Virá um dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem."(Leonardo Da Vinci)
Caros Bloguistas Militantes,
Quero desejar a todos um EXCELENTE ANO DE 2010!
Este Post foi propositadamente colocado para entrar neste Ano de 2010.
Hoje mais uma vez o nosso Planeta TERRA faz anos, pelo menos segundo o calendário Juliano.
Bom, hoje é o dia da Paz e a TERRA faz anos, por isso, hoje e a partir de hoje devemos dar mais atenção ao planeta de todos nós.
Já que até ao ano passado parece que ninguém lhe deu a devida atenção. e eu já tinha dito o mesmo sobre este assunto.
É este ano que a nossa consciência ambiental tem de se manifestar.
Como dizia John Milton, no livro "Paraíso Perdido"-
"Não acuses a natureza, pois ela fez a sua parte. Agora faz tua a tua." .
Estou preocupado, andamos todos preocupados, sentimos que os anos e os séculos passaram pela Terra e o ecossistema que esta em si encerra está a entrar em entropia.
É certo que tudo tem um princípio e um fim, mas tem de ser na nossa ERA?
É verdade que as nossas atitudes ou omissões, tudo o que nós fizemos na Terra acelera a degradação, e muito do que está a acontecer a nós se deve, mas tem de ser na nossa ERA que isto dá o estoiro?
Espero que não, e quando der, que sejam causas naturais, e que já tenhamos descoberto formas de colonizar planetas noutras galáxias e que a humanidade seja mias natural e civilizada, e esteja em harmonia com tudo o que a rodeia.
Agora andamos preocupados... e espero que não seja acusado no futuro de nada ter feito... isso causa-me angústia....
É bem verdade o que alguém (que não sei precisar quem) escreveu "sopram no iogurte os que se queimaram na sopa"- Pois assim estamos nós.
Ficarmos parados de braços cruzados, porque sempre foi assim e sempre há-de ser, não é uma atitude de um ser humano pensante...
Dizia um amigo meu: "Não evoluímos espiritualmente desde o tempo dos antigos Gregos", vejo todas as armas nucleares e toda a tecnologia que já conseguimos evoluir, mas intelectualmente ainda estamos no SEC V A.C.
Um premiado de ficção científica escreveu "No fim , há um limite para os ensinamentos dos pais(...) . Para lá desse limite, o destino dos filhos está nas suas próprias mãos." David Brin, A guerra da Elevação, vol II, Europa América, pag.99
O nosso destino está nas nossas mãos e não na divina providência... antes estivesse...
Nós comportamo-nos como autenticas bestas com o nosso meio ambiente.
Andamos a trair quem nos acolheu no seu seio, andamos a morder a mão a quem nos dá de comer... David Brin, no livro "A guerra da Elevação", que eu já citei, escreveu o seguinte
"Ora- respondeu o chim , encolhendo os ombros.-Que importância tem a traição e o ataque a um patrono? Tudo faz parte do meu dia de trabalho." vol II, Europa América, pag192. CHIM=CHIMPAZÉ, PATRONO= RAÇA QUE O ELEVOU A SENCIENCIA.
Pois é embrenhados nas nossas vidinhas, perdemos a capacidade de ver o global e as nossas pequenas "traições" desrespeitam tudo e todos, e dizem respeito a tudo e a todos; mas como diz o chimpanzé no livro citado "tudo faz parte do meu dia de trabalho".
Quero neste início de novo ano, desejar-vos um BOM ANO DE 2010, dando realce à mensagem que David Brin deixou no livro atrás citado e que me tocou bastante.
Quem disser que os livros não nos mudam as perspectivas, está enganado, redondamente enganado e eu já no pós-fácio do livro mudei as minhas ideias, as minhas perspectivas e começo a mudar as minhas atitudes...
Não sou, não quero nem pretendo ser um envagelizador, mas estas palavras dever-nos-iam fazer reflectir e repensar as nossas perspectivas e atitudes:
"Primeiro receámos as outras criaturas que partilhavam a terra connosco.Depois, quando o nosso poder aumentou, pensámos nelas como sendo nossa propriedade, uma propriedade de que poderíamos dispor como nos apetecesse. A falácia mais recente (bastante simpática, em comparação) é a de jogar na ideia que os animais são virtuosos na sua naturalidade e que só a humanidade é louca, viciosa, rapace e diabólica, um verdadeiro cancro maligno da criação. Este ponto de vista afirma que a Terra e todas as suas criaturas estariam muito melhor sem nós.
Só ultimamente começámos a seguir um quarto caminho, uma nova maneira de olhar para o mundo e para o lugar que nele ocupamos. Um novo ponto de vista sobre a vida.
Poderemos ter evoluído, mas devemos perguntar a nós próprios se não seremos iguais aos outros mamíferos, sob muitos aspectos.
Não podemos tirar lições daquilo em que somos semelhantes? As diferenças não nos podem também ensinar qualquer coisa?
Assassínio e violação, as mais trágicas formas de doença mental... encontramo-las agora também entre os animais, tal como em nós. O aumento do poder cerebral só exagera o horror dessas nossas disfunções, mas não é a sua causa. A causa é a escuridão em que temos vivido. É a ignorância.
Não temos de nos encarar como monstros para propagarmos ou ensinarmos uma ética do ambientalismo. Hoje sabemos bastante bem que a nossa própria sobrevivência depende da manutenção de complexas redes ecológicas e da diversidade genética. Se destruir-mos a Natureza... morreremos.
No entanto, há mais razões para protegermos as outras espécies, entre as quais uma que raramente- ou nunca - é mencionada. Talvez sejamos os primeiros com a capacidade de falar, de pensar, de construir e ambicionar, mas podemos não ser os últimos.
Outros poderão seguir-nos nessa aventura.
Talvez um dia venhamos a ser julgados quanto ao modo como desempenhámos o nosso papel quando éramos os únicos guardiões da Terra." - David Brin, in "a guerra da elevação-vol II", no pós-escrito, pag.311, ano 1987.
Pensem nisto, reflictam e ajam em consonância.
BOM ANO DE 2010 para TODOS!
"Haverá um dia no qual o "homem" conhecerá o íntimo dos "animais", e neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a "humanidade"! (Leonardo Da Vinci)
Letra Carlos Alberto Moniz
Vamos fazer amigos entre os animais
Que amigos destes não são demais na vida
Que vêm aqui mostrar
Que têm uma família como eu e tu
Só que esta mora numa outra casa
Que se chama (Digam!)
Arca de Noé!
Vamos lá ver como é
Arca de Noé
Há animais que falam como nós
Como eu e tu
Há animais que falam como nós
Como eu e tu
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA LUTA POR BOAS CAUSAS, BOM ANO DE 2010 É O QUE TODA A BRIGADA DESEJA.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
VAMOS FAZER AMIGOS ENTRE OS ANIMAIS
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
TERRA SÓ HÁ UMA - e nós estamos todos juntos
Caros Bloguistas Militantes
Ia começar e acabar este post só com uma linha que era simplesmente para dizer BOAS FESTAS E UM EXCELENTE 2010 para todos vós.
Mas a Cimeira de Copenhaga, a Hopenhagen como alguns lhe queriam chamar, foi uma esperança vã... não chegámos, e sublinho chegámos, porque nas Democracias todos somos responsáveis, porque todos somos habitantes da Terra... NÃO CHEGÁMOS a nenhum acordo.
Estamos á beira de ser das últimas gerações de humanos a habitar este planeta, a continuarmos assim é para aí que caminhamos, e levamos muitas espécies de mamíferos e não só connosco.
Temos 4 pontos fundamentais e estratégicos pra atingir
1 -Este é um momento crucial para toda a humanidade em que são necessárias serem polítcamente tomadas decisões , Impor medidas, Arranjar soluções, Arranjar alternativas, Ter ideias.
Mas infelizmente atravessamos um tempo em que não vemos nos actuais políticos e nos seus assessores "alguém" que crie o "ELAN" necessário para que a humanidade que já está empenhada concilie os seus esforços.
