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Toda a brigada tem um cabo... todo o cabo pode chegar a Imperador... todo o Imperador pode mudar o destino de uma nação ... todas as nações podem mudar o destino do mundo ou não...

quarta-feira, 21 de março de 2018

PORQUE HOJE CHEGOU A PRIMAVERA

Virá um dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem."(Leonardo Da Vinci).

"Haverá um dia no qual o "homem" conhecerá o íntimo dos "animais", e neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a "humanidade"! (Leonardo Da Vinci).

Caros Bloguistas Militantes,
Quero desejar a todos um EXCELENTE Equinócio da Primavera!

Hoje comemoramos o dia em que é o Princípio da Vida, depois dos dias de Inverno.

O Planeta TERRA renasce.

Hoje é o dia da Árvore, por isso, devemos dar mais atenção ao Planeta de todos nós.

Já que parece que ninguém lhe deu a devida atenção.

Será a Primeira primavera depois de milhares de anos, que estamos sem um Macho de Rinoceronte Branco, só sobram duas fêmeas, mas como diz o cientista no Jurássico Parque, a natureza encontra sempre um caminho.

Milhares de espécies desapareceram, umas devido à evolução natural das espécies,  mas ultimamente devido à estupidez e cupidez Humanas.

A nossa espécie é definitivamente a mais prejudicial para este Planeta, que se quer belo e tranquilo e cheio de vida.

É por isso que nesta Primavera a nossa consciência ambiental tem de se levantar contra a apatia reinante.

Como dizia John Milton, no livro "Paraíso Perdido"-"Não acuses a natureza, pois ela fez a sua parte. Agora faz tua a tua.".

Estamos preocupados, andamos todos preocupados, sentimos que os anos e os séculos passaram pela Terra e o ecossistema, que esta, em si, encerra, está a entrar em entropia.

É certo que tudo tem um princípio e um fim, mas tem de ser na nossa ERA?

É verdade que as nossas atitudes ou omissões como Humanos, tudo o que nós fizemos na Terra acelera a degradação, e muito do que está a acontecer a nós Humanos se deve, mas tem de ser na nossa ERA que isto dá o estoiro?

Esperamos que não, e quando der, que seja de causas naturais e após milhões de anos, após o nosso Sol esgotar a sua energia.   Esperamos também que já tenhamos descoberto formas de colonizar planetas noutras galáxias e que a Humanidade seja mais natural e civilizada, e esteja em harmonia com tudo o que a rodeia.

Agora andamos preocupados... e espero que não sejamos no futuro acusados de nada ter feito... isso causa-nos angústia e desespero...

Como explicar tamanha estupidez, como explicar que a nossa omissão foi induzida, como explicar que não tivemos consciência, apesar de estarmos evoluídos (ou pensarmos que estávamos)?

É bem verdade o que alguém (que não sei precisar quem) escreveu "sopram no iogurte os que se queimaram na sopa"- Pois assim estamos nós.

Ficarmos parados de braços cruzados, porque sempre foi assim e sempre há-de ser, não é uma atitude de um ser humano pensante...

Dizia um amigo nosso:

"Não evoluímos espiritualmente desde o tempo dos antigos Gregos", vejo todas as armas nucleares e toda a tecnologia que já conseguimos evoluir, mas intelectualmente ainda estamos no séc. V A.C.

Um premiado de ficção científica escreveu

"No fim , há um limite para os ensinamentos dos pais(...) . Para lá desse limite, o destino dos filhos está nas suas próprias mãos." David Brin, A guerra da Elevação, vol II, Europa América, pag.99.

O nosso destino está nas nossas mãos e não na divina providência... antes estivesse...

Nós, Humanos, comportamo-nos como autenticas bestas com o nosso meio ambiente.

Andamos a trair quem nos acolheu no seu seio, andamos a morder a mão a quem nos dá de comer...

David Brin, no livro "A guerra da Elevação", que já citámos, escreveu o seguinte
"Ora- respondeu o chim , encolhendo os ombros.-Que importância tem a traição e o ataque a um patrono? Tudo faz parte do meu dia de trabalho." vol II, Europa América, pag192. CHIM=CHIMPAZÉ, PATRONO= RAÇA QUE O ELEVOU A SENCIENCIA.

Pois é embrenhados nas nossas vidinhas, perdemos a capacidade de ver o global e as nossas pequenas "traições" desrespeitam tudo e todos, e dizem respeito a tudo e a todos; mas como diz o chimpanzé no livro citado "tudo faz parte do meu dia de trabalho".

Dando realce à mensagem que David Brin deixou no livro atrás citado e que nos tocou bastante.
Quem disser que os livros não nos mudam as perspectivas, está enganado, redondamente enganado e nós já no pós-fácio do livro mudámos as nossas ideias, as nossas perspectivas e começamos a mudar as nossas atitudes...

Mas será o suficiente?

Não somos, não queremos, nem pretendemos ser envagelizadores, mas estas palavras dever-nos-iam fazer reflectir e repensar as nossas prespectivas e atitudes:
"Primeiro receámos as outras criaturas que partilhavam a terra connosco.Depois, quando o nosso poder aumentou, pensámos nelas como sendo nossa propriedade, uma propriedade de que poderíamos dispor como nos apetecesse. A falácia mais recente (bastante simpática, em comparação) é a de jogar na ideia que os animais são virtuosos na sua naturalidade e que só a humanidade é louca, viciosa, rapace e diabólica, um verdadeiro cancro maligno da criação. Este ponto de vista afirma que a Terra e todas as suas criaturas estariam muito melhor sem nós.Só ultimamente começámos a seguir um quarto caminho, uma nova maneira de olhar para o mundo e para o lugar que nele ocupamos. Um novo ponto de vista sobre a vida. Poderemos ter evoluído, mas devemos perguntar a nós próprios se não seremos iguais aos outros mamíferos, sob muitos aspectos. Não podemos tirar lições daquilo em que somos semelhantes? As diferenças não nos podem também ensinar qualquer coisa?Assassínio e violação, as mais trágicas formas de doença mental... encontramo-las agora também entre os animais, tal como em nós. O aumento do poder cerebral só exagera o horror dessas nossas disfunções, mas não é a sua causa. A causa é a escuridão em que temos vivido. É a ignorância.Não temos de nos encarar como monstros para propagarmos ou ensinarmos uma ética do ambientalismo. Hoje sabemos bastante bem que a nossa própria sobrevivência depende da manutenção de complexas redes ecológicas e da diversidade genética. Se destruir-mos a Natureza... morreremos.No entanto, há mais razões para protegermos as outras espécies, entre as quais uma que raramente- ou nunca - é mencionada. Talvez sejamos os primeiros com a capacidade de falar, de pensar, de construir e ambicionar, mas podemos não ser os últimos.Outros poderão seguir-nos nessa aventura.Talvez um dia venhamos a ser julgados quanto ao modo como desempenhámos o nosso papel quando éramos os únicos guardiões da Terra." - David Brin, in "a guerra da elevação-vol II", no pós-escrito, pag.311, ano 1987.
Pensem nisto, reflictam e ajam em consonância.
BOM Equinócio para TODOS!

Letra Carlos Alberto Moniz
Vamos fazer amigos entre os animais
Que amigos destes não são demais na vida
Que vêm aqui mostrar
Que têm uma família como eu e tu

Só que esta mora numa outra casa
Que se chama (Digam!)
Arca de Noé!
Vamos lá ver como é
Arca de Noé
Há animais que falam como nós
Como eu e tu
Há animais que falam como nós
Como eu e tu
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA LUTA POR UM PLANETA DE TODOS, BOM EQUINÓCIO.

terça-feira, 13 de março de 2018

Oh IVA....IVA ...Badajoz à vista.


O IVA

Na União europeia a tabela máxima do IVA é a seguinte para
os diversos países.
§  Hungria – 27%
§  Dinamarca, Suécia – 25%
§  Roménia – 24%
§  Grécia, Irlanda, Polónia, Portugal e Finlândia – 23%
§  Bélgica, Espanha, Itália, Letónia, Lituânia – 21%
§  Bulgária, República Checa, Estónia, Áustria, Eslovénia, Eslováquia, Reino Unido – 20%
§  França – 19,6%
§  Alemanha, Holanda – 19%
§  Malta – 18%
§  Chipre – 17%
§  Luxemburgo – 15%
Estes são os valores da taxa normal de IVA nos países da
União Europeia.
Alguns países possuem mais do que uma taxa de IVA
(como a Irlanda,
com quatro taxas diferentes).


Portugal coloca-se assim na 4ª posição das taxas de IVA mais altas da União Europeia,
com uma taxa normal de IVA de 23%.
Em primeiro lugar está a Hungria, com o IVA mais elevado no espaço
comunitário europeu (27%), enquanto em
último lugar (a taxa mais reduzida)
está o Luxemburgo (17%). 

