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Acerca de mim

Toda a brigada tem um cabo... todo o cabo pode chegar a Imperador... todo o Imperador pode mudar o destino de uma nação ... todas as nações podem mudar o destino do mundo ou não...

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

TEMPUS FUGIT - Actualizado

Caros Bloguistas Militantes

O tempo passa.

Vamos vogando aqui pelo planeta... ainda por este planeta, pois isto de ir ao espaço não é para todos ainda... nem vai ser tão cedo infelizmente.

E o tempo passa.

E por falar em tempo a passar, achei piada aquela frase, "vive intensamente cada dia, como se fosse o último, vai haver um dia que acertarás".

Nós os humanos, temos uma esperança de vida, cerca de 80 anos.

Tanta coisa para fazer no mundo que,com o tempo de vida que temos, nós não temos tempo para realizar os feitos que desejariamos.

Imaginem uma biblioteca imensa cheia de livros, e nós não temos tempo em 3 ou em 5 ou em 7 vidas para os ler todos.

Já imaginaram a partilha de conhecimentos que nós perdemos.

Um dia, uma hora, um minuto num segundo, tudo acaba.

Deixamos coisas por fazer, algo a meio... nunca teremos tempo para acabar a tarefa ou as tarefas.

Imaginem o quão triste não é deixar um livro a meio...

Nós com a história, ou com um artigo ciêntifico, ou seja lá o que for, estamos a ler e de repente, deixamos de estar vivos... e la se fica o livro numa palavra, a meio de uma frase, numa virgula ou num ponto final.

Já imaginaram, que existe e existirá sempre, uma passagem que será sempre a última vez que passamos, uma cara que será sempre a última vez que a contemplamos, um nascer ou um por do sol que será a última vez que o vemos.

A última vez que saboreamos determinada refeição, a ultima vez que apreciamos o rio a correr para o mar, a última vez que ouvimos o rouxinol a cantar.

A última festa que damos no nosso cão ou gato, a última vez que falámos com um nosso familiar, sem muitas vezes saber o que dissémos.

Tanta vez que nunca nos despedimos de alguém como esse alguém merceria.

É, o tempo passa, e passa por todos, é inexorável.

Tanto espaço que há para explorar, e nós aqui confinados à terra sem por ele poder vagar.

A terra é imensa, e no entanto é tão comum existirem pessoas que nem da sua terrinha saíram, nem 50 kilometros andaram.

Mas o tempo passa, e raramente lhe ligamos muito.

Não estou triste, não, pelo contrário, ainda bem que o tempo por mim passa, é bom sinal, enquanto vai passando.

Ganhamos umas faculdades, perdemos outras, vamos evoluindo... mas o tempo, esse passa.

E vemos crescer betão onde dantes eram árvores ou campos, ou verde, e ficamos tristes.

E vemos a paz acontecer em países que depois voltam á guerra, á maldita guerra que não nos deixa em paz, e ficamos tristes.

O Tempo passa, e vemos tanta intolerância a andar á solta, tantos motivos estúpidos e fúteis, e ficamos tristes.

Sim, porque qualquer motivo é estúpido e fútil, tanto para a intolerância, como para começar uma guerra.

E o tempo passa.

E já podíamos estar mais evoluídos, mais humanos, menos destruídores, mais conscientes do nosso papel.

Sim, porque o tempo passa.

Já evoluímos, já retrocedemos, já construímos, já destruímos.

E ainda nos falta tanto.

E eu que gostava tanto de ter uma nave espacial...

Porque sabem... o tempo passa e viajar à velocidade da luz, dá a sensação de se aproveitar melhor o tempo.

Mas, para nós Portugueses, isso não importa nada.

Nada.

Não importa que o tempo passe.

Não importa que haja guerra, ou fome, ou intolerância, ou que um louco anda a tomar conta do mundo destruindo-o provocando o caos com a desculpa que anda atrás de outro louco.

Não importa o aquecimento global, a poluição, a desflorestação, a extinção das espécies.

Não, não importa que o tempo passe.

Para nós Portugueses, o que realmente é importante não é nada disso.

O que importa ... para nós Portugueses

O que é mesmo , mas mesmo muito importante...

É que o o nosso clube de futebol ganhe...

Isso é que é importante, , caso contrário ficamos tristes.

Morte que mataste Lira - popular Açoreana Veio um pastor lá da serra

Veio um pastor lá da serra

Veio um pastor lá da serra

que á minha porta bateu

Veio dar-me por notícia

Veio dar-me por notícia

Veio dar-me por notícia

que a minha lira morreu

A lira por ser ingrata

A lira por ser ingrata

A lira por ser ingrata

tiranamente morreu

Morte que mataste Lira

Morte que mataste lira,

Morte que mataste Lira,

Mata-me a mim que sou teu

Morte que mataste Lira,

Morte que mataste Lira,

Morte que mataste Lira,

Mata-me a mim que sou teu

Mata-me com os mesmos ferros

Mata-me com os mesmos ferros

Mata-me com os mesmos ferros

Com que a lira morreu

A morte a mim não me mata

A morte a mim não me mata

A morte a mim não me mata

quem mata a morte sou eu .

Ele há cargas fantásticas, não há?

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Que cantam os poetas andaluzes de agora?

Caros bloguistas militantes. É hoje que eu começo a revolução com o mundo. Eu disse com o mundo e não contra o mundo. Fazer revoluções sózinho, não está com nada. Quando tanta gente diz que precisa de ideias e de ideiais, precisamos de nos juntar. Nota prévia, para o que está escrito a partir de agora daqui para baixo, o que está entre parêntesis pertence a um verso de uma canção. (Que cantam os poetas andaluzes de agora?) Quem quer um planeta melhor e mais solidário, que se junte a mim, muito poucos fazem muito. Precisamos de poetas para fazer uma revolução, mas... Tantos anos passados, tantas causas e coisas conquistadas. Tantas coisas perdidas para sempre Novas vagas de afrontas, velhas hipócrisias vestidas de novas roupagens. Novas lutas para lutar, novos ideais para conquistar, velhas ideias para cimentar. Andamos perdidos, parece que já não temos poetas para nos descodificar as palavras. Já não temos poetas para apontar o rumo dos filosóficos caminhos. Já não há mais poetas para nos apontar e interpretar os ideais. Mas eu ainda creio na canção do poetas andaluces. A canção é um farol para mim , um guia, uma inspiração, sempre o foi. São com estes versos, com esta canção e com outras tão inspiradoras como esta que nós ainda acreditamos na bondade dste mundo. Porque sei que não estou só, e sei que não sou só eu que assim penso. Mas o canto dos poetas, de ontem, de hoje, de amanhã é o canto de todos os Homens. Mas onde estão eles, e que cantam os poetas andaluzes de agora? O povo necessita urgentemente deles, será que já não são poetas? As grilhetas da economia que nos confinam a um jugo bancário, não nos deixam respirar, será que desinspiraram os poetas? A má globalização que nos oprime, que nos conduz ao estereotipo, para o pensamento único e orientado, para a sincronização do falar e do agir e do vestir, é cada vez mais presente e forte. E porque será que os poetas ficam calados? A sincronização politicamente orientada, tira lugar á indignação. Sim onde estão os poetas andaluzes de agora? eles e os outros... Onde estão aqueles que escreveram, cantaram e leram sobre as ideias e os ideiais no passado? Sim onde estão? Poetas Andaluces (Aquaviva- no orignal e completo) ¿Qué cantan los poetas andaluces de ahora? ¿Qué miran los poetas andaluces de ahora? ¿Qué sienten los poetas andaluces de ahora? Cantan con voz de hombre, ¿pero donde están los hombres? con ojos de hombre miran, ¿pero donde los hombres? con pecho de hombre sienten, ¿pero donde los hombres? Cantan, y cuando cantan parece que están solos. Miran, y cuando miran parece que están solos. Sienten, y cuando sienten parecen que están solos. ¿Es que ya Andalucia se ha quedado sin nadie? ¿Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie? ¿Qué en los mares y campos andaluces no hay nadie? ¿No habrá ya quien responda a la voz del poeta? ¿Quién mire al corazón sin muros del poeta? ¿Tantas cosas han muerto que no hay más que el poeta? Cantad alto. Oireis que oyen otros oidos. Mirad alto. Veréis que miran otros ojos. Latid alto. Sabreis que palpita otra sangre. No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo. encerrado. su canto asciende a más profundocuando, abierto en el aire, ya es de todos los hombres. Link para a música: http://ilusao.multiply.com/music/item/53 Ele há cargas fantásticas, não há? Então se carregarmos inspirados, a vitória será certa.

sábado, 22 de setembro de 2007

Prendam os suspeitos do costume

Caros Bloguistas Militantes Para quem viu o filme Casablanca, lembrar-se-á certamente, da cena.

