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Acerca de mim

Toda a brigada tem um cabo... todo o cabo pode chegar a Imperador... todo o Imperador pode mudar o destino de uma nação ... todas as nações podem mudar o destino do mundo ou não...

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Profundidade Democrática ou Demagogia Barata?



Já sabemos que, os que comentam de Papagaio de ouvido (ou seja, ouviram a opinião ali de determinada pessoa, e depois vão papaguear essa opinião sem sequer reflectirem sobre ela) vão avançar com argumentos demagógicos, mesmo sem antes ou sequer terem lido o artigo todo...não faz mal, já estamos habituados a conspiração de estúpidos... com esses não perdemos tempo.

Vamos também assistir a fundamentalistas irredutíveis, que não ouvem argumentos de nada nem de ninguém,.. com esses também não debatemos.
Também vamos ver opiniões contrárias às nossas, e porque são bem fundamentadas e lógicas respeitamo-las e temos todo o gosto em debater pontos de vista e ideias com essas pessoas.

A Democracia tem custos, tal como todos os outros sistemas políticos têm custos, sejam eles de que tipo forem.
Todos têm custos monetários, outros além dos monetários têm custos nos direitos, liberdades e garantias, assim como em vidas humanas, humilhações etc...

Fazemos desde já aqui a nossa declaração de intenções:
Somos defensores, do sistema de dupla câmara no ordenamento Democrático e Republicano Português ,e totalmente contra a redução do número de representantes do povo nos Parlamentos ou seja Deputados.
A Câmara Alta ou Câmara Baixa ou Senado e Congresso, ou Senado e Assembleia, é indiferente, não é importante o nome que lhe dão, o importante é que cumpra o espírito Republicano de Participação Democrática, que as mais altas e nobres regras lhes impõem (nobres regras na República é um trocadilho giro).
Contudo, e sublinhamos, e isto é importante, para depois não virem com argumentos dos "Ah e tal e Se", nós defendemos a implementação destas duas Câmaras com REGRAS CLARAS, passamos a nomear:

  • As INCOMPATIBILIDADES DEFINIDAS (como por exemplo os advogados em exercício não poderem ser deputados - pelo menos na câmara baixa ( a que mais frequentemente legisla, não na representativa das profissões- a câmara alta); 
  • LIMITAÇÃO DE MANDATOS, com a Proibição de Acumulação de Cargos (excepto os definidos na Câmara Alta, onde tem as profissões e autarcas etc...representados); 
  • CIRCULO MISTO DE ELEIÇÃO - CÍRCULOS UNINOMINAIS aliado a um CIRCULO NACIONAL complementado pelo método dos restos;  
  • LUGARES VAZIOS representando os votos Brancos e Nulos; que contariam para as atribuições de mandatos. Esta medida implica uma responsabilização maior dos Deputados. Se o povo está descontente as cadeiras ficam vazias.
  • VOTO OBRIGATÓRIO, a Democracia não apareceu do além, tem custos, tem direitos e tem deveres, um dos deveres é ir votar e um dos direitos é ser-se representado por aqueles que elegeu, e estes  (deputados) prestarem-lhe contas.
  • REPRESENTAÇÃO DAS PROFISSÕES / SINDICATOS / "CORPORAÇÕES" na câmara alta; 
  • SUBDIVISÃO MENOR E ADEQUADA dos círculos uninominais (câmara baixa); 
  • OBRIGATORIEDADE DOS DEPUTADOS e SENADORES terem dias e horas acessíveis para receber os cidadãos, e serem por eles questionados e receber deles queixas e darem satisfações e informar sobre os projectos.
  • OBRIGATORIEDADE DOS MINISTROS SEREM MEMBROS DO PARLAMENTO, só assim os poderemos responsabilizar politicamente, são eleitos como todos os outros e não poderem dizer (como agora dizem) que foram escolhidos pelo 1º ministro e só a ele têm de dar contas e não ao povo. QUEREM SER MINISTROS SUJEITEM-SE A VOTOS. Assim os Partidos teriam de escolher com mais cuidado as suas listas de deputados.
  • OBRIGATORIEDADE DE SER NASCIDO ou RESIDIR no CÍRCULO ELEITORAL pelo qual se é candidato à pelo menos 5 anos, para evitar os paraquedistas.
  • A REGULAMENTAÇÃO DO LOBBY, para que não existam aqui "nebulosas", se existem interesses esses interesses têm de estar identificados e regulamentados.
  • PAGAMENTOS CONDIGNOS à condição de DEPUTADO, mas com as regras da Suécia.
  • Obrigatoriedade de Listas Paritárias, em ambas as Câmaras.
  • LIMITAÇÃO DE MANDATOS - em todas as CÂMARAS limitar o número de mandatos a 3.


Quadro mostra o número de Deputados por Distrito - Não estão contabilizados aqui os círculos Europa e Fora da Europa, que elegem 4 deputados.

Não compreendemos, depois desta exposição que fizémos (e que andamos à muito tempo a falar e a ouvir falar nos corredores, nas conferências, nos seminários), que os Senhores da Cidade (sim nós somos da Cidade) queiram retirar às outras partes do território nacional a representação exígua que neste momento possuem.
Sim , retirar representação a quem não vive na cidade, é o que vai acontecer, com demagoga ideia de redução dos deputados, mas o estranho (ou talvez não) disto tudo é que ninguém fala de responsabilização de deputados, da aproximação aos eleitores, mas só colocam os holofotes na diminuição do número de representantes do povo na Assembleia. Mas como todos constatamos, é uma verdade de "La palice" , QUEM REPRESENTA MUITOS NÃO REPRESENTA NINGUÉM, e com a diminuição do número de Deputados eles vão representar demasiados eleitores.
É que isto de falar é fácil implementar as medidas reais, que todos os cidadão esperam, é que é mais complicado...sempre complicado.
Os órgãos de assembleia, são os órgãos mais importantes da República e da Democracia.
Lá o povo tem de estar representado, diria mesmo BEM REPRESENTADO, em número, género e qualidade.
Não é diminuindo o número de deputados que essa representação melhora, isso é pura DEMAGOGIA.
É que, já se constatou, os que defendem DEMAGOGICAMENTE a diminuição do número de deputados, com argumentos (entre outros) que os DEPUTADOS CUSTAM MUITO DINHEIRO À NAÇÃO, são os primeiros a ATULHAR os Ministérios, Secretarias Gerais e outros órgãos, de partidários fiéis a si.

Gastam assim, muito mais, por essa via ao Orçamento de Estado, em termos anuais ( a dos boys nos lugares do Estado), muito, mas muito mais, que um só deputado gasta na legislatura inteira.
Não dizemos que não se coloque gente, até porque não faz sentido ganhar as eleições e ter no seu Gabinete pessoas que não seguem a linha de pensamento do seu partido ou a sua....
Mas nós defendemos o seguinte;
O número de nomeações , tem de ser controlado e regulado, tem de ser colocada uma fasquia , e esta tem de ser imposta, tem de ser inultrapassável por todos os partidos, quer na administração central,quer na local, sob penas de sanções severas, que podem começar, sublinho, começar pela automática perda de mandato.
Têm deexistir concursos nacionais para a maioria (quase totalidade) dos cargos que não sejam de confiança política ( E ESTES DE CONFIANÇA POLÍTICA, tem de estar regulados, têm de ser num número definido e comedido).
Voltando ao assunto principal, O NÚMERO DE DEPUTADOS NÃO PODE, quanto a mim, ser REDUZIDO, mas sim AUMENTADO.

Uma maior responsabilização e fiscalização quanto ao trabalho dos Deputados, é uma condição fundamental, a aproximação dos Deputados aos eleitores, é outra condição que é primária. Os deputados têm de prestar contas aos eleitores, lutar pela sua região, por isso é que por lá foram eleitos.