Não existe uma uniformidade nas tabelas de impostos indiretos na Europa.

Bom, verdade seja dita, não existe também uniformidade nos salários.

Se quisermos aprofundar mais, tirando a Moeda Única,
quase tudo o resto é disforme.

Na EU/UE o que é uniforme são as regras para tudo
o resto, não fossem os Alemães
a mandar nisto tudo, claro está.

As regras têm de ser iguais, dinheiro que é bom,
e nós gostamos, tá quieto,
não há uniformidade para ninguém.

Ou seja, na União Europeia, cumpres as regras
pagas e não bufas.

Vem pela tabela máxima do IVA, a diferença
entre comprar no Luxemburgo
e na Hungria, esta é enorme.

Mas as regras que têm de cumprir em termos
de SHST e outras, são as mesmas.

Não é assim que se constrói uma União,
aliás indo por este caminho só vamos
rumo à desunião.

Não foi esta a Europa pensada e gizada
por Konrad Adenauer, Joseph Bech,
Johan Willem Beyen, Winston Churchill,
Alcide De Gasperi, Walter Hallstein,
Sicco Mansholt, Jean Monnet e Robert Schuman,
no tempo em que havia pensadores e políticos a sério.

Agora que só temos lacaios das multinacionais,
que pensam primeiro no seu bolso antes de
pensar numa união de povos, caminhamos de
uma União Europeia para uma Indefinição Europeia.

A história repete-se com protagonistas diferentes,
os cenários são diferentes as circunstâncias são
diferentes, mas o fim vai ser o mesmo,
e a história está-se a repetir.

Nós somos europeísta, nós somos mais que isso, somos mundialistas, convictos que é passo a passo que conseguimos essa união de povos, que dará ao planeta Terra finalmente um bem comum da humanidade, o prosseguir com políticas que façam com que a Humanidade vá mais além e consiga explorar no Espaço novos Planetas, o expandir da Colónia Terrestre, o assegurar o futuro da Humanidade conquistando e colonizando pacificamente outros Planetas.

Passo a passo, e nesses pequenos passos, o convergir para a igualdade de tratamento, entre povos, é essencial.

E, esta questão do IVA, e dos impostos europeus, que estão associados a esta ideia, tem de ser equacionada, e todos os povos que fazem parte da União Europeia, tem de ter a mesma carga de impostos interna, os salários mínimos tem de ser iguais, tem de existir um denominador mínimo comum, para que, então sim, se possam exigir regras comuns.

Mas, mesmo essas regras comuns, tem de ser adaptadas aos usos e costumes dos povos locais. Os alemães não podem impor regras, como se a Europa toda fosse uma Alemanha. Isto não é o 4º REICH, e cada país tem o seu clima, as suas especificidades, as suas coisas boas e as suas coisas menos boas, e há-que adaptar essas regras a essas idiossincrasias.

Sim, uniformização em termos de taxas e impostas, sim em termos de salários mínimos e condições de trabalho, e de regras gerais por todos aceites, não, obviamente que não em tudo o que tem de a uma uniformização do politicamente correto.

Há que respeitar as tradições, sermos iguais nas diversidades, somos europeus, temos uma raiz comum, e o respeito por essa raiz filosófica, antropológica, histórica é preciso ser respeitada.

As taxas, os impostos, algo já muito antigo e que consideramos de sempre desde que apareceu a moeda e governantes, têm de ser primeiramente justos, uniformes e as suas receitas aplicadas sempre para o bem comum.

Hoje vimos uma reportagem de alguém que faz as compras pela Internet, e que adquire comida para animais em Espanha, porque lá o IVA é mais baixo e os produtos mais baratos, mesmo mandando vir de outro país.

Mas isto faz algum sentido?

Não , não faz. É verdade que temos livre circulação de pessoas e bens, mas estar a prejudicar a riqueza da sua região comprando noutro país/região, quando esse produto se vende lá, mas vamos comprar a outro país porque os impostos são mais acessíveis, não faz sentido.

Não estamos a dizer que não se comprem coisas em Espanha, pois existem produtos em França, Espanha, Alemanha etc… que não existem em Portugal, o que estamos a dizer é que a discrepância entre taxações, que faz com que se comprem produtos mais longe “do que a mercearia da esquina” não tem razão de ser.

É o desincentivar da produção nacional (seja de que país for, falo de Portugal mas o mesmo se aplica à Hungria, Grécia etc…), o verificar que um povo que é taxado acima dos outros, quando as condições deveriam ser iguais, é no mínimo afastar esse povo da União pretendida para a Europa.    

É o estar a promover a concorrência desleal, concorrência de e entre Estados através dos impostos, tu compras um produto em determinado país da União, não porque ele é mais barato, pois o comerciante abdicou da margem de lucro, mas porque apesar de ser o mesmo preço  o produto fica mais barato porque a taxação de impostos é mais baixa, e logo compensa ir comprar ao estrangeiro de dentro ( leia-se mercado interno da União).

É o introduzir uma concorrência desleal por parte dos Estados, é o promover da desunião europeia. Fazia e faz sentido em relação aos países extra comunitários, mas não quanto aos intra comunitários.

Quando olhamos para os salários dos Portugueses e dos Gregos, e se junta o nível de taxação, e olhamos para a Suécia ou para a Alemanha, e vemos os salários e o nível de taxação deles, a conclusão é bem óbvia: Aos Suecos e os Alemães sobra-lhes salário no final do mês, e aos Portugueses e Gregos sobra-lhes mês no final do salário.

É por causa destas e de outras que construímos desunião e aprofundamos o fosso Norte-Sul e Este-Oeste.

Deixámos de ter pensadores e passámos a ter lacaios das multinacionais americanas e outras fora da União, e esses não querem nem nunca quiseram uma União Europeia forte, e nós estamos a fazer-lhes a vontade.

Assim os Portugueses continuam a ter a postura, OH IVA! OH IVA! BADAJOZ À VISTA.


Portugal na CEE - GNR


Na rádio, na TV

nos jornais, quem não lê

Portugal e a CEE

Quanto mais se fala menos se vê

eu já estou farto e quero ver

Quero ver Portugal na CEE

Quero ver Portugal na CEE


À boleia, pela rua

lá vou eu ao mercado comum

mal lá cheguei, vi o boss

tinha cunhas, foi o que me valeu

perguntei-lhe "Qual era a tua ò meu ?"


Quero ver Portugal na CEE

Quero ver Portugal na CEE


Quero ver Portugal na CEE

Quero ver Portugal na CEE


E agora, que já lá estamos

vamos ter tudo aquilo que desejamos

um PA p'ras vozes e uma Fender

Oh boy, é tão bom estar na CEE


Quero ver Portugal na CEE

Quero ver portugal na CEE ...


A BRIGADA É EUROPEÍSTA, MAS NUMA EUROPA COM IGUALDADE DE OPORTUNIDADES

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A nota de e3uro e a tabela de preços


Desde a implementação do Euro, que todos os Europeus, se queixam que desde que mudámos para o Euro, para uma moeda forte, isso fo benéfico para a Economia de exportação, mas a nível interno, todos se queixam que o dinheiro parece mais caro, tudo aumentou de preço, e que com o mesmo salário se compra menos.

Quando nós dizemos todos os europeus dizem, são mesmo todos os europeus (sejam eles alemães, franceses, polacos, portugueses, irlandeses, espanhóis, ingleses, belgas, malteses, gregos, etc...),e todos eles se queixam de que os salários ficaram iguais e os preços aumentaram.

TODOS SEM EXCEPÇÃO.

Ou seja, houve algo de profundamente errado na mudança para o Euro.


Esclarecemos, antes do mais, que estamos a favor da mudança, e que esta foi importante par aa Europa, mas será que o foi para os Europeus?

Quais os factores que contribuíram e contribuem, para que a quase totalidade dos europeus esteja descontente com o euro?

Será que os povos têm intrínseca e realmente razão quando produzem as acusações que tudo está mais caro e que têm menos dinheiro?
Será que ainda não nos conseguimos adaptar à nova moeda, passados tantos anos?
Será que este não foi um passo político-económico dado cedo de mais?
Será que o euro não vale mesmo nada?
Será que houve abuso dos agentes económicos na subida do preço dos bens de consumo e uma omissão dos governos no seu papel fiscalizador?
Ou será que terá sido um pouco de tudo?


É certo que esta moeda, veio facilitar as trocas comerciais internas, quem quiser viajar na União, quase que não necessita de trocar moeda, as trasações são sempre na mesma moeda, quer se viaje para a Alemanha, Portugal, França, Itália etc... por aqui tudo óptimo, mas não e´disto que os europeus se queixam.

Os Europeus queixam-se das consequências de uma má política de implementação do Euro, da visão neo-liberalista dos Eurocratas, esses funcionários públicos que estão na UE, que, sabemos nós, alguns não os queriam no países de origem e deram-lhes um pontapé pelas escadas acima para exercerem cargos de funcionários públicos na UE.

Esses funcionários públicos que não devem nada à imaginação e criatividade, são conjuntamente com políticos de pacotilha, que não sabem nada da realidade europeia, e muitos nem da realidade do seu país sabem, que dirigem os nossos destinos, e que nos impuseram as leis do Euro, tal qual elas estão neste momento.

Foi numa realidade desfasada e distorcida, que este Funcionários Eurocratas, nos impuseram as leis do Euro.


Os políticos e os agentes dos bancos centrais nacionais, assim como as entidades reguladoras e fiscalizadoras dos Estados, não tiveram em linha de conta (ou se tiveram ignoraram aquilo que demais era evidente aos olhos de todos), aquilo que é um princípio mais que evidente :

“MOEDA NOVA, PREÇOS NOVOS”. Era evidente que os agentes económicos iriam proceder desta maneira, ou seja aumentar os preços, ainda mais , quando não houve uma imposição de regulação de preços.

Os arredondamentos foram efectuados, sempre para cima, era inevitável que isso acontecesse, principalmente com a ausência de fiscalização, e com a visão económico-política, que é estúpida dizendo, não se preocupem que “Os mercados auto-regulam-se”.

Como sabemos os mercados apanharam-se em roda livre, e fizeram o que quiseram e ainda fazem.


Acresce ainda que perante a questão monetária, entrou a psicologia, agravada com esta a falta de visão dos economistas e/ou dos tecnocratas que fizeram o Euro.

Estes agentes induziram-nos colectivamente, consciente ou inconscientemente (quer tenha sido por falta de orientação superior correcta, quer por sua iniciativa), que agora éramos ricos e que podíamos gastar/esbanjar a nova moeda.


É também por esta razão que todos os europeus se queixam, que quando mudaram das suas moedas para o Euro, o ajustamento de preços foi sempre a arredondar para cima e muitas vezes a ajustar para a moeda base, o Euro.

E nós, o povo, até conseguirmos aprender e apreender que essa indução, que os políticos e os Eurocratas nos impuseram, é FALACIOSA, VAI SER LONGO O PERCURSO..... e curta vai ser a nossa carteira.

Por exemplo

Portugal para se comprar 1.00 € tivemos de gastar  200,483 Escudos
Na Alemanha para o mesmo euro eles gastavam 1,9559 Marcos
Na França para um euro eles gastavam 6,56 Francos
Na Espanha  para se comprar um euro ele s gastam 166,399 Pesetas.



Quando os comerciantes fizeram os ajustes de preços, subiram os mesmos para o valor das moedas existentes, ou seja, 0,50 cêntimos ou 1, 00 Euro.

Isto equivale a dizer, que os preços que se situavam em Portugal a 100 escudos ou menos passaram para 0,50 cêntimos e os preços que se situavam entre 100 e 200 escudos passou para um euro.

Equivale o mesmo para dizer que na Alemanha, os preços que estavam a 1 marco ou abaixo disso passou para 1 Euro, e os preços que estavam entre 1 marco e 2 marcos passou para 1 euro.

O mesmo para a França, os preços que estavam a 3,30 francos ou abaixo disso passaram para 0,50 cêntimos, e os que estavam entre 3.30  e 7 francos passaram para 1 euro.

Para a Espanha os preços que estavam a 83 pesetas ou abaixo disso passaram para 0,50 cêntimos, e os que estavam entre 83 e 166 pesetas passaram para 1 euro.

Quer isto dizer que a unidade passou a estar mais valorizada, tendo os preços subido, e os salários mantiveram-se apesar da valorização da unidade, acresce que todos os preços daí para a frente tiveram a unidade como base, que, como podemos ver, em Portugal equivale a 200 unidades, em Espanha a 166 Unidades, França a 7 unidades e Alemanha a 2 unidades.

Como é fácil de constatar os preços em toda a Europa subiram, claro que mais para uns que para outros, mas o que importa em Tese é que todos os preços subiram (raros os que baixaram), em todos os países europeus, os salários mantiveram-se e não acompanharam o euro, o que equivale a dizer que o aumento dos preços, que todos falam eufemisticamente em ajustes,  foi sentido pelo trabalhador Europeu duplamente, ou seja via salário que ficou igual e via aumento do custo dos produtos.

O que aconteceu, é que só houve um ajuste na moeda, nada contribuíu para que o preço dos produtos aumentassem, não houve razão, houve sim DESNORTE, FALTA DE VISÃO, NÃO ADEQUAÇÃO DAS REGRAS A UMA NOVA MOEDA.



Resultados TODOS OS EUROPEUS SE QUEIXAM, com razão, pois aumentaram-lhes os preços, as companhias estão a ter mais lucros, e os salários continuam iguais.

Não houve o cuidado do Estado Europeu (Sim porque nós temos um Estado Europeu, NÃO QUEREMOS É CHAMAR-LHE ISSO), dos seus políticos e dos seus funcionários, de precaver este aumento de preços.

E como a maior parte dos povos, não falam entre si sobre estes assuntos, preferem discutir futebol, artes trivialidades e não economia, ainda ninguém deu por isso, que está toda a União Europeia a queixar-se de Norte a Sul de Este a Oeste, desde 2002, que houve uma subida generalizada de preços.

Então como é que  para os “donos do euro” , esse Euro nos seus bolsos esvai-se com uma velocidade vertiginosa, o que se passa?
Qual a razão deste fenómeno?

O factor psicológico, é aqui determinante, e afecta a maioria dos seres Humanos que lidam com dinheiro, e que advém de termos uma nota ou uma moeda no bolso.

A diferença de atitude para a maior parte das pessoas é grande, uma moeda pesa, e uma nota não, ou seja a maior parte das pessoas quando paga com moedas tende a não receber troco, enquanto se tiver de pagar com uma nota, já pede o troco.

Como dizia o Tio Patinhas, "De tostão em tostão se chega ao milhão", e ao não se querer troco de  1, de 5 ou 10 cêntimos, o dinheiro vai-se esvaindo, e isso aliado ao aumento de preços agrava a nossa falta de dinheiro.



Mas, a verdade é que com um pouco mais de trabalho de casa poderiamos ter poupado milhares ou milhões de Euros às famílias europeias. E poderíamos ter jogado ao nível psicológico, mesmo indirectamtente.

Porque psicológicamente?
Porque, e não se sabe a razão, só sabemos que ela existe, o Papel-Moeda para nós cidadão tem mais valor que as moedas metálicas, ou seja, um cidadão desfaz-se mais facilmente da moeda metálica do que do papel-moeda.

Quando temos na mão papel-moeda, e temos de efectuar um qualquer pagamento para uma quantia não certa, é usual ficarmos sempre à espera de troco, mas se fizermos o pagamento com moedas (talvez por pesarem no bolso) temos maioritariamente a tendência de não ficarmos à espera de receber troco, nem ligar muito a isso...a não ser nas moedas de valor maior que era o caso antigamente das moedas de 100 ou 200 escudos.

Se recuarmos e nos recordarmos da nossa antiga moeda, sabemos que a unidade base do sistema Monetário Português no tempo do escudo era a moeda de 1$00. 

Ao abdicarmos de parte da nossa soberania e ao mudarmos para uma Moeda Mais Forte, e nos tivemos de adaptar para o sistema Euro.  

A base monetária passou a ser a unidade Euro (1,00 €), ao mudar,era necessário fazer a necessária conversão, sendo que 1 euro corresponde a 200 escudos...ou seja 1 euro são 200 moedas de 1$.

Mas de repente 200 moedas de 1 escudo era igual a 1,00 €, ou seja se tínhamos 1 moeda de 200$ e pagávamos algo, nós queríamos o troco, pois sabíamos e tínhamos noção do valor da moeda.

Agora ainda não temos bem a noção  do valor da moeda (ainda se encontra muita gente a fazer contas com escudos, e por mais que queiram introduzir teorias que não pode ser, não se pode impor a linha do pensamento a quem não se consegue adaptar), e isto é difícil não só para quem não quer aceitar, mas também para quem já aceitou fazer a conversão, sim, mesmo ao fim destes anos todos… 

É que uma unidade é sempre uma unidade, e nós ainda estamos “reféns” da unidade escudo, como os alemães do marco, os franceses do franco, etc.. sim porque esta  e a tendência de pensar assim, não é exclusiva dos portugueses, todos os povos europeus com euro se queixam, e assim vai continuar a menos que algo seja feito.

É que com este ainda “novo Euro”, o nosso poder aquisitivo (português)  tornou-se teoricamente duzentas vezes superior. E quer queiramos quer não, o facto é que, psicologicamente ainda não nos adaptamos a esta nova moeda, e  dá a sensação que ou sofremos de novo riquismo ou de esbanjamento primário ou (que é o mais correcto afirmar) não estamos a interiorizar bem o valor da nova moeda.


