As minhas cachadas no Geocaching

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sábado, 30 de maio de 2009

cargas e descargas

Leio frequentemente e gosto deste blogue, chama-se Notas ao Café. Não publica textos muito longos, mas sim ideias e desenhos curtos mas objectivos. Não deixa o seu crédito por mãos alheias, e tira notas como se tivéssemos num café. Está sempre em cima da actualidade e opinativo. Como disse utiliza posts curtos e desenhos, ou seja foge do padronizado... http://notasaocafe.wordpress.com/ já sabe basta clicar em cima.
Caros Bloguistas Militantes
Somos a favor da medida da política de condicionar o trânsito nos grandes centros urbanos.
Não somos a favor das obras mal planeadas e sem visão de futuro.
Aliando os dois, afirmamos: Bem que o Governo e a CML podiam ter mandado arranjar a Av.Ribeira das naus enquanto decorriam as obras do Metro na Praça do Comércio.
Não estou contra a obra, nada disso, acho que é um troço que já devia ter sido arranjado há muito.
Mas a realidade é a realidade e... só agora temos uma equipa que decide na Câmara de Lisboa, o que há data das obras do metro não tínhamos.
Se nos tem lido atentamente, sabe que defendemos a gratuitidade dos transportes públicos, defendemos também uma melhor e maior cobertura da rede dos mesmos e principalemente defendemos a rápida entrade em funcionamento das Autoridades Metropolitanas de Transportes.
O facto de se condicionar o trânsito nas cidades aliado à medida (esperemos que não utópica) de transportes públicos gratuitos, dever-se-á a várias razões:
1- Com esta medida tentar baixar os níveis de poluição das cidades;
2- Cumprir com esta medida, e outras, o protocolo de Kioto;
3- "Obrigar" o comum do cidadão a deslocar-se de transportes públicos;
4- Reduzir as filas de trânsito
5- Diminuir o tempo de deslocação, entre pontos de origem e destino, dos cidadãos - ou seja menos carros implicam menos filas de trânsito, menos filas de trânsito aumentam a velocidade dos transportes públicos, aliado a uma rede de transportes bem estruturada servir-se-á bem o cidadão.
6- Vedar na cidade ruas ao trânsito, devolvendo a rua aos cidadãos, reduzindo a poluição e o barulho.

Mas por muitas medidas que se tomem, e até entrarmos na era espacial, haverá sempre trânsito.
Identifico com dois dos embaraços do trânsito as cargas e descargas e a circulação dos camiões dentro da cidade.
Se com a construção da CRIL e da CREL se conseguiu retirar muitos dos camiões do centro da cidade, já com as cargas e descargas a coisa é diferente.
Sempre que vamos para o trabalho ou regressamos dele, apanhamos um camião a descarregar, o que provoca fila de trãnsito e nos faz perder tempo e não chegar a horas.
Será que estes senhores, que não duvido que estejam a trabalhar, tem de fazer as cargas e descargas exactamente nas horas de ponta?
Não, claro que não, mas como não existe regulamentação, fazem-no.
Provocam estes senhores, rua a rua, cidade em cidade, em todas as cidades filas enormes de trânsito, só por que se lembram de descarregar os seus produtos em hora de ponta.
Não existiram outras horas para fazer tal serviço?
Claro que existem, e temos bons exemplos nessa Europa inteira, onde existe regulamentação.
Não deveriam as cargas e descargas nas cidades ser feitas fora das horas de ponta?
Claro que deveriam!
Então porque não acontece isso?
Por falta de legislação e fiscalização adequada.
Mas como cá pelo burgo temos políticos, que se preocupam com o que não devem e como temos políticos que não tem coragem política para tomar certo tipo de medidas, continuamos com medidas e políticas a "meio ", perdoem-me a expressão, que não são carne nem são peixe e que a ninguém servem e contentam.
Os políticos tem ás vezes algumas ideias, mas concretizá-las por completo isso é que é pior, pois tem panico das medidas de coragem.
E depois tomam só as medidadas por metade.
E não há nada pior do que tomar medidas por metade, só temos metade dos efeitos ou pior agravamos os mesmos.
Estão-se a governar as cidades por sondagens... isto porque o sistema de governação das autarquias, não maioritário, também não os deixa tomar posições vincadas e de força.
Por isso vamos vivendo de meias medidas.
Esta das cargas e descargas deveria ser uma medida a tomar de imediato, porque é urgente e a contento de todos.
As cargas e descargas só deveriam ser autorizadas nos períodos entre as 11.00 horas e as 16:00 horas e entre as 20:30 horas e as 6.30 horas.
Não estou a inovar nem nada, são medidas que já muitas das cidades da Europa tomaram, e que resultam.
E mais, temos exemplos em Portugal onde isso já se passa.
É o caso da entrega dos jornais, que são entregues nos pontos de venda entre as 2 e as 5 da manhã.
Chega a carrinha do jornais, tem a chave de um depósito da loja, e lá deixa os jornais.
Não incomoda ninguém, não causa embaraços ao trânsito, e... é a contento de todos.
São urgentes a implementação da legislação e fiscalização nesta área e só assim veremos o trânsito das cidades fluir com mais rapidez.
E se pensam que eu só mando uns bitaites aqui no blogue e "deixo os meus créditos e ideias por mãos alheias", desenganem-se.
Caros Bloguistas Militantes
Estas e outras ideias, sobre trânsito, passeios e oredenamento da cidade, foram enviadas para o então Presidente da Câmara de Lisboa, já lá vão 5 anos.
Claro que o Presidente da Câmara era, infelizmente, o Dr.Santana Lopes, e por isso a proposta que enviei deve ter caído em saco roto, não falava de discotecas, copos, nigths, nem casinos... por isso não deve ter interessado.
Prometo que um dia destes vou (re)enviar uma nova proposta ao Dr. António Costa.
Os Meios de Transporte Katya Favero
Na terra , na água e no ar.
È o transporte circulando,
Facilitando a vida do homem pra se deslocar
Na tecnologia avançando.
Transporte terrestre na estrada
Ônibus,carro,trem e caminhão.
A ferrovia movimentada,
A rodovia fazendo lotação.
Na terra , na água, e no ar
Ninguèm me segura
Eu vou pra qualquer lugar
Um dia eu vou até a lua.
Transporte aquático no mar,rio e lagoa.
Carregando,descarregando mercadoria e pessoa
È evolução na Hidrovia
Acompanhando a economia.
Tem tambèm a aerovia
Foguete,helicóptero,avião.
Levando satélite ,ajudando a telefonia
e também a comunicação.
Na terra , na água e no ar.
Ninguém me segura.
Eu vou pra qualquer lugar.
Um dia eu vou pra Lua.
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA SÓ CARREGA E DESCARREGA A HORAS DECENTES, NÃO GOSTA DE INCOMODAR NINGUÉM...

domingo, 24 de maio de 2009

Principio da igualdade ou da diferença?

Neste post faço referência a um Amigo. O Amigo a quem faço referência é o autor deste blogue que agora lhes dou o endereço Random Precision, http://rprecision.blogspot.com/ , é um autor que não manda recados por ninguém, que tem convicções fortes e é dos poucos que luta por elas.
Caros Bloguistas Militantes
Fico sempre impressionado negativamente e com vontade de fazer algo.
Fico mesmo com alguma raiva mesmo, pelo facto de sentir uma impotência imaginativa, quando vejo seres humanos a sofrer, quando vejo seres humanos mal tratados, a morrerem de fome, quando o desperdício noutros lados é enorme.
Por essa razão vou republicar novamente um post que trata de um princípio de direito que é sobre o Princípio da Igualdade.
O Princípio da Igualdade, Constitucionalmente previsto, é também um princípio internacional, quase aceite por todas as nações, não com a mesma interpretação pelas mesmas, principalmente aqui pelo burgo.
O Princípio da Igualdade diz-nos resumidamente o seguinte: tratar igual o que é igual e tratar diferente o que é diferente.
Por princípio, este é um princípio que todos concordamos.
Será assim tão linear?
Será que o devemos aceitar assim de animo leve?
Para ajudar o vosso raciocínio, vou escrever dois exemplos, que podem dar alguma luz:
Exemplos:
1- Se o Estado (qualquer Estado) der apoio a um deficiente, ajudando por exemplo com um subsidio para comprar uma cadeira de rodas, ou, se o Estado auxiliar subsidiando uma família carenciada, presumo que todos concordamos e estamos genericamente de acordo com isto.
Tratar igual o que é igual ... e tratar diferente o que é diferente.
Mas, como vos disse não é assimtão linear.
Existe a outra face da moeda, e que não a podemos descurar.
É que este princípio é, digamos, maquiavélico...
Para o explicar vou dar mais este exemplo, que um Amigo brilhantemente me deu quando falávamos sobre este assunto :
2- Este meu amigo foi à África do Sul , ainda no tempo do Aparthaid, e indo visitar um jardim público com uns amigos Portugueses que já lá viviam, reparou que havia um banco para Caucasóides (vulgo brancos) e bancos para Negróides (vulgo negros).
Não se coibindo de perguntar, pois este meu amigo não é da qualidade de comer e calar, logo questionou:
Então qual a razão de haver um banco para negros e um banco para brancos?
Os seus amigos, que já viviam há anos na África do Sul, responderam:
É que devemos tratar igual o que é igual e diferente o que é diferente.
O princípio do direito está aqui na sua totalidade aplicado, tanto no primeiro como no segundo exemplo.
Mas... perante estes dois exemplos, se calhar, digo eu, agora já questionamos a sua validade.
Se calhar já não concordamos tanto com o Princípio da Igualdade.
Mas vamos lá esclarecer melhor a coisa.
Temos primeiro de fazer a destrinça entre a diferenciação positiva e a diferenciação negativa.
O primeiro exemplo é claramente de diferenciação positiva, enquanto que o segundo exemplo é inequivocamente de diferenciação negativa.
E, neste caso, o último exemplo não é de todo aconselhável ser seguida.
Diz esse meu Amigo, e quanto a mim com toda a propriedade, que a diferenciação negativa, não pode ser chamado de Princípio da Igualdade, e que talvez fosse melhor chamá-lo de PRINCÍPIO DA DIFERENÇA.
Eu concordo inteiramente com ele.
Este Princípio da Diferença deveria ser assumido, e não andar como anda, ou seja anda como o lobo vestido com pele de carneiro, e pelo facto de o saber imitar, isso não o torna no dito cujo.
O segundo exempo é o Princípio da Diferença e como tal deveria ser assumido...
Claro que depois, cá estamos nós, para o "tratar" devida e constitucionalmente.
Nós em Portugal, e não só... sob a capa do Principio da Igualdade, pautamos por fazer indiscriminadamente os dois tipos de diferenciação, com as injustiças que daí advém.
É tempo de as autoridades legislativas e judiciais portuguesas se debruçarem sobre este tipo de análise, e mais em particular sobre este princípio.
Este e outros princípios, já que os vamos analisar.
Em vez de os Políticos e os Magistrados andarem em guerrilhas de classe de pelouros e poleiros e andarem a distribuir escandalosamente o segredo de justiça pela comunicação social.
"N" exemplos poderia dar... mas não quero e não tenho hoje tempo.
Quero deixar vincado, que em algumas matérias o Princípio Positivo da Igualdade não está a ser cumprido.
E desenganem-se aqueles que julga que esta "postagem " é uma ataque ao governo, porque não é.
Por último, quem deveria salvaguardar a Constituição em última instância, deveria ser o Tribunal Constitucional.
Mas este tribunal tem tudo menos a fama e o proveito de ser célere.
E, remete propositadamente, para a comunicação social, as questões que não tem relevância e as questões incómodas para segundo plano.



Menino do Bairro Negro -LETRA E MÚSICA - JOSÉ AFONSO
Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar
Ver o sol chegar
Menino sem condição
Irmão de todos os nus
Tira os olhos do chão
Vem ver a luz
Menino do mal trajar
Um novo dia lá vem
Só quem souber cantar
Virá também
Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego
Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção
Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar
Ver o sol chegar
Se até da gosto cantar
Se toda a terra sorri
Quem te não há-de amar
Menino a ti
Se não é fúria a razão
Se toda a gente quiser
Um dia hás-de aprender
Haja o que houver
Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego
Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção
Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar
Ver o sol chegar
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? CÁ NA BRIGADA NÃO DESCRIMINAMOS NINGUÉM.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Os "ANALFA...VETOS"

Que BLOGUE melhor para ilustrar o Estado da Educação que o Blogue Sou Burro, http://souburro.blogspot.com/

AVISO ESTE POST É CHATO E COMPRIDO COMO A ESPADA DE AFONSO HENRIQUES.

Caros Bloguistas Militantes
Para começar quero afirmar que discordo profundamente que exista um Ministério da Educação. O nome de Ministério da Educação, faz-me transportar sempre para uma qualquer ideologia totalitária, quer seja ela: Comunista, Marxista, Trotskista e afins. Faz-me particularmente lembrar o "Sr. Dr. Arnaldo de Matos" antigo líder do partido PCTP/MRRP e que se intitulava o "Grande Educador do Povo".
Por esta e outras razões é que eu digo:
Não! Não concordo com o nome de Ministério da Educação.
Acresce que alguns dos Ministros da Educação que pelo cargo passaram foram tudo menos bem educados...
A minha opinião é que se deveria chamar a esse Ministério um destes 3 nomes : Ministério dos Assuntos Escolares ou Ministério da Administração Escolar ou Ministério do Ensino.
Mas como os nossos governos insistem em Ministério da Educação, temos que aguardar até que mudem o nome, e de políticas e de filosofia.
Hoje neste post vou entrar por essa área.
A Srª Ministra da Educação tem andado na Berlinda nos últimos tempos, ela e os professores, os professores e ela e os sindicatos, ( esses grandes defensores da Democracia para os outros e não para eles, já que dentro dos sindicatos aquilo são Democracias Ditatoriais)...
Esta Srª Ministra (não me perguntem o nome que eu não sei ) tem sido um alvo a abater...
Este Ministério da Educação (desde o 25 de Abril até agora, e não só no presente) é mal amado pelos professores, guerreado pelos sindicatos, odiado pelos alunos e incompreendido pela população em geral.
Vários exemplos, e só os mais recentes, que mais não são que cópias de atitudes que já foram tidas no passado pelos mesmos protagonistas:

  • Ele são os sindicatos que acordam avaliações ou outra qualquer matéria e depois dão o dito por não dito,
  • Ele são os professores que não querem ser avaliados,
  • Ele são o abandono escolar, o analfabetismo,
  • Ele são os alunos que estão contra as reformas, ou o estatuto dos alunos ou sempre contra as propinas

Enfim a confusão do costume, E a confusão do costume, por parte dos sindicatos é o que se quer. Isto porque, infelizmente, quem manda nos sindicatos, só preconiza a política do quanto pior, melhor. Pois só com a sociedade em convulsão capitalizam dividendos políticos.
Podereis vós facilmente verificar no post deste blogue publicado em 22/2/2009, onde falei sobre este assunto, realço que o analfabetismo em Portugal, e afirmo-o agora, faz parte da crise, e é mias que isso, é o centro da própria crise que atravessamos, se não mesmo a sua causa principal.
Para ser mais concreto, a crise e os seus efeitos que agora atravessamos, tem no analfabetismo nacional a sua base.
Sublinho, não é de agora, o fato de a nossa crise ser crónica e prolongada, deve muito ao analfabetismo, e isto entre outras coisas porque já ninguém se entende no, e com, o Ministério da Educação, há muitos anos.
Reparem CAROS BLOGUISTAS MILITANTES
O Ministério da Educação nos últimos 30 anos viu passar 27 Ministros.
Ora 27 Ministros em 30 anos, quer dizer que EM MÉDIA os/as Ministros/as nem 1 ano chegam a durar, como se costuma dizer: nem chegam a aquecer a cadeira.
Daqui tiramos a ilação: alguém que não eles (os ministros), deve andar a "mandar e a "desmandar" impunemente naquele Ministério .
Um povo que: tem 27 Ministros da Educação e que afirma que cada um que lá passa é mau. Esse mesmo povo que: afirma sempre que o anterior Ministro é que era menos mau.
São afirmações que dão que pensar, se não existe uma desorientação colectiva, e é muito claro que temos de repensar tudo isto e tirar conclusões de ter 27 Ministros em 30 anos e do estado da nossa educação.

E a conclusão a tirar disto tudo é só uma: Nós como povo estamos a falhar.
A questão é grave e profunda.
Quando o povo colectivamente falha na Educação, falha a todos os níveis.
E o grave é que parece que ninguém faz nada.
Assim a situação, per si, é grave pois a falha é generalizada.
O grave é que é generalizada, não só em Portugal, mas é uma generalização da sociedade ocidental, pois atinge a maioria dos povos do hemisfério Norte e alguns do Sul.
Uma falha assim é calamitosa para o futuro da humanidade.
Podemos sempre dizer que o mal não é só nosso, e o que se passa aqui, não é diferente de outras partes do mundo, mas isso não é contentamento para ninguém.
É triste e desesperante ver que preferem os povos da terra investir em armas do investir no ensino.
Educar custa muito caro e demora tempo e as armas são infinitamente mais baratas e com uma eficácia em termos temporais menores.
Mas voltemos ao nosso pequeno quintal, que é como quem diz ao nosso burgo.
Já lá vão uns tempos em que se anunciou que os Manuais Escolares, só vão pesar 50 gramas ....
Como se o saber se medisse ao peso... Estilo eu tenho mais um quilograma de sabedoria que tu.
Os manuais pesam menos é um facto mas... pesam menos e mesmo assim ainda contêm alguns erros.
50 gramas de sabedoria num manual... é capaz de não ser muito... e ainda por cima conter erros...
Para conter erros já basta os posts deste blogue...

Mas eu já nem me refiro ao peso, pois o que interessa nesta coisa de livros é a qualidade não a quantidade ou o peso...
Eu até compreendo bem que se tenha em linha de conta o peso por causa da coluna dos petizes...
Mas que diabo... 50 gramas e ainda por cima com erros?
Será que se lhe tirarmos os erros eles pesaram só 40 gramas?
Mas então, como é que é, vamos lá tratar isto de maneira séria.
É que eu não estou a perceber, os manuais que chegam à escola vão com erros e as editoras e o Ministério assumem-nos com uma calma celestial?
Então 2+2 já não são igual a 4?
A terra já não andará à volta do sol?
Pois se calhar não... é que com erros tudo é possível... com erros o incrível acontece.
Os manuais contêm erros e não rolam cabeças?
Os manuais contêm erros e não são chamados á pedra os responsáveis?
Onde andam os processos disciplinares?
Onde estão as desculpas públicas e um "obviamente eu demito-me"?
Anda tudo impune e a desculpar-se com a dança das cadeiras do Ministério da Educação?
Será que ninguém revê à lupa os manuais escolares ou então se alguém revê será que não têm em conta o trabalho dos revisores?
Não será antes que como se fez do livro escolar uma "indústria rentável", que cada ano saem 3 e 4 manuais para a mesma disciplina, o que interessa somente é colocar os livros cá fora e a qualidade é relegada para segundo plano e a exactidão para terceiro?
Ou será, por outro lado, que o ministério anda sempre todos os anos e às vezes várias vezes durante o ano a mudar a matéria que é leccionada nas escolas e isso obriga os editores a fazerem novos livros?
Ou então um cenário mais assustador, se juntarmos estes três factores, obtemos aqui um negócio lucrativo entre livreiros e Ministério da Educação em que se mudarem várias vezes os programas escolares, os funcionários do Ministério responsáveis pelas mudanças recebem uma percentagem dos livros vendidos?
Ou seja, quem ganham com a mudança são os funcionários do ministério e os livreiros...
Não me refiro, neste caso particular aos políticos, mas sim aos lugares intermédios do Ministério, ou seja, refiro-me a quem condiciona verdadeiramente as decisões.
Refiro-me a quem nunca sai do lugar do Ministério e está lá sempre, mude o/a ministro quantas vezes mudar.
É que tantas mudanças de ministros em tão pouco, faz com que as mudanças na política da educação impliquem sempre as mesmas desculpas.
Isto não pode mais acontecer, já não há razão para isto acontecer, temos de dizer basta.
É certo que hoje atravessamos uma sociedade de informação, mas, escolarmente, o mundo não muda assim tão depressa e tantas vezes.
Não pode ser.
Aqui há marosca.
Só pode haver marosca, não acredito que haja tanta incompetência junta (é possível não o excluo) no Ministério da Educação.
Como é possível que eles se enganem todos os anos?
Enganam-se nos programas em todas as disciplinas e isso implica que estejam sempre a modificar.
Se assim é, temos então uma cambada de incompetentes indecisos nos lugares intermédios do Ministério da Educação.
Esses incompetentes. só se mantêm nos lugares devido ás qualidades dos nossos políticos.
Cada vez se ensina menos nas escolas.
Acresce que os psicólogos e os pedagogos, dizem que o importante não é o saber concreto, mas as ferramentas que lhes são fornecidas para saberem chegar à informação.
Ou seja, não interessa o saber concreto, mas sim utilizar o GOOGLE, e fazer fé que aquilo que está na Wikipédia esteja certo... o que também pouco importa, pois é lá que o professor vai buscar a informação...
A consequência disto é que depois os nosso jovens chegam às faculdades com o saber quase a zero.
Eu que faço parte da geração do meio, sei bem do que falo.
Eu explico, faço parte daquela geração, que apanhou com as reformas todas.
Quando ia passar de ano, aparecia uma reforma a meio que retirava ou colocava exames, retirava ou colocava mais disciplinas, acrescentava sempre mais anos de escolaridade.
Foram tempos aliciantes, incertos, cativantes e desafiadores... nunca sabíamos (nem sabemos) com o que contávamos.
Fui dos últimos a fazer o exame da 4ª classe (que agora já não é classe, é ano, até a denominação mudou), o ano posterior ao meu já não o teve.
Depois quando passei para o 1º ano deixou de haver exame, só no 2º ano se tinha exame, e passados 2 ou 3 anos também deixou de existir o exame do 2º ano.
O exame do 9º ano, que quando terminei era ainda a escolaridade obrigatória, também deixou de existir uns anos mais tarde.
Ou seja a exigência e o aferir do saber foi-se perdendo.
Dois anos antes de eu ir para o 10º ano, para se ir para a faculdade era necessário o 10º ano, quando eu lá cheguei já era preciso o ano propedeutico.
Que mudou para 11º ano assim que acabei o 10º ano e tornou-se obrigatório.
Quando cheguei ao 11º ano as regras mudaram, foi instituído o 12º ano.
Eram necessárias 3 cadeiras do 12º ano para se entrar na faculdade... aí "safei-me", ultrapassei o sistema á justa, pois no ano seguinte surgiu a reforma que aumentava das 3 para as 5 cadeiras do 12º ano.
Isto tudo sem contar com aquelas reformas que eu já não me lembro, pois foram tantas.
Sou da geração do meio, e esta geração do "meio" não é assim denominada devido ao ensino.
Esta geração do "meio", tem estado a sofrer mudanças e reformas atrás de reforma, que nós que somos a geração do "meio" somos os principais atingidos.
Ele foi as entradas para a função pública... que deixaram de o ser.
Ele foi e é o aumento dos anos de reforma... que aumentaram... etc...
A geração do meio já sabe com o que conta, ou seja, sabe que não pode contar com nada.
Cada vez que planeia o futuro, ele está sempre a ser modificado.
Porque é que é a geração do "meio".
Porque é uma geração que está no meio de 2 fogos.
É a geração entre trincheiras, entre ciclos.
É a geração que a sociedade não deixa chegar aos lugares decisores da política, porque estes lugares estão ocupados pelos "mais velhos" que se entronizaram no poder e que os ignora.
É a geração que sustenta aquele adágio popular "quando o mar bate na rocha quem se lixa é a geração do meio."
Voltando ao assunto deste post: Temos de voltar a colocar a educação nos eixos.
Os pais deveriam saber quais os objectivos de cada disciplina até ao 12º ano e também os objectivos que cada aluno deverá ter em cada ano.
Os pais deveriam saber do planeamento estratégico de toda a carreira de ensino dos seus filhos, para depois terem a possibilidade, assim o quisessem, de fazerem uma boa gestão e aferirem a todo o tempo o que é que o seu "rebento" sabe.
Só com essas ferramentas temos a possibilidade de aferir e criticar globalmente o programa das cadeiras.
Só assim poderemos saber se o professor vai com o ritmo adequado ou não.
Só assim poderemos saber onde localizar a matéria que o aluno se encontra no programa pré-estabelecido.
Eu explico: por exemplo, a matemática deveria ter um programa global de metas a atingir até ao 12º ano, e particularmente um especifico para cada ano de escolaridade, e esse programa especifico deveria dizer por exemplo:

  • Para o 1º ano, no final do ano lectivo o aluno deverá saber, os números de 1 a 1000, somar, subtrair, etc...
  • Para o 2º ano, no final do ano lectivo o aluno tem de saber números fracionários, contar até 10.000, saber numeração romana, etc...
  • Para o 3º ano, o aluno tem de saber e vão especificando e aprofundando as matérias até chegar ao 12º ano.

E assim, coma avaliação por trimestres, vamos tendo a informação não só das notas que o aluno obteve, mas também das matérias que ele já apreendeu e as que ainda falta aprender.
Vamos sabendo a progressão do aluno não só quantitativamente mas também qualitativamente, e saberemos em que parte da matéria está a sua turma posicionada.
E, como o conhecimento escolar é evolutivo, só depois de consolidados os conhecimentos anteriores o aluno deveria chegar ao ponto x e aprender y etc...
Isto seria aplicado a todas as disciplinas.
Por incrível que pareça, isto não está feito e encontra-se disperso pelos anos todos.
Existirá neste momento uma espécie de orientação?
Eu quero crer que sim, se não será mesmo o caos completo...
Mas não será na fase do caos completo aquela em que estamos?
Se é ou não é só saberemos se fizermos o teste...

Espero que todos passemos no teste, pois com tantos erros do Ministério da Educação, e depois das nossas propostas, consigamos dizer, isto está tudo mal "E O BURRO SOU EU?"

Como eu tinha dito este POST foi CHATO E COMPRIDO COMO A ESPADA DE AFONSO HENRIQUES, mas já acabou.

DE PEQUENINO - Sérgio Godinho
De pequenino
de muito pequenino
se torce o destino
se torce o destino
Primeiro sem saber porquê
e depois com um quê
de quem já sabe de saber mudar
de quem já sabe de saber fazer
uma outra terra no mesmo lugar
um lugar feito para gente viver
e mesmo que seja longo
mesmo que vá demorar
De pequenino
de muito pequenino
se torce o destino
se torce o destino
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA GOSTA MUITO DE ESTUDAR E APRENDER... MAS COM A EDUCAÇÃO ASSIM MAIS VALE IR PARA O ESTRANGEIRO

sábado, 9 de maio de 2009

A república das bananas

Caros Bloguistas Militantes
Vivemos na República das Bananas.
O facto de vivermos na República das Bananas, tem por consequência, obviamente, que os naturais desta República só podem ter a designação do fruto da planta que lhes deu origem.
Coisas incríveis passam-se aqui neste Bananal Republicano...
Reparei, que a maioria dos habitantes desta República das Bananas julga-se um Vidente.
Sério, julga-se mesmo a sério um vidente.
Mas como a República éuma República de crises, e vai de crise em cris até à crise final, os habitantes não acabaramainda o curso de Videntes, pelo que ...só são Videntes Estagiários.
Como qualquer estagiário de Vidente que se preze, temos de ter uma bola, para poder adivinhar o futuro.
Mas, como já disse a crise é grande, profunda e contínua e com o quem não tem cão, caça com gato, vai daí que os Videntes Estagiários da República que se desenrascaram bem em qualquer situação, também lhes serve qualquer tipo de bola, desde a bola de berlim até á bola de futebol.
Estagiários que somos, andamos apaixonados por estas coisas das "VIDÊNCIAS", e andamos por isso todos enfeitiçados pela “bola”... que como sabemos, e com muita pena nossa devido à crise não é a bola de cristal. .. subconscientemente e colectivamente todos optámos por ser videntes da bola de futebol.
Então, devido a este "apelo" colectivo, nesta República das Bananas, tudo parece girar em redor dessa bola mágica... a BOLA DE FUTEBOL.
Bola essa que segundo os "Videntes" desta República, tem poderes jamais vistos...
Tem tanto poder que relega tudo para nível secundário...
É ver os jornais e os telejornais, houve um sismo em Itália, mas o que importou é que o jogador fulanode tal renovou com o F.C.P. ou com o S.L.B.
Tudo que acontece à volta desta bola de futebol é notícia, motivo de discussão, revisão e comentário até à exaustão.
O resto que se passa na República das Bananas e/ou no mundo não interessa.
Então se for ano de eleições, parece que as polémicas do Jogo da Bola se agudizam e vão ao rubro, de modo ainda a ocupar mais o espaço noticioso, e fazendo esquecer os videntes da Bola o que se passa no resto da vida... pois o que importa é a Bola... por isso é que eles se tornaram videntes.
É por esta razão, que apesar de inúmeros atropelos à lei, de inúmeras políticas falhadas e tanta coisa errada que os políticos fazem, que devido ao fenómeno desportiva "da bola" tanto político que só diz baboseirase faz disparates fica impune e passa incólume e se mantém nesta República das Bananas... enquanto todos nós achamos bem essas asneiras e aplaudimos de pé.
Porque em termos de reflexão política ou qualquer outra que não seja o futebol, fazem, os Videntes desta República das Bananas, questão de dizer que não entendemos nada nem queremos “tampouco” ouvir falar.
Só queremos BOLA, isso sim, isso é que nos alimenta o ego, isso é que nos acalenta a alma.
Vejamos, por exemplo, as acusações e ameaças que o Presidente da Região Autónoma da Madeira o Sr. Alberto João Jardim fez e faz à República, leia-se continente/Lisboa.
As atitudes do Sr. Alberto João são idênticas à personagem do filme “Star Wars” - Darth Vader -quando faz ameaças à República e à sua defensora a Aliança Rebelde.
Imagino o Sr. Alberto João Jardim de Capacete Preto na cabeça e com aquele sotaque madeirense, a vociferar atuardas contra o sistema.
É que quem o ouvir com atenção, não pode deixar de notar que essas acusações e ameaças são graves.
E mais grave são, porque não tem resposta à altura, nunca nada nem ninguém o detém ou o acusa, ou o chama a atenção, ou abre contra ele um processo em tribunal… tão fraca vai esta República, é mesmo uma República das Bananas.
O que se passa na Madeira, através das palavras e actos do seu "chefe", são atentados atrás de atentados contra a Democracia , e tudo fica impune.
Assistimos à pouco tempo ao cumulo, de seguranças privados impedirem a entrada de deputados eleitos na Assembleia Regional da Madeira…
Não é que quem mandou fazer isso não tivesse razão... se calhar até tinha... mas, esqueceu-se que vivemos em Democracia, e em Democracia existem procedimentos, e este de impedir entrada de eleitos nos locais que lhe são de direito não é de certeza um desses procedimentos.
Mas na Madeira, não é só isso que acontece, outro exemplo lá por essa parte da República: Ele foram os aumentos absurdos das subvenções dos partidos aprovadas pelo Parlamento Regional… e a República aos costumes disse NADA. NADA.
Aliás, para agravar a coisa, a República, no Continente, copiou umas semanas mais tarde esta lei regional.
Estas loucuras regionalistas, parecem passar para o resto dos "Bananas", vejam por exemplo:
O Deputado Sr. Manuel Alegre, faz birra e ameaça o PS e diz que não se volta a candidatar pelo partido que sempre o elegeu, e que ele sempre fez o partido "refém" para o eleger.
O Sr. Manuel Alegre, deputado poeta que traçou muita das políticas do PS, nas reuniões da Comissão Nacional, e sempre deu o seu "agremant" a todas as políticas do PS, sendo muitas vezes propostas da sua autoria, muitas vezes ao arrepio da opinião de muitos que militantes que não concordavam com a sua linha.
Depois disto tudo, vem agora dizer que não se identifica com os Párias que andam a volta de Sócrates, os mesmos que ele ajudou a colocar lá e a ascensão deles ele nunca impediu e até aplaudiu.
O Sr. Manuel Alegre, está agora a querer armar-se em santinho.
Já assistimos a esta atitude em muitos outros Seres Humanos, e quanto a mim a leitura que se tem de fazer é: A mim Manuel Alegre, tu Sócrates não me colocaste em nenhum lugar, nem aos meus amigos, preferiste apoiar o Soares para Presidente, por isso agora eu vou fazer birra... e fez.
Se o Sr. Manuel Alegre e o Sr. Alberto João e os outros todos, são verdadeiros democratas, porque é que fecham constante e permanentemente o espaço que outros poderiam ocupar?
Não dão hipóteses, são até chamados de "Barões", ou seja os que guardam o poder e também uma "quadrilha" de interesses atrás de si.
Por isso, não querem, nem deixam ser substituídos, o que numa República, mesmo sendo das Bananas, é um contrasenso.
Se repararem ocupam os seus cargos "eleitos" há mais de 25 anos.
É que todos esses senhores, todos sem excepção, praticam e sempre praticaram a política do eucalipto, ou seja nunca deixa crescer nada ao lado deles secando tudo á sua volta.
Tem o síndrome do Rei Sol, “A razão e o poder sou eu”.
E isto acontece porque eles são políticos profissionais.
E ao serem profissionais, política, ou melhor pseudo-política é o que sabem fazer e além desse horizonte não sabem fazer mais nada... e, depois, para se manterem no poder, só jogam de uma maneira... jogam sujo.
Já alguma vez perguntaram, porque é que, nesta República das Bananas, não existe responsabilização dos cargos públicos e políticos?
Eu dou a resposta, por duas razões principais: A primeira é devido aos políticos profissionais fazerem e votarem as leis... as suas próprias leis; A segunda os políticos profissionais nunca irão votar uma lei que os prejudique.
Mas tudo isto acontece por culpa do sistema político, que está assim montado nesta República das Bananas... e está montado de modo a perpetuar os barões, condes e duques dos partidos.
E nós os VIDENTES,não nos interessamos porque política não é a bola.
Caros Bloguistas Militantes
Está na altura de deixarmos de ser Bananas, temos de colocar um travão a tudo isto.
Não podemos cair na ilusão, que só os que estão na política é que são bons só pelo facto de lá estarem.
Não podemos pensar que só os que estão na política é que tem paciência, é que são os mais aptos. Por absurdo (que não é assim tão absurdo) e no limite, Se só forem para a política interesseiros parvos e estúpidos, e nós temos a ilusão de elegermos sempre o melhor, Então estaremos a eleger a elite de interesseiros, parvos e estúpidos…
Ao contrário do que se possa pensar, lá por nós os elegermos estes não deixaram de ser interesseiros, parvos e estúpidos e continuarão a sê-lo ainda mais refinados e legitimados.
Se continuarmos assim nesta República das Bananas, todos nós não ficamos impunes, porque quem se predispõe a eleger interesseiros, parvos e estúpidos para os dirigir, melhor que eles não deve ser.
Temos de colocar um travão nisto, porque senão é um círculo vicioso e nunca haveremos de melhorar.
Temos de colocar uma limitação em todos os mandatos e uma limitação do tempo desses mandatos.
Não podemos deixar perpetuar no poder sempre os mesmos, embora exista uma aparente alternância democrática de cadeiras, a nossa escolha será sempre entre as alternativas do rosa e ou do laranja... felizmente excluímos sempre o vermelho, por vezes admitimos o azul.
Mas se tomarmos bem consciência das coisas verificamos que continuar assim não pode ser. Todos sabemos que existem mais cores no arco-íris, o arco-íris é tridimensional, não é só de esquerda ou de direita ou centro em relação a um plano.
Temos inteligências no nosso país para dar o melhor de si em prol da comunidade.
Temos de colocar os/as “Portugueses/as bons/as” à frente dos destinos da nação, rapidamente e em força para deixarmos de ser uma República das Bananas.
O Quinto Império Fernando Pessoa, in Mensagem
Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho,
no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!
Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz -
-Ter por vida sepultura.
Eras sobre eras se somem
No tempo que em eras vem.
Ser descontente é ser homem.
Que as forças cegas se domem
Pela visão que a alma tem!
E assim, passados os quatro
Tempos do ser que sonhou,
A terra será teatro
Do dia claro, que no atro
Da erma noite começou.
Grécia, Roma, Cristandade,Europa -
- os quatro se vão
Para onde vai toda idade.
Quem vem viver a verdade
Que morreu D. Sebastião?
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA É DEMOCRÁTICA, ATÉ QUANDO MUDA DE COMANDANTE É SEMPRE POR ALGUÉM NOVO.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Adeus Sr. Vasco Granja - KONIEC


