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Acerca de mim

Toda a brigada tem um cabo... todo o cabo pode chegar a Imperador... todo o Imperador pode mudar o destino de uma nação ... todas as nações podem mudar o destino do mundo ou não...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Os Cagões

Este é o BLOGUE DO DIA, hoje destacado por este vosso servidor que está um pouco acima do posto de soldado raso. O que a Brigada se diverte nas horas de lazer com este blogue, chega até mandar sms com as piadas dele para os amigos. Haja quem consiga fazer humor com o dia a dia aqui do burgo. Podia passar aqui o resto do post a escrever loas sobre este blogue, mas o melhor é irem lá dar uma saltada em : http://irmaolucia.blogspot.com/- Basta clicarem em cima do link para lá irem ter, e tenho a certeza que vão visitá-lo com frequência
O POST DE HOJE
Caros Bloguistas Militantes,
Este nosso pequeno burgo, é cheio de contradições, se por um lado bradamos aos 4 ventos, que pertencemos ao primeiro mundo, as nossas atitudes demonstram o contrário.
Mas somos teimosos, não aceitamos as evidências da vida real, como diria Sérgio Godinho,
“Na vida real as aparências estão do outro lado do espelho, na vida real não me assemelho, à simulação das evidências”.
As nossas atitudes ainda estão ao nível terceiro mundista, e são das mais incríveis, por exemplo, o automóvel é uma delas.
Com a aquisição de um automóvel, contraímos também um empréstimo bancário para um bem, que logo à saída do stand perde em média 20% do que custou, ou seja 20% do nosso empréstimo se esfuma logo ali.
E por ano vai desvalorizando uma percentagem não uniforme dependendo do veículo, não está nada mal, é uma escolha acertada para uma classe média que adora perder dinheiro, para depois poder queixar-se que o não tem e que não sabe como o gastou, mas aqui não pode fazer como no futebol e culpar os árbitros... por isso culpa o euro ou o governo.
Na Suiça, na Dinamarca e na Holanda, países do primeiro mundo, a bicicleta é um veículo essencial, por outro lado está já no terceiro estádio de usufruto esse objecto sujeito a registo.
Lá, o automóvel serve essencialmente para o fim de semana, de resto andam a pé, de bicicleta ou de transportes públicos o mais possível, e imagine-se tem mais dinheiro que nós.
Mas cá não. Cá, quando possuímos um desses veículos, passamos devagarinho pelos transeuntes, todos cagões para estes nos admirarem e se estiver todo artilhado com tunning tanto melhor , mais nas vistas dá.
Colocamos no máximo volume, para mostrarmos a potencia do som instalado , nem que seja a ouvir o último exito de um qualquer fado contando as desgraças alheias.
Ao ouvirmos aquilo, puxa-nos logo para o sentimento, apetece-nos logo, comer um caldo verde e beber uma ginginha no Rossio, mas infelizmente não podemos, "A GINGINHA DO ROSSIO" foi fechada pela ASAE.
Tal como os animais marcam território, nós marcamos o território com aquele som a passar devagarinho.
E passamos devagar para verem que temos um automóvel, nem que seja um xarrabeco de 1000 de cilindrada. E tu? Tu qye vais pelo passeio, tu andas a pé. Pelintra, quem tem o carro sou eu, curte aí o meu som, porque com este carro "I am the king of the world", e tu tens de o saber.
Claro que pagamos esta realeza em suaves prestações mensais ao banco, mas isso não interessa nada.
Ah! E se tu, por acaso, numa interessante conversa dizes que não tens carro.
A pergunta fatal vem logo de seguida. Mas não tens carta?
Se dizes que sim , que tens carta, e que por tua opcção não queres ter carro.
Repetem a pergunta para confirmar. Mas não tens MESMO carro, estás a brincar, certo?
E tu, acenas a dizer, que não, não tens carro.
Automaticamente, as pessoas com quem conversavam, confirmam o a frase do filme "arma mortifera" ... "Make like a tree and get the fuck out of here"... e se for uma gaija boa a fazer isso, nós ficamos a pensar se não deveriamos fazer uma visita ao stand, já amanhã... Para adquirir esta importante peça de engate, pois não interessa o que tu és, mas o que tu tens.
Portugal já conseguiu passar do estádio do primeiro nível automóvel para o estádio segundo nível automóvel, mas teimamos a não querer evoluir para o terceiro nível.
Somos uns cagões. Latinos e cagões. E não há papel higiénico que chegue para todos nós e para toda esta cagança nacional.
Mas o que podemos fazer... está-nos no sangue.
O Calhambeque - Roberto Carlos
"Essa é umas das muitas histórias
Que acontecem comigo
Primeiro foi Suzy
Quando eu tinha lambreta
Depois comprei um carro
Parei na contra-mão
Tudo isso sem contar
O tremendo tapa que eu levei
Com a história
Do Splish Splash
Mas essa história
Também é interessante
Mandei meu Cadillac
Pr'o mecânico outro dia
Pois há muito tempo
Um conserto ele pedia
E como vou viver
Sem um carango prá correr
Meu Cadillac, bi-bi
Quero consertar meu Cadillac
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
Com muita paciência
O rapaz me ofereceu
Um carro todo velho
Que por lá apareceu
Enquanto o Cadillac
Consertava eu usava
O Calhambeque, bi-bi
Quero buzinar o Calhambeque
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
Saí da oficina
Um pouquinho desolado
Confesso que estava
Até um pouco envergonhado
Olhando para o lado
Com a cara de malvado
O Calhambeque, bi-bi
Buzinei assim o Calhambeque
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
E logo uma garota
Fez sinal para eu parar
E no meu Calhambeque
Fez questão de passear
Não sei o que pensei
Mas eu não acreditei
Que o Calhambeque, bi-bi
O broto quis andar
No Calhambeque
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
E muitos outros brotos
Que encontrei pelo caminho
Falavam:
Que estouro Que beleza de carrinho
E fui me acostumando
E do carango fui gostando
E o Calhambeque, bi-bi
Quero conservar o Calhambeque
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
Mas o Cadillac
Finalmente ficou pronto
Lavado, consertado
Bem pintado, um encanto
Mas o meu coração
Na hora exata de trocar
Aha! Aha! Aha! Aha! Aha!
O Calhambeque, bi-bi
Meu coração ficou com
O Calhambeque
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
Bem! Vocês me desculpem
Mas agora eu vou-me embora
Existem mil garotas
Querendo passear comigo
Mas é por causa
Desse Calhambeque,Sabe!
Bye! Eh! Bye! Bye!
Arrãããããããããmmmm!
"Ele há cargas fantásticas não há? Mas desde que existe a cavalaria mecanizada, as cargas já não são o que eram"

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Já chegou a Liberdade?