É verdade que esta prolongada crise, faz-nos contar os tostões, mas esmo assim não foi o suficiente, aliás com a medida que proponho a crise tinha sido mais atenuada.

Quando foi a introdução do Euro, os políticos da Europa inteira disseram-nos que se os preços aumentassem o povo reagiria e eles baixariam. 

Isto foi tudo muito bonito na teoria, mas a realidade mostra-nos o contrário, o povo não reage, os políticos não actuam, e os preços mantêm-se...até existiram alguns protestos...mas os políticos não ligaram.


1 é sempre 1 em qualquer lado, e se 1 é uma moeda, psicologicamente é mais displicente gastar esse 1 do que gastar 200.

Se esse 1 for 1 moeda, ela vai pesar no bolso, e como disse atrás não se sabe a razão, a nossa apetência é gastá-lo e não pedir troco.

Mas...e se esse 1 em vez de moeda fosse uma nota?

Nós propomos que exista uma nota, os Italianos também propõem.

Sim, existem muitos a pensar nisto, mas poucos a agirem.

O factor psicológico de temos uma nota no bolso, ia pesar nos nossos gastos, e no nosso “pedir troco”.

Nós, que somos excelentes a copiar os EUA, era bom copiar a nota de Dólar, sim eles têm a nota de Dólar. O dólar que é mais barato que o Euro... os americanos têm o seu “buck” (1 dólar em papel moeda), a sua nota de dólar....porque não copiar esse bom exemplo americano? (será que não copiamos por não ser veiculado por qualquer cadeia de fast food ou multinacional?)

Psicologicamente temos mais dificuldade em nos desfazer de notas do que de moedas... moedas essas que estamos sempre a querer aliviar os bolsos...

Está na altura de os politicos portugueses deixarem de ser provincianos, e preocuparem-se com algo que implementado iria beneficiar a todos.

Sim, está na altura de pedirmos à Europa, a nota de 1 Euro, e fazer ver que esta é necessária e precisa, e é urgente, pois os orçamentos familiares reclamam-no e agradecem.


Façamos pressão sobre o governo para que este tome posição na Europa, e faça a proposta.

Que os Portugueses proponham no conselho o “buck” europeu… será que demora muito ou teremos de fazer uma petição à união pelo papel moeda de 1 euro?

É que como diz Manuel Machado “«Um vintém é um vintém, um cretino é um cretino», e se não tomarmos esta medida estaremos a ser cretinos.




E tu tens troco de 1 euro ou não dás troco a isto? 

Este é um assunto que está a prejudicar toda a União. E porquê?

Porque uns burros neo-liberais, não tomaram, ou não deixaram tomar, por falta de visão, ambição e de seguidismo cego das regras estúpidas que eles próprios fizeram, e que nos conduziram a esta preocupante situação.

Como ultrapassar isto?

Os governos dos países da Zona Euro e a UE deveriam obrigatoriamente tomar pelo menos duas medidas, a saber:
  1. Fazer a nota de Euro
  2. Institucionalizar as tabelas de preços Europeias de referência e locais  (leia-se países) de aplicação.
Quanto ao primeiro ponto já discorremos o suficiente.
O segundo ponto,  é simples, a União Europeia, tem de implementar uma tabela de preços máximos.
Não é nada de novo, a maioria de países para a restauração por exemplo, já teve uma tabela de preços máximo.
A U.E. fazia a tabela de preços máximo e os Governos, ajustavam-na à medida dos seus países tabelando os preços.
Chega de uns estarem a aproveitar-se das lacunas da lei, prejudicando a maioria.
Chegou a hora de agir, e de agir depressa, bem e certeiramente.
E se você não vê isso, então você não entende nada.



Você Não Entende Nada






Quando eu chego em casa nada me consola
Você está sempre aflita
Lágrimas nos olhos, de cortar cebola
Você é tão bonita
Você traz a Coca-Cola eu tomo
Você bota a mesa, eu como, eu como
Eu como, eu como, eu como
Você
Não está entendendo
Quase nada do que eu digo
Eu quero ir-me embora
Eu quero é dar o fora
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
Eu me sento, eu fumo, eu como, eu não aguento
Você está tão curtida
Eu quero tocar fogo neste apartamento
Você não acredita
Traz meu café com suíta, eu tomo
Bota a sobremesa eu como, eu como
Eu como, eu como, eu como
Você
Tem que saber que eu quero correr mundo
Correr perigo
Eu quero é ir-me embora
Eu quero dar o fora
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo


A BRIGADA DEFENDE UMA EUROPA UNIDA E SOLIDÁRIA, UMA EUROPA ONDE TODOS OS CIDADÃOS TENHAM IGUALDADE DE OPORTUNIDADES, SALÁRIOS IDÊNTICOS, IMPOSTOS IDÊNTICOS E UMA JUSTIÇA IDÊNTICA. A BRIGADA DEFENDE A EUROPA.






quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

As regras

O que deveria fazer um país não são as excepções mas as regras.

Claro que estamos a falar de leis, não de outras matérias.

Existe algo que se aprende em Direito, logo quase no início, que vem no Código Civil é o
 Artigo 6.º
(Ignorância ou má interpretação da lei)
A ignorância ou má interpretação da lei não justifica a falta do seu cumprimento nem isenta as pessoas das sanções nela estabelecidas.
Isto é resumido que ninguém se pode valer do desconhecimento da Lei, para prevaricar ou justificar o seu incumprimento.

Ou seja  O DESCONHECIMENTO DA LEI NÃO FAVORECE NINGUÉM.

Ora isto é uma autêntica falácia, arranjada pelos Advogados/Juristas/Juízes e Políticos.

Porquê?

Nós explicamos... é que interpretando isto "Ad Contrario" temos que "O Conhecimento e a boa interpretação/conveniente da lei FAVORECE muita gente."

Indo mais fundo...

Se o artigo 6.º do Código Civil, era aplicável há uns anos, valentes, digamos até ao primeiro quartel do século passado, Século XX, em que as regras e as leis não eram muitas, o certo é que hoje em dia, tal não é possível, pois as regras e leis são mais que muitas.

Relembrando que o nosso Código Civil foi inspirado no Código Alemão, onde não cumprires as regras que uns quantos inventaram mesmo que não tenham nenhum sentido, é impensável, ou seja não é sequer questionável não as cumprires, e, para eles, é um crime lesa pátria não as cumprir.

Mas os alemães e até os Franceses, partem do princípio, que quem faz as leis, as fazem para o bem da comunidade e não para próprio usufruto ou usufruto de alguns, coisa que não acontece aqui pelo nosso Burgo.

Leis que beneficiam meia dúzia ou grupos económicos ou multinacionais, é o que mais temos.

O que nos leva a outra questão, que nos ensinam em Direito, que é "O Estado é uma pessoa de bem"... Essa é da maiores mentiras que ouvi na faculdade... claro que os professores que dizem isto... também não acreditam naquilo que dizem, pois os exemplos que nos dão seguidamente, contrariando essa tese, são mais que muitos e muito credíveis.

Voltando ao artigo 6.º do Código Civil, o desconhecimento da lei não favorece ninguém

Aqui chegados temos que:  O ESTADO NÃO É UMA PESSOA DE BEM.

Acresce a isto que, a quantidade de leis que somos todos os dias somos bombardeados no Diário da República, leva até que quem deveria conhecer fundo as leis, não tem tempo para as conhecer nem sequer assimilar.

Já para não falar que os governantes desde os anos 90 deixaram de cumprir a Vacatio Legis, que é a regra, fazendo que as leis entrem logo imediatamente em vigor, que é a excepção.

Ou seja, governa-se com excepções e não com as leis.

Quando assim é, não existe jurista/advogado/juiz que nos valha... todos actuamos desconhecendo a lei... a maioria felizmente actua com bom senso...e é isso que faz com que ande nos trilhos.

Mas indo ainda mais fundo, quanto ao artigo 6.º, que é um guia para a grande maioria das leis, já demonstrámos que é impossível alguém conhecer todas as leis, e tanto assim é que existem Advogados, Juízes e Tribunais só para o assunto Trabalho, só dedicados ao Direito Marítimo, exclusivos ao Direito Aéreo, consagrados só ao Direito Penal, aplicados só ao Direito de Família, Devotados ao Direito Internacional... etc...

Como vêem é impossível uma só pessoa saber só destas matérias todas.

Como podem observar, o Desconhecimento da Lei, é a regra, o conhecimento é a excepção.

Não, não estamos aqui a advogar, que todos devemos prevaricar, o que estamos a advogar, é que as leis e as regras devem ser revistas e simplificadas, e explicadas e bem publicitadas.

Esta é outra matéria, a publicidade das leis, mas quem é que no seu perfeito juízo, nos afazeres que temos hoje em dia, vai ler o Diário da República?

Nem os Advogados o fazem a não ser os mais velhos, que ainda têm esse hábito.