Várias medidas para reduzir as emissões perigosas de CO2 tem de ser tomadas, e a utilização GRATUITA DE TRANSPORTES PÚBLICOS, é uma delas. Em Kioto impuseram-se quotas de emissão de CO2 aos países que assinaram o tratado, com a multa subsequente para quem não cumprisse. Mas em Kioto para mim foi um jogo de aparências, pois os países quiseram dar a impressão que se preocupavam com o ambiente, mas deram como sinal contrário, a possibilidade de comprarem as quotas de emissão de CO2 dos países não desenvolvidos que não as atinjam, em vez de arranjarem soluções para efectivamente reduzirem a emissão de CO2.

Uma espécie de poupa-se na farinha e gasta-se no farelo.
Com os TRANSPORTES GRATUITOS, a contribuição para a redução de CO2 seria visível , pois implicaria com mais uma ou duas medidas, como por exemplo taxar a entrada de carros dentro das cidades, que os cidadãos andassem mais de Transportes Públicos. Para os países era fácil financiar este tipo de iniciativa, pois o dinheiro que poupavam pela não emissão de CO2 dos transportes particulares, implicaria não atingir as quotas de CO2 e com o dinheiro que tinham de canalizar para multas ou para comprar quotas a outros países, serviam para pagar aos operadores de transportes para os compensar da gratuitidade.
2- Outro factor, é o da consciencializção dos povos. MUITO POUCOS FAZEM MUITO. Se os apartamentos que por exemplo os Portugueses Compram e que custam balúrdios, fossem climatizados, como nos países nórdicos, se a energia solar, o aproveitamento das águas de escorrência dos telhados que correm livremente e não são aproveitadas, se separássemos os esgotos pluviais dos residuais, e reaproveitássemos as águas dos pluviais para limpeza e descarga das águas na casa de banho, se utilizássemos lâmpadas económicas, se aproveitássemos as águas que vão para os esgotos para gerarem electricidade, se utilizássemos tachos e panelas na cozinha que precisam de menos calor para cozinhar, então as casas consumiriam menos energia e a emissão de CO2 para a atmosfera seria menor.
3- Por outro lado Mais Verde, Mais Verde, Mais Verde e despoluir os rios. Quem transforma o CO2 em O2 pela acção da fotossintese, são as árvores.
O abate maciço de árvores, a desflorestação, os incêndios sistemáticos, a falta de limpeza das matas e dos matos, destrói a biodiversidade, reduz a transformação de CO2 em O2.
Por isso mais verde, mais verde, investir mais verde, nas cidades, nos campos, nas planícies, nas montanhas e montes, ao longo das autoestradas, mais jardins, mais parques ecológicos como o de Monsanto ou similares, e deixarmos de investir no betão.
Despoluir os rios, salvaguardar as bacias hidrográficas, salvaguardar as águas de escorrência de modo a protegermos, abastecermos e restaurarmos os lençóis freáticos, que são tão importantes para reter água doce.
Limpar os leitos do rio e as suas margens do lixo e das construções em leitos de cheias.
Acabar de uma vez por todas com a emissão de poluentes que as indústrias fazem para a água e para os solos, investindo em indústrias e soluções de poluição zero ou quase zero, diminuir o consumo de energia pelas indústrias e fazer o reaproveitamento da energia despendida ou que esta seja auto-gerada.
5- Mas mesmo que estas medidas fossem tomadas, eu, que sou pela visão catastrofista, penso que este planeta em termos ambientais, depois do que já lhe fizemos nestes últimos 2 séculos, aliado a uma inevitável ordem natural, ele não vai deixar espaço para nós.
A Terra já mudou de pólos, de clima, já avançou e recuou mares, etc.. uma série de vezes, e vai continuar a fazê-lo. É INEVITÁVEL.
Nós, seres humanos, que nos dizemos inteligentes, já deveríamos ter pensado, em canalizar todos os nossos esforços e imaginação, não para as guerras ou não para a indústria do armamento, mas sim para a indústria espacial. Já deveríamos estar a explorar, novos mundos, novos planetas, já deveríamos estar a explorar fora do sistema solar.
Já deveríamos estar a colonizar esses planetas "civilizada e ambientalmente"com responsabilidade, cuidando do futuro da raça humana.
É A NOSSA ÚNICA SAÍDA, É A NOSSA ÚNICA ESPERANÇA... Nós já deveriamos estaer nas geração seguinte na ida par ao espaço
Mas estamos estão longe disso, tão longe...que duvido que consigamos, e se não conseguimos não sei se sobreviveremos...
Se conseguirmos então aí sim e porque estamos todos juntos...... serão BOAS AS FESTAS.
"We All Stand Together" - Paul McCartney
BOM BOM BOM,
BOM BOM BOM,
BOM BOM BOM BOM BOM.
WIN OR LOSE, SINK OR SWIM,
ONE THING IS CERTAIN, WE'LL NEVER GIVE IN.
SIDE BY SIDE, HAND IN HAND,
WE ALL STAND TOGETHER.
BOM BOM BOM - BY-I-YAH,
BOM BOM BOM - BY-I-YAH.
PLAY THE GAME, FIGHT THE FIGHT,
BUT WHAT'S THE POINT ON A BEAUTIFUL NIGHT?
ARM IN ARM, HAND IN HAND,
WE ALL STAND TOGETHER.
BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM.
LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
KEEPING US WARM IN THE NIGHT.
LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
WALK IN THE LIGHT, YOU'LL GET IT RIGHT.
DOO, DOO, DOO,
DOO, DOO, DOO,
DOO, DOO, DOO, DOO, DOO, DOO, DOO, DOO, DOO,
MEOW, MEOW, MEOW,
MEOW, MEOW, MEOW,
BOM BOM BOM BOM BOM.
LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
KEEPING US WARM IN THE NIGHT.
(BA-BA-BA-BA-BA BOM BOM)
LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
WALK IN THE LIGHT, YOU'LL GET IT RIGHT.
WIN OR LOSE, SINK OR SWIM,
ONE THING IS CERTAIN, WE'LL NEVER GIVE IN.
SIDE BY SIDE, HAND IN HAND,
WE ALL STAND TOGETHER.
BAM -
LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
LA-LA-LA-LA-LA-LA.
LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA-LA,
LA-LA-LA-LA,
LA-LA-LA-LA.
WE ALL STAND TOGETHER!
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA JÁ TEM EM MARCHA UMA EQUIPA ESPACIAL.
Publicada por
Cabo Napol "eao"
à(s)
01:58:00
0
Cavaleiros(as) Carregaram
Etiquetas: ambiente, Boas festas, Kioto, Transportes Gratuitos, verde
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Aminetou Haidar - A Ghandi Saharaui
Hoje destaco não um mas dois blogues:
o Primeiro que se chama "Blogo Social Português" tem como subtítulo-
"Que la pluma sea también una espada, y que su filo corte el oscuro muro por el que habrá de colarse el mañana [Subcomandante Marcos]", é como o nome indica um Blogue Social, de causas. Podem ver em http://blogosocialportugues.blogspot.com/
E o segundo é O blogue "Pimenta Negra"; Um blogue sobre os movimentos sociais, a ecologia, a contra-cultura, os livros, com uma perspectiva crítica sobre todas as formas de poder (económico, político, etc)
http://www.pimentanegra.blogspot.com/
Caros Bloguistas Militantes
Ainda não havia internet, e já os membros da Brigada apoiavam moções sobre a Autodeterminação de dois povos que eram oprimidos: Os Timorenses (ao tempo oprimidos pela Indonésia) e o Povo Saharaui (ao tempo e ainda hoje invadidos e oprimidos por Marrocos).
Devemos dizer que até temos uma certa simpatia pelo Reino de Marrocos, excepto nesta pequena, triste e importante matéria.
Após muitos anos de aprovação de moções, foi com uma alegria imensa que invadiu os nos nossos corações que assistimos à independência do Povo de Timor, largando o julgo ditatorial e sangrento da Indonésia.
Mas o sofrimento do Povo Saharaui continua, e nessa parte do globo não tivémos ainda a alegria que vivemos em Timor.
Mas afinal o que se passa no Sahara Ocidental, e porque é que faz greve de fome Aminetou Haidar?
Antes de ir directamente ao assunto deixem-me só enquadrar a situação.
Continua a ser com profunda tristeza que ainda se assiste à ocupação, tortura e outras atrocidades que Marrocos infere ao Sahara Ocidental.
Já deixei por limite de idade a organização que politicamente colocava em relevância estas causas e não as deixava cair no esquecimento.
Passados alguns anos, o dia a dia que nos consome, e nos faz ser egoístas e nada societários, fez com que esta causa dos Saharauis não fosse uma prioridade no nosso dia a dia mas sim uma leve lembrança.
Agora infelizmente o caso veio de novo à baila, e nós não poderíamos nem queremos ignorar.
historicamente, assim temos que o Sahara Ocidental (Sara Ocidental ou Sahara Ocidental) é um território na África Setentrional, limitado a norte por Marrocos, a leste pela Argélia, a leste e sul pela Mauritânia e a oeste pelo Oceano Atlântico, por onde faz fronteira com a região autónoma espanhola das Canárias.
Capital: El Aaiún.
O Sahara Ocidental está na Lista das Nações Unidas de territórios não-autónomos desde a década de 1960.
O controlo do território é disputado pelo Reino de Marrocos e pelo movimento independentista Frente Polisário.
Quando, em 1975, a Espanha abandonou a sua antiga colónia, deixou para trás um país sem quaisquer infra-estruturas, com uma população completamente analfabeta e desprovida de tudo. O vazio criado pela Espanha foi aproveitado pela Mauritânia (que se assenhora de 1/3 do território) e por Marrocos (que fica com o restante) para, ambos invocando direitos históricos, invadirem o território, sem que até hoje nenhum país ou instituição tenha reconhecido a soberania marroquina sobre esse território.
A situação é grave, tão grave como a que ocorreu em Timor-Leste, pois a força ocupante, Marrocos, não permite ao desde há 18 anos que o Povo Saharaui e as Nações Unidas apliquem aquilo que foi apresentado como a solução do problema e que, na altura, foi aceite pelas duas partes em conflito – o Reino de Marrocos e a Frente Polisário: um Referendo de Autodeterminação Livre e Justo (a ONU procedeu já ao censo da população com direito a votar e definiu as questões a colocar no referido referendo: Integração em Marrocos; Autonomia dentro do Reino de Marrocos ou Independência).
Aminatu Haidar, que tem tido uma atitude exemplar, comparada a de Mahatama Ghandi, foi expulsa a 14 de Novembro de 2009 do Sahara Ocidental para a Espanha pelas autoridades marroquinas, que lhe confiscaram o passaporte no aeroporto de Lanzarote (Espanha), faz hoje um mês que a activista Saharaui está em greve de fome para que as autoridades ocupantes lhe reconheçam a cidadania Saharaui e o direito de regressar ao Sahara Ocidental.
Ela faz parte "do Povo Saharaui que nos últimos 34 anos tem sido forçado a viver ou sob uma injusta e brutal ocupação no Sahara Ocidental ou em desolados campos de refugiados no deserto argelino", escreveu ela ao lideres da U.E.
Aminatu Haidar pede para que "pare com as detenções arbitrárias, a tortura e o desaparecimento de defensores dos direitos humanos no Sahara Ocidental ocupado" e que liberte os presos de consciência nas prisões marroquinas."
A activista pede ainda pressão sobre Marrocos para que seja autorizada a voltar a casa para junto dos filhos.
Não compreendo como é que a Espanha Socialista de Zapatero tem uma atitude tão vil e tão baixa, escudando-se na "Burocracia Internacional" e nas "Tramas Diplomáticas" para dizer que nada pode fazer.
Não entendo porque é que internamente e no campo das ideias os partidos sejam eles de que ideologia forem, dizem uma coisa, e tem princípios e depois perdem-nos todos quando se trata de relações internacionais ou de situações especificas que os seus ideários dizem para fazer exactamente o contrário.
Também não entendo onde e como é que podem ser diferentes a autodeterminação do povo de Timor e a dos Saharauis ou seja como é que o Governo de Portugal teve uma voz em relação aos primeiros e agora tem outra vez um ensurdecedor silêncio em relação aos segundos.
A política dos sorrisos e dos enganos e do "Laisser faire, laisser passer" não me convence e desilude-me, vou mais longe... deixa-me possesso.
É com grande preocupação, embora não visível, que assistimos à greve da fome que a lutadora Saharaui Aminetou Haidar está a fazer desde 14 de Novembro, no aeroporto de Lanzarote, para que as autoridades ocupantes lhe reconheçam a cidadania Saharaui e o direito de regressar a casa para junto dos seus filhos, em El Aiun, no Sahara Ocidental.
TIMOR-LESTE tem uma atitude coerente e de firmeza, pois sebe bem do que se trata, passou pelo mesmo, Ramos-Horta lançou um apelo “à libertação imediata e incondicional dos sete activistas Saharauis dos direitos humanos presos no dia 8 de Outubro de 2009 no aeroporto de Casablanca”, para além de ter exigido que se acabe imediatamente com este atentado aos Direitos humanos e ao direito de Autodeterminação.
Não podemos ignorar, como diz o poema: vemos, ouvimos e lemos.
Para terminar, duas notas:
A primeira, admiro a posição da Srª Aminetou Haidar que tem levado a sua luta tal como Mahatma Ghandi idealizou e levou Avante a sua, e a segunda é a seguinte:
Como já devem ter lido em posts anteriores, sabem como a Brigada é por um mundo sem fronteiras, mas admitimos que para chegar lá concedemos que temos de dar pequenos passos, e casos como este do Sahara Ocidental, são um passo que inevitavelmente teremos de dar, para chegar à situação que preconizamos como ideal (ver o post que publiquei em 14/02/2009).
Não ignoremos, não tomemos isto como banalidade, não tomemos isto como um caso típico que acontece diariamente e que encaramos como mais uma fatalidade, não condenemos, não nos refugiemos no nosso consumismo individualista quando toda uma sociedade humana grita por nós.
Não, é preciso saber dizer não, para que um dia todos oiçam o Sim desejado.
Não julgues nenhum Homem até teres caminhado com os seus sapatos durante um tempo... diz-nos um Provérbio Índio.
Clandestino - Manu Chao
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel
Pa' una ciudad del norte
Yo me fui a trabajar
Mi vida la dejé
Entre Ceuta y Gibraltar
Soy una raya en el mar
Fantasma en la ciudad
Mi vida va prohibida
Dice la autoridad
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Por no llevar papel
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Yo soy el quiebra ley
Mano Negra clandestina
Peruano clandestino
Africano clandestino
Marijuana ilegal
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel
Argelino clandestino
Nigeriano clandestino
Boliviano clandestino
Mano negra ilegal
HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA TEM DE INTERVIR NESTA E NOUTRAS SITUAÇÕES,POIS JÁ ANDA CALADA E PARADA HÁ MUITO TEMPO, A BRIGADA JÁ ESTÁ A TOCAR A REUNIR...NOVAMENTE
Publicada por
Cabo Napol "eao"
à(s)
09:30:00
0
Cavaleiros(as) Carregaram
Etiquetas: Aminetou Haidar, luta pela libertação, saharaui, solidariedade
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Aproveitamento da frente ribeirinha
Hoje o blogue em destaque é "Greeman" um blogue sobre jardinagem, com fotos de plantas, insectos e animais mais frequentes de serem encontrados num jardim. http://musgoverde.blogspot.com/ já sabem é só clicar em cima
Caros Bloguistas Militantes
O Porto, Coimbra e Lisboa, possuem frentes ribeirinhas de invejável beleza.
Cada uma das cidades temo perfume com as fragrâncias particulares do Rio que as banha.
Umas possuem um rio com caudal mais abundante outras tem-no com caudal mais exíguo e ainda dependendo da época do Ano.
Quando falo das frentes ribeirinhas não me restrinjo só a Lisboa, Porto e Coimbra. Abro o leque todo e falo de todas as cidades de Portugal que tem perto de si um magnífico rio.
