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Acerca de mim

Toda a brigada tem um cabo... todo o cabo pode chegar a Imperador... todo o Imperador pode mudar o destino de uma nação ... todas as nações podem mudar o destino do mundo ou não...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

DIA DE S.RECEBER

Caros Bloguistas Militantes
Andamos a discutir o salário mínimo um aumento para de 426 euros ou seja pela moeda antiga ainda não chega aos 90 contos, o certo é que foi acordado.
Mas como sempre, os projectos de empresários que cá temos, fizeram um recuo exigindo que haja limite de indemnizações em caso de despedimento.Com o espírito dos Chicago Boys, com o desastre que esta política dos anos 80 produziu e que agora sentimos as vagas feitas nessa altura, imbuídos desse espírito vem exigir maior flexibilidade no emprego.
Este é um recuo que nos faz lembrar que a história é cíclica. O querer voltar às praticas do SEC. XIX com as devidas adaptações para pior foi, é e será uma péssima política como agora estamos a sentir. A concertação social anda a discutir o salário mínimo, salário esse que devido ao seu valor eu apelido de salário ínfimo.
É ínfimo porque os portugueses alem de ganharem pouco são obrigados a gastar mais que os outros povos europeus que pertencem tal como nós, felizmente, à Europa desenvolvida.
Vejamos:
A Espanha tem o combustível mais barato, e nós estamos no top da Europa em gasolina e gasóleo mais caro, somos o 10º país.
Quanto às Casas, na Europa são mais baratas tanto para compra como para arrendamento, e não estou a falar em termos brutos mas em termos percentuais, e mais ... não vale a pena comparar uma capital cosmopolita como o são Bruxelas ou Genéve, que estão a uma hora das principais capitais europeias, com Lisboa que está muito mais longe e nos confins ou princípios da Europa.
Mas deixemos a comparação das casas e falemos de chop-chop que é como quem diz da comida que se compra no supermercado, que está ao mesmo preço que os espanhóis e franceses e ás vezes mais cara, tanto percentualmente como em termos brutos.
Mas comparemos outras coisas, por exemplo os automóveis, são os mais taxados, e devido a estarmos na periferia implica que também são mais caros do que por exemplo aqui ao lado em Espanha em que são mais baratos e na então na Alemanha nem se fala.
E que dizer das roupas? São algumas feitas cá no burgo, assim como outros produtos industriais, saem para o estrangeiro e retornam a Portugal mais caros, com um negócio assim quem não é rico? E se falarmos das viagens low cost? Essas por estarmos na periferia e por falta de visão nossa, só chegam cá 1/10 das ofertas das companhias aéreas. Acresce que as viagens internas na maior parte dos países são muito baratas para permitir a mobilidade, cá nós... digamos assim, quantas vezes já foi o Caro Bloguista Militante aos Açores e à Madeira? sem ser em trabalho como é óbvio... pois eu também não... é caro...
As estâncias de férias lá fora são melhores e mais baratas e também melhor aproveitadas que aqui na nossa freguesia, além de terem um atendimento muito superior ao nosso. E que dizer dos bancos, que ultimamente tem sido tão falados e responsabilizados, tem cá taxas remuneratórias e regalias e exigências piores da Europa e com os bancos a terem os lucros percentuais mais altos do que os restantes países... pois agora tramaram-se ... ou não.
E se falarmos dos serviços? Aquele bem essencial de hoje em dia que é o telemóvel, temos um custo de chamadas mais caras e com menos regalias. A h2o, a net, a electricidade, a tv mais caros e sem a qualidade desejada.O fisco que nos taxa em demasia para as regalias que não temos.
Os transportes que só agora tem certificação de qualidade e mesmo assim duvidosa, vejamos o caso dos passes que aumentam sem as devidas compensações de qualidade e melhoria nos transportes, como por exemplo a intermodalidade e a coordenação entre companhias. Pois é Caros Bloguistas Militantes, o salário mínimo que andamos a discutir não é só o salário mínimo, mas sim toda a conjuntura e estrutura em que estamos inseridos.
E não falam os patrões dos salários máximos que escandalosamente usufruem e que são os mais altos da Europa, porque será?
Como sabem eu não sou contra os ricos, o que eu quero mesmo, como disse Olof Palme, é acabar com os pobres... mas não é puxando o nó da corda para eles se enforcarem...é dando condições. A justiça social impõem-se, sim porque além de receber-mos o ínfimo salário ou mesmo o médio salário estes não atingem o mínimo dos outros países e com a agravante que pagamos mais.
Há aqui qualquer coisa que não bate certo.
Assim não temos possibilidade de poupar.
Temos muitas outras coisas boas é verdade, mas entre o deve e o haver não nos está a compensar nada... nitidamente não está. Um país onde um imigrante para poder enviar dinheiro, para o seu país de origem, tem de viver em casa compartilhada com 4, 5 ou 6 e ás vezes com 10 imigrantes, onde dormem em camas de submarino, ou seja praticam a política da cama quente, onde se levanta um e se deita outro, por isso a cama está sempre quente.
Onde um imigrante tem 2 ou 3 empregos para poder amealhar alguns tostões, coisa que muitos de nós ou não faz ou não aguenta, pois tem uma estrutura familiar que tem de dar atenção e que tem de suportar e temos assim de viver á mingua, e esse é um dos motivos que já não queremos aceitar alguns tipos de trabalho. Além de um país de salários baixos tornámo-nos pela nossa demanda europeia e pelo euro um pais de imigração pobre em salários na sua terra e rica em conhecimentos que não aproveitamos.
Com este aumento de 23 euros do salário ínfimo, que a concertação social negociou, o maior da última década, não sei o que vou fazer ao dinheiro.
Olha se calhar vou ao cabeleireiro...

Dia de S. Receber música: Xutos & Pontapés
Embora falar da arte
Da arte de sobreviver
Daquela que se descobre
Quando não há que comer
Há os que roubam ao banco
Os que não pagam por prazer
Os que pedem emprestado
E os que fazem render
Este dia a dia é duro
É duro de se levar
É de casa pró trabalho
E do trabalho pró lar
Leva assim uma vida
Na boínha sem pensar
Mas há-de chegar o dia
Em que tens de me pagar
Ai é o dia De S. Receber
Dia de S. Receber
Já não chega o que nos
Tiram à hora de pagar
É difícil comer solas
Estufadas ao jantar
De histórias mal contadas
Anda meio mundo a viver
Enquanto o outro meio
Fica à espera de receber
Ai é o dia de S. Receber
Dia de S. Receber
Ai a minha vida
Ai a minha vida
É assim esta diálise
Entre o deve e o haver
Sei que para o patrão custa
Enfrentar este dever
O dinheiro para mim não conta
Eu trabalho por prazer
Mas o dia que eu mais gosto
É o dia de S. Receber
PARA A BRIGADA O MELHOR DIA É O DIA DE RECEBER O PRÉ... OLARÉ SE É... AÍ É QUE A BRIGADA FICA LIGEIRA.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

AI QUE ELES ANDEM AÍ

Hoje, por ser terça-feira, também podia ser outro dia qualquer, a nossa Brigada vai destacar mais um Blogue, e este é um blogue especial, porque também de poesia a vida é feita "poetrycafe" leva-nos a essa parte poética da vida. O nosso blogue também termina sempre com um poema, mas este só a poemas é dedicado. Uma vista de olhos nele e quem sabe se não se inspiram, já sabem vão ao http://poetrycafe.weblog.com.pt/ Basta clicarem em cima do link para lá irem visitá-lo

Caros Bloguistas Militantes

A lei é para ser cumprida, e por cumprida entenda-se na sua totalidade e alcance, e não só a parte que nos dá mais jeito.

Quando eu digo a lei é para ser cumprida, eu refiro que falo das leis justas, das leis com sentido e bem elaboradas.

A LEI Sendo geral e abstracta, não é para agradar a Beltrano e a Sicrano, mas sim à sociedade que naquela altura, naquele momento tem necessidade dela.

Por isso as leis que já não são necessárias ou estão desadequadas deveriam ser revogadas.

Seguindo esta linha de pensamento eu não consigo compreender aquelas pessoas que dizem que as brigadas de trânsito andam na chamada "caça à multa".

Portugal está horrívelmente no top das estatísticas mundiais, somos um território tão mortífero quea as nossas estradas assemelham-se a campos de batalha.

Sabemos que ao andar na estrada todo o cuidado, atenção e fiscalização são poucos para diminuir a sinistralidade.

Se os condutores e os peões cumprissem o código, se não fossemos facilitistas, nunca nos queixariamos da caça à multa, pois caça à multa é um conceito "Made in Portugal", que somos claramente um país de incumpridores, quem diz nas estradas diz no resto.

Claro que se o código serve para impor determinadas atitudes e tem um lado duro e inexorável para quem anda na estrada, o mesmo código também serve por outro lado para punir o agente da autoridade que passou do risco, que abusou da autoridade.

Se por um lado as autoridades policiais são um pouco laxistas na fiscalização e até elas próprias são incumpridoras (aplica-se a velha teoria: "quem policía o policia?") se os agentes da autoridade são capazes de perdoar a uma mulher vistosa, digamos BOA que lhe mostra o tornozelo quase até á anca (que nomem não se esqueceria que tinha de lhe passar uma multa, pergunto eu...) ou então mostra um decote bem generoso, como fez uma amiga minha e safou-se de uma multa (além dela iam mais 4 mulheres todas com os copos dentro do carro), resumindo por causa de uma situação confortável para os olhos do polícia (e podem crer que era mesmo confortável), aquele perigo para a circulação foi deixado passar, e lá seguiram as 4 com os copos pela marginal, deixando um polícia com um sorriso de orelha aorelha, mas sendo elas um perigo para o tráfego.

Rigor, rigidez e inflexibilidade no cumprimento da lei, estou eu convencido, diminuíria significativamente os acidentes.

Por outro lado, responsabilização do Estado (central e local) e das empresas que o código não cumprem, e quando falo em não cumprir o código, refiro-me á parte passiva (não menos essencial que a parte activa) que obriga os consecionários das estradas a colocarem as infraestruturas, sinalização e outros preceitos essenciais a uma boa e segura condução, estes agentes passivos deveriam ser particularmente punidos por incumprimento constante, sistemático e contínuo do código da estrada.

Quando digo particularmente, digo os responsáveis directos, os que assinaram desde o projectista até a quem deu a autorização final.

