As minhas cachadas no Geocaching

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Tempus fugit. Carpe diem. Parte III

Caros Bloguistas Militantes
O tempo passa.
Vamos vogando aqui pelo planeta...
E por este planeta, porque infelizmente não nos aventuramos pelo espaço, e não colonizamos outro planeta.
Isto de ir ao espaço não é para todos... ainda... nem vai ser tão cedo infelizmente.
E o tempo passa.
E por falar em tempo a passar, achei piada aquela frase, "vive intensamente cada dia, como se fosse o último, vai haver um dia que acertarás". Já repararam que nós os humanos, temos uma esperança de vida cerca de 70 a 80 anos.
Só 70 a 80 anos, um elefante ou uma tartaruga vivem em média mais que nós.
Não somos, como queremos fazer crer, a espécie mais forte.
É certo que desde o Australopitecus, a esperança de vida já aumentou muito, mas mesmo assim para a inteligencia e capacidade que dizemos ter, ainda é pouco, muito pouco.
Não quero a imortalidade, mas uma esperança de vida tão efémera também não me seduz.
O mundo é tão cheio, existe tanta coisa para fazer, que 70 ou 80 anos não chega o tempo para os realizar.
Imaginem uma biblioteca imensa cheia de livros e nós com 70 ou 80 anos não temos tempo para os ler, nem que multiplicassemos por 3 essas vidas.
Já imaginaram a partilha de conhecimentos que nós perdemos.
E depois, um dia, uma hora, um minuto num segundo, tudo acaba.
Deixamos coisas por fazer, algo a meio... nunca teremos tempo para acabar a tarefa ou as tarefas. Imaginem o quão triste não é deixar um livro a meio...
Nós a ler uma história ou um artigo cientifico, ou seja lá o que for e de repente, deixamos de estar vivos...
E lá se fica o livro numa palavra, a meio de uma frase, numa virgula ou num ponto final.
Já imaginaram, que existe e existirá sempre, uma passagem que será sempre a última vez que a lemos, uma cara que será sempre a última vez que a contemplamos, um nascer ou por do sol que é a última vez que o vemos. A última vez que saboreamos determinada refeição, a última vez que apreciamos o rio a correr para o mar, a última vez que ouvimos o rouxinol a cantar.
A última festa que damos no nosso cão ou gato, a última vez que falámos com um nosso familiar, sem muitas dizer o que queremos, o que realmente é importante.
Tanta vez que nunca nos despedimos de alguém como esse alguém merceria.
É, o tempo passa, e passa por todos, é inexorável.
Já habitamos este planeta há milhões de anos, e deixámos tanto espaço por explorar e com as nossas guerrinhas, os nossos umbigos, ficámos e permanecemos aqui confinados à Terra.
Pior, confinádos à nossa Terra, com um planeta inteiro para explorar e nós sem por ele poder vagar.
A terra é imensa, e no entanto é tão comum existirem pessoas que nem da sua terrinha saíram, nem 50 kilometros andaram. O tempo passa e raramente lhe ligamos muito.
Não estou triste, não, pelo contrário, ainda bem que o tempo por mim passa, é bom sinal, enquanto vai passando.
Ganhamos umas faculdades, perdemos outras, vamos evoluindo... mas o tempo, esse passa.
E vemos crescer betão onde dantes eram árvores ou campos verdes e ficamos tristes.
E vemos a Paz acontecer em países que depois voltam á guerra, á maldita guerra que não nos deixa em paz.
O Tempo passa, e vemos tanta intolerância a andar á solta, por tantos motivos estúpidos e fúteis. Sim, porque qualquer motivo é estúpido e fútil, tanto para a intolerância, como para começar uma guerra.
E o tempo passa.
E já podíamos estar mais evoluídos, mais humanos, menos destruídores, mais conscientes do nosso papel.
Sim, porque o tempo passa. Já evoluímos, já retrocedemos, já construímos, já destruímos.
E ainda nos falta tanta coisa e tão pouco tempo. E eu que gostava tanto de ter uma nave espacial...
Porque sabem... o tempo passa e viajar à velocidade da luz, dá a sensação de se aproveitar melhor o tempo.
Mas sabem para nós Portugueses, isso não importa nada.
Nada. Mesmo nada, estas filosofias e pensamentos pouco importam.
Não importa que o tempo passe, não importa que haja guerra, ou fome, ou intolerância, ou que um louco até à pouco tempo tomasse conta do mundo destruindo-o provocando o caos com a desculpa que anda atrás de outro louco.
Não importa o aquecimento global, a poluição, a desflorestação, a extinção das espécies.
Não, não importa que o tempo passe, e que a destruição seja contínua.
Para nós Portugueses (para a maioria dos Portugueses), o que realmente é importante não é nada disso.
O que importa ... para nós Portugueses...
O que é mesmo , mas mesmo muito importante... É que o Benfica ganhe... O resto que se lixe...
Ora bolas.


Oração Ao Tempo -Caetano Veloso
És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...

Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...

O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...

Ele há cargas fantásticas, não há? Mesmo que o tempo passe, ele há realmente cargas fantásticas...

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