As minhas cachadas no Geocaching

Profile for jpngi

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A Sexta-Feira Santa

Hoje destaco o blogue delito de opinião... que neste seu post.. vem mesmo a calhar debruça-se sobre o PSD. Se de um lado existem coisas boas, como é o caso da Câmara de Mafra ... por outro afiam-se as facas... O blogue é divertido e atento ao que se passa cá pelo burgo.
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/ já sabem é só clicar em cima
Caros Bloguistas Militantes
Saiu há dias num jornal que eu não sei precisar qual é, que a segunda-feira é o dia menos produtivo para se trabalhar...
Se calhar até é.
Serve isto de guiza de introdução a outro artigo que eu li e que achei bem interessante, que foi o que o Sr. Ministro dos Santos Presidente Da Câmara Municipal de Mafra, instituiu
A 6ª Feira Santa.
Eu explico:
A Câmara Municipal de Mafra conforme diz no seu site " Os serviços de atendimento funcionam nos dias úteis, de 2.ª a 5.ª feira, das 9h00-17h00 (encerramento à 6.ª feira)".

O Presidente da Câmara Ministro dos Santos sustenta este encerramento às Sextas-feiras com o seguinte:
  1. Os trabalhadores tem mais tempo para si próprios;
  2. Horário mais alargado para os munícipes, já que fica aberto das 9 às 17 horas sem interrupções;
  3. Os funcionários casados e com filhos na escola, tem mais tempo para as famílias, e isso trás como é óbvio inúmeras vantagens:
  • Andam mais felizes
  • Alegria no trabalho
  • evitam de perder tempo em ir às compras ao sábado;
  • Os afazeres domésticos são realizados na sexta-feira;
Não perdem assim os funcionários da Câmara Municipal de Mafra, os dias de fim de semana para tratar da roupa, da casa , das crianças, e ficando a restar quase sempre o Domingo à tarde para a família, o que como todos sabemos sabe a muito pouco.
Agora tem esse dia extra que é a sexta-feira para tratar desses afazeres todos, tem assim mais tempo para eles próprios.
Ao contrário do que possam pensar, este é um excelente contributo para o florescimento da economia; porque a C.M.Mafra está fechada à sexta-feira, mas o resto contínua tudo a funcionar, e a economia floresceu, pois os funcionários tiveram tempo para se inscreverem em ginásios, na piscina, vão ao cabeleireiro, te mais tempo para as compras.
Já não inventam desculpas a meio da tarde para saírem porque tem algo para fazer, esse algo é transferido para a sexta-feira, a produtividade na C.M.Mafra também aumentou.
Mas este não é o único caso no nosso país que "descarta" a sexta-feira como dia de trabalho, a Renault, B.M.W. e parte da Auto-Europa já dão a sexta-feira à tarde para os seus funcionários.
Curioso foi saber que na B.M.W. aparece uma mensagem no PC a dizer "O que é que está aqui a fazer? Vá para casa."
Estas empresas, públicas e privadas, sustentam que os funcionários ficam com:
  • mais tempo para si;
  • mais concentração no trabalho
  • mais produtividade;

Ou seja as empresas abdicando de um dia ficam com mais lucro; o Presidente da Câmara Ministro dos Santos, que é do PSD e está na Câmara de s 1985, sustenta a sua medida indo ainda mais longe com esta argumentação, com estas medidas tomadas conseguiu:

  • Menos 8 toneladas de produção de CO2, isto é o que se poupa num dia de não trabalho; são luzes que não se acendem , os aparelhos de ar condicionado que não trabalham; uma contribuição positiva para Kioto e para o planeta, uma pegada ecológica mais positiva;
  • menos 4 a 5 mil euros que poupa em limpeza, segurança, menos condutores na rua pois os carros estão parados são cerca de 50;
  • Mais tempo para a família, isso implica menos contributo para a destruturação da mesma, pois existe oportunidade de maior convívio;
  • mais tempo dos pais para os filhos
Os serviços da C.M.Mafra apesar de estarem abertos das 9 às 17 horas ao público, internamente os funcionários entram às 08.45 horas e saem às 18.30 horas, tem menos tempo de almoço, e foi assim que o Presidente da C.M.Mafra conseguiu as sextas-feiras para os seus funcionários.
Depois o Presidente avança com outra teoria interessante; diz que quase todos os funcionários almoçam fora, e almoçando fora gastam em média 5 euros por dia no almoço, acresce a isto a deslocação de casa para o trabalho e vice-versa, assim não trabalhando à sexta feira, podem poupar até uma quantia mensal significativa entre os 180 até 500 euros.
Esta medida reduz o absentismo, que é o caso do exemplo dado na Auto-Europa, que fez a modulação tempo/trabalho/trabalhador.
Depois as idas às finanças, ao médico, tratar da escola dos filhos, etc... passa tudo para sexta-feira.
Claro que com medidas tão positivas, tinha de haver gente contra, e quem são eles?
Claro... os dois grandes aliados e ao mesmo tempo os dois grandes inimigos, que não deixam avançar Portugal,OS SINDICATOS da CGTP e o Patrão dos Patrões O Sr. Van Zeller, quem mais poderia ser.
Se existem em Portugal organizações que não evoluiram e não deixam evoluir, estas parecem ser duas delas.
Como sabemos existem alguns sindicatos, que defendem a política de um certo partido que eu não vou dizer quem é, mas que todos sabem que é o PCP, que defende a política do quanto pior, melhor.
Os sindicatos comunas, estão contra porque foram medidas tomadas a favor dos trabalhadores (trabalhadores esses que são a grande paixão dos sindicatos), mas os comunas do STAL (Sindicato das autarquias locais da CGTP) estão contra por uma simples razão, PERDEM BASE DE APOIO.
O sindicalista de serviço do STAL, Fernando Brás,que deu uma entrevista ao jornal, que disse "por princípio somos contra", a pergunta impõem-se; estes meninos alguma vez foram a favor de alguma coisa, a não ser das propostas deles?
Eles alegam que o método usado e dão como exemplo o novo horário, não foi ouvida a estrutura dos trabalhadores, para libertarem a sexta-feira e sobcarregam os outros dias...
Mas nós sabemos que os sindicatos vermelhos são sempre do contra, e são sempre contra as inovações, não estão preparados, estão equilozados, não se adaptam aos novos tempos, nem à democracia.
Saiu uma lei (que eu apoio), que pretende defender a Democracia, deixando a outros espaço para se candidatarem, assim os autarcas não devem estar mais de 3 mandatos seguidos no poder.
Só que essa lei deveria ser estendida para os partidos, para os sindicatos, para outros órgãos eleitos, a democracia não é só feita nas autarquias mas em todo o lado.
Acho piada que os sindicatos fartam-se de dizer mal do DR. Oliveira Salazar, mas existem dirigentes sindicais e não só, que estão à tanto ou mais tempo que o Dr. O.Salazar esteve no poder, e os métodos de eleição internos são iguais ou menos democráticos que o "Ditador" utilizou. Quanto ao patrão dos patrões, o Sr. Van Zeller, tal como o Sr. Alberto João, já nos habitou a comentários que nos deixam os cabelos em pé de tão retrogarados e parados no tempo que são, este senhor deve apreciar o trabalho escravo,porque a ele lhe dá lucro sem ter de investir, ele disse "o que é de se esperar de um Serviço Público, é que funcionassem também ao Sábado e não que deixe de abrir à sexta-feria."... faltou acrescentar ... os meus escravos...perdão trabalhadores... folgam a partir de sábado à tarde.. e já é muito...cambada de calões...
E notem eu disse Patrão dos Patrões e não o Líder dos empresários... não confundamos Patronato com empresários, não confundamos a beira da estrada com a estrada da beira.
Os empresários esses sim contribuem para um Portugal melhor...
Por isso acho bem que o Presidente Ministro dos Santos, que foi novamente eleito e com larga maioria absoluta, contorne este diálogo surdo com estes, e sublinho estes, sindicatos e patrões.
O Presidente Ministro dos Santos, tem pelo seu lado os Sociólogos que dizem que "Menos dias de trabalho, implica trabalhadores mais felizes".
Para concluir, com estas medidas, o Presidente da C.M.Mafra, diz "Munícipes ganham mais 2 horas de atendimento por dia e tenho os funcionários mais felizes."
E os funcionários aproveitam este Fim de Semana prolongado, e tal como pássaros voam para o sul...
Mais municípios deveriam pensar nesta medida, alguns fecharem à segunda e outros à sexta.
Tenho de falar nisto ao meu patrão...ah pois tenho.