Porque isto é tudo muito bonito, o facto de se conseguir que o Estado quando réu seja condenado, mas os responsáveis da atitude passiva ou de omissão, continuam nos mesmos postos a fazerem igual ou pior.

Não podemos permitir impunidades.

Acabemos com as políticas de amnistias, o poder político que não mandar fiscalizar correctamente os centros de inspecção automóvel (que ainda deixam passar muito carro que não está em condições), poder político que deixa as vias serem mal construídas e não presta a devida atenção aos concursos públicos e a sua permanente fiscalização.

Caros Bloguistas militantes, caso não saibam, quando existe um ALCATROAMENTO ou um Re-Alcatroamento, em qualquer rua, o alcatrão antes de ser colocado, passa por testes e pela aprovação de um laboratório camarário, que após testes certifica se o alcatrão que vai ser colocado é resistente e adequado para aquela via.

Contrariamente ao que deveria ser feito, é exemplo gritante o que se passou na C.M.Lisboa (governo de Santana Lopes, mas que sabemos que não foi só durante o mandato dele, e não só na C.M.Lisboa), que no Re-alcatroamento da Av. Almirante Reis, estava ainda o alcatrão em testes de laboratório para ver se era aprovado ou rejeitado, e este já tinha sido sido aplicado na Avenida toda.

E agora perguntamos nós: Terá sido aplicado na Avenida a mesma qualidade de alcatrão que foi para o laboratório para ser testado?

A chefe do departamento que teve conhecimento directo disso informou a CML de queera necessário o empreiteiro ser punido por incumprimento? Terão sido os responsáveis do laboratório camarário responsabilizados ou ter-se-ão fecahado em copas, numa atitude do género " que se lixe, já está aplicado, deixemos andar"?

Neste caso, que não é o único, e que é publico e notório. houve uma nítida falta de fiscalização ou conivência dos fiscais.

Em último lugar, em relação ao cumprimento do código da Estrada, temos o poder judicial, que tem de ser chamado à colação.

Pois não se pode permitir que os magistrados do M.P., se fiquem somente pela acusação a um condutor embriagado que atropela mortalmente alguém e que como corolário disto tudo, se safa com uma pena suspensa e pela cobertura dos danos civis...

Nestas situações como não há apelo e não há agravo, temos uma situação que um homicídio sai praticamente impune.

Como o bom português costuma dizer "Devia ser eu a mandar", no mínimo ficaria para sempre inibido de conduzir, e se fossem provados os pressupostos legais da culpa e dolo, a pena de prisão efectiva teria de ser isso mesmo ... efectiva e não suspensa como tem-no sido.

Lembram-se daquele indivíduo que já foi apanhado 4 vezes com uma "Carroça em cima que mal se aguentava em pé"... que é como quem diz, com um grau de alcoolemia muito acima da média (isto no que consta da reportagem que se viu na TV), em que o próprio diz que nunca foi preso.

Ora uma afirmação destas, a passar nas TV´s dá origem a reincidências e transmite uma sensação de impunidade.

Temos de ter paz nesta "guerra civil" que nas estradas se passa.

Além do código, o cumprimento das regras de sã convivência é necessário.

Ou assinamos o tratado de paz ou qualquer dia a guerra acaba por falta de soldados.

Caros Bloguistas Militantes Justa ou injusta, cumpra-se a lei, porque eles "andem aí"....ai "andem" , "andem"... oh se "andem"

Tantas Vezes Fui à Guerra -Sérgio Godinho

Tantas vezes fui à guerra
que só sei é guerrear
eu gostava um destes dias
de ter tempo de amar
Tenho pistolas de prata
tenho uma bala dourada
se não tenho o teu amor
não me servem para nada
Nem aos deuses nem à morte
peço perdão do que fiz
já não suporto bem a dor
já só quero é ser feliz
Olarai, assim é que se vai
olarai, assim é que são
olarai, as gentes que farão
que os dias maus já lá vão
Nada vale o que é de mais
em lhe dou nenhum valor
eu só trago no bornal
valentia e destemor
Só me rendo, quando muito
quando a morte me atingir
a minha bandeira branca
é o lençol que me cobrir
Nem aos deuses nem à morte
peço perdão do que fiz
já suporto bem a dor
já só quero é ser feliz
Olarai, assim é que se vai
Olarai, assim é que são
Olarai, as gentes que farão
Que os dias maus já lá vão.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? POR FALAR NISSO É MELHOR O REGIMENTO IR VERIFICAR OS TRAVÕES DOS CAVALOS.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Eu tenho passe

A nossa Brigada hoje dá destaque ao blogue "2+2=5", um blogue sarcástico e divertido em http://doismaisdoisigualacinco.blogspot.com/ Basta clicarem em cima do link para lá irem visitá-lo

Caros Bloguistas Militantes

Como sabem sou utilizador de transportes públicos, não só em Portugal, mas se viajar para qualquer parte do mundo, andarei como já andei de transportes públicos, asssim o espero.
Este post foi iniciado dentro da carreira 60 e acabado na carreira 12 da CARRIS em Lisboa.
Apesar desta companhia de transportes ter modernizado a sua frota, ainda estamos áquem da excelência e de conforto, no que diz respeito à oferta de transportes públicos comparado com as diferentes cidades europeias.
Quanto a mim, tal se deve a diversos factores, a saber :

  • O uso massivo do automóvel
  • Alheamento da população utilizadora dos transportes, ou seja come aquilo que lhes é servido e não pia.
  • Ás empresas fornecedoras dos serviço não terem concorrência e/ou não serem tuteladas pelas Câmaras Municipais;
  • Ás empresas fornecedoras de serviços terem tecnocratas a imporem-nos por onde e quando devemos andar de transportes, não fazendo caso de interfaces;não existir coordenação entre empresas para horário, preços passes combinados;
  • Não existir uma autoridade nacional de transportes com poder suficiente.
  • Não existir nas áreas metropolitanas a especialização dessa autoridade, com poderes especificos para aquelas áreas.

No caso particular de Lisboa e Porto, estes senhores dão-se ao luxo de porem horários de Verão e horários de Inverno, e ainda são mais especificos, horários para sábados, domingos e feriados, mais promenorizados ainda, horários fora da época de aulas, ou seja nas férias dos putos, e ainda mais meticulosos quando reduzem os transportes a partir das 21 horas, quer em frequência quer no corte de carreiras.

Devem ser miúdos pequenos estes tecnocratas, pois ás 21 horas não é hora para ninguém andar na rua quanto mais apanhar transportes públicos.Isto tudo para reduzirem os transportes ao maximo.

Será que andamos todos a dormir?

Então e a nossa tão propalada vontade que dizem que nós dispomos em DEMOCRACIA?

E a meta de redução de CO2 que o país se propõe atingir?

É que se o pensamento das companhias de transporte é: se reduzimos autocarros, reduzimos a tax ade emissão, isso não deixa de ser verdade, mas tem o efeito dominó que é os utentes levarem para os locais onde se deslocam o seu carrito.

Não queremos nós tirar os carros da cidade?

Pois párece que não. Parece que são só umas bocas que se atiram para o ar.

Lisboa, Porto e Coimbra, só par acitar as mais emblemáticas, são cidades cosmopolitas e como tal turísticas, logo tem movimento quer de dia quer de niote, quer de Inverno quer de Verão.

Agindo assim as companhias de transporte, lixam-nos sempre a PONTUALIDAE, pois andam semrpe a mudar de horários.

Não podemos contar com a mesma frequencia de transportes, andamos assim ao ritmo e ás horas que as empresas de transortequerem e não ao nosso, fazendo-nos assim perder tempo, um bem precioso.

Eu sei que em Agosto, meio Portugal migra para o Algarve, mas também não é menos verdade que a cidade se enche de turistas nessa época.Na cidade ficam aqueles que como eu não gostam (ou não podem) tirar férias nessa época do ano e que muito menos querem ir para o Algarve onde meio país lá se encontra e onde se tem dificuldade em arranjar um pouco de areia para fazermos de reptéis ao sol.

Prática diga-se de passagem tambem já não é uma prática muito suadavel... mas como diz o provérbio... tudo o que é bom ou faz mal, engorda ou é pecado... Mas isso são opcções individuais e essas eu não crítico, agora imporem-nos horários de verão, tenham paciência.

É desmotivante, é retrogrado e é uma medida ilusoriamente economicista, e porque»Porque alem de retirarem ás pessoas a vontade de andarem de transportes públicos que já não é muita, isso implica menos gente a andar, ora menos gente a andar eles reduzem os transportes, a continuar assim ficaremos sem oferta de transportes públicos a zero.

Há que cativar o cliente, toda a melhoria é pouca para fazer face ao automóvel, e andarmos a tratar mal durante o mês de Agosto os que cá ficam, não receber bem os que nos visitam, não me parece boa política.

Quanto aos horários nocturnos e aos fins de semana, as coisas ainda são mais graves, quem trabalha á noite e não tem carro ve-se na contingência de ter de apanhar um táxi, dá até ideia até de existir um pacto com os taxistas, para que os utilizadores de transportes públicos sejam obrigados a usar aquele meio de transporte, pois se não o fazemos estamos lixados, não chegamos onde devemos e queremos.
É que ainda por cima nunca há um táxi livre quando nós queremos, é que eles ao fim de semana e á noie também andam menos.

Está na altura de assumirmos a nossa condição cosmopolita, assumamos a nossa capitalidade, assumamos que no litoral a população está mais concentrada que alguma vez deveria estar, assumamos que devido a tudo isso a pendularidade de deslocação casa trabalho e vice versa é de 24 horas.

É necessário tirar os carros da cidade!Pois é e eu concordo.

Para isso muitas medidas são necessárias, desde logo a primeira que é baixaro custo dos arrendamentos para cerca de 70% ao preço actual, de modo a que os Lisboetas voltem a Lisboa, os Portistas ao Porto etc..., são mecessárias mais medidas concertadas...sem dúvida.

Mas como dizem os chineses "Por mil léguas que tenha uma estrada ela começa sempre por um passo".

Por isso transportes públicos de qualidade, em quantidade e com frequencia e com horários que nos serviam a todos realamente, JÁ E EM FORÇA.

POEMA DO AUTOCARRO ANTÓNIO GEDEÃO IN Máquina de fogo, 1961
Quantos biliões de homens!
Quantos gritos de pânico terror!
Quantos ventres aflitos!
Quantos milhões de litros do movediço amor!
Quantos!
Quantas revoluções na cósmica viagem!
Quantos deuses erguidos!
Quantos ídolos de barro!
Quantos! até eu estar aqui nesta paragem à espera do autocarro.
E aqui estou, realmente.
Aqui estou encharcado em sangue de inocente,
no sangue dos homens que matei,
no sangue dos impérios que fiz e que desfiz,
no sangue do que sei e que não sei,
no sangue do que quis e que não quis.
Sangue.
Sangue.
Sangue.
Sangue. Amanhã, talvez nesta paragem de autocarro,
numa hora qualquer,
H ou F ou G,
uns homens hão-de vir cheios de medo e sede e me hão-de fuzilar aqui contra a parede,
e eu nem sequer perguntarei porquê. Mas... Não há mas.
Todos temos culpa,
e a nossa culpa é mortal. Mas eu só faço o bem,
eu só desejo o bem,
o bem universal,
sem distinguir ninguém. Todos temos culpa,
e a nossa culpa é mortal.
Eles virão e eu morrerei sem lhes pedir socorro e sem lhes perguntar porque maltratam.
Eu sei porque é que morro.
Eles é que não sabem porque matam.
Eles são pedras roladas no caos,
são ecos longínquos num búzio de sons.
Os homens nascem maus.
Nós é que havemos de fazê-los bons.
Procuro um rosto neste pequeno mundo do autocarro,
um rosto onde possa descansar os olhos olhando,
um rosto como um gesto suspenso que me estivesse esperando.
Mas o rosto não existe.
Existem caras,
caras triunfantes de vícios,
soberbamente ignaras com desvergonhas dissimuladas nos interstícios.
O rosto não existe.
Procura-o.
Não existe.
Procura-o.
Procura-o como a garganta do emparedado procura o ar;
como os dedos do afogado buscam a tábua para se agarrar.
Não existe.
Vês aquele par sentado além ao fundo?
Vês?
Alheio a tudo quanto vai pelo mundo,
simboliza o amor.
Podia o céu ruir e a terra abrir-se,
uma chuva de lodo e sangue arrasar tudo que eles continuariam a sorrir-se.
Não crês no amor?
?
Não ouves?
?
Não crês no amor?
Cala-te, estupor.
Tenho vergonha de existir.
Vergonha de aqui estar simplesmente pensando,
colaborando sem resistir. Disso, e do resto.
Vergonha de sorrir para quem detesto,
de responder pois é quando não é.
Vergonha de me ofenderem,
vergonha de me explorarem,
vergonha de me enganarem,
de me comprarem,
de me venderem.
Homens que nunca vi anseiam por resolver o meu problema concreto.
Oferecem-me automóveis, frigoríficos, aparelhos de televisão.
É só estender a mão e aceitar o prospecto.
A vida é bela.
Eu é que devia ser banido,
expulso da sociedade para que a não prejudique.
Hã? Ah! Desculpe.
Estava distraído.
Um de quinze tostões.
Campo de Ourique.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? MAS OS ELEMENTOS DA BRIGADA NÃO CHEGAM A HORAS AO RANCHO LÁ NO REGIMENTO SE NÃO TIVEREM TRANSPORTES A HORAS.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Só Louco

Destaquei hoje este BLOGUE , não tinha nada. A Brigada nas horas de lazer aprende com este blogue. Esta brigada que não escreve tão bem que de para um NOBEL, quer melhorar e cultivar-se e então dá uma "saltada" a este blogue para ver se fica menos ileterada. É um blogue em que o seu autor já nele não escreve, mas é interessante de ver: http://www.zoompalavras.blogspot.com/- Basta clicarem em cima do link para lá irem ter.

Caros Bloguistas Militantes
Há uns meses atrás uma das notícias da RTP 1 rezava o seguinte: Portugal importou 2000 patos de Inglaterra onde foi encontrada gripe em perús.
Bom dos parcos conhecimentos de zoologia que tenho, não me parece que Perú seja igual a Pato, a poucas semelhanças que tem é que começam pela letra P e são aves...
A questão aqui prende-se com a terminologia jornalística, ou seja, eu posso mandar aqui umas bocas no meu blogue, e quiçá ser impreciso nalguns termos ou não ser claro, outra coisa é um órgão de comunicação social que tem a responsabilidade de veicular as notícias em bom, clara e preciso Português.
Porque do mesmo jornalista desta pérola é igualmente a notícia que " um trovão caiu num celeiro e provocou um incêndio", quem se interessa pelo assunto e até quem não se interessa sabe que um TROVÃO é definido por "As ondas sonoras geradas pelo movimento das cargas eléctricas na atmosfera são denominadas trovões. Resultado do aumento da temperatura do ar por onde o raio passa, os trovões podem ser perigosos, nas proximidades de onde o fenómeno acontece. Entretanto, na maioria dos casos, causam apenas medo aos mais sensíveis. ", Enquanto que um RELÂMPAGO OU RAIO é uma descarga eléctrica que se produz entre as nuvens de chuva ou entre uma destas nuvens e a terra. A descarga é visível com trajectórias sinuosas e de ramificações irregulares às vezes com muitos quilómetros de distância, fenómeno conhecido como relâmpago. ( e é este último que provoca os incêndios).
Ora a afirmação do jornalista é tanto mais grave pois sabemos que o teletexto para ser lido no telejornal foi corrigido por outro jornalista... mais atento... e o pivot ( autor de livros) ignorou e disse trovão.
Mas os nossos jornais e jornalistas "orientam" a nossa vontade com sensacionalismos de modo a tentar vender ou captar audiências, quanto mais sórdido, peculiar e aberrante melhor.
A SIC notícias já há uns tempos que parece o Jornal do mundo do Crime, há umas semanas atrás que as principais noticias de abertura são o começo de julgamentos, num só dia foram 3 (apesar de todos os dias dezenas de julgamentos começarem em todo o país) depois seguem-se a leitura das sentenças, mais valia terem uma parte do jornal que se chamasse Justiça nos Tribunais ou qualquer coisa do género.
O caso dos Maccane, foi paradigmático, noticia de abertura e de importância vital para o país, "Jerry (pai da miúda que desapareceu) Maccane voltou ao emprego" e isto abriu o noticiário das 9 da SIC notícias, deixando para segundo plano um simples guerrita dos turcos do PKK , a já vaticinada subida do preço do petróleo na altura a 96, 24 o barril e infâmia das infâmias... deixou para segundo plano a derrota do Benfica... ora se a derrota do Benfica fica para segundo plano é porque a notícia devia ser mesmo muito importante.
A TVI numa reportagem falou dos "Agricultores agrícolas" que todos sabemos se opõem aos "Agricultores Piscícolas" e ambos não gostam nada dos "Agricultores Jeepiculas", estes últimos são os que com 46 anos, são de uma cidade do litoral qualquer, não percebem nada de "ingricola" compram uma casa num monte alentejan0, são considerados jovens agricultores, pedem um subsídio para colocarem um poste de electricidade, e são subsidiados. Em seguida pedem um subsídio para energias alternativas e são subsidiados. Compram um Jeep para se andarem a divertir no meio do monte e não só e são subsidiados. Por sorte houve seca no Inverno e o tempo assim deu cabo das plantações que não tinham (pois nada sabem plantar) e são subsidiados, ora choveu demais e alagaram os morangos e as videiras e as batatas que não tinham plantado e não existiam e são subsidiados... SIM devem ser estes os "agricultores Agrícolas" que a TVI se referiu.
Um processo disciplinar na casa Pia, e estes periodistas de pasquins, dizem logo que é uma nova polémica.
Estes aprendizes de alfarrabistas, que não são nem nunca foram eleitos na vida para nada, conduzem as nossas opiniões entrando-nos pela casa dentro e dizem as maiores barbaridades impunemente, não deixam as instituições respirar e condicionam a sua actuação.
Temos mais, na VALORSUL a ADMINISTRAÇÃO da Empresa solicitou a presença Policial numa greve (o que não é nada de bom tom, mas também conhecendo eu alguns sindicalista... mas isso é outra história). A jornalista presente no local, entrevistou o SINDICALISTA e perguntou: "Foi a Administração da Empresa ou foi o Ministro da Administração Interna que solicitou a presença Policial no local?", ao que o SINDICALISTA diz " Confirmo que foi a Administração a Empresa a solicitar a presença Policial".
Ou seja pergunta clara e resposta clara e inequívoca, a Jornalista teve então a distinta LATA de perguntar ao Sindicalista " Se o Ministro estava a falar verdade e se não foi ele (ministro) que enviou a policia".
Bom ou a Jornalista estava com o período e desvairada com as dores tinha uma péssima escuta activa ou a ânsia de protagonismo é tanta o egocentrismo é tão cego que se chega ao ponto de se inventar ou criar notícias
Tínhamos e continuamos a ter um ataque á democracia pelo bastonário da Ordem dos Médicos, em que este Sr. se julga acima da lei da República.
Este senhor, quando insiste em não cumprir a s normas de higiene e saúde modernas, que na Europa se segue e que democraticamente votamos e decidimos mudar, o Sr. Bastonário não quer mudar os estatutos da Ordem dos Médicos, sujeitando-os ao cumprimento da lei, no que diz respeito à questão da Interrupção Voluntária da Gravidez, defendendo-se na ética e nos valores morais, quando sabemos que foram as directrizes da OPUS DAY que orientam as questões internas dos médicos (sejam eles católicos ou não)
O que eu acho estranho pois é essa mesma ética e valores morais que são utilizadas para esta classe corporativa se una e se feche em concha quando se trata de julgar a negligência médica.
A mesma ética e moral que o bastonário não utilizou quando se sabe que alguns Médicos se "vendiam" por viagens em pseudo congressos médicos, mas todos temos de reflectir, que "NA SAÚDE PARA HAVER DINHEIRO TEM DE HAVER DOENÇAS" e mais não digo e reflictam sobre isso.
Ora isto é que os jornalistas deveriam pegar e fazer manchetes e reportagens, mas não, é um assunto de importância que passa ao lado dos "media" e ao qual a nossa atenção não é despertada, é que "no Jornalismo para haver dinheiro tem de haver notícias... que vendam... nem que eles as inventem".
A falta de rigor e precisão, a falta de sentido crítico, uma ética duvidosa e um português muito pior que o meu, por parte dos jornalistas é algo que não deveria acontecer, porque se não caímos naquela velha frase "O Caçador tinha um cão e a mãe do caçador era também o pai do cão."... Se é que já não caímos...
Caros Bloguistas Militantes, eu já encontrei a explicação para isto tudo, pois veio uma notícia no jornal que dizia "Calcula-se que 30% da população Portuguesa sofre de problemas Psiquiátricos"
Traduzindo isto por miúdos, 1 em cada 3 portugueses é maluco... esmiuçando 1 em cada 3 ministros é louco, o mesmo se aplica aos médicos e aos jornalistas e a tudo o resto.
Numa família de 3 pessoas, ou o pai ou a mãe ou o filho ou a filha são loucos.
Nalguns locais o difícil é encontrar alguém São. Como é o caso das repartições públicas...
No autocarro, no metro, no café uma em cada 3 pessoa que encontras é louca... e se não encontrares uma em cada 3 ... Atenção que o louco podes ser tu.
1 em cada 3, quando não compreenderes algo, não te admires... está tudo explicado.
E tu ainda estás aqui neste país, assim como eu estou... para mim está explicado porquê...
Só Louco Composição: Dorival Caymmi
Só louco!
Amou como eu amei
Só louco!
Quis o bem que eu quis...
Ah! insensato coração
Porque me fizeste sofrer
Porque de amor para entender
É preciso amar, porque...
Só louco!
Amou como eu amei
Só louco!
Quis o bem que eu quis...
Ah! insensato coração
Porque me fizeste sofrer
Porque de amor para entender
É preciso amar, porque
Só louco!
Só louco!
Só louco!
Só louco!...
Ah! insensato coração
Porque me fizeste sofrer
Porque de amor para entender
É preciso amar, porque
Só louco!
Só louco!
Só louco!
Só louco!...
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? NA BRIGADA SOMOS UNS GRANDES MALUCOS... MAS AGORA JÁ SABEMOS O PORQUÊ FAZEMOS PARTE DAQUELES 30%... AH POIS É!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

VERÃO

Este é o BLOGUE recomendado para o Fim de Verão que se aproxima, hoje destacado por este vosso soldado que está de faxina à cozinha da brigada ligeira. A Brigada na cozinha consulta sites para se inspirar. Este blogue tem umas quantas dicas interessantes, deem uma vista de olhos em : http://ovoestreladoemexido.blogspot.com/ Basta clicarem em cima do link para lá irem ter.
Caros Bloguistas Militantes
Como diziam os tipos do grupo "Fúria do açúcar" "eu gosto é do Verão".
Antigamente, no verão quase que não se passava nada, férias, relaxávamos, e pouco mais que se possa contar.
Os políticos iam de férias, os jornalistas iam de férias... ate alguns de nós, com sorte, também iamos de férias.
Este ano é de crise e férias não houve, até tocou aos políticos.
Como a crise não é só cá., é mundial, os jornalistas tiveram de arranjar factos para entreter os portugueses que no verão descansam nas filas intermináveis para irem para a praia.
Quem tira as férias, em princípio é para descansar, para mudar de rotinas, para mudar de ares... Pois, mas cá não é assim, continuamos nas filas intermináveis com os automóveis, de modo a chegarmos á praia.
Sim porque somos solidários, se o automóvel anda connosco todos os dias para o trabalho , também merece férias, também merece ir á praia, ele também está stressado com o aumento dos combustíveis... afinal ele e a casa fazem parte das nossas dívidas bancárias.
A casa não podemos levar de férias, mas o carro... só não levamos este nosso companheiro inseparável para banhos à beira mar, porque pode entrar água no motor e ele morrer afogado, além disso o ar do mar enferruja e não queremos que o nosso querido envelheça mais depressa que o previsto.
Mesmo assim, o estacionamento selvagem "avant plage" que é como quem diz, antes da praia, torna as coisas caóticas.
Ora não tendo ido meio mundo de férias, tinha de saber o que o outro meio andava a fazer.
Os jornalistas descobriram coisas escabrosas, nunca antes vistas - Descobriram, por exemplo, a falta de respeito entre colegas.
A nossa sociedade anda mesmo mal, já não há respeito por colegas da mesma profissão, mesmo que actuem em níveis sociais diferentes, já não há espirito de corpo, entreajuda... cobrirem-se uns aos outros, chegámos ao despudor...
Então não é que agora os ladrões deram em assaltar bancos e bombas de gasolina?
Se isto cabe na cabeça de alguêm, colegas a virarem-se contra colegas.
Os bancos que nos roubam os fundos que temos lá neles metidos, e as nossas contas ordenado, e que inventam taxas e juros para aplicar quando falhamos por um ou dois dias, que nos impingiram um cartao multibanco e/ou visa e que depois de nos "obrigarem" cobram uma taxa pela sua utilização.
Agora queixam-se porque os colegas de profissão os assaltam.
VÃO -SE QUEIXAR AO TOTTA...
É nisto que dá a democracia, a democracia proibe a concentração e o monopólio do roubo. Permitiu assim que os pequeninos também quiseram e assaltam agora os colegas maiores e de outro extracto social... é a economia de mercado a funcionar no seu pleno, apesar da crise.
Assim como as gasolineiras, que andam desde Janeiro a irem ao bolso de todos os contribuintes, aumentando os combustíveis quando o barril de petróleo sobe, e também aumentando quando ele desce.
Não ouvem quando todo o povo reclama, inclusivé até o governo com eles reclama, fizeram as gasolineiras ouvidos moucos a todos os apelos.
Mas quando os colegas de profissão os assaltaram, até foram ao ministro para este tomar medidas.
Pois anda aí uma gatunagem, que DEUS nos livre...
Pois sabem o que eu e o zé povo lhes dizemos?
Aguentem-se que é serviço.
Tenho é pena dos pobres espectadores que levam por tabela sem ter culpa nenhuma.
Mas o cenário jornalistico estava quase todo montado para uma festa de verão do Ministério da Administração Iinterna (MAI).
Sim, porque houve jornalistas que não foram de férias, só para cobrirem os fogos, mas este ano tiveram azar, não houve fogos, o país não está a arder.
Mas a Administração Interna não podia ficar sem protagonismo, se já lá tinhamos jornalistas mobilizados, alguma coisa tinhamos de arranjar.
Então vai de fazer um jogo de tiro ao alvo.
E lá arranjaram um DERBY "pretos" contra "ciganos" com a polícia a arbitrar... mas de longe.
Isto anda a cheirar-me a esturro à muito tempo, fazer alvo todos os VERÕES do MAI, seja ele de que partido for.
O ministro lá conseguiu a custodes bloquear os coldres para as novas armas da policia, e lá renovou o arsenal, que já era de 1945... imagine-se.
Agora que o cenário está completo para se bater no governo tendo como cabeça de cartaz o ministro da administração interna, ficaram os jornalistas á espera da Srª Ferreira Leite.
Onde ela está, então a crítica fácil e óbvia não aparece?
Já estão a gritar por si, não houve?
Estão a empurra-la para o palco, não sente?
Oh, minha Srª despache-se que temos um telejornal para fazer e comentadores prontos a serem pagos para comentar o que vai dizer.
A Srª tem de dar um impulso á economia contribuindo com as suas palavras para que estes jornalistas e analistas pagos a bom soldo recebam e depois possam ir gastar.
E finalmente ela falou.. fez um discurso... depois de tanta gente dizer que ela tinha de falar.. e o resultado?
Pois foi um FLOP, a Srª não deve ter tido direito ás novas armas da policia, e deu um tiro de polvora seca.
Para os jornalistas e para os analistas é indiferente, pois assim como assim já recebem o guito prometido.
E como os profissionais dos media (por isso são profissionais) são hábeis, fazem logo de um tiro de pólvora seca, o campeonato do mundo de fogo de artifício, e assim já temos com quenos entreter no resto que falta para acabar o Verão.
A srª Manuela não disse nada de diferente, nada que já não tivesse sido dito pelo PS quando estava na oposição e era Verão e o PSD no governo, nada que já não tivesse sido dito quando o PSD estava no governo e era Verão e o PS no governo.
O discurso é sempre o mesmo, não muda há 20 anos. E não muda o dela, nem o do PC, nem o do PS, nem o do CDS, nem o do BE, nem o dos Sindicatos.
Comem todos da mesma gamela.
O discurso da Srª Ferreira Leite, teve preocupantemente semelhanças ao tom monocórdico de um ultraconservador que nos governou à 50 anos atrás ( e que nós nos lembramos devido a reposições televisivas) e também semelhante (porque da mesma raiz) dos discursos de qualquer um Cardeal da igreja ... quem quiser que apanhe esta.. que eu não explico mais.
Afinal o tigre foi e continuará a ser de papel, e nós de férias...descansados a descansar nas filas para a praia... alguns... pois eu estive e estou a trabalhar... C' EST LA VIE.
São precisas NOVAS CARAS E CARAS NOVAS, NOVAS POLÍTICAS E POLÍTICAS NOVAS E DE ESPERANÇA.
Verão que um dia isso vai acontecer ... lá mais para o VERÃO.
Verão - Carlos Mendes
Como tudo o que acaba,
Como pedra rolando duma fraga,
Como fumo subindo no ar;
Assim estou quase indiferente,
Caminhando sem mais notar a gente,
Que por mim vejo passar!
O verão já terminou,
Uô, Uô, Uô
Foi um sonho que findou
Uô, Uô, Uô
Não interessa mais pensar!
Assim deixo esta tristeza
Vogando embalado na certeza,
Que o verão há-de voltar!
E o verão que sonho perto,
Vai trazer para mim eu sei de certo,
Aquilo que este agora veio tirar!
Ele há cargas fantásticas, não há? A brigada está de férias... mas a trabalhar... é a crise.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Palavras para quê? PARABÉNS




Caros Bloguistas
Apesar do que escrevi no texto anterior, palavras para quê?
Estou Orgulhoso destes dois.
Mas não estou insatisfeito com os outros, quem praticou desporto sabe que existem dias menos bons.
Não gostei dos jornais, que disseram que gastámos 15 milhões com os atletas.
Pois o Nelson, a Vanessa, a Naide, o Oblikuelo, a Telma, já nos começaram a habituar e deram-nos a nós Portugueses a honra de sermos campeões da Europa e do Mundo, o facto de falharem , o facto de alguns falharem nos Jogos Olímpicos não põe em causa os milhões que investimos neles.
Temos atletas colocados nos 10 primeiros do mundo, antes não tinhamos nada nas disciplinas técnicas, refilamos de barriga cheia...
Num país que só 5% da população pratica desporto, somos mais a dizer mal do que a praticar... amenos que o "dar á língua" seja considerado desporto olímpico , é que se for teremos todo o podium só para nós...
O certo é que em vez de incentivarmos enterramos...enfim...mas os nossos jornais já nos habituaram a isso (quantos jornalistas saberão pela prática o que é o verdadeiro espirito e esforço desportivo).
Agora, desses milhões que encaminhamos para o desporto, invistam pelo menos num curso de declarações aos atletas.
Porque eu também gosto de ficar na caminha ... if you know, what i mean...
Parabéns ao Nelson Évora e à Vanessa Fernandes, porque GLÓRIA AOS VENCEDORES... e em Portugal... ai dos vencidos...
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? MAS AS CARGAS OLÍMPICAS SÃO AS MELHORES.

sábado, 16 de agosto de 2008

CÁ VAMOS CANTANDO E RINDO NOS J.O.

