Número total de visualizações de páginas

Acerca de mim

Toda a brigada tem um cabo... todo o cabo pode chegar a Imperador... todo o Imperador pode mudar o destino de uma nação ... todas as nações podem mudar o destino do mundo ou não...

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O DESEMBARQUE NA NORMANDIA PERMANENTE DOS BOMBEIROS PORTUGUESES.

Para quem não se lembre o Dia D 06.06.1944, foi o desembarque nas praias da Normandia, em que milhares de soldados aliados deram a vida, para que hoje não vivessemos a tirania Nazi.
Já passaram quase 60 anos, mas a memória desses ainda perdura para muitos.
Mutaits Mutandis, com os Bombeiros portugueses sazonalmente é a mesma coisa, todos os Verões, na época dos Fogos Florestais, milhares se sacrificam, e vão apagar os fogos florestais que assolam o nosso país.

Alguns vão e não voltam.
E este ano tem sido demais, aliás só a morte de um/a bombeiro/a já é sempre demais.
Comparo os fogos florestais portugueses ao Dia D - porque tal como os aliados antes da guerra, e perante os sinais claros da Alemanha que se estava a preparar para a Guerra, preferiram ignorar e firmar acordos de paz em vez de prevenir uma calamidade que se adivinhava e que no final deu no que se viu.
Milhares de pessoas mortas, genocídio do povo judeu, milhares de milhões de prejuízo, culturas agrícolas destruídas durante anos, património cultural destruído, ecologicamente atentados graves que hoje ainda sofremos com isso, embora disso não se fale.
O(s) Governo(s) de Portugal, tal como os governos no tempo da II Guerra mundial,preferem ignorar, e não prevenir.
O(s) Governo(s) de Portugal preferem e gastam mais no combate a fogos do que na prevenção dos mesmos.
Que interesses ocultos estarão por trás desta cultura errada que o(s) Governo(s) de Portugal assumem por nós?
Porque é que os fogos aumentaram quando foi retirado da força aérea o apoio aéreo aos fogos florestais?
Bom na verdade, aumentaram 2 anos antes disso, até parece que foi propositado tendo em vista criar uma necessidade de terem de existir outro tipo de intervenção por parte de empresas privadas no combate aos fogos com meios aéreos.
Porque é que o(s) Governo(s) de Portugal, não investem em material  (viaturas e equipamentos) com regularidade nos corpos de bombeiros, deixando às associações de bombeiros terem de defrontar flagelos públicos com meios associativos sem a devida, justa e mais que merecida compensação?
É para o bem público que as associações de voluntários trabalham, e poupam milhares de euros, por serem voluntários, pois se fossem profissionais e pertencentes ao Estado era muito, mas muito grande a fatia que uma força dessas implicaria no orçamento Português.
E já agora esclareçamos e retiremos todas as dúvidas que o facto de serem voluntários não possuem preparação. Só falará assim quem tem desconhecimento ou quer por interesses profissionais e corporativos denegrir o conhecimento, horas de estudo, preparação, treino e formação que os Bombeiros Voluntários possuem, tal como os seus pares e colegas profissionais.
Temos assistido a uma constante, mal feita, dirigida e lesiva legislação que condiciona, não ajuda e é muito prejudicial para os bombeiros portugueses, feita por interesses corporativos que querem uma profissionalização dos corpos de bombeiros.
O que tem saído a todos prejudica, tanto aos bombeiros como às populações.
O exemplo das ambulâncias do INEM é bem paradigmático, a exigência de formações sem sentido, sem terem em contas os horários laborais e a condição de voluntário, são outro exemplo.
Sim, até nos bombeiros, quero dizer nas chefias dos bombeiros temos dirigentes que não sabem o que fazem e que andam ao saber de interesses, sim também nos bombeiros, ou seja não é diferente dos outros sectores da nossa sociedade, só que aqui é mais grave pois é o SOCORRO que está em causa, são vidas de pessoas e a disponibilidade de quem se predispôs a fazer esse trabalho.
Mas existem situações mais graves, e este ano temos assistido a isso, olhando bem para a legislação que saiu, temos a seguinte aberração :Se um carro de bombeiros arder no combate aos fogos, a corporação é ressarcida a 100% se a viatura tiver menos de 7 anos, mas conforme os anos da viatura ardida ou perdida vai aumentando menor será a percentagem de compensação ao corpo de bombeiros, chegando até aos 25%.
A este decreto presidem 3 filosofias erradas:
Logo a primeira, é o pensamento pequenino de muitos presidentes de associações de enviarem para o fogo as viaturas já com quase 7 anos para lá ficarem e arderem para terem depois mais tarde material novo comparticipado a 100%. Isto entronca na falta de apoio permanente e necessário a todas (repito) a todas, e não só a algumas corporações de bombeiros. O calendário, a planificação e a escolha dos equipamentos por parte da Autoridade de Protecção Civil, é burocrática, lenta, errada, é o funcionalismo público  no seu pior, aquele que todos rejeitamos e abominamos, e isso tem consequências, apesar de estarem equipados, as corporações de Bombeiros não estão devidamente equipadas e muitas vezes uniformemente equipadas.
Assistimos com frequência às associações irem à Alemanha, Holanda, e outros países, chegando com viaturas com alguns anos mas melhor equipadas e com maior capacidade do que a maior parte das viaturas carroçadas em Portugal ou que ganham os concursos internacionais na aquisição de viaturas por parte da Autoridade de Protecção Civil, para equipar os corpos de bombeiros.
