As minhas cachadas no Geocaching

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quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Que saudades eu já tinha da minha alegre casinha

Meus caros bloguistas militantes.

Como é bom acordar, chegar à janela e ver o Tejo, a ponte sobre o dito, o Cristo Rei, a outra banda e mais umas quantas belezas que eu tenho o privilégio de ter, e ver de perto por morar onde moro.

Vejam bem. Eu vejo a trafaria, os barcos que passam no Tejo, os grandes paquetes que trazem a Lisboa gente bonita e sonhadora e que tornam a partir com essa mesma gente.

Eu vejo, também, bonitos veleiros, com as suas velas enfunadas, às vezes vejo regatas... quando as há (porque nós somos peritos em não aproveitar a nossa frente ribeirinha, mas isso fica para outro post).

Lembro que vi da minha janela aquela regata de barcos antigos que há tempos tivemos.

Vejo o por do sol, bonito e diferente todos os dias, e a Lua quando beija as águas do Rio e é romanticamente bonito.

E vejo os dias de sol e de tempestade, o Tejo muda todos os dias e eu dou por isso.

Penso que só vi uma vez golfinhos no Tejo, isso sim gostaria de o ver mais vezes.

O "bilhete" que eu pago, dá para ver este espectáculo todo que a bonita Lisboa me colocou à disposição.

E caros bloguistas militantes, vejo o Tejo quase desde o cais de Almada até ele se encontrar com o Oceano para lá do Bugio.

E perguntarão com toda a propriedade vocês, mas este tipo vive num condomínio fechado com uma excelente vista e deve pagar um balúrdio, só pode.

Não! Pois não pode. Não vivo num condomínio privado.Não! Também não comprei casa própria.

Não! Também não vivo numa barraca com excelentes vistas.

Vivo numa casa arrendada.

Sim- dizem vocês- mas deves estar a pagar um balúrdio de renda.

Não! - respondo eu- A renda que pago é bastante acessível, é 1/10 do que ganho (e eu ganho mal).

Chegámos ao busílis da questão, bloguistas militantes - o arrendamento versus a compra de casa por um lado, o preço do imobiliário em Portugal versus o preço do imobiliário no resto do mundo, por outro, e a adequação do preço praticado no mercado versus o custo de vida, ainda por outro.

Não vou abordar tudo isto , vai dar para 3 ou 4 postagens.

Ouvi hoje uma notícia que rezava mais ou menos assim, as imobiliárias estão cada vez mais a receber propostas de proprietários para vender as suas casas para comprar outras mais pequenas.

A economia influencia a subida dos juros que os bancos estão a praticar e assim está a ser incomportável o assegurar das prestações que esses proprietários tinham, a maior parte das prestações estão indexadas à taxa Euribor e mais não é preciso dizer pois o paragrafo já vai grande e há alguma gente a queixar-se que eu escrevo mal o português.

E escrevo, é verdade! Mas (e esperando que compreendam a minha mensagem), o que eu tenho para dizer, é mais importante que convenções gramaticais totalmente certas (que horror isto que eu disse, prometo melhorar).

Continuando, esta notícia tem sido recorrente desde a década de 80 do século passado.

Mais pormenor, mais por maior, de vez em quando, quando os juros sobem o mercado imobiliário ressente-se e lá estamos nós os Portugueses a queixar.

Na ânsia de se tornarem proprietários e comprarem "uma casinha", foram os Portugueses ao banco, influênciados pela publicidade enganosa dos construtores imobiliários, aliados aos bancos que "obrigaram" os governos inconscientes de então a dizer aos Portugueses: Comprem casa que o crédito é barato, vendendo-nos o "tango dos pequenos burgueses" (citando aqui o título de uma canção de José Jorge Letria).

Foi e é um fartar de vilanagem.

Os Portugueses julgaram comprar casa e venderam-lhes ilusões, e continuam a vender... e a comprar...

E agora?

Agora os Portugueses queixam-se e protestam, comprei uma casa, as prestações até as consegui pagar até agora, mas com o aumento dos juros, isto está a tornar-se problemático.

Pois é, os bancos tem neste momento em seu poder imobiliário que é arrestado aos Portugueses. Aqueles bancos que lhes "impingiram" crédito para os comprar.

E depois como fizeram e fazem uma campanha enganosa, não dizendo o "custo" real daquela compra, quando os Portugueses dão por isso, estão sem casa.

Estão sem casa, e os que conseguem pagar, estão sem vida,pois pagam muitas vezes ainda mais a prestação da casa e do carro.

E assim um mundo inteiro fica por conhecer, porque não há dinheiro para viagens, nem para a cultura nem para nada.

Só para nosso controlo, e isto são números "brutos" (valem o que valem), em Portugal somos 80% de proprietários (não interessa se felizes ou não) contra 20% de arrendatários, no resto do mundo sublinho resto do mundo, esta percentagem está em cerca de 70% de arrendatários e 30% de proprietários (isto em média).

Bom, o certo é que os proprietários no resto do mundo são menos que os arrendatários.

Cá no burgo, bem cá no burgo... é ao contrário.

Nós com esta ideia peregrina de ter casa própria, só podemos estar certos (com este meu mau português como é que se escreve a dizer que foi com ironia?...bom que se lixe, alguém deve ter percebido.)

Somos um país de ileterados funcionais, mesmo tendo boa visão e lendo as entrelinhas dos contratos bancários, como não percebemos de economia, somos sempre embarretados.

Mas, eu aqui cometi um erro propositado, para agora o corrigir, disse: Os Portugueses que compraram casa e pediram empréstimo ao banco - este é o erro.

Deveria ter dito, dever-nos-ia ter sido dito: Os Portugueses contrairam um empréstimo bancário de longo prazo (leia-se uma vida), e no final, se lá chegarem... e conseguirem pagar tudo, ficam com uma casa, que por causa dos juros bancários, custa quase o dobro do preço pelo que foi comprada.

Pessoal, não estão a comprar casa, estão a fidelizar-se eternamente a um banco... se é assim comprem acções, fica mais barato e é capaz de dar lucro.

É que, quando compram este empréstimo bancário, esquecem-se que não é só o empréstimo que tem de pagar, tem de pagar também o imposto autárquico, tem de pagar o condomínio, as futuras obras do prédio (e geralmente para isso sai mais um empréstimo), e isso pesa e muito na contabilidade da compra da casa, mas isto não é calculado nem vos é dito.

Tem de também pagar a especulação imobiliária, que os vários governos teimam em não travar, e que encarece o imobiliário, levando-os para preços superiores ao que se praticam nas capitais europeias.

Eu disse governos, leia-se o lobby dos bancos e dos patos bravos (leia-se construtores civis) que tem mais influencia nas políticas dos diversos governos e na corrupção das Câmaras Municipais que os eleitores tem com os seus votos ao elegerem esses poderes públicos.

Claro que existem honrosas excepções.

Não se compreende, porque é que o mercado de arrendamento em Portugal está tão caro como o do centro da Europa.

Não se compreende, porque é que em Espanha (e isto é só um exemplo) se arrendam casas a um preço 2 e 3 vezes mais baixo que aqui em Portugal, e já agora também se compram casas a muito menos que aqui e pelo preço que pagam a qualidade é maior.

Não se compreende porque é que o Estado, que é o maior proprietário do país (falo Estado no seu todo incluí autarquias, institutos etc...) não coloca no mercado para arrendamento e venda as casas que possuí (e estão devolutas) a um preço de mercado competitivo, obrigando a economia a mexer.

Este post já está grande, e eu vou voltar a este assunto, pois muito mais há a dizer.

Mas só como nota final, deixo-vos o seguinte, existe um instituto do estado que paga 3 milhões e 600 mil contos (não sei traduzir contos para euros...que básico) de renda por ano, já há muitos anos, para estar no local onde está.

Alguém está a ganhar dinheiro com isto, pois com aquele dinheiro, aos anos que o instituto lá está já tinham comprado um terreno e feito um prédio só para eles, mais moderno eficaz.

E agora para se rirem... o orçamento desse instituto só dá para pagar a renda... nem os salários dos funcionários cobre...

Com um Estado assim ... dá vontade de parafrasear Salgueiro Maia numa adaptação " Existem 3 tipos de Estado: Os Estados Democráticos, Os Estados Autoritários e o Estado a que isto chegou..." outra vez-acrescento eu .

Com um Estado assim ... como não estará o povo... E a pensar que cientificamente o Estado somos nós... "há dias que me sinto tão cansado" (abraracourcix dixit).

Autores: Silva Tavares e António Melo
Minha Casinha (versão original) - 1943

Que saudades eu já tinha
da minha alegre casinha
tão modesta como eu.
Como é bom, meu Deus, morar
assim num primeiro andar
a contar vindo do céu.

O meu quarto lembra um ninho
e o seu tecto é tão baixinho
que eu, ao ir para me deitar,
abro a porta em tom discreto,
digo sempre: «Senhor tecto,
por favor deixe-me entrar.»

Tudo podem ter os nobres
ou os ricos de algum dia,
mas quase sempre o lar dos pobres
tem mais alegria.

De manhã salto da cama
e ao som dos pregões de Alfama
trato de me levantar,
porque o sol, meu namorado,
rompe as frestas no telhado
e a sorrir vem-me acordar.

Corro então toda ladina
na casa pequenina,
bem dizendo, eu sou cristão,
“deitar cedo e cedo erguer
saude e faz crescer”
diz o povo e tem razão.

Tudo podem ter os nobres
ou os ricos de algum dia,
mas quase sempre o lar dos pobres
tem mais alegria.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ?

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Peculiar meu caro Watson...peculiar

Ah, é tão bom a vida no campo. No campo é um descanso.

Este nosso Portugalzinho... Ai, Portugal, Portugal- parafraseando Jorge Palma.

Sabem, caros bloguistas militantes, o nosso país... é um país laico (para quem não saiba o que é laico... existem bons dicionários on line (http://www.priberam.pt/ procurai em Laicismo).

Bom, eu diria mais, este é um país louco, mas isso agora não interessa nada.

Estava a minha pessoa descansada a ver o "Jornal da tarde" (de ontem), quando a notícia apareceu.

Não, não foi o Benfica... empatou já o sabemos.

Não, não foram os fogos na Grécia (a propósito e perante tal calamidade, a minha total solidariedade ao povo grego).

Ai o berço da filosofia votado a tal catástrofe, acho que nem os Persas conseguiram tal.

Não, não foi o nosso campeão Mundial de atletismo, na modalidade do triplo salto, Nelson Évora (os meus sinceros parabéns ao Nelson), num país em que o desporto é só futebol, alguém, de vez em quando, mande uma pedrada no charco.

Não, não foi nada disso.

Atão na é que em Braga, cidade a norte de Portugal (para quem me lê e é estrangeiro, e não sabe onde fica), têm lá uma estátua a D.João Peculiar - 0 arcebispo primaz de Braga que coroou D. Afonso Henriques, 1.º rei de Portugal nas cortes celebradas em Lamego; assistiu à conquista de Lisboa em 1147, acompanhando sempre o novo rei.

Ora, há mais de 4 anos, resolveu a Câmara ou alguém, que não interessa para o caso e que na cidade dos arcebispos "houvera de haver" (apeteceu-me colocar esta expressão), uma estátua a D.João Peculiar... o Senhor era peculiar de nome, assim como a estátua.

Se bem pensaram, melhor o fizeram... ou não...

A dita estátua é composta pelo seguinte: tem o referido senhor, com uma espécie de vara de caminhante (não sei os termos religiosos) numa das mãos, que termina essa vara recurvada, e no fim dessa curva há quem diga que parece um símbolo fálico masculino.

Pelo que eu vi, a estátua é inofensiva, normal e não tem nada dessas parecenças, é uma homenagem a um personagem que coroou o nosso primeiro rei.

Nada comparada com a estátua que está ao cimo do parque Eduardo VII, em Lisboa, essa sim parece mesmo o dito cujo, mas está lá e... é do catano, respeita-se a liberdade do artista.

Isto da arte depende dos olhos de quem a vê ... e se tem ou não a mente poluída... conspurcada mesmo.

Mas caros bloguistas militantes, estes senhores (leia-se o Presidente da Junta) resolveram arranjar uma polémica.

Só depois de 4 anos de "instalada" a estátua (quantos pombos já não fizeram casa de banho na dita estátua), é que resolvem "embirrar" com ela... huummm...

Convenhamos, ou nunca olharam para a estátua, ou não lhe ligaram nenhum... ou só agora abriram os olhos... e a boca!!!!

Ou então, o índice da PSI anda alto, e ao verem o aquele bastão assim, ficam deprimidos.

Parece que quanto mais subimos a norte, mais poluídas ficam as mentes, ao imaginarem estas concupiscências... ainda por cima O (sublinho) O Presidente da Junta, porque será???!!

A norte já tivemos o caso das brasileiras em Bragança (interior norte de Portugal), as pobres das moças não tem a culpa, de nunca terem apresentado às mulheres de Bragança a "epilady" e a cera depilatória.

Essa moças, não tem a culpa que as mulheres de Bragança não saibam que depois do casamento, a sensualidade e a sedução tem de ser acariciaaaaaadas dia a dia.

As moças não tem culpa, que o conservadorismo religioso limitem a sexualidade e a sensualidade de um povo.

Pois não, as moças brasileiras não tem a culpa de serem como são.

Nem as moças brasileiras, nem as espanholas, nem de nenhuma parte do mundo.

Bom, mas voltando à estátua...

Não é que as mentes poluídas de Braga (que se escondem num duvidoso chapeú de chuva religioso que serve para justificar tudo e mais alguma coisa) e em particular o Presidente da Junta que apareceu na TV que quer tirar de lá a estátua!

Esse Senhor que foi eleito, laicamente, pelos votos do povo nas urnas da democracia, afirma o seguinte:

(colocar sotaque bracarense para dizer a frase) "Eu até tou envergonhado, pois ouvi que se fosse na Galiza, esta estátua nunca estaria aqui" ... pois claro que não estaria na Galiza, como é obvio... duuuuuuh

Que justificação brilhante. Argumentar com ideias alheias, de alguém que não o elegeu, de uma opinião que nem sequer é vinda do povo da terra.

Bloguistas militantes, então não é que a Arquidiocese de Braga, se vai pronunciar sobre o caso em Setembro!!!???!

São capazes de repetir ... a Arquidiocese de Braga, vai pronunciar-se sobre o caso em Setembro?????

Onde? Como? Porque? Vá lá expliquem-me como se eu tivesse 4 anos...

A Arquidiocese vai-se pronunciar...

Mas esperem lá... o nosso país não é laico???!!!!

Quem é que elegeu a arquidiocese de Braga? Arquidiocese é o nome da Câmara? Da freguesia?

Não me parece...

Então mas que raio de relação é esta entre a igreja e a sociedade?

Eles podem mandar "bitaites" sobre assuntos que dizem respeito ao país e nós não podemos dizer nada quando esses senhores dizem alarvidades anti-cientificas... como por exemplo a proibição do uso do preservativo....

Não estou a perceber....

O país é laico. Pode ser louco, mas é laico!

A igreja mete-se em assuntos que não deve, que não lhe diz respeito, ou se diz, tem tanta voz como outro cidadão qualquer.

Já não basta os comícios diários que faz dentro das suas missas orientando o voto dos fieis contra os "infiéis", no tempo antes, durante e no depois das eleições?

Então mas eu tenho que aturar isto?

Só me apetece citar Sherlock Holmes, adaptando ...

