Olá caros e caras bloguistas Militantes
Eu sou um pouco para o distraído, não reparo no essencial e vejo o que é mais secundário, isso tem-me trazido experiências diferentes...
E vai daí que dei por mim a pensar que o Natal deve estar por aí a chegar.
E como é que o "je" chega a esta conclusão?
Fácil, na TV é só anúncios para os putos, é uma espécie de pensamento pavloviano para mim, dá anúncios para putos logo vem aí o Natal... cada um tem a raça de cão de Pavlov que merece...
Mas vejam, ele são as "Barbies" que cospem, são as "Barbies" que vêem com o "Ken" e mais o carro ganho no euromilhões, com preservativos, sim porque temos de ter cuidado, se os putos resolvem deitar as "Barbies" com os ken, com estas novas tecnologias ainda ficamos com a casa cheia de "Nenucos"... e depois não há lugar para tantos bonecos.
Nós somos um povo de uma cultura extraordinária, criticamos culturas alheias por dá cá aquela palha, por ensinarem dogmas castradores às suas crianças, religiões de origem duvidosa, de ensinarem ás crianças que explodir é uma alegria se for perto de Israelitas e que assim têm o Ceú e virgens por sua conta...etc... etc...
Devíamos olhar para nós primeiro, para o nosso umbigo ( parece que só olhamos para o umbigo quando não devemos ou por razões erradas) e vermos que andamos a incentivar os nossos putos para aderirem em massa ao consumismo.
Já viram ou melhor já olharam bem para os anúncios?
Os "jingles" que até nós repetimos, já não cantamos canções populares, cantamos ou relembramos "jingles" de anúncios, são o nosso folclore nacional.
E são um apelo ao compra, compra, gasta, gasta, abram alas para o Noddy com a carteira a chiar... abram alas para o Noddy já não há mais dinheiro para gastar... e os putos a pedinchar... e a berrar...
Ninguém quer admitir, mas o Natal, neste momento, é só TV, vaidade e consumismo, perdeu-se toda aquela magia que existia, todo o seu significado.
Esta febre do Natal, em que parece mal não oferecermos ao tio do primo do cunhado da vizinha, já parece o antigo anúncio do "Porto Ferreira"... chegava para todos... e é assim que nós estamos... temos de chegar para todos... se não, parece mal...
É uma febre que nos expõe ao ridículo, é uma febre que nos faz cair na tentação das lojas dos 300, e lá estamos ridiculamente a oferecer inutilidades pró menino e prá menina.
Até mudam os horários dos hipermercados para abrirem ao domingo e à noite ficarem até mais tarde, isto para nos darem a possibilidade "feliz" de termos um horário mais alargado para largamos o dinheiro da carteira.
Consumir, consumir, gastar, gastar, para os hipermercados marchar, marchar.
Depois isto, torna-se assunto televisivo, e acho "piada" à maneira como os espectadores são orientados para transmitirem determinada opinião, nos programas da RTPN e SIC Noticias, para que exijam que os Hipermercados abram ao domingo.
O programa deveria era ser " Devemos alargar o horário de fazer saltar o dinheiro da sua carteira"...
Mas isto é uma teia bem urdida. Duas semanas antes falam no assunto, e repisam-no até à exaustão, que é injusto estarem as superfícies fechadas e pintam a manta a dizerem que está mal, que as pessoas tem de ir ás compras ao Domingo e o diabo a 7.
Para depois, subrepticia e inocentemente fazerem inquéritos sobre o assunto e obterem uma maioria de respostas favoráveis.
Somos uma cambada de tótós influênciaveis.
Eu não sei como é que antes, os seres humanos conseguiam sobreviver sem hipermercados.
Ser humano, esse animal estranho, que sobrevive nas mais inóspitas condições extremas de fecho dos hipermercados ao domingo.
Que fariam eles ao fim de semana quando nada disto existia?
Que vida monótona deveriam levar, sem centros comerciais, com mercearias a cheirarem a bacalhau, ai que nojo...
E eu, que ainda me lembro, que as azeitonas vinham embrulhadas em papel pardo cinzento, e só chegava meio pacote a casa... que saudades.
Com isto tudo, todos nos parecemos esquecer dos funcionários, que também tem direito a ficar com a família, pelo menos uma vez por semana...
E hipócritas, como somos, para iludir esta nossa veia consumista, só nos lembramos dos desvalidos, dos sem abrigo, dos necessitados... no Natal... só que Natal para eles é todos os dias.
Sim, o dinheiro não é tudo... ou estarei enganado?
Eu cá por mim adoptei uma postura simples, uma Postura inspirada na canção do Cantor/compositor Mário Mata (adpatado claro, o título nao o cantor) "Não há prendas para ninguém".
Claro que não recuso se mas oferecerem, mas... não retribuo.
Recuso-me a entrar em Natais comerciais, onde os produtos começam a aumentar em Setembro e sobem constantemente até ao dia 24 véspera de Natal.
E depois, vemos os preços, no dia 26 passarem de uma espécie de permanente com coloração e massagem, para um corte rente á escovinha.
Digam-me que não sentem uma raiva a crescer dentro de vós, quando veem que compraram uma prenda que no dia 26 de Dezembro custa 50 ou 75% menos que o preço que vocês pagaram dois ou tres dias antes.
Não tem vontade de mandar os comerciantes a uma [asneira] qualquer?
Quando eu quero oferecer, faço-o com amor e carinho, não por obrigação de determinada data, faço-o durante o ano... mas no Natal não.
Gosto no entanto, da postura de uma determinada família que eu conheço, que são cerca de 16 pessoas, em vez de terem de comprar 15 prendas baratas para cada um e que depois seriam inutilidades para ficarem lá em casa, optaram por outro procedimento, que é o seguinte:
Eles fazem um sorteio, em que é distribuído individualmente um determinado membro da família (seja ele irmão, pai, tia, cunhada, etc...).
Assim,em vez de gastar dinheiro em 15 prendas, escolhe e gasta dinheiro numa prenda só, para o membro da família que lhe calhou no sorteio.
Consulta os outros membros sobre qual a prenda adequada (aquelas coisas que fazemos para oferecermos algo de qualidade), e assim na noite da consoada ou no dia de natal cada membro da família recebe uma só prenda.
Mas é uma prenda de qualidade, boa, prática, que lhe faça falta ou algo que a pessoa desejasse, assim poupam dinheiro, e ganham em felicidade.
Eu que sempre fui uma pessoa prática, e de gostos refinados, sempre gostei das prendas práticas, fossem elas meias, camisolas tricotadas à mão ou canetas Mont Blanc, nunca me calharam as canetas Mont Blanc... mas não perco a esperança... pois é Natal.
E se insistirem em me oferecer uma boa prenda, uma prenda de qualidade... olhem ofereçam-me a "Claúdia Vieira" tal e qual está no anúncio da "Triumph" isso sim é que era Na ... tal... era um Natal Feliz... ai pois era... Olé.
Natal dos simples
Letra José Afonso
Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro
raparigas solteiras
Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas
Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte
Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra
Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza
Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos
anda à noite à ventura
Ele há cargas fantásticas, não há? Mas no Natal não há cargas para ninguém, só filhoses e rabanadas e fatias douradas.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Só se lembram dos caminhos velhos...
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Cabo Napol "eao"
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Cavaleiros(as) Carregaram
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Ande de transportes públicos
Caros Bloguistas Militantes
Estou convencido que o nosso primeiro ministro, Sr. José Sócrates, lê este blogue.
Não digo isto levianamente... não... tenho a certeza absoluta.
O que torna isto num blogue oficial do governo... o que já não sei é se gosto... a menos que haja verbas do orçamento alocadas para mim ...eheheeh.
"Postei" anteontem, um post sobre a saúde, com uma série de sugestões.
Ora o nosso primeiro ministro, estava sem ideias, e pensava que novas medidas irei eu apresentar para o debate do orçamento de ontem , pensou ele ... e disse , deixa cá ir "à carga da brigada ligeira" que lá deve haver umas ideias catitas.
