Número total de visualizações de páginas

Acerca de mim

Toda a brigada tem um cabo... todo o cabo pode chegar a Imperador... todo o Imperador pode mudar o destino de uma nação ... todas as nações podem mudar o destino do mundo ou não...

sábado, 8 de janeiro de 2022

"Pois, dizia a minha prima que gosta muito de dizer coisas"

As minhas ideias poderão não ser de todo originais, mas vendo bem , quais são as ideias que são verdadeiramente originais. As nossas opiniões são o resumo de algumas opiniões que vamos ouvindo, e daí formamos a nossa própria opinião, ou então as nossas opiniões têm como ponto de partida a nossa mundivivência. Poucos há que têm uma opinião ou ideias, que se formam para lá disso, pelo menos é o que eu acho...e isso poderemos dizer que é achismo. Bom mas vamos lá. Portugal está em pré-campanha eleitoral, o continuado caminho da nossa democracia ou melhor numa tentativa.

Muito há a dizer sobre isso Portugal (não sei como é nos outros países, mas julgo não ser muito diferente) isto não é bem um democracia. E não o pode ser, nem sequer se intitular como tal, quando só se dá voz a alguns partidos, quando são muitos mais os que vão concorrer às eleições. Ou seja só se dá voz a uma parte do eleitorado (em Portugal, diremos que só se dá voz a uma parte dos Portugueses), deixando uma grande parte do eleitorado de fora. O facto de as TV'S e rádios utilizarem a LEI (que foi feita pelos partidos que têm assento parlamentar) para só colocarem a debate os que eles chama de principais partidos, aliás, à semelhança do que fazem com o futebol onde só têm tempo de antena os mesmos 3 clubes de sempre, tornam desinteressante e afunilam o próprio debate político. É por isso, e não só por isso, que temos mais do mesmo, e que depois o comum dos cidadãos se distancia e não quer saber de política. Ao contrário do que nos querem fazer crer, a maior parte dos cidadãos também não querem saber do futebol. Isto mesmo e apesar de depois todos falarem tanto de um como de outro...mas falam só porque ouviram dizer e não querem ficar de fora. Com diria Raúl Solnado "Pois, dizia a minha prima que gosta muito de dizer coisas". Mas no próximo dia 30 de Janeiro de 2022, temos eleições para a Assembleia da República, ou seja para o Parlamento Português. E tanto havia a dizer sobre Parlamento versus Assembleia da República, mas hoje não vamos por aí. Este é o tempo da agitação política. É o tempo em que os políticos brilham. É o tempo para o qual eles se prepararam, uns melhor que outros. Se quisermos colocar as coisas em termos informáticos, é o tempo das "DEMOS", e, mais adiante, se nós, os eleitores, comprarmos "o jogo" por só termos visto a "DEMO" onde tudo é maravilhas, veremos que muita coisa estava escondida e não foi colocada propositadamente para o "usuário" ver. A campanha eleitoral faz lembrar a anedota do tipo que morre e dão-lhe a escolher entre o céu e o inferno, então tem um tour pelos dois, vai primeiro fazer um tour pelo inferno, onde aparecem mulheres nuas, lascivas e apetecíveis, grandes orgias e mais uma ou outra coisa boa que lhe agradaram bastante. Depois faz um tour pelo céu, onde vê coisas celestiais, coros a cantar, pessoas a conversar, tudo muito calminho, agradável mas talvez um pouco aborrecido. Quando chega a hora de decidir, todo entusiasmado escolhe o inferno. AssIm que chega pela mão do Diabo, este manda os diabretes acorrentarem-no logo e colocá-lo sob um calor intenso e escaldante, daquele que faz a pele do leitão ficar crocante, aparecendo logo um diabrete com o chicote e começa imediatamente a vergastá-lo nas costas. O pobre coitado, que escolheu livremente o inferno, vê o Diabo ir embora e diz-lhe: Mas então e as orgias? e as mulheres e todo aquele paraíso que eu vi quando estava a fazer o tour antes da escolha? Ao que o Diabo lhe responde -Aquilo? Aquilo era uma Demo meu filho... Tendo isto em conta, diremos que até ao dia 29 de Janeiro de 2022, este é um tempo de DEMOS. Parece uma candidatura a um emprego, em que se tenta agradar o mais possível e ser-se genuíno o menos possível. Abriu-se uma candidatura para várias vagas de emprego,mas esclareceu-se que a vaga de chefe é só uma, e todos a querem. É o tempo de ser políticamente correcto para se ser eleito e chegar a chefe. Por isso este é o tempo de vestir o melhor fato e ir a entrevistas.
Este é um tempo de promessas de esgrimir argumentos, da agitar bandeiras, de propaganda, até mesmo e principalmente de alguns golpes baixos. É a sedução ao eleitorado em todo seu esplendor, como diria o jornalista Paulo Dentinho, dizendo ainda que todas as forças políticas estão a pretender alargar os seus fundos de comércio eleitoral. No fundo trata-se de praticar o que a Ciência Política nos ensina, que é o manter, influenciar ou chegar ao poder. Nestas eleições a aposta da bipolarização é descarada, em que se coloca o OU NÓS OU ELES. Vendo de outra prespectiva, ou escolhem os Bons (que somos nós) ou os Maus (que são os outros). Vamos mais longe, querem-nos fazer crer, que nestas eleições joga-se O BOM, O MAU E O VILÃO. Onde os bons dizem que pretendem não se aliar ao vilão, e o interessante é que os maus dizem o mesmo, e no fim vamos ver o Vilão a rir-se, pois é ele que está a condicionar e a conduzir os debates, estando sempre presente, mesmo quando está ausente. O rótulo de BOM, O MAU E O VILÃO, depende dos óculos que colocamos. Se somos mais de esquerda, o bom é um , o mau é outro; se somos mais de direita, o bom será um e o mau será outro, mas para todos o vilão é sempre o mesmo. Por isso esta é a hora de descartar despudoradamente entendimentos com a extrema esquerda e com a extrema direita, pelos menos, dizem convictamente que não o vão fazer. Rio do PSD diz não se querer entender com Ventura do Chega, já Costa do PS desconfia seriamente de Catarina do Bloco e de Jerónimo do PCP/CDU, deixando também no ar que não se quer entender com eles. Isto tudo leva os Socialistas a não esconder as intenções de quererem uma maioria absolbuta, como se houvesse algo a esconder, como se pedir uma maioria absoluta não fosse algo legítimo. Claro que é legítimo, o estranho é que o próprio Partido Socialista fique com pruridos de o pedir... porém já houve uma grande e inequivoca evolução desde de 1995. Já o PSD também não esconde a intenção de querer ser o Partido mais votado, e descartam o voto útil, passando a dizer que o único voto para impedir o outro de continuar a governar é votando neles. Ou seja bipolarizam as intenções de voto, só ligando a uma franja do eleitorado, ignorando ostensivamente a restante, mas com argúcia, pois ignoram-no tentando-o atrair, numa estratégia um pouco esquizofrénica. Os debates têm sido mornos, muito longe do empolamento que a Comunicação Social quer fazer crer, para terem share nas audiencias, dizendo que os debates estão quentes e bons como as castanhas. Muito longe disso, muitos deles não estão a passar a mensagem , não são esclarecedores, nem pretendem sê-lo. Os debates são úteis para tentar perceber a parte do jogo que os políticos deixam a descoberto, sendo que a maiordas jogadas será realizada em manobras de bastidores. Os debates, e isso é dos livros, nunca são totalmente esclarecedores, e, com disse Marcello Sacco, é como um jogo de poker onde se esconde as verdadeiras intenções. Nos debates nunca será revelado, e será mesmo negado, com quem se irá fazer coligações, aliás, o normal será qualquer partido, em particular o PS e o PSD, pedirem a maioria absoluta para governar, invocando o não querer negociar e abdicar dos seus princípios. Por isso como dira a Lena d'água na sua canção "Jogando com as palavras como ninguém, Sabem como hão-de contornar, As mais diretas perguntas". E contornam dizendo nim, ou sim mas também, quando lhes perguntam de possíveis entendimentos, dizendo que estão sempre abertos ao diálogo e que são democratas... Intitulam-se democratas os mesmos que fizeram as leis para que a comunicação soical se escude, de modo a só chamar à liça alguns partidos aos debates. Por isso não vamos ficar a saber que tipos de alianças vamos ter após as eleições, e isto não é só cá pelo burgo, a Alemanha é disso exemplo, os debates e os acordos eleitorais que foram falados na campanha eleitoral, Martin Schulz, negou durante a campanha que se iria coligar com os partidos com que depois se coligou. Na Alemanha quem teve o papel importante no governo alemão, foi o presidente da república. O exemplo da Alemanha é importante para os Portugueses, não só porque a Alemanha comanda, mas e principalmente por isso, porque o nosso sistema é muito parecido com o alemão, por isso, é previsivel que quem vai ter a influência decisiva no próximo governo, após a escolha dos portugueses, vai ser Marcelo o Presidente. Voltando aos debates, é interessante ver os comentadores dizerem quem ganhou os debates, quem perdeu os debates, que é algo que não compreendo... os comentadores de debates. São convidados e na sua maioria estão lá para depreciar o valor do próprio debate. Quando afirmam que o líder x ganhou o debate, estão supostamente a fazer uma avaliação técnica que deveria ser uma avaliação de fundo das ideias, e os comentadores estão longe de saber e conhecer os programas políticos dos debatentes, por isso a sua precepção é isso mesmo só uma precepção. É certo e sabido que quem tem poucas ideias ganha sempre os debates, porque tem poucas coisas para dizer e sabe dizê-las bem, quem enfrenta a política na sua complexidade tem sempre dificuldade em explicar todo o seu conteúdo a quem o ouve, e dificilmente poder-se-á em termos comparativos dizer que ganhou o debate, pois dirão que não conseguiram fazer passar as suas ideias.