É também essencial, introduzir aqui, a regra norte-americana (USA) de eleições intercalares, a meio do mandato, onde metade dos deputados é sujeito a eleição, e podem renovar o mandato ou não, depende do trabalho e campanha que fizerem.
Mas nós não queremos falar em aumento do número de deputados, só por falar, sustentamos com o seguinte quadro:



Coluna B=  Distrito/Circulo

Coluna C= Temos o número de eleitos por Distrito (são assim que são apurados os deputados,ou seja por Distrito)

Neste link o número de eleitores por Distrito, distribuídos por freguesia 
http://www.tsf.pt/storage/ng2644414.pdf

Coluna E= Número de Eleitores(Diário da República de 2011)

Coluna F= Densidade Populacional (Nº de habitantes a dividir pelo número de Km2 do Distrito)

Coluna G= Tamanho do Distrito em Km2

Coluna H= Dividimos os deputados por km2, e temos assim, os km2 que um deputado cobre em cada distrito


Conseguimos extrair dos números do quadro que:

  • A distribuição está disforme, 
  • Existem Deputados em alguns Distritos que necessitam para serem eleitos mais 17.000 eleitores que outros.
  • Existem regiões que estão muito mal representadas em termos do número de deputados eleitos.

É por isso necessário um reequilíbrio na distribuição dos deputados, aliado a um aumento do número desses mesmos deputados.
Um exemplo gritante são os Açores, 9 ilhas, que apesar de serem Região Autónoma, só têm 5 deputados, nem sequer a um deputado por ilha têm direito.
Constatamos por isso que o critério número de eleitores, quando é atribuído o número de deputados, sendo este o único critério a ter em conta, é uma norma que gera discrepâncias e desigualdade entre o continente e as ilhas (por exemplo), e que, não permite representar condignamente o todo nacional, originando fracturas na sua representação, e mais tarde com reflexo nas medidas a tomar pelo Governo.


Alia-se a isto o seguinte: Nesta II República (I República até 1926, seguido de um interregno até 1974, em que apesar de ter havido eleições, estas foram manipuladas, não foram nem livres,nem universais, não se adequando e/ou encaixando nos ditames da Democracia Republicana. Por esta ( e outras) razão, não pode por isso ser apelidada de Democracia Republicana ou sequer Republica, esse período que mediou entre 1926 e 1974. Com o reaparecer da Democracia Republicana em 1974, retomou-se o caminho do Republicanismo Democrático. Sendo ,por isso, neste momento que atravessamos (2015), a nossa II Republica e não a III coo alguns erradamente a designam), nesta II República, escrevíamos nós, quem fez a CRP optou (quanto a nós mal) por uma só Câmara de Deputados.
Esta má opcção, teve como consequência hoje em dia que as regiões e as populações estão deficientemente representadas. Isto traduz-se muitas vezes no deficiente investimento do Estado (leia-se  Governo) nessas regiões.

Neste quadro temos, também por Distrito o número de eleitores, e estão também divididos por grupos etários.

Uma segunda câmara impõem-se urgentemente, para que exista uma continuidade, e uma maior ponderação e responsabilização do poder político (as funções do Senado, poderemos ir inspirar-nos aos USA ou ao Brasil.).
É necessário, para uma boa vida em sociedade, e pelo princípio da subsidiaridade interna que  o equilíbrio entre a representação das Regiões e Distritos seja uma relaidade.
Por outro lado, é também necessária a presença no meio de representação do Estado (até porque dele fazem parte) das profissões, leia-se Ordens Profissionais.
O mundo do trabalho é umas das componentes mais importantes na nossa vida em sociedade, não faz sentido que esteja arredado do Estado, só sendo chamado a eleições de 4 em 4 anos.
É também necessário que os sindicatos, as entidades empresariais, as associações e clubes tenham representação.
Os próprios partidos têm de estar representados no Senado, e até os magistrados, os municípios e as freguesias.
Obviamente que isto tudo com conta, peso, medida e proporção.
Mas, se analisarmos bem , e sem demagogias, esta introdução do Senado, com abertura a grande parte da Sociedade, esta (sociedade) estaria melhor representada e teriam direito a uma voz, aqueles que hoje em dia só se podem manifestar através do voto de 4 em 4 anos, mais uma vez sublinhamos.
O poder fiscalizador seria muito mais forte, a tendência para não se fazer aquilo que se prometeu que se iria fazer diminuiria, a credibilidade seria maior.
Não podemos descurar, como em tudo na vida, "Da eterna vigilância", pois a "tentação" de incumprimento é sempre grande. É certo que é mais para uns que para outros, mas ela existe, e tem de ser vigiada.
Assim propomos que sejam constituídas DUAS Câmaras com um número de membros sempre em número ímpar por causa das maiorias e dos empates, conforme indicamos:

Senado (Câmara Alta), deveria ter
241 lugares ( Chegámos a este número da seguinte forma, metade do número de deputados,)

Assembleia (Câmara Baixa), deveria ter
481 lugares (chegamos a este número, da seguinte forma. Dividimos o número de cidadãos eleitores por 20.000, que é o máximo que achamos que cada deputado deve representar).

Defendemos também a Reformulação do conceito do Presidente da República.
O Presidente da República deve ser o CHEFE DO GOVERNO, e não a figura um pouco dúbia como temos agora.
Isto implica uma maior responsabilidade das Assembleias, implica por exemplo que existam Moções de Censura Construtivas (ver o exemplo alemão).

Os trabalhos do Parlamento têm de ser respeitados e valorizados.
Por esta razão deverá deixar de existir a função legislativa do Governo, com a elaboração dos Decretos-Lei.
Tem de ser só a Assembleia da República a Legislar.
Essa é a sua função (da A.R.), a função legislativa. A função do Governo é Governar. Se o Governo necessitar de leis, tem de negociar com a Assembleia da República e com o Senado.

Por último a adopção de consultas ao Povo, com referendos mais frequentes, como têm os Suíços e os Norte-Americanos (USA).

Ou esta regras são implementadas, para que exista uma Profundidade Democrática ou  então os remendos que andam por aí a colocar só são Pura Demagogia Barata e vão dar mau resultado, porque vão produzir poucos ou nulos efeitos.

Ou seja, com  a implementação destas regras que propomos, teríamos uma Democracia mais eficiente e participativa, todos ficaríamos a ganhar, mas até lá o "SHOW MUST GO ON"...Sim deve, Mas.... deve continuar, não ao  Toque do Baile MANDADO, mas sim do Consenso.

A BRIGADA TEM UM CHEFE...MAS QUE NÃO DECIDE SEM OUVIR A TOTALIDADE DA BRIGADA.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Na tv pública vale tudo?


Onde é que chegámos.
Na RTP1, na TV Pública, na TV que tem por obrigação de fazer Serviço Público, assisto incrédulo e perplexo a programas que "obrigam" os telespectadores a telefonar, com várias artimanhas, tais como "aparecer na TV (nem que seja só a sua voz); poder falar com figuras ditas públicas/popularuchas; ter 2 minutos de "fama" e que criam a ilusão de poder habilitar-se a ganhar dinheiro jogando um jogo em directo, que oferece 500€ a quem telefona e cuja chamada seja atendida e caso acerte no que perguntam ou outro jogo qualquer.
Neste telefonema que lhes custa 0,60 € + iva = 0.78€ aprox., e de certeza que se não for seleccionado (que é o que acontece à maioria), aparece uma mensagem a dizer "ainda não foi desta continue a tentar", e o cidadão no engodo de poder ganhar continua a tentar, e a tentar.
E isto acontece no programa da manhã e no programa da tarde.
Estes programas de casino serão legítimos?
Duvido muito da legalidade deste tipo de programa/oferta na TV Pública e não tenho dúvida nenhuma que é ilegítimo a estação de todos nós estar a fazer isto, todos os dias, e às horas que os cidadãos mais incautos e vulneráveis estão a ver.
Mas não importa a que horas este tipo de programas/"ofertas" seja transmitido, não tenho duvidas que é imoral, ilegítimo e causador de empobrecimento a todos os níveis de todos cidadãos que a este tipo de programas assistem, e relembro que existem milhares de pessoas que não possuem mais que os 4 canais, por isso as opções são poucas.
E são poucas, porque as TV'S privadas à mesma hora fazem o mesmo tipo de programas com o mesmo tipo de ofertas engodo.


É fácil dizer, os cidadãos que fechem a TV e vão ler e passear.
Quem me dera que fosse assim tão simples, mas a minha realidade, não é a realidade dos outros, e todos sabemos que a TV é muitas vezes a companhia de muita gente.
Em relação ainda a este tipo de programas, quero fazer um paralelo: A maioria de nós fala mal dos POLÍTICOS, dizendo que nos engana, que nos tiram dinheiro, que arranjam esquemas para tudo,então que dizer dos APRESENTADORES (muitos com a mania que têm piada), que os próprios Media, os promovem a "figuras públicas", que dizer desta gente, dizia eu, que aceita promover este tipo de esquemas, ajudando a enganar os cidadãos, com guiões feitos propositadamente para "vender estes produtos" obrigando os cidadãos a telefonar. Será que vale tudo para ganhar dinheiro? parece que sim, não digo que não seja legítimo, agora Honrado? Claramente que não?
Seja porque motivo for que eles façam isso , estas figuras públicas que não passam de figuras popularuchas sem nada na cabeça, que com o seu comportamento, contribuem para o alto índice de iliteracia e falta de cultura da população.
Sim, eles tal como alguns políticos, são responsáveis pelo estado da nossa Sociedade.
E tudo isto em directo na RTP 1 A TV DO ESTADO. Sinceramente prefiro, 1000 vezes ver a "Ovelha Choné" na RTP2, a er de ver este tipo de programas degradantes, a ovelha é muito, mas muito mais divertida




Nem tudo em Democracia tem um preço, e a BRIGADA sabe disso, e pratica.





segunda-feira, 26 de maio de 2014

O Voto Obrigatório

A Democracia tem direitos e deveres.
Se queremos viver em Democracia , e eu presumo que a maioria quer, então além dos direitos inerentes à mesma temos de cumprir os seus deveres.
Um dos direitos é ser consultado em eleições de 4 em 4 anos ou de 5 em 5 anos, ou seja em eleições regulares, periódicas, livres, universais, iguais e com voto secreto, para eleger os seus melhores para os governar, na base de um programa político que tem de ser cumprido.
Ainda é um direito, o de ser consultado em matérias diversas, que não foram a eleição para ser sufragadas e/ou que pela sua natureza a sociedade tem toda a conveniência de  que a matéria seja discutida e reflectida individualmente.
O povo tem de ser consultado em matérias que a longo prazo afectem a vida da sociedade, e não deixar que essas decisões fiquem nas mãos só dos eleitos.
Numa frase, "A soberania de um povo não pode ser na sua totalidade passada para as mãos de um órgão institucional, nem sequer de todos, a soberania reside no povo, e só parte dessa soberania deve passar para os órgãos institucionais.".
Diria a Soberania Administrativa, a Soberania Material, mas a Soberania Formal e a Soberania Económica, essa deve ser frequentemente aferida e consultada com o Povo.
Os governos não podem ser deixados com "roda livre", os Governos e as Assembleias representam-nos e falam, discutem, debatem e decidem em nosso nome, mas esse mandato só é válido enquanto nós quisermos e deixarmos.
É mais importante e tem mais dignidade constitucional uma iniciativa popular do que uma iniciativa partidária, e era assim que devia ser tratada.
Estamos no terceiro milénio, e a interactividade entre os órgãos de soberania e quem lhe deu essa mesma soberania tem de ser real, tem de se sentir, tem de se ver e tem de ser algo que seja comum.
Se existe uma iniciativa popular para uma determinada lei, os seus proponentes, devem ser ouvidos no Parlamento, tal deve ter prioridade sobre outras leis, e ser votado na legislatura o mais rápido possível, ou seja não passar de um mês (dependendo da sua complexidade).
Mas dizíamos nós que a Democracia é um Direito e é um dever, este Direito de iniciativa popular com prioridade e dignidade, deve ser um deles, o dever de ir votar é uma complementaridade desses direitos.
O Voto deveria ser obrigatório, não só em Portugal mas na Europa inteira, estão em causa os nossos direitos, e há quem tenha consciência disso e existe quem não tenha.
A democracia necessita de constantes cuidados e atenção, não podemos andar a clamar pelas ruas que está tudo mal se depois não levamos à prática as nossas convicções e opiniões votando, se não nos constituímos em grupos de cidadãos para defender uma causa, se não aderimos a partidos já existentes ou se não estamos contentes com nenhum formamos um.
O VOTO DEVE SER OBRIGATÓRIO, e sendo obrigatório isso não é nenhum atentado a nenhum princípio democrático, a Democracia tem Direitos e Deveres e os dois balanceiam-se, o desequilibro de um é a queda de todos.
Se depois os cidadãos votam em branco ou nulo, isso já é outra conversa, e são ilações que os partidos e os grupos de cidadãos têm de observar e ajustar as suas políticas e promessas para diminuir esse descontentamento, e se não conseguirem, cabe aos cidadãos juntarem-se e preencher essas lacunas.
Ontem foram as eleições europeias, os políticos estão assustados com a abstenção que foi muito elevada, mas acreditem, mais preocupados ficariam se o voto tivesse sido obrigatório e o número de brancos e nulos tivesse sido superior aos votos válidos.





 Barnabé : Sérgio Godinho 


Vieram profetas
Vieram Doutores
santos milagreiros, poetas, cantores
cada qual com um discurso diferente
p'ra curar a vida da gente
e a gente parada
fez orelhas moucas
que com falas dessas
as esperanças são poucas
mas quando o Barnabé cá chegou
Toda a gente arribou [bis]
Que é que tem o Barnabé que é diferente dos outros?

Vieram peritos
em habilidades
dizer que a fortuna cresce nas cidades
e que só ganha quem concorrer
e quem vai ser, quem vai ser
que vai ganhar, vai vencer?
E a gente parada
fez orelhas moucas
que com falas dessas
as esperanças são poucas
mas quando o Barnabé cá chegou
Toda a gente ganhou [bis]
Que é que tem o Barnabé que é diferente dos outros?

Vieram comerciantes
vender sabonetes
danças regionais, televisões, rabanetes
em suaves prestações mensais
e quem dá mais, quem dá mais? [bis]
E a gente parada
fez orelhas moucas
que com falas dessas
as esperanças são poucas
mas quando o Barnabé cá chegou
quem tinha ouvidos ouviu
quem tinha pernas dançou
Que é que tem o Barnabé que é diferente dos outros?

A BRIGADA ONTEM FOI VOTAR, PORQUE AINDA ACREDITA NA DEMOCRACIA.




sexta-feira, 21 de março de 2014

Cuidado com as imitações republicado e revisto (publicado em julho de 2007)



Será que temos uma democracia? Ou teremos um "espécie de Democracia?"

Ah se vocês sonhassem de que tijolos e cimento é feita a parede da nossa actual Democracia...

Acho que alguém se esqueceu de fazer fundações firmes e usou materiais de segunda e agora estamos nós a queixar que o edifício não está bom.

