As minhas cachadas no Geocaching

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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Por uma nota de euro

Hoje a Brigada vai olhar para os burros, que tão preciosos são para transportar o material da brigada.

Homenageando esse animal que em termos de espécie está em vias de extinção, mas que em termos de atitude até irrita a abundancia. Pois é o Burro tem um blogue e é divertido, ousado e não legisla por portaria... logo não é mandado para o Tribunal Constitucional. Assim sendo este é o BLOGUE DO DIA. http://souburro.blogspot.com/ - Basta clicarem em cima do link para lá irem visitá-lo

O POST DE HOJE

Caros Bloguistas Militantes,

Hoje vou falar de Economia... falar é como quem diz, escrever, e é uma área que não entendo nada... aliás duas... a escrita e a economia... por ironia ambas começadas com um E.

A única coisa que eu sei de Economia é aquela velha piada: Enquanto o dólar sobe o Bangladesh. Já nem a piada é verdade... isto é que vai uma crise...

Todos julgamos que quem manda nos países são os políticos, mais enganados não podiamos estar, sempre foi a lei da oferta e da procura. É a lei mais importante que temos e ainda por cima não é uma lei do direito ou uma lei escrita para os tribunais interpretarem, mas esta é a lei que tem gerido, de há milénios para cá, os destinos do Homem.

Aos políticos deveriamos pedir medidas mais restritivas ou liberais... mas a esses nós sabemos que não podemos pedir nada.

Desde que se tomou consciência que a economia se globalizou, que as políticas dos políticos deveriam ser mais importantes, de forma a regularem a economia, mas como sabemos estes absteram-se de colocar qualquer medida em prática.

Caberia a orientação da economia, para esta não seguir em roda livre juntamente com os seus dogmas e paradigmas.

Anda isto tudo ligado e enredado, por causa da economia. Ele é a inflação, a taxa euribor, o juro, o petróleo, os cereais, a especulação, o dólar e o petróleo.

Se os políticos realmente quisessem controlar isto, uma das soluções seria terem políticas globais, mas se eles nem dentro dos partidos se entendem, quanto mais entre países.

Assim sendo assistimos todos os dias a um desíquilibrio neste planeta onde o fosso dos muitos ricos e dos muito pobres cada vez mais é cavado.

E cada vez mais temos a caridadezinha disfarçada de solidariedade, quando a verdadeira solidariedade era a mudança deste paradigma, infelizmente temos partidos, religiões e outras associações que só se dão com a política do "quanto pior melhor".

Se as polítias globais fossem tomadas com conta peso e medida, já um avanço grande teríamos, mas isso um dia quando tiver mal disposto falarei sobre isso num post.

Falando de economia, saibam vós Caros Bloguistas Militantes, que os americanos, Estado-unidenses como os Brasileiros lhes gostam de chamar, e aqui para nós com alguma razão, porque americanos são todos os que são oriundos do continente americano, que não se resume só aos EUA.

Mas dizia eu, os americanos (Estado-unidenses, para os Brasileiros), tem como base o Dólar, e esse dólar eles teem-no em Nota, ou seja em papel moeda, apelidado de "One Buck".

Se bem reflectirmos, e analisarmos os insondáveis mistérios da Psicologia Humana, dizem-nos pela prática, que é mais díficil desfazermo-nos de uma nota (papel moeda) do que de uma moeda.

Por outras palavras, damos mais importância material a um papel do que a um metal... se calhar é por que pesa mais.

Quando os Americanos (Estado-Unidenses para os Brasileiros), pagam algo com uma nota de dólar, esperam sempre o respectivo troco em moedas, pelo contrário se pagarem algo com moedas, já poucos são os que esperam o troco, a menos que sejam Tio Patinhas, algo que a maioria de nós não somos, presumo eu ... quero livrar-me deste cascalho, ouvimos nós com frequência, quando alguém tem muitas moedas... o mesmo não se passa com as notas... é psicológico...

Vem á guiza da questão, a transição do Escudo (ou de outra moeda qualquer) para o Euro, e que todos (e quando falo todos refiro-me não só aos Portugueses, mas a todos os Europeus) notámos que o dinheiro se esvai.

A nossa unidade monetária base era o escudo. Um escudo era a moeda de referência, algo quase insignificante quando só uma moeda se tem , mas bastante significativo quando tinhamos muitas.

Gorjetas, esmolas, etc... que nós deixávamos ,eram em moedas de um escudo, vinte e cinco tostões e cinco escudos, e quando o dia era de alegria lá sacava-mos uma de vinte e cinco paus... era para a desgraça...

Lembram-se da nota de 100 escudos? Bem ... existia... garanto-vos. Não me vou referir o que se comprava com uma nota de cem paus, o certo é que quando pagávamos com aquela nota esperávamos troco.

100 Paus, quero dizer 100 escudos, equivale no Euro a uma moeda de 50 Centimos.

Quando se paga um café com Ciquenta Centimos ou outra coisa qualquer não queremos o troco... são moedas pequenas... só pesam.

É natural, por isso , que o dinheiro se vá esvaindo, como um sangria lenta que não damos por isso, só damos que estamos mais pobres e não sabemos o porquê. Bom esta é uma das razões.

E que aconteceu quando foi implementado o Euro? Os fornecedores de bens de consumo, tiveram de adaptar os preços ao euro, ou seja a unidade passou a ser o 1 Euro.

E consciente ou inconscientemente, aredondaram as coisas para a unidade base ou seja o euro... e se isso não aconteceu mesmo logo de inicio, passados alguns anos de estarmos com o Euro em pleno, rapidamente passou a ser preço base... logo mais caro...

Ora 1 Euro são 200 marrecos, ou seja duas notas de 100 escudos, 200 moedas de 1 escudo, 40 moedas de 5 escudos, 20 moedas de 10 escudos, 8 moedas de 25 escudos.

Resumindo 1 Euro é algo com significado comparado com o escudo, e até comparado com a lira, com o franco, ou com o marco.

Os italianos, deram por isso mais cedo que nós, e propuseram ao BCE (Banco Central Europeu, quem isto tudo comanda), mas, e mais uma vez, devido ao facto de não sermos dirigidos por políticos, que se absteem de tomar corajosas medidas.

Somos, isso sim, comandados por eurocratas que estão ao serviço do grande capital estrangeiro (epá já pareço um comuna a falar, tenho de rever isto), o facto é que os Eurocratas do BCE, rigidos e inflexíveis como uma barra de ferro alemã, nem quiserem sequer ouvir falar disso.

Tal como nos lixam não ajustando os juros, assim não querem criar a nota de Euro.

E assim os preços sobem , nós gastamos mais , o euro para o bem e para o mal continua alto (para o bem e para o mal depende da conjuntura económica, neste momento é para o mal).

Cada um puxa para o seu lado... isto é como a banda da PSP... a banda que "toca" sem dó...

Saco de feijão -Beth Carvalho
Meu Deus mas para que tanto dinheiro
Dinheiro só pra gastar
Que saudade tenho do tempo de outrora
Que vida que eu levo agora
Já me sinto esgotado
E cansado de penar, meu Deus
Sem haver uma solução
De que me serve um saco cheio de dinheiro
Pra comprar um quilo de feijão
Me diga gente
De que me serve um saco cheio de dinheiro
Pra comprar um quilo de feijão
No tempo dos "derréis" e do vintém
Se vivia muito bem, sem haver reclamação
Eu ia no armazém do seu Manoel com um tostão
Trazia um quilo de feijão
Depois que inventaram o tal cruzeiro
Eu trago um embrulhinho na mão
E deixo um saco de dinheiro
Ai, ai, meu Deus

Ele há cargas fantásticas, não há? A propósito alguém tem aí umas moeditas para nós colocarmos no parquímetro, pois temos lá os cavalos estacionados, e ainda nos colocam bloqueadores neles...

1 comentário:

Luís Alves de Fraga disse...

Há-de dizer-me onde é que bebe um «café» por cinquenta cêntimos e ainda recebe troco!!!!... Vou já lá, com carga ou sem carga de brigada!!!!