As minhas cachadas no Geocaching

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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Os Cagões

Este é o BLOGUE DO DIA, hoje destacado por este vosso servidor que está um pouco acima do posto de soldado raso. O que a Brigada se diverte nas horas de lazer com este blogue, chega até mandar sms com as piadas dele para os amigos. Haja quem consiga fazer humor com o dia a dia aqui do burgo. Podia passar aqui o resto do post a escrever loas sobre este blogue, mas o melhor é irem lá dar uma saltada em : http://irmaolucia.blogspot.com/- Basta clicarem em cima do link para lá irem ter, e tenho a certeza que vão visitá-lo com frequência
O POST DE HOJE
Caros Bloguistas Militantes,
Este nosso pequeno burgo, é cheio de contradições, se por um lado bradamos aos 4 ventos, que pertencemos ao primeiro mundo, as nossas atitudes demonstram o contrário.
Mas somos teimosos, não aceitamos as evidências da vida real, como diria Sérgio Godinho,
“Na vida real as aparências estão do outro lado do espelho, na vida real não me assemelho, à simulação das evidências”.
As nossas atitudes ainda estão ao nível terceiro mundista, e são das mais incríveis, por exemplo, o automóvel é uma delas.
Com a aquisição de um automóvel, contraímos também um empréstimo bancário para um bem, que logo à saída do stand perde em média 20% do que custou, ou seja 20% do nosso empréstimo se esfuma logo ali.
E por ano vai desvalorizando uma percentagem não uniforme dependendo do veículo, não está nada mal, é uma escolha acertada para uma classe média que adora perder dinheiro, para depois poder queixar-se que o não tem e que não sabe como o gastou, mas aqui não pode fazer como no futebol e culpar os árbitros... por isso culpa o euro ou o governo.
Na Suiça, na Dinamarca e na Holanda, países do primeiro mundo, a bicicleta é um veículo essencial, por outro lado está já no terceiro estádio de usufruto esse objecto sujeito a registo.
Lá, o automóvel serve essencialmente para o fim de semana, de resto andam a pé, de bicicleta ou de transportes públicos o mais possível, e imagine-se tem mais dinheiro que nós.
Mas cá não. Cá, quando possuímos um desses veículos, passamos devagarinho pelos transeuntes, todos cagões para estes nos admirarem e se estiver todo artilhado com tunning tanto melhor , mais nas vistas dá.
Colocamos no máximo volume, para mostrarmos a potencia do som instalado , nem que seja a ouvir o último exito de um qualquer fado contando as desgraças alheias.
Ao ouvirmos aquilo, puxa-nos logo para o sentimento, apetece-nos logo, comer um caldo verde e beber uma ginginha no Rossio, mas infelizmente não podemos, "A GINGINHA DO ROSSIO" foi fechada pela ASAE.
Tal como os animais marcam território, nós marcamos o território com aquele som a passar devagarinho.
E passamos devagar para verem que temos um automóvel, nem que seja um xarrabeco de 1000 de cilindrada. E tu? Tu qye vais pelo passeio, tu andas a pé. Pelintra, quem tem o carro sou eu, curte aí o meu som, porque com este carro "I am the king of the world", e tu tens de o saber.
Claro que pagamos esta realeza em suaves prestações mensais ao banco, mas isso não interessa nada.
Ah! E se tu, por acaso, numa interessante conversa dizes que não tens carro.
A pergunta fatal vem logo de seguida. Mas não tens carta?
Se dizes que sim , que tens carta, e que por tua opcção não queres ter carro.
Repetem a pergunta para confirmar. Mas não tens MESMO carro, estás a brincar, certo?
E tu, acenas a dizer, que não, não tens carro.
Automaticamente, as pessoas com quem conversavam, confirmam o a frase do filme "arma mortifera" ... "Make like a tree and get the fuck out of here"... e se for uma gaija boa a fazer isso, nós ficamos a pensar se não deveriamos fazer uma visita ao stand, já amanhã... Para adquirir esta importante peça de engate, pois não interessa o que tu és, mas o que tu tens.
Portugal já conseguiu passar do estádio do primeiro nível automóvel para o estádio segundo nível automóvel, mas teimamos a não querer evoluir para o terceiro nível.
Somos uns cagões. Latinos e cagões. E não há papel higiénico que chegue para todos nós e para toda esta cagança nacional.
Mas o que podemos fazer... está-nos no sangue.
O Calhambeque - Roberto Carlos
"Essa é umas das muitas histórias
Que acontecem comigo
Primeiro foi Suzy
Quando eu tinha lambreta
Depois comprei um carro
Parei na contra-mão
Tudo isso sem contar
O tremendo tapa que eu levei
Com a história
Do Splish Splash
Mas essa história
Também é interessante
Mandei meu Cadillac
Pr'o mecânico outro dia
Pois há muito tempo
Um conserto ele pedia
E como vou viver
Sem um carango prá correr
Meu Cadillac, bi-bi
Quero consertar meu Cadillac
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
Com muita paciência
O rapaz me ofereceu
Um carro todo velho
Que por lá apareceu
Enquanto o Cadillac
Consertava eu usava
O Calhambeque, bi-bi
Quero buzinar o Calhambeque
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
Saí da oficina
Um pouquinho desolado
Confesso que estava
Até um pouco envergonhado
Olhando para o lado
Com a cara de malvado
O Calhambeque, bi-bi
Buzinei assim o Calhambeque
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
E logo uma garota
Fez sinal para eu parar
E no meu Calhambeque
Fez questão de passear
Não sei o que pensei
Mas eu não acreditei
Que o Calhambeque, bi-bi
O broto quis andar
No Calhambeque
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
E muitos outros brotos
Que encontrei pelo caminho
Falavam:
Que estouro Que beleza de carrinho
E fui me acostumando
E do carango fui gostando
E o Calhambeque, bi-bi
Quero conservar o Calhambeque
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
Mas o Cadillac
Finalmente ficou pronto
Lavado, consertado
Bem pintado, um encanto
Mas o meu coração
Na hora exata de trocar
Aha! Aha! Aha! Aha! Aha!
O Calhambeque, bi-bi
Meu coração ficou com
O Calhambeque
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
Bem! Vocês me desculpem
Mas agora eu vou-me embora
Existem mil garotas
Querendo passear comigo
Mas é por causa
Desse Calhambeque,Sabe!
Bye! Eh! Bye! Bye!
Arrãããããããããmmmm!
"Ele há cargas fantásticas não há? Mas desde que existe a cavalaria mecanizada, as cargas já não são o que eram"