No que toca a estas 3 cidades, quando falo em sub-aproveitamento refiro-me às duas margens.
Particularmente em relação a Lisboa falo em 60 km para montante e 40 km para jusante já apanhando Oceano)e no que concerne ao Porto 15 KM para Montante e 15km para jusante, já Coimbra só mesmo dentro da cidade, já que entramos em paisagem rural muito rapidamente, e descer o Mondego, quer de dia quer de noite é bem bonito, o aproveitamento aqui é bem mais limitado.
Se formos a Paris, vemos as margens do Sena bem aproveitadas.
O sena tem uma espécie de dupla margem, uma em cima e outra em baixo, em baixo poderemos assistir numa espécie de anfiteatros: espectáculos de ensino de capoeira, tango, artes marciais na parte inferior das margens.
Na margem superior temos as pequenas lojas, os artistas plásticos e os alfarrabistas, a dar vida e cor às agradáveis margens do rio.
Em muitas outras cidades europeias, nascidas perto de rios, vê-se uma série de aquanautas a usufruírem daquele bem da natureza com bastante regularidade, ele são restaurantes á beira-rio enquadrados com a paisagem, quer sejam em terra quer sejam em barcos, ele são barcos à vela em actividade de ensino ou recreio, ele são provas ou treino de canoagem, vela, pesca desportiva, jogging e outra infinidade de actividades de lazer, que aproveitam bem a sua frente ribeirinha.
Quando olhamos para as nossas frentes ribeirinhas o desalento é enorme, mesmo sem compararmos com as outras cidades europeias.
O voltar de costas das cidades aos seus rios, muitas vezes até poluídos os deixam estar é profundamente desmotivador, triste, decadente, sem cor e de mau gosto.
A natureza deu-nos rios magníficos e condições excepcionais nas cidades, em particular nas que já citei.
O Porto com aquela encosta recortada é magnífico, tão magnífico que o Douro foi considerado património da Humanidade.
Falamos das encostas vinhateiras do Douro, agora quanto ao Porto própriamente dito, também não aproveita a sua frente ribeirinha.
As cidades acomodaram-se ao seu rio, não estão viradas para ele e teem-no só como paisagem.
Tivesse Portugal outro tipo de povo, outra tipo de gente com estas condições e não tínhamos o Tejo, o Mondego e o Douro tão poluídos e desaproveitados.
Por exemplo: As regatas Oxford/Cambridge efectuadas no Tamisa, poderiam ter em Lisboa qualquer coisa do mesmo género a ser realizadas pelas nossas universidades.
Aliás poderia até ir mais além pois o Rio tem largura e caudal para serem feitos muitos outros desportos.
Mas nós não optámos por essa via, optámos pela via dos contentores em Alcântara, da Fundação Champalimaud em Algés, e outras construções perto do rio e com altura que tiram a beleza toda da paisagem e o gosto de usufruir do rio na sua plenitude.
É o querer o rio só para alguns.
Um aparte, acho piada os cidadãos preocupados com a altura dos Contentores em Alcântara, quando nem 3 Km mais à frente a Fundação Champalimaud, que está a ser construída tem efeito igual ou pior ao dos contentores, mas ninguém se preocupa...
Será que tem a ver com a mudança de "cor" e de Concelho? ...
Neste aspecto o Porto e Coimbra estão muito melhores, talvez porque se faça sentir menos o jugo da gestão do "Porto de Lisboa".
Eu explico, só agora é que o Governo retirou ao Porto de Lisboa a gestão da frente ribeirinha, caso não saibam o "U" que faz a bacia do Tejo e que abrange obviamente ambas as margens, da Trafaria a Cascais, sendo que o meio do "U" é Vila Franca de Xira, não pertence aos terrenos das Câmaras locais, mas é gerido pelo Porto de Lisboa.
Ou melhor era,só agora passou parte da gestão para a C.M.L., o Porto de Lisboa deixou as margens do Tejo ao abandono, nuns locais ainda bem, noutros foi péssimo.
Quem andar pelas terras que Soeiro Pereira Gomes tão bem descreve no seu livro "Esteiros", vê com tristeza uma parte da frente do Rio Tejo nas margens de Alhandra sub-aproveitada, mas não melhora se formos para os lados do Samouco.
O que se quer é que se preserve o micro-clima e a nidificação das aves migratórias, que tem de ser preservada no lado de Alcochete/Montijo, deixando a vida selvagem em paz, mas as margens do rio e os arredores preservados para que a natureza não seja perturbada, e também se quer na outra margem que se crie espaços de lazer, de convívio, de formação como tem o rio Sena nos seus anfiteatros, locais para os artistas plásticos, locais para caminhadas e percursos de bicicleta e também virada para os desportos náuticos .
Ora esta vicissitude não é partilhada em grande parte na foz do Douro e nenhuma parte nas margens do Mondego, pelo menos até Coimbra.
Voltando ao Tejo, só quem nunca subiu o Rio da barra até Santa Apolónia, é que ignora a beleza de Lisboa de quem vem do Oceano Atlântico.
É um mais que um postal turístico, é uma beleza de cor, cheiro, e um despertar para os sentidos que é muito particular.
O facto de fazerem construções desproporcionais e não respeitando os declives dos montes em redor das margens do rio, o facto de colocarem Silos feios e incaracterísticos, acrescentando agora um terminal de contentores gigantes, a fundação Champalimaud, e mais uns quantos condomínios privados de luxo, não ajuda nada o turismo da região e afasta o direito que os cidadãos tem de usufruírem do rio.
A linha de comboio e a parte da marginal entre Cais-Sodré e Algés, funciona como um muro que não deixa também os cidadãos aproximarem-se do rio.
Algumas coisas já foram feitas, como por exemplo passarem finalmente a gestão do espaço para a C.M.Lisboa, não sei se com meios financeiros, mas passaram, assim o cidadão já pode opinar sobre o espaço... para bem ou para mal... veremos...
Qualquer das maneiras ainda não foi feito o suficiente, e assim vemos os centros comerciais cada vez mais cheios o consumismo a ganhar espaço em relação ao lazer e ao desporto e ao bem-estar social.
Um Incentivo à prática dos desportos náuticos, programas voltados para essa prática, pois são também desportos olímpicos e temos condições ideiais para estagiar/treinar.
O desporto e o lazer no rio fazem sentir um carinho diferente pela vida, que o contacto com a água/natureza nos faz reflectir, isso tem de ser incentivado.
A linha de comboio e a marginal entre Cais do Sodré e Algés, tem de ser repensada, talvez como alguém sugeriu uma espécie de ondas, em que alternadamente a linha e a estrada são subterrâneas e noutros locais estão à superfície, acabando assim as barreiras entre a estrada/linha e o rio.
Houve tempo que se tomaram as decisões erradas em relação à frente rio nas cidades, já passou a hora de dizer basta, agora está na hora de reverter essas decisões, fazer a obra bem feita, harmoniosa e perfeita e justamente nos devolver o Rio a todos.
E por último que os rios sejam despoluídos, de modo a que os Golfinhos voltem... em particular ao Tejo.
P.S. A minha homenagem a Frederico de Brito, por esta canção com uma letra excepcional.
Canoas do Tejo Letra e música: Frederico de Brito
Canoa de vela erguida,
Que vens do Cais da Ribeira,
Gaivota, que andas perdida,
Sem encontrar companheira
O vento sopra nas fragas,
O Sol parece um morango,
E o Tejo baila com as vagas
A ensaiar um fandango
[refrão:]
Canoa,
Conheces bem
Quando há norte pela proa,
Quantas voltas tem Lisboa,
E as muralhas que ela tem
[1:]
Canoa,
Por onde vais?
Se algum barco te abalroa,
Nunca mais voltas ao cais,
Nunca, nunca, nunca mais
Canoa de vela panda,
Que vens da boca da barra,
E trazes na aragem branda
Gemidos de uma guitarra
Teu arrais prendeu a vela,
E se adormeceu, deixa-lo
Agora muita cautela,
Não vá o mar acordá-lo
[refrão]
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA NAS HORAS DO LAZER DESFRUTA DO RIO QUANDO A DEIXAM, E RECORDA SEMPRE A ENTRADA EM LISBOA VINDO DA BARRA.
