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Acerca de mim

Toda a brigada tem um cabo... todo o cabo pode chegar a Imperador... todo o Imperador pode mudar o destino de uma nação ... todas as nações podem mudar o destino do mundo ou não...

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Às vezes sou um sim alegre ou um triste não

Caros bloguistas militantes
Fui ver o Indy Jones, e houve uma frase que me ficou, quando o Henry Jones Junior (Indiana Jones), olhando para o retrato do seu pai e para o seu amigo James Broody, já falecidos, diz: chegamos a uma altura em que a vida nos deixa de dar coisas e começa a tirá-las.
Sabem quão verdade isto é ...
Caros Bloguistas Militantes... quão verdade isto é... vraiment...
Quem já viu os seus partirem, o seu Pai ou a sua Mãe ou ambos, os seus avós, as suas tias, os seus primos, a maioria dos seus amigos... os seus animais de estimação, e nós vamos ficando.... e nós vamos ficando.
Tantos anos a ter certezas, alegrias, risos e sorrisos, carinhos e afagos, para depois num telefonema, numa frase entrecortada pelo sentimento ou simplesmente porque nós lá estamos... ficamos sem mais um dos nossos... mais um que nós nos habituámos a ver no dia a dia... mais um que nós nos apegamos...
Porque é que tem de ser assim, pensamos, não haveria outra forma? Mas sabemos que não... certo como o destino... esse destino nos chega... é um "fado" que nos será cantado, e nós ouvimos... e quando for o nosso "fado"? quem o ouvirá?
Somos seres únicos, temos em nós o conhecimento da terra e temos o conhecimento do tamanho do Universo para encontrar... e o nosso tempo é tão pouco.
Cada um de nós é famoso no seu local, mas todos ppoderiamos o ser em todo o lado... e no entanto só alguns almejaram essa conquista e muito poucos o conseguiram.
Compreendo e sinto porque ás vezes não é fácil rir...
Compreendo e sinto porque é que encontramos alguém triste quando se ouve uma determinada canção, um preciso verso, o arco-iris, uma brisa mais fria e uma triste lágrima rola pela nossa face...
Sim, caros Bloguistas Militantes,
este tempo de tempo acelerado, onde não espaço para o tempo passado, para tristes recordações, e eleas fazem tanto parte da vida como as alegrias, não há tempo para recordar ou pensar nos que partindo se foram das nossas vidas, mas que quando presentes nos ensinaram o particular que só um e cada ser humano nos pode ensinar quando com ele convivemos.
Cada ser humano que parte, é alegria, conhecimento, compreensao, um ombro amigo, companheirismo... tanta ... tanta coisa que se vai com eles que partem.
Sim, triste palavras vos transmito, mas não posso nem quero ficar indiferente que aquilo que sei a muito dos que já cá não estão entre nós fisicamente lhes devo.
Como todos já fiz coisas de que menos me orgulho, e penso que não foi estas atitudes e valores que os amigos e familiares que já partiram me ensinaram.
Não isto não é um acto de contricção, é uma constatação.
Não podemos continuar a insistir, que não anda tudo ligado e não podemos renegar um passado que nos precede (pleonasmo propositado).
O planeta também tem vida... e para acabar este meu post de péssimismo... para mim é uma verdade que chegamos a uma altura em que a vida nos deixa de dar coisas e começa a tirá-las... e nós estúpidos apressá-mo-las.
Como chegámos aqui? E porque chegámos aqui?
E tinha logo de ser na nossa época... que raio de pontaria tivemos ao nascer nesta época... nem 100o anos á frente ... nem mil anos para trás... e cá estamos aguentemo-nos que é serviço.
Eu sei que é fútil, e parece desligado do resto o que vou dizer... mas já neste tempo vi a saga da Guerra das Estrelas e a do Indiana Jones ... não perdi tudo.
Caros Bloguistas Militantes, tem horas que a coerência escapa-me, mas sabem às vezes sou um sim alegre ou um triste não... e troco a minha vida por um dia de ilusão... e troco a minha vida por um dia de ilusão...

Silencio e tanta gente -maria guinot
http://br.youtube.com/watch?v=y6E1IH-7wuA
Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar
Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou
Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar
Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão
Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grit
oDe um amor por acontecer
Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou

Ele há cargas fantásticas não há? Mas a brigada fica abalada quando tem de fazer honras fúnebres.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Ruas da minha Cidade

Hoje a Brigada vai pelas escadinhas , um blogue da minha amiga Candida Pinto, que fala das aventuras e desventuras dela, uma espécie de diário publico, e que deu este nome ao blogue por morar na rua do mesmo nome. É daqueles diários que são transparentes e não tem páginas coladas no meio... literalmente. Assim sendo NO MENÚ este é o BLOGUE DO em http://escadinhas.blogs.sapo.pt/ Basta clicarem em cima do link para lá irem visitá-lo

O POST DE HOJE
Caros Bloguistas Militantes,
Quem foi o Almirante Barroso? Quando nasceu? Quando Faleceu? O que fez?
Não sabem? !!!!! Olhem eu também não.
No entanto existe uma rua com o seu nome ali para a Estefânia (estou a falar de Lisboa, mas sei que podia estar a falar de todo o país).
E o Duque de Loulé? Só houve um? Será que aquela Avenida é uma homenagem a todos os Duques de Loulé? Duque não é um pricípe sem trono? ... isso agora não interessa nada.
Quem foi Gonçalves Crespo, Bernardo Lima, Luciano Cordeiro e quem foram os irmãos António e Joaquim Augusto de Aguiar?
Quem foi Alexandre Herculano? Jogou em algum clube? Foi artista de cinema? Terá sido escritor?
Este eu sei, mas a maioria saberá?
A Rua de Santa Justa, por exemplo, não precisa de explicações, nós já sabemos que é Santa e é Justa e que ali não há lugar para pagãos ou santos ingratos.
A Assembleia Municipal em conjunto com a Divisão de Toponímia, atribuí após aprovação da proposta o nome destas pessoas às Ruas. E se isso aconteceu, em princípio foi por que elas tiveram alguma importância para alguém, e em particular para a cidade ou para o país.
Entre a aprovação da proposta e o surgimento do arruamento onde vão colocar o nome, a espera é mesmo longa, chega a durar mais de 2 anos, também não interessa as pessoas já morerram mesmo... não é?
Já que se espera tanto tempo, e a nossa memória se esvai com o tempo, porque é que ficamos com informação diminuta nas ruas, acerca das personalidades que pretendemos homenagear?
Quanto a mim, não basta homenagea-los com a aposição do seu nome numa placa de uma rua, não basta fazer na altura da inauguração brochuras que depois ficam esquecidas nas bibliotecas municipais.
Cada qua deveria ter uma placa com um resumo biográfico, dizendo pelo menos, quando a personalidade nasceu, quando faleceu, o que fazia.
Talvez também devesse conter entre 1 a 5 elementos que foram relevantes para a sua vida, e que levaram os seus, a cidade e o país a homenagea-los com a aposição do seu nome numa placa de rua.
Falamos de história, de ruas com história, da história das ruas e das histórias que acontecem nessas ruas.
A toponímia das cidades deverá ser algo que tem de ter maior atenção do poder político, deveria ser mais visível, dar melhores e mais precisas indicações.
Caros Bloguistas Militantes, digam-me, nunca se sentiram perdidos a meio de uma rua? Onde é o norte? Onde começa a rua, será para cima ou para baixo?
Os estrangeiros e quem nos visita de fora, quem não é da cidade ou não é em "habitué", fica sempre "á toa" sem indicações precisas.
As ruas obedecem a um princípio de construção, para norte ou para este ficam os números mais baixos ( s enão estou em erro é assim), mas nem todos sabem. Quando temos pressa, ou se estamos de carro, e estamos na grande cidade, mal sabemos onde o Norte e não o achamos assim com um estalar de dedos.
As Empresas J.C.DECAUZ e CEMUSA, inundam as ruas com informações inúteis, e fazem-no porque as câmaras municipais a isso se obrigaram devido aos contratos que tem com a instalação das paragens de autocarros cobertas em locais menos vísiveis e apelativos para a publicidade, o preço a pagar é informação com publicidade inútil.
Penso que as ruas deveriam ter melhores indicações e informações úteis, por exemplo uma placa a meio da rua com os números de polícia (número de polícia é a designação técnica dada aos números que temos na nossa porta) indicando o lado dos números ascendentes e o lado dos números descendentes.
As placas de toponímia deveriam ser maiores, mais vísíveis e com um contraste que se indentifique bem, e já agora mais bonitas e ornamentadas, como algumas que nós vemos noutras cidades tanto do país como do mundo.
Termino esta ida "á rua", com a invocação do nome mais peculiar que encontrei numa rua de Lisboa. Este arruamento temo nome de "TRISTE-FEIA", é ali para alcântara, e não diz se é rua, se é beco, se é travessa ou avenida, diz simplesmente "TRISTE-FEIA" na placa.
Quem terá ali morado para ser assim do mundo afastado?
Triste e feia é como fica a cidade quando não nos preocupamos com ela e não cuidamos dos promenores.

Se Essa Rua Fosse Minha- Popular
Se essa rua
Se essa rua fosse minha
Eu mandava
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas
Com pedrinhas de brilhante
Só pra ver
Só pra ver meu bem passar

Nessa rua
Nessa rua tem um bosque
Que se chama
Que se chama solidão
Dentro dele
Dentro dele mora um anjo
Que roubou
Que roubou meu coração

Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Tu roubaste
Tu roubaste o meu também
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Foi porque
Só porque te quero bem

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? MAS SE NÃO TIVERMOS RUAS OM BOAS INDICAÇÕES A BRIGADA PERDE-SE.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Por uma nota de euro

Hoje a Brigada vai olhar para os burros, que tão preciosos são para transportar o material da brigada.

Homenageando esse animal que em termos de espécie está em vias de extinção, mas que em termos de atitude até irrita a abundancia. Pois é o Burro tem um blogue e é divertido, ousado e não legisla por portaria... logo não é mandado para o Tribunal Constitucional. Assim sendo este é o BLOGUE DO DIA. http://souburro.blogspot.com/ - Basta clicarem em cima do link para lá irem visitá-lo

O POST DE HOJE

Caros Bloguistas Militantes,

Hoje vou falar de Economia... falar é como quem diz, escrever, e é uma área que não entendo nada... aliás duas... a escrita e a economia... por ironia ambas começadas com um E.

A única coisa que eu sei de Economia é aquela velha piada: Enquanto o dólar sobe o Bangladesh. Já nem a piada é verdade... isto é que vai uma crise...

Todos julgamos que quem manda nos países são os políticos, mais enganados não podiamos estar, sempre foi a lei da oferta e da procura. É a lei mais importante que temos e ainda por cima não é uma lei do direito ou uma lei escrita para os tribunais interpretarem, mas esta é a lei que tem gerido, de há milénios para cá, os destinos do Homem.

Aos políticos deveriamos pedir medidas mais restritivas ou liberais... mas a esses nós sabemos que não podemos pedir nada.

Desde que se tomou consciência que a economia se globalizou, que as políticas dos políticos deveriam ser mais importantes, de forma a regularem a economia, mas como sabemos estes absteram-se de colocar qualquer medida em prática.

