As minhas cachadas no Geocaching

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sábado, 16 de outubro de 2010

QUANDO O MAR BATE NA ROCHA - PARTE 2 - A LOTARIA DA ILHA DE MALTA - REPUBLICAÇÃO

PORQUE MUITOS MESES MEDIARAM ENTRE A PUBLICAÇÃO DO PRIMEIRO POST, E A COLOCAÇÃO DOS SEGUINTES, VOU REPUBLICAR OS 4 PRIMEIROS, PARA MELHOR PODEREM CONTEXTUALIZAR.
OS PEC'S JÁ SURGIRAM DEPOIS DA PRIMEIRA PUBLICAÇÃO DESTE POST ALERTA.
NOTA PRÉVIA: Os habituais profetas da desgraça, os cépticos , os avessos à mudança, poderão, quando lerem este meu post, vir com o argumento que a ilha de Malta também está em crise. Queria alertá-los que isso se deve a outros factores, sendo um deles a crise internacional. Como tal esse argumento não colhe e sobretudo não invalida em nada a nossa proposta.
Segunda nota prévia: No próximo post será sobre a forma como os impostos são tributados nos países escandinavos. Vendo numa prespectiva de aplicação em Portugal, mas sempre, sempre, numa prespectiva de complementariedade sobre as medidas que neste capítulo "Quando o mar bate na rocha", que trata sobre economia e que é dividido em 26 posts, sendo que este é o segundo.


Caros Bloguistas Militantes
Estive tanto tempo à espera de uma resposta da Embaixada da Ilha de MALTA, que já vamos na segunda crise e eu prometi dar uma ajuda para solucionar a primeira.
Antes de explanar a filosofia que subjaz (isto hoje está muito com linguagem académica, não tarda nada as soluções~deixam de o ser e passam a ser teorias), mas escrevíamos nós, antes de explanar a filosofia, queria dizer, que se estamos em crise devemos a alguns factores, a nível EUROPEU, não só cá, mas também, pelo burgo:


  • Falta de coragem política de enfrentar os problemas sem olhar para a sondagens;
  • Desprezo pela sociedade, logo pela protecção social;
  • Falta de um líder ou de vários lideres, é que pior que não ter líder é ter um mau líder, e nós temos vários maus lideres;
  • Falta de rumo e de estratégia, nem à vista conseguimos navegar, andamos todos a ir uns contra os outros;
  • Tentativa de uma política comum para povos tão diversificados, esquecendo-se das especificidades que são uma mais valia, não têm isso em conta.
  • Submissão do poder político ao poder económico, poder económico esse adepto do capitalismo desregulado.

Entre outras coisas, é isto que se passa por toda a Europa, e, naturalmente, por cá também.
Os bons exemplos devem ser seguidos e pelo menos tentados, já que, os maus exemplos, os que são os tradicionais, as teorias de uns iluminados que não se sabe bem de onde vêm e que estão alheados da realidade, pensam que a humanidade é um cadinho, um tubo de ensaio onde as experiências saem todas matemática e fisicamente bem, esses são os exemplos que estão a ser tentados e seguidos, e que como já vimos, e sentimos na pele, não resultam.
Mas desorientados como estão, os nossos políticos, e pressionados pelas financeiras e bancos vorazes, a tentarem recuperar a SUA ECONOMIA, depois da porcaria que fizeram, os políticos escrevíamos nós, seguem o caminho mais fácil e que é o mais penoso para nós.


SEGUEM A RECEITA DO AUMENTAR IMPOSTOS PORQUE NADA MAIS HÁ A FAZER...é o que eles dizem ou melhor é o que lhes dizem.
E os bons exemplos? E as medidas nunca antes tentadas nos países mas já implementadas em outros e com sucesso?
Não aceito a teoria que o nosso povo é isto, e que não dá implementar essa medida ou essas medidas cá.
Essa postura é estarem a passar um atestado de estupidez a todos nós e no mínimo de nos classificar como atrasados mentais, subliminarmente dizendo que somos um povo que não aprende nem evolui.
ISSO EU NÃO ACEITO.
"Quando o Mar bate na Rocha" é o titulo do post base quando decidimos dedicar uma parte do nosso blogue à Economia. As receitas para a Europa e Portugal, estão divididas em 26 "sub-post" em que este agora é o segundo. Sim porque isto de mexer na Economia sem aumentar impostos tem muito que se lhe diga.
Por isso sem mais delongas aqui vai a "Receita" numero 2, das medidas Economicas.
Eu compreendo os impostos numa lógica de justiça equitativa e distributiva, e que são fundamentais para o funcionamento em sociedade; defendo também que a aplicação dos nossos impostos deveria ser mais vigiada e ter mais interesse por parte dos cidadãos.
Saber onde, como e em que quantidade foram utilizados... sim, porque o dinheiro dos impostos é de todos, e todos gostamos de saber por onde anda o nosso dinheiro.
Perdão... de todos não. É daqueles que, num país como Portugal, não conseguem fugir ao fisco.
Porém a fuga ao fisco seria praticamente zero se se implementasse algumas medidas práticas e fáceis de compreender.
É por essa razão que preconizo a solução dos impostos da Ilha de Malta.
Enquadrando e vendo em prespectiva, poderemos dizer que a ilha de Malta, tinha grande fuga ao fisco e debatia-se com um gravíssimo problema de cobrança de impostos. Malta achou a solução e conseguiu reduzir essa fuga, recorrendo a algo engenhoso, o governo de Malta aproveitando-se da apetência natural do ser humano, e em particular dos "Malteses", para o jogo, achou a solução ideal.
Os políticos de Malta, introduzindo o factor jogo nos impostos, conseguiram colocar a maior parte da população a exigir a factura, e com tanta eficácia que, hoje em dia isso é um gesto natural para qualquer comerciante/retalhista/industrial dar automaticamente a factura/recibo assim que se paga (já não são os cidadãos clientes a pedir, mas os vendedores a dar).

