As minhas cachadas no Geocaching

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terça-feira, 5 de julho de 2016

A CULPA É DA GERTRUDES

Caros Bloguistas Militantes 

Existem App’s para tudo e mais alguma coisa, e mais vão surgir.
Além das App's também já temos o Google Earth, já enviamos sondas para a Lua, Marte, Júpiter, a guerra já se faz com Drones, quero com isto dizer que para o bem e para o mal, a humanidade já atingiu um estágio computacional que nos pode servir e auxiliar em diversos sectores.

Agora qualquer Universidade que tenha áreas de informática, existem alunos que são competentes para inventarem um sistema que nos pode auxiliar no dia a dia, e a custos baixos com mão de obra e engenho nacional, e isto podia e devia ser potenciado de modo a que todos podíamos beneficiar, isto se, as entidades públicas fizessem parcerias e protocolos com essas Universidades…

Porque é que estamos a levantar esta questão?
Vamos tentar explicar enquadrando:
Nós os cidadãos no nosso atarefado dia-a-dia, com as múltiplas tarefas que temos de fazer, a grande quantidade de informação para ser gerida, não nos apercebemos (embora nos incomode, e muito) daquelas coisas que nesses mesmo dia-a-dia nos fazem atrasar, são incongruentes, daquelas coisas que qualquer ser humano comum olha, e vê que aquilo está errado e que alguém de bom senso nunca faria ou então melhoraria, excepto as chefias do funcionalismo público serôdio que comanda esta coisa toda.


Queremos ressalvar que existem muitos e bons funcionários públicos, mas que estão submersos e colocados em locais que não podem brilhar, nem contribuir com a sua inteligência, diligência e ideias para fazerem andar o país, e, o mais preocupante, é que infelizmente não é só aqui em Portugal que isto se passa…notamos isso por todo o funcionalismo do mundo inteiro.


Desenganem-se que estamos a defender aqui privatizações ou liberalizações, sublinhamos já que estamos a defender moralizações e optimizações do sistema, o Liberalismo e a entrega a privados só o deverão ser nos sectores em que o Estado não tenha capacidades ou meios materiais ou humanos para exercer essa função, mas que possa e deva exercer um efectivo papel de regulador e de sancionador, para que não existam abusos, nem poder dominante.

Bom mas, a nossa “crónica” de hoje não é sobre isso, versa sobre o SISTEMA DE REGULAÇÃO DE TRÂNSITO (serve este exemplo para todo o país, mas vamos usar a figura de estilo metonímia (ou seja usar a parte pelo todo), queremos também desde já esclarecer que o sistema que vamos defender, é o que está implementado na cidade de Lisboa, por duas razões o defendemos, a primeira é por estar já implementado, a segunda é porque este sistema já deu provas internacionais de que é bom, se fosse outro o sistema e fosse igualmente bom, defende-lo-íamos igualmente, o que nós queremos é que as coisas funcionem.

Em Lisboa (sejamos mais precisos, em algumas partes de Lisboa), o sistema implementado é o GERTRUDE (Gestion Electronique de Régulation en Temps Réel pour l'Urbanisme, les Déplacements et l'Environnement).

O 'Gertrude' é um sistema de controlo centralizado de gestão do trânsito, implementado na cidade de Lisboa desde 1985, é um software que gere o sistema de semáforos da cidade e gere os fluxos automóveis, através de sensores implantados no pavimento e ligados a uma estação central de controlo viário.

Foi concebido por uma empresa de Bordeaux-França e lá também está implementado).
Em Lisboa tem sido gerido numa parceria do Departamento de Tráfego da CML com a empresa Eyssa-Tesis, empresa que detém o monopólio da semaforização de Lisboa e do sistema de radares fixos da cidade.

Ora aqui é que está o Busílis da questão, uma empresa privada que detém o monopólio, e que essa parceria está a funcionar pessimamente. (Não vamos hoje falar de interesses particulares que estão dentro dos municípios e que os Presidentes ou Vereadores desconhecem por completo). Ou seja entregaram, na gestão do CDS-PP, a um privado o exclusivo da semaforização, e já mudaram Presidentes de Câmara e Partidos e continua tudo na mesma.

Não, a questão dos privados não é para hoje, é para um dia se me apetecer (também não sabemos nada que vós também não sabeis)....Mas encontramos aqui aqui uma SINGULARIDADE, uma empresa Privada a gerir o Trânsito em Lisboa em conjunto/parceria com o Departamento de Tráfego da Câmara, e nós todos a constatar que o Trânsito de Lisboa dia a dia piora, que não é fluído, que não é regulado como deve de ser, que os automóveis e peões esperam mais do que deveriam esperar num semáforo fechado o que é mais desesperante quando não está lá ninguém excepto tu.