Assiste-se assim a uma escolha errada de materiais e viaturas que não correspondem às necessidades reais do país e dos seus corpos de bombeiros,por pessoas que não estão habilitadas para o fazer por estarem fora da 1ª linha de combate à muito tempo ou que nunca lá estiveram, que não se informam do que internacionalmente é produzido ou mais grave querem poupar na prevenção e no equipamento, e isso mais tarde é pago com vidas de bombeiros como de outros cidadãos ou então devido a não termos os meios adequados, o socorro  não é tão eficaz, e enviamos as pessoas para fisioterapias prolongadas e às vezes com lesões irreversíveis porque houve alguém que decidiu poupar uns tostões e fez com que os meios e o socorro não fosse tão eficaz (isso aconteceu à uns anos atrás quando se apressou um concurso internacional e se atrasou a saída da legislação que obrigava a que as Ambulâncias tivesse desfibrilhador. Resultado as Ambulâncias foram entregues sem esse equipamento, a legislação saiu na semana seguinte e os corpos de bombeiros foram obrigados a comprar o desfibrilhador, que até já tinha na Ambulância o compartimento destinado a ele, escusado será dizer que houve corpos de bombeiros que por não terem essa capacidade financeira não equiparam as suas Ambulâncias com esse equipamento essencial), prejudicados fomos todos nós e houve vidas que não foram salvas por isso.
A segunda filosofia errada, é a da União Europeia, que não uniformiza procedimentos, apoios aos corpos de Bombeiros da União.
A U.E. já devia ter implementado FORÇA DE COMBATE EUROPEIA DE PROTECÇÃO CIVIL.
A União Europeia, devia ter sediada em 4 países da União, 4 regimentos de Bombeiros de intervenção rápida e multidisciplinar, prontos a intervir em todo o mundo.
Este Regimento que devia estar sempre preparado para toda e qualquer catástrofe.
Na época dos fogos florestais na Europa esta força especial de intervenção actuaria nos países em que a calamidade fosse maior e necessário.
Seria um Regimento bem equipado, com aviões, viaturas, equipamentos, e homens que eram mobilizados nos diversos países e aí "cumpririam" uma missão de serviço. A existir, ou melhor quando existir esta força pioneira vai revolucionar a filosofia de combate, pois temo potencial de aliar, instruir, praticar e conjugar os diversos conhecimentos e técnicas de combate e actuação praticadas na Europa para os diferentes sinistros.
Isto sim seria Solidariedade efectiva da U.E., no que diz respeito às catástrofes, a capacidade de mobilizar milhares de bombeiros e equipamentos do norte da Europa para ajudar o sul no Verão nos fogos florestais, e mobilizar os bombeiros do sul no Inverno nas catástrofes naturais do Norte da Europa no Inverno...ou quando fosse necessário.
Terceira filosofia errada, está nas más práticas das autoridades, que não cuidam do que é público, nem fazem planeamento. Os fogos de verão previnem-se no inverno e as cheias de inverno previnem-se no verão.
O que frequentemente assistimos são os bombeiros valorosa e abnegadamente a intervir e a salvar pessoas e muitas vezes darem vida por vida.
E isto porque nós não previmos, não prevenimos e não actuamos antes do tempo ( e quando digo nós refiro-me não só ao Estado mas a todos nós. Todos somos responsáveis quer seja por acção,  quer seja por omissão).
Somos um povo com ideias e até sabemos a solução dos problemas, mas que só os verbalizamos em conversas de café/bar, ou numa conversa entre amigos, mas que não os fazemos nos locais públicos que lhe são devidos. TEMOS MEDO DE TOMAR POSIÇÃO.
Pois bem o país está em Estado de catástrofe, está na hora de tomarmos posição, de exigir, de pedir responsabilidades, de divulgarmos as nossas ideias para que elas possam ser escrutinadas.
Muitos falam em prevenção e muito bem, já pensaram os milhões que se poupariam com a prevenção em vez de os gastar com o combate.
É que os Milhões de euros investido na prevenção são duradouros e rentabilizados, enquanto que os gastos na actuação são efémeros, e estão sempre a ser usados todos os anos e aumentando de ano para ano.
Por mim eu prefiro que os Bombeiros fiquem no quartel e só saiam quando for realmente importante e necessário.
Os Bombeiros são necessários, mas a sua actuação é mais lógica e necessária quando estes têm de sair para um sinistro que apesar de existir prevenção e previsão devido aos imponderáveis da vida acontecem.
Aliado a tudo isto temos uma floresta desordenada mal cuidada, sem pontos de tomada de água, sem asseiros ou seja tudo o que é para dificultar a vida aos bombeiros e a quem cuida e protege a floresta está presente na nossa mancha florestal.
Defendo que a nossa população prisional deveria ser parte integrante do serviço de protecção civil capitulo da prevenção, a limpeza da floresta, abertura de asseiros e outras tarefas que são necessárias para manter uma floresta protegida e também tudo o que seja necessário para prevenir as cheias, deviam ser feitos pela população prisional. Estes cidadãos que estão privados da liberdade, não podem simplesmente estar presos, a filosofia que preside ao encarceramento é a da reabilitação social. Esta é uma forma de reabilitação social, é uma forma de eles pagaram a dívida que tem para com a sociedade e que os levou a serem encarcerados.
Não digo que eles vão trabalhar gratuitamente. Não, nada disso. Receberiam o salário mínimo por esse trabalho. Só que descontariam para a segurança social tal como fazem os outros cidadãos, e tal como se fazia no serviço militar obrigatório, a comida a dormida as roupas que lhe são fornecidas são descontadas do seu salário, e o que sobra é colocado numa conta em nome do individuo encarcerado. De maneira a quando este sair, tenha dinheiro para fazer face às primeiras necessidades, pois imagino que deve ser difícil ser reintegrado se dinheiro não tiver. Assim o individuo, tem dinheiro porque o ganhou trabalhando para o bem comum, sabe que se reincidir no mundo do crime e for apanhado, não vai para a prisão para lá estar sem nada fazer.
Penso que implementando esta visão, pouparíamos trabalho aos bombeiros, pouparíamos dinheiro a todos nós, pois todos somos o Estado, poupar-nos-ia ao flagelo de ver milhares de hectares de floresta ardidos e ao flagelo de cheias que no inverno matam muitas pessoas e levam algumas habitações e principalmente pouparíamos todo o país ao desgosto de ver morrer os bombeiros que caem porque existe uma negligência colectiva que os mata.