Se bem pensou, melhor o fez, e , ontem na A.R. (Assembleia da República) anunciou medidas governamentais para os dentes. ... o que revela que acolheu as ideias do blogue.
Não, ele não procedeu a uma standarização do tamanho dos dentes que todos temos de ter... mas anunciou uma medida que fazia falta e que referi no meu último post.
Agora as grávidas, as crianças e os idosos serão comparticipados nos dentistas pelo Estado.... já é um começo... e até que enfim... ainda falta a restante população, mas já é um começo...
Se soubesse já tinha dito mais cedo ... eheheheh
Bom, tirando este pequeno "fait divers", vamos ao cerne da questão...
Sim porque se fossemos ao "Cherne" da questão teríamos de ir a Bruxelas ... ok .. é um trocadilho mas não o vou explicar... se quiserem deixem um post que eu explico...
Ande de transportes públicos! - dizem-nos eles com afã...
Leia-se eles como sendo o Estado... os operadores de transportes públicos, os ambientalistas e aqueles (a maior parte dos povos europeus) que já estão na 3ª geração do automóvel.
Eu já estou na 4ª geração que para mim o transporte deveria ser como na Star Treck através de teletransporte... como eu sonho como isso... nunca chegava atrasado... talvez com o cabelo molhado mas atrasado não...
Em termos mundiais... bom em termos Europeus, para ser mais realista, essencialmente é assim :
A 1ª geração automóvel, retrocede ao final do SEC.XIX e até meio do SEC.XX, em que ter um carro era um luxo, não era para todas as bolsas.
A 2ª Geração automóvel, para a maior parte dos países europeus, note-se, teve o seu auge entre 1960 e 1990.
Altura em que o automóvel se massificou, todos queriam ter um ... dava status ... e empenharam-se, desunharam-se, para ter o seu bólide.
Desculpas, eram várias e variadas, ou que era necessário para o trabalho, ou porque o vizinho tinha um, ou porque a alguém na família via na tv gostava e sonhava com um , etc...
E assim se originou e ainda origina grandes filas de trânsito, acidentes, engarrafamentos, estradas que impermeabilizam o solo, que desmatam e desflorestam, etc... e onde perdemos preciosas horas da nossa vida atrás uns dos outros.
E a 3ª Geração, em que o automóvel é mais para os fins de semana e férias, deixou de ser massificado, já não se leva o dito cujo para o trabalho, e opta-se pelos transportes públicos... ( que naqueles países são eficazes, confortáveis, bem planificados, são frequentes, e chegam ao destino que queremos).
Mas caros Bloguistas, apesar dos apelos de "ande transportes públicos", o certo é que atravessamos uma época em que o Capitalismo Selvagem está a ser isso mesmo... selvagem.
E contraria todos estes argumentos dos que a isso apelam, contraria os que pelo ambiente lutam e espezinham os que por uma vida melhor por nós lutaram e tombaram.
No tempo em que existiam 2 blocos, existia um temor, se algum passo em falso era dado, poderia mudar a sociedade ideologicamente, alterando assim o equílibrio mundial.
Existiam ideias e ideais, posições e bandeiras a defender, como a democracia, a liberdade... entre outros e obrigavam o Capitalismo a ser mais "Social", mais maleável, as desigualdades estavam menos vincadas.
Não é menos verdade que os tempos da guerra fria, eram tempos de guerra suja, de acordos secretos, de manobras dilatórias , perscutórias e enganadoras, mas o certo, é que mesmo com esse incerto nós sabíamos com que contávamos.
Exactamente, é isso mesmo, sabíamos com o que contávamos, estávamos (e continuamos a estar) sob uma ameaça nuclear, mas sabíamos os valores da sociedade... mesmo esta evoluindo lentamente.
Os fantasmas da industrialização dos finais do SEC XIX, já tinham passado, a sociedade teve tempo de se adaptar, os seres humanos já não temiam as máquinas , e apreenderam a "conviver" com elas, com o lucro e com o progresso.
A sociedade estava ocupada e preocupada, fazia a sua vidinha, as coisas fluiam e evoluiam, o desemprego, esse, era flutuante, mas controlado e controlável, ou seja só até à queda do muro de Berlim.
Antes fizemos nós uma revolução em Portugal, uma revolução mais ou menos exemplar... do estilo "foi porreiro, pá", foram vocês agora somos nós.
Mas outros, noutros países, fizeram sangrentas revoluções e lutas, e greves....
Mas todos com o mesmo fim, com ou sem sangue, com ou sem nacional porreirismo, fizeram-no para adquirirem direitos, que se tornaram inelianáveis, tombaram tantos para o progresso e o bem estar de muitos mais
E de repente, cai um muro, uma queda há muito desejada, e uma reviravolta e zás... desmorona tudo... não tinhamos preparado o futuro, desejamos a queda do muro... mas não nos preparámos para o embate.
Mas tudo muda, e a queda do muro trouxe-nos uma liberdade aparente... mas também trouxe consigo preocupações...
Sim, já soubemos com que o contámos.
E o capital também, perante esta apatia... tornou-se selvagem... sem valores... só eles sabem "contar"
Se é verdade, (pelo menos para mim) que se colapsou uma sociedade "pseudo-colectivista" e massificada, em que ( e parafraseando os Pink Floyd) "o individuo é mais um tijolo na parede", é mais uma ovelha para o pasto.
Passámos a ter no mundo, um só tipo de sociedade... ou a caminhar a passos largos para aí... ou seja, para uma sociedade massificada, não colectiva mas individualmente ( parece um paradoxo mas todos sabemos e sentimos que não o é), de vontade estrategicemente e esteticamente orientada.
O individuo é controlado através da sua vaidade, de lhe incentivarem necessidades que ele nunca precisaria, mas como o vizinho tem... e passa na tv...
Assim é mais fácil de controlar... controla-se melhor um individuo que uma multidão, mas como conseguimos o feito de confundir a multidão com o individuo, temos uma multidão individualizada com pensamento único... estrategicamente controlado.
Bem diziam os anarco-sindicalistas, que "O Capitalismo é a exploração do homem pelo homem, e o Comunismo é ao contrário".
Ficámos com mais do mesmo... e ainda por cima com a pior parte.
Mas, esta é uma fase de mudança, de adaptação, transição, chamem-lhe o que quiserem.
O certo é que estas fases têm custos... e os custos... Caros Bloguistas Militantes, são sempre cobrados... e quem os paga são sempre os mesmos.
Por isso fico piurso, quando vejo os nossos manda-chuva dizerem para andarmos de transportes públicos... e vejo que aqui pelo burgo, são só contradições:
1- O metro encerrou as bilheteiras na maioria das estações e passou a maioria das estações para máquinas automáticas.
Os trabalhadores foram dispensados e os gordos lucros aumentados.
Cheguei ao metro do Rossio, com uma nota de 20 Euros, não tinha moedas e a máquina recusa a nota por ser demasiado "alta", e cá o "je" que estava com pressa, teve que sair da estação, e vir trocar a nota cá fora, porque estes [asneira] resolveram tirar os humanos da linha de produção.
2- Não foi só o Metro, com a CP é a mesma coisa, queremos apanhar o comboio na linha de Cascais, por exemplo, e nessa linha a maior parte das estações, não tem humanos a trabalhar na linha de produção (leia-se bilheteiras) e na CP é pior, porque as máquinas ou recusam as notas ou estão avariadas ou vandalizadas.
3- A Carris vai pelo mesmo caminho, retiraram os cobradores ( já lá vão uns anos) e passaram os motoristas a cobrar, mas nos eléctricos articulados, os que fazem a carreira 15, a carreira que mais turistas tem, o motorista vai isolado e não faz de cobrador, foram colocadas máquinas par vender bilhetes, só que pasme-se a máquina só aceita única e exclusivamente moedas, notas está quieto... não aceita.
Ou seja quem não levar moedas não tira bilhete, e se aparece o fiscal... bom deixo á vossa imaginação intuir o que se passa depois...
Ainda se com a poupança de custos com humanos se traduzisse numa melhoria do material circulante, nós ainda seríamos mais condescendentes, mas isso não se verifica.
O contacto com seres humanos é importante na nossa sociedade, de que vale ter tudo mecanizado, se depois isso se traduz em milhões no desemprego?
E falei nos transportes, mas a banca e em quase todo o sector terciário o mesmo acontece, qual de vós não teve já um caixa de banco a dizer, porque é que vem aqui, utilize o multibanco, não vendo eles que estão a auto-aniquilar os seus empregos, ao incentivar que o trabalho deles seja feito por máquinas.
Além disse o multibanco não dá moedas, e se eu quiser levantar o dinheiro todo não consigo, tem muitas vantagens, é verdade, não nego, mas também tem os seus contras.
Além disso, não percebo que raio de comissões bancárias é que uma rotina de computador pode cobrar, os bnacos estão sempre a cobrar essas comissões... mas enfim são mistérios da informática... e quanto a isso eu "é mais bolos"
Diz o filósofo que "o trabalho dignifica o Homem".
Quanto mais afastarmos o trabalho do ser humano, substituindo-o por máquinas e não precavendo as consequências e as necessárias adaptações, o resultado vai ter custos, políticos, económicos, sociais, comportamentais, que não sei se estaremos dispostos a pagar.
Os valores há muito que estão a ser substítuidos... será que por bons? será que por novos? será que algum valor está a tomar o lugar dos antigos? que será, que será...
E depois os capitalistas esquecem-se de que quem está desempregado não tem recursos financeiros/económicos para consumir.
Ora o consumo é a "alma mater" do capitalismo... se não há consumidores eles não tem o seu ávido lucro que o selvagem capitalismo agora lhes proporciona.
O fosso que está a ser cavado entre os muito ricos e os pobres tem de parar de ser cavado.
Sublinho o dito de Olof Palm " Não quero acabar com os ricos, o que eu quero é acabar com os pobres".
Andem de transportes públicos dizem eles... pois bem então comecem por dar o exemplo e andem eles primeiro.
Antes que nós nos lembremos de tempos passados e façamos uma revolução....ou outra locura qualquer... até lá olhem ... vou a pé...
MADRUGADA - José Luís Tinoco
Dos que morreram sem saber porquê
Dos que teimaram em silêncio e frio
Da força nascida do medo
Da raiva à solta manhã cedo
Fazem-se as margens do meu rio.
Das cicatrizes do meu chão antigo
E da memória do meu sangue em fogo
Da escuridão a abrir em cor
De braço dado e a arma flor
Fazem-se as margens do meu povo
Canta-se a gente que a si mesma se descobre
E acordem luzes arraiais
Canta-se a terra que a si mesma se devolve
Que o canto assim nunca é demais
Em cada veia o sangue espera a vez
Em cada fala se persegue o dia
E assim se aprendem as marés
Assim se cresce e ganha pé
Rompe a canção que não havia
Acordem luzes nos umbrais
que a tarde cega
Acordem vozes, arraiais
Cantam despertos na manhã que a noite entrega
Que o canto assim nunca é demais
Cantem marés por essas praias de sargaços
Acordem vozes, arraiais
Corram descalços rente ao cais, abram abraços
Que o canto assim nunca é demais
O canto assim nunca é demais
Ele há cargas fantásticas, não há? Mas são mais rápidas se formos de transportes públicos
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Cabo Napol "eao"
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Cavaleiros(as) Carregaram
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
De baixa pela Caixa... que sorte não acha?
Caros bloguistas militantes
Passei 4 dias numa estância de férias e não paguei nada. (tenho "T" no meu cartão)
Até parece que ganhei a estadia, num daqueles telefonemas que nos fazem para casa a promover agências de viagens, e que nos oferecem estadias em hóteis...
A estância chama-se "Egas Moniz" e fica ali para os lados de Alcântara...
Para quem não é de Lisboa... eu deslindo... estive 4 dias no Hospital com uma tal de Litiase renal.
Dentro do género, foi uma estadia agradável, tirando as dores, as sopas sem sabores ( por acaso não estavam nada más), e a confecção do peixe que enfim... deve ser de uma qualquer "cuisine" especial que leva tempo a nós nos habituarmos...
Enfim ... já lá vai ... ou quase...
Constatei que não existem uma série de condições nos nossos hospitais, tem horas para tudo o que acho muito bem ( agora faço 6 refeições diárias... nem tudo foi mau), o banho é também a horas certas... só que... não havia toalhas... tínhamos de nos limpar a lençóis.
Dão-nos um pijaminha... todo catita... modelo único para todos... mas tem um padrão agradável... só que roupão... não havia... quer dizer... havia mas não chegava para todos.
A TV só tinha os 4 canais, e sem comando pois já era o 3º que roubavam... de TV estava fraco... mas assim sempre deu para nos ausentarmos do mundo um pouco.
O meu companheiro de quarto era um espectáculo, quase 80 anos, bem vividos, e com histórias fantásticas para contar, fiquei a conhecer África com outros olhos, e a entender um pouco mais de agronomia... fez assim com que a estadia fosse bastante agradável.
A maior parte das enfermeiras eram lindas... o que sempre atenuava os inconvenientes... ai ai (suspiro) ... adiante...
A paisagem era magnífica, do 8º piso, via-se uma das partes mais lindas de Lisboa, o que é sempre muito agradável... ainda não sei como não acabaram com o hospital e fizeram dali um hotel... talvez quando algum pato bravo for ali internado, com aquela gripe que eles tem... é uma gripe assim a modos que de betão e anti verde.
Bom, mas com isto tudo, e pelo que eu vi, lembrei-me das listas de espera ( eu não fiquei á espera fui logo internado, tinha passado antes pelo S. Francisco Xavier... pelo hospital... note-se ... não pelo santo ... pelo menos julgo-o eu que sou agnóstico).
O hospital não tinha, e eu acho que deveria ter, uma folha que nos era dada no fim, a saber da nossa satisfação, assim um género de inquérito de qualidade, com vários itens... não não tinha nada disso... claro que só poderiam preencher os que saiam dali a pé ou a respirar e com consciência... porque os outros de certeza que não saem dali satisfeitos.
Isto vem a guisa, que a saúde em Portugal está uma lástima, e eu não culpo a 100% os decisores políticos, só tem alguma responsabilidade por omissão e por alguma inacção e por cederem facilmente ao lobby do médicos.
Temos 600 mil pessoas em lista de espera... para Portugal é muita gente... são cerca de 5% da população.
E essas 600 mil pessoas... que não são números, são pessoas, e ainda por cima pessoas doentes, estão à espera de uma cirurgia, e esperam porque faltam recursos em Portugal.
Ora a falta de recursos é um mal que se calhar não podemos fazer face, mas agora a falta de organização isso aí poderá ser colmatado.
Estamos numa união europeia, que nos exige muita coisa, que se fala em subsidariedade ( aquele palavrão que quase ninguém sabe o que significa mas que deveria ser usado com mais frequência).
A maior parte dos 27 países da União, não tem listas de espera, pelo contrário ( já para não falar de Cuba).
Alem disso, tem óptimos médicos, e óptimas condições.
Porque é que não estabelecemos protocolos, e enviamos os nossos doentes para serem tratados por eles?
Acham isso impossível? Fretar uma série de aviões, enche-los de doentes, acompanhados por um médico português da especialidade, e os nossos doentes serem operados no estrangeiro?
Vejamos hipoteticamente o seguinte:
São cerca de 6 especialidades com 45.000 doentes em lista de espera (as principais), ora isso dá 270.000 doentes, e os restantes em especialidades com menos pessoas.
Que no mês de Dezembro e no mês de Agosto não enviemos ninguém, são 10 meses.
10 meses são 300 dias, tiramos os fins de semana e feriados e também em principio não enviaríamos todos os dias doentes.
Digamos que nos sobrava 200 dias, e que enviamos por dia 22 aviões A320 que tem 150 lugares( para 22 dois países da União Europeia, presumindo que nem todos os outros 26 países, tenham capacidade de aceitar esta proposta, e se quiséssemos ser eficazes até a Cuba iam... acho que tem uma excelente parte oftalmológica), mas como são doentes, ocupariam só 100 lugares, pois poderia ser necessário material médico etc...
Ora temos 22 aviões a 100 lugares vezes 2 dias, isso dá... 440.000 doentes a serem tratados só num ano ... isto contas por alto...
Os doentes, no país de destino, de certeza que não iriam ser todos colocados no mesmo hospital, iriam ser espalhados, não esquecer que os outros países são bem maiores que nós, bom a maioria... e que 100 doentes... era capaz de ser fácil de darem conta.
Isto quereria dizer... que ficaríamos com o problema das listas de espera, resolvido em ano e meio.
E os custos, perguntam vocês com propriedade, e os custos?
Quanto aos custos... peço que me respondam à seguinte pergunta...custa mais ao Estado mandar tratar fora os doentes, resolvendo um problema político e social, poupando em subsídios, em abstinência ao emprego por motivo de doença, tanto dos doentes como dos familiares, em comparticipações, em medicamentos, em gasto de recursos...etc... etc... ou gastaremos mais em manter esta situação, em que as pessoas continuam doentes e a sofrer e agastar as suas reformas na farmácia?
Pergunto, os decisores políticos, ou melhor os gestores do estado (que induzem os políticos a tomar decisões), já se puseram na pele de quem não vê e espera anos por uma cirurgia? Já se puseram na pele de quem sofre de dores horríveis na coluna ou noutro lado qualquer, e anda a drogar-se constantemente para não ter dores?
Pois não se devem ter colocado nessa pele, é que essas partes não entram para a estatística...
Já viram o que se evitaria, em termos futuros em inspecções médicas, e nas barracadas e sadismo e inabilidades que esses senhores fazem... e que deixam qualquer ministro da tutela ficar mal na fotografia.
Por falar em inspecções médicas, eu que já fui 3 vezes a uma inspecção médica, penso que os médicos que lá estão devem ser sádicos, cegos, surdos e talvez loucos.
Pois reparem, na quantidade de aberrações que nós vemos nas notícias, de pessoas que mal podem viver quanto mais trabalhar e eles sarcasticamente mandam a pessoa trabalhar... e ainda se desculpam com as leis...
Ora se os Juristas/Advogados não operam nem dão consultas médicas, porque é que os médicos da Inspecção interpretam as leis... e o problema é que sempre mal... faz-me sempre lembrar aquele ditado "Quem manda a ti sapateiro tocar rabecão?"
Eu por exemplo tive alta, pois quando fui convocado para a inspecção médica, tinha o médico de família e o médico especialista de férias, cheguei lá sem papeis de nenhum dos médicos...
E julgam que eles falaram comigo, a perguntar o que eu tinha?
Era o falas... Não... eles grunhiram-me com maus modos, em tom forte intimidador e de frete, em tom de temos de despachar mais este porque eu tenho mais que fazer... o BI e os papeis justificativos do médico, como eu não tinha nem me deixaram dizer mais nada.
Ora em linguagem médica inspectiva... sem papeis significa ronha, ronha significa que tem de dar alta... e assim fui despachado... e sem possibilidade de reclamar pois os meus médicos estavam de férias no prazo fixado para a reclamação... é o país que temos...
Eles olharam para mim e disseram, a sua recuperação em média na Europa dura 6 meses, você já está à mais tempo... por isso tem alta e vai trabalhar...
Quando contei isto ao médico especialista ele até trepou pelas paredes... e mandou-me continuar a fazer o tratamento... até ficar bom... sem baixa... mas paciência.
E os inspectores da segurança social são outros que tais, aqueles que vão a nossa casa ver se estamos de baixa e não estamos a trabalhar noutro lado, para eles somos todos uns malandros, que andamos a enganar o estado.
Não olham para os boletins da baixa, não olham que lá está escrito pode sair de casa das 11.00 às 13.00 e das 17. às 18.00 ... acho eu ... e vão a tua casa mesmo à hora que o médico disse que podias sair... fazer a fisioterapia...
Estes caramelos armados em funcionários públicos, defensores da legalidade e da burocracia, só podem ser sádicos.
Pior, e isso aconteceu-me, tocam uma vez à campainha e vão-se logo embora, deixando na caixa do correio um papelinho já preenchido como não estávamos em casa.
Ora, como o papel ainda leva tempo a preencher, e como eles colocam na caixa do correio no tempo que nós levamos a abrir a porta, presumo que já ia preenchido que eu não estava em casa.
Lá tive eu que escrever, que vi um carro da segurança social a arrancar a toda a pressa, depois de eu ter aberto a porta... pois... Apetece-me mais uma vez dizer ... sr. guarda, malandros, bandidos ...corra que ainda os apanha esses [asneira].
Hoje já vou longo, mas se não falo rebento... como diz a outra no filme "O Pai Tirano".
Acresce que a OMS (Organização Mundial de Saúde), estima que ao nível mundial as "depressões" vão atingir 50% da população.
Não, não me enganei, 50%, são os números do relatório estimativo para 2012.
Ora "depressão" implica em muitos casos baixa, e baixa depressiva, não aconselha a ficar em casa...
Coitados de nós se isto contínua assim... pois com os antidepressivos que andam a tomar e que os fazem estar alegres são muito capazes de dizer um que se [asneira] e depois olha lixam-se mesmo.
Temos de resolver isto, já hoje, e já hoje é agora.
Porque é que não existem como nos outros países convenções público-privadas para que todos os médicos atendam todo e qualquer doente? Como acontece em grande parte dos países europeus?
Será que não ouviram o alerta dos médicos dentistas? Será que não sabem que uma boca sã é meio caminho para andarmos todos saudáveis?
E este exemplo dos dentistas é um em muitos.
Será que temos de todos de ser empurrados obrigatoriamente para os seguros de saúde?
Porque os que auxiliam na gestão o poder político ou não tem imaginação, ou só tem ideias peregrinas, ou andam a ganhar com isto.
Não olham para os países em que realmente a saúde é o bem público nº1?
Quanto tempo temos de andar a levar com eles?
Ponham-nos em lista de espera...OLÉ.
Todos os homens são maricas quando estão com gripe- António Lobo Antunes
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Cabo Napol "eao"
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15:46:00
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Cavaleiros(as) Carregaram
domingo, 4 de novembro de 2007
Os últimos 29 dias
Caros Bloguistas Militantes
[asneira] quando aparecer assim deixo á vossa imaginação o que lá quiserem colocar...
Apetecia-me dizer aquele palavrão [asneira] ... para qualificar o quanto mal eu ganho.
Mas não digo, pois se o dissesse era no contexto de [asneira] Ganho Mal!
Mas sei que não estou só.
O que torna as coisas um pouco mais dramáticas [asneira]
Não, não vou entrar pela temática europeia que os outros ganham mais que nós, nem em comparações que nos deixam deprimidos e a comprimidos, hoje só me apetece desabafar no território nacional.
A maior parte de nós ganha mal. [asneira]
Estou farto de cheques boi e cheques elásticos.
O cheque boi, é aquele que nós levamos ao banco e o empregado olha pra ele e diz ...huuuummm.... (talqualmente como fazem os bois).
E o cheque borracha é aquele que chega ao balcão e salta para trás.
Estou farto do cor de rosa... e não é da cor em si.
Estou farto do quadro cor de rosa que o marketing nos pinta, que tenta dizer que tudo está bem, e que se consuma mais um bocadinho... entenda-se, a mensagem diz-nos "encha-nos os bolsos endividando-se."
Estou farto dos estereótipos.
Estou farto, farto...
Que sociedade esta... que nos exige o que temos e o que não temos... e se pudermos ainda contraimos empréstimo... como se irá pagar? Logo se verá... os tribunais estão cá é para isso.