Elenco

A cena é a seguinte, Rick está no Aeroporto ao lado do Capitão de Policia Francês. Despedindo-se do Amor da sua vida Ilsa Laslo (que era casada com o chefe da resistência dos Franceses Livres) e do Chefe da resistência Vítor Laslo, que iam partir para Nova York via Lisboa. Iriam assim,continuar o fabuloso trabalho para fazer face aos alemaes nazis na II Guerra Mundial. Estao os dois a desaparecer na bruma, entrando no avião, eis que chega o Oficial Alemão, querendo usar o telefone para a torre de controle para impedir que o avião partisse. Então Rick, dispara 2 tiros sobre o Major Heinrich Strasser, matando-o. Chega entretanto um carro com polícias, e, é aí, que o chefe da polícia, Capitão Louis Renault, tem a sua frase famosa (em Casablanca todas as frases ficaram famosas): "Mataram o Major Strasser. Prendam os Suspeitos do Costume". Voltaremos mais abaixo a esta frase... Já repararam que quanto mais o país sobe na escala evolutiva económica, menos medalhas temos nos desportos. Claro que eu não conto aqui com o futebol. Longe vão os tempos em que Carlos Lopes, Rosa Mota, Joaquim Agostinho, as equipas de hóquei em patins, e outros davam alegrias ao país com as suas vitórias. Eles foram os 10.000 metros, eles foram as maratonas. E de repente Portugal entrou para a CEE (agora UE), e medalhas onde estão elas? As condições eram péssimas para treinar, os apoios escassos, mas uma medalhita de vez em quando lá nos fazia esquecer por uns tempo o facto de morarmos no país mais ocidental da Europa, onde tudo chega com a data de ontem. Agora que somos um país dos ricos, importamos e nacionalizamos atletas e treinadores, as condições vão melhorando... Bem não tanto como os outros países da Europa, somos ricos mas só alguns, somos ricos mas nao exageremos. Não renego, e até exulto os êxitos obtidos em outras modalidades, o Oblikuelo (nome difícil de escrever este português) nos 100 e 200 metros, a Vanessa no Triatlo, o Nelson ou a Naide no Salto em comprimento, nem a Carla a única que ainda brilha nas provas de corrida, e a Telma no judo (espero não ter esquecido de nenhum). Já repararam, que (felizmente), estamos a evoluir nas modalidades técnicas, e a perder qualidades nas que éramos campeões? Éramos, salvo seja,pois quem corre e dá o litro são eles, nós só damos o nome da marca Portugal... Tenho pena, que não consigamos cimentar e materializar os desportos em que dávamos cartas, e ter uma estratégia para evoluirmos para os desportos mais técnicos. Existe uma honrosa excepção, desde que existem os para-olímpicos, que esses VALOROSOS PORTUGUESES, escrevo de propósito em letra maiúscula, nos tem dado alegrias. Sim, esses super-atletas, que poucos ou nenhuns apoios tem, consistentemente, vem trazendo medalhas para Portugal. Se, atentarmos bem, só agora, é que este governo, tem dado apoios a esses Portugueses. Espero que isso não signifique perda de medalhas, estou certo e convicto que não, pois esses portugueses são especiais, estão habituados a adversidades. E, mesmo tendo apoios, vão continuar a levar mais alto o hino e a bandeira de Portugal. Mesmo eu, considerando-me um cidadão do mundo (nestas modalidades gosto de ver isso) Não, nada disso, à bom português, estamos a deixar ficar para trás os desportos em que éramos bons, e a começar a conquistar (felizmente) os desportos técnicos. Nos outros desportos... em vez de somarmos, substituímos, ou seja no ranking das medalhas continuámos na mesma. O governo, não investe, o povo não quer saber, os resultados não progridem... desde quo Benfica ganhe... É o país que temos, é o país que temos. Parafraseando o Capitão Louis Renault, (do filme Casablanca) diria- "Prendam os Suspeitos do Costume". As Time Goes By... Lyrics and Music by Herman Hupfeld; © 1931 Warner Bros. Music Corp., ASCAP This day and age we're living in Gives cause for apprehension With speed and new invention And things like fourth dimension Yet we get a trifle weary With Mr. Einstein's theory So we must get down to earth at times Relax relieve the tension And no matter what the progress Or what may yet be proved The simple facts of life are such They cannot be removed You must remember this A kiss is still a kiss, a sigh is just a sigh The fundamental things apply As time goes by And when two lovers woo They still say, "I love you" On that you can rely No matter what the future brings As time goes by Moonlight and love songs Never out of date Hearts full of passion Jealousy and hate Woman needs man And man must have his mate That no one can deny Well, it's still the same old story A fight for love and glory A case of do or die The world will always welcome lovers As time goes by Oh yes, the world will always welcome lovers As time goes by Ele há cargas fantásticas, não há?

Something Stupid

Caros Bloguistas militantes

Se me quiserem tirar do sério é fácil.

Vou-vos dizer(vou-vos é uma palavra gira... algo parecido com ovo) ... faz-me lembrar a tropa... que quando perguntava-mos : Ouve bem? Muitos respondiam... OVO

Bom, mas dizia eu, antes deste interlúdio, se me querem tirar do sério.

Se me querem ver chateado... é fácil ( não, não vou dizer que basta respirarem).

É começarem com a guerra dos sexos e como os consequentes e subsequentes estereótipos e rotulagens em cada um dos sexos.

Os estereótipos irritam-me, e estes da guerra dos sexos toca-me particularmente.

Não gosto, nem nunca gostei de ver ninguém ser diminuído.

Não gosto nem nunca gostei que pague o justo pelo pecador.

Pior ainda, pois tenho de levar isto para o lado pessoal.

Eu não tenho de levar com isto.

Eu quero saber que "algum" pessoal das obras seja rude e mal educado, eu nem gosto de fazer cimento.

Não , eu não tenho de levar com este número.

É que atrás disto, vem toda uma "sociedade estereotipada.

Ideias pré concebidas, e com isto o avanço da humanidade anda mais devagar ou nao anda.

Não temos tempo para isto.

Nao tenho pachorra para isto.

Não tenho pachorra para a frase "homens, são todos iguais", se somos todos iguais porque é que as mulheres escolhem tanto?

"Something Stupid"


I know I stand in line
Until you think you have the time
To spend an evening with me
And if we go someplace to dance
I know that there's a chance
You won't be leaving with me

Then afterwards we drop into a quiet little place
And have a drink or two
And then I go and spoil it all
By saying something stupid
Like I love you

I can see it in your eyes
You still despise the same old lines
You heard the night before
And though it's just a line to you
For me it's true
And never seemed so right before

I practice every day to find some clever
lines to say
To make the meaning come true
But then I think I'll wait until the evening
gets late
And I'm alone with you

The time is right
Your perfume fills my head
The stars get red
And oh the night's so blue
And then I go and spoil it all
By saying something stupid
Like I love you
I love you...



http://br.youtube.com/watch?v=5T7fynhnmQ8

Há cargas fantásticas, não há?

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Start spreading the news

Caros Bloguistas Militantes

Hoje quero começar de maneira diferente.

Acabei de ouvir "New york, New York" com Liza Minelli e Luciano Pavarotti.

Gosto da Liza, gosto do Pavarotti e gosto do tema.

Vejam em :

http://br.youtube.com/watch?v=X23tIynbjCQ

É emocionante, e emocionado eu fiquei.

Confesso que fiquei triste, com o falecimento do Senhor Pavarotti.

Aquela voz, a assertividade que este Senhor tinha em palco, fiquei com pena de nunca o ter visto ao vivo.

Vi como muitos devem ter visto algumas actuações com os "3 tenores" através da TV, gravei e tudo.

Mas, para muita pena minha (estava a tentar evitar a palavra pena), nunca surgiu a oportunidade monetária ou outra de o ir ver, não poder dar-me a certos luxos é lixado.

Sabem, já estou farto de ver chegar a este nosso pequeno burgo, no princípio da Europa e no fim da mesma ... simultaneamente, tudo chegar em terceira ou quarta mão.

Estou farto de ver acontecer aqui, coisas que nos outros locais já não são novidade e a moda já é outra.

O nosso tempo de vida é tão pouco...

Sim, é verdade que o desenvolvimento do multibanco, a via verde, os descobrimentos, bom azeite, bom vinho, bom clima, boa comida...

Mas "Está escrito: Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus."

N
ão sou religioso por isso uso a frase á minha maneira e medida "Está escrito: Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra ..."

