As minhas cachadas no Geocaching

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quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Tiraram-me o 18

Tiraram-me o 18.

A CARRIS tirou-me o 18.

Não, não me tirou a maioridade, continuo a ser imputável e a ter direitos e deveres, tirou-me a MOBILIDADE.

Não, também não me partiu as pernas...

Tirou-me o 18.

Ok, acabou, finito zippo... acabou com o eléctrico 18 (faz a linha Ajuda -Praça do Comércio- é mais Campo das Cebolas, onde pára).

A CARRIS retirou o 18 de circulação no mês de Agosto, alegaram que havia pouco movimento....

Se o eléctrico tem pouco movimento os Guarda-freios que acelerem um pouco mais.

Aqui para nós que todos nos ouvem, tenho a impressão que os Guarda-Freios estão a fazer de propósito e andar mais devagar, principalmente na carreira 15 que tem os eléctricos rápidos...mas isso fica para outro post....

Estou possesso, furibundo ( mas isso foi desde que tomei consciência do país onde nasci), então que andamos nós todos aflitos e a remar para o mesmo lado, por causa das cotas do CO2, aparecem remadores a remarem ao contrário?

Estes senhores da CARRIS unilateralmente retiram o transporte público que mais contribui para que essas quotas não aumentem, isto há com cada uma....

Mas prezado leitor, eu acho que isto é um prelúdio, o princípio do fim, este ano retiram o eléctrico em Agosto porque alegam que não há movimento, amanhã porque é Natal... isto realmente com a CARRIS é um verdadeiro CARNAVAL.

Estou firmemente convencido que os manda chuva da CARRIS são donos de "Stands" de automóveis e de oficinas de mecânica, e então fazem gala de tornar a CARRIS numa empresa mais odiada que a TV CABO.

Quanto mais odiamos a CARRIS, mais gostamos de Stands de automóveis, é uma espécie de confronto Luke Skywalker contra o Darth Vader... estou mesmo a ver os tipos de capacete, voz profunda e aquele respirar pesado, a dizerem - Luke compra um automóvelll......

Temos de colocar a CARRIS na linha (hum não sei porque mas isto cheirou-me a pleonasmo, CARRIS linha... ok adelante), afinal ela existe para servir a cidade e não para que alguns iluminados que lá trabalham se servirem.

Questiono-me se alguns desses ideólogos alguma vez andou de transportes públicos ( sem contar com o avião claro).

E se os puséssemos de castigo? Sei lá deixa cá ver, assim tipo serem obrigados durante um mês terem de ir trabalhar para a "sua" CARRIS de transportes públicos ... e a cereja em cima do bolo era eles serem obrigados a picar o ponto e a horas ( que isto não há cá filhos e enteados) e a cobertura de chantily eram terem de entrar ás 6 da manhã e sair depois das 21.30.

Não lhes dava mais que 5 dias para que a CARRIS ficasse com os transportes mais fluídos e a horas e de certeza que não acabariam às 21.30.

Ah, era uma alegria !

E depois bati com a mão na mesa de cabeceira e acordei

E vi que o 18 em Agosto não o temos ... olhem vou a pé.

Carlos do Carmo : O amarelo da Carris
Música: José Luís Tinoco Letra: Ary dos Santos

O amarelo da Carris
vai da Alfama à Mouraria,
quem diria.
Vai da Baixa ao Bairro Alto,
trepa à Graça em sobressalto,
sem saber geografia.

O amarelo da Carris
já teve um avô outrora,
que era o xora???.
Teve um pai americano,
foi inglês por muito ano,
só é português agora.

Entram magalas,
costureiras;
descem senhoras petulantes.
Entre a verdade,
os peliscos e as peneiras,
fica tudo como dantes.

Quero um de quinze p'ra a Pampulha.
Já é mais caro este transporte.
E qualquer dia,mudo a agulha
porque a vida
está pela hora da morte.

O amarelo da Carris
tem misérias à socapa
que ele tapa.
Tinha bancos de palhinha,
hoje tem cabelos brancos,
e os bancos são de napa.

No amarelo da Carris
já não há "pode seguir"
para se ouvir.
Hoje o pó que o faz andar
é o pó (???)
com que ele se foi cobrir.
Quando um rapaz empurra um velho,
ou se machuca uma criança,
então a gente vê ao espelho o atropelo
e a ganância que nos cansa.

E quando a malta fica à espera,
é que percebe como é:
passa à pendura
um pendura que não paga
e não quer andar a pé.

Entram magalas, costureiras;
descem senhoras petulantes.
Entre a verdade,
os peliscos e as peneiras,
fica tudo como dantes.

Quero um de quinze p'ra a Pampulha.
Já é mais caro este transporte.
E qualquer dia,
mudo a agulha porque a vida
está pela hora da morte.


Ele há cargas fantásticas, não há?

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