Pássaros do Sul - Mafalda Veiga

o bando debandou
subindo do arvoredo
do vácuo que ficou
no fim do seu degredo
as asas abrem chagas
no acinzar do entardecer
e amansam a agonia
do dia a escurecer

ensombram a ribeira
e o verde da seara
e passam pela eira
em que o sol se pousara
nas gotas do orvalho
luarento e vacilante
refrescam o cansaço
e dormem um instante

pássaros do sul
bando de asas soltas
trazem melodias
p'ra cantar às moças
em noites de romaria
em noites de romaria

no adejo da alvorada
oscila a minha mágoa
o céu à desgarrada
irrompe azul na água
e a passarada acorda
no sonhar de um camponês
e entrega-se no sul
do frio que à noite fez

é tempo da partida
e a côr no horizonte
adensa a despedida
e o borbotar da fonte
as asas abrem chagas
na poeira o sol acalma
num agitar inquieto
que me refresca a alma

pássaros do sul
bando de asas soltas
trazem melodias
p'ra cantar às moças
em noites de romaria
em noites de romaria

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA A PARTIR DE AGORA TAMBÉM VAI ADOPTAR ESTA MEDIDA DO FIM DE SEMANA PROLONGADO E QUEM SABE RUMAR PARA O SUL,PARA O NORTE..PARA QUALQUER LADO.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Movimento Pró- Siesta

Hoje Destaco o blogue "Pé de meia...." que nos diz:
A vida é demasiadamente séria, para ser levada a sério...; vale a pena visitar vão gostar da mensagem que tem para transmitir todos os dias, já sabem basta clicar em
http://pedemeias.blogspot.com/

Caros Bloguistas Militantes
Hoje recupero um post que já publiquei há algum tempo.
As ideias são para se irem difundindo... são como a utopia, um dia deixam de o ser e passam à prática.
Adoro dormir, para mim não há nada como um sono descansado.
Mas num dia de trabalho, muitos de vós sabeis que nos dá aquela calanzeira...
Principalmente depois de almoço.
Por isso uma sesta vinha mesmo a calhar, e o engraçado é que está provado cientificamente, que essa pausa para descanso a meio da tarde, revitaliza e aumenta a produtividade.
Nisso eu admiro os espanhóis.
A Espanha tem a sua “Siesta”, e, a Hungria levou ao seu Parlamento, uma lei para instituir "finalmente" uma lei de jeito... a "lei da Sesta"
Esperem eu não quis dizer que a Hungria tem más leis.
Não! Nada disso.
O que eu quero dizer é: a Hungria vai (esperemos) aprovar uma lei que a todos nos agrada, e que a todos faz falta, pena é só ser para os HÚNGAROS.
O segundo país da União Europeia a aprovar a "Sesta" (em Espanha não tem a lei da "Sesta" escrita,mas... está instituída), pode ser que seja o começo do cair das peças de um Dominó que há muito todos esperam.... A SESTA...para a Europa inteira. Estou mesmo a visualizar o slogan promocional.
"A saúde é a primeira, faça a Sesta a tarde inteira"
Como eu iria gostar...
Portugal que é um país com um clima "encalorado" uma grande parte do ano, é um país mediterrânico, bem podia instituir uma lei da Sesta.
A "Siesta" é reconhecida em todo o lado, até na mais insuspeita "arte" ela está retratada, os pintores famosos pintaram a "Siesta".
E se a pintaram é porque viram nela algo grande, algo que deve ser considerado, algo que deve ser imortalizado numa tela.

Sim, sabemos o que a Sesta faz falta depois do almoço, depois daqueles almoços que nós gostamos de ingerir, e que não cabe nem mais um dedo , nem alho nem nada ;-) .

Não estou a falar dos McDonalds e companhias e das suas calorias de rápido desgaste.
Estou a falar dos bons pratos da culinária Portuguesa:
  • Bacalhau com natas, regado com um vinho Branco fresquinho à maneira,

  • Uma boa feijoada com tudo a que temos direito,

  • Um bom bifinho com ovo a cavalo, é verdade que o bife já não tem o sabor de há 20 anos atrás, mas é sempre bom;

  • Um Arroz de frango,

  • Um bom peixe assado,

  • Uns choquinhos sem tinta (não gosto de ficar com os dentes parecendo que os andei a engraxar)...

enfim das tantas coisas boas que temos na nossa culinária, e que eu não referi.
Temos uma culinária que os estrangeiros quando cá vêem deliciam-se.
Viva a culinária Nacional, que só cai bem com uma Sesta fenomenal.
Caros Bloguistas Militantes

Nunca ficaram com a sensação que não cabia mais nada e se ingerissem estragavam a refeição?
Sim, almoços como esses, que precisam de ser bem digeridos, sem stress, na boa e na calma ....que a nossa comida é boa e a bebida ainda é melhor.
Além de estar provado cientificamente que após a Sesta... vem sempre um Sábado... não era isso que queria dizer ....


Após a Sesta a produção no trabalho sobe, existe mais alegria no trabalho... então após uma feijoada até temos direito a efeitos especiais e tudo... mas faz parte.
Quem diz Sesta, diz descanso depois do almoço ou seja não empregar logo as energias a trabalhar.
Por exemplo aproveitar para ir ás compras, desenvolver o comércio nacional, tudo menos trabalhar.
Isto porque como disse está cientificamente provado que depois de um descanso pós almoço, o trabalho é mais produtivo.
É a velha táctica, de dar um passo atrás para depois dar dois para a frente.
Sim, está provado cientificamente, vejam a imagem seguinte que vos diz como fazer a melhor siesta.
Todo o reino animal faz a "siesta". Não gasta energias inutilmente depois de as ter reposto no seu organismo.
Depois de comer os animais, deitam-se e descansam... e quão deleitados es~tão eles ali deitados.

Sim, grande lei a da Hungria, sim "Viva a Espanha."
E eu que o diga, que depois de almoço já adormeci á frente do PC, até já dei cabeçadas involuntárias no ecrã... principalmente em dias de calor... que nos deixam moles, tão moles que invejamos os animais que se sabem precaver...
Se os animais e os os espanhóis fazem a Siesta... e se os espanhóis fazem eu também quero fazer, não quero ser menos que os Húngaros.

Para quem me conhece sabe que isto de adormecer á frente do monitor do Pc não se passa só depois de almoço............ ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ....
Mas eu sou eu , sou uma excepção.
Viva a Siesta, viva o Sábado e o Domingo....


Vai Trabalhar Vagabundo - Chico Buarque
Vai trabalhar, vagabundo
Vai trabalhar, criatura
Deus permite a todo mundo
Uma loucura
Passa o domingo em família
Segunda-feira beleza
Embarca com alegria
Na correnteza
Prepara o teu documento
Carimba o teu coração
Não perde nem um momento
Perde a razão
Pode esquecer a mulata
Pode esquecer o bilhar
Pode apertar a gravata
Vai te enforcar
Vai te entregar
Vai te estragar
Vai trabalhar
Vê se não dorme no ponto
Reúne as economias
Perde os três contos no conto
Da loteria
Passa o domingo no mangue
Segunda-feira vazia
Ganha no banco de sangue pra mais um dia
Cuidado com o viaduto
Cuidado com o avião
Não perde mais um minuto
Perde a questão
Tenta pensar no futuro
No escuro tenta pensar
Vai renovar teu seguro
Vai caducar
Vai te entregar
Vai te estragar
Vai trabalhar
Passa o domingo sozinho
Segunda-feira a desgraça
Sem pai nem mãe, sem vizinho
Em plena praça
Vai terminar moribundo
Com um pouco de paciência
No fim da fila do fundo
Da previdência
Parte tranquilo, ó irmão
Descansa na paz de Deus
Deixaste casa e pensão
Só para os teus
A criançada chorando
Tua mulher vai suar
Pra botar outro malandro
No teu lugar
Vai te entregar
Vai te estragar
Vai te enforcar
Vai caducar
Vai trabalhar
Vai trabalhar
Vai trabalhar
Ele há cargas fantásticas não há? A Brigada depois de almoço não ataca, fica a fazer a SIESTA.

sábado, 17 de outubro de 2009

Denny Crane - Post 2 -O voto dos menores... e o voto dos desinformados e dos que não querem saber...

Hoje destaco o blogue "protestográfico", um blogue também interventivo que vale a pena passar por lá. http://protestografico.wordpress.com/
Nota prévia

Num post publicado em AGOSTO deste ano, abordei a capacidade eleitoral passiva e activa, defendi que a idade mínima para ser um eleitor activo, ou seja a capacidade para nós votarmos noutros candidatos deverá ser de 18 anos.
O post que eu escrevi foi essencialmente sobre a capacidade eleitoral passiva, ou seja a capacidade que nós temos de nos propormos a uma eleição e sermos eleitos, e aí especifiquei que deveriam existir vários escalões nas candidaturas a diferentes órgãos.
Mantenho tudo o que eu escrevi, quanto à capacidade eleitoral passiva.
No entanto abordei ao de leve a capacidade eleitoral activa, dizendo que concordava com a lei vigente.
Mas como não tinha abordado profundamente a questão do ponto de vista activo como o fiz do passivo.

Por esta razão deixo aqui uma abordagem ao assunto, com argumentos de ambos os lados, tendo-me inspirado na série Boston Legal... que brilhantemente quando apresenta os casos da contenda vê as perspectivas de todos os lados.
Já tinha referido no post anterior que os Advogados da Crane, Poole & Schmidt defendem causas que afectam a sociedade, e lá fui beber alguns temas que aqui e agora abordo.
Caros Bloguistas Militantes
O tema de hoje é o voto dos menores... e o voto dos desinformados e dos que não querem saber… A lei limita a capacidade eleitoral na idade a partir dos 18 anos, e isso leva-me a colocar uma questão...
Será que a restrição ao voto deverá ser só etária?
É que a restrição etária, é uma restrição….
Uma restrição como outra qualquer.
Se estivermos atentos conseguimos vislumbrar cidadãos de 17 anos que conhecem melhor de política interna ou externa que pessoas de 41 anos.
Todos sabemos que o voto é uma arma, e como tal as armas devem ser entregues às pessoas de responsabilidade, porque uma arma mal manuseada causa muitos estragos.
Reconheço que os jovens são dos cidadãos que mais se preocupam com o ambiente e com o futuro do país e do mundo.
Eles podem estar, como muitos de nós estamos preocupados com a dívida nacional, com o PIB, com o futuro do Serviço Nacional de Saúde e a sua continuidade, mas será isso argumento suficiente forte para mim para permitir que os menores de 18 anos devam ter vez e voz nas eleições?
É uma questão a ponderar, penso no entanto que no caso de alguns referendos, os jovens já deveriam poder votar.
Quem tem seguido o meu blogue sabe que eu defendo a consulta frequente aos cidadãos por referendo.