Faz-me falta esta vivência do mundo a tempo e horas, (eu que tenho a opini
ão que toda a humanidade já devia estar a vogar pelo espaço sideral em naves espaciais), ter estes atrasos presentes e permanentes, não me faz nada bem.

O nosso tempo é tão curto, as solicitaçoes são tantas, e os atrasos mais que muitos e o dinheiro pouco mais é que pouco.

Portugal é bonito, mas não é o centro do mundo, o centro do mundo é lindo ...mas não é o universo.

É hoje estou controverso... deve se rporque chegou o Outono, mais uma estação e ninguém deu por isso.
A que horas chegará o Outono?

VEJAM EM
http://www.rtp.pt/index.php?article=255566&visual=16

New York, New York

(Ebb-Kander)

Start spreading the news
I'm leaving today
I want to be a part of it, New York, New York
These vagabond shoes
Are longing to stray
And make a brand new start of it
New York, New York
I want to wake up in the city that never sleeps
To find I'm king of the hill, top of the heap
These little town blues
Are melting away
I'll make a brand new start of it
In old New York
If I can make it there
I'll make it anywhere
It's up to you, New York, New York.

I want to wake up in the city that never sleeps
To find I'm king of the hill, top of the heap
These little town blues
Are melting away
I'll make a brand new start of it
In old New York
If I can make it there
I'll make it anywhere
It's up to you, New York, New York.

HÁ CARGAS FANTÁSTICAS , NÃO
HÁ ?

domingo, 16 de setembro de 2007

Imaginação e inspiração e o direito à indignação

Caros Bloguistas militantes

Compreendo Camões e as suas musas do Tejo.

Não é difícil alguém se inspirar, com a tamanha beleza que a vista de Lisboa para o Tejo nos proporciona.

Quantos escritores, poetas, casais de namorados, não se inspiraram em tão bela paisagem?

O Tejo faz-nos correr a imaginação.

O Tejo inspira-nos.

É um elemento intemporal, que é belo não só por estar sempre presente, mas porque existem coisas assim naturalmente belas.

Explicar o belo, no nosso estágio de desenvolvimento, é algo que não nos é tangível.

O Tejo e a sua paisagem são belos, ponto.

Imagino quantos e quantos comunicadores da palavra, escrita e oral, não se terão inspirado aqui?

Foi daqui que partiram os descobridores.

Foi daqui que os nossos antepassados deram novos mundos ao mundo.

Existem coisas que deveriam ser preservadas, pois só a envolvência contribuí para o despertar da nossa inspiração.

Por essas e outras razões deveríamos preservar esta paisagem.

Por estas e outras razões não deveríamos permitir aberrações.

O património quer-se cuidado, não abandonado nem desleixado.

Caros bloguistas militantes, vou-vos dar 2 ou 3 exemplos.

Belém é um local turístico, lindo, ainda bem que moro perto, pois nunca me canso de o ver.

Mas em Belém, a par dessa beleza, o que é triste, o que é degradante,e principalmente o que é revelador de um povo que não se interessa, temos as seguintes pecas:

1- uma fonte luminosa que só de vez em quando funciona, e nem sempre com as cores que iluminam água que já nos tínhamos habituado..

O jardim envolvente da fonte luminosa em Belém perdeu o seu fulgor, quando retiraram os brasões coloridos dos distritos, o fundamentalismo e a falta de jardineiros capazes, deu num jardim trivial, sem esplendor.

2- Quando as pedras do chão, nos caminhos circundantes estão soltas, revela desleixo e falta de respeito por todos nós, isto num local turístico, será preciso dizer mais?

3- Quando existe um descuidado tratamento dos locais mais visitados, o chão sujo, os canteiros mal cuidados, uma envolvência não cuidada.

4- No local da torre de Belém existe um lago artificial, para simbolizar que a torre esteve e estará sempre no meio do rio, mas esse local não está cuidado, tem muito lixo acumulado, ninguém o apanha... e ainda por cima para agravar a questão é um local turístico.

5- Nesse local, a relva não está tratada, as lages estão partidas, tanto falta de tacto turístico que até mete dó.

6- Depois temos as aberrações que o lobby do betão anda a fazer, os "patos bravos" portanto. Esses desqualificados mentais, que só vêem o lucro além do lucro, a quem devem ter untado as mãos para conseguirem que no Porto de Lisboa, se edifique, á beira rio entre a Torre de Belém e o Padrão, um hotel de luxo.

No local onde a inspiração é maior, devido à sua envolvência,o fino recorte e veia artística dos "Patos bravos" resolveram colocar um hotel de luxo.

Se fica bem ou fica mal, tanto faz, com os tempos a "gentalha" habitua-se.

E o mais grave é que não se vê ninguém a protestar.

Parece que aquilo tudo é a coisa mais natural do mundo.

Desculpem a expressão, mas que bela "merda" estão ali a fazer.

Estou como o Mário Soares, tenho direito á indignação.

Não veremos assim o Padrão do lado da Torre e vice-versa.

Mas não fica por aqui.

7- Na magnífica paisagem envolvente, já não bastavam as esferas de gás e os tanques da banática ( do outro lado do Tejo), já não bastavam os silos da Trafaria e da ESSo, já não bastavam os condomínios privados que a D.Emília (Presidente da C.M.Almada) e o Porto de Lisboa autorizaram, ainda estão a construir em frente ao forte do Bom Sucesso, um magnífico... condomínio fechado...pois está claro.

8- Para terminar, um problema que se arrasta à anos. Refiro-me à linha férrea e à estrada frente à zona ribeirinha.

O comboio para Cascais é magnífico, não haja dúvidas. É uma das linhas mais lindas que conheço.

Só que deveria terminar em Algés.

A estrada deveria ser desnivelada, aí de 500 em 500 metros, durante pelo menos 100 metros.

Porquê? perguntam os Bloguistas militantes.

Para deixarem o "povo" usufruir livremente do rio, sem barreiras artificiais- digo eu.

9- Existem falta de alternativas neste momento para chegar á torre de Belém, e ao padrão dos descobrimentos, para quem vai a pé.

Ou passa pela minúscula travessia aérea que foi construída frente a vela latina, ou vai pelo túnel que sai em frente ao padrão ou passa pelo túnel da estação de Algés.

É manifestamente insuficiente (enquanto não desnivelarem a estrada e o comboio não parar em Algés), e nota-se quando existem festas ou aos Domingos, que a passagem aérea está sempre sobre lotada.

Deliberadamente somos afastados do rio. A nossa inspiração vai-se desvanecendo por falta de contacto e "ambiência" com a fonte inspiradora.

Não cuidamos da mente, nem do coração.

Alheamos-nos e consentimos estes atentados permanentes ás fontes da nossa "culturalidade".

Alienados com o bem estar económico, que nos vendem ilusões de felicidade passageira, nada dizemos aos estragos que estupidamente os "patos bravos" e os arquitectos e outros técnicos e políticos sem escrúpulos que se intitulam "progressistas", quando na realidade nos vendem tigres de papel, nos impõem.

Pois caros bloguistas... é o país que temos, são os políticos que merecemos.

Acordemos que já é dia, não nos escondamos atrás "do sozinhos" não podemos fazer nada.

AQUARELA - TOQUINHO

Numa folha qualquer

Eu desenho um sol amarelo

E com cinco ou seis retas

É fácil fazer um castelo

Corro o lápis em torno da mão

E me dou uma luva

E se faço chover

Com dois riscos tenho um guarda chuva

Se um pinguinho de tinta

Cai num pedacinho azul do papel

Num instante imagino

Uma linda gaivota a voar no céu

Vai voando,

Contornando a imensa curva norte sul

Vou com ela viajando

Havaí, Pequim ou Istambul

Pinto um barco a vela,

Branco, navegando,

É tanto céu e mar num beijo azul

Entre as nuvens vem surgindo

Um lindo avião rosa e grená

Tudo em volta colorindo

Com suas luzes a piscar

Basta imaginar e ele está partindo,

Sereno, lindo,

E, se a gente quiser,

Ele vai pousar

Numa folha qualquer

Eu desenho um sol de partida

Com alguns bons amigos

Bebendo de bem com a vida

De uma América a outra

Consigo passar num segundo

Giro um simples compasso

E num círculo eu faço o mundo

Um menino caminha

E caminhando chega num muro

E ali logo em frente

A esperar pela gente o futuro está

E o futuro é uma astronave

Que tentamos pilotar

Não tem tempo nem piedade

Nem tem hora de chegar

Sem pedir licença

Muda nossa vida

E depois convida

A rir ou chorar

Nessa estrada não nos cabe

Conhecer ou ver o que virá

O fim dela ninguém sabe

Bem ao certo onde vai dar

Vamos todos numa linda passarela

De uma aquarela

Que um dia enfim

Descolorirá

Numa folha qualquer

Eu desenho um sol amarelo

(que descolorirá)

E com cinco ou seis retas

É fácil fazer um castelo

(que descolorirá)

Giro um simples compasso

E num círculo eu faço o mundo

(que descolorirá)

Corro o lápis em torno da mão

E me dou uma luva

(que descolorirá)

http://www.laboratoriodedesenhos.com.br/aquarela.htm - hoje arranjei-vos esta maravilhosa ilustração desta música vale a pena ir ver e ouvir.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ?

domingo, 9 de setembro de 2007

Algures sobre o arco iris

Ola Bloguistas Militantes

Se alguém me lê, verificará que quase sempre opino sobre o que acho que não está bem.

A democracia é para ser exercida em toda a sua plenitude.

Eu não quero entregar a outrem o que a mim me cabe, não quero ter esse espirito de português de sempre.

Quero aqui e agora fazer valer a minha voz.

Aqui, nas urnas e onde seja preciso.

O éter da internet também pode contribuir para isso.

Já passei por alguns lugares de decisão, para saber que vale a pena juntarmos e fazer valer a nossa voz.

Os políticos, eleitos por nós, que exercem o poder com a nossa quota parte de poder que lhes demos para nos representar, tem "medo" disso.

Medo de quem faça valer as coisas pela sua voz.

Mas, para não sermos como eles, e quando vemos coisas positivas, também convém assinalar, é de bom tom realçar.

Por isso caros bloguistas, foi com enorme surpresa, diria mais foi com grande alegria que vi há cerca de 2 dias atrás, que a Fonte Luminosa, na Alameda Afonso Henriques, está a funcionar.

A fonte luminosa, palco de tantos momentos históricos.

Tantas actividades para crianças e adultos.

Uma Alameda Afonso Henriques, com aquele magnifico relvado, encimado de um lado pelo Técnico e do outro pela fonte luminosa.

Anos e anos protestei, porque estava ao abandono, suja, sem água, sem luz sem nada.

Abandonada, aliás, como tanta coisa em Lisboa,.

Os bons jardineiros desapareceram, os bons calceteiros esfumaram-se, os "bons pedreiros" não interveem...

A cidade cresce com a orientação dos patos bravos...leia-se construtores civis, e as belas zonas verdes são votadas ao abandono, não dão dinheiro aos fiscais ... nao interessa.... nem a eles nem as presidentes da CML distraídos...

Preservar o antigo? Zonas verdes? Qual quê?

O que interessa é o betão. O Betão é que lhes dá dinheiro...

Também dá conflitos sociais, aumenta a depressão colectiva, tira a beleza à cidade, mas que se lixe... tomem XANAX e viva o velho.

Mas eis que chegou à cidade o novo Presidente da CML.

Eis que a Fonte luminosa começou a funcionar.

E que linda ela estava.

Emocionei-me confesso.

Emocionei-me , porque amo Lisboa, e quando se ama uma mulher assim toca-nos o coração quando a vemos com um vestido novo.

A esperança renasceu.

Posso protestar sobre muita coisa, protesto...é verdade.

Mas protesto porque quero a que a minha namorada LISBOA seja eternamente a mais linda do mundo.

E há dois dias emocionei-me , porque algures sobre o arco irís, ela tornou a mostrar o brilho da sua beleza.

Over The Rainbow (Arlen-Harburg)

Somewhere over the rainbow

Way up high
There's a land that I heard of
Once in a lullaby

Somewhere over the rainbow
Skies are blue
And the dreams that you dare to dream
Really do come true

Some day I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemondrops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me

Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly
Birds fly over the rainbow
Why then, oh why can't I?
Some day I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemondrops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me

Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly
Birds fly over the rainbow
Why then, oh why can't I?

If happy little bluebirds fly
Beyond the rainbow
Why, oh why can't I?


ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ?

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Adeus a uma grande voz

Caros Bloguistas Militantes

O mundo perdeu hoje uma grande voz.

Luciano Pavarotti, o tenor italiano, que tinha uma voz magnifica, faleceu.

Muito há para dizer de um homem que nasceu de famílias humildes e que praticava o bem, principalmente a favor das crianças.

Singrou como tenor, ganhou dinheiro com o canto, mas no entanto foi nobre ao nunca esquecer das crianças desprotegidas.


Podíamos dizer tanta coisa acerca do Tenor Luciano Pavarotti, por exemplo como ele trouxe o público a escutar música clássica e óperas, a sua bondade, a técnica da sua voz.

Sim, poderíamos dizer, mas o mais certo era não sermos exactos ou pecarmos por sermos curtos demais

O melhor é deleitarem-se a ouvirem os videos, e a procurarem mais.

Tinha interpretações magníficas, vejam por exemplo a magnífica intrepretação em vários trechos clássicos:

Luciano Pavarotti - La Donna È Mobile

http://br.youtube.com/watch?v=xCFEk6Y8TmM

nesta magnífica interpretação de

Luciano Pavarotti - "O Sole Mio"

http://br.youtube.com/watch?v=dHYmiCy9sxc

ou esta

Luciano Pavarotti - Ave Maria - Schubert

http://br.youtube.com/watch?v=2uYrmYXsujI

ou ainda

Luciano Pavarotti - Nessun Dorma

http://br.youtube.com/watch?v=A_lZyvf7P58

Luciano Pavarotti - "Cosi Fan Tutte", de Mozart

http://br.youtube.com/watch?v=hhxR17z3-uk

Luciano Pavarotti - Celeste Aida

http://br.youtube.com/watch?v=l_eWsuMekSw

Deu-nos a ouvir a sua magnifica voz, não só em trechos clássicos, mas também em outros ritmos musicais.

Queen + Luciano Pavarotti - Too Much Love Will Kill You

http://br.youtube.com/watch?v=C7FGPIRJx6I

Eros Ramazzotti + Luciano Pavarotti - Se bastasse una bella canzonne

http://br.youtube.com/watch?v=I9SvcggOAX8


Live Like Horses (Luciano Pavarotti and Elton John)

http://br.youtube.com/watch?v=leIy-OioY-0

Luciano Pavarotti feat. Tracy Chapman - Baby Can I Hold You

http://br.youtube.com/watch?v=eLSmsf08VSs

Mas o trio quando se juntou o mundo em silêncio ouviu as três magnificas vozes.

Mostraram-nos a todos que eram complementares, infelizmente o trio passou a dueto agora.

Placido Domingo, Jose Carreras, Luciano Pavarotti

http://br.youtube.com/watch?v=udqE_ouF5lg


Como ouvi alguém dizer o céu ganhou mais uma estrela.

Para mim a melhor dele que ouvi até hoje, a que me toca mais ... é esta

Pavarotti Vesti La Giubba - I Pagliacci

http://br.youtube.com/watch?v=Ky271W94VHA&mode=related&search=

Há cargas fantásticas, não há?
Mas sem música elas não são tão alegres.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Oh pátria sente-se a voz

Meus caros bloguistas militantes

Andava eu à procura de óperas no YOUTUBE, quando me surgiu "La Marselhaise" (hino francês).

Fui ouvir, não resisti. Como eu gosto muito do Hino francês, tem muito significado, muito apelo à revolta, um vigoroso Não ao conformismo.

Aquilo que estamos a precisar neste momento, de uma revolta dos cidadãos. (mas isso é para outro post).

Não pude deixá-lo de ouvir... o hino claro.

No YOUTUBE, vemos "La Marselhaise" cantada na sua integral versão e com orquestra e um tenor a interpretar.

Vemos uma França moderna, mas com um hino antigo, somente com a interpretação.

Um contraste bem feito, de um país que temos tantas coisas a apontar, mas que olha para a frente, para o futuro, foi isso que eu vi, foi assim que eu interpretei.

Não sou patriota, já há muito que deixei de o ser, acho isso um conceito absurdo e que só nos leva a guerras estúpidas e fratricidas.

Eu, explico, a minha pátria é o Planeta TERRA, é aqui que eu pertenço, a este planeta AZUL (por enquanto), o meu planeta.

Se por algo mais tiver de lutar, espero que seja pela sobrevivência da TERRA e não a mando de uns senhores para satisfazer os seus caprichos de um país contra o outro.

Ah! E lutar contra a tirania... sempre.

Eu pertenço ao planeta TODO, não só a Portugal, não só à península Ibérica, não só à Europa, não só a placa euro-asiática.

Pertenço ao planeta TERRA todo!

O que fazem, no Oceano Atlântico, na China, no Japão, na Austrália, no Oceano Índico, na Argentina, na África do Sul, em Marrocos, nos EUA, afecta-me ou beneficia-me ou melhor afecta-nos ou beneficia-nos a todos.

A minha pátria é a terra, o meu país é Portugal, não escondo um carinho particular por esta "divisão" do planeta, assim como tenho carinho por outras "divisões, mas desta "divisão" guardo gratas recordações, não é que guarde outro tipo de sentimentos, mas isso agora não interessa nada.

Bom, já que fui ver "La Marselhaise" que eu tanto gosto, fui á procura de "A Portuguesa" que eu também adoro e conheço a versão integral.

O hino Português é um hino com tanta força, como também o é o hino francês.

E lá digitei eu "A Portuguesa".

E caros bloguistas militantes, sabem o que apareceu?

Um tenor a cantar o hino? Não!

Um barítono? Não !

O trio Odemira? Quase...

Apareceu-me uma evocação ao passado, a um passado duvidoso, para não ser chamado de sectário não apelido de outra maneira.

Mas uma evocação ao passado, não apareceu uma nação com os olhos postos no futuro, nada disso.

Apareceu uma nação com os olhos postos no passado..
E que passado é esse? Perguntam vocês.

Não o passado dos reis, nem dos descobrimentos, nem de 1640 (embora façam essa evocação) mas o passado do Regime Ultraconservador do Prof. Oliveira Salazar.

Cliquem em

http://www.youtube.com/watch?v=DfPiFnlYZOo [felizmente já aparece esta mensagem Este vídeo foi removido por violação dos termos de uso.]

Mas não ficamos por aqui... pois não é o único vídeo do YOUTUBE, sobre o hino de Portugal...

Temos um que é destinado a portugueses e ingleses.

Começa mais ou menos bem, tocam e cantam o hino nacional, dão uma retrospectiva histórica portuguesa e mostram umas quantas paisagens.

O que o anterior exagera em evocação ao Prof. Oliveira Salazar, este nem sequer lhe faz menção, pronto uma peca mas... estava aquilo a ir tão bem eis que se não quando, aparece...

Versão para KARAOKE do hino nacional, está bilingue...

Esquecem-se que o hino português onde diz contra os canhões tinha escrito contra os bretões, e foi escrito contra o mapa cor de rosa...

Até esquecendo isso dos ingleses... UMA VERSÃO PARA KARAOKE???!!!!!!!!

Será que eu vi bem?

Mas estamos a gozar com o pagode ??????

E o respeito pelos símbolos nacionais?

Mas não fica por aqui, até temos uma brasileira a cantar o hino, com muito boa vontade, quer divulgar, nós compreendemos.... mas ... olhem confiram.

http://www.youtube.com/watch?v=ulBQLctwBeI&mode=related&search=

E ainda ...

Um quarteto de vozes que além de assassinarem o hino todo, as imagens que tem por trás é o Portugal do futebol... isto para compor o ramalhete.

confiram ...

http://www.youtube.com/watch?v=qC4-MXT_hHs&mode=related&search=

Depois temos uma espécie de Diácono Remédios a cantar o Hino, além de desafinado está descompassado...

confiram...

http://www.youtube.com/watch?v=p-yDtwLchM4&mode=related&search=

Temos uma criança, cujos pais, tiveram o despudor de coloca-la no YOUTUBE, a criança até canta a segunda melhor versão que eu vi, mas por decoro não coloco aqui o endereço.

Estes pais sem cuidado, não sabem o que anda por aí de pedofilia... enfim.

Ah , mas temos as mulheres a cantar o hino, só pode sair bem ....

Não acredito ... estilo fado ... ai se eu fosse religioso dizia: Meu Deus!

A copiarem os americanos a cantar o hino, que são os que mais assassinam o hino deles, e cada um com a sua versão...

Não acredito ela trocou palavras ao hino .... fogo nem as mulheres nos safam ...ai ... que isto vai mal ... ai vai, vai. confiram

http://www.youtube.com/watch?v=4QekpzeobBQ

Ah! Safa-se este ...

http://www.youtube.com/watch?v=2mbmrary_t4&mode=related&search= [o únio que se safava aconteceu isto Este vídeo foi removido pelo usuário. ]

...mas é só música não tem letra.

Eis que finalmente chega o exército.

Cantam bem os rapazes e afinadinhos... as imagens também não estão más, mostra as grandes coisas que Portugal tem, mas tínhamos de roçar a lamechice... ok ... mas de todos foi o melhor... mas muito longe dos franceses.

Eu sei que o YOUTUBE é como os blogues, cada um coloca o que quer e como quer, mas não haverá uma réstia de decência e de bom gosto cá no burgo?

Será que só os franceses é que tem?

Temos de pedir desculpa ao Sr. Keill e ao Sr. Mendonça.

Comentários para quê? É o país que temos.... é o país que temos, não aquele que eles queriam que nós fôssemos.

A Portuguesa

Data: 1890 (com alterações de 1957) Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil

I
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente e imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu, jucundo,
O oceano, a rugir de amor,
E o teu Braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Data: 1890 (original) Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil

I
Herois do mar, nobre povo,
Nação valente e imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memoria,
Oh patria, sente-se a voz
Dos teus egregios
A voz que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões marchar, marchar!
II
Desfralda a invicta bandeira,
À luz viva do teu céo!
Brade a Europa á terra inteira:
Portugal não pereceu!
Beija o teu sólo jucundo
O Oceano, a rugir de amor;
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões marchar!
III
Saudai o sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do resurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injurias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões marchar!!
Ele há cargas fantásticas, não há?

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Que saudades eu já tinha da minha alegre casinha

Meus caros bloguistas militantes.

Como é bom acordar, chegar à janela e ver o Tejo, a ponte sobre o dito, o Cristo Rei, a outra banda e mais umas quantas belezas que eu tenho o privilégio de ter, e ver de perto por morar onde moro.

Vejam bem. Eu vejo a trafaria, os barcos que passam no Tejo, os grandes paquetes que trazem a Lisboa gente bonita e sonhadora e que tornam a partir com essa mesma gente.

Eu vejo, também, bonitos veleiros, com as suas velas enfunadas, às vezes vejo regatas... quando as há (porque nós somos peritos em não aproveitar a nossa frente ribeirinha, mas isso fica para outro post).

Lembro que vi da minha janela aquela regata de barcos antigos que há tempos tivemos.

Vejo o por do sol, bonito e diferente todos os dias, e a Lua quando beija as águas do Rio e é romanticamente bonito.

E vejo os dias de sol e de tempestade, o Tejo muda todos os dias e eu dou por isso.

Penso que só vi uma vez golfinhos no Tejo, isso sim gostaria de o ver mais vezes.

O "bilhete" que eu pago, dá para ver este espectáculo todo que a bonita Lisboa me colocou à disposição.

E caros bloguistas militantes, vejo o Tejo quase desde o cais de Almada até ele se encontrar com o Oceano para lá do Bugio.

E perguntarão com toda a propriedade vocês, mas este tipo vive num condomínio fechado com uma excelente vista e deve pagar um balúrdio, só pode.

Não! Pois não pode. Não vivo num condomínio privado.Não! Também não comprei casa própria.

Não! Também não vivo numa barraca com excelentes vistas.

Vivo numa casa arrendada.

Sim- dizem vocês- mas deves estar a pagar um balúrdio de renda.

Não! - respondo eu- A renda que pago é bastante acessível, é 1/10 do que ganho (e eu ganho mal).

Chegámos ao busílis da questão, bloguistas militantes - o arrendamento versus a compra de casa por um lado, o preço do imobiliário em Portugal versus o preço do imobiliário no resto do mundo, por outro, e a adequação do preço praticado no mercado versus o custo de vida, ainda por outro.

Não vou abordar tudo isto , vai dar para 3 ou 4 postagens.

Ouvi hoje uma notícia que rezava mais ou menos assim, as imobiliárias estão cada vez mais a receber propostas de proprietários para vender as suas casas para comprar outras mais pequenas.

A economia influencia a subida dos juros que os bancos estão a praticar e assim está a ser incomportável o assegurar das prestações que esses proprietários tinham, a maior parte das prestações estão indexadas à taxa Euribor e mais não é preciso dizer pois o paragrafo já vai grande e há alguma gente a queixar-se que eu escrevo mal o português.

E escrevo, é verdade! Mas (e esperando que compreendam a minha mensagem), o que eu tenho para dizer, é mais importante que convenções gramaticais totalmente certas (que horror isto que eu disse, prometo melhorar).

Continuando, esta notícia tem sido recorrente desde a década de 80 do século passado.

Mais pormenor, mais por maior, de vez em quando, quando os juros sobem o mercado imobiliário ressente-se e lá estamos nós os Portugueses a queixar.

Na ânsia de se tornarem proprietários e comprarem "uma casinha", foram os Portugueses ao banco, influênciados pela publicidade enganosa dos construtores imobiliários, aliados aos bancos que "obrigaram" os governos inconscientes de então a dizer aos Portugueses: Comprem casa que o crédito é barato, vendendo-nos o "tango dos pequenos burgueses" (citando aqui o título de uma canção de José Jorge Letria).

Foi e é um fartar de vilanagem.

Os Portugueses julgaram comprar casa e venderam-lhes ilusões, e continuam a vender... e a comprar...

E agora?

Agora os Portugueses queixam-se e protestam, comprei uma casa, as prestações até as consegui pagar até agora, mas com o aumento dos juros, isto está a tornar-se problemático.

Pois é, os bancos tem neste momento em seu poder imobiliário que é arrestado aos Portugueses. Aqueles bancos que lhes "impingiram" crédito para os comprar.

E depois como fizeram e fazem uma campanha enganosa, não dizendo o "custo" real daquela compra, quando os Portugueses dão por isso, estão sem casa.

Estão sem casa, e os que conseguem pagar, estão sem vida,pois pagam muitas vezes ainda mais a prestação da casa e do carro.

E assim um mundo inteiro fica por conhecer, porque não há dinheiro para viagens, nem para a cultura nem para nada.

Só para nosso controlo, e isto são números "brutos" (valem o que valem), em Portugal somos 80% de proprietários (não interessa se felizes ou não) contra 20% de arrendatários, no resto do mundo sublinho resto do mundo, esta percentagem está em cerca de 70% de arrendatários e 30% de proprietários (isto em média).

Bom, o certo é que os proprietários no resto do mundo são menos que os arrendatários.

Cá no burgo, bem cá no burgo... é ao contrário.

Nós com esta ideia peregrina de ter casa própria, só podemos estar certos (com este meu mau português como é que se escreve a dizer que foi com ironia?...bom que se lixe, alguém deve ter percebido.)

Somos um país de ileterados funcionais, mesmo tendo boa visão e lendo as entrelinhas dos contratos bancários, como não percebemos de economia, somos sempre embarretados.

Mas, eu aqui cometi um erro propositado, para agora o corrigir, disse: Os Portugueses que compraram casa e pediram empréstimo ao banco - este é o erro.

Deveria ter dito, dever-nos-ia ter sido dito: Os Portugueses contrairam um empréstimo bancário de longo prazo (leia-se uma vida), e no final, se lá chegarem... e conseguirem pagar tudo, ficam com uma casa, que por causa dos juros bancários, custa quase o dobro do preço pelo que foi comprada.

Pessoal, não estão a comprar casa, estão a fidelizar-se eternamente a um banco... se é assim comprem acções, fica mais barato e é capaz de dar lucro.

É que, quando compram este empréstimo bancário, esquecem-se que não é só o empréstimo que tem de pagar, tem de pagar também o imposto autárquico, tem de pagar o condomínio, as futuras obras do prédio (e geralmente para isso sai mais um empréstimo), e isso pesa e muito na contabilidade da compra da casa, mas isto não é calculado nem vos é dito.

Tem de também pagar a especulação imobiliária, que os vários governos teimam em não travar, e que encarece o imobiliário, levando-os para preços superiores ao que se praticam nas capitais europeias.

Eu disse governos, leia-se o lobby dos bancos e dos patos bravos (leia-se construtores civis) que tem mais influencia nas políticas dos diversos governos e na corrupção das Câmaras Municipais que os eleitores tem com os seus votos ao elegerem esses poderes públicos.

Claro que existem honrosas excepções.

Não se compreende, porque é que o mercado de arrendamento em Portugal está tão caro como o do centro da Europa.

Não se compreende, porque é que em Espanha (e isto é só um exemplo) se arrendam casas a um preço 2 e 3 vezes mais baixo que aqui em Portugal, e já agora também se compram casas a muito menos que aqui e pelo preço que pagam a qualidade é maior.

Não se compreende porque é que o Estado, que é o maior proprietário do país (falo Estado no seu todo incluí autarquias, institutos etc...) não coloca no mercado para arrendamento e venda as casas que possuí (e estão devolutas) a um preço de mercado competitivo, obrigando a economia a mexer.

Este post já está grande, e eu vou voltar a este assunto, pois muito mais há a dizer.

Mas só como nota final, deixo-vos o seguinte, existe um instituto do estado que paga 3 milhões e 600 mil contos (não sei traduzir contos para euros...que básico) de renda por ano, já há muitos anos, para estar no local onde está.

Alguém está a ganhar dinheiro com isto, pois com aquele dinheiro, aos anos que o instituto lá está já tinham comprado um terreno e feito um prédio só para eles, mais moderno eficaz.

E agora para se rirem... o orçamento desse instituto só dá para pagar a renda... nem os salários dos funcionários cobre...

Com um Estado assim ... dá vontade de parafrasear Salgueiro Maia numa adaptação " Existem 3 tipos de Estado: Os Estados Democráticos, Os Estados Autoritários e o Estado a que isto chegou..." outra vez-acrescento eu .

Com um Estado assim ... como não estará o povo... E a pensar que cientificamente o Estado somos nós... "há dias que me sinto tão cansado" (abraracourcix dixit).

Autores: Silva Tavares e António Melo
Minha Casinha (versão original) - 1943

Que saudades eu já tinha
da minha alegre casinha
tão modesta como eu.
Como é bom, meu Deus, morar
assim num primeiro andar
a contar vindo do céu.

O meu quarto lembra um ninho
e o seu tecto é tão baixinho
que eu, ao ir para me deitar,
abro a porta em tom discreto,
digo sempre: «Senhor tecto,
por favor deixe-me entrar.»

Tudo podem ter os nobres
ou os ricos de algum dia,
mas quase sempre o lar dos pobres
tem mais alegria.

De manhã salto da cama
e ao som dos pregões de Alfama
trato de me levantar,
porque o sol, meu namorado,
rompe as frestas no telhado
e a sorrir vem-me acordar.

Corro então toda ladina
na casa pequenina,
bem dizendo, eu sou cristão,
“deitar cedo e cedo erguer
saude e faz crescer”
diz o povo e tem razão.

Tudo podem ter os nobres
ou os ricos de algum dia,
mas quase sempre o lar dos pobres
tem mais alegria.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ?

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Peculiar meu caro Watson...peculiar

Ah, é tão bom a vida no campo. No campo é um descanso.

Este nosso Portugalzinho... Ai, Portugal, Portugal- parafraseando Jorge Palma.

Sabem, caros bloguistas militantes, o nosso país... é um país laico (para quem não saiba o que é laico... existem bons dicionários on line (http://www.priberam.pt/ procurai em Laicismo).

Bom, eu diria mais, este é um país louco, mas isso agora não interessa nada.

Estava a minha pessoa descansada a ver o "Jornal da tarde" (de ontem), quando a notícia apareceu.

Não, não foi o Benfica... empatou já o sabemos.

Não, não foram os fogos na Grécia (a propósito e perante tal calamidade, a minha total solidariedade ao povo grego).

Ai o berço da filosofia votado a tal catástrofe, acho que nem os Persas conseguiram tal.

Não, não foi o nosso campeão Mundial de atletismo, na modalidade do triplo salto, Nelson Évora (os meus sinceros parabéns ao Nelson), num país em que o desporto é só futebol, alguém, de vez em quando, mande uma pedrada no charco.

Não, não foi nada disso.

Atão na é que em Braga, cidade a norte de Portugal (para quem me lê e é estrangeiro, e não sabe onde fica), têm lá uma estátua a D.João Peculiar - 0 arcebispo primaz de Braga que coroou D. Afonso Henriques, 1.º rei de Portugal nas cortes celebradas em Lamego; assistiu à conquista de Lisboa em 1147, acompanhando sempre o novo rei.

Ora, há mais de 4 anos, resolveu a Câmara ou alguém, que não interessa para o caso e que na cidade dos arcebispos "houvera de haver" (apeteceu-me colocar esta expressão), uma estátua a D.João Peculiar... o Senhor era peculiar de nome, assim como a estátua.

Se bem pensaram, melhor o fizeram... ou não...

A dita estátua é composta pelo seguinte: tem o referido senhor, com uma espécie de vara de caminhante (não sei os termos religiosos) numa das mãos, que termina essa vara recurvada, e no fim dessa curva há quem diga que parece um símbolo fálico masculino.

Pelo que eu vi, a estátua é inofensiva, normal e não tem nada dessas parecenças, é uma homenagem a um personagem que coroou o nosso primeiro rei.

Nada comparada com a estátua que está ao cimo do parque Eduardo VII, em Lisboa, essa sim parece mesmo o dito cujo, mas está lá e... é do catano, respeita-se a liberdade do artista.

Isto da arte depende dos olhos de quem a vê ... e se tem ou não a mente poluída... conspurcada mesmo.

Mas caros bloguistas militantes, estes senhores (leia-se o Presidente da Junta) resolveram arranjar uma polémica.

Só depois de 4 anos de "instalada" a estátua (quantos pombos já não fizeram casa de banho na dita estátua), é que resolvem "embirrar" com ela... huummm...

Convenhamos, ou nunca olharam para a estátua, ou não lhe ligaram nenhum... ou só agora abriram os olhos... e a boca!!!!

Ou então, o índice da PSI anda alto, e ao verem o aquele bastão assim, ficam deprimidos.

Parece que quanto mais subimos a norte, mais poluídas ficam as mentes, ao imaginarem estas concupiscências... ainda por cima O (sublinho) O Presidente da Junta, porque será???!!

A norte já tivemos o caso das brasileiras em Bragança (interior norte de Portugal), as pobres das moças não tem a culpa, de nunca terem apresentado às mulheres de Bragança a "epilady" e a cera depilatória.

Essa moças, não tem a culpa que as mulheres de Bragança não saibam que depois do casamento, a sensualidade e a sedução tem de ser acariciaaaaaadas dia a dia.

As moças não tem culpa, que o conservadorismo religioso limitem a sexualidade e a sensualidade de um povo.

Pois não, as moças brasileiras não tem a culpa de serem como são.

Nem as moças brasileiras, nem as espanholas, nem de nenhuma parte do mundo.

Bom, mas voltando à estátua...

Não é que as mentes poluídas de Braga (que se escondem num duvidoso chapeú de chuva religioso que serve para justificar tudo e mais alguma coisa) e em particular o Presidente da Junta que apareceu na TV que quer tirar de lá a estátua!

Esse Senhor que foi eleito, laicamente, pelos votos do povo nas urnas da democracia, afirma o seguinte:

(colocar sotaque bracarense para dizer a frase) "Eu até tou envergonhado, pois ouvi que se fosse na Galiza, esta estátua nunca estaria aqui" ... pois claro que não estaria na Galiza, como é obvio... duuuuuuh

Que justificação brilhante. Argumentar com ideias alheias, de alguém que não o elegeu, de uma opinião que nem sequer é vinda do povo da terra.

Bloguistas militantes, então não é que a Arquidiocese de Braga, se vai pronunciar sobre o caso em Setembro!!!???!

São capazes de repetir ... a Arquidiocese de Braga, vai pronunciar-se sobre o caso em Setembro?????

Onde? Como? Porque? Vá lá expliquem-me como se eu tivesse 4 anos...

A Arquidiocese vai-se pronunciar...

Mas esperem lá... o nosso país não é laico???!!!!

Quem é que elegeu a arquidiocese de Braga? Arquidiocese é o nome da Câmara? Da freguesia?

Não me parece...

Então mas que raio de relação é esta entre a igreja e a sociedade?

Eles podem mandar "bitaites" sobre assuntos que dizem respeito ao país e nós não podemos dizer nada quando esses senhores dizem alarvidades anti-cientificas... como por exemplo a proibição do uso do preservativo....

Não estou a perceber....

O país é laico. Pode ser louco, mas é laico!

A igreja mete-se em assuntos que não deve, que não lhe diz respeito, ou se diz, tem tanta voz como outro cidadão qualquer.

Já não basta os comícios diários que faz dentro das suas missas orientando o voto dos fieis contra os "infiéis", no tempo antes, durante e no depois das eleições?

Então mas eu tenho que aturar isto?

Só me apetece citar Sherlock Holmes, adaptando ...

"Peculiar meu caro Watson... peculiar"


Roque Santeiro - Roupa Nova

Dizem que Roque Santeiro
Um homem debaixo de um santo
Ficou defendendo o seu canto
E morreu
Mas sei que ainda é vivente
Na lama do rio corrente
Da terra onde ele nasceu
Dizem que Roque Santeiro
Um homem debaixo de um santo
Ficou defendendo o seu canto
E morreu
Mas sei que ainda é vivente
Na lama do rio corrente
Da terra onde ele nasceu
E no ABC do Santeiro
O que diz o A?O que diz o A?
O A diz adeus à matriz
O que diz o B?
O que diz o B?
O B é batalha de morte
O que diz o C?
O que diz o C?
Coitado do povo infeliz

O D diz que Roque Santeiro
Não pôde ver seu povo em pranto
Com a vida defendeu seu canto
E morreu
Mas sei que ele é vivente
A pessoa por pouco crente
Até quem não me surpreendeu
E no ABC do Santeiro
O que diz o A?
O que diz o A?
O A diz adeus à matriz
O que diz o B?
O que diz o B?
O B é batalha de morte
O que diz o C?
O que diz o C?
Cuidado com povo feliz

O D diz que Roque Santeiro
Não pôde ver seu povo em pranto
Com a vida defendeu seu canto
E morreu
Mas sei que ele é vivente
A pessoa por pouco crente
Até quem não me surpreendeu
Ôôôôô...

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ?

domingo, 26 de agosto de 2007

os loucos de lisboa

Caros bloguistas militantes

Passo quase todos os dias ali por Alcântara (Lisboa),a caminho do comboio....

Sim, vou para o comboio, porque sou fã dos acordeonistas indianos (ver o post Guantanamera 30/7/2007), e por 1,30€, é um espectáculo barato...

Mas, dizia eu, que passo todos os dias ali em Alcântara, por um Mendigo/Sem abrigo de barbas brancas.

Ele poderia fazer de Pai Natal ou de outra personagem qualquer... mas optou por ser visto como sem abrigo, e assim deve continuar por mais uns tempos.

Não sei se é mais um "louco" de Lisboa, se os loucos somos nós, se é alguém cuja fortuna da vida o abandonou á sorte das ruas, pois realmente não sei.

Não é o único nesta cidade desumanizada, temos algumas das nossas crianças a fazerem de mendigos, a pedir esmola com cães, etc...

E essas são as que se vêem, ou melhor as que dão mais nas vistas, quantos não tem lugar para ficar até os pais virem dos empregos?

Sim essas e as outras que teem a escola na Rua da Vida, admiramo-nos depois que cada vez sejamos mais desumanos, mais alheios, mais vingativos, mais contra o sistema.

Não olhamos para as evidências... ( sublinhe-se que cada vez mais este caso das crianças "abandonadas" vão sendo raros)... já os dos sem abrigo... é que não .

Voltando à "personagem" tem ali um apartamento na rua, na rua por onde a gente passa, passa sem pressa, com um destino marcado pela hora de chegar ao emprego.

A rua é mesmo dele, ele vive lá, e tem como vizinhos, o vento, o sol e a chuva, o calor e o frio, são vizinhos temporais...

Passo por ele quase todos os dias e todos os dias... e neste ou quase, lá está ele sempre.

Está ali, na sua, na boa, na dele.

Sujo, cabelos desgrenhados, vestido com a roupa que despeitamos porque mais a não usamos.

Mas lá está ele, assim como no local de emprego estão os colegas de trabalho .

É uma personagem que me habituei a ver, nos dias que lá passo e vou trabalhar ou para a praia ou para as noites (pois o trajecto da noite confunde-se com o trajecto para o comboio..., e ás vezes até a mim me confundo...).

Pois, todos os dias, mesmo com pressa, lhes dou os bons dias, e geralmente ele me retribui, levantando a mão e dizendo "Bom Dia!".

Engraçado, se der os bons dias a outrem, não me retornam o cumprimento, mas ele sim.

Se fora no campo, no interior, nas montanhas, levar-me-iam a mal (e com razão) o facto de não cumprimentar ninguém, e eu (e com razão) levaria a mal não ser retribuído com o cumprimento.

A economia, fez-nos mal a humildade, é como uma humidade que se nos entranha na consciência de cosmopolitas, que nos faz realçar a indiferença.

Pois comigo não contem para isso.

Boa noite para si bloguista militante e boa noite para o sem abrigo que cumprimento (ele bem precisa de uma boa noite pois hoje chove).

Brejo da Cruz-Chico Buarque-1984

A novidade
Que tem no Brejo da Cruz
É a criançada
Se alimentar de luz
Alucinados
Meninos
ficando azuis
E desencarnando
Lá no Brejo da Cruz
Eletrizados
Cruzam os céus do Brasil
Na rodoviária
Assumem formas mil

Uns vendem fumos
Tem uns que viram Jesus
Muito sanfoneiro
Cego tocando blues
Uns têm saudade
E dançam maracatus
Uns atiram pedra
Outros passeiam nus

Mas há milhões desses seres
Que se disfarçam tão bem
Que ninguém pergunta
De onde essa gente
São jardineiros
Guardas noturnos, casais
São passageiros
Bombeiros e babás

Já nem se lembram
Que existe um Brejo da Cruz
Que eram crianças
E que comiam luz
São faxineiros
Balançam nas construções
São bilheteiras
Baleiros e garçons
Já nem se lembram
Que existe um Brejo da Cruz
Que eram crianças
E que comiam luz

Há cargas fantásticas, não há?

sábado, 25 de agosto de 2007

Aqui na terra estão jogando futebol

Os "Media". Esse 5º poder, invisível, indiscreto, não sufragado.

Os "Media", que se arvoram a defensores da Democracia.

Os media, que gritam aqui d'el-rei se alguém toca nos deles ou na liberdade de imprensa.

Pois...os "Media"... ( até eu estou a usar um anglicismo para me referir a eles...).

Os "Media" que nos insistem em nos transmitir só uma face da moeda noticiosa.

Mas nunca ou quase nunca, nos dão a face em que são manipulados pelo poder económico, e que só dão as notícias politicamente correctas.

Nunca nos dão a face da moeda em que as notícias que dão são o estereotipo do estereotipo da CNN... a televisão oficial do império. (mas isso é para outro post).

Os "Media" que tão depressa estão de amores com o governo, como com o seu contrário, tão depressa mantém a popularidade do governo com o mandam abaixo... o mesmo acontecendo com a oposição.

Os "Media", que se quiserem conseguem fazer eleger um rolo de papel higiénico que concorre contra um rolo de cozinha.

Os "Media"... ah pois... os "Media"...

Os "Media", que ninguém ousa meter-se com eles...pois as armas são desiguais, nem sequer se trata de um confronto David contra Golias, pois quem detém a informação detém tudo hoje em dia.

Temos meia dúzia de pseudo-jornalistas, que nem sequer foram eleitos, são feitos á pressa, com um português muito pior do que o meu, que teimam em conduzir o país e o mundo á maneira deles ou melhor à maneira como os patrões lhes mandam.

Note-se, eu deixei os Jornalistas (com J grande)de fora... pois existem muito poucos, e sei que não estão contentes com o que os colegas da profissão estão a fazer e a congeminar.

Sim, basta ler alguns manuais de jornalismo, e topa-se à légua que o que se pratica hoje em dia não é Jornalismo, são mais da especialidade da coscuvilhice do que da informação.

Pois ... os "Media".

Sabem meus caros Bloguistas militantes, hoje faleceu Eduardo Prado Coelho.

Eu até nem apreciava muito o senhor, não me identificava com a escrita dele.

Como todos os seres humanos que viveram intensamente, granjeou amigos e fidelizou inimigos.

Mas... esse facto não impede que Eduardo Prado Coelho fosse uma figura nacional, com importância e com relevância.

Ele próprio fazia parte dos "Media" ... mas de outra classe dos "Media".

Mas os "Media" de que ele fazia parte, e estou a falar no todo, quase referenciaram o desaparecimento de Eduardo Parado Coelho, como uma nota de rodapé.

O senhor era professor universitário, foi professor da Sorbonne, escreveu livros, crónicas nos jornais, estava sempre a ser solicitado para entrevistas na TV como comentador.

O que lhe reservaram os telejornais das 13 horas de hoje?

Na TVI foi noticia de fecho, na SIC e RTP foi noticia quase de fecho.

Eduardo Prado Coelho, não se chamava Madeleine...

Não foi raptado, não tinha 4 ou 5 anos de idade, tinha 63 anos quando faleceu.

E quer se gostasse dele ou não, foi uma parte da nossa cultura que partiu com ele.

Mas isso não lhe deu honras de abertura do Jornal da tarde das televisões.

Não! O que teve honras de abertura foi o futebol, o Benfica e o Camacho.

É que eu já me tinha esquecido... Aqui na terra estão jogando futebol.


Meu caro amigo- Francis Hime - Chico Buarque/1976


Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando, que também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo pessoal
Adeus

Ele há cargas fantásticas, não há?

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Balada por Madeleine

Vou escrever sobre uma coisa que eu não gosto.

Pode raiar o mau gosto... talvez mesmo o humor negro... mas não é esse o propósito.

Vou ser polémico.

Entrarei numa de teoria da conspiração.

Mas as opções estão em aberto.

Eu não acredito que a Madeleine exista!

Para bem dela e para nosso, não acredito.

Nota: Para os estrangeiros que me lêem, este caso é de uma menina que dizem ter sido raptada no Algarve, por uma rede de pedofilia (esta é a versão resumida), leitura mais aprofundada é ver nos MEDIA portugueses.

Acho que é uma invenção dos serviços secretos ingleses (SS), quanto a mim algo se passa ou passou no Algarve ou lá perto e tiveram de desviar as atenções, e inventaram este caso.

Os SS tinham ou tem de vigiar alguém e tem de ter um motivo para estarem naquele ou noutro local do Algarve, e nada melhor do que chamar a atenção para desviar as atenções.

Existe aqui da parte dos pais, dos media, e de todos nós no fundo, uma inversão de valores, em que o vilão é um herói e quem cumpre é um nabo.

Como alguém me disse: Que Mundo é este e que valores morais e éticos estamos a passar aos nossos filhos, às gerações vindouras????

Vou só dizer um pouco do que penso, o resto quem quiser que faça o seu juízo.

Se os pais forem agentes secretos ingleses?

Sabemos que naquele mundo em que vale tudo, e que tudo o que fazem para o bem da segurança colectiva.

A história está muito mal contada desde início, é mais que evidente que os Media (leia-se os jornalistas), foram e estão a ser manipulados, logo as notícias que saem cumprem aquele desígnio que é: para uma mentira ser levada a sério tem de ter algum fundo de verdade.

A verdade da mentira, é o que eu acho que estamos a assistir.

Contradições, avanços e recuos, jornalistas que escrevem pior português que eu (e olhem que não é difícil), interpretam mal, não sabem colocar as questões fulcrais ou seja o elementar da noticia: O QUE? QUANDO? COMO? PORQUE? ONDE? QUEM FOI?

Enfim o elementar, mas aqui ter-se-ia que ir para além do elementar, muito além.

Começaram logo por nos chamar incompetentes (aos polícias), refiro-me aos tablóides ingleses... para quem se intitula o país dos Gentlemans, agiram como se fossem o país dos crápulas.

Depois, o depoimento dos pais... impingiram-nos com a história que os jornais dizem sucessivamente cheia de falhas e contradições e imprecisões.

Depois, prenderam um tipo que é suspeito e depois já não é... depois o caso dos tipos que quiseram extorquir dinheiro, depois o caso holandês... enfim trapalhadas atrás de trapalhadas.

Não, não acredito que a história seja plausível.

Os media não pegaram na parte em que os pais deixaram os filhos ao abandono, mais grave ainda, não foram aqueles os únicos a deixarem os filhos sozinhos.

Agora viemos a saber que os amigos deles faziam rondas à vez, para vigiarem os filhos.

Portanto não foi só um casal a deixar os filhos sem vigilância, foram vários.

Que tamanha irresponsabilidade, que espelho da vida moderno nos foi mostrado.

Que indiferença que nós todos mostramos em relação a isso.

Será por serem ingleses e médicos?

E se fossem ingleses e mineiros...?

Ele há aqui qualquer coisa grande que nos escapa.

Agora dizem que a pobre criança foi assassinada, e que provavelmente terão sido os pais... não dizem mas insinuam.

Depois voltam a desdizer, e passam à teoria do rapto...

Não, nada aqui bate certo.

E depois, a nossa "JUDITE" é uma polícia bem conceituada, e apesar de polémicas internas... até conseguiram apanhar um "espanhol" que a policia do seu país andava a mais de 14 anos atrás dele, e vêem uns badamecos estrangeiros quaisquer a dizer o contrário.

Como se tivessem muita moral, até parece que não é uma calamidade no país deles acontecerem este tipo de raptos com frequência.

Qualquer coisa que não bate certo aqui... e eu não sei o que é...

Acho que é uma história dos Serviços Secretos Ingleses.

E por isso não acredito.

Depois voltam a desdizer, e passam á teoria do rapto... não acredito e não posso crer que tantas outras histórias de raptos de crianças portuguesas, não tivessem sido tão divulgadas e mediatizadas como esta está a ser.

Será que as crianças estrangeiras são mais importantes que as nossas?

Deve ser do critério jornalístico...

Você Não Me Ensinou A Te Esquecer - Caetano Veloso

Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto

E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando me encontrar

E nesse desespero em q me vejo
já cheguei a tal ponto
de me trocar diversas vezes por vc
só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando me encontrar

HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? OUTRAS NEM POR ISSO...