Aliás este modelo de debates beneficia quem tem poucas ideias. No mundo em geral, os eleitores raramente votam pelo programa eleitoral que leram. Os programas são complexos, extensos (a maioria) e os cidadãos não têm tempo para eles, quanto mais para lerem os programas que lhes vão condicionar as suas vidas. Sejamos realistas, ninguém lê as condições que os vai obrigar num qualquer contrato com uma operadora de comunicações, como também ninguém lê os programas políticos, depois dizem que não sabiam o que o político diz o que vai fazer e que estava escrito nos programas da mesma maneira que se queixam da operadora que lhe fez uma nova fidelização porque não leram o contrato. Os jornalistas nos debates têm a responsabilidade de realçar os programas de os ler e de fazerem perguntas ou suscitar o debate com o adversário, de fazer com que os políticos esclareceçam e descodifiquem os seus programas mostrando pelo menos parte das suas intenções. Ao não conseguirem este esclarecimento, e isto não está a ser conseguido, se é que alguma vez foi conseguido,leva a que, como sempre, os cidadãos votem em pessoas e não nas ideias. No debate que aconteceu na SIC entre Ventura do CHEGA e Rio do PSD, a jornalista Clara de Sousa da SIC, a jornalista isentou-se voluntariamente do seu papel de jornalista, e ao invés de ser moderadora entre os debatentes, pareceu que estava a ser a mediadora entre dois contendores a ver se eles se entendiam. Naquele debate passados os 25 minutos, não ouvimos uma única ideia nem de Rio do PSD, nem de Ventura do CHEGA, e isto porque a jornalista não fez bem o seu trabalho, saindo os portugueses deste debate sem saber que propostas ambos apresentam. Até porque, por vezes se torna evidente a não isenção dos próprios jornalistas (não de todos, e uns mais que outros) na condução dos debates, mais, os jornalistas em vez do seu papel de condutor, parece que são eles os adversários dos políticos debatentes, ás vezes de um só, tomando o partido do outro, outras vezes dos dois, assumindo a defesa do político de sua preferencia que não se encontra a debater naquele momento. A enxurrada de debates, é interessante, mas havendo 2 ou 3 todos no mesmo dia e o facto de estar disperso por muitos canais, um às 17 horas outro às 21 horas e outro às 22 horas, é um exercício dificil de conseguir ser concluído pelo cidadão, e mais , não nos deixa tempo para pensar e reflectir no que foi debatido. Embora fazendo parte dos debates um tom mais agressivo, isto está a resvalar (nalguns debates) para uma guerrilha verbal, com trocas de agressões vebais com tom desagradável que não permite esclarecer os cidadãos, e para alguns dos debatentes o objectivo é esse, de modo a esconder a falta de ideias. Os debates não estão a ser esclarecdores, com algumas excepções, o debate com a Catarina do Bloco e de Cotrim da IL, foi dos poucos que foi bem moderado, houve uma discussão cordial que permitiu ver os diferentes pontos de vista constantes nos dois programas. No debate de Rio do PSD com Catarina do Bloco, a jornalista permitiu que que os argumentos de Ventura do CHEGA ( que não era um dos debatentes) estivesse presente nos naquele debate, consumindo tempo que deveria ser de esclarecimento acerca do programa do PSD e do BE, e isto deve-se a uma falha e má condução dos jornalistas. A lição que se tira deste tipo de debates, é que devia existir um curso de moderação de debates para os jornalistas, a moderação dos debates em Portugal é muito pouco satisfatória.
Outra lição a tirar, é que para os políticos devia existir uma escola de civismo, é pouco aceitável a forma como o nível baixa rapidamente, haver rasteiras retóricas sim, mas com o mínimo de cordialidade, e não neste estilo truculento a que assistimos e que não é aceitável de todo, até porque não se tira sumo nenhum ,e que é revelador de falta de ideias de muitos dos debatentes. O mais "interessante" nos debates são a reacção aos debates e o tempo que estas reacções ocupam, por analistas que brotam como cogumelos vindos não se sabe de onde. As TV's alegam que os debates tem só a duração de 25 minutos por falta de tempo de antena, mas, e imediatamente asseguir assistimos a analistas a esmiuçar o que os debates disseram e isso dura tanto ou mais tempo que os próprios debates. Tempo esse que poderia ser utilizado para que os políticos explanassem mais as suas ideias. E que bem vistas as coisas, em tempos de Pandemia, este é o tempo que todos temos para ficar a conhecer essas ideias, só colocando os politicos a debater 25 minutos é muito curto. A análise aos debates é quase como passar um atestado de estupidez ao cidadão, pois supostamente explicam-nos o que os políticos queriam dizer, só que cada analistas tem a sua lente partidária por trás, o que tornam estas análises aos debates cansativas, desinteressantes e ....inúteis. Precisamos de poucos segundos, para saber qual o clube (leia-se partido) pelo qual os analistas são trocedores... O conteúdo de alguma análise é tão ridiculo que é de bradar aos céus, seja porque a candidata A fez madeixas, ou o corte de cabelo de B não se adequa, ou o ar de enfado de C via-se que já está cansado e que já se deveria ter reformado, ou que D diz que é católico e não é crente, atirando para as calendas o facto de culturalmente termos todos uma raiz católica, e a maioria não sermos crentes e muito menos praticantes, as estatíticas o comprovam, andar a apontar o dedo a quem o afirma é no mínimo deselegante e despropositado. Para concluir diremos que o resultado do próximo governo será decidido por acordos e entendimentos nos bastidores, o que para o sistema não abona muito, nada que já não andemos a dizer e a escrever sobre o assunto há muito tempo. Estamos muito longe do tempo do debate elegante entre Álvaro Cunhal e Mário Soares, será que vamos conseguir lá chegar novamente? Olhe que não, olhe que não . Demagogia Canção de Lena d'Água Compositor: Luis Pedro Fonseca Dão nas vistas em qualquer lugar Jogando com as palavras como ninguém Sabem como hão-de contornar As mais diretas perguntas Aproveitam todo o espaço Que lhes oferecem na rádio e nos jornais E falam com desembaraço Como se fossem formados em falar demais Demagogia feita à maneira É como queijo numa ratoeira Demagogia feita à maneira É como queijo numa ratoeira P'ra levar a água ao seu moinho Têm nas mãos uma lata descomunal Prometem muito pão e vinho Quando abre a caça eleitoral Desde que se vêem no poleiro São atacados de amnésia total Desde o último até ao primeiro Vão-se curar em banquetes, numa social Demagogia feita à maneira É como queijo numa ratoeira Demagogia feita à maneira É como queijo numa ratoeira Dão nas vistas em qualquer lugar Jogando com as palavras como ninguém Sabem como hão-de contornar As mais diretas perguntas Aproveitam todo o espaço Que lhes oferecem na rádio e nos jornais E falam com desembaraço Como se fossem formados em falar demais Demagogia feita à maneira É como queijo numa ratoeira Demagogia feita à maneira É como queijo numa ratoeira Demagogia feita à maneira É como queijo numa ratoeira Demagogia feita à maneira É como queijo numa ratoeira Demagogia feita à maneira É como queijo numa ratoeira Demagogia feita à maneira É como queijo numa ratoeira Demagogia feita à maneira É como queijo numa ratoeira Demagogia feita à maneira É como queijo numa ratoeira... A BRIGADA É PELA DEMOCRACIA PLURAL ABRANGENTE E ANDA ATENTA

sábado, 18 de dezembro de 2021

PÃO DE MIA

Os telejornais e os jornais e as rádios não falam de outra coisa que não seja a Pandemia.

Massacram-nos todos os dias, a cada telejornal mais de 40 minutos a falar do mesmo, as rádios a mesma coisa, os jornais idem idem aspas

A escola de jornalismo é cada vez mais pobre, o que interessa é o dinheiro não as notícias.

Assim sendo os jornalistas apesar de se intitularem como tal, já não o são, repórteres já não existem, todos sucumbiram ao poder do dinheiro e das grandes multinacionais que gerem o património jornaleiro.

Passou de jornalismo a jornalixo, claro que existem honrosas excepções, que não duram muito, porque , lá está, tudo neessita de dinheiro hoje em dia, e o dinheiro não está para pagar opiniões isentas.

O governo ou as empresas que têm os seus fieis apaniguados, com a Pandemia, financiaram os jornais (comprando escandalosas quantidades de assinaturas), e assim indirectamente compraram que paga aos jornalistas, e, como é óbvio, não publicam nada contrário ao status quo, porque se o fizerem lá vão as regras da publicidade.

É claro que os jornalistas, nos seus jornais, rádios e Tv's, vão escrever e jurar a pés juntosque nada disto é verdade, e mais , manipulam a verdade, como foi o caso (um entre muitos) da Guerra do Golfo, onde a câmara estrategicamente colocada cria a ilusão que o que o jornalista que que aconteça pareça realidade.

Filmar, fotografar ou com a camara ao vivo colocada estratégicamente e com o plano certo, dá a sensação de uma manifestação de dezenas parecer milhares.

Somos enganados e manipulados diariamente pelos media, nunca sabes se as fotos que vês nos jornais, o que ouves na rádio ou o que vês na TV aconteceramou estão a acontecer nesse dia, e o local que te dizem que está a acontecer não será noutra parte mais favorável a notícia.

Não isto não é a teoria da conspiração, é a realidade, e muitos jornalistas, que já se reformaram e não tem de receber nada de ninguém, aparecem a pública a denunciar esta situação, e a afirmar que as redações queriam ver o qque não estava a acontecer

A maior indústria do planeta, ou uma das maiores, é a indústria química, e é esta indústria que controla os medicamentos, é esta indústria que é uma das pagantes dos anúncios da comunicação social que permite os jornais sobreviverem, por isso é ela que manda, é ela que manipula, é ela que governa, é ela que dita se as doses da vacina são uma, duas, três ou quatro, ou dez (como veremos que irá acontecer daqui a dois anos).

90 % dos cidadãos não sabem o que dizem quando se referem à pandemia, aliás eles só papagueiam aquilo que ouvem nos telejornais e na rádio ou leem nos jornais, 8% são os jornalistas que transmitem aquilo que lhes mandam transmitir, pois de virus e de pandemia entendem zero ou muito pouco, e qualquer um que diga que sabe eles transmitem, e quem diz que sabe são os porta-voz mandados pelas farmaceuticas.

É mau de ver, os responsáveis pela saúde, que estão a comandar tudo isto, a ditar medidas erróneas. sem sentido, e muitas vezes contraditórias, e vemos quando hoje dizem uma coisa e amanhã dizem outra, resumindo está tudo a dirigir um barco sem rumo e não sabem para onde ir, e o que impressiona mais é que parecem ter a certeza de tudo e ai de quem dúvide...é logo trucidado.

Ninguém pode ter opinião contrária, anda tudo muito susceptível e formatado.

Democracia? Opiniões diferentes? Isso é tão século passado.

Hoje é tribunal das redes sociais, e ou agradas ou estás tramado.

Não existe direito à diferença, mas ao de ti que digas que não existe direito à diferença... vem logo o psseoal do política e socialmente correcto aniquilar-te tal qual um esqudrão da morte.

Os piores receios de 1984, no triunfo dos porcos, do Admirável mundo novo, A guerra dos mercadores, e de outros livros que previam o que iría acontecer, já foram há muito ultrapassados, para pior.

Não tardará para chegarmos ao ponto que um episódio de orvile retratou, em que todos andamos com um dispositivo electrónico ao peito, com a cor verde e vermelha (para registar o descontentamento ou contentamento dos outros em relação a nós), e que fazendo a contabilidade, se a parte negativa chegar a um número crítico, definido pela sociedade, tu simplesmente és lobotomizado, e problema resolvido.

O TEMPORA O MORES.

A BRIGADA TEM SEMPRE OPINIÃO, POIS A NEUTRALIDADE SÓ FAVORECE O PREVARICADOR

Tiveste gente de muita coragem

E acreditaste na tua mensagem

Foste ganhando terreno

E foste perdendo a memória

Já tinhas meio mundo na mão

Quiseste impor a tua religião

E acabaste por perder a liberdade

A caminho da glória

Ai, Portugal, Portugal

De que é que tu estás à espera?

Tens um pé numa galera

E outro no fundo do

Ai, Portugal, Portugal

Enquanto ficares à espera

Ninguém te pode ajudar

Tiveste muita carta para bater

Quem joga deve aprender a perder

Que a sorte nunca vem só

Quando bate à nossa porta

Esbanjaste muita vida nas apostas

E agora trazes o desgosto às costas

Não se pode estar direito

Quando se tem a espinha torta

Ai, Portugal, Portugal

De que é que tu estás à espera?

Tens um pé numa galera

E outro no fundo do mar

Ai, Portugal, Portugal

Enquanto ficares à espera

Ninguém te pode ajudar

Fizeste cegos de quem olhos tinha

Quiseste pôr toda a gente na linha

Trocaste a alma e o coração

Pela ponta das tuas lanças

Difamaste quem verdades dizia

Confundiste amor com pornografia

E depois perdeste o gosto

De brincar com as tuas crianças

Ai, Portugal, Portugal

De que é que tu estás à espera?

Tens um pé numa galera

E outro no fundo do mar

Ai, Portugal, Portugal

Enquanto ficares à espera

Ninguém te pode ajudar

Ai, Portugal, Portugal

De que é que tu estás à espera?

Tens um pé numa galera

E outro no fundo do mar

Ai, Portugal, Portugal

Enquanto ficares à espera

Ninguém te pode ajudar

sábado, 25 de abril de 2020

25 DE ABRIL SEMPRE, E PARA SEMPRE.

Hoje é dia 25 de Abril de 2020

25 DE ABRIL É UM DIA MEMORÁVEL POR TODAS AS RAZÕES, VEJAMOS:

Em Portugal é o dia da Liberdade e na Itália dia da Libertação.

Na Itália, foi o princípio do derrube do Regime Fascista de Benito "Il Duce" Mussolini.

Em Portugal foi a Revolução dos Cravos, que abriu as portas da Liberdade, pelos CAPITÃES DA ALEGRIA, e que derrubou o Regime Ultra-conservador iniciado por Oliveira Salazar.
25 curiosidades sobre o 25 de Abril de 1974 que tem de conhecer ...

Em França, decorria o ano de 1792 quando foi composta "La Marsellaise", qe mais tarde se tornou o hino nacional francês, tendo sido composto por Claude Joseph Rouget de Lisle.

Coloco aqui, retirado do filme Casablanca, o excerto do hino francês, tocado num contexto, que quase se pode comparar ao actual.

No Egipto em 1859 foi idado início à construção do Canal do Suez.
Canal de Suez – Wikipédia, a enciclopédia livre
No Espaço profundo em 1983 (data do Planeta Terra) a sonda Pionneer 10 viaja além da órbita de Plutão.
Pioneer 10 – Wikipédia, a enciclopédia livre
Corria o ano de 1874 nascia, Guglielmo Marconi, inventor italiano. 
Guglielmo Marconi | Biography, Quotes of Guglielmo Marconi

1917- Ella Fitzgerald, cantora de jazz norte-americana  
Ella Fitzgerald – músicas e álbuns : Vivo Música by Napster

1927  Albert Uderzo, cartunista francês (m. 2020)
35. Album: Asterix und Obelix bekommen neuen Zeichner - WELT

1940 - Al Pacino, ator norte-americano

17 Curiosidades sobre Al Pacino! - Cinema Clássico
1942 - Manuel Freire, cantor português
25 de Abril celebrado na Praça Stephens<br> com Pedro Barroso e ...

1960- Mário Laginha, pianista e compositor português

ENTREVISTA | Mário Laginha - Espiral do Tempo

Para o povo Português e Italiano, foi um dia de Liberdade e da Libertação diferente.

Foi diferente para os dois povos, MAS MUITO LONGE DE SER INDIFERENTE.
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Mas apesar de estarmos confinados em casa por causa da Pandemia do Covid - 19.
Apesar das notícias terríveis, que fazem esmorecer o nosso coração, mas não tiram a força do ser e do querer.

Se não podemos sair à rua mas nada nos impede ir às janelas cantar e celebrar.

CELEBRAR, SIM CELEBRAR.

Porque a LIBERDADE e a LIBERTAÇÃO, e os actos que lhes deram origem, os homens e as mulheres que deram a vida para que tal fosse possível, merecem ser EXALTADOS E RELEMBRADOS.

Existem por aí uns quantos que querem minorar ou mesmo fazer esquecer a data, mas UNIDOS DIZEMOS:  NÃO! não nos esquecemos e não deixamos que nos façam esquecer.

Anadia: Comemorações da "Revolução dos Cravos" já começaram ...
Relembremos os mais esquecidos/distraídos onde vai dar o caminho.


Viva a Democracia, VIVE LA FRANCE, VIVA ITALIA, VIVA PORTUGAL, UM VIVA A TODOS OS POVOS DO MUNDO

Em PORTUGAL dizemos 25 DE ABRIL, SEMPRE!

Viva a Liberdade, Viva a Libertação!




Para os Italianos

Questa mattina, mi son svegliata.
Oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
Questa mattina, mi son svegliata
E ho trovato l'invasor.
Oh partigiano, portami via.
Oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
Oh partigiano, portami via,
Che mi sento di morir.
E se muoio da partigiano
Oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
E se muoio da partigiano
Tu mi devi seppellir.
E seppellire lassù in montagna
Oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
Seppellire lassù in montagna
Sotto l'ombra di un bel fior.
E le genti che passeranno
Oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
E le genti che passeranno
E diranno che bel fior.
E' questo il fiore del partigiano
Oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
E' questo il fiore del partigiano
Morto per la libertà.



Para os Portugueses

Grândola Vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti ó Cidade
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto a igualdade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti ó Cidade
Dentro de ti ó Cidade, oh, oh, oh
Juro em ter a companheira
A sombra de uma azinheira
Que já não sabia a idade




A BRIGADA TAMBÉM SE ENCONTRA NO QUARTEL. NÃO ESTÁ VENCIDA E MUITO MENOS CONVENCIDA. MAS ASSIM QUE TOCAR O CLARIM, ESTÁ A BRIGADA PRONTA PARA SAIR E LUTAR PELA LIBERDADE, ATÉ À LIBERTAÇÃO FINAL.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

A caminho da Sexta Extinção



A tecnologia, as descobertas e avanços científicos sem qualquer controlo e sem estudos aprofundados ao longo dos anos, têm os seus prós e os seus contras.

Quando chegámos ao tempo dos estudos e avanços científicos, tudo tinha o seu tempo, eram estudados, comprovados levados a conselhos científicos as novas descobertas, novamente testados, tudo tinha um ritmo, o seu próprio ritmo.

Mas eis que a humanidade chegou à era tecnológica, onde os tempos foram reduzidos, onde tudo é produzido mais rapidamente e não há tempo par atestar com a segurança do tempo.

E foi  assim que abrimos a caixa de Pandora (e não, não é a das pulseiras).
Resultado de imagem para pandora jarro

O mito de Pandora

Em tempos muito, muito longínquos, não existiam mulheres no mundo, apenas homens, que viviam sem envelhecer, sem sofrimento, sem cansaço. Quando chegava a hora de morrerem, faziam-no em paz, como se simplesmente adormecessem.
Mas um dia, Prometeu (cujo nome significa ‘o que pensa antecipadamente’, isto é, Previdente) roubou o fogo a que só os deuses tinham acesso e deu-o aos homens, para que também eles pudessem usufruir desse bem, na defesa contra os animais ferozes, na confeção dos alimentos, na garantia de aquecimento nas noites frias.
Ora, o rei dos deuses não podia deixar passar em branco a afronta de Prometeu e concebeu um castigo terrível para a humanidade.
Mandou então que, com a ajuda de Atena, Hefesto, o deus ferreiro, criasse a primeira mulher, Pandora, que significa (‘todos os dons’), e cada um dos deuses dotou-a com uma das suas características: Afrodite deu-lhe beleza e poder da sedução; Atena fê-la arguta e concedeu-lhe a habilidade dos lavores femininos; mas Hermes deu-lhe a capacidade de mentir e de enganar os outros.
Zeus ofereceu-a então de presente a Epimeteu, que era irmão de Prometeu. O seu nome significava exatamente o contrário do do irmão, pois Epimeteu quer dizer ‘o que pensa depois’, isto é, Irrefletido. E, de facto, sem pensar duas vezes e contrariando a advertência do irmão, que lhe dissera que nunca aceitasse nenhum presente vindo de Zeus, ele deixou-se seduzir pela bela Pandora e casou-se com ela.
Pandora trazia consigo um presente dado pelo pai dos deuses: uma jarra (a’ caixa de Pandora’), bem fechada, que estava proibida de abrir. Mas, roída pela curiosidade, um dia decidiu levantar só um bocadinho da tampa, para ver o que lá se escondia. De imediato dela se escaparam todos os males que até aí os homens não conheciam: a doença, a guerra, a velhice, a mentira, os roubos, o ódio, o ciúme… Assustada com o que fizera, Pandora fechou a jarra tão depressa quanto pôde, colocando-lhe de novo a tampa. Mas era demasiado tarde: todos os males haviam invadido o mundo para castigar os homens. Lá muito no fundo da jarra, restara apenas uma pequena e tímida coisa, que ocupava muito pouco espaço, a esperança. Por isso se diz que ‘a esperança é a última a morrer’. De facto, com todos os males soltos no mundo, lutando e quantas vezes vencendo os bens de que os homens gozavam, só a esperança, bem guardada no mais fundo dos nossos corações, nos dá ânimo para nunca desistirmos de expulsar as coisas más das nossas vidas. in olympus.net

É por esta razão que se diz que a Esperança é a última a morrer.