Caberia a orientação da economia, para esta não seguir em roda livre juntamente com os seus dogmas e paradigmas.

Anda isto tudo ligado e enredado, por causa da economia. Ele é a inflação, a taxa euribor, o juro, o petróleo, os cereais, a especulação, o dólar e o petróleo.

Se os políticos realmente quisessem controlar isto, uma das soluções seria terem políticas globais, mas se eles nem dentro dos partidos se entendem, quanto mais entre países.

Assim sendo assistimos todos os dias a um desíquilibrio neste planeta onde o fosso dos muitos ricos e dos muito pobres cada vez mais é cavado.

E cada vez mais temos a caridadezinha disfarçada de solidariedade, quando a verdadeira solidariedade era a mudança deste paradigma, infelizmente temos partidos, religiões e outras associações que só se dão com a política do "quanto pior melhor".

Se as polítias globais fossem tomadas com conta peso e medida, já um avanço grande teríamos, mas isso um dia quando tiver mal disposto falarei sobre isso num post.

Falando de economia, saibam vós Caros Bloguistas Militantes, que os americanos, Estado-unidenses como os Brasileiros lhes gostam de chamar, e aqui para nós com alguma razão, porque americanos são todos os que são oriundos do continente americano, que não se resume só aos EUA.

Mas dizia eu, os americanos (Estado-unidenses, para os Brasileiros), tem como base o Dólar, e esse dólar eles teem-no em Nota, ou seja em papel moeda, apelidado de "One Buck".

Se bem reflectirmos, e analisarmos os insondáveis mistérios da Psicologia Humana, dizem-nos pela prática, que é mais díficil desfazermo-nos de uma nota (papel moeda) do que de uma moeda.

Por outras palavras, damos mais importância material a um papel do que a um metal... se calhar é por que pesa mais.

Quando os Americanos (Estado-Unidenses para os Brasileiros), pagam algo com uma nota de dólar, esperam sempre o respectivo troco em moedas, pelo contrário se pagarem algo com moedas, já poucos são os que esperam o troco, a menos que sejam Tio Patinhas, algo que a maioria de nós não somos, presumo eu ... quero livrar-me deste cascalho, ouvimos nós com frequência, quando alguém tem muitas moedas... o mesmo não se passa com as notas... é psicológico...

Vem á guiza da questão, a transição do Escudo (ou de outra moeda qualquer) para o Euro, e que todos (e quando falo todos refiro-me não só aos Portugueses, mas a todos os Europeus) notámos que o dinheiro se esvai.

A nossa unidade monetária base era o escudo. Um escudo era a moeda de referência, algo quase insignificante quando só uma moeda se tem , mas bastante significativo quando tinhamos muitas.

Gorjetas, esmolas, etc... que nós deixávamos ,eram em moedas de um escudo, vinte e cinco tostões e cinco escudos, e quando o dia era de alegria lá sacava-mos uma de vinte e cinco paus... era para a desgraça...

Lembram-se da nota de 100 escudos? Bem ... existia... garanto-vos. Não me vou referir o que se comprava com uma nota de cem paus, o certo é que quando pagávamos com aquela nota esperávamos troco.

100 Paus, quero dizer 100 escudos, equivale no Euro a uma moeda de 50 Centimos.

Quando se paga um café com Ciquenta Centimos ou outra coisa qualquer não queremos o troco... são moedas pequenas... só pesam.

É natural, por isso , que o dinheiro se vá esvaindo, como um sangria lenta que não damos por isso, só damos que estamos mais pobres e não sabemos o porquê. Bom esta é uma das razões.

E que aconteceu quando foi implementado o Euro? Os fornecedores de bens de consumo, tiveram de adaptar os preços ao euro, ou seja a unidade passou a ser o 1 Euro.

E consciente ou inconscientemente, aredondaram as coisas para a unidade base ou seja o euro... e se isso não aconteceu mesmo logo de inicio, passados alguns anos de estarmos com o Euro em pleno, rapidamente passou a ser preço base... logo mais caro...

Ora 1 Euro são 200 marrecos, ou seja duas notas de 100 escudos, 200 moedas de 1 escudo, 40 moedas de 5 escudos, 20 moedas de 10 escudos, 8 moedas de 25 escudos.

Resumindo 1 Euro é algo com significado comparado com o escudo, e até comparado com a lira, com o franco, ou com o marco.

Os italianos, deram por isso mais cedo que nós, e propuseram ao BCE (Banco Central Europeu, quem isto tudo comanda), mas, e mais uma vez, devido ao facto de não sermos dirigidos por políticos, que se absteem de tomar corajosas medidas.

Somos, isso sim, comandados por eurocratas que estão ao serviço do grande capital estrangeiro (epá já pareço um comuna a falar, tenho de rever isto), o facto é que os Eurocratas do BCE, rigidos e inflexíveis como uma barra de ferro alemã, nem quiserem sequer ouvir falar disso.

Tal como nos lixam não ajustando os juros, assim não querem criar a nota de Euro.

E assim os preços sobem , nós gastamos mais , o euro para o bem e para o mal continua alto (para o bem e para o mal depende da conjuntura económica, neste momento é para o mal).

Cada um puxa para o seu lado... isto é como a banda da PSP... a banda que "toca" sem dó...

Saco de feijão -Beth Carvalho
Meu Deus mas para que tanto dinheiro
Dinheiro só pra gastar
Que saudade tenho do tempo de outrora
Que vida que eu levo agora
Já me sinto esgotado
E cansado de penar, meu Deus
Sem haver uma solução
De que me serve um saco cheio de dinheiro
Pra comprar um quilo de feijão
Me diga gente
De que me serve um saco cheio de dinheiro
Pra comprar um quilo de feijão
No tempo dos "derréis" e do vintém
Se vivia muito bem, sem haver reclamação
Eu ia no armazém do seu Manoel com um tostão
Trazia um quilo de feijão
Depois que inventaram o tal cruzeiro
Eu trago um embrulhinho na mão
E deixo um saco de dinheiro
Ai, ai, meu Deus

Ele há cargas fantásticas, não há? A propósito alguém tem aí umas moeditas para nós colocarmos no parquímetro, pois temos lá os cavalos estacionados, e ainda nos colocam bloqueadores neles...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Convocatória para todos os arautos

Na nossa ementa de hoje este é o BLOGUE DO DIA. A Brigada gosta de cozinhar, e nada como de vez em quando ir ás receitas da tia gio buscar inspiração em : http://receitasdagio.blogspot.com/- Basta clicarem em cima do link para lá irem visitá-lo
O POST DE HOJE
Caros Bloguistas Militantes,
Venho por este meio, na qualidade de cidadão preocupado com os problemas da terra, convocar todos os poetas e cantores. Todos sem excepção.
Os poetas esses seres que estão atentos ao nosso dia a dia, que alinham as palavras de modo a que nós as descodifiquemos.
Em todo o mundo, poetas escreveram e cantores cantaram os tormentos que nos assolam. Escreveram e cantaram canções de revolta, canções de denúncia, que alertaram multidões adormecidas, e que criaram movimentos de mudança.
O mundo está a mudar, e muda mais rapidamente do que todos nós, seres humanos, estamos a conseguir absorver essa mudança.
Estamos a perder e não damos por isso.
Ele é o materialismo em catadupa, a máquina, o portátil, o telemóvel e tantas outras coisas, que são de hoje e estão já descontinuadas amanhã e que apelam ao nosso materialismo, ao nosso consumismo, ao nosso egoísmo, à nossa inveja.
Ele é a indiferença atroz entre seres humanos, vemos a falta de comida, combustíveis a aumentar, tudo a aumentar e todos permanecem calados e em silêncio, vemos morrer os nossos iguais à fome e nada dizemos ou fazemos.
O PLANETA alerta-nos para o que está a acontecer com a biodiversidade, o tempo muda, já não temos estações definidas que mantinham a agricultura em nívies que nos permitiam alimentar a todos. Mas nós não queremos saber.
As calotes polares estão a derreter, os desertos estão a avançar, o nível das águas está aumentar, a tempertura global está a aquecer. Mas nós não queremos saber.
Fingimos que não é nada connosco, a população humana até está na globalidade a aumentar, preocupar-nos com animaizinhos e plantinhas para quê? Não votam, não compram e não gastam...
Os sinais de degradação das sociedades, estão á vista e ninguém vê nada, nada, nada, todos assobiam para o lado, como se esse assobio afastasse o inevitável.
Temos sobrepopulação, mas continuamos a procriar que nem ratos, sabendo que o equilibrio ecológico já há muito desiquilibrado pela descoberta dos medicamentos, não vai funcionar conseguir contrariar esta nossa desenfreada multiplicação, e pelo contrário tantas são as espécies que desaparecem por dia.
Ele são as águas poluídas, tanto doces como salgadas ou mesmo as salobras, a água que é essencial á vida, que faz parte de mais de 67% dos seres humanos, e da qual nós somos constituídos. E o que fizemos nós? Poluímo-la.
E ao poluir a água estamos a poluir-nos a nós próprios, e ao poluirmos aniquilamo-nos lentamente.
A sociedade, o que faz parte dela, o que nos envolve, aquilo de que somos compostos, está em declínio acentuado, mas nada vemos.
A nossa democracia, o nosso sistema democrático também se degrada, permitimos que os anti democratas diariamente o vão minando, e todos nós colectivamente sofremos com isso.
Onde estão os poetas?
Onde estão aqueles que denunciaram a miséria humana, tanto a fisica, como a intlectual, como a moral?
Onde estão os que apontaram aos governos as falhas graves que todos sentimos?
Não sei onde estão, por isso:
Venho por este meio convocá-los, apareçam , estejam onde estiverem , saiam dos vossos sofás, reactivem as vossas tertúlias, acordem , alertem-nos com o vosso sentido crítico... ainda estamos a tempo...
Sim é para ti Chico Buarque de Holanda, sim é para ti Caetano Veloso,.
E tu Sérgio Godinho, e tu Vitorino, e tu Jorge Palma, tu Janita Salomé.
É para ti que apelo Carlos Alberto Moniz, é para ti que apelo José Jorge Letria, apareçam e tragam outros amigo também, apontem-nos os caminhos, alertem as nossas almas.
Sejamos irmãos, faça-mo-lo como tal, sejamos todos um e sendo um sejamos todos, e todos em conjunto resolvemos este embróglio em que nos metemos.
Estão todos convocados ... todos sem excepção... o povo da terra precisa de vós... porque atrás dos tempos veem tempos e outros tempos hão-de vir.

Fala do Homem Nascido
Poema: António Gedeão
Música: José Niza
Venho da terra assombrada,
Do ventre de minha mãe;
Não pretendo roubar nada
Nem fazer mal a ninguém.

Só quero o que me é devido
Por me trazerem aqui,
Que eu nem sequer fui ouvido
No acto de que nasci.

Trago boca para comer
E olhos para desejar.
Tenho pressa de viver,
Que a vida é água a correr.

Venho do fundo do tempo;
Não tenho tempo a perder.

