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Acerca de mim

Toda a brigada tem um cabo... todo o cabo pode chegar a Imperador... todo o Imperador pode mudar o destino de uma nação ... todas as nações podem mudar o destino do mundo ou não...

domingo, 21 de março de 2010

Bom Equinócio da Primavera

Virá um dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem."(Leonardo Da Vinci)
"Haverá um dia no qual o "homem" conhecerá o íntimo dos "animais", e neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a "humanidade"! (Leonardo Da Vinci)
Caros Bloguistas Militantes,
Quero desejar a todos um EXCELENTE Equinócio da Primavera!
Hoje comemoramos o dia em que é o Princípio da Vida, depois dos dias de Inverno.
O Planeta TERRA renasce
Hoje é o dia da Àrvore, por isso, devemos dar mais atenção ao planeta de todos nós.
Já que parece que ninguém lhe deu a devida atenção.
Eu já tinha dito o mesmo sobre este assunto.
É esta Primavera que a nossa consciência ambiental tem de se levantar contra esta apatia.
Como dizia John Milton, no livro "Paraíso Perdido"-"Não acuses a natureza, pois ela fez a sua parte. Agora faz tua a tua.".
Estou preocupado, andamos todos preocupados, sentimos que os anos e os séculos passaram pela Terra e o ecossistema que esta em si encerra está a entrar em entropia.É certo que tudo tem um princípio e um fim, mas tem de ser na nossa ERA?
É verdade que as nossas atitudes ou omissões, tudo o que nós fizemos na Terra acelera a degradação, e muito do que está a acontecer a nós se deve, nmas tem de ser na nossa ERA que isto dá o estoiro?
Espero que não, e quando der, que sejam causas naturais, e que já tenhamos descoberto formas de colonizar planetas noutras galáxias e que a humanidade seja mias natural e civilizada, e esteja em harmonia com tudo o que a rodeia.
Agora andamos preocupados... e espero que não seja acusado no futuro de nada ter feito... isso causa-me angústia...
É bem verdade o que alguém (que não sei precisar quem) escreveu "sopram no iogurte os que se queimaram na sopa"- Pois assim estamos nós.
Ficarmos parados de braços cruzados, porque sempre foi assim e sempre há-de ser, não é uma atitude de um ser humano pensante...
Dizia um amigo meu:
"Não evoluímos espiritualmente desde o tempo dos antigos Gregos", vejo todas as armas nucleares e toda a tecnologia que já conseguimos evoluir, mas intlectualmente ainda estamos no sec V A.C.
Um premiado de ficção científica escreveu
"No fim , há um limite para os ensinamentos dos pais(...) . Para lá desse limite, o destino dos filhos está nas suas próprias mãos." David Brin, A guerra da Elevação, vol II, Europa América, pag.99.
O nosso destino está nas nossas mãos e não na divina providência... antes estivesse...
Nós comportamo-nos como autenticas bestas com o nosso meio ambiente.
Andamos a trair quem nos acolheu no seu seio, andamos a morder a mão a quem nos dá de comer...
David Brin, no livro "A guerra da Elevação", que eu já citei, escreveu o seguinte
"Ora- respondeu o chim , encolhendo os ombros.-Que importância tem a traição e o ataque a um patrono? Tudo faz parte do meu dia de trabalho." vol II, Europa América, pag192. CHIM=CHIMPAZÉ, PATRONO= RAÇA QUE O ELEVOU A SENCIENCIA.
Pois é embrenhados nas nossas vidinhas, perdemos a capacidade de ver o global e as nossas pequenas "traições" desrespeitam tudo e todos, e dizem respeito a tudo e a todos; mas como diz o chimpanzé no livro citado "tudo faz parte do meu dia de trabalho".
Dando realce à mensagem que David Brin deixou no livro atrás citado e que me tocou bastante.
Quem disser que os livros não nos mudam as perspectivas, está enganado, redondamente enganado e eu já no pós-fácio do livro mudei as minhas ideias, as minhas prespectivas e começo a mudar as minhas atitudes...
Não sou, não quero nem pretendo ser um envagelizador, mas estas palavras dever-nos-iam fazer reflectir e repensar as nossas prespectivas e atitudes:
"Primeiro receámos as outras criaturas que partilhavam a terra connosco.Depois, quando o nosso poder aumentou, pensámos nelas como sendo nossa propriedade, uma propriedade de que poderíamos dispor como nos apetecesse. A falácia mais recente (bastante simpática, em comparação) é a de jogar na ideia que os animais são virtuosos na sua naturalidade e que só a humanidade é louca, viciosa, rapace e diabólica, um verdadeiro cancro maligno da criação. Este ponto de vista afirma que a Terra e todas as suas criaturas estariam muito melhor sem nós.Só ultimamente começámos a seguir um quarto caminho, uma nova maneira de olhar para o mundo e para o lugar que nele ocupamos. Um novo ponto de vista sobre a vida.Poderemos ter evoluído, mas devemos perguntar a nós próprios se não seremos iguais aos outros mamíferos, sob muitos aspectos.Não podemos tirar lições daquilo em que somos semelhantes? As diferenças não nos podem também ensinar qualquer coisa?Assassínio e violação, as mais trágicas formas de doença mental... encontramo-las agora também entre os animais, tal como em nós. O aumento do poder cerebral só exagera o horror dessas nossas disfunções, mas não é a sua causa. A causa é a escuridão em que temos vivido. É a ignorância.Não temos de nos encarar como monstros para propagarmos ou ensinarmos uma ética do ambientalismo. Hoje sabemos bastante bem que a nossa própria sobrevivência depende da manutenção de complexas redes ecológicas e da diversidade genética. Se destruir-mos a Natureza... morreremos.No entanto, há mais razões para protegermos as outras espécies, entre as quais uma que raramente- ou nunca - é mencionada. Talvez sejamos os primeiros com a capacidade de falar, de pensar, de construir e ambicionar, mas podemos não ser os últimos.Outros poderão seguir-nos nessa aventura.Talvez um dia venhamos a ser julgados quanto ao modo como desempenhámos o nosso papel quando éramos os únicos guardiões da Terra." - David Brin, in "a guerra da elevação-vol II", no pós-escrito, pag.311, ano 1987.
Pensem nisto, reflictam e ajam em consonância.
BOM Equinócio para TODOS!

Letra Carlos Alberto Moniz
Vamos fazer amigos entre os animais
Que amigos destes não são demais na vida
Que vêm aqui mostrar
Que têm uma família como eu e tu

Só que esta mora numa outra casa
Que se chama (Digam!)
Arca de Noé!
Vamos lá ver como é
Arca de Noé
Há animais que falam como nós
Como eu e tu
Há animais que falam como nós
Como eu e tu
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA LUTA POR BOAS CAUSAS, BOM EQUINÓCIO.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A Formiga já tem catarro- Liberdade e Libertinagem

Hoje destaco o blogue ... “Já a formiga tem catarro” e explica que é uma expressão popular usada para, entre outros motivos, contestar a opinião de alguém, que pela sua idade, pouca experiência, de vida ou outra, emite opinião sobre determinado assunto para o qual, aparentemente, não está habilitado. é um Blog que pretende pôr o dedo na ferida, espicaçar consciências, sem insultos, nem acusações não fundamentadas. Blog de uma “formiga” que pretende mesmo ter “catarro”.ver em
http://ja-a-formiga-tem-catarro.blogs.sapo.pt/511.html
Caros Bloguistas Militantes
Não quisemos saber.
Não queremos saber.
Os "putos" estão cada vez pior, cada vez mais malcriados e fazem o que lhes apetece impunemente.
Isso é evidente no convívio social que temos de ter quando viajamos por exemplo em transportes públicos ou estamos no cinema ou em centros comerciais ou noutro qualquer local público.

O comportamento dos "putos" já passou dos limites e passou da Liberdade para a libertinagem.
Não me refiro ao falar alto ou às coisas próprias que se faz quando temos uma certa idade (ou outros como eu fazem em qualquer idade e depois dizem -nos pareces um puto) dou exemplos:

  • A quantidade de asneiras que são ditas em público, não querendo eles saber, se estão senhoras ou pessoas mais velhas presentes;
  • Temos nos transportes públicos ou outros locais que gramar a sua pseudo-música, que eles insistem em nos dar altos berros vindas dos seus telemóveis;
  • São os pés em cima dos bancos... bom esta até eu no meu tempo fazia, só que levava logo um calduço e o respectivo ralhete;
  • Se os putos são chamados à atenção ainda refilam e são capazes de dizer que se os pais não lhes dizem nada, quem somos nós para lhes dizer alguma coisa?;
  • Vão para as discotecas e bares de shots, putos com 14 anos saindo de lá bêbados e os papás ainda por cima vão buscá-los de carro á porta do bar, quando deviam estar todos a dormir andam na moinice.
Fizéssemos nós os que temos entre 37 e 50 anos, 1/4 do que eles fazem hoje, e já tínhamos levado com uma "berlaitada nos cornos" uma "cachaporrada" ou com um "calduço" bem aplicado, para nos portarmos bem e aprendermos.
E que bem "ensinados" que nós ficávamos ...
E não era vindo da família que vinham estes "ensinamentos, era de alguns anciãos da aldeia, que cuidavam pela sua boa educação, na minha escola tinha um que "aviava" calduços que nos educavam bem ...
Em casa quem se portava mal ficava de castigo e em podia berrar ou chorar, que muitas vezes se ouvia "Quanto mais choras menos mijas"...
Hoje em dia, parece mal dar um correctivo nas criancinhas, que fazem uma birra descomunal se não conseguem aquilo que querem.
É a ditadura dos pequenos a fazer o inferno ao s grandes.
Esta é a época da FAST-FOOD que originou o FAST-LIVING.
De quem é a culpa?
A CULPA é de todos nós, sem excepção, dos que não educaram e dos que por omissão calaram.
E quando digo de todos, refiro-me pelo menos de à 3 ou 4 gerações atrás.
Sim, a geração que nos educou a nós que temos 30 e muitos até 50 anos,
A geração que passou pelos loucos anos 60 do SEC XX e pela revolução de Abril, deixou o país em roda livre e os políticos a fazerem de nós cobaias das suas inexperiências, principalmente no ensino.
Dessa geração e subsequentemente da nossa e das vindouras que entregaram e entregam ao Ministério da Educação a tarefa de educar os petizes (Por isso, mas não só por isso, defendo que o Ministério se devia chamar Ministério do Ensino).
Quando a culpa é colectiva (e esta sem dúvida nenhuma que o é) não é de ninguém originando que existam acusações mútuas e que ninguém nunca tem razão, tentando todos sacudir a água do capote.
Reparem, substituímos os avós pelas creches e pelos Jardins de Infância, aos avós colocámo-los num lar, depois não nos admiremos que nos aconteça o mesmo que aconteceu naquela história, que se passa numa aldeia onde os anciãos eram abandonados pelos filhos numa montanha para lá morrerem. Um dia um ancião disse ao seu filho quando ele lhe fez o mesmo: "Não te esqueça que um dia será velho e os teus filhos te farão a mesma coisa", o filho repensou a atitude e trouxe o ancião para casa novamente.
O testemunho dado pelos nossos anciãos foi cortado, essa passagem de testemunho já quase não existe.
Das creches/Jardins de Infância, chegam-nos relatos de pais que entregam muito cedo os sues filhos e muitas vezes se esquecem de os ir buscar à tarde/noite ou de pais que no Verão vão para a praia e deixam os seus filhos na creche...etc...
Ao entregarem a estas instituições o "ensino colectivo" dos seus filhos, quando uma criança merece e lhe deve ser dado uma educação individualizada e familiar e não um "ensino colectivo", não existindo perdem-se valores.
Existe uma total despreocupação e desresponsabilização parental e societária.
Se não eles não tem capacidades para educar, amar, criar um filho, porque é que tem aos 2 e 3?
Será que os pais nunca ouviram falar de métodos anticoncepcionais?
Aquele provérbio "É preciso uma aldeia inteira,para educar uma criança" nunca foi tão verdade como hoje.
Crianças/Jovens/Jovens Adultos mal educados equivale a uma aldeia descuidada, desinteressada, que regrediu em vez de evoluir e que só se interessa pelos bens materiais e o bem estar que estes lhes proporcionam.
Este materialismos deu em laxismo, transformando a liberdade em libertinagem e é assim que a formiga já tem catarro.


Os putos - José Carlos Ary dos Santos
Uma bola de pano, num charco
Um sorriso traquina, um chuto
Na ladeira a correr, um arco
O céu no olhar, dum puto.

Uma fisga que atira a esperança
Um pardal de calções, astuto
E a força de ser criança
Contra a força dum chui, que é bruto.

Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos
Mas quando a tarde cai
Vai-se a revolta
Sentam-se ao colo do pai
É a ternura que volta
E ouvem-no a falar do homem novo
São os putos deste povo
A aprenderem a ser homens.

As caricas brilhando na mão
A vontade que salta ao eixo
Um puto que diz que não
Se a porrada vier não deixo

Um berlinde abafado na escola
Um pião na algibeira sem cor
Um puto que pede esmola
Porque a fome lhe abafa a dor.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? O RESPEITINHO É BONITO E A BRIGADA GOSTA. ALÉM DISSO A BRIGADA É RESPONSÁVEL, SÓ TERÁ FILHOS QUANDO E SE HOUVER CONDIÇÕES PARA ISSO.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

táxi...táááxiii

Caros Bloguistas Militantes
Somos um eterno país de aldrabões.
E verifica-se amiúde que quem mais se queixa mais aldrabão é.
Quem anda de táxi, ouve-os queixar e protestar de tudo e mais alguma coisa...
O facto é que estes industriais contribuem significativamente para o mal-estar do país.
Quando falo em industriais, englobo empresários e funcionários.
Não são os únicos... infelizmente... mas hoje só me dedico a esta classe, outro dia, analisarei outra ou outras.
Quem vai à Suíça, e passa por Genéve por exemplo, sai da estação de Caminhos de Ferro, que liga ao Aeroporto, e apanha um táxi, só encontra Táxis topo de gama, desde Mercedes a Chevrolet, com a agravante para nós que a tarifa da Suíça é igual à nossa, e eles ganham três a quatro vezes mais que nós..
Comecemos pelo Aeroporto... dizem as más-línguas, que o Aeroporto de Lisboa não tem, como devia ter, Metropolitano a servir a Aerogare, porque existe uma forte oposição dos industriais do Táxi.

Não sei se isto será verdade, mas como dizem os italianos "Si non é vero, é bene trovato" (o meu italiano não é dos melhores, perdoem-me se acertei com algumas palavras).
O facto é que o nosso Aeroporto, não tem metro e tem uma Máfia de Industriais do táxi a parasitá-lo, só estou a transcrever o que alguns industriais da classe têm desabafado comigo ao longo dos anos.
Afirmam até que aquilo é um centro de batota e que a polícia a isso fecha os olhos, já para não falar das golpadas que dão aos turistas e aos Portugueses mais incautos.
Se a corrida do aeroporto é curta, é certo e sabido que temos de levar com o mau humor destes senhores, quase nos convidando para irmos a pé.
O segundo aspecto da questão, é uma interrogação que muitos já fizeram, como é que a maioria dos táxis Mercedes 190 e 220 ainda estão a funcionar na praça?
Alguns tem mais de 20 anos, e a maioria está a cair de podre….
Como é que aqueles carros passam na inspecção?
Como podem andar ao serviço dos cidadãos táxis, que estão todos conspurcados?

É que tanto pagamos de bandeirada por um táxi que seja topo de gama e esteja limpo, como pagamos por esses xarrabecos que já não valem nada e só poluem.
Como é que se pode permitir, que ande ao serviço do público carro que vem de outros países e já são mais que usados?
Nos outros países civilizados, os táxis estão ao serviço do público 5 anos noutros 7 anos e depois são abatidos obrigatoriamente à frota dos táxis… cá andam aos 20 e 30 anos.
A resposta a isto, também e encontra nas conversas que se tem nos táxis, existe um entre muitos, industriais do sector, ali para a Paiva Couceiro, que tem uma frota de Mercedes 190 considerável, mais de 15 segundo nos contam, e um dos táxis está sempre parado e está em estado impecável, e porque perguntam vocês?
Porque é o táxi que vai à inspecção ou melhor é o único da frota que vai à inspecção…não compreende? Eu explico como me explicaram a mim.
Só o carro que está em boas condições é que vai à inspecção, isto porque na inspecção automóvel o número da carroçaria e/ou do motor não é verificado, por isso basta levar aquele veículo com as matrículas dos outros táxis, e estes passam sempre…simples não é … o Português arranja sempre maneira… quando não é assim, encontram algum inspector que tem uma “mão deficiente”…
Na altura da EXPO98 foi tomada politicamente uma péssima decisão, em vez de permitir que os táxis da periferia pudessem durante aquele evento entrar dentro da cidade e fazer os serviços, os políticos resolveram aprovar mais uma quantidade de alvarás enorme para os táxis, resultado hoje em dia passado a Expo98 existem táxis a mais e serviço a menos.
A solução agora é ou existem táxis em condições ou o alvará é cancelado e o dinheiro por ele pago devolvido.
Já agora, sabia que numa Praça de táxis, onde existam vários táxis, você não é obrigado a apanhar o que está à frente, podendo escolher qualquer um que esteja parado?
Nós pagamos, nós é que decidimos, por muito que os outros taxistas que estejam na praça refilem.
Eu pago, eu escolho, prefiro ir num táxi novo a ir num xarrabeco, pago o mesmo, só vou num velho se não houver mais nenhum à minha vista.
Outra coisa que agrava a situação para os consumidores, foi a invenção dos Táxis de letra A, estes táxis cobram uma tarifa de bandeirada mais cara que os outros, e teoricamente só deveriam fazer serviços de hotéis e outros específicos, mas a lei erradamente permite que os táxis descaracterizados que ostentam a letra A estejam nas mesmas praças dos outros táxis, o que engana o cidadão quando apanha o táxi pois vai pagar mais caro pela viagem.
A solução para isto é simples a tarifa táxi devia ser igual para todos.
Outra coisa que eu não compreendo porque é que tem de ser sempre os mesmo a pagar a crise, porque razão é que há-de existir uma tarifa para de dia e outra para de noite e fins-de-semana?
Nós, os cidadãos, somos os que menos temos culpa do mau planeamento das cidades, os políticos empurraram-nos para casas na periferia, e se nos quisermos deslocar de táxi para for a do concelho de Lisboa, temos de pagar a tarifa 3.
A área Metropolitana de Lisboa e a do Porto, são especiais por isso são definidas e designadas por Áreas Metropolitanas. Por essa razão que as tarifas de táxi, deveriam ser únicas para a área metropolitana, tarifa 1 para toda a área metropolitana, e o mesmo deveria suceder com o passe dos transportes públicos, o passe para as áreas metropolitanas deveria ser único o L no caso de Lisboa e o equivalente par o Andante no caso do Porto, e ser extensivo para todos os transportes públicos.
Se os políticos não querem assim, pensassem antes de nos enviar para a periferia.
Voltando aos táxis, a DECO na sua revista Proteste de Março de 2009, fez um estudo das “aldrabices” cometidas pelos táxis, resumidamente foram estas as conclusões:
· Percursos mais longos, ou seja o industrial do táxi, não pergunta ao cliente como é o seu dever por que caminho deseja ir, optando como é óbvio na maior parte das vezes pelo caminho mais longo.
· Pouco civismo entre os industriais do táxi, temos que “gramar” o rádio da central a solicitar táxis para todo o lado ou então a rádio Amália e/ou aquelas músicas pimba que não lembram nem ao Diabo, quero abrir aqui uma excepção, em Lisboa, existem dois ou três taxistas de bom gosto, que passam música clássica nas suas viaturas, a esses sim a minha homenagem, é que além de música de qualidade tem conversas de qualidade.
· Os Industriais do táxi, não passam a respectiva factura do serviço, inventando 1001 desculpas, o que é obrigatório, não as desculpas mas o passar factura (isto acontece ainda com mais frequência na região d Santarém);
· Engano nos trocos sempre a favor deles… isso então é mato.
· Recibos ilegais, mas esta matéria já abordamos no post de 28/01/2009
· Os industriais não colocarem os suplementos ou então colocarem-nos erradamente, principalmente quando se leva bagagens de mão
· A roda onde o taxímetro está ligado, ser mais pequena ou mais vazia de modo a rodar mais que as restantes, contando assim mais kms.
· Um dispositivo ligado ao taxímetro para este ficar a contar mais rápido, ou no final da corrida aparece por instantes o preço mais alto; · Andar a velocidades abaixo dos 30 km, para que conte distância e tempo, pagando assim o cliente muito mais.
· Quando o cliente diz que é em determinado ponto que quer ficar, não desligam logo o taxímetro, pagando nós mais pela corrida;
· Quando entramos dentro do táxi, ainda sem dizermos para onde vamos, os industriais do táxi ligam logo o taxímetro.
· Os industriais do táxi, omitirem ao cliente a mudança de tarifa quando mudam de localidade, muitas vezes mudando a tarifa antes que isso seja legalmente possível
· Os industriais do táxi colocarem o taxímetro a trabalhar antes do tempo e depois do tempo, nós explicamos, colocarem o taxímetro a trabalhar assim que se abre a porta do táxi e antes de dizermos para onde vamos, e ter o taxímetro ligado enquanto está a emitir o recibo.
· Outro truque quando apanhamos o táxi numa praça, este geralmente está sempre com o motor parado, os industriais do táxi ligam primeiro o taxímetro e depois é que colocam o táxi a trabalhar, então se essa praça tiver um sinal luminoso, fazem tudo por tudo para que passe para vermelho para depois ficarem ainda mais tempo parados.
Por último vou abordar para finalizar, já este longo rol, e tenho a certeza que metade das manigâncias que são feitas não estão aqui descritas, o facto de muitos dos táxis não ter o taxímetro em local visível como é obrigatório e de lei. O taxímetro quanto a mim devia estar num de três lugares:
1. No tecto do veículo por cima do espelho retrovisor central interior;
2. No Espelho retrovisor, já existem espelhos retrovisores com software incorporado que permitem que o taxímetro seja lá visível;
3. A meio do tablier, por baixo do espelho retrovisor central;
Nunca poderão estar á frente do banco do passageiro da frente ou dentro do porta-luvas, onde é colocado propositadamente para que o passageiro não o vejo de modo a que o possam manobrar fazendo com que os clientes paguem mais.
É necessário intervir no sector, para a nossa defesa e segurança.
São necessárias novas regras para o comércio /indústria como protagonizamos no nosso post de 28/01/2010.
É que depois não se queixem que estão a perder clientela... com serviços assim quase mais vale ir a pé ou pedir boleia.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA TAMBÉM ANDA DE TÁXI, MAS TENTA SEMPRE ACAUTELAR-SE.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Le chant des partisans - a canção dos resistentes

Caros Bloguistas Militantes

A situação no mundo agravou-se.
Não foi só em Portugal com estes "Fait-Divers" de Jornalistas contra o Poder e do Poder contra os Jornalistas.
Ninguém respeita ninguém, os valores são letra morta.
Estou preocupado, todos deveríamos estar preocupados, porque mais do que atentados contra o poder político, mais do que atentados contra a liberdade de imprensa, mais do que isso tudo... são os constantes atropelos ao Estado de Direito... que de Direito está visto é só para alguns, é o constante desafio contra a autoridade da República.
E não é só cá...
Não há lideres... e não havendo lideres, que sejam democratas, conscientes, com carisma e visão de futuro...facilmente cairá a Europa outra vez no totalitarismo. E quando isso suceder arrastará consigo o resto do mundo.
E se cairmos em totalitarismo, desta vez, será mais difícil de o combater, temo que o Império dos 1000 anos que Hitler falava se venha a instalar, porque não foram só os ganhadores que aprenderam com os erros do passado... os derrotados também o fizeram, e tiveram muito tempo para planear.
Se não tomarmos medidas, imediatas o pior para os povos do mundo, para os pobres do mundo não estará longe de acontecer.
Recorro ao exemplo da segunda guerra mundial, em que os inconformados, os que ousaram dizer não, se juntaram em grupos de resistência e ajudaram a que pelo menos tivéssemos algum tempo de Democracia mais tarde...
O filme Casablanca retrata bem o que o canto da resistência pode fazer calar, é é um exemplo a ser seguido, é só ver o video que aparece a negro no ecrã.

A maioria de nós está demasiado deslumbrada pelos bens materiais, para sequer reconhecer ou sentir o que se está a passar no mundo...
Estamos no tempo do "Ter" ... e não do "Ser"... mas quando o exército de 18 milhões de desempregados na Europa e sabe-se lá quantos mais no mundo) se começar a mexer... o "Ser" voltará a ter importância.. . e o "Ter" vai sofrer um abalo grande...preparemo-nos... porque não vai ser fácil, vai ser longo, violentoe e nada bonito de se ver.


Le chant des partisans - Canção da resistência francesa

Amigo, ouves o voo negro do corvo
Sobre as nossas planícies?
Amigo, ouves o grito surdo
Do nosso país acorrentado?
Resistentes, operários e camponeses
Dai o alarme
Esta noite o inimigo conhecerá
O preço do sangue e das lágrimas
Subi da mina
Descei das colinas, camaradas
Tirai da palha as espingardas
As metralhadoras, as granadas
Matadores, com balas e facas,
Matai depressa
Sabotador, atenção à tua carga
de Dinamite
Somos nós que libertamos da prisão
Os nossos irmãos,
o ódio que nos persegue
a fome que nos empurra
A miséria ...
Ele há países onde na cama
as pessoas sonham;
Aqui, nós, vê-la tu,
Nós marchamos e matamos
nós morremos.
Aqui cada um sabe
o que quer, o que faz
quando passa ...
Amigo se tu caíres
Outro amigo sai da sombra
e ocupa o teu lugar.
Amanhã o sangue negro
secará ao sol
nas estradas
Cantai, companheiros,
Na noite a liberdade,
escuta-nos ...
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA CITA UM POETA... "VEM VAMOS EMBORA QUE ESPERAR NAO É SABER"

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A gaivota e o lado negro da força

Caros Bloguistas
Quantas vezes terei de dizer: JÁ BASTA! Quantas vezes, poder-me-ão dizer?
Sabem o que vos digo?
Enganaram-nos muito bem enganados... a todos nós.
Tantas promessas que ouvimos de Liberdade e de Democracia...
Será que sou só eu que sinto que demos vários passos atrás e só vivemos em relativa Liberdade, em relativa Democracia e em relativa República?
Será que sou só eu que sinto, a Liberdade a fugir-nos por entre os dedos, a Democracia a ser apropriada só por alguns e a República toda a desmoronar-se.
Será que sou só eu que vejo, que a nossa República está tal e qual oq eu nos foi apresentado nos 3 primeiros episódios do filme "Star Wars", em que a burocracia e os tecnocratas nos estão a conduzir para o que não queremos.
Conseguimos numa primeira fase com sucesso, felizmente, fugir à tentação comunista... a nossa escolha e rumo foi outra...Mas com esse caminho não nos estão a conduzir para outra forma de totalitarismo encapotado?
Se calhar era melhor não ter escolhido nenhum dos dois caminhos, se calhar deveríamos ter dito que não a um e a outro... se calhar aliar-mo-nos ao inimigo do nosso inimigo, não foi a melhor escolha, se calhar deveríamos ter ido por uma terceira via e combatermos os dois.Alguém disse e bem "O preço da Liberdade e da Democracia, é a eterna vigilância."
Mas nós. o povo, tornámo-nos perigosamente desatentos, e já não somos tão livres como a Gaivota que voava, voava ou como a Papoila que é livre de crescer...Temo que um dia o que a criança dizia que não já não ia combater e era livre de dizer, já nós não poderemos dizer o mesmo...
Somos um povo, que é peculiar...em tudo o que dizem de nós, só nos últimos minutos das piores horas, é que parece que acordamos de uma letargia...
Compraram a nossa Liberdade e Democracia com bens materiais, vendemo-nos por ilusões, estamos acomodados, tristes, desiludidos e cansados...
Reagir?Reagir? Não. Não me parece.
Talvez estejamos a esperar pelo último minuto, da última hora, mas com o desenvolver da tecnologia, se calhar... se calhar já não vamos a tempo.
Alguém político disse:"é preciso que algo mude para que tudo fique na mesma..." pensámos que a concretização dessa frase não fosse possível com o 25/4, mas afinal a frase estava certa, algo mudou e nós ficámos na mesma... ou pior...
Pior porquê?
Entre outras coisas, SOMOS 18 MILHÕES DE CIDADÃOS DESEMPREGADOS NA EUROPA, entre outras coisas, a quantidade de Pobres é demasiado grande, sempre foi grande sendo que um já é demais.
Voltamos a ser a voz sufocado de um povo a dizer não quero, pois é tão difícil não passar para o lado negro da força...

Somos livres (uma gaivota voava voava)
Letra e música: Ermelinda Duarte
Ontem apenas
fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.

Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa.

Uma gaivota voava, voava,
asas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.

Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo qualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.

Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS,NÃO HÁ? A BRIGADA ESTÁ CÉPTICA, ACHA QUE PARA MUDAR O RUMO DAS COISAS, SÓ UMA BRIGADA NÃO CHEGA, QUE A FORÇA ESTEJA CONNOSCO.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

"O CONHECIMENTO DA LEI APROVEITA A MUITA GENTE... "

Caros Bloguistas Militantes
Ensinam-nos nas aulas de direito, em "Introdução ao Estudo do Direito", o seguinte: no Código Civil no "Artº 6º- Ignorância ou má interpretação da lei -A ignorância ou má interpretação da lei não justifica a falta do seu cumprimento nem isenta as pessoas das sanções nela estabelecidas."
Esta é uma das normas que eu embirro solenemente, e passo a explicar o porquê: quem faz o favor de ler o meu blogue, já se deve ter apercebido que eu não sou nada religioso, como afirmou um dia Mário Soares: "não tive a felicidade de ser tocado pela fé."
Mas apesar de não ser religioso, não sou fanático ateu e reconheço que as diversas religiões tem uma forma peculiar de transmitir e ensinar as leis que eles dizem ser de Deus e que as nossas sociedades adoptaram para regular a vida social.

Sejam eles Muçulmanos, Cristãos, Judeus ou outros, todos explicam e repetem periodicamente aos seus fiéis seguidores, quais são as leis, as consequencias se eles não as cumprirem.
Ou seja, o que está escrito nas Suras do AL-CORÃO, ou nos livros da BÍBLIA ou da TORAH, é explicado minuciosamente aos fiéis, dentro do culto religioso pelos sacerdotes da congregação.
E porque é que isto acontece?
Porque as diferentes religiões tem conhecimento e sabem que o grau de analfabetismo, iliteracia e o grau de más interpretações dos textos por parte do seu povo é um facto real.
Eles sabem que este fenómeno existe e grassa no seio das suas comunidades.
Os Sacerdotes não se podem "dar ao luxo" de terem uns fiéis que compreendem a palavra que lhes está a ser transmitida, as suas leis, implicações e interpretações e outros fiquem na mais profunda ignorância.
Os religiosos, no cuidadado de espalhar a palavra conveninetemente, sabem que a máxima civil do artigo 6º do código civil A ignorância ou má interpretação da lei não justifica a falta do seu cumprimento nem isenta as pessoas das sanções nela estabelecidas." é tida em conta e levam mais longe essa prática, eles acharam uma fórmula de transmitir à generalidade a lei, fazendo com que o seu povo não fique na ignorância e saiba quais as leis que os regem.
O culto é assim, nesta perspectiva, uma espécie de aula de direito religioso/canónico/surático.
Os advogados e juristas, que tiveram um curso para ler e interpretar leis, não tem todo o conhecimento, aliás ninguém sabe tudo sobre todas as leis, e quem disser o contrário é tolo.
Com a massiva saída de legislação sobre todos os assuntos e com a nossa entrada para a CEE, múltiplos foram os assuntos e legislação que entraram no ordenamento jurídico nacional.
Se já tínhamos o desconhecimento da maior parte das leis, com esta entrada mais ignorantes ficámos.
Existem textos legislativos que nem os mais apurados advogados conseguem interpretar, aliás divergências doutrinárias e de interpretação é o que existe mais em Direito.
Como é que se pode dizer a um analfabeto, a um iliterado, a uma pessoa que não sabe interpretar o texto que está a ler "A ignorância ou má interpretação da lei não justifica a falta do seu cumprimento nem isenta as pessoas das sanções nela estabelecidas"?
Se nós não ensinamos ou transmitimos aos cidadãos o que está escrito na lei, se existem cidadãos analfabetos e iliterados, como é que queremos que eles saibam?
Por osmose?
A prática religiosa da transmissão da lei(só esta) deveria ser copiada para a sociedade.
É que, com este paradoxo, a economia como sempre aproveita-se dos incautos.
É com base nesta pequena norma, que os Bancos, as Companhias de Seguro, as companhias fornecedoras dos mais diversos serviços como por exemplo as de Telemóveis, se aproveitam para colocar lá cláusulas miudinhas ilegíveis e de difícil interpretação.
É com base nisto que depois fazem accionar essa cláusulas, quando apanham os pobres coitados (que somos todos nós) desprevenidos, alegando que estava escrito, muitas vezes cláusulas contra-legem.
Mesmo quando nós lendo previamente e depois assinamos não sabemos ao que nos estamos a vincular naquele contrato...
Isto já para não falar que se trata de contratos de leão, em que há uma parte que é a forte (são as companhias) e outra que se sujeita e que é a fraca (que somos todos nós) porque não temos outro remédio se queremos o serviço, que por exemplo, no caso dos seguros, são obrigatórios nós fazermos um...
Para contrariar todo este empenho do Estado de nos obrigar a cumprir a lei, nós os cidadãos, também temos a obrigação de fazer com que o Estado cumpra a sua parte, afinal esta relação cidadão Estado é biunivoca, assim os cidadãos deveriam ter aulas de cidadania, onde pelo menos os direitos mais básicos lhes fossem ensinados.
Nos 100 anos da República condenou-se (e bem) a prática católica do incentivo à ignorância e à iliteracia, pois eram causas que danificavam e danificaram o pensamento e o tecido social.
Parece que passados 100 anos da República esquecemos esses ideais e estamos a adoptar as forma que a República com os seus ideais condenou quando se implantou.
O desconhecimento da lei não aproveita realmente a ninguém ... já

"O CONHECIMENTO DA LEI APROVEITA A MUITA GENTE... " oh se aproveita...




"Bíblias De Um Deus Ateu" - Sérgio Godinho
No caule
da efémera flôr
cresce firme o amor
Meu Deus! Alá!
Há lá maior contradição?

Eram
dois estrantes
tipo flores brotantes
crescendo dentro da tenda
dos festivais de verão

Sucumbe-se aos
cheiros floridos do caos
sustendo as pétalas e a respiração

(É que) Em matérias do amor
rega-flor, pisa-flor
estamos sempre adolescendo
espesso livro vamos lendo
e coitados!
Somos sempre uns iletrados
estamos sempre adolescendo

Escreve o meu livro
e eu escrevo o teu
biblias de um deus ateu
flor seca às vezes já marcou
o que o mau olhado leu
Acreditou? Já descreu
artificial natural podes crer
que ao amor
vera flor vera flor
já cresceu podes crer
já cresceu
androceu gineceu

E tudo
o que o amor souber
é para desaprender
gatos
que sobre os tectos
noite fora miarão

Quando é
que o amor felino
ganha tento e ganha tino
e afasta as unhas
de perto do coração?

E fora do vaso
a pétala puxada ao acaso
um pouco not at all beaucoup
abre o seu Sésamo ou não?

Em matérias do amor
rega-flor, pisa-flor
estamos sempre adolescendo
espesso livro vamos lendo
e coitados!
Somos sempre uns iletrados
estamos sempre adolescendo

Escreve o meu livro
e eu escrevo o teu
biblias de um deus ateu
flor seca às vezes já marcou
o que o mau olhado leu
Acreditou? Já descreu
artificial natural podes crer
que ao amor
vera flor vera flor
já cresceu podes crer
já cresceu
androceu gineceu

E depois
regressa-se aos
moldes rombos de outro caos
ordem na sala
e junto à porta
a mala no chão

Enfim: metaforizando
a flor abre-se até quando?
e quando, depois de murchar
volta à lapela em botão?

(É que) Em matérias do amor
rega-flor, pisa-flor
estamos sempre adolescendo
espesso livro vamos lendo
e coitados!
Somos sempre uns iletrados
estamos sempre adolescendo

Escreve o meu livro
e eu escrevo o teu
biblias de um deus ateu
flor seca às vezes já marcou
o que o mau olhado leu
Acreditou? Já descreu
artificial natural podes crer
que ao amor
vera flor vera flor
já cresceu podes crer
já cresceu
androceu gineceu

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS. NÃO HÁ? A BRIGADA NÃO ENTRA EM GUERRAS SANTAS, MAS QUEM FAZ DA BRIGADA SÓ SAI COM A ESCOLA COMPLETA...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Orçamento e os Táxis

Caros Bloguistas Militantes
Hoje vou falar do PEC, e dos industriais de táxis.
Eu não consigo compreender as empresas nacionais, sério não consigo...
Andam há mais de 20 anos a queixar-se que o negócio vai mal, que não dá para nada e ameaçam que qualquer dia fecham...mas continuam sempre a laborar.
Outra coisa que não compreendo, é como é que as empresas dando prejuízo, há mais de 4 anos continuam abertas.
As empresas falam do PEC (Pagamento Especial por conta), e sempre contra que é um imposto injusto, desmoralizador, além disso não é um imposto é uma presunção... o Estado presume que a empresa x facturou y e de 3 em 3 meses toca a pagar...
Dou-lhes razão... a eles e ao Estado...
Mas aos dois? Perguntai vós.
Sim, aos dois. Respondo eu.
Se por um lado temos um Estado, que optou pela forma mais fácil de taxar um imposto, antecipando a arrecadação de receitas,, não o faz da melhor maneira, como é o exemplo dos taxistas que quando tem de pagar o PEC, paga igual montante um industrial que tenha um só Táxi como o que tem uma frota de 50 Táxis, ou seja paga por empresa e não por carro.
Eu compreendo os impostos numa lógica de justiça equitativa e distributiva, de funcionamento em sociedade, defendo também que a aplicação dos nossos impostos deveria ser mais vigiada e ter mais interesse por parte dos cidadãos.
Saber onde, como e em que quantidade foram utilizados... sim, porque o dinheiro dos impostos é de todos. Perdão... de todos não. É daqueles que num país como Portugal não conseguem fugir ao fisco.
Esta cultura de desresponsabilização colectiva e de fuga, é infelizmente nosso apanágio, muito longe estamos dos países do norte da Europa.
No exemplo dos táxis existe porém o reverso da medalha, reverso esse que é a razão pela qual o Estado faz o que faz… Uma parte dos industriais de Táxi (e aqui é para tomar a parte pelo todo, quando me refiro a táxis, refiro-me também a mercearias, talhos, indústrias diversas…) aldrabar das contas por parte dos contabilistas dos industriais dos táxis.
Se pedirem um a factura, repararão concerteza, que os motoristas de táxi ao passá-la fazem um de dois truques, ou colocam a data retiram o original e colocam o valor já sem a factura estar em contacto com o duplicado ou fazem o mesmo procedimento mas com o valor a pagar e a data depois, ficando assim o duplicado ou só com a data ou só com o valor.
Este procedimento é para enganar o fisco, pois assim podem jogar com o montante mínimo diário, para pagar menos imposto.
Noutro ramo, no da hotelaria, contaram-me que há uns 10 anos atrás um bar bem conhecido da linha do Estoril junto á praia, que só abre no verão, no final do dia o gerente e um dos empregados, faziam a dupla facturação na caixa... eu explico: Imagine que naquela noite se venderam 100 whiskies, 40 colas, 30 gins, 100 vodkas, ora nós chegamos ao bar, pedimos a bebida, pagamos e o empregado regista, e fica registado.
Assim a empresa dona do bar, sabe quanto é que vendeu de bebidas e para a contabilidade também vai aquele montante para entrar nas contas...
Isso seria no mundo dos honestos, o gerente que tem acesso á máquina e ao acerto das horas da máquina, no final do dia, com um empregado de confiança, coloca um rolo novo, e em vez de 100 whiskies, 40 colas, 30 gins, 100 vodkas, só regista 60 whiskies, 10 colas, 15 gins, 50 vodkas, e distribui entre ele e o empregado o dinheiro, como o preço das bebidas naquele bar até não são baratas, a empresa proprietária do bar, também não sai a perder muito, quer dizer, existe realmente um abuso de confiança em que uma certa quantia é subtraída, mas a empresa não fica a perder. O que não fica é a ganhar mais...
Com isto tudo quem fica a perder somos todos nós. Solução?
Existem duas soluções, em que se acabaria com todo este folclore, e cuja fuga ao fisco seria praticamente zero.
A primeira solução é a da Ilha de Malta, esta foi observada e sugerida por um amigo, preconiza a solução que lá eles tem e com muito sucesso...
Em Malta, todos, mas todos pedem factura, e porque?
Porque as máquinas que os comerciantes têm são fornecidas ou autenticadas pelo Estado, e todas elas geram um número na factura.
O Estado faz uma lotaria, em que o detentor desse número ganha um prémio em dinheiro. Essa lotaria ANDA Á RODA, senão é todos os dias é todas as semanas, quem tiver a factura com o número premiado ganha um bom prémio monetário.
Devido a isso compre alguém um café, um berlinde, um barco ou uma casa, todos pedem factura, controlando assim o Estado a facturação das empresas, é mais difícil de fazer falcatruas.
A segunda solução, que é complementar a esta, também é uma ideia simples mas que levaria alguns meses a implementar.
Primeira parte e essencial: Toda e qualquer despesa que o consumidor final faça, pode entrar em Sede de IRS, desse ano, como fazemos países nórdicos.
Não arranjemos soluções atamancadas, como faz o nosso Estado agora, que o total das facturas das refeições só entra 2 anos depois da despesa feita para o nosso IRS. Ora como os papéis das facturas são térmicos, 2 anos depois já não se percebe nada do que lá está escrito.
Não estou a dizer que sejamos beneficiados a 100% em tudo o que compramos, não nada disso, o Estado é o Pater Familias, mas há limites.
Os bens essenciais, a escola e a saúde, isso deveria ter uma incidência de 100% ou a rondar lá próximo.
Agora bens de luxos e outros bens não essenciais, deveriam ter uma incidência no IRS até 40 ou 50% (eu disse até, para se fazer uma gradação dos produtos), mas seja como for, tudo o que nós comprássemos deveria poder entrar no IRS.
Portanto duas questões a introduzir: A lotaria, e a entrada d e todos os produtos comprados em sede de IRS, teríamos assim um motivo real para solicitarmos facturas.
Segunda fase, estando nós numa era tecnológica, seria de fácil concepção informática, embora demorasse algum tempo a sua implementação, uma ligação virtual entre a empresa e o Ministério das Finanças, com a finalidade de este saber toda e qualquer transacção feita.
Qualquer transacção em que fosse emitida uma factura, seria registada também no Ministério das Finanças ou seja o MIN. Fin. saberia que a quantia X entrou para a compra do produto Y.
Assim ao estarem ligados ao Ministério das Finanças em tempo real, deixaria de haver a necessidade dos comerciantes e Industriais pagarem o PEC.
O PEC que é uma presunção, deixaria de fazer sentido, pois o MIn. Fin. Já não presumiria nada, saberia realmente o que tinha sido facturado.
As fugas ao fisco diminuiriam muito
Mais uma vez o exemplo recorrendo aos TÁXIS.
Suponha que o Caro Bloguista Militante entra no Táxi, em Santa Apolónia e quer ir para o Areeiro, o taxista coloca o taxímetro a trabalhar, é emitido automaticamente um sinal para o Min. Fin. que aquele Táxi está ocupado, a trabalhar e a facturar, quando chegar ao fim do destino ao desligar o taxímetro, sairia automaticamente a factura com o valor a pagar (isto já existe em alguns táxis), era emitido um sinal para o Min. Fin. que a corrida tinha acabado e que tinha marcado x Valor.
Reparem no Min. Fin. não sabe por andou o táxi ou quem lá dentro andou, nem para que destino foi,o Min. Fin. só sabe que andou aquele táxi, aquela hora e facturou X.
Acabava assim o PEC, o IRC era mais fácil de apresentar, pois os lucros de um táxi, são só as corridas que eles fazem, tendo o Ministério das Finanças lá esse valor, o industrial do táxi, só teria de apresentar as despesas... e quem diz o industrial do táxi diz todos os outros.
E teríamos assim parte do problema resolvido, além de que fomentávamos a indústria nacional a vender novas máquinas e sistemas informáticos… a economia iria andar….

Táxi – Grupo Táxi
Pela noite fora
Tinha andado a beber
Com a chuva e o frio
Faziam o sangue aquecer
Um copo depois outro
Andei de bar em bar
Fiquei mesmo tão torto
Via tudo a dobrar

Táxi!
Não há nenhum à minha vista
Táxi!
Se não vier não insista

Estava eu ao frio
Sem saber o que fazer
Não conhecia o sítio
E era difícil de ver
Por ali tão á toa
Fui caindo virado
E tirando alguns passos
Não fui a nenhum lado

Táxi não há nenhum à minha vista
Táxi
Se não vier não insista
Se não vier não insista
Então ao longe vi umas luzes a brilhar
Ouvi ruído tinha razões para desconfiar.
Não, eu não acredito
Fui ouvido a gritar

Parou mesmo ao meu lado
Não deixou de micar
Lá fez o seu juízo
E arrancou devagar
Um copo
E ainda mais outro
Entrei em mais um bar
Fiquei ainda mais torto
Já via a triplicar

Táxi não há nenhum à minha vista
Táxi
Se não vier não insista
Se não vier não insista
Então ao longe vi umas luzes a brilhar
Ouvi ruído tinha razões para desconfiar.
Não, eu não acredito
Fui ouvido a gritar

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA GOSTA DAS FINANÇAS JUSTAS E SOLIDÁRIAS

domingo, 24 de janeiro de 2010

Vem vamos embora, que esperar não é saber

Caros Bloguistas Militantes
Portugal vai com 100 Anos de República.
Este Século que temos de República, ainda está longe dos 2 séculos e meio de outras repúblicas do mundo.
Todos, já há muito, muito mesmo... que esperamos algo melhor... algo que para a maioria nunca vem ...
100 ANOS de República e não é esta a República Democrática que nós queremos.
Quanto a mim a República que idealizo e almejo, é a que tem os ideais Republicanos de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
A partir destes 100 anos de República, gostaria de ter uma República mais livre, mais justa, mais solidária, mais cooperativa... longe dos totalitarismos de Direita ou de esquerda, ou económicos.
A República precisa de beber as palavras de Geraldo Vandré, no poema "Para não dizer que não falei das Flores"
"Vem vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer."
Viva a República.Viva.



Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores
Geraldo Vandré

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(4x)

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA É REPÚBLICANA E ACREDITA NAS FLORES VENCENDO O CANHÃO

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A pé ó vitimas da fome


Caros Bloguistas Militantes
Parece que ao fim de alguns anos, começo a acordar de uma letargia que me deixei estar.
A maioria de vós conhece este poema que abaixo publico.

Identifico-me com ele na sua generalidade.
É um poema de força, e é um poema que vai mais além do que dizer NÃO.
E pelo andar da carrugem, pelo estado actual das coisas, que eu prevejo que daqui a uns tempos, não muitos, não vou ser só eu a acordar da letargia em que me encontrava...
E quando se acende um rastilho, quando se ergue uma bandeira, dificil é de a derrubar, principalmente se a sua base for a convicção e a razão, e a luta contra as injustiças.
E quando isso acontecer, o que será do mundo?

A Internacional
A pé ó vitimas da fome
Não mais, não mais a servidão
Que já não há força que dome
A força da nossa razão
Pedra a pedra, rua o passado
A pé trabalhadores irmãos
Que o mundo vai ser transformado
Por nossas mãos, por nossas mãos.

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional (bis)

Não mais, não mais o tempo imundo
Em que se é o que se tem
Não mais o rico todo o mundo
E o pobre menos que ninguém
Nunca mais o ser feito de haveres
Enquanto os seres são desfeitos
Não mais direitos sem deveres
Não mais deveres sem direitos

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional (bis)

Já fomos Grécia e fomos Roma
Tudo fizemos, nada temos
Só a pobreza que é a soma
Dessa riqueza que fizemos
Nunca mais no campo de batalha
Irmãos se voltem contra irmãos
Não mais suor de quem trabalha
Floresça em fruto noutras mãos.

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional (bis)






ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA ESTÁ PREPARADA, VAMOS A ISSO.

domingo, 10 de janeiro de 2010

B e A, Bá

Caros Bloguistas Militantes
As pequenas coisas da vida deixam-nos felizes.
Vivemos todos os dias repetindo, que as coisas boas da vida, costumam vir em embrulhos pequenos.
Sabem fiquei muito feliz em saber ler e escrever...mesmo com erros...
Sim saber ler e escrever... o mundo que me abriram por me ensinarem a ler e a escrever.
A juntar as palavras.
Eu sei, é uma coisa pequena, parece uma coisa pequena, mas na realidade não é.
Eu sei ler e escrever e sinto-me e contente com isso.
Mas ao mesmo tempo que estou contente, não posso esquecer dos milhões de pessoas que não sabem ler e excrever.
As oportunidades que estas pessoas não conseguem ter por não saberem juntar as letras para escrever ou para ler.
Por mil e uma razões, todas elas razões... quer concordemos ou não, daí só temos um facto, depois de milhares de anos da escrita ter sido inventada, ainda há seres humanos que não sabem ler e escrever, que não sabem interpretar os sinais da escrita.
Sim, ler e escrever são coisas pequenas e se são pequenas porque é que toda a gente não o tem?
Tantos ditadores, tantas mentiras, já foram propaladas por alguns se aproveitarem da ignorância da maioria, porque essa maioria não sabia ler e escrever... tantos exemplos temos na história...
Sabem temos mesmo de mudar o mundo, a nossa espécie, todas as espécies dependem de nós... mas nós nunca conseguirmeos ajudar as outras espécies se não ajudarmos a nossa primeiro.
E o começo da ajuda, é toda a aldeia ensinar as crianças, os mais velhos e os restantes cidadãos qe precisam de ajuda.
Vi noutro dia na TV esta frase "Qualquer lugar é uma sala de aula onde houver um aluno e um professor."
E lembrei-me é tão bom saber ler e escrever...mesmo com erros...

Poema do analfabeto -Rafael Pires
Palavras e letras,
Letras por palavras,
Frases com palavras
Palavras e... (nada)...

“Pa, pa, passa, rri... não, não...”
“Ni, ni, o, no... não, não...”
“Ah, vou pular essa...”
“Quitá, quita, qui... Quê que isso?!”

“Que será que é isso aqui, ali, e acolá?”
“Hmm, e isso aqui, esse sinalzinho aqui...”.
“Encima das letras, dentre as palavras...”.
O que tudo pra ele... Ele, o analfabeto,
São apenas meras palavras (mortas)...

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? NA BRIGADA QUEM ENTRA SEM SABER LER, SÓ PODE SAIR QUANDO FOR LETRADO.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

VAMOS FAZER AMIGOS ENTRE OS ANIMAIS

Virá um dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem."(Leonardo Da Vinci)
Caros Bloguistas Militantes,
Quero desejar a todos um EXCELENTE ANO DE 2010!
Este Post foi propositadamente colocado para entrar neste Ano de 2010.
Hoje mais uma vez o nosso Planeta TERRA faz anos, pelo menos segundo o calendário Juliano.
Bom, hoje é o dia da Paz e a TERRA faz anos, por isso, hoje e a partir de hoje devemos dar mais atenção ao planeta de todos nós.
Já que até ao ano passado parece que ninguém lhe deu a devida atenção. e eu já tinha dito o mesmo sobre este assunto.
É este ano que a nossa consciência ambiental tem de se manifestar.
Como dizia John Milton, no livro "Paraíso Perdido"-
"Não acuses a natureza, pois ela fez a sua parte. Agora faz tua a tua." .
Estou preocupado, andamos todos preocupados, sentimos que os anos e os séculos passaram pela Terra e o ecossistema que esta em si encerra está a entrar em entropia.
É certo que tudo tem um princípio e um fim, mas tem de ser na nossa ERA?
É verdade que as nossas atitudes ou omissões, tudo o que nós fizemos na Terra acelera a degradação, e muito do que está a acontecer a nós se deve, mas tem de ser na nossa ERA que isto dá o estoiro?
Espero que não, e quando der, que sejam causas naturais, e que já tenhamos descoberto formas de colonizar planetas noutras galáxias e que a humanidade seja mias natural e civilizada, e esteja em harmonia com tudo o que a rodeia.
Agora andamos preocupados... e espero que não seja acusado no futuro de nada ter feito... isso causa-me angústia....
É bem verdade o que alguém (que não sei precisar quem) escreveu "sopram no iogurte os que se queimaram na sopa"- Pois assim estamos nós.
Ficarmos parados de braços cruzados, porque sempre foi assim e sempre há-de ser, não é uma atitude de um ser humano pensante...
Dizia um amigo meu: "Não evoluímos espiritualmente desde o tempo dos antigos Gregos", vejo todas as armas nucleares e toda a tecnologia que já conseguimos evoluir, mas intelectualmente ainda estamos no SEC V A.C.
Um premiado de ficção científica escreveu "No fim , há um limite para os ensinamentos dos pais(...) . Para lá desse limite, o destino dos filhos está nas suas próprias mãos." David Brin, A guerra da Elevação, vol II, Europa América, pag.99
O nosso destino está nas nossas mãos e não na divina providência... antes estivesse... Nós comportamo-nos como autenticas bestas com o nosso meio ambiente.
Andamos a trair quem nos acolheu no seu seio, andamos a morder a mão a quem nos dá de comer... David Brin, no livro "A guerra da Elevação", que eu já citei, escreveu o seguinte
"Ora- respondeu o chim , encolhendo os ombros.-Que importância tem a traição e o ataque a um patrono? Tudo faz parte do meu dia de trabalho." vol II, Europa América, pag192. CHIM=CHIMPAZÉ, PATRONO= RAÇA QUE O ELEVOU A SENCIENCIA.
Pois é embrenhados nas nossas vidinhas, perdemos a capacidade de ver o global e as nossas pequenas "traições" desrespeitam tudo e todos, e dizem respeito a tudo e a todos; mas como diz o chimpanzé no livro citado "tudo faz parte do meu dia de trabalho".
Quero neste início de novo ano, desejar-vos um BOM ANO DE 2010, dando realce à mensagem que David Brin deixou no livro atrás citado e que me tocou bastante.
Quem disser que os livros não nos mudam as perspectivas, está enganado, redondamente enganado e eu já no pós-fácio do livro mudei as minhas ideias, as minhas perspectivas e começo a mudar as minhas atitudes...
Não sou, não quero nem pretendo ser um envagelizador, mas estas palavras dever-nos-iam fazer reflectir e repensar as nossas perspectivas e atitudes: "Primeiro receámos as outras criaturas que partilhavam a terra connosco.Depois, quando o nosso poder aumentou, pensámos nelas como sendo nossa propriedade, uma propriedade de que poderíamos dispor como nos apetecesse. A falácia mais recente (bastante simpática, em comparação) é a de jogar na ideia que os animais são virtuosos na sua naturalidade e que só a humanidade é louca, viciosa, rapace e diabólica, um verdadeiro cancro maligno da criação. Este ponto de vista afirma que a Terra e todas as suas criaturas estariam muito melhor sem nós.
Só ultimamente começámos a seguir um quarto caminho, uma nova maneira de olhar para o mundo e para o lugar que nele ocupamos. Um novo ponto de vista sobre a vida.
Poderemos ter evoluído, mas devemos perguntar a nós próprios se não seremos iguais aos outros mamíferos, sob muitos aspectos.
Não podemos tirar lições daquilo em que somos semelhantes? As diferenças não nos podem também ensinar qualquer coisa?
Assassínio e violação, as mais trágicas formas de doença mental... encontramo-las agora também entre os animais, tal como em nós. O aumento do poder cerebral só exagera o horror dessas nossas disfunções, mas não é a sua causa. A causa é a escuridão em que temos vivido. É a ignorância.
Não temos de nos encarar como monstros para propagarmos ou ensinarmos uma ética do ambientalismo. Hoje sabemos bastante bem que a nossa própria sobrevivência depende da manutenção de complexas redes ecológicas e da diversidade genética. Se destruir-mos a Natureza... morreremos.
No entanto, há mais razões para protegermos as outras espécies, entre as quais uma que raramente- ou nunca - é mencionada. Talvez sejamos os primeiros com a capacidade de falar, de pensar, de construir e ambicionar, mas podemos não ser os últimos.
Outros poderão seguir-nos nessa aventura.
Talvez um dia venhamos a ser julgados quanto ao modo como desempenhámos o nosso papel quando éramos os únicos guardiões da Terra."
- David Brin, in "a guerra da elevação-vol II", no pós-escrito, pag.311, ano 1987.
Pensem nisto, reflictam e ajam em consonância.
BOM ANO DE 2010 para TODOS!
"Haverá um dia no qual o "homem" conhecerá o íntimo dos "animais", e neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a "humanidade"! (Leonardo Da Vinci)