Este é o BLOGUE DO DIA, hoje destacado por este vosso soldado que pertence a uma brigada ligeira. A Brigada nas horas de lazer aprende com este blogue. Esta brigada que não escreve tão bem que de para um NOBEL, quer melhorar e cultivar-se e então dá uma "saltada" a este blogue para ver se fica menos ileterada. É um blogue em que o seu autor já nele não escreve, mas é interessante de ver: http://www.zoompalavras.blogspot.com/- Basta clicarem em cima do link para lá irem ter.

Caros Bloguistas militantes
Começaram os Jogos Olímpicos.
Com aquela maravilhosa e inesquecível abertura, eu só vi parte dela.
Esquecemos logo os Direitos Humanos, esquecemos tudo, de tão deslumbrante que foi.
Quanto aos Direitos Humanos, talvez um dia, falemos aqui deles.
Quanto aos J.O. propriamente ditos, medalhas para Portugal... pois nem por isso.
Poderíamos apontar a falta de capacidade de sofrimento, a falta de postura, o faltar-nos tudo, mas... mas a culpa não é deles.. ou seja dos atletas.
A situação não é conjuntural, ou melhor foi conjuntural quando ainda ganhávamos algumas medalhas.
É certo que não temos os meios ilimitados dos EUA ou de outros países europeus, mas o nosso problema é e sempre foi estrutural.
Sem investimento, não há rendimento.
O facto de termos perdido a liderança, na maratona, no fundo e meio fundo, e termos ganho medalhas em competições que até então não sonhávamos sequer lá chegar, é revelador de muita coisa.

Se repararem, não sabemos jogar em equipa, pois competições de equipa, até no hóquei patinado já não somos o que éramos, temos esse defeito como povo.
As modalidades medalhadas noutros J.O. não nestes, são modalidades digamos assim mais ricas, mais elitistas.
Melhor dizendo, precisam de outras condições que não seja só uma estrada, uns ténis, e um equipamento para treinar, e com treinos que se faziam depois da hora de saída do trabalho.
Isto revela que nós, portugueses, em termos de nível de vida evoluímos (basta vermos a série televisiva que passa na RTP1, " Conta-me como foi") bastante, mesmo dizendo mal dos nossos políticos evoluímos bastante, mas será que no caminho certo e em todos os sectores?
Não é alheia a esta evolução a nossa entrada na então CEE, em que o Sr. Dr. Mário Soares teve grande mérito nisso, que foi a decisão mais acertada, quanto a mim, do século vinte, mas essa decisão precisava de que os governos posteriores não esbanjassem dinheiro em coisa que claramente só beneficiaram alguns para a compra de "JEEPS".
Mas lá evoluímos, e ao progredirmos, deixámos de ser bons nos desportos de tostões e passámos a competir mais seriamente em desportos cujo investimento é mais avultado.
Não deveríamos nunca ter descurado os desportos em que já éramos bons e tínhamos referências.
Mas como dizia, aquelas medalhas no fundo e meio fundo foram todas conjunturais, estruturalmente continuamos mal.
E qual a razão? Qual a causa das coisas?
Correndo o risco de ser muito polémico, diria que a política de desporto do Dr. Salazar estava no caminho certo.
No caminho certo mas com razões erradas, o que não faz dessa política uma boa política, mas também não faz dela uma política em que deitemos tudo fora.
Eu explico. Refiro-me à "Mocidade Portuguesa".
A "Mocidade Portuguesa" é o exemplo da política certa por motivos errados, quanto a mim, era uma forma de disciplina e de incentivar o desporto na juventude.
Obrigava os jovens a tomar conhecimentos em diversos desportos, das suas regras, das suas realidades e sacrifícios.
Bem implementada esta política, daria oportunidade aos jovens de escolherem ou serem escolhidos para diferentes modalidades que melhor se adaptassem a eles. Quanto a mim, esta é a parte da política do Dr. Salazar que está certa.
A parte da política errada, e que é de repudiar, é que a disciplina, era uma disciplina militar imposta e não era mais que uma preparação psicológica para o regime e para a guerra de África que então se travava, para além de querer incutir desde pequenos as ideias de um regime ultra-conservador e que esteve sempre fora de moda desde o seu início.
Mas o certo é que a parte essa política, foi destruída com o Abril de 1974, e à boa maneira portuguesa, fez-se tábua rasa de tudo, não se aproveitando o que era bom e excluindo o que era mau... enfim o costume cá do burgo.
Por isso estamos habituados a dizer mal por sabermos que não vamos ter hipóteses de competir nas olímpiadas e noutros "meetings" ao mesmo nível que outros países, isto na remota hipótese de sermos classificados.
A crise é estrutural, porque não achamos novos atletas, e como será isso possível se não damos hipótese de dar a conhecer aos mais novos todas as vertentes do desporto?
Como será isso possível, se país e educadores, aceitam os pedidos da sua prole, quando se querem "baldar" a Educação Física?
Nunca iremos lá, se o único desporto apelidado de sucesso é o futebol?
Para depois assistirmos, a milhares de investimento das camaras municipais, em estádios que dão prejuízos e estão ás moscas como é o caso do Estádio do Algarve, e de milhões para clubes que depois vão á falência como é o caso do Salgueiros e do Boavista.
É que foram milhões de contos dos contribuintes, para esses clubes investidos pelas câmaras municipais, e que serviram para comprar jogadores e pagar os seus ordenados, para depois no fim, os clubes acabarem.
Ao invés de terem uma boa política de desporto que nos dariam atletas e condições para esses atletas chegarem a medalhas olímpicas e brilharem noutros meetings internacionais.
Em democracia ser livre, não é termos o privilégio de abandalharmos o sistema, isso não é democracia, nem sequer anarquia.
A proposta é simples, voltemos á "Mocidade Portuguesa", tornemos obrigatório o desporto, "Mens sana in corpore sano", desculpem o meu latim está tão enferrujado, mas a verdade é que nunca tive latim...
Tirávamos da "Mocidade Portuguesa" a carga ideológica e os propósitos "guerreiros" da coisa, e ficávamos com uma política de desporto, não muito diferente dos USA ou da França ou da Dinamarca.
Ah, claro que também mudávamos o nome, em vez de "Mocidade Portuguesa", os publicitários que inventassem um nome, o que interessa é o espírito da coisa.
Desde pequenos que deveríamos fazer com que os jovens tivessem conhecimento e experimentassem os desportos todos, equipas especializadas, veriam quais os mais aptos e com queda para este ou aquele desporto, ou mesmo aqueles que não tinham jeitinho nenhum para a coisa (acresço que o mesmo deveria acontecer com a música e o seu ensino, sei que não está bem dentro deste âmbito).
O desporto escolar deveria ser uma realidade, as férias desportivas também.
Só assim, tomando conhecimento com desporto e as regras das diversas modalidades, deixaríamos de ver pessoas a gritarem golo quando um basquetebolista encesta uma bola, ou mesmo no futebol as pessoas saberem as regras do jogo e não andarem a dizer disparates na TV e nos cafés e no trabalho.
Além disso quem pratica e praticou desporto, sabe que desporto é desporto e que a competição é e tem de ser saudável, e que uma derrota não é uma calamidade, e que uma vitória está longe de ser um endeusamento.
Quem praticou desporto, sabe, que para se saber ganhar, tem de primeiro saber-se perder, quem praticou desporto sabe, que a perfeição e as vitórias, só a elas se chegam com treino, treino e mais treino e espírito de sacrifício.
Quem pratica ou praticou desporto (que parece não ser o caso de muitos jornalistas e chefes de redacção desportivos), sabe que um segundo jogo, não é uma vingança, é apenas mais um jogo, quanto muito uma desforra sadia, não uma guerra que faz incendiar claques.
Quem praticou desporto, sabe respeitar o adversário em competição, e sabe que fora dela podem e devem ser amigos.
Quem pratica e praticou desportos colectivos sabe que jogar em equipa é a melhor forma de realçar as individualidades, e que ensina a saber viver em sociedade.
Uma política nacional de "Mocidade Portuguesa" é necessária, tiremos os pais e os filhos dos centros comerciais aos fins de semana, contribuamos colectivamente para que o nosso país melhore as suas prestações desportivas internacionais, contribuamos para uma melhor sociedade.
É necessário tirar das consolas e dos pc's, os nossos jovens. Ar livre e desporto precisam-se.
Quantos atletas de excepção, por negligenciarmos e não dar-mos condições aos jovens que na minha geração e da posterior, e ainda das vindouras, já perdemos?
Já para não falar da diminuição de jovens viciados e sem objectivos que a nossa sociedade estática está a semear neste terreno infértil para o desporto mas fértil para o vício e outros males.
Não estou a renegar as tecnologias e a nossa necessária adaptação. Não, claro que não, o que eu não quero é continuar neste marasmo, de malidicencia nacional que culpa os nossos atletas de irem lá fora e não vencerem, transportando para eles as nossas frustrações de não teremos sido ninguém em determinado desporto porque nunca nos deram oportunidade para isso.
Fico triste de não ganharmos nenhuma medalha nos J.O., mas fico mais triste quando vejo que o problema estrutural se mantém e vai continuar a manter e medalhas nos Jogos Olímpicos, só se forem os pin's que os nossos atletas trazem.
Mas enquanto assim for... lá vamos cantando e rindo...