Mesmo se todos fossem ler o Diário da República, havia muitos poucos que entendiam o que lá estava escrito.

E isto leva-nos a outra questão: A ELABORAÇÃO DAS LEIS É FEITA NUM PORTUGUÊS ININTELIGÍVEL E OPACO.

Muitas vezes para um jurista é impossível compreender,  numa primeira leitura, numa segunda e numa terceira leitura o que lá está escrito.

Considerando que o  nosso povo não é muito letrado, e que a linguagem jurídica, é propositadamente feita para não ser compreendida...é um corolário lógico que EXISTA DESCONHECIMENTO DA LEI.

Existe desconhecimento da LEI, porque ela não é compreensível, e ainda por cima não é só uma chega-nos aos magotes.

Numa república assim, a igualdade de oportunidades nunca, mas nunca, há-de ser uma realidade.

Se formos pelo caminho das interpretações, que é o caminho que sempre os juristas seguem então meus caros bloguistas militantes, a teia de complicações fica adensada.

Para esclarecer JURISTA - É a pessoa que tirou o curso de Direito. ADVOGADO -é a pessoa que depois de ter tirado o curso de Direito, Inscreveu-se na Ordem dos Advogados. Juiz - é a pessoa que depois de ter tirado o curso de direito, ingressou no Curso da Magistratura.
Resumindo Todos antes de serem Juízes, Advogados, Solicitadores, tiraram o Curso de Direito, são todos Juristas.

Somos defensores, que o Estado deveria criar uma bolsa de advogados, e a partir daí constituir equipas sob supervisão dos professores Catedráticos, em que deveriam rever as leis todas, acabar com as obsoletas, actualizar as existentes, e criar uma forma de que por exemplo nas coimas, a previsão fosse evolutiva e ajustável.

Somos ainda defensores, de que, por exemplo para as autarquias locais, deveria existir o código autárquico, onde essas equipas , iam colocar todas as leis que por aí andam espalhadas e que regulam aquele sector.

As posturas municipais, as leis locais, deveriam ser todas revistas e compiladas, pois se assim não for nunca mais somos um país decente.

Deveriam ser criados códigos para os diversos temas específicos, e serem interdita leis avulsas, que só nos atrapalham a vida, assim quando se tiver de mexer mexa-se unicamente nos códigos  ajustando-os, alterando-os e não andar com medidas avulsas que depois duram eternamente.

Dar tempo aos advogados e juristas, para se constituírem em equipas e fazerem este trabalho, um ano, de modo a simplificar, retirar da lei as manobras dilatórias, os adiamentos, os prazos demasiado compridos, de modo a que a justiça seja célere, e não andemos anos a aguardar que saia uma sentença.

O acesso aos tribunais deve ser GRATUITO, sim GRATUITO, sendo que quem perder, paga as custas, e parte do advogado da outra parte.

Sendo que também quem colocar processos só porque é um cidadão, que só gosta de embirrar, seja penalizado duramente.

Só teremos uma verdadeira justiça se esta for gratuita, porque pagar para se ter justiça, não é ter justiça é quase tornar mercenários os que administram a justiça.

Voltando à parte dos códigos, quando estes estivessem feitos, os Tribunais só se dedicariam a julgar daí para a frente sob esses códigos, e destacar-se-iam, para os processos antigos, um grupo de juízes só dedicados a julgar esses processos, de modo a que não se acumulem mais processos que vão durar uma eternidade à luz das leis actuais.

Isto é o princípio... tem de haver justiça... porque todos sofremos quando vemos ser dada pelos tribunais, à luz das leis actuais a impunidade a alguém porque já prescreveu....

Por isso caros Bloguistas Militantes se o Desconhecimento da Lei, não aproveita ninguém... e nós vemos aproveitarem-se da Lei, Meia dúzia de Espertos... das três uma ou fazemos como eles ou não queremos saber ou então o sistema tem de ser mudado.

A BRIGADA ESTÁ FARTA DE VER A IMPUNIDADE A GRASSAR POR AÍ, ENQUANTO UNS SOFREM E OUTROS FICAM-SE A RIR E A GOZAR OS BENEFÍCIOS DE UMA LEI DÚBIA..


The great song of indifference
Bob Geldof


I don't mind if you go
I don't mind if you take it slow
I don't mind if you say yes or no
I don't mind at all
I don't care if you live or die
Couldn't care less if you laugh or cry
I don't mind if you crash or fly
I don't mind at all
I don't mind if you come or go
I don't mind if you say no
Couldn't care less baby let it flow
'Cause I don't care at all
Na na na, ...


 









quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Laicismo e Laxismo

As religiões são e sempre foram um mal no mundo.

O que condicionam mentalmente as sociedades, as regras insanas e estúpidas que impõem... e que os da organização não cumprem.

Os fanáticos religiosos são o pior que a sociedade pode produzir, fracas mentes que pensam que os outros têm de pensar e agira como eles, e como não aceitamos tal, essespobres coitados, agem pela força, pelo terror.

Se já é terror o termos de "levar" com religiões, os seus dogmas e imposições, termos de levar com loucos fanáticos a quererem impor a sua vontade, julgando que estão munidos da razão e do saber, então isso é o fim do mundo.

Cada vez que o mundo está sob influência de uma só religião, regride, atrasa, estupidifica, caminha para o abismo, acaba com a diversidade, cultura, expressão, criatividade e tudo o que de mau está associado, e o pior é que está tudo transvestido de moral e bem.

A sociedade sempre produziu mentes fracas e incapazes, que se agarram a tudo e mais alguma coisa para justificar a sua existência na Terra e na promessa da vida eterna, quando se juntam e querem fazer a sua vontade a muitos a coisa azeda.

Azedou nas cruzadas, já tinha azedadouns séculos antes no Egipto, e antes com os Babilónios, e depois, com os muçulmanos... da religião pouca coisa advém de bom... sim porque nem tudo é mau , se fosse tudo mau , o pessoal passava ao lado.

Esta mania de quererem que todos acreditemos em algo, e a mania de sermos monoteístas, e dentro do monoteísmo o seu apego ao seu Deus como sendo o único e bom, já foi motivo para tantas guerras, e sendo mais refinados, a minha maneira de pensar no nosso Deus é melhor que a tua, e até isso já deu origem a guerras.

Sim a religião é nefasta, e é um motivo de nos odiarmos uns aos outros.

Não somos a favor das religiões, mas elas existem.

Descendo ao nosso burgo, e partindo sempre do principio que somos contra as religiões, mas não somos contra quem as professa em paz, e não chateia os outros, posto isto, não compreendemos, porque é que nos locais onde estão os mais vulneráveis, como Hospitais, Prisões, Centros de Acolhimento só têm livre acesso os Padres Católicos.

Num país que é laico e nada deve ao Vaticano, esta subserviência tira-nos do sério, e pior é que todos tomam isto como uma normalidade.

Utilizando uma figura da religião, diríamos que "é nos pormenores que o Diabo está à espreita", e enquanto estes pequenos nadas não forem banidos da sociedade, a evolução humana continuará condicionada.

Evoluímos lentamente ao longo de séculos, pela moral religiosa que foi imposta na maioria dos países... mas o que assistimos hoje é que o ensino degradou-se, a exigência baixou, o consumismo aumentou, a indiferença reina.

Os Políticos a nível mundial, já não sabem chegar a consenso, tudo se está a tornar politicamente ingovernavel, mas mercantilisticamente apetecível.

Estamos a deixar de ser pessoas e cidadãos, e passar a ser um número, um consumidor, um fornecedor de dinheiro frequente às grande smultinacionais, e quando deixas de interessar passas a lixo.

Assim não pode ser, existe vida, muita vida, para além do dinheiro....


A Brigada não é um número mas um conjunto de Homens Livres, que luta par aque isso aconteça com todos.

Iron Maiden- The Prisoner




We want information, information, information."
"Who are you?"
"The new number two."
"Who is number one?"
"You are number six."
"I am not a number, I am a free man."
"HAHAHAHAHAHAHAHA."

I'm on the run, I'll kill to eat,
Starving now, feeling dead on my feet.
Going all the way, I'm nature's beast.
Do what i want, I do as i please.

Run, fight, to breathe, it's tough.
Now you see me, now you don't.
Break the walls, I'm coming out.

I'm not a prisoner, I'm a free man,
And my blood is my own now.
Don't care where the past was,
I know where I'm going...out.

If you kill me, it's self defence.
If I kill you, then I call it vengeance.
Spit in your eye, I will defy.
You'll be afraid when I call out your name.

Run, fight, to breathe, it's gonna be tough.
Now you see me, now you don't.
Break the walls, I'm coming out.

I'm not a prisoner, I'm a free man,
And my blood is my own now.
Don't care where the past was,
I know where I'm going.