Só nos arranjam sarna para nos coçarmos, com isto do marketing, da publicidade, e da moda, e das multinacionais e do raio que os partam.
Depois, estes tipos do marketing, investem na "vaidade" humana, e na "inveja", e nos outros pecados capitais, que estão descritos nos livros sagrados ( da maioria das religiões), e toca a exultá-los.
Como é que os antigos adivinharam que isto se poderia passar?
Que premonição, que visão do futuro.... que preveram ou adivinharam isto de andar tudo a 7... a contar os tostões, por querer ser mais do que o se é e do que se pode.
Andamos hà muito tempo a dar mais importância ao que se tem do que ao que se é.
Andamos a brincar com o fogo nos países ditos desenvolvidos, a desperdiçar, a gastar, a consumir.
Já não somos sociedade nem agimos como tal, não somos solidários, não nos ralamos, não queremos saber.
Somos solitários numa comunidade, sim comunidade e não sociedade, ralamo-nos connosco e pouco mais, queremos saber do nosso umbigo.
Pois se quisesse-mos saber, pois se fossemos solidários, não estávamos como estamos.
Com países no mundo em fome, em guerra, em horror na miséria, com pessoas aos caídos e a cair, a tombar nas guerras, a nós só interessa o que poderemos vir a ser se mais dinheiro tivermos... os meios como lá chegar... bahh... isso não interessa... e se tivermos direito a reportagem de TV ainda melhor.
Anda meio mundo a enganar outro meio, anda uma pequena parte do mundo a enriquecer com a totalidade.
Pessoas que gasta mais em gorjetas do que o que eu ganho de ordenado, é que nos incutem e nos conduzem para a via do consumismo...
Eles nunca perdem... só nós é que perdemos... mas isso que lhes interessa?
Não , não tenho inveja deles, sim gostaria de viver desafogadamente como eles.
Mas queria uma melhor distribuição da riqueza... uma riqueza mais moralizada, mais humanista, melhor distribuída, não este capitalismo selvagem e selvático, e não, nunca no conceito comunista da coisa.
Não, não quero um regime comunista onde todos ganhem o mesmo... independentemente do seu mérito ou delicadeza ou responsabilidade da profissão.
Olhem, estou com dizia o Sr. Olof Palme: "não quero acabar com os ricos, o que eu quero é acabar como os pobres."
O que me preocupa, em relação ao ordenado que ganho , não é o fim do mês... é especialmente os últimos 29 dias.
Mas não faz mal... desde que o Benfica ganhe ...tá-se bem... O problema é que eu sou do Belenenses... e com muito orgulho.
FIM DO MÊS - Xutos & Pontapés
Um e dois, deixa para depois
Não te preocupes
Que eu também não
Três e quatro, pedra no sapato
É quarta-feira
Há bola na televisão
Se bem me lembro
Não tenho nada pra trincar
Ninguém em casa nem uns trocos para comprar
Uma cervejola
Para ver a bola
Pequeno prémio
Sempre ajuda a aguentar
O fim do mês
Já cá esta outra vez
E nós sempre a esticar
Eu não percebo
Esta coisa louca
Um mês inteiro
Sempre a esticar
Os meu problemas
São leves penas
Se comparados com
A guerra nuclear
Sigo a diante, sereno e confiante
Deixo a tristeza pra trás
Roubo uma rosa
Preparo uma prosa
Nunca se sabe do que um perfume é capaz
O fim do mês
Já cá esta outra vez
E nós sempre a esticar
Se bem me lembro
É fim de Setembro
Deve andar
Magia no ar
Sabia bem
Outra cervejola
Pra ver a bola
Sempre ajuda a aguentar
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? ÁS VEZES NÃO TEMOS É DINHEIRO PARA COMPRAR RAÇÃO PARA OS CAVALOS...
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Cabo Napol "eao"
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15:22:00
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Cavaleiros(as) Carregaram
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Doggy Bag... ou o Saco dos restos para o cão
Olá Caros Bloguistas Militantes
Sempre fiquei consternado com as imagens que na TV passa e com a ideia de que existe fome no mundo.
Penso. Como pode isto acontecer?
Quando aqui mesmo neste nosso Portugal, vejo desperdiçar comida ... nos restaurantes, em cantinas, em bares... enfim o desperdício é enorme...
Mas o desperdício não é maior do que os olhares que através das objectivas da TV nos imploram por alimento... pois essas bocas já nem forças para gritarem têm... como desperdiçamos assim as vidas humanas?
E nós, silenciosamente, vamos desperdiçando os pedaços de comida, que, pelo menos, dariam força para esses seres gritarem por alimento... e fazerem ecoar o desespero.
Sempre assisti, em silêncio, mas horrorizado, àquelas manifestações de agricultores, que atiravam leite fora, laranjas para o lixo, destruíam tomate e sei lá mais o quê.
Vem-me sempre à memória o enorme Sr. Creosonte, do filme "O sentido da vida" dos Monty Python... que rebenta literalmente de tanto comer.
Para mim a ideia de um ser humano morrer à fome, é no mínimo abjecta, ver directamente na TV à hora dos telejornais quando estamos a jantar e não ver ninguém a indignar-se e mexer-se para dizer basta, não me entra na ideia.
E quando digo basta, não é das reportagens, não... É um basta à passividade política e económica que assobiam para o lado perante estas situações.
Como pode o mundo ocidental dizer aos 4 ventos vanglorianado-se que estamos no primeiro mundo, no mundo tecnologicamente avançado, se não conseguimos ajudar os da mesma espécie a sobreviver?
Não será esta uma guerra encapotada?
Existe sobre-população no mundo, somos mais seres humanos do que o planeta consegue aguentar, mas ninguém faz nada para contrariar esta tendênicia.
Alimenta-se uma postura de avestruz, contribuímos para que estes números se agravem, cavamos mais o fosso que nos separa desses nossos semelhantes, e contribuímos para que a população mundial aumente e o já preclitante desequilíbrio que isso causa seja mais acentuado.
Os hábitos rurais da idade média, não se perderam.
Quem tem fome e tem terras, como é o caso de muitos Africanos e Brasileiros, só para mencionar alguns, age como ainda nesse tempo estivesse.
E porque é que eu afirmo isto?
Porque estes nossos irmãos ainda praticam a cultura da idade média, em que eram necessários muitos braços para trabalhar a terra, para que se possa subsistir económicamente, e onde a mortalidade infantil era e ainda é elevada.
Nós, os ocidentais orgulhosos, que temos a tecnologia, não a partilhamos, pois se a partilhassemos, os nossos irmãos também quereriam contribuir para o equilíbrio da terra, assim como alguns de nós queremos.
Mas, não ... eles tem preocupações mais básicas a suprir... não podem estar com contemplações, chegar vivo ao fim do dia de hoje é uma batalha, nesta guerra que nós teimamos a não dar conta dela.
Mas algo temos de fazer, temos de começar por algo.
Por isso, lanço uma ideia, que apesar de ser seguida em alguns orgulhosos países desenvolvidos, é uma ideia a reflectirmos e a praticarmos.
A ideia é a seguinte:
Quem vai a restaurantes, paga a comida que pede.
Ora se paga a comida que pede, tem direito a ela.
Se não a come toda, porquê enviá-la para trás, para a cozinha onde será deitada no lixo?
Em alguns países, os restaurantes, dão á saída o "DOGGY BAG", ou seja, um saco com a comida restante que deixou na travessa, para o cliente levar para casa e que pagou.
O cliente recusar, é uma vergonha e os restaurantes não a aceitam de volta, e sejam eles restaurantes de luxo ou grandes cadeias de fast food.
Ou seja é a antítese do que cá se pratica, aqui no nosso burgo, vergonha é pedir os restos para se levar para casa... sim porque aqui temos de pedir... nos outros países dão-nos à saída.