Hino da Mocidade Portuguesa

Lá vamos cantando e rindo
Levados levados sim
Pela voz do som tremendo
Das tubas clamor sem fim
Lá vamos que o sonho é lindo
Torres e torres erguendo
Clarões, clareiras abrindo
Alva de luz imortal
Que roxas névoas despedaçam
Doiram os céus de Portugal
Querer querer e lá vamos
Tronco em flor estende os ramos
À mocidade que passa
Cale-se a voz que turbada
já de si mesmo, se espanta.
Cesse dos ventos, a infâmia
ante a clara madrugada,
em nossas almas nascida.
E por ti, ó Lusitânia,
corpo de Amor, Terra Santa.
Pátria, serás celebrada
e por nós, serás erguida.
Erguida ao alto da Vida.
Lá vamos, cantando e rindo

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA RESPEITA OS JOGOS OLÍMPICOS E TAL COMO ANTIGAMENTE FAZ UMA TRÉGUA E NÃO ATACA,QUER DIZER SÓ ATACA DESPORTIVAMENTE... MEDALHAS...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

É O PAÍS QUE TEMOS

Caros Bloguistas Militantes

A nossa Brigada hoje escolheu para destaque o blogue "Frases e Perguntas Polémicas (ou apenas curiosas) ", um blogue e que segundo o seu autor "foi idealizado a partir de frases soltas, ideias mirabolantes e questões chocantes." Convida o leitor a participar, a intervir... coisa difícil neste nosso Portugal. É um espaço que pretende ser de "evasão mental e construção de pensadores livres. Bem vindos a todos os polémicos... a nossa hora chegou!" - Pois então visitem-no em http://polemicasincomodas.blogspot.com/ Basta clicarem em cima do link para lá irem visitá-lo

Caros Bloguistas Militantes

Nunca acordaram querendo mandar tudo para as urtigas? eu já...
BARDAMERDA, estou farto de ser tratado como se fosse estúpido.
Estou farto de ser maltratado,BARDAMERDA.
Estou farto! Estou farto! Estou farto!
BARDAMERDA. Pronto já disse.
Que raio de desígnio este, que triste fado, que malfadada sina, este país que teima em tratar mal os seus cidadãos...
É o funcionalismo público que em vez de servir e facilitar, serve-se a ele próprio e atrasa-nos, e mais grave, fica impune.
E para não dizerem que eu sou como o bastonário da Ordem dos Advogados que faço acusações sem fundamento, eu digo:
O Estado é mau pagador, o Estado não cumpre as leis e as sentenças que os tribunais a isso lhe obrigam, quem tem dívidas a receber do Estado, fica sem dúvidas que se as receber ( caso não desista) só o vai fazer depois de longa batalha judicial e passados alguns anos. Se o cidadão ganha contra o Estado e este é condenado a pagar, este não paga e o cidadão tem de colocar novo processo... Os advogados que percebem de direito fiscal, são os mais bem pagos porque os processos contra o Estado são intrincados, complicados e morosos.
Não quero saber dos orçamentos e das desculpas que eles inventam, se existe uma dupla dívida, o estado deve ao cidadão 120 euros e o cidadão deve ao Estado 100 euros, porque é que o Estado não faz como todas as empresas ou seja um encontro de contas? E não me venham com justificações porque nesta matéria não as aceito.
Estou farto! Estou farto! Estou farto! BARDAMERDA. Pronto já disse.
Mas não ficamos por aqui, o Estado para aligeirar a máquina burocrática do próprio, criou empresas, só que estas filhas daquele, são tão ou mais burocratas que o dito cujo.
E tem as empresas protegidas, como é o caso da CARRIS, que aparenta ter certificados de qualidade mas tem um péssimo serviço. Por exemplo, sabiam que para andar nos eléctricos novos, que já tem uns anos e que já estão a cair de podre, e nunca tiveram o uso para que foram comprados, e que dizem as más línguas (eu não estava lá não vi) quem os comprou embolsou 7 milhões de contos na altura... coisa pouca...
Mas dizia eu, comprar a tarifa de bordo nesses eléctricos, só com moedas, porque os tipos que embolsaram os 7 milhões, para não ganharem só 6 milhões e 990 mil, compraram uma máquina que só aceita moedas... é como diz o ditado para a mulher de César, para ser séria não basta sê-lo tem de parece-lo.
Estou farto! Estou farto! Estou farto! BARDAMERDA. Pronto já disse.
As empresas municipais que também é Estado, não é Estado central mas também é Estado. É a EMEL a cobrar o que não deve, a não pagar aos fornecedores, a BRISA por exemplo é uma das credoras, e como não recebe, o sistema de acesso aos bairros históricos, inaugurado pelo Sr. Santana, que não fez o contrato de manutenção técnica adequado, só se lembrou de o adquirir, anda constantemente avariado, o sistema não o Sr. Santana.
A verdade é que já deixámos a Monarquia quando a trocámos pela REPÚBLICA, mas os Presidentes de Junta e de Câmaras eleitos democraticamente, gerem como se de capitães donatários se tratassem ou de Marqueses. E assim gerem perpétuamente os espaços que lhes estão consignados, são uns autocratas que fazem tudo para se manter (existem honrosas excepções).
Cabe na cabeça de algum regime democraticamente são, que uma equipa de uma Câmara ou junta de freguesia, seja a mesma desde a revolução do 25 de Abril?
Democracias assim, nem ao melhor estilo da América Latina.
Parece que somos todos estúpidos, parece que não existe um mecanismo imediato de limitação de mandatos...
Estou farto! Estou farto! Estou farto! BARDAMERDA. Pronto já disse.
Meus CAROS o poder corrompe, o Poder absoluto, corrompe absolutamente, magister dixit.
E por último, então não é que andamos a ser influenciados para ponderar a energia Nuclear no nosso país?
Passam 67 anos que ontem foi largada a Bomba atómica, já morreram/mataram milhões de pessoas com a radiação, não controlamos a fusão nuclear, estamos longe da fusão a frio, e vêem com esta conversa?
Eu digo-vos, central nuclear em Portugal, e eu saio de cá... não é uma ameaça, nem é uma promessa é uma constatação de facto.
Estou farto de ser maltratado, para servir a senhores que só vêem dinheiro e não o futuro, só vem o lucro e não a sociedade. BARDAMERDA! Estou farto! Estou farto! Estou farto! PORRA. Pronto já disse.
É O PAÍS QUE TEMOS. É O PAÍS QUE TEMOS... e se continua assim qualquer dia acordo e só digo asneiras.

Rosalinda Fausto

Rosalinda se tu fores à praia
se tu fores ver o mar
cuidado não te descaia
o teu pé de catraia
em óleo sujo à beira-mar a branca areia de ontem
está cheiinha de alcatrão
as dunas de vento batidas
são de plástico e carvão
e cheiram mal como avenidas
vieram para aqui fugidas
a lama a putrefacção
as aves já voam feridas
e outras caem ao chão Mas na verdade Rosalinda
nas fábricas que ali vês
o operário respira ainda
envenenado a desmaiar
o que mais há desta aridez
pois os que mandam no mundo
só vivem querendo ganhar
mesmo matando aquele
que morrendo
vive a trabalhar
tem cuidado...
Rosalinda se tu fores à praia
se tu fores ver o mar
cuidado não te descaia
o teu pé de catraia
em óleo sujo à beira-mar
Em Ferrel lá p´ra Peniche
vão fazer uma central
que para alguns é nuclear
mas para muitos é mortal
os peixes hão-de vir à mão
um doente outro sem vida
não tem vida o pescador
morre o sável e o salmão
isto é civilização
assim falou um senhor
tem cuidado.

Ele há cargas fantásticas não há? Mas há armas que a Brigada não usa...por respeito à natureza, porque é leal no combate e também o faz com honra

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O PATER FAMILIAS CONTRA ATACA

Caros Bloguistas Militantes
A nossa Brigada tem clube, não mistura política com futebol, como muitos por aí o fazem, principalmente se trabalharem numa redação jornalistica, se forem deputados e dirigentes de futebol, se forem magistrados e fizerem parte de algum conselho de jurisdição da FPF, e acho que com isto me referi a 90% da população portuguesa Pelo menos a julgar pelo enfoque que dão ás noticías do mundo futebolístico.
Mas dizia eu, a BRIGADA tem clube, e é do C.F. "OS BELENENSES", para quem não sabe é aquele clube a quem chamam o azuis do Restelo. Por isso o destaque hoje vai para os blogues " «Belém Livre» e «Belém até Morrer». Aqui vão os destaques do chefe para hoje: http://www.belemlivre.blogspot.com/ e http://www.belematemorrer.blogspot.com. Basta clicarem em cima do link para lá irem visitá-lo.
Caros Bloguistas Militantes
Vi escrito, numa repartição pública, "Para que simplificar as coisas se as podemos complicar?", nada mais apropriado para a maioria do funcionalismo público, fez-me logo lembrar o livro/filme "OS 12 TRABALHOS DE ASTÉRIX" em que ele tinha de andar numa repartição pública à procura do formulário A-38 formulário rosa, e que para o obter precisam de uma dúzia de outros formulários... e passam "as passas do Algarve" para conseguir o dito formulário.
Vem isto a propósito de inutilidades.
Inutilidades e fazer perder tempo foio que fez o nosso "PATER FAMILIAS" quando nos informou que se ia dirigir-se á Nação, que a mensagem era grave e séria...
Foi criada muita expectativa em torno da mensagem do Sr.Presidente da República no dia de ontem, dizia-se ser uma mensagem grave e séria, e conjecturamos sobre tal.
Conjecturei também, que isto de costuras, cozeduras e conjecturas são todas filhas do mesmo pano.
Mas por que raio irá ele interromper as férias? Pensei eu e pensámos nós com os nossos botões.
A coisa deve ser mesmo grave...tu queres ver que Portugal vai declarar guerra a alguêm?
Começaram logo a vir-me à cabeça as frases da Ditadura "Angola é nossa", "Portugal é um território uno do minho a Timor"... mas não isso não poderia ser, nada tinha vindo a público, trazido pelos narizes sempre farejadores dos jornalistas.
Excluí logo à partida a questão dos Açores; pois pensei eu o P.R. não iría descredibilizar-se por tão pouco, a matéria não tem relevância política nacional nem de qualquer outro meio, e não estou a minorizar o papel ou importância dos Acores.
Pensei, pensei, e cheguei à conclusão, bom... ele só pode falar dentro de dois âmbitos:
1- Dentro do constitucionalmente previsto
ou
2- Algo pessoal.
Dentro do ponto um pensei, irá decretar o estado de sítio ou algo parecido, depois dos acontecimentos em Loures e a sentença do APito Dourado que está para sair e outras coisas parecidas. Tirei logo o cavalinho da chuva, pois no Palácio de Belém, passei por lá a caminho do trabalho, e estava tudo calmo e sereno, nada de medidas reforçadas.
Irá ele dissolver a Assembleia da República? Após a aprovação do código de trabalho, a escalada do aumento dos combustíveis, o computador magalhães... sim porque um computador portuguÊs no mundo é algo perigoso... pois se nós com os descobrimentos "inventámos/criámos" as mulatas e só tinhamos umas caravelzitas, oque não conseguiremos com um PC chamado Magalhães... Mas logo tive de mudar de ideias, pois para isso o P.R. tinha de ouvir o Conselho de Estado e os lideres dos principais partidos, ora isso não aconteceu, e o Sr. Presidente não faz nada á socapa... que se saiba, portanto hipótese excluída.
Mas não sendo isso o que seria?
Será que o Primeiro Ministro se dimitiu? Para gáudio de uns e tristeza de muitos? Depois de aumentar impostos que não queria aumentar cujo déficit foi deixado pelo anterior governo e pelo anterior a esse e pelo anterior... "etc... etc...", depois de uma crise que nenhum Primeiro Ministro gostaria de apanhar pela frente, em que o Petróleo não tende a estabilizar dando cabo de qualquer previsão para economia? Não me parecia que fosse isso, até porque o Primeiro Ministro é homem de fibra e não é de desistir.
Será que o governo tem um anúncio grave para fazer, vai fechar mais hospitais e centros de saúde, e vai acabar com o lobby do betão, e vai despedir funcionários públicos e fazer um reset a Portugal...finalmente e como é muita coisa está dentro do âmbito das competências do Presidente da República?
Será que ele tem informações sobre a gravidade da crise e quer solidariezar-se com o governo, e criar uma "união nacional"? Esta confesso que era remota, mas era possível, apesar do barril do petróleo começar a descer para um preço mais baril.
Não estava a ver onde isto se encaixasse mas tudo é possível.
Pensei seriamente que o Sr. Presidente da República estivesse doente, e fosse renunciar ao cargo, se não ele a Maria dele (que aqui para nós não é a primeira dama, pois não tems essa figura na Europa, nem em Portugal, mas que os jornalistas do JET SET teimam em chamá-la assim, talvez pelo efeito do Jet Lag dos jornalistas)... e foi por essa hipótese que eu convictamente fiquei.
Caros Bloguistas Militantes, mas ..."Para que simplificar as coisas se as podemos complicar?", foi o que o P.R. fez, transformou um assunto de "lana caprina" num assunto de gravidade nacional.
O P.R. descredibilizou-se, pesoal e políticamente, e hipotecou a sua intervenção para uma futura questão verdadeiramente importante. O P.R. perdeu o crédito do PATER FAMILIAS, e isso é que é grave.
Caros bloguistas Militantes, sabem, eu acho que, passados tantos anos... eles não sabem nem sonham... e continuam sem saber e sem sonhar, e nós o povo continuamos a ver as "quintinhas" a ser geridas e "aqui d'el rei" ( neste caso "aqui d'el Presidente da República") se me tiram poderes.
Sabem o que eu digo: A montanha pariu um rato... presidencial.
Se o Presisdente queria criar suspense e depois dar uma noticia de jeito mais valia dizer: "A carne no pingo doce está em promoção, portugueses acorrei aos hipermercados, poupai alguns tostões" ou então já que ele é do Sul poderia dar a boa nova dizendo "No Algarve, este ano, só há gaijas boas (gaijos para elas), interessantes e disponíveis..." Ai... isso é que era... isso é que nos fazia esquecer a crise... ai se fazia... OLARÉ... mai nada.

Pedra Filosofal - In Movimento Perpétuo, 1956
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho é vinho,
é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos,
Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA JÁ NÃO ABDICA DE FOLGAS E INTERVALOS PARA OUVIR MENSAGENS SEM CONTEÚDO

domingo, 13 de julho de 2008

Aux armes citoyens

Caros Bloguistas Militantes
Dizem os espanhóis, "en las brujas yo no creo pero que las hay... hay"... parece que nada se passa ...mas eles andam por aí a conspirar e a transpirar contra nós.
É o que eu penso dos poderosos que nos controlam a vida, não me refiro aos governos dos países, esses não passam de mais umas marionetas do xadrez da economia mundial, refiro-me ás grandes multinacionais, que nos empurram para este estilo de vida que eu e muitos não gosta.
Somos aquilo que temos, valemos e somos considerados pelo que temos, não pelo que somos, pensamos ou agimos.
Isto tudo para ser o que tenho e nada para ser o que sou.

O paradigma de ser ou não ser que Hamlet, na sua longinqua Dinamarca se interrogava, passou a ser o TER OU NÃO TER, nestes tempos modernos.
Tou farto de trabalhar para nada, para acumular ainda mais dívidas... para pagar: a casa, o carro, a faculdade, saúde, a roupa da moda.
Citando Sérgio Godinho "Vi-te a trabalhar o dia inteiro, construir as cidades pr'ós outros, carregar pedras, desperdiçar,muita força pra pouco dinheiro, Vi-te a trabalhar o dia inteiro, Muita força pra pouco dinheiro."
É assim que me sinto, é assim que se sentem milhões de trabalhadores, milhões de europeus, milhões de EX-Classe Média.
Sim, a crise não é só nossa, é verdade.
Mas isso vale-me de que? ... A não ser de ter o contentamento, que quando houver uma revolução não estarei só, serei compreendido e acompanhado por os demais que estão na minha condição...
Mas até lá de que é que me vale isso?
As grandes multinacionais montam-nos armadilhas individuais- Eles são os seguros, eles são os créditos bancários mascarados de compra de casa, de carro, das férias...
Estas multinacionais financeiras, fazem-nos pensar que a força está do lado deles, fazem-nos crer que estamos sós... que somos um único barquinho a vogar no mar sujeitos ás intempéries, sem salvação ou socorro possível.
MAS NÃO ESTAMOS ... E É QUE NÃO ESTAMOS MESMO...
Essa multinacionais financeiras, que até teem na mão os peões de brega, ex-classe média como nós, que por eles fazem o trabalho sujo, a troco de meia dúzia de ilusões e previlégios, que nos engrossam a voz e as ameaças para ver se pagamos... mas não muito depressa para eles terem juros... pois aí está o segredo... bons pagadores não interessam... os maus podem sempre ser um pouco mais chulados... é um pinga, pinga para os grandes bolsos deles.
Os maus pagadores, já pagaram parte da dívida e os Usurários depois ainda podem ficar com os bens deles.
A ganânica foi tanta que mataram a galinha dos ovos de ouro, e surgiu a rixse do sub-prime, e esta crise que é global e que os economistas não preveem quando melhora,
Só dando o exemplo do panorama nacional, a Caixa Geral de Depósitos e outros bancos, são um dos maiores proprietários do país, pois os clientes que pagaram ao longo dos anos, e de repente devido á conjuntura não puderam pagar mais, tiveram de devolver as suas casas, os seus bens.
Agora, com a galinha dos ovos de outo morta, estendem o crédito á habitação até aos 80 anos.
Até aos 80 anos? Onde é que vamos parar, qualquer dia chegamos outra vez ao tempo , que os vindouros pagarão pelas dividas dos seus antecessores.
Foram eles que fiseram os anúncios para nos iludir e fizeram com que contraíssemos mais dívidas, julgando que era fácil.
Sem dúvidas, foram as informações que nos deram ou que não nos deram, por outras palavras nos esconderam a informação, a nós incautos consumistas...
Foram eles, com o nosso incauto consentimento, que nos fizeram afogar em dívidas e dúvidas passados uns anos...
E agora servem-se de peões de brega, que também tem dúvidas e dívidas...pois também tem a ilusão de que são aquilo que teem ..., para nos intimidar e ameaçar com processos e problemas e penhoras e outras coisas que nunca ninguém ouviu falar, pois não falam advoguês.
É, eu hoje estou revolucionário, e não é de agora, é algo que vem crescendo, citando Sérgio godinho "Não me digas que não me compr'endes, quando os dias se tornam azedos, não me digas que nunca sentiste, uma força a crescer-te nos dedos,e uma raiva a nascer-te nos dentes, Não me digas que não me compr'endes".
Já chega, basta... a Revolução Francesa fez-se por menos e com menos.
Já chega de sermos gozados, de sermos espezinhados, de estarmos sujeitos a esta escravidão moderna sem rota, sem rumo, e mesmo que tivesse rota e rumo... escravidão é escravidão e já chega. BASTA.
A LIBERDADE é me querida... e eu quero-a.
Se os Franceses do sec XVIII acordaram, e eram menos letrados que nós, porque contínuamos adormecidos?
Abram os olhos mulas que já é dia... utilizando uma expressão popular portuguesa.
Nem tudo o que é moderno nos serve, nem tudo o que é antigo serve para deitar fora, à falta de poetas novos que nos inspirem, socorremo-mos dos antigos, e o Hino FRANCÊS, é um exemplo disso... levou milhões á vítória, milhões mudaram o curso da história, acabando com o despotismo de um rei que não via o mal que fazia ao seu povo.
E se o hino levou um povo à mudança e o inspirou, levará, estou certo, as vezes que for preciso.
A força que um hino tem, quando é para mobilizar, ve-se bem no filme Casablanca, quando os passos de ganso, ou seja os opressores alemães, começam a cantar uma canção de hino de vitória e subjugação, e todos no "café do Rick" ficam a ouvir os opressores, mas com "uma força a crescer nos dedos,e uma raiva a nascer nos dentes", e eis que surge um lider e manda a banda tocar a Marselhesa, e todos, como se uma mola tivessem levantam-se e canta o hino mostrando que não querem, não estão e vão lutar para não serem subjugados.
Sim é pela Liberdade que lutam.
Sim é contra a tirania que cantam.
Sim porque é a força de um hino, que os junta, que lhes dá voz e força e mobiliza os oprimidos.
Sigamos o seu exemplo, lutemos pelos nossos direitos. Se não nos ouvem e se necessário for a força, então vamos por aí.
Assim é que não podemos ficar.
A nossa posição e situação não é diferente á dos franceses do Sec. XVIII.
A nossa mágoa e necessidade não é diferente dos frequentadores do café do RICK em Casablanca...
É uma necessidade generalizada e globalizada.
10 MILHÕES, era o número de desempregados no ano 2000 na europa comunitária, a totalidade da população portuguesa, agora são muito mais, e não me digam que se esses se juntarem por toda a europa não vão ter força.
10 milhões são várias legiões, de pobres, de sem abrigo, de desalojados, de oprimidos, de desempregados, de necessitados, de despeitados, de pessoas que já não tem nada a perder, e quem não tem nada a perder tem tudo a ganhar.
Falta uma resistência organizada, faltam um lider europeu para comandar, ou vários lideres nacionais para mobilizar toda essa gente... essa gente que quer ser mais do que o que tem, essa gente que quer ser o que é, que quer ser pessoa, que quer ser Ser Humano e por isso considerada.
Estou esperançoso que vamos senti-los a todos, nos modernos campos de batalha, essa força ressurgirá brevemente quando as consciencias voltarem a ser consciencias, fartas do corrompimento que estao sujeitas a toda a hora.
O lider surgirá, e com ele ecoará por todo mundo uma qualquer Marselhesa que nos vai dar alento e força para seguirms até ao fim.
A verdade contida neste e noutros hinos, sublevar-se-á e aí podemos gritar com força e convicta e finalmente VIVERÁ A DEMOCRACIA. O GOVERNO DO POVO PARA O POVO.
Já chega. Basta de tirania.
E como todos sabemos, "Os Políticos são como as fraldas devem ser mudados e pela mesma razão" ... mas não esqueçamos... dos que os comandam (voces sabem de quem estou a falar)... se temos de mandar fora as fraldas mandemos o contéudo completo para o lugar onde as fraldas sujas vão.
Será que estes não merecem o que fizeram a Maria Antonieta, no meio da revolução francesa que quando lhe disseram o Povo está lá fora a protestar porque não tem pão. E ela responde não têm pão? que comam croissants...
La Marseillaise Composé par Rouget de Lisle, à Strasbourg en 1792,
letra ................................................................................tradução
1
Allons enfants de la Patrie --------------------------Avante, filhos da Pátria,
Le jour de gloire est arrivé ! -----------------------O dia da Glória chegou.
Contre nous de la tyrannie -------------------------Contra nós, a tirania
L'étendard sanglant est levé -----------O estandarte ensanguentado está erguido.
L'étendard sanglant est levé -----------O estandarte ensanguentado está erguido.
Entendez-vous dans les campagnes --------------Escutai nos campos
Mugir ces féroces soldats? -------------------------Rugirem esses soldados ferozes?
Ils viennent jusque dans nos bras. ---------------Vêm até aos nossos braços
Égorger nos fils, nos compagnes! ------Degolar nossos filhos, nossas companheiras.
Aux armes citoyens, -------------------------------------Às armas cidadãos!
Formez vos bataillons. ----------------------------------Formai os vossos batalhões!
Marchons! Marchons! -----------------------------------Marchemos, marchemos!
Qu'un sang impur ----------------------------------------Que um sangue impuro
Abreuve nos sillons -------------------------------------Ensope os nossos arados
2
Français en guerriers magnanimes ------Franceses, guerreiros magnânimos,
Portez ou retenez vos coups. -------------Levai ou retenham os vossos tiros!
Épargnez ces tristes victimes -------------Poupai essas tristes vítimas
A regrets s'armant contre nous! ----------A contragosto armando-se contra nós.
A regrets s'armant contre nous! ----------A contragosto armando-se contra nós.
Mais ce despote sanguinaire -------------Mas esses déspotas sanguinários
Mais les complices de Bouillé ------------Mais os cúmplices de cara simpática,
Tous les tigres qui sans pitié --------------Todos os tigres que, sem piedade,
Déchirent le sein de leur mère! ----------Rasgam o seio de suas mães!
Aux armes citoyens, -------------------------------------Às armas cidadãos!
Formez vos bataillons. ----------------------------------Formai os vossos batalhões!
Marchons! Marchons! -----------------------------------Marchemos, marchemos!
Qu'un sang impur ----------------------------------------Que um sangue impuro
Abreuve nos sillons -------------------------------------Ensope os nossos arados
3
Amour sacré de la Patrie -----------------------Amor Sagrado pela Pátria
Conduis, soutiens nos bras vengeurs ---Conduz, sustém os nossos braços vingadores.
Liberté, Liberté chérie -------------------------Liberdade, liberdade querida,
Combats avec tes défenseurs! -----------------Combate com os teus defensores!
Combats avec tes défenseurs! -----------------Combate com os teus defensores!
Sous nos drapeaux, que la victoire --------Sob as nossas bandeiras, que a vitória
Accoure à tes mâles accents ------------------Chegue logo às tuas vozes viris!
Que nos ennemis expirants ------------------Que os teus inimigos agonizantes
Voient ton triomphe et notre gloire! -----Vejam o teu triunfo, e nós a nossa glória.
Aux armes citoyens, --------------------------------------Às armas cidadãos!
Formez vos bataillons. -----------------------------------Formai os vossos batalhões!
Marchons! Marchons! ------------------------------------Marchemos, marchemos!
Qu'un sang impur -----------------------------------------Que um sangue impuro
Abreuve nos sillons --------------------------------------Ensope os nossos arados
A minha BRIGADA está formada e pronta para o COMBATE, e a tua?

