terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

A gaivota e o lado negro da força

Caros Bloguistas
Quantas vezes terei de dizer: JÁ BASTA! Quantas vezes, poder-me-ão dizer?
Sabem o que vos digo?
Enganaram-nos muito bem enganados... a todos nós.
Tantas promessas que ouvimos de Liberdade e de Democracia...
Será que sou só eu que sinto que demos vários passos atrás e só vivemos em relativa Liberdade, em relativa Democracia e em relativa República?
Será que sou só eu que sinto, a Liberdade a fugir-nos por entre os dedos, a Democracia a ser apropriada só por alguns e a República toda a desmoronar-se.
Será que sou só eu que vejo, que a nossa República está tal e qual oq eu nos foi apresentado nos 3 primeiros episódios do filme "Star Wars", em que a burocracia e os tecnocratas nos estão a conduzir para o que não queremos.
Conseguimos numa primeira fase com sucesso, felizmente, fugir à tentação comunista... a nossa escolha e rumo foi outra...Mas com esse caminho não nos estão a conduzir para outra forma de totalitarismo encapotado?
Se calhar era melhor não ter escolhido nenhum dos dois caminhos, se calhar deveríamos ter dito que não a um e a outro... se calhar aliar-mo-nos ao inimigo do nosso inimigo, não foi a melhor escolha, se calhar deveríamos ter ido por uma terceira via e combatermos os dois.Alguém disse e bem "O preço da Liberdade e da Democracia, é a eterna vigilância."
Mas nós. o povo, tornámo-nos perigosamente desatentos, e já não somos tão livres como a Gaivota que voava, voava ou como a Papoila que é livre de crescer...Temo que um dia o que a criança dizia que não já não ia combater e era livre de dizer, já nós não poderemos dizer o mesmo...
Somos um povo, que é peculiar...em tudo o que dizem de nós, só nos últimos minutos das piores horas, é que parece que acordamos de uma letargia...
Compraram a nossa Liberdade e Democracia com bens materiais, vendemo-nos por ilusões, estamos acomodados, tristes, desiludidos e cansados...
Reagir?Reagir? Não. Não me parece.
Talvez estejamos a esperar pelo último minuto, da última hora, mas com o desenvolver da tecnologia, se calhar... se calhar já não vamos a tempo.
Alguém político disse:"é preciso que algo mude para que tudo fique na mesma..." pensámos que a concretização dessa frase não fosse possível com o 25/4, mas afinal a frase estava certa, algo mudou e nós ficámos na mesma... ou pior...
Pior porquê?
Entre outras coisas, SOMOS 18 MILHÕES DE CIDADÃOS DESEMPREGADOS NA EUROPA, entre outras coisas, a quantidade de Pobres é demasiado grande, sempre foi grande sendo que um já é demais.
Voltamos a ser a voz sufocado de um povo a dizer não quero, pois é tão difícil não passar para o lado negro da força...

Somos livres (uma gaivota voava voava)
Letra e música: Ermelinda Duarte
Ontem apenas
fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.

Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa.

Uma gaivota voava, voava,
asas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.

Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo qualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.

Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS,NÃO HÁ? A BRIGADA ESTÁ CÉPTICA, ACHA QUE PARA MUDAR O RUMO DAS COISAS, SÓ UMA BRIGADA NÃO CHEGA, QUE A FORÇA ESTEJA CONNOSCO.

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

"O CONHECIMENTO DA LEI APROVEITA A MUITA GENTE... "

Caros Bloguistas Militantes
Ensinam-nos nas aulas de direito, em "Introdução ao Estudo do Direito", o seguinte: no Código Civil no "Artº 6º- Ignorância ou má interpretação da lei -A ignorância ou má interpretação da lei não justifica a falta do seu cumprimento nem isenta as pessoas das sanções nela estabelecidas."
Esta é uma das normas que eu embirro solenemente, e passo a explicar o porquê: quem faz o favor de ler o meu blogue, já se deve ter apercebido que eu não sou nada religioso, como afirmou um dia Mário Soares: "não tive a felicidade de ser tocado pela fé."
Mas apesar de não ser religioso, não sou fanático ateu e reconheço que as diversas religiões tem uma forma peculiar de transmitir e ensinar as leis que eles dizem ser de Deus e que as nossas sociedades adoptaram para regular a vida social.

Sejam eles Muçulmanos, Cristãos, Judeus ou outros, todos explicam e repetem periodicamente aos seus fiéis seguidores, quais são as leis, as consequencias se eles não as cumprirem.
Ou seja, o que está escrito nas Suras do AL-CORÃO, ou nos livros da BÍBLIA ou da TORAH, é explicado minuciosamente aos fiéis, dentro do culto religioso pelos sacerdotes da congregação.
E porque é que isto acontece?
Porque as diferentes religiões tem conhecimento e sabem que o grau de analfabetismo, iliteracia e o grau de más interpretações dos textos por parte do seu povo é um facto real.
Eles sabem que este fenómeno existe e grassa no seio das suas comunidades.
Os Sacerdotes não se podem "dar ao luxo" de terem uns fiéis que compreendem a palavra que lhes está a ser transmitida, as suas leis, implicações e interpretações e outros fiquem na mais profunda ignorância.
Os religiosos, no cuidadado de espalhar a palavra conveninetemente, sabem que a máxima civil do artigo 6º do código civil A ignorância ou má interpretação da lei não justifica a falta do seu cumprimento nem isenta as pessoas das sanções nela estabelecidas." é tida em conta e levam mais longe essa prática, eles acharam uma fórmula de transmitir à generalidade a lei, fazendo com que o seu povo não fique na ignorância e saiba quais as leis que os regem.

O culto é assim, nesta perspectiva, uma espécie de aula de direito religioso/canónico/surático.
Os advogados e juristas, que tiveram um curso para ler e interpretar leis, não tem todo o conhecimento, aliás ninguém sabe tudo sobre todas as leis, e quem disser o contrário é tolo.
Com a massiva saída de legislação sobre todos os assuntos e com a nossa entrada para a CEE, múltiplos foram os assuntos e legislação que entraram no ordenamento jurídico nacional.
Se já tínhamos o desconhecimento da maior parte das leis, com esta entrada mais ignorantes ficámos.
Existem textos legislativos que nem os mais apurados advogados conseguem interpretar, aliás divergências doutrinárias e de interpretação é o que existe mais em Direito.
Como é que se pode dizer a um analfabeto, a um iliterado, a uma pessoa que não sabe interpretar o texto que está a ler "A ignorância ou má interpretação da lei não justifica a falta do seu cumprimento nem isenta as pessoas das sanções nela estabelecidas"?
Se nós não ensinamos ou transmitimos aos cidadãos o que está escrito na lei, se existem cidadãos analfabetos e iliterados, como é que queremos que eles saibam?
Por osmose?
A prática religiosa da transmissão da lei(só esta) deveria ser copiada para a sociedade.
É que, com este paradoxo, a economia como sempre aproveita-se dos incautos.
É com base nesta pequena norma, que os Bancos, as Companhias de Seguro, as companhias fornecedoras dos mais diversos serviços como por exemplo as de Telemóveis, se aproveitam para colocar lá cláusulas miudinhas ilegíveis e de difícil interpretação.
É com base nisto que depois fazem accionar essa cláusulas, quando apanham os pobres coitados (que somos todos nós) desprevenidos, alegando que estava escrito, muitas vezes cláusulas contra-legem.
Mesmo quando nós lendo previamente e depois assinamos não sabemos ao que nos estamos a vincular naquele contrato...
Isto já para não falar que se trata de contratos de leão, em que há uma parte que é a forte (são as companhias) e outra que se sujeita e que é a fraca (que somos todos nós) porque não temos outro remédio se queremos o serviço, que por exemplo, no caso dos seguros, são obrigatórios nós fazermos um...
Para contrariar todo este empenho do Estado de nos obrigar a cumprir a lei, nós os cidadãos, também temos a obrigação de fazer com que o Estado cumpra a sua parte, afinal esta relação cidadão Estado é biunivoca, assim os cidadãos deveriam ter aulas de cidadania, onde pelo menos os direitos mais básicos lhes fossem ensinados.
Nos 100 anos da República condenou-se (e bem) a prática católica do incentivo à ignorância e à iliteracia, pois eram causas que danificavam e danificaram o pensamento e o tecido social.
Parece que passados 100 anos da República esquecemos esses ideais e estamos a adoptar as forma que a República com os seus ideais condenou quando se implantou.
O desconhecimento da lei não aproveita realmente a ninguém ... já