Madrugada

Duarte Mendes

Dos que morreram sem saber porquê
Dos que teimaram em silêncio e frio
Da força nascida no medo
E a raiva à solta manhã cedo
Fazem-se as margens do meu rio.
Das cicatrizes do meu chão antigo
E da memória do meu sangue em fogo
Da escuridão a abrir em cor
Do braço dado e a arma flor
Fazem-se as margens do meu povo
Canta-se a gente que a si mesma se descobre
E acorda vozes arraiais
Canta-se a terra que a si mesma se devolve
Que o canto assim nunca é demais
Em cada veia o sangue espera a vez
Em cada fala se persegue o dia
E assim se aprendem as marés
Assim se cresce e ganha pé
Rompe a canção que não havia
Acordem luzes nos umbrais que a tarde cega
Acordem vozes e arraiais
Cantem despertos na manhã que a noite entrega
Que o canto assim nunca é demais
Cantem marés por essas praias de sargaços
Acordem vozes, arraiais
Corram descalços rente ao cais, abram abraços
Que o canto assim nunca é demais
O canto assim nunca é demais


A BRIGADA ESTÁ TRISTE E PRESTA
HOMENAGEM AOS COLEGAS BOMBEIROS QUE FALECERAM

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Parabéns MADIBA

PARABÉNS MADIBA

Contra tudo e contra todos ainda resistes, velho combatente.
Dás o exemplo, lutas até ao fim e tenho a certeza até depois dele.
Sofreste torturas implacáveis, colocaram-te numa prisão para te calar.
Mas mesmo em silêncio foste um exemplo.
Mesmo em silêncio continuas a ser um exemplo
Em silêncio continuarás a ser um exemplo e uma inspiração.
Já te vaticinaram a partida, dezenas de vezes,
mas tu só irás partir quando chegares a acordo
tu só irás partir quando quiseres.
E quando partires, mais a tua presença aqui se sentirá.
Tu és daqueles seres humanos que conseguiste atingir a imortalidade,
e isso é mais raro porque o conseguiste enquanto estás vivo.
As tuas palavras, as tuas acções, o teu exemplo, o teu trajecto,
o nunca baixar os braços, o facto importante de dizer a este mundo que tudo quer e tudo consome e tudo deita fora porque tem mais de 3 meses, vincaste e afirmaste
OIÇAMOS ANCIÃOS, VEJAM E SIGAM O SEU EXEMPLO.
E nós ouvimos e olhamos, e muitos de nós seguimos.
Tu já não és só um homem de África, um homem que tentaram calar.
TU ÉS CIDADÃO DO MUNDO.
E o mundo, o mundo inteiro, num raro sentimento e atitude te presta homenagem.
Tu não acabaste só com o apartheid, tu não acabaste só com essa ideia abjecta que é o segregacionismo, tu despertaste o sentido de justiça que está sempre latente no mundo, tu levaste amoral para muitos povos oprimidos fazendo-os pensar que era possível... e foi possível, e muitos deles conseguiram-nos graças a ti. 
SIM TORNASTE-TE UM CIDADÃO DO MUNDO, um cidadão daqueles que vão perdurar na história.
Parabéns MADIBA, deste BRANCO que te admira, e que te pese desculpa a ti e aos teus, por aqueles que julgando que eram superiores, vos fizeram passar arguras que ninguém merece. 
TU ASCENDENTE À IMORTALIDADE, os outros nem esquecidos estão num canto da história.
Parabéns MADIBA, MUITOS PARABÉNS.
As Nações Unidas declararam em 2010 18 de Julho como o "Mandela Day" e, nesta data, a organização apela a todos os cidadãos para que façam uma boa acção em honra do antigo presidente sul-africano e consagrem simbolicamente 67 minutos à memória dos 67 anos de militância política e pela paz de Nelson Mandela

A BRIGADA ORGULHA-SE DE PODER DAR OS PARABÉNS A TÃO ILUSTRE PERSONAGEM.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Cavaco Uma no CRAVO OUTRA NA DITADURA

 
A comunicação de ontem do presidente da República, foi surpreendentemente inédita.
Foi surpreendente, porque estávamos todos à espera do óbvio,vindo de quem vem, sabendo nós o que a personagem pensa.

Foi Inédita porque foi surpreendente.

A realidade é que todos descurámos (ou quase todos) dois factores fundamentais das relações humanas, e esses factores foram a vaidade e bem estar do ser humano.

Era por mais evidente que Sr. Cavaco Silva, estava a ir por ali abaixo nas sondagens, sendo frequentemente acusado de inacção e de outras coisas piores.

Ora isto não se faz à Maria Cavaco Silva, que já não se podia deslocar ao Supermercado sem ouvir umas "larachas" e umas "bocas" sobre o seu Aníbal, não isso não pode ser.

Havia que aumentar a popularidade, antes que fosse tarde e o mandato acabasse, e mais importante, o futuro, a história que no futuro vai relatar o que este presidente fez ou não fez.

Resumindo a coisa estava preta.

Mas eis que os adventos da fortuna sopraram lá para os lados de Belém, e  aconteceu a inesperada demissão de Vítor Gaspar, que foi  seguida da "birra calculista" de Paulo Portas, obrigando (diríamos mesmo) chantageando Passos Coelho. A chantagem consistia numa coisa simples, passas tu passos a ser só o Primeiro-Ministro em exercício mas não com poder.

Isto é que foi o que aconteceu na prática, um golpe de Estado palaciano, e a frio sem vichyssoise.

Esta posição chocou a todos os militantes do PSD, e também não deixou indiferente Cavaco Silva e a sua católica Maria. Maria essa que no seu entender de esposa e mulher que manda na casa, era a  situação ideal para limpar ou atenuar a má imagem do seu querido e devotado marido.

Ou seja Maria viu que se juntou a fome à vontade de comer.

Acresce-se ainda a devoção religiosa desta família que não é sagrada mas é presidencial.

Se o esposo não pode fazer parte da Bíblia, pode adoptar uma das soluções que lá estão plasmadas.

E vai daí, a esposa Maria sugeriu ao marido que optasse pela solução Salomónica na portuguesa questão, ou seja uma espécie de justiça que contenta todas as partes.

Mas isso da justiça Salomónica foi no reino de Israel, onde SALOMÃO foi o seu 3º e sábio rei, e não em Portugal, Portugal/Ibéria como afirmou Caius Julius Caesar ( 100 – 44 a.c ). "Há nos confins da Ibéria um povo que não se governa nem se deixa governar.

Por num Estado Laico, o presidente da República ter optado por uma solução Bíblica, o presidente errou, e ao errar faz meio acerto.



Vamos analisar ponto a ponto o que se diz por erro e meio acerto:

1-O presidente fez ontem 10/7/2013 uma alocução que foi só para Iluminados, surpreendeu, não dizendo, nem fazendo, nem deixando fazer,  aquilo que todos já afirmavam o que seria lógico.

Aqui Errou, porque o discurso do presidente da República (mesmo querendo enviar recados) tem de ser claro para o português médio e ao errar o presidente fez meio acerto.

Meio acerto porque conseguiu baralhar os analistas políticos e comentadores que já tinham o discurso preparado e afiado para atacar o governo ou a oposição.

Meio acerto também porque obrigou os partidos a reunir e a não reagir de imediato às suas declarações.

Meio acerto porque alertou os portugueses que ele, presidente da república, não está lá a fazer nada, que tem discursos balofos e sem conteúdo, que não consegue decidir, e quando tem um discurso complicado,mais complicado que os de Jorge Sampaio (que se bem se lembram era necessário um dicionário para entender o que ele dizia, mas esses eram discursos com conteúdo, complicados sim mas com conteúdo).

2- O presidente avançou com uma solução de professor de escola da primária.

Foi qualquer coisa do estilo "Vá lá vamos todos ser amigos e brincar em conjunto, mas só aqueles que eu escolher".

Este tipo de solução não é a de um Professor Catedrático de Economia, nada tem de ciência política, é antes uma solução como se disse de Professor Primário.

E perguntamos nós, quem é que lá na casa de Belém é professor?

Exacto a esposa, que no fundo é quem manda lá em casa.

Cavaco errou, porque se fez eleger com uma falácia, a sua eleição não foi uninominal, elegemos um dois em um .
O que a direita queria era, Uma Maioria, Um governo  e Um Presidente. E o que conseguiu foi  Uma Maioria, Um governo  e Um Presidente e uma Dona de Casa com curso de professora.

Cavaco errou quando andou a dizer ao país que os governos de iniciativa presidencial acabaram no tempo de Eanes, e que a constituição não os permitia hoje em dia.

Mas arranjou uma maneira de o fazer não fazendo.

Erra aqui o presidente, porque ele não é a pessoa que consegue baixar a crispação que existe na sociedade portuguesa, e não só a existente entre os partidos como erradamente no seu discurso de ontem apontou.

Mas mais uma vez ao errar acerta pela metade, pois há muito que se vem clamando na sociedade por um governo de Salvação Nacional. Seja lá isso o que for para muita gente.

Acerta o presidente pela metade, porque está a conseguir "empurrar" para formar esse governo de Salvação Nacional o PSD, o CDS e o PS.

É certo que nós não queremos  (nem Cavaco quer) os COMUNAS ou os TROTSKISTAS DO BLOCO a mandar no país.

Mas, existe uma grande diferença entre o nosso querer individual e o nosso crer como presidente da República, é que uma coisa é o não querer e outra completamente diferente é excluí-los deliberadamente, televisamente e em  directo, não mandando recados e excluí-los num estalar de dedos. Esta postura é capaz de ser um pouco antidemocrática.

Nós bem sabemos que a democracia nesses dois partidos vale o que vale, e há quando há, mas daí a excluí-los em vez de os convidar e obrigá-los a eles a se AUTO-EXCLUIREM, é um passo errado que o presidente deu.


3-O presidente disse (por outras palavras) que a gestão do país deve ser entregue a quem assinou o compromisso com a Troika. 

Mais uma vez aqui o presidente errou. 

Estamos em situação de emergência, a actuação do presidente da República é errada porque é tardia, e ainda por cima redutora. 

Ao que no ponto anterior já se afirmou acrescentamos que o presidente teve uma reacção de D. Sebastião na batalha de Alcacer Quibir.

Nesta batalha o cineasta Manoel de Oliveira, retrata-a em "NON OU VÃ GLÓRIA DE MANDAR".

Nesta fase da história, em que perante o ataque dos árabes D. Sebastião não deu ordem às suas tropas para avançar, ficando em cima do cavalo impávido e sereno, e muitos dizem que a sonhar. 

Apesar de os insistentes avisos dos seus Capitães para atacar, ele nada fazia, não dava ordens e nem sequer os ouvia. 

Capitães corajosos houve que se lançaram ao inimigo dizendo " Se há dia para morrer, hoje é um bom dia. Por Portugal". 

Quando D. Sebastião acordou do seu sono letárgico, e deu a ordem de atacar, já era tarde e fomos dizimados. 

O presidente acordou tarde e quis entalar todos, uns por vingança e os outros também. 

Cavaco aqui fez meio acerto, é certo que a vingança serve-se fria, e Passos está a pagar pelos "devaneios" que fez quando era líder da JSD ao enfrentar CAVACO, neste caso a vingança foi servida estupidamente gelada.

O meio acerto foi ter quase demitido o governo, fazendo o que o povo quer, mas salomónicamente não o demitiu mas também não lhe deu o seu ámen. 

Quanto a Portas, as contas já eestavam para ser acertadas à muito tempo.

Portas tomou como certo que CAVACO perante a conjuntura mundial, e o apego cego que CAVACO tem à economia, nunca iria questionar um golpe de estado democrático que ele gizou em poucas horas (brilhante diga-se de passagem).

O plano era simples e por isso eficaz, ou Passos aceita o ultimato de portas ou o governo cai, e nesse plano Portas ia para vice-primeiro, e o ouro sobre azul de todo esse plano era o "amén" de CAVACO. 

O meio acerto foi , o presidente aqui ter demonstrado qual é o líder que há mais tempo está no poder, e é ele CAVACO.

Portas é o segundo Líder e tem ainda umas coisitas a aprender com CAVACO, o que Cavaco fez a Portas, foi algo que há muito estava à espera, foi uma vingança por aquilo que Portas lhe fez no "INDEPENDENTE", e esta vingança foi glaciarmente servida. 

Quanto ao PS, esse tinha de ser entalado, a convicção cavaquista  na resposta às farpas que Sócrates lhe envia todos os domingos, tinham de ser retribuídas.

Essa retribuição veio em forma de convite envenenado dissimulado num ramo de oliveira. 

O meio acerto vem aqui, pois se o PS diz que não ao meu convite, entalo-o porque se está a colocar fora da solução, se pelo contrário diz que sim ao meu plano, eu (Cavaco) coloco os partidos em pé de igualdade nas próximas eleições. 

Era uma teoria tão bem blindada que nem o ar entrava, mas esqueceu-se de uma coisa, e por isso só meio acerto, é que o PS respondeu à altura, e diz se quer um governo de Salvação Nacional porque estamos em emergência, então, em situação de emergência NINGUÉM PODE FICAR DE FORA, aceitamos o repto mas tem de incluir todos os partidos que estão eleitos nesta legislatura.

O que ninguém está a ver, nem CAVACO, é que deixando o Bloco  e o PCP de fora, o indicie de votação nesses partidos irá aumentar, podendo eles sempre argumentar, que não foram eles que criaram o problema, e que não foram tidos nem achados para a solução do mesmo.

4- O presidente da República, descreveu simploricamente, explicação essa que pode ser confundida com simplicidade, e com argumentos falaciosos, constitucionalmente duvidáveis, que a ECONOMIA NÃO DEIXA HAVER ELEIÇÕES.

Estamos nas mãos dos TRAIDORES, perdão dos CREDORES, e como tal, quem tem dinheiro é quem manda, e como quem manda não quer (nunca) eleições, pois isso é um factor que gera instabilidade e incerteza, não pode convocar eleições, até porque não é previsível que saísse de lá a solução. 

Cavaco aqui errou e muito. 

Primeiro porque ele é o titular do cargo de Presidente da República, e não a Vidente de serviço para Portugal. 

Segundo ele é o garante da estabilidade e do cumprimento da Constituição, e ao proferir aquelas simplórias palavras, está a ser a antítese daquilo que o escolhemos para ser. 