domingo, 6 de julho de 2008

Fungágá da bicharada

Caros Bloguistas Militantes

A nossa Brigada hoje para o blogue "A razão tem sempre cliente", um blogue sarcástico sobre o nosso dia a dia no planeta em particular mais atento a este nosso cantinho sempre com razões tão pululantes. Aqui vai o destaquem do chefe para hoje http://razao-tem-sempre-cliente.blogspot.com/ Basta clicarem em cima do link para lá irem visitá-lo

Caros Bloguistas Militantes

O ano passado, este nosso Portugal á beira mar plantado, bateu o "record" de abandono de animais.

Quando digo Portugal, o nosso país, não me refiro ao território... não é o território que abandona animais, somo s todos nós... o povo.

Digo isto para não vermos as coisas como frias estatísticas... não... nada disso... sou eu, tu ou o que está ao teu lado, o teu colega de escritório, o que se senta ao teu lado no autocarro, o dono do café onde vais, etc... etc... sim são estes que abandonam os animais.

Melhor dizendo, nós é que somos animais... bom se calhar nem tanto porque os animais não fariam isso... resumindo somos uns trastes...

Esta notícia deixa-me triste e consternado (seja lá o que for o que consternado signifique, verifique no dicionário através do Google, o certo é que fiquei), mas não me espantou nada pois o nosso país também é um daqueles que tem um triste "record" de abandono de crianças.

O que são os animais mais que as crianças? Se abandonamos crianças os animais também tem o direito de ser abandonados.

Estes dois exemplos são bem reveladores do tipo de sociedade que estamos a viver, dos valores que já destruímos ou perdemos...

E caros bloguistas militantes, se isto é que é chamada a "Sociedade evoluída", uma sociedade que não respeita crianças, animais, plantas, então rejeito veementemente esta evolução, não sei por onde vou só sei que não vou por aí como diria o poeta José Régio.

Se esta é a evolução da sociedade, mais vale o retrocesso. Pois esta evolução é lenta e progressiva de autoaniquilamento da própria sociedade.

Reparem bem já nem os nossos direitos respeitamos, e se não respeitamos os nossos como é que respeitaremos tanto os animais como as crianças que tem direitos proclamados internacionalmente?

Para nos lembrarmos delas, fizemos os dias internacionais das crianças e dos animais, 1 de Junho e 4 de Outubro respectivamente.

Mas esperem lá, devo estar enganado, é que pelo menos nos últimos tempos, as coisas devem ter mesmo mudado, é que quem tem esses tipos de direitos e dia internacional consagrado seja para estarem marcados para serem molestados.

Existe uma frase que é atribuída não sei a quem que diz: "A evolução de uma sociedade -se pela maneira como tratam os seus animais.

Portanto a alinhar por esta bitola, a nossa sociedade não passa de uma sociedade australopiteca, com as minhas desculpas para os australopitecos, porque acho que não tratavam tão mal os dinaussauros (também já viram o tamanho dos bichos... imaginem); mas julgo que tratavam melhor da natureza e dos seus que qualquer presente homo sapiens.

Caros Bloguistas Militantes, faz 5 ou 6 anos que fiz uma visita ao canil/gatil da câmara de Lisboa, e vim de lá angustiado, não só pelas condições (embora o canil/gatil esteja muito melhor do que o que estava, mas o muito melhor não quer dizer que seja o ideal), as condições do canil não são boas, as dos orfanatos também não o são.

Os animais estão no canil/gatil para abate, a menos que alguém os adopte, mais ou menos parecido com os orfanatos , as crianças não estão lá para abate, mas se não forem adoptadas... mais facilmente entrarão na marginalidade que quer queiramos quer não é uma espécie de abate.

Vi no canil/gatil 3 enormes e tristes São Bernardo para abater, só porque tinham sido abandonados pelos donos, já passaram alguns anos, e agora que escrevo ainda os visualizo, a eles e aos de raças mais pequenas que por lá estavam e por esta altura já não devem estar vivos... e confeso-vos ao longo dos anos, cada vez que me lembro, chamo nomes aos donos que os abandonaram... e aqui sublinho foram uns autênticos FDP... mereciam também ser abandonados e ostracizados.

Sabem na altura pensei, fomos o primeiro país a abolir a pena de morte, e afinal é uma mentira tão grande... não abolimos a pena de morte, mudamos-lhe tecnicamente o nome para ABATE.

Somos uns hipócritas, achamos piada aos animais quando são pequenos, e depois quando são mais adultos ou velhos... abandonamo-los.

Também não é novidade, pois também ás crianças nós abandona-mo-las, e aos velhos mandamo-los para um lar...

Bem dizia Júlio César... Ah a Família...

Fungágá da bicharada Letra e música: José Barata Moura (canção infantil)
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É o fungágá,
fungágá da bicharada
É o fungágá, fungágá da bicharada
la la la la la la la la ra la la

Vamos falar de animais e de como eles são
Do piriquito do gato e do cão
E outros mais também virão
Talvez uma girafa um macaco ou um leão
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Vamos todos aprender como vive a bicharada
O que é um cardume e uma manada
Vamos ver não tarda nada
Quem é que afinal tem a voz bem afinada
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Vamos também descobrir uns amigos bestiais
Bem diferentes dos habituais
E vamos rir até não poder mais
Com as palhaçadas dos amigos animais
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Ele há cargas fantásticas não há? Na brigada não há trabalho infantil ... E por respeito aos cavalos, hoje a Brigada ataca a pé... ok vai de táxi...