"O CONHECIMENTO DA LEI APROVEITA A MUITA GENTE... " oh se aproveita...




"Bíblias De Um Deus Ateu" - Sérgio Godinho
No caule
da efémera flôr
cresce firme o amor
Meu Deus! Alá!
Há lá maior contradição?

Eram
dois estrantes
tipo flores brotantes
crescendo dentro da tenda
dos festivais de verão

Sucumbe-se aos
cheiros floridos do caos
sustendo as pétalas e a respiração

(É que) Em matérias do amor
rega-flor, pisa-flor
estamos sempre adolescendo
espesso livro vamos lendo
e coitados!
Somos sempre uns iletrados
estamos sempre adolescendo

Escreve o meu livro
e eu escrevo o teu
biblias de um deus ateu
flor seca às vezes já marcou
o que o mau olhado leu
Acreditou? Já descreu
artificial natural podes crer
que ao amor
vera flor vera flor
já cresceu podes crer
já cresceu
androceu gineceu

E tudo
o que o amor souber
é para desaprender
gatos
que sobre os tectos
noite fora miarão

Quando é
que o amor felino
ganha tento e ganha tino
e afasta as unhas
de perto do coração?

E fora do vaso
a pétala puxada ao acaso
um pouco not at all beaucoup
abre o seu Sésamo ou não?

Em matérias do amor
rega-flor, pisa-flor
estamos sempre adolescendo
espesso livro vamos lendo
e coitados!
Somos sempre uns iletrados
estamos sempre adolescendo

Escreve o meu livro
e eu escrevo o teu
biblias de um deus ateu
flor seca às vezes já marcou
o que o mau olhado leu
Acreditou? Já descreu
artificial natural podes crer
que ao amor
vera flor vera flor
já cresceu podes crer
já cresceu
androceu gineceu

E depois
regressa-se aos
moldes rombos de outro caos
ordem na sala
e junto à porta
a mala no chão

Enfim: metaforizando
a flor abre-se até quando?
e quando, depois de murchar
volta à lapela em botão?

(É que) Em matérias do amor
rega-flor, pisa-flor
estamos sempre adolescendo
espesso livro vamos lendo
e coitados!
Somos sempre uns iletrados
estamos sempre adolescendo

Escreve o meu livro
e eu escrevo o teu
biblias de um deus ateu
flor seca às vezes já marcou
o que o mau olhado leu
Acreditou? Já descreu
artificial natural podes crer
que ao amor
vera flor vera flor
já cresceu podes crer
já cresceu
androceu gineceu

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS. NÃO HÁ? A BRIGADA NÃO ENTRA EM GUERRAS SANTAS, MAS QUEM FAZ DA BRIGADA SÓ SAI COM A ESCOLA COMPLETA...

quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

O Orçamento e os Táxis

Caros Bloguistas Militantes
Hoje vou falar do PEC, e dos industriais de táxis.
Eu não consigo compreender as empresas nacionais, sério não consigo...
Andam há mais de 20 anos a queixar-se que o negócio vai mal, que não dá para nada e ameaçam que qualquer dia fecham...mas continuam sempre a laborar.
Outra coisa que não compreendo, é como é que as empresas dando prejuízo, há mais de 4 anos continuam abertas.
As empresas falam do PEC (Pagamento Especial por conta), e sempre contra que é um imposto injusto, desmoralizador, além disso não é um imposto é uma presunção... o Estado presume que a empresa x facturou y e de 3 em 3 meses toca a pagar...
Dou-lhes razão... a eles e ao Estado...
Mas aos dois? Perguntai vós.
Sim, aos dois. Respondo eu.
Se por um lado temos um Estado, que optou pela forma mais fácil de taxar um imposto, antecipando a arrecadação de receitas,, não o faz da melhor maneira, como é o exemplo dos taxistas que quando tem de pagar o PEC, paga igual montante um industrial que tenha um só Táxi como o que tem uma frota de 50 Táxis, ou seja paga por empresa e não por carro.
Eu compreendo os impostos numa lógica de justiça equitativa e distributiva, de funcionamento em sociedade, defendo também que a aplicação dos nossos impostos deveria ser mais vigiada e ter mais interesse por parte dos cidadãos.
Saber onde, como e em que quantidade foram utilizados... sim, porque o dinheiro dos impostos é de todos. Perdão... de todos não. É daqueles que num país como Portugal não conseguem fugir ao fisco.
Esta cultura de desresponsabilização colectiva e de fuga, é infelizmente nosso apanágio, muito longe estamos dos países do norte da Europa.
No exemplo dos táxis existe porém o reverso da medalha, reverso esse que é a razão pela qual o Estado faz o que faz… Uma parte dos industriais de Táxi (e aqui é para tomar a parte pelo todo, quando me refiro a táxis, refiro-me também a mercearias, talhos, indústrias diversas…) aldrabar das contas por parte dos contabilistas dos industriais dos táxis.
Se pedirem um a factura, repararão concerteza, que os motoristas de táxi ao passá-la fazem um de dois truques, ou colocam a data retiram o original e colocam o valor já sem a factura estar em contacto com o duplicado ou fazem o mesmo procedimento mas com o valor a pagar e a data depois, ficando assim o duplicado ou só com a data ou só com o valor.
Este procedimento é para enganar o fisco, pois assim podem jogar com o montante mínimo diário, para pagar menos imposto.
Noutro ramo, no da hotelaria, contaram-me que há uns 10 anos atrás um bar bem conhecido da linha do Estoril junto á praia, que só abre no verão, no final do dia o gerente e um dos empregados, faziam a dupla facturação na caixa... eu explico: Imagine que naquela noite se venderam 100 whiskies, 40 colas, 30 gins, 100 vodkas, ora nós chegamos ao bar, pedimos a bebida, pagamos e o empregado regista, e fica registado.
Assim a empresa dona do bar, sabe quanto é que vendeu de bebidas e para a contabilidade também vai aquele montante para entrar nas contas...
Isso seria no mundo dos honestos, o gerente que tem acesso á máquina e ao acerto das horas da máquina, no final do dia, com um empregado de confiança, coloca um rolo novo, e em vez de 100 whiskies, 40 colas, 30 gins, 100 vodkas, só regista 60 whiskies, 10 colas, 15 gins, 50 vodkas, e distribui entre ele e o empregado o dinheiro, como o preço das bebidas naquele bar até não são baratas, a empresa proprietária do bar, também não sai a perder muito, quer dizer, existe realmente um abuso de confiança em que uma certa quantia é subtraída, mas a empresa não fica a perder. O que não fica é a ganhar mais...
Com isto tudo quem fica a perder somos todos nós. Solução?
Existem duas soluções, em que se acabaria com todo este folclore, e cuja fuga ao fisco seria praticamente zero.
A primeira solução é a da Ilha de Malta, esta foi observada e sugerida por um amigo, preconiza a solução que lá eles tem e com muito sucesso...
Em Malta, todos, mas todos pedem factura, e porque?
Porque as máquinas que os comerciantes têm são fornecidas ou autenticadas pelo Estado, e todas elas geram um número na factura.
O Estado faz uma lotaria, em que o detentor desse número ganha um prémio em dinheiro. Essa lotaria ANDA Á RODA, senão é todos os dias é todas as semanas, quem tiver a factura com o número premiado ganha um bom prémio monetário.
Devido a isso compre alguém um café, um berlinde, um barco ou uma casa, todos pedem factura, controlando assim o Estado a facturação das empresas, é mais difícil de fazer falcatruas.
A segunda solução, que é complementar a esta, também é uma ideia simples mas que levaria alguns meses a implementar.
Primeira parte e essencial: Toda e qualquer despesa que o consumidor final faça, pode entrar em Sede de IRS, desse ano, como fazemos países nórdicos.
Não arranjemos soluções atamancadas, como faz o nosso Estado agora, que o total das facturas das refeições só entra 2 anos depois da despesa feita para o nosso IRS. Ora como os papéis das facturas são térmicos, 2 anos depois já não se percebe nada do que lá está escrito.
Não estou a dizer que sejamos beneficiados a 100% em tudo o que compramos, não nada disso, o Estado é o Pater Familias, mas há limites.
Os bens essenciais, a escola e a saúde, isso deveria ter uma incidência de 100% ou a rondar lá próximo.
Agora bens de luxos e outros bens não essenciais, deveriam ter uma incidência no IRS até 40 ou 50% (eu disse até, para se fazer uma gradação dos produtos), mas seja como for, tudo o que nós comprássemos deveria poder entrar no IRS.
Portanto duas questões a introduzir: A lotaria, e a entrada d e todos os produtos comprados em sede de IRS, teríamos assim um motivo real para solicitarmos facturas.
Segunda fase, estando nós numa era tecnológica, seria de fácil concepção informática, embora demorasse algum tempo a sua implementação, uma ligação virtual entre a empresa e o Ministério das Finanças, com a finalidade de este saber toda e qualquer transacção feita.
Qualquer transacção em que fosse emitida uma factura, seria registada também no Ministério das Finanças ou seja o MIN. Fin. saberia que a quantia X entrou para a compra do produto Y.
Assim ao estarem ligados ao Ministério das Finanças em tempo real, deixaria de haver a necessidade dos comerciantes e Industriais pagarem o PEC.
O PEC que é uma presunção, deixaria de fazer sentido, pois o MIn. Fin. Já não presumiria nada, saberia realmente o que tinha sido facturado.
As fugas ao fisco diminuiriam muito
Mais uma vez o exemplo recorrendo aos TÁXIS.
Suponha que o Caro Bloguista Militante entra no Táxi, em Santa Apolónia e quer ir para o Areeiro, o taxista coloca o taxímetro a trabalhar, é emitido automaticamente um sinal para o Min. Fin. que aquele Táxi está ocupado, a trabalhar e a facturar, quando chegar ao fim do destino ao desligar o taxímetro, sairia automaticamente a factura com o valor a pagar (isto já existe em alguns táxis), era emitido um sinal para o Min. Fin. que a corrida tinha acabado e que tinha marcado x Valor.
Reparem no Min. Fin. não sabe por andou o táxi ou quem lá dentro andou, nem para que destino foi,o Min. Fin. só sabe que andou aquele táxi, aquela hora e facturou X.
Acabava assim o PEC, o IRC era mais fácil de apresentar, pois os lucros de um táxi, são só as corridas que eles fazem, tendo o Ministério das Finanças lá esse valor, o industrial do táxi, só teria de apresentar as despesas... e quem diz o industrial do táxi diz todos os outros.
E teríamos assim parte do problema resolvido, além de que fomentávamos a indústria nacional a vender novas máquinas e sistemas informáticos… a economia iria andar….

Táxi – Grupo Táxi
Pela noite fora
Tinha andado a beber
Com a chuva e o frio
Faziam o sangue aquecer
Um copo depois outro
Andei de bar em bar
Fiquei mesmo tão torto
Via tudo a dobrar

Táxi!
Não há nenhum à minha vista
Táxi!
Se não vier não insista

Estava eu ao frio
Sem saber o que fazer
Não conhecia o sítio
E era difícil de ver
Por ali tão á toa
Fui caindo virado
E tirando alguns passos
Não fui a nenhum lado

Táxi não há nenhum à minha vista
Táxi
Se não vier não insista
Se não vier não insista
Então ao longe vi umas luzes a brilhar
Ouvi ruído tinha razões para desconfiar.
Não, eu não acredito
Fui ouvido a gritar

Parou mesmo ao meu lado
Não deixou de micar
Lá fez o seu juízo
E arrancou devagar
Um copo
E ainda mais outro
Entrei em mais um bar
Fiquei ainda mais torto
Já via a triplicar

Táxi não há nenhum à minha vista
Táxi
Se não vier não insista
Se não vier não insista
Então ao longe vi umas luzes a brilhar
Ouvi ruído tinha razões para desconfiar.
Não, eu não acredito
Fui ouvido a gritar

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA GOSTA DAS FINANÇAS JUSTAS E SOLIDÁRIAS

domingo, 24 de Janeiro de 2010

Vem vamos embora, que esperar não é saber

Caros Bloguistas Militantes
Portugal vai com 100 Anos de República.
Este Século que temos de República, ainda está longe dos 2 séculos e meio de outras repúblicas do mundo.
Todos, já há muito, muito mesmo... que esperamos algo melhor... algo que para a maioria nunca vem ...
100 ANOS de República e não é esta a República Democrática que nós queremos.
Quanto a mim a República que idealizo e almejo, é a que tem os ideais Republicanos de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
A partir destes 100 anos de República, gostaria de ter uma República mais livre, mais justa, mais solidária, mais cooperativa... longe dos totalitarismos de Direita ou de esquerda, ou económicos.
A República precisa de beber as palavras de Geraldo Vandré, no poema "Para não dizer que não falei das Flores"
"Vem vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer."
Viva a República.Viva.



Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores
Geraldo Vandré

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(4x)

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA É REPÚBLICANA E ACREDITA NAS FLORES VENCENDO O CANHÃO

segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

A pé ó vitimas da fome


Caros Bloguistas Militantes
Parece que ao fim de alguns anos, começo a acordar de uma letargia que me deixei estar.
A maioria de vós conhece este poema que abaixo publico.
Identifico-me com ele na sua generalidade.