Antes demais queria deixar aqui vincado que existe gente honesta na política, e que pelo caminho que as coisas vão não estão para verem a sua vida pessoal devassada por jornalistas e jornais sem escrúpulos que não sabem o que tem valor.

Esta gente boa não quer trocar a privacidade e a sua zona de conforto para dar de si à causa do bem comum, como eu os compreendo.

Espantados que haja gente boa?

Não estejam, é a sério que falo, eu conheço alguns.

Mas vamos à questão que primeiro coloquei e nesta análise devemos cingir-nos aos critérios científicos (que é para isso que eles servem).

Afinal o que é a Democracia?

Democracia é: o governo do povo, ou seja, quer isto dizer, a soberania reside no povo.

O que teoricamente é o mesmo que dizer que é ao povo que cabe ter o poder.

E ter poder implica ter participação nas decisões, poder opinar e votar nelas.

Mas, caros concidadãos, sabeis vós tão bem quanto eu que isto aqui não é a Suíça, não somos assim tão poucos e não temos um Estado do tamanho do Alentejo.

Porque apesar de muitos defeitos, pois não existem sistemas perfeitos, a Democracia Suiça funciona, e o povo têm maior capacidade de decisão que o povo Português, dizendo de outra maneira, o povo Suíço tem real participação directa na política suíça.

É que se tivéssemos o tamanho da Suiça, argumentam os teóricos, os mesmos que têm por convicção retirar poder ao povo, então, dizem eles, teríamos a possibilidade de fazer referendos permanentes, para questões prementes ou outras que afectam o dia a dia dos cidadãos.

Quanto a mim, aqui o problema da participação é outro, já que o ~2alegado problema de tamanho do país, se anula quando vemos que um país grande como os EUA, esse tipo de participação, é real e faz parte da sua Democracia.

Eles escolhem em primárias quem está melhor colocado para o se candidatar ao Senado e ao Congresso, eles elegem o "Xerife" do seu condado, eles elegem os juízes, validam ou não decisões ou futuras decisões das câmaras.

O poder neste momento reside no Estado, mas o Estado é todo o povo, e qualquer Estado só tem sentido existir se tiver soberania, daí que a Soberania reside no povo.

E o que é a Soberania ?
É o Poder político, de que dispõe o Estado, de exercer o comando e o controle, sem submissão aos interesses de outro Estado.

Se a Soberania é do Estado e o Estado somos todos nós, então a Soberania está dividida por cada um de nós, e todos nós em conjunto fazemos a soberania do Estado.

Vamos fazer as contas à Soberania, somos cerca de a 10 milhões de Portugueses, então dividimos a Soberania por 10 milhões dá 1/10.000.000 de soberania a cada português, ou seja é um cagagésimo a cada um.


Por ser uma conta tão ínfima a cada um, no nosso e nos outros países, houve uns ideólogos políticos, no Sec. XIX que pensaram e disseram que não poderia ser.

Pois o Estado tinha de ser forte, e não poderíamos a soberania assim disseminada  e que para o país (este e os outros) ser funcional teríamos de concentrar a Soberania.

Ora concentrar a Soberania,ou seja o poder de decidir num só órgão, pode tornar o Estado mais forte, mas retira poder de decisão ao povo.

Não! Não defendo Estados fracos, mas também não defendo povos sem poder de decisão, ou com poder de decisão de 4 em 4 anos.

Isso já ficou demonstrado que somos enganados, que os políticos dão o dito por não dito, e depois a malta é que se trama.

A Democracia Republicana, onde o Povo é o centro de todas as coisas, onde o povo teoricamente deveria decidir, foi transformada numa Democracia de poucos grandes Barões.

E estes grandes Senhores disseram-nos, melhor dizendo impuseram-nos (com a força das armas que tinham) ao estilo D. CORLEONE "I will make him an offer he can not refuse", usurpando o poder legítimo que lhes foi dado,  concentraram e distribuíram a nossa soberania mitiganado assim a Democracia por 5 ou 6 centro de decisão, e que nenhum deles é o povo, e pior em que alguns deles o povo nem decide.

Esses centros de decisão são: Presidente da República, Governo, Assembleia da República, Tribunais, Tribunal Constitucional, Conselho de Estado, Partidos e outros que não são visíveis.

Passámos assim a nossa quota parte de soberania para os Deputados, Tribunais e outros, mas como não podiam passar a soberania sem dar nada em troca, e em troca deram -nos a possibilidade de podermos eleger de 4 em 4 anos os Deputados à Assembleia da República, criando-nos a ilusão de que são eles que nos representam.

Mas ainda estamos a seguir as regras de Monstesquieu do poder tripartido do Estado (e o Estado é o povo), que está dividido em Poder Legislativo, Executivo e Judicial.

Ou seja de todos os poderes subdivididos do Estado, só 1/3 é escolhido por nós, o poder legislativo.

E a nossa escolha é só para quem nos representa, o resto das políticas a adoptar efectivamente não é. Porque apesar deste sistema de partidos lhes impor um programa que devem seguir, no próprio dia das eleições eles já o estão a mudar.

Ou seja, O POVO FICOU SEM O PODER, e se o Estado é o Povo, e o Estado está concentrado em meia dúzia, logo o Estado são meia dúzia.

Mas insistem em nos iludir, e é por isso é que se diz que "Votar" é utilizar a nossa "arma".
Mas os políticos espertos deram-nos a arma mas ....com munições de salva e nós bem que disparamos mas isto fica tudo na mesma.

Logo não vale a pena andarmos por aí aos tiros.

Analisando o caso Português, na A.R., são 230 os Deputados que representam os 10 milhões de portugueses, logo a parte da soberania que está na A.R., cabe a representação de cada deputado 43.478,2 de cidadãos, que detinham essa soberania ou seja representa quarenta e dois mil, quatrocentos e setenta e oito vírgula dois da Soberania dos Portugueses.

Quem representa tantos portugueses ao mesmo tempo, obviamente não representa ninguém, fala por toda a gente e não fala por ninguém em concreto.

Mas se quisermos ir mais fundo, vemos que os Deputados são eleitos por distritos, distritos esses que representam uma área geográfica enormíssima, composta por todos os concelhos desse Distrito, ou seja além de representar aquela parte do território representam também os cidadãos eleitores e não eleitores que lá vivem.
De salientar que algures na Constituição da R.P. consta que o Deputado representa o todo nacional (daí, não sei se se lembram, que se deu na A.R. "a bronca do queijo limiano" ou seja, a bronca deu-se quando alguém que era deputado disse que era eleito por Ponte de Lima e com contrapartidas locais quis fazer um acordo nacional.

Pois é caros leitores (isto já parece o estilo Almeida Garrett, a dirigir-se aos leitores...), isto acontece porque temos um sistema de eleição de Deputados que já não responde nem corresponde às necessidades.

Mas acaso vós sabeis como é que esses deputados são escolhidos?

A escolha de deputados não é feita como nos EUA (primárias), como acima já referimos, a escolha dos deputados é feita da seguinte maneira:

Os Deputados são escolhidos por partidos e nos partidos.
Por isso é aos partidos (não aos eleitores) que os deputados devem fidelidade e submissão, pois foram os partidos que os escolheram e indicaram e voltarão a indicar se estes se portarem bem.

Convém referir que a maioria dos partidos está dividido por Distritais e estas em Concelhias.

Essas Distritais representam geograficamente o Distrito e as Concelhias são as células que representam o partido no concelho, isto tudo é supervisionado pelo partido nacional.

Os 230 deputados nacionais são divididos por Distritos, é um rácio feito consoante a população do Distrito, Lisboa e Porto são os que elegem mais e a ilha do Corvo (ou o conjunto daquelas ilhas) elege só 1 se não estou em erro.