Publicada por
Cabo Napol "eao"
à(s)
16:30:00
0
Cavaleiros(as) Carregaram
Etiquetas: desportos náuticos, frente ribeirinha, marginal, Porto Lisboa, rio
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
os bons cozinheiros
Hoje destaco o blogue "bonspetiscos", um blogue de ler e salivar por mais ... já sabem é só ir a http://bonspetiscos.blogspot.com/ já sabem é só clicar em cima
Caros Bloguistas mIlitantes
Milénios de evolução e não passamos do mesmo...
Milhares de anos de aprendizagem e sempre vamos parar ao mesmo...
Nas Escolas, nas ruas, campos, construções, nos carros, nos autocarros, barcos e aviões.
Só ouvimos futilidades, conclusões sem o mínimo de espírito crítico ou bocejo de argumentação, sempre com profundidade zero.
Cada vez eu acredito mais que : sejam eles/as pedreiros, cientistas, professores, engenheiros, políticos, profissionais da limpeza, físicos nucleares ou motoristas de táxi.... só pensam numa coisa.
No que é que vai ser o almoço.
É por isso que eu acho que quem escolheu ser cozinheiro é a pessoa mais sábia e avisada do mundo.
Escolheu uma profissão de contentamento dos outros, em que todos com maior ou menor atenção, todos olham para ele/a.
Depois há aqueles que são requintados... e esses fazem dos comeres as delícias dos prazeres.
Esses são denominados de chef's.
Um bom chef satisfaz homens e mulheres na mesa... em quantidades por vezes exíguas...mas o que é bom é para ser apreciado nas quantidades certas... como um bom cozido à portuguesa, uma boa feijoada... e tantos e tantos pratos bons que os Franceses nem sonham...
Mas sem depreciação nenhuma, um/a bom/a cozinheiro/a é o/a maior da nossa sociedade, são eles que nos fazem mover todos os dias.
Hoje deixo-os aqui uma receita... simples de fazer... só demora 50 minutos...
Lombos de Salmão Marinados com Alecrim
Ingredientes
Bom azeite Q.B.,
Sal q.b.
Alecrim q.b.
1 folha de louro
4 postas de Lombos de salmão 300 gr.
alecrim que de para cobrir as postas de salmão
sumo de meio limão
Sumo de meia Laranja
2 colheres de sopa de molho de soja
1 colher de chá de Açúcar mascavado
pimenta q.b.
1 colher de sobremesa de vinagre de sidra
alho em pó q.b.
Couves de Bruxelas 3 por pessoa
4 Batatas grandes partidas em cubos ou entoa batatas pequeninas 4 por pessoa.
Preparação
Coloque os Lombos de Salmão numa travessa, tempere alho em pó, um toque de pimenta,coloque por cima o açúcar mascavado. Regue com o sumo de limão e da laranja, acrescente o molho de soja, o vinagre de Sidra e finalize colocando o alecrim por cima das postas de salmão.
Deixe marinar por 20 minutos ou mais.
Aqueça o forno a 200 graus e coloque o salmão com as batatas por 20 minutos, até as batatas e o salmão estarem ok.
Servir com legumes. (couves de bruxelas)
Et voilá
Por último chamar-me para ir lavar as mãos e ir para a mesa.
Mais uma vez esta é uma singela homenagem que eu deixo ao tempo que nos Escoteiros.
Muitos foram os cozinhados que lá fiz e aprendi, e sobretudo a arte de cozinhar a lenha (poucas ou nenhumas vezes deixámos queimar).
Quero em particular homenagear mais uma vez a meu pai, o Chefe Armando Inácio, que conjuntamente com o chefe Manuel Tacão Monteiro fez esta canção engraçada.
Canção que cantávamos quer na cozinha, quer nos Fogos de Conselho, vestidos de cozinheiro e com grandes colheres de pau na mão.
Belos tempos e a Saudade é grande.
Um grande abraço para eles todos, estejam eles em que parte do universo estiverem.
Até sempre.
OS DOIS COZINHEIROS Letra de Armando Inácio e Música de Manuel Tacão Monteiro
Somos 2 cozinheiros,
aventureiros
sempre alegres e contentes
Para fazermos guisados
somos chamados
nós os 2 por toda a gente
Faca na mão
para descascar batatas
e colherão para volta ao caldeiro
Somos 2 tipos com bastante lata
por isso somos
2 bons cozinheiros
No primeiro acampamento
em que entramos em acção
fizemos o alimento
para a nossa divisão
O rancho estava perfeito
qualquer coisa de espantar
só com um pequeno defeito
ninguém o pode tragar.
Somos 2 cozinheiros,
aventureiros
sempre alegres e contentes
Para fazermos guisados
somos chamados
nós os 2 por toda a gente
Faca na mão
para descascar batatas
e colherão para volta ao caldeiro
Somos 2 tipos com bastante lata
por isso somos
2 bons cozinheiros
Certo dia num banquete
fizemos um bolo rei
pouco açúcar
pouco leite
como ficou eu não sei
só sei que o dono escamado
quase nos partia os dentes
Ficámos desempregados
sempre alegres e contentes
Somos 2 cozinheiros,
aventureiros
sempre alegres e contentes
Para fazermos guisados
somos chamados
nós os 2 por toda a gente
Faca na mão
para descascar batatas
e colherão para volta ao caldeiro
Somos 2 tipos com bastante lata
por isso somos
2 bons cozinheiros
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? O MELHOR DA BRIGADA É A HORA DA PAPAROCA... MIAM MIAM ..EHEHEHEH....
Publicada por
Cabo Napol "eao"
à(s)
20:00:00
0
Cavaleiros(as) Carregaram
Etiquetas: culinária, escoteiros, receita, salmão
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Viva a música
Hoje destaco o blogue "Porque hoje é sábado" que cita no seu "prefácio" Vinicius de Moraes "A vida vem em ondas como o mar...", vale a pena ver estas discorrências sobre a vida do dia a dia. http://sabadodois.blogspot.com/
Nota prévia : Não podia deixar de passar em claro o 25 de Novembro de 1975, vivemos em Democracia hoje graças a esta manobra militar levada a cabo neste dia.
Quando fui autarca tinha infelizmente um Presidente Comunista a dirigir a autarquia, muitos anos de atraso vivemos devido a erros como este.
Quando chegava esta data, nada me dava mais gozo do que apresentar uma moção de congratulações e homenagem a quem fez o 25 de Novembro de 1975
Então ele era ver os comunistas pior que estragados a dar saltos e a barafustar quase espumando pela boca.
O Golpe militar que pôs fim à influência da esquerda militar radical no período revolucionário iniciado em Portugal, esta acção militar constituiu uma resposta à resolução do então Conselho da Revolução de desmantelar a base aérea de Tancos e de substituir alguns comandantes militares.
Os partidários do designado "Poder Popular" ocupam então várias bases militares, bem como meios de comunicação social. Este contra-golpe foi levado a cabo pelos militares da ala moderada, na qual se enquadrava Vasco Lourenço, Jaime Neves e Ramalho Eanes.
Consequentemente, o Almirante Pinheiro de Azevedo permaneceu no poder enquanto primeiro-ministro do VI Governo Provisório e demitiram-se alguns militares entre os quais Otelo Saraiva de Carvalho.
O 25 de Novembro traduziu militarmente aquilo que a nível político se vivera no Verão Quente de 75 dando origem a uma crescente estabilidade permitida pelo reforço do pluripartidarismo e da Assembleia Constituinte, que se tornou visível com a redacção da Primeira Constituição verdadeiramente democrática: A C.R.P. de 1976
Caros Bloguistas Militantes
Com tantos casos da justiça por aí , tantos problemas para resolver, hoje resolvi dar uma folga e escrever algo mais ligeiro, mas não menos profundo.
O som, a música (para quem não é surdo) é uma coisa maravilhosa.
Não estou a dizer nenhuma novidade.
