As minhas cachadas no Geocaching

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segunda-feira, 26 de maio de 2008

Às vezes sou um sim alegre ou um triste não

Caros bloguistas militantes
Fui ver o Indy Jones, e houve uma frase que me ficou, quando o Henry Jones Junior (Indiana Jones), olhando para o retrato do seu pai e para o seu amigo James Broody, já falecidos, diz: chegamos a uma altura em que a vida nos deixa de dar coisas e começa a tirá-las.
Sabem quão verdade isto é ...
Caros Bloguistas Militantes... quão verdade isto é... vraiment...
Quem já viu os seus partirem, o seu Pai ou a sua Mãe ou ambos, os seus avós, as suas tias, os seus primos, a maioria dos seus amigos... os seus animais de estimação, e nós vamos ficando.... e nós vamos ficando.
Tantos anos a ter certezas, alegrias, risos e sorrisos, carinhos e afagos, para depois num telefonema, numa frase entrecortada pelo sentimento ou simplesmente porque nós lá estamos... ficamos sem mais um dos nossos... mais um que nós nos habituámos a ver no dia a dia... mais um que nós nos apegamos...
Porque é que tem de ser assim, pensamos, não haveria outra forma? Mas sabemos que não... certo como o destino... esse destino nos chega... é um "fado" que nos será cantado, e nós ouvimos... e quando for o nosso "fado"? quem o ouvirá?
Somos seres únicos, temos em nós o conhecimento da terra e temos o conhecimento do tamanho do Universo para encontrar... e o nosso tempo é tão pouco.
Cada um de nós é famoso no seu local, mas todos ppoderiamos o ser em todo o lado... e no entanto só alguns almejaram essa conquista e muito poucos o conseguiram.
Compreendo e sinto porque ás vezes não é fácil rir...
Compreendo e sinto porque é que encontramos alguém triste quando se ouve uma determinada canção, um preciso verso, o arco-iris, uma brisa mais fria e uma triste lágrima rola pela nossa face...
Sim, caros Bloguistas Militantes,
este tempo de tempo acelerado, onde não espaço para o tempo passado, para tristes recordações, e eleas fazem tanto parte da vida como as alegrias, não há tempo para recordar ou pensar nos que partindo se foram das nossas vidas, mas que quando presentes nos ensinaram o particular que só um e cada ser humano nos pode ensinar quando com ele convivemos.
Cada ser humano que parte, é alegria, conhecimento, compreensao, um ombro amigo, companheirismo... tanta ... tanta coisa que se vai com eles que partem.
Sim, triste palavras vos transmito, mas não posso nem quero ficar indiferente que aquilo que sei a muito dos que já cá não estão entre nós fisicamente lhes devo.
Como todos já fiz coisas de que menos me orgulho, e penso que não foi estas atitudes e valores que os amigos e familiares que já partiram me ensinaram.
Não isto não é um acto de contricção, é uma constatação.
Não podemos continuar a insistir, que não anda tudo ligado e não podemos renegar um passado que nos precede (pleonasmo propositado).
O planeta também tem vida... e para acabar este meu post de péssimismo... para mim é uma verdade que chegamos a uma altura em que a vida nos deixa de dar coisas e começa a tirá-las... e nós estúpidos apressá-mo-las.
Como chegámos aqui? E porque chegámos aqui?
E tinha logo de ser na nossa época... que raio de pontaria tivemos ao nascer nesta época... nem 100o anos á frente ... nem mil anos para trás... e cá estamos aguentemo-nos que é serviço.
Eu sei que é fútil, e parece desligado do resto o que vou dizer... mas já neste tempo vi a saga da Guerra das Estrelas e a do Indiana Jones ... não perdi tudo.
Caros Bloguistas Militantes, tem horas que a coerência escapa-me, mas sabem às vezes sou um sim alegre ou um triste não... e troco a minha vida por um dia de ilusão... e troco a minha vida por um dia de ilusão...

Silencio e tanta gente -maria guinot
http://br.youtube.com/watch?v=y6E1IH-7wuA
Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar
Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou
Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar
Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão
Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grit
oDe um amor por acontecer
Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou

Ele há cargas fantásticas não há? Mas a brigada fica abalada quando tem de fazer honras fúnebres.

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