Não temos quem nos defenda como país perante a "economia" e os "mercados", revela-se assim Cavaco um líder sem rumo, que faz fracas as fortes gentes. 

CAVACO errou e ao errar fez meio acerto, e o meio acerto é fazer com que as estruturas do PSD e do PP repensem as lideranças. CAVACO desautorizou Portas e Passos. 

E ao fazê-lo, se não houver entendimento entre os partidos, o que nós não duvidamos que não vá haver, empurrou o país para eleições, mas ... salvaguardando-se, pois sempre pode dizer que apontou não uma solução mas A SOLUÇÃO. Acusou Cavaco de os partidos se não se entenderem estão a pensar no seu umbigo e não no país, mas o certo é que esta solução de CAVACO é UMBILICAL.

Por último, isto tudo se passou depois de ter ido aos Jerónimos e ter passado pelos túmulos de Pessoa e de Camões. A confluência das inspirações de ambos, deve ter-lhe toldado o discernimento. Se Cavaco na alocução de ontem, pensava que começava com ele o 5º Império está muito, muito enganado.
Aqui errou redondamente.
E quando ele erra perdemos todos nós.
 cantado por Carlos Mendes

Em Alcácer eram verdes as aves do pensamento
Eram tão leves tão leves como as lanternas do vento
Em Alcácer eram verdes os cavalos encarnados
Eram tão fortes tão negros como os punhos decepados

Em Alcácer eram verdes as armas que eu inventei
Eram tão leves tão leves tão leves que nem eu sei
Em Alcácer eram verdes os homens que não voltaram
Eram tão verdes tão verdes como os campos que deixaram

Em Alcácer eram verdes as maçãs feitas de lume
Eram tão frias tão frias como as dobras do ciúme
Em Alcácer eram verdes estas palavras que agora
são tão caladas tão cernes tão feitas desta demora

Em Alcácer eram verdes as flores da sepultura
Eram tão verdes tão verdes tão verdes como a loucura
Em Alcácer era verde meu amor o teu olhar
Era tão verde tão verde quase à beira de cegar

Em Alcácer eram verdes os lençóis onde morri
Eram tão frios tão verdes como os campos que eu não vi
Em Alcácer eram verdes as feridas do meu país
Eram tão fundas tão verdes como este mal de raiz

poema Joaquim Pessoa

Não chamem a brigada para o governo, porque a BRIGADA não trabalha com estes políticos, mas se deixarem a BRIGADA escolher os nomes, por Portugal e em nome do seu prestígio e implicitamente do nosso ACEITAMOS.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Caros Bloguistas Militantes
Estamos um pouco fartos.
Um pouco é eufemismo.
Já não podemos ouvir falar em economia e nos seus fantasmas.
Temos uma das possíveis soluções, e sabemos que não há um só caminho.
Mas isso ficará para depois.
Hoje queremos homenagear um homem , que respira e transpira Geologia.
Falamos do Professor GALOPIM DE CARVALHO.
Dedicou e dedica os seus dias a esta nobre ciência, que nós também tanto gostamos, mas que não temos 1/10 do seu empenho. Enfim somos um pouco mais que curiosos.

Com a devida vénia transcrevemos o seu artigo que saiu na revista “arquitectura paisagista”, Nº 07, Junho a Dezembro de 2011



COM MUITAS RARAS EXCEPÇÕES o cidadão de Lisboa não conhece nem a natureza nem a história do chão que pisa e no qual assentam as fundações do prédio onde vive. Que sabe ele da sua história para trás do dia em que o malogrado Martim Moniz ficou entalado entre as portas do Castelo? Sabe, de facto, muito pouco. Mas ainda sabe menos de tudo o que aqui aconteceu antes do primeiro humano ter pisado estas terras, milhares de anos atrás e do que se passou nesta região há milhões de anos.

Não sabe que o lioz, ou seja, o calcário usado na construção dos Jerónimos, da Torre de Belém, do Palácio da Ajuda, e da maior parte da cantaria e estatuária locais, nasceu num mar muito pouco profundo, de águas mais quentes do que as que hoje banham as nossas praias no pino do verão. Nesse mar raso, há cerca de 95 milhões de anos, populações imensas de moluscos, a que chamamos rudistas, com conchas mais espessas do que as das ostras, cobriram os fundos e, proliferando uns sobre os outros, edificaram, camada após camada, os estratos de calcário que ainda podemos ver, por exemplo, na Avenida Calouste Gulbenkian, sob o aqueduto das Águas Livres, ou na base do bairro dos Sete Moínhos, à entrada de Lisboa pela ponte Duarte Pacheco.

Mas voltemos ao chão de Lisboa, dizendo que os seus habitantes também não sabem que a maior parte da pedra negra das velhas calçadas da cidade é basalto, ou seja, lava consolidada de vulcões que aqui estiveram em grande actividade há uns 70 milhões de anos. Ignoram que no tempo imenso que se seguiu a este mar de fogo e cinzas, toda esta região evoluiu num ambiente continental marcado pela secura do clima, propício a grandes enxurradas, como as que ainda se podem observar na Calçada de Carriche, nas camadas sedimentares repletas de calhaus arredondados (cuja idade remonta aos 40 milhões de anos) e à deposição de calcários lacustres como os de Alfornelos e da Brandoa. Não se dão conta que o mar aqui regressou depois, há cerca de 23 milhões de anos, e que aqui se gerou, de novo, um ambiente construtor de calcário, mas, desta vez, por um grupo de minúsculos invertebrados coloniais – os briozoários – à semelhança dos recifes de coral. Por último, não lhes ocorre que as diversas fábricas de cerâmica, hoje desactivadas ou demolidas, que aqui moldaram o barro extraído dos próprios locais, só existiram porque esse mar recuou e passou a haver nesta região, há pouco mais de uma dezena de milhões de anos, intensa deposição de sedimentos argilosos acumulados numa paisagem aplanada, vestibular de um grande rio, povoada por mastodontes (grandes herbívoros ancestrais dos elefantes), grandes crocodilos e muitos outros animais entretanto extintos, cujas ossadas desenterradas dos respectivos sedimentos são objecto de estudo dos paleontólogos.

Páginas desta história, milagrosamente conservadas na densa malha urbana, são visíveis em alguns raros afloramentos rochosos nas ruas da capital. Porque escaparam ao camartelo ou porque não foram encobertos pelo betão ou pelo asfalto, são testemunhos valiosos que aqui nos ficaram desses tempos antigos. À semelhança de um qualquer património construído, aceite como um monumento, também certas ocorrências geológicas devem ser entendidas como tal e, assim, merecer-nos a atenção e o cuidado de os legarmos aos vindouros como documentos de um património natural que a civilização, o progresso e, também, a ignorância foram destruindo ou soterrando.