Minha barca aparelhada
Solta o pano rumo ao norte;
Meu desejo é passaporte
Para a fronteira fechada.

Não há ventos que não prestem
Nem marés que não convenham,
Nem forças que me molestem,
Correntes que me detenham.

Quero eu e a Natureza,
Que a Natureza sou eu,
E as forças da Natureza
Nunca ninguém as venceu.

Com licença! Com licença!
Que a barca se fez ao mar.
Não há poder que me vença.
Mesmo morto hei-de passar.

Com licença! Com licença!
Com rumo à estrela polar.

"Ele há cargas fantásticas não há? Mas desde que os poetas se calaram, as cargas perderam o seu sentido"

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Os Cagões

Este é o BLOGUE DO DIA, hoje destacado por este vosso servidor que está um pouco acima do posto de soldado raso. O que a Brigada se diverte nas horas de lazer com este blogue, chega até mandar sms com as piadas dele para os amigos. Haja quem consiga fazer humor com o dia a dia aqui do burgo. Podia passar aqui o resto do post a escrever loas sobre este blogue, mas o melhor é irem lá dar uma saltada em : http://irmaolucia.blogspot.com/- Basta clicarem em cima do link para lá irem ter, e tenho a certeza que vão visitá-lo com frequência
O POST DE HOJE
Caros Bloguistas Militantes,
Este nosso pequeno burgo, é cheio de contradições, se por um lado bradamos aos 4 ventos, que pertencemos ao primeiro mundo, as nossas atitudes demonstram o contrário.
Mas somos teimosos, não aceitamos as evidências da vida real, como diria Sérgio Godinho,
“Na vida real as aparências estão do outro lado do espelho, na vida real não me assemelho, à simulação das evidências”.
As nossas atitudes ainda estão ao nível terceiro mundista, e são das mais incríveis, por exemplo, o automóvel é uma delas.
Com a aquisição de um automóvel, contraímos também um empréstimo bancário para um bem, que logo à saída do stand perde em média 20% do que custou, ou seja 20% do nosso empréstimo se esfuma logo ali.
E por ano vai desvalorizando uma percentagem não uniforme dependendo do veículo, não está nada mal, é uma escolha acertada para uma classe média que adora perder dinheiro, para depois poder queixar-se que o não tem e que não sabe como o gastou, mas aqui não pode fazer como no futebol e culpar os árbitros... por isso culpa o euro ou o governo.
Na Suiça, na Dinamarca e na Holanda, países do primeiro mundo, a bicicleta é um veículo essencial, por outro lado está já no terceiro estádio de usufruto esse objecto sujeito a registo.
Lá, o automóvel serve essencialmente para o fim de semana, de resto andam a pé, de bicicleta ou de transportes públicos o mais possível, e imagine-se tem mais dinheiro que nós.
Mas cá não. Cá, quando possuímos um desses veículos, passamos devagarinho pelos transeuntes, todos cagões para estes nos admirarem e se estiver todo artilhado com tunning tanto melhor , mais nas vistas dá.
Colocamos no máximo volume, para mostrarmos a potencia do som instalado , nem que seja a ouvir o último exito de um qualquer fado contando as desgraças alheias.
Ao ouvirmos aquilo, puxa-nos logo para o sentimento, apetece-nos logo, comer um caldo verde e beber uma ginginha no Rossio, mas infelizmente não podemos, "A GINGINHA DO ROSSIO" foi fechada pela ASAE.
Tal como os animais marcam território, nós marcamos o território com aquele som a passar devagarinho.
E passamos devagar para verem que temos um automóvel, nem que seja um xarrabeco de 1000 de cilindrada. E tu? Tu qye vais pelo passeio, tu andas a pé. Pelintra, quem tem o carro sou eu, curte aí o meu som, porque com este carro "I am the king of the world", e tu tens de o saber.
Claro que pagamos esta realeza em suaves prestações mensais ao banco, mas isso não interessa nada.
Ah! E se tu, por acaso, numa interessante conversa dizes que não tens carro.
A pergunta fatal vem logo de seguida. Mas não tens carta?
Se dizes que sim , que tens carta, e que por tua opcção não queres ter carro.
Repetem a pergunta para confirmar. Mas não tens MESMO carro, estás a brincar, certo?
E tu, acenas a dizer, que não, não tens carro.
Automaticamente, as pessoas com quem conversavam, confirmam o a frase do filme "arma mortifera" ... "Make like a tree and get the fuck out of here"... e se for uma gaija boa a fazer isso, nós ficamos a pensar se não deveriamos fazer uma visita ao stand, já amanhã... Para adquirir esta importante peça de engate, pois não interessa o que tu és, mas o que tu tens.
Portugal já conseguiu passar do estádio do primeiro nível automóvel para o estádio segundo nível automóvel, mas teimamos a não querer evoluir para o terceiro nível.
Somos uns cagões. Latinos e cagões. E não há papel higiénico que chegue para todos nós e para toda esta cagança nacional.
Mas o que podemos fazer... está-nos no sangue.
O Calhambeque - Roberto Carlos
"Essa é umas das muitas histórias
Que acontecem comigo
Primeiro foi Suzy
Quando eu tinha lambreta
Depois comprei um carro
Parei na contra-mão
Tudo isso sem contar
O tremendo tapa que eu levei
Com a história
Do Splish Splash
Mas essa história
Também é interessante
Mandei meu Cadillac
Pr'o mecânico outro dia
Pois há muito tempo
Um conserto ele pedia
E como vou viver
Sem um carango prá correr
Meu Cadillac, bi-bi
Quero consertar meu Cadillac
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
Com muita paciência
O rapaz me ofereceu
Um carro todo velho
Que por lá apareceu
Enquanto o Cadillac
Consertava eu usava
O Calhambeque, bi-bi
Quero buzinar o Calhambeque
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
Saí da oficina
Um pouquinho desolado
Confesso que estava
Até um pouco envergonhado
Olhando para o lado
Com a cara de malvado
O Calhambeque, bi-bi
Buzinei assim o Calhambeque
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
E logo uma garota
Fez sinal para eu parar
E no meu Calhambeque
Fez questão de passear
Não sei o que pensei
Mas eu não acreditei
Que o Calhambeque, bi-bi
O broto quis andar
No Calhambeque
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
E muitos outros brotos
Que encontrei pelo caminho
Falavam:
Que estouro Que beleza de carrinho
E fui me acostumando
E do carango fui gostando
E o Calhambeque, bi-bi
Quero conservar o Calhambeque
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
Mas o Cadillac
Finalmente ficou pronto
Lavado, consertado
Bem pintado, um encanto
Mas o meu coração
Na hora exata de trocar
Aha! Aha! Aha! Aha! Aha!
O Calhambeque, bi-bi
Meu coração ficou com
O Calhambeque
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
Bem! Vocês me desculpem
Mas agora eu vou-me embora
Existem mil garotas
Querendo passear comigo
Mas é por causa
Desse Calhambeque,Sabe!
Bye! Eh! Bye! Bye!
Arrãããããããããmmmm!
"Ele há cargas fantásticas não há? Mas desde que existe a cavalaria mecanizada, as cargas já não são o que eram"

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Já chegou a Liberdade?