Todos temos as nossas músicas, as músicas que nos marcaram em determinada altura, em determinado lugar, numa situação especifica ou por nada de especial.
E depois temos os nossos/as preferidos/as, aquela música, aquele cantor, aquela cantora, aquele compositor, que por gostarmos da sonoridade nos marcaram.
Mas sinto-me honrado, orgulhoso e sinto-me feliz, por ter nascido num tempo em que pude e posso ouvir Chico Buarque.
As letras das músicas de Chico Buarque, o seu trabalhar do português do Brasil, as coisas e as causas que apresenta nas suas músicas, animam-me e deixam-me verdadeiramente feliz.
Estou a falar de Chico Buarque em particular mas poderia falar de tantos outros, tantos outros poetas e compositores que fizeram letras e músicas que inspiraram gerações e revoluções.
Nos fizeram sair da rotina.
A música que nos alegra todos os dias quando vamos para o trabalho, quando estamos na rotina do trabalho e em tantas, tantas ocasiões.
A todos os compositores de boa música, e entenda-se boa música a que eu gosto... como é óbvio, o meu muito obrigado.
E por isso digo VIVA A MÚSICA e Viva o 25 de Novembro de 1975.
Minha Música - José Cid
Música, eu nasci prá música
Para te ver sorrir e a sonhar
E se escutares com atenção
Tens o bater do teu coração
Na minha música
Recordo-me hoje vagamente
De quando era criança
Vivia numa vila linda à beira Tejo
Tinha uma namorada loira
E os amigos da escola
Sexta-Feira Santa ia no cortejo
E o meu pai dizia filho quando fores maior
Tens que ser um engenheiro ou Doutor
Qual Doutor dizia eu
Que mau Doutor seria
Quero é cantar numa telefonia
Refrão:
Música, eu nasci prá música
Para te ver sorrir e a sonhar
E se escutares com atenção
Tens o bater do teu coração
Na minha música
Quando entrei para o liceu
Comecei a tocar
O Jazz, a Bossanova, o Blues e o Rock and Roll
O Antonio, o Marco e Michael
Eram os mil cento e onze
Os Beatles, Elton John, Bob Dylan e os Rolling Stones
E o meu pai dizia filho
Tens que usar gravata
Vê mas é se ganhas tino e juizinho
De blusão e de Blue Jeans igual a James Dean
Já mordia cá por dentro esse bichinho
Refrão:
Música, eu nasci prá música
Para te ver sorrir e a sonhar
E se escutares com atenção
Tens o bater do teu coração
Na minha música
Refrão:
Música, eu nasci prá música
Para te ver sorrir e a sonhar
E se escutares com atenção
Tens o bater do teu coração
Na minha música
Na minha musi
Minha musi
Minha música
Ele há cargas fantásticas não há? As nossas cargas são sempre acompanhadas de música.... causam mais impacto e são muito mais alegres e divertidas.
Publicada por
Cabo Napol "eao"
à(s)
11:50:00
0
Cavaleiros(as) Carregaram
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Tempus fugit. Carpe diem. Parte III
Caros Bloguistas Militantes
O tempo passa.
Vamos vogando aqui pelo planeta...
E por este planeta, porque infelizmente não nos aventuramos pelo espaço, e não colonizamos outro planeta.
Isto de ir ao espaço não é para todos... ainda... nem vai ser tão cedo infelizmente.
E o tempo passa.
E por falar em tempo a passar, achei piada aquela frase, "vive intensamente cada dia, como se fosse o último, vai haver um dia que acertarás".
Já repararam que nós os humanos, temos uma esperança de vida cerca de 70 a 80 anos.
Só 70 a 80 anos, um elefante ou uma tartaruga vivem em média mais que nós.
Não somos, como queremos fazer crer, a espécie mais forte.
É certo que desde o Australopitecus, a esperança de vida já aumentou muito, mas mesmo assim para a inteligencia e capacidade que dizemos ter, ainda é pouco, muito pouco.
Não quero a imortalidade, mas uma esperança de vida tão efémera também não me seduz.
O mundo é tão cheio, existe tanta coisa para fazer, que 70 ou 80 anos não chega o tempo para os realizar.
Imaginem uma biblioteca imensa cheia de livros e nós com 70 ou 80 anos não temos tempo para os ler, nem que multiplicassemos por 3 essas vidas.
Já imaginaram a partilha de conhecimentos que nós perdemos.
E depois, um dia, uma hora, um minuto num segundo, tudo acaba.
Deixamos coisas por fazer, algo a meio... nunca teremos tempo para acabar a tarefa ou as tarefas. Imaginem o quão triste não é deixar um livro a meio...
Nós a ler uma história ou um artigo cientifico, ou seja lá o que for e de repente, deixamos de estar vivos...
E lá se fica o livro numa palavra, a meio de uma frase, numa virgula ou num ponto final.
Já imaginaram, que existe e existirá sempre, uma passagem que será sempre a última vez que a lemos, uma cara que será sempre a última vez que a contemplamos, um nascer ou por do sol que é a última vez que o vemos.
A última vez que saboreamos determinada refeição, a última vez que apreciamos o rio a correr para o mar, a última vez que ouvimos o rouxinol a cantar.
A última festa que damos no nosso cão ou gato, a última vez que falámos com um nosso familiar, sem muitas dizer o que queremos, o que realmente é importante.
Tanta vez que nunca nos despedimos de alguém como esse alguém merceria.
É, o tempo passa, e passa por todos, é inexorável.
Já habitamos este planeta há milhões de anos, e deixámos tanto espaço por explorar e com as nossas guerrinhas, os nossos umbigos, ficámos e permanecemos aqui confinados à Terra.
Pior, confinádos à nossa Terra, com um planeta inteiro para explorar e nós sem por ele poder vagar.
A terra é imensa, e no entanto é tão comum existirem pessoas que nem da sua terrinha saíram, nem 50 kilometros andaram.
O tempo passa e raramente lhe ligamos muito.
Não estou triste, não, pelo contrário, ainda bem que o tempo por mim passa, é bom sinal, enquanto vai passando.
Ganhamos umas faculdades, perdemos outras, vamos evoluindo... mas o tempo, esse passa.
E vemos crescer betão onde dantes eram árvores ou campos verdes e ficamos tristes.
E vemos a Paz acontecer em países que depois voltam á guerra, á maldita guerra que não nos deixa em paz.
O Tempo passa, e vemos tanta intolerância a andar á solta, por tantos motivos estúpidos e fúteis. Sim, porque qualquer motivo é estúpido e fútil, tanto para a intolerância, como para começar uma guerra.
E o tempo passa.
E já podíamos estar mais evoluídos, mais humanos, menos destruídores, mais conscientes do nosso papel.
Sim, porque o tempo passa. Já evoluímos, já retrocedemos, já construímos, já destruímos.
E ainda nos falta tanta coisa e tão pouco tempo.
E eu que gostava tanto de ter uma nave espacial...
Porque sabem... o tempo passa e viajar à velocidade da luz, dá a sensação de se aproveitar melhor o tempo.
Mas sabem para nós Portugueses, isso não importa nada.
Nada. Mesmo nada, estas filosofias e pensamentos pouco importam.
Não importa que o tempo passe, não importa que haja guerra, ou fome, ou intolerância, ou que um louco até à pouco tempo tomasse conta do mundo destruindo-o provocando o caos com a desculpa que anda atrás de outro louco.
Não importa o aquecimento global, a poluição, a desflorestação, a extinção das espécies.
Não, não importa que o tempo passe, e que a destruição seja contínua.
Para nós Portugueses (para a maioria dos Portugueses), o que realmente é importante não é nada disso.
O que importa ... para nós Portugueses...
O que é mesmo , mas mesmo muito importante...
É que o Benfica ganhe... O resto que se lixe...
Ora bolas.
Oração Ao Tempo -Caetano Veloso
És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...
Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...
O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...
Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...
Ele há cargas fantásticas, não há? Mesmo que o tempo passe, ele há realmente cargas fantásticas...