"Peculiar meu caro Watson... peculiar"


Roque Santeiro - Roupa Nova

Dizem que Roque Santeiro
Um homem debaixo de um santo
Ficou defendendo o seu canto
E morreu
Mas sei que ainda é vivente
Na lama do rio corrente
Da terra onde ele nasceu
Dizem que Roque Santeiro
Um homem debaixo de um santo
Ficou defendendo o seu canto
E morreu
Mas sei que ainda é vivente
Na lama do rio corrente
Da terra onde ele nasceu
E no ABC do Santeiro
O que diz o A?O que diz o A?
O A diz adeus à matriz
O que diz o B?
O que diz o B?
O B é batalha de morte
O que diz o C?
O que diz o C?
Coitado do povo infeliz

O D diz que Roque Santeiro
Não pôde ver seu povo em pranto
Com a vida defendeu seu canto
E morreu
Mas sei que ele é vivente
A pessoa por pouco crente
Até quem não me surpreendeu
E no ABC do Santeiro
O que diz o A?
O que diz o A?
O A diz adeus à matriz
O que diz o B?
O que diz o B?
O B é batalha de morte
O que diz o C?
O que diz o C?
Cuidado com povo feliz

O D diz que Roque Santeiro
Não pôde ver seu povo em pranto
Com a vida defendeu seu canto
E morreu
Mas sei que ele é vivente
A pessoa por pouco crente
Até quem não me surpreendeu
Ôôôôô...

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ?

domingo, 26 de agosto de 2007

os loucos de lisboa

Caros bloguistas militantes

Passo quase todos os dias ali por Alcântara (Lisboa),a caminho do comboio....

Sim, vou para o comboio, porque sou fã dos acordeonistas indianos (ver o post Guantanamera 30/7/2007), e por 1,30€, é um espectáculo barato...

Mas, dizia eu, que passo todos os dias ali em Alcântara, por um Mendigo/Sem abrigo de barbas brancas.

Ele poderia fazer de Pai Natal ou de outra personagem qualquer... mas optou por ser visto como sem abrigo, e assim deve continuar por mais uns tempos.

Não sei se é mais um "louco" de Lisboa, se os loucos somos nós, se é alguém cuja fortuna da vida o abandonou á sorte das ruas, pois realmente não sei.

Não é o único nesta cidade desumanizada, temos algumas das nossas crianças a fazerem de mendigos, a pedir esmola com cães, etc...

E essas são as que se vêem, ou melhor as que dão mais nas vistas, quantos não tem lugar para ficar até os pais virem dos empregos?

Sim essas e as outras que teem a escola na Rua da Vida, admiramo-nos depois que cada vez sejamos mais desumanos, mais alheios, mais vingativos, mais contra o sistema.

Não olhamos para as evidências... ( sublinhe-se que cada vez mais este caso das crianças "abandonadas" vão sendo raros)... já os dos sem abrigo... é que não .

Voltando à "personagem" tem ali um apartamento na rua, na rua por onde a gente passa, passa sem pressa, com um destino marcado pela hora de chegar ao emprego.

A rua é mesmo dele, ele vive lá, e tem como vizinhos, o vento, o sol e a chuva, o calor e o frio, são vizinhos temporais...

Passo por ele quase todos os dias e todos os dias... e neste ou quase, lá está ele sempre.

Está ali, na sua, na boa, na dele.

Sujo, cabelos desgrenhados, vestido com a roupa que despeitamos porque mais a não usamos.

Mas lá está ele, assim como no local de emprego estão os colegas de trabalho .

É uma personagem que me habituei a ver, nos dias que lá passo e vou trabalhar ou para a praia ou para as noites (pois o trajecto da noite confunde-se com o trajecto para o comboio..., e ás vezes até a mim me confundo...).

Pois, todos os dias, mesmo com pressa, lhes dou os bons dias, e geralmente ele me retribui, levantando a mão e dizendo "Bom Dia!".

Engraçado, se der os bons dias a outrem, não me retornam o cumprimento, mas ele sim.

Se fora no campo, no interior, nas montanhas, levar-me-iam a mal (e com razão) o facto de não cumprimentar ninguém, e eu (e com razão) levaria a mal não ser retribuído com o cumprimento.

A economia, fez-nos mal a humildade, é como uma humidade que se nos entranha na consciência de cosmopolitas, que nos faz realçar a indiferença.

Pois comigo não contem para isso.

Boa noite para si bloguista militante e boa noite para o sem abrigo que cumprimento (ele bem precisa de uma boa noite pois hoje chove).

Brejo da Cruz-Chico Buarque-1984

A novidade
Que tem no Brejo da Cruz
É a criançada
Se alimentar de luz
Alucinados
Meninos
ficando azuis
E desencarnando
Lá no Brejo da Cruz
Eletrizados
Cruzam os céus do Brasil
Na rodoviária
Assumem formas mil

Uns vendem fumos
Tem uns que viram Jesus
Muito sanfoneiro
Cego tocando blues
Uns têm saudade
E dançam maracatus
Uns atiram pedra
Outros passeiam nus

Mas há milhões desses seres
Que se disfarçam tão bem
Que ninguém pergunta
De onde essa gente
São jardineiros
Guardas noturnos, casais
São passageiros
Bombeiros e babás

Já nem se lembram
Que existe um Brejo da Cruz
Que eram crianças
E que comiam luz
São faxineiros
Balançam nas construções
São bilheteiras
Baleiros e garçons
Já nem se lembram
Que existe um Brejo da Cruz
Que eram crianças
E que comiam luz

Há cargas fantásticas, não há?

sábado, 25 de agosto de 2007

Aqui na terra estão jogando futebol

Os "Media". Esse 5º poder, invisível, indiscreto, não sufragado.

Os "Media", que se arvoram a defensores da Democracia.

Os media, que gritam aqui d'el-rei se alguém toca nos deles ou na liberdade de imprensa.

Pois...os "Media"... ( até eu estou a usar um anglicismo para me referir a eles...).

Os "Media" que nos insistem em nos transmitir só uma face da moeda noticiosa.

Mas nunca ou quase nunca, nos dão a face em que são manipulados pelo poder económico, e que só dão as notícias politicamente correctas.

Nunca nos dão a face da moeda em que as notícias que dão são o estereotipo do estereotipo da CNN... a televisão oficial do império. (mas isso é para outro post).

Os "Media" que tão depressa estão de amores com o governo, como com o seu contrário, tão depressa mantém a popularidade do governo com o mandam abaixo... o mesmo acontecendo com a oposição.

Os "Media", que se quiserem conseguem fazer eleger um rolo de papel higiénico que concorre contra um rolo de cozinha.

Os "Media"... ah pois... os "Media"...

Os "Media", que ninguém ousa meter-se com eles...pois as armas são desiguais, nem sequer se trata de um confronto David contra Golias, pois quem detém a informação detém tudo hoje em dia.

Temos meia dúzia de pseudo-jornalistas, que nem sequer foram eleitos, são feitos á pressa, com um português muito pior do que o meu, que teimam em conduzir o país e o mundo á maneira deles ou melhor à maneira como os patrões lhes mandam.

Note-se, eu deixei os Jornalistas (com J grande)de fora... pois existem muito poucos, e sei que não estão contentes com o que os colegas da profissão estão a fazer e a congeminar.

Sim, basta ler alguns manuais de jornalismo, e topa-se à légua que o que se pratica hoje em dia não é Jornalismo, são mais da especialidade da coscuvilhice do que da informação.

Pois ... os "Media".

Sabem meus caros Bloguistas militantes, hoje faleceu Eduardo Prado Coelho.

Eu até nem apreciava muito o senhor, não me identificava com a escrita dele.

Como todos os seres humanos que viveram intensamente, granjeou amigos e fidelizou inimigos.

Mas... esse facto não impede que Eduardo Prado Coelho fosse uma figura nacional, com importância e com relevância.

Ele próprio fazia parte dos "Media" ... mas de outra classe dos "Media".

Mas os "Media" de que ele fazia parte, e estou a falar no todo, quase referenciaram o desaparecimento de Eduardo Parado Coelho, como uma nota de rodapé.

O senhor era professor universitário, foi professor da Sorbonne, escreveu livros, crónicas nos jornais, estava sempre a ser solicitado para entrevistas na TV como comentador.

O que lhe reservaram os telejornais das 13 horas de hoje?

Na TVI foi noticia de fecho, na SIC e RTP foi noticia quase de fecho.

Eduardo Prado Coelho, não se chamava Madeleine...

Não foi raptado, não tinha 4 ou 5 anos de idade, tinha 63 anos quando faleceu.

E quer se gostasse dele ou não, foi uma parte da nossa cultura que partiu com ele.

Mas isso não lhe deu honras de abertura do Jornal da tarde das televisões.

Não! O que teve honras de abertura foi o futebol, o Benfica e o Camacho.

É que eu já me tinha esquecido... Aqui na terra estão jogando futebol.


Meu caro amigo- Francis Hime - Chico Buarque/1976


Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando, que também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo pessoal
Adeus

Ele há cargas fantásticas, não há?

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Balada por Madeleine

Vou escrever sobre uma coisa que eu não gosto.

Pode raiar o mau gosto... talvez mesmo o humor negro... mas não é esse o propósito.

Vou ser polémico.

Entrarei numa de teoria da conspiração.

Mas as opções estão em aberto.

Eu não acredito que a Madeleine exista!

Para bem dela e para nosso, não acredito.

Nota: Para os estrangeiros que me lêem, este caso é de uma menina que dizem ter sido raptada no Algarve, por uma rede de pedofilia (esta é a versão resumida), leitura mais aprofundada é ver nos MEDIA portugueses.

Acho que é uma invenção dos serviços secretos ingleses (SS), quanto a mim algo se passa ou passou no Algarve ou lá perto e tiveram de desviar as atenções, e inventaram este caso.

Os SS tinham ou tem de vigiar alguém e tem de ter um motivo para estarem naquele ou noutro local do Algarve, e nada melhor do que chamar a atenção para desviar as atenções.

Existe aqui da parte dos pais, dos media, e de todos nós no fundo, uma inversão de valores, em que o vilão é um herói e quem cumpre é um nabo.

Como alguém me disse: Que Mundo é este e que valores morais e éticos estamos a passar aos nossos filhos, às gerações vindouras????

Vou só dizer um pouco do que penso, o resto quem quiser que faça o seu juízo.

Se os pais forem agentes secretos ingleses?

Sabemos que naquele mundo em que vale tudo, e que tudo o que fazem para o bem da segurança colectiva.

A história está muito mal contada desde início, é mais que evidente que os Media (leia-se os jornalistas), foram e estão a ser manipulados, logo as notícias que saem cumprem aquele desígnio que é: para uma mentira ser levada a sério tem de ter algum fundo de verdade.

A verdade da mentira, é o que eu acho que estamos a assistir.

Contradições, avanços e recuos, jornalistas que escrevem pior português que eu (e olhem que não é difícil), interpretam mal, não sabem colocar as questões fulcrais ou seja o elementar da noticia: O QUE? QUANDO? COMO? PORQUE? ONDE? QUEM FOI?

Enfim o elementar, mas aqui ter-se-ia que ir para além do elementar, muito além.

Começaram logo por nos chamar incompetentes (aos polícias), refiro-me aos tablóides ingleses... para quem se intitula o país dos Gentlemans, agiram como se fossem o país dos crápulas.

Depois, o depoimento dos pais... impingiram-nos com a história que os jornais dizem sucessivamente cheia de falhas e contradições e imprecisões.

Depois, prenderam um tipo que é suspeito e depois já não é... depois o caso dos tipos que quiseram extorquir dinheiro, depois o caso holandês... enfim trapalhadas atrás de trapalhadas.

Não, não acredito que a história seja plausível.

Os media não pegaram na parte em que os pais deixaram os filhos ao abandono, mais grave ainda, não foram aqueles os únicos a deixarem os filhos sozinhos.

Agora viemos a saber que os amigos deles faziam rondas à vez, para vigiarem os filhos.

Portanto não foi só um casal a deixar os filhos sem vigilância, foram vários.

Que tamanha irresponsabilidade, que espelho da vida moderno nos foi mostrado.

Que indiferença que nós todos mostramos em relação a isso.

Será por serem ingleses e médicos?

E se fossem ingleses e mineiros...?

Ele há aqui qualquer coisa grande que nos escapa.

Agora dizem que a pobre criança foi assassinada, e que provavelmente terão sido os pais... não dizem mas insinuam.

Depois voltam a desdizer, e passam à teoria do rapto...

Não, nada aqui bate certo.

E depois, a nossa "JUDITE" é uma polícia bem conceituada, e apesar de polémicas internas... até conseguiram apanhar um "espanhol" que a policia do seu país andava a mais de 14 anos atrás dele, e vêem uns badamecos estrangeiros quaisquer a dizer o contrário.

Como se tivessem muita moral, até parece que não é uma calamidade no país deles acontecerem este tipo de raptos com frequência.

Qualquer coisa que não bate certo aqui... e eu não sei o que é...

Acho que é uma história dos Serviços Secretos Ingleses.

E por isso não acredito.

Depois voltam a desdizer, e passam á teoria do rapto... não acredito e não posso crer que tantas outras histórias de raptos de crianças portuguesas, não tivessem sido tão divulgadas e mediatizadas como esta está a ser.

Será que as crianças estrangeiras são mais importantes que as nossas?

Deve ser do critério jornalístico...

Você Não Me Ensinou A Te Esquecer - Caetano Veloso

Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto

E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando me encontrar

E nesse desespero em q me vejo
já cheguei a tal ponto
de me trocar diversas vezes por vc
só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando me encontrar

HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? OUTRAS NEM POR ISSO...

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Com mil milhões de macacos

Pois é Bloguistas militantes, gozei 6 dias de férias, que ainda eram do ano passado.

Se foram merecidas ou não, na modesta opinião de este que vos escrever... as férias deveriam, ser intervaladas, uma vez por ano, durante 22 dias com trabalho...

O mundo é tão grande para nós o conhecermos numa vida... ainda desperdiçamos tempo a trabalhar...

Bom... mas isso agora são outros trocados...

Claro vim de férias... tinham logo de me tirar do sério.... eles conspiram e transpiram, e usam perfumes baratos.

Não, não foi a CP.

Não, não foram os tocadores de acordeão a tocarem o "guantanamera"...

Foi a Scotturb.

A Scotturb, é a empresa de camionetas que deveria prestar um serviço público no eixo Estoril-Sintra.

Mas não presta!

Não é que aqueles (e passo a citar o capitão Haddock) flibusteiros... não acertam propositadamente a partida das camionetas com a chegada dos comboios, para que possamos ter um trajecto continuo casa trabalho e vice-versa.

Vejam bem, o comboio chega ao Estoril aos 9 minutos depois da hora, a CP costuma ser pontual... chega aos 9 minutos e 30 segundos ou muito raramente aos 10 minutos depois da hora.

As camionetas 406 e 418 saem exactamente aos 10 minutos depois da hora da paragem que está do outro lado da linha.

Para terem uma ideia, temos de sair do comboio na carruagem da frente, descer umas escadas, atravessar um túnel, subir umas escadas, e a paragem fica a uns bons 75 metros.

Para quem seja uma Vanessa Fernandes, faz esse percurso num minuto indo a correr.

Ora, para o cidadão comum, para a gente humilde, cujo desporto olímpico que faz todos os dias é trabalhar para colocar o pão na boca dos seus filhos (não é o meu caso que eu só como donuts e não tenho filhos), torna-se impossível apanhar a conexão dos autocarros, sendo que só tem outro passados 30 minutos.