Os jovens a partir dos 16 anos poderiam em algumas matérias serem chamados a pronunciar-se. Todos sabemos que eles estão sujeitos á demagogia dos políticos, mas parece que a vacina contra esse tipo de campanha não existe e essa doença atravessa todas as idades.
Mas na nossa sociedade tem de existir uma cultura de responsabilidade.
Os direitos conquistam, isso é uma verdade, mas os deveres também estão lá e são para serem cumpridos.
O facto de um cidadão ser imputável pelas suas acções aos 16 anos, não é condição sine qua non para já poder decidir sobre quem governa o Estado.
A maturidade conta muito, a ponderação e a capacidade de discernimento também, não quer dizer que não existam indivíduos aos 16 anos que possuam estas qualidades, mas o facto de haver 1 em 100 ou 1 em 1000, não é suficiente para estender universalmente a condição de eleitor activo.
Será que esta minha argumentação é válida?
Tenho dúvidas, e por ter dúvidas lanço a discussão.
Não deixa de ser verdade que temos nesta Democracia, quem possa votar e não o faça e existe quem o queira fazer esteja impedido de votar.
Para ser consequente com o que eu defendo ou seja ouvir os diversos argumentos e lados da contenda, se por um lado defendo que os jovens até aos 18 anos não podem votar, também defendo que não deveriam civil e criminalmente serem imputados antes dessa idade.
Mas quero sobretudo fazer os cidadãos pensar... mostrando os argumentos prós e contras.
"ad maius et minus" quem pode o mais pode o menos, e "ad minus et maius" quem não pode o menos também não pode o mais.
A questão não é de todo simples, porque se permitimos à gereontia a capacidade para votar… ou seja desdentados e gagás que não conseguem ler o boletim de voto e que estão mais facilmente sujeitos à demagogia dos políticos …
São estes geralmente que podem decidir uma votação... se assim é porque razão impedimos os mais novos de votar?

Isto não faz sentido.
Se calhar vamos ter de repensar que não há só uma idade mínima, mas também deverão existir condições para impedir outras pessoas exercerem o seu direito a voto.
Isto tudo seria muito bonito, se não fosse contra as pedras basilares da Democracia...
É que o facto de impedir pessoas de votar, o facto de não considerar cidadãos os menores de 18 anos, poder-nos-á remeter para o tempo em que os escravos e as mulheres não podiam votar.
E consideramos hoje essa prática profundamente errada e castradora.
Felizmente abolimos a escravatura e demos direito de voto às mulheres.
O facto de haver, em Portugal e também no resto dos países europeus, uma abstenção generalizada com um intervalo variável entre as diferentes eleições um intervalo de 35 a 41 % de abstenção… é algo que já nos deveria ter levado a tomar medidas.
Mas que medidas? Impedir os jovens de votar? Impedir os que não sabem ler de votar? Impedir os que se desinteressaram de votar?
É que todos nós parecemos esquecer que viver em Democracia não é só deixar-se estar e que as coisas todas andam per si e são tomadas como garantidas.
Na minha perspectiva faltar ao cumprimento de votar é algo que é grave, e que deveria ser sancionado.
Quando falamos em cercear votos a idosos, a jovens com menos de 18 anos, ou outro qualquer conjunto que inventemos, a questão que aqui está colocada é a exclusão de cidadãos do processo Democrático.
É pois disso que se trata… e por ser contra os ditames da Democracia é algo que nos deve fazer reflectir.
Excluir os menores e não excluir por exemplo os toxicodependentes, deficientes mentais, alguns idosos que não sabem bem o que estão a fazer e que admitem muitas vezes que acidentalmente votaram no candidato errado… é algo que nos deverá fazer reflectir.
Então porquê só excluir os mais jovens, se existem tantos por aí que nem sequer votar sabem, pior… nem sequer sabem o que querem … muito pior existem uns quantos por aí que tem direito a voto e o intuito deles é destruir o sistema.
Se perguntarmos a todos os eleitores, se compreendem bem o fenómeno da imigração, o que se passa com a recessão económica, sobre o equilíbrio de poderes no médio oriente... o mais provável é obter como resposta ... hum ahã, o quê? Estás a falar do quê? Quanto muito respondem há isso é lá com eles...
Outros dirão que compreendem uma parte… e isso será a maioria, bom esperamos nós que seja.
Não estaremos todos nós fartos de ouvir falar os cidadãos quando dizem que não votam num candidato ou porque nunca conviveram com ele ou por não visitar mercados ou por os fatos não lhe assentarem bem?
Não duvido que existam cidadãos jovens que estejam mais informados e preocupados com as questões políticas do que com essas mesquinhices...

Embora eu não seja a favor da abertura total de votação para jovens com 17 anos, contudo ressalvo o seguinte:
As mulheres jovens se engravidarem podem decidir abortar ou ter um filho… e acreditem que isso é uma decisão muito mais complicada e difícil de tomar do que marcar um X no boletim baseando-se única e exclusivamente no critério se existe um punho ou umas setas no boletim de voto, que é o que a maioria das pessoas faz.
Se formos à história... Joana d'Arc liderou um exército aos 17 anos...
Temos de repensar a situação.
Tivemos 3/4 da população a votar sem nunca terem acabado a escolaridade obrigatória na última eleição.
Mas a lei é a lei, há no entanto uma razão para os jovens menores de 17 anos não poderem votar, é que a maior parte dos jovens não estão informados e depois os jovens são isso mesmo, jovens.
Tem simplesmente falta de maturidade para este tipo de decisão.
Nos EUA um estudo referiu que 20% dos estudantes da universidade de Nova York, trocaria o seu voto por um Ipod e 66% trocariam por aulas grátis.
Mas também já não assistimos em Portugal quem troque os votos por electrodomésticos e bilhetes do Tony Carreira?
E esses cidadãos não eram jovens, pelo contrário.
Jovens são jovens, por isso o Estado impõem restrições não os deixando votar antes dos 18 anos.
Eles não podem beber antes dos 16, não podem assinar a maioria dos contratos, será justo que possam votar?
Por outro lado são imputáveis criminalmente... e isso será justo?
Por outro lado será justo não poderem votar os jovens que estão acima da média e informados sobre política?
Talvez não.
Mas o nosso sistema tem de ser o melhor para as massas, para a maioria, concretamente o que é melhor para o país.
Para mim deixar os jovens votar não serve este objectivo.
Mas não fiquemos por aqui… vejamos outros argumentos…
Que receamos nós, quando não deixamos os jovens votar?
Que eles façam asneira?
Nós que temos uma divida externa imensa, e que não foram os jovens que a provocaram, nós que temos um sistema de saúde longe de estar perfeito, uma pobreza agravada encoberta por uma recessão, estamos encapotadamente em guerra no Afeganistão nós que temos um planeta que está a morrer, e que não foram os jovens que provocaram essa catástrofe.
Que receamos nós?
Os jovens não são apenas o nosso futuro, são a nossa melhor esperança, precisamos deles, envolvidos e a saberem quais são os riscos.
As eleições são sempre decididas gereonticamente, não só porque em termos históricos são os mais velhos que influenciam as campanhas, mas porque alguns deles tem mais dinheiro para financiar as campanhas.
O silêncio dos candidatos em relação a isto é revelador, em relação ao nosso maior pesadelo que é cada vez mais que os fundos do Estado são gastos para apoiar os velhos.
Ajuda médica, ajuda medicamentosa, e previdência são agora quase 50%, a gastar como estamos daqui a 10 anos, é capaz de duplicar.
E os jovens, o que tem eles?
Tem uma educação fraca, vão herdar uma economia falida, sem esquecer que são eles que vão lutar nas nossas guerras e alinhar nas nossas missões de paz.
Os jovens estão a ser lixados... sempre estiveram... os que são da minha idade lembram-se bem disso, também por isso passaram.
Há milhares de jovens nas escolas e nas universidades que estão informados e com vontade de ajudar.
Se calhar também teremos de ponderar o seguinte:
Os jovens gastam milhares de euros por ano, do seu próprio dinheiro, que eles ganharam e pagam em impostos também.
Vamos cobrar-lhes impostos e não os deixamos votar?
Impostos sem direito a representação... que é o que fazemos com os nossos emigrantes, essa é outra questão que também dá pano para mangas.
Um país por causa desta questão dos Impostos sem direito a representação já começou em tempos idos uma revolução para corrigir esse erro.
A resistência em deixar os mais jovens votar, pode ser mais traiçoeiro e subtil do que a dita falta de maturidade.
Hoje a UE obriga a pedir documentos que provem a cidadania, faz sentido por um lado, mas por outro lado espero que não existam cidadãos, como existem nos EUA, que são muito pobres para pagar essa dita documentação.
Eu quanto a esta matéria da documentação gostaria de voltar mais tarde num post… assim me lembre eu.
É que quem não tem documentação não vota…
Andamos então a excluir os pobres, os imigrantes, os jovens.
Um reverendo devia ter razão quando disse, que os EUA e a Europa, São governados pela categoria de velhos, brancos e ricos.
Já somos muitos a ser excluídos.
Baixar para os 17 anos o direito a voto, porquê?
Porque está na hora, os jovens hoje em dia são educados e podem ter consciência social apaixonada, ter um idealismo que muitos de nós esquecemos.
Eles têm uma voz, está na hora de ouvi-los para o bem deles. Mas também para o nosso.
Capacidade eleitoral activa aos 17 anos, quanto à capacidade eleitoral passiva mantenho o que disse no post publicado em Agosto.