É um poema de força, e é um poema que vai mais além do que dizer NÃO.
E pelo andar da carrugem, pelo estado actual das coisas, que eu prevejo que daqui a uns tempos, não muitos, não vou ser só eu a acordar da letargia em que me encontrava...

E quando se acende um rastilho, quando se ergue uma bandeira, dificil é de a derrubar, principalmente se a sua base for a convicção e a razão, e a luta contra as injustiças.
E quando isso acontecer, o que será do mundo?

A Internacional
A pé ó vitimas da fome
Não mais, não mais a servidão
Que já não há força que dome
A força da nossa razão
Pedra a pedra, rua o passado
A pé trabalhadores irmãos
Que o mundo vai ser transformado
Por nossas mãos, por nossas mãos.

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional (bis)

Não mais, não mais o tempo imundo
Em que se é o que se tem
Não mais o rico todo o mundo
E o pobre menos que ninguém
Nunca mais o ser feito de haveres
Enquanto os seres são desfeitos
Não mais direitos sem deveres
Não mais deveres sem direitos

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional (bis)

Já fomos Grécia e fomos Roma
Tudo fizemos, nada temos
Só a pobreza que é a soma
Dessa riqueza que fizemos
Nunca mais no campo de batalha
Irmãos se voltem contra irmãos
Não mais suor de quem trabalha
Floresça em fruto noutras mãos.

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional (bis)






ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA ESTÁ PREPARADA, VAMOS A ISSO.

domingo, 10 de Janeiro de 2010

B e A, Bá

Caros Bloguistas Militantes
As pequenas coisas da vida deixam-nos felizes.
Vivemos todos os dias repetindo, que as coisas boas da vida, costumam vir em embrulhos pequenos.
Sabem fiquei muito feliz em saber ler e escrever...mesmo com erros...
Sim saber ler e escrever... o mundo que me abriram por me ensinarem a ler e a escrever.
A juntar as palavras.
Eu sei, é uma coisa pequena, parece uma coisa pequena, mas na realidade não é.
Eu sei ler e escrever e sinto-me e contente com isso.
Mas ao mesmo tempo que estou contente, não posso esquecer dos milhões de pessoas que não sabem ler e excrever.

As oportunidades que estas pessoas não conseguem ter por não saberem juntar as letras para escrever ou para ler.
Por mil e uma razões, todas elas razões... quer concordemos ou não, daí só temos um facto, depois de milhares de anos da escrita ter sido inventada, ainda há seres humanos que não sabem ler e escrever, que não sabem interpretar os sinais da escrita.
Sim, ler e escrever são coisas pequenas e se são pequenas porque é que toda a gente não o tem?
Tantos ditadores, tantas mentiras, já foram propaladas por alguns se aproveitarem da ignorância da maioria, porque essa maioria não sabia ler e escrever... tantos exemplos temos na história...
Sabem temos mesmo de mudar o mundo, a nossa espécie, todas as espécies dependem de nós... mas nós nunca conseguirmeos ajudar as outras espécies se não ajudarmos a nossa primeiro.
E o começo da ajuda, é toda a aldeia ensinar as crianças, os mais velhos e os restantes cidadãos qe precisam de ajuda.
Vi noutro dia na TV esta frase "Qualquer lugar é uma sala de aula onde houver um aluno e um professor."
E lembrei-me é tão bom saber ler e escrever...mesmo com erros...

Poema do analfabeto -Rafael Pires
Palavras e letras,
Letras por palavras,
Frases com palavras
Palavras e... (nada)...

“Pa, pa, passa, rri... não, não...”
“Ni, ni, o, no... não, não...”
“Ah, vou pular essa...”
“Quitá, quita, qui... Quê que isso?!”

“Que será que é isso aqui, ali, e acolá?”
“Hmm, e isso aqui, esse sinalzinho aqui...”.
“Encima das letras, dentre as palavras...”.
O que tudo pra ele... Ele, o analfabeto,
São apenas meras palavras (mortas)...

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? NA BRIGADA QUEM ENTRA SEM SABER LER, SÓ PODE SAIR QUANDO FOR LETRADO.

sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

VAMOS FAZER AMIGOS ENTRE OS ANIMAIS

Virá um dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem."(Leonardo Da Vinci)
Caros Bloguistas Militantes,
Quero desejar a todos um EXCELENTE ANO DE 2010!
Este Post foi propositadamente colocado para entrar neste Ano de 2010.
Hoje mais uma vez o nosso Planeta TERRA faz anos, pelo menos segundo o calendário Juliano.
Bom, hoje é o dia da Paz e a TERRA faz anos, por isso, hoje e a partir de hoje devemos dar mais atenção ao planeta de todos nós.
Já que até ao ano passado parece que ninguém lhe deu a devida atenção. e eu já tinha dito o mesmo sobre este assunto.
É este ano que a nossa consciência ambiental tem de se manifestar.
Como dizia John Milton, no livro "Paraíso Perdido"-
"Não acuses a natureza, pois ela fez a sua parte. Agora faz tua a tua." .
Estou preocupado, andamos todos preocupados, sentimos que os anos e os séculos passaram pela Terra e o ecossistema que esta em si encerra está a entrar em entropia.
É certo que tudo tem um princípio e um fim, mas tem de ser na nossa ERA?
É verdade que as nossas atitudes ou omissões, tudo o que nós fizemos na Terra acelera a degradação, e muito do que está a acontecer a nós se deve, mas tem de ser na nossa ERA que isto dá o estoiro?
Espero que não, e quando der, que sejam causas naturais, e que já tenhamos descoberto formas de colonizar planetas noutras galáxias e que a humanidade seja mias natural e civilizada, e esteja em harmonia com tudo o que a rodeia.
Agora andamos preocupados... e espero que não seja acusado no futuro de nada ter feito... isso causa-me angústia....
É bem verdade o que alguém (que não sei precisar quem) escreveu "sopram no iogurte os que se queimaram na sopa"- Pois assim estamos nós.
Ficarmos parados de braços cruzados, porque sempre foi assim e sempre há-de ser, não é uma atitude de um ser humano pensante...
Dizia um amigo meu: "Não evoluímos espiritualmente desde o tempo dos antigos Gregos", vejo todas as armas nucleares e toda a tecnologia que já conseguimos evoluir, mas intelectualmente ainda estamos no SEC V A.C.
Um premiado de ficção científica escreveu "No fim , há um limite para os ensinamentos dos pais(...) . Para lá desse limite, o destino dos filhos está nas suas próprias mãos." David Brin, A guerra da Elevação, vol II, Europa América, pag.99
O nosso destino está nas nossas mãos e não na divina providência... antes estivesse... Nós comportamo-nos como autenticas bestas com o nosso meio ambiente.
Andamos a trair quem nos acolheu no seu seio, andamos a morder a mão a quem nos dá de comer... David Brin, no livro "A guerra da Elevação", que eu já citei, escreveu o seguinte
"Ora- respondeu o chim , encolhendo os ombros.-Que importância tem a traição e o ataque a um patrono? Tudo faz parte do meu dia de trabalho." vol II, Europa América, pag192. CHIM=CHIMPAZÉ, PATRONO= RAÇA QUE O ELEVOU A SENCIENCIA.
Pois é embrenhados nas nossas vidinhas, perdemos a capacidade de ver o global e as nossas pequenas "traições" desrespeitam tudo e todos, e dizem respeito a tudo e a todos; mas como diz o chimpanzé no livro citado "tudo faz parte do meu dia de trabalho".
Quero neste início de novo ano, desejar-vos um BOM ANO DE 2010, dando realce à mensagem que David Brin deixou no livro atrás citado e que me tocou bastante.
Quem disser que os livros não nos mudam as perspectivas, está enganado, redondamente enganado e eu já no pós-fácio do livro mudei as minhas ideias, as minhas perspectivas e começo a mudar as minhas atitudes...
Não sou, não quero nem pretendo ser um envagelizador, mas estas palavras dever-nos-iam fazer reflectir e repensar as nossas perspectivas e atitudes: "Primeiro receámos as outras criaturas que partilhavam a terra connosco.Depois, quando o nosso poder aumentou, pensámos nelas como sendo nossa propriedade, uma propriedade de que poderíamos dispor como nos apetecesse. A falácia mais recente (bastante simpática, em comparação) é a de jogar na ideia que os animais são virtuosos na sua naturalidade e que só a humanidade é louca, viciosa, rapace e diabólica, um verdadeiro cancro maligno da criação. Este ponto de vista afirma que a Terra e todas as suas criaturas estariam muito melhor sem nós.
Só ultimamente começámos a seguir um quarto caminho, uma nova maneira de olhar para o mundo e para o lugar que nele ocupamos. Um novo ponto de vista sobre a vida.
Poderemos ter evoluído, mas devemos perguntar a nós próprios se não seremos iguais aos outros mamíferos, sob muitos aspectos.
Não podemos tirar lições daquilo em que somos semelhantes? As diferenças não nos podem também ensinar qualquer coisa?
Assassínio e violação, as mais trágicas formas de doença mental... encontramo-las agora também entre os animais, tal como em nós. O aumento do poder cerebral só exagera o horror dessas nossas disfunções, mas não é a sua causa. A causa é a escuridão em que temos vivido. É a ignorância.
Não temos de nos encarar como monstros para propagarmos ou ensinarmos uma ética do ambientalismo. Hoje sabemos bastante bem que a nossa própria sobrevivência depende da manutenção de complexas redes ecológicas e da diversidade genética. Se destruir-mos a Natureza... morreremos.
No entanto, há mais razões para protegermos as outras espécies, entre as quais uma que raramente- ou nunca - é mencionada. Talvez sejamos os primeiros com a capacidade de falar, de pensar, de construir e ambicionar, mas podemos não ser os últimos.
Outros poderão seguir-nos nessa aventura.
Talvez um dia venhamos a ser julgados quanto ao modo como desempenhámos o nosso papel quando éramos os únicos guardiões da Terra."
- David Brin, in "a guerra da elevação-vol II", no pós-escrito, pag.311, ano 1987.
Pensem nisto, reflictam e ajam em consonância.
BOM ANO DE 2010 para TODOS!
"Haverá um dia no qual o "homem" conhecerá o íntimo dos "animais", e neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a "humanidade"! (Leonardo Da Vinci)



Letra Carlos Alberto Moniz
Vamos fazer amigos entre os animais
Que amigos destes não são demais na vida
Que vêm aqui mostrar
Que têm uma família como eu e tu

Só que esta mora numa outra casa
Que se chama (Digam!)
Arca de Noé!
Vamos lá ver como é
Arca de Noé
Há animais que falam como nós
Como eu e tu
Há animais que falam como nós
Como eu e tu

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA LUTA POR BOAS CAUSAS, BOM ANO DE 2010 É O QUE TODA A BRIGADA DESEJA.

quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

TERRA SÓ HÁ UMA - e nós estamos todos juntos

Caros Bloguistas Militantes


Ia começar e acabar este post só com uma linha que era simplesmente para dizer BOAS FESTAS E UM EXCELENTE 2010 para todos vós.
Mas a Cimeira de Copenhaga, a Hopenhagen como alguns lhe queriam chamar, foi uma esperança vã... não chegámos, e sublinho chegámos, porque nas Democracias todos somos responsáveis, porque todos somos habitantes da Terra... NÃO CHEGÁMOS a nenhum acordo.
Estamos á beira de ser das últimas gerações de humanos a habitar este planeta, a continuarmos assim é para aí que caminhamos, e levamos muitas espécies de mamíferos e não só connosco.
Temos 4 pontos fundamentais e estratégicos pra atingir
1 -Este é um momento crucial para toda a humanidade em que são necessárias serem polítcamente tomadas decisões , Impor medidas, Arranjar soluções, Arranjar alternativas, Ter ideias.
Mas infelizmente atravessamos um tempo em que não vemos nos actuais políticos e nos seus assessores "alguém" que crie o "ELAN" necessário para que a humanidade que já está empenhada concilie os seus esforços.
Várias medidas para reduzir as emissões perigosas de CO2 tem de ser tomadas, e a utilização GRATUITA DE TRANSPORTES PÚBLICOS, é uma delas. Em Kioto impuseram-se quotas de emissão de CO2 aos países que assinaram o tratado, com a multa subsequente para quem não cumprisse. Mas em Kioto para mim foi um jogo de aparências, pois os países quiseram dar a impressão que se preocupavam com o ambiente, mas deram como sinal contrário, a possibilidade de comprarem as quotas de emissão de CO2 dos países não desenvolvidos que não as atinjam, em vez de arranjarem soluções para efectivamente reduzirem a emissão de CO2.


Uma espécie de poupa-se na farinha e gasta-se no farelo.
Com os TRANSPORTES GRATUITOS, a contribuição para a redução de CO2 seria visível , pois implicaria com mais uma ou duas medidas, como por exemplo taxar a entrada de carros dentro das cidades, que os cidadãos andassem mais de Transportes Públicos. Para os países era fácil financiar este tipo de iniciativa, pois o dinheiro que poupavam pela não emissão de CO2 dos transportes particulares, implicaria não atingir as quotas de CO2 e com o dinheiro que tinham de canalizar para multas ou para comprar quotas a outros países, serviam para pagar aos operadores de transportes para os compensar da gratuitidade.
2- Outro factor, é o da consciencializção dos povos. MUITO POUCOS FAZEM MUITO. Se os apartamentos que por exemplo os Portugueses Compram e que custam balúrdios, fossem climatizados, como nos países nórdicos, se a energia solar, o aproveitamento das águas de escorrência dos telhados que correm livremente e não são aproveitadas, se separássemos os esgotos pluviais dos residuais, e reaproveitássemos as águas dos pluviais para limpeza e descarga das águas na casa de banho, se utilizássemos lâmpadas económicas, se aproveitássemos as águas que vão para os esgotos para gerarem electricidade, se utilizássemos tachos e panelas na cozinha que precisam de menos calor para cozinhar, então as casas consumiriam menos energia e a emissão de CO2 para a atmosfera seria menor.