Ora a população do Corvo é inferior à dos grandes centros urbanos.
Aqui começa um desequilibro, o número de votos para eleger um deputado no Corvo é diferente do número de votos necessários para eleger um deputado em Lisboa.
Se o número para eleger fosse igual, ou teríamos de colcoar mais gente no Corvo ou aumentar o número de Deputados.
É por isso que existem uns deputados que para serem eleitos precisam de menos votos que outros, já que como tem de ser eleitos por Distritos, há distritos com menos e outros com mais população.

Mas voltemos à escolha, esta é feita da seguinte forma:

Dependendo de quem seja o líder do partido ser mais democrata ou mais ditador.
Se for mais para o Ditador pode avocar para a sua Comissão Nacional a escolha e ser dele a indicação dos 230 nomes e os suplentes que vão ser indicados para as listas dos Deputados.

Se for mais democrata descentraliza, mas aqui existem vários estágios de Democracia, se o líder for mais democrata, só escolhe os cabeça de Lista dos Distritos, e deixa os restantes nomes para serem escolhidos pela Distrital, se for um pouco menos democrata, além dos cabeça de lista ainda exige uma quota parte das escolhas (isto tem a ver com o que se chama "ter a mão" no grupo parlamentar a ser eleito).

Assim do total dos deputados a serem indicados pelo Distrito, as distritais tem direito a um número X de deputados.

Mas não fica por aqui, tudo depende do líder da Distrital ser ou não democrata, lá voltamos nós ao mesmo, se o líder da distrital for mais para o democrata divide esse número de deputados a que a Distrital tem direito a indicar a uma escolha participada pelas concelhias que fazem parte do seu distrito (os partidos democráticos está claro, os outros é o comité central que os escolhe).

Assim sendo as concelhias indicam o número de elementos que lhes coube para candidatos a deputados à distrital, e assim se obtém a lista de deputados pelo distrito, depois de votado e aprovado pela Comissão Política Distrital e depois disso ratificada pela Comissão Política Nacional.

Imaginem agora a teia de interesses, guerras, traições, alianças,que por trás se jogam, para o fulano A ser indicado para deputado em detrimento do Fulano B, e depois de escolhido o Fulano A ir mais acima da lista que o B.

A questão do Secretario Geral/Presidente do Partido ter uma quota na escolha dos nomes para deputados, e os Presidentes das Distritais e o Presidente da Concelhia também terem essa quota, fazem com que a democracia se dilua nos interesses pessoais, porque geralmente as Concelhias são pequeninas e têm só o direito a indicar um deputado...

Ora adivinhem vós, se só existe um nome para indicar para Deputado, quem é que o Presidente da Concelhia vai indicar?
A resposta é A ELE PRÓPRIO (pleonasmo propositado), ou seja existe aqui um jogo de poder que perpétua sempre o mesmo

Que havia jogos de poder já todos sabíamos e agora eu disse como é que são jogados, mas não disse quais as regras do jogo, essas são mais complicadas e eu não as compreendi, senão já era deputado.

Mas imaginemos que existe, mais que um nome a ser indicado, e que até a escolha é quase Democrática, desçamos às Concelhias maiores com grande quota na respectiva Distrital, depois de se indicar a ele próprio o Presidente da Concelhia dá a possibilidade de os restantes deputados serem escolhidos pelos seus  correlegionários que pertencem à concelhia.

Mas não se iludam que o universo de escolha para nomes de deputados é o de 100% dos eleitores daquela Concelhia... não claro que não...

No caso da concelhia, existem membros que fazem parte dos órgãos e que foram eleitos (aí sim pelo universo dos 100% de correlegionários que estão inscritos no partido, naquele concelho) e que a eles cabe votar no numero de deputados disponível depois de depuradas as quotas que acima mencionei...

Bolas já estou cansado de escrever descrevendo esta democracia...

Isto é válido para quase todos os partidos, estas escolhas são feitas entre 3 a 6 meses antes das eleições serem marcadas.

Nos partidos (porque só os partidos podem apresentar listas de candidatos a deputados) dois anos antes já começaram a afiar as facas, para espetar nos camaradas/companheiros do partido para serem eles a concorrer a cargos.

Por isso é que existem tantas “broncas” nos partidos  PSD -PS-PP isto só para falar de alguns...
As broncas existem por causa do Poleiro meus caros... ah pois é...

E por isso as eleições internas são importantes, porque dão a possibilidade de terem cargos, ou julgam que determinado individuo e a sua equipa concorrem a uma concelhia ou uma distrital só porque gostam do partido?

Se fosse assim nunca mudavam de partido…

É por causa do poleiro, do poder de designar as quotas, do protagonismo, do lugar na Assembleia da Republica ou no Governo, ou na Câmara ou lugar de assessor...

É claro que alguns deles até têm boas intenções e quando os que têm boas intenções são eleitos beneficiamos todos disso.

Mas não julguem que os Presidentes de Concelhias e de Distritais é fácil. Tudo tem um custo, além dos fins de semana passados em reuniões, das noitadas, imaginem a chuva de telefonemas dos correlegionários a dizerem mal deste e daquele, ou então a auto-elogiarem-se que eles e só eles é que são bons e os indicados para o lugar, eles que sempre lhe foram fieis.

VALE TUDO.

E tal como nos empregos, em que há colegas que tratam da promoção no emprego lixando os colegas (eu que o diga que só tenho jeito para ser lixado) eles assim tratam de concorrer a deputados.

Chegada a hora da verdade, toca a votar internamente a escolha dos deputados... e a concelhia tem Y lugares para indicar à distrital, e esta possui uma faculdade que eu não tinha dito que é a de ordenar os nomes dos deputados na lista a indicar...ou seja pode ter sido o elemento mais votado, mas não caiu no goto do Presidente da  Distrital e vem cá parar ao fundo que é limpinho.

No final das eleições internas de um partido, existe muita gente furibunda... lixada mesmo... e então aí é que começam as manobras de bastidores... e alguns conseguem através dessas artimanhas políticas entrar nas listas... e até retirarem aqueles que eleitos “democraticamente” foram... pois ainda podem recorrer ao Secretário-Geral/Presidente do Partido.

Resumindo, caros bloguistas militantes, espero ter sido explicito ao dizer que quando as listas de deputados chegam até nós, já passaram por escolhas primárias internas na Concelhia, e depois numa segunda fase pela depuração da Distrital, pelos jogos de bastidores e pela aprovação final da Comissão Nacional do partido.

Ou seja a escolha foi feita plutocraticamente. 

Eu explico, com tanta teia de interesses internos, quem tem o dinheiro compra os votos, ou melhor sendo mais objectivo tem uma maior disponibilidade para fazer campanha e influenciar, a escolha é feita através do dinheiro e não do mérito, raramente as duas hipóteses coincidem.

E para não me alongar só dizemos que nos faltou falar das eleições internas dos partidos, e aí podem crer que vocês veriam que os métodos Estalinistas, ainda que ligeiros não foram erradicados e ainda são praticados.

Resumindo para a escolha dos Deputados, nós os cidadãos quando vamos às urnas, escolhemos a escolha da escolha, das escolhas conjuntas, ou seja nós escolhemos a quarta depuração.

Já perceberam que isto é a Democracia que temos neste momento é a Democracia Dos Amigos...
É por isso que são sempre os mesmos...

Existe um (até mais que um) método alternativo a este, que é o que se faz em França ou nos USA, que são as primárias, em que o povo escolhe quem do partido quer que seja indicado para deputado.

Ou outro método que  é o sistema misto, que é o método dos círculos uninominais e o circulo nacional como existe na Alemanha.

Ou um sistema que seja um misto dos dois.

Mas até lá temos que gramar esta imitação de democracia...