Tous les garçons et les filles -Canta Françoise Hardy

Tous les garçons et les filles de mon âge
Se promènent dans la rue deux par deux
Tous les garçons et les filles de mon âge
Savent bien ce que c'est d'être heureux
Et les yeux dans les yeux et la main dans la main
Ils s'en vont amoureux sans peur du lendemain
Oui mais moi, je vais seule par les rues, l'âme en peine
Oui mais moi, je vais seule, car personne ne m'aime

Mes jours comme mes nuits sont en tous points pareils
Sans joies et pleins d'ennuis personne ne murmure "je t'aime"
A mon oreille

Refrain
Tous les garçons et les filles de mon âge
Font ensemble des projets d'avenir
Tous les garçons et les filles de mon âge
Savent très bien ce qu'aimer veut dire
Et les yeux dans les yeux et la main dans la main
Ils s'en vont amoureux sans peur du lendemain
Oui mais moi, je vais seule par les rues, l'âme en peine
Oui mais moi, je vais seule, car personne ne m'aime

Mes jours comme mes nuits sont en tous points pareils
Sans joies et pleins d'ennuis oh! quand donc pour moi brillera le Soleil

Comme les garçons et les filles de mon âge connaîtrais-je
Bientôt ce qu'est l'amour
Comme les garçons et les filles de mon âge je me
Demande quand viendra le jour
Où les yeux dans ses yeux et la main dans sa main
J'aurai le cœur heureux sans peur du lendemain
Le jour où je n'aurai plus du tout l'âme en peine
Le jour où moi aussi j'aurai quelqu'un qui m'aime

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA TEM NO SEU SEIO IMENSOS JOVENS... AGORA QUE REPARA NISSO,NOTA O SEGUINTE:QUANDO UM PAÍS VAI PARA UMA GUERRA SÃO OS JOVENS QUE AVANÇAM SEMPRE...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Denny Cranne - post1 - FMI e A ditadura dos Bancos...

Caros Bloguistas Militantes
Após o resultado das autárquicas, só vos digo que estou Triplamente contente mas também estou triste.
Mas Lisboa é mesmo assim uma cidade de contrastes.

  1. O António Costa ganhou Lisboa, embora vá ter algumas dificuldades na A.M.L. devido a não ter maioria, mas isto é o que dá não terem revisto ainda a forma de eleição para as autarquias... o que é pena.
  2. As freguesias da Ajuda e Alcântara, finalmente conheceram o seu 25 de Abril e acabaram com mais de 60 anos de hegemonia Comunista... e mais não digo pois muito havia para dizer... aqui faço a mea culpa pois não acreditei que tal fosse possível... mas ás vezes o povo surpreende-nos pela positiva.
  3. As freguesias de Benfica, Marvila e S.João, foram reconquistadas e ganhas por quem eu tenho consideração.
  4. Tenho um sentimento duplo, que se reporta à fregusia de S. José, fiquei muito contente pelo meu amigo Vasco ter ganho a junta, e fiquei triste por o meu amigo Macieira não ter ganho essa mesma junta. É o que dá ter dois amigos a concorrer à mesma junta por partidos diferentes, para a próxima vou tentar que isso não aconteça.

Hoje destaco o blogue "Arautos de estendal", num país cada vez mais cinzento e sensaborão, ainda há quem seja refinado nas observações que faz. http://arautosdoestendal.blogs.sapo.pt/
Este post hoje é complicado... é mais longo que o habitual... eu explico...
Inspirado em Boston Legal, uma série televisiva de Advogados, que abraça causas e eu adoro essa série.
As causas que eles defendem faz desta série, uma série não só de entertenimento, mas uma série política, que alerta para as discrepãncias da sociedade, e mostra o que um advogado realmente deve fazer... advogar causas.
Foi nalgumas dessas causas eu me inspirei para fazer alguns posts que vou publicar.
Os posts serão denominados e darei destaque ao Advogado Denny Crane, que é o nome do Advogado com mais piada e mais brilhante dessa série.
Uma segunda nota, o post é enorme porque termina com o enormíssimo e brilhante poema/canção de JOSÉ MÁRIO BRANCO sobre o FMI que vale a pena ler e ouvir.


Caros Bloguistas Militantes
Na reunião FMI e do Banco mundial, que esteve a decorrer na Turquia, ouviu-se o seguinte discurso "A velha ordem mundial acabou, não devemos estar com lamentos e lágrimas a lamentá-lo..."
Pergunto eu ... então e os contratos que foram firmados durante a velha ordem mundial, tambem terão morrido com ela?
Na mesma reunião o presidente de um dos primeiros bancos britanicos a entrar na crise Stephen Green -Banco HSBC "A indústria bancária não disfruta de qualquer glória e a indústria, em termos colectivos deve uma desculpa ao mundo por tudo aquilo que aconteceu.E deve ainda ao mundo um empenho para aprender as lições."
Esta reunião traz maus prenúncios, os grandes economistas que nos nos conduziram à crise actual, e que fazem parte do Banco Mundial e do FMI, fizeram um anúncio doloroso, alertou o FMI que o ano 2010 e seguintes vão ser de uma recuperação económica lenta, que nalguns casos, em particular na Europa, pode ser dolorosa.
Os economistas deram-nas a crise, não sabem como sair dela e ainda a vão tornar mais dolorosa, Na humanidade as crises são ciclícas, dificieis e muitas vezes catastróficas.
Parece que nós humanos a única coisa que conseguimos é refinar a arte da guerra, quanto aos restantes afazeres da humanidade lentamente se evoluí nessas matérias específicas...
Tanto tempo para estudar estes fenómenos e para os evitar, maso incrível é que nunca chegam a nenhuma conclusão e não se entendem.
A situação é grave porque muitas vezes as crises dão origem a extremismos e os extremismos a maior parte das vezes conduzem-nos à guerra e á barbárie.
Mas não é disso... ou melhor também é disso que hoje abordamos.
Abordamos hoje a crise conjunta do "Subprime" nos EUA e da crise do imobiliário na Europa, que deu origem à crise que atravessamos.
Quem planeou isto sabe o que nós sabemos, que o ser humano precisa de um lar.
Seja ele comprado ou arrendado, o pessoal tem de quase sempre de ir a o banco.
Na nossa modesta opinião, preferimos arrendamento a compra, isto caso se trate de um apartamento, se se tratar de uma vivenda com terreno preferimos a compra ao arrendamento.
A opcção de compra, a ilusão de ficar dono de uma propriedade ao fim de 50 anos, o facto de não estar dependente de um Proprietário vulgo senhorio, ter uma propriedade só sua...
É mesmo uma ilusão, pois ao fazer um empréstimo bancário, o Proprietário/Senhorio por 50 anos, se lá conseguir chegar pagando as mensalidades todas, é o banco.
Não interessa que a casa fique duas ou tres vezes mais cara que o preço inicial, isto devido aos juros, o que interessa é que 30/40 ou 50 anos mais tarde o pessoal fica proprietário.
São pontos de vista, são prespectivas, mas ficar proprietário de um apartamento de 50 anos... não faz muito o meu género... Se for uma casa/vivenda... aí a música será outra.
O facto é que estamos em crise, e todos assistimos silenciosamente e sem nada fazer à constante perda de casa de muitas famílias devido a penhoras bancárias.
E estas penhoras bancárias acontecem não porque os cidadãos que contrairam empréstimos ficaram sem emprego ou sem salário, acontecem porque apesar dos cidadãos pagarem os acordos com os bancos, estes despuduradamente fazem com que os juros subem por estarem indexados a uma taxa que sabe-se-lá onde está fixada.
Os juros impostos pelos bancos aos cidadãos que contrairam empréstimo para comprar casa e que mais tarde nos tribunais alegam ter sido um acordo livre entre as partes, estes contratos são constituídos por juros variáveis.
Os cidadãos que compraram as casas sem pagar entrada alguma e durante os primeiros tempos tudo corre razoavelmente.
Isto é uma burla muito bem organizada: Os bancos fazem acordos de 2% de juros sem entrada inicial, durante 2 anos, mostram-nos e iludindo-nos dizendo que é uma oportunidade incrível.


