As minhas cachadas no Geocaching

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terça-feira, 21 de agosto de 2007

Com mil milhões de macacos

Pois é Bloguistas militantes, gozei 6 dias de férias, que ainda eram do ano passado.

Se foram merecidas ou não, na modesta opinião de este que vos escrever... as férias deveriam, ser intervaladas, uma vez por ano, durante 22 dias com trabalho...

O mundo é tão grande para nós o conhecermos numa vida... ainda desperdiçamos tempo a trabalhar...

Bom... mas isso agora são outros trocados...

Claro vim de férias... tinham logo de me tirar do sério.... eles conspiram e transpiram, e usam perfumes baratos.

Não, não foi a CP.

Não, não foram os tocadores de acordeão a tocarem o "guantanamera"...

Foi a Scotturb.

A Scotturb, é a empresa de camionetas que deveria prestar um serviço público no eixo Estoril-Sintra.

Mas não presta!

Não é que aqueles (e passo a citar o capitão Haddock) flibusteiros... não acertam propositadamente a partida das camionetas com a chegada dos comboios, para que possamos ter um trajecto continuo casa trabalho e vice-versa.

Vejam bem, o comboio chega ao Estoril aos 9 minutos depois da hora, a CP costuma ser pontual... chega aos 9 minutos e 30 segundos ou muito raramente aos 10 minutos depois da hora.

As camionetas 406 e 418 saem exactamente aos 10 minutos depois da hora da paragem que está do outro lado da linha.

Para terem uma ideia, temos de sair do comboio na carruagem da frente, descer umas escadas, atravessar um túnel, subir umas escadas, e a paragem fica a uns bons 75 metros.

Para quem seja uma Vanessa Fernandes, faz esse percurso num minuto indo a correr.

Ora, para o cidadão comum, para a gente humilde, cujo desporto olímpico que faz todos os dias é trabalhar para colocar o pão na boca dos seus filhos (não é o meu caso que eu só como donuts e não tenho filhos), torna-se impossível apanhar a conexão dos autocarros, sendo que só tem outro passados 30 minutos.

Acresce que, já foi dito, e escrito a estes Flibusteiros, a estes energúmenos, que assim não dá para apanhar os autocarros.

Mas julgam que eles ligaram alguma coisa?

Meus caros estamos em Portugal.

Estes flibusteiros de mecha caída, não só não ligaram, como nos horários de verão (um dia faço um post sobre os horários de verão), ainda pioraram a situação, reduziram carreiras e mudaram horários.

Agora é que não apanhamos mesmo a camionete/autocarro.

Mas julgam o quê?

Eles lá nos seus botões devem dizer:

Estes tipos que tiraram o passe devem julgar-se com direitos a apanhar a carreira a horas não?

Nunca ouviram que quem paga adiantado é mal servido?

E depois como é que estes senhores justificam a falta de passageiros?

É que se andam a horas tem passageiros, e se tem passgeiros ficam sem argumentos para aumentarem os bilhetes e reduzirem as carreiras não rentáveis.

Não, não pode ser... andem a pé... comprem um carro, vão de táxi.

E seguiram à risca aquele provérbio de funcionário público "para que facilitar se podemos complicar?".

Das duas uma, ou esta gente não é humilde, esta gente que faz os horários e que só deve andar de carro e nunca andou de transportes públicos ou então só contratam sádicos para estes lugares.

Estou piurso, possesso, pior que a personagem do exorcista a vomitar verde e com os olhos esbugalhados.

Estão a trabalhar para gozar com quem trabalha... ou com quem vai para o emprego... whatever...

Uma pessoa já se esforça para ir trabalhar... e estes "gaidjos" ainda gozam connosco à força toda.
Somos mal pagos e gozados... não há pachorra... sinceramente não há pachorra para estes flibusteiros.

Com mil milhões de macacos... safa logo no primeiro dia após as férias... estrangeiro onde estás tu quero ir trabalhar para aí... sai um país civilizado para a mesa 5, s.f.f.

Sabem o que eles mereciam?

Que o provérbio Árabe se concretizasse neles... qual provérbio?

Este: "Que as pulgas de mil camelos infestem o meio das pernas da pessoa que arruinar o seu dia, e que os braços dessa pessoa sejam curtos demais pra se coçar..."


Gente Humilde (Vinícius, Chico Buarque e Garoto)


Tem certos dias em que eu penso em minha gente
E sinto assim todo meu peito a se apertar
Porque parece que acontece de repente
Como um desejo de eu viver sem me notar
Igual a como quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem vindo de trem de algum lugar
E aí de dá uma inveja dessa gente
Que vai em frente sem nem ter com quem contar
São casas simples com cadeiras na calçada
E na fachada escrito em cima que é um lar
Pela varanda flores tristes e baldias
Como a alegria que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza no meu peito
Feito um despeito de eu não ter como lutar
E eu que não creio peço a Deus por minha gente
É gente humilde, que vontade de chorar

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ?

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