As minhas cachadas no Geocaching

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sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Nós por cá....

Olá Caros Bloguistas Militantes

Espero que esta vos encontre bem e de saúde, nesse lugar longínquo algures no estrangeiro, para onde resolveram emigrar, após ler os meus post (não sou nada presunçoso, não senhor) e fugir deste país de loucos.

Nós por cá todos bem de saúde, felizmente, bom... quero dizer, bem de saúde física porque da mental... já não temos melhoras... pois este é mesmo um país de loucos... e se nós cá estamos...

Mas na medida do possível e com as medidas deste nosso Governo e da Comissão Europeia, cá vamos sobrevivendo o melhor que podemos e sabemos.

Tudo está conforme os usos e costumes, por isso podeis imaginar... sem os querer alarmar... temos uma novidade.

Não, não casei, nem vou ter filhos (acho)... não é nada pessoal...

Eu conto, tudo começou com o aparecimento por aí, de uns senhores, que querem implementar uma nova lógica privada para o país... leia-se o bolso deles, e vai daí que resolveram começar a estudar.

E como são empreendedores, resolveram logo ser peregrinos e estudar aeroportos, coisa pouca portanto.

Mas levaram o estudo tão a sério, mas tão a sério, que todos os dias nos resolveram brindar com os seus trabalhos práticos das aulas... e então todos os dias temos um novo projecto de localização para o aeroporto...

Começou por aquele grupo de senhores, que tem o presidente que dá todos os dias, o dito por não dito, e até, imagine-se, à segunda-feira, fala contra os associados que o elegeram; à terça-feira diz que não era bem aquilo que queria dizer e tenta corrigir, mas mantém tudo no essencial e os seus correligionarios ficam furibundos.

Nada de novo, nada especial, o costume nesta vidinha nacional... dantes era nos partidos, agora também o é nas confederações patronais... isto alastra-se.

O Secretário de Estado afirma que existem alguns dos associados da CIP (Confederação da Indústria Portuguesa) que fogem ao fisco, principalmente os de um determinado sector, que ele não menciona, vem o Presidente da CIP, peregrinamente confirma que esse sector é o dos patos bravos... é bem ... é bem... isenção acima e tudo... enquanto disparam para os outros não nos atingem.

O problema é que como somos um país pequeno e quando a "caca" bate na ventoinha, distribui-se por todo o lado e atinge-nos a todos...

O sector visado, é o sector dos patos bravos, e o Presidente da CIP no dia seguinte às declarações, com medo que a gripe das aves levasse em debandada o bando todo, corrigiu o tiro.

Ah... mas o tiro depois de dado afugenta os pássaros, resultado os patos bravos rumaram a sul, para outras paragens, abandonaram a CIP, e lá ficou a gripe... perdão a CIP,sem a associação dos patos bravos, logo menos confederada e com uma tremenda dor de cabeça... deve ser da gripe... costuma dar essa sintomatologia...

Enfim, "fait divers" da vida nacional, que alguém provoca para nós nos esquecermos da crise e dos maus resultados da bola.

Mas dizia eu, tudo começou... quando de repente os empresários, que são em parte, os grandes responsáveis pelos baixos salários e pelo atraso da economia (não são os únicos); os empresários que com os fundos europeus torraram milhões em Jeeps e outros luxos, em vez de terem investido, como lhes era devido, na formação profissional dos seus trabalhadores e na reformulação das suas empresas.

Esses mesmos empresários, que negam aos seus trabalhadores, o que lhes está vedado negar, que é o estatuto de trabalhador estudante e outros direitos, impedindo assim o trabalhador de progredir, e de levar o país para a frente (pareço um autêntico sindicalista hoje num dia de greve...)... somos todos "filhos da luta", dá-lhe falâncio.

Esta negação, que configura um claro abuso, que se os empregados quisessem, ganhariam em tribunal e fariam com que a empresa pagasse pesadas multas, mas o medo de retaliação é grande e o desemprego cresce, e então está tudo na paz do senhor... lá se vai a luta... e os seus filhos.

Os empregadores precisam de formação, tal como os empregados, estamos muito atrás na inovação (salvo honrosas excepções) em relação aos nossos congéneres europeus.

Mas dizia eu, tudo começou com estes senhores, a apresentar estudos para um aeroporto.

Estes senhores, que sublinhe-se tem as suas industrias concentradas a norte, onde o trabalho infantil atinge níveis vergonhosos para todos nós (para mim uma criança que seja a trabalhar é um nível vergonhoso)...

Vem então a CIP e a Associação Comercial do Porto, defender dois projectos diferentes para um novo aeroporto de Lisboa.

Acrescentando uns que poupam 2 mil milhões e outros que poupam 3 mil milhões de euros, tanto dinheiro que me dava um jeitaço... nem sei quanto é isso...mas parece ser muito.

Mas esperem lá... será isto credível? Será isto fiável? Vindo de pessoas que nem os problemas das suas fábricas e comércios sabem resolver, que andam sempre a queixar-se da deslocalização de fábricas e que as fecham a torto e a direito...

Ora, se não sabem resolver os problemas do seu comércio e das suas indústrias que o abastecem, vêem lançar postas de pescada sobre um aeroporto em... Lisboa?!!!???

Brincamos, ou quê? A modos que parece que é moda, é chique... é "in" apresentar novos projectos de aeroporto.

O governo ainda defende a OTA, a CIP defende a solução Alcochete, e diz poupar 3 mil milhões, surge agora também um Engenheiro que eu não sei o nome, mas que dizem ser reputado, que defende a solução Pinhal Novo, e que poupa 3 mil milhões, a A.C.Porto poupa 2 mil milhões, defende a solução Portela mais um, isto está-se mesmo a ver... noves fora nada.

Desde 1963, que temos a OTA planeada, e que os sucessivos governos a defendem, para quê mais estudos?

Quem falta apresentar mais estudos? os militares? os policias? os partidos? o Presidente da República? a associação de apicultores do oeste?o grupo folclórico da beira baixa? A ILGA (
Internacional Lesbian and Gay Association)
? bom não vamos por aí...

Acho piada quando acusam os advogados de manobras dilatórias para empatar os casos em tribunal, mas estes não fazem mais do que o que está na lei para fazer chegar a justiça ao seu cliente, pelo o contrário, estes senhores dos estudos, não fazem nada disso, introduzem novos estudos, que mais não são que atitudes dilatórias e diria mesmo prossecutórias, para atrasar e adiar as decisões sobre o novo aeroporto ou seja baralham e dão de novo.

Não tem a coragem de dizer que não querem um novo aeroporto no sul, transformaram uma questão nacional numa guerrilha sul-norte, a CIP e a ACP são do norte e estão a obstaculizar... não acham isso estranho?

Não acham estranho, também, que os directamente "prejudicados", que são os da região de Lisboa, embora um grande aeroporto sirva o país inteiro, mas os impactes directos positivos ou negativos irão cair na região de Lisboa, apesar disso os desta região estão calados e não se pronunciam...

Se não querem um aeroporto, muito bem, digam-no, assumam, se querem o de Pedras Rubras ampliado, assumam e digam, se querem um aeroporto novo entre o Porto e a Galiza digam-no.
Não usem artificialismos tacanhos, e bacocos para baralhar a economia nacional.

E decidam de uma vez por todas, enjoa esta indecisão, que já vem desde 1963.

Eu tenho 2 soluções (também era o que faltava... não é? já que todos tem projectos, eu tenho dois...), a primeira: façam vários aeroportos, assim contentamos toda a gente, um na OTA, outro em Alcochete, outro no Pinhal Novo, outro no Porto.

A segunda solução: é não fazer nenhum, acabem com os aeroportos, se querem aeroporto apanhem o TALGO (comboio que faz diariamente Lisboa-Madrid, bem confortável por sinal) e vão a Madrid, sempre é mais ecológico.

Se, a moda pega, teremos estudos para: pontes, hospitais, estádios de futebol... ah, ,espera esses já tiveram estudos privados e foi o desastre que se viu, estádios a mais, manutenção cara e estamos todos a pagar... ok adiante... estudos para estradas... ah espera essas também já tiveram, e andamos a pagar a factura da má construção, das falhas técnicas e sinalização em mortos.

Huuum, está-me a cheirar que estas soluções dos privados não são a melhor escolha, ora deixa cá fazer uma nota mental.

Só fazem estudos para o que lhes interessa, não para o bem colectivo, por isso não nos interessa, por mais que dourem a pilula.

Não entendo, num país com salários vergonhosamente baixos, onde urge um estudo de planeamento a curto prazo, para melhorar a vida dos portugueses, vão estes senhores, gastar centenas de milhar de euros, num estudo para um novo aeroporto, que já está planeado desde os anos 60... e as indústrias a saírem do país.. e o comércio a ruir... é bem... é bem...

Faz-me lembrar a história recente de um empresário italiano, que se obrigou a viver a si e á sua mulher, durante um mês, só com mil euros, assim, dizia o empresário, que ficava a saber como vivíamos seus empregados.

Claro que chegou ao dia 20 e já não tinha dinheiro, nessa consequência aumentou em 200 euros os seus empregados, e ainda afirmou que estava a ser egoísta.