Caros Bloguistas Militantes

Este é o BLOGUE DO DIA, seleccionado aqui pelo vosso cabo da brigada.
Sabeis vós que a nossa Brigada também se indigna, também luta por ideais, e se é preciso combater por esse mundo fora, por esse universo dentro, a injustiça, o medo, a ignomínia e outros males, é para isso que uma brigada serve, foi para isso que a nossa Brigada se preparou.
O autor do Blogue selecionado para hoje que se chama "Fio de Prumo", é o Sr. Professor e Coronel, Luís Alves de Fraga, foi alvo de um processo disciplinar, pela Força Aérea, por ter dito umas verdades inconvenientes, o meu post que se segue é acerca do sucedido, entretanto antes ou depois da leitura poderão consultar o artigo da polémica, indo ver no dia 12/2/2008 em http://luisalvesdefraga.blogs.sapo.pt/ - Basta clicarem em cima do link para lá irem ter
O POST DE HOJE
A revolução de 25/4, que tecnicamente deveria ser chamada de golpe militar, veio para defender a Liberdade e a mudança para um regime democrático, tem, infelizmente, os seus dias contados.
Mas penso que era inevitável, todas as revoluções/golpes militares veem para mudar um pouco as coisas para que depois tudo fique na mesma.
Atentemos bem a todos os golpes militares da história recente, são muito poucos os que dão o salto para regimes democráticos.
Os golpes militares dos anos 70 resultaram todos em regimes piores que os anteriores, o nosso golpe levou um pouco mais de anos até o sistema político se ajeitar à coisa.
Por isso cada vez estou mais céptico, e se esta revolução com o seu passado não me ajuda a consubstanciar esta minha opinião, o tempo que foi passando confirma este designío das revoluções ou golpes militares.
A maioria dos militares resvala para o autoritarismo, e tem resistência à mudança, é assim a filosofia castrense, piramidal, certinha e ordenada, não há cá lugares para devaneios democráticos.
Honrosas excepções porém surgem, e contamos entre grandes democratas alguns militares, que recordamos com saudade.
A história que nos venderam com o 25 de Abril e falo do 25 de Abril como golpe militar, foi a de que os militares defenderam o povo para "tirar a rolha que nos tapava a garganta", agora já podem falar á vontade disseram-nos eles na altura.
E isso foi verdade até os militares bem intencionados passarem a revolução para os políticos mal preparados, então estes últimos substituíram a rolha da garganta por cimento, só por causa das dúvidas.
Poder-se-ia, como o já fiz muitas vezes, questionar as "boas" intenções dos militares, quanto á nobreza e verdadeiras intenções da revolução, mas, e há sempre um mas, já este post estava na revisão, e eis que sem saberem dois desses militares de Abril, fizeram-me crer por palavras e actos que as intenções, que as suas intenções eram puras e verdadeiras, e que verdadeiramente o sistema foi outra vez corrompido pelos nossos políticos.
Mostra mais uma vez que colectivamente não aprendemos com os erros.
Sim, caros bloguistas militantes, os militares, esses mesmos, e não outros que posteriormente vieram, esses mesmos militares ainda lutam pelo ideal que quiseram implantar na sociedade portuguesa.
Soubessem eles, e nunca teriam passado assim o poder do golpe/revolução para os politicos, pelo menos não desta forma, mas estávamos em plena guerra fria, quem iría advinhar?
E se alguém previu isto, calou-se bem calado ou não lhe demos ouvidos.
Estão mais velhos, os militares, alguns doentes, outros já morreram, mas os que ainda estão vivos apesar de tudo não estão parados, e quando assim é a esperança não morre.
E não estão sós, há uma míriade de pessoas, de cidadãos que com eles estão.
Ainda não o sabem, ainda não se aperceberam que são muitos, porque este tipo de coisas, este tipo de opiniões são aquelas que não interessa saber/divulgar nos meios de comunicação social.
Mas quando eles souberem, quando virem que teem força e novamente se juntarem...
Na nossa revolução a bota não bateu com a perdigota, ou seja a acção não teve consequência, tirando as imediatas.
Tivemos democracia, sim tivemos, tivemos descolonização, mal feita sem dúvidda mas tivemos, e falta um terceiro D cumprir-se que nunca sei qual é o seu significado, mas não admira ele também não foi cumprido... ou seja, mais uma vez cumpre-se o dito, é preciso mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma.
Somos uma república, mais ainda, somos uma república democrática, e isso significa que todos temos ou deveríamos ter igualdade de oportunidades, que todos deveríamos ser iguais perante a lei, barões, caciques e outros manipuladores, são parte do regime monárquico não de um regime republicano democrático.
Se somos uma republica democrática disfarçamos muito mal pois comportamo-nos como uma monárquica sem rei, e onde não há chefe cada cabeça cada sentença.
E é só ver, ele é no futebol, ele é na politica, ele é na política misturada com o futebol, ele é nos meios judiciais, ele é nos meios militares.
A democracia republicana não chegou a todo lado, só chegou ao povo, mas esse sempre tudo chega... nos outros lados a democracia não chegou...
Os que no antigo regime mandavam, agora mandam na mesma mas com roupagens diferentes, com roupagens disfarçadas de democratas.
E porque é que julgam que coloco este post hoje?
Para mim um clima de medo e desconfiança, já retomou as rédeas do poder, a ditadura económica há muito que já manda, a eleições que mudam sempre para os mesmos também já cá mora, administradores públicos que são premiados pelo seu mau desempenho saltitando de conselho de administração para conselho de adminitração também já faz parte.
Cidadãos alienados, que só se preocupam como bem estar material, também já consta da lista, corrupção para todos os gostos e ao alcance de todas as carteiras sempre tivemos e cada vez mais.
Salários baixos e exploração alta...palavras para quê?
Temos os ingredientes todos parao totalitarismo, até o encapotamento do mesmo, como nós nos pudemos iludir que vivemos numa repúlica democrática, como é que nós não reparámos que onde estamos a viver é uma república das bananas e de bananas?
Tombaram muitos antes da revolução mas parece que ainda não foi derramado sangue suficiente.
Isto tudo vem á guiza, porque uma pessoa que muito prezo e me ensinou no mestrado, um simples e humilde professor, disponível para atender e tirar dúvidas aos alunos, como todos os professores deveriam estar, transmite o conhecimento de forma simples directa e coloca os alunos a pensar como todos os professores o deveriam fazer, também é militar.
E que tem isso de extraordinário perguntais vós Caros Bloguistas Militantes?
Este professor, que também é Coronel na reserva da FAP, é um democrata e chama os bois pelos nomes, aplica o seu conhecimento ao serviço da sociedade, conseguiu a singularidade de aliar as duas profissões acrescendo a isso a sua condição de historiador estudioso (gostei da semântica destas duas palavras juntas, historiador estudioso), está atentamente critico a realidade mundial e em particular à portuguesa...
Alguém disse, que o preço da liberdade é a eterna vigilância, pois ele é um dos que está atento.
E essa atenção, valeu-lhe agora particularmente um amargo de boca, que é intolerável, e não pode passar impune.
Considero o professor Luís Fraga , um "primus inter pares", por isso não posso deixar passar em claro a "canalhice" que os seus oficiais superiores lhe fizeram ao promoverem-lhe um processo disciplinar, a um oficial já na reserva, simplesmente por ter emitido uma opinião.
Delitos de opinião em democracia?
Delitos de opinião por parte do meio castrense, por parte da instituição que promoveu o 25 de Abril e que nos disse apaixonadamente fizemos isto para "tirar a rolha que nos tapava a garganta".
Esperem, digam lá outra vez, um delito de opinião disfarçado de processo disciplinar.
É que o Sr Professor/Coronel apenas afirmou no seu blogue, que as chefias militares não resolvem ou não querem resolver os problemas constantes e permanentes dos hospitais militares.
O sr Coronel/Professor só disse "o rei vai nú".. ah mas esperem ... como afinal não somos uma republica democrática mas sim uma monarquia sem rei nem roque, dizer que sua alteza mostra publicamente as partes pudibundas, é um crime de lesa-majestade, e com isso apanhamos com um processo disciplinar em cima... sim deve ser isso... só pode ser isso.
A verdade nua e crua, e passado tantos anos, condicionam um militar de Abril, um símbolo para todos nós, que vestiram a capa de super -heróis quando já todos julgavam a esperança perdida, quando muitos se recusaram a fazê-lo, salvaram o povo da ditadura, que não nos deixava falar e nos oprimia e nos prendia por delito de opinião ...
Então não é que essa mesma instituição, que agora tem Generais de secretária, que só chegaram ao posto que teem, pelas razões atrás aduzidas, resolvem o problema das críticas legítimas, a todo e qualquer cidadão, com um processo de intenções?
Parece que a instituição primeira que nos disse LIBERDADE, é a primeira a tirarem-n2a
"Entre os "velhos Capitães de Abril", e os generais de hoje há um abismo muito grande.
CBM O QUE ME PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS MAUS , MAS O SILÊNCIO DOS BONS
E É UM BOM QUE ELES QUEREM CALAR E NÓS COMO BONS QUE SOMOS NÃO O PODEMOS PERMITIR.

VAMPIROS- JOSÉ AFONSO
No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas

São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? MAS A BRIGADA RECUSA-SE A BATALHAR COM GENERAIS DESTES... É QUE A NOSSA GUERRA É OUTRA.

terça-feira, 18 de março de 2008

POR DESAMOR A GUERRA FICA PARADA

Olá caros bloguistas militantes,

Este é o BLOGUE DO DIA, selecionado aqui pelo vosso cabo da brigada. Porque a nossa Brigada é ouvida a cavalgar, por esses montes fora combatendo a iniquidade, as trevas, a ignorância (a nossa própria incluída) e outros males que contribuem para a desarmonia do Universo, o mestre ideólogo do "blogue caderno da corda" Davi Reis teve a gentileza de nos pedir a divulgação de um seu evento, e como esta brigada é dura na palavras (pelo menos assim pensa que é, se não for deixem-na pensar, porque quem somos nós para aos tolos tirarmos a felicidade), mas generosa nos actos, a vontade lhe fizemos, e pelo que já dele lemos achamos que vale a pena, com ele as trevas do universo dissipam-se sempre um pouco mais, e todos com pouco fazemos muito, por isso o blogue de hoje :
http://cadernodecorda.blogspot.com/2008/03/29-de-maro-18-horas-apresentao-do.html - Basta clicarem em cima do link para lá irem ter

Caros Bloguistas Militantes, No Post de hoje , vamos tratar de Divórcio.
Sabem todos, tão bem como eu, que as surpresas podem acontecer todos os dias ou quase, basta não nos acomodar-nos à rotina rotineira que nos tentam burocráticamente fazer habituar.
Conheci esta minha colega/amiga, há uns meses atrás, e inteligente como é cativou-me, e como seu colega e amigo temos conversado bastante, sobre temas de direito e não só.
Um destes dias, depois de uma P.I. (Petição Inicial), de divórcio litigioso que tínhamos estado a aprender a aperfeiçoar, veio a talhe de foice, a conversa sobre divórcio.
Veio à guisa da nossa conversa, que não compreendia porque é que não existia divórcio por DESAMOR, já não era a primeira vez que me falavam sobre o assunto, já uma colega de Mestrado Advogada, me tinha falado do mesmo, há uns meses atrás.
Curiosamente, era a segunda vez que ouvia falar sobre o assunto (esquecido como eu sou, só há dias me lembrei, quando andava a magicar o que escreveria aqui no post, que alguém que já tinha falado sobre o assunto também... estou desconfiado que tenho alzheimer precoce, mas isso agora não interessa nada), mas o curioso disto é que o assunto sempre foi abordado por mulheres. (também só ouvi duas vezes e reflecti mais profundamente uma).
Mas, desta segunda vez, talvez porque a força de uma segunda argumentação sobre o assunto e o debate que se seguiu, deixaram-me a pensar.
Realmente, porque é que não o divórcio por DESAMOR? (Penso que se percebe bem o alcance de Desamor, dispenso-me de o qualificar).
Faço eu, esta pergunta, que sou um homem solteiro e dessa poda não tenho a autoridade material e de experiência para o dizer.
Mas sinceramente, um laico e agnóstico como eu, não consegue conceber essa ideia.
O Casamento é um contrato, sinalagmático, ou seja é realizado pela vontade das partes, livre, em consciência e todo e qualquer contrato é necessário uma pessoa com capacidade para assinar um negócio jurídico tem de ter.
O nosso legislador, no livro da família, que consta do código civil, colocou o casamento, como contrato, é certo, mas ainda em nome dos valores antiquados, castradores e com uma pitade de religiosidade, que de todo não se adequa ao mundo moderno.
Como em qualquer contrato, qualquer um dos contraentes entra para o contrato, com vontade livre e esclarecida, mas ao contrário dos outros contratos não pode sair de livre e sua exclusiva vontade.
Porque não hão-de as pessoas poder-se divorciar por DESAMOR, e terem de ficar sujeitas a um contrato, que não querem, não tem vontade, não são livres de rescindir e prescindir.
Porque é que temos de os tornar uns desgraçados infelizes?
É certo, que houve tempos que em Portugal, e reduzo este post unicamente ao nosso país, embora eu ache que deveria ser universal, mas escrevia eu que houve tempos que no nosso país, o divórcio nem sequer estava consagrado no código civil, salvo erro foi com o 25 de abril, (esse dia que é feriado e que eu me esqueci na contagem do tempo, mas isso sao contas de outro rosário civilistico), que tal consagração veio a dar-se.
Antigamente era uma vergonha os casais separarem-se, histórias de homens e mulheres infelizes no casamento e que não podiam quebrar o contrato, é o que para aí não faltou e não falta ainda.
Histórias de um contraente ser infiel ao outro, de violência doméstica repetida e continuada, antes do divórcio ser aprovado não faltavam, os contraentes aguentavam estóica e abengadamente, eram e foram tão frequentes.. e ainda o são mas felizmente em muito menor grau e percentagem.
Foi da ideia de casamento para sempre, imposto por séculos de uma religião castradora e equilosada, que as histórias da carochinha, branca de neve, cinderela e outras princesas, povoaram os espiritos ocidentais, e que alienaram homens e mulheres para a eterna felicidade, estórias das histórias que a história nos vai dando.
O facto de não nos podermos desvincular, quando e como queremos do contrato de casamento como outro qualquer contrato, o facto de não haver divórcio por desamor, e as condicionantes de desvinculação do contrato ter de ser por vontade única e exclusiva de ambas as partes ou então decretada por um tribunal, que ainda, por lei, tenta que conciliar o inconciliável, dá origem a histórias que nos fazem pensar.
Lembro quase perfeitamente, daquele caso real, que nos foi contado numa aula de Civil, que a mulher praticou um triplo homicídio.
Ela, a dita cuja, todos os dias ou quase, levava um arraial de porrada do marido bebado. Ele cumpria á risca o provérbio árabe (penso que esterja escrito no Corão, se não está a minhas desculpas, mas que é árabe, digo isto porque assim mo garantiram) "Todos os dias dá uma tareia á tua mulher, se tu não souberes porque, ela saberá".
Todos os dias aquele homem fazia do lombo da mulher um tamborete, mas como em tudo na vida, o ser humano tem um limite, e aquele dia foi o dia, quem sabe faz a hora não espera acontecer, como diz a canção.
Ele todos os dias ia almoçar a casa, vindo das obras ou da mina, já não sei bem, e ela preparou-lhe o seu prato especial, o seu prato favorito ( não, não eram favas com chouriço como diz a canção do José Cid), era FEIJOADA, e o prato foi preparado com especial carinho de veneno.
Veneno, essa arma elegante e discreta e eficaz, que ao longo do tempo homens e mulheres usaram para se desfazerem de mal entendidos, maus casamentos, adversários políticos, portanto uma arma com multifunções antiquissima, ah! mas quem disse que as armas antiquissimas nao são eficazes?
O marido vem para almoçar, como todos os dias, chega á hora certa, como todos os dias, ela tem o almoço pronto a ser servido, como todos os dias.
Mas infortunio dos infortunios, quando o nosso karma traça o destino, só o impossível nos consegue desviar.
Então não é que, o alvo desta infeliz, maltratada e moída mulher, que se o amor a juntara naquele casamento, já há muito que aqueles belos laços que o padre tinha dito que eram para sempre, foram quebradas á custa de tanta embriaguês e porrada do seu ex-amado, mas diziamos nós, não é que o alvo da feijoada com gostinho especial, resolve naquele dia levar dois colegas para almoçar lá a casa.
A sociedade, machista, com os seus estigmas e dogmas nos leva a certas e impensáveis locuras.
Tal como diria Julio César . alea jacta est, a sorte está lançada, e então lá morreram os 3 satisfeitos e de barriga cheia de uma excelente feijoada com o tal ingrediente especial.
Resultado um triplo homicidio, e se quissemos ser mauzinhos será que ela consegui dar alivio a três lares, será que com uma só cajadada, antecipou para mais cedo o que mais tarde era certo?
Houvera divórcio por desamor, pudera ser na altura e agora a mulher melhor tratada e ter independência, e esta pobre desgraçada teria cometido tal crime?
É tão triste quando assistimos á verborreia legislativa, e no fim vemos que a lei não acompanha o ritmo da vida.

