As minhas cachadas no Geocaching

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

"QUANDO O MAR BATE NA ROCHA", -parte 15- O sector primário, a agricultura biológica, a PAC e outros eurocratas

Já há algum tempo que não escrevíamos no blogue.
O trabalho apertou, e vimo-nos forçados a uma ligeira paragem.
Dito assim, até parece que estamos a utilizar a linguagem política que tenta sempre suavizar as coisas.
Foram alguns meses sem escrever.
Parece que adivinhávamos, o que estava prestes a acontecer...aliás não foi adivinhação, foi uma inevitabilidade, nós, os portugueses, é que andamos há muito distraídos e abstraídos da realidade.
Nestes últimos meses a situação política, económica e social do nosso país agravou-se, e ainda vai agravar-se mais, convulsões e quem sabe uma ou várias revoluções iremos assistir.
Parece que nos querem impor o "HOMEM NOVO", uma nova sociedade cujas regras são só para alguns e para isso atingirem arrasa com a ordem anterior.
Quando todos dermos por isto, virá borrasca na certa ou então não, pois já estamos tão alienados e tão controlados que tal como um rebanho que vai à tosquia e ainda "bale", nós seremos convencidos para irmos à tosquia convencendo-nos que vamos ao cabeleireiro e que é moda e ainda falamos para o tosquiador de novelas e desporto.

