As minhas cachadas no Geocaching

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

PRENDAM OS SUSPEITOS DO COSTUME - II

Caros Bloguistas Militantes - este é um post extraordinário, fora da grelha habitual, é um post de indignação.

Escreveu o Sr Edmund Burke «Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam»
Ora nós já estamos fartos de ver o mal triunfar, não tenho comigo Sancho Pança, nem estou montado no Rocinante, nem combato moinhos de vento... penso eu de que ...
Não podemos e não ficamos indiferentes ao que se passa no nosso burgo.
Estamos a ser tão mesquinhos,tão egocêntricos, que já nem respeito temos a quem esse respeito é devido.
Quando digo respeito não falo em veneração cega e ocultação do que deve ser público.
Falo em respeito, como falavam de respeito os nossos antigos.
Fico indignado, democraticamente lesado e tenho de "pegar" numa das estrofes de "A Portuguesa" que diz "Seja o eco de uma afronta o sinal de ressurgir".
Revejo-me nas eloquentes palavras escritas por Shakespeare, que colocou na boca do jovem Hamlet o famoso:
"Ser ou não ser; eis a questão: Se mais nobre é em mente suportar Dardos e flechas de ultrajante sina Ou tomar armas contra um mar de angústias E firme, dar-lhes fim."
Gostemos do nosso Presidente República ou não , gostemos do nosso Primeiro Ministro ou não, gostemos do nosso Governo ou não, o facto é que ele é o NOSSO Presidente da República eleito pela vontade da maioria dos portugueses e a todos nós representa, o mesmo se passa com o nosso Primeiro Ministro, o Primus Inter Pares do Governo Português e assim é com o nosso Governo.
Há portanto que no mínimo haver respeito, nunca subserviência mas respeito sempre.
Estamos numa República Democrática, embora ás vezes isso não pareça, mas estamos, e o respeito, não a subserviência, pelas instituições é necessário.
Como "Homem Bom" não admito faltas de respeito. E não admito faltas de respeito a mim, aos meus ou a qualquer dos ser humano que faça parte da nossa sociedade.
Quando vejo Portugal ensombrado com a politica do " QUANTO PIOR MELHOR", tenho de me indignar e não posso ficar calado.
Por isso, fiz esta interrupção nas publicações dos meus posts, que geralmente são de 5 em 5 dias, e tinha de publicar este.
Porque não quero dar por omissão razão á frase do Sr Edmund Burke «Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam»
Não posso deixar passar a IGNOMÍNIA dos Media que não são órgãos da república eleitos... estão a fazer contra os órgãos do Estado.
São o eco de uma afronta que fala "A Portuguesa", e quanto a isso "Contra os canhões,marchar,marchar"
Chegaram ao despudor malévolo de além de atacarem cegamente as instituições, em busca de qualquer pseudo notícia que depois empolam, também atacarem os detentores no momento dos cargos públicos na sua vida particular e ainda pior irem vasculhar a vida das suas famílias.
Nunca antes visto. Vale tudo. E eu nas costas dos outros vejo as minhas.
E não posso ficar calado quanto a isso.
Lá por deterem uma carteira jornalística, não lhes confere o direito de fazerem e escreverem o que querem.
A Liberdade de Imprensa, Não é a libertinagem de Imprensa.
Quando li o Correio da Manhã, em grandes paragonas anunciar a reforma da Mãe do nosso Primeiro Ministro, não quis acreditar que aquele pasquim que se aproveita e vive do horror e das tragédias para fazer dinheiro, tivesse descido ao nível que desceu.
Não tratou a mãe do Primeiro Ministro como se de uma vulgar cidadã trata-se (e que é), ma deram o destaque de ser a mãe do primeiro ministro.
Mas se já era mau fazerem da mãe do Primeiro Ministro de Portugal noticia de primeira página, sendo claramente e tristemente a devassa da vida privada, mais grave é o que hoje veio publicado.
O DESMENTIDO DA NOTÍCIA, QUE SERVIU PARA VENDER MILHARES DE JORNAIS E ENGORDAR OS LUCROS DO CORREIO DA MANHÃ.
Mas aí o Correio da Manhã já tratou a Mãe do Primeiro Ministro, como um vulgar cidadão, colocando o desmentido em Nota Editorial.
Quer dizer para dar dinheiro e vender Jornais, a reforma da senhora pode estar na primeira página, manchando-lhe a honra, a descrição, a dignidade, a sensibilidade e não fazendo o jornal caso da provecta idade que a senhora tem e que merece respeito.
Para fazer o desmentido, para repor a honra e a dignidade a que a senhora tem direito, merece só uma curta passagem por uma nota editorial que quase ninguém lê.
É assim que a honra, o respeito e dignidade são tratados, por aqueles e outros jornais.
Mas não há nada como ler, passo a citar:
Reforma da mãe de Sócrates in Correio Manhã(CM) em 05-02-2009
[Inicio de Citação] NOTA EDITORIAL
Reforma da mãe de Sócrates, Maria Adelaide de Carvalho Monteiro, mãe de José Sócrates, recebe uma pensão inferior a 250 euros por mês.
O (CM) escreveu que Maria Adelaide auferia 3000 euros/mês.
Tal notícia. Baseou-se em documentos da Segurança Social nos quais constavam 11 registos, referentes a 2007, cada um no montante de 3222 euros.
Estes registos tinham códigos de ficheiro e lotes diferentes. Antes da publicação da notícia, o gabinete do primeiro-ministro foi confrontado com os referidos dados, não tendo o CM obtido qualquer resposta. No entanto, no seguimento da investigação, apurámos que esses registos correspondiam a repetições do rendimento total anual, o que significa que, em 2007, Maria Adelaide, recebeu, em cada uma das 14 prestações, 230,14 euros.Pelo erro, pedimos desculpa aos visados e aos leitores[Fim de Citação]
Estou estupefacto. Os jornalistas na loucura de publicarem uma história em primeira mão, nem sequer a investigaram.
Então isto agora é assim?
Chega-se um tipo e diz uma barbaridade qualquer, e o jornal nem investiga, toca logo de publicar, para depois mais tarde vir dizer:
Ah e tal desculpem não tínhamos investigado bem, afinal não era bem assim o que a Senhora auferia era isso mas anualmente, foi só um pequeno engano.