Solamente una vez... (nãosei quemé o autor)
Solamente una vez
Ame en la vida
Solamente una vez
Y nada mas.
Una vez nada mas
en mi huerto
Brillo la esperanza
La esperanza que alumbra
El camino
De mi soledad.
Una vez nada mas
Se entrega el alma
Con la dulce y tota
lRenunciacion.
Y cuando ese milagro realiza
El prodigio de amarse
Hay campanas de fiesta que cantan
En el corazon.
Una vez nada mas...
Y cuando ese milagro realiza
El prodigio de amarse
Hay campanas de fiesta
Que cantan
En el corazon.
Solamente una vez...
Solamente una vez...

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? MAS CADA VEZ MAIS HÁ DIVORCIADOS NA NOSSA BRIGADA QUE DE 15 EM 15 DIAS NÃO PODEM APARECER PORQUE TEM DE FICAR COM OS FILHOS... ISTO ASSIM JÁ PARECE A GUERRA DO SOLNADO, PERDE-SE A BALA, PERDE-SE A GUITA E A GUERRA FICA PARADA...

sábado, 15 de março de 2008

Como é que eu me esqueci que 25 de Abril era feriado

Olá caros bloguistas militantes,

Este é o BLOGUE DO DIA, selecionado aqui pelo vosso cabo da Brigada.
http://wwar1.blogspot.com/ - Basta clicarem em cima do link para lá irem ter
Este é um blogue diferente, trata-se das cartas de um soldado sa 1ª guerra mundial, que foram descobertas num sotão por um bisneto. São as transcrições das cartas que ele escrevia para a família mas 90anos depois. É um retrato da frente de batalha, que vão surgindo na net no exacto dia em que as cartas foram escritas... mas 90anos depois. Não sabemos, segundo o autor do blogue, o que vai suceder, se o soldado sobreviveu ou não. É muito interessante.

Caros Bloguistas Militantes, hoje sinto-me um mísero Cabo e não um grande imperador. Que querem? Ele há dias... e semanas... assim.
No Post de hoje , vamos tratar da Democracia.

Sim, da sempre doente Democracia.
A demoracia Portuguesa, anda aos soluços, começou, teve uma interrupção para férias forçadas, e agora já lá vão cerca de 33 anos, sim já passou esse tempo desde que o regime autocratico foi deposto.
Retomámos a Democracia, não com as limitações que tinhamos tido na 1ª República, onde "A lei conferia o voto apenas aos cidadãos maiores de 21 anos que soubessem ler e escrever ou que fossem chefes de família há mais de um ano. O código eleitoral de 1913, excluía do direito de voto os chefes de família analfabetos e os militares no activo. Durante a ditadura de Sidónio Pais (1918), os analfabetos voltaram a poder votar. Finda a ditadura voltaram a ser excluídos. "
Era uma democracia quase parecida com a da Antiga Grécia.
Bom, mas o certo é que a nossa Democracia não está bem, e não é só a Portuguesa, o mal é geral. Vistas bem as coisas, como já disse noutros posts, temos uma partidocracia, caminhamos indiferentes ao que nos rodeiam e estamos quase, se é que já não estamos, numa plutocracia.
Estamos num retrocesso em relação á democracia, o que no mínimo é grave, uma maleita pior que o míldio nas videiras.
Esta espécie de Democracia, não é dirigida por políticos, mas por tecnocratas, quer estejam eles em Bruxelas, em Lisboa ou noutra capital qualquer, é o "Sim senhor ministro", á escala global e sem a graça que a série de tv teve.
Esses tecnocratas são comandados pela economia, pelas grandes multinacionais, cheias de interesse, que os manipulam.
E esta crise é muito graças a isso, em que não se controla a economia, porque ela descontrolou-se a si própria, e tendo tomado conta do poder político, tomou conta da democracia, que de arrasto leva-a com ela.
Estamos e vamos sofrer com isto, é que as propostas em alternativa, não são propostas em alternativa, são a mudança na continuídade.
Não nos podemos deixar ludibriar pela Esquerda com propostas irreais de colectivismos serôdios, nem pelas propostas da Direita, que quer liberalizações alucinogénicas e um populismo fácil, mas também não é neste meio que está a virtude, por isso também não nos deixemos levar pelo centro fácil que não é carne nem é peixe, nem puxa para as propostas de esquerda, nem para as propostas da direita, não puxa ponto, a sua virtude é ficar parado, ouseja é um sistema entrópico.
Ouvi com muita preocupação, a preocupação do bastonário da Ordem dos Advogados, quando diz que os pilares da democracia estão a afundar-se, relata-nos que: o controle da justiça sem garantias de preserverança de defensores habilitados e as tentativas de controlo desses mesmos defensores.
Isto tudo aliado aos mediáticos julgamentos que começam o julgamento logo pelo fim , ou seja pela condenação, deixam a quem cai nas malhas da lei, seja por actos próprios seja por acusações pérfidas, muito tempo, cerca de 5 a 8 anos, de nome sujo na praça pública, é um processo nos limites do kafkiano sem nunca se saber porque é que se é acusado.
Sim, por este caminho, vamos e estamos mal nesta nossa democracia.
A democracia é anterior ao voto, mas tem nele e na liberdade do mesmo um dos pilares, também na liberdade de opinião e da formação dessa mesma opinião, não orientada mas de livre escolha e arbitrio individual um forte sustentáculo, quer demos por eles todos os dias ou não, é importante lá estarem, é fundamental lá estarem.
A livre candidatura, pois se somos uma democracia, e todos nós que quisessemos candidatar a um lugar de representante de todos, poderiamos fazê-lo, e não passar essa importante prorrogativa a um punhado de cidadãos, que tem esse destaque porque se aliam a um partido, e que sabujam tudo e todos para conseguirem um lugar de representante de todos nós.
Deveríamos ter circulos uninominais, tal como tem a Inglaterra, talvez com uma pitada do sistema misto alemão.
Um sistema, onde, com um número mínimo,não irrealista e não manipulado e limitado por um partido político, de assinaturas, poderíamos candidatar no nosso circulo eleitoral.
Defendo também uma segunda câmara, como já outrora tivemos, uma câmara de Senadores, homens mais velhos e avisados, que pugnariam para que a democracia se mantivesse estável, e que essa segunda câmara fosse eleita em tempo diferente da Assembleia da República, e fosse renovada em metade dos seus elementos em tempo diferente também.
Esse Senado assegurava enttre outras coisas, que os projectos de longo prazo, como são os casos de políticas de saúde e educação, grandes obras públicas, não aconteça o que está a acontecer, como o novo aeroporto, como a nova travessia do Tejo, etc...
Porque sinceramente, já estou farto de ver desperdiçar dinheiro, quando a mim mo mandam poupar, já estou farto de ver mudar decisões de grande monta, só porque o governo muda, é que em meia dúzia de anos, tivemos meia dúzia de localizações sim ou não de Otas, traçados de tgv's, conservações de pontes e outras obras de arte, a segurança rodovária, etc...
Isto não deveria estar ao sabor deste ou daquele governo, mas de todos nós, através do senado.
Decidiu-se está decidido, e não andamos ao sabor das eleições.
O voto é uma arma fundamental da democracia, e deve ser transparente. É algo de promenor, mas foram os promenores que deram por exemplo a primeira eleição do Presidente Bush dos EUA. Não se compreende comoé que uma Democracia como a Americana ainda tenha sistema de votos mecânicos e tão pouco fiáveis.
Os locais de voto deveriam ter melhor tratamento, a antecamara de votação deveria ser bem iluminada e com privacidade, não como agora assistimos, em estruturas antiquadas e desengonçadas, e que estratégicamente colocadas não deixam sigilo do voto a ninguêm.
A urna de voto deveria ser em acrílico transparente, e não preta e opaca como a vemos agora, nunca vimos se os votos caiem dentro da urna.
E se não vimos quem diz que não podem ser,manipulados, deviados ou acrescentados?Transparência no voto secreto, directo, universal e periódico.
Isto são alguns paliativos para que a nossa democracia se mantenha em pé.
Estivemos todos junstos lado a lado ... mas não durou muito tempo... e a coisa desmoronou-se.
E por último o título, do post, tem a ver com a contagem de prazos em Processo Civil, que entre outras coisas os feriados não se contam, e a nossa Democracia anda tão mal que eu me esqueci que o 25 de abril era um feriado... sim, todos nós temos os nossos lapsos... e quando isso acontece e se relapsa... erramos... e os erros pagam-se caros... ah pois pagam.
Portugal Ressuscitado - José Carlos Ary dos Santos (Caxias, 26 de Abril de 1974)
Depois da fome, da guerra
da prisão e da tortura
vi abrir-se a minha terra
como um cravo de ternura.
Vi nas ruas da cidade
o coração do meu povo
gaivota da liberdade
voando num Tejo novo.
Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido
Vi nas bocas vi nos olhos
nos braços nas mãos acesas
cravos vermelhos aos molhos
rosas livres portuguesas.
Vi as portas da prisão
abertas de par em par
vi passar a procissão
do meu país a cantar.
Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido
Nunca mais nos curvaremos
às armas da repressão
somos a força que temos
a pulsar no coração.
Enquanto nos mantivermos
todos juntos lado a lado
somos a glória de sermos
Portugal ressuscitado.
Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? PARA A PRÓXIMA ESCOLHEMOS DEMOCRATICAMENTEO GENERAL QUE AS COMANDA... PODE SER QUE SAIBA CONTAR PRAZOS E MANTER A MALTA UNIDA

segunda-feira, 10 de março de 2008

"Bem prega pai Tomás"