Letra Carlos Alberto Moniz
Vamos fazer amigos entre os animais
Que amigos destes não são demais na vida
Que vêm aqui mostrar
Que têm uma família como eu e tu

Só que esta mora numa outra casa
Que se chama (Digam!)
Arca de Noé!
Vamos lá ver como é
Arca de Noé
Há animais que falam como nós
Como eu e tu
Há animais que falam como nós
Como eu e tu

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA LUTA POR BOAS CAUSAS, BOM ANO DE 2010 É O QUE TODA A BRIGADA DESEJA.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

TERRA SÓ HÁ UMA - e nós estamos todos juntos

Caros Bloguistas Militantes


Ia começar e acabar este post só com uma linha que era simplesmente para dizer BOAS FESTAS E UM EXCELENTE 2010 para todos vós.
Mas a Cimeira de Copenhaga, a Hopenhagen como alguns lhe queriam chamar, foi uma esperança vã... não chegámos, e sublinho chegámos, porque nas Democracias todos somos responsáveis, porque todos somos habitantes da Terra... NÃO CHEGÁMOS a nenhum acordo.
Estamos á beira de ser das últimas gerações de humanos a habitar este planeta, a continuarmos assim é para aí que caminhamos, e levamos muitas espécies de mamíferos e não só connosco.
Temos 4 pontos fundamentais e estratégicos pra atingir
1 -Este é um momento crucial para toda a humanidade em que são necessárias serem polítcamente tomadas decisões , Impor medidas, Arranjar soluções, Arranjar alternativas, Ter ideias.
Mas infelizmente atravessamos um tempo em que não vemos nos actuais políticos e nos seus assessores "alguém" que crie o "ELAN" necessário para que a humanidade que já está empenhada concilie os seus esforços.
Várias medidas para reduzir as emissões perigosas de CO2 tem de ser tomadas, e a utilização GRATUITA DE TRANSPORTES PÚBLICOS, é uma delas. Em Kioto impuseram-se quotas de emissão de CO2 aos países que assinaram o tratado, com a multa subsequente para quem não cumprisse. Mas em Kioto para mim foi um jogo de aparências, pois os países quiseram dar a impressão que se preocupavam com o ambiente, mas deram como sinal contrário, a possibilidade de comprarem as quotas de emissão de CO2 dos países não desenvolvidos que não as atinjam, em vez de arranjarem soluções para efectivamente reduzirem a emissão de CO2.


Uma espécie de poupa-se na farinha e gasta-se no farelo.
Com os TRANSPORTES GRATUITOS, a contribuição para a redução de CO2 seria visível , pois implicaria com mais uma ou duas medidas, como por exemplo taxar a entrada de carros dentro das cidades, que os cidadãos andassem mais de Transportes Públicos. Para os países era fácil financiar este tipo de iniciativa, pois o dinheiro que poupavam pela não emissão de CO2 dos transportes particulares, implicaria não atingir as quotas de CO2 e com o dinheiro que tinham de canalizar para multas ou para comprar quotas a outros países, serviam para pagar aos operadores de transportes para os compensar da gratuitidade.
2- Outro factor, é o da consciencializção dos povos. MUITO POUCOS FAZEM MUITO. Se os apartamentos que por exemplo os Portugueses Compram e que custam balúrdios, fossem climatizados, como nos países nórdicos, se a energia solar, o aproveitamento das águas de escorrência dos telhados que correm livremente e não são aproveitadas, se separássemos os esgotos pluviais dos residuais, e reaproveitássemos as águas dos pluviais para limpeza e descarga das águas na casa de banho, se utilizássemos lâmpadas económicas, se aproveitássemos as águas que vão para os esgotos para gerarem electricidade, se utilizássemos tachos e panelas na cozinha que precisam de menos calor para cozinhar, então as casas consumiriam menos energia e a emissão de CO2 para a atmosfera seria menor.

3- Por outro lado Mais Verde, Mais Verde, Mais Verde e despoluir os rios. Quem transforma o CO2 em O2 pela acção da fotossintese, são as árvores.
O abate maciço de árvores, a desflorestação, os incêndios sistemáticos, a falta de limpeza das matas e dos matos, destrói a biodiversidade, reduz a transformação de CO2 em O2.
Por isso mais verde, mais verde, investir mais verde, nas cidades, nos campos, nas planícies, nas montanhas e montes, ao longo das autoestradas, mais jardins, mais parques ecológicos como o de Monsanto ou similares, e deixarmos de investir no betão.
Despoluir os rios, salvaguardar as bacias hidrográficas, salvaguardar as águas de escorrência de modo a protegermos, abastecermos e restaurarmos os lençóis freáticos, que são tão importantes para reter água doce.
Limpar os leitos do rio e as suas margens do lixo e das construções em leitos de cheias.
Acabar de uma vez por todas com a emissão de poluentes que as indústrias fazem para a água e para os solos, investindo em indústrias e soluções de poluição zero ou quase zero, diminuir o consumo de energia pelas indústrias e fazer o reaproveitamento da energia despendida ou que esta seja auto-gerada.

5- Mas mesmo que estas medidas fossem tomadas, eu, que sou pela visão catastrofista, penso que este planeta em termos ambientais, depois do que já lhe fizemos nestes últimos 2 séculos, aliado a uma inevitável ordem natural, ele não vai deixar espaço para nós.
A Terra já mudou de pólos, de clima, já avançou e recuou mares, etc.. uma série de vezes, e vai continuar a fazê-lo. É INEVITÁVEL.
Nós, seres humanos, que nos dizemos inteligentes, já deveríamos ter pensado, em canalizar todos os nossos esforços e imaginação, não para as guerras ou não para a indústria do armamento, mas sim para a indústria espacial. Já deveríamos estar a explorar, novos mundos, novos planetas, já deveríamos estar a explorar fora do sistema solar.
Já deveríamos estar a colonizar esses planetas "civilizada e ambientalmente"com responsabilidade, cuidando do futuro da raça humana.
É A NOSSA ÚNICA SAÍDA, É A NOSSA ÚNICA ESPERANÇA... Nós já deveriamos estaer nas geração seguinte na ida par ao espaço
Mas estamos estão longe disso, tão longe...que duvido que consigamos, e se não conseguimos não sei se sobreviveremos...
Se conseguirmos então aí sim e porque estamos todos juntos...... serão BOAS AS FESTAS.

"We All Stand Together" - Paul McCartney
BOM BOM BOM,
BOM BOM BOM,
BOM BOM BOM BOM BOM.

WIN OR LOSE, SINK OR SWIM,
ONE THING IS CERTAIN, WE'LL NEVER GIVE IN.
SIDE BY SIDE, HAND IN HAND,
WE ALL STAND TOGETHER.

BOM BOM BOM - BY-I-YAH,
BOM BOM BOM - BY-I-YAH.

PLAY THE GAME, FIGHT THE FIGHT,
BUT WHAT'S THE POINT ON A BEAUTIFUL NIGHT?
ARM IN ARM, HAND IN HAND,
WE ALL STAND TOGETHER.

BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM.

LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
KEEPING US WARM IN THE NIGHT.
LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
WALK IN THE LIGHT, YOU'LL GET IT RIGHT.