Cuidado com as imitações - Sérgio Godinho
Estimado ouvinte, já que agora estou consigo
Peço apenas dois minutos de atenção
É p'ra contar a história de um amigo
Casimiro Baltazar da Conceição

O Casimiro, talvez você não conheça
A aldeia donde ele vinha nem vem no mapa
Mas lá no burgo, por incrível que pareça
Era, mais famoso que no Vaticano o Papa

O Casimiro era assim como um vidente
Tinha um olho mesmo no meio da testa
Isto pra lá dos outros dois é evidente
Por isso façamos que ia dormir a sesta

Ficava de olho aberto
Via as coisas de perto
Que é uma maneira de melhor pensar
Via o que estava mal
E como é natural
Tentava sempre não se deixar enganar
(E dizia ele com os seus botões:)

-Cuidado, Casimiro
Cuidado, Casimiro
Cuidado com as imitações
Cuidado, minha gente
Cuidado, minha gente
Cuidado justamente com as imitações

Lá na aldeia havia um homem que mandava
Toda a gente, um por um, por-se na bicha
E votar nele e se votassem lá lhes dava
Um bacalhau, um pão-de-ló, uma salsicha

E prometeu que construía um hospital
Uma escola e prédios de habitação
E uma capela maior que uma catedral
Pelo menos a julgar pela descrição

Mas... O Casimiro que era fino do ouvido
Tinha as orelhas equipadas com radar
Ouvia o tipo muito sério e comedido
Mas lá por dentro com o rabinho a dar a dar

E... punha o ouvido atento
Via as coisas por dentro
Que é uma maneira de melhor pensar
Via o que estava mal
E como é natural
Tentava sempre não se deixar enganar
(E dizia ele com os seus botões:)

-Cuidado, Casimiro
Cuidado, Casimiro
Cuidado com as imitações
Cuidado, minha gente
Cuidado, minha gente
Cuidado justamente com as imitações

Ora o tal tipo que morava lá na aldeia
Estava doido, já se vê, com o Casimiro
De cada vez que sorria à plateia
Lá se lhe viam os dentes de vampiro

De forma que p'ra comprar o Casimiro
Em vez do insulto, do boicote, da ameaça
Disse-lhe: "Sabe que no fundo o admiro
Vou erguer-lhe uma estátua aqui na praça"

Mas... O Casimiro que era tudo menos burro
E tinha um nariz que parecia um elefante
Sentiu logo que aquilo cheirava a esturro
Ser honesto não é só ser bem falante

A moral deste conto
Vou resumi-la e pronto
Cada qual faz o que melhor pensar
Não é preciso ser
Casimiro pra ter
Sempre cuidado pra não se deixar levar

-Cuidado, Casimiro
Cuidado, Casimiro
Cuidado com as imitações
Cuidado, minha gente
Cuidado, minha gente
Cuidado justamente com as imitações"

Há cargas fantásticas, não há? Na tropa não há Democracia senão cada um carregava à sua maneira...mas vendo bem não é só na tropa.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Uma nova guerra mundial?




Não compreendo a necessidade dos humanos andarem sempre em conflitos armados.
A conclusão a que chego é que pouco evoluímos desde que nos tornámos homo-sapiens-sapiens.
A Europa já tinha andado à chapada, espadeirada e outras guerras sem sentido, quer europeus contra europeus, quer europeus contra árabes.
Mas foi sob o pretexto de terem morto o Arquiduque Franz Ferdinand, que os países começaram a 1ª Guerra Mundial, não é que não tenham havido outras, mas envolvendo países de todos os continentes (ou quase) não.
A ambição individual ( e leia-se individual, não só como um alienado que quer o poder absoluto no planeta, mas também individual, no sentido de um país querer ter o controlo de tudo e de todos porque se acha que é o melhor e os outros uns merdas).

Depois já se sabe, a Alemanha perdeu, por falta de Petróleo, e a questão ficou muito longe de ter ficado resolvida no Armistício.
Depois foi o que se sabe, reconstrução, depressão e alienação de um povo que bem conduzido propagandisticamente numa encenação, que hoje em dia ainda faz inveja a muitos, concentrou-se nos seus mitos e na superioridade de uma Raça que se dizia Ariana, e como tal, com poder para subjugar os outros.

Carregado de mentiras e de mitos urbanos, é certo, mas que encontrou ali no cadinho do descontentamento, de uma guerra mal resolvida, a semente de um mal que veio dar origem à segunda Guerra Mundial.

Sob o pretexto de terem sido expoliados, e empurrados para uma paz humilhante, os Alemães sob a mão de Adolf Hitler, iniciaram a 2ª Guerra Mundial, mais uma vez envolvendo países de todos os Continentes.
Resultado, voltaram a perder.

Mas sob o pretexto de implantar uma sociedade justa, livre, solidaria e igualitária, ou seja uma Sociedade Comunista, Stalin obrigou Churchill a "abrir uma cortina de ferro", e deu-se início à 3ª Guerra Mundial entre 2 super potencias (a Alemanha enfraquecida sem poder e sem muitas opções de escolha, optou pelo melhor dos 2 mundos e dividiu-se em 2, sabendo mais tarde que se voltaria a unir. Este parêntesis é uma piada minha, poderá eventualmente não espelhar a realidade).

Esta guerra, a chamada guerra fria (que a maioria o a quase totalidade dos historiadores apelida de guerra fria), foi na realidade a 3ª guerra mundial.
E esta foi subtil, peculiar e um aviso para as guerras que se lhe vão seguir.
Subtil, porque não se pareceu nada como uma guerra, peculiar, porque as partes em conflito, não se guerreavam entre si, manipulavam países terceiros e fornecia-lhes armamento e conhecimentos militares, para se guerrearem internamente ou com países vizinhos, lucrando as partes em conflito com os chorudos negócios que se fizeram.

Por isso o povo da terra, permitiu ou continuou a permitir, ditaduras como as de Salazar, Franco, as ditaduras da América Latina e de alguns países Africanos e asiáticos.
O conflito continuou até à pouco tempo , até que a Alemanha acordou e decidiu reunificar-se.
E a guerra acabou em 3 tempos.
A Alemanha despertou e, acordou os países asiáticos que andavam adormecidos, deixando os países árabes com um sono intermitente e agitado, indecisos se é altura de avançar com uma Jihad ou não, para já vão-se contentando com uns ensaios, que nos têm causado dores no coração e sentimento de instabilidade.
É o chamado efeito Borboleta representado na teoria do caos:
"Algo tão pequeno como o vôo de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo" - Teoria Do Caos
O Despertar da Alemanha, fez acordar o gigante Oriental, e todos sabemos que as culturas, as filosofias, apesar de terem muitos pontos de contacto também possuem ambições.

Os Orientais são mais subtis, e por estranho que pareça, mais pragmáticos que a reunificada Alemanha.
Quando acabou a 2ª Guerra Mundial, os humanos andavam, e ainda andam tão alienados e estupidificados, que para não se auto aniquilarem, fizeram os Direitos Do Homem.
Mas segundo se consta a maior parte destes direitos ou não foram ratificados pelos países orientais ou na prática nem sequer são tidos em conta.
Neste Teatro do mundo, já ninguém liga ao encenador chamado "Nações Unidas", Teatro de Guerra e pré-guerra, já acontece neste momento no mundo, se bem que poucos ligam ao teatro Sírio, e embora estejam atentos ao teatro Norte Coreano (que agora tem um novo actor principal, formado nas escolas do ocidente), também não são muitos os que compram bilhete para estar na primeira fila a ver, aos teatros africanos também poucos ligam, mas quanto ao teatro Ucraniano, todos estão a dar especial atenção e os bilhetes já estão quase esgotados.