Dizíamos nós, TEMOS UMA SINGULARIDADE e um Problema. O problema é o Trânsito de Lisboa, e a Singularidade, é que temos uma empresa privada e uma Entidade Pública a gerir, e a coisa que gerem não funciona, nem nunca funcionou a 100% ou seja, a Singularidade advém que nem os que defendem as teses liberais têm argumentos para defender ou atacar, nem os que defendem o público possuem também teses que sustentem ou ataquem o sistema.
Ou seja é um imbróglio.

Vamos por partes, nós conhecemos a agradabilíssima e lindíssima Cidade de Bordeaux, e por incrível que pareça o sistema lá funciona muito bem, e é muito agradável passear pelas suas ruas, principalmente pelas do centro de cidade. O trânsito é fluído e os sinais e são amigos do cidadão.


Poder-se-á concluir (não empiricamente), mas por “saber de experiência feito” e provado, que se o sistema GERTRUDE funciona, o problema não é informático, é de Incompetência Técnica e de Inabilidade Política, eu passo a explicar, é técnico, porque os técnicos do Departamento de Tráfego têm em mãos um “diamante por delapidar” e não o sabem fazer, ou porque não têm conhecimentos técnicos para tal, ou porque ninguém, em 31 anos foi a Bordeaux tirar um curso, ou mais grave, que os funcionários que foram, saíram da CML e foram contratados por uma empresa privada, levando o Know-How com eles (não estou a dizer que aconteceu, estou a dizer que é uma possibilidade).


O problema também é de inabilidade política de vários quadrantes, pois em 31 anos, já passaram pela CML, vários Presidentes, de diversos partidos tanto de esquerda como de direita.
Todos os partidos têm aqui uma responsabilidade no que se passa com o Trânsito de Lisboa, TODOS, sem excepção, uns por acção, outros por omissão, outros por inacção, outros por bloqueio, TODOS responsáveis, por isso não se culpe  (ou não se culpe só ) o actual executivo.
E cada ano que passa a situação agrava, por isso é preciso agir, e só com todos os partidos, na CML e na AML se consegue o feito.
Pois o que existe em Lisboa, e nos seus autarcas neste particular é um provincianismo e uma preocupante falta de visão, que impedem e vão continuar a impedir (se não existir consenso) os ajustes e alargamento necessário a toda a cidade, que o GERTRUDE necessita e permite.


Voltando à parte técnica, apesar de não ser comparável, o tamanho de Bordeaux com o de Lisboa, em escala, conseguir-se-ia fazer com que o mesmo sistema funcionasse (o GERTRUDE, tem capacidades para tal, basta ser ajustado). 


Mas o grave disto tudo, é que além de não ter ajustamentos o sistema GERTRUDE não abrange toda a cidade, e mais, este sistema deveria fazer muito mais que isso, deveria estar implementado em toda a Área Metropolitana de Lisboa (AML).
É que Lisboa não é uma ilha, além de ser a Capital do Distrito também é a Capital do País..
Por ser metrópole, o tráfego deveria ser gerido em conjunto com todos os concelhos da AML, pois (também) é de lá que vem a maior parte das viaturas que entra em Lisboa no início do dia, e (também) é para lá que vão no final do dia (não, hoje não vou falar da importância dos Transportes Públicos).


Mas os lóbis dos “patos bravos” e do "Betão" são ambiciosos, gananciosos e lixados, e Lisboa (os seus decisores) preferiu endividar-se a construir vias rápidas, túneis e viadutos que só garantem duas coisas: o encher dos bolsos ao "betão" e aos “patos bravos” e a invasão diária de mais de meio milhão de veículos à cidade.

Há que dizer que o poder político, aconselhado pelos técnicos, ao invés de fazer como fez a cidade de Bordeaux que colocou linhas de eléctrico com as suas vias protegidas para não permitem o acesso dos automóveis ao centro urbano, e fazendo uso de todas as potencialidades do sistema GERTRUDE para regular o tráfego, em Lisboa resolveram fazer a vontade aos Lóbis.

Ter uma cidade, que não ter um sistema completo de semáforos inteligentes, que não possui transportes públicos e viaturas de emergência com um sistema de mudança de semáforos, que os peões não sejam uma prioridade, tendo estes de estar à espera infinitamente pela temporização do sinal para atravessarem a rua, que à noite obriga os condutores a parar em vermelhos só porque sim, que não tem os tempos de semáforos regulados entre a mudança da cor dos semáforos, é uma cidade que tem uma completa falha na área de transportes, é um insucesso.


Ter uma AML, que não está sincronizada e controlada por um sistema “GERTRUDE”, é uma aberração política ainda maior, damos só um exemplo: na gestão de grandes catástrofes ou eventos, não ter os semáforos sincronizados de modo a que o trânsito seja fluído, é contribuir para o dispêndio de tempo e em grandes catástrofes para a perda de vidas.


