As minhas cachadas no Geocaching

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Quando o mar bate na rocha (intro)

Caros Bloguistas Militantes
Este post é um daqueles que tem 26 partes, esta é a introdução...
A Situação económica que nós, Portugal, estamos a passar neste momento, é uma situação que sofre de um certo efeito de arrastamento devido a um ataque bem planeado ao EURO por parte dos especuladores.
Eu explico melhor, a Europa ao criar o Euro e a zona euro, fez nascer uma moeda forte que compete directamente com o Dólar.
E compete de tal forma, que na sua curta existência o passou para segundo lugar e está mesmo a tomar o lugar daquela moeda como moeda principal nas trocas comerciais mundiais.
Mas as causas nunca são solitárias, alia-se a isto uma China forte que possuí mais de 60% da dívida americana nas suas mãos e possuí também internamente um mercado que não respeita os direitos dos trabalhadores, isto tudo é complementado com um mercado mundial completamente desregulado após a queda do muro de Berlim.
A China é o pais mais populoso do mundo, com cerca de 1/5 da população mundial, e ao dar finalmente por isto, vê que pode ditar tendências e mandar no mercado, está assim a tornar-se num gigante económico, como as suas indústrias não possuem regulação ambiental e em termos de direitos dos trabalhadores e da protecção dos mesmos fica muito aquém recorrendo mesmo a trabalho infantil, é este "cadinho" em que vivemos que está a começar a bitolar esta confusão onde estamos metidos.

A China, vai passar dos produtos copiados e manufacturados sem muito rigor para uma indústria de ponta... mas até lá ... estamos num impasse.
Estão os EUA a ficar sem a supremacia económica que desde a segunda guerra lhes foi muitíssimo favorável. O ataque das empresas de rating e as falsas notícias em jornais internacionais que apoiam esse ataque, fazem parte de uma orquestração feita para a sobrevivência da supremacia americana ou das suas multinacionais (não culpo directamente o governo americano,pois o dinheiro não tem pátria), mas o atacar o euro e tentar liquída-lo ou pelo menos colocá-lo num patamar abaixo do Dólar americano é sem dúvida uma das calamidades que nos está a acontecer.
E isto sou eu que não percebo rigorosamente nada de economia e assumo...não sou como os economistas que dizem que entendem mas andam completamente à nora.
A falta de pulso político e de liderança na Europa o facto de ainda não ter achado um rumo para a Europa bem vincado e comum caminho consolidado, o facto de ter havido um "esquecimento" de uma medida protectora do Euro e a evidência do não aparecimento de uma autoridade reguladora/fiscalizadora, tornou a Europa vulnerável aos ataques que tem sido alvo.
E por onde começar os ataques? Tal e qual numa guerra convencional (mas neste caso a nível económico) começaram por atacar o país mais vulnerável da zona euro que era a Grécia.
A Grécia, era um alvo apetecível pois é um país que andou a mascarar as suas contas e ninguém na Europa viu ou pode ver ou quis ver a situação. Os manobradores da estratégia/tragédia grega que conseguiram esconder ou mascarar a situação durante anos, estão de parabéns, pois fizeram-no com sucesso até agora, claro que é verdade que a consequência dos seus actos nos conduziram a isto tudo, mas que foram hábeis, lá isso foram. O que eu não entendo é que com uma Europa com os seus eurocratas tão rigorosos, pelo menos o são na agricultura, em que uma vez mandam retirar vinhas e oliveiras e na outra vez as mandam plantar, numa confusão que se instalou há muito na terra e que levou muitos agricultores a desistir, e cuja PAC é responsável pelo aumento inusitado da Imigração na Europa, estes eurocratas tiveram o seu contágio a nível dois seus pares da economia. Estes eurocratas que nos políticos "mandam", pois é através deles e dos seus conselhos e orientações que as medidas são tomadas, erraram e deixaram vulnerável o euro e a Europa ao ataque que se iniciou e está em curso.
Portugal, Espanha e a Irlanda, são os países que sofreram das mentiras propaladas para este ataque ao Euro e à Grécia... o mito urbano que diz que os latinos são por norma os menos rigorosos em relação ao países do norte da Europa, foi levado à prática e tornou-nos no alvo secundário deste ataque.
Inventando notícias, destabilizando mercados, tornaram ou querem tornar verdadeiras as situações que dizem que esses países estão a passar. Porque isto da alta finança uma mentira tem um efeito explosivo, assim que é colocada o pânico rebenta. As empresas de rating são uma espécie de carroceiro que tem a cenoura e fazem andar o burro... este carroceiro que coloca a cenoura mais perto ou longe do burro para o fazer andar são eles que influenciam o mundo económico financeiro no mundo.
E quem os fiscaliza? As cenouras são eles que as possuem os burros somos todos nós que estamos sujeitos aos caprichos deste carroceiros, e estes estão a colocar a nossa cenoura cada vez mais longe e é cada vez mais pequena.
A escola económica de Chicago, onde em temos se reuniu a finança e a política para aprovar medidas para as décadas seguintes, tendo ficado conhecidos por Chicago Boys, estão a levar a deles avante e nós estamos a ver e a reagir tal e qual como eles previram.
Os mercados estão a receber mensagens dúbias e contraditórias e não sabem como reagir, e quando não sabem como reagir, reagem todos da mesma maneira, como um rebanho de carneiros e ovelhas, reagem mal... e a reacção é precaverem-se e isso implica ter menos mercado, pois há retracção, havendo retracção não há crescimento, não havendo crescimento mais o rebanho se precavê... etc...
Os Estados perderam autonomia para estas empresas que são comandadas por esta gente que anda atrás da demanda do grande capital.
E este grande capital é transnacional, são eles que arbitram a economia mundial, logo a portuguesa também, mas tal como um árbitro sectário está comprado e age tendenciosamente para o lado que lhe convém, e nitidamente esse lado não é o lado europeu, não é o nosso, e por isso entramos no jogo já a perder, por muitos golos que marquemos eles irão sempre ser anulados por fora de jogo. Nós, Europeus, apercebemo-nos tarde da situação e estamos a tomar medidas urgentes que servem para colmatar o nosso erro, o erro de termos acordado a meio do jogo. Ora para a estratégia de quem nos ataca esta reacção era a reacção prevísivel.
Como diria Sun Tsu, no seu Manual "A arte da Guerra", obviamente que tinha de haver uma reacção do inimigo ao ataque... aliás foram eles próprios, que forçaram esta reacção, através dos ataques especulativos que a isso obrigaram.
Ao preverem esta reacção à acção, sabem que essa reacção vai ter efeito negativo nos povos, pois ninguém gosta das medidas que vão ser obrigatoriamente tomadas que são: o aumentar os impostos, o baixar os salários, o abdicar de parte ou da totalidade do 13º e do 14º mês, direitos adquiridos por parte do povo europeu e que os mandadores da alta finança não gostam porque lhes sai muito caro.
E como eles sabem que quem paga são sempre os mesmos e nunca eles pois os governos não tem coragem de tomar as reais medidas que são necessárias que seriam aquelas que iam fazer-lhes frente.
Sabem que assim podem controlar e manipular estes fracos governos que estavam numa tentativa de se fortalecer através de uma união económica e monetária. As medidas de austeridade que estão a ser tomadas estavam e estão assim a ser previstas pelos prepetores deste ataque.
E esfregam as mãos de contentes, estão a destabilizar os já fracos governos europeus individual e colectivamente.
Isto quando o mar bate na ....e está a bater...quem se lixa é o mexilhão.
Atacaram o nosso país, a Espanha, a Irlanda, tendo começado pela Grécia, que era o país mais vulnerável, comprando-nos e colando os 3 países à situação grega, não fizeram nada mais do que fizeram há uns anos atrás aos países do terceiro mundo, classificando-os como tal... com esta desclassificação de rotulamento com o nome de terceiro mundo, fizeram com que eles continuassem como países pobres e à margem da alta finança mundial.
O problema é que não estamos todos, desde a Alemanha a Portugal, a reagir como deveríamos, o problema é que estamos todos a reagir todos da mesma maneira.
Este é o principal trunfo dos Chicago Boys, é esta reacção generalizada que é toda da mesma maneira, e porque é que isto acontece? Isto acontece porque infelizmente as universidades de Economia não fizeram o seu papel, ensinam todas da mesma cartilha, é por isso que os economista que são todos da mesma escola, reagem todos da mesma maneira; não existem economistas que digam que "O Sol não anda à volta da terra". Economistas com pensamento diferente não existem ou se existem não se manifestam ou então não estão a ter peso relevante.
As escolas de pensamento económico europeu não são diferentes das escolas dos EUA. Eu sou fiel e continuo a defender a máxima que o político Sueco já falecido, Olof Palm, dizia: Não quero acabar com os ricos, o que eu quero é acabar como os pobres.
E para que essa filosofia singre existem outro tipo de políticas a tomar.
Os que não querem saber disto para nada, vão ter uma dura realidade pela frente, é que a tensão social começa a aumentar, vai começar a sofrer do efeito de alastramento e se os desempregados se unirem na Europa... é que já são mais de 20 milhões... e quando isto pegar fogo, vamos infelizmente ter problemas graves de distúrbios e estaremos a contribuir para que o plano de ataque ao Euro que a alta finança gizou vá resultar em pleno.
Tudo isto não esconde nem mascara o facto de que a crise Portuguesa seja uma dupla crise. Ela é conjuntural e estrutural. Por um lado é a crise provocada pela situação internacional e o ataque ao euro e essa crise é conjuntural e por outro lado temos o facto de nós sermos realmente uns tipos que temos empresários e as suas confederações mal formados e preparados e um Estado que se enredou na sua própria teia e também temos trabalhadores e os seus sindicatos sem rumo e com isto tudo temos um problema estrutural, pois a nossa produção e matéria prima é deficitária e sem imaginação.
Temos de apontar caminhos, arranjar estratégias, diferentes das habituais, mas que sejam consonantes com o bem estar social. Por isso perguntamos:
Por onde ir?
Que caminho seguir?
Que fazer?
Que medidas a tomar?
Não é fácil, pois os adversários são poderosos e com uma excelente estratégia ganhadora. Vou deixar aqui os tópicos e os próximos posts será o desenvolvimento destas ideias, não estarão por ordem nem poderiam estar, com umas sei que alguns concordarão com outras sei que outros discordarão, mas é a minha perspectiva que não sou economista e não sigo a escola de Chicago, e sei que os que seguem essa escola, ou seja a grande esmagadora maioria, dirão que não pode ser e apontarão logo defeitos.
Relembro que por muitos defeitos que apontem, os principais responsáveis para chegar a esta situação, foram eles, e que não tem soluções para o que está a acontecer.
A minha receita, que não é milagrosa, é para ser aplicada em Portugal e as outras, mais globais, é com o intuito de as aplicar na Europa e quiçá no mundo inteiro, o que sei é que as minhas soluções não serão as únicas mas são as seguintes,começo pela mais polémica:

  1. Não e paga! Não se paga!
  2. O sorteio da ilha de Malta
  3. O caso dos Impostos dos países do norte da Europa e nos EUA;
  4. Acabar com o PEC colocando as caixas on line
  5. Ambiente, transportes e Grandes Empresas públicas
  6. Taxação dos veículos particulares na entrada das cidades, importação de energia
  7. O exemplo vem de Mafra
  8. Cumprir horários e "la siesta"
  9. A justiça elementar , os advogados e a regulamentação das leis.
  10. A transparência e a publicidade das contas e os impostos justos (não é só a oposição que tem o direito de ser informada, mas todos os cidadãos)
  11. Regulação efectiva e eficaz da economia, tabelação temporária dos preços pelo governo
  12. Os bancos não fogem : Grandes fortunas, bancos, e outros : fiscalização e pagamentos de impostos e paraísos fiscais
  13. Lei dos solos, arrendamentos e especulação imobiliária
  14. Função pública esse elefante branco que temos de pintar de outra cor, orçamento de base zero
  15. O sector primário, a agricultura biológica, a PAC e outros eurocratas;
  16. O sector secundário
  17. O sector terciário
  18. Analfabetismo, religião e o laicismo do estado
  19. Salários
  20. Sindicatos e afins
  21. Patrões e suas confederações
  22. Concertação social
  23. A nota de euro
  24. Reforma da política interna 1
  25. Reforma da política interna 2, as forças armadas e outros
  26. Reorganização e fortalecimento da União

Pronto e resumindo são estes os títulos dos próximos 26 posts que eu vou tentar escrever, para dar a minha perspectiva sobre a solução económica e as estruturas que a devem suportar... para que a Democracia vença e a República também em Liberdade. Igualdade, Fraternidade e Solidariedade.

Sonho Impossível- Chico Buarque
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA ATÉ FAZ SACRIFÍCIOS MAS TEMOS DE SER TODOS A FAZÊ-LOS E EM PARTES IGUAIS NÃO UNS MAIS QUE OUTROS.

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