DOO, DOO, DOO,
DOO, DOO, DOO,
DOO, DOO, DOO, DOO, DOO, DOO, DOO, DOO, DOO,
MEOW, MEOW, MEOW,
MEOW, MEOW, MEOW,
BOM BOM BOM BOM BOM.

LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
KEEPING US WARM IN THE NIGHT.
(BA-BA-BA-BA-BA BOM BOM)
LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
WALK IN THE LIGHT, YOU'LL GET IT RIGHT.

WIN OR LOSE, SINK OR SWIM,
ONE THING IS CERTAIN, WE'LL NEVER GIVE IN.
SIDE BY SIDE, HAND IN HAND,
WE ALL STAND TOGETHER.

BAM -

LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
LA-LA-LA-LA-LA-LA.
LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
LA-LA-LA-LA,
LA-LA-LA-LA.

WE ALL STAND TOGETHER!
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA JÁ TEM EM MARCHA UMA EQUIPA ESPACIAL.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Aminetou Haidar - A Ghandi Saharaui

Hoje destaco não um mas dois blogues:
o Primeiro que se chama "Blogo Social Português" tem como subtítulo-
"Que la pluma sea también una espada, y que su filo corte el oscuro muro por el que habrá de colarse el mañana [Subcomandante Marcos]", é como o nome indica um Blogue Social, de causas. Podem ver em
http://blogosocialportugues.blogspot.com/
E o segundo é O blogue "Pimenta Negra"; Um blogue sobre os movimentos sociais, a ecologia, a contra-cultura, os livros, com uma perspectiva crítica sobre todas as formas de poder (económico, político, etc)
http://www.pimentanegra.blogspot.com/
Caros Bloguistas Militantes
Ainda não havia internet, e já os membros da Brigada apoiavam moções sobre a Autodeterminação de dois povos que eram oprimidos: Os Timorenses (ao tempo oprimidos pela Indonésia) e o Povo Saharaui (ao tempo e ainda hoje invadidos e oprimidos por Marrocos).
Devemos dizer que até temos uma certa simpatia pelo Reino de Marrocos, excepto nesta pequena, triste e importante matéria.
Após muitos anos de aprovação de moções, foi com uma alegria imensa que invadiu os nos nossos corações que assistimos à independência do Povo de Timor, largando o julgo ditatorial e sangrento da Indonésia.
Mas o sofrimento do Povo Saharaui continua, e nessa parte do globo não tivémos ainda a alegria que vivemos em Timor.
Mas afinal o que se passa no Sahara Ocidental, e porque é que faz greve de fome Aminetou Haidar?
Antes de ir directamente ao assunto deixem-me só enquadrar a situação.
Continua a ser com profunda tristeza que ainda se assiste à ocupação, tortura e outras atrocidades que Marrocos infere ao Sahara Ocidental.
Já deixei por limite de idade a organização que politicamente colocava em relevância estas causas e não as deixava cair no esquecimento.
Passados alguns anos, o dia a dia que nos consome, e nos faz ser egoístas e nada societários, fez com que esta causa dos Saharauis não fosse uma prioridade no nosso dia a dia mas sim uma leve lembrança.
Agora infelizmente o caso veio de novo à baila, e nós não poderíamos nem queremos ignorar.
historicamente, assim temos que o Sahara Ocidental (Sara Ocidental ou Sahara Ocidental) é um território na África Setentrional, limitado a norte por Marrocos, a leste pela Argélia, a leste e sul pela Mauritânia e a oeste pelo Oceano Atlântico, por onde faz fronteira com a região autónoma espanhola das Canárias.
Capital: El Aaiún.
O Sahara Ocidental está na Lista das Nações Unidas de territórios não-autónomos desde a década de 1960.
O controlo do território é disputado pelo Reino de Marrocos e pelo movimento independentista Frente Polisário.
Quando, em 1975, a Espanha abandonou a sua antiga colónia, deixou para trás um país sem quaisquer infra-estruturas, com uma população completamente analfabeta e desprovida de tudo. O vazio criado pela Espanha foi aproveitado pela Mauritânia (que se assenhora de 1/3 do território) e por Marrocos (que fica com o restante) para, ambos invocando direitos históricos, invadirem o território, sem que até hoje nenhum país ou instituição tenha reconhecido a soberania marroquina sobre esse território.
A situação é grave, tão grave como a que ocorreu em Timor-Leste, pois a força ocupante, Marrocos, não permite ao desde há 18 anos que o Povo Saharaui e as Nações Unidas apliquem aquilo que foi apresentado como a solução do problema e que, na altura, foi aceite pelas duas partes em conflito – o Reino de Marrocos e a Frente Polisário: um Referendo de Autodeterminação Livre e Justo (a ONU procedeu já ao censo da população com direito a votar e definiu as questões a colocar no referido referendo: Integração em Marrocos; Autonomia dentro do Reino de Marrocos ou Independência).
Aminatu Haidar, que tem tido uma atitude exemplar, comparada a de Mahatama Ghandi, foi expulsa a 14 de Novembro de 2009 do Sahara Ocidental para a Espanha pelas autoridades marroquinas, que lhe confiscaram o passaporte no aeroporto de Lanzarote (Espanha), faz hoje um mês que a activista Saharaui está em greve de fome para que as autoridades ocupantes lhe reconheçam a cidadania Saharaui e o direito de regressar ao Sahara Ocidental.
Ela faz parte "do Povo Saharaui que nos últimos 34 anos tem sido forçado a viver ou sob uma injusta e brutal ocupação no Sahara Ocidental ou em desolados campos de refugiados no deserto argelino", escreveu ela ao lideres da U.E. Aminatu Haidar pede para que "pare com as detenções arbitrárias, a tortura e o desaparecimento de defensores dos direitos humanos no Sahara Ocidental ocupado" e que liberte os presos de consciência nas prisões marroquinas."
A activista pede ainda pressão sobre Marrocos para que seja autorizada a voltar a casa para junto dos filhos.
Não compreendo como é que a Espanha Socialista de Zapatero tem uma atitude tão vil e tão baixa, escudando-se na "Burocracia Internacional" e nas "Tramas Diplomáticas" para dizer que nada pode fazer.
Não entendo porque é que internamente e no campo das ideias os partidos sejam eles de que ideologia forem, dizem uma coisa, e tem princípios e depois perdem-nos todos quando se trata de relações internacionais ou de situações especificas que os seus ideários dizem para fazer exactamente o contrário. Também não entendo onde e como é que podem ser diferentes a autodeterminação do povo de Timor e a dos Saharauis ou seja como é que o Governo de Portugal teve uma voz em relação aos primeiros e agora tem outra vez um ensurdecedor silêncio em relação aos segundos.
A política dos sorrisos e dos enganos e do "Laisser faire, laisser passer" não me convence e desilude-me, vou mais longe... deixa-me possesso.
É com grande preocupação, embora não visível, que assistimos à greve da fome que a lutadora Saharaui Aminetou Haidar está a fazer desde 14 de Novembro, no aeroporto de Lanzarote, para que as autoridades ocupantes lhe reconheçam a cidadania Saharaui e o direito de regressar a casa para junto dos seus filhos, em El Aiun, no Sahara Ocidental.
TIMOR-LESTE tem uma atitude coerente e de firmeza, pois sebe bem do que se trata, passou pelo mesmo, Ramos-Horta lançou um apelo “à libertação imediata e incondicional dos sete activistas Saharauis dos direitos humanos presos no dia 8 de Outubro de 2009 no aeroporto de Casablanca”, para além de ter exigido que se acabe imediatamente com este atentado aos Direitos humanos e ao direito de Autodeterminação. Não podemos ignorar, como diz o poema: vemos, ouvimos e lemos.
Para terminar, duas notas:
A primeira, admiro a posição da Srª Aminetou Haidar que tem levado a sua luta tal como Mahatma Ghandi idealizou e levou Avante a sua, e a segunda é a seguinte:
Como já devem ter lido em posts anteriores, sabem como a Brigada é por um mundo sem fronteiras, mas admitimos que para chegar lá concedemos que temos de dar pequenos passos, e casos como este do Sahara Ocidental, são um passo que inevitavelmente teremos de dar, para chegar à situação que preconizamos como ideal (ver o post que publiquei em 14/02/2009).
Não ignoremos, não tomemos isto como banalidade, não tomemos isto como um caso típico que acontece diariamente e que encaramos como mais uma fatalidade, não condenemos, não nos refugiemos no nosso consumismo individualista quando toda uma sociedade humana grita por nós.
Não, é preciso saber dizer não, para que um dia todos oiçam o Sim desejado.
Não julgues nenhum Homem até teres caminhado com os seus sapatos durante um tempo... diz-nos um Provérbio Índio.

Clandestino - Manu Chao
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel
Pa' una ciudad del norte
Yo me fui a trabajar
Mi vida la dejé
Entre Ceuta y Gibraltar
Soy una raya en el mar
Fantasma en la ciudad
Mi vida va prohibida
Dice la autoridad
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Por no llevar papel
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Yo soy el quiebra ley
Mano Negra clandestina
Peruano clandestino
Africano clandestino
Marijuana ilegal
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel
Argelino clandestino
Nigeriano clandestino
Boliviano clandestino
Mano negra ilegal
HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA TEM DE INTERVIR NESTA E NOUTRAS SITUAÇÕES,POIS JÁ ANDA CALADA E PARADA HÁ MUITO TEMPO, A BRIGADA JÁ ESTÁ A TOCAR A REUNIR...NOVAMENTE