Após alguns anos de estagnação posteriores à presidência, na Autarquia, de João Soares e à devotada acção do vereador Rui Godinho na defesa e valorização dos geomonumentos de Lisboa, a actual vereação retomou esse trabalho, estando neste momento a concluir o que havia sido iniciado e a estender esta mesma preocupação a sítios entretanto referenciados por funcionários com preparação geológica adequada.

Bem-hajam por isso!


Galopim de Carvalho


A Brigada adora GEOLOGIA, e em

 homenagem ao Professor Galopim

dá o seu grito colectivo

A Galope! A Galope! A Galope!  
Á Carga



Pedra Filosofal - António Gedeão
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

In Movimento Perpétuo, 1956


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Caros Bloguistas Militantes

Já não escrevo no blogue há algum tempo.
Verifico com prazer que ele ainda é visitado.
Dei-me conta que o Governo anda a ler o meu blogue., pois está a adoptar parte das ideias que eu aqui coloquei.
Essa é uma das razões pelas quais deixei de escrever, porque a matéria que eles encontram para se inspirar é tanta, que depois demasiada informação eles confundiam-se.
Mas achei estranho o facto do Governo ter lido o meu blogue e não colocar as ideias todas em prática.
Se calhar é por isso que não vamos ver resultados práticos positivos daquilo que eu proponho.
E como já tenho dito a maior parte das coisas que eu proponho, não são da minha autoria, são inspiradas em ideias já existentes.
Como o Governo anda desnorteado, e para que as ideias resultem vou voltar a escrever, pois eu também estou a ser afectado porque  o Governo só se lembrou de implementar parte das ideias.
Portanto como já ouvi alguém dizer "ME AGUARDEM"

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Barack Obama ganhou fiquei satisfeito

sexta-feira, 15 de junho de 2012

“nunca tantos ficaram a dever tanto a tão poucos”


A maioria diz-nos que vivemos num regime democrático.
Eu neste momento e a partir de hoje defendo que vivemos numa Ditadura.
E o que é uma ditadura?
Uma ditadura é um regime que tem um ditador.
O que é que os romanos antigos nos diziam que era um ditador?
Ditador era o título de um magistrado da Roma antiga apontado pelo senado romano para governar o Estado em tempo de emergências.
Os ditadores romanos eram geralmente apontados por um consul e eram investidos de avassaladora autoridade sobre os cidadãos, mas eram originalmente limitados por um mandato de seis meses e não possuiam poderes sobre as finanças públicas.
No sistema da República Romana, um ditador era a pessoa a quem era concedido temporariamente um significativo poder sobre o estado durante tempos de guerra. O mandato durava apenas seis meses. O modelo ideal foi Cincinnatus, que, de acordo com a lenda, estava arando a terra quando chamado para ser ditador, saindo para salvar Roma e depois retornando ao trabalho, renunciando todas as honras e poder, após apenas três meses.
O ditador é aquele que dita, ou seja aquele que traça o rumo em tempos de emergência, o homem do leme investido de plenos poderes.
Irlanda, Grécia,Portugal e dentro de pouco tempo a Espanha, não vai tardar muito a Itália, entregaram ou vão entregar o seu poder absoluto a uma "tríada, triunvirato ou troika" como lhe queiram chamar, que vai ditar e dita o que se tem de fazer.
E os governos, as empresas e o povo fazem o que eles mandam ou torneira do dinheiro por artes mágicas deixa de correr.
Entregámos o comando e a governação do país a uma "Legião Estrangeira" (neste caso não militar mas económica), sendo comandados neste momento por um governo igual ao de Vichy, que é mero executante do que é "dictado" ou seja das ordens que recebe.
Se sob a capa de uma emergência entregámos o comando e o governo do país a um triunvirato, então estamos numa DITADURA.

Tão simples quanto isto.
E o que dói, é que esta emergência é artificial, foi e está a ser criada propositadamente, e a alastrar-se galopantemente como uma mancha de sangue  alastra numa camisa branca quando alguém leva um tiro, e o preocupante é que entrou tudo em pânico e ninguém se lembrou de chamar os socorros.
O que estamos a assistir é a uma Europa orgulhosa, mas como diz W.S.Churchill "O orgulhoso prefere perder-se, a perguntar qual é o seu caminho" e a nossa Europa por falta de reacção ou por reacção ineficiente ou por omissão, está a ser uma Europa dividida entre os que já pediram assistência financeira e se submeteram a uma Ditadura, os que ainda não pedira, mas que pelo andar da carruagem não falta muito e a Alemanha.
Onde é que eu já vi isto em moldes um pouco diferentes?
Ah já sei foi na segunda guerra mundial...
Parece que o império dos 1000 anos não foi aniquilado, simplesmente diz um intervalo e voltou agora renovado e em força.
E ironicamente aplicam malevolamente a frase de Winston S. Churchill “nunca tantos ficaram a dever tanto a tão poucos”...


                             Vejam Bem José Afonso
Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem se põe a pensar
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
E se houver
uma praça de gente madura
e uma estátua
e uma estátua de de febre a arder
Anda alguém
pela noite de breu à procura
e não há quem lhe queira valer
e não há quem lhe queira valer
Vejam bem
daquele homem a fraca figura
desbravando os caminhos do pão
desbravando os caminhos do pão
E se houver
uma praça de gente madura
ninguém vem levantá-lo do chão
ninguém vem levantá-lo do chão
Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS...NÃO HÁ? A BRIGADA VAI-SE MUDAR PARA UM PAÍS DEMOCRÁTICO... O PROBLEMA É DESCOBRIR UM

terça-feira, 13 de março de 2012

E ninguêm faz uma ideia de como ele trabalha na meia




Caros Bloguistas Militantes

Falam dos "Jobs for the boys", mas o que realmente se vê são os "Jobs for the friends".

Bom existem uns "boys" bem colocados...mas é disso que vou falar...ou não...

Nós somos apologistas das práticas da política americana,e essas práticas são:
Na Casa Branca, leia-se Administração o que na prática se traduz por Governo, quando os Democratas vencem as eleições, tudo o que é "Boy" Republicano é literalmente varrido da Administração e entram os "Boys" Democratas e o mesmo acontece quando os Republicanos ganham.

Nós concordamos com esta política, pois nos lugares chave devem ser colocados quem é de confiança, esteja imbuído do espírito do programa do partido que ganhou as eleições, e se o partido quer implementar determina política tem de o fazer com os que são da sua cor e foram a favor do seu programa, não faz sentido nenhum fazer com os que foram contra e vão de certeza obstaculizar esse mesmo programa, ali não há a "guerra" dos independentes.