Acresce que, já foi dito, e escrito a estes Flibusteiros, a estes energúmenos, que assim não dá para apanhar os autocarros.

Mas julgam que eles ligaram alguma coisa?

Meus caros estamos em Portugal.

Estes flibusteiros de mecha caída, não só não ligaram, como nos horários de verão (um dia faço um post sobre os horários de verão), ainda pioraram a situação, reduziram carreiras e mudaram horários.

Agora é que não apanhamos mesmo a camionete/autocarro.

Mas julgam o quê?

Eles lá nos seus botões devem dizer:

Estes tipos que tiraram o passe devem julgar-se com direitos a apanhar a carreira a horas não?

Nunca ouviram que quem paga adiantado é mal servido?

E depois como é que estes senhores justificam a falta de passageiros?

É que se andam a horas tem passageiros, e se tem passgeiros ficam sem argumentos para aumentarem os bilhetes e reduzirem as carreiras não rentáveis.

Não, não pode ser... andem a pé... comprem um carro, vão de táxi.

E seguiram à risca aquele provérbio de funcionário público "para que facilitar se podemos complicar?".

Das duas uma, ou esta gente não é humilde, esta gente que faz os horários e que só deve andar de carro e nunca andou de transportes públicos ou então só contratam sádicos para estes lugares.

Estou piurso, possesso, pior que a personagem do exorcista a vomitar verde e com os olhos esbugalhados.

Estão a trabalhar para gozar com quem trabalha... ou com quem vai para o emprego... whatever...

Uma pessoa já se esforça para ir trabalhar... e estes "gaidjos" ainda gozam connosco à força toda.
Somos mal pagos e gozados... não há pachorra... sinceramente não há pachorra para estes flibusteiros.

Com mil milhões de macacos... safa logo no primeiro dia após as férias... estrangeiro onde estás tu quero ir trabalhar para aí... sai um país civilizado para a mesa 5, s.f.f.

Sabem o que eles mereciam?

Que o provérbio Árabe se concretizasse neles... qual provérbio?

Este: "Que as pulgas de mil camelos infestem o meio das pernas da pessoa que arruinar o seu dia, e que os braços dessa pessoa sejam curtos demais pra se coçar..."


Gente Humilde (Vinícius, Chico Buarque e Garoto)


Tem certos dias em que eu penso em minha gente
E sinto assim todo meu peito a se apertar
Porque parece que acontece de repente
Como um desejo de eu viver sem me notar
Igual a como quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem vindo de trem de algum lugar
E aí de dá uma inveja dessa gente
Que vai em frente sem nem ter com quem contar
São casas simples com cadeiras na calçada
E na fachada escrito em cima que é um lar
Pela varanda flores tristes e baldias
Como a alegria que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza no meu peito
Feito um despeito de eu não ter como lutar
E eu que não creio peço a Deus por minha gente
É gente humilde, que vontade de chorar

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ?

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Fui de férias


Bloguistas militantes estou de férias ....


ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ?





terça-feira, 7 de agosto de 2007

Urúbu tá com raiva do boi

Olá bloguistas militantes

Brasil, esse país enormíssimo, como em tudo na vida, veem de lá coisas boas e coisas menos boas.

Uma coisa boa que vem é a música.

Baiano e os Novos Caetanos, era o nome de uma dupla musical e humorística composta pelos humoristas Chico Anysio e Arnaud Rodrigues, satirizando no título o conjunto Novos Baianos e o cantor Caetano Veloso.

Com humorismo fizeram crítica à ditadura brasileira.

Uma crítica a uma Ditadura, é uma crítica a todas.

Mas caros bloguistas, não é que ao "re-ouvir" a canção, revejo esta opressão económica que nos é imposta todos os dias ... ah pois revejo.

O texto da canção, e os seus comentários completa a própria canção e são a força dela.

Antes de começar a canção um deles faz uma introdução (que vai aparecer a negrito no poema) e outro contrapõe dizendo: "um dia dá" (vai aparecer em itálico), só depois começa a o corpo da canção.

Ao lerem o poema vejam se não lhes faz lembrar nada.

Bancos, dívidas... os urúbus que querem receber e os bois que as dividas tem de pagar.

Os governos e os impostos e os pobres dos contribuintes.

E não é só para nós os Portugueses...é para todo o mundo.

O diálogo crítico que colocam no meio da canção e que mostra a futilidade, que todos os dias enfrentamos, nas nossas relações, nos cumprimentos dos deveres e dos direitos.

O desespero do povo que vai vivendo e alheando-se da realidade.

As neuroses que daí adveem, as psicoses.

As rotinas... as depressões... porque vivemos sem norte, vivemos sem sorte, andamos como zombies....


Mas sabem "um dia dá... um dia dá."

Baiano e os Novos Caetanos - Urubu Tá Com Raiva Do Boi
oiçam em http://www.ijigg.com/songs/A0040PA

Legal ,
me amarro nesse som está sabendo
(um dia dá)
o medo
(um dia dá)
a angústia
(um dia dá, um dia dá, um dia dá)
o sufoco
(um dia dá)
a neurose
(um dia dá)
a poluição
(um dia dá, um dia dá, um dia dá)
os juros
(um dia dá)
o fim
(um dia dá)
nada de novo
(um dia dá, um dia dá, um dia dá)
a gente, a gente
(um dia dá)
de novo só tem casas indústriais
(um dia dá, um dia dá, um dia dá)
diga paulinho diga
(um dia dá, um dia dá, um dia dá)
eu vou contigo paulinho diga
(um dia dá, um dia dá ,um dia dá)

Refrão:
Urubu tá com raiva do boi,
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mais o boi não quer morrer
Não tem alimentação (bis)

O mosquito é engolido pelo sapo,
O sapo a cobra lhe devora.
Mas o urubu não pode devorar o boi:
Todo dia chora, todo dia chora. (bis)

(um dia dá, um dia dá)
o norte
(um dia dá)
a morte
(um dia dá)
a falta de sorte
(um dia dá)
eu tou vivo tá sabendo
(um dia dá, um dia dá, um dia dá)
vivo sem norte
(um dia dá)
vivo sem sorte
(um dia dá )
eu vivo
(um dia dá)
eu vivo paulinho
(um dia dá, um dia dá, um dia dá)
aí um dia a gente encontra um cabra na rua e pergunta
(um dia dá)
tudo bem
(um dia dá)
e ele diz prá gente tudo bem
(um dia dá, um dia dá, um dia dá)
não é um barato paulinho?
é um barato

(refrão)

Gavião quer engolir a socó,
Socó pega o peixe e dá o fora.
Mas o urubu não pode devorar o boi,
Todo dia chora, todo dia chora. (bis)

(um dia dá, um dia dá)
nada a dizer
(um dia dá)
nada
(um dia dá, um dia dá, um dia dá)
nada ou quase a nada
(um dia dá)
o que tem a fazer
(um dia dá)
tudo
(um dia dá)
ou quase tudo
(um dia dá, um dia dá, um dia dá)
o homem
(um dia dá)
a obra divina
(um dia dá)
na rua a obra do homem
(um dia dá, um dia dá, um dia dá)
o cheiro de gás
(um dia dá)
o asfalto fervendo
(um dia dá, um dia dá, um dia dá)
o som abatendo
o som abatendo
o som abatendo


ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ?

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

A Guerra Civil

Cheguei à brilhante conclusão que somos um país de incumpridores.

Todos acusamos o Estado de isto e daquilo, mas esquecemos da regra básica e elementar, que o Estado somos todos nós.

Sim, todos nós.

Todos nós deveríamos exercer a nossa cidadania, para não acontecer os atropelos à Democracia.

Somos claramente um país de contradições.

E a estrada é uma das nossas maiores contradições Lusitanas.

Se por um lado reclamamos autoridade ( alguns até chegam ao absurdo de dizer que fazia cá falta outro Salazar...realmente existem pessoas que vão longe demais só para fazer valer o seu ponto de vista), mas dizia eu, se por um lado reclamamos autoridade e mão de ferro, por outro fazemos de tudo para passar entre as malhas da lei.

