As minhas cachadas no Geocaching

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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Controlem a natalidade que já não há espaço na cidade

Hoje destaco novamente o blogue da minha amiga Cândida Pinto o "ESCADINHAS DO QUEBRA COSTAS". Ela é uma mulher do norte, carago, uma nortenha com piada, que resolveu assentar arraiais cá por baixo pela "mouraria". Tem o dom de contar histórias deliciosas que lhe acontecem e que depois a sua mente perfuma e eleabora tornando-as em histórias deliciosas. Escritas as histórias são giras, ao vivo contadas por elas são ilariantes. Vão ao blogue dela e deem uma vista de olhos no post de Terça-feira, 14 de Outubro de 2008, já sabem é só seguir o link http://escadinhas.blogs.sapo.pt/119061.html?mode=reply#reply

Caros Bloguistas Militantes
É hoje que vos vou chocar...

Sim, ainda mais!

Eu não tenho filhos (pelo menos acho que não tenho), e não sei se os quero ter, e também não sei se alguém quer o meu contributo participativo para tal.
E porque é que eu não quero ter filhos? (aviso já , se aviso é preciso ser feito... que os argumentos ad contrário terão de ser muito sólidos e fortes -e bem a ;-)- para me fazerem mudar de ideias).
Eu passo a explicar, o meu ponto de vista: o Ser Humano evoluiu muito para além das necessidades básicas, evoluímos exponencialmente e desenvolvemo-nos tão eficazmente como teria sido desejado para uma espécie de sucesso.
Mas se tudo fosse assim tão linear, com o ritmo do nosso desenvolvimento já nos deveria ter permitido vogar, explorar e colonizar o espaço sideral, pelo menos à mais de um século, mas como todos sabemos isso ainda não aconteceu.
A pirâmide de Marlow demonstra-nos, que para além da reprodução, existem outras necessidades e nós evoluímo-las a todas.
As necessidades básicas são entre outras a reprodução, ou seja deixar os seus génes ou o seu legado, numa ou várias proles (para os mais atrevidos), para a posteridade, e nós temos vindo a faze-las com sucesso à mais de 3 milénios.
No século XX porém, parece que conseguimos chegar ao nível mítico dos coelhos, e assim no século XX o Homo Sapiens tornou-se no Homo Reprodutibilis, o que se refinou e que existe para procriar.
Se por um lado é verdade que na velha Europa, as estatísticas nos indicam um envelhecimento da população, por outro o balanço global (e é esse que interesa) da estatística de crescimento da raça humana é assustadora, já passamos o limiar da sobrepopulação, isso significa que a comida e a água não chegam para todos.
A medicina avançou, a selecção natural, que outrora os mais fortes sobreviviam e os mais fracos morriam permaturamente, foi ultrapassada com estes avanços da medicina, e ainda bem, mas isso causou e causa desiquilibrio.
Temos de combater o problema a montante, a raça humana tem de ter menos filhos.
Mas todos somos humanos e encontramo-nos ligados à natureza, quer queiramos quer não, e constata-se que a parte feminina da humanidade, diz-nos sempre que tem o relógio biológico sempre a pressionar... É natural, nós somos seres vivos e fazemos parte de uma natureza que se quer sempre renovada a cada primavera.
Mas pelo contrário toda a moderna sociedade está a contrariar este desejo/necessidade daquela parte da população.
Assistimos, a que cada vez mais tarde, as mulheres geram o primeiro filho com idades de risco para um parto com sucesso... mas a medicina evoluiu e lá vai reduzindo o risco natural.
As células familiares modernas, já não são maioritariamente constituídas por pai e mãe, existem em grande percentagem as famílias monoparentais (um palavrão inventado por esta moderna sociedade, e que é fruto dos tempos), depois existem as famílias com dois pais ou com duas mães, as famílias da mãe com o novo companheiro, a do pai com a nova companheira, e mais hipóteses que eu agora não sei exemplificar.
Isto está longe de ser uma crítica, desengane-se quem assim pensar. É uma constatação de facto, e esta constatação entronca no facto de a Europa estar a envelhecer e a natalidade estar a decrescer.
O que aconteceu então ao Homo-Reprodutibilis? Que aconteceu à tal necessidade de deixar uma prole? Será que estamos a caminhar cada vez mais para seres antinatura?
Mas então e os futuros potenciais Sócrates, Platões, Galileus, Da Vincis, etc...? Necessitaram também esses grandes nomes de terem filhos para deixarem um legado para a humanidade? Pois se virmos bem... se calhar não....
Isto para não falar de legados que mais valia não terem existido...
E porque é que eu estou preocupado com isto? Por duas razões, por tudo e por nada.
As previsões científicas para o futuro próximo dão-nos diversos cenários nada animadores: A água vai ser mais escassa, pois dos 100% da água existente no planeta, 10% dela é doce, e dos 100% de água doce 90% está poluída.
As nações ribeirinhas como as conhecemos devido aos fenómenos climáticos, vão desaparecer ou ser substancialmente reduzidas com a subida das águas e com o abaixamento gradual da temperatura, o que se fará sentir nas longitudes mais a norte e mais a sul, vai obrigar as populações a moverem-se mais para o interior, ou seja invadimos os espaços físicos de outros países, não é preciso ser vidente para vermos os conflitos que resultarão daí.
Se não for isso, temos por outro problema, "O bem estar está a aniquilar a família" a sobrecarga de conforto causa poluição. E como bem estar poluímos o ar, o solo e a água e com isso vamos lentamente para o autoaniquilamento... é uma prespectiva, uma teoria catatrófica, mas não descabida e talvez a que melhor se consiga inverter.
Mas como temos sobrepopulação, isso implica mais alimentos e mais água, isso implica logicamente uma maior utilização dos solos, isso implica menos ou nenhum pousio na terra, implica mais químicos para a tornar produtiva sempre e mais água, que já é escassa e está poluída, e que vai ser poluída ainda mais pelos químicos utilizados na agricultura.
Ora se não há água, o que fazem os países? Vão combater por ela... E isto é só uma parte do problema populacional de um futuro bem próximo.
As previsões para o futuro são no mínimo negras, é por isso que eu não tenho filhos e sei que os não quero ter. Não obrigado.

POR ISSO CONTROLEM A NATALIDADE QUE JÁ NÃO HÁ ESPAÇO NA CIDADE... NEM EM LADO NENHUM.

My Way -Frank Sinatra - CANTA
And now, the end is near;
And so I face the final curtain.
My friend, Ill say it clear,
Ill state my case, of which Im certain.
Ive lived a life thats full.
Ive traveled each and evry highway;
And more, much more than this,
I did it my way.
Regrets, Ive had a few;
But then again, too few to mention.
I did what I had to do
And saw it through without exemption.
I planned each charted course;
Each careful step along the byway,
But more, much more than this,
I did it my way.
Yes, there were times,
Im sure you knew
When I bit off more than I could chew.
But through it all, when there was doubt,
I ate it up and spit it out.
I faced it all and I stood tall;
And did it my way.
Ive loved, Ive laughed and cried.
Ive had my fill; my share of losing.
And now, as tears subside,I find it all so amusing.
To think I did all that;
And may I say - not in a shy way,
No, oh no not me,
I did it my way.
For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught.
To say the things he truly feels;
And not the words of one who kneels.
The record shows I took the blows
-And did it my way!
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? MAS CADA VEZ MENOS TEMOS PASTAGENS PARA OS NOSSOS CAVALOS.

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