Egoísta, porque se os seus empregados estivessem contentes, produziriam mais, e a sua fábrica de massas aumentaria a qualidade do seu produto e logo ele lucrava com isso.

Bom, se calhar não são precisos estudos...o exemplo prático já temos.

A CIP e a ACP e outros afim, não resolvem os seus próprios problemas, que implicam serem os nossos problemas, pois eles ao não resolverem mexem directamente no nosso bolso, e vem estudar novos aeroportos? !!!!

Apetece dizer "Quem manda a ti Sapateiro tocar rabecão"!

Bom, e por hoje é tudo, cumprimentos deste que se assina,
Eu.

Meu Caro Amigo - Chico Buarque

Composição: Chico Buarque / Francis Hime

Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus

Ele há cargas fantásticas, não há? Mas se tivermos de aterrar com os cavalos vai ser mais difícil... ah pois é...

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Tou Xim? Tou eu e os outros...

Olá Caros Bloguistas militantes (toca o telefone)

Tou Xim - digo eu, e diz-me uma voz feminina do outro lado... olhe não é para si, é para o meu marido...

E eu respondo - DESCULPE? !!!! Não é para mim? É para o seu marido?... deve ser engano.

E ela diz- Não é não, é que o meu marido, é agente da Judiciária, não me atende o telefone, já lhe telefonei para o telemóvel, e como ele está de serviço e sei que está agora a escutá-lo, e eu tenho um recado para lhe dar....

E eu que começo a dizer - ??? .. não a estou a ...

E ela, sem me deixa a acabar... diz logo - Oh Zé, antes de vires para casa, passa pela mercearia e compra 2 litros de leite - acrescenta - muito obrigado senhor por me deixar dar o recado... e desligou.

Ao que eu, faço um telefonema , para um amigo e digo-lhe- João. Oh pá sabes que eu, estou a ser escutado?

O outro, responde- a sério?

E eu digo- A sério, e já agora deixa-me mandar um recado... Oh Zé, quando saíres da mercearia, dá 2 toques de telemóvel para a tua esposa, para o amante poder sair tranquilamente e sem cenas lá da tua casa, se não ficas sem o tipo que te paga o plasma... e desliguei.

Quando o Procurador-Geral da República, o Sr. Dr. Pinto Monteiro, diz numa entrevista, não sei se tenho o telefone sob escuta pois oiço uns ruídos estranhos no telefone.

Quando a mesma figura do Estado, diz, que um funcionário o aconselhou, quando quisesse fazer um telefonema mais confidencial, se colocasse perto do aparelho de TV, para a comunicação ser segura.

Quando isto acontece Bloguistas Militantes, como é que nós ficamos? Em pânico, claro!

Vocês já viram, o que é ter os agentes da Judiciária ou outros a escutarem-nos?

Estão a imaginar... vós em pleno tribunal, o Procurador do Ministério Público a dizer: Então o Senhor no dia 23 de Novembro de 2007, foi ao Jumbo, e comprou 2 pacotes de leite, meio quilo de garoupa, meio kilo de carne picada, e uma dúzia de ovos, não foi?

Não faço a mínima ideia- dizemos nós.

Não ludibrie o tribunal, as escutas telefónicas claramente dizem que o senhor fez as compras dentro do Jumbo seguindo as orientações que a sua amiga lhe ia dando.

Não, assim não ... não pode ser... devemos estar em pânico.

Mais grave, o Inspector Geral da Administração Interna, diz que os Polícias andam como os Cow-boys, e os GNR nos vêem como inimigos, e que a culpa é das chefias.

Claro que as chefias vieram logo desmentir, tá-se mesmo a ver, o interessante é que os sindicatos de policia e dos guardas da GNR, confirmaram...

Não direi que algo vai mal na investigação portuguesa, direi antes que algo já não vai.

Que a justiça necessita de uma profunda reforma, já o sabemos.

E se calhar a profunda reforma, é tão simplesmente cumprir e por a funcionar as leis que nós temos.

Ou seja uma reforma que tenha em conta, os direitos, liberdades e garantias, que teoricamente a constituição os confere e que estamos protegidos.

O estado de direito está sob suspeita, os cidadãos estão sob vigilância, as reformas dos processos, as arbitrariedades são mais que muitas.

Não entendem? É natural, nem eu entendo ( e estou a estudar o assunto), ninguém entende.

Mas vou tentar explicar melhor, os doutos na matéria, dizem isto que eu acabei de escrever lá atrás, mais virgula menos virgula, e a maior parte e nós não entende.

A razão é simples, não entendemos porque nunca nenhum de nós estivemos envolvidos em nenhum processo de esfera penal ( ou pelo andar da carruagem, pensamos que não estamos)... e esperemos que nunca venhamos a estar....mas ao que parece não impede de sermos escutados na mesma.

Sabem, qualquer um de nós pode ser arguido, em qualquer processo, isso não significa que sejamos culpados, muito , mas muito longe disso.

Sser arguido num processo é simples, alguém diz que nós o injuriamos e apresenta queixa, e lá estamos nós Arguidos,mas não somos culpados, a menos que algum jornalista saiba... aí somos culpados e crucificados.

Mas, se não compreendemos isto, é porque nunca estivemos envolvidos em nenhum processo, porque se estivéssemos ou algum familiar já estivesse estado envolvido num processo, compreendíamos melhor as palavras do Sr. Procurador-Geral da Republica e do Inspector Geral da Administração Interna.

Já repararam que a nossa sociedade moderna, sob a capa de ser securitária e anti-terrorista, nos controla mais do que nós julgamos?

E por entidades que nem o sequer deveriam fazer, como é o caso dos bancos, experimentem ter um dívida, ou ter ordenados em atraso, e peçam um empréstimo bancário, e vêem logo o banco a recusar... pois vai buscar informação onde não pode nem deveria.

Basta saber um pouco mais de informática, e ter acesso a um PC, e se nós tivermos "Via Verde", sabem qual o nosso destino, a que horas passamos as portagens, se temos Multibanco e pagamos com o dito cujo, sabem em que hotel nos instalámos, em que restaurantes comemos, incluído o quê e com quem.

Levantaram dinheiro, sabem exactamente onde foi e a quantidade que foi.

Para além de que, existem câmaras de video-vigilância em demasiados lados... eles são nas lojas, nos táxis, tudo tem a fobia securitária.

E sentem-se mais seguros?

Não claro que não, espiados sim, seguros não.

O supra sumo dessa fobia, e que incentiva os países a usarem, são os EUA, que controlam tudo o que devem e o que não devem, quer por satélite, quer por agentes, quer na internet, quer com câmaras.

Tudo sob a capa do anti-terrorismo, controla tudo e todos, quer nas suas fronteiras internas quer em países estrangeiros, violando assim as normas e as soberanias desses países.

Mas que importa? Eles são os senhores do mundo.

Claro que a informação a mais... origina informação a mais e gestão a menos, e o terrorista que eles elegeram como bode expiatório, escapa entre os pingos da chuva e ainda se ri deles.

Mas nós não somos terroristas, por mais que os EUA nos queiram fazer crer, nós não o somos.

Somos cidadãos livres e de bons costumes, e queremos continuar a se-lo.

Mas isto cá no burgo, segue essa onda...

O corporativismo do Ministério Público e dos Juízes, na ânsia de investigar e de fazer cumprir a lei... mas não a justiça, deixa-nos a nós cidadãos, que já éramos a parte mais fraca... ainda mais enfraquecidos.

Quem tem dinheiro e é mediático, ou controla ou sabe controlar esses meios, aparece e parece pressionar a justiça, onde quer, como quer e quando quer, ajudando a dar um ar de descrédito ainda maior à justiça... logo à sociedade.

Vemos os presidentes dos clubes de futebol e presidentes e câmara, a darem entrevistas a jornais, alegando contra a legalidade das escutas que são alvo.

Pressionam os juízes, como quem pressiona os árbitros antes dos jogos, é tudo igual para eles, é o que se lê nos jornais, não estou a dar novidade nenhuma.

Bloguistas militantes, já viram o que era os juízes ou os Procuradores, acusarem os clubes de futebol pelas más compras e vendas, pelas tácticas usadas pelos treinadores em determinado jogo, ou das substituições que estes fizeram?

Era o bom e o bonito...

Os jornalistas, com a ganância de vender jornais e conquistarem os "shares" de audiência, andam cegos por notícias... por qualquer notícia... nem que a tenham de fabricar.

A coisa mais violada em Portugal, é o segredo de justiça, então nos chamados grandes casos nem se fala.

Sim, porque desiludam-se, assim como se compra árbitros e jogadores para ganhar jogos, assim como se compram construtores civis, também se compram jornalistas para fabricarem notícias, para comprar inocências e influenciar a opinião pública.

Causam assim instabilidade, incerteza, suscitam a dúvida, utilizam uma velha teoria comunista e sindicalista "Quanto pior, melhor".

Uma sociedade que não tem justiça justa, não é uma sociedade saudável.

Mas nós parecemos gostar deste folclore.

Está na altura de dizer :Basta!

O MP e os Juízes deveriam ver as suas carreiras reestruturadas, fazer como se faz lá fora nos países civilizados, ou fazer como era antes do 25 de Abril, as carreiras eram comuns.