Caros Bloguistas Militantes
Não sou só eu que escrevo em blogues. Não sou só eu que mereço ser lido, isto presumindo que mereço ter essa vossa consideração e atenção.
Por isso a partir de hoje no início dos meus posts, vou sugerir-vos um blogue para visitarem, daqueles que eu acho particular interesse, e se voces conhecerem outros blogues interessantes deixem a vossa sugestão.
Já agora, aproveito para vos convidar a deixar comentários, sugestões etc... aos meus textos, a crítica é sempre bem vinda seja ela mais positiva ou menos positiva.
BLOGUE DO DIA:

http://rprecision.blogspot.com/ - Basta clicarem em cima do link para lá irem ter

Um blogue de alguém que tem um pensamento crítico, gostei bastante, faz-nos reflectir, não está formatado como costuma dizer um formador meu, e que prezo bastante: "Com a linha oficial do partido"

E este é o meu post de hoje

Câmara de Grândola, estamos contigo!
Estivemos noutro dia a ver o telejornal, e estamos contigo.
Sim, isso de ter um partido político, a pagar 7,48 Euros por mês por 14 assoalhadas (0,53 centimos por assoalhada), é no mínimo um escandalo.
Se a esta informação acrescermos que o partido que paga esta ninharia de renda é o PCP(PARTIDO COMUNISTA PORTUGÊS), nem o mais proletário dos proletários concordaria com tal renda e com tamanha ocupação de espaço para um centro de trabalho, por isso o escandalo ainda é maior.
Tão pouco dinheiro pela renda que a câmara (entidade cujo dinheiro é de todos nós) cobra a um centro de trabalho do PCP?
Juntemos a isto, que a Câmara que arrendou ao PCP, na altura em que foi cedido o espaço, era gerida pelo PCP... na altura que o Alentejo ainda era deles... depois acordaram...
Agora, a Câmara de Grândola, e por isso digo que estamos com ela, quer despejar o centro de trabalho do PCP, e lá quer instalar um centro cultural.
O PCP, claro contesta e diz que aquilo serve o povo trabalhador, pois está bem ... já me tinham dito, só se referem ao escassíssimo povo trabalhador deles, leia-se sindicalistas, além disso é um partido que vem perdendo militantes e cada vez mais está menor, felizmente digo eu, ter um centro de trabalho com 14 assoalhadas e pagar tão pouco, e não disponibilizar esse espaço para a sociedade... convenhamos que não é uma atitude nada comunista.
A câmara agora que mudou de mãos, quer transformar aquele antigo palácio em centro cultural, de modo a beneficiar verdadeiramente a população, e não só meia dúzia deles, acho muito bem essa acção de despejo.
Estamos com eles.
Mas Portugal é pródigo em coisas peculiares, os GNR'S são portugueses, logo são desenrascados, e como não possuem o software original para fazerem croquis dos acidentes, o comando geral ainda não os comprou,, o que fizeram eles?
Claro, isso mesmo, piratearam. Quem é que polícia o policia?
Claro que o povo beneficia com essa atitude, mas faz-me lembrar o provérbio "Bem prega pai Tomás, faz o que ele diz, não faças o que ele faz."

Liberdade - Fernando Pessoa
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? DESDE QUE SEJAM JUSTAS E LEGAIS.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Na terra do nunca

Caros bloguistas militantes
Seguiamos de comboio a ouvir a música da abelha Maia, do nooddy, do Jackie e a ver o mar e a sonhar que era pirata naquele barco que passava, quando começou a pensar que existem pessoas que nunca crescem.
Existem pessoas que permanecem para sempre crianças, e ele gostava de ser uma delas.
As pessoas que tal como as crianças, veem o mundo a amanhecer cheio de esperança, onde a imaginação pulula entre os livros e os brinquedos.
As agruras e as negruras do mundo são coisas que os adultos veem nos telejornais, existem pessoasque nunca deixaram de ser crianças outra cresceram demasiado depressa e já não sabe o que isso foi.
Ser criança em que cada viagem de comboio é uma aventura para a terra do Harry Potter, cada barco no mar é um navio corsário para se brincar aos piratas das caraíbas e enterrar inúmeros tesouros, cada onda na praia que nos molha os pés são apelos da pequena sereia para irmos brincar com ela.
Cada ratinho pequeno é o Speedy Gonzales a brincar com o sylvester, o nosso grupo de amigos é a tripulação da Star Treck, onde todas as tardes viajamos por esse imenso espaço descobrindo novos mundos.
Somos mosqueteiros sempre prontos a lutar pelo bem, poisé existem pessoas que nunca deixaram de ser crianças.
Existem pessoas que por terem essa condição nunca deixaram de reparar no azul do céu, na espuma do mar, no arco íris que no seu fim tem um tesouro num pote.
Ah como eu gostava de ser uma delas, não sei onde e quando perdi essa magia, não sei onde e quando tive a notícia de que passei a ser um adulto, não que isso seja mau, mas ser criança é e foi tão bom.
Bem, caros bolguistas militantes a conversa estava boa, mas tenho de sair pois o Peter Pan e os seus amigos estão á minha espera na terra do nunca, e temos uma partida combinada para fazer ao capitão Gancho.
Saiba- Adriana Calcanhoto-Composição: Arnaldo Antunes
Saiba!
Todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão, também
Hitler, Bush e Saddam Hussein
Quem tem grana e quem não tem...
Saiba!
Todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
E também você e eu...
Saiba!
Todo mundo teve mêdo
Mesmo que seja segrêdo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar...
Saiba!
Todo mundo vai morrer
Presidente, general ou rei
Anglo-saxão ou muçulmano
Todo e qualquer ser humano...
Saiba!
Todo mundo teve pai
Quem já foi e quem ainda vai
Lao-Tsé, Moisés, Ramsés, Pelé
Gandhi, Mike Tyson, Salomé...
Saiba!
Todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara, Pinochet
E também eu e você
E também eu e você
E também eu e você...

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? MAS NO FINAL DA BRINCADEIRA A MÃE CHAMA-NOS PARA IRMOS COMER A SOPA.

terça-feira, 4 de março de 2008

Who wants to live forever

Olá caros bloguistas militantes
O nosso planeta sofre os mais inusitados ataques, quer externos quer internos.
Já há muito que penso que o corpo dos seres vivos quer animais quer outros, não é mais que a reprodução em miniatura de todo o espaço sideral e vice-versa.
Sistemas grandes, compostos por planetas, poeiras e átomos e estrelas, que comunicam através de energia, assim como o corpo humano composto por átomos e orgãos e energia que comunica uns com os outros.
Mas isso são linhas de pensamento que eu não quero explorar aqui, o certo é que andamos todos ligados, o que um faz afecta todo o equilibrio do universo.
Ainda voltando ao pensamento, nãopenso nada de novo, segundo algumas teorias, sou damos corpo a ideias atingas com capas renovadas, ou limitamo-nos a expor algo que já todos sabiamos mas que um dos seres verbaliza.
Bom mas este não é o tópico do post de hoje.
O nosso planeta, como diza eu, sofre ataques d etodo o lado, quer interna quer externamente.
A degradação, a falta de preocupação e de medidas concretas, invernos que são verões e que de repente chove e depois faz calor.
Sofremos de uma instabilidade climática, que é ciclicamente crónica, mas que penso que conseguimos adiantar os seus fenómenos umas centenas de anos.
Ele é o derretimento ou melhor o degelo dos glaciares, e com a sua água doce e potável invadindo a água salgada, e ao mistrurar-se com ela torna-a salobra, e torna-a mais fria, e com isso mata espécies e influência o clima arrefecendo-o que por sua vez mata mais espécies.
Assistimos impunemente e contribuímos activamente para o desaparecimento de outras espécies animais e vegetais, comprometemos há muito o equílibrio natural, e assim contribuimos inconscientemente e invisivelmente para o desaparecimento da nossa espécie.
Ignoramos as energias renováveis, continuamos a apostar nas energias poluentes e não renováveis.
Tudo o que sabemos mas ignoramos de forma despeciente, a desertificação, a falta de água, a consequente fome, a desflorestação, a poluição, a destruição dos solos e das matérias minerais, andamos a matar lentamente o nosso planeta.
Mas também quem quer viver para sempre? Não é?

Who wants to live forever -Words and music by brian may
Theres no time for us
Theres no place for us
What is this thing that builds our dreams yet
slips away
From us
Who wants to live forever
Who wants to live forever....?
Theres no chance for us
Its all decided for us
This world has only one sweet moment set a
side for us
Who wants to live forever
Who wants to live forever?
Who dares to love forever?
When love must die
But touch my tears with your lips
Touch my world with your fingertips
And we can have forever
And we can love forever
Forever is our today
Who wants to live forever
Who wants to live forever?
Forever is our today
Who waits forever anyway?
Ele há cargas fantásticas, não há ? Mas ele há guerras que a brigada não compra, porque são injustas e autodestrutivas.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

isto anda tudo ligado

Caros Bloguistas Militantes

Porque se queixam os cidadãos que a democracia não funciona?

Porque é generalizado o descrédito pelos cidadãos sobre a política?

Porque é que em tempo de crise alguns clamam em surdina por ditadores?

A Democracia e as suas práticas deveriam ser ensinadas a todos desde pequeninos, e relembrada frequentemente aos mais velhos.

Numa Républica a Democracia dá-nos direitos e deveres.

Temos o direito de ser livres e de nos expressarmos, mas também temos o dever de preservar e lutar por essa Liberdade e pugnar para que a livre expressão se mantenha.

Quando falo em Liberdade e livre expressão, não me refiro a libertinagem, não falo em abuso. A liberdade e a livre expressão tem regras, tem balizas, tem normas, está longe de ser uma liberdade libertina.