3- Por outro lado Mais Verde, Mais Verde, Mais Verde e despoluir os rios. Quem transforma o CO2 em O2 pela acção da fotossintese, são as árvores.
O abate maciço de árvores, a desflorestação, os incêndios sistemáticos, a falta de limpeza das matas e dos matos, destrói a biodiversidade, reduz a transformação de CO2 em O2.
Por isso mais verde, mais verde, investir mais verde, nas cidades, nos campos, nas planícies, nas montanhas e montes, ao longo das autoestradas, mais jardins, mais parques ecológicos como o de Monsanto ou similares, e deixarmos de investir no betão.
Despoluir os rios, salvaguardar as bacias hidrográficas, salvaguardar as águas de escorrência de modo a protegermos, abastecermos e restaurarmos os lençóis freáticos, que são tão importantes para reter água doce.
Limpar os leitos do rio e as suas margens do lixo e das construções em leitos de cheias.
Acabar de uma vez por todas com a emissão de poluentes que as indústrias fazem para a água e para os solos, investindo em indústrias e soluções de poluição zero ou quase zero, diminuir o consumo de energia pelas indústrias e fazer o reaproveitamento da energia despendida ou que esta seja auto-gerada.

5- Mas mesmo que estas medidas fossem tomadas, eu, que sou pela visão catastrofista, penso que este planeta em termos ambientais, depois do que já lhe fizemos nestes últimos 2 séculos, aliado a uma inevitável ordem natural, ele não vai deixar espaço para nós.
A Terra já mudou de pólos, de clima, já avançou e recuou mares, etc.. uma série de vezes, e vai continuar a fazê-lo. É INEVITÁVEL.
Nós, seres humanos, que nos dizemos inteligentes, já deveríamos ter pensado, em canalizar todos os nossos esforços e imaginação, não para as guerras ou não para a indústria do armamento, mas sim para a indústria espacial. Já deveríamos estar a explorar, novos mundos, novos planetas, já deveríamos estar a explorar fora do sistema solar.
Já deveríamos estar a colonizar esses planetas "civilizada e ambientalmente"com responsabilidade, cuidando do futuro da raça humana.
É A NOSSA ÚNICA SAÍDA, É A NOSSA ÚNICA ESPERANÇA... Nós já deveriamos estaer nas geração seguinte na ida par ao espaço
Mas estamos estão longe disso, tão longe...que duvido que consigamos, e se não conseguimos não sei se sobreviveremos...
Se conseguirmos então aí sim e porque estamos todos juntos...... serão BOAS AS FESTAS.

"We All Stand Together" - Paul McCartney
BOM BOM BOM,
BOM BOM BOM,
BOM BOM BOM BOM BOM.

WIN OR LOSE, SINK OR SWIM,
ONE THING IS CERTAIN, WE'LL NEVER GIVE IN.
SIDE BY SIDE, HAND IN HAND,
WE ALL STAND TOGETHER.

BOM BOM BOM - BY-I-YAH,
BOM BOM BOM - BY-I-YAH.

PLAY THE GAME, FIGHT THE FIGHT,
BUT WHAT'S THE POINT ON A BEAUTIFUL NIGHT?
ARM IN ARM, HAND IN HAND,
WE ALL STAND TOGETHER.

BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM.

LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
KEEPING US WARM IN THE NIGHT.
LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
WALK IN THE LIGHT, YOU'LL GET IT RIGHT.

DOO, DOO, DOO,
DOO, DOO, DOO,
DOO, DOO, DOO, DOO, DOO, DOO, DOO, DOO, DOO,
MEOW, MEOW, MEOW,
MEOW, MEOW, MEOW,
BOM BOM BOM BOM BOM.

LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
KEEPING US WARM IN THE NIGHT.
(BA-BA-BA-BA-BA BOM BOM)
LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
WALK IN THE LIGHT, YOU'LL GET IT RIGHT.

WIN OR LOSE, SINK OR SWIM,
ONE THING IS CERTAIN, WE'LL NEVER GIVE IN.
SIDE BY SIDE, HAND IN HAND,
WE ALL STAND TOGETHER.

BAM -

LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
LA-LA-LA-LA-LA-LA.
LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
LA-LA-LA-LA,
LA-LA-LA-LA.

WE ALL STAND TOGETHER!
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA JÁ TEM EM MARCHA UMA EQUIPA ESPACIAL.

segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Aminetou Haidar - A Ghandi Saharaui