Temos hoje em dia juízes tecnicamente capazes e competentes, mas emocional e sociologicamente imaturos, e quando digo imaturos falo sem experiência.

Julgar não é só aplicar a lei, também é fazê-lo com bom senso.

Quem pode confiar a 100% numa decisão que se quereria madura de uma juíza ou de um juiz de 25 anos de idade?

O julgamento é feito? É!...

A lei é correctamente aplicada? Sim!

Mas e os factores de aplicação da lei, foram tidos em conta? E a envolvência social? E os costumes e usos locais? Dúvido... ou melhor dizendo... foram tidos em conta segundo a experiência de alguém que conhece a nossa sociedade à meia dúzia de anos, mas que v~e alei cegamente.

E porque é que isto acontece?

Isto acontece, porque o PCP ( sim, ainda e sempre esses), logo depois do 25 de Abril, deram um cunho Soviético à nossa justiça, de modo a poderem-na controlar, principalmente o MP e alguns juízes, e colocaram nessa altura alguns (muitos) dos seus correlegionários, uma parte ainda lá anda... e em altos cargos não eleitos.

É incrível, como uma destruição feita á mais de 30 anos, ainda tem efeitos nefastos na nossa sociedade, eles não brincam em serviço.

Antes disto acontecer era assim: depois de saírem das faculdades de direito, os juristas, concorriam ao CEJ (centro de estudos judiciários), começavam por ser procuradores, eram colocados em comarcas pequenas, onde os casos não eram muito significativos.

Depois iam subindo para comarcas maiores, e também subiam na categoria, mais tarde passavam então a juízes, já com uma idade e com um saber de experiência feito.

Iam parar a comarcas mais pequenas, outra vez, mas desta vez como juízes, e daí iam subindo, quando julgavam já tinham tarimba.

Em muitos países julgo ser assim, e funciona, no nosso funcionou até 1975.

Agora o MP anda em competição com os Juízes, pois a formação é igual, é no CEJ, vai para juiz quem no final do curso ficar melhor classificado, e para MP quem não tem tão boas classificações, ou então escolheu.

É daí a origem da competição, mas enquanto estes dois competirem, a justiça é uma brincadeira para a vida das pessoas.

Por isso caro agente da judiciária Zé, não se esqueça do leite, nem do toque do telemóvel... olhe e faça baba de ... camelo.

Acorda Amor - Chico Buarque
Acorda amor
Eu tive um pesadelo agora
Sonhei que tinha gente lá fora
Batendo no portão, que aflição
Era a dura, numa muito escura viatura
Minha nossa santa criatura
Chame, chame, chame
Chame, chame o ladrão, chame o ladrão

Acorda amor
Não é mais pesadelo nada
Tem gente já no vão de escada
Fazendo confusão, que aflição
São os homens
E eu aqui parado de pijama
Eu não gosto de passar vexame
Chame, chame, chame
Chame o ladrão, chame o ladrão

Se eu demorar uns meses
Convém, às vezes, você sofrer
Mas depois de um ano eu não vindo
Ponha a roupa de domingo
E pode me esquecer

Acorda amor
Que o bicho é brabo e não sossega
Se você corre o bicho pega
Se fica não sei não
Atenção
Não demora
Dia desses chega a sua hora
Não discuta à toa não reclame
Clame, chame lá, chame, chame
Chame o ladrão, chame o ladrão, chame o ladrão

(Não esqueça a escova, o sabonete e o violão)


Ele há cargas fantásticas não há? Mas se nos escutam as comunicações, ainda perdemos a batalha...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O país fechou para obras...voltamos dentro de momentos ...

Caros Bloguistas Militantes

Deambulando pelas ruas da minha cidade, da nossa capital, tenho a sensação, que às vezes deveríamos fechar o país para obras, e entregar as obras a um consórcio qualquer estrangeiro.

Estou quase certo que faria disto um resort de luxo, muito verde, muitos campos de golf, e 10.000.000 de empregados para o satisfazer.

Claro que só teria vantagens, todos estaríamos empregados e não havia pobres, nem sem abrigo, nem essas coisas que um país pode ter e um resort de luxo não.

Vistas bem as coisas, teríamos todos aposentos de empregado em condições, pois um resort tão grande e de luxo teria de tratar bem os empregados.

Bom, mas enquanto isso não acontece, e espero que não aconteça... vós já reparasteis, na enormidade de obras que este país tem?

E também já repararam, que nada nunca está reparado? Ou melhor dizendo...

A relação proporcional entre o número de obras a decorrer e coisas que efectivamente ficam arranjadas/reparadas é manifestamente desproporcional.

A quantidade de pó e barulho que temos de suportar, os chamados custos ou danos colaterais, não é compensada ou raramente é compensada pelos benefícios de ver uma obra final completa, limpa, útil e eficaz.

Quando algo fica arranjado, nem um mês dura, existe logo uma alteração ao projecto, o que não admira nada, pois os projectos levam anos a serem aprovados, quando chega a fase da execução, este já se encontra desadequado... e mais caro... e ás vezes ultrapassado.

Nunca consegui andar 2 km em Lisboa, sem que visse um passeio ou rua em obras.

Dizia um antigo Comandante meu, que era Engenheiro, os contratos que existem com os empreiteiros são pautados pelo seguinte, na rua quem abre um buraco tem a responsabilidade contratual de o tapar, mesmo que esteja atrás dele um tipo, de outra companhia, com uma picareta levantada pronto a abrir o buraco outra vez.

Sei que há 2 mandatos atrás, era João Soares, presidente da Camâra, farto de ver as ruas acabadas de ser arranjadas com alcatrão novo, não passarem 2 semanas que não fossem esburacadas qual toupeiras famintas pelas empresas esburacadoras.

Reuniu então os buraqueiros todos, que é como quem diz as companhias de fornecimento de serviços que são os responsáveis pelos grandes e pequenos buracos da cidade, de modo a concertar esforços para que as obras acontecessem nos locais todas ao mesmo tempo.

Isto para as coisas serem coordenadas, e não acontecer o paradigma da picareta, -lo também por causa da sinalização de segurança, de modo a esta ser cumprida e para que a câmara tivesse conhecimento atempado das intervenções e coordenar, enfim por ordem na casa e a casa em ordem.

O homem já perdeu as eleições... e julgam que conseguiu?

Os resultados falam por si... para grande frustração do autarca.

Se noutros países civilizados, existem túneis técnicos, que canalizam tudo dentro de si, e se algum cano romper, ou um cabo precisar de ser substituído ou outra coisa qualquer, eles vão pelo túnel técnico e consertam, não abrem buracos.

Modernices... a tirarem trabalho aos tipos da picareta.

Mas se disso houver necessidade, como eu já vi na Suíça, as obras tem data marcada, do dia x ao dia y, e espante-se as obras acabam mesmo naquele dia com tudo pronto.

Cá túneis técnicos, só nas ruas da ex-expo 98, e um ensaio parecido na Avenida 24 de Julho quando foi remodelada.

Mas, por falar em sistemas obsoletos, o saneamento básico da cidade, também é obsoleto, e não é só em Lisboa.

Os esgotos pluviais e os residuais domésticos, que deveriam também entrar nesses túneis técnicos, são comuns ou seja estão juntos.

Misturamos águas sujas da nossa residência, com águas limpas ( que poderiam e deveriam ser reaproveitadas) vindas da chuva.

A mistura das águas pluviais com as residuais, é a causa do cheiro fétido que sentimos, no verão ou quando a maré está vazia, nas ruas da cidade, principalmente nas ruas mais baixas, como é o caso da turística Belém.

Torna-se este cheiro insuportável mesmo, quando o factor calor se conjuga com o factor maré vazia.

Resolvia-se isto tão bem fazendo duas condutas de esgotos independentes, obrigando os prédios da cidade a recolherem as suas águas pluviais, e depois reutilizando nas sanitas... pelo menos o desperdício era menor.

Voltando aos buracos, quando uma obra fica embargada, temos buracos para vários anos, ninguém o tapa, ninguém quer saber.

Ficámos sem calceteiros, o pessoal que sabia da poda cada vez é menos, e pertence á câmara, mas como já não é a câmara que arranja os passeios, mas sim os subempreiteiros, que não tem a técnica e o rigor de saber colocar a pedra de toque, que faz com que os passeios fiquem firmes... os passeios arranjados por este sub-patos-bravo, passados uns dias estão aos altos e baixos.

É o país que temos, são os buracos que merecemos.

Sabem, deveríamos colocar um cartaz na fronteira a dizer "fechado para obras, e reabre com nova gerência....voltamos dentro de momentos... volte você também"

Olaré.

Eu vou ser como a Toupeira - José Afonso

Eu vou ser como a toupeira
Que esburaca
Penitência, diz a hidra
Quando à seca
Eu vou ser como a gibóia
Que atormenta
Não há luz que não se veja
Da charneca
E não me digas agora
Estás à espera
Penitência diz a hidra
Quando à seca
E se te enfias na toca
És como ela
Quero-me à minha vontade
Não na tua
Ó hidra, diz-me a verdade
Nua e crua
Mais vale dar numa sarjeta
Que na mão
De quem nos inveja a vida
E tira o pão

Ele há cargas fantásticas, não há? Mas às vezes os buracos fazem cair os cavalos durante as cargas.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Cheira a gás... e não só

Olá caros Bloguistas Militantes

Hoje falamos do Gás Natural.

Não, não vamos falar do acordo com a Venezuela que o Governo assinou, nem do Sr. Hugo Chavez.

Falamos da implementação do Gás Natural e dos "acidentes" que têm acontecido

Já estava á espera, e continuo à espera, tal qual uma "cigana" que adivinha.

Isto de ter informação privilegiada, às vezes é dramático.

Principalmente, se se fez parte de um órgão autárquico, e se tentou que a informação fosse veiculada para a opinião pública, e ela perdeu-se pelos infinitos corredores da burocracia, ficou retida por ter sido pressionada pelas grandes companhias fornecedoras de Gás Natural.

A democracia está comprometida, eu já o disse várias vezes, e por várias vezes já o confirmei.

Os elementos da comissão e eram cerca de 10, todos tem em suas casas os relatórios técnicos que suportam o que eu vou dizer.

A totalidade, dos 105 deputados municipais da altura, ( não da assembleia da república), tiveram conhecimento do que eu aqui digo.

Por isso a informação não é desconhecida, ou foi escondida.

Surpreendente foi a comunicação social, a primeira a não "pegar" nela, o que só sublinha o facto de a imprensa querer só tragédias para abrir os telejornais e fazer as manchetes.

Lá estou eu outra vez com a economia e o poder das grandes companhias que controlam o "poder político" e jornalístico.

Ok, eu desvendo o que estou a dizer.

Ontem, explodiu devido a uma fuga de Gás um prédio em Setúbal, explosões de Gás, este ano, já foram 12.

Houve feridos, imensos estragos materiais, pessoas que vão ficar desalojadas sabe-se-lá durante quanto tempo.

A tragédia podia ter sido evitada, assim como tragédias futuras também.

Como vos disse já estava à espera, tal como uma cigana que adivinha.

A Deco, diz que os consumidores, não estão devidamente alertados.

É bem verdade, não o estão, nem seguros, acrescento eu.

E confesso que estou com receio, porque consumidores somos todos nós, e estamos todos expostos ao perigo.

Mas a verdade é mais profunda que isso, muito mais profunda.

Isto de ter a informação é tramado.

E se querem saber, pesa-me na consciência, porque não pude fazer nada, porque não me deixaram agir.

Quis alertar as "autoridades jornalísticas", mas estas, consideraram um assunto de menor importância à época.

Mas, eu digo, que existiu e existe conivência, de várias entidades, quer por acção ou por omissão, tanto da Deco (empresa privada), como do instituto do Consumidor ( organismo público), como dos organismos privados e estatais, em relação a este assunto.

E que assunto?

Falo especificamente do Gás Natural, e da legislação que foi feita antes da implementação do Gás Natural em Portugal.

Nunca se perguntaram, porque é que já existindo canalizações de gás por toda a parte, com a implementação de um gás novo, as ruas tiveram (e ainda estão), a ser esburacadas e estão a ser colocadas novas canalizações?

Se a maior parte das canalizações de gás existentes, ainda estavam em condições, então o porquê de se gastar milhões de contos em novas canalizações?

Uma empresa privada a gastar dinheiro inutilmente?

Huuuummmmm.... !!!

E porquê? Porque farão isso?

Porque as canalizações, do Gás de Cidade, eram inadequadas quer tecnicamente, quer do ponto de vista da segurança, para o transporte do Gás Natural.

E, se as Companhias Fornecedoras do Gás Natural, queriam "vingar" em Portugal, tinham de apostar em segurança.

Aí o Estado não abriu mão, os contratos assinados a isso o exigiam.

Mas um contrato, é um acordo de partes, e raramente os terceiros (leia-se nós) são contemplados, excepto quando é para pagar.

Assim o Estado contratualizou e obrigou-se a legislar sobre a implementação do Gás Natural, a segurança nas ruas, terras enfim no espaço público por onde passava as condutas de Gás Natural, e por contrato as empresas fornecedoras de Gás Natural, tem de cumprir.

Restam os terceiros, ou seja, nós, que apesar de teoricamente fazermos parte do Estado, não fomos contemplados no acordo, excepto para a parte de pagar a factura.

Porque, se tivessemos sido contemplados em relação à segurança, as Companhias Fornecedoras do Gás Natural, teriam a obrigação sua (e digo isto, porque é uma energia nova e perigosa, se não for devidamente manuseada), de mudar e fiscalizar a mudança técnica necessária para que o Gás Natural, chegasse da rua a nossas casas em segurança.

Mas não o fez, ninguém o fez, não fomos contemplados, e a segurança está comprometida.

As empresas fornecedoras de Gás Natural, não quiserem ter esse ónus, não quiseram pagar as instalações da origem da recolha do Gás Natural, até às saídas de queima final nas nossas casas ou mais simplesmente recusar fazer a ligação, da rua para os edifícios enquanto não fossem mudadas as instalações.

Nada disto foi feito, porque se tivessem a responsabilidade contratual de fazer a instalação completa, demorava mais tempo e gastavam mais dinheiro ou se se recusassem a fazer a ligação da rua para os edifícios, significaria menos contratos.

Ora, porque o lucro é o mais importante... as empresas fornecedoras de Gás Natural, só tiveram de pressionar o Governo da altura a não colocar essa clausula no contrato nem na lei, e a segurança ficou comprometida a prazo...

Ou seja, tal como uma cigana, previram, que quando algo acontecer (leia-e fugas ou explosões) já esta energia está instalada, já não podem ser responsabilizados.

Pois, agora a "bomboka estourou", os "acidentes" (previstos e previsíveis) estão a acontecer.

Não se é preciso ser cigana para adivinhar.

A tragédia está lá pronta a acontecer.

E, agora?

Estabelecer uma causa efeito?

Vai ser difícil, mas tudo foi preparado para que fosse assim, e as empresas fornecedoras de Gás Natural, naturalmente vão ser desresponsabilizadas.

Refira-se que eram raríssimos, mesmo diminutos, os acidentes provocados pelo antigo Gás da Cidade (devido a condições técnicas), as canalizações estavam tecnicamente preparadas para ele, e isso tornavam-no num gás fiável, era portanto um gás seguro.

Este Gás Natural, não é seguro.

E não é seguro por culpa das novas companhias fornecedoras de Gás Natural, e da Deco, e do Instituto de Consumidor, e dos inspectores que foram a nossa casa certificar a canalização, perdão foi um "lapsus digitae", o que estes inspectores foram ver foram os dispositivos de queima.

É que até com isso, as empresas fornecedoras de Gás Natural, fizeram negócio, com a "oferta" da troca dos aparelhos de queima do gás (oferta ou compra mais barata), porque o caro que era o mudar a canalização, isso não o fizeram.

Ou seja, forneceram o combustível, forneceram o "automóvel", mas as estradas para lá chegar isso ficou por conta dos tais terceiros.

Grande negócio, induziram-nos ao consumo deliberada e propositadamente.

A culpa também é do legislador que elaborou a "intrincada" legislação de instalação de gás, e que deixou propositadamente de fora as instalações da canalização dos edifícios, pois as grandes companhias fornecedoras de Gás Natural, assim o exigiram, os tais "buracos" na lei.

Uma ressalva e esclarecimento, se impõe aqui, saibam pois que o coeficiente de queima do Gás Natural, é mais baixo que o antigo Gás da Cidade, que o Gás Propano, ou do Gás butano.

Coeficiente de queima, é a energia calorífica que o gás produz, e é facilmente quantificável.

Se numa experiência, utilizando os vários tipos de gás que se comercializa ( Butano, Propano e Gás Natural- já que o antigo Gás de Cidade deixou de ser fabricado), num dispositivo de queima, colocarmos em 3 bicos um recipiente com um litro de água (sendo que cada bico é alimentado por um tipo de gás diferente) e cronometramos o tempo que a água leva até levantar fervura, obtemos assim o coeficiente de queima de cada gás.

O Gás Natural, é o que ,leva mais tempo, o Propano é o que leva menos tempo.

Quanto a este ultimo, existem restrições de segurança e legislativas para o podermos ter dentro de nossas casas, pois é preciso requisitos especiais e claro canalizações especiais (mas quanto a isto já lá vamos).

Se o Gás Natural leva mais tempo a ferver um litro de água, então gastamos mais gás, é por causa disso (apesar de ter o preço um pouco mais baixo) , que as contas do gás dispararam, que as cozinheiras levaram tempo a adaptar-se a esta energia e os cozinhados não ficaram tão apurados e saborosos como eram antigamente.

Eu sei, eu sei , não fui concreto tecnicamente até agora, mas vou sê-lo.

As cidades/casas, que antigamente usavam gás de cidade, tinham canalizações preparadas para esse tipo de gás.

Ora o Gás de Cidade, era um gás que era húmido, as canalizações eram nas suas juntas ( local onde um cano liga a outro ou a um dispositivo de queima) vedadas eficazmente com linho.

Sendo húmido, o gás ao passar na canalização, mantinha o linho húmido.

Ora húmido o linho dilata, e dilatado faz de vedante e não deixa passar o gás, logo é estanque, logo não existem fugas.

O mesmo não se passa com o Gás Natural, este é seco, não tem portanto humidade.

O que não é nenhum drama, pois se as Companhias fornecedoras do Gás Natural até á porta do seu prédio, colocaram canalizações novas e tecnicamente adequadas para o transporte deste gás, não tem problema nenhum.

O problema é da porta do seu prédio para dentro.

É que se o seu prédio, está preparado para o Gás Propano, ou Butano ou o antigo Gás de Cidade, não o está tecnicamente preparado para o novo Gás Natural.

É por isso, que sem a humidade (fornecida pela passagem do antigo gás), os vedantes (o linho) vão ceder, as fugas vão acontecer, e as tragédias irão ocorrer, porque só estarão á espera do sistema entrar em colapso.

E, este ano foram já 12 as explosões, muitas mais irão acontecer.

Não é preciso ser cigana para adivinhar.

As companhias fornecedoras de Gás Natural, desculpam-se com a lei, aquela que ajudaram a manipular.

De que não podem mexer em propriedade privada, até aí tudo muito certo, é verdade.

Mas poderiam e deveriam ter recusado o fornecimento enquanto as coisas não estivessem tecnicamente em conformidade e em segurança.

Poderiam e deveriam ter avisado do perigo que isso constituí.

Mas se isso acontecesse, os "Terceiros", ou não alinhavam no gás natural ou levariam mais tempo a instalá-lo, porque tecnicamente mudar e preparar milhões de lares leva algum tempo.

Tempo que as companhias não queriam perder, pois tempo é dinheiro.

A nossa segurança está em causa, acreditem em mim e desconfiem de quem diga o contrário.

E não se esqueçam, que a vossa casa pode até já ter feito obras e adaptado as canalizações para o gás natural.

E o prédio ao lado do seu?

E o restaurante onde vai todos os dias?

E a casa dos seus familiares?

Pois é ... é que quando existe uma explosão de gás, é a mesma coisa que a "caca" quando cai na ventoinha... é espalhada por todo o lado.

Eu, retirei o gás canalizado de casa, é tudo eléctrico, não sei se fiz uma boa opção, não sei se estou mais seguro, o certo é que retirei.

Termino como comecei:

Já estava á espera, e continuo à espera. Não preciso de ser cigana para adivinhar.

Isto de ter informação privilegiada, às vezes é dramático.

Acreditem é mesmo, e o pior é que não sei o que hei-de fazer.

Não sei mesmo.

Tu gitana - Cancioneiro de Vila Viçosa

Tu gitana que adivinhas
Me lo digas, poes no lo
Se saldre dessa aventura
Ô si nela moriré
Ô si nela perco la vida
Ô si nela triumfare
Tu gitana que adivinhas
Me lo digas, poes no lo sê

Ele há cargas fantásticas, não há? Então com gás até voam.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

como à espera do comboio, na paragem do autocarro

Olá caros bloguistas militantes

A saga imperial dos transportes públicos, sempre presente, vai dando as suas pérolas.

Aqui para nós, que todos nos ouvem... tenho a impressão que os Guarda-Freios e os Motoristas estão a fazer de propósito e andar mais devagar com os transportes públicos.

Noto em particular e principalmente na carreira 15 de eléctricos (Praça da figueira-Algés), que teóricamente possui os chamados eléctricos rápidos.

Uma pessoa usa os transpores para se deslocar, e em princípio tem pressa.

Se não, ia a pé, que é agradável e não temos de levar com o cheiro a raposinho... e outras inconveniências, que nos são impostas, devido a sermos mal servidos de transportes públicos.

Mas, na senda de andarem sempre ao arrepio do público que deveriam servir, os senhores motoristas dos transportes públicos, ultimamente teimam em andar devagarinho, e quando digo devagarinho refiro a menos 10 km de velocidade máxima recomendada.

Porque se andassem a essa velocidade, eu não perdia todos os dias o comboio, pois nunca chego a horas à gare, e quem diz o comboio diz outros compromissos.

E lá fico, mais 20 minutos à espera, tudo isto porque o motorista do 29 Autocarro (Algés- Bairro Padre Cruz) ou o guarda-freio do eléctrico 15, resolvem ir a pisar ovos.

E porquê?

Ou porque vão a conversar, ou porque vão ao telemóvel, ou porque vão render ou porque simplesmente lhes apetece.

Isto, para não falar da rendição, que cada vez que acontece, perdem quase meia hora a passar o turno.

Eu sei, caros bloguistas, que não acontece isto só em Lisboa, e o meu "mal" é um "mal" comum.

Esta gente que também é trabalhadora, ou cumpre ordens ou goza connosco, e eu não sei para qual dos lados me hei-de inclinar.

Esquecem-se que numa cidade cosmopolita, como é Lisboa, como é o Porto, como é Coimbra, Faro, etc... até ao Domingo se trabalha.

Até no Domingo e nos feriados temos pressa.

As empresas já acabaram com uma série de regalias, entre elas:

  • o bilhete operário, que permitia a quem entrasse até ás 7 da manhã poupar muito no preço do bilhete, que tinha uma redução bastante significativa.
  • O passe semestral, em que também poupavamos dinheiro e tínhamos passe para 6 meses.
  • Os bilhetes por zona, e não a actual tarifa única com agente único, em que por zona pagávamos só o percuro que andávamos e não a totalidade como acontece agora.

Já existe muita gente que não utiliza os transportes públicos, e com esta política de "cativar" clientes, eles estão a "matar" o sistema de transportes.

Muitos de nós, não vamos bem disposto para o trabalho, para ter cargas pesadas e salários que não merecemos, devido a serem baixos.

Levamos com estes números logo de manhã, insistem em fazer-nos lembrar que não podemos entrar bem dispostos, e então carregam-nos com atrasos e com o passo de caracol.

E só refiro ao de leve, que andamos a "levar" com autocarros em segunda mão, autocarros "recauchutados" que já não servem para outros países.

Estou certo que as empresas de transportes preferem chamá-los de "semi-novos"... é um eufemismo...

Se não servem para outros países, porque é que haveriam de servir para o nosso e não me refiro unicamente a uma companhia de transportes, refiro-me a todas.

Lá fora, os transportes são fiscalizados, e só podem andar a circular entre 7 a 10 anos, e isto na legislação mais permissiva.

Cá, levamos com o "refugo semi-novo".

Se os Polícias, pagassem nos transportes públicos e não andassem de borla, tenho a certeza que as multas dos transportes e as inspecções dos transportes públicos eram muito menos permissivas.

Qualquer dia falo dos táxis... que isso dá pano para mangas, mas fica para outro post.

Mas isto não pode continuar assim, um país de atrasos e de alguns atrasados.

O que devemos fazer?

Protestar oralmente, não vale a pena, por escrito... contínua tudo na mesma... temos decididamente fazer algo.

Ainda não descobri bem o quê... mas temos de fazer algo... mas o quê?

Aceitamos sugestões.

Lá Em Baixo - Sérgio Godinho

Lá em baixo ainda anda gente
apesar de ser tão noite
há quem tema a madrugada
e no escuro se afoite
há quem durma tão cansado
nem um beijo os estremece
de manhã acordarão
para o que não lhes apetece
e há quem imite os lobos
embora imitando gente
há quem lute
e ao lutar
veja o mundo a andar para a frente

E tu Maria diz-me onde andas tu
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous
qual de nós viu a noite
até ser já quase de dia
é tarde, Maria
toda a gente passou horas
em que andou desencontrado
como à espera do comboio
na paragem do autocarro

Lá em baixo ainda anda gente
apesar de ser tão tarde
há quem cresça no escuro
e do dia se resguarde
há quem corra sem ter braços
para os braços que os aceitam
e seus braços juntos crescem
e entrelaçados se deitam
e a manhã traz outros braços
também juntos de outra forma
de quem luta e ao lutar
a si mesmo se transforma

E tu Maria diz-me onde andas tu
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous
qual de nós viu a noite
até ser já quase de dia
é tarde, Maria
toda a gente passou horas
em que andou desencontrado
como à espera do comboio
na paragem do autocarro


Lá em baixo ainda há quem passe
e um sonho que anda à solta
vem bater à minha porta
diz a senha da revolta
vou plantá-lo e pô-lo ao sol
até que se recomponha
é um sonho que acordado
vale bem quem ele sonha
lá em baixo, até já disse
que é que tem a ver comigo
e no entanto sobressalto
se me batem ao postigo

E tu Maria diz-me onde andas tu
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous
qual de nós viu a noite
até ser já quase de dia
é tarde, Maria
toda a gente passou horas
em que andou desencontrado
como à espera do comboio
na paragem do autocarro

Lá em baixo ainda anda gente
e uma cara desconhecida
vai abrindo no escuro
uma luz como uma ferida
como a luz que corre atrás
da corrida de um cometa
e vejo vales e valados
no sopé duma valeta
lá em baixo ainda anda gente
e uma cara conhecida
vai ateando noite fora
um incêndio na avenida

És tu Maria, eu sei, já sei, és tu
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous
qual de nós viu a noite
até ser já quase de dia
é tarde, Maria
toda a gente passou horas
em que andou desencontrado
como à espera do comboio
na paragem do autocarro

Ele há cargas fantásticas, não há? Mas convém ser a cavalo e não de burro.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Que Asae do caraças

Olá Caros Bloguistas Militantes

Enfim a chuva veio.