Se alguém pedir os restos em Portugal, porque legitimamente tem o direito de o fazer, ainda se tem de justificar perante o grupo de amigos que os olha com desdém ou algo parecido.
Basta da nossa hipocrisia, se permitimos que os restos vão para o lixo, estamos no mínimo a contribuir para esta guerra, e não nospodemos queixar dos que nada fazem e podiam politicamente e economicamente agir.
Comecemos nós a pedir a paz.
Pressionemos, para que a "política dos DOGGY BAG" seja implementada no nosso país, rapidamente e em força, pois este será o primeiro passo entre muitos outros que temos para dar, para evitarmos o desperdício de comida, e para alertarmos as consciências políticas e económicas que temos de agir e erradicar a fome do planeta.
Cantata de paz - Sophia de Mello Breyner Andresen
Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar
Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar
Vemos, ouvimos e lemos
Relatórios da fome
O caminho da injustiça
A linguagem do terror
A bomba de Hiroshima
Vergonha de nós todos
Reduziu a cinzas
A carne das crianças
D'África e Vietname
Sobe a lamentação
Dos povos destruídos
Dos povos destroçados
Nada pode apagar
O concerto dos gritos
O nosso tempo é
Pecado organizado.
Ele há cargas fantásticas, não há?
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Cabo Napol "eao"
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20:12:00
5
Cavaleiros(as) Carregaram
domingo, 21 de outubro de 2007
quem ve tv...
Caros Bloguistas Militantes,
Já repararam, que nos telejornais,as notícias são repetidas de 2 em 2 ou de 3 em 3 meses?
Estejam com atenção, e verificarão que existem certas notícias que de vez em quando vêm "à baila", principalmente aquelas que não tem grande interesse.
Até parece que em Portugal nada se passa, para andarem a repetir notícias, em Portugal e no mundo.
E não, não culpemos o governo, porque isto vê-se mais na SIC e na TVI...na RTP também... por isso está distribuído por todos.
Isto para não falar, que o alinhamento dos telejornais parece uma competição.
Eu cá por mim eles alinham o telejornal consoante o que uns e outros fazem... ali em cima do joelho... a guerra das audiências.
Se fizerem zapping reparam que a hora das televisões está uns segundos desfasada entre os 3 canais generalistas ( TVI, SIC E RTP).
Verificam também que à hora dos telejornais, pelo menos 2 das notícias de abertura são iguais, quando não são as 3 televisões a dar a mesma notícia.
Cá por mim os jornalistas, durante a primeira meia hora dos telejornais, devem estar todos ligados a um cérebro-mãe, pois o alinhamento é quase sempre o mesmo ou idêntico, ou então tem o dom da prestidigitação.... esta palavra custa a escrever à brava.
Deve ser isso ... só pode.
Standarizado, isto está... e o pior é que não é só cá,um zapping mais profundo, vemos que está tudo igual pelas televisões do mundo.
Ah , já sei...eles aprenderam todos pela mesma cartilha... ou então assinaram um contrato de exclusividade com alguém, pois as séries são as mesmas, os concursos são os mesmos...só mudamos apresentadores e a língua...
Isto parece uma cadeia de MCDonald's tudo de plástico...tudo igual...
E a Liberdade? E a livre escolha? E a democracia?
Vocês não me digam que... não não pode ser...
Os jornalistas todos comprados? Nãooooooo, não acredito...
Pelas multinacionais da comunicação? ... nãooooooooo, não pode ser.
Para que é que eu quero uma TV por cabo se os canais são todos iguais só dão tele-lixo, e andam sempre a repetir as mesmas coisas?
Até o Odisseia, o Canal História, o Discovery, o Nacional Geographic repetem as mesmas coisas, ciclicamente durante o dia e durante 6 meses.
Mas todo o mundo "Emburrou" de repente?"
Se eu fosse adepto da teoria da conspiração... diria que isto está tudo muito bem maquinado para manter a maioria de nós em casa.
Taxi - TV WC - eu prometo que um dia destes coloco a letra completa
Que tremenda situação
De quem vê muita televisão
A não ser que queira dormir sem fim
Então é melhor que Lorenin
E se falo desta maneira,
É por ela ser tão foleira,
Não transmite nada de jeito,
leva-me a taxa sem dar proveito.
Quem vê TV,
Sofre mais que no WC"
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Cabo Napol "eao"
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19:43:00
3
Cavaleiros(as) Carregaram
sábado, 20 de outubro de 2007
Está tudo "TRATADO" em Lisboa
Caros Bloguistas Militantes
Estou contente.
Confesso que estou.
O facto do nosso Primeiro-Ministro, "José Sócrates", que tem em simultâneo a Presidência do Conselho da União Europeia, e o Presidente da Comissão Europeia "J. Durão Barroso", terem obtido dos 27 países que compõem a União Europeia, este Tratado assinado em Lisboa, deixou-me satisfeito.
As razões são muitas, para quem estudou Direito Comunitário e cruzou os seus conhecimentos com a história do direito e ainda com a disciplina da história em geral, consegue vislumbrar aqui um tratado positivo.
Positivo porque finalmente para os alunos de direito e para a ciência jurídica em geral, esperemos que os tratados se fundam só num e os métodos se simplifiquem.
Positivo também, porque a ideia de uma Europa Una, já é uma ideia antiga, os Césares romanos pretendiam-na (não de maneira tão evidente como nós hoje a queremos, mas o facto é que quase conseguiram ter uma Europa una); depois o Imperador Napoleão, esse Homem de visão larga, "a gaivota que vê mais longe porque voa mais alto", queria uma Europa unida com princípios, tanto culturais, como económicos, como políticos (quem for aos "INVALIDES"(Paris) vê bem o alcance das suas políticas) e quase o conseguiu, não fora uma única batalha ali para os lados de Waterloo na Bélgica.
Estes dois exemplos anteriores, queriam sobretudo que a Europa estivesse em paz.
Quando a CECA (Comunidade Económica do Carvão e do Aço) foi instituída, foi o princípio desse ideal a ser alcançado, depois dos horrendos anos da II Guerra Mundial.
A Europa, tem tido avanços e recuos, e eu confesso que os anos da guerra fria vivi com receio de um holocausto nuclear perpretado pelos EUA ou pela URSS, confesso que estou mais descansado...mas não totalmente.
De tratado em tratado chegámos a Lisboa.
As coisas andaram feias, os eurocépticos ganharam terreno, mas eis que a diplomacia Portuguesa entra em acção no momento certo, a presidência da União veio parar a Portugal no certo momento.
Eu digo muitas vezes menos bem do nosso país, mas quando nos empenhamos a sério, as coisas ficam bem feitas.
Como diz parte e "A Portuguesa" , "brada a Europa á terra inteira. Portugal não pereceu".
Espero que isto se traduza em benefícios para todos os europeus, tanto culturais, como sociológicos, como filosóficos, como económicos, basta desta pasmaceira, basta deste limbo.
Vimos um Primeiro-Ministro José Sócrates descontraído a cumprimentar um não menos descontraído Durão Barroso, e bem engraçado quando lhe disse...
"Foi porreiro, pá!"
E não é que foi mesmo.... e ficou tudo Tratado em Lisboa.
Tanto Mar - Chico Buarque
Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim.
Ele há cargas fantásticas, não há? ... E tratados, que colocam um fim nelas também.
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Cabo Napol "eao"
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22:26:00
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Cavaleiros(as) Carregaram
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Queijo nem no como nem no vejo
Ola Bloguistas Militantes
Adoro Queijo.
“gosto mais de um queijo sem jantar do que um jantar sem queijo”
Pronto é assim, adoro queijo, acho delicioso.
Cheire ele bem, cheire ele mal, seja verde, azul ou amarelo.
Gosto de queijo.
Um amigo diz, queijo !!!??? essa coisa que é pasto de bactérias, nem no ver... quanto mais cheirar... e se por acaso o apanha no frigorifico dele... dá-o ao cão ...
Mas eu não, eu adoro queijo!
E sabem de onde vem o queijo?