Não se pode ter pedras no meio da engrenagem, senão o que já é difícil de implementar torna-se impossível.
Em Portugal, temos uma espécie de meias tintas, em relação a esta matéria, os governos mudam mas em relação aos dirigentes o que acontece é o seguinte: Não mais que duas dúzias de gestores públicos que são sempre os mesmo, estes nunca são responsabilizados pelos péssimos desempenhos que demonstraram à frente das empresas públicas, e mais grave estes gestores mudam de administração, ou seja de local de trabalho, mas nunca de categoria quando o governo muda, se hoje são Presidentes dos Conselho de Administração da empresa pública A, muda o governo e passam para vogais da empresa participada pelo Estado B, mas sempre, sempre na Administração.
Não vale a pena nomeáloa, eles são conhecidos, os nomes são sempre os mesmos, e os resultados do seu exercíco á frente dessas empresas também.
Aliás estamos a ver e a pagar os seus devaneios e a falta de coragem política dos nossos políticos de os demitirem e de os responsabilizar pelo que não fizeram ou que fizeram erradamente não servindo o Estado.
Estes administradores e lugares de topo, não têm partido, não são por isso "Boys", são "Friends".
Mas ao mesmo tempo que estes administradores se mantêm, também temos o oposto, de pessoas que militam nos partidos, e só por essa razão são colocadas na "prateleira", porque o DELITO DE OPINIÃO ainda é punido no nosso país e nas empresas, nomeadamente nas controladas pelo Estado, isso acontece.
E geralmente não acontece ao nível do topo e das grandes chefias, acontece ao nível dos administrativos e outros cargos que fazem andar as empresas.
Conhecemos na área metropolitana de Lisboa 6 casos assim, e no país, mais de 50.
E desenganem-se que essas pessoas pertençam todas a um só partido, não, pelo contrário, são do PSD, PS e do PP.
Relatamos aqui, anonimamente, um caso, de um individuo que foi ao nosso escritório, queixar-se e que está numa instituição do Estado a trabalhar à 10 anos e foi colocado na prateleira à 5 anos sem ter funções atribuídas e que apesar de ter insistentemente pedido trabalho para fazer, não lho dão.
Essa foi a razão porque foi ter connosco.
O referido individuo, aproveitou essa pausa, que a instituição lhe deu para se valorizar e mesmo sem lhe darem trabalho, deu uma mais valia para a empresa e Licenciou-se...
Quando se licenciou pediu para mudar de sector, mas, como é prática usual cá no nosso burgo, continuou a ser tratado como se não existisse.
Esse individuo continua no mesmo escalão base com que entrou para a empresa... e a instituição foi mais longe, nunca lhe fez nenhuma avaliação de desempenho e já lá está há 10 anos...
De vez em quando lembram-se dele e inventam um processo disciplinar e que invariavelmente ele ganha sempre.

Ele na consulta que teve connosco, disse-nos que quando o chefe, passa lá perto dele , ele não finge que trabalha... porque nem isso pode fazer, pois não tem funções atríbuídas...
E nunca perde a oportunidade de "encavacar" o chefe sempre que o vê pede-lhe trabalho e o chefe, como sempre, pois tem ordens superiores, não saber o que lhe dizer...

A isto, se vós não sabeis, dir-lhes-ei como se chama: MOBING.

É um crime, nós preparamos o processo, que estava pronto para seguir para tirbunal... mas, e isto é característica da maioria dos trabalhadores portugueses... não queria ir contra a instituição é que quem estava no Governo eram pessoas do partido onde ele milita, e ele não quer ir contra... Semper Fidelis... em termos de direito não conseguimos compreender.

Isto já se passaram uns meses, entretanto o Governo mudou, e ele não nos disse mais nada.

Esta ironia de ter uma administração do partido do Governo e o trabalhador também ou seja ambos apoiam o mesmo Governo, e prejudicam-se uns aos outros...

Por aqui se vê que pertencer a um partido não é garantia de emprego, e o NO JOBS FOR THE BOYS foi só uma cortina de fumo lançada para iludir o verdadeiro problema, porque se houvesse jobs para os boys, e acreditem que nos partidos existem boys muito competentes, as coisas corriam bem como nos EUA, pelo menos nós temos essa esperança...

Mas como os cargos são para os FRIENDS, o resultado está à vista.

Este é um exemplo, mas poderei dar mais, e em situações muito piores do que este, obviamente que esta gente, que é do PS está descontente com o PS, esta gente que é do PSD com o PSD está descontente e esta gente que é do PP com o PP descontente está... já com o PCP não porque são todos funcionários do partido colocados nas juntas e nas câmaras que o PC ainda detém, assim como assim a maior parte já está reformado, por isso são "empregados" de todos nós.

Por isso para nós quando ouvimos falar que existem "Jobs for the boys" respondemos invariavelmente:

NÃO! O que existe é "Jobs for the friends"... e friends que a maioria são de outros partidos ou independentes...

Agora dizemos nós, à guisa de conclusão :

Com amigos assim quem é que precisa de inimigos...


É a cançom quiu abô minsinoue -Trabalhadores do Comércio
Às dez em ponto é a entrada
mas eu só lá tou à uma
até à duas num faço nada
até às três coisa ninhuma
até à duas num faço nada
até às três coisa ninhuma

É a cançom quiu abô minsinoue
É a cançom quiu abô minsinoue

Às quatro horas entra o chefe
e logo me bou sentare
às cinco beinhomimbora
ai farto de trabalhare
às cinco beinhomimbora
ai farto de trabalhare

É a cançom quiu abô minsinoue
É a cançom quiu abô minsinoue

E ninguem fàzumeideia
de como eu trabailho na meia
E ninguem fàzumeideia
de como eu trabailho na meia

É a cançom quiu abô minsinoue
É a cançom quiu abô minsinou

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS...NÃO HÁ? AO CONTRÁRIO DE OUTROS A BRIGADA ATÉ TRABALHA MAS HOJE SÃO 5 HORAS...HORA DE ARRUMAR... E PIRAR... OUE ..OUE...

quarta-feira, 7 de março de 2012

A gota de água

Já lá vão muitos meses, desde a última vez que escrevemos.
Deixem-nos dizer, que estamos perplexos com o que se está a passar no país, na europa e no mundo, cada um à sua escala.
As coisas não estão fáceis, pensamos mesmo que estamos a atravessar um dos períodos mais conturbados da humanidade.
Diríamos mais, este é um daqueles períodos de mudança profunda, em que estamos no centro dos acontecimentos, e só um leitor a uma distância considerável e não no nosso tempo, verá o que se passou, as consequências que teve e está a ter, onde errámos e o que poderíamos ter feito de diferente, para melhor e que estava tão à vista que ninguém conseguiu vislumbrar.
Sim, este é um desses tempos.
Não sabemos, continuamos sem saber, como dissemos, se este não é um dos períodos mais conturbados da humanidade.