Isto está como no velho oeste "ATIRA-SE PRIMEIRO E PERGUNTA-SE DEPOIS"
O jornal depois diz foi um pequeno engano...
Desculpem mas tenho de o dizer “ UM PEQUENO ENGANO, OS TOMATES”
Os media estão a devassar a vida privada, do Presidente da República, do Primeiro Ministro dos membros do governo e dos seus familiares e também nossa... só que a nossa não ligamos muito porque ninguém liga ao zé da esquina.
Colocar a vida privada de alguém assim escarrapachado nas primeiras páginas, como o fazem os anglo-saxónicos, não faz parte da nossa cultura.
Já temos assistido a serem os jornais e TV’s xenófobos e racistas da maneira como dão as notícias sobre as minorias étnicas, e erradamente nada dissemos, erradamente deixámos passar...
Não!Basta! Digo eu. BASTA!
Isso é demais, e eu tenho direito à indignação, e estou indignado.
Não. Não pode ser.
A presunção de inocência tem de ser respeitada, a família e as relações familiares tem de ser preservadas.
Não podemos permitir aos MEDIA querer substituir-se aos tribunais, fazendo de pseudo-noticias acusações torpes e julgamentos imediatos em duas páginas de jornal.
Há coisas que não se podem permitir.
O PM tem certamente amigos de estimação. E inimigos também. Como qualquer ser humano marcante e perene, mas fazer dos órgãos de comunicação social catapultas para atingir com lama a honra e dignidade isso é que não pode ser.
Não pode ser e tem de ter consequências, sim porque isto de ter os Media controlados pelo poder económico e disfarçar a subserviência jornalística com liberdade e libertinagem de imprensa não pode ser.
Temos meia dúzia de pseudo jornalistas, que não são mais do que mercenários que não escrevem a verdade mas aquilo que quem tem dinheiro lhes manda, e o dinheiro hoje mandou-os "bater" na mãe do nosso Primeiro Ministro para ver se o "abatem" , e num amanhã próximo (e estejam atentos, estejam muito atentos) vão virar armas para o nosso Presidente da República... .
Este mercenários foram e vão à procura do elo mais fraco... a fuga de informação.
A célebre fuga de informação, que traduzindo não é mais do que isto: alguém recebeu dinheiro de algum jornal ou TV para passar uma informação que deveria ser confidencial, para a presunção de inocência.
Alguém foi corrompido e deixou-se corromper, alguém corrompeu o sistema..
No filme Casablanca quase no final, quando Rick mata o Major Strasser para não deixar que este fale para a torre de controlo e impeça de partir Vitor e Ilsa Lazlo para a América onde vão comandar a resistência contra Hitler, chega ao Aeroporto passados uns instantes um carro com polícias, e o chefe da polícia, Capitão Louis Renault (que tinha assistido à cena toda), tem a sua frase famosa (embora no filme Casablanca todas as frases ficaram famosas): "Mataram o Major Strasser. Prendam os Suspeitos do Costume".
Passemos agora ao Ministério Público Português, o nosso Procurador, estou mesmo a visualizá-lo vestido de Capitão Louis Renault, a dizer para os procuradores:
Houve fuga de informação para os ”Media” quanto ao caso FREEPORT prendam os suspeitos do costume.
E diz um dos procuradores, “mas Capitão eles já estão todos presos por causa do caso Casa Pia, Vale e Azevedo e os outros todos.”
Bom nesse caso - diz o capitão Renault (procurador)- soltem-nos e voltem-nos a prender temos de mostrar serviço.
Bem vistas as coisas aquilo não é o MP (Ministério Público), é o PIM (Passador de Iformações para os Media) e faraõ isso inocentemente? Ou quererá também aquele órgão (não eleito democraticamente também) ir contra os poderes instituídos por portas e travessas?.
Mas como é? Não rolam cabeças? Existem fugas constantes e em quantidade e não se descobre quem foi? Não conseguem investigar dentro do seu departamento como tem competência para investigar os de fora?
Isto é a irresponsabilidade total?
Isto é a corrupção total?
Até ao MP já chegou?
A presunção de inocência, é mera retórica de início de ano judicial?
O que interessa é que está lá a noticia e temos de a dar.
Quanto mais suja melhor, e em grandes parangonas, Venderemos muito, teremos muitas audiências e receberemos muito dinheiro por isso.
Se essas "más" noticias servirem para mandar abaixo quem não gostamos, que vá ele e toda a sua família.
Se nos enganarmos… claro que pediremos desculpas e publicaremos essas desculpas num recanto recatado do nosso jornal aqueles que os olhos por lá passam distraídos e não reparam ou transmitiremos a uma hora que ninguém vê.
E se indemnizações tiver que pagar, não faz mal, não nos dói, pois será a distribuição ao visado ou aos visados da parte dos lucros que lucramos com as notícias que se provaram estarem erradas ou serem falsas.
E como teremos de ir para tribunal, e os tribunais portugueses são lentos e conhecidos por não atribuírem às vitimas indemnizações altas, o lucro que tivemos rende juros, com sorte só teremos de pagar á vitimas que nos deram as primeiras páginas os juros dos lucros.
Além de que o nosso propósito de "mandar" politicamente alguém abaixo foi conseguido, e isso não há dinheiro que pague.
Se isto continuar sem impunidade é porque "VALE A PENA SER VILÃO NUMA TERRA DESTAS..."
Os MEDIA fazem-me lembrar a citação do filme "O pai tirano" em que a meio da peça diziam "A CALÚNIA É A ÚLTIMA ARMA DE QUEM PREVARICA."...
Todos, mas todos (incluindo o primeiro ministro e o presidente da república)
são inocentes até transito em julgado.
Uma última pergunta me faço, como é que um homem estando a ser atacado por todos os lados (politicamente, pessoalmente, familiarmente) aguenta estes embates todos?
Só agindo como Hamlet e dar seguimento ao "Ser ou não ser; eis a questão:
Se mais nobre é em mente suportar Dardos e flechas de ultrajante sina
Ou tomar armas contra um mar de angústias
E firme, dar-lhes fim."