A Ucrânia, está ali, suficientemente perto da Europa e da China e da Rússia, uma potencial Sarevo... e a Ucrânia está à batatada...a Europa está em crise e está toda atinadinha mas com um desejo de andar à batatada...e neste momento temos um gigante desperto, e os países árabes sedentos de uma Jihad.

O cenário está montado, e acho que deram aos Ucrânianos o pau para darem as pancadinhas de Moliére.
Se algo suceder, que eu espero que não aconteça, sinceramente, os conflitos e pré-conflitos existentes automaticamente se juntarão e lá estaremos nós em extremas dificuldades porque o Teatro da 4ª Guerra Mundial, vai ser pior do que nos filmes.
Em relação a este assunto, espero que esteja enganado...por muitos anos, na forma e no lugar.


"A BRIGADA NÃO É DE GUERRAS, A BRIGADA,É, E SEMPRE FOI  DE PAZ."

sábado, 21 de dezembro de 2013

EXCELENTE SOLSTÍCIO DE INVERNO! 2013

Caros Bloguistas Militantes,
Quero desejar a todos um EXCELENTE SOLSTÍCIO DE INVERNO!
É hoje às 17.11.
Estamos no dia em que comemoramos o dia do Renascer, dia 21 é a noite mais longa do ano.
Solstício de Inverno é um fenómeno astronómico usado para marcar o inicio do INVERNO.
É um momento no tempo, para ser cientificamente exacto.
Para quem tenha curiosidade vejam o site http://oal.ul.pt/ do Observatório Astronómico de Lisboa.
Ocorre normalmente por volta do dia 21 ou 22 de Dezembro ao mesmo tempo que ocorre o Solstício de Verão no Hemisfério Sul.
A palavra solstício vem do latim sol (Sol), e sistere (que não se move).
O solstício de INVERNO ocorre quando o sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do EQUADOR.
Esta data tinha grande importância para diversas culturas antigas que geralmente realizavam celebrações e festivais ligados às suas religiões.
Foi a Igreja,em substituição do Solstício de INVERNO que considerava uma prática pagã, que se diz que criou o Natal.
No calendário Chinês, o Solstício de Inverno chama-se dong zhi (chegada do Inverno) e é considerado uma data de importância extrema
Os povos da Europa pré-cristã, tinham uma grande ligação com esta data.
Segundo alguns, monumentos como Stonehenge eram construídos de forma a estarem orientados para o por do sol do solstício de inverno e nascer do sol no solstício de verão.
Entre os romanos os festivais eram muito populares.
Este período marcava a Saturnália, em homenagem ao Deus Saturno.
O Deus persa Mitra, também cultuado por muitos romanos, teria nascido durante o solstício.
Divindades ligadas ao Sol em geral eram celebradas também no solstício .
O solstício de Inverno indica o renascer do Planeta Terra, pois os dias começam a partir de hoje a ficar mais compridos.
Mas nesta época mais uma vez devemos dar atenção ao planeta de todos nós.
Este é o Inverno em que a nossa consciência ambiental tem de se revoltar contra as heresias que andam a fazer contra o Planeta.
Como dizia John Milton, no livro "Paraíso Perdido"-"Não acuses a natureza, pois ela fez a sua parte. Agora faz tua a tua.".
Estamos preocupados, andamos todos preocupados, sentimos que os anos e os séculos passaram pela Terra e o ecossistema que esta em si encerra está a entrar em entropia.
É certo que tudo tem um princípio e um fim, mas tem de ser na nossa ERA?
É verdade que as nossas atitudes ou omissões, tudo o que nós fizemos na Terra acelera a degradação, e muito do que está a acontecer a nós se deve, mas tem de ser na nossa ERA que isto dá o estoiro?
Esperamos que não, e quando der, que sejam causas naturais, e que já tenhamos descoberto formas de colonizar planetas noutras galáxias e que a humanidade seja mais natural e civilizada, e esteja em harmonia com tudo o que a rodeia.
Agora andamos preocupados... e esperamos que não sejamos acusados no futuro de nada ter feito... isso causa-nos angústia...
É bem verdade o que alguém (que não sabemos precisar quem) escreveu "sopram no iogurte os que se queimaram na sopa"- Pois assim estamos nós.
Ficarmos parados de braços cruzados, porque sempre foi assim e sempre há-de ser, não é uma atitude de um ser humano pensante... Dizia um amigo meu:
"Não evoluímos espiritualmente desde o tempo dos antigos Gregos", vejo todas as armas nucleares e toda a tecnologia que já conseguimos evoluir, mas intelectualmente ainda estamos no SEC. V A.C.”
Um premiado de ficção científica escreveu
"No fim , há um limite para os ensinamentos dos pais(...) . Para lá desse limite, o destino dos filhos está nas suas próprias mãos." David Brin, A guerra da Elevação, vol II, Europa América, pag.99.
O nosso destino está nas nossas mãos e não na divina providência... antes estivesse...
Nós comportamo-nos como autenticas bestas com o nosso meio ambiente.
Andamos a trair quem nos acolheu no seu seio, andamos a morder a mão a quem nos dá de comer...
David Brin, no livro "A guerra da Elevação", que eu já citei, escreveu o seguinte
"Ora- respondeu o chim , encolhendo os ombros.
-Que importância tem a traição e o ataque a um patrono? 
Tudo faz parte do meu dia de trabalho." vol II, Europa América, pag192. CHIM=CHIMPAZÉ, PATRONO= RAÇA QUE O ELEVOU A SENCIENCIA.
Pois é embrenhados nas nossas vidinhas, perdemos a capacidade de ver o global e as nossas pequenas "traições" desrespeitam tudo e todos, e dizem respeito a tudo e a todos; mas como diz o chimpanzé no livro citado "tudo faz parte do meu dia de trabalho".
Dou realce à mensagem que David Brin deixou no livro atrás citado e porque me tocou bastante.
Quem disser que os livros não nos mudam as perspectivas, está enganado. Redondamente enganado. E eu, já no pós-fácio do livro, mudei as minhas ideias, as minhas perspectivas e começo a mudar as minhas atitudes...
Não somos, não queremos, nem pretendemos ser uns evangelizadores, mas estas palavras dever-nos-iam fazer reflectir e repensar as nossas perspectivas e atitudes:
"Primeiro receámos as outras criaturas que partilhavam a terra connosco. 
Depois, quando o nosso poder aumentou, pensámos nelas como sendo nossa propriedade, uma propriedade de que poderíamos dispor como nos apetecesse. 
A falácia mais recente (bastante simpática, em comparação) é a de jogar na ideia que os animais são virtuosos na sua naturalidade e que só a humanidade é louca, viciosa, rapace e diabólica, um verdadeiro cancro maligno da criação. 
Este ponto de vista afirma que a Terra e todas as suas criaturas estariam muito melhor sem nós.
Só ultimamente começámos a seguir um quarto caminho, uma nova maneira de olhar para o mundo e para o lugar que nele ocupamos. Um novo ponto de vista sobre a vida. Poderemos ter evoluído, mas devemos perguntar a nós próprios se não seremos iguais aos outros mamíferos, sob muitos aspectos.

