As minhas cachadas no Geocaching

Profile for jpngi

sábado, 18 de abril de 2009

Portugal é nosso [parte 3 de 4] - Os Vampiros

Descobri nas minhas andanças pela net este blogue com um titulo sugestivo e que se encaixa aqui perfeitamente http://aindapodiaserpior.blogspot.com/ já sabem é clicar em cima



CAROS BLOGUISTAS MILITANTES

Buongiorno, que é como quem diz Bom Dia em Italiano
Nota Prévia: Esta é a terceira de quatro partes do post que há 4 dias começou a ser escrito.
Voltemos às Ordens profissionais, cumprem um papel importante na Sociedade, mas devido à roda livre em que nos encontramos tornaram-se corporativistas e a sua natureza e finalidades estão sujeitas a políticas internas e externas, que tem de agradar ou por eles são impostas, vemos muitas das suas decisões serem duvidosas e conjunturais.
Vejamos novamente o exemplo do O.A.
· Em primeiro as medidas e decisões duvidosas: analisemos por exemplo, logo na entrada para a Ordem o critério de avaliação que estas impõem aos futuros advogados. A O.A. de ano para ano muda esse critério, e essa forma de avaliar não é uniforme e é de todo injusta, os exames da ordem não coincidem na maioria com os casos que foram dados nas aulas.
· Mas temos mais, se analisarmos as incompatibilidades que estão no estatuto da Ordem dos Advogados, vemos que não se aplicam a todos, e assistimos que há uns advogados mais incompatíveis que outros.
Não acreditam?
Temos o exemplo público e notório do seu bastonário que é Jornalista e Advogado, confundindo muitas vezes as duas profissões, situação que os estatutos da O.A. diz ser incompatível.
E porquê a incompatibilidade?
Por simples razão, se ao Advogado lhe é intrínseco o dever de sigilo para com o seu cliente ou sobre as informações que dele recebe; pelo contrário ao Jornalista o seu dever intrínseco tem por obrigação revelar as informações que recebe...
Ao exercer ambas as profissões, Advogado e Jornalista, fica tal e qual a Actriz Ivone de Oliveira na rábula: Olívia Patroa e a Olívia Costureira...; em que se a Olívia Patroa manda, a Olívia Costureira diz que é Oprimida.

Chegámos ao absurdo de termos uma O.A. que se queixa dos políticos, que estes mudam as leis com frequência e os afecta a meio dos processos a decorrer...
Esses mesmos advogados que tomam conta da O.A e que gritam Aqui D’EL REI, nesta República mal Disfarçada, teimam internamente mas sua O.A. em mudar as regras a meio do curso aos advogados-estagiários, deixando tudo num limbo, como só os advogados sabem deixar e um mar de dúvidas.

  • Por último as decisões Conjunturais: As regras foram feitas pelas grandes "empresas" de advogados e querem triar o acesso à profissão, não prevêem o futuro, não tomam decisões estruturais, só vêem o imediato.

No Direito/Justiça, em Portugal são todos muito Snobs e selectivos.
Só quem é "FIDALGO" (filho de algo) tem as portas abertas e uma justiça privilegiada, quem não é tem de ser muito bom para conseguir entrar na justiça ou ser muito teimoso para a obter, e, esta maneira e atitude de estar/ser reflecte-se na O.A. e em toda a justiça, que "snobmente" se chamam doutores uns aos outros, a maioria deles, como já disse, não passam de meros licenciados.
Reafirmo que existe uma barreira deliberada à entrada nas profissões, comparemos Portugal com os EUA, onde as profissões são livres.

Mais uma vez o exemplo dos advogados:

  • Nos EUA existem muitos e bons Advogados, mas também existem menos bons Advogados, tal como em todas as profissões. Porém nos EUA, todos os Advogados e outros profissionais que fazem parte de ordens profissionais, podem fazer publicidade, já vi por exemplo anúncios nas páginas amarelas e está lá publicidade para todos os gostos, o mercado depois encarrega-se de fazer a triagem, como o faz em todas as profissões.

Cá no burgo nós proibimos a maior parte das publicidades que as profissões com ordem possam querer fazer.
Esta proibição de publicidade só as grandes corporações beneficia, pois com a sua publicidade natural é inerente ao nome que teem, por isso já a fazem encapotadamente....

Quanto a NÓS O POVO... NÓS O POVO não temos o direito sequer a existir, quanto mais a fazer publicidade.
Num mundo globalizado, onde a informação é essencial, estas Ordens profissionais proíbem, através de regulamentos internos, que o cidadão em geral possa ser informado através de publicidade, que Fulano de tal é advogado na Parede e trata de casos relacionados com Direito de Trabalho e que cobra "Z" á hora, que Sicrano é médico e que é especializado nos olhos e as suas consultas são ao preço "Y", que Beltrana é médica veterinária e é especialista em Cirurgia tem uma clínica em Belas e faz tosquias ao preço "X".
Porque é que as Ordens não permitem que estes cidadãos possam fazer publicidade do seu trabalho?
Porque é que tal só é permitido ás grandes corporações do ramo?
As grandes empresas podem colocar anúncios (limitados ao que fazem e praticam) mas os pequenos não.
Os requisitos impostos a quem deseje fazer publicidade são tão elaborados que só as grandes empresas lá conseguem chegar.

Estas restrições que foram permitidas pela A.R., e que constitucionalmente são muito duvidosas, tanto a do acesso à profissão como a parte da publicidade.
Justifica-se esta elaboração legislativa, devido à promiscuidade propositada, entre as profissões com Ordem instituída e certos cargos públicos e políticos.
Quem ocupa as cadeiras legislativas na A.R. e que exerceu e suspendeu o exercício da sua profissão na respectiva Ordem, não são os profissionais menos conhecidos, os profissionais menos badalados, muito pelo contrário são os que pertencem ás grandes firmas, grandes laboratórios.
É público e notório e não estou a dizer nada de novo.
As Ordens profissionais são necessárias, mas tem de ir para além do corporativismo, tem de servir o bem público, muito para além de disciplinar os procedimentos e a ética das profissões que representam.
Muito pouco haveria de errado se não prejudicassem a sociedade, nada haveria de desconfiar se estes senhores quando mandam legislar não beneficiassem deliberadamente determinados "nichos" da classe a que pertencem e os interesses que por trás se encontram.

E a que preço?
Quanto isso nos custa a todos?
Quem paga esse preço?
Quanto beneficiam esses senhores?
E a quem servem esses Senhores?

Arrivederci, ou seja Adeus em Italiano, já que não sei dizer tenha um bom dia [fim da parte 3 de 4 continua depois de amanhã]


Vampiros - José (Zeca) Afonso

No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas

São os mordomos
Do universo todo
Senhores á força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas

Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhe franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA NÃO TEME OS VAMPIROS... TEM O VAN HELSING, A MEMÓRIA DO ZECA E A FORÇA DE UM POVO...

Sem comentários: