um sistema que nos pode auxiliar no dia a dia, e a custos baixos com mão de obra e engenho nacional, e isto podia e devia ser potenciado de modo a que todos podíamos beneficiar, isto se, as entidades públicas fizessem parcerias e protocolos com essas Universidades…

Porque é que estamos a levantar esta questão?
Vamos tentar explicar enquadrando:
Nós os cidadãos no nosso atarefado dia-a-dia, com as múltiplas tarefas que temos de fazer, a grande quantidade de informação para ser gerida, não nos apercebemos (embora nos incomode, e muito) daquelas coisas que nesses mesmo dia-a-dia nos fazem atrasar, são incongruentes, daquelas coisas que qualquer ser humano comum olha, e vê que aquilo está errado e que alguém de bom senso nunca faria ou então melhoraria, excepto as chefias do funcionalismo público serôdio que comanda esta coisa toda.


Queremos ressalvar que existem muitos e bons funcionários públicos, mas que estão submersos e colocados em locais que não podem brilhar, nem contribuir com a sua inteligência, diligência e ideias para fazerem andar o país, e, o mais preocupante, é que infelizmente não é só aqui em Portugal que isto se passa…notamos isso por todo o funcionalismo do mundo inteiro.


Desenganem-se que estamos a defender aqui privatizações ou liberalizações, sublinhamos já que estamos a defender moralizações e optimizações do sistema, o Liberalismo e a entrega a privados só o deverão ser nos sectores em que o Estado não tenha capacidades ou meios materiais ou humanos para exercer essa função, mas que possa e deva exercer um efectivo papel de regulador e de sancionador, para que não existam abusos, nem poder dominante.

Bom mas, a nossa “crónica” de hoje não é sobre isso, versa sobre o SISTEMA DE REGULAÇÃO DE TRÂNSITO (serve este exemplo para todo o país, mas vamos usar a figura de estilo metonímia (ou seja usar a parte pelo todo), queremos também desde já esclarecer que o sistema que vamos defender, é o que está implementado na cidade de Lisboa, por duas razões o defendemos, a primeira é por estar já implementado, a segunda é porque este sistema já deu provas internacionais de que é bom, se fosse outro o sistema e fosse igualmente bom, defende-lo-íamos igualmente, o que nós queremos é que as coisas funcionem.

Em Lisboa (sejamos mais precisos, em algumas partes de Lisboa), o sistema implementado é o GERTRUDE (Gestion Electronique de Régulation en Temps Réel pour l'Urbanisme, les Déplacements et l'Environnement).

O 'Gertrude' é um sistema de controlo centralizado de gestão do trânsito, implementado na cidade de Lisboa desde 1985, é um software que gere o sistema de semáforos da cidade e gere os fluxos automóveis, através de sensores implantados no pavimento e ligados a uma estação central de controlo viário.

Foi concebido por uma empresa de Bordeaux-França e lá também está implementado).
Em Lisboa tem sido gerido numa parceria do Departamento de Tráfego da CML com a empresa Eyssa-Tesis, empresa que detém o monopólio da semaforização de Lisboa e do sistema de radares fixos da cidade.

Ora aqui é que está o Busílis da questão, uma empresa privada que detém o monopólio, e que essa parceria está a funcionar pessimamente. (Não vamos hoje falar de interesses particulares que estão dentro dos municípios e que os Presidentes ou Vereadores desconhecem por completo). Ou seja entregaram, na gestão do CDS-PP, a um privado o exclusivo da semaforização, e já mudaram Presidentes de Câmara e Partidos e continua tudo na mesma.

Não, a questão dos privados não é para hoje, é para um dia se me apetecer (também não sabemos nada que vós também não sabeis)....Mas encontramos aqui aqui uma SINGULARIDADE, uma empresa Privada a gerir o Trânsito em Lisboa em conjunto/parceria com o Departamento de Tráfego da Câmara, e nós todos a constatar que o Trânsito de Lisboa dia a dia piora, que não é fluído, que não é regulado como deve de ser, que os automóveis e peões esperam mais do que deveriam esperar num semáforo fechado o que é mais desesperante quando não está lá ninguém excepto tu.


Dizíamos nós, TEMOS UMA SINGULARIDADE e um Problema. O problema é o Trânsito de Lisboa, e a Singularidade, é que temos uma empresa privada e uma Entidade Pública a gerir, e a coisa que gerem não funciona, nem nunca funcionou a 100% ou seja, a Singularidade advém que nem os que defendem as teses liberais têm argumentos para defender ou atacar, nem os que defendem o público possuem também teses que sustentem ou ataquem o sistema.
Ou seja é um imbróglio.