Passámos do 8 ao 80, deixámos o alerta amarelo dos incêndios, para passarmos a alerta amarelo de mau tempo.

Quem tem sempre o mesmo trabalho, são os colegas bombeiros... um dia destes falo neles no blogue.

Ontem foi Domingo, almocei numa tasca ou num tasco ou numa taberna como vos der mais jeito dizer.

Que maravilha, que típico, foi em Lisboa claro, sim porque na minha terra ainda existem tascas.

E porque é que eu gostei? - perguntarão vós.

Porque o ambiente, a casa, nada é estereotipado, nada de coisas complicadas ou de plástico, tasca pura e dura com bêbados, homens das obras, das oficinas, mulheres de má fama e tudo.

Sim, porque o fim-de-semana que é para descansar... não chegou a todos.

Aquilo é digno de se ver, tintol em cima de quase todas as mesas, e na minha estava uma imperial (apesar de não poder beber mas não ia fazer a desfeita) porque o tintol faz-me sono... deve ser dos taninos.

Gostei de ir ao tasco porque, se ainda tiver fome depois de ter comido o que vem no prato, ali pedindo temos sempre mais um bocadinho.

Fez-me lembrar outro tempos já idos, em que íamos às mercearias antigas, onde as balanças eram com pesos (iguais às balanças da justiça), pedíamos um kilo de batatas e o merceeiro colocava sempre mais um bocadinho.

Pedíamos um quarto de queijo e tínhamos sempre mais pelo mesmo preço.

Sim, (ironizando) eram as mercearias muito parecidas com os hiper's de hoje, em que tudo é aferidamente pesado e pago... e oferecem-te um chouriço para levar um porco... outros tempos.

Sabem, caros bloguistas militantes, estou farto de ir todos os dias ao cascais shoping almoçar.

É tudo muito certinho, tudo estereotipado, tudo engravatado, tudo artificial... numa frase... tudo muito igual aos outros centros comerciais de Portugal.

Ali no tasco não, eles são pares de cornos pendurados na parede, uma cabeça de boi onde alguém colocou um par de óculos ao bicho, eles são versos de origem e gosto duvidoso... enfim uma tasca portuguesa com certeza.

Dá pra ver a "origem" geográfica do dono, pelos artefactos campestres antigos que ele tem pendurados na parede, mostrando assim com orgulho que é dali e tem honra nisso.

Os artefactos dão o conforto necessário, naquela humilde taberna onde passa a maior parte dos seus dias e das horas do seu dia, para se esquecer de que é "estrangeiro" ou um "estranho" numa terra cheia de outros "estranhos" e "estrangeiros".

E as pipas, de onde o vinho sai mesmo...

Mas sabem... com o dizem os populares ... eles "andem" aí...

Quem?

A ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

Sim, essa que tudo toma pela bitola da lei, mas fá-lo cegamente, que se "lixe" a tradição, nós queremos um Portugal moderno e europeu e não há cá tempo para essas mariquices, e portanto toca a fechar tudo e mais alguma coisa.

Estes tipos, proibiram as sandes de "coiratos" (que nós comíamos quando ainda íamos à bola ou nas feiras), sandes de "coiratos" que nos fazem lembrar, se não formos muçulmanos, que tudo no porco se aproveita, pois se formos muçulmanos nada no porco se aproveita.

Sabem, acho que a ASAE anda ao serviço do grande capital e das multinacionais (já pareço um comuna a falar e não gosto nada disso), se não não perseguia e em vez disso fazia cumprir com tempo e adaptação as leis da restauração.

E assim vamos perdendo a identidade.

Não, não defendo a imundice e o aproveitamento de coisas estragadas, isso não, mas defendo o bom senso, o equilíbrio e adaptação.

Como obrigar um estabelecimento minúsculo a fazer obras para colocar uma casa de banho, quando as vezes nem 20 pessoas cabem lá dentro.

Quando foram feitos este estabelecimentos, as regras não eram essas, e por haver regras novas não se pode impor á força de "ou fazes ou fechas", porque é arruinar o nosso património cultural?

Além disso os tipos da ASAE devem ser funcionários públicos e além disso funcionários públicos lerdos (sim porque os há e bons com expediente e com celeridade, não dentro da ASAE).

Porque é que digo isto?

Viram com toda a certeza, o fecho do "JUMBO" de Alfragide, por causa das obras estavam a encher de pó e a colocarem em risco os produtos alimentares.

Só que as obras no JUMBO de Alfragide, já duram à cerca de 2 anos, e a ASAE fechou o JUMBO de Alfragide 3 dias antes de inaugurar...

Por isso eu digo são lerdos funcionários públicos, e ainda por cima à procura de showoff, pois a ser fechado deveria ter sido logo no início em que o pó era então mais que muito e o risco para a segurança das pessoas também.

Isto é gato escondido com rabo de fora. Assim podem dizer que "fiscalizaram" e até "fecharam" uma grande superfície, não são só os pequeninos... grande coisa... 3 dias quando deveriam ter sido quase 24 meses.

Isto é atirar areia para os nossos olhos... tanta eficiência.

A ASAE (e nunca nenhum jornalista ou TV focou isso), coloca em causa as fiscalizações camarárias, ou vós julgais que as grandes superfícies ou os pequenos mercados e restaurantes etc... estão abertas sem licença ou licenciamento? Sem ficalizações camarárias?

Não, não estão, e tem licença, aqui das quatro uma, ou existe uma desautorização, ou existe corrupção nalgum dos serviços, ou existe uma sobreposição ou existe uma incompetência de alguma das partes, para deixarem os estabelecimentos abrirem e a funcionar.

Sabe-se que quem recorre das inspecções da ASAE consegue contrariar os seus argumentos e reabrir outra vez.

Sob a capa da legalidade faz-se muita liberalidade.

Pois ao olharmos para a legislação vemos que existiu ali uma grande influência de quem detém as grandes superfícies, de modo a beneficiá-los, ou seja as regras do jogo estão viciadas à partida.

Queremos vinho a copo, comida para animais a peso, vinho no jarro, azeite e vinagre nos galheteiros, que a maior parte das vezes era muito bom, não era adulterado e era da colheita do dono da casa.

Eram doses à "medida" que permitiam evitar o desperdício e poupara dinheiro..mas isso está tudo proíbido, porque está tudo standarizado, e logo controlado pelas multinacionais, e nós a pagar.

É isso mesmo caros Bloguistas Militantes... com esta agência de fiscalização, temos um ASAE DO CARAÇAS.

Tendinha Composição: Raúl Ferrão / José Galhardo

Junto ao arco de bandeira

Há uma loja tendinha

De aspecto rasca e banal

Na história da bebedeira

Ai, aquela casa velhinha

É um padrão imortal



Velha taberna

Nesta Lisboa moderna

É da tasca humilde e terna

Que mantém a tradição

Velha tendinha

És o templo da pinguinha

Dos dois brancos, da ginginha

Da boêmia e do pimpão



Noutros tempos, os fadistas

Vinham, já grossos das hortas

Pra o teu balcão returrar

E inspirados, os artistas

Iam pra aí, horas mortas

Ouvir o fado e cantar



Ele há cargas fantásticas não há? Mas se carregar não beba.

sábado, 17 de novembro de 2007

Always Look on the Bright Side of Life

Olá caros bloguistas Militantes

Tenho estado adoentado... por essa razão tenho visto bastante TV... imaginam... não é?

Se não estava bem... melhor não fiquei... só concurso e novelas, novelas e concursos, intercalados com telejornais.

O odisseia, o discovery, o national geographic repetem os programas,... enfim...

São bons soporiferos, coloquei o sono em dia... até parece que eu alguma vez o tinha atrasado...

Bom, mas no meio de tanta coisa, ainda existem alguns programas que me cativaram.

Na 2, um dos actores do ex-grupo Monthy Pithon, o Sr. Michael Palin, tinha um programa seu.

Fã, como eu sou, dos Monthy Piton, não descolei os olhos da TV.

O dito actor, mostrava-nos a Turquia, um progrma que não era para rir, era cultural, sociologica e politicamente interessante.

Provando, se alguma vez teria de ser provado, que os cómicos, são pessoas interessantes e inteligentes, e quando colocam o seu saber ao serviço da comunidade, todos lucramos interessantemente.

O programa, mostrava-nos a cultura, a culinária, os locais de refeição, as particularidades do país, deslocando-se em viaturas e em transportes locais, indo a regiões e mostrando-nos paisagens que habitualmente ou quase nunca o turísta vai, pois andou por regiões inóspitas e também por regiões amenas.

Mostrou e explicou a geologia da região, antropologia, enfim bastante eclético o programa, ficámos a conhecer a fundo a Turquia e os seus costumes.

Falou com o povo, e falou como Súbdito do império britânico perguntando aos turcos se a Turquia deveria ou não entrar na União Europeia.

Um programa bem interessante, que passa na 2... sim porque na 1, na SIC e na TVI, temos TELELIXO.

Michael Palin, faz-nos ver o lado positivo da vida, com a abordagem que fez da Turquia e do mundo, mostrou que apesar de diferentes os povos tem mais em comum do que o que julgam.
E como diz um filosofo ou ditado popular : Cada povo sabe que há mais coisas justas sobre a terra, além da sua filosofia.