Segundo a lenda, o queijo teria sido descoberto por um dos filhos de Apolo, Aristeu, Rei de Arcádia.
Como diria Hipócrates - 450 a.C "És forte porque estás próximo da origem da criatura. És nutritivo porque mantens o melhor do leite. És quente, porque és gordo..."
Como se faz queijo?
http://pt.wikipedia.org/wiki/Queijo
e vejam a história do queijo em
http://www.gastronomias.com/queijos/inicio.htm
Gosto de todos os queijos que me foram apresentados até agora...
Ai uma tábua de queijos...
Queijos Franceses
Brie, Camembert, Chèvre, Roquefort ... hum ... são tão bons... é de lamber as beiças ...
E os queijos portugueses
Serra da estrela, Nisa, Azeitão, Cabra transmontano...hum ... são tão optimos...que é de pedir mais.
O queijo é tão bom que até fizeram uma canção sobre ele.
Bom e com isto deu-me a fome vou comer uma sandes de ... Presunto...
Solta-Se O Queijo- Ala Dos Namorados
Espreito por uma porta encostada
Sigo as pegadas de luz
Peço ao gato "xiu" para não me denunciar
Toca o relógio sem cuco
Dá horas à cusquice das vizinhas e eu,
Confesso ás paredes o que eu gosto
o queijo é todo o meu bem
Aconchego-me nesta cumplicidade, deixo-me ir
Nos trilhos traçados pela saudade de te encontrar
Ainda onde te deixei... no frigorifico
Trago-te o queijo prometido
Sei o teu cheiro, mergulho no teu sabor
Abraças a queijeira e voas para além da lua
Barro o queijo que se quer soltar
E tenho o pão para lho entregar
A cadeira, a codea, a faca de serrilha
é na codea que está o meu assombro...
E, nesse instante em que o silêncio
É o comer até mais não
Fecha-se a porta
Pára o relógio
As vizinhas recolhem
Tu olhas-me...
Tu olhas-me...
Peço ao gato "xiu" para não me denunciar
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? ... E QUEIJOS ENTÃO NEM SE FALA ....
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Cabo Napol "eao"
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17:34:00
2
Cavaleiros(as) Carregaram
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Peça a factura
Olá caros Bloguistas militantes
Como já vos disse no post anterior, fui ás finanças.
Ir ás finanças, faz-me sempre lembrar uma tira do QUINO, que vou tentar digitalizar e colocar aqui, pois contado não tem piada.
Continuando, fui ás finanças, entregar o meu IRS de 2005 e de 2006.
E fui muito a tempo, afinal não é só o Estado que tem direito a se atrasar, a se enganar nas contas, e aquelas coisas todas a que estamos habituados.
Bom, entreguei atrasado mas entreguei, mais nada.
Vocês nem calculam a quantidade de papeis, leia-se facturas que foram rejeitados, mais valia ter colocado aquilo no Papelão para reciclar.
Bom foram rejeitadas muitas facturas ( a maioria), porque segundo a Lei, estas facturas não tem cabimento no IRS.
Não estou a colocar em causa a lei, se a lei, nós cumprimos, eu o problema não está na conjuntura, mas sim na estrutura.
A lei está idealizada para um Estado "polícia", para um "estado "sancionador", para um Estado "cobrador", pior para um Estado "cobrador cego".
Ora a cobrança de impostos deveria ser uma coisa inteligente, assim como eu acho que o é, nos países nórdicos.
Falo nesse países, referindo-me ao deve e haver das populações, ou seja lá pagam mas são bem servidos.
E porque é que eu acho que o actual estado das coisas do Estado está mal?
Eu passo a explicar... (ouvem-se harpas como nos filmes)...
Vejam a frase que estava escrita na repartição das finanças
"PEÇA A FACTURA SE FAZ FAVOR, FAÇA O PAÍS AVANÇAR"
Esta foi inventada pelo Ministério das Finanças, e que é uma frase, contraditória, antagónica e hipócrita, e que não está consoante os "cânones" do Estado de Direito.
Atenção eu não estou contra a frase, se o Estado procedesse conforme procedem os países nórdicos, mas não procede.
Contraditória e antagónica, porque nos faz pedir a factura, faz realçar o agente da "ASAE" que temos no nosso interior, mas depois isso não se traduz em mais receitas para o estado, não se traduz numa fiscalização cruzada pelo Ministério das Finanças, e não para o ciclo de ser sempre a classe média que trabalha por conta de outrem a pagar os impostos... porque não pode fugir deles.
E porque é que todos queremos fugir aos impostos?
Não é só pela palavra em si, poucos gostam de algo que lhe é "imposto", mas principalmente porque não vemos realmente onde o nosso contributo vai parar, não compreendemos o desperdício, não compreendemos o "jugo"de uma administração pesada e antiquada que ainda o é.
Onde querem chegar com esta linda frase, querem obrigar os comerciantes a declarar o imposto que os seus contabilistas fazem tudo para fugir, e assim o país recebe mais impostos, gera mais receita, e o deficit baixa mais rapidamente.
Eu sei, eu sei , que temos estado a avançar bastante, mas convenhamos, que confiança pode-nos dar um Estado (seja qual for o partido que esteja nos seus comandos, em teoria deveríamos ser todos nós o Estado) que nem sequer sabe o número de funcionários que tem?
Esta medida isolada, não chega a lado nenhum, porque não se pede nada a ninguém sem poder dar algo em troca.
E não venham com a teoria que todos nós beneficiamos, não não aceito isso, quero algo em concreto, algo que já deviam ter copiado dos países nórdicos.
Porque nós estamos num país onde muitos burlam a lei, a desconfiança na aplicação do dinheiro dos impostos é todos os dias cimentada e justificada com os vendilhões de política que temos nas autarquias e em alguma máquina do Estado.
Aceito que nem tudo é mau, mas isto é como a mulher de César, não basta ser tem de parecer também.
Se querem fazer bem as coisas copiem os países nórdicos.
Se querem que nós todos passemos a pedir facturas, então todas, mas todas as despesas sejam dedutíveis no Irs.
Porque os que ainda pagam impostos tem despesas, se tem despesas tem em teoria o poder de fazer movimentar a economia com os seus gastos.
Se se quer incentivar o consumo para se gerar emprego, os microgeradores de emprego somos todos nós, se somos nós esses empreendedores através do consumo, então temos de ter incentivos e benefícios, pois isto não é só o Estado pedir.
"O faz favor sr. contribuinte, peça lá a facturinha."
Ora como é algo que pedem que não tem beneficíos nem sanções, estão a ver nós a cumprir, não estão?
Claro que estão a ver uma multidão a correr a pedir facturas, tudo ao estalo, a gritar... essa facturaaaa é minhaaaaaaaa... pois ...pois...
Pois é, caros bloguistas militantes, isto não são só uns a colocarem dinheiro nos offshores e outros a pagarem do bom e do belo.
Se assumirem que não querem tributar mais os bancos, se não estes fogem para o estrangeiro, sim senhor eu até aceito o argumento.
Mas então beneficie-se aqueles que não podem, nem tem engenho, arte e dinheiro para o fazer, haja justiça e equidade fiscal.
E podem fazê-lo, beneficiando-nos a nós microcontribuintes, fazendo entrar todas as despesas que fazemos no IRS, todos ganharíamos. O Estado inclusive.
Não digo para ser descontado tudo a 100%, mas afirmo que deveríamos ir descontando consoante os objectivos do governo, leia-se qualquer governos e não este em concreto.
Se determinado governo quer dar ênfase à educação, então as despesas de educação deveriam ser as que mais descontassem no IRS desse quadriénio, se fosse a Saúde então seria a saúde a ter mais benefícios, etc...
Um exemplo, que só a mim cabe a responsabilidade e é um exercício puramente teórico:
As percentagens mostradas, é sobre o total das despesas, não tem nenhum tecto, a não ser os 100% de receitas ou seja daquilo que nós recebemos obviamente não pode ser mais que as despesas, a menos que tenhamos um empréstimo bancário, o que também vem contemplado.