Caros Bloguistas Militantes
Estou triste, soube a notícia à poucos minutos, muito depois de a maioria saber do falecimento do Sr. Vasco Granja.
Este Senhor, fez parte das memórias da minha infância e ainda faz parte das conversas que tenho com os amigos quando relembramos coisas do passado... (o ainda passado recente ...mas já passado)... e vem sempre à baila o Sr. Vasco Granja e a palavra "Koniec".
Relembro de passar muito tempo eu e a minha irmã, à frente da TV só para ver o programa por ele apresentado chamado "Cinema de Animação".
Estou triste, e digo-vos que me emocionei quando soube que partiu um ser humano que faz parte das minhas memórias de infância, e me fez feliz.
As palavras que tenho são poucas, mas tanta com toda a justiça e sentimento muitos cidadãos anónimos a quem este homem cativou a atenção na Blogosfera e no YOUTUBE , o homenageiam, e eu faço minhas as palavras deles e as transcrevo aqui.
Sublinho as palavras de prmpgomes no seu blogue http://solitariedades.blogspot.com/2009/05/koniec.html
"Acabado de ler (...) e ainda em choque...pensei que este homem seria eterno." e também eu como diz alguém nos comentários a este post "papava o TV Rural e o 70x7 só para ver os desenhos animados..."
Subscrevo inteiramente as palavras de Luís Santos no seu blogue "Atrium"
http://atrium.wordpress.com/2009/05/04/koniec/
"Estou a chegar a uma idade em que isto acontece com mais frequência - gente que conheci (amigos pessoais ou da família) e gente que ‘esteve lá’ durante os meus anos de crescimento começa a desaparecer. Uma vez mais senti essa coisa estranha, quando li que tinha morrido Vasco Granja. "
Concordo com PAPAGUENO quando no seu blogue http://bairrodoamor2.blogspot.com/2009/05/koniec.html , nos pergunta "Quem é que não aprendeu a dizer "fim" em polaco?" [KONIEC] e mais à frente acrescenta "Bons tempos em que tinha que gramar as animações de Leste para depois ver o Bugs Bunny ou a Pantera Cor-de-Rosa. Ainda adoro o Bugs e a Pantera, mas aprendi a ver e a gostar dos outros.", como por exemplo o Professor Baltasar...acrescento eu .
A blogosfera e no Youtube, ferramentas que ao tempo nem sequer sonhavam existir, despedem-se dele com carinho, pois foi sempre com carinho que este notável apresentador nos cativou e tratou a nós todos quando crianças.
Ele explicava-nos os desenhos animados que íamos ver, foram mais de 1000 os programas... tanta gente que vejo homenageada neste país e nunca vi uma homenagem a este Senhor... e bem a merecia.
Por falar em homenagens, vale a pena visitar o blogue de http://santa-nostalgia.blogspot.com/ que por coincidência fez uma homenagem ao Sr. Vasco Granja, no dia em que ele faleceu, desconhecendo eles esse facto.
Como diz Al Kantara no seu blogue http://pontaymola.blogspot.com/2009/05/koniec.html
"Talvez agora que morreu, possa ser reconhecido unanimemente como o maior conhecedor e divulgador de cinema de animação e banda desenhada que o país conheceu..."
Obrigado Sr. VASCO, muito obrigado por ter contribuído para uma infância feliz.

Deixo-vos um endereço de duas entrevistas (penso que as últimas), escrita e televisionada do Sr. Vasco Granja.
http://www.amordeperdicao.pt/especiais_solo.asp?artigoid=119 - ENTREVISTA ESCRITA

É com um nó na garganta que digo...KONIEC

HOJE NÃO HÁ CARGAS ! A BRIGADA ESTÁ TRISTE.