Ora os políticos já aprenderam isso (não fossem eles lusitanos e pertencessem cá á malta), e usam a técnica da Cenoura e do pau, tal e qual se faz com os burros (quanto a mim mal pois não se deve fazer mal aos animais, mas isso é para outro post).

Tenho presente os relatos que me fizeram da Dinamarca,

Neste país onde todos os condutores andam "direitinhos" e se querem acelerar vão para a Suécia que é um regime mais permissivo, e "por acaso" com mais acidentes de viação.

A cultura de responsabilidade da Dinamarca, onde os cidadãos Dinamarqueses sabem que o Estado são eles, vai ao ponto de avisar a polícia se o vizinho andar com os pneus carecas.

Nós, os Lusitanos, chamar-lhes-íamos: Bufos, delatores e outras coisas piores, pois é, mas eles não pensam assim.

O racíocinio deles é o seguinte, a estrada é de todos, o código é para cumprir, se alguém não cumpre põe em risco a vida de todos, e isso eles inteligentemente recusam de colocar na mão de inconscientes a vida de todos.

Sublinhe-se que a Dinamarca é dos países que menos acidentes de viação tem, onde os acidentes de viação por ter havido um, são notícia, e isto acontece raramente.

Ao contrário daqui que os acidentes de viação servem para os media fazer um aparato para contar quantas pessoas faleceram e fazerem reportagens tétricas.

A maior parte dos Lusitanos vai para a estrada, julgando que os outros são inimigos, e a estrada é o território a conquistar, por isso ... quando entram no automóvel, entram já com o espírito guerreiro e arrancam sem Misericórdia.

Por outro lado, é um absurdo a maneira como os jornalistas se referem ás estatísticas, dizem este ano houve menos X mortos que o ano passado, e eu pergunto-me sempre, mas esta gente que morre nos acidentes rodoviários ressuscita?

É que para além do modo leviano e tétrico com que são tratadas as pessoas que morreram na estrada (independentemente da sua culpabilidade ou não ), essas pessoas merecem respeito, e a sociedade merece respeito, e merece ser chamada a atenção para a GUERRA CIVIL que vivemos todos os dias, desde há uns anos para cá.

Não, os media não tem o poder de ressuscitar, como os crentes Cristãos dizem que Jesus Cristo teve.

Logo não deveria ser afirmado que houve menos ou mais mortos que o ano passado.

A notícia deveria ser tratada , quanto a mim, da seguinte maneira: Estatisticamente, houve mais X óbitos ou menos Y óbitos em comparação com o ano anterior.

Os media tem uma função educativa e neste caso deveriam ser usados para uma função dissuasora.

Somos mesmo um país de incumpridores, e pagamos a nossa factura no asfalto... e quando digo pagamos, paga a sociedade toda, paga as baixas médicas a quem sobrevive, paga pensões a quem se tornou deficiente, paga pensões de alimentos a quem ficou sem os entes queridos.

Sim, porque apesar das frias estatísticas, quem morre é sempre um ente querido de alguém, um pai ou uma mãe, o marido ou uma mulher, ás vezes a tragédia tolda uma família inteira.

O que é isso diferente de um "roquett" que cai num cenário de guerra ou de uma granada que decepa um soldado ou uma criança inocente?

Nada! Mesmo nada!

Somos todos inconscientes avestruzes que enterramos a cabeça na areia a ver se não é nada connosco.

É connosco, sempre o foi.

Ficamos sem seres humanos que fazem parte da nossa Sociedade, e que são importantes e são o mundo de alguém.

Deveríamos ser um país de delatores, como na Dinamarca, se esse é um dos preços que temos de pagar para acabar com a guerra, então força-

Será que a GNR e a BT se importariam...?

Será que toda a GNR e toda a Polícia querem contribuir para acabarem com a Guerra Civil?

Será que vão preferir continuar a assobiar para o lado, dizendo que o trânsito é da responsabilidade dos colegas da área e não multam como é o seu dever?

Será que a BT da GNR e da Polícia, vão continuar a fechar os olhos a pequenas infracções ou vão optar finalmente pela tolerância zero?

Temos que acabar com a Guerra Civil nas estradas, sigamos o bom exemplo da Dinamarca.

E sim, já fui multado.

Sim, fiquei lixado por isso.

Mas a verdade é que não cumpri, e quem não cumpre deve ser penalizado, e eu fui...

Se gostei?

Não, mas não teria sido multado se o código tivesse cumprido.


Mafalda Veiga - Balada De Un Soldado


Madre, anoche en las trincheras
Entre el fuego y la metralla
Vi un enemigo correr
La noche estaba cerada,
La apunté con mi fusil
Y al tiempo que disparaba
Una luz iluminó
El rostro que yo mataba
Clavó su mirada en mi
Con sus ojos ya vacios

Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras

Hoy el fuego era verdad
Y mi amigo ya se entierra
Madre, yo quiero morir
Estoy harto de esta guerra
Y si vuelvo a escribir
Talvez lo haga del cielo
Donde encontraré a José
Y jugaremos de nuevo

Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José

Há cargas fantásticas, não há? ... mas esta não é o caso

domingo, 5 de agosto de 2007

Princípio da diferença

Meus caros bloguistas militantes

Fico sempre impressionado negativamente, e com vontade de fazer algo, com alguma raiva mesmo, por sentir uma impotência imaginativa, quando vejo seres humanos a sofrer, quando vejo seres humanos mal tratados, a morrerem de fome, quando o desperdício noutros lados é enorme.

Espero um dia blogar sobre isso, mas hoje vou falar de um princípio de direito que é o princípio da igualdade.

O princípio da igualdade, está constitucionalmente previsto, mas é um princípio internacional, quase aceite por todas as nações, mas não com a mesma interpretação pelas mesmas, principalmente aqui pelo burgo.

O princípio da igualdade diz-nos resumidamente o seguinte: tratar igual o que é igual e tratar diferente o que é diferente, por princípio, este é um princípio que todos concordamos .

Será?

Vou-vos dar dois exemplos:

1- Se o estado der apoio a um deficiente ajudando por exemplo com um subsidio para comprar uma cadeira de rodas, ou se o estado auxiliar subsidiando uma família carenciada, acho, presumo que todos concordamos com isto.

Tratar igual o que é igual ... e tratar diferente o que é diferente.

Mas se eu vos der este exemplo ,que um amigo brilhantemente me deu quando falávamos sobre este assunto :

2- Este meu amigo à uns anos atrás foi à África do Sul , e indo visitar um jardim com uns amigos Portugueses que já lá viviam, reparou que havia um banco para Caucasóides (vulgo brancos) e bancos para Negróides (vulgo negros).

E perguntou então qual a razão disto? e os amigos responderam, devemos tratar igual o que é igual e diferente o que é diferente.

Se calhar, agora, já não concordamos tanto com o princípio da igualdade.

Vamos lá esclarecer, temos de destrinçar entre a diferenciação positiva e a diferenciação negativa.

Realmente o primeiro exemplo é a diferenciação positiva, o segundo exemplo é a diferenciação negativa e que não é de todo aconselhável ser seguida.

Diz esse meu amigo, e quanto a mim com toda a propriedade, que a diferenciação negativa, não pode ser chamado princípio da igualdade, e que talvez fosse melhor chamar o PRINCÍPIO DA DIFERENÇA.

Se é assim assumam-no... que depois cá estamos nós para o "tratar" devidamente.

Nós em Portugal pautamos por fazer indiscriminadamente os dois tipos de diferenciação, com as injustiças que daí advém.

É tempo de as autoridades judiciais portuguesas se debruçarem sobre este tipo de análise mais particular sobre este princípio, este e outros em vez de andarem em guerrilhas de classe de pelouros e poleiros.