Pelo contrário, devemos ter respeito pelos outros, bom senso, como refere o nosso código civil dever-nos-emos comportar com o bom descirnimento de um "pater familias".

E isto tudo na medida certa para não cercear a imaginação, o livre pensamento, e principalmente o manter sanamente o funcioamento de uma democracia republicana plena.

Difícil? É com toda a certeza!

Trabalhoso? Sem dúvida alguma.

Mas o preço da Liberdade e da democracia, é a eterna vigilância, como alguém disse outrora, e que eu adaptei para aqui.

Os cidadãos para exercerem o seu direito de se queixarem, deveriam ter cumprido antes outros deveres para com a Democracia.

Eu não estou a dizer que não se queixem, só estou a afirmar que talvez as queixas surgem por não cumprimento dos deveres como cidadãos.

É a lei da física apresentada com argumento "ad contrario" acção-reacção, neste caso uma omissão-inconsequência.

A Democracia tem de ser participativa e activa, permanentemente, tem as suas exigências vivermos num regime destes.

Constata-se que em Portugal temos tido em média 35%, na última eleição foi 39,20%.

Mas não é a última eleição que me interessa, interessa-me esta, as anteriores e as futuras, é o princípio que aqui estou a discutir, o facto de recorrer aos dados da última eleição é meramente instrumental.

Aproximadamente somos 12 milhões, recenseados ou seja que podem votar sao cerca de 8.750.000 de cidadãos.

Votaram aproximadamente 5.700.000 cidadãos, 39,20% não se deram ao trabalho sequer de lá por os pés, o que dá a quantidade de 3.072.000 de cidadãos que não votaram.

Os votos em branco e nulos prefizeram 2,93% que dá aproximadamente 170.000 votos, tudo somado dá 3.240.000 milhões cujo voto ou participação não contou (embora eu tenha uma opinião muito própria sobre os votos brancos, que agora não a vou colocar aqui).

Os últimos números, prometo, para um partido ter maioria tem de ter aproximandamente 40% dos votos isto é válido para este e para outros governos, ou seja aproximadamente segundo a votação que se teve este governo (leia-se eleição de deputados) precisou de 2.500.000 milhões de votos para ganhar.

Por isso caros bloguistas militantes, ouvimos deste e outros governos após metade da legislatura, ou desta ou de outras câmaras, ou desta ou de outras juntas "EU NÃO VOTEI NELES".

Pois não, caros bloguistas militantes, têm toda a razão, não votaram, com este baixo nível de participação democrática, fazemos que um governo que tenha a maioria absoluta dos votos, seja eleito com uma percentagem de 28,5% da população votante portuguesa.

É natural que um em cada quatro portugueses, não tenha votado neste ou noutro qualquer governo ou sequer tenha votado.

s cidadãos alhearam-se da Democracia da Républica e estão a colocar com o seu alheamento a liberdade em sério risco, está a deixar que a Liberdade seja condicionada só por alguns, mas isso qeu interessa?

O Benfica ganhou e isso é que é importante.

Isto anda tudo ligado -Sérgio Godinho

Ainda não vi
ainda não
a impressionante mariposa
a pretendente pesarosa
a tarde morna e vagarosa
as duas faces da provável solidão

Ainda não vi a bomba H
ainda não vi a de neutrões
ainda não vi os meus travões
a ver se paro antes de chegar lá

Ainda não vi
ainda não
o riso que tudo desvenda
o reverendo e a reverenda
o leão ferido e a sua senda
a face clara da possível confusão

Ainda não vi a hora H
ainda não vi a mão em V
ainda não vi o dia D
em que a guerra final começará

Quando eu nascer para a semana ó mana
quando eu nascer para a semana
hei-de ouvir o teu parecer
hás-de me dizer
se é cada coisa para seu lado
ou se isto anda tudo ligado

Ainda não vi
ainda não
as artimanhas da saudade
a caravana na cidade
a incorruptibilidade
as duas faces da provável solidão

Ainda não vi a bomba H
ainda não vi a de neutrões
ainda não vi os meus travões
a ver se paro antes de chegar lá

Ainda não vi
ainda não
o abraço à porta da taberna
a ideológica lanterna
a mão que avança para a perna
a face clara da possível confusão

Ainda não vi a hora H
ainda não vi a mão em V
ainda não vi o dia D
em que a guerra final começará

Quando eu nascer para a semana ó mana
quando eu nascer para a semana
hei-de ouvir o teu parecer
hás-de me dizer
se é cada coisa para seu lado
ou se isto anda tudo ligado

Ainda não vi
ainda não
a grossa lágrima ao espelho
o grande chefe e o seu grupelho
o azul-turquesa e o vermelho
as duas faces da provável solidão

Ainda não vi a bomba H
ainda não vi a de neutrões
ainda não vi os meus travões
a ver se paro antes de chegar lá

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? NA NOSSA BRIGADA OS CHEFES SÃO ELEITOS DEMOCRATICAMENTE, MAS SÓ ELEGEMOS OS MELHORES.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Na vida real

Caros bloguistas militantes

Vivemos num país que parece que tudo acontece em primeiro mão.

Ouvimos os políticos a falar, ouvimos os sociólogos a falar, ouvimos a fala do homem comum, e parece que somos o centro do mundo.

Até dá uma sensação de isolacionismo.

Será que ainda não descartámos o orgulhosamente sós, e este ainda perdura?

É que temos tantas certezas absolutas que dá a sensação que nada se faz e nada se passa nos outros países, parece que tudo aqui acontece em primeira mão.

Será que fomos nós que fomos ao espaço, como que uma extensão de termos descoberto os caminhospelo mar?

Parece que as novas ideias, as ideias peregrinas são só nossas e partem daqui... se acertármos tudo bem, se não acertármos é um desastre

Porque será que não abrimos os olhos? Porque será que não podemos copiar e nem copiamos os bons exemplos e experiências das políticas e sociedades dos outros países?

Tenho uma ideia, o que o pessoal precisa é de viajar, ver o estrangeiro, ver o que se faz lá fora.

Talvez a nossa atitude mude.

É certo que temos algumas ideias originais, como foi o caso da Via verde e outros similares, mas não são todos, nem sequer a grande maioria.

Temos boas ideias, é verdade, mas não enfiemos a cabeça na areia, olhemos para os outros bons exemplos.

Na Vida Real- Sérgio Godinho

Na vida real as aparências
estão do outro lado do espelho
na vida real não me assemelho
à simulação das evidências

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? MAS A BRIGADA DE VEZ EM QUANDO TEM DE IR FAZER UMAS RECICLAGENS AO ESTRANGEIRO.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Que há-de ser de nós?

Caros bloguistas Militantes
Ainda se lembram dos fogos florestais? Foram e são uma calamidade.

Quando as florestas ardem, não colocamos só pessoas e bens em perigo, mas também, e principalmente, a biodiversidade.

Que há-de ser de nós, com esta atitude desabrida para com a biodeversidade?

Quando ardem as florestas, quado arde o verde, arde a esperança de uma nova vida, destroiem-se zona ecológicas, a fauna, a flora, poluem-se a atmosfera, contaminamos cursos de água e lençóis freáticos, os solos ficam sujeitos a uma grande erosão, porque não teem lá as árvores e as plantas para os susterem.

Quando arde uma zona verde, clamamos aos Deuses, como é que isto foi acontecer, quem não cuidou de cuidar a propriedade, que bárbaros e vis assassinos atearam tal inferno?

Preocupamo-nos e bem com as vidas humanas que estão em risco, com os nossos haveres, que há-e ser de nós, agora e no futuro?

Mas a verdade é que nos desleixamos, ao sairmos do campo para a cidade, deixámos uma importante parte do planeta abandonado, sem ser cuidado, e é com isso que nos devemos também preocupar, esta nossa atitude migratória teve e tem feitos nefastos a longo prazo.

Não fazemos uma reflorestação suficiente e eficiente, substituímos o verde pelo betão, nas zonas betonadas não há lugar para o verde, e mesmo que conseguissemos reflorestar em suficiencia, um só pinheiro leva 5 anos a atingir a idade adulta, outras espécies levam muito mais tempo.

Por isso quantos anos levará para recompor a 100% a fauna e a flora? isto se conseguirmos recompor a 100%... pois há espécies que se perderam para sempre... e as espécies interagem e são essenciais umas para as outras, com esta perda... que há-de ser de nós?

Um incêndio florestal é uma catátrofe, a curto, médio e longo prazo, prejuízos materiais sociais, ecológicos e climatéricos.

Como o fenómeno dos incêndios florestais aliado à desflorestação não se passa só em Portugal, seguido na maior parte dos páises pela fúria construtiva dos "patos bravos", queixamo-nos depois que temos calor em tempo de frio, frio em tempo de calor... que há-de ser de nós?

Depois admiramo-nos que temos cheias em locais onde antes nunca tal "se houvera visto".

Os fogos e verão, trazem as cheias de inverno, as cheias de inverno trazem a falta de água em todas as estações, parece um paradoxo mas não é.

Os depósitos de água subterrâneos são chamados os lençóis freáticos, estes são alimentados entre outros pelas águas da chuva, mas para serem alimentados, não pode haver demasiada escorrência.

Por escorrência entenda-se a água que por precipitação cai num monte/montanha, e escorre para o vale, ora se esta água não tiver barreiras à sua passagem vai escorrer livremente.

Se esta água não for retida não alimenta os lençóis freáticos. Então vamos sofrer de falta de água... que há-de ser e nós?

É aqui que as plantas e as árvores tem o seu papel fundamental, retem a água, que vai escorrer para os lençóis freáticos, impedidndo assim que a maioria da água desça livremente o monte/montanha para o vale, impedindo assim que arraste consigo lama e pedras, prevenindo assim cheias como as de ontem 18/2/2008.

Mas com este tipo de atitude passiva , de não querermos saber, de não reflorestarmos, de construirmos em leitos de cheia, estamos a ir pelo bom caminho ... e segue... e então que há-de ser de nós.

Que há-de ser de nós - Letra Sérgio Godinho
Já viajámos de ilhas em ilhas

já mordemos fruta ao relento
repartindo esperanças e mágoas
por tudo o que é vento

Já ansiámos corpos ausentes
como um rio anseia p´la foz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós?

Que há-de ser do mais longo beijo
que nos fez trocar de morada
dissipar-se-á como tudo em nada?

Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós

Já avivámos brasas molhadas
no caudal da lágrima vã
e flutuando, a lua nos trouxe
à luz da manhã

Reencontrámos lágrimas e riso
demos tempo ao tempo veloz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós

Que há-de ser da mais longa carta
que se abriu, peito alvoroçado
devolver-se-á: «endereço errado?»

Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós

Já enchemos praças e ruas
já invocámos dias mais justos
e as estátuas foram de carne
e de vidro os bustos

Já cantámos tantos presságios
pondo o fogo e a chuva na voz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós?

