As minhas cachadas no Geocaching

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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Mais uma corrida mais uma viagem….Parte 1



Detestamos desculpas de mau pagador, mas detestamos ainda 
quando essas desculpas só servem para nos “enfiar barretes” e 
adulterar evidências, alterar estatísticas, impor tendências e 
comportamentos e sobretudo opiniões inevitáveis.
Vamos explicitar.
Somos da Capital do País (mas sei que outros cidadãos do país que 
são servidos por transportes públicos se queixam do mesmo), e 
somos usuários dos Transportes Públicos, ou seja, nas nossas deslocações 
para qualquer parte fazemos maioritariamente pela companhia CARRIS.

Ora esta companhia tem vindo PROPOSITADAMENTE 
(a palavra é consciente e intencional) a degradar 
a “oferta de serviços” que disponibiliza a todos os que 
deles têm de usufruir nas suas deslocações.
Porque é que dizemos propositadamente?
Porque é que afirmamos que quer impor tendências 
e comportamentos e condicionar opiniões?
Pela simples razão que esta Companhia outrora foi uma 
companhia respeitável e que estava ao serviço dos clientes, 
ao contrário de hoje que se está a servir dos clientes, 
e mais grave, desconfia dos seus clientes, e fá-lo 
porque tem uma posição abusiva do mercado, e não tem 
quem a controle, está em “roda livre”.

Vamos aprofundar os argumentos.
O que dizemos, como passageiros frequentes do (mau) 
serviço prestado pela CARRIS, 
foi o constatar de uma política de “Factos consumados” e 
que passamos a especificar:
Até ao princípio dos anos 90 do Séc. XX, época em 
que extinguiu (mal) os “picas”, e não sabemos se também 
os “expedidores” e os “controladores de carreiras”, homens que 
contribuíam para fazer fluir os Transportes públicos.
Mas vamos aprofundar mais, “listando”, os factos consumados 
que nos fizeram pensar que tudo isto são inevitabilidades, e 
depois especificaremos os defeitos e os efeitos que cada um teve 
para que estejamos a culminar neste péssimo serviço:

1.     Passagem de uma equipa de transportes 
para Agente único.
2.     Aniquilação da função de Expedidor.
3.     Recusa para a mudança (que se fez em toda a Europa) 
de adquirir veículos de duas portas para três portas.
4.     Encurtamento de carreiras
5.     Mudança/redução das paragens,  intermodalidade 
e rendições
6.     Recusa em fazer carreiras circulares.
7.     Recusa em fazer carreiras de Bairros
8.     Recusa de seguir a tendência Europeia e seguir o 
protocolo de quioto, acabando com linhas de eléctricos.
9.     Aniquilação das carreiras de eléctricos transformando-os 
em carreiras turísticas
10.   Aniquilação da História da Companhia, acabando 
com Autocarros de dois andares e eléctricos com atrelados.
11.   Redução do horário das carreiras
12.   Aumento do tempo entre carreiras
13.   Manutenção do material circulante
14.   Não dimensionamento dos transportes à situação, 
exemplo usar eléctricos pequenos para grandes eventos
15.   Recusa de diálogo com outras companhias, 
impedindo interfaces de transportes eficazes.
16.   Recusa de fazer paragens que facilitem as entradas e 
saídas, ou de adquirir autocarros que o permitam fazer.
17.   Recusa em fazer carreiras a noite inteira.
18.   Em termos de bilhética:
a.     Abandono das zonas e Implementação 
da tarifa única
b.     Aumento brutal da tarifa do eléctrico 
e elevadores

Vamos então especificar os pontos um a um que, por 
serem impostos unilateralmente, nos foram dados como 
factos consumados, e que condicionam a opinião crítica 
dos utentes, que levam sempre com a mesma desculpa 
“devido a factores económicos, temos de reduzir custos, 
e por isso a partir de agora é assim…”.

Esquecendo que estas imposições unilaterais, foram 
empurrando os cidadãos para o uso individual de carro, e 
foram feitas numa altura em que na Europa a tendência era 
de os povos usarem e usufruírem mais dos transportes públicos.
Se fossemos uns tipos desconfiado, diria que esta atitude 
da CARRIS, foi feita em conluio com os Taxistas e com 
os vendedores de automóveis, é que à mulher de César 
não basta ser séria, tem de o parecer.

A CARRIS, esquece que para o Ser Humano, o tempo é 
algo essencial, e que deve fazer esperar o mínimo possível os 
passageiros pelo transporte seguinte.
Acresce a isto tudo que a CARRIS é uma entidade certificado 
por uma “ISO”, e que tem um livro de reclamações, 
mas reclamar para quê se nós não vimos efeitos práticos 
dos nossos protestos, e chegam-nos ecos, que quem sofre 
as consequências das más política, más decisões, das más 
opções da empresa são os motoristas….

A política que a CARRIS segue, seria impensável na Suíça, 
na Alemanha ou mesmo em França, tem sorte no povo que serve 
porque é um povo resignado, e que não tem tido, nesta área 
políticos à altura para resolver a situação.
É por todas estas situações que a nossa opinião é que esta 
companhia devia passar para as mãos da Autarquia, 
pois aí sabíamos com quem podíamos falar, 
e se nada resolver, já sabem que não ficam lá por mais 4 anos.

A BRIGADA DESLOCA-SE EM 
TRANSPORTES PÚBLICOS, PREOCUPA-SE 
COM O AMBIENTE, e, ANDA FARTA DE VER A 
COISA PÚBLICA MAL GERIDA.

De manhã cedinho eu salto do ninho
E vou pra paragem
De bandolete à espera do 7 mas não pela viagem
Eu bem que não queria
Mas um certo dia eu vi-o passar
E o meu peito séptico, por um pica de elétrico
Voltou a sonhar

A cada repique, que soa do clique
Daquele alicate
Num modo frenético, o peito séptico toca a rebate
Se o trem descarrila o povo refila
E eu fico num sino
Pois um mero trajeto no meu caso concreto
É já o destino

Ninguém acredita no estado em que fica
O meu coração
Quando o 7 me apanha
Até acho que a senha me salta da mão
Pois na carreira desta vida vã
Mais nada me dá a pica que o pica do sete me dá

Que triste fadário e que itinerário tão infeliz
Cruzar meu horário
Com o dum funcionário de um trem da carris
Se eu lhe perguntasse
Se tem livre passe pró peito de alguém
Vá-se lá saber
Talvez eu lhe oblitere o peito também

Ninguém acredita no estado em que fica
O meu coração
Quando o 7 me apanha
Até acho que a senha me salta da mão
Pois na carreira desta vida vã

Mais nada me dá a pica que o pica do sete me dá



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