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Já chegou a Liberdade?

Caros Bloguistas Militantes

Este é o BLOGUE DO DIA, seleccionado aqui pelo vosso cabo da brigada.
Sabeis vós que a nossa Brigada também se indigna, também luta por ideais, e se é preciso combater por esse mundo fora, por esse universo dentro, a injustiça, o medo, a ignomínia e outros males, é para isso que uma brigada serve, foi para isso que a nossa Brigada se preparou.
O autor do Blogue selecionado para hoje que se chama "Fio de Prumo", é o Sr. Professor e Coronel, Luís Alves de Fraga, foi alvo de um processo disciplinar, pela Força Aérea, por ter dito umas verdades inconvenientes, o meu post que se segue é acerca do sucedido, entretanto antes ou depois da leitura poderão consultar o artigo da polémica, indo ver no dia 12/2/2008 em http://luisalvesdefraga.blogs.sapo.pt/ - Basta clicarem em cima do link para lá irem ter
O POST DE HOJE
A revolução de 25/4, que tecnicamente deveria ser chamada de golpe militar, veio para defender a Liberdade e a mudança para um regime democrático, tem, infelizmente, os seus dias contados.
Mas penso que era inevitável, todas as revoluções/golpes militares veem para mudar um pouco as coisas para que depois tudo fique na mesma.
Atentemos bem a todos os golpes militares da história recente, são muito poucos os que dão o salto para regimes democráticos.
Os golpes militares dos anos 70 resultaram todos em regimes piores que os anteriores, o nosso golpe levou um pouco mais de anos até o sistema político se ajeitar à coisa.
Por isso cada vez estou mais céptico, e se esta revolução com o seu passado não me ajuda a consubstanciar esta minha opinião, o tempo que foi passando confirma este designío das revoluções ou golpes militares.
A maioria dos militares resvala para o autoritarismo, e tem resistência à mudança, é assim a filosofia castrense, piramidal, certinha e ordenada, não há cá lugares para devaneios democráticos.
Honrosas excepções porém surgem, e contamos entre grandes democratas alguns militares, que recordamos com saudade.
A história que nos venderam com o 25 de Abril e falo do 25 de Abril como golpe militar, foi a de que os militares defenderam o povo para "tirar a rolha que nos tapava a garganta", agora já podem falar á vontade disseram-nos eles na altura.
E isso foi verdade até os militares bem intencionados passarem a revolução para os políticos mal preparados, então estes últimos substituíram a rolha da garganta por cimento, só por causa das dúvidas.
Poder-se-ia, como o já fiz muitas vezes, questionar as "boas" intenções dos militares, quanto á nobreza e verdadeiras intenções da revolução, mas, e há sempre um mas, já este post estava na revisão, e eis que sem saberem dois desses militares de Abril, fizeram-me crer por palavras e actos que as intenções, que as suas intenções eram puras e verdadeiras, e que verdadeiramente o sistema foi outra vez corrompido pelos nossos políticos.
Mostra mais uma vez que colectivamente não aprendemos com os erros.
Sim, caros bloguistas militantes, os militares, esses mesmos, e não outros que posteriormente vieram, esses mesmos militares ainda lutam pelo ideal que quiseram implantar na sociedade portuguesa.
Soubessem eles, e nunca teriam passado assim o poder do golpe/revolução para os politicos, pelo menos não desta forma, mas estávamos em plena guerra fria, quem iría advinhar?
E se alguém previu isto, calou-se bem calado ou não lhe demos ouvidos.
Estão mais velhos, os militares, alguns doentes, outros já morreram, mas os que ainda estão vivos apesar de tudo não estão parados, e quando assim é a esperança não morre.
E não estão sós, há uma míriade de pessoas, de cidadãos que com eles estão.
Ainda não o sabem, ainda não se aperceberam que são muitos, porque este tipo de coisas, este tipo de opiniões são aquelas que não interessa saber/divulgar nos meios de comunicação social.
Mas quando eles souberem, quando virem que teem força e novamente se juntarem...
Na nossa revolução a bota não bateu com a perdigota, ou seja a acção não teve consequência, tirando as imediatas.
Tivemos democracia, sim tivemos, tivemos descolonização, mal feita sem dúvidda mas tivemos, e falta um terceiro D cumprir-se que nunca sei qual é o seu significado, mas não admira ele também não foi cumprido... ou seja, mais uma vez cumpre-se o dito, é preciso mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma.
Somos uma república, mais ainda, somos uma república democrática, e isso significa que todos temos ou deveríamos ter igualdade de oportunidades, que todos deveríamos ser iguais perante a lei, barões, caciques e outros manipuladores, são parte do regime monárquico não de um regime republicano democrático.