Publicada por
Cabo Napol "eao"
à(s)
09:30:00
0
Cavaleiros(as) Carregaram
sábado, 14 de novembro de 2009
Buracos da minha cidade
Caros Bloguistas Militantes
Existe, dizem, uma lei escrita um regulamento ou uma postura municipal, que reza mais ou menos o seguinte "Qualquer buraco feito na cidade tem de ser tapado por quem o fez, nem, que esteja outro atrás com uma picareta para o abrir de novo".
A falta de planeamento só nos causa prejuízos, dores de cabeça, stress e desperdício de dinheiro. Como é possível, que tendo o povo Romano inventado o saneamento, hoje em dia ainda exista gente sem esgotos?
Como é possível, que nós tendo avançado com a Medicina, sabe os que a falta de Saneamento Básico provoca inúmeras doenças, ainda não temos 100% do território coberto por saneamento básico?
Não posso conceber, que nas zonas turísticas e não só, como é o caso de Belém, quando está a maré baixa, o cheiro seja insuportável.
Como é possível que após as obras do Terreiro do Paço, com a maré alta o cheiro seja insuportável.
Isto não é bom para os Lisboetas, não é bom para os estrangeiros que nos visitam, não é bom para ninguém.
Porque é que não se fazem intervenções de fundo no Saneamento das cidades?
Quando me refiro a Lisboa, só a dou como exemplo, o mesmo se passa noutras cidades do país.
As medidas de fundo, intervindo nas ruas e no seu saneamento, são mais que urgentes, já deveriam ter sido feitas o Século passado.
Vejamos os que tem de mudar:
- Os passeios não podem estar como estão, prejudicado tudo e todos, aquela calçada com pedra calcária, aos pedacinhos, parece que alguém deixou cair algo no chão e estragou o passeio, tem de acabar, (aquilo não é calçada portuguesa), tem de ser erradicada, prejudica as pessoas com mobilidade reduzida e provoca inúmeros acidentes. Só se manteria a calçada Portuguesa nos Locais turísticos da cidade.

- Os esgotos pluviais, nestas intervenções de fundo, não podem confluir com os esgotos sanitários, tem de seguir condutas diferentes, e destinos diferentes. Os primeiros podem e devem ser reaproveitados para descargas nas sanitas e lavagem de ruas, e o excedente se o houver vai para o rio; os segundos só devem ter um destino a ETAR mais próxima para serem tratados, antes de serem lançados ao rio.
- As empresas fornecedoras de serviços, entre outras: Electricidade, Gás, Telefone, Televisão, Água, Fibra Óptica para diversos serviços, e outros que ainda hão-de inventar, deveriam ser obrigadas a entenderem-se com as Câmaras Municipais e coordenar as obras e intervenções que vão fazer na cidade, exceptuando claro está as emergências. Já basta de estar constantemente a abrir buracos em ruas acabadas de arranjar.
- As Câmaras municipais quando arranjam as ruas deveriam fazê-lo a fundo, e não limitando-se eleitoralmente a colocar alcatrão por cima de alcatrão para a rua ficar com um piso bom durante algum tempo. Deveria ser evitado ser colocado alcatrão por cima das pedras basálticas da calçada, pois a água que escorre por baixo vai partir o alcatrão todo. Fazendo uma intervenção de fundo, a rua fica mais sólida e atreita a fazer menos buracos e o alcatrão dura mais tempo.
- As Câmaras em conjunto com o governo, deveriam coordenar-se para que existisse em todas as ruas, de todo o país, condutas técnicas (tal como existe em muitos países civilizados), para que as empresas fornecedoras de serviços, Electricidade, Gás, Telefone, Televisão, Água, Fibra Óptica para diversos serviços, e outros que ainda hão-de inventar, fossem obrigados a passar os caos e cablagem por essas condutas técnicas, e quando houvesse avarias ou rompimentos, evitassem de estar a esburacar as ruas todas.
Construção: Chico Buarque
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? NA BRIGADA TODOS OS ATAQUES SÃO PLANEADOS ESTRATÉGICAMENTE, ATÉ O ATAQUE AO ALMOÇO...
Publicada por
Cabo Napol "eao"
à(s)
09:30:00
1 Cavaleiros(as) Carregaram
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Lisboa.... Tem muito trânsito
Hoje destaco o Blogue "Arcebispo de Cantuaria", um blogue atento à sociedade e cheio de humor sarcástico... já sabem vão lá ver e riam-se http://arcebispodecantuaria.blogs.sapo.pt/ já sabem é só clicar
Caros Bloguistas militantes
Andamos todos preocupados com o ambiente e com razão, muitas são as ideias e poucas são as vontades.
Só vejo preocupações mas acções, essas, poucas se vislumbram.
Oiço falar em medidas como :
- Retirar carros das cidades;
- Incentiva o uso dos transportes públicos;
Mas se temos essas ideias positivas, assistimos muitas vezes a medidas contrárias a elas, como por exemplo, o aumento dos parques de estacionamento, o aumento das zonas de estacionamento, a diminuição do passeio para os peões, a não implementação de pistas para bicicletas e veículos não motorizados, o não investimento nos transportes públicos, a falta de coordenação entre os transportes, a demora em haver uma Autoridade Metropolitana de Transportes.
Falam muito agora dos carros eléctricos, que são uma inovação, mas se repararmos bem: Lisboa, Coimbra e Porto já desde o Séc XIX que usam carros eléctricos... Sim os eléctricos ... transportes públicos... são carros eléctricos.
Mas como todos nós sabemos houve aí uma onda de iluminados que fizeram diminuir e muito as linhas de eléctricos nessas 3 cidades, tanto é assim que o Porto por exemplo só tem carros eléctricos, no Verão e para Turistas.
Lisboa, acabou com mais de metade da linha de eléctricos, sei que a nova Câmara Municipal quer implementar eléctricos rápidos, na circular externa da cidade, e entre as colinas de Alcântara e Prazeres.
Sintra chegou mesmo a acabar com a linha de eléctrico para a Praia das Maçãs, agora é que voltou a implementá-la felizmente.
Para alguns sinais e medidas positivas, assistimos a medidas contraditórias, como são o aumento das autoestradas, o desinvestimento nos transportes públicos, a não requalificação e investimento nas vias pedonais e afins.
O IC19 é o itinerário mais congestionado em toda a Europa, aliás os acessos às capitais de distrito principais, Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, comparados com o trânsito de S.Paulo, ainda não são um Caos.
Digamos que aqui é só uma amostra, mas diria que para a nossa dimensão é bastante preocupante.
Uma das razões de ser deste congestionamento do tráfego, já o expliquei noutros posts que publiquei tem a ver com o preço do solo, a venda e o arrendamento nas capitais de Distrito, e a fuga para a periferia dos naturais dessas capitais.
Como o trabalho se mantém dentro da cidade, o fluxo migratório de ida e volta dos cidadãos de casa para o trabalho e do trabalho para casa todos os dias, origina transito problemático e o cansaço em todos nós.
Várias soluções existem para o problema, vontade política existisse para as implementar e para obrigar os cidadãos a aderir.
Por exemplo :
Entradas a horas desfasadas, se as empresas permitissem aos seus funcionários um horário flexível, uma boa parte do problema do trânsito resolvia-se; as capitais se impuserem às empresas que por exemplo a Empresa de A a G entram os seus funcionários às 9 horas, de H a O entram às 9.30, da P a Z entram às 10 horas, se calhar o fluxo de trânsito já não era tão intenso.
Mas teríamos de ir mais longe, devíamos seguir um exemplo que os militares já possuem há muito tempo, que são autocarros para transportar o seu pessoal de manhã de casa para o quartel e à tarde do Quartel para casa.
Deveria ser obrigatório para as empresas com mais de 50 pessoas, possuirem um autocarro da empresa para transportar o seu pessoal de casa para o trabalho e vice-versa, trocava-se assim 50 carros por um autocarro.
As grandes empresas estatais ou particulares, deveriam dar o exemplo, o Colombo (leia-se centros comerciais) deveriam ter autocarros para o efeito, as Câmaras Municipais também, os ministérios principalmente.
Imaginem por exemplo a Câmara de Lisboa e os seus inúmeros funcionários, se tivessem vários autocarros que os levassem do emprego para casa e de casa para o emprego, as centenas de carros e de lugares de estacionamento que não poupávamos e ficavam livres.
A quantidade de combustível que era poupada só com esta medida, com efeitos no nosso ar ambiente, as filas que se reduziriam sem estes carros a entrarem diariamente na cidade.
Acabava-se também com os benefícios de os chefes de departamento e directores terem direito a carro da Câmara ou da empresa, e poupava-se uns milhares.
As empresas com menos de 50 funcionários associar-se-iam e coordenar-se-iam para que em conjunto tivessem este serviço e dividissem as despesas.
Tenho a certeza que com estas medidas reduzir-se-iam e muito as filas de trânsito e as dores de cabeça...
O carro é um luxo (o nosso país ainda está na 2ª geração automóvel, enquanto que outros países já vão na 3ª geração automovel)e como tal deve ser tratado, quem o quiser usar e prejudicar o ambiente paga pelo seu uso.
Não me venham com desculpas que, ah e tal eu sou vendedor e preciso do carro, para transportar as coisas, ou outros argumentos comodistas quaisquer.
O uso do carro deveria ser regulamentado e o uso dos transportes públicos incentivado, aliás em consonância com o meu post de há uns dias atrás (para onde vos remeto), os transportes públicos deveriam ser gratuitos e mais abundantes e cobrirem mais áreas.
O chamado "Car-pool", ou seja a partilha do carro todos os dias por um grupo de pessoas, deveria ser incentivada e ter pistas próprias para quem aderisse.
Por último, as cargas e descargas, como já referi num post anterior, as cargas e descargas, não podem nem devem ser feitas, nas horas de ponta, nas horas de entrada das empresas (remeto-vos para a leitura desse post), isto para o trânsito fluir mais rapidamente.
Temos que proteger o ambiente e as nossas condições de vida, não faz sentido perdermos horas infinitas no trânsito, TEMPUS FUGIT, a nossa vida não é eterna, é efémera e não convém desperdiça-la numa fila de trânsito.
As medidas são necessárias não são fáceis de tomar mas são urgentes.
É urgente termos mais qualidade de vida.
Mas para isso era preciso políticos com pulso e vontade, onde estão eles na Europa inteira?
TRÂNSITO - Adelaide Ferreira
Vai o meu estava à toa
E apareceu a "Judite"
A cena passasse em Lisboa
e o meu ia tendo um flip
Cena má, cena boa
Oh que cena tão chique
Oh yé yeahhh
Safou-se cidade fora
entre becos e esquinas
A mona sempre à nora
sem saber onde parar
e a vida não é canja
para quem foge nas horas de ponta
Lisboooaaaaaaaaaaa
Tem muito trânsito (2x)
Tem muito trânsito teeeemmm
Tem muito trânsito (4x)
tem muito trânsito teeemmmm
E a minha descontraída
numa zona ao ataque
estava à espera do chavalo
para lhe dar o saque
vem aí a ramona
e agora vai tudo de cana
Oh yé yeahhh
E a minha pôs-se à milhas
mais parecia um Jumbo-jet
com os penantes a todo o gás
esta vida é um frete
ter que dar á sola
nas horas de maior ponta
Lisboaaaaaaaaaaa
Tem muito trânsito (3x)
tem muito trânsito teemmmmmm (4x)
Tem muito trânsito (3x)
tem muito trânsito teemmmmmm (4x)
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA QUANTO A TRANSPORTES SÓ USA OS NÃO POLUENTES... O CAVALO CLARO ESTÁ.
Publicada por
Cabo Napol "eao"
à(s)
15:21:00
0
Cavaleiros(as) Carregaram
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
O PROFANADOR
Hoje destaco um blogue de alguém que me visitou recentemente aqui no blogue e deixou um comentário. Fui cuscar o blogue deste visitante e gostei e como gostei deixo aqui o destaque.
É um blogue de esperança que como diz no seu epigrafe "Porque este país se constroi em cada punhado de terra, em cada candeia, em cada semente de esperança que nasce de uma canção qualquer onde cada dia é sempre o primeiro para tornar este Portugal maior", o blogue chama-se Primo die -Viagens, opinião e cultura, http://primodie.blogspot.com/, já sabem é só clicarem em cima.
Caros Bloguistas Militantes
Ontem fui à tomada de posse da Assembleia Municipal e da Câmara Municipal... de Lisboa.
Para a maioria desejo pessoalmente, em nome da cidade e em nome de uma boa gestão da cidade, um excelente mandato, a outros, poucos diga-se, desejo que o mandato lhes corra de igual feição ao tamanho do seu ego e da sua indiferença pelo povo que os elegeu.
Hoje sinto-me um PROFANADOR, um escarnecedor herético, contra esta pseudo reclamação moral , que um dia Philip.K.Dick escreveu, nesta sociedade em que todos pensamos que temos sido sempre felizes...
Nesta Sociedade em que até agora ninguém, nem o B.E. que é a oposição mais radical dentro do género, fez algo que profanasse e abanasse esta pseudo moral.
Estou farto de espíritos sádicos e obscenos que procuram explorar promenores sórdidos, para sujar qualquer acto inofensivo através da cosntante bisbilhotice, vendo procaria e culpa nas relações humanas normais.
Estou farto de ver casais desfeitos pelas bisbilhotices ou por terem asumido compromissos que sabiam à partida que era de conveniência ou por qualquer imposição moral ou social.
É por isso que depois vemo-nos a fazer-lhes perguntas concretas a elas e/ou a eles, como por exemplo:
- Será que ele/a te compreende?
- Ela/e compreende esse teu intímo que faz que tu sejas diferente e te mantém sempre fora do sistema?
- Será que ele/ela te ode ajudar a trazer à luz este ìntimo, como deveria ser feito?
Sim, isso é que é importante, é mais importante do que tudo o resto!
Estou farto de acusações anónimas a cidadãos pacatos, de que os corruptores vão para a prisão preventiva enquanto os corrompidos continuam de fora e a continuarem a ser corrompidos "à bravier"...
Hoje apetecia-me sinceramente, mandar uma série de pessoas à merda.
Sim, eu disse à merda, para não ter que dizer coisas piores.
E porque mandá-los aquela parte?
Porque eles não conseguem assumir um Não convicto, franco e directo e sustentado.
Porque eles não conseguem assumir um Sim sincero, leal e solidário.
São e estão nas meias tintas, estão em cima do muro a ver para que lado pendem e não cai... e não cai.
Porque usam subterfúgios para não perder os votos de potenciais eleitores, omitindo-lhes a verdade, pintando uma manta de retalhos lindos...
Porque não são pessoas rectas, livres, justas e solidárias.
Oh, sim a solidariedade... tantos que tem de ter essa obrigação acrescida e se fazem passar por "Columbinas" quando deveriam ser "Pierrots".
Dequalquer maneira com ou sem elegância não deixaram de ser palhaços...
Não são todos... claro que não .. muitas e honrosas excepções.
É incrível a quantidade de gente que se ajuda a chegar ao poder e quando o assume no mesmo dia são atingidos por "Alzheimer" e já não se lembram nem ligam a ninguém.
E falo de gente de todos os partidos, é transversal à sociedade política.
Estas transformações de humor, amores e espírito causam-me alguma estranheza e confusão.
Principalmente quando eles passam de bajuladores a mandadores.
Bem diz o ditado, não sirvas a quem serviu, nem peças a quem pediu.
São estes que me apetece mandar à merda.
Há sempre alguém que diz não... que não lhes dá os "Àmen" que eles tanto gostam,.
Àmen esses que são inócuos, castradores, graxistas e mascaradores da realidade.
Mas que hei-de fazer há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não, mesmo quando os outros ficam calados... as consequências... bom as consequências "quem diz Não sabe-as tão bem...", não é?
Trova do vento que passa- Manuel Alegre
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de sevidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? UM DIA DESTES CARREGAMOS À SÉRIA... HOJE AINDA NÃO É O DIA...
Publicada por
Cabo Napol "eao"
à(s)
14:36:00
0
Cavaleiros(as) Carregaram
