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Toda a brigada tem um cabo... todo o cabo pode chegar a Imperador... todo o Imperador pode mudar o destino de uma nação ... todas as nações podem mudar o destino do mundo ou não...

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Os Podres Poderes e a demanda independentista



17/07/1936 foi o dia em que a Espanha deixou de o ser... ninguém tem dado importância, mas a Espanha não é, nem nunca foi uma Nação una. 

A Espanha é, e contínua a ser, mesmo à boca calada (até à uns dias) ou à "boca armada" (conforme quis fazer a ETA), uma confederação de Nações. 

É uma Confederação de vontades contrariadas, A Nação Catalã, A Nação Viscaína, A Nação Galega, e depois a Nação "Leão e Castela", a mais forte e a mais impositiva.

A Nação Catalã, teve azar em 1640, e nós, os Portugueses, tivemos sorte, é que Leão e Castela, perante duas revoltas no seu território (Leia-se revoltas independentistas de Portugal e Catalunha), sabendo que só podia acorrer a uma delas, resolveu-se por ir à Catalunha, menosprezando os desejos Portugueses, e, com isso, a Catalunha não conseguiu ser um reino independente.

Depois é o que se sabe, ciclicamente as coisas voltam, porque o desejo de não pertencer aquilo de onde não se é, é sempre mais forte. 


E as feridas voltaram a abrir-se na guerra civil espanhola, e essas feridas abertas não se curaram facilmente nem com imposições.


Os Viscaínos, com a ETA, já as tentaram fechar (as feridas) "à lei da Bala e da Bomba" para que tudo voltasse ao que era, mas a violência não é nem nunca foi a solução, e como tal não conseguiram.

 
Agora foi a vez dos Catalães, uma região mais abaixo, tentaram pela lei do voto/consulta popular...colocar o povo na rua... não sei se vão conseguir...


O não sei se vão conseguir é baseado no facto de que o Estado reprimiu a consulta popular estúpida e violentamente... mas não tendo aprendido a lição da ETA, não sabe que a violência não é solução.

Ainda o mesmo Estado tentou, manipular a comunicação social, e enviou para Barcelona, cidadãos de toda a Espanha, para dizerem aos que lá estão e lá vivem a seguinte mensagem"Vocês não podem ser independentes na vossa própria terra, por isso AGUENTEM-SE".


Infelizmente os podres poderes instalados (fora de Espanha), os conservadores que mexem a economia, e outros interesses instalados, não deixam.


Com um Decreto o Governo, mandou indirectamente as multinacionais espanholas, retirem as suas sedes da Catalunha, dizendo que os Catalães são pessoas não gratas, querendo asfixiar economicamente a Catalunha, que é responsável por 20% do PIB Espanhol.


Ao jogar assim neste xadrez, o Estado fez batota (e fez porque pode), mexeu a Rainha, o Cavalo e a maioria dos peões...inclusivé até colocou o REI a falar, Rei esse que se colocou voluntariamente em Xeque com aquilo que disse.


Nós sabemos com o é que os Catalães faziam com que isto resultasse, ou melhor, nós sabemos como vai resultar, ou seja como será o Xeque-Mate.


E é simples, quando todas as NAÇÕES com propósito independentista se juntarem e declararem unilateralmente a independência simultâneamente. 

Ou seja eram os Viscaínos, os Galegos e os Catalães em Espanha, fazerem todos ao mesmo tempo a declaração de independência.

Afinal de contas, bem vistas as coisas, quem é que quer ser Espanhol...se existem tantas outras coisas boas para ser.



A BRIGADA não quer mais os podres poderes, que nos conduziram até onde nós agora estamos. 
A BRIGADA congratula os novos poderes, mas só os tolerará enquanto forem democraticamente éticos. e zelarem pela alegria do mundo. 




Compositores: Caetano Emmanuel Viana Teles Veloso

Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos
E perdem os verdes
Somos uns boçais
Queria querer gritar setecentas mil vezes
Como são lindos, como são lindos os burgueses
E os japoneses
Mas tudo é muito mais
Será que nunca faremos senão confirmar
A incompetência da América católica
Que sempre precisará de ridículos tiranos?
Será, será que será que será que será
Será que essa minha estúpida retórica
Terá que soar, terá que se ouvir
Por mais zil anos?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Índios e padres e bichas, negros e mulheres
E adolescentes fazem o carnaval
Queria querer cantar afinado com Ellis
Silenciar em respeito ao seu transe, num êxtase
Ser indecente
Mas tudo é muito mau
Ou então cada paisano e cada capataz
Com sua burrice fará jorrar sangue demais
Nos pantanais, nas cidades, caatingas
E nos Gerais?
Será que apenas os hermetismos pascoais
Os tons, os mil tons, seus sons e seus dons geniais
Nos salvam, nos salvarão dessas trevas
E nada mais?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Morrer e matar de fome, de raiva e de sede
São tantas vezes gestos naturais
Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo
Daqueles que velam pela alegria do mundo
Indo mais fundo
Tins e bens e tais


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