Caros Bloguistas Militantes

Este é o BLOGUE DO DIA, seleccionado aqui pelo vosso cabo da brigada.
Sabeis vós que a nossa Brigada também se indigna, também luta por ideais, e se é preciso combater por esse mundo fora, por esse universo dentro, a injustiça, o medo, a ignomínia e outros males, é para isso que uma brigada serve, foi para isso que a nossa Brigada se preparou.
O autor do Blogue selecionado para hoje que se chama "Fio de Prumo", é o Sr. Professor e Coronel, Luís Alves de Fraga, foi alvo de um processo disciplinar, pela Força Aérea, por ter dito umas verdades inconvenientes, o meu post que se segue é acerca do sucedido, entretanto antes ou depois da leitura poderão consultar o artigo da polémica, indo ver no dia 12/2/2008 em http://luisalvesdefraga.blogs.sapo.pt/ - Basta clicarem em cima do link para lá irem ter
O POST DE HOJE
A revolução de 25/4, que tecnicamente deveria ser chamada de golpe militar, veio para defender a Liberdade e a mudança para um regime democrático, tem, infelizmente, os seus dias contados.
Mas penso que era inevitável, todas as revoluções/golpes militares veem para mudar um pouco as coisas para que depois tudo fique na mesma.
Atentemos bem a todos os golpes militares da história recente, são muito poucos os que dão o salto para regimes democráticos.
Os golpes militares dos anos 70 resultaram todos em regimes piores que os anteriores, o nosso golpe levou um pouco mais de anos até o sistema político se ajeitar à coisa.
Por isso cada vez estou mais céptico, e se esta revolução com o seu passado não me ajuda a consubstanciar esta minha opinião, o tempo que foi passando confirma este designío das revoluções ou golpes militares.
A maioria dos militares resvala para o autoritarismo, e tem resistência à mudança, é assim a filosofia castrense, piramidal, certinha e ordenada, não há cá lugares para devaneios democráticos.
Honrosas excepções porém surgem, e contamos entre grandes democratas alguns militares, que recordamos com saudade.
A história que nos venderam com o 25 de Abril e falo do 25 de Abril como golpe militar, foi a de que os militares defenderam o povo para "tirar a rolha que nos tapava a garganta", agora já podem falar á vontade disseram-nos eles na altura.
E isso foi verdade até os militares bem intencionados passarem a revolução para os políticos mal preparados, então estes últimos substituíram a rolha da garganta por cimento, só por causa das dúvidas.
Poder-se-ia, como o já fiz muitas vezes, questionar as "boas" intenções dos militares, quanto á nobreza e verdadeiras intenções da revolução, mas, e há sempre um mas, já este post estava na revisão, e eis que sem saberem dois desses militares de Abril, fizeram-me crer por palavras e actos que as intenções, que as suas intenções eram puras e verdadeiras, e que verdadeiramente o sistema foi outra vez corrompido pelos nossos políticos.
Mostra mais uma vez que colectivamente não aprendemos com os erros.
Sim, caros bloguistas militantes, os militares, esses mesmos, e não outros que posteriormente vieram, esses mesmos militares ainda lutam pelo ideal que quiseram implantar na sociedade portuguesa.
Soubessem eles, e nunca teriam passado assim o poder do golpe/revolução para os politicos, pelo menos não desta forma, mas estávamos em plena guerra fria, quem iría advinhar?
E se alguém previu isto, calou-se bem calado ou não lhe demos ouvidos.
Estão mais velhos, os militares, alguns doentes, outros já morreram, mas os que ainda estão vivos apesar de tudo não estão parados, e quando assim é a esperança não morre.
E não estão sós, há uma míriade de pessoas, de cidadãos que com eles estão.
Ainda não o sabem, ainda não se aperceberam que são muitos, porque este tipo de coisas, este tipo de opiniões são aquelas que não interessa saber/divulgar nos meios de comunicação social.
Mas quando eles souberem, quando virem que teem força e novamente se juntarem...
Na nossa revolução a bota não bateu com a perdigota, ou seja a acção não teve consequência, tirando as imediatas.
Tivemos democracia, sim tivemos, tivemos descolonização, mal feita sem dúvidda mas tivemos, e falta um terceiro D cumprir-se que nunca sei qual é o seu significado, mas não admira ele também não foi cumprido... ou seja, mais uma vez cumpre-se o dito, é preciso mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma.
Somos uma república, mais ainda, somos uma república democrática, e isso significa que todos temos ou deveríamos ter igualdade de oportunidades, que todos deveríamos ser iguais perante a lei, barões, caciques e outros manipuladores, são parte do regime monárquico não de um regime republicano democrático.
Se somos uma republica democrática disfarçamos muito mal pois comportamo-nos como uma monárquica sem rei, e onde não há chefe cada cabeça cada sentença.
E é só ver, ele é no futebol, ele é na politica, ele é na política misturada com o futebol, ele é nos meios judiciais, ele é nos meios militares.
A democracia republicana não chegou a todo lado, só chegou ao povo, mas esse sempre tudo chega... nos outros lados a democracia não chegou...
Os que no antigo regime mandavam, agora mandam na mesma mas com roupagens diferentes, com roupagens disfarçadas de democratas.
E porque é que julgam que coloco este post hoje?
Para mim um clima de medo e desconfiança, já retomou as rédeas do poder, a ditadura económica há muito que já manda, a eleições que mudam sempre para os mesmos também já cá mora, administradores públicos que são premiados pelo seu mau desempenho saltitando de conselho de administração para conselho de adminitração também já faz parte.
Cidadãos alienados, que só se preocupam como bem estar material, também já consta da lista, corrupção para todos os gostos e ao alcance de todas as carteiras sempre tivemos e cada vez mais.
Salários baixos e exploração alta...palavras para quê?
Temos os ingredientes todos parao totalitarismo, até o encapotamento do mesmo, como nós nos pudemos iludir que vivemos numa repúlica democrática, como é que nós não reparámos que onde estamos a viver é uma república das bananas e de bananas?
Tombaram muitos antes da revolução mas parece que ainda não foi derramado sangue suficiente.
Isto tudo vem á guiza, porque uma pessoa que muito prezo e me ensinou no mestrado, um simples e humilde professor, disponível para atender e tirar dúvidas aos alunos, como todos os professores deveriam estar, transmite o conhecimento de forma simples directa e coloca os alunos a pensar como todos os professores o deveriam fazer, também é militar.
E que tem isso de extraordinário perguntais vós Caros Bloguistas Militantes?
Este professor, que também é Coronel na reserva da FAP, é um democrata e chama os bois pelos nomes, aplica o seu conhecimento ao serviço da sociedade, conseguiu a singularidade de aliar as duas profissões acrescendo a isso a sua condição de historiador estudioso (gostei da semântica destas duas palavras juntas, historiador estudioso), está atentamente critico a realidade mundial e em particular à portuguesa...
Alguém disse, que o preço da liberdade é a eterna vigilância, pois ele é um dos que está atento.
E essa atenção, valeu-lhe agora particularmente um amargo de boca, que é intolerável, e não pode passar impune.
Considero o professor Luís Fraga , um "primus inter pares", por isso não posso deixar passar em claro a "canalhice" que os seus oficiais superiores lhe fizeram ao promoverem-lhe um processo disciplinar, a um oficial já na reserva, simplesmente por ter emitido uma opinião.
Delitos de opinião em democracia?
Delitos de opinião por parte do meio castrense, por parte da instituição que promoveu o 25 de Abril e que nos disse apaixonadamente fizemos isto para "tirar a rolha que nos tapava a garganta".
Esperem, digam lá outra vez, um delito de opinião disfarçado de processo disciplinar.
É que o Sr Professor/Coronel apenas afirmou no seu blogue, que as chefias militares não resolvem ou não querem resolver os problemas constantes e permanentes dos hospitais militares.
O sr Coronel/Professor só disse "o rei vai ".. ah mas esperem ... como afinal não somos uma republica democrática mas sim uma monarquia sem rei nem roque, dizer que sua alteza mostra publicamente as partes pudibundas, é um crime de lesa-majestade, e com isso apanhamos com um processo disciplinar em cima... sim deve ser isso... só pode ser isso.
A verdade nua e crua, e passado tantos anos, condicionam um militar de Abril, um símbolo para todos nós, que vestiram a capa de super -heróis quando já todos julgavam a esperança perdida, quando muitos se recusaram a fazê-lo, salvaram o povo da ditadura, que não nos deixava falar e nos oprimia e nos prendia por delito de opinião ...
Então não é que essa mesma instituição, que agora tem Generais de secretária, que só chegaram ao posto que teem, pelas razões atrás aduzidas, resolvem o problema das críticas legítimas, a todo e qualquer cidadão, com um processo de intenções?
Parece que a instituição primeira que nos disse LIBERDADE, é a primeira a tirarem-n2a
"Entre os "velhos Capitães de Abril", e os generais de hoje há um abismo muito grande.
CBM O QUE ME PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS MAUS , MAS O SILÊNCIO DOS BONS
E É UM BOM QUE ELES QUEREM CALAR E NÓS COMO BONS QUE SOMOS NÃO O PODEMOS PERMITIR.

VAMPIROS- JOSÉ AFONSO
No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas

São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? MAS A BRIGADA RECUSA-SE A BATALHAR COM GENERAIS DESTES... É QUE A NOSSA GUERRA É OUTRA.

terça-feira, 18 de março de 2008

POR DESAMOR A GUERRA FICA PARADA

Olá caros bloguistas militantes,

Este é o BLOGUE DO DIA, selecionado aqui pelo vosso cabo da brigada. Porque a nossa Brigada é ouvida a cavalgar, por esses montes fora combatendo a iniquidade, as trevas, a ignorância (a nossa própria incluída) e outros males que contribuem para a desarmonia do Universo, o mestre ideólogo do "blogue caderno da corda" Davi Reis teve a gentileza de nos pedir a divulgação de um seu evento, e como esta brigada é dura na palavras (pelo menos assim pensa que é, se não for deixem-na pensar, porque quem somos nós para aos tolos tirarmos a felicidade), mas generosa nos actos, a vontade lhe fizemos, e pelo que já dele lemos achamos que vale a pena, com ele as trevas do universo dissipam-se sempre um pouco mais, e todos com pouco fazemos muito, por isso o blogue de hoje :
http://cadernodecorda.blogspot.com/2008/03/29-de-maro-18-horas-apresentao-do.html - Basta clicarem em cima do link para lá irem ter

Caros Bloguistas Militantes, No Post de hoje , vamos tratar de Divórcio.
Sabem todos, tão bem como eu, que as surpresas podem acontecer todos os dias ou quase, basta não nos acomodar-nos à rotina rotineira que nos tentam burocráticamente fazer habituar.
Conheci esta minha colega/amiga, há uns meses atrás, e inteligente como é cativou-me, e como seu colega e amigo temos conversado bastante, sobre temas de direito e não só.
Um destes dias, depois de uma P.I. (Petição Inicial), de divórcio litigioso que tínhamos estado a aprender a aperfeiçoar, veio a talhe de foice, a conversa sobre divórcio.
Veio à guisa da nossa conversa, que não compreendia porque é que não existia divórcio por DESAMOR, já não era a primeira vez que me falavam sobre o assunto, já uma colega de Mestrado Advogada, me tinha falado do mesmo, há uns meses atrás.
Curiosamente, era a segunda vez que ouvia falar sobre o assunto (esquecido como eu sou, só há dias me lembrei, quando andava a magicar o que escreveria aqui no post, que alguém que já tinha falado sobre o assunto também... estou desconfiado que tenho alzheimer precoce, mas isso agora não interessa nada), mas o curioso disto é que o assunto sempre foi abordado por mulheres. (também só ouvi duas vezes e reflecti mais profundamente uma).
Mas, desta segunda vez, talvez porque a força de uma segunda argumentação sobre o assunto e o debate que se seguiu, deixaram-me a pensar.
Realmente, porque é que não o divórcio por DESAMOR? (Penso que se percebe bem o alcance de Desamor, dispenso-me de o qualificar).
Faço eu, esta pergunta, que sou um homem solteiro e dessa poda não tenho a autoridade material e de experiência para o dizer.
Mas sinceramente, um laico e agnóstico como eu, não consegue conceber essa ideia.
O Casamento é um contrato, sinalagmático, ou seja é realizado pela vontade das partes, livre, em consciência e todo e qualquer contrato é necessário uma pessoa com capacidade para assinar um negócio jurídico tem de ter.
O nosso legislador, no livro da família, que consta do código civil, colocou o casamento, como contrato, é certo, mas ainda em nome dos valores antiquados, castradores e com uma pitade de religiosidade, que de todo não se adequa ao mundo moderno.
Como em qualquer contrato, qualquer um dos contraentes entra para o contrato, com vontade livre e esclarecida, mas ao contrário dos outros contratos não pode sair de livre e sua exclusiva vontade.
Porque não hão-de as pessoas poder-se divorciar por DESAMOR, e terem de ficar sujeitas a um contrato, que não querem, não tem vontade, não são livres de rescindir e prescindir.
Porque é que temos de os tornar uns desgraçados infelizes?
É certo, que houve tempos que em Portugal, e reduzo este post unicamente ao nosso país, embora eu ache que deveria ser universal, mas escrevia eu que houve tempos que no nosso país, o divórcio nem sequer estava consagrado no código civil, salvo erro foi com o 25 de abril, (esse dia que é feriado e que eu me esqueci na contagem do tempo, mas isso sao contas de outro rosário civilistico), que tal consagração veio a dar-se.
Antigamente era uma vergonha os casais separarem-se, histórias de homens e mulheres infelizes no casamento e que não podiam quebrar o contrato, é o que para aí não faltou e não falta ainda.
Histórias de um contraente ser infiel ao outro, de violência doméstica repetida e continuada, antes do divórcio ser aprovado não faltavam, os contraentes aguentavam estóica e abengadamente, eram e foram tão frequentes.. e ainda o são mas felizmente em muito menor grau e percentagem.
Foi da ideia de casamento para sempre, imposto por séculos de uma religião castradora e equilosada, que as histórias da carochinha, branca de neve, cinderela e outras princesas, povoaram os espiritos ocidentais, e que alienaram homens e mulheres para a eterna felicidade, estórias das histórias que a história nos vai dando.
O facto de não nos podermos desvincular, quando e como queremos do contrato de casamento como outro qualquer contrato, o facto de não haver divórcio por desamor, e as condicionantes de desvinculação do contrato ter de ser por vontade única e exclusiva de ambas as partes ou então decretada por um tribunal, que ainda, por lei, tenta que conciliar o inconciliável, dá origem a histórias que nos fazem pensar.
Lembro quase perfeitamente, daquele caso real, que nos foi contado numa aula de Civil, que a mulher praticou um triplo homicídio.
Ela, a dita cuja, todos os dias ou quase, levava um arraial de porrada do marido bebado. Ele cumpria á risca o provérbio árabe (penso que esterja escrito no Corão, se não está a minhas desculpas, mas que é árabe, digo isto porque assim mo garantiram) "Todos os dias dá uma tareia á tua mulher, se tu não souberes porque, ela saberá".
Todos os dias aquele homem fazia do lombo da mulher um tamborete, mas como em tudo na vida, o ser humano tem um limite, e aquele dia foi o dia, quem sabe faz a hora não espera acontecer, como diz a canção.
Ele todos os dias ia almoçar a casa, vindo das obras ou da mina, já não sei bem, e ela preparou-lhe o seu prato especial, o seu prato favorito ( não, não eram favas com chouriço como diz a canção do José Cid), era FEIJOADA, e o prato foi preparado com especial carinho de veneno.
Veneno, essa arma elegante e discreta e eficaz, que ao longo do tempo homens e mulheres usaram para se desfazerem de mal entendidos, maus casamentos, adversários políticos, portanto uma arma com multifunções antiquissima, ah! mas quem disse que as armas antiquissimas nao são eficazes?
O marido vem para almoçar, como todos os dias, chega á hora certa, como todos os dias, ela tem o almoço pronto a ser servido, como todos os dias.
Mas infortunio dos infortunios, quando o nosso karma traça o destino, só o impossível nos consegue desviar.
Então não é que, o alvo desta infeliz, maltratada e moída mulher, que se o amor a juntara naquele casamento, já há muito que aqueles belos laços que o padre tinha dito que eram para sempre, foram quebradas á custa de tanta embriaguês e porrada do seu ex-amado, mas diziamos nós, não é que o alvo da feijoada com gostinho especial, resolve naquele dia levar dois colegas para almoçar lá a casa.
A sociedade, machista, com os seus estigmas e dogmas nos leva a certas e impensáveis locuras.
Tal como diria Julio César . alea jacta est, a sorte está lançada, e então lá morreram os 3 satisfeitos e de barriga cheia de uma excelente feijoada com o tal ingrediente especial.
Resultado um triplo homicidio, e se quissemos ser mauzinhos será que ela consegui dar alivio a três lares, será que com uma só cajadada, antecipou para mais cedo o que mais tarde era certo?
Houvera divórcio por desamor, pudera ser na altura e agora a mulher melhor tratada e ter independência, e esta pobre desgraçada teria cometido tal crime?
É tão triste quando assistimos á verborreia legislativa, e no fim vemos que a lei não acompanha o ritmo da vida.

Solamente una vez... (nãosei quemé o autor)
Solamente una vez
Ame en la vida
Solamente una vez
Y nada mas.
Una vez nada mas
en mi huerto
Brillo la esperanza
La esperanza que alumbra
El camino
De mi soledad.
Una vez nada mas
Se entrega el alma
Con la dulce y tota
lRenunciacion.
Y cuando ese milagro realiza
El prodigio de amarse
Hay campanas de fiesta que cantan
En el corazon.
Una vez nada mas...
Y cuando ese milagro realiza
El prodigio de amarse
Hay campanas de fiesta
Que cantan
En el corazon.
Solamente una vez...
Solamente una vez...

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? MAS CADA VEZ MAIS HÁ DIVORCIADOS NA NOSSA BRIGADA QUE DE 15 EM 15 DIAS NÃO PODEM APARECER PORQUE TEM DE FICAR COM OS FILHOS... ISTO ASSIM JÁ PARECE A GUERRA DO SOLNADO, PERDE-SE A BALA, PERDE-SE A GUITA E A GUERRA FICA PARADA...

sábado, 15 de março de 2008

Como é que eu me esqueci que 25 de Abril era feriado

Olá caros bloguistas militantes,

Este é o BLOGUE DO DIA, selecionado aqui pelo vosso cabo da Brigada.
http://wwar1.blogspot.com/ - Basta clicarem em cima do link para lá irem ter
Este é um blogue diferente, trata-se das cartas de um soldado sa 1ª guerra mundial, que foram descobertas num sotão por um bisneto. São as transcrições das cartas que ele escrevia para a família mas 90anos depois. É um retrato da frente de batalha, que vão surgindo na net no exacto dia em que as cartas foram escritas... mas 90anos depois. Não sabemos, segundo o autor do blogue, o que vai suceder, se o soldado sobreviveu ou não. É muito interessante.

Caros Bloguistas Militantes, hoje sinto-me um mísero Cabo e não um grande imperador. Que querem? Ele há dias... e semanas... assim.
No Post de hoje , vamos tratar da Democracia.

Sim, da sempre doente Democracia.
A demoracia Portuguesa, anda aos soluços, começou, teve uma interrupção para férias forçadas, e agora já lá vão cerca de 33 anos, sim já passou esse tempo desde que o regime autocratico foi deposto.
Retomámos a Democracia, não com as limitações que tinhamos tido na 1ª República, onde "A lei conferia o voto apenas aos cidadãos maiores de 21 anos que soubessem ler e escrever ou que fossem chefes de família há mais de um ano. O código eleitoral de 1913, excluía do direito de voto os chefes de família analfabetos e os militares no activo. Durante a ditadura de Sidónio Pais (1918), os analfabetos voltaram a poder votar. Finda a ditadura voltaram a ser excluídos. "
Era uma democracia quase parecida com a da Antiga Grécia.
Bom, mas o certo é que a nossa Democracia não está bem, e não é só a Portuguesa, o mal é geral. Vistas bem as coisas, como já disse noutros posts, temos uma partidocracia, caminhamos indiferentes ao que nos rodeiam e estamos quase, se é que já não estamos, numa plutocracia.
Estamos num retrocesso em relação á democracia, o que no mínimo é grave, uma maleita pior que o míldio nas videiras.
Esta espécie de Democracia, não é dirigida por políticos, mas por tecnocratas, quer estejam eles em Bruxelas, em Lisboa ou noutra capital qualquer, é o "Sim senhor ministro", á escala global e sem a graça que a série de tv teve.
Esses tecnocratas são comandados pela economia, pelas grandes multinacionais, cheias de interesse, que os manipulam.
E esta crise é muito graças a isso, em que não se controla a economia, porque ela descontrolou-se a si própria, e tendo tomado conta do poder político, tomou conta da democracia, que de arrasto leva-a com ela.
Estamos e vamos sofrer com isto, é que as propostas em alternativa, não são propostas em alternativa, são a mudança na continuídade.
Não nos podemos deixar ludibriar pela Esquerda com propostas irreais de colectivismos serôdios, nem pelas propostas da Direita, que quer liberalizações alucinogénicas e um populismo fácil, mas também não é neste meio que está a virtude, por isso também não nos deixemos levar pelo centro fácil que não é carne nem é peixe, nem puxa para as propostas de esquerda, nem para as propostas da direita, não puxa ponto, a sua virtude é ficar parado, ouseja é um sistema entrópico.
Ouvi com muita preocupação, a preocupação do bastonário da Ordem dos Advogados, quando diz que os pilares da democracia estão a afundar-se, relata-nos que: o controle da justiça sem garantias de preserverança de defensores habilitados e as tentativas de controlo desses mesmos defensores.
Isto tudo aliado aos mediáticos julgamentos que começam o julgamento logo pelo fim , ou seja pela condenação, deixam a quem cai nas malhas da lei, seja por actos próprios seja por acusações pérfidas, muito tempo, cerca de 5 a 8 anos, de nome sujo na praça pública, é um processo nos limites do kafkiano sem nunca se saber porque é que se é acusado.
Sim, por este caminho, vamos e estamos mal nesta nossa democracia.
A democracia é anterior ao voto, mas tem nele e na liberdade do mesmo um dos pilares, também na liberdade de opinião e da formação dessa mesma opinião, não orientada mas de livre escolha e arbitrio individual um forte sustentáculo, quer demos por eles todos os dias ou não, é importante lá estarem, é fundamental lá estarem.
A livre candidatura, pois se somos uma democracia, e todos nós que quisessemos candidatar a um lugar de representante de todos, poderiamos fazê-lo, e não passar essa importante prorrogativa a um punhado de cidadãos, que tem esse destaque porque se aliam a um partido, e que sabujam tudo e todos para conseguirem um lugar de representante de todos nós.
Deveríamos ter circulos uninominais, tal como tem a Inglaterra, talvez com uma pitada do sistema misto alemão.
Um sistema, onde, com um número mínimo,não irrealista e não manipulado e limitado por um partido político, de assinaturas, poderíamos candidatar no nosso circulo eleitoral.
Defendo também uma segunda câmara, como já outrora tivemos, uma câmara de Senadores, homens mais velhos e avisados, que pugnariam para que a democracia se mantivesse estável, e que essa segunda câmara fosse eleita em tempo diferente da Assembleia da República, e fosse renovada em metade dos seus elementos em tempo diferente também.
Esse Senado assegurava enttre outras coisas, que os projectos de longo prazo, como são os casos de políticas de saúde e educação, grandes obras públicas, não aconteça o que está a acontecer, como o novo aeroporto, como a nova travessia do Tejo, etc...
Porque sinceramente, já estou farto de ver desperdiçar dinheiro, quando a mim mo mandam poupar, já estou farto de ver mudar decisões de grande monta, só porque o governo muda, é que em meia dúzia de anos, tivemos meia dúzia de localizações sim ou não de Otas, traçados de tgv's, conservações de pontes e outras obras de arte, a segurança rodovária, etc...
Isto não deveria estar ao sabor deste ou daquele governo, mas de todos nós, através do senado.
Decidiu-se está decidido, e não andamos ao sabor das eleições.
O voto é uma arma fundamental da democracia, e deve ser transparente. É algo de promenor, mas foram os promenores que deram por exemplo a primeira eleição do Presidente Bush dos EUA. Não se compreende comoé que uma Democracia como a Americana ainda tenha sistema de votos mecânicos e tão pouco fiáveis.
Os locais de voto deveriam ter melhor tratamento, a antecamara de votação deveria ser bem iluminada e com privacidade, não como agora assistimos, em estruturas antiquadas e desengonçadas, e que estratégicamente colocadas não deixam sigilo do voto a ninguêm.
A urna de voto deveria ser em acrílico transparente, e não preta e opaca como a vemos agora, nunca vimos se os votos caiem dentro da urna.
E se não vimos quem diz que não podem ser,manipulados, deviados ou acrescentados?Transparência no voto secreto, directo, universal e periódico.
Isto são alguns paliativos para que a nossa democracia se mantenha em pé.
Estivemos todos junstos lado a lado ... mas não durou muito tempo... e a coisa desmoronou-se.
E por último o título, do post, tem a ver com a contagem de prazos em Processo Civil, que entre outras coisas os feriados não se contam, e a nossa Democracia anda tão mal que eu me esqueci que o 25 de abril era um feriado... sim, todos nós temos os nossos lapsos... e quando isso acontece e se relapsa... erramos... e os erros pagam-se caros... ah pois pagam.
Portugal Ressuscitado - José Carlos Ary dos Santos (Caxias, 26 de Abril de 1974)
Depois da fome, da guerra
da prisão e da tortura
vi abrir-se a minha terra
como um cravo de ternura.
Vi nas ruas da cidade
o coração do meu povo
gaivota da liberdade
voando num Tejo novo.
Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido
Vi nas bocas vi nos olhos
nos braços nas mãos acesas
cravos vermelhos aos molhos
rosas livres portuguesas.
Vi as portas da prisão
abertas de par em par
vi passar a procissão
do meu país a cantar.
Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido
Nunca mais nos curvaremos
às armas da repressão
somos a força que temos
a pulsar no coração.
Enquanto nos mantivermos
todos juntos lado a lado
somos a glória de sermos
Portugal ressuscitado.
Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? PARA A PRÓXIMA ESCOLHEMOS DEMOCRATICAMENTEO GENERAL QUE AS COMANDA... PODE SER QUE SAIBA CONTAR PRAZOS E MANTER A MALTA UNIDA

segunda-feira, 10 de março de 2008

"Bem prega pai Tomás"

Caros Bloguistas Militantes
Não sou só eu que escrevo em blogues. Não sou só eu que mereço ser lido, isto presumindo que mereço ter essa vossa consideração e atenção.
Por isso a partir de hoje no início dos meus posts, vou sugerir-vos um blogue para visitarem, daqueles que eu acho particular interesse, e se voces conhecerem outros blogues interessantes deixem a vossa sugestão.
Já agora, aproveito para vos convidar a deixar comentários, sugestões etc... aos meus textos, a crítica é sempre bem vinda seja ela mais positiva ou menos positiva.
BLOGUE DO DIA:

http://rprecision.blogspot.com/ - Basta clicarem em cima do link para lá irem ter

Um blogue de alguém que tem um pensamento crítico, gostei bastante, faz-nos reflectir, não está formatado como costuma dizer um formador meu, e que prezo bastante: "Com a linha oficial do partido"

E este é o meu post de hoje

Câmara de Grândola, estamos contigo!
Estivemos noutro dia a ver o telejornal, e estamos contigo.
Sim, isso de ter um partido político, a pagar 7,48 Euros por mês por 14 assoalhadas (0,53 centimos por assoalhada), é no mínimo um escandalo.
Se a esta informação acrescermos que o partido que paga esta ninharia de renda é o PCP(PARTIDO COMUNISTA PORTUGÊS), nem o mais proletário dos proletários concordaria com tal renda e com tamanha ocupação de espaço para um centro de trabalho, por isso o escandalo ainda é maior.
Tão pouco dinheiro pela renda que a câmara (entidade cujo dinheiro é de todos nós) cobra a um centro de trabalho do PCP?
Juntemos a isto, que a Câmara que arrendou ao PCP, na altura em que foi cedido o espaço, era gerida pelo PCP... na altura que o Alentejo ainda era deles... depois acordaram...
Agora, a Câmara de Grândola, e por isso digo que estamos com ela, quer despejar o centro de trabalho do PCP, e lá quer instalar um centro cultural.
O PCP, claro contesta e diz que aquilo serve o povo trabalhador, pois está bem ... já me tinham dito, só se referem ao escassíssimo povo trabalhador deles, leia-se sindicalistas, além disso é um partido que vem perdendo militantes e cada vez mais está menor, felizmente digo eu, ter um centro de trabalho com 14 assoalhadas e pagar tão pouco, e não disponibilizar esse espaço para a sociedade... convenhamos que não é uma atitude nada comunista.
A câmara agora que mudou de mãos, quer transformar aquele antigo palácio em centro cultural, de modo a beneficiar verdadeiramente a população, e não só meia dúzia deles, acho muito bem essa acção de despejo.
Estamos com eles.
Mas Portugal é pródigo em coisas peculiares, os GNR'S são portugueses, logo são desenrascados, e como não possuem o software original para fazerem croquis dos acidentes, o comando geral ainda não os comprou,, o que fizeram eles?
Claro, isso mesmo, piratearam. Quem é que polícia o policia?
Claro que o povo beneficia com essa atitude, mas faz-me lembrar o provérbio "Bem prega pai Tomás, faz o que ele diz, não faças o que ele faz."

Liberdade - Fernando Pessoa
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? DESDE QUE SEJAM JUSTAS E LEGAIS.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Na terra do nunca

Caros bloguistas militantes
Seguiamos de comboio a ouvir a música da abelha Maia, do nooddy, do Jackie e a ver o mar e a sonhar que era pirata naquele barco que passava, quando começou a pensar que existem pessoas que nunca crescem.
Existem pessoas que permanecem para sempre crianças, e ele gostava de ser uma delas.
As pessoas que tal como as crianças, veem o mundo a amanhecer cheio de esperança, onde a imaginação pulula entre os livros e os brinquedos.
As agruras e as negruras do mundo são coisas que os adultos veem nos telejornais, existem pessoasque nunca deixaram de ser crianças outra cresceram demasiado depressa e já não sabe o que isso foi.
Ser criança em que cada viagem de comboio é uma aventura para a terra do Harry Potter, cada barco no mar é um navio corsário para se brincar aos piratas das caraíbas e enterrar inúmeros tesouros, cada onda na praia que nos molha os pés são apelos da pequena sereia para irmos brincar com ela.
Cada ratinho pequeno é o Speedy Gonzales a brincar com o sylvester, o nosso grupo de amigos é a tripulação da Star Treck, onde todas as tardes viajamos por esse imenso espaço descobrindo novos mundos.
Somos mosqueteiros sempre prontos a lutar pelo bem, poisé existem pessoas que nunca deixaram de ser crianças.
Existem pessoas que por terem essa condição nunca deixaram de reparar no azul do céu, na espuma do mar, no arco íris que no seu fim tem um tesouro num pote.
Ah como eu gostava de ser uma delas, não sei onde e quando perdi essa magia, não sei onde e quando tive a notícia de que passei a ser um adulto, não que isso seja mau, mas ser criança é e foi tão bom.
Bem, caros bolguistas militantes a conversa estava boa, mas tenho de sair pois o Peter Pan e os seus amigos estão á minha espera na terra do nunca, e temos uma partida combinada para fazer ao capitão Gancho.
Saiba- Adriana Calcanhoto-Composição: Arnaldo Antunes
Saiba!
Todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão, também
Hitler, Bush e Saddam Hussein
Quem tem grana e quem não tem...
Saiba!
Todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
E também você e eu...
Saiba!
Todo mundo teve mêdo
Mesmo que seja segrêdo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar...
Saiba!
Todo mundo vai morrer
Presidente, general ou rei
Anglo-saxão ou muçulmano
Todo e qualquer ser humano...
Saiba!
Todo mundo teve pai
Quem já foi e quem ainda vai
Lao-Tsé, Moisés, Ramsés, Pelé
Gandhi, Mike Tyson, Salomé...
Saiba!
Todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara, Pinochet
E também eu e você
E também eu e você
E também eu e você...

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? MAS NO FINAL DA BRINCADEIRA A MÃE CHAMA-NOS PARA IRMOS COMER A SOPA.

terça-feira, 4 de março de 2008

Who wants to live forever

Olá caros bloguistas militantes
O nosso planeta sofre os mais inusitados ataques, quer externos quer internos.
Já há muito que penso que o corpo dos seres vivos quer animais quer outros, não é mais que a reprodução em miniatura de todo o espaço sideral e vice-versa.
Sistemas grandes, compostos por planetas, poeiras e átomos e estrelas, que comunicam através de energia, assim como o corpo humano composto por átomos e orgãos e energia que comunica uns com os outros.
Mas isso são linhas de pensamento que eu não quero explorar aqui, o certo é que andamos todos ligados, o que um faz afecta todo o equilibrio do universo.
Ainda voltando ao pensamento, nãopenso nada de novo, segundo algumas teorias, sou damos corpo a ideias atingas com capas renovadas, ou limitamo-nos a expor algo que já todos sabiamos mas que um dos seres verbaliza.
Bom mas este não é o tópico do post de hoje.
O nosso planeta, como diza eu, sofre ataques d etodo o lado, quer interna quer externamente.
A degradação, a falta de preocupação e de medidas concretas, invernos que são verões e que de repente chove e depois faz calor.
Sofremos de uma instabilidade climática, que é ciclicamente crónica, mas que penso que conseguimos adiantar os seus fenómenos umas centenas de anos.
Ele é o derretimento ou melhor o degelo dos glaciares, e com a sua água doce e potável invadindo a água salgada, e ao mistrurar-se com ela torna-a salobra, e torna-a mais fria, e com isso mata espécies e influência o clima arrefecendo-o que por sua vez mata mais espécies.
Assistimos impunemente e contribuímos activamente para o desaparecimento de outras espécies animais e vegetais, comprometemos há muito o equílibrio natural, e assim contribuimos inconscientemente e invisivelmente para o desaparecimento da nossa espécie.
Ignoramos as energias renováveis, continuamos a apostar nas energias poluentes e não renováveis.
Tudo o que sabemos mas ignoramos de forma despeciente, a desertificação, a falta de água, a consequente fome, a desflorestação, a poluição, a destruição dos solos e das matérias minerais, andamos a matar lentamente o nosso planeta.
Mas também quem quer viver para sempre? Não é?

Who wants to live forever -Words and music by brian may
Theres no time for us
Theres no place for us
What is this thing that builds our dreams yet
slips away
From us
Who wants to live forever
Who wants to live forever....?
Theres no chance for us
Its all decided for us
This world has only one sweet moment set a
side for us
Who wants to live forever
Who wants to live forever?
Who dares to love forever?
When love must die
But touch my tears with your lips
Touch my world with your fingertips
And we can have forever
And we can love forever
Forever is our today
Who wants to live forever
Who wants to live forever?
Forever is our today
Who waits forever anyway?
Ele há cargas fantásticas, não há ? Mas ele há guerras que a brigada não compra, porque são injustas e autodestrutivas.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

isto anda tudo ligado

Caros Bloguistas Militantes

Porque se queixam os cidadãos que a democracia não funciona?

Porque é generalizado o descrédito pelos cidadãos sobre a política?

Porque é que em tempo de crise alguns clamam em surdina por ditadores?

A Democracia e as suas práticas deveriam ser ensinadas a todos desde pequeninos, e relembrada frequentemente aos mais velhos.

Numa Républica a Democracia dá-nos direitos e deveres.

Temos o direito de ser livres e de nos expressarmos, mas também temos o dever de preservar e lutar por essa Liberdade e pugnar para que a livre expressão se mantenha.

Quando falo em Liberdade e livre expressão, não me refiro a libertinagem, não falo em abuso. A liberdade e a livre expressão tem regras, tem balizas, tem normas, está longe de ser uma liberdade libertina.

Pelo contrário, devemos ter respeito pelos outros, bom senso, como refere o nosso código civil dever-nos-emos comportar com o bom descirnimento de um "pater familias".

E isto tudo na medida certa para não cercear a imaginação, o livre pensamento, e principalmente o manter sanamente o funcioamento de uma democracia republicana plena.

Difícil? É com toda a certeza!

Trabalhoso? Sem dúvida alguma.

Mas o preço da Liberdade e da democracia, é a eterna vigilância, como alguém disse outrora, e que eu adaptei para aqui.

Os cidadãos para exercerem o seu direito de se queixarem, deveriam ter cumprido antes outros deveres para com a Democracia.

Eu não estou a dizer que não se queixem, só estou a afirmar que talvez as queixas surgem por não cumprimento dos deveres como cidadãos.

É a lei da física apresentada com argumento "ad contrario" acção-reacção, neste caso uma omissão-inconsequência.

A Democracia tem de ser participativa e activa, permanentemente, tem as suas exigências vivermos num regime destes.

Constata-se que em Portugal temos tido em média 35%, na última eleição foi 39,20%.

Mas não é a última eleição que me interessa, interessa-me esta, as anteriores e as futuras, é o princípio que aqui estou a discutir, o facto de recorrer aos dados da última eleição é meramente instrumental.

Aproximadamente somos 12 milhões, recenseados ou seja que podem votar sao cerca de 8.750.000 de cidadãos.

Votaram aproximadamente 5.700.000 cidadãos, 39,20% não se deram ao trabalho sequer de lá por os pés, o que dá a quantidade de 3.072.000 de cidadãos que não votaram.

Os votos em branco e nulos prefizeram 2,93% que dá aproximadamente 170.000 votos, tudo somado dá 3.240.000 milhões cujo voto ou participação não contou (embora eu tenha uma opinião muito própria sobre os votos brancos, que agora não a vou colocar aqui).

Os últimos números, prometo, para um partido ter maioria tem de ter aproximandamente 40% dos votos isto é válido para este e para outros governos, ou seja aproximadamente segundo a votação que se teve este governo (leia-se eleição de deputados) precisou de 2.500.000 milhões de votos para ganhar.

Por isso caros bloguistas militantes, ouvimos deste e outros governos após metade da legislatura, ou desta ou de outras câmaras, ou desta ou de outras juntas "EU NÃO VOTEI NELES".

Pois não, caros bloguistas militantes, têm toda a razão, não votaram, com este baixo nível de participação democrática, fazemos que um governo que tenha a maioria absoluta dos votos, seja eleito com uma percentagem de 28,5% da população votante portuguesa.

É natural que um em cada quatro portugueses, não tenha votado neste ou noutro qualquer governo ou sequer tenha votado.

s cidadãos alhearam-se da Democracia da Républica e estão a colocar com o seu alheamento a liberdade em sério risco, está a deixar que a Liberdade seja condicionada só por alguns, mas isso qeu interessa?

O Benfica ganhou e isso é que é importante.

Isto anda tudo ligado -Sérgio Godinho

Ainda não vi
ainda não
a impressionante mariposa
a pretendente pesarosa
a tarde morna e vagarosa
as duas faces da provável solidão

Ainda não vi a bomba H
ainda não vi a de neutrões
ainda não vi os meus travões
a ver se paro antes de chegar lá

Ainda não vi
ainda não
o riso que tudo desvenda
o reverendo e a reverenda
o leão ferido e a sua senda
a face clara da possível confusão

Ainda não vi a hora H
ainda não vi a mão em V
ainda não vi o dia D
em que a guerra final começará

Quando eu nascer para a semana ó mana
quando eu nascer para a semana
hei-de ouvir o teu parecer
hás-de me dizer
se é cada coisa para seu lado
ou se isto anda tudo ligado

Ainda não vi
ainda não
as artimanhas da saudade
a caravana na cidade
a incorruptibilidade
as duas faces da provável solidão

Ainda não vi a bomba H
ainda não vi a de neutrões
ainda não vi os meus travões
a ver se paro antes de chegar lá

Ainda não vi
ainda não
o abraço à porta da taberna
a ideológica lanterna
a mão que avança para a perna
a face clara da possível confusão

Ainda não vi a hora H
ainda não vi a mão em V
ainda não vi o dia D
em que a guerra final começará

Quando eu nascer para a semana ó mana
quando eu nascer para a semana
hei-de ouvir o teu parecer
hás-de me dizer
se é cada coisa para seu lado
ou se isto anda tudo ligado

Ainda não vi
ainda não
a grossa lágrima ao espelho
o grande chefe e o seu grupelho
o azul-turquesa e o vermelho
as duas faces da provável solidão

Ainda não vi a bomba H
ainda não vi a de neutrões
ainda não vi os meus travões
a ver se paro antes de chegar lá

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? NA NOSSA BRIGADA OS CHEFES SÃO ELEITOS DEMOCRATICAMENTE, MAS SÓ ELEGEMOS OS MELHORES.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Na vida real

Caros bloguistas militantes

Vivemos num país que parece que tudo acontece em primeiro mão.

Ouvimos os políticos a falar, ouvimos os sociólogos a falar, ouvimos a fala do homem comum, e parece que somos o centro do mundo.

Até dá uma sensação de isolacionismo.

Será que ainda não descartámos o orgulhosamente sós, e este ainda perdura?

É que temos tantas certezas absolutas que dá a sensação que nada se faz e nada se passa nos outros países, parece que tudo aqui acontece em primeira mão.

Será que fomos nós que fomos ao espaço, como que uma extensão de termos descoberto os caminhospelo mar?

Parece que as novas ideias, as ideias peregrinas são só nossas e partem daqui... se acertármos tudo bem, se não acertármos é um desastre

Porque será que não abrimos os olhos? Porque será que não podemos copiar e nem copiamos os bons exemplos e experiências das políticas e sociedades dos outros países?

Tenho uma ideia, o que o pessoal precisa é de viajar, ver o estrangeiro, ver o que se faz lá fora.

Talvez a nossa atitude mude.

É certo que temos algumas ideias originais, como foi o caso da Via verde e outros similares, mas não são todos, nem sequer a grande maioria.

Temos boas ideias, é verdade, mas não enfiemos a cabeça na areia, olhemos para os outros bons exemplos.

Na Vida Real- Sérgio Godinho

Na vida real as aparências
estão do outro lado do espelho
na vida real não me assemelho
à simulação das evidências

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? MAS A BRIGADA DE VEZ EM QUANDO TEM DE IR FAZER UMAS RECICLAGENS AO ESTRANGEIRO.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Que há-de ser de nós?

Caros bloguistas Militantes
Ainda se lembram dos fogos florestais? Foram e são uma calamidade.

Quando as florestas ardem, não colocamos só pessoas e bens em perigo, mas também, e principalmente, a biodiversidade.

Que há-de ser de nós, com esta atitude desabrida para com a biodeversidade?

Quando ardem as florestas, quado arde o verde, arde a esperança de uma nova vida, destroiem-se zona ecológicas, a fauna, a flora, poluem-se a atmosfera, contaminamos cursos de água e lençóis freáticos, os solos ficam sujeitos a uma grande erosão, porque não teem lá as árvores e as plantas para os susterem.

Quando arde uma zona verde, clamamos aos Deuses, como é que isto foi acontecer, quem não cuidou de cuidar a propriedade, que bárbaros e vis assassinos atearam tal inferno?

Preocupamo-nos e bem com as vidas humanas que estão em risco, com os nossos haveres, que há-e ser de nós, agora e no futuro?

Mas a verdade é que nos desleixamos, ao sairmos do campo para a cidade, deixámos uma importante parte do planeta abandonado, sem ser cuidado, e é com isso que nos devemos também preocupar, esta nossa atitude migratória teve e tem feitos nefastos a longo prazo.

Não fazemos uma reflorestação suficiente e eficiente, substituímos o verde pelo betão, nas zonas betonadas não há lugar para o verde, e mesmo que conseguissemos reflorestar em suficiencia, um só pinheiro leva 5 anos a atingir a idade adulta, outras espécies levam muito mais tempo.

Por isso quantos anos levará para recompor a 100% a fauna e a flora? isto se conseguirmos recompor a 100%... pois há espécies que se perderam para sempre... e as espécies interagem e são essenciais umas para as outras, com esta perda... que há-de ser de nós?

Um incêndio florestal é uma catátrofe, a curto, médio e longo prazo, prejuízos materiais sociais, ecológicos e climatéricos.

Como o fenómeno dos incêndios florestais aliado à desflorestação não se passa só em Portugal, seguido na maior parte dos páises pela fúria construtiva dos "patos bravos", queixamo-nos depois que temos calor em tempo de frio, frio em tempo de calor... que há-de ser de nós?

Depois admiramo-nos que temos cheias em locais onde antes nunca tal "se houvera visto".

Os fogos e verão, trazem as cheias de inverno, as cheias de inverno trazem a falta de água em todas as estações, parece um paradoxo mas não é.

Os depósitos de água subterrâneos são chamados os lençóis freáticos, estes são alimentados entre outros pelas águas da chuva, mas para serem alimentados, não pode haver demasiada escorrência.

Por escorrência entenda-se a água que por precipitação cai num monte/montanha, e escorre para o vale, ora se esta água não tiver barreiras à sua passagem vai escorrer livremente.

Se esta água não for retida não alimenta os lençóis freáticos. Então vamos sofrer de falta de água... que há-de ser e nós?

É aqui que as plantas e as árvores tem o seu papel fundamental, retem a água, que vai escorrer para os lençóis freáticos, impedidndo assim que a maioria da água desça livremente o monte/montanha para o vale, impedindo assim que arraste consigo lama e pedras, prevenindo assim cheias como as de ontem 18/2/2008.

Mas com este tipo de atitude passiva , de não querermos saber, de não reflorestarmos, de construirmos em leitos de cheia, estamos a ir pelo bom caminho ... e segue... e então que há-de ser de nós.

Que há-de ser de nós - Letra Sérgio Godinho
Já viajámos de ilhas em ilhas

já mordemos fruta ao relento
repartindo esperanças e mágoas
por tudo o que é vento

Já ansiámos corpos ausentes
como um rio anseia p´la foz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós?

Que há-de ser do mais longo beijo
que nos fez trocar de morada
dissipar-se-á como tudo em nada?

Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós

Já avivámos brasas molhadas
no caudal da lágrima vã
e flutuando, a lua nos trouxe
à luz da manhã

Reencontrámos lágrimas e riso
demos tempo ao tempo veloz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós

Que há-de ser da mais longa carta
que se abriu, peito alvoroçado
devolver-se-á: «endereço errado?»

Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós

Já enchemos praças e ruas
já invocámos dias mais justos
e as estátuas foram de carne
e de vidro os bustos

Já cantámos tantos presságios
pondo o fogo e a chuva na voz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós?

Que há-de ser da longa batalha
que nos fez partir à aventura?
que será, que foi
quanto é, quanto dura?

Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós

Ele há cargas fantásticas não há? Mas não investimos quando os cavalos ficam atolados.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

A gripe das aves

Olá Caros Bloguistas Militantes

Como em tudo na vida, existem coisas que me causam alguma preplexidade e mesmo alguma confusão.

Na conversa a semana passada com um amigo, que pertence ao mundo da medicina, veio à baila, a gripe das aves e dizia-me ele:

Reflecte nisto: Se a gripe é das aves porque é que em vez de se abaterem as aves não as vacinamos?

Ou melhor, se a gripe é das aves, se o virus da estirpe H5, sejam quais forem as suas variantes, estão nas aves, e se às aves afectam, então porque é que se fazem vacinas para os humanos?

A lógica cientifica, diz-nos que deveríamos ir ao foco do problema, e deveríamos vacinar as aves e se acaso se achar tarefa impossível vacinar aves selvagens, já foram inventadas vacinas e hormonas (montes delas e que são dadas todos os dias) para as aves de cativeiro/domésticas, nessas pelo menos conseguiríamos.