Sejam felizes e encarem o dia a dia com um sorriso.

Always Look on the Bright Side of Life - words and music by Eric Idle

Some things in life are bad
They can really make you mad
Other things just make you swear and curse.
When you're chewing on life's gristle
Don't grumble, give a whistle
And this'll help things turn out for the best...

And...always look on the bright side of life...
Always look on the light side of life...

If life seems jolly rotten
There's something you've forgotten
And that's to laugh and smile and dance and sing.
When you're feeling in the dumps
Don't be silly chumps
Just purse your lips and whistle - that's the thing.

And...always look on the bright side of life...
Always look on the light side of life...

For life is quite absurd
And death's the final word
You must always face the curtain with a bow.
Forget about your sin - give the audience a grin
Enjoy it - it's your last chance anyhow.

So always look on the bright side of death
Just before you draw your terminal breath

Life's a piece of shit
When you look at it
Life's a laugh and death's a joke, it's true.
You'll see it's all a show
Keep 'em laughing as you go
Just remember that the last laugh is on you.

And always look on the bright side of life...
Always look on the right side of life...
(Come on guys, cheer up!)
Always look on the bright side of life...
Always look on the bright side of life...
(Worse things happen at sea, you know.)
Always look on the bright side of life...
(I mean - what have you got to lose?)
(You know, you come from nothing - you're going back to nothing.
What have you lost? Nothing!)
Always look on the right side of life...

Ele há cargas fantásticas, não há? Umas em que o sol brilha com mais alegria.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Eu luto sempre do outro lado da luta ou Estórias da minha aldeia

Olá Caros Bloguistas militantes

Fui às festas da minha aldeia.

É verdade, foram lá os Xutos & Pontapés e eu não poderia deixar de os ir ver, ainda por cima a tocar com orquestra sinfónica.

Não só porque nunca tinha ido, mas um dos rapazes é lá da minha zona (ou foi), "but the last e not the least" era à borliu.

A câmara municipal da minha aldeia, fez aquilo num local bonito, perto do nosso "ribeiro" e junto a um antigo monumento.

Tinha lá muita gente de aldeias vizinhas, aquilo foi bem concorrido pá ... diria um ilustre personagem da nossa praceta.

Como sempre não faltaram os arrumadores dos coches e de liteiras, essa praga de "carochos" que nunca mais ninguém põe a mão neles, e cá estamos nós a desembolsar a moedinha... nós é como quem diz, que eu não tenho carro e fui a pé, também era perto.

E os "vandalos" a estacionar em cima da relva?

Beeeem, eram mais que muitos, como a aldeia não é deles toca a estragar.

Sinceramente, à gente... ou melhor à pessoas que não querem o bem e a beleza das aldeias alheias.

O evento foi em finais de Agosto ou princípios de Setembro, já não me lembro, mas que foi bonito e bom lá isso foi.

Também Belém é um local quase paradisíaco.

Sim, porque a minha aldeia, a minha terra... é Lisboa.

Eu nasci cá, sou de cá, e não gosto nada quando vem estragar a minha aldeia.

Como por exemplo os Senhores da Administração do Porto de Lisboa, que têm a tutela do "ribeiro" da minha aldeia até à linha de comboio, ali mandam eles.

Resolveram autorizar, sem falar com o presidente da Câmara da minha aldeia, que na frente ribeirinha da minha aldeia, junto à antiga doca da marinha, fazer um hotel de luxo, tapando a linda vista que tínhamos de algumas partes da cidade, retirando o místico e o turístico entre o padrão dos descobrimentos e a torre de Belém.

Se a má língua falasse, diria que enriqueceram alguma conta bancária... em detrimento do património.

A Carris, são outros que não gostam nada da aldeia, se tivessem um administrador cá da aldeia...

A Carris, não prevê, não respeita, não quer o turismo, nem quer que os habitantes da aldeia circulem ao domingo, pois os transportes públicos são de 40 em 40 minutos, isto quando não temos de esperar mais ou quando não se lembram de cortar carreiras por falta de uso como aconteceu com o eléctrico 18 em Agosto .

Andamos nós na aldeia a tentar ser ecológicos, para estes senhores virem destabilizar, inveja... pura inveja.

Quem deveria ser presidente da Carris e do Porto de Lisboa, deveria ser o presidente da câmara cá da aldeia, assim as coisas andariam melhor.

Se assim fosse, vocês alguma vez imaginariam, por exemplo, que a torre de Belém estava ao abandono como está?

Aquilo à volta da torre está uma miséria, são Lajes partidas, está mal limpo, além disso a torre foi edificada no meio do "ribeiro", e com o aterro a torre ficou em terra... ou mais perto dela.

Para darem a ilusão (e bem) que a torre está no meio do "ribeiro", fizeram uma espécie de baluarte, em torno da torre, de modo a segurar a água do "ribeiro" para que a torre estivesse sempre rodeada de água.

Só que estas coisas precisam de manutenção e de limpeza, pois não temos nem uma nem outra, por isso imaginem como aquilo está.

Em termos turísticos o local também não é aproveitado, pois poderiam recrear batalhas navais ou chegadas de coroas de outros reinos, com pessoas vestidas à época, fazendo da torre um contributo para a história viva da minha aldeia.

Por último, entre a minha aldeia e a aldeia em frente existe uma ponte, que tem de atravessar o "ribeiro" e onde passam "meia dúzia" de carros, ponte essa, que em tempos teve outro nome, agora tem outro, mas isso agora não interessa nada, o que interessa é que antes da ponte da aldeia ter sido privatizada estava sempre iluminada à noite.

Era um ponto turístico interessantíssimo e lindo, mas agora ... só iluminam meia ponte... e raramente vejo a ponte toda iluminada, é pena.

Mas sabem, fui ver os Xutos à minha aldeia e foi inesquecível.

Esta cidade - letra: João Gentil música: Xutos & Pontapés
Quer eu queira quer não queira
Esta cidade
Há-de ser uma fronteira
E a verdade
Cada vez menos
Cada vez menos
Verdadeira

Quer eu queira
Quer não queira
No meio desta liberdade
Filhos da puta
Sem razão
E sem sentido
No meio da rua
Nua crua e bruta
Eu luto sempre do outro lado da luta

A polícia já tem o meu nome
Minha foto está no ficheiro
Porque eu não me rendo porque eu não me vendo
Nem por ideais
Nem por dinheiro

E como eu sou e quero ser sempre assim
Um rio que corre sem princípio nem fim
O poder podre dos homens normais
Está a tentar dar cabo de mim
Cabo de mim

Ele há cargas fantásticas, não há? Então se forem acompanhadas com música dos Xutos dão mais ânimo.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Vejam bem...

Olá Caros Bloguistas Militantes

Estou mal disposto, doem-me os dentes (sim já fui ao dentista, estou a ser medicado e tratado).
Por isso hoje estou do contra.

Vós, Caros Bloguistas Militantes, já visteis, o opinião pública da SIC-Notícias, e o seu congénere da RTPN?

Bom, já não vou falar que passam os dois ao mesmo tempo, parece que as TV's generalistas agora deram em transmitir os mesmos tipos de programa à mesma hora... deve ser para nós termos mais opções...

Mas, como não vou falar disso, vou antes debruçar-me sobre os temas do "Opinião Pública".

São temas que só lembram ás televisões (critério jornalístico, desculpam-se eles), a maioria não vale nada, e só servem para lançar confusão.

Umas vezes perguntam se os clubes de futebol A, B e C (são sempre os mesmos, os campeonatos de futebol cá no burgo, são só jogados a 3... os outros é só para enfeitar o ramalhete para os ditos "grandes" poderem ir á Europa), outras perguntam se concorda com o aumento de impostos e outras matérias em que nós estamos "profundamente informados".

E até fazem sondagens telefónicas, ora se perguntarmos a qualquer um se quer aumento dos impostos, por mais analfabruto que seja a resposta é não... claro.

Mas como estas tem muitas.

Noutro dia, o opinião pública era sobre os sindicatos... olha que meninos de coro... entre eles e o Sr. H. Chavez, venha o diabo e escolha.

Fizeram passar uma imagem imaculada deles.... que ingénuos.

É pena que os nossos jornalistas, não procurem, não investiguem, não perguntem o que tem de perguntar, pois se perguntassem...

Vejam bem, para os sindicatos, o óbvio, as conclusões tipo Monsieur "De la palice" são mais o seu prato diário, o populismo impera por aquelas zonas, e não admira, porque a maior parte dos dirigentes sindicais, são tudo menos pessoas sérias... e a maior parte pouco instruídas.

Já vou a casos concretos:

Lembram-se de algum presidente de sindicato ou secretário geral de alguma central sindical ser substituído por ter perdido as eleições?

Nas eleições lembram-se de ter havido mais que um candidato?

Pois não ... é sintomático... quem quiser que tire as suas conclusões.

Lembram-se de ver caras diferentes nas negociações sindicais com os diferentes governos?

Não, claro que não.

Recordam-se de ver nos vossos locais de trabalho dirigentes sindicais, delegados sindicais (não falo na comissão de trabalhadores), diferentes, e que consigam alguma coisa de jeito ou palpável ou de diferente para vocês?