Resultado de imagem para pandora jarro
Abrimos a caixa de Pandora com o advento da descoberta das tecnologias, onde a princípio tudo é bom, só que depois, como sempre, deixamos de ter  controlo sobre ela e tudo ou quase tudo é mau o que resulta dali.
caçadores-arca-perdida-nazismo
Lembram-se do filme Indiana Jones e a Arca Perdida, quando os Nazi após o ritual abrem a arca, e de lá emanam segundo eles "It's so beautiful", para ao fim de alguns minutos, esse "It's so beautiful", se tornar num instrumento de destruição e morte. Com a  tecnologia é mais ou menos a mesma coisa.
Resultado de imagem para arca perdida nazis
NÃO É BEM ASSIM! Já estão a afirmar os mais cépticos.

SIM É MESMO ASSIM! dizemos nós.

Damos só alguns exemplos.

  1. Descobrimos o Nuclear, e fizemos logo a Bomba Atómica capaz de destruir este mundo e o outro a curto prazo, é claro que também foram feitas centrais nucleares, que nos forneceram energia mais barata, mas os seus resíduos a curto prazo ou então explosões como a de Chernobil ou de Fukushima, têm consequências que os cientistas ainda não sabem quais são a longo prazo.Mas o que é certo é que as chuvas, a água, os solos, os animais terrestres e marinhos peixes etc... estão todos contaminados naquela área...e isto pelo menos que se saiba.Os ensaios nucleares no atol das Ilhas Biquini e Moruroa, e outros, contaminaram o solo , o sub-solo, a água, os seres vivos... relembro que fazemos parte de uma cadeia alimentar, se a base da pirâmide está contaminada, logo o topo também está ou vai estar.
  2. As indústrias químicas, descobriram coisas maravilhosas, lixívias, detergentes para tornar tudo mais branco e limpo, pesticidas para matar as pragas, medicamentos para combater e prevenir doenças, e também descobriram a forma mais rápida de poluir os rios e o ar. Os rios foram acumulando os detritos das fábricas, e que como químicos que são alteraram a água, poluindo-a e inquinando-a. Ora os Rios vão desaguar noutros Rios, em Lagos ou em Oceanos, e os detritos vão-se espalhando, e acumulando e poluindo. Como os seres vivos, necessitam de água para viver, e como esta está poluída, radioactiva ou seja inquinada, gastamos milhões para voltar a ter uma água minimamente potável, se é ou não radioactiva...isso acho que ninguém os está a dizer. Mas, e é um grande mas, a indústria química também poluí o ar, e o ar, tal como a água não tem fronteiras, e a contaminação do ar que respirámos e que necessitamos para viver é cada vez menos puro.
Mais exemplos os há, mas acho que estes dois chegam. 
  
Começámos devagar a aniquilar a VIDA, e nos últimos anos, movidos a notas verdes, parece que tivemos o prazer de acelerar essa destruição.

É o clima, é o ar, são as águas, são os solos, são as árvores, os animais, tudo o que mexe e o que não mexe, está a ser paulatinamente exterminado.

A tecnologia sem controlo e sem estudos aprofundados, colocada logo à nossa disposição para uso e abuso, na maior parte das vezes revela-se mais tarde como sendo prejudicial.

Escrevemos e afirmamos isto, porque estamos a ir direitos à Sexta Extinção.

A que é que nos referimos concretamente?  Qual a tecnologia que os Seres Humanos descobriram e que surge agora e que possui um potencial para desencadear uma Extinção em massa?

É a tecnologia 5G.

Resultado de imagem para 5g
A  tecnologia 5G promete revolucionar a maneira de viver da Humanidade, aumentar a velocidade de troca de dados, poupar bateria e mudar a forma como usamos a internet, mas também trás consigo um potencial mortal enorme, pois o impacto que tem sobre os animais (relembro, para os mais distraídos, que os Seres Humanos também são animais), sobre as suas células, interferindo nas trocas eléctricas do sistema nervoso e outras que ainda estão a ser descobertas.

A tecnologia 4G já apresenta riscos, que estamos a correr, e que nunca ligámos muito, como é o caso de déficit de aprendizagem e memória, desordens neurológicas. Atribuímos essas falhas ao dia-a-dia, ao stresss, e ao ritmo louco em que desde os anos 90 começámos a andar, em que o tempo parece que duplicou e tudo nos chega mais rápido..

Resultado de imagem para 5g

Cientistas de 35 países , estão preocupados com as consequências desta tecnologia na saúde humana.


O 5G trabalha com ondas electromagnéticas designadas de milimétricas. Apesar de ter uma velocidade muito maior que os sistemas antigos, este tipo de onda não consegue “caminhar” por longas distâncias, o que, aumenta consideravelmente a exposição das pessoas a campos de radiofrequência electromagnética.

Tal exposição pode ter consequências ainda não testadas a longo prazo.

“Efeitos incluem aumento do risco de cancro, stress celular, aumento de radicais livres prejudiciais, danos genéticos, mudanças estruturais e funcionais do sistema reprodutor, déficit de aprendizagem e memória, desordens neurológicas, e impactos negativos no bem-estar geral dos animais, e por consequência dos humanos.
 Resultado de imagem para 5g

É que as frequências entre 30 kHz e 300 kHz tem um potencial enorme de serem cancerígenas para os animais em caso de alta exposição.

Existe um estudo pouco divulgado, que uma comunidade de macacos exposta à tecnologia 5G, foram morrendo devido à  radiação emanada por aquela tecnologia.

Os riscos de termos uma informação mais rápida e evoluirmos tecnologicamente para este 5G não compensam e poderá ser desencadeada a sexta extinção em massa, ou seja o 5G tem o potencial de aniquilar tão grande como o meteorito que caiu na terra e aniquilou os dinossauros. 

A ganância pelo verde das notas não justifica tudo, aliás não justifica nada, e quando  está em causa o futuro da vida na Terra, então não justifica mesmo nada.

Abram as asas dos nossos sonhos, mas também deixem-nos a possibilidade de voar.

A Brigada gosta e incentiva os avanços científicos, mas com cuidado, estudo e ponderação. Ciência para a vida SIM, para a aniquilação NÃO.


Pedra Filosofal
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

In Movimento Perpétuo, 1956 


terça-feira, 13 de agosto de 2019

Velhos Sindicatos para que vos quero?




Ao olharmos para o panorama internacional e vermos as diversas convulsões na Sociedade, geradas por movimentos que não se bem de onde surgem, já nos tínhamos interrogado se esses fenómenos não chegariam também a Portugal.

Portugal é aquele país que como se sabe tudo chega mais tarde, as reacções são sempre mais tarde, só somos precursores no que toca a tirar-nos dinheiro dos bolsos mais facilmente, como tal, somos precursores da Via Verde e dos Multibancos.
 Resultado de imagem para via verde camião
Tínhamos falado com pessoas que se interessam por política, e colocado a questão: Será que o formato e as atitudes dos actuais partidos, se não mudarem, se não estiverem atentos, se não acompanharem a vida da Sociedade, se continuarem ensimesmados, tendo uma cúpula de poder fechada e às vezes quase familiar, que não ouve as bases e até tenta acabar com elas, querendo gerar uma onda que é feita aproveitando os Media. Será que os partidos portugueses vão ter o mesmo caminho que estão a ter alguns partidos europeus?

Depois de debatida a questão, disseram que o fenómeno António Costa, a gerigonça, a paz social alcançada, o recuperar do deficit, a entrada de divisas através dos Turistas (que nos trará outro tipo de problemas), o bom desempenho da economia, mitigavam todo esse tipo de movimentos, porque o povo tinha motivos para estar razoavelmente contente.
 Resultado de imagem para pan animais
O facto é que, exceptuando o PAN, os partidos (mesmo os trazidos e incutidos pelos EUA, em relação aos radicalismos) que têm aparecido pouco ou nenhum significado têm… pelo menos por enquanto.

  1.Relacionado com este assunto, e sabendo que os Sindicatos são um loby poderosíssimo dentro dos partidos, há muito que observamos o fenómeno do Sindicalismo em Portugal.
Se muita gente tem razões para não gostar nem confiar nos partidos em Portugal… esta nossa opinião é bem sustentada pela alta taxa de abstenção e de votos brancos e nulos, se conhecessem o funcionamento dos sindicatos, então diriam que os Partidos são para meninos.

Os sindicatos em Portugal, são estruturas pesadas, antiquadas, com dirigentes que raramente são mudados.

Comparamos os sindicatos ao antigo politburo da Ex-União Soviética, mudaram os líderes, mas o resto do “bureau” continuava lá, e só eram substituídos por morte.

Já ouviram falar em controleiros?
 Resultado de imagem para controleiros
Se sim, sabem o que são. Se não ouviram falar, nós exolicamos: são as pessoas que em nome de um partido ou de um sindicato, estão lá para controlar, para ver se “não mijas fora do penico”, e se o fizeres, tens o politburo logo à perna.

Os sindicatos não são democráticos, colocam nas empresas ou noutros lugares chave, delegados sindicais da sua inteira confiança, às vezes acertam e colocam pessoas com capacidades, mas na maior parte das vezes os Delegados Sindicais, não estão lá para transmitirem ao sindicato os problemas dos trabalhadores na empresa, estão lá para servirem de correia de transmissão, entre o sindicato e os trabalhadores. Com isto têm a benesse de trabalhar umas quantas horas a menos por semana, e, se tudo correr bem, passam a dirigente sindicais, e nunca mais trabalham na vida… exemplos destes abundam por aí.

Não, os Sindicatos não são democráticos, porque controlam a eleição do delegado sindical, e assim controlam também a eleição dos órgãos do sindicato.

Os sindicatos refinaram a pseudo-democracia, os sindicatos raramente querem mudar de líder, o status quo existente, é-lhes favorável, não lhes interessa ter protagonismo, pelo contrário, quanto mais protagonismo mais visibilidade, e mais visibilidade mais se nota que eles não trabalham, por isso a visibilidade é geralmente só para um, para o líder, e quando este se reforma ou causa ondas de choque, mudam o líder.

Os sindicatos levaram este tipo de actuação para dentro dos partidos, só que nos partidos existe a ambição e o querer ser visível, é menos controlável do que um sindicato, é mais escrutinável, mas como lobby que é, actua em conjunto e consegue sempre ter deputados e gente deles dentro das cúpulas partidárias.  

Com isto tudo os sindicatos esclerosaram-se, não acompanharam a sociedade, raríssimo é o sindicato que acompanha o querer da sociedade.
 Resultado de imagem para sindicalismo
Sim consegue levar milhares de pessoas para rua, utilizando o velho “manual da manipulação das massas pela propaganda política”, mas, se virmos bem o nível de sindicalização em Portugal é baixo, está abaixo dos 30%, se não for menos.

Mas como são máquinas pesadas e com um marketing propagandístico bom mas em desuso, vão conseguindo vitórias de pirro.

Aliado a isto, o facto de as estruturas de cúpulas sindicais não mudarem, faz com que fiquem permeáveis ao grande capital.

O dinheiro tudo compra, e compra melhor quem está mais comprometido.

É que os sindicalistas, tal como os políticos, estejam eles no governo ou não, também têm família, e ambicionam grandes lugares para os seus filhos, tios, primos, sobrinhos, amantes etc…

E como estão perto do grande patronato, uma mão lava a outra e as duas lavam a cara, não sendo a primeira vez, nem a última que nas negociações, são deixados cair reivindicações essenciais, porque a empresa A ou B, arranjou um emprego para o filho do fulano C que estava a negociar, ou então que é lembrado subtilmente ao Fulano C que tem lá o familiar a trabalhar… e mais não é necessário dizer… o que dizem nas Tv’s é que as negociações foram duras… Pois imaginamos que deve ser duro ouvir: “Então você está com essa exigência que nós não podemos aceder, tendo cá um familiar seu a trabalhar…”

Os sindicatos ao longo dos anos deixaram de ser uma força viva que zelava pelos direitos dos trabalhadores, e, passaram a ser uma grande máquina que luta para sobreviver à custa e sustentada pela alienação dos direitos dos trabalhadores.

Obviamente, que não podem ser uns mãos largas, e vão obtendo aqui e ali migalhas, que é par anão darem nas vistas.