Através dos meios de comunicação social, os médicos, ou melhor as autoridades médicas americanas (pois onde será que estão os lobies das farmaceuticas?) falam em Pandemia, ou seja uma epidemia generalisada, mas o facto real, é que em todo o mundo desde que a doença foi descoberta, ou melhor anúnciada, foram contaminados 200 Seres Humanos .

Segundo os padrões da OMS, 200 seres humanos contaminados, está muito longe de ser uma epidemia quanto mais uma pandemia.

Ou seja esta anúciada gripe das aves, é muito menos grave que uma vulgar gripe, e essa mata em todo o mundo mais que 200 pessoas.

Alguém com algum interesse escondido, lançou o alarmismo, aquele tipo de alarmismo que já tinhamos visto acontecer em filmes e em livros de ficção cientifica, mas daí até ser levado á realidade...

E tivemos todo o mundo alarmado, a não querer consuimir aves, a liquidar milhares delas e a ser induzido sublinarmente a clamar pela cura ou por uma vacina para deblar a anúnciada gripe das aves.

Se cruzarmos esta informação com a informação económico-financeira, descobrimos este facto interessante: o laboratório/empresa farmacêutica que diz ter descoberto a vacina para a gripe das aves, lucrou 700 milhões só no ano em que a gripe foi anúnciada ao mundo.

Além de ter ficado sem stock, pois todos os países do mundo querem uma reserva para si, vejam lá quanto não vão eles lucrar mais.

Bom se relacionamos ou não isto com o anúncio de uma pandemia que não o é... fica ao critério de cada um .

Outra pergunta deve ser feita, andamos aos anos para descobrir a cura ou vacina para a SIDA e para outras doenças que matam milhares ou milhões de pessoas, e esta farmacêutica em poucas semanas consegue, entre o tempo que é anunciada a Doença ao mundo e a descoberta de um anti-virus/vacina, um tempo record na descoberta da vacina, não é estranho?

Por pura lógica, se existe uma doença num animal, o que um laboratório faz é tentar inocular a vacina nesse animal, mas a lógica aqui é inocular a vacina aos humanos... mas eu tenho a certeza que a resposta para mim dessa empresa farmaceutica tem 700 milhões de razões...e a minha pergunta é só uma.

Pois é as aves não tem dinheiro... logo não pagam, se não pagam não há lucro...

E a pensar que existem para aí doenças que matam todos os dias centenas de inocentes que tal como as aves não tem dinheiro paracomprar vacinas, por isso não se dedicam eles à descoberta de uma cura.

O ser humano tem razões que a própria razão desconhece.

Somos livres (uma gaivota voava voava) Letra e música: Ermelinda Duarte

Ontem apenas
fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.

Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa.

Uma gaivota voava, voava,
assas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.

Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo cualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.

Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.
Ele há cargas fantásticas não há? Mas pelo sim pelo não o almoço da brigada vai ser só uvas, só esperamos que não tenham filoxera.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Bom dia companheiro

Caros bloguistas militantes

Continuo a passar quase todos os dias ali por Alcântara (Lisboa),a caminho do comboio....

Sim, vou para o comboio, porque sou fã dos acordeonistas indianos (ver o post Guantanamera 30/7/2007), e por 1,30€, é um espectáculo barato...

Mas, dizia eu, que passo todos os dias ali em Alcântara, por um Mendigo/Sem abrigo de barbas brancas.

Ele poderia fazer de Pai Natal ou de outra personagem qualquer... mas optou por ser visto como sem abrigo, e assim deve continuar por mais uns tempos.

Não sei se é mais um "louco" de Lisboa, se os loucos somos nós, se é alguém cuja fortuna da vida o abandonou á sorte das ruas, pois realmente não sei.

Não é o único nesta cidade desumanizada, temos algumas das nossas crianças a fazerem de mendigos, a pedir esmola com cães, etc... E essas são as que se vêem, ou melhor as que dão mais nas vistas, quantos não tem lugar para ficar até os pais virem dos empregos?

Sim essas e as outras que teem a escola na Rua da Vida, admiramo-nos depois que cada vez sejamos mais desumanos, mais alheios, mais vingativos, mais contra o sistema.

Não olhamos para as evidências... ( sublinhe-se que cada vez mais este caso das crianças "abandonadas" vão sendo raros)... já os dos sem abrigo... é que não .

Voltando à "personagem" tem ali um apartamento na rua, na rua por onde a gente passa, passa sem pressa, com um destino marcado pela hora de chegar ao emprego.

A rua é mesmo dele, ele vive lá, e tem como vizinhos, o vento, o sol e a chuva, o calor e o frio, são vizinhos temporais...

Passo por ele quase todos os dias e todos os dias... e neste ou quase, lá está ele sempre.

Está ali, na sua, na boa, na dele.

Sujo, cabelos desgrenhados, vestido com a roupa que despeitamos porque mais a não usamos.

Mas lá está ele, assim como no local de emprego estão os colegas de trabalho .

É uma personagem que me habituei a ver, nos dias que lá passo e vou trabalhar ou para a praia ou para as noites (pois o trajecto da noite confunde-se com o trajecto para o comboio..., e ás vezes até a mim me confundo...).

Pois, todos os dias, mesmo com pressa, lhes dou os bons dias, e geralmente ele me retribui, levantando a mão e dizendo "Bom Dia!". E ele responde: Bom dia Companheiro.

Diferente, um sem abrigo considerar-me companheiro... ou não tão diferente assim, um ser humano considerar outro ser humano companheiro...

Dá-me a impressão que ele chegou ao estágio que muitos seres humanos nunca chegaras ou chegarão, pois se isso fosse possível aqule ideal de paz rapidamente seria alcançado.

Engraçado, se der os bons dias a outrem, não me retornam o cumprimento, mas ele sim.

Se fora no campo, no interior, nas montanhas, levar-me-iam a mal (e com razão) o facto de não cumprimentar ninguém, e eu (e com razão) levaria a mal não ser retribuído com o cumprimento.

A economia, fez-nos mal a humildade, é como uma humidade que se nos entranha na consciência de cosmopolitas, que nos faz realçar a indiferença.

Pois comigo não contem para isso.

Boa noite para si bloguista militante e boa noite para o sem abrigo que cumprimento (ele bem precisa de uma boa noite pois hoje faz frio).

Loucos De Lisboa
Parava no café quando eu lá estava
Na voz tinha o talento dos pedintes
Entre um cigarro e outro lá cravava
a bica, ao melhor dos seus ouvintes

As mãos e o olhar da mesma cor
Cinzenta como a roupa que trazia
Num gesto que podia ser de amor
Sorria, e ao partir agradecia

São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
A Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar

Um dia numa sala do quarteto
Passou um filme lá do hospital
Onde o esquecido filmado no gueto
Entrava como artista principal

Compramos a entrada p'ra sessão
Pra ver tal personagem no écran
O rosto maltratado era a razão
não aparecer pela manhã

Mudamos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixamos de tributo a quem lá pára
Um louco a fazer-lhe companhia

E sempre a mesma posse o mesmo olhar
De quem não mede os dias que vagueam
Sentado la continua a cravar
Beijinhos as meninas que passeiam.

Ele há cargas fantásticas, não há? E existem companheiros que nos fazem pensar quando carregamos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Ponte qual ponte?

Olá Caros Bloguistas Militantes

Ontem foi dia de carnaval... perdão... ontem foi o único dia que não foi Carnaval neste nosso Portugal, sim porque isto não é um país é uma paródia pegada.

Começa no Sr. Bastonário da O.A., passamos pelo Sr. Ex-Bastonário da O.A. e acabamos no mais humilde dos Portugueses (sim porque alguém tem de pagar o elevador da glória de alguns)

Já repararam que este é um país de importância para os EX? Ele é o EX-ministro, o ex-Bastonário, o ex-marido, só nunca vejo o ex-pobre, o ex-contribunte, o ex-pedinte.

Bom mas a essas guerras da justiça um dia destes, se me lembrar volto a elas.

Hoje vou contar uma anedota do tempo em que a cortina de ferro ainda não tinha enferrujado.

O Ministro das obras publicas da Jugoslávia visitou na Russia no Kremlin o seu congénere.

E o Ministro da Russia, convida o Ministro da Jugoslávia a almoçar em sua casa:

- Camarada, tem aqui uma bela casa, grande, para um Ministro do proletáriado, a casa é faustosamente proletária- Disse irónicamente o Jugoslavo.

- Camarada,é uma casa modesta, são só 10 assoalhadas e 4 casas de banho- Disse o Russo.

- Sim, camarada, pergunto-me como conseguiu? -perguntou o Jugoslavo

- Camarada chegue aqui à Janela- Disse o Russo- Está a ver aquela ponte sobre o rio Dniepre?

- Sim, estou. - Disse o Jugoslavo.

-Pois era foi orçamentada em 10 milhões e só custou 6 milhões, o resto foi gasto nesta modesta casa-Disse o Russo

Passados, 4 meses, o Ministro da Russia, retribui ao seu homologo Jugoslavo a visita, e este convidou o Russo a visitar a sua casa.

Assim que entra diz o Russo- O Camarada, dizia que a minha casa era faustosamente proletária, mas a sua é três vezes maior que a minha.

E o Jugoslavo diz-Só tem 6 casas de banho e 20 assolhadas, nada de mais, quer saber como foi?

-Claro- Diz o Russo

-Chegue aqui à janela, está a ver aquela ponte, sobre o Danúbio?- Diz o Jugoslavo.

E diz o Russo -Ponte? Qual ponte?

Pois é caros Bloguistas Militantes,

Não há nada como ser ministro das obras públicas e atribuir o exclusivo das travessias do Rio Tejo entre Vila Franca de Xira e a foz do Tejoa uma única empresa chamada Lusoponte, e depois de deixar o cargo , ser nomeado Presidente dessa empresa.

Atou assim as mãos de qualquer governo vindouro, em termos de negociação, impõe assim as suas portagens, tal como João Pequeno quiz impor no início a passagem a Robin Wood, acresce que qualquer futura ponte só poderia ser feita pela Lusoponte.

Temos assim um Ministro que negociou um contrato com a Lusoponte e é hoje o seu presidente e que armadilhou a favor da empresa e a desfavor do Estado (leia-se de todos nós) que vai renogociar o contrato com o actual Ministro.

Quando o bastonário da Ordem dos Advogados, berra a todos que existe corrupção que todos conhecemos e ninguém age, não diz mais que aquilo que todos passivamente sabemos e acenamos.

Não existem investigações para os grandes? Existirá mesmo uma Justiça forte para os fracos e uma fraca para os fortes?

Será que as corporações só se importam com o seu umbigo e as guerras internas de poder?

Será?

O que havemos de fazer? Re-si-gnar-mo-nos está fora da equação.

Jafu'Mega in "Ribeira"

A Ponte é uma passagem
Para a outra margem
Desafio
Pairando sobre o Rio
A Ponte é uma miragem
(só tenho pena de não ter a letra toda, se alguém souber...)

Ele há cargas fantásticas, não há? Mas quando nos corrompem a Brigada perdemos as guerras todas.