Vamos por partes, nós conhecemos a agradabilíssima e lindíssima Cidade de Bordeaux, e por incrível que pareça o sistema lá funciona muito bem, e é muito agradável passear pelas suas ruas, principalmente pelas do centro de cidade. O trânsito é fluído e os sinais e são amigos do cidadão.


Poder-se-á concluir (não empiricamente), mas por “saber de experiência feito” e provado, que se o sistema GERTRUDE funciona, o problema não é informático, é de Incompetência Técnica e de Inabilidade Política, eu passo a explicar, é técnico, porque os técnicos do Departamento de Tráfego têm em mãos um “diamante por delapidar” e não o sabem fazer, ou porque não têm conhecimentos técnicos para tal, ou porque ninguém, em 31 anos foi a Bordeaux tirar um curso, ou mais grave, que os funcionários que foram, saíram da CML e foram contratados por uma empresa privada, levando o Know-How com eles (não estou a dizer que aconteceu, estou a dizer que é uma possibilidade).


O problema também é de inabilidade política de vários quadrantes, pois em 31 anos, já passaram pela CML, vários Presidentes, de diversos partidos tanto de esquerda como de direita.
Todos os partidos têm aqui uma responsabilidade no que se passa com o Trânsito de Lisboa, TODOS, sem excepção, uns por acção, outros por omissão, outros por inacção, outros por bloqueio, TODOS responsáveis, por isso não se culpe  (ou não se culpe só ) o actual executivo.
E cada ano que passa a situação agrava, por isso é preciso agir, e só com todos os partidos, na CML e na AML se consegue o feito.
Pois o que existe em Lisboa, e nos seus autarcas neste particular é um provincianismo e uma preocupante falta de visão, que impedem e vão continuar a impedir (se não existir consenso) os ajustes e alargamento necessário a toda a cidade, que o GERTRUDE necessita e permite.


Voltando à parte técnica, apesar de não ser comparável, o tamanho de Bordeaux com o de Lisboa, em escala, conseguir-se-ia fazer com que o mesmo sistema funcionasse (o GERTRUDE, tem capacidades para tal, basta ser ajustado). 


Mas o grave disto tudo, é que além de não ter ajustamentos o sistema GERTRUDE não abrange toda a cidade, e mais, este sistema deveria fazer muito mais que isso, deveria estar implementado em toda a Área Metropolitana de Lisboa (AML).
É que Lisboa não é uma ilha, além de ser a Capital do Distrito também é a Capital do País..
Por ser metrópole, o tráfego deveria ser gerido em conjunto com todos os concelhos da AML, pois (também) é de lá que vem a maior parte das viaturas que entra em Lisboa no início do dia, e (também) é para lá que vão no final do dia (não, hoje não vou falar da importância dos Transportes Públicos).


Mas os lóbis dos “patos bravos” e do "Betão" são ambiciosos, gananciosos e lixados, e Lisboa (os seus decisores) preferiu endividar-se a construir vias rápidas, túneis e viadutos que só garantem duas coisas: o encher dos bolsos ao "betão" e aos “patos bravos” e a invasão diária de mais de meio milhão de veículos à cidade.

Há que dizer que o poder político, aconselhado pelos técnicos, ao invés de fazer como fez a cidade de Bordeaux que colocou linhas de eléctrico com as suas vias protegidas para não permitem o acesso dos automóveis ao centro urbano, e fazendo uso de todas as potencialidades do sistema GERTRUDE para regular o tráfego, em Lisboa resolveram fazer a vontade aos Lóbis.

Ter uma cidade, que não ter um sistema completo de semáforos inteligentes, que não possui transportes públicos e viaturas de emergência com um sistema de mudança de semáforos, que os peões não sejam uma prioridade, tendo estes de estar à espera infinitamente pela temporização do sinal para atravessarem a rua, que à noite obriga os condutores a parar em vermelhos só porque sim, que não tem os tempos de semáforos regulados entre a mudança da cor dos semáforos, é uma cidade que tem uma completa falha na área de transportes, é um insucesso.


Ter uma AML, que não está sincronizada e controlada por um sistema “GERTRUDE”, é uma aberração política ainda maior, damos só um exemplo: na gestão de grandes catástrofes ou eventos, não ter os semáforos sincronizados de modo a que o trânsito seja fluído, é contribuir para o dispêndio de tempo e em grandes catástrofes para a perda de vidas.