Os sindicatos da CGTP é que são peritos nisso, fazem muito barulho, mas depois assinam cláusulas piores que os sindicatos da UGT (que chegam a acordo mais facilmente), ou então as melhorias são tão insignificantes que nos fazem lembrar Much Ado About Nothing, de autoria de William Shakespeare, ou seja tanto barulho por nada. Os sindicatos fazem de tudo para sobreviver guerreando-se.

Os sindicatos dizemos novamente são estruturas esclerosadas, chefiadas por velhos sindicalistas retrógrados (sabem bem do seu ofício, mas é esse seu saber que contribui para o definhar do sindicalismo), que teimam em manter-se no poder, teimam em não renovar, e teimam sobretudo a manter a estrutura igual, mas refinada do politburo do soviet supremo.
 Resultado de imagem para politburo
Os sindicalistas, como dizíamos atrás, fazem de tudo por andar na sombra, não possuem ambições imediatas de subida, porque sabem que perderão tudo se o fizerem.

Não acreditam? Reparem bem:

Pró: Enquanto forem dirigente sindicais mantêm o seu posto de trabalho na empresa, e, melhor, evoluem na carreira sem estarem lá, sem horário de entrada, também não têm de saída.
Contra: Se forem afastados da Direcção do sindicato, voltam ao posto de trabalho e não tiveram formação, têm de cumprir horários, cumprir ordens, é que picar o ponto é lixado, com horários de entrada e ás vezes o de saída nem por isso.
Resultado de imagem para sindicalista
Pró: Como sindicalistas têm, viagens gratuitas para congressos, seminários, quilómetros e gasolina paga para o seu carro, acesso a férias mais baratas dos protocolos do sindicato, e não, não são numa espelunca qualquer, é tudo nos locais do bom e do melhor. Representam o sindicato na União Europeia, na OIT e noutros organismos internacionais e são pagos por isso (e bem pagos) se forem eleitos para cargos, o que implica mais viagens e estadias fora do país
Contra: Se sair de dirigente perdem tudo o que está acima se voltarem para o local de trabalho, ou seja pagam gasolina, quilómetros, viagens sai-lhes do bolso.

Pró: Despesas de representação, não tem dias de férias certos, sendo que gozam todos os fins-de-semana prolongados, saem mais cedo à sexta-feira, leia-se não vão da parte da tarde, alguns até saem mais cedo à quinta…
Contra: Se sair de dirigente tem de ser o próprio a pagar tudo, tem de sair a horas, têm 22 dias de férias.
Havia mais para dizer, mas pensamos que já chega, por isso Democracia nos sindicatos?
Isso é bom para os outros…

2. É aqui que entra a parte dos fenómenos que se estão a passar na Europa, as convulsões que acima nos referimos, geradas por movimentos que não se bem de onde surgem, chegou a nosso ver a Portugal, claro por outra via.

Sem surpresa vos digo, pela via Sindical.

Não chegou pela via dos sindicalistas que atrás descrevemos, mas sim por alguém que abriu a pestana e viu uma oportunidade, e agarrou-a.

E agarrou-a tão bem que conseguiu parar o País, conseguiu colocar tudo em convulsão.

E o fenómeno não vai ficar por aqui, porque, apesar da contra informação governamental, apesar do silêncio dos partidos de direita, apesar da tímida reacção dos partidos de esquerda, e da posição dúbia dos sindicatos tradicionais.

Este fenómeno via fazer mossa, no Sindicalismo Português e o fenómeno vai-se estender, mais dia, menos dia aos partidos. Recordem-se que como dissemos atrás e agora mais claramente os Sindicatos é que “manobram” os partidos (uma parte a outra quem manobra é o grande capital).

O defeito desta greve dos Camionistas é eles não saberem transmitir bem as suas reivindicações.

Se um camionista ganha mal? Sim ganha.
E para ganhar mais e chegar a uns míseros 1.500 €, têm de trabalhar mais de 14 horas por dia.

Ou seja, estão a trabalhar o dobro ou quase o dobro do que deviam.

O princípio do Sindicalismo do fim do Séc. XIX 8x8X8 (8 horas de trabalho, 8 horas de descanso e 8 horas de lazer), não está implementado naquela classe (relembramos que outros povos da europa tiram esta quantia a trabalhar semana e meia).
 Resultado de imagem para 8x8x8 sindical
E isto não acontece só na classe dos camionistas, acontece em muitas outras classes, desde administrativos a técnicos, passando por marinheiros, taxistas etc… e muitos outros. Só que a diferença, neste momento a classe dos camionistas, não está representada pelos sindicatos que no ponto 1 nos referimos. Está representada por um sindicato que não tem “rabos-de-palha” e negoceia duro, como se negociava no início do movimento sindical.

Acresce que com isto, os Camionistas foram directos ao ideal europeu, aos princípios da subsidiariedade, aos princípios que nos andaram a vender que todos os europeus são iguais e que tendencialmente os salários deveriam convergir.

Eles foram direito à ilusão que nos venderam, a muito longo prazo, e querem essa ilusão já.

E é por isso, que achamos que com esta Greve dos Camionistas, o fenómeno que se está a passar na Europa chegou agora a Portugal.

Como vimos escrito no Facebook: “Entrou um Pardal no Galinheiro, imaginem se tivesse sido uma Raposa.”

A Brigada está expectante a ver no que isto dá, e está sempre, sempre pelo direito justo dos trabalhadores.

Tenho muitos galhardetes, bonecos e bandeirinhas
Tenho muitos calendários com vaidades de maminhas
Tenho muitos amoletos p'ra que a estrada me ilumine
Tenho sonho, tenho cama, a minha casa é a cabine.

Sou camionista, sou o maior
Sou camionista, sou o maior
Tenho a minha auto-pista
Onde sou rei e sou cantor…

Tenho vinte e quatro rodas e cavalos p'ra puxar
Tenho um rolo de papel p'ra quando me quero assuar
Tenho duas tatuagens, muitas curvas por fazer
Uma diz amor de mãe, a outra diz talvez.

Tenho sono, tenho fome, mas nunca quero parar
Só não sei por que encosto quando vejo um polegar
Tenho braços bué da fortes que é p'ra agarrar no volante
Mas sinto logo uma fraqueza quando ligas o cantante.

Sou camionista, sou o maior
Sou camionista, sou o maior
Tenho a minha auto-pista
Onde sou rei e sou cantor…