I'm not a number, I'm a free man,
I'll live my life how i want to.
You'd better scratch me
from your black book,
'Cause I'll run rings around you.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Reformas na UE -Você não entende nada

Já há muito que passou a hora de reflectir.
Chegou a hora de agir, e de agir depressa, bem e certeiramente.
Mas o que fazer quando não se pensou e/ou reflectiu atempadamente?
Nós dizemos: acontece o pânico e o CAOS, e só com muita sorte se acertará e se conseguirá passar a tormenta.
A Europa, a sociedade europeia está em declínio e poderá não ter safa, poderá estar a acontecer o mesmo que aconteceu com a queda do império romano.
Sim, tinha logo de ser no nosso tempo... e como somos nós os que somos deste tempo, cabe a nós resolver o imbróglio em que nos metemos ou não...
Já sabemos, poderemos optar por nada fazer, se assim for, a cultura europeia ocidental tal como a conhecemos não terá futuro, mas poderemos optar por fazer algo.
Sim,  nós temos de fazer alguma coisa de concreto... e, não agir como temos estado a agir até agora, parecido com o comité do filme "A vida de Brian"  (vejam carregando em cima do título), em que só se fazem moções e teorias e não se age, não se mexe uma palha.
A Europa (CEE) foi construída por homens bons e sob nobres ideais, que ainda se vão mantendo.
A ideia de conseguir erradicar a guerra, e de os povos interagirem em tempos de paz, e com isso trazer a prosperidade e felicidade a todos é um excelente ideal.
Mas até a paz tem os seus inimigos.
Quando os homens se conseguem entender ao nível das nações, e conseguem a prosperidade, existem sempre quem não olhe isso com bons olhos, seja a Rússia, seja a China, sejam os EUA, seja que país ou corporação for.
Por isso temos de estar atentos e ter lideranças fortes, para fazer face a estes problemas, delinear estratégias e manter os países fortes e os cidadãos prósperos e felizes.
Infelizmente não é isso que tem acontecido, e em parte devido ao Politicamente Correcto, ao medo de dizer não, ao receio de ir contra o Status Quo.
A Europa precisa de Pensar, Reflectir e Agir, e não fazer o que está a fazer que é só reagir.
É urgente não ter só comités que se reúnem indefinidamente, e tomam decisões por consenso, no menor denominador comum.
Isso prejudica-nos, pois cada país ainda e sempre têm as suas especificidades, o seu povo que é diferente do povo do país vizinho, a sua cultura, os seus costumes, querer uniformizar tudo a régua e esquadro dá mau resultado como temos estado a ver.
A uniformização é boa, mas em mate´rias específicas que não retirem as identidades aos povos, dou como exemplo o combate à corrupção, a uniformização de impostos, a uniformização de salários, a uniformização das designações das qualificações e as matérias mínimas exigidas a todos os trabalhadores e estudantes europeus, a justiça e o acesso à mesma, o ensino e o acesso ao mesmo, isto sim pode ser uniformizado, todos com iguais oportunidades.
Mas fechámo-nos em gabinetes e em comissões, e foi isso que nós fizemos, há uns anos atrás, o pior dos disparates, e o principal foi RECRUTAR para FUNCIONÁRIOS DA UE, os funcionários públicos de todos os países envolvidos.
Se nos respectivos países os Funcionários Públicos são o que todos sabemos, ou sejam burocráticos, juntá-los todos num bolo europeu, foi um erro colosal.
É que ao tomar contacto uns com os outros, eles refinaram, e podem até ter reduzido a burocracia (que não reduziram), mas a inação que caracteriza esta força dos estado potenciou-se.
E com a burocracia a nível monstruoso, as coisas não andam, arrastam-se.
E com isso vem o descrédito e a falta de participação, as coisas que são "TOP SECRET".
As instituições europeias precisam de ser democratizadas, os cidadãos europeus, necessitam e tem de sentir que participam mais nesta Europa.
O eurocpeticismo advém da má conduta dos governos, em que tudo de bom que acontece são eles que fazem e tudo de mau é sempre culpa da Europa, depois admiram-se destes resultados.
A Democracia europeia e a própria União estão em risco, mas existem soluções aceitáveis, modificações que necessárias para que passemos a ter uma Europa forte.
Só por tópicos vamos aqui apontar, em futuros posts sustentaremos:
1- Ensino gratuito em todos os países da Europa (Desde o ano zero até ao pós doutoramento)
2- Ensino de qualidade e não para as estatísticas, ou seja acabar com o facilitismo, dar aos professores de novo o controlo da sala de aula, quem sabe e merece passa, quem não sabe e não merece não passa.
3- Impostos iguais em todos os países da UE para os cidadãos, indústrias, comércio, ou seja o Português paga o mesmo com o Sueco e com os direitos iguais.
4- Politica de restrição de imigração para a UE, complementada com investimento nos países de onde essa migração vem, ou seja melhoria da qualidade de vida desses povos, com programas comunitários de ajuda, fazendo com que diminua a vontade de migração.
5- Incentivo da migração interna, para diminuição do desemprego
6- Tabelas salariais mínimas (não máximas), para os empregos europeus, havendo acordos colectivos de trabalho a nível europeu e não nacional, o que obriga a um fortalecimento e consciencialização dos sindicatos e a uma negociação a nível global , o que equilibra a balança entre empregadores e empregados.
7- Obrigatoriedade de prioridade de contratação sindical, excepto para as profissões liberais, ou seja quem quiser ser contratado preferencialmente estará filiado num sindicato, os sindicatos ficam com a bolsa de emprego.
8- Obrigatoriedade dos sindicatos darem formação profissional, e estágios, assim os empregadores quando quiserem contratar alguém sabem que tendo a garantia do sindicato que o trabalhador está apto a desempenhar as funções, em qualquer país da Europa, e os sindicatos têm a garantia que o trabalhador não recebe menos que o mínimo estipulado em acordo colectivo, e é uma forma de combater a contratação ilegal.
9- Reforma das instituições da UE, maior democratização, conhecimento de quem se propõe a dirigir-nos, e votação do seu programa. Dupla câmara na UE. Senado e Parlamento, com eleições desfasadas.
10- Ir para além da política, Assento dos comités de interesses numa Assembleia que propõe legislação e medidas ao Senado. Assembleia Jovem, Assembleia de Anciãos. Onde iriam reunir uma vez por ano, durante uma semana e discutiriam matérias, apresentariam propostas par ao Senado ponderar e legislar.em 3 palavras Participação, Participação, Participação.
11- Igualdade de oportunidades com subsidiaridade enquanto o equilíbrio países do Norte, Países do Sul não atingisse um patamar digno.
E mais muito mais, é necessário implementar nesta Europa, para acabarmos com as desconfianças, como os extremismos, mais conhecimento entre os povos, e isso é tarefa de uma comissão permanente, não de um conselho.
Não se ama aquilo que se desconhece. Temos para nós que as críticas de uns povos da Europa, com dogmas e ideias erradas provém na sua maior parte do desconhecimento.
Promover o conhecimento da Europa, aos cidadãos europeus, é um começo.
A volta do romantismo é necessário, e é mais importante do que vós julgais.
Incutir o amor pela nossa Europa é o começo de um contra-ataque eficaz contra os Chicago Boys, que em posts anteriores já nos tínhamos referido, e é um ataque que eles não estão à espera.
Queríamos deixar aqui uma nota, não queremos apelar à xenofobia, de Europeus contra o resto dos países do mundo. Não, Nada disso!
Estamos só contra os Chicago Boys e a sua politica planeada que asfixia a Europa, e condiciona todos os países do mundo.
Somos até pela eliminação das fronteiras, mas até lá, os pequenos passos, leva-nos primeiro a uma Europa Unida, o resto é por acréscimo.
Como dizíanmos no início :
Já há muito que passou a hora de reflectir.
Chegou a hora de agir, e de agir depressa, bem e certeiramente.
E se você não vê isso, então você não entende nada.



Você Não Entende Nada

Quando eu chego em casa nada me consola
Você está sempre aflita
Lágrimas nos olhos, de cortar cebola
Você é tão bonita
Você traz a Coca-Cola eu tomo
Você bota a mesa, eu como, eu como
Eu como, eu como, eu como
Você
Não está entendendo
Quase nada do que eu digo
Eu quero ir-me embora
Eu quero é dar o fora
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
Eu me sento, eu fumo, eu como, eu não aguento
Você está tão curtida
Eu quero tocar fogo neste apartamento
Você não acredita
Traz meu café com suíta, eu tomo
Bota a sobremesa eu como, eu como
Eu como, eu como, eu como
Você
Tem que saber que eu quero correr mundo
Correr perigo
Eu quero é ir-me embora
Eu quero dar o fora
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo


A BRIGADA DEFENDE UMA EUROPA UNIDA E SOLIDÁRIA, UMA EUROPA ONDE TODOS OS CIDADÃOS TENHAM IGUALDADE DE OPORTUNIDADES, SALÁRIOS IDÊNTICOS, IMPOSTOS IDÊNTICOS E UMA JUSTIÇA IDÊNTICA. A BRIGADA DEFENDE A EUROPA.






segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O Sonho económico dos Chicago Boys

A crise, a crise e o trabalho, fez com que nós ainda não terminassemos estes "posts" que nós dissemos que iamos fazer.
A verdade é que a razão vai para além do trabalho e para além da crise, é que uma forte desmotivação nos assola.
Estamos tristes, e não é aquela tristeza de um qualquer Ronaldo quando perde uma final, é uma tristeza que acontece por ver o país que nasci, esta parte da terra, começar a esfumar-se.
Os sonhos já foram, aqueles que dizem que não se podem destruir sonhos, deixem-nos dizer, se os vossos sonhos permanecem é porque não viveram em Portugal.
Mas apesar destas vicissitudes vou tentar terminar estes posts...para já vamos novamente e pela segunda vez. fazer uma nova publicação, mais compacta....a ver vamos.
Para os que só agora me seguem, estes posts foram iniciados antes dos Pec's, antes das crises, ainda Sócrates era primeiro ministro.