Hoje destaco não um mas dois blogues:
o Primeiro que se chama "Blogo Social Português" tem como subtítulo-
"Que la pluma sea también una espada, y que su filo corte el oscuro muro por el que habrá de colarse el mañana [Subcomandante Marcos]", é como o nome indica um Blogue Social, de causas. Podem ver em
http://blogosocialportugues.blogspot.com/
E o segundo é O blogue "Pimenta Negra"; Um blogue sobre os movimentos sociais, a ecologia, a contra-cultura, os livros, com uma perspectiva crítica sobre todas as formas de poder (económico, político, etc)
http://www.pimentanegra.blogspot.com/
Caros Bloguistas Militantes
Ainda não havia internet, e já os membros da Brigada apoiavam moções sobre a Autodeterminação de dois povos que eram oprimidos: Os Timorenses (ao tempo oprimidos pela Indonésia) e o Povo Saharaui (ao tempo e ainda hoje invadidos e oprimidos por Marrocos).
Devemos dizer que até temos uma certa simpatia pelo Reino de Marrocos, excepto nesta pequena, triste e importante matéria.
Após muitos anos de aprovação de moções, foi com uma alegria imensa que invadiu os nos nossos corações que assistimos à independência do Povo de Timor, largando o julgo ditatorial e sangrento da Indonésia.
Mas o sofrimento do Povo Saharaui continua, e nessa parte do globo não tivémos ainda a alegria que vivemos em Timor.
Mas afinal o que se passa no Sahara Ocidental, e porque é que faz greve de fome Aminetou Haidar?
Antes de ir directamente ao assunto deixem-me só enquadrar a situação.
Continua a ser com profunda tristeza que ainda se assiste à ocupação, tortura e outras atrocidades que Marrocos infere ao Sahara Ocidental.
Já deixei por limite de idade a organização que politicamente colocava em relevância estas causas e não as deixava cair no esquecimento.
Passados alguns anos, o dia a dia que nos consome, e nos faz ser egoístas e nada societários, fez com que esta causa dos Saharauis não fosse uma prioridade no nosso dia a dia mas sim uma leve lembrança.
Agora infelizmente o caso veio de novo à baila, e nós não poderíamos nem queremos ignorar.
historicamente, assim temos que o Sahara Ocidental (Sara Ocidental ou Sahara Ocidental) é um território na África Setentrional, limitado a norte por Marrocos, a leste pela Argélia, a leste e sul pela Mauritânia e a oeste pelo Oceano Atlântico, por onde faz fronteira com a região autónoma espanhola das Canárias.
Capital: El Aaiún.
O Sahara Ocidental está na Lista das Nações Unidas de territórios não-autónomos desde a década de 1960.
O controlo do território é disputado pelo Reino de Marrocos e pelo movimento independentista Frente Polisário.
Quando, em 1975, a Espanha abandonou a sua antiga colónia, deixou para trás um país sem quaisquer infra-estruturas, com uma população completamente analfabeta e desprovida de tudo. O vazio criado pela Espanha foi aproveitado pela Mauritânia (que se assenhora de 1/3 do território) e por Marrocos (que fica com o restante) para, ambos invocando direitos históricos, invadirem o território, sem que até hoje nenhum país ou instituição tenha reconhecido a soberania marroquina sobre esse território.
A situação é grave, tão grave como a que ocorreu em Timor-Leste, pois a força ocupante, Marrocos, não permite ao desde há 18 anos que o Povo Saharaui e as Nações Unidas apliquem aquilo que foi apresentado como a solução do problema e que, na altura, foi aceite pelas duas partes em conflito – o Reino de Marrocos e a Frente Polisário: um Referendo de Autodeterminação Livre e Justo (a ONU procedeu já ao censo da população com direito a votar e definiu as questões a colocar no referido referendo: Integração em Marrocos; Autonomia dentro do Reino de Marrocos ou Independência).
Aminatu Haidar, que tem tido uma atitude exemplar, comparada a de Mahatama Ghandi, foi expulsa a 14 de Novembro de 2009 do Sahara Ocidental para a Espanha pelas autoridades marroquinas, que lhe confiscaram o passaporte no aeroporto de Lanzarote (Espanha), faz hoje um mês que a activista Saharaui está em greve de fome para que as autoridades ocupantes lhe reconheçam a cidadania Saharaui e o direito de regressar ao Sahara Ocidental.
Ela faz parte "do Povo Saharaui que nos últimos 34 anos tem sido forçado a viver ou sob uma injusta e brutal ocupação no Sahara Ocidental ou em desolados campos de refugiados no deserto argelino", escreveu ela ao lideres da U.E. Aminatu Haidar pede para que "pare com as detenções arbitrárias, a tortura e o desaparecimento de defensores dos direitos humanos no Sahara Ocidental ocupado" e que liberte os presos de consciência nas prisões marroquinas."
A activista pede ainda pressão sobre Marrocos para que seja autorizada a voltar a casa para junto dos filhos.
Não compreendo como é que a Espanha Socialista de Zapatero tem uma atitude tão vil e tão baixa, escudando-se na "Burocracia Internacional" e nas "Tramas Diplomáticas" para dizer que nada pode fazer.
Não entendo porque é que internamente e no campo das ideias os partidos sejam eles de que ideologia forem, dizem uma coisa, e tem princípios e depois perdem-nos todos quando se trata de relações internacionais ou de situações especificas que os seus ideários dizem para fazer exactamente o contrário. Também não entendo onde e como é que podem ser diferentes a autodeterminação do povo de Timor e a dos Saharauis ou seja como é que o Governo de Portugal teve uma voz em relação aos primeiros e agora tem outra vez um ensurdecedor silêncio em relação aos segundos.
A política dos sorrisos e dos enganos e do "Laisser faire, laisser passer" não me convence e desilude-me, vou mais longe... deixa-me possesso.
É com grande preocupação, embora não visível, que assistimos à greve da fome que a lutadora Saharaui Aminetou Haidar está a fazer desde 14 de Novembro, no aeroporto de Lanzarote, para que as autoridades ocupantes lhe reconheçam a cidadania Saharaui e o direito de regressar a casa para junto dos seus filhos, em El Aiun, no Sahara Ocidental.
TIMOR-LESTE tem uma atitude coerente e de firmeza, pois sebe bem do que se trata, passou pelo mesmo, Ramos-Horta lançou um apelo “à libertação imediata e incondicional dos sete activistas Saharauis dos direitos humanos presos no dia 8 de Outubro de 2009 no aeroporto de Casablanca”, para além de ter exigido que se acabe imediatamente com este atentado aos Direitos humanos e ao direito de Autodeterminação. Não podemos ignorar, como diz o poema: vemos, ouvimos e lemos.
Para terminar, duas notas:
A primeira, admiro a posição da Srª Aminetou Haidar que tem levado a sua luta tal como Mahatma Ghandi idealizou e levou Avante a sua, e a segunda é a seguinte:
Como já devem ter lido em posts anteriores, sabem como a Brigada é por um mundo sem fronteiras, mas admitimos que para chegar lá concedemos que temos de dar pequenos passos, e casos como este do Sahara Ocidental, são um passo que inevitavelmente teremos de dar, para chegar à situação que preconizamos como ideal (ver o post que publiquei em 14/02/2009).
Não ignoremos, não tomemos isto como banalidade, não tomemos isto como um caso típico que acontece diariamente e que encaramos como mais uma fatalidade, não condenemos, não nos refugiemos no nosso consumismo individualista quando toda uma sociedade humana grita por nós.
Não, é preciso saber dizer não, para que um dia todos oiçam o Sim desejado.
Não julgues nenhum Homem até teres caminhado com os seus sapatos durante um tempo... diz-nos um Provérbio Índio.

Clandestino - Manu Chao
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel
Pa' una ciudad del norte
Yo me fui a trabajar
Mi vida la dejé
Entre Ceuta y Gibraltar
Soy una raya en el mar
Fantasma en la ciudad
Mi vida va prohibida
Dice la autoridad
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Por no llevar papel
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Yo soy el quiebra ley
Mano Negra clandestina
Peruano clandestino
Africano clandestino
Marijuana ilegal
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel
Argelino clandestino
Nigeriano clandestino
Boliviano clandestino
Mano negra ilegal
HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA TEM DE INTERVIR NESTA E NOUTRAS SITUAÇÕES,POIS JÁ ANDA CALADA E PARADA HÁ MUITO TEMPO, A BRIGADA JÁ ESTÁ A TOCAR A REUNIR...NOVAMENTE

quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

Aproveitamento da frente ribeirinha

Hoje o blogue em destaque é "Greeman" um blogue sobre jardinagem, com fotos de plantas, insectos e animais mais frequentes de serem encontrados num jardim. http://musgoverde.blogspot.com/ já sabem é só clicar em cima
Caros Bloguistas Militantes
O Porto, Coimbra e Lisboa, possuem frentes ribeirinhas de invejável beleza.
Cada uma das cidades temo perfume com as fragrâncias particulares do Rio que as banha.
Umas possuem um rio com caudal mais abundante outras tem-no com caudal mais exíguo e ainda dependendo da época do Ano.
Quando falo das frentes ribeirinhas não me restrinjo só a Lisboa, Porto e Coimbra. Abro o leque todo e falo de todas as cidades de Portugal que tem perto de si um magnífico rio.
No que toca a estas 3 cidades, quando falo em sub-aproveitamento refiro-me às duas margens.
Particularmente em relação a Lisboa falo em 60 km para montante e 40 km para jusante já apanhando Oceano)e no que concerne ao Porto 15 KM para Montante e 15km para jusante, já Coimbra só mesmo dentro da cidade, já que entramos em paisagem rural muito rapidamente, e descer o Mondego, quer de dia quer de noite é bem bonito, o aproveitamento aqui é bem mais limitado.
Se formos a Paris, vemos as margens do Sena bem aproveitadas.
O sena tem uma espécie de dupla margem, uma em cima e outra em baixo, em baixo poderemos assistir numa espécie de anfiteatros: espectáculos de ensino de capoeira, tango, artes marciais na parte inferior das margens.
Na margem superior temos as pequenas lojas, os artistas plásticos e os alfarrabistas, a dar vida e cor às agradáveis margens do rio.
Em muitas outras cidades europeias, nascidas perto de rios, vê-se uma série de aquanautas a usufruírem daquele bem da natureza com bastante regularidade, ele são restaurantes á beira-rio enquadrados com a paisagem, quer sejam em terra quer sejam em barcos, ele são barcos à vela em actividade de ensino ou recreio, ele são provas ou treino de canoagem, vela, pesca desportiva, jogging e outra infinidade de actividades de lazer, que aproveitam bem a sua frente ribeirinha.
Quando olhamos para as nossas frentes ribeirinhas o desalento é enorme, mesmo sem compararmos com as outras cidades europeias.
O voltar de costas das cidades aos seus rios, muitas vezes até poluídos os deixam estar é profundamente desmotivador, triste, decadente, sem cor e de mau gosto.
A natureza deu-nos rios magníficos e condições excepcionais nas cidades, em particular nas que já citei.
O Porto com aquela encosta recortada é magnífico, tão magnífico que o Douro foi considerado património da Humanidade.
Falamos das encostas vinhateiras do Douro, agora quanto ao Porto própriamente dito, também não aproveita a sua frente ribeirinha.
As cidades acomodaram-se ao seu rio, não estão viradas para ele e teem-no só como paisagem.
Tivésse Portugal outro tipo de povo, outra tipo de gente com estas condições e não tínhamos o Tejo, o Mondego e o Douro tão poluídos e desaproveitados.
Por exemplo: As regatas Oxford/Cambridge efectuadas no Tamisa, poderiam ter em Lisboa qualquer coisa do mesmo género a ser realizadas pelas nossas universidades.
Aliás poderia até ir mais além pois o Rio tem largura e caudal para serem feitos muitos outros desportos.
Mas nós não optámos por essa via, optámos pela via dos contentores em Alcântara, da Fundação Champalimaud em Algés, e outras construções perto do rio e com altura que tiram a beleza toda da paisagem e o gosto de usufruir do rio na sua plenitude.
É o querer o rio só para alguns.
Um aparte, acho piada os cidadãos preocupados com a altura dos Contentores em Alcântara, quando nem 3 Km mais à frente a Fundação Champalimaud, que está a ser construída tem efeito igual ou pior ao dos contentores, mas ninguém se preocupa...
Será que tem a ver com a mudança de "cor" e de Concelho? ...

Neste aspecto o Porto e Coimbra estão muito melhores, talvez porque se faça sentir menos o jugo da gestão do "Porto de Lisboa".
Eu explico, só agora é que o Governo retirou ao Porto de Lisboa a gestão da frente ribeirinha, caso não saibam o "U" que faz a bacia do Tejo e que abrange obviamente ambas as margens, da Trafaria a Cascais, sendo que o meio do "U" é Vila Franca de Xira, não pertence aos terrenos das Câmaras locais, mas é gerido pelo Porto de Lisboa.
Ou melhor era,só agora passou parte da gestão para a C.M.L., o Porto de Lisboa deixou as margens do Tejo ao abandono, nuns locais ainda bem, noutros foi péssimo.
Quem andar pelas terras que Soeiro Pereira Gomes tão bem descreve no seu livro "Esteiros", vê com tristeza uma parte da frente do Rio Tejo nas margens de Alhandra sub-aproveitada, mas não melhora se formos para os lados do Samouco.
O que se quer é que se preserve o micro-clima e a nidificação das aves migratórias, que tem de ser preservada no lado de Alcochete/Montijo, deixando a vida selvagem em paz, mas as margens do rio e os arredores preservados para que a natureza não seja perturbada, e também se quer na outra margem que se crie espaços de lazer, de convívio, de formação como tem o rio Sena nos seus anfiteatros, locais para os artistas plásticos, locais para caminhadas e percursos de bicicleta e também virada para os desportos náuticos .
Ora esta vicissitude não é partilhada em grande parte na foz do Douro e nenhuma parte nas margens do Mondego, pelo menos até Coimbra.
Voltando ao Tejo, só quem nunca subiu o Rio da barra até Santa Apolónia, é que ignora a beleza de Lisboa de quem vem do Oceano Atlântico.
É um mais que um postal turístico, é uma beleza de cor, cheiro, e um despertar para os sentidos que é muito particular.
O facto de fazerem construções desproporcionais e não respeitando os declives dos montes em redor das margens do rio, o facto de colocarem Silos feios e incaracterísticos, acrescentando agora um terminal de contentores gigantes, a fundação Champalimaud, e mais uns quantos condomínios privados de luxo, não ajuda nada o turismo da região e afasta o direito que os cidadãos tem de usufruírem do rio.
A linha de comboio e a parte da marginal entre Cais-Sodré e Algés, funciona como um muro que não deixa também os cidadãos aproximarem-se do rio.
Algumas coisas já foram feitas, como por exemplo passarem finalmente a gestão do espaço para a C.M.Lisboa, não sei se com meios financeiros, mas passaram, assim o cidadão já pode opinar sobre o espaço... para bem ou para mal... veremos...
Qualquer das maneiras ainda não foi feito o suficiente, e assim vemos os centros comerciais cada vez mais cheios o consumismo a ganhar espaço em relação ao lazer e ao desporto e ao bem-estar social.
Um Incentivo à prática dos desportos náuticos, programas voltados para essa prática, pois são também desportos olímpicos e temos condições ideiais para estagiar/treinar.
O desporto e o lazer no rio fazem sentir um carinho diferente pela vida, que o contacto com a água/natureza nos faz reflectir, isso tem de ser incentivado.
A linha de comboio e a marginal entre Cais do Sodré e Algés, tem de ser repensada, talvez como alguém sugeriu uma espécie de ondas, em que alternadamente a linha e a estrada são subterrâneas e noutros locais estão à superfície, acabando assim as barreiras entre a estrada/linha e o rio. Houve tempo que se tomaram as decisões erradas em relação à frente rio nas cidades, já passou a hora de dizer basta, agora está na hora de reverter essas decisões, fazer a obra bem feita, harmoniosa e perfeita e justamente nos devolver o Rio a todos.
E por último que os rios sejam despoluídos, de modo a que os Golfinhos voltem... em particular ao Tejo.


P.S. A minha homenagem a Frederico de Brito, por esta canção com uma letra excepcional.
Canoas do Tejo Letra e música: Frederico de Brito
Canoa de vela erguida,
Que vens do Cais da Ribeira,
Gaivota, que andas perdida,
Sem encontrar companheira

O vento sopra nas fragas,
O Sol parece um morango,
E o Tejo baila com as vagas
A ensaiar um fandango

[refrão:]
Canoa,
Conheces bem
Quando há norte pela proa,
Quantas voltas tem Lisboa,
E as muralhas que ela tem

[1:]
Canoa,
Por onde vais?
Se algum barco te abalroa,
Nunca mais voltas ao cais,
Nunca, nunca, nunca mais

Canoa de vela panda,
Que vens da boca da barra,
E trazes na aragem branda
Gemidos de uma guitarra

Teu arrais prendeu a vela,
E se adormeceu, deixa-lo
Agora muita cautela,
Não vá o mar acordá-lo

[refrão]

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA NAS HORAS DO LAZER DESFRUTA DO RIO QUANDO A DEIXAM, E RECORDA SEMPRE A ENTRADA EM LISBOA VINDO DA BARRA.