Os bancos iludem os clientes que querem uma propriedade e dizem que com o seu empréstimo fazem com que tal aconteça e depois a meio do percurso os bancos com o juro variável os clientes não podem pagar e os bancos tornam-se os seus carrascos.
Os bancos dizem que querem o melhor para os clientes mas fazem-lhes a pior proposta, facilitam a compra de uma casa que sabem de antemão que o cliente não a pode pagar, continuam a subir os juros de 2% iniciais a determinahdo momento ja estão em 12% sobre o pagamento do capital final.
Quando assinam o contrato o empregado bancário explica as pertes do contrato que ao banco lhe convém.
Contrato esse que mesmo para os mais versados nas coisas do direito não é muito perceptível, é que o referido contrato com o banco é recheado de buracos cinzentos e dúbios e as pessoas assinam um documento de empréstimo sem sequer perceber o que estão a assinar.
Não percebem o que quer dizer variavel ou pagamento do capital ou que o pagamento variável é ajustado á taxa euribor ou á do prime... e outras pois elas estão todas ligadas.
E os clientes que não sabem nem percebem quão variável é o funcionamento da bolsa, quão flutuante pode ser e que de repente pode disparar por ali acima como descer por ali abaixo e que o mercado imobiliário face a isto destabilize.
No final o banco obtém nada mais nada menos que todo o dinheiro e a casa.
E em vez do melhor o cliente obtem nada.
No início os clientes podem pagar o aumento evolutivo, mas quando este disparou até mais 30 % do valor inicial e que teimou em não ficar por aí, os cidadãos deixam de os poder cumprir pontualmente o contrato.
É que ainda acresce a isto tudo os pagamentos: da água , da electricidade, do gás, do carro, da faculdade e ainda comprar roupa e comida.
Muitos dos cidadãos tem empréstimos para algumas destas despesas, que curiosamente estão feitas no mesmo banco também a juro variável.
Estes aumentos variáveis dos juros começam por lhes levar as suas poupanças que ainda restam e muitas vezes as dospais e dos familiares directos.
Isto até que deixam de poder pagar um mês, dois meses... e por contrato a falta de pagamento pontual faz com que vença o total restante da dívida...
É através de processo judicial feita a penhora e que após a sentença esta tenha um prazo curto para se poder pagar por completo.
Ora se não se tem dinheiro para um ou dois meses... muito menos se tem para a violência da dívida toda... vai daí o banco penhora-lhes a casa.
Mas recuemos, vamos ao ínicio da história, os bancos prometemmundos e fundos e vendem ilusões por um empréstimo, os clientes tem necessidade, e vãona onda, e enquanto negoceiam o gerente bancário telefona dia sim dia não, finge preocupar-se... mas experimentem não pagar uma ou duas prestações e passarem para o processo de penhora... os bancos deixam de querer falar consigo e se quiser renegociar as divídas nem pense que o vºao receber quanto mais ponderar sobre esse assunto, o que os bancos vão querr é tirar-lhe a casa...
Ficam assim os Bancos com o porco e com o chouriço, qu eé como quem diz com parte do empréstimo pagpo e ainda com o bem que o podem revender...
Os bancos alegam ter o direito de tirar as casas as pessoas....mas será que é assim linear? Será que não lhes podemos fazer frente?
É que aqui quem é o bandido, quem lança o isco, quem formatou esta mentalidade de que é necessário comprar, comprar, e que arrendar é mau, são os mesmos que tem dinheiro para emprestar para essa compra e que delinearam as estratégias e os contratos e fizeram as linhas com que os clientes se vão cozer, e quem estipula as consequências do incumprimento.
Foram estes banqueiros que influenciaram o governos de há 3o anos atrás para convencerem que o povo precisa de comprar casa, foram estes que bloquearam a necessária liberalização do mercado de arrendamento.
Foram este que convenceram o governo a não legislar de maneira a que as Câmaras e as Sanatas Casas, que são os maiores proprietários de Portugal a para com a Caixa Geral de Depósitos, a não colocarem as suas casas em arrendamento livre e justo, no merado regulando assim o mercado.
E porquê? Para poderem os Bancos emprestar dinheiro para os Cidadãos comprarem casa.
Assim fizeram que haja pouco arrendamento, ao existir pouco arrendamento o preço sobe, e temos o absurdo que é o único país europeu que tem o arrendamento mais aro que a compra de casa.
Mas a situaçãoé totalmente favorável aos bancos, pois estes estão no processo todo, estão desde o início das operações que vai desde o empréstimo para a compra dos terrenos aos proprietários, depois dos empréstimos para a compra de material e construção dos edificios pelos construtores civis, seguindo pelo empréstimo para os cidadãos poderem comprar a casa, até á fase posterior se o infurtúnio bater á porta dos cidadãos e o banco penhorar a casa, para depois revender... e essa revenda implica empréstimo... tudo passa pelo banco.
Que grande negócio, que exelente estratégia, como é que todos embarcámos nisso?
Foram os bancos que ajudaram os clientes a fazer as hipotecas, os bancos iludiram os cidadãos dizendo que era um enorme orgulho ajudar os cidadãos a comprar casa.
Agora se os cidadãos não pagam, os bancos não hesitam em colocar uma cara de anjinhos e afirmam estarem profundamente tristes por o cliente perder a casa.
Os Bancos fazem uma burla do crédito hipotecário.
Os Bancos fazem uma burla do crédito hipotecário ás claras e as vistas de todos e ninguem faz nada.
Os clientes que pedem crédito hipotecário para casas foram e são BURLADOS.
Se não podem pagar, novos acordos de crédito estão absolutamente fora do horizonte dos bancos. Desculpam-se com a crise do mercado imobiliário, crise esta que os bancos foram os principais culpados. Os bancos dizem que esta crise não atinge apenas os particulares mas também os bancos... sim ... é capaz de ser verdade... mas quem é que começou a burla e deu origem a isto tudo?
Desculpam-se que as acções desceram 95% e tem cerca de 20% das hipotecas vencidas, e a maioria das outras que ainda não chegaram ao prazo e isto vai piorar nos proximos 2 a 3 anos... Mas quem é que tornou o jogo impossivel?
A taxa que era variável não variou explodiu.
A crise no mercado imobiliário era imprevísivel, os grandes gurus disseram que não havia problemas no mercado imobilíário.
A crise do imobiliario foi imprevisivel, os bancos alegam que o contrato foi negociado, mas sabemos que nao é bem assim.
O que foi feito entre o banco e os clientes foi um pacto leonino, os clientes ou assinam o que lá está escrito ou não hà contrato para ninguem.
E todos sabemos que quem necessita das casas para viver são os clientes portanto sujeitam-se, acresce que a maior parte deles nao percebe "advogades" ou seja a linguagem dos advogados...
A banca alega que não mente aos clientes, o que ela não revela é a verdade toda.
Foi feito um negócio entre o banco e o cliente, que a partir de determinada altura o que parecia um bom negócio para o cleinte deixou de o ser e passou a ser um mau negócio.
Os cidadãos ficam sem dinheiro sem se darem conta disso e deixam de ter poder cumprir o pontualmente o contrato.
Os bancos agarrando-se a isso dizem que as pessoas merecem perder a casa.
E depois escudam-se que os clientes não os podem processar e se processarem os bancos não podem perder porque os clientes incumpriram o contrato.
Mas os bancos tem um problema entre mãos: penhoram as casas e ficam com um bem em mãos que não conseguirão vender e um empréstimo que não será pago.
Acresce que nos próximos 2 anos, muitos milhões de pessoas por todo a Europa e EUA com hipotecas aos bancos estas irão expirar/vencer e uma quantia de muitos milhares de milhões em empréstimos irão vencer, enquanto o valor dos juros sobe e o valor dos imóveis desce.

Essa divida de milhares de milhões será garantida por uma casa que vale uma fracção disso.
No fundo com esta trapalhada toda, foram todos, os bancos e os clientes e os intermediários, apanhados com as calças na mão.
Lembramos que os bancos para os empréstimos sobreavaliam as casas o que agrava mais a coisa.
Os bancos com a política de continuarem a tirar casas as pessoas em vez do dinheiro, resultou em que o banco ficou com acções que valem zero e gente com sede de sangue.
Nos EUA o FBI já reconheceu as fraudes com hipotecas com sendo o crime de colarinho branco que mais aumentou naquele país.
Para quando o mesmo em Portugal?
Nos EUA, e cá também, chegou mesmo ao absurdo dos traficantes de droga se virarem para as hipotecas.
E porquê?
Porque o lucro é alto, a taxa de morte é baixa, claro isto até haver uma revolta popular e as pessoas começarem a matar os engravatadinhos.
É verdade que os bancos perderam dinheiro e que não queriam que isto acontecesse, mas foram eles que ditaram a regras do proprio jogo.
É necessário intervenção governamental, mais regulamentação e quando é a descida os bancos não descem a renda celeremente

VIDEO 1
Vale a pena ouvir o José Mario Branco...antes de ouvir a música.


VIDEO 2 CONTINUAÇÃO



FMI

Cachucho não é coisa que me traga a mim
Mais novidade do que lagostim
Nariz que reconhece o cheiro do pilim
Distingue bem o mortimor do meirim
A produtividade, ora aí está, quer dizer
Há tanto nesta terra que ainda está por fazer
Entrar por aí a dentro, analisar, e então
Do meu 'attachi-case' sai a solução!

FMI Não há graça que não faça o FMI
FMI O bombástico de plástico para si
FMI Não há força que retorça o FMI

Discreto e ordenado mas nem por isso fraco
Eis a imagem 'on the rocks' do cancro do tabaco
Enfio uma gravata em cada fato-macaco
E meto o pessoal todo no mesmo saco
A produtividade, ora aí está, quer dizer
Não ando aqui a brincar, não há tempo a perder
Batendo o pé na casa, espanador na mão
É só desinfectar em superprodução!

FMI Não há truque que não lucre ao FMI
FMI O heróico paranóico 'hara-quiri'
FMI Panegírico, pro-lírico daqui

Palavras, palavras, palavras e não só
Palavras para si e palavras para dó
A contas com o nada que swingar o sol-e-dó
Depois a criadagem lava o pé e limpa o pó
A produtividade, ora nem mais, célulazinhas cinzentas
Sempre atentas
E levas pela tromba se não te pões a pau
Num encontrão imediato do 3º grau!

FMI Não há lenha que detenha o FMI
FMI Não há ronha que envergonhe o FMI
FMI ...

Entretém-te filho,
entretém-te,
não desfolhes em vão este malmequer que bem-te-quer,
mal-te-quer,
vem-te-quer,
ovomalt'e-quer,
messe gigantesca,
vem-te vindo,
vi-me na cozinha,
vi-me na casa-de-banho,
vi-me no Politeama,
vi-me no Águia D'ouro,
vi-me em toda a parte,
vem-te filho,
vem-te comer ao olho,
vem-te comer à mão,
olha os pombinhos pneumáticos que te orgulham por esses cartazes fora,
olha a Música no Coração da Indira Gandi,
olha o Muchê Dyane que te traz debaixo d'olho,
o respeitinho é muito lindo e nós somos um povo de respeito,
né filho?
Nós somos um povo de respeitinho muito lindo,
saímos à rua de cravo na mão
sem dar conta de que saímos à rua de cravo na mão a horas certas,
né filho?
Consolida filho,
consolida,
enfia-te a horas certas no casarão da Gabriela que o malmequer vai-te tratando do serviço nacional de saúde.
Consolida filho,
consolida,
que o trabalhinho é muito lindo,
o teu trabalhinho é muito lindo,
é o mais lindo de todos,
como o astro,
não é filho?
O cabrão do astro entra-te pela porta das traseiras,
tu tens um gozo do caraças,
vais dormir entretido,
não é?
Pois claro,
ganhar forças,
ganhar forças para consolidar,
para ver se a gente consegue num grande esforço nacional estabilizar esta destabilização filha-da-puta,
não é filho?
Pois claro!
Estás aí a olhar para mim,
estás a ver-me dar 33 voltinhas por minuto,
pagaste o teu bilhete,
pagaste o teu imposto de transação e estás a pensar lá com os teus botões:
Este tipo está-me a gozar,
este gajo quem é que julga que é?
Né filho?
Pois não é verdade que tu és um herói desde de nascente?
A ti não é qualquer totobola que te enfia o barrete, meu grande safadote!
Meu Fernão Mendes Pinto de merda, né filho?
Onde está o teu Extremo Oriente,
filho?
Ah-ni-qui-bé-bé,
ah-ni-qui-bó-bó,
tu és 'Sepuldra'
tu és Adamastor,
pois claro,
tu sozinho consegues enrabar as Nações Unidas com passaporte de coelho,
não é filho?
Mal eles sabem,
pois é,
tu sabes o que é gozar a vida!
Entretém-te filho,
entretém-te!
Deixa-te de políticas que a tua política é o trabalho,
trabalhinho,
porreirinho da Silva,
e salve-se quem puder que a vida é curta e os santos não ajudam quem anda para aqui a encher pneus com este paleio de Sanzala e ritmo de pop-xula,
não é filho?
A one,
a two,
a one two three
FMI dida didadi dadi dadi da didi
FMI ...
Come on you son of a bitch!
Come on baby a ver se me comes!
Come on Luís Vaz,
'amanda'-lhe com o José Cacila que os senhores já vão ver o que é meterem-se com uma nação de poetas!
E zás,
enfio-te o Manuel Alegre no Mário Soares,
zás,
enfio-te o Ary dos Santos no Álvaro de Cunhal,
zás,
enfio-te o Zé Fanha no Acácio Barreiros,
zás,
enfio-te a Natalia Correia no Sá Carneiro,
zás,
enfio-te o Pedro Homem de Melo no Parque Mayer e acabamos todos numa sardinhada ao integralismo Lusitano,
a estender o braço,
meio 'Roulant' preto,
meio Steve McQueen,
ok boss, tudo ok,
estamos numa porreira meu,
um tripe fenomenal,
proibido voltar atrás,
viva a liberdade, né filho?
Pois, o irreversível,
pois claro,
o irreversívelzinho,
pluralismo a dar com um pau,
nada será como dantes,
agora todos se chateiam de outra maneira, né filho?
Ora que porra,
deixa lá correr uma fila ao menos,
malta pá,
é assim mesmo,
cada um a curtir a sua,
podia ser tão porreiro,
não é?
Preocupações,
crises políticas pá?
A culpa é dos partidos pá!
Esta merda dos partidos é que divide a malta pá,
pois pá,
é só paleio pá,
o pessoal na quer é trabalhar pá!
Razão tem o Jaime Neves pá!
(Olha deixaste cair as chaves do carro!)
Pois pá!
(Que é essa orelha de preto que tens no porta-chaves?)
É pá,
deixa-te disso,
não destabilizes pá!
Eh,
faz favor,
mais uma bica e um pastel de nata.
Uma porra pá,
um autentico desastre o 25 de Abril,
esta confusão pá,
a malta estava sossegadinha,
a bica a 15 tostões,
a gasosa a sete e coroa...
Tá bem,
essa merda da pide pá,
Tarrafais e o carágo,
mas no fim de contas quem é que não colaborava, ah?
Quantos bufos é que não havia nesta merda deste país, ah?
Quem é que não se calava,
quem é que arriscava coiro e cabelo,
assim mesmo,
o que se chama arriscar, ah?
Meia dúzia de líricos,
pá,
meia dúzia de líricos que acabavam todos a fugir para o estrangeiro,
pá,
isto é tudo a mesma carneirada!
Oh sr. guarda venha cá,
á,
venha ver o que isto é,
é,
o barulho que vai aqui,
i,
o neto a bater na avó,
ó,
deu-lhe um pontapé no cu,
né filho?
Tu vais conversando,
conversando,
que ao menos agora pode-se falar,
ou já não se pode?
Ou já começaste a fazer a tua revisãozinha constitucional tamanho familiar, ah?
Estás desiludido com as promessas de Abril, né?
As conquistas de Abril!
Eram só paleio a partir do momento que tas começaram a tirar e tu ficaste quietinho,
né filho?
E tu fizeste como o avestruz,
enfiaste a cabeça na areia,
não é nada comigo,
não é nada comigo, né?
E os da frente que se lixem...
E é por isso que a tua solução é não ver,
é não ouvir,
é não querer ver,
é não querer entender nada,
precisas de paz de consciência,
não andas aqui a brincar,
né filho?
Precisas de ter razão,
precisas de atirar as culpas para cima de alguém
e atiras as culpas para os da frente,
para os do 25 de Abril,
para os do 28 de Setembro,
para os do 11 de Março,
para os do 25 de Novembro,
para os do... que dia é hoje, ah?
FMI Dida didadi dadi dadi da didi
FMI ...
Não há português nenhum que não se sinta culpado de qualquer coisa,
não é filho?
Todos temos culpas no cartório,
foi isso que te ensinaram,
não é verdade?
Esta merda não anda porque a malta,
pá,
a malta não quer que esta merda ande,
tenho dito.
A culpa é de todos,
a culpa não é de ninguém,
não é isto verdade?
Quer isto dizer,
há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular!
Somos todos muita bons no fundo, né?
Somos todos uma nação de pecadores e de vendidos, né?
Somos todos, ou anti-comunistas ou anti-fascistas,
estas coisas até já nem querem dizer nada,
ismos para aqui,
ismos para acolá,
as palavras é só bolinhas de sabão,
parole parole parole e o Zé é que se lixa,
cá o pintas azeite mexilhão,
eu quero lá saber deste paleio
vou mas é ao futebol,
pronto,
viva o Porto,
viva o Benfica,
Lourosa, Lourosa,
Marraças, Marraças,
fora o arbitro,
gatuno,
bora tudo p'ro caralho,
razão tinha o Tonico de Bastos para se entreter,
né filho?
Entretém-te filho,
com as tuas viúvas e as tuas órfãs
que o teu delegado sindical vai tratando da saúde aos administradores,
entretém-te,
que o ministro do trabalho trata da saúde aos delegados sindicais,
entretém-te filho,
que a oposição parlamentar trata da saúde ao ministro do trabalho,
entretém-te,
que o Eanes trata da saúde à oposição parlamentar,
entretém-te,
que o FMI trata da saúde ao Eanes,
entretém-te filho
e vai para a cama descansado que há milhares de gajos inteligentes a pensar em tudo neste mesmo instante,
enquanto tu adormeces a não pensar em nada,
milhares e milhares de tipos inteligentes e poderosos com computadores,
redes de policia secreta,
telefones,
carros de assalto,
exércitos inteiros,
congressos universitários,
eu sei lá!
Podes estar descansado que o Teng Hsiao-Ping está a tratar de ti com o Jimmy Carter,
o Brezhnev está a tratar de ti com o João Paulo II,
tudo corre bem,
a ver quem se vai abotoar com os 25 tostões de riqueza que tu vais produzir amanhã nas tuas oito horas.
A ver quem vai ser capaz de convencer
de que a culpa
é tua
e só tua
se o teu salário perde valor todos os dias,
ou de te convencer de que a culpa
é só tua
se o teu poder de compra é como o rio de S. Pedro de Moel
que se some nas areias em plena praia,
ali a 10 metros do mar em maré
cheia e nunca consegue desaguar de maneira que se possa dizer:
porra, finalmente o rio desaguou!
Hão te convencer de que a culpa é tua
e tu sem culpa nenhuma,
tens tu a ver,
tens tu a ver com isso,
não é filho?
Cada um que se vá safando como puder,
é mesmo assim,
não é?
Tu fazes como os outros,
fazes o que tens a fazer,
votas à esquerda moderada nas sindicais,
votas no centro moderado nas deputais,
e votas na direita moderada nas presidenciais!
Que mais querem eles,
que lhe ofereças a Europa no natal?!
Era o que faltava!
É assim mesmo,
julgam que te levam de mercedes,
ora toma,
para safado,
safado e meio,
né filho?
Nem para a frente nem para trás e eles que tratem do resto,
os gatunos,
que são pagos para isso, né?
Claro!
Que se lixem as alternativas,
para trabalho já me chega.
Entretém-te meu anjinho,
entretém-te,
que eles são inteligentes,
eles ajudam,
eles emprestam,
eles decidem por ti,
decidem tudo por ti,
se hás-de construir barcos para a Polónia
ou cabeças de alfinete para a Suécia,
se hás-de plantar tomate para o Canada
ou eucaliptos para o Japão,
descansa que eles tratam disso,
se hás-de comer bacalhau só nos anos bissextos
ou hás-de beber vinho sintético de Alguidares-de-Baixo!
Descansa, não penses em mais nada,
que até neste país de pelintras
se acho normal haver mãos desempregadas
e se acha inevitável haver terras por cultivar!
Descontrai baby,
come on descontrai,
arrefinfa-lhe o Bruce Lee,
arrefinfa-lhe a macrobiótica,
o biorritmo,
o euroscópio,
dois ou três ofeneologistas,
um gigante da ilha de Páscoa
e uma 'Graciv Morn' (??) de vez em quando
para dar as boas festas às criancinhas!
Piramiza filho,
piramiza,
antes que os chatos fujam todos para o Egipto,
que assim é que tu te fazes um homenzinho
e até já pagas multa se não fores ao recenseamento.
Pois pá,
isto é um país de analfabetos, pá!
Dá-lhe no Travolta,
dá-lhe no disco-sound,
dá-lhe no pop-xula,
pop-xula pop-xula, iehh iehh,
J. Pimenta forever!
Quanto menos souberes a quantas andas melhor para ti,
não te chega para o bife?
Antes no talho do que na farmácia;
não te chega para a farmácia?
Antes na farmácia do que no tribunal;
não te chega para o tribunal?
Antes a multa do que a morte;
não te chega para o cangalheiro?
Antes para a cova do que para não sei quem que há-de vir,
cabrões de vindouros, ah?
Sempre a merda do futuro,
a merda do futuro, e eu ah?
Que é que eu ando aqui a fazer?
Digam lá, e eu?
José Mário Branco, 37 anos,
isto é que é uma porra,
anda aqui um gajo cheio de boas intenções,
a pregar aos peixinhos,
a arriscar o pêlo, e depois?
É só porrada e mal viver é?
O menino é mal criado,
o menino é 'pequeno burguês',
o menino pertence a uma classe sem futuro histórico...
Eu sou parvo ou quê?
Quero ser feliz porra,
quero ser feliz agora,
que se foda o futuro,
que se foda o progresso,
mais vale só do que mal acompanhado,
vá mandem-me lavar as mãos antes de ir para a mesa,
filhos da puta de progressistas do caralho da revolução que vos foda a todos!
Deixem-me em paz porra,
deixem-me em paz e sossego,
não me emprenhem mais pelos ouvidos caralho,
não há paciência,
não há paciência,
deixem-me em paz caralho,
saiam daqui,
deixem-me sozinho,
só um minuto,
vão vender jornais
e governos e greves
e sindicatos
e policias
e generais para o raio que vos parta!
Deixem-me sozinho,
filhos da puta,
deixem só um bocadinho,
deixem-me só para sempre,
tratem da vossa vida que eu trato da minha,
pronto,
já chega,
sossego porra,
silêncio porra,
deixem-me só,
deixem-me só,
deixem-me só,
deixem-me morrer descansado.
Eu quero lá saber do Artur Agostinho e do Humberto Delgado,
eu quero lá saber do Benfica e do bispo do Porto,
eu quero se lixe o 13 de Maio e o 5 de Outubro
e o Melo Antunes e a rainha de Inglaterra
e o Santiago Carrilho e a Vera Lagoa,
deixem-me só porra,
rua,
larguem-me,
zórpila o fígado,
arreda,
'terneio' Satanás,
filhos da puta.
Eu quero morrer sozinho ouviram?
Eu quero morrer,
eu quero que se foda o FMI,
eu quero lá saber do FMI,
eu quero que o FMI se foda,
eu quero lá saber que o FMI me foda a mim,
eu vou mas é votar no Pinheiro de Azevedo
se eu tornar a ir para o hospital,
pronto,
bardamerda o FMI,
o FMI é só um pretexto vosso seus cabrões,
o FMI não existe,
o FMI nunca aterrou na Portela coisa nenhuma,
o FMI é uma finta vossa para virem para aqui com esse paleio,
rua,
desandem daqui para fora,
a culpa é vossa,
a culpa é vossa,
a culpa é vossa,
a culpa é vossa,
a culpa é vossa,
a culpa é vossa,
oh mãe,
oh mãe,
oh mãe,
oh mãe,
oh mãe,
oh mãe,
oh mãe...
Mãe,
eu quero ficar sozinho...
Mãe, não quero pensar mais...
Mãe, eu quero morrer mãe.
Eu quero desnascer,
ir-me embora,
sem ter que me ir embora.
Mãe, por favor,
tudo menos a casa em vez de mim,
outro maldito que não sou senão este tempo
que decorre entre fugir de me encontrar
e de me encontrar fugindo, de quê mãe?
Diz, são coisas que se me perguntem?
Não pode haver razão para tanto sofrimento.
E se inventássemos o mar de volta,
e se inventássemos partir, para regressar.
Partir
e aí nessa viajem ressuscitar da morte às arrecuas que me deste.
Partida para ganhar,
partida de acordar,
abrir os olhos,
numa ânsia colectiva de tudo fecundar,
terra,
mar,
mãe...
Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto,
lembrar nota a nota o canto das sereias,
lembrar o depois do adeus,
e o frágil e ingénuo cravo da Rua do Arsenal,
lembrar cada lágrima,
cada abraço,
cada morte,
cada traição,
partir aqui com a ciência toda do passado,
partir,
aqui,
para ficar...
Assim mesmo,
como entrevi um dia,
a chorar de alegria,
de esperança precoce e intranquila,
o azul dos operários da Lisnave a desfilar,
gritando ódio apenas ao vazio,
exército de amor e capacetes,
assim mesmo na Praça de Londres o soldado lhes falou:
Olá camaradas, somos trabalhadores,
eles não conseguiram fazer-nos esquecer,
aqui está a minha arma para vos servir.
Assim mesmo,
por detrás das colinas
onde o verde está à espera se levantam antiquíssimos rumores,
as festas e os suores,
os bombos de lava-colhos,
assim mesmo senti um dia,
a chorar de alegria,
de esperança precoce e intranquila,
o bater inexorável dos corações produtores,
os tambores.
De quem é o carvalhal?
É nosso!
Assim te quero cantar,
mar antigo a que regresso.
Neste cais está arrimado o barco sonho em que voltei.
Neste cais eu encontrei a margem do outro lado,
Grandola Vila Morena.
Diz lá,
valeu a pena a travessia?
Valeu pois.
Pela vaga de fundo se sumiu o futuro histórico da minha classe,
no fundo deste mar,
encontrareis tesouros recuperados,
de mim que estou a chegar do lado de lá para ir convosco.
Tesouros infindáveis que vos trago de longe e que são vossos,
o meu canto e a palavra,
o meu sonho é a luz que vem do fim do mundo,
dos vossos antepassados que ainda não nasceram.
A minha arte é estar aqui convosco
e ser-vos alimento
e companhia na viagem para estar aqui de vez.
Sou português,
pequeno burguês de origem,
filho de professores primários,
artista de variedades,
compositor popular,
aprendiz de feiticeiro,
faltam-me dentes.
Sou o Zé Mário Branco,
37 anos,
do Porto,
muito mais vivo que morto,
contai com isto de mim para cantar e para o resto.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA VAI PREPARAR-SE PARA DEFRONTAR O FMI, POIS A BRIGADA TEM EMPRÉSTIMOS E VAI REPONDERAR MELHOR SOBRE ESTA COISA DA ECONOMIA...LIVRA...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Mira técnica

