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Acerca de mim

Toda a brigada tem um cabo... todo o cabo pode chegar a Imperador... todo o Imperador pode mudar o destino de uma nação ... todas as nações podem mudar o destino do mundo ou não...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Denny Cranne - post1 - FMI e A ditadura dos Bancos...

Caros Bloguistas Militantes
Após o resultado das autárquicas, só vos digo que estou Triplamente contente mas também estou triste.
Mas Lisboa é mesmo assim uma cidade de contrastes.

  1. O António Costa ganhou Lisboa, embora vá ter algumas dificuldades na A.M.L. devido a não ter maioria, mas isto é o que dá não terem revisto ainda a forma de eleição para as autarquias... o que é pena.
  2. As freguesias da Ajuda e Alcântara, finalmente conheceram o seu 25 de Abril e acabaram com mais de 60 anos de hegemonia Comunista... e mais não digo pois muito havia para dizer... aqui faço a mea culpa pois não acreditei que tal fosse possível... mas ás vezes o povo surpreende-nos pela positiva.
  3. As freguesias de Benfica, Marvila e S.João, foram reconquistadas e ganhas por quem eu tenho consideração.
  4. Tenho um sentimento duplo, que se reporta à fregusia de S. José, fiquei muito contente pelo meu amigo Vasco ter ganho a junta, e fiquei triste por o meu amigo Macieira não ter ganho essa mesma junta. É o que dá ter dois amigos a concorrer à mesma junta por partidos diferentes, para a próxima vou tentar que isso não aconteça.

Hoje destaco o blogue "Arautos de estendal", num país cada vez mais cinzento e sensaborão, ainda há quem seja refinado nas observações que faz. http://arautosdoestendal.blogs.sapo.pt/
Este post hoje é complicado... é mais longo que o habitual... eu explico...
Inspirado em Boston Legal, uma série televisiva de Advogados, que abraça causas e eu adoro essa série.
As causas que eles defendem faz desta série, uma série não só de entertenimento, mas uma série política, que alerta para as discrepãncias da sociedade, e mostra o que um advogado realmente deve fazer... advogar causas.
Foi nalgumas dessas causas eu me inspirei para fazer alguns posts que vou publicar.
Os posts serão denominados e darei destaque ao Advogado Denny Crane, que é o nome do Advogado com mais piada e mais brilhante dessa série.
Uma segunda nota, o post é enorme porque termina com o enormíssimo e brilhante poema/canção de JOSÉ MÁRIO BRANCO sobre o FMI que vale a pena ler e ouvir.


Caros Bloguistas Militantes
Na reunião FMI e do Banco mundial, que esteve a decorrer na Turquia, ouviu-se o seguinte discurso "A velha ordem mundial acabou, não devemos estar com lamentos e lágrimas a lamentá-lo..."
Pergunto eu ... então e os contratos que foram firmados durante a velha ordem mundial, tambem terão morrido com ela?
Na mesma reunião o presidente de um dos primeiros bancos britanicos a entrar na crise Stephen Green -Banco HSBC "A indústria bancária não disfruta de qualquer glória e a indústria, em termos colectivos deve uma desculpa ao mundo por tudo aquilo que aconteceu.E deve ainda ao mundo um empenho para aprender as lições."
Esta reunião traz maus prenúncios, os grandes economistas que nos nos conduziram à crise actual, e que fazem parte do Banco Mundial e do FMI, fizeram um anúncio doloroso, alertou o FMI que o ano 2010 e seguintes vão ser de uma recuperação económica lenta, que nalguns casos, em particular na Europa, pode ser dolorosa.
Os economistas deram-nas a crise, não sabem como sair dela e ainda a vão tornar mais dolorosa, Na humanidade as crises são ciclícas, dificieis e muitas vezes catastróficas.
Parece que nós humanos a única coisa que conseguimos é refinar a arte da guerra, quanto aos restantes afazeres da humanidade lentamente se evoluí nessas matérias específicas...
Tanto tempo para estudar estes fenómenos e para os evitar, maso incrível é que nunca chegam a nenhuma conclusão e não se entendem.
A situação é grave porque muitas vezes as crises dão origem a extremismos e os extremismos a maior parte das vezes conduzem-nos à guerra e á barbárie.
Mas não é disso... ou melhor também é disso que hoje abordamos.
Abordamos hoje a crise conjunta do "Subprime" nos EUA e da crise do imobiliário na Europa, que deu origem à crise que atravessamos.
Quem planeou isto sabe o que nós sabemos, que o ser humano precisa de um lar.
Seja ele comprado ou arrendado, o pessoal tem de quase sempre de ir a o banco.
Na nossa modesta opinião, preferimos arrendamento a compra, isto caso se trate de um apartamento, se se tratar de uma vivenda com terreno preferimos a compra ao arrendamento.
A opcção de compra, a ilusão de ficar dono de uma propriedade ao fim de 50 anos, o facto de não estar dependente de um Proprietário vulgo senhorio, ter uma propriedade só sua...
É mesmo uma ilusão, pois ao fazer um empréstimo bancário, o Proprietário/Senhorio por 50 anos, se lá conseguir chegar pagando as mensalidades todas, é o banco.
Não interessa que a casa fique duas ou tres vezes mais cara que o preço inicial, isto devido aos juros, o que interessa é que 30/40 ou 50 anos mais tarde o pessoal fica proprietário.
São pontos de vista, são prespectivas, mas ficar proprietário de um apartamento de 50 anos... não faz muito o meu género... Se for uma casa/vivenda... aí a música será outra.
O facto é que estamos em crise, e todos assistimos silenciosamente e sem nada fazer à constante perda de casa de muitas famílias devido a penhoras bancárias.
E estas penhoras bancárias acontecem não porque os cidadãos que contrairam empréstimos ficaram sem emprego ou sem salário, acontecem porque apesar dos cidadãos pagarem os acordos com os bancos, estes despuduradamente fazem com que os juros subem por estarem indexados a uma taxa que sabe-se-lá onde está fixada.
Os juros impostos pelos bancos aos cidadãos que contrairam empréstimo para comprar casa e que mais tarde nos tribunais alegam ter sido um acordo livre entre as partes, estes contratos são constituídos por juros variáveis.
Os cidadãos que compraram as casas sem pagar entrada alguma e durante os primeiros tempos tudo corre razoavelmente.
Isto é uma burla muito bem organizada: Os bancos fazem acordos de 2% de juros sem entrada inicial, durante 2 anos, mostram-nos e iludindo-nos dizendo que é uma oportunidade incrível.


Os bancos iludem os clientes que querem uma propriedade e dizem que com o seu empréstimo fazem com que tal aconteça e depois a meio do percurso os bancos com o juro variável os clientes não podem pagar e os bancos tornam-se os seus carrascos.
Os bancos dizem que querem o melhor para os clientes mas fazem-lhes a pior proposta, facilitam a compra de uma casa que sabem de antemão que o cliente não a pode pagar, continuam a subir os juros de 2% iniciais a determinahdo momento ja estão em 12% sobre o pagamento do capital final.
Quando assinam o contrato o empregado bancário explica as pertes do contrato que ao banco lhe convém.
Contrato esse que mesmo para os mais versados nas coisas do direito não é muito perceptível, é que o referido contrato com o banco é recheado de buracos cinzentos e dúbios e as pessoas assinam um documento de empréstimo sem sequer perceber o que estão a assinar.
Não percebem o que quer dizer variavel ou pagamento do capital ou que o pagamento variável é ajustado á taxa euribor ou á do prime... e outras pois elas estão todas ligadas.
E os clientes que não sabem nem percebem quão variável é o funcionamento da bolsa, quão flutuante pode ser e que de repente pode disparar por ali acima como descer por ali abaixo e que o mercado imobiliário face a isto destabilize.
No final o banco obtém nada mais nada menos que todo o dinheiro e a casa.
E em vez do melhor o cliente obtem nada.
No início os clientes podem pagar o aumento evolutivo, mas quando este disparou até mais 30 % do valor inicial e que teimou em não ficar por aí, os cidadãos deixam de os poder cumprir pontualmente o contrato.
É que ainda acresce a isto tudo os pagamentos: da água , da electricidade, do gás, do carro, da faculdade e ainda comprar roupa e comida.
Muitos dos cidadãos tem empréstimos para algumas destas despesas, que curiosamente estão feitas no mesmo banco também a juro variável.
Estes aumentos variáveis dos juros começam por lhes levar as suas poupanças que ainda restam e muitas vezes as dospais e dos familiares directos.
Isto até que deixam de poder pagar um mês, dois meses... e por contrato a falta de pagamento pontual faz com que vença o total restante da dívida...
É através de processo judicial feita a penhora e que após a sentença esta tenha um prazo curto para se poder pagar por completo.
Ora se não se tem dinheiro para um ou dois meses... muito menos se tem para a violência da dívida toda... vai daí o banco penhora-lhes a casa.
Mas recuemos, vamos ao ínicio da história, os bancos prometemmundos e fundos e vendem ilusões por um empréstimo, os clientes tem necessidade, e vãona onda, e enquanto negoceiam o gerente bancário telefona dia sim dia não, finge preocupar-se... mas experimentem não pagar uma ou duas prestações e passarem para o processo de penhora... os bancos deixam de querer falar consigo e se quiser renegociar as divídas nem pense que o vºao receber quanto mais ponderar sobre esse assunto, o que os bancos vão querr é tirar-lhe a casa...
Ficam assim os Bancos com o porco e com o chouriço, qu eé como quem diz com parte do empréstimo pagpo e ainda com o bem que o podem revender...
Os bancos alegam ter o direito de tirar as casas as pessoas....mas será que é assim linear? Será que não lhes podemos fazer frente?
É que aqui quem é o bandido, quem lança o isco, quem formatou esta mentalidade de que é necessário comprar, comprar, e que arrendar é mau, são os mesmos que tem dinheiro para emprestar para essa compra e que delinearam as estratégias e os contratos e fizeram as linhas com que os clientes se vão cozer, e quem estipula as consequências do incumprimento.
Foram estes banqueiros que influenciaram o governos de há 3o anos atrás para convencerem que o povo precisa de comprar casa, foram estes que bloquearam a necessária liberalização do mercado de arrendamento.
Foram este que convenceram o governo a não legislar de maneira a que as Câmaras e as Sanatas Casas, que são os maiores proprietários de Portugal a para com a Caixa Geral de Depósitos, a não colocarem as suas casas em arrendamento livre e justo, no merado regulando assim o mercado.
E porquê? Para poderem os Bancos emprestar dinheiro para os Cidadãos comprarem casa.
Assim fizeram que haja pouco arrendamento, ao existir pouco arrendamento o preço sobe, e temos o absurdo que é o único país europeu que tem o arrendamento mais aro que a compra de casa.
Mas a situaçãoé totalmente favorável aos bancos, pois estes estão no processo todo, estão desde o início das operações que vai desde o empréstimo para a compra dos terrenos aos proprietários, depois dos empréstimos para a compra de material e construção dos edificios pelos construtores civis, seguindo pelo empréstimo para os cidadãos poderem comprar a casa, até á fase posterior se o infurtúnio bater á porta dos cidadãos e o banco penhorar a casa, para depois revender... e essa revenda implica empréstimo... tudo passa pelo banco.
Que grande negócio, que exelente estratégia, como é que todos embarcámos nisso?
Foram os bancos que ajudaram os clientes a fazer as hipotecas, os bancos iludiram os cidadãos dizendo que era um enorme orgulho ajudar os cidadãos a comprar casa.
Agora se os cidadãos não pagam, os bancos não hesitam em colocar uma cara de anjinhos e afirmam estarem profundamente tristes por o cliente perder a casa.
Os Bancos fazem uma burla do crédito hipotecário.
Os Bancos fazem uma burla do crédito hipotecário ás claras e as vistas de todos e ninguem faz nada.
Os clientes que pedem crédito hipotecário para casas foram e são BURLADOS.
Se não podem pagar, novos acordos de crédito estão absolutamente fora do horizonte dos bancos. Desculpam-se com a crise do mercado imobiliário, crise esta que os bancos foram os principais culpados. Os bancos dizem que esta crise não atinge apenas os particulares mas também os bancos... sim ... é capaz de ser verdade... mas quem é que começou a burla e deu origem a isto tudo?
Desculpam-se que as acções desceram 95% e tem cerca de 20% das hipotecas vencidas, e a maioria das outras que ainda não chegaram ao prazo e isto vai piorar nos proximos 2 a 3 anos... Mas quem é que tornou o jogo impossivel?
A taxa que era variável não variou explodiu.
A crise no mercado imobiliário era imprevísivel, os grandes gurus disseram que não havia problemas no mercado imobilíário.
A crise do imobiliario foi imprevisivel, os bancos alegam que o contrato foi negociado, mas sabemos que nao é bem assim.
O que foi feito entre o banco e os clientes foi um pacto leonino, os clientes ou assinam o que lá está escrito ou não hà contrato para ninguem.
E todos sabemos que quem necessita das casas para viver são os clientes portanto sujeitam-se, acresce que a maior parte deles nao percebe "advogades" ou seja a linguagem dos advogados...
A banca alega que não mente aos clientes, o que ela não revela é a verdade toda.
Foi feito um negócio entre o banco e o cliente, que a partir de determinada altura o que parecia um bom negócio para o cleinte deixou de o ser e passou a ser um mau negócio.
Os cidadãos ficam sem dinheiro sem se darem conta disso e deixam de ter poder cumprir o pontualmente o contrato.
Os bancos agarrando-se a isso dizem que as pessoas merecem perder a casa.
E depois escudam-se que os clientes não os podem processar e se processarem os bancos não podem perder porque os clientes incumpriram o contrato.
Mas os bancos tem um problema entre mãos: penhoram as casas e ficam com um bem em mãos que não conseguirão vender e um empréstimo que não será pago.
Acresce que nos próximos 2 anos, muitos milhões de pessoas por todo a Europa e EUA com hipotecas aos bancos estas irão expirar/vencer e uma quantia de muitos milhares de milhões em empréstimos irão vencer, enquanto o valor dos juros sobe e o valor dos imóveis desce.

Essa divida de milhares de milhões será garantida por uma casa que vale uma fracção disso.
No fundo com esta trapalhada toda, foram todos, os bancos e os clientes e os intermediários, apanhados com as calças na mão.
Lembramos que os bancos para os empréstimos sobreavaliam as casas o que agrava mais a coisa.
Os bancos com a política de continuarem a tirar casas as pessoas em vez do dinheiro, resultou em que o banco ficou com acções que valem zero e gente com sede de sangue.
Nos EUA o FBI já reconheceu as fraudes com hipotecas com sendo o crime de colarinho branco que mais aumentou naquele país.
Para quando o mesmo em Portugal?
Nos EUA, e cá também, chegou mesmo ao absurdo dos traficantes de droga se virarem para as hipotecas.
E porquê?
Porque o lucro é alto, a taxa de morte é baixa, claro isto até haver uma revolta popular e as pessoas começarem a matar os engravatadinhos.
É verdade que os bancos perderam dinheiro e que não queriam que isto acontecesse, mas foram eles que ditaram a regras do proprio jogo.
É necessário intervenção governamental, mais regulamentação e quando é a descida os bancos não descem a renda celeremente

VIDEO 1
Vale a pena ouvir o José Mario Branco...antes de ouvir a música.


VIDEO 2 CONTINUAÇÃO



FMI

Cachucho não é coisa que me traga a mim
Mais novidade do que lagostim
Nariz que reconhece o cheiro do pilim
Distingue bem o mortimor do meirim
A produtividade, ora aí está, quer dizer
Há tanto nesta terra que ainda está por fazer
Entrar por aí a dentro, analisar, e então
Do meu 'attachi-case' sai a solução!

FMI Não há graça que não faça o FMI
FMI O bombástico de plástico para si
FMI Não há força que retorça o FMI

Discreto e ordenado mas nem por isso fraco
Eis a imagem 'on the rocks' do cancro do tabaco
Enfio uma gravata em cada fato-macaco
E meto o pessoal todo no mesmo saco
A produtividade, ora aí está, quer dizer
Não ando aqui a brincar, não há tempo a perder
Batendo o pé na casa, espanador na mão
É só desinfectar em superprodução!

FMI Não há truque que não lucre ao FMI
FMI O heróico paranóico 'hara-quiri'
FMI Panegírico, pro-lírico daqui

Palavras, palavras, palavras e não só
Palavras para si e palavras para dó
A contas com o nada que swingar o sol-e-dó
Depois a criadagem lava o pé e limpa o pó
A produtividade, ora nem mais, célulazinhas cinzentas
Sempre atentas
E levas pela tromba se não te pões a pau
Num encontrão imediato do 3º grau!

FMI Não há lenha que detenha o FMI
FMI Não há ronha que envergonhe o FMI
FMI ...

Entretém-te filho,
entretém-te,
não desfolhes em vão este malmequer que bem-te-quer,
mal-te-quer,
vem-te-quer,
ovomalt'e-quer,
messe gigantesca,
vem-te vindo,
vi-me na cozinha,
vi-me na casa-de-banho,
vi-me no Politeama,
vi-me no Águia D'ouro,
vi-me em toda a parte,
vem-te filho,
vem-te comer ao olho,
vem-te comer à mão,
olha os pombinhos pneumáticos que te orgulham por esses cartazes fora,
olha a Música no Coração da Indira Gandi,
olha o Muchê Dyane que te traz debaixo d'olho,
o respeitinho é muito lindo e nós somos um povo de respeito,
né filho?
Nós somos um povo de respeitinho muito lindo,
saímos à rua de cravo na mão
sem dar conta de que saímos à rua de cravo na mão a horas certas,
né filho?
Consolida filho,
consolida,
enfia-te a horas certas no casarão da Gabriela que o malmequer vai-te tratando do serviço nacional de saúde.
Consolida filho,
consolida,
que o trabalhinho é muito lindo,
o teu trabalhinho é muito lindo,
é o mais lindo de todos,
como o astro,
não é filho?
O cabrão do astro entra-te pela porta das traseiras,
tu tens um gozo do caraças,
vais dormir entretido,
não é?
Pois claro,
ganhar forças,
ganhar forças para consolidar,
para ver se a gente consegue num grande esforço nacional estabilizar esta destabilização filha-da-puta,
não é filho?
Pois claro!
Estás aí a olhar para mim,
estás a ver-me dar 33 voltinhas por minuto,
pagaste o teu bilhete,
pagaste o teu imposto de transação e estás a pensar lá com os teus botões:
Este tipo está-me a gozar,
este gajo quem é que julga que é?
Né filho?
Pois não é verdade que tu és um herói desde de nascente?
A ti não é qualquer totobola que te enfia o barrete, meu grande safadote!
Meu Fernão Mendes Pinto de merda, né filho?
Onde está o teu Extremo Oriente,
filho?
Ah-ni-qui-bé-bé,
ah-ni-qui-bó-bó,
tu és 'Sepuldra'
tu és Adamastor,
pois claro,
tu sozinho consegues enrabar as Nações Unidas com passaporte de coelho,
não é filho?
Mal eles sabem,
pois é,
tu sabes o que é gozar a vida!
Entretém-te filho,
entretém-te!
Deixa-te de políticas que a tua política é o trabalho,
trabalhinho,
porreirinho da Silva,
e salve-se quem puder que a vida é curta e os santos não ajudam quem anda para aqui a encher pneus com este paleio de Sanzala e ritmo de pop-xula,
não é filho?
A one,
a two,
a one two three
FMI dida didadi dadi dadi da didi
FMI ...
Come on you son of a bitch!
Come on baby a ver se me comes!
Come on Luís Vaz,
'amanda'-lhe com o José Cacila que os senhores já vão ver o que é meterem-se com uma nação de poetas!
E zás,
enfio-te o Manuel Alegre no Mário Soares,
zás,
enfio-te o Ary dos Santos no Álvaro de Cunhal,
zás,
enfio-te o Zé Fanha no Acácio Barreiros,
zás,
enfio-te a Natalia Correia no Sá Carneiro,
zás,
enfio-te o Pedro Homem de Melo no Parque Mayer e acabamos todos numa sardinhada ao integralismo Lusitano,
a estender o braço,
meio 'Roulant' preto,
meio Steve McQueen,
ok boss, tudo ok,
estamos numa porreira meu,
um tripe fenomenal,
proibido voltar atrás,
viva a liberdade, né filho?
Pois, o irreversível,
pois claro,
o irreversívelzinho,
pluralismo a dar com um pau,
nada será como dantes,
agora todos se chateiam de outra maneira, né filho?
Ora que porra,
deixa lá correr uma fila ao menos,
malta pá,
é assim mesmo,
cada um a curtir a sua,
podia ser tão porreiro,
não é?
Preocupações,
crises políticas pá?
A culpa é dos partidos pá!
Esta merda dos partidos é que divide a malta pá,
pois pá,
é só paleio pá,
o pessoal na quer é trabalhar pá!
Razão tem o Jaime Neves pá!
(Olha deixaste cair as chaves do carro!)
Pois pá!
(Que é essa orelha de preto que tens no porta-chaves?)
É pá,
deixa-te disso,
não destabilizes pá!
Eh,
faz favor,
mais uma bica e um pastel de nata.
Uma porra pá,
um autentico desastre o 25 de Abril,
esta confusão pá,
a malta estava sossegadinha,
a bica a 15 tostões,
a gasosa a sete e coroa...
Tá bem,
essa merda da pide pá,
Tarrafais e o carágo,
mas no fim de contas quem é que não colaborava, ah?
Quantos bufos é que não havia nesta merda deste país, ah?
Quem é que não se calava,
quem é que arriscava coiro e cabelo,
assim mesmo,
o que se chama arriscar, ah?
Meia dúzia de líricos,
pá,
meia dúzia de líricos que acabavam todos a fugir para o estrangeiro,
pá,
isto é tudo a mesma carneirada!
Oh sr. guarda venha cá,
á,
venha ver o que isto é,
é,
o barulho que vai aqui,
i,
o neto a bater na avó,
ó,
deu-lhe um pontapé no cu,
né filho?
Tu vais conversando,
conversando,
que ao menos agora pode-se falar,
ou já não se pode?
Ou já começaste a fazer a tua revisãozinha constitucional tamanho familiar, ah?
Estás desiludido com as promessas de Abril, né?
As conquistas de Abril!
Eram só paleio a partir do momento que tas começaram a tirar e tu ficaste quietinho,
né filho?
E tu fizeste como o avestruz,
enfiaste a cabeça na areia,
não é nada comigo,
não é nada comigo, né?
E os da frente que se lixem...
E é por isso que a tua solução é não ver,
é não ouvir,
é não querer ver,
é não querer entender nada,
precisas de paz de consciência,
não andas aqui a brincar,
né filho?
Precisas de ter razão,
precisas de atirar as culpas para cima de alguém
e atiras as culpas para os da frente,
para os do 25 de Abril,
para os do 28 de Setembro,
para os do 11 de Março,
para os do 25 de Novembro,
para os do... que dia é hoje, ah?
FMI Dida didadi dadi dadi da didi
FMI ...
Não há português nenhum que não se sinta culpado de qualquer coisa,
não é filho?
Todos temos culpas no cartório,
foi isso que te ensinaram,
não é verdade?
Esta merda não anda porque a malta,
pá,
a malta não quer que esta merda ande,
tenho dito.
A culpa é de todos,
a culpa não é de ninguém,
não é isto verdade?
Quer isto dizer,
há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular!
Somos todos muita bons no fundo, né?
Somos todos uma nação de pecadores e de vendidos, né?
Somos todos, ou anti-comunistas ou anti-fascistas,
estas coisas até já nem querem dizer nada,
ismos para aqui,
ismos para acolá,
as palavras é só bolinhas de sabão,
parole parole parole e o Zé é que se lixa,
cá o pintas azeite mexilhão,
eu quero lá saber deste paleio
vou mas é ao futebol,
pronto,
viva o Porto,
viva o Benfica,
Lourosa, Lourosa,
Marraças, Marraças,
fora o arbitro,
gatuno,
bora tudo p'ro caralho,
razão tinha o Tonico de Bastos para se entreter,
né filho?
Entretém-te filho,
com as tuas viúvas e as tuas órfãs
que o teu delegado sindical vai tratando da saúde aos administradores,
entretém-te,
que o ministro do trabalho trata da saúde aos delegados sindicais,
entretém-te filho,
que a oposição parlamentar trata da saúde ao ministro do trabalho,
entretém-te,
que o Eanes trata da saúde à oposição parlamentar,
entretém-te,
que o FMI trata da saúde ao Eanes,
entretém-te filho
e vai para a cama descansado que há milhares de gajos inteligentes a pensar em tudo neste mesmo instante,
enquanto tu adormeces a não pensar em nada,
milhares e milhares de tipos inteligentes e poderosos com computadores,
redes de policia secreta,
telefones,
carros de assalto,
exércitos inteiros,
congressos universitários,
eu sei lá!
Podes estar descansado que o Teng Hsiao-Ping está a tratar de ti com o Jimmy Carter,
o Brezhnev está a tratar de ti com o João Paulo II,
tudo corre bem,
a ver quem se vai abotoar com os 25 tostões de riqueza que tu vais produzir amanhã nas tuas oito horas.
A ver quem vai ser capaz de convencer
de que a culpa
é tua
e só tua
se o teu salário perde valor todos os dias,
ou de te convencer de que a culpa
é só tua
se o teu poder de compra é como o rio de S. Pedro de Moel
que se some nas areias em plena praia,
ali a 10 metros do mar em maré
cheia e nunca consegue desaguar de maneira que se possa dizer:
porra, finalmente o rio desaguou!
Hão te convencer de que a culpa é tua
e tu sem culpa nenhuma,
tens tu a ver,
tens tu a ver com isso,
não é filho?
Cada um que se vá safando como puder,
é mesmo assim,
não é?
Tu fazes como os outros,
fazes o que tens a fazer,
votas à esquerda moderada nas sindicais,
votas no centro moderado nas deputais,
e votas na direita moderada nas presidenciais!
Que mais querem eles,
que lhe ofereças a Europa no natal?!
Era o que faltava!
É assim mesmo,
julgam que te levam de mercedes,
ora toma,
para safado,
safado e meio,
né filho?
Nem para a frente nem para trás e eles que tratem do resto,
os gatunos,
que são pagos para isso, né?
Claro!
Que se lixem as alternativas,
para trabalho já me chega.
Entretém-te meu anjinho,
entretém-te,
que eles são inteligentes,
eles ajudam,
eles emprestam,
eles decidem por ti,
decidem tudo por ti,
se hás-de construir barcos para a Polónia
ou cabeças de alfinete para a Suécia,
se hás-de plantar tomate para o Canada
ou eucaliptos para o Japão,
descansa que eles tratam disso,
se hás-de comer bacalhau só nos anos bissextos
ou hás-de beber vinho sintético de Alguidares-de-Baixo!
Descansa, não penses em mais nada,
que até neste país de pelintras
se acho normal haver mãos desempregadas
e se acha inevitável haver terras por cultivar!
Descontrai baby,
come on descontrai,
arrefinfa-lhe o Bruce Lee,
arrefinfa-lhe a macrobiótica,
o biorritmo,
o euroscópio,
dois ou três ofeneologistas,
um gigante da ilha de Páscoa
e uma 'Graciv Morn' (??) de vez em quando
para dar as boas festas às criancinhas!
Piramiza filho,
piramiza,
antes que os chatos fujam todos para o Egipto,
que assim é que tu te fazes um homenzinho
e até já pagas multa se não fores ao recenseamento.
Pois pá,
isto é um país de analfabetos, pá!
Dá-lhe no Travolta,
dá-lhe no disco-sound,
dá-lhe no pop-xula,
pop-xula pop-xula, iehh iehh,
J. Pimenta forever!
Quanto menos souberes a quantas andas melhor para ti,
não te chega para o bife?
Antes no talho do que na farmácia;
não te chega para a farmácia?
Antes na farmácia do que no tribunal;
não te chega para o tribunal?
Antes a multa do que a morte;
não te chega para o cangalheiro?
Antes para a cova do que para não sei quem que há-de vir,
cabrões de vindouros, ah?
Sempre a merda do futuro,
a merda do futuro, e eu ah?
Que é que eu ando aqui a fazer?
Digam lá, e eu?
José Mário Branco, 37 anos,
isto é que é uma porra,
anda aqui um gajo cheio de boas intenções,
a pregar aos peixinhos,
a arriscar o pêlo, e depois?
É só porrada e mal viver é?
O menino é mal criado,
o menino é 'pequeno burguês',
o menino pertence a uma classe sem futuro histórico...
Eu sou parvo ou quê?
Quero ser feliz porra,
quero ser feliz agora,
que se foda o futuro,
que se foda o progresso,
mais vale só do que mal acompanhado,
vá mandem-me lavar as mãos antes de ir para a mesa,
filhos da puta de progressistas do caralho da revolução que vos foda a todos!
Deixem-me em paz porra,
deixem-me em paz e sossego,
não me emprenhem mais pelos ouvidos caralho,
não há paciência,
não há paciência,
deixem-me em paz caralho,
saiam daqui,
deixem-me sozinho,
só um minuto,
vão vender jornais
e governos e greves
e sindicatos
e policias
e generais para o raio que vos parta!
Deixem-me sozinho,
filhos da puta,
deixem só um bocadinho,
deixem-me só para sempre,
tratem da vossa vida que eu trato da minha,
pronto,
já chega,
sossego porra,
silêncio porra,
deixem-me só,
deixem-me só,
deixem-me só,
deixem-me morrer descansado.
Eu quero lá saber do Artur Agostinho e do Humberto Delgado,
eu quero lá saber do Benfica e do bispo do Porto,
eu quero se lixe o 13 de Maio e o 5 de Outubro
e o Melo Antunes e a rainha de Inglaterra
e o Santiago Carrilho e a Vera Lagoa,
deixem-me só porra,
rua,
larguem-me,
zórpila o fígado,
arreda,
'terneio' Satanás,
filhos da puta.
Eu quero morrer sozinho ouviram?
Eu quero morrer,
eu quero que se foda o FMI,
eu quero lá saber do FMI,
eu quero que o FMI se foda,
eu quero lá saber que o FMI me foda a mim,
eu vou mas é votar no Pinheiro de Azevedo
se eu tornar a ir para o hospital,
pronto,
bardamerda o FMI,
o FMI é só um pretexto vosso seus cabrões,
o FMI não existe,
o FMI nunca aterrou na Portela coisa nenhuma,
o FMI é uma finta vossa para virem para aqui com esse paleio,
rua,
desandem daqui para fora,
a culpa é vossa,
a culpa é vossa,
a culpa é vossa,
a culpa é vossa,
a culpa é vossa,
a culpa é vossa,
oh mãe,
oh mãe,
oh mãe,
oh mãe,
oh mãe,
oh mãe,
oh mãe...
Mãe,
eu quero ficar sozinho...
Mãe, não quero pensar mais...
Mãe, eu quero morrer mãe.
Eu quero desnascer,
ir-me embora,
sem ter que me ir embora.
Mãe, por favor,
tudo menos a casa em vez de mim,
outro maldito que não sou senão este tempo
que decorre entre fugir de me encontrar
e de me encontrar fugindo, de quê mãe?
Diz, são coisas que se me perguntem?
Não pode haver razão para tanto sofrimento.
E se inventássemos o mar de volta,
e se inventássemos partir, para regressar.
Partir
e aí nessa viajem ressuscitar da morte às arrecuas que me deste.
Partida para ganhar,
partida de acordar,
abrir os olhos,
numa ânsia colectiva de tudo fecundar,
terra,
mar,
mãe...
Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto,
lembrar nota a nota o canto das sereias,
lembrar o depois do adeus,
e o frágil e ingénuo cravo da Rua do Arsenal,
lembrar cada lágrima,
cada abraço,
cada morte,
cada traição,
partir aqui com a ciência toda do passado,
partir,
aqui,
para ficar...
Assim mesmo,
como entrevi um dia,
a chorar de alegria,
de esperança precoce e intranquila,
o azul dos operários da Lisnave a desfilar,
gritando ódio apenas ao vazio,
exército de amor e capacetes,
assim mesmo na Praça de Londres o soldado lhes falou:
Olá camaradas, somos trabalhadores,
eles não conseguiram fazer-nos esquecer,
aqui está a minha arma para vos servir.
Assim mesmo,
por detrás das colinas
onde o verde está à espera se levantam antiquíssimos rumores,
as festas e os suores,
os bombos de lava-colhos,
assim mesmo senti um dia,
a chorar de alegria,
de esperança precoce e intranquila,
o bater inexorável dos corações produtores,
os tambores.
De quem é o carvalhal?
É nosso!
Assim te quero cantar,
mar antigo a que regresso.
Neste cais está arrimado o barco sonho em que voltei.
Neste cais eu encontrei a margem do outro lado,
Grandola Vila Morena.
Diz lá,
valeu a pena a travessia?
Valeu pois.
Pela vaga de fundo se sumiu o futuro histórico da minha classe,
no fundo deste mar,
encontrareis tesouros recuperados,
de mim que estou a chegar do lado de lá para ir convosco.
Tesouros infindáveis que vos trago de longe e que são vossos,
o meu canto e a palavra,
o meu sonho é a luz que vem do fim do mundo,
dos vossos antepassados que ainda não nasceram.
A minha arte é estar aqui convosco
e ser-vos alimento
e companhia na viagem para estar aqui de vez.
Sou português,
pequeno burguês de origem,
filho de professores primários,
artista de variedades,
compositor popular,
aprendiz de feiticeiro,
faltam-me dentes.
Sou o Zé Mário Branco,
37 anos,
do Porto,
muito mais vivo que morto,
contai com isto de mim para cantar e para o resto.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA VAI PREPARAR-SE PARA DEFRONTAR O FMI, POIS A BRIGADA TEM EMPRÉSTIMOS E VAI REPONDERAR MELHOR SOBRE ESTA COISA DA ECONOMIA...LIVRA...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Mira técnica

Para fazer frente à TV nada como cultura, este blogue MR. Robinson, faz jus a isso. Já sabem é só clicar http://mr-robinson.blogspot.com/
Caros Bloguistas Militantes,
Tudo continua na mesma, diria mais.... piorou.
Em 2007, publiquei um post com o mesmo nome e alertei para o seguinte:
Já repararam, que nos telejornais,as notícias são repetidas de 2 em 2 ou de 3 em 3 meses?
A coisa piorou, as notícias da semana, são exaustivamente repetidas no final do dia e depois ao fim de semana.
Se fosse só isso já era mau, mas o pior é que passados 2 ou 3 meses as notícias são novamente repetidas.
Isto para não falar do caso BPN, FREEPORT, MADIE que estão constantemente a ser martelados...
É incrível que mesmo não havendo nada para dizer os jornalistas ainda conseguem a incrível notícia sobre o caso dizendo que não houve evolução aproveitando um pouco para especular mais qualquer coisa.
Para desenjoar isto tudo é alternado com Desporto... perdão com futebol.
Por exemplo na Alemanha, as TV's só falam de futebol entre sexta e domingo, aqui fala-se mais de futebol na TV do que se joga dentro das 4 linhas...
Arecesntaria mais, o que se joga dentro das 4 linhas é perfeitamente secundário e muitas vezes condicionado pelo que se disse nesses programas de TV.
A TV,. é uma montra muito apetecível, aproveitam-se os comentadores deste programas para se catapultarem para cargos políticos, quer sejam eles com presidentes de clubes, quer sejam autarcas ou outro cargo qualquer.
Os Bloguistas mais atentos verificam que existem certas notícias que de vez em quando vêm "à baila", principalmente aquelas que não tem grande interesse.
Até parece que em Portugal nada se passa, para andarem a repetir notícias, em Portugal e no mundo.

E não, não culpemos o governo, porque isto está distribuído por todos, SIC, TVI ou RTP, ou seja públicos e privados.
E se estivermos atentos aos alinhamentos dos telejornais não podemos deixar de reparar que aquilo parece uma competição.
Tenho a certeza que eles nunca têm um alinhamento nos telejornais, vão dando as notícias consoante as audiências e consoante o que os outros operadores fazem...
Eles não dão noticias, eles tentam prender as audiências... e claro com isto tudo não temos um jornalismo sério e isento.
Se fizermos "zapping" reparamos que a hora certa que passa nas televisões está uns segundos desfasada entre os 3 canais generalistas (TVI, SIC e RTP), onde numa é 19.59 e 50 segundos, noutra são 19.59 e 40 segundos e na outra a hora certa.
Verificam também que à hora dos telejornais, pelo menos em 2 as notícias de abertura são iguais, quando não são as 3 televisões a dar a mesma notícia.
Deve haver uma entidade superior que orienta todos os jornalistas, pelo menos durante a primeira meia hora dos telejornais.

Não há coincidências, e o facto de o alinhamento ser quase sempre o mesmo ou idêntico só pode revelar uma de duas coisas: ou os jornalistas têm o dom da prestidigitação.... (esta palavra custa a escrever à brava)... ou o dom da combinação.
Deve ser isso ... só pode.

Standarizados estão os canais televisivos, isso é mais que evidente que eles estão...
Mas a questão é mais grave... é que não é só cá no burgo... fazemos um zapping mais profundo, e vemos que está tudo igual pelas televisões do mundo.
Mas acho que já descobri... eles aprenderam todos pela mesma cartilha... a escola de jornalistas é universal.
Também avanço outra hipótese, assinaram todos um contrato de exclusividade com algum distribuidor que fez uma cláusula como os "irmãos Oliveira" fizeram com a Sport Tv.
É que as séries televisivas de entretenimento são as mesmas na Europa e nos EUA, os concursos são os mesmos nos EUA e na Europa... só mudam os apresentadores e a língua... os cenários esses são obrigatoriamente os mesmos.
Não há criatividade nacional, só apresentamos o importado e que já está provado noutros países e é exito. A TV parece uma cadeia de MCDonald's tudo de plástico... tudo igual...
E a Liberdade?
E a livre escolha?
E a Democracia?
Cheira-me a uma tramóia generalizada e a um bando organizado...
Vocês não me digam que... não não pode ser...
Querem ver que os jornalistas estão todos comprados?
Não, não acredito...
As multinacionais da comunicação, são todas do mesmo dono?
Não, não pode ser.
Digam-me lá, para que é que eu quero uma TV por cabo se os canais são todos iguais e só dão tele-lixo e ainda por cima repetem sempre as mesmas coisas periodicamente?
Até o Odisseia, o Canal História, o Discovery, o Nacional Geographic repetem as mesmas coisas, ciclicamente durante o dia e durante 6 meses.
Mas todo o mundo "Emburrou" de repente?"
Se eu fosse adepto da teoria da conspiração... diria que isto está tudo muito bem maquinado para manter a maioria de nós em casa e sem nos fazer pensar muito.
Realmente os "TÁXI" tinham razão, Quem vê TV, Sofre mais que no WC.
Repetição por repetição se calhar o melhor é ficar a ver a Mira técnica...

TV WC - Táxi
Que tremenda situação
De quem vê muita Televisão
A não ser que queira dormir sem fim
Então ele é melhor que Lorenin
E se falo desta maneira,
É por ela ser tão foleira,
Não transmite nada de jeito,
leva-me a taxa sem dar proveito.
Refrão
Quem vê TV,
Sofre mais que no WC
Quem vê TV,
Sofre mais que no WC
Na abertura o desenho animado
logo depois o telejornal
mais à noite o filme ultrapassado
e ao fim o hino nacional
Quando ligo o primeiro canal
sempre o anúncio do sabão tal
e se mudo para o segundo
então é que é o fim do mundo
Refrão
Quem vê TV,
Sofre mais que no WC
Quem vê TV,
Sofre mais que no WC

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA NÃO FICA SÓ A VER TV, TAMBÉM VAI AO CINEMA, AO TEATRO, À ÓPERA E SAI COM OS AMIGOS E AMIGAS...

sábado, 3 de outubro de 2009

Parte 10 - E se lhes dessemos mais do que um manguito? - Reforma do sistema Judicial

Depois da amena "Cavaqueira" que tivemos em directo noutro dia, aqui fica um blogue que eu sigo... não precisa de muitas palavras para apresentar poi sé um "Delito de opinião"... vão lá visitá-lo vale apena http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/
Caros Bloguistas Militantes
A Justiça é afastou-se dos cidadãos.
Os tribunais não fazem Justiça, aplicam o Direito.
E a diferença entre aplicar regras e fazer Justiça é muita, nem sempre quando se aplicam regras a Justiça é feita.
Essas regras porém, dão-nos um aproximar da Justiça. Não vou entrar nos temas da Filosofia do Direito, mas digo somente o seguinte: não fazendo os Tribunais a Justiça, aplicando somente as regras... quanto mais tarde as regras forem coercivamente aplicadas, mais nos afastamos do conceito ou do ideal de Justiça.
Vamos só aqui acordar uma coisa, entre nós e o caro bloguista militante, daqui em diante neste post, quando eu nós nos referirmos à Justiça, referir-nos-emos à aplicação dass regras ou à instituição em si, nunca por nunca ao ideal de Justiça que todos almejamos.
Devería existir em Portugal, como nos outros países democráticos do mundo, um sistema tripartido bem definido e independente entre si, que só se deveria tocar por questões meramente administrativas e funcionais.
Esse sistema tripartido, é consubstanciado como preconizou Montesquieu na Separação dos poderes Legislativo, Executivo e Judicial.
Os três poderes deveriam vigiar-se uns aos outros, e manter assim o sistema em funcionamento, pois cada um é a salvaguarda de legalidade dos outros dois.
Não é isso que acontece no nosso país em que a "Promiscuídade" intra e inter poderes é mais que evidente.
O Sistema foi adúlterado.
Quando o poder político escolhe per si e restritivamente entre 2 ou 3 partidos os componentes do Tribunal Constitucional, Tribunal esse que deveria ser o garante da Legalidade Democrática da Republica, o sistema está adúlterado.


Quando o poder político legislativo escolhe o Provedor de Justiça, que é a salvaguarada dos cidadãos em relação aos três poderes, o sistema está adúlterado
Quando o Procurador Geral da República, é nomeado pelo Presidente da República, sob proposta do Governo, ou seja quando o dirigente de um dos orgãos judiciais, é indicado pelo orgão executivo e nomeado pelo P.R., o sistema está adúlterado.
Como diz o ditado "À mulher de César não basta sê-lo, tem de parece-lo", e aqui em Portugal a Justiça não parece nem é.
Quando temos taxas para os cidadãos acederem à Justiça, o sistema está adúlterado
Não se pode aceitar que se diga que os tribunais estão sobrecarregados, a justiça é para ser feita e aplicada, não se podem tolerar medidas de desncorajamento de acesso à Justiça por parte dos cidadãos.
A impunidade (devido à não apresentação de queixa/participação devido a não conseguirem pagar taxa de justiça) de meliantes, aldrabões e de empresas que abusam do direito, fazem com que o país fique sem Rei nem Roque.
Mesmo dizendo depois, que os cidadãos podem recorrer à segurança social para pedirem isenção de taxa de justiça, mais uma vez aqui o sistema está adúlterado...pois pede-se ao estado administrativo/executivo a autorização para se poder aceder ao estado judicial... não tem sentido, não faz sentido é contrapruducente e diminuí a confiança do cidadãono Estado, na Justiça, na Democracia e a Sociedade fica instável. Já só indico e não entro no promenor, que uma justiça lenta além de minar a sua própria credibilidade com os atrasos, pois assim os cidadãos não recorrem a ela, dando uma sensação maior de insegurança.
Uma Justiça Lenta atrasa a economia e afasta os agentes económicos, ninguém quer vir colocar empresas num país que é administrativamente lento e quando se recorre à justiça para reparar, travar ou acelerar procedimentos, esta ainda é mais lenta que a parte administrativa.
Uma justiça lenta degrada a Democracia, pois passa para a Sociedade a sensação que os crimes ficam impolutos, transmitindo assim uma sensação de insegurança, incredulidade e outros sentimentos que a falta de justiça provoca.
Para rematar isto tudo, a idade dos juízes... a idade de quem aprecia e julga os nosso casos.
A ponderação dos casos da vida, dos casos de todos nós tem muito a ver com maturidade e com a experiência da pessoa que a aprecia e julga.
Nós temos juízes muito novos, que podem estar muito bem preparados técnicamente, mas falta-lhes o calo... a experiência que lhes daria uma ponderação mais avisada nas decisões que tem de tomar...
Estas são muitas das razões que não se faz Justiça nos tribunais, mas somente se aplica o Direito. O sistema está adúlterado, o sistema é cooporativista e todas as soluções que o próprio sistema propõem, não são para melhorar a Justiça per si...
O sistema está entrópico, por isso tudo o que se autopropõe para melhorar não passa de evolução nas carreiras e para os aliviar de trabalho, claro que existem honrosas excepções.
O sistema tem de voltar a ser independente, e ter a sua "Carreira das Honras" definida.
O sistema Executivo, Governa
O sistema legislativo, faz as leis.
O sistema Judicial, aprecia e aplica a lei.
Defendo que os cargos de:

  • Procurador Geral da República,
  • Vice-Procurador Geral da República,
  • Presidentes de todos os Supremos Tribunais,
  • Os juízes que fazem parte do Tribunal Constitucional
  • Presidente do Conselho Superior de Magistratura,

deveriam ser submetidos a sufrágio popular e dever-se-ia acabar com as escolhas interpares e das nomeações indirectas pelos órgãos legislativo, executivo ou Presidencia da República para esses cargos.
Transferir para o povo a escolha desses magistrados seria o primeiro passo para dar a estes uma maior independência face ao poder político
Dará uma maior responsabilidade no desempenho do seu cargo, pois é eleito por todo um povo, os seus compromisso e lealdades são para com o Estado e para com o povo e não para com o poder político que o nomeou.
A eleição seria obviamente feita de entre os que já fossem magistrados.
Assim já a mulher de César parecia e seria séria.
A evolução na carreira deveria ser, por esta ordem:

  1. Licenciatura em Direito
  2. frequência do S.E.J. (escola dos magistrados
  3. Procurador Adjunto
  4. Procurador da República
  5. Procurador Geral Adjunto
  6. Juiz (1ª Instância)
  7. Desembargador (Relação)
  8. Conselheiro (Supremo).
Todas as etapas deveriam ser passadas por concurso, concorreriam os magistrados ao cargo imediato que tivessem mais de 4 anos na fase de procurador e 3 na fase de juiz.
Para Procurador e Vice-Procurador Geral da República, concorreriam : a partir de Procurador Geral Adjunto até Conselheiro (Supremo).
Para Presidentes de todos os Supremos Tribunais, candidatar-se-iam: Desembargadores (Relação) com mais de 5 anos e Conselheiro (Supremo).
Para Juízes do Tribunal Constitucional: Procurador da República com mais de 5 anos --> Procurador Geral Adjunto --> Juiz (1ª Instância) --> Desembargador (Relação) --> Conselheiro (Supremo).
Presidente do Conselho Superior de Magistratura: a partir de Juiz (1ª Instância) com mais de 4 anos --> Desembargador (Relação) --> Conselheiro (Supremo).
Tendo este sistema a funcionar, teríamos assim uma mais verdadeira separação de poderes, e o povo a exercer a verdadeira Soberania e a Democracia.
Este é o último post do que intitulei "E se lhes déssemos mais que um manguito", tenho a certeza que estas medidas aplicadas Portugal seria um país diferente a partir de amanhã.
A mudança de atitudes, ajustes nas instituições e na forma como trabalham será essencial para um Portugal com outro futuro.
Precisamos de um novo tempo ... para sobreviver...


Novo Tempo Ivan Lins
No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança
No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? NA BRIGADA EVOLUÍMOS SEMPRE E ESTAMOS MODERNAMENTE PREPARADOS PARA OS NOVOS TEMPOS QUE JÁ ESTÃO A DECORRER.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Parte 9 - E se lhes dessemos mais do que um manguito? - Reforma do sistema Executivo

No dia seguinte à vitória do P.S. nas eleições legislativas de 2009. Parabéns ao Vencedor. As declarações dos partidos sobre vitórias ou derrotas mais parecem que a política nesta altura é futebol, nunca ninguém perde e segundo se consta a culpa é do árbitro.
Parece-me claro que quem ganha as eleições é o partido ou coligação que tem mais votos e mais deputados, isso pertenceu ao PS... os outros partidos tiveram menos deputados e menos votos, logo perderam. Quanto aos resultados podem ver todos em :
http://legislativas2009.mj.pt/#none
Caros Bloguistas Militantes
Na continuação do post "E se lhes déssemos mais do que um manguito?" - vamos publicar a Parte 9 - "Reforma do Poder Executivo"
Nem de propósito, este post aparece no dia seguinte às eleições legislativas.
A parte tripartida do Estado que é o Poder Executivo, é também parte importante na teoria de Montesquieu.
Em Portugal para se formar Governo, o Presidente da República deverá, segundo a Constituição, convidar o líder do partido ou da coligação mais votada, para formar Governo.
Então esse líder fará as consultas necessárias e convidará as personalidades que achar mais adequadas para fazer parte do governo.
Depois apresentará o programa de Governo e os seus elementos à Assembleia da República, que dará o seu "agrement".
Ora quanto a mim tudo começa mal ... o Povo na sua sabedoria Democrática, já deu o seu assentimento ao Programa do Partido mais votado, logo não deveria este programa ser novamente indirectamente votado e ratificado pela Assembleia recém eleita.
Isto é desautorizar o povo na sua soberania.
Ainda nesta aspecto, o Governo que irá dar execução ao programa deveria exclusivamente dar execução ao que apresentou nas eleições, ou seja, só deverá governar e para isso está legitimado com o programa que apresentou.
Tudo o que estiver fora do programa e o Governo quiser ver executado, tem várias hipóteses, ou submete medida a medida a referendo ou introduz também em referendo um aditamento ao programa eleitoral.
Não é nada de muito diferente do que se faz na Democracia Suíça, nos E.U.A. ou noutros países.
A legitimação de um aditamento ao programa ou de medidas pontuais precisam de ser de novo postas a escrutínio.
Um Governo só está legitimado para governar segundo o programa que foi a escrutínio e não está legitimado para mais que isso.
Outro aspecto da legitimação Democrática que não existe em Portugal o que por exemplo existe no Reino Unido, é que só neste país só podem fazer parte do governo quem seja Deputado ou Lord.
Isto tem a ver com a legitimação, porque quem governa, tem a confiança da maioria do Povo que foi transmitida através da eleição, e na eleição escrutinamos programas e pessoas.
Só as pessoas que são escrutinadas tem a legitimidade Democrática e popular, para depois nos poder governar.
Se querem estar na política e assumir cargos políticos de Estado tem de passar pelo filtro do escrutínio.
Além de que obrigaria os partidos a repensar cuidadosamente quem são os deputados que vão colocar a concorrer ao parlamento.
Um partido ou coligação que sabe que poderá vir a ter responsabilidades governativas, tinha de colocar cidadãos responsáveis e competentes e capazes para assumir cargos no governo para que a nação possa ser governada como merece.
Retirar ao governo a capacidade de legislar através de Decretos-lei, a câmara a quem a isso compete é a Assembleia da República, basta de contradições entre a A.R. e o Governo.
O Governo governa, a Assembleia legisla.
A separação de poderes tem de ser efectiva.
Por último defendo a implementação da lógica da política americana. O Governo não se cinge só aos cargos de Ministros e Secretários de Estado, estes como afirmei deverão ser todos Membros do Parlamento, mas a acção governativa estende-se para além disso.

Tal como nos E.U.A. as agências e as direcções gerais são "um complemento" do Governo, são cargos de confiança, e esses cargos de confiança deverão ser nomeados pelo Governo e a duração das suas funções deverão cessar assim que o Governo cair.
Agora temos de elencar quais são as agências, empresas e direcções gerais em que oGoverno pode nomear os cargos dirigentes.
Quando falamos em cargos dirigentes, falamos única e exclusivamente das direcções executivas de topo e não de chefias intermédias.
O Governo fica legitimado para executar o programa pelo qual foi eleito no "gabinete" e nestas extensões devidamente consagrada constitucionalmente.
Tal como acontece nos E.U.A quando ganham os Democratas e perdem os republicanos
todo o staff Republicano que fazia parte do gabinete, das agências e das direcções gerais cessam o seu mandato e saem e entram para lá os Democratas... e vice-versa quando acontece os Republicanos ganharem.
Quem ganha deve ter a legitimidade, força e instrumentos completos para poder executar o seu programa.
O Governo de 3 em 3 meses de apresentar à Nação, a percentagem e a efectividade concreta do cumprimento do programa segundo o qual foi eleito, para podermos ir aferindo a execução do mesmo.
Dizia uma frase do 25/4 "o Povo é quem mais ordena", na Democracia a legitimidade e a soberania reside no povo, é ao Povo que quem está à frente das instituições tem de prestar contas, como acontece na maior parte dos países.
Está na hora de nos deixarmos de espectáculos tristes, está na hora de o Povo estar de novo na ribalta... o seu a seu dono.

Espectáculo Sérgio Godinho
Quando
tu me vires no futebol
estarei no campo
cabeça ao sol
a avançar pé ante pé
para uma bola que está
à espera dum pontapé
à espera dum penalty
que eu vou transformar para ti
eu vou
atirar para ganhar
vou rematar
e o golo que eu fizer
ficará sempre na rede
a libertar-nos da sede
não me olhes só da bancada lateral
desce-me essa escada e vem deitar-te na grama
vem falar comigo como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos jogar
Quando
tu me vires no music-hall
estarei no palco
cabaça ao sol
ao sol da noite das luzes
à espera dum outro sol
e que os teus olhos os uses
como quem usa um farol
não me olhes só dessa frisa lateral
desce peça cortina e acompanha-me em cena
vamos dar à perna como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos bailar
Quando
tu me vires na televisão
estarei no écran
pés assentes no chão
a fazer publicidade
mas desta vez da verdade
mas desta vez da alegria
de duas mãos agarradas
mão a mão no dia a dia
não me olhes só desse maple estofado
desce pela antena e vem comigo ao programa
vem falar à gente como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos cantar
E quando
à minha casa fores dar
vem devagar
e apaga-me a luz
que a luz destoutra ribalta
às vezes não me seduz
às vezes não me faz falta
às vezes não me seduz
às vezes não me faz falta
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? É UM ESPETÁCULO ESTAR NA BRIGADA, AQUI DAMOS O SEU A SEU DONO.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Parte 8 - E se lhes dessemos mais que um manguito? - Reforma do sistema eleitoral para a Assembleia da República.

Hoje destaco o blogue O Jumento, não me vou perder muito tempo com apresentações só direi uma frase que o blogue lá tem e que resumo o espírito da coisa "Antes quero burro que me carregue, que cavalo que me derrube", e assim vai vendo o panorama nacional... dêem uma vista de olhos vão gostar. http://jumento.blogspot.com/

Na continuação do post "E se lhes déssemos mais do que um manguito?" Hoje entramos no capitulo 8 - "Reforma do sistema eleitoral para a Assembleia da República." ou seja Reforma do Sistema Legislativo.
Caros Bloguistas Militantes
Na continuação do post "E se lhes déssemos mais do que um manguito?" Hoje tratamos no capitulo 8 do seguinte: "Reforma do sistema eleitoral para a Assembleia da República."
Já fomos um Império... já!
Já fomos grandes, já
Já fomos temidos, já!
Consta que tempos houve que até parecia que sabiamos qual o rumo seguir...
Já fomos um Império... Outros tempos, outros Reis... outros governantes... outro povo... Foi só um desabafo.
Na triologia do poder que protagonizou Montesquieu e que os Estados Modernos seguem (até vir um sistema melhor gizado) temos que o Parlamento é a base do poder legislativo
Os poderes são conferidos, para esta parte do Estado, pelo Povo através da representação delegada.
Num artigo do D.N. lia-se que.
"Portugal já tem hoje o menor número de deputados por habitante de todos os países da Europa Ocidental com apenas 1 câmara legislativa e de vários países com 2 câmaras(...). Países com população em número muito semelhante à portuguesa dispõem de muito mais deputados. (...)República Checa (bicameral), com mais 51 deputados do que os existentes em Portugal, Hungria, que tem mais 156 parlamentares (...) Grécia: parlamento de Atenas tem mais 70 deputados do que o de Lisboa. A desproporção mantém-se nos países que têm cerca de metade dos habitantes de Portugal. A Finlândia, por exemplo, conta com 200 deputados (o equivalente a 400, se a população finlandesa fosse tão numerosa como a portuguesa), a Eslováquia tem 150 (equivalente a 300) e a Dinamarca 179 (358)."
A Democracia Parlamentar tem em teoria duas grandes opções: o Sistema Unicameral e o Sistema Bicameral.
Exemplo disso são os países com:
Sistema Bicameral

  • França: Parlamento bicameral: Senado (Sénat), eleito indiretamente, e a Assembleia Nacional (Assemblée Nationale), eleita pelo voto popular.
  • E.U.A. :Poder Legislativo exercido pelo Congresso, composto pela Câmara dos Representantes e pelo Senado. (Cada Estado tem direito a dois senadores e a um número de representantes proporcionais à sua população.)
  • Reino Unido: Parlamento é constituído por duas câmaras: a Câmara dos Comuns, electiva, e a Câmara dos Lordes, nomeada.
  • Canadá: Câmara dos Comuns e Senado
  • Brasil: Câmara dos Deputados e Senado Federal
  • Japão: Câmara dos Representantes e Câmara dos Conselheiros (formam a Dieta)
  • Rússia: A Assembleia Federal Russa é constituída por duas câmaras - a Duma e o Conselho Federal.

Sistema Unicameral

  • Croácia: Parlamento da Croácia (Hrvatski Sabor)
  • Grécia: Parlamento Helênico (Βουλή των Ελλήνων, Vulí ton Ellínon)
  • Israel: Parlamento de Israel (כנסת, Knesset)

Os que pugnam pela redução do número de deputados na A.R., geralmente utilizam argumentos demagógicos tais como o custo dos deputados, estão a tentar com que a representação Democrática seja diminuída e esta atitude implica que deixamos de ter uma representação real, passando esta a ser fictícia.
Uma Democracia participativa implica que quem nos representa, tenha uma acção interactiva com os cidadãos/eleitores.
Logo quem representa mais de 40 mil eleitores, não consegue representar ninguém, por já terem provas dadas, preconizo que fosse aplicado a Portugal - a secção 2 do artigo 1 da Constituição dos E.U.A. na parte que diz: "O número de Representantes não excederá de um por 30.000 pessoas".
De saleintar que Portugal desde que existe representação parlamentar, (ver Liberalismo), sempre teve 2 Câmaras até à Revolução de 25/4.
No calor da revolução alguns vermelhos ou a própria conjuntura influênciada de leste, resolveram só colocar o povo sob a égide de uma só câmara no Parlamento.
Mas se os revolucionários assim nos colocaram nesta pseudo-Democracia que vivemos, os novos Políticos pretendem até reduzir a representatividade, (com argumentos demagógicos), cortando o número de deputados do Parlamento...
Pois lamento que estes atentados contra a Democracia sejam assim feitos por quem deveria ser o paladino na defesa da própria Democracia.

O absurdo do sistema onde vivemos é que o Povo, cuja soberania é parcialmente passada para a A.R., se quiser ter iniciativa legislativa é impedido administrativa e burocraticamente de o fazer.
O Povo para chegar ao Parlamento depois deste eleito, com iniciativas legislativas, necessita de um mínimo de 50 mil assinaturas, se as consegue entregar ficará depois confinado à agenda política do parlamento, leia-se aos seus interesses, para ver agendado essa sua iniciativa, e muitas vezes estas iniciativas populares são discutidas no parlamento em pacote, sem qualquer dignidade, num tempo que não ultrapassa geralmente 20 minutos.
Ou seja, com este sistema que temos, os Deputados só aos partidos respondem e se os verdadeiros detentores da soberania Democrática quiserem legislar são por eles ignorados.
Isto não se passaria, se houvesse uma reforma tanto das leis eleitorais assim como do modo de funcionamento, composição e números do parlamento.
Se voltássemos ao “regime natural” ou seja à Bicameralidade, com a Eleição de 2 Câmaras no Parlamento aplicando o sistema de rotatividade idêntico ao dos E.U.A. e inspirados na forma de representatividade Alemã, seria um dos passos possíveis para que a representatividade e a Democracia Participativa tivesse outro eco no nosso país.
Voltarmos ao sistema Bicameral com um Senado, que representariam entre outras coisas as forças vivas da sociedade, por exemplo: os cidadãos indicados pelo seu mérito, os cidadãos indicados pelo seu prestigio, as forças representativas dos trabalhadores, as forças representativas dos empresários, da CIP, da CAP, da AIP, as Associações Ambientalistas e outras, também as regiões teriam a sua representatividade com 2 Senadores por região e por último Senadores a serem indicados pelos partidos.
Este conjunto acima indicado, seria no máximo 1/3 deste Senado, estes senadores seriam nomeados, enquanto os outros seriam eleitos.
Os outros 2/3 eleitos uninominalmente, podendo-se candidatar por partidos ou como cidadãos individuais, sendo que todos os membros deveriam ser maiores de 35 anos, seguindo o exemplo dos E.U.A. e do Brasil.
Acrescia o seguinte: o Presidente do Senado seria o substituto do P.R. em caso de impedimento deste. Por isso o candidato a Presidente do Senado deveria ter no mínimo 45 anos e os Membros da Mesa: 40 anos.
Já para a Assembleia da República (Câmara Baixa) teríamos que os Deputados teriam no mínimo 28 anos, sendo que o Presidente da Assembleia deveria ter no mínimo 35 anos e os Membros da Mesa: 30 anos.
Quanto às funções de cada uma das câmaras:
Governo:



  1. Seja qual for o membro escolhido para o Governo, ele tem de ser Membro do Parlamento, quer do Senado quer da Câmara Baixa.

  2. O Governo deixaria de ter a prorrogativa de legislar, a separação de poderes tem de ser mesmo efectiva, a legislação cabe ao poder legislativo.

Parlamento (câmara baixa):
A Assembleia da República tem uma competência legislativa e política geral, a aprovação das alterações à Constituição, as leis das grandes opções dos planos e do Orçamento do Estado, na nossa Democracia, deveria ser instituído a mesma coisa que na Alemanha em que O Chanceler (primeiro-ministro) pode ser exonerado do cargo por uma moção de desconfiança construtiva pelo Bundestag (parlamento), onde construtivo implica que o Bundestag simultaneamente eleja um sucessor; reuniões quinzenais de perguntas ao Governo; interpelações ao Governo sobre assuntos de política geral ou sectorial; apresentação de requerimentos (perguntas escritas) sobre quaisquer actos do Governo ou da Administração; Senado:
Tem como função zelar pelos direitos constitucionais, julgar o Presidente da República, analisar e votar as leis base, comissões de inquérito, rectifiação e alteração da aprovação das alterações à Constituição, estatutos político-administrativos das regiões, como defeni noutro post acabaria com as regiões autónomas e faria a regionalização, retificar as leis das grandes opções dos planos e do Orçamento do Estado, os tratados de participação de Portugal em organizações internacionais, o regime de eleição dos titulares dos órgãos de soberania bem como dos Deputados às Assembleias Legislativas Regionais dos Açores e da Madeira e dos titulares dos órgãos do poder local e o regime do referendo, reuniões trimensais de perguntas ao Governo; apresentação de requerimentos (perguntas escritas) sobre quaisquer actos do Governo ou da Administração, marcação de eleições.
Quanto à forma e período de eleição
As eleições, deveriam ter datas fixas, para se marcarem bem as legislaturas, deveríamos adoptar, o que acontece nos EUA,
Assim
Cessariam ao meio-dia do dia 3 de Janeiro o mandato dos Senadores/Deputados, hora em que os mandatos dos seus respectivos sucessores terão então início.
Senado será composto 120 Senadores
Existem 2 tipos de Senadores os eleitos que concorrem em círculos uninominais individualmente ou por partidos, e os nomeados conforme acima já explanei.
São eleitos por seis anos. A implementação deste sistema logo após a primeira eleição decorrerá uma reunião, os Senadores dividir-se-ão em três grupos iguais, ou aproximadamente iguais. Decorridos dois anos ficarão vagas as cadeiras dos Senadores do primeiro grupo que será o grupo dos nomeados, as do segundo grupo findos quatro anos, e as do terceiro terminados seis anos, de modo a se fazer bianualmente a eleição/renovação de um terço do Senado.
Câmara Baixa será composto por 334 deputados
Na eleição para Deputados, os candidatos concorrem em círculos uninominais individualmente ou por partidos.
São eleitos por Quatro anos. A implementação deste sistema logo após a primeira eleição decorrerá uma reunião, os Senadores dividir-se-ão em dois grupos de 1/3 e 2/3. Decorridos dois anos ficarão vagas as cadeiras dos Deputados do primeiro grupo, as do segundo grupo findos quatro anos, de modo a se fazer bianualmente a eleição/renovação de um terço da Câmara Baixa. As iniciativas legislativas dos cidadãos, serão sempre tratadas com a Dignidade e tempo que os cidadãos merecem.
Limitação de mandatos
Limitemos os mandatos ao máximo de 2, com pelo menos 2 mandatos de interregno, em que quem vencesse não se poderia candidatar ao mesmo órgão durante 2 eleições subsequentes. A aprovação de uma lei como essa deveria ter efeitos imediatos, ou seja, quem já tivesse em exercício à 2 ou mais mandatos, já não poderia concorrer nestas eleições nem nas seguintes.Com a duração máxima dos mandatos, que quanto a mim seria até 5 anos, limitava-se os "maus" candidatos e os "bons" a uma década de governação no máximo.
Estas são as propostas para o poder Legislativo actuar, dar a importância devido ao Parlamento, em que é a casa onde se legisla, a separação de poderes tem de ser efectiva e praticada nesta nossa Democracia, implementação da Regionalização, eleição uninominal dom possibilidade dos candidatos concorrerem individualmente ou por partido.
Está na hora de mudar, porque pelo andar da carruagem estamos a assistir à "Queda do Império" e só poucos estão a dar por isso.





A Queda Do Império - Cantor Vitorino.
Perquntei ao vento
onde foi encontrar
mago sopro encanto,
nau de vela em cruz.
Foi nas ondas do mar
do mundo inteiro,
terras de perdição,
parco Império, mil almas
por pau de canela e marzagão.

Pátria de negreiros
vive e foge a morte,
que a sorte é de quem
a terra amou
e no peito guardou
cheiro de mato eterno,
laranja Luanda sempre em flor.
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA GOSTAVA DE TER FEITO PARTE DAS BRIGADAS DE UM OUTRO IMPÉRIO...COMO NÃO FEZ TENTA MUDAR ESTE.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Parte 7 - E se lhes dessemos mais do que um manguito? - Efectiva implementação do sistema tripartido de Estado- Legislativo, Executivo e Judicial.

Hoje destaco um blogue de uma amiga com quem costumo discutir os assuntos do post que hoje publico. O blogue dela não tem nada a ver com o tema... mas é um blogue giro da vida do dia a dia de uma cidadã atarefada.
http://escadinhas.blogs.sapo.pt/ é só clicar.
Na continuação do post "E se lhes déssemos mais do que um manguito?" Hoje entramos na parte 7 com o TEMA "Efectiva implementação do sistema tripartido de Estado- Legislativo, Executivo e Judicial."



Caros Bloguistas Militantes
Deveria existir em Portugal, como nos outros países democráticos do mundo, um sistema tripartido bem definido e independente entre si, que só se deveria interagir por questões meramente administrativas e funcionais.
Esse sistema tripartido é nos dado por Montesquieu na sua forma de Separação de Poderes: Legislativo, Executivo e Judicial.
Os 3 poderes na concepção de Montesquieu, estão separados, por algumas razões destaco:

  1. Por serem diferentes nas suas funções;
  2. Por serem autónomas nas suas decisões;
  3. Por atingirem objectivos diferentes embora todas para o bem comum,
  4. Para salvaguarda do sistema, pois estando separados e sendo independentes tem como missão proteger o sistema vigiando cada um os outros dois.

Mantém-se assim o sistema em funcionamento, pois cada um é a salvaguarda de legalidade dos outros dois.
Analisando este sistema em Portugal, vemos que não é isso que acontece, aqui a "Promiscuidade" intra e inter poderes é mais que evidente.
O Sistema foi adulterado, o sistema está adulterado, e adulterado o sistema não funciona.

Exemplos há muitos:

  • Quando o poder político escolhe per si e restritivamente entre 2 ou 3 partidos os componentes do Tribunal Constitucional, subvertendo a função e objectivos desse Tribunal que deveria ser o garante da Legalidade Democrática da Republica, o sistema está adulterado.
  • Quando é o poder político legislativo, se degladia na praça pública (ou mesmo que seja em privado) na escolha de um Provedor de Justiça "Independente". Provedor esse que é a salvaguarada dos cidadãos em relação aos três poderes, ao ser escolhido por um partido é condicionando (nem que seja inconscientemente) na sua acção, o sistema está adulterado.
  • Quando o Procurador Geral da República, é nomeado pelo Presidente da República, sob proposta do Governo (Poder executivo) ou seja quando o dirigente de um dos órgãos judiciais é indicado pelo órgão executivo e nomeado pelo P.R., estando aqui também a sua nomeação condicionada (nem que seja inconscientemente) na sua acção, o sistema está adulterado.
  • Quando só aos partidos é que é permitido escolher quem se candidata a deputado que a todos representa, estando este fortemente alinhados com as convicções partidárias que representam, ficando os interesses do país para segundo plano... o sistema está adulterado.

Como diz o ditado "À mulher de César não basta sê-lo, tem de parece-lo".
Existe um afastamento dos cidadãos da indicação dos cargos fundamentais para o bom funcionamento do sistema.
Os partidos através da A.R. ou através do Governo, não se podem arrogar, quanto a nós, de ter a legitimidade de indicar ou nomear cargos cuja função primordial é vigiar quem os elege.
Não pode ser, não tem sentido, é democraticamente desadequado e inapropriado..
Tem de haver uma efectiva separação de poderes.
Tem de haver carreiras independentes nas suas decisões e não condicionadas por terem sido escolhidos pelo partido A ou B.
Estamos numa Democracia, e na Democracia o poder cabe ao POVO. É ao POVO que cabe escolher, é ao POVO que os titulares dos cargos devem satisfação, e não a meia dúzia de Partidos e aos seus interesses.
Estamos em Democracia, e em Democracia Aberta e Moderna. E numa Democracia Moderna, tem de haver eleições para os cargos mais importantes e que a todos representam e tem o dever de salvaguarda para uma possível "Promiscuidade" entre os 3 poderes.
O garante desta situação a salvaguarda da Democracia, tem de pertencer ao povo, que para tomar essas decisões tem de o fazer através de eleições.
Ao contrário do que os políticos apregoam, as eleições de deputados para a A.R. não legitimam tudo, não são uma carta branca, nunca o foram, embora ardilosamente os partidos nos querem fazer crer.
Assim defendo que os cargos de:

  • Provedor de Justiça,
  • 1/3 do Conselho de Estado,
  • Presidentes das Altas Autoridades,
  • Procurador e Vice-Procurador Geral da República,
  • Os Presidentes de todos os Supremos Tribunais,
  • 2/3 dos juízes que fazem parte do Tribunal Constitucional
  • Presidente do Conselho Superior de Magistratura,

deveriam também ser submetidos a sufrágios e acabar com as escolhas interpares e das nomeações dos órgãos legislativo, executivo ou Presidência da República.

Num post posterior direi quais os requisitos que preconizo para se poder candidatar aos diversos cargos.
A ideia de termos duas câmaras um senado e a Assembleia Nacional, com grande parte dos deputados e senadores, serem eleitos uninominalmente, e tendo a rotação dos seus cargos de 2 em 2 anos, também fazem parte desta implementação. (no próximo post desenvolverei a ideia)
Assim como faz parte a regionalização e os órgãos que noutro post já preconizei.

Aqui a ideia essencial é transferir para o POVO a escolha desses cargos.
Isto fará com que estes tenham uma maior independência face ao poder político, dará uma maior responsabilidade no desempenho do seu cargo pois é eleito por todo um povo e é a todo um POVO que deve satisfações, aos nossos interesses não aos interesses de qualquer lógica partidária. Os seus compromisso e lealdades são para com o Estado e para com o povo e não para com o poder político que o nomeou.
Uma Democracia a funcionar desta maneira, cumpria os objectivos da Separação de Poderes.
Assim temos a mulher de César a se-lo e parece-lo.



Coro da Primavera -José Afonso

Cobre-te canalha
Na mortalha
Hoje o rei vai nu

Os velhos tiranos
De há mil anos
Morrem como tu

Abre uma trincheira
Companheira
Deita-te no chão

Sempre à tua frente
Viste gente
Doutra condição

Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores

Livra-te do medo
Que bem cedo
Há-de o Sol queimar

E tu camarada
Põe-te em guarda
Que te vão matar
Venham lavradeiras
Mondadeiras
Deste campo em flor

Venham enlaçdas
De mãos dadas
Semear o amor

Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Venha a maré cheia
Duma ideia
P'ra nos empurrar

Só um pensamento
No momento
P'ra nos despertar

Eia mais um braço
E outro braço
Nos conduz irmão

Sempre a nossa fome
Nos consome
Dá-me a tua mão

Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores

ELE CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO ? A BRIGADA RESPEITA A SEPARAÇÃO DE PODERES, NUNCA INTERFERE NO MENU DA COZINHA, SENÃO AINDA DAVA ARROZ QUEIMADO.

domingo, 13 de setembro de 2009

Aniversários


Caros Bloguistas Militantes
Hoje é um dia de vários aniversários.
Faz hoje 21 anos que entrei para o serviço militar, parece que foi ontem.
Que bem marchava eu ... foi um tempo da minha vida que eu me levantava a horas, comia a horas certas, fazia exercício físico e dava uns tiritos.
Mas não é isso que me faz escrever este post de hoje.
Peço que todos tenhamos um minuto de recolhimento e de refelexão e a razão vou dá-la já seguidamente.
Faz hoje 10 anos pelas 7.30 Horas (hora de colocação dest post) que a 13 de setembro de 1999 eles partiram, eles são:
O Sr. Comandante John Koenig; a Doutora Helena Russell; o Professor Victor Bergman, o Paul Morrow o Piloto Alan Carter, o David Kano, a Sandra Benes; o Doutor Bob Mathias, a Tanya Alexander.
Há 10 anos que a Lua foi lançada fora de sua órbita por uma explosão extensiva dos poços do armazenamento de lixo nuclear, o astro saiu da sua órbita e foi projectado para o espaço.
John Koenig, comandante da Base Lunar Alfa, uma fantástcia estrutura que abrange 311 membros de uma comunidade científica, da qual a Dra. Helen Russel é a chefe da secção médica.
Para saberem mais sobre o acontecimento vejam em http://www.space1999.net/~espaco1999/e1999.htm
Para eles que vagueiam pelo espaço há 10 anos, a nossa lembrança.
Desde aí o Planeta Terra nunca mais foi o mesmo.



ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA JÁ TEM UMA SECÇÃO ESPACIAL, SÓ AINDA NÃO TEM UMA BASE NA LUA.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Parte 6 - E se lhes dessemos mais do que um manguito? - Referendar decisões que não fizessem parte dos programas dos partidos

Deixo-vos o blogue de uma amiga, http://manuelaralha.blogspot.com/ , que apesar das voltas que a vida dá, não perdeu o seu sentido de humor que sempre lhe conheci e reconheci.
Para ela um grande beijinho... deem uma vista de olhos pelo blogue e digam se eu tenho ou não razão.
Caros Bloguistas Militantes
Na continuação do post que publiquei no ínicio de Agosto aqui vai a
Parte 6 - E se lhes dessemos mais do que um manguito?
O tema de hoje é : Referendar decisões que não fizessem parte dos programas dos partidos
A Democracia que está na base de todos estes posts, é algo que deve ser participativo.
O povão tem de participar e não alhear-se.
O facto de através do voto passarmos a nossa quota parte de soberania e de consentimento para os partidos, isso não é uma condição SINE QUA NON, de nos alhearmos da Democracia.
Não é um cheque em branco que nós passamos, nada disso.
Até porque, eu defendo esta teoria: Nós só passamos para os partidos a soberania, a legitimidade e o consentimento somente sobre o programa que se apresentaram, que nos apresentaram às eleições.
Todas as decisões que ficarem para além disso não podem ser tomadas pelo partido ou partidos que ganharam as eleições pois não estão, quanto a mim legitimados para tal.
A legitimidade democrática, não reside numa maioria ou numa absoluta maioria, ela é balizada pelo programa que lhe deu origem, tudo o que fica para além desse programa, quer os políticos gostem ou não, não tem legitimidade para o fazer.
A vida evolui todos sabemos, são necessárias medidas extraordinárias após uns meses de governação... mas para medidas extraordinárias tem de haveer atitudes e legitimidades extraordinárias, e isso só se consegue se : Se referendar as medidas extraordinárias que se quer fazer, ou, no caso de serem muitas, fazer uma adenda ao programa de governo e submete-lo novamente à decisão do povo para legitimá-lo.
Se repararem bem, não estou a pedir e a sugerir mais que um misto da sociedade Helvética e da Americana (EUA).
Nesses países o referendo serve para tomar decisões locais, regionais e nacionais.
A medida é simples... está fora do programa .. tem de ser referendado.
Excepção feita como é óbvio a parte dos impostos... e com muitas ressalvas.
E assim estaríamos mais próximos da Democracia plena.
Mas "How many roads must a Democracy walk down Before you call him a Democracy? "
Espero que não muitas. Espero mesmo.


Blowin' In The Wind - Bob Dylan
How many roads must a man walk down
Before you call him a man?
Yes, 'n' how many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand?
Yes, 'n' how many times must the cannon balls fly
Before they're forever banned?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.

How many years can a mountain exist
Before it's washed to the sea?
Yes, 'n' how many years can some people exist
Before they're allowed to be free?
Yes, 'n' how many times can a man turn his head,
Pretending he just doesn't see?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.

How many times must a man look up
Before he can see the sky?
Yes, 'n' how many ears must one man have
Before he can hear people cry?
Yes, 'n' how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTIAS, NÃO HÁ? NA BRIGADA OS PROGRMAS SÃO CUMPRIDOS À RISCA, E O QUE SE JA EXTRA TODA A BRIGADA SE PRONUNCIA E VOTA.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Parte 5 - E se lhes dessemos mais do que um manguito? Obrigatoriedade do voto para todos os cidadãos.

Hoje destaco um blogue giro, que se chama Arcebispo de Cantuária.
É um blogue singular que só mesmo indo ver é que se perceber.
Divirtam-se em ... http://arcebispodecantuaria.blogs.sapo.pt/
"A dúvida é uma homenagem prestada à esperança"Lautréamont, Isidore

Na continuídade do post base "E SE LHES DÉSSEMOS MAIS QUE UM MANGUITO", hoje bordamos o tema "Obrigatoriedade do voto para todo os cidadãos, acabar com a obrigatoriedade de se votar só ao domingo e a possibilidade de se poder exercer o voto em qualquer urna."
Caros Bloguistas Militantes

Vivemos em Democracia.
O viver em Democracia dá-nos a oportunidade de ter Direitos, mas também a obrigatoriedade de termos deveres.
O preço da Democracia e da Liberdade é a eterna vigilância, já alguém o disse em tempos idos.
Um dos deveres da Democracia, para o sistema se manter a trabalhar sem que descarrile, é o voto.
E o voto tem uma importância fundamental em Democracia, não sendo o único é talvez de todos o factor mais importante.
Desde os tempos dos gregos, na sua peculiar Democracia, que os cidadãos (e não vamos entrar em promenores das mulheres e dos escravos, não é altura para essa discussão agora) decidiam os destinos da nação pelo voto.
A Democracia evoluíu entretanto tomando várias caminhos, e não existe um só tipo de Democracia, mas sim vários tipos de Democracia.
Porém todas elas tem pelo menos um tronco em comum, o voto.
Hoje em dia o voto, serve não só para escolhermos os candidatos que nos querem governar, mas também e pricipalmente para passarmos a nossa quota parte de soberania para uma assembleia que nos representa, para passarmos a decisão e a responsabilidade para aqueles que nos representam e que nos "convenceram" através de um programa pré estabelecido ao qual nós votando aderimos.
Digamos que o voto, mal comparado, é um contrato de adesão.
Os candidatos possuem um programa, que nos apresentam a nós povo, e nós, povo, vinculamo-nos a esse programa através do voto.
Se já leram os nossos posts anteriores, sabem que nós defendemos que quem é eleito através deste sistema, só deverá implementar estritamente o que foi acordado ou seja o que nós aderimos ou se quiserem o que nós concordámos em contratualizar.

Seja como for, a Democracia tem de ser vivida plenamente, e tem de ser vivida com acção e nunca por omissão.
Não poderão existir desculpas do género: "ah, e tal não vou votar,porque eles são sempre os mesmos" ou "Vou votar para quê se tudo fica na mesma".
Não, esta desculpas não poderão existir, trata-se da vida colectiva que temos de orientar e ao omitir a nossa opinião, primando pela nossa ausência na urna de voto é algo que fere de morte a Democracia.
Deixar a outrém as nossas decisões, não as passando a estes legitimamente, é algo que poderá por corolário descambar em autoritarismo, ditadura ou algum despotismo do género.
É que poderá haver para aí alguém que se lembre de dizer: já que não querem votar e escolher livremente, então só a élite é que escolhe e vocês só obedecem...
Não, isso não pode acontecer. Não nos podemos alhear do que se pasa no país e no mundo.
Já coisa diversa é ir votar e deixar o seu voto em branco ou anulá-lo, provocando abstenção ou demonstrando a sua não concordância com o funcionamento do sistema. Entre uma atitude de Omissão e entre uma atitude de abstencionismo provocado através do voto branco ou a demonstração do descontentamento através do voto nulo a diferença é abismal. A segunda parte, ou seja, o voto branco e/ou o nulo, demonstrarão a percentagem de descontentamento existente em determinado povo, obrigando assim os decisores políticos a repensar as suas estratégias, rever as suas posições e implica obrigatoriamente uma mudança... o sistema assim o exige.
E quem já leu os meus posts anteriores, identificará o que é que queremos dizer com mudança, por exemplo: os circulos uninominais, a regionalização, as candidaturas individuais ou em grupos de cidadãos para as assembleias de freguesia ou municipais ou regionais ou na bicameralidade que nós defendemos... E tantas outras que já referi. No Brasil, e só para dar um exemplo, pois existem mais países em que isso acontece (apesar de alguns devido ás suas jovens Democracias ainda não tirarem as ilações devidas) existe o voto obrigatório, e os cidadãos que não vão votar tem de justificar porque é que não o fizeram.
Uma das consequências é serem-lhes vedado a possibilidade de concorrer a um lugar público, quem não quer saber do bem público também não tem direito a usufruir dos seus lugares.
Julgo, e digo isto só porque ouvi, não sei se corresponde à verdade, se quiserem certificados passados pelo Governo Federal Brasileiro, pagam multa por não terem ido votar, mas como eu disse isto é fruto do "ouvi dizer" não confirmei.
O compromisso entre o cidadão e o Estado, e entre estes dois e a Democracia é assumido contratualmente através do voto obrigatório.
Todos os cidadãos vão votar e ponto final, é quanto a mim um dos deveres/obrigações da Democracia que tem de ser cumpridos.
Assim todos tem a legitimidade de apontar o que está bem e o que não está bem, porque viver em democracia e não cumprir os seus deveres e querer só os seus direitos, e depois andara para aí a mandar bocas que "isto assim ou assado" mas nada fizeram para mudar... não está nos ditames democáticos.
"Obrigatoriedade do voto para todo os cidadãos" é o que nós defendemos, e mais que não seja por respeito, aos que lutaram e deram a vida por isso em tempos idos, quer tenha sido no tempo dos reis, quer da revolução fancesa ou americana, quer tenha sido ncontra as ditaduras dos países mais escondidos do mundo.
Mas a obrigatoriedade de votar não será imposta assim per si, seria acompanhada com a abolição da lei que só nos permite votar ao domingo. Temos em Democracia direitos e deveres, e é também dever da Democracia não nos retirar o Direito de descansar e poder ir arejar nos dias de descanso colectivo, que é como quem diz obrigar todos a ficar na sua cidade, vila ou aldeia, pelo facto de Domingo ser dia de eleições.
Nos E.U.A. e na Suiça, são exemplo de países onde se vota em qualquer dia da semana.
A economia não se pode sobrepor à Democracia impondo-lhe só determinados dias para se votar. Por isso defendemos que as eleições possam ser marcadas para qualquer dia da semana e com o horário alargado para se poder ir votar ou seja das 7 da manhã até à meia noite.
Eu passo a explicar, não seria mais apelativo ao exercicío do voto de por exemplo ir votar depois de sair do emprego, ou na hora de almoço, ou depois da hora de jantar... em vez de nos estar a "lixar" o fim-de-semana inteiro só porque temos a obrigatoriedade de votar ao Domingo?
É que ainda por cima, inteligentes como são as pessoas que marcam as eleições, conseguem marcar para domingos em Junho ou Julho, quando está calor e o pessoal quer é ir para a praia... e depois ainda se queixam...
Não posso condenar com este estado de coisas, as pessoas que preferem descansar no campo ou na praia depois de uma semana fatigante de trabalho em deterimento de irem votar.
A Democracia assim o exige, mas o bom senso manda que para essa exigência sejam tomadas providências, como por exemplo : o não se votar aos Fins-de-semana, é que colidem aqui dois direitos/deveres, que um ficará sempre a perder.
Depois admiram-se de tanta abstenção...pois claro...
Obrigatoriedade de votar sim , mas com as devidas salvaguardas.
E convenhamos, que na época da informática, esta já se encontra avançada o suficiente, nós que já colocámos o Homem na Lua, que vamos ao espaço... querem ver que não existirá uma maneira de uma pessoa votar em qualquer secção de voto, seja em que distrito estiver?
Claro que existem equipamentos e software informático que iriam permitir isso, mas os políticos estão interessados em manter este Status Quo e deixar a coisa andar.
É que por exemplo para quem trabalhe na baixa portuense, lisboeta ou coimbrã ou noutra qualquer, ir exercer o seu direito de voto na hora de almoço a uma qualquer secção perto do seu trabalho e ser feita a nível nacional a descarga respectiva para a secção de voto onde pertence, seria algo que poderia reduzir o nível abstencionista.
Temos também de facilitar a vida aos cidadãos, existe a tecnologia, porque não o fazer?
Isto já para não falar em termos a possibilidade de votar informáticamente, através do nosso PC sem sair de casa. Também não é dificil de conseguir, e também não é dificil de manter o anonimato e a confidencialidade do voto.
Poder-se-á fazer isto por etapas, primeira etapa, deixarmos de votar ao Domingo.
Segunda etapa, podermos votar em qualquer secção de voto independentemente do distrito onde nos encontramos (até já começamos a ter o cartão do cidadão com toda a informação), sendo depois o seu voto descarregado para a secção onde originariamente pertence, para lá ser contabilizado.
Terceira etapa, implementar o voto electrónico de modo a podermos votar sem sair de casa.
Teríamos assim ao final da terceira etapa uma escolha, ou votamos em casa ou deslocamo-nos á urna de voto, mas pelo menos abrir-se-á um leque de possibilidades para irmos votar.
Ou votamos através do nosso portatil na praia ou deslocamo-nos á urna de voto.
Caros Bloguistas Militantes
Estas são as pistas e ideias que vos deixo... mas que temos de mudar...lá isso temos... nem que os obriguemos...
Temos de ter finalmente uma terra de Esperança .. já que de glória parece que já tivemos a nossa quota parte.






Land of Hope and Glory
Land of Hope and Glory, Mother of the Free,
How shall we extol thee, who are born of thee?
Wider still, and wider, shall thy bounds be set;
God, who made thee mighty, make thee mightier yet!
Truth and Right and Freedom, each a holy gem,
Stars of solemn brightness, weave thy diadem.
Tho' thy way be darkened, still in splendour drest,
As the star that trembles o'er the liquid West.
Throned amid the billows, throned inviolate,
Thou hast reigned victorious, thou has smiled at fate.
Land of Hope and Glory, fortress of the Free,
How may we extol thee, praise thee, honour thee?
Hark, a mighty nation maketh glad reply;
Lo, our lips are thankful, lo, our hearts are high!
Hearts in hope uplifted, loyal lips that sing;
Strong in faith and freedom, we have crowned our King!
ELE HÁ CARAGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA FAÇA CHUVA, FAÇA SOL, FAÇA VENTO OU CALMARIA. A BRIGADA VOTA SEMPRE, SEJA NOITE OU SEJA DIA.