Outros tempos houve que foram bastante complicados, tempos houve que quase nos conduziram à extinção, já para não falar naqueloutro que quase extinguiu a vida no planeta terrestre.
Tememos que este seja o pior desses tempos. E dizemos isto porque outrora o ser humano não pensava como pensa hoje, se pensava como pensa hoje, não era inteligente como é hoje, se o era não possuía a tecnologia que hoje possuímos, e se nessa altura tecnologia possuísse, esta não era maciçamente destruidora comoesta que nós temos agora.
Tempos houve que o homem respeitava a natureza, hoje não a trata nem com igual, nem como diferente, destrata-a.
Temos um deficit de abelhas, estas estão a morrer por causas que ainda desconhecemos, e as abelhas (como muitos insectos) são responsáveis por mais de um terço da polinização das plantas e árvores, e isso não está a acontecer.
E se não polinizam as plantas, não há comida ou não há comida suficiente, e se não há comida suficiente temos de nos voltar para os alimentos geneticamente modificados, e se vamos por aí o ecossistema é destruído.
Destruímos ecossistemas, desequilibramo-los, alterámos correlações e interações únicas, contribuímos para que as alterações climáticas, que são cíclicas, se dessem milhares de anos mais cedo ou seja no nosso tempo.

Não sei se os MAIAS tinham razão em relação ao seu calendário acabar em 20/12/2012, e com isso acabar o mundo tal e qual como o conhecemos, e nos sentimos confortável nele, se esse for o caso, este nosso escrito terá pouca longevidade, pois não haverá ninguém para o ler.
Quiçá, se os macacos, tigres, pulgas, escaravelhos ou leões, um dia souberem decifrar as palavras que os homens escreveram, e aliado a isso conseguirem aceder à INTERNET, e por acaso forem parar a este blog, talvez consigam isto ler (não lhes invejo a sorte).

O clima está a mudar, não temos dúvidas, o clima vai aquecer e depois arrefecer.
Nós quanto mais sabemos, mais tomamos consciência do que poderá afectar a vida na terra, quer internamente, como é o caso de um grande sismo e de uma ou várias erupcções vulcânicas, quer externamente, como é o caso de colisão de cometas ou asteróides. Nós quanto mais sabemos menos fazemos, parece que baixámos os braços e nos resignámos em relação a essas inevitabilidades.

Continuamos a assobiar para o lado, e a fazer guerras entre nós, além de aniquilar outras espécies entretemo-nos a aniquilar a nossa, houve alguns de nós que possuem records que preferíamos que não existissem, esses que detêm os recordes mataram 17 milhões dos seus concidadãos e 4 milhões de seres humanos não seus concidadãos, mas houve mais, por respeito a toda a humanidade, não vou falar do nome deles, pois se séculos mais tarde alguém ler isto, o nome deles não seja dito nem recordado.
Vejam que espécie nós somos, deixamos os nossos morrer à fome e à sede, escravizamos, humilhamos, tiramos partido da superioridade de termos educação e outros não e por isso não controlamos, nem queremos controlar a nossa natalidade racionalmente, não procuramos alternativas, que espécie esta que tira prazer do seu próprio aniquilamento.

Não controlar a nossa natalidade racionalmente (mesmo que o tal relógio biológico de horas), é colocar pessoas no planeta, que vão desequilibrar mais o ecossistema, e vão ter menos acesso a água, a comida, e por consequência vamos ter de sobrecarregar o planeta e aniquilar mais espécies para comermos e arranjarmos espaço para todos.
Temos de nos controlar, por muito crú que isto pareça, está a nossa sobrevivência em risco.
Ir para o espaço, arranjar novos planetas para colonizar, é uma solução, mas a longo prazo, e até lá, até algum planeta ou planetas nós consigamos colonizar, temos de nos controlar, o planeta não é elástico, e não, não há sempre espaço para mais um.
Somos 7 mil milhões, 7.000.000.000, são muitos zeros para tão pouca comida e água, e ainda temos de dividir o planeta com outras espécies, espécies essas que sem elas não sobreviveremos.
Faz-nos espécie que esta espécie, que é inteligente, não soubesse tirar partido da sua inteligência, engenho e arte.

Poderíamos ter ido para o espaço, colonizar outros planetas, ir buscar outros conhecimentos, dar a possibilidade aos da nossa espécie e de outras, conseguirem alternativas mais fiáveis para conseguirem viver longe do planeta mãe, e ao fazer isto, dar folga ao planeta mãe, a Terra, da sobrexploração que fizemos e continuamos a fazer, e deixar o planeta respirar e se regenerar.
Mas não, fizemos transbordar o copo de água com mais uma Gota d’água, e assim que o vimos transbordar em vez de parar continuámos.
Deveríamos ter alterado hábitos, de consumo, de poupança de energia, de racionalização no consumo de água e de comida, mas não continuámos à grande e à francesa.
Resultado, como já disse, aniquilámos animais, insectos e outro tipo de seres que fazem parte da nossa cadeia ecológica, e não reparámos que ao aniquilá-los, estávamos a matar-nos a nós próprios. Que dizemos nós, como poderíamos reparar, se como já dissemos andámos entretidos a matar-nos uns aos outros.
Estamos a ser vítimas da nossa própria inteligência e ambição, e estamos a dar-nos mal, e a maioria de nós aplaude, poucos são os que estão seriamente preocupados com o rumo que tomámos.
Pensamos que o dinheiro tudo paga, haverá uma altura que veremos que não podemos comer notas…
Parece que voltámos a escrever, o episódio 16 do tema “quando o mar bate na rocha - O sector secundário“, será escrito para a semana.
Até lá estamos tristes e perplexos, com uma espécie, que tinha tudo para triunfar e dar certo, e ao invés está aos poucos mas aceleradamente a dar cabo da sua e das outras espécies.
Nem nos melhores livros de ficção cientifica, conseguimos prever isto, e a gota de água já transbordou o copo.

Gota d'água- Chico Buarque
Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...
Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água...(2x)
Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...
Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água....
SE A BRIGADA PODERIA CARREGAR COM MAIS SUAVIDADE? PODIA! MAS NÃO ERA A MESMA COISA. A BRIGADA GOSTARIA TANTO DE TER UMA IDEIA BRILHANTE QUE NOS TIRASSE DESTA AGONIA COLECTIVA, MAS NÃO ACHOU A SOLUÇÃO AINDA.