Para fazer frente à TV nada como cultura, este blogue MR. Robinson, faz jus a isso. Já sabem é só clicar http://mr-robinson.blogspot.com/
Caros Bloguistas Militantes,
Tudo continua na mesma, diria mais.... piorou.
Em 2007, publiquei um post com o mesmo nome e alertei para o seguinte:
Já repararam, que nos telejornais,as notícias são repetidas de 2 em 2 ou de 3 em 3 meses?
A coisa piorou, as notícias da semana, são exaustivamente repetidas no final do dia e depois ao fim de semana.
Se fosse só isso já era mau, mas o pior é que passados 2 ou 3 meses as notícias são novamente repetidas.
Isto para não falar do caso BPN, FREEPORT, MADIE que estão constantemente a ser martelados...
É incrível que mesmo não havendo nada para dizer os jornalistas ainda conseguem a incrível notícia sobre o caso dizendo que não houve evolução aproveitando um pouco para especular mais qualquer coisa.
Para desenjoar isto tudo é alternado com Desporto... perdão com futebol.
Por exemplo na Alemanha, as TV's só falam de futebol entre sexta e domingo, aqui fala-se mais de futebol na TV do que se joga dentro das 4 linhas...
Arecesntaria mais, o que se joga dentro das 4 linhas é perfeitamente secundário e muitas vezes condicionado pelo que se disse nesses programas de TV.
A TV,. é uma montra muito apetecível, aproveitam-se os comentadores deste programas para se catapultarem para cargos políticos, quer sejam eles com presidentes de clubes, quer sejam autarcas ou outro cargo qualquer.
Os Bloguistas mais atentos verificam que existem certas notícias que de vez em quando vêm "à baila", principalmente aquelas que não tem grande interesse.
Até parece que em Portugal nada se passa, para andarem a repetir notícias, em Portugal e no mundo.

E não, não culpemos o governo, porque isto está distribuído por todos, SIC, TVI ou RTP, ou seja públicos e privados.
E se estivermos atentos aos alinhamentos dos telejornais não podemos deixar de reparar que aquilo parece uma competição.
Tenho a certeza que eles nunca têm um alinhamento nos telejornais, vão dando as notícias consoante as audiências e consoante o que os outros operadores fazem...
Eles não dão noticias, eles tentam prender as audiências... e claro com isto tudo não temos um jornalismo sério e isento.
Se fizermos "zapping" reparamos que a hora certa que passa nas televisões está uns segundos desfasada entre os 3 canais generalistas (TVI, SIC e RTP), onde numa é 19.59 e 50 segundos, noutra são 19.59 e 40 segundos e na outra a hora certa.
Verificam também que à hora dos telejornais, pelo menos em 2 as notícias de abertura são iguais, quando não são as 3 televisões a dar a mesma notícia.
Deve haver uma entidade superior que orienta todos os jornalistas, pelo menos durante a primeira meia hora dos telejornais.

Não há coincidências, e o facto de o alinhamento ser quase sempre o mesmo ou idêntico só pode revelar uma de duas coisas: ou os jornalistas têm o dom da prestidigitação.... (esta palavra custa a escrever à brava)... ou o dom da combinação.
Deve ser isso ... só pode.

Standarizados estão os canais televisivos, isso é mais que evidente que eles estão...
Mas a questão é mais grave... é que não é só cá no burgo... fazemos um zapping mais profundo, e vemos que está tudo igual pelas televisões do mundo.
Mas acho que já descobri... eles aprenderam todos pela mesma cartilha... a escola de jornalistas é universal.
Também avanço outra hipótese, assinaram todos um contrato de exclusividade com algum distribuidor que fez uma cláusula como os "irmãos Oliveira" fizeram com a Sport Tv.
É que as séries televisivas de entretenimento são as mesmas na Europa e nos EUA, os concursos são os mesmos nos EUA e na Europa... só mudam os apresentadores e a língua... os cenários esses são obrigatoriamente os mesmos.
Não há criatividade nacional, só apresentamos o importado e que já está provado noutros países e é exito. A TV parece uma cadeia de MCDonald's tudo de plástico... tudo igual...
E a Liberdade?
E a livre escolha?
E a Democracia?
Cheira-me a uma tramóia generalizada e a um bando organizado...
Vocês não me digam que... não não pode ser...
Querem ver que os jornalistas estão todos comprados?
Não, não acredito...
As multinacionais da comunicação, são todas do mesmo dono?
Não, não pode ser.
Digam-me lá, para que é que eu quero uma TV por cabo se os canais são todos iguais e só dão tele-lixo e ainda por cima repetem sempre as mesmas coisas periodicamente?
Até o Odisseia, o Canal História, o Discovery, o Nacional Geographic repetem as mesmas coisas, ciclicamente durante o dia e durante 6 meses.
Mas todo o mundo "Emburrou" de repente?"
Se eu fosse adepto da teoria da conspiração... diria que isto está tudo muito bem maquinado para manter a maioria de nós em casa e sem nos fazer pensar muito.
Realmente os "TÁXI" tinham razão, Quem vê TV, Sofre mais que no WC.
Repetição por repetição se calhar o melhor é ficar a ver a Mira técnica...