Se somos uma republica democrática disfarçamos muito mal pois comportamo-nos como uma monárquica sem rei, e onde não há chefe cada cabeça cada sentença.
E é só ver, ele é no futebol, ele é na politica, ele é na política misturada com o futebol, ele é nos meios judiciais, ele é nos meios militares.
A democracia republicana não chegou a todo lado, só chegou ao povo, mas esse sempre tudo chega... nos outros lados a democracia não chegou...
Os que no antigo regime mandavam, agora mandam na mesma mas com roupagens diferentes, com roupagens disfarçadas de democratas.
E porque é que julgam que coloco este post hoje?
Para mim um clima de medo e desconfiança, já retomou as rédeas do poder, a ditadura económica há muito que já manda, a eleições que mudam sempre para os mesmos também já cá mora, administradores públicos que são premiados pelo seu mau desempenho saltitando de conselho de administração para conselho de adminitração também já faz parte.
Cidadãos alienados, que só se preocupam como bem estar material, também já consta da lista, corrupção para todos os gostos e ao alcance de todas as carteiras sempre tivemos e cada vez mais.
Salários baixos e exploração alta...palavras para quê?
Temos os ingredientes todos parao totalitarismo, até o encapotamento do mesmo, como nós nos pudemos iludir que vivemos numa repúlica democrática, como é que nós não reparámos que onde estamos a viver é uma república das bananas e de bananas?
Tombaram muitos antes da revolução mas parece que ainda não foi derramado sangue suficiente.
Isto tudo vem á guiza, porque uma pessoa que muito prezo e me ensinou no mestrado, um simples e humilde professor, disponível para atender e tirar dúvidas aos alunos, como todos os professores deveriam estar, transmite o conhecimento de forma simples directa e coloca os alunos a pensar como todos os professores o deveriam fazer, também é militar.
E que tem isso de extraordinário perguntais vós Caros Bloguistas Militantes?
Este professor, que também é Coronel na reserva da FAP, é um democrata e chama os bois pelos nomes, aplica o seu conhecimento ao serviço da sociedade, conseguiu a singularidade de aliar as duas profissões acrescendo a isso a sua condição de historiador estudioso (gostei da semântica destas duas palavras juntas, historiador estudioso), está atentamente critico a realidade mundial e em particular à portuguesa...
Alguém disse, que o preço da liberdade é a eterna vigilância, pois ele é um dos que está atento.
E essa atenção, valeu-lhe agora particularmente um amargo de boca, que é intolerável, e não pode passar impune.
Considero o professor Luís Fraga , um "primus inter pares", por isso não posso deixar passar em claro a "canalhice" que os seus oficiais superiores lhe fizeram ao promoverem-lhe um processo disciplinar, a um oficial já na reserva, simplesmente por ter emitido uma opinião.
Delitos de opinião em democracia?
Delitos de opinião por parte do meio castrense, por parte da instituição que promoveu o 25 de Abril e que nos disse apaixonadamente fizemos isto para "tirar a rolha que nos tapava a garganta".
Esperem, digam lá outra vez, um delito de opinião disfarçado de processo disciplinar.
É que o Sr Professor/Coronel apenas afirmou no seu blogue, que as chefias militares não resolvem ou não querem resolver os problemas constantes e permanentes dos hospitais militares.
O sr Coronel/Professor só disse "o rei vai ".. ah mas esperem ... como afinal não somos uma republica democrática mas sim uma monarquia sem rei nem roque, dizer que sua alteza mostra publicamente as partes pudibundas, é um crime de lesa-majestade, e com isso apanhamos com um processo disciplinar em cima... sim deve ser isso... só pode ser isso.
A verdade nua e crua, e passado tantos anos, condicionam um militar de Abril, um símbolo para todos nós, que vestiram a capa de super -heróis quando já todos julgavam a esperança perdida, quando muitos se recusaram a fazê-lo, salvaram o povo da ditadura, que não nos deixava falar e nos oprimia e nos prendia por delito de opinião ...
Então não é que essa mesma instituição, que agora tem Generais de secretária, que só chegaram ao posto que teem, pelas razões atrás aduzidas, resolvem o problema das críticas legítimas, a todo e qualquer cidadão, com um processo de intenções?
Parece que a instituição primeira que nos disse LIBERDADE, é a primeira a tirarem-n2a
"Entre os "velhos Capitães de Abril", e os generais de hoje há um abismo muito grande.
CBM O QUE ME PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS MAUS , MAS O SILÊNCIO DOS BONS
E É UM BOM QUE ELES QUEREM CALAR E NÓS COMO BONS QUE SOMOS NÃO O PODEMOS PERMITIR.

VAMPIROS- JOSÉ AFONSO
No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas

São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? MAS A BRIGADA RECUSA-SE A BATALHAR COM GENERAIS DESTES... É QUE A NOSSA GUERRA É OUTRA.