Solilóquio de Hamlet (Ato III, Cena 1) de William Shakespeare
[Só um aparte, nunca o disso, mas a palavra Solilóquio faz-me cócegas na alma, são daquelas coisas inesplicáveis que nós todos temos]


Ser ou não ser; eis a questão:
Se mais nobre é em mente suportar Dardos e flechas de ultrajante sina
Ou tomar armas contra um mar de angústias
E firme, dar-lhes fim.
Morrer: dormir;
Não mais;
dizer que um sono porá fim
À dor do coração e aos mil embates
De que é herdeira a carne!...
é um desenlace
A aspirar com fervor.
Morrer, dormir;
Dormir, talvez sonhar:
eis o dilema,
Pois no sono da morte quaisquer sonhos
- Ao nos livrarmos deste caos mortal -
A paz nos devem dar.
Esta é a razão
De a vida longa ser calamidade,
Pois quem do mundo os males sofreria:
A injustiça, a opressão, a vã injúria,
O amor magoado, as delongas da lei,
O abuso do poder e a humilhação
Que do indigno o valoroso sofre,
Quando ele próprio a paz encontraria
Em seu punhal?
Quem fardo arrastaria,
Grunhindo, suarento, em triste vida,
Senão porque o pavor do após-a-morte
- Ignota região de cujas linhas
Não se volta - a vontade nos confunde
E nos faz preferir males que temos
A buscar outros que desconhecemos?
Assim nos faz covardes a consciência,
E o natural fulgor da decisão
Sucumbe à débil luz da reflexão;
E assim projectos de vigor e urgência
Em vista disto seus cursos desviam
E perdem o nome de acção.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA CARREGA COM MAIS FORÇA QUANDO ESTÁ EM CAUSA A HONRA DE ALGUÉM, CONTRA AS INJUSTIÇAS E IGNOMÍNIA

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