Eu respondo: muito raramente.

É que os sindicalistas, criticam o governo e os partidos quanto a democraticidade de algumas medidas, mas se formos a ver bem eles já se perpetuam no poder mais de 20 e alguns há mais de 30 anos.

A estrutura sindical, seja ela da UGT (ainda vai sendo democrática aos poucos... muito pouco), seja ela da CGTP-IN, não são democráticos, a última então não passa de um órgão do PCP.

Os sindicatos são autenticas ditaduras disfarçadas de democracia, em que os eleitos se querem perpetuar no poder com as regalias e mordomias que tem, e não são poucas... não muito diferente do Sr. Chavez.

Só para saberem e terem uma ideia, os dirigentes sindicais que nos vão representar à Europa ganham cerca de 4500 euros limpos, com viagens, estadia e outras mordomias pagas.

É bom não é?

E, não, não tenho o tique do Primeiro Ministro, que os sindicalistas são todos Comunistas, mas a CGTP-IN, e falo por experiência própria, é uma das centrais que perfilha o ditado de "Quanto pior melhor", e pede sempre o impossível vestindo uma capa de razoável.

A CGTP-IN está out.

Vou fazer descer a escuridão sobre todos os que tem esperança, para poder ter a primazia, parecem dizer eles.

Só assim consegue mobilizar alguns incautos e iludidos Portugueses, que naquela cantiga vão.
Mas não pensem que a UGT é melhor.

Não!

É menos má.... é verdade que é menos má, com estes ainda podemos conversar, não são tão dogmáticos e sectários.

Mas tenho exemplos, contados com fanfarronice pelos próprios, de alguns acordos que nós assistimos (e ainda bem que os há-os acordos- se não seria o caos), tem às vezes contrapartidas para os dirigentes que lá vão negociar.

É por estas e por outras, que na parte final das negociações querem ir sózinhos, e é por estas e por outras que manipulam o aparelho sindical para se prepetuarem no poder.

É uma organização tentacular, com influência nos diversos partidos e dentro do aparelho deles, conseguem deputados não pelo que valem mas por quilo que dizem que valem... os partidos como não estão melhor acreditam e cedem.

Soube de uma história, mais uma vez contada na fanfarronice, que foi feito um acordo (já foi há alguns anos, e já prescreveu), na CARRIS, em que o Sindicalista a troco de emprego para o filho, não negociou as melhores condições para os trabalhadores, não que estes ficassem a perder, mas podiam ter ganho mais...

É certo que se fosse a CGTP, nem acordo havia, mas entre o não haver e os custos de haver àquele preço, prefiro a terceira opção.

E, não julguem que só são os da UGT que o fazem... os da CGTP também.

A CGTP diz sempre que não assina os acordos, e depois da UGT assinar o acordo, a táctica é chamar nomes e dizer que são uns vendidos, e depois, já fora dos holofotes vem por trás e assina em condições piores que o que faz a UGT, sabe-se-lá a que preço... (faz lembrar a história do kunami, que o vendedor diz ao comprador: A sua mulher é uma pega! - e o comprador responde: Sim, é um bocadinho mas isso são ameixas podres).

Claro que isto só se sabe anos mais tarde, quando já não há consequência.

Só que os erros acumulam-se, e por causa destes serem sucessivos, que nós estamos como estamos, sem credibilidade sindical.

Porque é que por exemplo os Pilotos da TAP fazem greve, e o governo recua, e torna-se a sentar à mesa com eles?

Se calhar os sindicatos dos pilotos são mais "gentleman", mais instruídos, mais realistas, sabem o que querem, não estavam a negociar dinheiro, para além de que uma greve dos pilotos causam nossa na economia.

Têm força negocial e massa crítica que os apoia.

Se os sindicalistas servem para defender os trabalhadores e até nos tratam por colegas, porque é que nós não os vemos no local de trabalho há mais de 10 , 15 ou 20 anos?

Como podem saber eles das necessidades prementes dos trabalhadores?

Só falando com eles?

Não me parece, pois esta matéria é daquelas que o saber de experiência feito, é fundamental.

Não se esqueçam, que quem paga os ordenados deles somos nós, contribuintes, somos nós sócios dos sindicatos.

A rotatividade no sindicalismo é urgente, novas caras e caras novas são necessárias.

Implementar a filosofia sindical do norte da Europa, é fundamental.

É que caso não saibam, ou não tenham dado por isso, o REI VAI NU, por outras palavras, o sindicalismo em Portugal está a descer de dia para dia em termos de número de sindicalizados, e se desce abaixo dos 30% de sindicalizaods, os sindicatos ficam sem força.

Voltando ao exemplo dos Pilotos fazem mossa na economia, os sindicatos abaixo dos 30% ficam sem massa críticia, sem força negocial... ou seja não fazem mossa na economia nacional... ou seja ninguém lhes liga.

Voltando ao que disse, porque é que não são pessoas sérias?

Nem tudo gira à volta do dinheiro, eu explico.

O governo propõs 2,1% de aumento este ano , a CGTP-IN propôs 5,8% e ficou out, a UGT se não estou em erro propôs 3% e também não ficou mais in.

Todos sabemos que o governo não vai ceder, mas os sidicalistas pensam que estão no mercado de marraquexe e vão tentar regatear.

A CGTP-IN que não quiz ficar out baixou num acto de boa fé para 5%, mas o que é isto?

Estão todos a brincar com o meu salário? Isto é alguma feira ou é uma negociação séria?

Se o governo diz que não pode dar mais dinheiro, outras alternativas deveriam ser logo negociadas, tais como benefícios fiscais, aumento de férias, ou copiem as ideias da Europa como por exemplo:

Quem leu o meu post sobre "a siesta", sabe e sente que trabalhar no verão à hora do calor o rendimento é menor, não apetece, não produzimos, andamos sonolentos, andamos na ronha.

Já viram alguma central sindical, ou sindicato, sustentar o não trabalho a essas horas, e querer reavaliar o horário de trabalho, prolongando mais para a tarde.

Não, claro que não.

Para prevenir os engarrafamentos, já viram algum sindicato defender, entradas nos escritórios e serviços desfazadas?

Já viram defender que a empresas com mais de 400 trabalhadores deveriam ter carreiras de autocarros próprios para evitarem que os seus trabalhadores venham de carro par o trabalho, seguindo o exemplo que fazem os militares om sucesso hà muitos anos?

Na Suíça quando se chega a determinada idade, em que o descanso é sempre bem vindo, existe quem opte por trabalhar por exemplo, 6 horas por dia, recebe menos, mas não é penalizado noutros lados ( impostos e reforma) por isso, mas tem mais tempo para si, já alguma vez nos propuseram isso?

Pois está claro que não.

O Estado e o Governo dizem para nós estudarmos mais, mas quando chegamos ao fim do curso as reclassificações de carreira adequadas ao curso que tiramos demoram ás vezes anos, já viram os sindicatos confrontar o Estado com as suas próprias propostas e fazerem pressão para que as reclassificações não fiquem congeladas?

Não, e este não tem uma razão de ser, é que a maior parte dos sindicalistas não possuem curso superior, alguns deles escrevem, falam e comportam-se vergonhosamente, não facilitam (nem nunca poderiam facilitar) os mais novos e os mais letrados, pois isso seria colocar em risco a sua carreira de sindicalista.

E apregoam que os jovens são necessários ao sindicalismo, da mesma maneira que a aranha diz à mosca, anda jantar a minha casa.

Precisamos de novas caras e caras novas, precisamos, penso eu, de novos sindicalistas e de uma nova central sindical, não uma central sindical do PSD ou do CDS/PP ou do PS ou do PCP ou do B.E. ou de outro qualquer.

Assim como fizeram os países não alinhados durante a guerra fria, precisamos de uma central sindical democrática, isenta, não partidária, que defenda os interesses dos colaboradores (é a nova linguagem europeia para trabalhadores) e que defenda a empregabilidade, precisamos...

Ah precisamos mesmo... e já agora empregadores com outro tipo de mentalidade... mais empreendedora.

É que se não olharmos por nós, quem olhará?

É porque se assim não for, o Capitalismo selvagem... toma conta de nós.... de uns e de outros.

O "opinião pública" devia abordar etes assuntos... isso é que era.

Mas que sei eu? Hoje até me doem os dentes e estou mal disposto.

Vejam Bem - José Afonso

Vejam bem
Que não há
Só gaivotas
Em terra
Quando um homem
Se põe
A pensar

Quem lá vem
Dorme à noite
Ao relento
Na areia
Dorme à noite
Ao relento
Do mar

E se houver
Uma praça
De gente
Madura
E uma estátua
De febre
A arder

Anda alguém
Pela noite
De breu
À procura
E não há
Quem lhe queira
Valer

Vejam bem
Daquele homem
A fraca
Figura
Desbravando
Os caminhos
Do pão

E se houver
Uma praça
De gente
Madura
Ninguém vai
Levantá-lo
Do chão

Vejam bem
Que não há
Só gaivotas
Em terra
Quando um homem
Se põe
A pensar

Quem lá vem
Dorme à noite
Ao relento de areia
Dorme à noite
ao relento do mar


Ele há cargas fantásticas, não há? Quando não fazem greve...