Muitos exemplos poderia dar mais... mas não quero e não tenho hoje tempo.

Quero deixar vincado, que em algumas matérias o princípio positivo da igualdade não está a ser cumprido.

E desenganem-se aqueles que julga que esta "postagem " é uma ataque ao governo, porque não é.

E porque hoje é Domingo não escrevo mais.

Menino do Bairro Negro -LETRA E MÚSICA - JOSÉ AFONSO

Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar
Ver o sol chegar

Menino sem condição
Irmão de todos os nus
Tira os olhos do chão
Vem ver a luz

Menino do mal trajar
Um novo dia lá vem
Só quem souber cantar
Virá também

Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego

Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção

Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar
Ver o sol chegar

Se até da gosto cantar
Se toda a terra sorri
Quem te não há-de amar
Menino a ti

Se não é fúria a razão
Se toda a gente quiser
Um dia hás-de aprender
Haja o que houver

Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego

Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção

Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar
Ver o sol chegar

Há cargas fantásticas, não há?

sábado, 4 de agosto de 2007

Os 2 cozinheiros

Eu hoje estou numa de cozinha.

Adoro cozinhar.

Vejam, até ando à procura de um curso de cozinheiro que dure de 4 a 6 meses, mas não encontro, só encontro cursos de formação profissional que duram 3 anos... e dão equivalência ao 12º ano.... desses não quero.

Quero uma coisa mais comezinha... comezinha aqui é mesmo o adequado.

Mas hoje como estou virado para a cozinha, vou deixar-vos aqui duas receitas: Esparguete com chouriço, em homenagem aos meus tempos de escoteiro, em que íamos para o campo e eu quase nunca conseguia que a minha patrulha fizesse este prato (depois lá consegui e não queriam outra coisa) e, uma receita de de frango no forno, que não é dos meus tempos de escoteiro, mas que é uma delícia.

Mas o porque de postar este blog hoje?

Anteontem á noite , tinha um grande frango e fiz duas receitas ao mesmo tempo.

E porque? perguntam os meus prestimosos amigos com propriedade.

Porque os tempos estão difíceis e tenho de levar almoço feito para o trabalho.

Por tempos difíceis entenda-se falta de guito e o bar do trabalho fechado no mês de Agosto ....

Bom vai daí, tinha eu no congelador, um frango grande que deu para fazer duas receitas simultaneamente, Arroz de Frango e Frango com sopa de cebola natas e cerveja.

É a receita de Esparguete com chouriço e a receita de Arroz de Frango que vos vou deixar aqui.

E digo-vos, não é para me gabar, mas ficou uma delícia.

É certo que vou estar a semana toda a frango ... eheheheheh ... mas não faz mal eu gosto.

Sim, sim, eu sei, podia colocar no frigorífico/congelador, mas esqueci-me, o que é que vocês querem, esqueço-me sempre das coisas básicas.

Quando a minha mãe, não me pode socorrer quando eu lhe telefono, a pedir ajuda da cozinha (sim que eu telefono-lhe já estão os tachos na placa), sim porque eu sem o meu telemóvel na cozinha, não sou ninguém ( é o que dizem os meus amigos), não sei nada de cor (só mesmo o esparguete com chouriço... e talvez fritar um ovo), e a minha mãe parece o Pantagruel em pessoa, não há quase nada que ela não saiba. Qual Maria de Lurdes Modesto, qual Chefe Silva... o que é que são reis perto de uma imperatriz da cozinha.

Ou então quando a minha mãe não pode, ou quando algumas das minhas amigas, que também sabem cozinhar bem, não me podem atender... socorro-me do site www.gastronomias.com já me tem "desenrascado", á falta disso socorro-me das receitas que tenho no meu telemóvel.

À Minha mãe que cozinha divinamente, e ás minhas amigas que para lá caminham, quero agradecer os bons petiscos e pratos que cozinho e que já comi.

Et maintenant la piéce de resistence... (é a peça de resistência porque deve ter sido o que eles comiam nos subúrbios de Paris durante a guerra, os franceses é que la sabem toda )

Esparguete com chouriço

Ingredientes:

  • 1 pacote de esparguete
  • Azeite q.b
  • 1 cebola
  • 1 chouriço bom
  • Polpa de tomate
  • Sal q.b.
  • louro
  • Água
  • Alho q.b.

Confecção:

Cortar o chouriço ás rodelas e os dentes de alho e a cebola aos bocadinhos.
Faça um refogado com bom azeite,
louro, cebola e alho.
Depois de a cebola estar alourada juntar o chouriço, não usar muito azeite pois um bom chouriço já tem gordura.
Depois deixe apurar até o chouriço estar meio estufada.
Junte a polpa de tomate e o sal.
Deixe apurar um pouco
Junte água e deixe a água levantar fervura ( a água é na quantidade indicada para a porção do esparguete).
Assim que a água estiver a ferver em cachão, junte-lhe o esparguete, e deixe o esparguete durante 7 minutos ( para ficar al dente), mexa de vez em quando.
Atenção se me quiser convidar para almoçar /jantar nunca, mas nunca, cometa o erro de partir o esparguete, eu sou quase um purista do esparguete e detesto esparguete partido.
Depois de 7 minutos retirar do lume e servir... é uma delícia.... espero pelo seu convite para jantar.


E agora a segunda receita

Arroz de Frango à Graça

Ingredientes:

  • 1 frango
  • Azeite q.b
  • 1 cebola
  • Rodelas de chouriço e de cenoura
  • Vinho branco
  • Sal, alecrim, louro e piri-piri q.b.
  • Água
  • Arroz q.b.

Confecção:

Faça um refogado com bom azeite, cebola e as rodelas de chouriço e de cenoura.
Depois deixe apurar até a cebola estar estufada. Junte o frango cortado em pedaços, um pouco de vinho branco, sal, alecrim, louro e piri-piri ao seu gosto.
Tape e deixe o frango cozinhar em lume lento e aos poucos adicione água em quantidade igual ao dobro do arroz que se pretende cozinhar.
Quando o frango está cozinhado, deite um alguidar de barro de arroz no forno e um pouco de margarina.
Leve ao forno até a margarina estar derretida e embebida no arroz.
Adicionar então o frango com o respectivo molho de cozedura.
Leva de novo ao forno e deixe cozer.
Deve ficar com uma crosta tostada.
Por último chamar-me para ir lavar as mãos e ir para a mesa.

OS DOIS COZINHEIROS

Somos 2 cozinheiros,
aventureiros
sempre alegres e contentes
Para fazermos guisados
somos chamados
nós os 2 por toda a gente

Faca na mão
para descascar batatas
e colherão para volta ao caldeiro
Somos 2 tipos com bastante lata
por isso somos
2 bons cozinheiros

No primeiro acampamento
em que entramos em acção
fizemos o alimento
para a nossa divisão
O rancho estava perfeito
qualquer coisa de espantar
só com um pequeno defeito
ninguém o pode tragar.

Somos 2 cozinheiros,
aventureiros
sempre alegres e contentes
Para fazermos guisados
somos chamados
nós os 2 por toda a gente

Faca na mão
para descascar batatas
e colherão para volta ao caldeiro
Somos 2 tipos com bastante lata
por isso somos
2 bons cozinheiros

Certo dia num banquete
fizemos um bolo rei
pouco açúcar
pouco leite
como ficou eu não sei
só sei que o dono escamado
quase nos partia os dentes
Ficámos desempregados
sempre alegres e contentes

Somos 2 cozinheiros,
aventureiros
sempre alegres e contentes
Para fazermos guisados
somos chamados
nós os 2 por toda a gente

Faca na mão
para descascar batatas
e colherão para volta ao caldeiro
Somos 2 tipos com bastante lata
por isso somos
2 bons cozinheiros

Esta é uma singela homenagem que eu deixo aos Escoteiros, pelo tempo que lá passei, os cozinhados que lá fizemos e aprendemos a cozinhar a lenha (poucas ou nenhumas vezes deixámos queimar), e, em particular ao meu pai, o Chefe Armando Inácio, que conjuntamente com o chefe Tacão fez esta cantiga engraçada, que cantávamos quer na cozinha, quer nos Fogos de Conselho, vestidos de cozinheiro e com grandes colheres de pau na mão. Belos tempos e a Saudade é grande. Um grande abraço para eles todos, estejam onde estiverem.