Não podemos tirar lições daquilo em que somos semelhantes? 
As diferenças não nos podem também ensinar qualquer coisa? 
Assassínio e violação, as mais trágicas formas de doença mental... encontramo-las agora também entre os animais, tal como em nós. O aumento do poder cerebral só exagera o horror dessas nossas disfunções, mas não é a sua causa. 
A causa é a escuridão em que temos vivido. 
É a ignorância. 
Não temos de nos encarar como monstros para propagarmos ou ensinarmos uma ética do ambientalismo. 
Hoje sabemos bastante bem que a nossa própria sobrevivência depende da manutenção de complexas redes ecológicas e da diversidade genética. 
Se destruir-mos a Natureza... morreremos. 
No entanto, há mais razões para protegermos as outras espécies, entre as quais uma que raramente- ou nunca - é mencionada. 
Talvez sejamos os primeiros com a capacidade de falar, de pensar, de construir e ambicionar, mas podemos não ser os últimos. 
Outros poderão seguir-nos nessa aventura. 
Talvez um dia venhamos a ser julgados quanto ao modo como desempenhámos o nosso papel quando éramos os únicos guardiões da Terra." - David Brin, in "a guerra da elevação-vol II", no pós-escrito, pag.311, ano 1987.
Pensem nisto, reflictam e ajam em consonância.
BOM SOLSTÍCIO DE INVERNO para TODOS!
"Virá um dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem. Haverá um dia no qual o "homem" conhecerá o íntimo dos "animais", e neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a "humanidade"! (Leonardo Da Vinci)


Letra Carlos Alberto Moniz
Vamos fazer amigos entre os animais
Que amigos destes não são demais na vida
Que vêm aqui mostrar
Que têm uma família como eu e tu

Só que esta mora numa outra casa
Que se chama (Digam!)
Arca de Noé!
Vamos lá ver como é
Arca de Noé
Há animais que falam como nós
Como eu e tu
Há animais que falam como nós
Como eu e tu
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA LUTA POR BOAS CAUSAS, BOM SOLSTÍCIO.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

“O que conta na vida não é o facto de termos vivido. É a diferença que fizemos para a vida dos outros.”

O bravo não é quem não sente medo, mas quem vence esse medo.
Nelson Mandela

Dizem que os Africanos quando morre uma criança, é para eles um motivo de profunda tristeza. A razão deste sentimento é  baseado na convicção de que a criança não pode viver a vida, e deixar uma marca.Já o mesmo não se passa  quando morre um idoso (e as imagens da TV espelhavam bem isso), é motivo de alegria, porque deixa um legado, uma ou várias marcas e pode ser recordado pelos feitos aqui nesta passagem pelo nosso planeta.

NELSON MANDELA Faleceu, Morreu o Madiba. Tinha 95 anos.

Dizia o Mago Merlim que "O fado dos homens é esquecer" 
Mas está nas mãos dos Seres Humanos "O NÃO ESQUECER", não esquecer este homem.
Este homem que marcou o seu tempo, mudando os paradigmas do passado, e lançando sementes e ideias para o Futuro.
Ele foi, é e será uma inspiração para todos nós. 
A sua postura, inteligência, maneira de ser, o seu pensamento, elegância, marcou a história, fez a história, escreveu a história, mudou a história.

Como disse o Presidente Obama faleceu “um homem corajoso e profundamente bom”.
As reacções oficiais foram :“O nosso querido Nelson Rolihlahla Mandela, Presidente fundador da nossa nação democrática, deixou-nos. Partiu pacificamente. Este é um momento de profunda tristeza. A nossa nação perdeu o seu melhor filho”, anunciou o Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, na declaração televisiva em que comunicou ao país – e ao mundo – a morte do herói e símbolo da paz, justiça e reconciliação nacional, aos 95 anos de idade.Mandela, que há meses se encontrava em estado crítico na sequência de uma infecção pulmonar, morreu tranquilamente às 20h50 (hora local) na sua casa de Joanesburgo, informou Zuma. “Agora está a descansar em paz”, prosseguiu o Presidente, sublinhando que “pela sua humildade, a sua compaixão e a sua humanidade, Mandela ganhou o amor de todo o país”. “E nós víamos nele aquilo que procuramos em nós próprios”, acrescentou.
“Sabíamos que este dia estava a chegar, mas nada poderá diminuir o nosso doloroso e profundo sentimento de perda”, completou Jacob Zuma, que disse que todas as bandeiras do país tinham sido baixadas a meia-haste – e assim permanecerão até ao funeral do líder histórico do Congresso Nacional Africano (ANC) e do movimento anti-apartheid, prémio Nobel da Paz em 1993 e o primeiro negro a presidir à África do Sul depois de eleições livres e democráticas.“Perdemos um dos mais influentes, mais corajoso e mais profundamente bom ser humano com que dividimos o nosso tempo nesta Terra. Nelson Mandela já não nos pertence. Ele agora pertence às eras da História”, declarou Barack Obama.
Ficheiro:Frederik de Klerk with Nelson Mandela - World Economic Forum Annual Meeting Davos 1992.jpg
 “Através da sua enorme dignidade e da sua indomável vontade de sacrificar a sua própria liberdade pela liberdade dos outros, Madiba foi capaz de transformar a África do Sul e de emocionar o resto do mundo. O seu percurso de prisioneiro a Presidente é a melhor ilustração da promessa de que os seres humanos e os países podem sempre mudar para melhor”, referiu Obama.“Perdemos um dos mais influentes, mais corajoso e mais profundamente bom ser humano com que dividimos o nosso tempo nesta Terra. Nelson Mandela já não nos pertence. Ele agora pertence às eras da História”, declarou Barack Obama. “Através da sua enorme dignidade e da sua indomável vontade de sacrificar a sua própria liberdade pela liberdade dos outros, Madiba foi capaz de transformar a África do Sul e de emocionar o resto do mundo. O seu percurso de prisioneiro a Presidente é a melhor ilustração da promessa de que os seres humanos e os países podem sempre mudar para melhor”, referiu Obama. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, lembrou o líder sul-africano como “um gigante da justiça e um homem simples e inspirador”. “Ninguém fez mais no nosso tempo para promover os valores e as aspirações das Nações Unidas. Nelson Mandela mostrou-nos como é possível, no nosso mundo e em cada um de nós, acreditar, sonhar e trabalhar pela justiça e a humanidade”, observou. “Ele foi capaz de tocar as nossas vidas de uma maneira que era profundamente pessoal”, notou.Quando todos se conformam, com o "é assim, sempre foi assim, e sempre assim será", existe alguém que rema contra a maré, e é o nosso herói porque rompe com a rotina social, e a todos dá esperança.Corajoso na batalha e grandioso no perdão depois da vitória, é o combatente que nós gostaríamos de ser.Este gesto de Nelson Mandela em que apenas aceitou sair da prisão quando recebeu garantias de que todos os outros prisioneiros políticos seriam libertados como ele, é muito significativo.Num mundo de egoísmos ele marca a diferença para melhor.No entanto fico feliz de ser contemporâneo de um Ser Humano como Nelson Mandela também viveu.

Tocou-me este discurso de tomada de posse:

O Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É a nossa luz, e não a nossa escuridão, que mais nos amedronta.
Nós nos perguntamos: "Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?" Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?...Ser o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de si.
E à medida que deixamos a nossa própria luz brilhar, que inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo".

(Discurso de posse, em 1994)
Nelson Mandela

Não sou Africano, e apesar das memórias, dos feitos, da importância que este ser humano teve, com o seu desaparecimento estou triste, profundamente triste.É tão triste que quando a esperança morre.E hoje a esperança morreu para os bons, e quando isso acontece, todos sabemos o que se segue.Quando um revolucionário morre, inicia-se uma revolução.

Por isso 

CHOREMOS! 

CHOREMOS! 

CHOREMOS!

Nelson Mandela (1918-2013)




A BRIGADA ESTÁ PROFUNDAMENTE TRISTE. MAS GRAÇAS A NELSON MANDELA NÓS SABEMOS QUE OS SERES HUMANOS E OS PAÍSES PODEM SEMPRE MUDAR PARA MELHOR.
OBRIGADO MADIBA. MUITO OBRIGADO E ATÉ SEMPRE “Tata”.

Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.
Nelson Mandela