Que há-de ser da longa batalha
que nos fez partir à aventura?
que será, que foi
quanto é, quanto dura?

Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós

Ele há cargas fantásticas não há? Mas não investimos quando os cavalos ficam atolados.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

A gripe das aves

Olá Caros Bloguistas Militantes

Como em tudo na vida, existem coisas que me causam alguma preplexidade e mesmo alguma confusão.

Na conversa a semana passada com um amigo, que pertence ao mundo da medicina, veio à baila, a gripe das aves e dizia-me ele:

Reflecte nisto: Se a gripe é das aves porque é que em vez de se abaterem as aves não as vacinamos?

Ou melhor, se a gripe é das aves, se o virus da estirpe H5, sejam quais forem as suas variantes, estão nas aves, e se às aves afectam, então porque é que se fazem vacinas para os humanos?

A lógica cientifica, diz-nos que deveríamos ir ao foco do problema, e deveríamos vacinar as aves e se acaso se achar tarefa impossível vacinar aves selvagens, já foram inventadas vacinas e hormonas (montes delas e que são dadas todos os dias) para as aves de cativeiro/domésticas, nessas pelo menos conseguiríamos.

Através dos meios de comunicação social, os médicos, ou melhor as autoridades médicas americanas (pois onde será que estão os lobies das farmaceuticas?) falam em Pandemia, ou seja uma epidemia generalisada, mas o facto real, é que em todo o mundo desde que a doença foi descoberta, ou melhor anúnciada, foram contaminados 200 Seres Humanos .

Segundo os padrões da OMS, 200 seres humanos contaminados, está muito longe de ser uma epidemia quanto mais uma pandemia.

Ou seja esta anúciada gripe das aves, é muito menos grave que uma vulgar gripe, e essa mata em todo o mundo mais que 200 pessoas.

Alguém com algum interesse escondido, lançou o alarmismo, aquele tipo de alarmismo que já tinhamos visto acontecer em filmes e em livros de ficção cientifica, mas daí até ser levado á realidade...

E tivemos todo o mundo alarmado, a não querer consuimir aves, a liquidar milhares delas e a ser induzido sublinarmente a clamar pela cura ou por uma vacina para deblar a anúnciada gripe das aves.

Se cruzarmos esta informação com a informação económico-financeira, descobrimos este facto interessante: o laboratório/empresa farmacêutica que diz ter descoberto a vacina para a gripe das aves, lucrou 700 milhões só no ano em que a gripe foi anúnciada ao mundo.

Além de ter ficado sem stock, pois todos os países do mundo querem uma reserva para si, vejam lá quanto não vão eles lucrar mais.

Bom se relacionamos ou não isto com o anúncio de uma pandemia que não o é... fica ao critério de cada um .

Outra pergunta deve ser feita, andamos aos anos para descobrir a cura ou vacina para a SIDA e para outras doenças que matam milhares ou milhões de pessoas, e esta farmacêutica em poucas semanas consegue, entre o tempo que é anunciada a Doença ao mundo e a descoberta de um anti-virus/vacina, um tempo record na descoberta da vacina, não é estranho?

Por pura lógica, se existe uma doença num animal, o que um laboratório faz é tentar inocular a vacina nesse animal, mas a lógica aqui é inocular a vacina aos humanos... mas eu tenho a certeza que a resposta para mim dessa empresa farmaceutica tem 700 milhões de razões...e a minha pergunta é só uma.

Pois é as aves não tem dinheiro... logo não pagam, se não pagam não há lucro...

E a pensar que existem para aí doenças que matam todos os dias centenas de inocentes que tal como as aves não tem dinheiro paracomprar vacinas, por isso não se dedicam eles à descoberta de uma cura.

O ser humano tem razões que a própria razão desconhece.

Somos livres (uma gaivota voava voava) Letra e música: Ermelinda Duarte

Ontem apenas
fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.

Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa.

Uma gaivota voava, voava,
assas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.

Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo cualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.

Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.
Ele há cargas fantásticas não há? Mas pelo sim pelo não o almoço da brigada vai ser só uvas, só esperamos que não tenham filoxera.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Bom dia companheiro

Caros bloguistas militantes

Continuo a passar quase todos os dias ali por Alcântara (Lisboa),a caminho do comboio....

Sim, vou para o comboio, porque sou fã dos acordeonistas indianos (ver o post Guantanamera 30/7/2007), e por 1,30€, é um espectáculo barato...

Mas, dizia eu, que passo todos os dias ali em Alcântara, por um Mendigo/Sem abrigo de barbas brancas.

Ele poderia fazer de Pai Natal ou de outra personagem qualquer... mas optou por ser visto como sem abrigo, e assim deve continuar por mais uns tempos.

Não sei se é mais um "louco" de Lisboa, se os loucos somos nós, se é alguém cuja fortuna da vida o abandonou á sorte das ruas, pois realmente não sei.

Não é o único nesta cidade desumanizada, temos algumas das nossas crianças a fazerem de mendigos, a pedir esmola com cães, etc... E essas são as que se vêem, ou melhor as que dão mais nas vistas, quantos não tem lugar para ficar até os pais virem dos empregos?

Sim essas e as outras que teem a escola na Rua da Vida, admiramo-nos depois que cada vez sejamos mais desumanos, mais alheios, mais vingativos, mais contra o sistema.

Não olhamos para as evidências... ( sublinhe-se que cada vez mais este caso das crianças "abandonadas" vão sendo raros)... já os dos sem abrigo... é que não .

Voltando à "personagem" tem ali um apartamento na rua, na rua por onde a gente passa, passa sem pressa, com um destino marcado pela hora de chegar ao emprego.

A rua é mesmo dele, ele vive lá, e tem como vizinhos, o vento, o sol e a chuva, o calor e o frio, são vizinhos temporais...

Passo por ele quase todos os dias e todos os dias... e neste ou quase, lá está ele sempre.

Está ali, na sua, na boa, na dele.

Sujo, cabelos desgrenhados, vestido com a roupa que despeitamos porque mais a não usamos.

Mas lá está ele, assim como no local de emprego estão os colegas de trabalho .

É uma personagem que me habituei a ver, nos dias que lá passo e vou trabalhar ou para a praia ou para as noites (pois o trajecto da noite confunde-se com o trajecto para o comboio..., e ás vezes até a mim me confundo...).

Pois, todos os dias, mesmo com pressa, lhes dou os bons dias, e geralmente ele me retribui, levantando a mão e dizendo "Bom Dia!". E ele responde: Bom dia Companheiro.

Diferente, um sem abrigo considerar-me companheiro... ou não tão diferente assim, um ser humano considerar outro ser humano companheiro...

Dá-me a impressão que ele chegou ao estágio que muitos seres humanos nunca chegaras ou chegarão, pois se isso fosse possível aqule ideal de paz rapidamente seria alcançado.

Engraçado, se der os bons dias a outrem, não me retornam o cumprimento, mas ele sim.

Se fora no campo, no interior, nas montanhas, levar-me-iam a mal (e com razão) o facto de não cumprimentar ninguém, e eu (e com razão) levaria a mal não ser retribuído com o cumprimento.

A economia, fez-nos mal a humildade, é como uma humidade que se nos entranha na consciência de cosmopolitas, que nos faz realçar a indiferença.

Pois comigo não contem para isso.

Boa noite para si bloguista militante e boa noite para o sem abrigo que cumprimento (ele bem precisa de uma boa noite pois hoje faz frio).

Loucos De Lisboa
Parava no café quando eu lá estava
Na voz tinha o talento dos pedintes
Entre um cigarro e outro lá cravava
a bica, ao melhor dos seus ouvintes

As mãos e o olhar da mesma cor
Cinzenta como a roupa que trazia
Num gesto que podia ser de amor
Sorria, e ao partir agradecia

São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
A Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar

Um dia numa sala do quarteto
Passou um filme lá do hospital
Onde o esquecido filmado no gueto
Entrava como artista principal

Compramos a entrada p'ra sessão
Pra ver tal personagem no écran
O rosto maltratado era a razão
não aparecer pela manhã

Mudamos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixamos de tributo a quem lá pára
Um louco a fazer-lhe companhia

E sempre a mesma posse o mesmo olhar
De quem não mede os dias que vagueam
Sentado la continua a cravar
Beijinhos as meninas que passeiam.

Ele há cargas fantásticas, não há? E existem companheiros que nos fazem pensar quando carregamos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Ponte qual ponte?

Olá Caros Bloguistas Militantes

Ontem foi dia de carnaval... perdão... ontem foi o único dia que não foi Carnaval neste nosso Portugal, sim porque isto não é um país é uma paródia pegada.

Começa no Sr. Bastonário da O.A., passamos pelo Sr. Ex-Bastonário da O.A. e acabamos no mais humilde dos Portugueses (sim porque alguém tem de pagar o elevador da glória de alguns)

Já repararam que este é um país de importância para os EX? Ele é o EX-ministro, o ex-Bastonário, o ex-marido, só nunca vejo o ex-pobre, o ex-contribunte, o ex-pedinte.

Bom mas a essas guerras da justiça um dia destes, se me lembrar volto a elas.

Hoje vou contar uma anedota do tempo em que a cortina de ferro ainda não tinha enferrujado.

O Ministro das obras publicas da Jugoslávia visitou na Russia no Kremlin o seu congénere.

E o Ministro da Russia, convida o Ministro da Jugoslávia a almoçar em sua casa:

- Camarada, tem aqui uma bela casa, grande, para um Ministro do proletáriado, a casa é faustosamente proletária- Disse irónicamente o Jugoslavo.

- Camarada,é uma casa modesta, são só 10 assoalhadas e 4 casas de banho- Disse o Russo.

- Sim, camarada, pergunto-me como conseguiu? -perguntou o Jugoslavo

- Camarada chegue aqui à Janela- Disse o Russo- Está a ver aquela ponte sobre o rio Dniepre?

- Sim, estou. - Disse o Jugoslavo.

-Pois era foi orçamentada em 10 milhões e só custou 6 milhões, o resto foi gasto nesta modesta casa-Disse o Russo

Passados, 4 meses, o Ministro da Russia, retribui ao seu homologo Jugoslavo a visita, e este convidou o Russo a visitar a sua casa.

Assim que entra diz o Russo- O Camarada, dizia que a minha casa era faustosamente proletária, mas a sua é três vezes maior que a minha.

E o Jugoslavo diz-Só tem 6 casas de banho e 20 assolhadas, nada de mais, quer saber como foi?

-Claro- Diz o Russo

-Chegue aqui à janela, está a ver aquela ponte, sobre o Danúbio?- Diz o Jugoslavo.

E diz o Russo -Ponte? Qual ponte?

Pois é caros Bloguistas Militantes,

Não há nada como ser ministro das obras públicas e atribuir o exclusivo das travessias do Rio Tejo entre Vila Franca de Xira e a foz do Tejoa uma única empresa chamada Lusoponte, e depois de deixar o cargo , ser nomeado Presidente dessa empresa.