Ele há cargas fantásticas, Não há? Então quando o rancho é bom, até corre melhor.


sexta-feira, 3 de agosto de 2007

São danos colaterais

Caros Bloguistas Militantes

Sabiam que é ilegal as autarquias financiarem partidos políticos?

Já se vêem nas ruas os cartazes a anunciar a "festa do Avante".

A "festa do Avante", não é mais que a festa do jornal “Avante”- que é tão somente o órgão central do Partido Comunista Português, e que ainda apela ironicamente “proletários de todos os países, uni-vos”.

É esta festa, ou melhor este financiamento mascarado de festa. Que agora e já desde há algum tempo é no Seixal.

Começou no Jamor, passou para a Ajuda, depois se não estou em erro para Loures e agora passou-se para o outro lado (quanto mais longe melhor).

Não, não mudou da esquerda para a direita, neste caso mudou da direita para a esquerda... margem do Tejo... claro... foram danos colaterais.

A festa do Avante, ou devo antes dizer, a festa que os comunistas fazem para conseguir branquear o capital das câmaras e juntas de freguesia dos seus camaradas que lá estão eleitos e que a pretexto desta festa financiam o PCP (Partido Comunista Português - deveria ser Partido Comunista de Portugal, pois pátria para eles só há uma o Comunismo, mas isso são outros 2$50).

Pois é, caros bloguistas militantes, uma mentira várias vezes repetida passa a ser verdade... demonstrando...

Os comunas lançaram esta mentira " Os autarcas comunistas são os mais sérios, os que mais trabalham e tem obra feita".

Ora uma mentira para pegar tem de ter algum fundo de verdade... pois analisemos dividindo a frase.

Os autarcas comunistas são os mais sérios... por aqui vemos que não há fundo de verdade, julgamentos em causa própria são sempre duvidosos, principalmente afirmações generalistas e generalizadas como esta.

Atentemos bem ás freguesias e câmaras comunistas, e vemos onde começa uma parte do atraso do nosso país, os autarcas comunas investem muito no desporto, vide os pavilhões gimnodesportivos ás moscas por esse Alentejo fora...mas isso são danos colaterais...

Claro que nem todos são maus, existem alguns que são péssimos… é uma progressão geométrica, eles são tanto piores quanto mais próximos estão da heterodoxia do Comité central.

Existe um ou outro caso esporádico que os autarcas comunas são bons e que merecem o nosso aplauso, por serem progressistas e inovadores, mas esses ou estão a caminho de saírem do partido ou a mudarem para a renovação comunista... mas isso ficará para outro post se me apetecer.

Voltemos à festa do AVANTE... levei tempo a compreender porque é que na revista da festa do avante a maior parte dos anúncios são de câmaras municipais e de juntas de freguesia.

Foi em Junho do primeiro ano em que estive como eleito numa junta de freguesia, presidida por um comunista, que fiquei a saber o porquê dos anúncios na revista da festa do Avante (porquê Junho perguntam vocês… porque é o fim do prazo que o comité central deu aos autarcas para colocarem os anúncios… eles são comunas mas são comunas portugueses… e é genético deixar a coisas para a última da hora).

Caros bloguistas militantes, vejamos o que acontece por fases:

  • já não bastando os "jobs" principescamente pagos aos funcionários do PCP (que entram sem concurso) que vão para as câmaras e para as juntas de freguesia, controlar os respectivos pelouros do desporto e do associativismo… esse talvez será tema de um outro post.
  • já não bastando alguns clubes controlados pelo PCP, que vamos lá saber porquê, recebem mais subsídios da freguesia e/ou da câmara ... do que outros clubes, e os controlados pelo PCP são clubes que "estranhamente" menos actividade têm.
  • Não bastando isso, os presidentes de Junta e os de Câmara eleito pelo PCP, mandam colocar anúncios na revista da festa do Avante, muitas das vezes sem sequer ir a reunião de executivo em algumas autarquias ou indo a reunião fazem passar a proposta por maioria... mas isso são danos colaterais...

Nota: os comunas fazem sempre gala em executivos que estejam, de querer fazer passar tudo por unanimidade, mas neste caso a democracia é “estalinistica”, neste e na contratação do pessoal controleiro do PCP.

Se folhearmos a revista da festa do AVANTE, vemos os anúncios das autarquias e dos clubes por elas financiados...

Existe aqui um duplo financiamento da festa, o das autarquias para a revista da festa, e o das autarquias para os clubes, que por sua vez colocam anúncios na revista da festa.... é uma festa.

Já para não falar, nas camionetas e carrinhas das Juntas e das Câmaras municipais, que transportam pessoal par a festa de borla... mas isso são danos colaterais.

Claro que quem paga tudo isto é o zé povo....mas isso são danos colaterais.

Esse mesmo zé que eles PCP dizem defender contra as investidas do Capitalismo, é esse mesmo zé que paga as festividades daquele partido... são danos colaterais...

A segunda parte da mentira e que vem associada á primeira é esta: quem trabalha na festa do avante trabalha de borla…

Esqueceram-se acrescentar (ou não convém mesmo nada dizer) que são os funcionários/controleiros do PCP que estão lá a trabalhar e que são dispensados das junta e das câmaras (por ordem do comité central) para estarem a "arranjar" a festa.

Nessas alturas ninguém os vê, nos "locais de trabalho" ou deveria dizer nos seus locais de controle.

E claro quem está a pagar aos controleiros? Exacto o Zé povo...

Outra meia verdade da frase é esta : realmente os autarcas comunas são os que mais trabalham e tem obra feita, é verdade , mas isto é só meia verdade esqueceram-se de acrescentar ... mais trabalham e tem obra feita ... para o PCP, não para a população que os elegeu.

É ilegal as "autarquias financiarem partidos políticos, seja de que forma for", até mesmo se estiver disfarçada de festa do “AVANTE”...

O PCP é o partido que mais acusa e reclama em relação a este aspecto (não da festa, mas dos jobs e dos financiamentos), mas é o PCP que tem um autor bem conhecido que é "património" do seu partido, que tem um livro intitulado "O partido com paredes de vidro"...

Ironizando só um pouco (até porque o dito senhor já faleceu e não pode dar uma contra resposta), diria "O partido com paredes de vidro...fosco".

Será que o Ministério público anda a dormir há anos, e nunca viu isto?

Ou será que o MP não actua porque anda a pagar pela dívida de gratidão por o PCP ter autonomizado o Ministério Público da Magistratura Judicial, quando na tentativa de implantação da Ditadura Comunista em Portugal, vieram com essa ideia peregrina ( e consta, não sei se é verdade, que encheram o MP de militantes do PCP).

É público e notório, a festa do AVANTE é financiada pelas autarquias, e indirectamente por todos nós, quer queiramos quer não...

E eu não quero!

Não quero involuntariamente nem indirectamente, financiar uma festa que é a festa de um órgão de um partido político.

Não há festa como esta.... diz o PCP... e eu acrescento ..há pois, não há não!

Mas faço fé na ASAE, para bom entendedor... meia pala ... ba...

Já entrou sangue novo no MP, já não é preciso eternizar essa dívida, muito menos pagá-la, vá lá mostrem o vosso valor, e se eu tiver de ir na leva... olha são danos colaterais...

Pra não dizer que não falei das flores - Letra Geraldo Vandré

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Pelos campos há fome, em grandes plantações
Pelas ruas marchando, indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo canhão
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição,
De morrer pela pátria e viver sem razão

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ?