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Acerca de mim

Toda a brigada tem um cabo... todo o cabo pode chegar a Imperador... todo o Imperador pode mudar o destino de uma nação ... todas as nações podem mudar o destino do mundo ou não...

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Parabéns MADIBA

PARABÉNS MADIBA

Contra tudo e contra todos ainda resistes, velho combatente.
Dás o exemplo, lutas até ao fim e tenho a certeza até depois dele.
Sofreste torturas implacáveis, colocaram-te numa prisão para te calar.
Mas mesmo em silêncio foste um exemplo.
Mesmo em silêncio continuas a ser um exemplo
Em silêncio continuarás a ser um exemplo e uma inspiração.
Já te vaticinaram a partida, dezenas de vezes,
mas tu só irás partir quando chegares a acordo
tu só irás partir quando quiseres.
E quando partires, mais a tua presença aqui se sentirá.
Tu és daqueles seres humanos que conseguiste atingir a imortalidade,
e isso é mais raro porque o conseguiste enquanto estás vivo.
As tuas palavras, as tuas acções, o teu exemplo, o teu trajecto,
o nunca baixar os braços, o facto importante de dizer a este mundo que tudo quer e tudo consome e tudo deita fora porque tem mais de 3 meses, vincaste e afirmaste
OIÇAMOS ANCIÃOS, VEJAM E SIGAM O SEU EXEMPLO.
E nós ouvimos e olhamos, e muitos de nós seguimos.
Tu já não és só um homem de África, um homem que tentaram calar.
TU ÉS CIDADÃO DO MUNDO.
E o mundo, o mundo inteiro, num raro sentimento e atitude te presta homenagem.
Tu não acabaste só com o apartheid, tu não acabaste só com essa ideia abjecta que é o segregacionismo, tu despertaste o sentido de justiça que está sempre latente no mundo, tu levaste amoral para muitos povos oprimidos fazendo-os pensar que era possível... e foi possível, e muitos deles conseguiram-nos graças a ti. 
SIM TORNASTE-TE UM CIDADÃO DO MUNDO, um cidadão daqueles que vão perdurar na história.
Parabéns MADIBA, deste BRANCO que te admira, e que te pese desculpa a ti e aos teus, por aqueles que julgando que eram superiores, vos fizeram passar arguras que ninguém merece. 
TU ASCENDENTE À IMORTALIDADE, os outros nem esquecidos estão num canto da história.
Parabéns MADIBA, MUITOS PARABÉNS.
As Nações Unidas declararam em 2010 18 de Julho como o "Mandela Day" e, nesta data, a organização apela a todos os cidadãos para que façam uma boa acção em honra do antigo presidente sul-africano e consagrem simbolicamente 67 minutos à memória dos 67 anos de militância política e pela paz de Nelson Mandela

A BRIGADA ORGULHA-SE DE PODER DAR OS PARABÉNS A TÃO ILUSTRE PERSONAGEM.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Cavaco Uma no CRAVO OUTRA NA DITADURA

 
A comunicação de ontem do presidente da República, foi surpreendentemente inédita.
Foi surpreendente, porque estávamos todos à espera do óbvio,vindo de quem vem, sabendo nós o que a personagem pensa.

Foi Inédita porque foi surpreendente.

A realidade é que todos descurámos (ou quase todos) dois factores fundamentais das relações humanas, e esses factores foram a vaidade e bem estar do ser humano.

Era por mais evidente que Sr. Cavaco Silva, estava a ir por ali abaixo nas sondagens, sendo frequentemente acusado de inacção e de outras coisas piores.

Ora isto não se faz à Maria Cavaco Silva, que já não se podia deslocar ao Supermercado sem ouvir umas "larachas" e umas "bocas" sobre o seu Aníbal, não isso não pode ser.

Havia que aumentar a popularidade, antes que fosse tarde e o mandato acabasse, e mais importante, o futuro, a história que no futuro vai relatar o que este presidente fez ou não fez.

Resumindo a coisa estava preta.

Mas eis que os adventos da fortuna sopraram lá para os lados de Belém, e  aconteceu a inesperada demissão de Vítor Gaspar, que foi  seguida da "birra calculista" de Paulo Portas, obrigando (diríamos mesmo) chantageando Passos Coelho. A chantagem consistia numa coisa simples, passas tu passos a ser só o Primeiro-Ministro em exercício mas não com poder.

Isto é que foi o que aconteceu na prática, um golpe de Estado palaciano, e a frio sem vichyssoise.

Esta posição chocou a todos os militantes do PSD, e também não deixou indiferente Cavaco Silva e a sua católica Maria. Maria essa que no seu entender de esposa e mulher que manda na casa, era a  situação ideal para limpar ou atenuar a má imagem do seu querido e devotado marido.

Ou seja Maria viu que se juntou a fome à vontade de comer.

Acresce-se ainda a devoção religiosa desta família que não é sagrada mas é presidencial.

Se o esposo não pode fazer parte da Bíblia, pode adoptar uma das soluções que lá estão plasmadas.

E vai daí, a esposa Maria sugeriu ao marido que optasse pela solução Salomónica na portuguesa questão, ou seja uma espécie de justiça que contenta todas as partes.

Mas isso da justiça Salomónica foi no reino de Israel, onde SALOMÃO foi o seu 3º e sábio rei, e não em Portugal, Portugal/Ibéria como afirmou Caius Julius Caesar ( 100 – 44 a.c ). "Há nos confins da Ibéria um povo que não se governa nem se deixa governar.

Por num Estado Laico, o presidente da República ter optado por uma solução Bíblica, o presidente errou, e ao errar faz meio acerto.



Vamos analisar ponto a ponto o que se diz por erro e meio acerto:

1-O presidente fez ontem 10/7/2013 uma alocução que foi só para Iluminados, surpreendeu, não dizendo, nem fazendo, nem deixando fazer,  aquilo que todos já afirmavam o que seria lógico.

Aqui Errou, porque o discurso do presidente da República (mesmo querendo enviar recados) tem de ser claro para o português médio e ao errar o presidente fez meio acerto.

Meio acerto porque conseguiu baralhar os analistas políticos e comentadores que já tinham o discurso preparado e afiado para atacar o governo ou a oposição.

Meio acerto também porque obrigou os partidos a reunir e a não reagir de imediato às suas declarações.

Meio acerto porque alertou os portugueses que ele, presidente da república, não está lá a fazer nada, que tem discursos balofos e sem conteúdo, que não consegue decidir, e quando tem um discurso complicado,mais complicado que os de Jorge Sampaio (que se bem se lembram era necessário um dicionário para entender o que ele dizia, mas esses eram discursos com conteúdo, complicados sim mas com conteúdo).

2- O presidente avançou com uma solução de professor de escola da primária.

Foi qualquer coisa do estilo "Vá lá vamos todos ser amigos e brincar em conjunto, mas só aqueles que eu escolher".

Este tipo de solução não é a de um Professor Catedrático de Economia, nada tem de ciência política, é antes uma solução como se disse de Professor Primário.

E perguntamos nós, quem é que lá na casa de Belém é professor?

Exacto a esposa, que no fundo é quem manda lá em casa.

Cavaco errou, porque se fez eleger com uma falácia, a sua eleição não foi uninominal, elegemos um dois em um .
O que a direita queria era, Uma Maioria, Um governo  e Um Presidente. E o que conseguiu foi  Uma Maioria, Um governo  e Um Presidente e uma Dona de Casa com curso de professora.

Cavaco errou quando andou a dizer ao país que os governos de iniciativa presidencial acabaram no tempo de Eanes, e que a constituição não os permitia hoje em dia.

Mas arranjou uma maneira de o fazer não fazendo.

Erra aqui o presidente, porque ele não é a pessoa que consegue baixar a crispação que existe na sociedade portuguesa, e não só a existente entre os partidos como erradamente no seu discurso de ontem apontou.

Mas mais uma vez ao errar acerta pela metade, pois há muito que se vem clamando na sociedade por um governo de Salvação Nacional. Seja lá isso o que for para muita gente.

Acerta o presidente pela metade, porque está a conseguir "empurrar" para formar esse governo de Salvação Nacional o PSD, o CDS e o PS.

É certo que nós não queremos  (nem Cavaco quer) os COMUNAS ou os TROTSKISTAS DO BLOCO a mandar no país.

Mas, existe uma grande diferença entre o nosso querer individual e o nosso crer como presidente da República, é que uma coisa é o não querer e outra completamente diferente é excluí-los deliberadamente, televisamente e em  directo, não mandando recados e excluí-los num estalar de dedos. Esta postura é capaz de ser um pouco antidemocrática.

Nós bem sabemos que a democracia nesses dois partidos vale o que vale, e há quando há, mas daí a excluí-los em vez de os convidar e obrigá-los a eles a se AUTO-EXCLUIREM, é um passo errado que o presidente deu.


3-O presidente disse (por outras palavras) que a gestão do país deve ser entregue a quem assinou o compromisso com a Troika. 

Mais uma vez aqui o presidente errou. 

Estamos em situação de emergência, a actuação do presidente da República é errada porque é tardia, e ainda por cima redutora. 

Ao que no ponto anterior já se afirmou acrescentamos que o presidente teve uma reacção de D. Sebastião na batalha de Alcacer Quibir.

Nesta batalha o cineasta Manoel de Oliveira, retrata-a em "NON OU VÃ GLÓRIA DE MANDAR".

Nesta fase da história, em que perante o ataque dos árabes D. Sebastião não deu ordem às suas tropas para avançar, ficando em cima do cavalo impávido e sereno, e muitos dizem que a sonhar. 

Apesar de os insistentes avisos dos seus Capitães para atacar, ele nada fazia, não dava ordens e nem sequer os ouvia. 

Capitães corajosos houve que se lançaram ao inimigo dizendo " Se há dia para morrer, hoje é um bom dia. Por Portugal". 

Quando D. Sebastião acordou do seu sono letárgico, e deu a ordem de atacar, já era tarde e fomos dizimados. 

O presidente acordou tarde e quis entalar todos, uns por vingança e os outros também. 

Cavaco aqui fez meio acerto, é certo que a vingança serve-se fria, e Passos está a pagar pelos "devaneios" que fez quando era líder da JSD ao enfrentar CAVACO, neste caso a vingança foi servida estupidamente gelada.

O meio acerto foi ter quase demitido o governo, fazendo o que o povo quer, mas salomónicamente não o demitiu mas também não lhe deu o seu ámen. 

Quanto a Portas, as contas já eestavam para ser acertadas à muito tempo.

Portas tomou como certo que CAVACO perante a conjuntura mundial, e o apego cego que CAVACO tem à economia, nunca iria questionar um golpe de estado democrático que ele gizou em poucas horas (brilhante diga-se de passagem).

O plano era simples e por isso eficaz, ou Passos aceita o ultimato de portas ou o governo cai, e nesse plano Portas ia para vice-primeiro, e o ouro sobre azul de todo esse plano era o "amén" de CAVACO. 

O meio acerto foi , o presidente aqui ter demonstrado qual é o líder que há mais tempo está no poder, e é ele CAVACO.

Portas é o segundo Líder e tem ainda umas coisitas a aprender com CAVACO, o que Cavaco fez a Portas, foi algo que há muito estava à espera, foi uma vingança por aquilo que Portas lhe fez no "INDEPENDENTE", e esta vingança foi glaciarmente servida. 

Quanto ao PS, esse tinha de ser entalado, a convicção cavaquista  na resposta às farpas que Sócrates lhe envia todos os domingos, tinham de ser retribuídas.

Essa retribuição veio em forma de convite envenenado dissimulado num ramo de oliveira. 

O meio acerto vem aqui, pois se o PS diz que não ao meu convite, entalo-o porque se está a colocar fora da solução, se pelo contrário diz que sim ao meu plano, eu (Cavaco) coloco os partidos em pé de igualdade nas próximas eleições. 

Era uma teoria tão bem blindada que nem o ar entrava, mas esqueceu-se de uma coisa, e por isso só meio acerto, é que o PS respondeu à altura, e diz se quer um governo de Salvação Nacional porque estamos em emergência, então, em situação de emergência NINGUÉM PODE FICAR DE FORA, aceitamos o repto mas tem de incluir todos os partidos que estão eleitos nesta legislatura.

O que ninguém está a ver, nem CAVACO, é que deixando o Bloco  e o PCP de fora, o indicie de votação nesses partidos irá aumentar, podendo eles sempre argumentar, que não foram eles que criaram o problema, e que não foram tidos nem achados para a solução do mesmo.

4- O presidente da República, descreveu simploricamente, explicação essa que pode ser confundida com simplicidade, e com argumentos falaciosos, constitucionalmente duvidáveis, que a ECONOMIA NÃO DEIXA HAVER ELEIÇÕES.

Estamos nas mãos dos TRAIDORES, perdão dos CREDORES, e como tal, quem tem dinheiro é quem manda, e como quem manda não quer (nunca) eleições, pois isso é um factor que gera instabilidade e incerteza, não pode convocar eleições, até porque não é previsível que saísse de lá a solução. 

Cavaco aqui errou e muito. 

Primeiro porque ele é o titular do cargo de Presidente da República, e não a Vidente de serviço para Portugal. 

Segundo ele é o garante da estabilidade e do cumprimento da Constituição, e ao proferir aquelas simplórias palavras, está a ser a antítese daquilo que o escolhemos para ser. 

Não temos quem nos defenda como país perante a "economia" e os "mercados", revela-se assim Cavaco um líder sem rumo, que faz fracas as fortes gentes. 

CAVACO errou e ao errar fez meio acerto, e o meio acerto é fazer com que as estruturas do PSD e do PP repensem as lideranças. CAVACO desautorizou Portas e Passos. 

E ao fazê-lo, se não houver entendimento entre os partidos, o que nós não duvidamos que não vá haver, empurrou o país para eleições, mas ... salvaguardando-se, pois sempre pode dizer que apontou não uma solução mas A SOLUÇÃO. Acusou Cavaco de os partidos se não se entenderem estão a pensar no seu umbigo e não no país, mas o certo é que esta solução de CAVACO é UMBILICAL.

Por último, isto tudo se passou depois de ter ido aos Jerónimos e ter passado pelos túmulos de Pessoa e de Camões. A confluência das inspirações de ambos, deve ter-lhe toldado o discernimento. Se Cavaco na alocução de ontem, pensava que começava com ele o 5º Império está muito, muito enganado.
Aqui errou redondamente.
E quando ele erra perdemos todos nós.
 cantado por Carlos Mendes

Em Alcácer eram verdes as aves do pensamento
Eram tão leves tão leves como as lanternas do vento
Em Alcácer eram verdes os cavalos encarnados
Eram tão fortes tão negros como os punhos decepados

Em Alcácer eram verdes as armas que eu inventei
Eram tão leves tão leves tão leves que nem eu sei
Em Alcácer eram verdes os homens que não voltaram
Eram tão verdes tão verdes como os campos que deixaram

Em Alcácer eram verdes as maçãs feitas de lume
Eram tão frias tão frias como as dobras do ciúme
Em Alcácer eram verdes estas palavras que agora
são tão caladas tão cernes tão feitas desta demora

Em Alcácer eram verdes as flores da sepultura
Eram tão verdes tão verdes tão verdes como a loucura
Em Alcácer era verde meu amor o teu olhar
Era tão verde tão verde quase à beira de cegar

Em Alcácer eram verdes os lençóis onde morri
Eram tão frios tão verdes como os campos que eu não vi
Em Alcácer eram verdes as feridas do meu país
Eram tão fundas tão verdes como este mal de raiz

poema Joaquim Pessoa

Não chamem a brigada para o governo, porque a BRIGADA não trabalha com estes políticos, mas se deixarem a BRIGADA escolher os nomes, por Portugal e em nome do seu prestígio e implicitamente do nosso ACEITAMOS.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Caros Bloguistas Militantes
Estamos um pouco fartos.
Um pouco é eufemismo.
Já não podemos ouvir falar em economia e nos seus fantasmas.
Temos uma das possíveis soluções, e sabemos que não há um só caminho.
Mas isso ficará para depois.
Hoje queremos homenagear um homem , que respira e transpira Geologia.
Falamos do Professor GALOPIM DE CARVALHO.
Dedicou e dedica os seus dias a esta nobre ciência, que nós também tanto gostamos, mas que não temos 1/10 do seu empenho. Enfim somos um pouco mais que curiosos.

Com a devida vénia transcrevemos o seu artigo que saiu na revista “arquitectura paisagista”, Nº 07, Junho a Dezembro de 2011



COM MUITAS RARAS EXCEPÇÕES o cidadão de Lisboa não conhece nem a natureza nem a história do chão que pisa e no qual assentam as fundações do prédio onde vive. Que sabe ele da sua história para trás do dia em que o malogrado Martim Moniz ficou entalado entre as portas do Castelo? Sabe, de facto, muito pouco. Mas ainda sabe menos de tudo o que aqui aconteceu antes do primeiro humano ter pisado estas terras, milhares de anos atrás e do que se passou nesta região há milhões de anos.

Não sabe que o lioz, ou seja, o calcário usado na construção dos Jerónimos, da Torre de Belém, do Palácio da Ajuda, e da maior parte da cantaria e estatuária locais, nasceu num mar muito pouco profundo, de águas mais quentes do que as que hoje banham as nossas praias no pino do verão. Nesse mar raso, há cerca de 95 milhões de anos, populações imensas de moluscos, a que chamamos rudistas, com conchas mais espessas do que as das ostras, cobriram os fundos e, proliferando uns sobre os outros, edificaram, camada após camada, os estratos de calcário que ainda podemos ver, por exemplo, na Avenida Calouste Gulbenkian, sob o aqueduto das Águas Livres, ou na base do bairro dos Sete Moínhos, à entrada de Lisboa pela ponte Duarte Pacheco.

Mas voltemos ao chão de Lisboa, dizendo que os seus habitantes também não sabem que a maior parte da pedra negra das velhas calçadas da cidade é basalto, ou seja, lava consolidada de vulcões que aqui estiveram em grande actividade há uns 70 milhões de anos. Ignoram que no tempo imenso que se seguiu a este mar de fogo e cinzas, toda esta região evoluiu num ambiente continental marcado pela secura do clima, propício a grandes enxurradas, como as que ainda se podem observar na Calçada de Carriche, nas camadas sedimentares repletas de calhaus arredondados (cuja idade remonta aos 40 milhões de anos) e à deposição de calcários lacustres como os de Alfornelos e da Brandoa. Não se dão conta que o mar aqui regressou depois, há cerca de 23 milhões de anos, e que aqui se gerou, de novo, um ambiente construtor de calcário, mas, desta vez, por um grupo de minúsculos invertebrados coloniais – os briozoários – à semelhança dos recifes de coral. Por último, não lhes ocorre que as diversas fábricas de cerâmica, hoje desactivadas ou demolidas, que aqui moldaram o barro extraído dos próprios locais, só existiram porque esse mar recuou e passou a haver nesta região, há pouco mais de uma dezena de milhões de anos, intensa deposição de sedimentos argilosos acumulados numa paisagem aplanada, vestibular de um grande rio, povoada por mastodontes (grandes herbívoros ancestrais dos elefantes), grandes crocodilos e muitos outros animais entretanto extintos, cujas ossadas desenterradas dos respectivos sedimentos são objecto de estudo dos paleontólogos.

Páginas desta história, milagrosamente conservadas na densa malha urbana, são visíveis em alguns raros afloramentos rochosos nas ruas da capital. Porque escaparam ao camartelo ou porque não foram encobertos pelo betão ou pelo asfalto, são testemunhos valiosos que aqui nos ficaram desses tempos antigos. À semelhança de um qualquer património construído, aceite como um monumento, também certas ocorrências geológicas devem ser entendidas como tal e, assim, merecer-nos a atenção e o cuidado de os legarmos aos vindouros como documentos de um património natural que a civilização, o progresso e, também, a ignorância foram destruindo ou soterrando.

Após alguns anos de estagnação posteriores à presidência, na Autarquia, de João Soares e à devotada acção do vereador Rui Godinho na defesa e valorização dos geomonumentos de Lisboa, a actual vereação retomou esse trabalho, estando neste momento a concluir o que havia sido iniciado e a estender esta mesma preocupação a sítios entretanto referenciados por funcionários com preparação geológica adequada.

Bem-hajam por isso!


Galopim de Carvalho


A Brigada adora GEOLOGIA, e em

 homenagem ao Professor Galopim

dá o seu grito colectivo

A Galope! A Galope! A Galope!  
Á Carga



Pedra Filosofal - António Gedeão
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

In Movimento Perpétuo, 1956


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Caros Bloguistas Militantes

Já não escrevo no blogue há algum tempo.
Verifico com prazer que ele ainda é visitado.
Dei-me conta que o Governo anda a ler o meu blogue., pois está a adoptar parte das ideias que eu aqui coloquei.
Essa é uma das razões pelas quais deixei de escrever, porque a matéria que eles encontram para se inspirar é tanta, que depois demasiada informação eles confundiam-se.
Mas achei estranho o facto do Governo ter lido o meu blogue e não colocar as ideias todas em prática.
Se calhar é por isso que não vamos ver resultados práticos positivos daquilo que eu proponho.
E como já tenho dito a maior parte das coisas que eu proponho, não são da minha autoria, são inspiradas em ideias já existentes.
Como o Governo anda desnorteado, e para que as ideias resultem vou voltar a escrever, pois eu também estou a ser afectado porque  o Governo só se lembrou de implementar parte das ideias.
Portanto como já ouvi alguém dizer "ME AGUARDEM"

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Barack Obama ganhou fiquei satisfeito

sexta-feira, 15 de junho de 2012

“nunca tantos ficaram a dever tanto a tão poucos”


A maioria diz-nos que vivemos num regime democrático.
Eu neste momento e a partir de hoje defendo que vivemos numa Ditadura.
E o que é uma ditadura?
Uma ditadura é um regime que tem um ditador.
O que é que os romanos antigos nos diziam que era um ditador?
Ditador era o título de um magistrado da Roma antiga apontado pelo senado romano para governar o Estado em tempo de emergências.
Os ditadores romanos eram geralmente apontados por um consul e eram investidos de avassaladora autoridade sobre os cidadãos, mas eram originalmente limitados por um mandato de seis meses e não possuiam poderes sobre as finanças públicas.
No sistema da República Romana, um ditador era a pessoa a quem era concedido temporariamente um significativo poder sobre o estado durante tempos de guerra. O mandato durava apenas seis meses. O modelo ideal foi Cincinnatus, que, de acordo com a lenda, estava arando a terra quando chamado para ser ditador, saindo para salvar Roma e depois retornando ao trabalho, renunciando todas as honras e poder, após apenas três meses.
O ditador é aquele que dita, ou seja aquele que traça o rumo em tempos de emergência, o homem do leme investido de plenos poderes.
Irlanda, Grécia,Portugal e dentro de pouco tempo a Espanha, não vai tardar muito a Itália, entregaram ou vão entregar o seu poder absoluto a uma "tríada, triunvirato ou troika" como lhe queiram chamar, que vai ditar e dita o que se tem de fazer.
E os governos, as empresas e o povo fazem o que eles mandam ou torneira do dinheiro por artes mágicas deixa de correr.
Entregámos o comando e a governação do país a uma "Legião Estrangeira" (neste caso não militar mas económica), sendo comandados neste momento por um governo igual ao de Vichy, que é mero executante do que é "dictado" ou seja das ordens que recebe.
Se sob a capa de uma emergência entregámos o comando e o governo do país a um triunvirato, então estamos numa DITADURA.

Tão simples quanto isto.
E o que dói, é que esta emergência é artificial, foi e está a ser criada propositadamente, e a alastrar-se galopantemente como uma mancha de sangue  alastra numa camisa branca quando alguém leva um tiro, e o preocupante é que entrou tudo em pânico e ninguém se lembrou de chamar os socorros.
O que estamos a assistir é a uma Europa orgulhosa, mas como diz W.S.Churchill "O orgulhoso prefere perder-se, a perguntar qual é o seu caminho" e a nossa Europa por falta de reacção ou por reacção ineficiente ou por omissão, está a ser uma Europa dividida entre os que já pediram assistência financeira e se submeteram a uma Ditadura, os que ainda não pedira, mas que pelo andar da carruagem não falta muito e a Alemanha.
Onde é que eu já vi isto em moldes um pouco diferentes?
Ah já sei foi na segunda guerra mundial...
Parece que o império dos 1000 anos não foi aniquilado, simplesmente diz um intervalo e voltou agora renovado e em força.
E ironicamente aplicam malevolamente a frase de Winston S. Churchill “nunca tantos ficaram a dever tanto a tão poucos”...


                             Vejam Bem José Afonso
Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem se põe a pensar
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
E se houver
uma praça de gente madura
e uma estátua
e uma estátua de de febre a arder
Anda alguém
pela noite de breu à procura
e não há quem lhe queira valer
e não há quem lhe queira valer
Vejam bem
daquele homem a fraca figura
desbravando os caminhos do pão
desbravando os caminhos do pão
E se houver
uma praça de gente madura
ninguém vem levantá-lo do chão
ninguém vem levantá-lo do chão
Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS...NÃO HÁ? A BRIGADA VAI-SE MUDAR PARA UM PAÍS DEMOCRÁTICO... O PROBLEMA É DESCOBRIR UM

terça-feira, 13 de março de 2012

E ninguêm faz uma ideia de como ele trabalha na meia




Caros Bloguistas Militantes

Falam dos "Jobs for the boys", mas o que realmente se vê são os "Jobs for the friends".

Bom existem uns "boys" bem colocados...mas é disso que vou falar...ou não...

Nós somos apologistas das práticas da política americana,e essas práticas são:
Na Casa Branca, leia-se Administração o que na prática se traduz por Governo, quando os Democratas vencem as eleições, tudo o que é "Boy" Republicano é literalmente varrido da Administração e entram os "Boys" Democratas e o mesmo acontece quando os Republicanos ganham.

Nós concordamos com esta política, pois nos lugares chave devem ser colocados quem é de confiança, esteja imbuído do espírito do programa do partido que ganhou as eleições, e se o partido quer implementar determina política tem de o fazer com os que são da sua cor e foram a favor do seu programa, não faz sentido nenhum fazer com os que foram contra e vão de certeza obstaculizar esse mesmo programa, ali não há a "guerra" dos independentes.

Não se pode ter pedras no meio da engrenagem, senão o que já é difícil de implementar torna-se impossível.
Em Portugal, temos uma espécie de meias tintas, em relação a esta matéria, os governos mudam mas em relação aos dirigentes o que acontece é o seguinte: Não mais que duas dúzias de gestores públicos que são sempre os mesmo, estes nunca são responsabilizados pelos péssimos desempenhos que demonstraram à frente das empresas públicas, e mais grave estes gestores mudam de administração, ou seja de local de trabalho, mas nunca de categoria quando o governo muda, se hoje são Presidentes dos Conselho de Administração da empresa pública A, muda o governo e passam para vogais da empresa participada pelo Estado B, mas sempre, sempre na Administração.
Não vale a pena nomeáloa, eles são conhecidos, os nomes são sempre os mesmos, e os resultados do seu exercíco á frente dessas empresas também.
Aliás estamos a ver e a pagar os seus devaneios e a falta de coragem política dos nossos políticos de os demitirem e de os responsabilizar pelo que não fizeram ou que fizeram erradamente não servindo o Estado.
Estes administradores e lugares de topo, não têm partido, não são por isso "Boys", são "Friends".
Mas ao mesmo tempo que estes administradores se mantêm, também temos o oposto, de pessoas que militam nos partidos, e só por essa razão são colocadas na "prateleira", porque o DELITO DE OPINIÃO ainda é punido no nosso país e nas empresas, nomeadamente nas controladas pelo Estado, isso acontece.
E geralmente não acontece ao nível do topo e das grandes chefias, acontece ao nível dos administrativos e outros cargos que fazem andar as empresas.
Conhecemos na área metropolitana de Lisboa 6 casos assim, e no país, mais de 50.
E desenganem-se que essas pessoas pertençam todas a um só partido, não, pelo contrário, são do PSD, PS e do PP.
Relatamos aqui, anonimamente, um caso, de um individuo que foi ao nosso escritório, queixar-se e que está numa instituição do Estado a trabalhar à 10 anos e foi colocado na prateleira à 5 anos sem ter funções atribuídas e que apesar de ter insistentemente pedido trabalho para fazer, não lho dão.
Essa foi a razão porque foi ter connosco.
O referido individuo, aproveitou essa pausa, que a instituição lhe deu para se valorizar e mesmo sem lhe darem trabalho, deu uma mais valia para a empresa e Licenciou-se...
Quando se licenciou pediu para mudar de sector, mas, como é prática usual cá no nosso burgo, continuou a ser tratado como se não existisse.
Esse individuo continua no mesmo escalão base com que entrou para a empresa... e a instituição foi mais longe, nunca lhe fez nenhuma avaliação de desempenho e já lá está há 10 anos...
De vez em quando lembram-se dele e inventam um processo disciplinar e que invariavelmente ele ganha sempre.

Ele na consulta que teve connosco, disse-nos que quando o chefe, passa lá perto dele , ele não finge que trabalha... porque nem isso pode fazer, pois não tem funções atríbuídas...
E nunca perde a oportunidade de "encavacar" o chefe sempre que o vê pede-lhe trabalho e o chefe, como sempre, pois tem ordens superiores, não saber o que lhe dizer...

A isto, se vós não sabeis, dir-lhes-ei como se chama: MOBING.

É um crime, nós preparamos o processo, que estava pronto para seguir para tirbunal... mas, e isto é característica da maioria dos trabalhadores portugueses... não queria ir contra a instituição é que quem estava no Governo eram pessoas do partido onde ele milita, e ele não quer ir contra... Semper Fidelis... em termos de direito não conseguimos compreender.

Isto já se passaram uns meses, entretanto o Governo mudou, e ele não nos disse mais nada.

Esta ironia de ter uma administração do partido do Governo e o trabalhador também ou seja ambos apoiam o mesmo Governo, e prejudicam-se uns aos outros...

Por aqui se vê que pertencer a um partido não é garantia de emprego, e o NO JOBS FOR THE BOYS foi só uma cortina de fumo lançada para iludir o verdadeiro problema, porque se houvesse jobs para os boys, e acreditem que nos partidos existem boys muito competentes, as coisas corriam bem como nos EUA, pelo menos nós temos essa esperança...

Mas como os cargos são para os FRIENDS, o resultado está à vista.

Este é um exemplo, mas poderei dar mais, e em situações muito piores do que este, obviamente que esta gente, que é do PS está descontente com o PS, esta gente que é do PSD com o PSD está descontente e esta gente que é do PP com o PP descontente está... já com o PCP não porque são todos funcionários do partido colocados nas juntas e nas câmaras que o PC ainda detém, assim como assim a maior parte já está reformado, por isso são "empregados" de todos nós.

Por isso para nós quando ouvimos falar que existem "Jobs for the boys" respondemos invariavelmente:

NÃO! O que existe é "Jobs for the friends"... e friends que a maioria são de outros partidos ou independentes...

Agora dizemos nós, à guisa de conclusão :

Com amigos assim quem é que precisa de inimigos...


É a cançom quiu abô minsinoue -Trabalhadores do Comércio
Às dez em ponto é a entrada
mas eu só lá tou à uma
até à duas num faço nada
até às três coisa ninhuma
até à duas num faço nada
até às três coisa ninhuma

É a cançom quiu abô minsinoue
É a cançom quiu abô minsinoue

Às quatro horas entra o chefe
e logo me bou sentare
às cinco beinhomimbora
ai farto de trabalhare
às cinco beinhomimbora
ai farto de trabalhare

É a cançom quiu abô minsinoue
É a cançom quiu abô minsinoue

E ninguem fàzumeideia
de como eu trabailho na meia
E ninguem fàzumeideia
de como eu trabailho na meia

É a cançom quiu abô minsinoue
É a cançom quiu abô minsinou

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS...NÃO HÁ? AO CONTRÁRIO DE OUTROS A BRIGADA ATÉ TRABALHA MAS HOJE SÃO 5 HORAS...HORA DE ARRUMAR... E PIRAR... OUE ..OUE...

quarta-feira, 7 de março de 2012

A gota de água

Já lá vão muitos meses, desde a última vez que escrevemos.
Deixem-nos dizer, que estamos perplexos com o que se está a passar no país, na europa e no mundo, cada um à sua escala.
As coisas não estão fáceis, pensamos mesmo que estamos a atravessar um dos períodos mais conturbados da humanidade.
Diríamos mais, este é um daqueles períodos de mudança profunda, em que estamos no centro dos acontecimentos, e só um leitor a uma distância considerável e não no nosso tempo, verá o que se passou, as consequências que teve e está a ter, onde errámos e o que poderíamos ter feito de diferente, para melhor e que estava tão à vista que ninguém conseguiu vislumbrar.
Sim, este é um desses tempos.
Não sabemos, continuamos sem saber, como dissemos, se este não é um dos períodos mais conturbados da humanidade.

Outros tempos houve que foram bastante complicados, tempos houve que quase nos conduziram à extinção, já para não falar naqueloutro que quase extinguiu a vida no planeta terrestre.
Tememos que este seja o pior desses tempos. E dizemos isto porque outrora o ser humano não pensava como pensa hoje, se pensava como pensa hoje, não era inteligente como é hoje, se o era não possuía a tecnologia que hoje possuímos, e se nessa altura tecnologia possuísse, esta não era maciçamente destruidora comoesta que nós temos agora.
Tempos houve que o homem respeitava a natureza, hoje não a trata nem com igual, nem como diferente, destrata-a.
Temos um deficit de abelhas, estas estão a morrer por causas que ainda desconhecemos, e as abelhas (como muitos insectos) são responsáveis por mais de um terço da polinização das plantas e árvores, e isso não está a acontecer.
E se não polinizam as plantas, não há comida ou não há comida suficiente, e se não há comida suficiente temos de nos voltar para os alimentos geneticamente modificados, e se vamos por aí o ecossistema é destruído.
Destruímos ecossistemas, desequilibramo-los, alterámos correlações e interações únicas, contribuímos para que as alterações climáticas, que são cíclicas, se dessem milhares de anos mais cedo ou seja no nosso tempo.

Não sei se os MAIAS tinham razão em relação ao seu calendário acabar em 20/12/2012, e com isso acabar o mundo tal e qual como o conhecemos, e nos sentimos confortável nele, se esse for o caso, este nosso escrito terá pouca longevidade, pois não haverá ninguém para o ler.
Quiçá, se os macacos, tigres, pulgas, escaravelhos ou leões, um dia souberem decifrar as palavras que os homens escreveram, e aliado a isso conseguirem aceder à INTERNET, e por acaso forem parar a este blog, talvez consigam isto ler (não lhes invejo a sorte).

O clima está a mudar, não temos dúvidas, o clima vai aquecer e depois arrefecer.
Nós quanto mais sabemos, mais tomamos consciência do que poderá afectar a vida na terra, quer internamente, como é o caso de um grande sismo e de uma ou várias erupcções vulcânicas, quer externamente, como é o caso de colisão de cometas ou asteróides. Nós quanto mais sabemos menos fazemos, parece que baixámos os braços e nos resignámos em relação a essas inevitabilidades.

Continuamos a assobiar para o lado, e a fazer guerras entre nós, além de aniquilar outras espécies entretemo-nos a aniquilar a nossa, houve alguns de nós que possuem records que preferíamos que não existissem, esses que detêm os recordes mataram 17 milhões dos seus concidadãos e 4 milhões de seres humanos não seus concidadãos, mas houve mais, por respeito a toda a humanidade, não vou falar do nome deles, pois se séculos mais tarde alguém ler isto, o nome deles não seja dito nem recordado.
Vejam que espécie nós somos, deixamos os nossos morrer à fome e à sede, escravizamos, humilhamos, tiramos partido da superioridade de termos educação e outros não e por isso não controlamos, nem queremos controlar a nossa natalidade racionalmente, não procuramos alternativas, que espécie esta que tira prazer do seu próprio aniquilamento.

Não controlar a nossa natalidade racionalmente (mesmo que o tal relógio biológico de horas), é colocar pessoas no planeta, que vão desequilibrar mais o ecossistema, e vão ter menos acesso a água, a comida, e por consequência vamos ter de sobrecarregar o planeta e aniquilar mais espécies para comermos e arranjarmos espaço para todos.
Temos de nos controlar, por muito crú que isto pareça, está a nossa sobrevivência em risco.
Ir para o espaço, arranjar novos planetas para colonizar, é uma solução, mas a longo prazo, e até lá, até algum planeta ou planetas nós consigamos colonizar, temos de nos controlar, o planeta não é elástico, e não, não há sempre espaço para mais um.
Somos 7 mil milhões, 7.000.000.000, são muitos zeros para tão pouca comida e água, e ainda temos de dividir o planeta com outras espécies, espécies essas que sem elas não sobreviveremos.
Faz-nos espécie que esta espécie, que é inteligente, não soubesse tirar partido da sua inteligência, engenho e arte.

Poderíamos ter ido para o espaço, colonizar outros planetas, ir buscar outros conhecimentos, dar a possibilidade aos da nossa espécie e de outras, conseguirem alternativas mais fiáveis para conseguirem viver longe do planeta mãe, e ao fazer isto, dar folga ao planeta mãe, a Terra, da sobrexploração que fizemos e continuamos a fazer, e deixar o planeta respirar e se regenerar.
Mas não, fizemos transbordar o copo de água com mais uma Gota d’água, e assim que o vimos transbordar em vez de parar continuámos.
Deveríamos ter alterado hábitos, de consumo, de poupança de energia, de racionalização no consumo de água e de comida, mas não continuámos à grande e à francesa.
Resultado, como já disse, aniquilámos animais, insectos e outro tipo de seres que fazem parte da nossa cadeia ecológica, e não reparámos que ao aniquilá-los, estávamos a matar-nos a nós próprios. Que dizemos nós, como poderíamos reparar, se como já dissemos andámos entretidos a matar-nos uns aos outros.
Estamos a ser vítimas da nossa própria inteligência e ambição, e estamos a dar-nos mal, e a maioria de nós aplaude, poucos são os que estão seriamente preocupados com o rumo que tomámos.
Pensamos que o dinheiro tudo paga, haverá uma altura que veremos que não podemos comer notas…
Parece que voltámos a escrever, o episódio 16 do tema “quando o mar bate na rocha - O sector secundário“, será escrito para a semana.
Até lá estamos tristes e perplexos, com uma espécie, que tinha tudo para triunfar e dar certo, e ao invés está aos poucos mas aceleradamente a dar cabo da sua e das outras espécies.
Nem nos melhores livros de ficção cientifica, conseguimos prever isto, e a gota de água já transbordou o copo.

Gota d'água- Chico Buarque
Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...
Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água...(2x)
Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...
Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água....
SE A BRIGADA PODERIA CARREGAR COM MAIS SUAVIDADE? PODIA! MAS NÃO ERA A MESMA COISA. A BRIGADA GOSTARIA TANTO DE TER UMA IDEIA BRILHANTE QUE NOS TIRASSE DESTA AGONIA COLECTIVA, MAS NÃO ACHOU A SOLUÇÃO AINDA.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

"QUANDO O MAR BATE NA ROCHA", -parte 15- O sector primário, a agricultura biológica, a PAC e outros eurocratas

Já há algum tempo que não escrevíamos no blogue.
O trabalho apertou, e vimo-nos forçados a uma ligeira paragem.
Dito assim, até parece que estamos a utilizar a linguagem política que tenta sempre suavizar as coisas.
Foram alguns meses sem escrever.
Parece que adivinhávamos, o que estava prestes a acontecer...aliás não foi adivinhação, foi uma inevitabilidade, nós, os portugueses, é que andamos há muito distraídos e abstraídos da realidade.
Nestes últimos meses a situação política, económica e social do nosso país agravou-se, e ainda vai agravar-se mais, convulsões e quem sabe uma ou várias revoluções iremos assistir.
Parece que nos querem impor o "HOMEM NOVO", uma nova sociedade cujas regras são só para alguns e para isso atingirem arrasa com a ordem anterior.
Quando todos dermos por isto, virá borrasca na certa ou então não, pois já estamos tão alienados e tão controlados que tal como um rebanho que vai à tosquia e ainda "bale", nós seremos convencidos para irmos à tosquia convencendo-nos que vamos ao cabeleireiro e que é moda e ainda falamos para o tosquiador de novelas e desporto.

Parece que dentro de dias ou semanas um Asteróide, vai passar perto da órbita terrestre, os Astrofísicos dizem que não há problema nenhum, nem de colisão nem de atracção... esperemos sincera e convictametne que eles (os astrofísicos) estejam certos [vide notícia http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1887471 ]
Esperemos que estejam mais certos que os economistas, pois esses também dizem que a economia vai melhorar e que é preciso cortes, mas ou nunca acertam ou acertam sempre ao lado. Bem vistas as coisas se o Asteróide colidir connosco, deixa logo de haver problemas económicos ou de outra qualquer espécie.
Depois de tantos meses só relembrar esta série de posts, que têm como título base: "QUANDO O MAR BATE NA ROCHA", tinha os seguintes subtítulos, cujos posts já publicamos:
1.Não e paga! Não se paga!
2.O sorteio da ilha de Malta
3.O caso dos Impostos dos países do norte da Europa e nos EUA;
4.Acabar com o PEC colocando as caixas on line
5.Ambiente, transportes e Grandes Empresas públicas
6.Taxação dos veículos particulares na entrada das cidades, importação de energia
7.O exemplo vem de Mafra
8.Cumprir horários e "la siesta"
9.A justiça elementar , os advogados e a regulamentação das leis.
10.A transparência e a publicidade das contas e os impostos justos (não é só a oposição que tem o direito de ser informada, mas todos os cidadãos)
11.Regulação efectiva e eficaz da economia, tabelação temporária dos preços pelo governo
12.Os bancos não fogem : Grandes fortunas, bancos, e outros : fiscalização e pagamentos de impostos e paraísos fiscais
13.Lei dos solos, arrendamentos e especulação imobiliária
14.Função pública esse elefante branco que temos de pintar de outra cor, orçamento de base zero
E ainda têm os seguintes subtítulos que falta publicar:
15.O sector primário, a agricultura biológica, a PAC e outros eurocratas;
16.O sector secundário
17.O sector terciário
18.Analfabetismo, religião e o laicismo do estado
19.Salários
20.Sindicatos e afins
21.Patrões e suas confederações
22.Concertação social
23.A nota de euro
24.Reforma da política interna 1
25.Reforma da política interna 2, as forças armadas e outros
26.Reorganização e fortalecimento da União
Hoje vamos dedicar-nos à INGRICOLA que é como quem diz ao título "O sector primário, a agricultura biológica, a PAC e outros eurocratas;"
Desde os tempos primordiais que a agricultura é um dos principais meios onde o Ser Humano vai buscar a sua subsistência.
Desde que o homem descobriu a Agricultura e se tornou sedentário, que os campos são uma mais-valia económica importantíssima.
A agricultura economicamente faz parte do Sector Primário, do sector produtivo renovável.
O abandono dos campos foi algo estúpido que nós fizemos.
A economia e os verdadeiros mercados estão a ressentir-se com isso, sendo uma das causas primeiras.
Nós não podemos aumentar a produção infinitamente, tendo por base minérios ou energias não renováveis, é lógico que um dia ficaremos sem jazidas, a produção de elementos não renováveis tem um limite.
Quanto mais se fala em produzir mais e mais e mais, mais rapidamente chegaremos a esse limite. O planeta tem um limite, não termos visto isso foi algo estúpido.
Não reciclar, computadores usados, telemóveis, automóveis, roupas etc... e estando sempre a produzir coisas novas e não duráveis, obviamente que vamos rapidamente chegar a um limite.
E é algo estúpido nós não estarmos a ver isso.
Com o o "baby boom" dos anos 50 para a frente, temos visto crescer exponencialmente a População de Humanos, é uma factura que iremos pagar caro, isto se não tomarmos as providências necessárias. Este crescimento exponencial fez com que intensivassemos a nossa agricultura, criando um contra senso, que é a agricultura industrial, afastando os agricultores e consumidores dos métodos naturais e saudáveis... permanecendo algumas franjas de países mais pequenos a manter ou a retornar à agricultura biológica não industrial.
A exploração industrial da agricultura, sem controlo efectivo experimental dos métodos que foram utilizados e que nos conduziram à solução actual, foi algo estúpido que nós fizemos.
Para quem pense que isto é uma questão menor, ou uma questão individualizada, desengane-se, é que a industrialização da agricultura, utilizando químicos, herbicidas e insecticidas para manter controladas e impolutas as colheitas, mata a biodiversidade tão importante para a sobrevivência de todos os organismos no planeta.
Tão grave como isso, faz com que os lençóis freáticos sejam demasiado explorados e também poluídos, faz com que os cursos de água fiquem poluídos e não utilizáveis potavelmente, resumindo a água que alimenta os seres que dela dependem já não é muita, e todos nós ainda a poluímos.
A poluição das águas, de onde provém a vida, e a mantém, foi algo estúpido que nós fizemos.
O Ser Humano é adaptável e consegue-se dar em diversos climas, se nuns a àgua é abundante noutros é um bem raríssimo, e nesses locais quem controla água, controla a economia e controla a vida, e ou é bem generosamente gerida ( que não é) ou é egoisticamente gerida e os conflitos aos anos que não têm solução e assumem a capa da religiosidade. A questão do avanço dos desertos, por incapacidade, incúria, omissão, desatenção e também propositadamente num excesso de exploração por parte dos Seres Humanos, das florestas, destruindo o que não devem ou incendiando, tornando áreas florestais que nos dão Oxigénio, remédios, vida e muito mais, em terrenos aráveis e em condomínios privados, auto-estradas bases militares etc...são vários dos factores que a isso conduziram.
Toda essa falta de atenção e afins do Ser Humano, foi algo estúpido que nós fizemos.
Por parte da Europa, politicamente a PAC conseguiu dar cabo do sector produtivo primário, ora mandou plantar vinhas, ora retirá-las, ou plantar oliveiras ou retirá-las, ou penalizar o excesso de cota do leite, ou de batata ou daquilo que for, dando a primazia da produção aos grandes países e obrigando os países pequenos abandonar as terras. Com a política da PAC, incentivámos ainda mais a produção, provocando desequilíbrio com nas transacções agrícolas com os países de África, obrigando-os a eles também a abandonar a agricultura e a migrar/emigrar para a Europa.
A PAC foi algo estúpido que nós fizemos, e por isso já começámos a pagar, esta crise económica não é a ela alheia.
As políticas da PAC, feitas e impostos pelos eurocratas, que se calhar nunca das cidades saíram, nem nunca viram uma vaca, uma galinha, um cavalo ou um sapo ao vivo no seu meio natural, essas políticas erradas que nos impuseram e nós deixámos, à custa de trocarmos a terra por "JEEPS", foi algo de estúpido que nós deixámos acontecer.
E conseguimos que eles abandonassem os campos do interior mais rapidamente, construindo estradas que ao contrário do que nos disseram, não serviam para nós do litoral lá chegarmos mais depressa, mas fizeram com que as populações locais, nós do interior de lá saíssemos mais rapidamente.
Com estas políticas da PAC piorámos a qualidade da nossa comida, obrigámos o abandono de terras e a migração para o litoral, quem não tinha casa teve de a adquirir, teve de trocar o sector primário que estava habituado e não exigia grande qualificação, pelo sector secundário, a Indústria, que já exige alguns conhecimentos técnico-escolares (nós não defendemos a iliteracia, nada disso, só estamos a dizer o que aconteceu não sustentadamente, pois não investimos na agricultura tradicional e biológica).
Não contentes com isso, os eurocratas acabaram com a nossa indústria, permitindo a deslocalização desta para países cuja mão-de-obra pode ser considerada como quase escrava, e disseram-nos que éramos um país de turismo pois tínhamos imenso sol, por isso quase todas as pessoas que tinham abandonado a terra e se tinham dedicado à indústria ficaram sem nada.
Ora que nós saibamos de sol só existem duas coisas que conseguem ser sustentáveis, a energia solar e as plantas... ora nós nem somos painéis solares nem plantas... e a natureza já nos demonstrou que quem se especializa desaparece (as espécies que se especializaram num só alimento desapareceram ou estão a desaparecer ou então a nossa humana actividade vai encarregar-se (infelizmente) de as fazer desaparecer), por isso quando o nosso país se especializar só em turismo... o nosso destino vai ser a coisa mais previsivelmente estúpida que nós fizemos. Os mercados, os verdadeiros mercados têm de voltar a funcionar com produtos da terra, produtos biológicos.
Temos de fazer florescer a nossa economia, equilibrando os sectores Terciário, Secundário e primário.
Temos de fazer voltar os cidadãos à terra, mas com regras, com condições de vida, não pode ser a agricultura sinónimo de martírio.
A vida de trabalhar no campo é dura, mas não deve ser penosa.
Convencer quem se aburguesou, quem pensa que tem um determinado estatuto, quem já tem o hábito de ter o seu emprego num quadrado ou rectângulo fechado, de trabalhar das 9 às 5, não é fácil, agora dizer-lhes, vão tratar de gado, cultivar campos, porque essa função não é plebeia e sim uma função nobre, é em vós que a sobrevivência do país e da humanidade está depositada.
Dizer-lhes que é nas suas escolhas cuidadas, do aproveitamento cuidado dos recursos, das águas, que o ar e a água do planeta se vai regenerar, é algo que não é fácil de explicar.
Conseguir fazer ver a quem julga que os frangos são algo que se obtém do supermercado, que a recuperação económica deles depende se forem para as terras, se povoarem o interior, é algo que não é fácil.
Fazer com que os governos dotem o interior (que já possuem as estradas que usaram para saírem de lá), de condições médias, de arte, cultura, sociais, com centros de saúde adequados, centros de negócios de modo a que se ensinem e possam gerir os seus negócios agrícolas rentável e justamente para com a sociedade, para que uns e outros fiquemos a ganhar, para que nenhum fique a perder.
Há que dar incentivos fiscais, criar linhas de crédito, seguros agricolas credívies e que sejam bons para os agricultores... o Orçamento de Estado é um instrumento fundamental para seguirmos esta via, o Ministério da Agricultura, tem de incentivar as cabeças pensamtes e brilhantes desta área a fazer-nos redescobrir a terra.
Voltando à terra, produzindo mais "produtos agricolas biológicos", faremos baixar os preços destes produtos, mas de maneira a que seja compensador aos agricultores os produzirem, incentivaremos a comprar o que é nosso, e a importar menos.
Não podemos ter um Orçamento de Estado que se preocupe só com o que os outros (estrangeiros) nos querem impor, temos de colocar inteligência e produtos nossos.
Há que INCENTIVAR, INCENTIVAR, INCENTIVAR...ir para o campo, já basta de aldeias abandonadas e cidades superpovoadas e sem qualidade de vida.
Ir para as aldeias e campos que neste momento estão abandonados, fará com que estes fiquem cuidados e que não haja tantos fogos de verão... que se cultivem as terras incultas, que se produza.
Voltemos ao campo sustentadamente, equilibradamente, não poderemos ir todos, assim como não poderemos ficar todos na indústria ou na cidade, moderação inteligente é o que se quer para que voltemos a ter novamente um mundo equilibrado e economicamente sustentável.
De modo a que os mercados que queiramos ouvir falar e nos preocupar são os mercados da carne frutas e legumes.

"Something Stupid"
I know I stand in line
Until you think you have the time
To spend an evening with me
And if we go someplace to dance
I know that there's a chance
You won't be leaving with me

Then afterwards we drop into a quiet little place
And have a drink or two
And then I go and spoil it all
By saying something stupid
Like I love you

I can see it in your eyes
You still despise the same old lines
You heard the night before
And though it's just a line to you
For me it's true
And never seemed so right before

I practice every day to find some clever
lines to say
To make the meaning come true
But then I think I'll wait until the evening
gets late
And I'm alone with you

The time is right
Your perfume fills my head
The stars get red
And oh the night's so blue
And then I go and spoil it all
By saying something stupid
Like I love you
I love you...
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A Brigada pensa que melhor que a vida no campo, não há... Mas tem de ser incentivada a voltar para lá.