Atou assim as mãos de qualquer governo vindouro, em termos de negociação, impõe assim as suas portagens, tal como João Pequeno quiz impor no início a passagem a Robin Wood, acresce que qualquer futura ponte só poderia ser feita pela Lusoponte.

Temos assim um Ministro que negociou um contrato com a Lusoponte e é hoje o seu presidente e que armadilhou a favor da empresa e a desfavor do Estado (leia-se de todos nós) que vai renogociar o contrato com o actual Ministro.

Quando o bastonário da Ordem dos Advogados, berra a todos que existe corrupção que todos conhecemos e ninguém age, não diz mais que aquilo que todos passivamente sabemos e acenamos.

Não existem investigações para os grandes? Existirá mesmo uma Justiça forte para os fracos e uma fraca para os fortes?

Será que as corporações só se importam com o seu umbigo e as guerras internas de poder?

Será?

O que havemos de fazer? Re-si-gnar-mo-nos está fora da equação.

Jafu'Mega in "Ribeira"

A Ponte é uma passagem
Para a outra margem
Desafio
Pairando sobre o Rio
A Ponte é uma miragem
(só tenho pena de não ter a letra toda, se alguém souber...)

Ele há cargas fantásticas, não há? Mas quando nos corrompem a Brigada perdemos as guerras todas.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Não vás ao mar toino

Caros Bloguistas Militantes

Portugal é apelidado de um país de marinheiros.

A nossa história precede-nos... bom isto é relativo no conceito de espaço e tempo do Sr. Einstein, mas hoje não vamos por aí.

O Portugal de todos nós, é um país com milhares de kilometros de costa, todos os anos se fazem ao mar milhares de pessoas nas nossas costas marítimas, alguns não voltam como foram...

Todos os anos temos milhares de barcos a passar tanto ao largo da nossa costa marítima como na nossa ZEE, que por acaso foi alargada, o ano passado e é mais extensa que o território nacional.

Tanta gente, tantos meios, tantos produtos, tanta riqueza, precisam de ser vigiadas e fiscalizadas as nossas rotas marítimas e a nossa ZEE.

Precisam de ser vigiadas as nossas praias... que são nossas fronteiras para o mar (raramente nos lembramos disso), salvaguardadas dos que querem traficar droga, dos que clandestinamente querem desembarcar, mas também proteger o pacato cidadão que nas férias (e não só) quer ir dar a sua "cacholada" na água do mar.

Precisam de ser, fiscalizados, socorridos e apoiados, os cada vez menos pescadores da nossa terra, e os cada vez mais pescadores de outras nacionalidades.

Isto é pois uma tarefa do Estado, a segurança de todos nós, no território nacional e nas zonas envolventes.

É por isso, que não concordo com a total desresponsabilização do Estado, quando entrega a fiscalização e segurança a privados e simultaneamente quando não tem um corpo especial para o salvamento marítimo.

São várias as razões porque eu não concordo que se entregue a vigilância das praias a privados, o que é privado sofre sempre cortes no que é essencial, e os cortes no número de nadadores salvadores e nos meios investidos para tal, é frequente, e isso é um corte na nossa segurança.

A segurança de milhares de pessoas entregue a privados, não é uma boa ideia.

A vida dos Portugueses e dos estrangeiros que nos visitam nas nossas praias, não podem ficar ao sabor dos caprichos dos concessionários dos restaurantes/bares das praias.

Por outro lado, e ainda no que concerne à nossa costa marítima, também não está certo ficarmos dependentes dos militares, para patrulhar e fazer o salvamento/resgate de vítimas de naufrágios ou outros socorros marítimos, já vimos os maus resultados que isso dá, pois ao seguirem a sua cadeia de comando, são mais lentos no socorro que aliás que não é a vocação dos militares.

Tal como tem outros países, deveríamos possuir um corpo especial autónomo só para esse efeito, a extensão da nossa costa marítima a isso nos deveria obrigar.

Deveria ser também da responsabilidade desse corpo especial, que estaria sob comando da Protecção Civil e Bombeiros, a vigilância das praias, e de todas as tarefas que uma frente marítima que nós temos assim exige.

Complementada pelo auxílio da marinha e força aérea e de civis, mas sempre coordenada pelo Serviço de Protecção Civil e Bombeiros.

Não podemos deixar na mão de amadores, a vida e segurança de toda uma população que usufruí do mar.

A nossa segurança exige, a criação de um corpo especial com meios adequados para fazer salvamento, desde meios humanos bem treinados e preparados, a meios materiais modernos e adequados para a sua missão.

Deveríamos preocupar-nos mais sobre este assunto, e se a praia é só um problema de Verão que agora deve ser tratado, ou seja antes e não durante ou depois, o patrulhamento e fiscalização marítima é tarefa de todo o ano, e sabemos que a nossa costa não é vigiada nem a 10 %...

Quem vai ao mar avia-se em terra, e nós não estamos bm aviados nessa matéria...

Não vás ao mar toino -Popular Beira Baixa
NÃO VÁS AO MAR,
TOINO ESTA O MAR RUIM,
TOINO É FALSO O MAR,
TOINO PENAS SEM FIM, TOINO

AI, TOINO, TOINO
QUE MAU RAPAZ QUE ÉS, AI.
TOINO TOINO,
NEM UMAS BOTAS TENS P’RÓS PÉS.

ADEUS MARIA
QUE EU VOU P’RÓ MAR
PESCAR SARDINHA
P’RA SER RAINHA
ELA E FRESQUINHA
DA COR DA PRATA
NÃO TENHAS MEDO
QUE O MAR NÃO MATA

Não vás ao mar Toino
podes morrer Tóino
Fico sem par Tóino
Que vou fazer Tóino

Ai Tóino Tóino
que desgraçado és
Ai Tóino Tóino
que nem umas meias
tens para os pés

Ele há cargas fantásticas, não há. Mas quando a Brigada vai para o mar... toma banho, mas com cuidado

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

por onde andam os poetas?

Caros bloguistas militantes, (este post tinha em 25/9/2007, conforme o prometido republico-o, com nova roupagem).

É hoje que eu começo a revolução com o mundo.

Eu disse com o mundo e não contra o mundo.

Fazer revoluções sózinho, não está com nada, mas alguém tem de as começar.

Quando tanta gente diz que precisa de ideias e de ideiais, precisamos de os juntar.

Quem quer um planeta melhor e mais solidário, que se junte a mim, muito poucos fazem muito.

Precisamos de poetas para fazer uma revolução, mas...

Tantos anos passados, tantas causas e coisas conquistadas. Tantas coisas perdidas para sempre.

Novas vagas de afrontas, velhas hipócrisias vestidas de novas roupagens. Novas lutas para lutar, novos ideais para conquistar, velhas ideias para cimentar.

Andamos perdidos, parece que já não temos poetas para nos descodificar as palavras.

Já não temos poetas para apontar o rumo dos filosóficos caminhos. Já não há mais poetas para nos apontar e interpretar os ideais.

Mas eu ainda creio na canção do poetas andaluces.

A canção é um farol para mim , um guia, uma inspiração, sempre o foi. São com estes versos, com esta canção e com outras tão inspioradoras como esta que nós ainda acreditamos na bondade dste mundo.

Porque sei que não estou só, e sei que não sou só eu que assim penso.

Mas o canto dos poetas, de ontem, de hoje, de amanhã é o canto de todos os Homens. Onde estão eles, e que cantam os poetas andaluzes de agora?

O povo necessita urgentemente deles, será que já não são poetas?

As grilhetas da economia que nos confinam a um jugo bancário, não nos deixam respirar, será que desinspiraram os poetas?

A má globalização que nos oprime, que nos conduz ao estereotipo, para o pensamento único e orientado, para a sincronização do falar e do agir e do vestir, é cada vez mais presente e forte.

E porque será que os poetas ficam calados?

A sincronização politicamente orientada, tira lugar á indignação.

Sim, onde estão os poetas andaluzes de agora? eles e os outros...

Onde estão aqueles que escreveram, cantaram e leram sobre as ideias e os ideiais no passado?

Sim onde estão?

Poetas Andaluces (Aquaviva- no orignal e completo)

¿Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
¿Qué miran los poetas andaluces de ahora?
¿Qué sienten los poetas andaluces de ahora?
Cantan con voz de hombre, ¿pero donde están los hombres?
con ojos de hombre miran,
¿pero donde los hombres?
con pecho de hombre sienten,
¿pero donde los hombres?
Cantan, y cuando cantan parece que están solos.
Miran, y cuando miran parece que están solos.
Sienten, y cuando sienten parecen que están solos.
¿Es que ya Andalucia se ha quedado sin nadie?
¿Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
¿Qué en los mares y campos andaluces no hay nadie?
¿No habrá ya quien responda a la voz del poeta?
¿Quién mire al corazón sin muros del poeta?
¿Tantas cosas han muerto que no hay más que el poeta?
Cantad' alto.
Oireis que oyen otros oidos.
Mirad alto.
Veréis que miran otros ojos.
Latid alto.
Sabreis que palpita otra sangre.
No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo.
encerrado.
su canto asciende a más profundocuando,
abierto en el aire, ya es de todos los hombres.

Link para a música: http://ilusao.multiply.com/music/item/53

Ele há cargas fantásticas, não há? Então se carregarmos inspirados, a vitória será certa.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Um dia vai dar mesmo

Olá bloguistas militantes

A partir de hoje vou publicar alternadamente, os meus posts antigos alternadamente... um novo ... um antigo... só publicando os que para mim têem mais significado e actualidade, claro está.

Vou corrrigi-los e quiçá... diminuí-los... "pois como se eu conseguisse escrever pouco".

Ah, mas os teus posts são grandes- já me disseram... várias vezes.

Pois é, digo eu, mas injustiças do mundo não cabem numa folha A4...

Uma explicação para os mais desatentos, todos os posts têem 2 coisas,:
1º- muitos erros...
2º-um poema associado que umas vezes é a inspiração do post outras a consequência deste, tento mínimamente que seja complementar.

Mas retomando o post publicado no dia 7/8/2007 e que tinha por titulo "Urúbu está com raiva do boi", inspirado numa canção brasileira.

Do Brasil, como de qualquer lado, veem de lá coisas boas e coisas menos boas.

Uma das coisas boas que vem de lá é a música, outra os frutos tropicais, outra as brasileiras... eheheh (piada à"macho man"... tinha de resvalar para aí... perdoem-me este pecadilho).

Agora que já estou perdoado, e voltando à música, o conjunto "Baiano e os Novos Caetanos", era o nome de um duo musical/humorístico composto pelos humoristas Chico Anysio e Arnaud Rodrigues.

Satirizavam no título do seu conjunto o outro conjunto muito em voga na altura que eram "Os Novos Baianos" e o cantor Caetano Veloso.