Mas qual a razão de tudi isto acontecer?
A razão foi o governo de Malta, ter associado obrigatoriamente a todas as facturas as regras do jogo da lotaria, associando em cada factura um número, tal e qual um bilhete de lotaria o tem.
Aliou a isso o governo de Malta, o fornecimento aos comerciantes/retalhistas/industriais de máquinas registadoras ou por eles (governo) autenticadas e que todas elas geram o tal número de lotaria na factura.
Ora o Estado, periodicamente ( é esta a informação que necessitava da Embaixada de Malta, e que solicitei por email, e não me foi respondida, infelizmente, mas que penso ser semanalmente), faz a extracção dos números, tal e qual se faz na lotaria, e atribuí um ou vários prémios aos detentores das facturas com o número premiado.
Devido a isso compre alguém um café, um berlinde, um Iate ou uma casa, todos pedem factura, controlando assim o Estado a facturação das empresas, sendo mais difícil de fazer falcatruas, leia-se fuga ao fisco, indirectamente toda a população está a servir de fiscal e controla a facturação das empresas, e o cidadão tem a possibilidade de ser premiado generosamente por isso.
O ESTADO DÁ DINHEIRO AOS CONTRIBUINTES POR ESTES PEDIREM FACTURAS, habilitando-os ao prémio da Lotaria. Claro que aqui a Deusa Fortuna tem a sua influência, mas ao pedirem a factura os cidadãos estão muito mais que a fazer compras, estão a habilitar-se a um jogo.
Ora, assim sendo, o que o ESTADO vai buscar em dinheiro pela cobrança destes impostos, sim porque ao pedirem a factura os cidadãos fazem com que o dinheiro entre no circuito dos impostos, o Estado não perde nada, porque todos ao exigerem a factura geram mais receita para o Estado, e o Estado dá um chouriço depois de pedir um Porco.
Ok, em Malta pedem um porco e dão um chouriço, aqui pedem um porco e nós vemo-los a comer e nem o cheiro lhe sentimos...
Ao menos em Malta os cidadãos têm um motivo para exigirem a factura.
A quantidade de dinheiro que o Estado vai buscar, devido a ter enraizdo estas atitudes pró-activas nos cidadãos, chega bem para dar uns prémios chorudos em dinheiro a esses mesmos cidadãos.
É distribuída aos cidadãos uma infíma parte do que o Estado arrecada em impostos, é nessa redestribuição infíma que o Estado vai premiar os contribuintes.
Isto comparado com o que Estado arrecadou com a acção fiscalizadora e exigente dos cidadãos, que, no fundo, estão a fazer de "fiscais" do Estado, e, com essa acção, e com muita sorte são premiados por isso.
Ovo de Colombo não é?

Assim é mais difícil de fazer falcatruas, leia-se fuga ao fisco.
Assim entra o dinheiro que deve entrar nos cofres do Estado, beneficiando todos.
Devido ao facto de todos pagarem impostos, a receita chega para cobrir as despesas do Estado, que somos todos nós, sendo assim, o governo de Malta evitou o aumento de impostos.
É pena que por cá não seja feito algo igual, o problema é que por cá a imaginação dos senhores da DGCI, funcionários públicos, que como sempre optam pelo mais fácil, não vai tão longe. A imaginação deles só serve para nos sacar a massa e não importa como.
Por cá colocam papeis a dizer, "peça a factura, ganha você ganhamos todos", mas no fundo teoricamente só ganha o Estado, e como o Estado somos todos nós, ao contrário do que se passa em Malta, por cá não ganha ninguém. Porque todos sabemos, que por cá , o que alguns fazem ao dinheiro do Estado.
Ou seja, por cá, distribuir ou melhor redistribuir ou melhor dizendo premiar os contribuintes, que é bom e nós gostamos, está quieto, não se faz.
Quando temos o EGO GRANDE, não nos importamos com o que os outros fazem... e recusamos a olhar para o lado quando a solução está lá mesmo à vista.
Urge reequilibrar a balança, tanto para o lado do Estado como para o lado do contribuinte.
Mas o que faz falta é a malta abrir os olhos, e ver como se faz em MALTA.
O QUE FAZ FALTA É AVISAR A MALTA...pois a corja já topa da janela há muito tempo.


O QUE FAZ FALTA- JOSÉ AFONSO
Quando a corja topa da janela
O que faz falta
Quando o pão que comes sabe a merda
O que faz falta

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta

Quando nunca a noite foi dormida
O que faz falta
Quando a raiva nunca foi vencida
O que faz falta

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é acordar a malta
O que faz falta

Quando nunca a infância teve infância
O que faz falta
Quando sabes que vai haver dança
O que faz falta

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta

Quando um cão te morde a canela
O que faz falta
Quando a esquina há sempre uma cabeça
O que faz falta

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta

Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta
Quando dizem que isto é tudo treta
O que faz falta

O que faz falta é agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta é libertar a malta
O que faz falta

Se o patrão não vai com duas loas
O que faz falta
Se o fascista conspira na sombra
O que faz falta

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é dar poder a malta
O que faz falta

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA GOSTA DE DIZER: NÃO HÁ MORALIDADE, A MAIORIA FOGE AO FISCO... E TODOS COMEMOS PELA MEDIDA GRANDE.

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