As minhas cachadas no Geocaching

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

It's raining again

Olá caros bloguistas Militantes.

Hoje apanhei na ida para o trabalho um dia chuvoso, azul acintentado.

Os barcos corriam para o porto em busca de abrigo, de um mar que se adivinhava revolto.

As Gaivotas cumpriam escrupulosamente o dito popular e vogavam para terra.

O Búgio, lá ao longe, agora e sempre permanece firme e só entre os dois fogos de uma fronteira entre o rio e o mar, e parece que diz: Venham quantos são, estou aqui, não tenho medo de nada.

O Sol de quando em quando, espreitava timidamente, só para ver o que se passava.

E eis que a próxima paragem é Caxias, pelo menos é o que anunciava a voz feminina do comboio, não me interessava sair na estação da prisão, a minha prisão é outra... o trabalho.

O trabalho, tão cinzento como este dia, mas infinitamente menos bonito, pois este dia mesmo cinzento tem esplendor... o trabalho não.

E lá ia eu, continuar a viagem de comboio, porque a paisagem merece e a minha paragem não era aquela.

O dia continua cinzento e o sol a espreitar timidamente, mas a nossa alma continua fria, cinzenta e chuvosa, só de pensar que temos de ir trabalhar, e nós com um mundo de oportunidades à nossa espera.

Ainda se fossemos bem compensados monetáriamente, atenuariam o suplicío, mas não , estamos em Portugal, e mais não é preciso dizer.

Se não fosse esta paisagem que todos os dias muda e todos os dias se renova, qual uma mulher que quer agora e sempre agradar que olhemos para ela com olhos de ver.

Sim. Se não fossem estes pequenos momentos...

Cheguei ao Estoril, e não podia ir já trabalhar, a camioneta era dali a 10 minutos, e a praia é mesmo do lado esquerdo... e chamava-me, tinha de a ir ver. Não podia ficar mouco aos sus apelos.

A praia no Inverno é diferente, mas não menos bela note-se, aquele ar frio e puro que só à beira mar conseguimos apanhar, numa região de Lisboa já tão poluída, sabe mesmo bem.

A praia que na areia, tem umas quantas pegadas que a chuva ainda não apagou, serão os resquícios do Verão, que ainda permanecem? Ou será dos aventureiros que com o Inverno não desmorecem? Não sei...

Ao longe, na baía de Cascais, vejo os barcos recolhidos, com medo do tempo, porque o tempo assim impõem respeito.

Recolhem-se da chuva que agora já não ameaça cair... cai mesmo. Como que dizendo, tal como uma mulher bonita nos diz de manhã: Levanta-te, vai trabalhar. Mas deixando no ar a frase não dita: Eu sei que sou bela e boa, e que queremos ficar os dois, mas tu tens mesmo de ir trabalhar.

Acho que o céu ao enviar aquela chuva, foi o que quis dizer.

E eu obdiente, fui.

Its raining again - Supertramp

Its raining again
Oh no, my loves at an end.
Oh no, its raining again
And you know its hard to pretend.
Oh no, its raining again
Too bad Im losing a friend.
Oh no, its raining again
Oh will my heart ever mend.
Oh no, its raining again
Youre old enough some people say
To read the signs and walk away
Its only time that heals the pain
And makes the sun come out again
Its raining again
Oh no, my loves at an end.
Oh no, its raining again
Too bad Im losing a friend.
Cmon you little fighter
No need to get uptighter
Cmon you little fighter
And get back up again
Oh get back up again
Fill your heart again..

Ele há Cargas fantásticas, não há? Mas à chuva não apetece muito carregar.

1 comentário:

Luís Alves de Fraga disse...

Ainda há quem tenha a sorte de, ao ir para o trabalho, passar ao lado do rio e de uma praia e se queixe!!!
Eu vejo o rio da janela da divisão onde estou a escrever, mas nunca lá vou - e felizmente que ele também não vem até mim! Somos como dois espectadores presos às suas respectivas cadeiras.
Ora goze esse passeio matinal, quem é como quem diz, goze a vida na idade de a poder gozar e não se queixe!
Os queixumes são para aqueles que já só podem assistir à Vida!
Um abraço