As minhas cachadas no Geocaching

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

WHEN THE SAINTS GO MARCHING IN

Gostei da forma como este BLOGUE "Instante fatal" aborda os temas, acerca do que hoje vamos colocar no post. O que o autor deste blogue escreveu em Dezembro de 2008, vale a pena ler. E vale a pena ler no seu todo o post e os comentários. Vejam em http://instantefatal.blogspot.com/search?q=TORRES+COUTO
Caros Bloguistas Militantes
Começo por citar um comentário que li no blogue acima referido: "Eu a pensar que era só o Salazar que não largava o poder."Fim de citação.
Sempre me disseram o seguinte: "Quando queremos defender os nossos argumentos, devemos utilizar somente os melhores, quando não possuímos argumentos devemos utilizá-los todos."
Quando falamos com sindicalistas a máxima que atrás referi parece ser utilizada, pois os argumentos que estes utilizam são tão velhos e gastos, sem imaginação, sem inovação que encaixam que nem uma luva na segunda parte da frase acima descrita.
E quando falo de sindicalistas, falo tanto dos sindicalistas vermelhos (CGTP-in), como dos amarelos (UGT), como dos independentes.
Começa logo por aqui...
Existem sindicatos que se intitulam independentes... Ora se existem sindicatos independentes, quer dizer que existem sindicatos dependentes.
Aqui está o primeiro contra-senso, todos os Sindicatos deveriam ser independentes do poder político e dos partidos, mas não é isso que acontece.
É público e notório que existe dependencia:

  • Os vermelhos estão dependentes e são o "braço armado" do PCP, onde defendem a política "de quanto pior melhor" (quanto pior estivero povo, quanto mais incomodado estiver, melhor estão eles no sindicato. Por isso criam sempre um clima de agitação social e nunca querem consensos).
  • A UGT, os amarelos (que procuram mais consensos, e assim ganham mais individualmente) que servem os interesses do PS e do PSD, embora, acrescento eu, as divisões naqueles dois partidos são tantas que a influenciam destes dois partidos naquela central sindical é menor que a do PCP sobre a CGTP-in.
Ambos, desde que ouviram falar na SUPER-COLA 3 (que até cola cientistas ao tecto... e sindicalistas à cadeira do poder , esta digo eu), os sindicalistas usaram-na mais eficientemente que os políticos, e vemos que há anos estão agarrados ao poder.
A política do Eucalipto (denominada assim, porque esta árvore quando cresce seca tudo o que está á volta, não deixando evoluir mais nenhuma espécie) é praticada pelos sindicalistas com convicção.
Lembram-se quantos lideres teve a UGT e a CGTP-in desde o 25 de Abril?
Ambos tiveram 3, se estiver errado é para menos e não para mais.
Os sindicatos possuem aparelhos internos mais eficientes que os partidos, e alguns dos sindicatos inclusive controlam parte dos aparelhos partidários...
Ora apesar de nos quererem iludir dizendo que o facto de terem tão pouca "rodagem" dos dirigentes isso significa estabilidade directiva, pelo contrário, digo eu, é da mais pura acção Anti-Democrática o que os sindicatos praticam.
Se pesquisarem o que acontece nas Centrais Sindicais em anos consecutivos, vemos a eleição dos mesmos dirigentes.
Este facto também acontece nos sindicatos onde a renovação também raramente é feita, registando algumas poucas excepções, que geralmente acontecem quando as "comadres" se zangam.
Como corolário disto tudo temos a Entrevista de João Proença, Secretário-Geral da UGT, ao Semanário Económico, à jornalista Cristina Oliveira Silva em 14/03/09. Este sindicalista faz transparecer o agarrar à cadeira do poder e a entrevista contém mais do mesmo.
Começa logo pelo título que no mínimo é para rir: “Tenho tentado que outros dêem a cara pela UGT”- afirma João Proença (mas as mesmas palavras poderiam ser colocadas na boca de Carvalho da Silva da CGTPou de outro qualquer dirigente de topo de um sindicato).
Se todos nós não soubéssemos que o Semanário Económico é um semanário sério, jurávamos que a entrevista ao líder da UGT era uma tentativa do mesmo para entrar no Stand Up Comedy...
A entrevista continua com o seguinte título: "João Proença avança para um último mandato (com gosto)".
Acrescenta, o artigo, as palavras de João Proença, quando fala em renovação da central sindical dizendo "Mas gostaria que a renovação atingisse também o Secretário-geral".
Mas dizemos nós.
Não é ele o líder da coisa?
Não cabe a ele a principal tarefa de renovar e preservar a organização que lidera?
Como diz o povo, "Palavras leva-as o vento".
E palavras tem eles de sobra, agora intenções e vontade... isso já é outra coisa.
A entrevista continua a João Proença, dizendo "No Congresso será votada a limitação de mandatos. Sem essa opção corria-se o risco de a UGT nunca ter outro líder".
Só para rir, é que é mesmo só para rir, sendo este o último mandato de João Proença antes de atingir a idade da reforma...
Vejam bem , a reforma da instituição só acontecerá depois da Aposentação do Secretário-Geral, ou seja, depois da sua saída da Central Sindical...
João Proença por outras palavras transmite-nos o seguinte "Quem vier atrás que feche a porta". Mas a entrevista continua, com o líder da UGT a dizer á jornalista, quando esta lhe diz que não tem havido renovação "Não. (diz João Proença) Houve uma grande renovação no último mandato, de oito membros no total de 10. A renovação existe, mas era minha vontade que tivesse continuidade este ano com um novo Secretário-geral. Recebi muitas solicitações e atendendo ao tempo de crise que vivemos, para os trabalhadores e para o movimento sindical, achei que me devia recandidatar." [mais à frente a Jornalista diz que apurou que será o último mandato].
O que João Proença não diz é que a renovação, a que ele diz que foi feita, foi tão somente a troca de sindicatos (leia-se presidentes de sindicatos) na direcção da central sindical.
A renovação realmente foi feita mas por novas caras, mas não por caras novas, isto porque se colocam jovens estragamo "arranjinho2 ao pessoal e ainda tem de ir trabalhar... e isso é algo que já não fazem há muitos anos.
Resumindo, só mudaram os sindicatos, pois os presidentes que há anos estão à frente destes são os mesmos, portanto nada mudou.
Os sindicalistas usam e abusam deste princípio " É preciso que algo mude para que tudo fique na mesma".
Até por que, os sindicatos que foram renovados, só mudaram da Direcção para o Conselho Ggeral e os outros mudaram do Conselho Geral para a Direcção, foi uma troca de lugares entre os mesmos parceiros.
Mas não quero deixar aqui o ónus só com a UGT, longe de mim tal ideia... com a CGTP a coisa é muito pior, aí nem seuqer existe mudança.
Complementar a esta entrevista de João Proença, existe uma outra a 16 Março à Agência Lusa do Presidente da UGT: "O Presidente da UGT, João Dias da Silva, vai deixar o cargo no próximo congresso da central sindical porque quer dedicar mais tempo ao Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN) e à Federação Nacional da Educação (FNE). "
Como disse no início, quando não se tem argumento, utiliza-se todos.
Esta entrevista comprova o que eu atrás disse.
Eles saem de um lado para o outro, não há renovação, não dão sequer hipótese aos novos ou aos menos novos, não dão hipótese a ninguém que não seja do grupo.
Nestas entrevistas, o que interessa na sua leitura, não é o que disseram, mas sim aquilo que não disseram, nem nunca dizem.
O sindicalismo em Portugal entrou na ENTROPIA, é um pântano estagnado.
E é pena, porque quem sofre com isto tudo somos nós, todos os cidadãos trabalhadores Portugueses.
Nós não temos cidadãos trabalhadores como nós a defender os nossos direitos, com imaginação e força.
Os sindicalistas que temos já há anos que não se sentam ou laboram no escritório ou fábrica, são sindicalistas de fato e gravata.
O que temos a nos defender são Sindicatos, que não passam de corporações equilosadas e cheias de conveniências próprias ao serviço de interesses alheios, que alegam estar a defender-nos perante os empregadores.
Não estamos bem entregues, precisamos de lhes dar um abanão, precisamos mesmo de quem nos defenda verdadeiramente.
Porque com estes senhores da UGT e da CGTP, teremos sempre mais do mesmo, ou seja nada ou quase nada.



WHEN THE SAINTS
COME MARCHING IN
We are trav'ling in the footsteps
Of those who've gone before
And we'll all be reunited,
On a new and sunlit shore,

Oh, when the saints go marching in,
Oh, when the saints go marching in
Lord how I want to be in that number
When the saints go marching in

And when the sun begins to shine
And when the sun begins to shine
Lord, how I want to be in that number
When the sun begins to shine

Oh, when the saints go marching in,
Oh, when the saints go marching in
Lord how I want to be in that number
When the saints go marching in

Oh, when the trumpet sounds its call
Oh, when the trumpet sounds its call
Lord, how I want to be in that number
When the trumpet sounds its call

Oh, when the saints go marching in,
Oh, when the saints go marching in
Lord how I want to be in that number
When the saints go marching in

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA JÁ SE CANDIDATOU A CARGOS PÚBLICOS E JÁ OS EXERCEU, MAS COMO ACREDITA NA DEMOCRACIA E A PRATICA, FICOU NOS CARGOS DOIS MANDATOS E DEPOIS DEU OPORTUNIDADE A OUTROS DE MOSTRAREM O QUE VALEM.

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