TV WC - Táxi
Que tremenda situação
De quem vê muita Televisão
A não ser que queira dormir sem fim
Então ele é melhor que Lorenin
E se falo desta maneira,
É por ela ser tão foleira,
Não transmite nada de jeito,
leva-me a taxa sem dar proveito.
Refrão
Quem vê TV,
Sofre mais que no WC
Quem vê TV,
Sofre mais que no WC
Na abertura o desenho animado
logo depois o telejornal
mais à noite o filme ultrapassado
e ao fim o hino nacional
Quando ligo o primeiro canal
sempre o anúncio do sabão tal
e se mudo para o segundo
então é que é o fim do mundo
Refrão
Quem vê TV,
Sofre mais que no WC
Quem vê TV,
Sofre mais que no WC

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA NÃO FICA SÓ A VER TV, TAMBÉM VAI AO CINEMA, AO TEATRO, À ÓPERA E SAI COM OS AMIGOS E AMIGAS...

sábado, 3 de outubro de 2009

Parte 10 - E se lhes dessemos mais do que um manguito? - Reforma do sistema Judicial

Depois da amena "Cavaqueira" que tivemos em directo noutro dia, aqui fica um blogue que eu sigo... não precisa de muitas palavras para apresentar poi sé um "Delito de opinião"... vão lá visitá-lo vale apena http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/
Caros Bloguistas Militantes
A Justiça é afastou-se dos cidadãos.
Os tribunais não fazem Justiça, aplicam o Direito.
E a diferença entre aplicar regras e fazer Justiça é muita, nem sempre quando se aplicam regras a Justiça é feita.
Essas regras porém, dão-nos um aproximar da Justiça. Não vou entrar nos temas da Filosofia do Direito, mas digo somente o seguinte: não fazendo os Tribunais a Justiça, aplicando somente as regras... quanto mais tarde as regras forem coercivamente aplicadas, mais nos afastamos do conceito ou do ideal de Justiça.
Vamos só aqui acordar uma coisa, entre nós e o caro bloguista militante, daqui em diante neste post, quando eu nós nos referirmos à Justiça, referir-nos-emos à aplicação dass regras ou à instituição em si, nunca por nunca ao ideal de Justiça que todos almejamos.
Devería existir em Portugal, como nos outros países democráticos do mundo, um sistema tripartido bem definido e independente entre si, que só se deveria tocar por questões meramente administrativas e funcionais.
Esse sistema tripartido, é consubstanciado como preconizou Montesquieu na Separação dos poderes Legislativo, Executivo e Judicial.
Os três poderes deveriam vigiar-se uns aos outros, e manter assim o sistema em funcionamento, pois cada um é a salvaguarda de legalidade dos outros dois.
Não é isso que acontece no nosso país em que a "Promiscuídade" intra e inter poderes é mais que evidente.
O Sistema foi adúlterado.
Quando o poder político escolhe per si e restritivamente entre 2 ou 3 partidos os componentes do Tribunal Constitucional, Tribunal esse que deveria ser o garante da Legalidade Democrática da Republica, o sistema está adúlterado.


Quando o poder político legislativo escolhe o Provedor de Justiça, que é a salvaguarada dos cidadãos em relação aos três poderes, o sistema está adúlterado
Quando o Procurador Geral da República, é nomeado pelo Presidente da República, sob proposta do Governo, ou seja quando o dirigente de um dos orgãos judiciais, é indicado pelo orgão executivo e nomeado pelo P.R., o sistema está adúlterado.
Como diz o ditado "À mulher de César não basta sê-lo, tem de parece-lo", e aqui em Portugal a Justiça não parece nem é.
Quando temos taxas para os cidadãos acederem à Justiça, o sistema está adúlterado
Não se pode aceitar que se diga que os tribunais estão sobrecarregados, a justiça é para ser feita e aplicada, não se podem tolerar medidas de desncorajamento de acesso à Justiça por parte dos cidadãos.
A impunidade (devido à não apresentação de queixa/participação devido a não conseguirem pagar taxa de justiça) de meliantes, aldrabões e de empresas que abusam do direito, fazem com que o país fique sem Rei nem Roque.
Mesmo dizendo depois, que os cidadãos podem recorrer à segurança social para pedirem isenção de taxa de justiça, mais uma vez aqui o sistema está adúlterado...pois pede-se ao estado administrativo/executivo a autorização para se poder aceder ao estado judicial... não tem sentido, não faz sentido é contrapruducente e diminuí a confiança do cidadãono Estado, na Justiça, na Democracia e a Sociedade fica instável. Já só indico e não entro no promenor, que uma justiça lenta além de minar a sua própria credibilidade com os atrasos, pois assim os cidadãos não recorrem a ela, dando uma sensação maior de insegurança.
Uma Justiça Lenta atrasa a economia e afasta os agentes económicos, ninguém quer vir colocar empresas num país que é administrativamente lento e quando se recorre à justiça para reparar, travar ou acelerar procedimentos, esta ainda é mais lenta que a parte administrativa.
Uma justiça lenta degrada a Democracia, pois passa para a Sociedade a sensação que os crimes ficam impolutos, transmitindo assim uma sensação de insegurança, incredulidade e outros sentimentos que a falta de justiça provoca.
Para rematar isto tudo, a idade dos juízes... a idade de quem aprecia e julga os nosso casos.
A ponderação dos casos da vida, dos casos de todos nós tem muito a ver com maturidade e com a experiência da pessoa que a aprecia e julga.
Nós temos juízes muito novos, que podem estar muito bem preparados técnicamente, mas falta-lhes o calo... a experiência que lhes daria uma ponderação mais avisada nas decisões que tem de tomar...
Estas são muitas das razões que não se faz Justiça nos tribunais, mas somente se aplica o Direito. O sistema está adúlterado, o sistema é cooporativista e todas as soluções que o próprio sistema propõem, não são para melhorar a Justiça per si...
O sistema está entrópico, por isso tudo o que se autopropõe para melhorar não passa de evolução nas carreiras e para os aliviar de trabalho, claro que existem honrosas excepções.
O sistema tem de voltar a ser independente, e ter a sua "Carreira das Honras" definida.
O sistema Executivo, Governa
O sistema legislativo, faz as leis.
O sistema Judicial, aprecia e aplica a lei.
Defendo que os cargos de:

  • Procurador Geral da República,
  • Vice-Procurador Geral da República,
  • Presidentes de todos os Supremos Tribunais,
  • Os juízes que fazem parte do Tribunal Constitucional
  • Presidente do Conselho Superior de Magistratura,

deveriam ser submetidos a sufrágio popular e dever-se-ia acabar com as escolhas interpares e das nomeações indirectas pelos órgãos legislativo, executivo ou Presidencia da República para esses cargos.
Transferir para o povo a escolha desses magistrados seria o primeiro passo para dar a estes uma maior independência face ao poder político
Dará uma maior responsabilidade no desempenho do seu cargo, pois é eleito por todo um povo, os seus compromisso e lealdades são para com o Estado e para com o povo e não para com o poder político que o nomeou.
A eleição seria obviamente feita de entre os que já fossem magistrados.
Assim já a mulher de César parecia e seria séria.
A evolução na carreira deveria ser, por esta ordem:

  1. Licenciatura em Direito
  2. frequência do S.E.J. (escola dos magistrados
  3. Procurador Adjunto
  4. Procurador da República
  5. Procurador Geral Adjunto
  6. Juiz (1ª Instância)
  7. Desembargador (Relação)
  8. Conselheiro (Supremo).
Todas as etapas deveriam ser passadas por concurso, concorreriam os magistrados ao cargo imediato que tivessem mais de 4 anos na fase de procurador e 3 na fase de juiz.
Para Procurador e Vice-Procurador Geral da República, concorreriam : a partir de Procurador Geral Adjunto até Conselheiro (Supremo).
Para Presidentes de todos os Supremos Tribunais, candidatar-se-iam: Desembargadores (Relação) com mais de 5 anos e Conselheiro (Supremo).
Para Juízes do Tribunal Constitucional: Procurador da República com mais de 5 anos --> Procurador Geral Adjunto --> Juiz (1ª Instância) --> Desembargador (Relação) --> Conselheiro (Supremo).
Presidente do Conselho Superior de Magistratura: a partir de Juiz (1ª Instância) com mais de 4 anos --> Desembargador (Relação) --> Conselheiro (Supremo).
Tendo este sistema a funcionar, teríamos assim uma mais verdadeira separação de poderes, e o povo a exercer a verdadeira Soberania e a Democracia.
Este é o último post do que intitulei "E se lhes déssemos mais que um manguito", tenho a certeza que estas medidas aplicadas Portugal seria um país diferente a partir de amanhã.
A mudança de atitudes, ajustes nas instituições e na forma como trabalham será essencial para um Portugal com outro futuro.
Precisamos de um novo tempo ... para sobreviver...


Novo Tempo Ivan Lins
No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança
No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? NA BRIGADA EVOLUÍMOS SEMPRE E ESTAMOS MODERNAMENTE PREPARADOS PARA OS NOVOS TEMPOS QUE JÁ ESTÃO A DECORRER.