Pena é que alguns técnicos que sugerem viadutos, túneis e outras obras de arte, não conheção o sistema que está implementado na sua Cidade, e sugiram por isso opções técnicas erradas aos políticos, que as transformam em decisões políticas menos acertadas, quando, na realidade poderiam poupar milhões ao erário público se ajustassem e usassem as ferramentas já implementadas na sua máxima potencialidade.

São por isso injustas as críticas ao “GERTRUDE”, porém estas críticas são completamente fundamentadas quanto ao sistema escolhido para a regulação do tráfego em Lisboa, é que ter optado por ter um sistema "coxo" teve como consequência a contribuição para o estado do caos do trânsito da AML.
Sim, porque o que faz do sistema "coxo" é o facto de não estar aproveitado informaticamente em toda a sua potencialidade aliado ao facto de não estar implementado em toda a cidade, e muito menos em toda a AML.


É contraditório vermos as Câmaras a dizer que estão a melhorar o ambiente, a dizerem que os automóveis poluem, que se tem de tirar carros na cidade, e depois ver que ao não implementarem completamente um sistema como o “GERTRUDE” (ou outro qualquer eficaz), contribuem para: a insegurança rodoviária a vários níveis, os tempos de espera infinitos, a não fluidez do tráfego e com isso tudo aumentam a poluição.


O Sistema “GERTRUDE” tem várias potencialidades técnicas (sim nós fomos consultar) que não estão a ser aproveitadas e que é interessante saber:
a) O sistema é flexível, extensível e adaptável;
b) O ajustamento do sistema actual não é, nem pode ser imputável à empresa francesa que o idealizou (sim verificámos isso).

O sistema que foi comprado à empresa francesa, e o o facto de não existir desde aí um melhoramento, resulta das directivas políticas assentes numa visão técnica e depois política arcaica relativa à mobilidade urbana (é o que dá, na Função Pública, existir nas propostas a frase à consideração superior, sem haver uma análise crítica).
E Infelizmente, é uma visão que todos os partidos que pela CML e AML passaram (CDS-PP, PSD, BE, PS, PCP. VERDES, e outros) têm, devido a não ter pessoas preparadas e/ou sensibilizadas para o assunto (salvo honrosas excepções).


Torna-se necessário e urgente os políticos e os técnicos, voltarem a visitar a empresa que idealizou o GERTRUDE e a cidade de Bordeaux (para verem o sistema em funcionamento), e que também sjam convidados para virem a Lisboa os técnicos dessa empresa para estudarem  in loco o problema, para que depois em conjunto consigam idealizar um sistema que mude as actuais directivas e coloquem a cidade a funcionar eficazmente em termos de trânsito.


Torna-se necessário acabar com as exclusividades empresariais no controlo de tráfego. 

É uma pena saber e ver que a actual CML, tem políticos com visão para as áreas do Turismo, Ambiente, Ensino, Desporto, Requalificação da Cidade, e que até estão a fazer um bom trabalho, no melhoramento da cidade, mas quanto à área do Trânsito estão completamente a leste.

Por último, e para prevenir críticas, de quem diga que o sistema GERTRUDE não consegue gerir o tráfego da AML, ou seja se nada do que se disse atrás pode ser aplicado, então tenham CORAGEM e implementem um que funcione, não só em Lisboa mas em toda a AML..


Isto pouparia muitas horas na vida das populações, pouparia combustível, pouparia no desgaste das viaturas, contribuiria para o melhoramento do ambiente, contribuiria para reduzir o stress e para o aumento da vontade de produzir. Por isso meus senhores ENTENDAM-SE, e se possível ainda este ANO, aproveitem pode ser que existam verbas da UE/EU para o efeito.

A BRIGADA JÁ CONHECE A GERTRUDE, MAS GOSTA MAIS DE ANDAR PELAS ESTRADAS DO CAMPO .

John Denver - Take Me Home, Country Roads


Almost heaven, West Virginia
Blue ridge mountains, Shenandoah river
Life is old there, older than the trees
Younger than the mountains, growin' like a breeze

Country roads, take me home
To the place I belong
West Virginia, mountain momma
Take me home, country roads

All my memories, gathered round her
Miner's lady, stranger to blue water
Dark and dusty, painted on the sky
Misty taste of moonshine, teardrops in my eyes

Country roads, take me home
To the place I belong
West Virginia, mountain momma
Take me home, country roads

I hear her voice in the mornin' hour she calls me
The radio reminds me of my home far away
And drivin' down the road I get a feeling
That I should have been home yesterday, yesterday

Country roads, take me home
To the place I belong
West Virginia, mountain momma
Take me home, country roads

Country roads, take me home
To the place I belong
West Virginia, mountain momma,
Take me home, country roads
Take me home, country roads

Take me home, country roads