Com humorismo fizeram crítica à ditadura brasileira dos anos 70/80 do século passado.

E quem faz uma crítica a uma Ditadura, crítica ao mesmo tempo todas as outras.

Mas caros bloguistas, ao ouvir de novo este duo, reflecti e penso que hoje em dia não estamos a conseguir combater com sucesso esta Ditadura económica encapotada que nos apareceu pela frente após a queda do muro de Berlim.

Não consigo vislumbrar ninguém a querer abrir estas grilhetas que essa dita opressão económica nos acorrenta todos os dias.

Lembro-me dos versos de uma canção, dos tempos da revolução de 25/4, que dizia que "a cantiga é uma arma, eu não sabia".

E é mesmo uma arma, e hoje em dia as armas que temos são estereotipadas, pagas pelo regime, editadas pelas multinacionais... logo suspeitas.

Noutro dia, um colega disse-me que o caminho que isto está a levar, as famílias a afogarem-se em dívidas, a entregar as casas aos bancos por falta de possibilidade de fazer face a uma "Euribor" crescente todos os meses, os suicídios que já vão 4 por dia em Portugal e que ninguém fala.

Dizia ele, isto vai rebentar, porque as pessoas já não aguentam mais.

Eu contrapus, que as pessoas estão muito ligadas ao sistema, e que o sistema económico, controla-nos a todos, muito mais que as polícias políticas controlavam, no século passado... mas no fundo dou-lhe razão, só que não acredito na união das pessoas contra o sistema, nesta sociedade cada vez mais individualizada.

Não temos liberdade económica, e o preço da liberdade é a eterna vigilância... mas estamos a pagar caro o termos baixado a guarda.

Deixámo-nos enredar por Bancos, dívidas, promessas de casas, carros, luxos e luxúrias.

Está afogado em dívidas? Temos um Nadador Salvador/banheiro perto de si para o ajudar... a afogar mais devagar... porque saímos de uma metemo-nos noutra... é um ciclo/circulo vicioso.

E o custo que temos de pagar a esses urúbus que querem receber destes pobres bois que tem como cangas as dívidas que tem de pagar.

E o pior é que isto tudo se globalizou.

A futilidade impera, todos os dias enfrentamos a hipocrisia nas nossas relações, nos cumprimentos dos nossos deveres que são infinitamente mais que os direitos...

O desespero do povo que vai vivendo e alheando-se da realidade... com novas drogas como a TV ou farmaceuticas, ou com drogas antigas como a religião e os desportos em particular o futebol aqui pelo burgo.

Procurando a salvação imediata, sem sequer ter um vislumbre do caminho a percorrer, de uma visão a longo alcance.

E as neuroses que daí adveem, as psicoses, e outras doenças mentais, já fizeram a OMS vir sizer que a depressão atingirá 50% da população mundial em 2010.

As rotinas... as depressões... porque vivemos sem norte, vivemos sem sorte, andamos como zombies....

Mas sabem "um dia dá... um dia dá."

E quando der....

Urubu Tá Com Raiva Do Boi - Baiano e os Novos Caetanos -

Legal , me amarro nesse som está sabendo (um dia dá)
o medo (um dia dá)
a angústia (um dia dá, um dia dá, um dia dá)
o sufoco (um dia dá)
a neurose (um dia dá)
a poluição (um dia dá, um dia dá, um dia dá)
os juros (um dia dá) o fim (um dia dá)
nada de novo (um dia dá, um dia dá, um dia dá)
a gente, a gente (um dia dá)
de novo só tem casas indústriais (um dia dá, um dia dá, um dia dá)
diga paulinho diga (um dia dá, um dia dá, um dia dá)
eu vou contigo paulinho diga (um dia dá, um dia dá ,um dia dá)

Refrão:
Urubu tá com raiva do boi,
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mais o boi não quer morrer
Não tem alimentação (bis)

O mosquito é engolido pelo sapo,
O sapo a cobra lhe devora.
Mas o urubu não pode devorar o boi:
Todo dia chora, todo dia chora. (bis)

(um dia dá, um dia dá)
o norte (um dia dá)
a morte (um dia dá)
a falta de sorte (um dia dá)
eu tou vivo tá sabendo (um dia dá, um dia dá, um dia dá)
vivo sem norte (um dia dá)
vivo sem sorte (um dia dá )
eu vivo (um dia dá)
eu vivo paulinho (um dia dá, um dia dá, um dia dá)
aí um dia a gente encontra um cabra na rua e pergunta (um dia dá)
tudo bem (um dia dá)
e ele diz prá gente tudo bem (um dia dá, um dia dá, um dia dá)
não é um barato paulinho?
é um barato

REFRÃO

Gavião quer engolir a socó,
Socó pega o peixe e dá o fora.
Mas o urubu não pode devorar o boi,
Todo dia chora, todo dia chora. (bis)
(um dia dá, um dia dá)
nada a dizer (um dia dá)
nada (um dia dá, um dia dá, um dia dá)
nada ou quase a nada (um dia dá)
o que tem a fazer (um dia dá)
tudo (um dia dá)
ou quase tudo (um dia dá, um dia dá, um dia dá)
o homem (um dia dá)
a obra divina (um dia dá)
na rua a obra do homem (um dia dá, um dia dá, um dia dá)
o cheiro de gás (um dia dá)
o asfalto fervendo (um dia dá, um dia dá, um dia dá)
o som abatendo o som abatendo o som abatendo

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? ENTÃO SE FOR PARA MUDAR AINDA VÃO COM MAIS VIGOR

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

It's raining again

Olá caros bloguistas Militantes.

Hoje apanhei na ida para o trabalho um dia chuvoso, azul acintentado.

Os barcos corriam para o porto em busca de abrigo, de um mar que se adivinhava revolto.

As Gaivotas cumpriam escrupulosamente o dito popular e vogavam para terra.

O Búgio, lá ao longe, agora e sempre permanece firme e só entre os dois fogos de uma fronteira entre o rio e o mar, e parece que diz: Venham quantos são, estou aqui, não tenho medo de nada.

O Sol de quando em quando, espreitava timidamente, só para ver o que se passava.

E eis que a próxima paragem é Caxias, pelo menos é o que anunciava a voz feminina do comboio, não me interessava sair na estação da prisão, a minha prisão é outra... o trabalho.

O trabalho, tão cinzento como este dia, mas infinitamente menos bonito, pois este dia mesmo cinzento tem esplendor... o trabalho não.

E lá ia eu, continuar a viagem de comboio, porque a paisagem merece e a minha paragem não era aquela.

O dia continua cinzento e o sol a espreitar timidamente, mas a nossa alma continua fria, cinzenta e chuvosa, só de pensar que temos de ir trabalhar, e nós com um mundo de oportunidades à nossa espera.

Ainda se fossemos bem compensados monetáriamente, atenuariam o suplicío, mas não , estamos em Portugal, e mais não é preciso dizer.

Se não fosse esta paisagem que todos os dias muda e todos os dias se renova, qual uma mulher que quer agora e sempre agradar que olhemos para ela com olhos de ver.

Sim. Se não fossem estes pequenos momentos...

Cheguei ao Estoril, e não podia ir já trabalhar, a camioneta era dali a 10 minutos, e a praia é mesmo do lado esquerdo... e chamava-me, tinha de a ir ver. Não podia ficar mouco aos sus apelos.

A praia no Inverno é diferente, mas não menos bela note-se, aquele ar frio e puro que só à beira mar conseguimos apanhar, numa região de Lisboa já tão poluída, sabe mesmo bem.

A praia que na areia, tem umas quantas pegadas que a chuva ainda não apagou, serão os resquícios do Verão, que ainda permanecem? Ou será dos aventureiros que com o Inverno não desmorecem? Não sei...

Ao longe, na baía de Cascais, vejo os barcos recolhidos, com medo do tempo, porque o tempo assim impõem respeito.

Recolhem-se da chuva que agora já não ameaça cair... cai mesmo. Como que dizendo, tal como uma mulher bonita nos diz de manhã: Levanta-te, vai trabalhar. Mas deixando no ar a frase não dita: Eu sei que sou bela e boa, e que queremos ficar os dois, mas tu tens mesmo de ir trabalhar.

Acho que o céu ao enviar aquela chuva, foi o que quis dizer.

E eu obdiente, fui.

Its raining again - Supertramp

Its raining again
Oh no, my loves at an end.
Oh no, its raining again
And you know its hard to pretend.
Oh no, its raining again
Too bad Im losing a friend.
Oh no, its raining again
Oh will my heart ever mend.
Oh no, its raining again
Youre old enough some people say
To read the signs and walk away
Its only time that heals the pain
And makes the sun come out again
Its raining again
Oh no, my loves at an end.
Oh no, its raining again
Too bad Im losing a friend.
Cmon you little fighter
No need to get uptighter
Cmon you little fighter
And get back up again
Oh get back up again
Fill your heart again..

Ele há Cargas fantásticas, não há? Mas à chuva não apetece muito carregar.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

É preciso que algo mude...

Olá Caros Bloguistas Militantes

Espero que o novo ano vos trago boas novas, e bem precisamos delas, em todo o mundo não só em Portugal.

Era bom que o mundo mudasse só porque mudámos de ano, pelos menos gregorianamente falando, pois os chineses mudam de ano mais tarde.

Mas não é assim, isto é um contínuo.

Quem nos dera poder estalar os dedos e dizer, olha não me referi ao referendo (PS), olha não me comprometi com submarinos (PP), olha a minha câmara municipal deve nada a ninguém (PSD), olha não expulsei a Mesquita do partido (PCP), olha não sou arrogante como acuso o nosso primeiro ministro(BE).

Não, não podemos estalar os dedos e dizer isso.

Temos os políticos que merecemos, mas não é por isso que os deixamos de críticar.

As críticas são sempre necessárias, mas não nos esqueçamos que alguém disse que: é sempre bom olharmos para os novos patifes antes de correr com os actuais.

A democracia é um sistema pobre, a única coisa que pode ser dita a seu favor é que é tão boa como qualquer outro método.

A sua pior falha é que os chefes reflectem os seus constituintes: um baixo nível, mas que é que se pode esperar?

Portanto olha para eles e pensa que na sua ignorância, estupidez e egoísmo... em seguida olha para o homem que o substituirá se o governo cair.

Verão que a diferença é muito pequena.

Ele existe uma diferença, está entre o mau e o pior... o que é muito diferente entre o bom e o melhor.

Alguém disse isto e eu reflecti, e resolvi colocar aqui.

E a pensar que houve uns líricos que acreditaram numa revolução...

Olhem para acabar com frases já batidas... é preciso que algo mude para que tudo fique na mesma...

Mas não custa nada tentar.... pois não?

Tanto mar - Chico Buarque

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E ainda guardo, renitente
Um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim

Ele há cargas fantásticas, não há? Mas valerá a pena carregar para que tudo volte ao mesmo?