Pena é que alguns técnicos que sugerem viadutos, túneis e outras obras de arte, não conheção o sistema que está implementado na sua Cidade, e sugiram por isso opções técnicas erradas aos políticos, que as transformam em decisões políticas menos acertadas, quando, na realidade poderiam poupar milhões ao erário público se ajustassem e usassem as ferramentas já implementadas na sua máxima potencialidade.

São por isso injustas as críticas ao “GERTRUDE”, porém estas críticas são completamente fundamentadas quanto ao sistema escolhido para a regulação do tráfego em Lisboa, é que ter optado por ter um sistema "coxo" teve como consequência a contribuição para o estado do caos do trânsito da AML.
Sim, porque o que faz do sistema "coxo" é o facto de não estar aproveitado informaticamente em toda a sua potencialidade aliado ao facto de não estar implementado em toda a cidade, e muito menos em toda a AML.


É contraditório vermos as Câmaras a dizer que estão a melhorar o ambiente, a dizerem que os automóveis poluem, que se tem de tirar carros na cidade, e depois ver que ao não implementarem completamente um sistema como o “GERTRUDE” (ou outro qualquer eficaz), contribuem para: a insegurança rodoviária a vários níveis, os tempos de espera infinitos, a não fluidez do tráfego e com isso tudo aumentam a poluição.


O Sistema “GERTRUDE” tem várias potencialidades técnicas (sim nós fomos consultar) que não estão a ser aproveitadas e que é interessante saber:
a) O sistema é flexível, extensível e adaptável;
b) O ajustamento do sistema actual não é, nem pode ser imputável à empresa francesa que o idealizou (sim verificámos isso).

O sistema que foi comprado à empresa francesa, e o o facto de não existir desde aí um melhoramento, resulta das directivas políticas assentes numa visão técnica e depois política arcaica relativa à mobilidade urbana (é o que dá, na Função Pública, existir nas propostas a frase à consideração superior, sem haver uma análise crítica).
E Infelizmente, é uma visão que todos os partidos que pela CML e AML passaram (CDS-PP, PSD, BE, PS, PCP. VERDES, e outros) têm, devido a não ter pessoas preparadas e/ou sensibilizadas para o assunto (salvo honrosas excepções).


Torna-se necessário e urgente os políticos e os técnicos, voltarem a visitar a empresa que idealizou o GERTRUDE e a cidade de Bordeaux (para verem o sistema em funcionamento), e que também sjam convidados para virem a Lisboa os técnicos dessa empresa para estudarem  in loco o problema, para que depois em conjunto consigam idealizar um sistema que mude as actuais directivas e coloquem a cidade a funcionar eficazmente em termos de trânsito.


Torna-se necessário acabar com as exclusividades empresariais no controlo de tráfego. 

É uma pena saber e ver que a actual CML, tem políticos com visão para as áreas do Turismo, Ambiente, Ensino, Desporto, Requalificação da Cidade, e que até estão a fazer um bom trabalho, no melhoramento da cidade, mas quanto à área do Trânsito estão completamente a leste.

Por último, e para prevenir críticas, de quem diga que o sistema GERTRUDE não consegue gerir o tráfego da AML, ou seja se nada do que se disse atrás pode ser aplicado, então tenham CORAGEM e implementem um que funcione, não só em Lisboa mas em toda a AML..


Isto pouparia muitas horas na vida das populações, pouparia combustível, pouparia no desgaste das viaturas, contribuiria para o melhoramento do ambiente, contribuiria para reduzir o stress e para o aumento da vontade de produzir. Por isso meus senhores ENTENDAM-SE, e se possível ainda este ANO, aproveitem pode ser que existam verbas da UE/EU para o efeito.

A BRIGADA JÁ CONHECE A GERTRUDE, MAS GOSTA MAIS DE ANDAR PELAS ESTRADAS DO CAMPO .

John Denver - Take Me Home, Country Roads


Almost heaven, West Virginia
Blue ridge mountains, Shenandoah river
Life is old there, older than the trees
Younger than the mountains, growin' like a breeze

Country roads, take me home
To the place I belong
West Virginia, mountain momma
Take me home, country roads

All my memories, gathered round her
Miner's lady, stranger to blue water
Dark and dusty, painted on the sky
Misty taste of moonshine, teardrops in my eyes

Country roads, take me home
To the place I belong
West Virginia, mountain momma
Take me home, country roads

I hear her voice in the mornin' hour she calls me
The radio reminds me of my home far away
And drivin' down the road I get a feeling
That I should have been home yesterday, yesterday

Country roads, take me home
To the place I belong
West Virginia, mountain momma
Take me home, country roads

Country roads, take me home
To the place I belong
West Virginia, mountain momma,
Take me home, country roads
Take me home, country roads

Take me home, country roads





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