Parece que dentro de dias ou semanas um Asteróide, vai passar perto da órbita terrestre, os Astrofísicos dizem que não há problema nenhum, nem de colisão nem de atracção... esperemos sincera e convictametne que eles (os astrofísicos) estejam certos [vide notícia http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1887471 ]
Esperemos que estejam mais certos que os economistas, pois esses também dizem que a economia vai melhorar e que é preciso cortes, mas ou nunca acertam ou acertam sempre ao lado. Bem vistas as coisas se o Asteróide colidir connosco, deixa logo de haver problemas económicos ou de outra qualquer espécie.
Depois de tantos meses só relembrar esta série de posts, que têm como título base: "QUANDO O MAR BATE NA ROCHA", tinha os seguintes subtítulos, cujos posts já publicamos:
1.Não e paga! Não se paga!
2.O sorteio da ilha de Malta
3.O caso dos Impostos dos países do norte da Europa e nos EUA;
4.Acabar com o PEC colocando as caixas on line
5.Ambiente, transportes e Grandes Empresas públicas
6.Taxação dos veículos particulares na entrada das cidades, importação de energia
7.O exemplo vem de Mafra
8.Cumprir horários e "la siesta"
9.A justiça elementar , os advogados e a regulamentação das leis.
10.A transparência e a publicidade das contas e os impostos justos (não é só a oposição que tem o direito de ser informada, mas todos os cidadãos)
11.Regulação efectiva e eficaz da economia, tabelação temporária dos preços pelo governo
12.Os bancos não fogem : Grandes fortunas, bancos, e outros : fiscalização e pagamentos de impostos e paraísos fiscais
13.Lei dos solos, arrendamentos e especulação imobiliária
14.Função pública esse elefante branco que temos de pintar de outra cor, orçamento de base zero
E ainda têm os seguintes subtítulos que falta publicar:
15.O sector primário, a agricultura biológica, a PAC e outros eurocratas;
16.O sector secundário
17.O sector terciário
18.Analfabetismo, religião e o laicismo do estado
19.Salários
20.Sindicatos e afins
21.Patrões e suas confederações
22.Concertação social
23.A nota de euro
24.Reforma da política interna 1
25.Reforma da política interna 2, as forças armadas e outros
26.Reorganização e fortalecimento da União
Hoje vamos dedicar-nos à INGRICOLA que é como quem diz ao título "O sector primário, a agricultura biológica, a PAC e outros eurocratas;"
Desde os tempos primordiais que a agricultura é um dos principais meios onde o Ser Humano vai buscar a sua subsistência.
Desde que o homem descobriu a Agricultura e se tornou sedentário, que os campos são uma mais-valia económica importantíssima.
A agricultura economicamente faz parte do Sector Primário, do sector produtivo renovável.
O abandono dos campos foi algo estúpido que nós fizemos.
A economia e os verdadeiros mercados estão a ressentir-se com isso, sendo uma das causas primeiras.
Nós não podemos aumentar a produção infinitamente, tendo por base minérios ou energias não renováveis, é lógico que um dia ficaremos sem jazidas, a produção de elementos não renováveis tem um limite.
Quanto mais se fala em produzir mais e mais e mais, mais rapidamente chegaremos a esse limite. O planeta tem um limite, não termos visto isso foi algo estúpido.
Não reciclar, computadores usados, telemóveis, automóveis, roupas etc... e estando sempre a produzir coisas novas e não duráveis, obviamente que vamos rapidamente chegar a um limite.
E é algo estúpido nós não estarmos a ver isso.
Com o o "baby boom" dos anos 50 para a frente, temos visto crescer exponencialmente a População de Humanos, é uma factura que iremos pagar caro, isto se não tomarmos as providências necessárias. Este crescimento exponencial fez com que intensivassemos a nossa agricultura, criando um contra senso, que é a agricultura industrial, afastando os agricultores e consumidores dos métodos naturais e saudáveis... permanecendo algumas franjas de países mais pequenos a manter ou a retornar à agricultura biológica não industrial.
A exploração industrial da agricultura, sem controlo efectivo experimental dos métodos que foram utilizados e que nos conduziram à solução actual, foi algo estúpido que nós fizemos.
Para quem pense que isto é uma questão menor, ou uma questão individualizada, desengane-se, é que a industrialização da agricultura, utilizando químicos, herbicidas e insecticidas para manter controladas e impolutas as colheitas, mata a biodiversidade tão importante para a sobrevivência de todos os organismos no planeta.
Tão grave como isso, faz com que os lençóis freáticos sejam demasiado explorados e também poluídos, faz com que os cursos de água fiquem poluídos e não utilizáveis potavelmente, resumindo a água que alimenta os seres que dela dependem já não é muita, e todos nós ainda a poluímos.
A poluição das águas, de onde provém a vida, e a mantém, foi algo estúpido que nós fizemos.
O Ser Humano é adaptável e consegue-se dar em diversos climas, se nuns a àgua é abundante noutros é um bem raríssimo, e nesses locais quem controla água, controla a economia e controla a vida, e ou é bem generosamente gerida ( que não é) ou é egoisticamente gerida e os conflitos aos anos que não têm solução e assumem a capa da religiosidade. A questão do avanço dos desertos, por incapacidade, incúria, omissão, desatenção e também propositadamente num excesso de exploração por parte dos Seres Humanos, das florestas, destruindo o que não devem ou incendiando, tornando áreas florestais que nos dão Oxigénio, remédios, vida e muito mais, em terrenos aráveis e em condomínios privados, auto-estradas bases militares etc...são vários dos factores que a isso conduziram.
Toda essa falta de atenção e afins do Ser Humano, foi algo estúpido que nós fizemos.
Por parte da Europa, politicamente a PAC conseguiu dar cabo do sector produtivo primário, ora mandou plantar vinhas, ora retirá-las, ou plantar oliveiras ou retirá-las, ou penalizar o excesso de cota do leite, ou de batata ou daquilo que for, dando a primazia da produção aos grandes países e obrigando os países pequenos abandonar as terras. Com a política da PAC, incentivámos ainda mais a produção, provocando desequilíbrio com nas transacções agrícolas com os países de África, obrigando-os a eles também a abandonar a agricultura e a migrar/emigrar para a Europa.