Caros Bloguistas Militantes
Este post tem 26 capítulos, sim 26.
Este é a introdução...
Quando publicámos a primeira vez este "post", a situação económica de Portugal estava a começar a degradar-se, quanto a nós esta crise dá-se devido a um ataque bem planeado ao EURO por parte dos especuladores, mas não só, está a ir muito além disso, foram expostas todas as nossas fragilidades, incapacidades e inabilidades, não só dos Portugueses, mas dos povos da Europa.
A Europa que devia estar numa demanda de fortalecimento, parece estar podre e a esfumar-se.
O Sistema Capitalista já não é mais o sistema Capitalista, é um ganhe quem puder, e quem pode são os que sempre puderam e cada vez podem mais.
E quanto às regras?
Não as há.
O ataque à Europa, começou logo com a ideia da criação do Euro e da zona euro, ao fazer nascer uma moeda forte que compete directamente com o Dólar, mexemos num ninho de vespas, o problema é que esquecemo-nos de levar a protecção.
O facto de a moeda ser competitiva e que na sua curta existência está mesmo a tomar o lugar do Dólar nas trocas comerciais mundiais, tinha de sofrer um contra-ataque.
E ele aí está, e nós não estávamos e ainda não estamos preparados.
Nunca iremos estar, nem quem o faz nem contra quem é dirigido, as consequências de tal ataque é sempre uma incógnita.
A esta causa das coisas, alia-se uma China forte que possuí mais de 60% da dívida americana e que possuí um mercado interno que não respeita os direitos dos trabalhadores, acresce a isto um mercado mundial completamente desregulado após a queda do muro de Berlim.
A China com cerca de 1/5 da população mundial, acordou, sabe que tanto pelo poderio económico como pela vantagem populacional pode ditar tendências e dirigir o mercado.
É um gigante económico, um gigante económico que não quer saber de indústrias com regulação ambiental, direitos dos trabalhadores e da protecção dos mesmos, não quer saber da ilegalidade do trabalho infantil.
E é neste "cadinho" em que vivemos que se está a começar a bitolar esta confusão onde estamos metidos.
A China, foi refinando, e passou da produção de produtos copiados, manufacturados sem muito rigor, tendo já dado o salto para uma indústria de ponta que já começou a produzir efeitos e dividendos.
Os EUA estão a perder a supremacia económica que ganharam desde a II Guerra.
O ataque das empresas de rating e as falsas notícias em jornais internacionais que apoiam esse ataque, fazem parte de uma orquestração feita para a sobrevivência da supremacia das empresas multinacionais  americanas ou das suas multinacionais, o Euro não serve, o Dólar tem de ter a supremacia.
E neste momento assistimos a uma acalmia e a uma recuperação, mas, receamos que isto só acontece porque estamos no olho de um furacão, e o mau tempo vem aí novamente.
É verdade que enquanto o pau vai e vem, folgam-se as costas, mas, os países europeus, poder-se-iam acautelar e preparar para uma nova tempestade, e, o que vemos por essa Europa e em Portugal inclusivé, não nos estamos a preparar.
Este é o nosso pensamento que não percebemos rigorosamente nada de economia, mas nós assumimos isso, não somos como os economistas que dizem que entendem mas pelo que vemos andam completamente à nora.
A falta de pulso político e de liderança na Europa, tem como consequência o facto de ainda não ter achado um rumo para a Europa.
A falta de liderança, falha a projecção e efectivação de um caminho consolidado.
O facto de termos uma Europa a muitas vozes, implica a falta de uma medida fundamental, implica o "esquecimento" de uma medida protectora do Euro e a falta de uma autoridade reguladora/fiscalizadora.
O que atrás afirmámos tem como consequência deixar a Europa vulnerável a ataques.
E, se fossemos o adversário,  por onde é que começariamos tais ataques?
Tal como numa guerra convencional, o ataque começou por debelitar o país mais vulnerável da zona euro, a Grécia.
Esse era um alvo apetecível e até expectável, um país que mascarou as suas contas e que ninguém viu, pode ou quis ver.
Os políticos desta estratégia/tragédia grega conseguiram esconder e mascarar a situação durante anos.
Não consiguimos entender, como é que uma Europa cheia de eurocratas rigorosos, na agricultura, nas pescas, aquela Europa que uma vez mandou retirar vinhas e oliveiras, a mesma Europa que da outra vez as mandaram plantar novamente, impondo uma PAC que levou muitos agricultores a desistir do seu ofício, e muitos até foram incentivados a "compar jeeps".
Esta é a memsa Europa que é responsável pelo aumento inusitado da Imigração na Europa, como é que estes eurocratas tão atentos para uma coisa deixam passar a gigante locomotiva grega impunemente?
Estes eurocratas que mandam nos políticos, erraram e deixaram vulnerável o euro e a Europa ao ataque que está em curso.
Portugal, Espanha e a Irlanda, são os países que sofreram por parte dos MEDIA, mentiras propaladas para que este ataque ao Euro tenha sucesso, ou seja os Eurocratas, além de não fazerem o seu trabalho como deve de ser, ainda erraram por omissão.
A Irlanda, a Grécia, Portugal e agora a Espanha, com aquele mito urbano que diz que os latinos são por norma pouco rigorosos, em comparação aos países do norte da Europa, foi levado à letra e tornou-nos no alvo principal deste ataque.
Ao se ter inventado notícias, destabilizaram os mercados e artificialmente tornaram verdadeiras as situações que inventaram para esses países. Acreces a isto tudo, o facto de que a alta finança ser muito assustadiça, e uma mentira tem um efeito explosivo, as empresas de rating sabem disso, são uma espécie de carroceiro que tem a cenoura que faz andar o burro... influenciando assim o mundo económico.
Quem os fiscaliza?
Ninguém!
A escola económica de Chicago, onde em tempos se reuniu a finança e a política para aprovar medidas para as décadas seguintes.
É um ataque planeado, pois essas medidas de desregulação, pensadas no final dos anso 70 do Século XX, e que foram começadas a ser implementadas nos anos 90 do Século XX, acabaram de ser implementadas no princípio dos anos 2000, e estão a acontecer e aproduzir efeitos neste momento.
Foi um trabalho de formiguinha, muitos dos que gizaram essa política, já faleceram, e quem o fez, os senhores que o pensaram ficaram conhecidos por Chicago Boys, e , após muitas décadas do planeado estão a conseguir os seus intentos e nós estamos a reagir tal e qual como eles previram.
Os mercados recebem mensagens dúbias e contraditórias e não sabem como reagir.
Quando os mercados não sabem como reagir, reagem todos da mesma maneira, como um rebanho de carneiros e ovelhas que são assolados por lobos, reagem mal...
A reacção é precaverem-se, e ao tomarem essa atitude, isso tem a implicação de haver menos mercado.
Menos mercado porque existe uma retracção, havendo retracção não há crescimento, não havendo crescimento mais o rebanho se precavê, e caímos assim num círculo vicioso.
Os Estados perderam autonomia e estamos entregues aos caprichos destas empresas de rating, empresas essas que  que são comandadas pelo grande capital.
Estamos nas mão de um capital transnacional e são eles os seus próprios árbitros na economia mundial.
São eles que são os árbitros da economia portuguesa também, mas é um árbitro tendencioso pois está comprado e age deliberadamente para o lado que lhe convém, por essa razão entramos no jogo já a perder e por muitos golos, e mesmo que marquemos eles irão sempre ser anulados por fora de jogo. Nós, Europeus, acordámos tarde e não estamos a tomar as medidas necessárias para colmatar o nosso erro de termos acordado a meio do jogo, e o mais grave, é que os nossos adversários sabiam que esta era a reacção da Europa, pois era prevísivel.
Quando nós atacámos, atabalhoadamente, sem estratégia, o inimigo já estava à espera.
Como diria Sun Tsu, no seu Manual "A arte da Guerra", obviamente que após o ataque do inimigo, tinha de haver uma reacção a esse ataque... aliás foram eles próprios, os inimigos, que forçaram esta reacção, eles queriam que nós reagissemos rapidamente, pois ao reagir rápido, ragiríamos mal , como sucedeu. O inimigo provocou essa reacção fazendo ataques especulativos, e sabiam que iriam obter uma reacção rápida, tosca e atabalhoada, tudo correu como os Chicago Boys planearam.
Ao nos obrigarem a ter esta reacção, levou-nos ao efeito negativo, esse efeito que foi anunciado aos povos e que eles não estão a gostar, são eles: o aumentar os impostos, o baixar os salários, o abdicar de parte ou da totalidade do 13º e do 14º mês, direitos adquiridos.
Os direitos que que os mandadores da alta finança não gostam, sempre abominaram, e que ao longo dos tempos sempre fizeram para que nunca fossem cumpridos, é que o cumprimento desses direitos sai-lhes muito caro, e o sair caro baixa os seus lucros.
Como os governos não têm coragem, imaginação ou força para os enfrentar, consegue assim  a alta finaça controlar e manipular estes fracos governos que estavam a tentar fortalecer-se através de uma união económica e monetária.
As medidas de austeridade que estão a ser tomadas estavam e estão assim a ser previstas pelos promotores deste ataque.
E esfregam as mãos de contentes, estão a destabilizar os já fracos governos europeus individual e colectivamente.
Isto quando o mar bate na ....e está a bater...quem se lixa é o mexilhão.
Atacaram o nosso país, a Espanha, a Irlanda, tendo começado pela Grécia, que era o país mais vulnerável, comparando-nos e colando mais 3 países no mesmo plano que a situação grega, não fizeram nada mais do que já tinham feito há uns anos  aos países do terceiro mundo, classificando-os como tal.
Todos recordamos, e alguns ainda usam essa designação desta desclassificação e rotulamento com o nome de terceiro mundo. A alta finaça ao fazê-lo, implicou que eles continuassem como países pobres e à margem da alta finança mundial.
O problema é que não estamos todos, desde a Alemanha a Portugal, a reagir como deveríamos, o problema é que estamos todos a reagir todos da mesma maneira e o problema mais grave, é que influênciados pelos países nórdicos, estamos a reagir segundo as regras, ou seja, segundo a vontade dos Chicago Boys, e ao reagir assim estamos a fazer o jogo deles, ao reagir assim estamos a proceder mal, porque o resultado já sabemos como vai ser.
Este é o principal trunfo dos Chicago Boys, é esta reacção generalizada que é toda da mesma maneira.
E porque é que isto acontece?
Isto acontece porque infelizmente as universidades de Economia não fizeram o seu papel, todas ensinam pela mesma cartilha, pela cartilha impostapelos Chicago Boys.
É por esta razao que os economistas parecem ser todos da mesma escola, é por isso que reagem todos da mesma maneira; não existem economistas que digam que "O Sol não anda à volta da terra". Economistas com pensamento diferente não existem ou se existem não se manifestam ou então não estão a ter peso relevante.
As escolas de pensamento económico europeu não são diferentes das escolas dos EUA. Nós somos fieis e continuamos a defender a máxima que o político Sueco já falecido, Olof Palm, dizia: Não quero acabar com os ricos, o que eu quero é acabar como os pobres.
E para que essa filosofia singre existem outro tipo de políticas a tomar.
Os países que não querem saber disto para nada, vão ter uma dura realidade pela frente, é que a tensão social começa a aumentar.
Este alheamento do resultado das más políticas, que enviam par ao desemprego milhões, vai começar a sofrer um efeito de alastramento pelos países europeus.
Agora imaginem se um dia os desempregados se unirem na Europa... é que já são mais de 20 milhões...
É que quando isto acontecer vai pegar fogo, vamos infelizmente ter problemas graves de distúrbios e estaremos a contribuir para que o plano de ataque ao Euro que a alta finança gizou vá resultar em pleno.
Tudo isto não esconde nem mascara o facto de que a crise Portuguesa seja uma dupla crise.
 Ela é conjuntural e estrutural.
Por um lado é o resultado pela crise provocada pela situação internacional e o ataque ao euro, essa é a crise conjuntural
Do outro lado temos o facto de Portugal possuir um tipo de empresários mal formados e preparados, conjugado com um Estado que se enredou na sua própria teia, acresce a isto tudo o facto de também termos uns trabalhadores e os seus sindicatos sem rumo, sme criatividade, antiquados, voltados para sim esmos, e às ordens do PCP ou de outros partidos, sindicatos não independentes, que quando lutam não defendem os trabalhadores mas sim os interesses partidários.
É este o nosso problema estrutural, pois a nossa produção e matéria prima é deficitária e sem imaginação, se rumo, sem estratégia, sem pensamento virado par aa sociedade, e só par ao lucro localizado e individual.
Temos de apontar caminhos, arranjar estratégias, diferentes das habituais, mas que sejam consonantes com o bem estar social. Por isso perguntamos:
Por onde ir?
Que caminho seguir?
Que fazer?
Que medidas a tomar?
E a resposta não é fácil, assim como não é fácil, implementar medidas de contravapor pois os adversários são poderosos e com uma excelente estratégia ganhadora. Vamos deixar aqui os tópicos que apontam caminhos para sairmos, e já agora queremos dizer que o romper dos paradigmas, feito pelo actual governo do Partido Socialista, é um princípio, tímido mas é um principío e já começou a produzir efeitos, só que temos de ir mais longe, há que consolidar a estratégia, há que pensar o projecto estrutural, para ultrapassar o conjuntural.
Nos próximos posts será o desenvolvimento destas ideias, não estarão por ordem nem poderiam estar, com umas sabemos que alguns concordarão com outras, mas também sabemos que outros discordarão, mas é a nossa perspectiva que não somos economistas e não seguimos a escola de Chicago, e sabemos que os que seguem essa escola, ou seja a grande esmagadora maioria, dirão que não pode ser e apontarão logo defeitos.
Relembramos que por muitos defeitos que apontem, os principais responsáveis para chegar a esta situação, foram eles, os que irresponsavelmente não se precaveram contra a escola de Chicago, os que não apostam numa Europa forte, os que seguem as regras que lhes estão a ser impostas, são aqueles cujas soluções são aquelas que não produzem efeitos, ou seja, são aqueles que não têm soluções para o que está a acontecer.
A nossa receita, que não é milagrosa, é para ser aplicada em Portugal e as outras, mais globais, é com o intuito de as aplicar na Europa e quiçá no mundo inteiro, o que sabemos é que as nossas soluções não serão as únicas.
As oluções estão abaixo elencadas, e são as seguintes, começamos logo pela mais polémica:
  1. Não e paga! Não se paga!
  2. O sorteio da ilha de Malta
  3. O caso dos Impostos dos países do norte da Europa e nos EUA;
  4. Acabar com o PEC colocando as caixas on line
  5. Ambiente, transportes e Grandes Empresas públicas
  6. Taxação dos veículos particulares na entrada das cidades, importação de energia
  7. O exemplo vem de Mafra
  8. Cumprir horários e "la siesta"
  9. A justiça elementar , os advogados e a regulamentação das leis.
  10. A transparência e a publicidade das contas e os impostos justos (não é só a oposição que tem o direito de ser informada, mas todos os cidadãos)
  11. Regulação efectiva e eficaz da economia, tabelação temporária dos preços pelo governo
  12. Os bancos não fogem : Grandes fortunas, bancos, e outros : fiscalização e pagamentos de impostos e paraísos fiscais
  13. Lei dos solos, arrendamentos e especulação imobiliária
  14. Função pública esse elefante branco que temos de pintar de outra cor, orçamento de base zero
  15. O sector primário, a agricultura biológica, a PAC e outros eurocratas;
  16. O sector secundário
  17. O sector terciário
  18. Analfabetismo, religião e o laicismo do estado
  19. Salários
  20. Sindicatos e afins
  21. Patrões e suas confederações
  22. Concertação social
  23. A nota de euro
  24. Reforma da política interna 1
  25. Reforma da política interna 2, as forças armadas e outros
  26. Reorganização e fortalecimento da União
Pronto e resumindo são estes os títulos dos próximos 26 posts que eu vou tentar escrever, para dar a nossa perspectiva sobre a solução económica e as estruturas que a devem suportar... para que a Democracia vença e a República também em Liberdade. Igualdade, Fraternidade e Solidariedade. 


Sonho Impossível-
Chico Buarque
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA ATÉ FAZ SACRIFÍCIOS MAS TEMOS DE SER TODOS A FAZÊ-LOS E EM PARTES IGUAIS NÃO UNS MAIS QUE OUTROS.