As minhas cachadas no Geocaching

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domingo, 3 de julho de 2016

Let's look at a trailer...


O bom Cinema faz-nos sonhar, o mau cinema faz-nos chorar (o dinheiro perdido).
Nós, os que gostamos de Cinema, não temos paciência para os filmes de má qualidade que semana após semana, aparecem nos nossos cartazes.
Não é pelo facto de serem comerciais, até não tenho nada contra isso, mas pelo facto de não serem FILMES, de serem desinteressantes, de nos sentir defraudados no final da fita.

Também não temos pachorra, para os críticos de cinema, que parecem mais estar a soldo de uma indústria do que fazerem uma crítica com pés e cabeça, acerca do filme que estão a ver, até admitos que atribuam uma estrela a determinado filme, mas que o façam com isenção, e não com o ressabiamento e ressentimento de alguém que não conseguiu ser actor, realizador, pois nem para figurante tinha qualidade, ou, pior ainda, assumirem a função Universitária de "peer review", que ao fazer a revisão de um artigo cientifico, teimam que o autor devia ter ido pelo caminho que eles idealizaram e não fazem com isenção a crítica cientifico-construtiva da obra em apreço.

Chamamos a isso de cotovelo, e com isso, muito as vezes perdem-se obras cientificas válidas, novas perspectivas, assim como avanços científicos, e também se aplica ao cinema.
É que existe muita gente com excelentes capacidades e ideias, que não apresenta trabalhos científicos e ou filmes, porque não se está para sujeitar a que pessoas com vistas curtas, apesar de serem "seus pares", criticarem um trabalho que não compreendem, ou que gostariam de ter sido eles a terem tido a ideia.
As pessoas deviam ser sérias e profissionais nas suas críticas, e esta forma de rever e/ou criticar deveria ser repensada.

Mas, continuando, Nós gostamos de Cinema.
E nos mais de 100 anos de Cinema, foram produzidos, EM TODO O MUNDO, e sublinhamos, EM TODO O MUNDO, não só em Hollywood, mas também lá, muitos e bons filmes.
Filmes épicos, memoráveis, histórias fantásticas que nos fizeram sonhar, muitos que até fizeram a ciência avançar e outros que fizeram mudar costumes.

Excelentes actores e realizadores os 100 anos de cinema fizeram aparecer.
Também nasceu uma indústria, e como dizem os GNR no álbum Psico-pátria, fizeram dela uma outra indústria.
Gostamos de Cinema, e Cinema é no Cinema, na TV é agradável de ver, mas não existe nada como ir ao grande ecrã ver filmes, que para ele foram pensados e produzidos.
Chateia-nos ver o CINECARTAZ, semana após semana e ver filmes desinteressantes. 

Não é que nos importemos com os filmes Comerciais, não é isso, o que nos importa é estarem em cartaz, filmes desinteressantes, sem história, sem conteúdo, sem comédia inteligente ou quando disparam um tiro caem 10 1 com o tiro e 9 com o susto.
Pagar um bilhete caríssimo, sim porque o cinema está caro, e sairmos defraudados, afasta-nos a todos do cinema, além de que, a rodagem dos filmes é demasiado rápida, e o tempo que os filmes ficam em cartaz é demasiado curto.

Existe outra coisa que nos chateia imenso, é ouvir amigos a dizer, já viram este ou aquele filme, e depois queremos ir ver e ele já não está em cartaz.
A indústria cinematográfica, esquece, que a publicidade boca a boca, principalmente se for de gente amiga, é mais eficaz e credível, que qualquer crítica de Jornal acerca de um filme.

E é esse tipo de coisas que nos leva a combinar idas colectivas ou a dois ao cinema, para ver aquele filme, mas e repetimos o que já afirmámos com a rodagem que os filmes estão a levar, quando os amigos ou amigas dizem já viste o filme X ou Y , vai ver que vale a pena, já o filme não está em cartaz.
E depois, temos o pós filme, as conversas que se geram sobre os filmes, os conhecimentos que se tem, e aquela frase " e quando a personagem tal disse ou fez aquilo", a rapidez da rodagem dos filmes em cartaz está a tirar-nos isso tudo.