A PAC foi algo estúpido que nós fizemos, e por isso já começámos a pagar, esta crise económica não é a ela alheia.
As políticas da PAC, feitas e impostos pelos eurocratas, que se calhar nunca das cidades saíram, nem nunca viram uma vaca, uma galinha, um cavalo ou um sapo ao vivo no seu meio natural, essas políticas erradas que nos impuseram e nós deixámos, à custa de trocarmos a terra por "JEEPS", foi algo de estúpido que nós deixámos acontecer.
E conseguimos que eles abandonassem os campos do interior mais rapidamente, construindo estradas que ao contrário do que nos disseram, não serviam para nós do litoral lá chegarmos mais depressa, mas fizeram com que as populações locais, nós do interior de lá saíssemos mais rapidamente.
Com estas políticas da PAC piorámos a qualidade da nossa comida, obrigámos o abandono de terras e a migração para o litoral, quem não tinha casa teve de a adquirir, teve de trocar o sector primário que estava habituado e não exigia grande qualificação, pelo sector secundário, a Indústria, que já exige alguns conhecimentos técnico-escolares (nós não defendemos a iliteracia, nada disso, só estamos a dizer o que aconteceu não sustentadamente, pois não investimos na agricultura tradicional e biológica).
Não contentes com isso, os eurocratas acabaram com a nossa indústria, permitindo a deslocalização desta para países cuja mão-de-obra pode ser considerada como quase escrava, e disseram-nos que éramos um país de turismo pois tínhamos imenso sol, por isso quase todas as pessoas que tinham abandonado a terra e se tinham dedicado à indústria ficaram sem nada.
Ora que nós saibamos de sol só existem duas coisas que conseguem ser sustentáveis, a energia solar e as plantas... ora nós nem somos painéis solares nem plantas... e a natureza já nos demonstrou que quem se especializa desaparece (as espécies que se especializaram num só alimento desapareceram ou estão a desaparecer ou então a nossa humana actividade vai encarregar-se (infelizmente) de as fazer desaparecer), por isso quando o nosso país se especializar só em turismo... o nosso destino vai ser a coisa mais previsivelmente estúpida que nós fizemos. Os mercados, os verdadeiros mercados têm de voltar a funcionar com produtos da terra, produtos biológicos.
Temos de fazer florescer a nossa economia, equilibrando os sectores Terciário, Secundário e primário.
Temos de fazer voltar os cidadãos à terra, mas com regras, com condições de vida, não pode ser a agricultura sinónimo de martírio.
A vida de trabalhar no campo é dura, mas não deve ser penosa.
Convencer quem se aburguesou, quem pensa que tem um determinado estatuto, quem já tem o hábito de ter o seu emprego num quadrado ou rectângulo fechado, de trabalhar das 9 às 5, não é fácil, agora dizer-lhes, vão tratar de gado, cultivar campos, porque essa função não é plebeia e sim uma função nobre, é em vós que a sobrevivência do país e da humanidade está depositada.
Dizer-lhes que é nas suas escolhas cuidadas, do aproveitamento cuidado dos recursos, das águas, que o ar e a água do planeta se vai regenerar, é algo que não é fácil de explicar.
Conseguir fazer ver a quem julga que os frangos são algo que se obtém do supermercado, que a recuperação económica deles depende se forem para as terras, se povoarem o interior, é algo que não é fácil.
Fazer com que os governos dotem o interior (que já possuem as estradas que usaram para saírem de lá), de condições médias, de arte, cultura, sociais, com centros de saúde adequados, centros de negócios de modo a que se ensinem e possam gerir os seus negócios agrícolas rentável e justamente para com a sociedade, para que uns e outros fiquemos a ganhar, para que nenhum fique a perder.
Há que dar incentivos fiscais, criar linhas de crédito, seguros agricolas credívies e que sejam bons para os agricultores... o Orçamento de Estado é um instrumento fundamental para seguirmos esta via, o Ministério da Agricultura, tem de incentivar as cabeças pensamtes e brilhantes desta área a fazer-nos redescobrir a terra.
Voltando à terra, produzindo mais "produtos agricolas biológicos", faremos baixar os preços destes produtos, mas de maneira a que seja compensador aos agricultores os produzirem, incentivaremos a comprar o que é nosso, e a importar menos.
Não podemos ter um Orçamento de Estado que se preocupe só com o que os outros (estrangeiros) nos querem impor, temos de colocar inteligência e produtos nossos.
Há que INCENTIVAR, INCENTIVAR, INCENTIVAR...ir para o campo, já basta de aldeias abandonadas e cidades superpovoadas e sem qualidade de vida.
Ir para as aldeias e campos que neste momento estão abandonados, fará com que estes fiquem cuidados e que não haja tantos fogos de verão... que se cultivem as terras incultas, que se produza.
Voltemos ao campo sustentadamente, equilibradamente, não poderemos ir todos, assim como não poderemos ficar todos na indústria ou na cidade, moderação inteligente é o que se quer para que voltemos a ter novamente um mundo equilibrado e economicamente sustentável.
De modo a que os mercados que queiramos ouvir falar e nos preocupar são os mercados da carne frutas e legumes.

"Something Stupid"
I know I stand in line
Until you think you have the time
To spend an evening with me
And if we go someplace to dance
I know that there's a chance
You won't be leaving with me

Then afterwards we drop into a quiet little place
And have a drink or two
And then I go and spoil it all
By saying something stupid
Like I love you

I can see it in your eyes
You still despise the same old lines
You heard the night before
And though it's just a line to you
For me it's true
And never seemed so right before

I practice every day to find some clever
lines to say
To make the meaning come true
But then I think I'll wait until the evening
gets late
And I'm alone with you

The time is right
Your perfume fills my head
The stars get red
And oh the night's so blue
And then I go and spoil it all
By saying something stupid
Like I love you
I love you...
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A Brigada pensa que melhor que a vida no campo, não há... Mas tem de ser incentivada a voltar para lá.