A indústria cinematográfica, propositada ou involuntariamente, está a contribuir para que o ritmo de vida seja mais acelerado, descartável e numa constante busca por coisas novas mais rapidamente sem desfrutar das coisas do presente com a clama que só os alentejanos sabem apreciar na vida. 
Como afirmámos em 100 anos existem muitos e memoráveis filmes, e fazem-nos sentir desiludidos, quase ignorantes, quando em conversa os amigos e amigas dizem, aquele filme que o personagem disse "seja o que for", e nós temos de dizer, que não vimos. E dizem eles, como não viste? Isso é uma falha no vosso Curriculum.

Aliado a isto, lembra-mo-nos de o pessoal mais antigo comentar que iam ao cinema e pagavam bilhete e viam um documentário e dois filmes, era o que acontecia antigamente.
Ora daqui nasce a nossa sugestão, o cinema também é cultura, e que tal em todo o país, ser feito um ciclo anual, de cinema desde os primórdios até 2010 (sim porque Portugal não é só Lisboa, nem a Cinemateca).

E, que pudéssemos ver dois filmes, como antigamente a preços razoáveis.
Poderíamos ver os épicos dos anos 40 e 50, os "oscarizados", os "Cesarizados", os "Baftados", os "canenizados", os "urso dourados", e principalmente os que não tendo obtido prémios o público os galardoou na sua memória.
Podíamos ver e rever os grandes actores que o cinema consagrou, as histórias que o cinema nos proporcionou, e ver os diferentes ritmos que as várias décadas imprimiram aos filmes.
Ah importante e que não fossem funcionários públicos a escolher, talvez uma votação de filmes por décadas on line, e depois, a organização ser feita a partir daí.
Os professores de cinema, podiam se ruma hipótese, para indicação de 80 % dos filmes a passar.
Podíamos até, e isso seria interessantíssimo, ter pessoas a explicar os filmes e como eles forma feitos e as suas particularidades, recordamos que ficámos a adorar o filme "e la nave va" de Frederico Fellini, por, na RTP 2 salvo erro Lauro António, nos ter chamado a atenção para diversos pormenores.

A educação para se ver arte é importante, não é estar a condicionar ninguém, na sua visão, mas é abrir horizontes, formar pontos de vista, tornar-nos mais críticos e exigentes naquilo que vemos.
Este ciclo anual, em cinemas específicos (porque será que nos lembramos, que o Quarteto devia ser uma recuperado e passar a ser uma sala municipal, onde estes ciclos deveriam ter lugar, lá estamos nós a pensar só em Lisboa,mas este exemplo espalhado pelo país inteiro), permitiriam ter esta permanente mostra de cinema, serviria para as escolas fazerem visitas de estudo, fazer festivais de realizadores, debates pós filmes, palestras antes dos filmes, a um preço razoável compatível com a bolsa dos portugueses.

Temos a sensação que isso contribuíra para que os Portugueses iam sair, mais vezes de casa, e irem menos vezes a centros comerciais, além disso, obrigaria à NOS/Lusomundo, repensar a sua programação.
Assim, nas semanas que o cartaz do cinema fosse uma treta, tínhamos alternativas, de sessões de cinema duplo e com documentário.
Esta é a ideia, para que este Ciclo seja feito no país inteiro (simultaneamente) qual a vossa opinião.
Ah,após isso será o teatro.

A BRIGADA GOSTA DE CINEMA, MAS NÃO GOSTA DE FITAS.....

Quem nos conhece, sabe que não temos de cor, o nome de realizadores e de actores ou actrizes, ma, não é por acaso que fica aqui a Música de um grande filme, hoje foi o dia que partiu o seu Realizador, e esta é a nossa homenagem a ele, por nos ter proporcionado estas "visões" da guerra, no final do filme eles fazem uma homenagem erguendo os copos e dizendo "ao Nick", parafraseando a frase do final do filme que tão brilhantemente realizou e como agradecimento dizemos "ao Michael Cimino".


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