Educação: 100%
Saúde 85% - e aqui inclui as consultas nas chamadas medicinas naturais, e os remédios naturais que pomposamente algum governo apelidou de complementos para não serem comparticipados ( a ordem dos médicos e as farmaceuticas, esses lobbys que ninguém quer fazer frente é quem põe mais entraves).
Refeições - 75%
Supermercado 60%
Artigos/reparações para o lar 40%
Artigos/reparações para o carro 25%
Seguros 25%
PPR e afins 25%
Bolsa/acções 20%
Vestuário 30%
Empréstimos bancários 25%
Diversão 10%
Aquisição de serviços fora do acima referido 20%
Livros 75%
Transportes 80 %
Mecenato 200%
quotas de clubes desportivos, culturais etc... 30%
Cinema/teatro 15%
informática 80 %
Ou seja tudo é tributável, tudo necessitaria de factura, umas coisas com mais incidencia, outras com menos, mas sempre a globalidade daquilo que gastamos, sem tectos, como se disse atrás.
Isso iría obrigar, a que todos declarássemos todos os rendimentos, pois quanto mais declararmos mais se alargaria o tecto da nossa dedução.
Pois caros bloguistas, nunca entendi porque nunca aplicaram este método.
Que interesses obscuros se movimentam para que esta solução não seja adoptada.
E SE FIZÉSSEMOS UM MOVIMENTO A EXIGIR A APLICAÇÃO INTEGRAL DESTA MEDIDA?
Ah, é verdade, acabem com as facturas em papel térmico ou lá que é aquele papel em que imprimem, e porquê?
Porque, eu entreguei o IRS atrasado, e metade das facturas não se via (ou seja passado 1 ano e meio).
Ora se nós temos de guardar as facturas durante 5 anos porque as finanças podem pedir uma inspecção ás nossas contas, como é que eles vão conferir papeis em branco ou ilegíveis?
Eram estas coisas que os sindicatos e o governo deveriam discutir na concertação social, porque se tudo isto fosse avante, o que pagaríamos ou deixariamos de pagar, traduzir-se-ia um reembolso no final do ano, e isso não é um aumento mas é um benefício.
Claro que o cruzamento dos dados seria obviamente obrigatório.
Assim mais cidadãos e empresas, entrariam no sistema, menos fugiam ao impostos.
Mas que sei eu disto?
Imposto - Djavan
IPVA, IPTU
CPMF forever
É tanto imposto
Que eu já nem sei!...
ISS, ICMS
PIS e COFINS, pra nada...
Integração Social, aonde?
Só se for no carnaval
Eles nem tchum
Mas tu paga tudo
São eles os senhores da vez
Tu é comum, eles têm fundo
Pra acumular, com o respaldo da lei
Essa gente não quer nada
É praga sem precedente
Gente que só sabe fazer
Por si, por si
Tudo até parece claro
À luz do dia
Mas claro que é escuso
Não pense que é só isso
Ainda tem a farra do I.R.
Dinheiro demais!
Imposto a mais, desvio a mais
E o benefício é um horror
Estradas, hospitais, escolas
Tsunami a céu aberto,
Não está certo.
Pra quem vai tanto dinheiro?
Vai pro homem que recolhe
O imposto
Pois o homem que recolhe
O imposto
É o impostor
Há cargas fantásticas, não há?
Publicada por
Cabo Napol "eao"
à(s)
14:16:00
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Cavaleiros(as) Carregaram
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Só me saiem é duques
Caros bloguistas militantes
Pois é tirei uma férias... para alivío de uns e de outros.
Mas continuo a escrever com erros... Herrar è umano.
Não se passou nada na terrinha nestas férias.
Futebol, Madie, política e pouco mais.
Quanto a mim estive a tirar um curso de Formação de Formadores, para me manter em forma...
Bom foi a minha praia...o meu campo...a minha neve... enfim podia-me dar para pior...
Eu segui o slogan, faça férias cá dentro... mas segui-o á risca... e fiz férias dentro da sala de formação...por isso tou com um bronze de parede e sotaque a power point.
Ah entreguei o IRS de 2005 e 2006, já estou de bem com o Estado e com as finanças.
Também cheguei lá, ás finanças, e disse à Senhora:
- Sabe eu queria ser como o Prof. Agostinho da Silva (não pagava impostos), mas a necessidade fez com que me pedissem o IRS, e cá vim eu... 9 meses mais cedo... era só para vir em 2008... para pagar as multas todas... pois ia... e se calhar vou... entregar o IRS de 2007 atrasado.
Adverti-a logo, olhe eu não percebo nada disto, sou de Direito mas preencher o IRS não sei, e ela disse-me: tem de fazer as contas... e eu pensei mas eu é mais letras... enfim...
E eu, como estou com tosse, de uma maleita que me veio (mas que já está a passar), disse-lhe, olhe que eu no fim ofereço-lhe um rebuçado.... daqueles de mel Santo Onofre...
O certo é que a diligente e bem disposta da funcionária, lá me preencheu aquilo direitinho... espero.
Estamos mesmo em crise, até os funcionarios das finanças já se "vendem" por rebuçados Santo Onofre, ainda vou a badajoz comprar caramelos pode ser que consiga um empréstimo bancário de borla como fez o filho de Jardim Gonçalves.
Mas fiquei a saber que não se pagam multas só por excesso de velocidade, por lentidão na entrega do IRS também se paga... e lá dei eu 100 euros ao Estado.
Sócrates agora ve lá, não gastes tudo no cabeleireiro.
Eu disse à senhora funcionária, que isto devia ser como na Dinamarca, todas as despesas servem para IRS, ... mas isso fica para eu escrever no meu blogue... e fa-lo-ei... noutro post.
Não é que eu queira fugir aos impostos, não quero, mas devia ser mais fácil a entrega.
Bom, tirando isso, como não me irritei nas finanças, tive de me irritar com as traduções da FOX CRIME... é que fazem jus ao canal... são um crime....
Não é que aqueles energúmenos, puseram a traduzir as legendas, alguém que só sabe e escrever Português do Brasil... as expressões idiomáticas e tudo.
Não tenho nada contra os Brasileiros e muito menos contra as Brasileiras, mas o Português do Brasil, está bem delimitado, é para Sudoeste, e muitas milhas para lá do Atlântico, para cá é Português made in Portugal, com erros e tudo a que temos direito.
Pagamos e somos mal servidos... safa.
Entrementes, tivemos o pré-congresso do PSD e o Congresso propriamente dito.
Não vou comentar o que políticamente foi dito, mas digo que o governo não gosta nada da oposição.
Eu explico, no pré congresso e no congresso, toda o pessoal a esfaquear-se, a matar-se, a degladiar-se, a inflamar-se, a atear fogos com gasolina, a insultar-se... e nós não vimos uma única ambulância do INEM, nem sequer uma maca dos Bombeiros, um helicoptero de combate a fogos florestais... NADA...
Daqui concluo, que o governo não gosta da oposição.
Mas confesso-vos, fiquei e estou confundido... a republica não tem quase 100 anos em Portugal?
É que passei o tempo todo a ouvir falar de barões... estranhamente e não sei porquê, não ouvi falar do barão vermelho... devo ter estado distraído ou eles tem um sério problemas com cores...
Bom mas dizia eu , barões para cá, notáveis para lá.
E eu não percebo o que se passa nestas televisões e nestes jornais.
A monarquia terminou, a república, é um sistema político onde todos tem as mesmas oportunidades.
Ora se a monarquia terminou o regime sucessório de ocupação de lugares também.
Mas não é isso que se vê, é no BCP, é nos partidos, é na diplomacia ... o Ministério dos negócios estrangeiros é uma coisa por demais, é nos clubes de futebol.
Mas ninguém avisou estes tipos que já estamos em democracia republicana?
O pessoal ainda trata o Sr. Duarte Nuno, por Duque de Bragança, mas ... mas ...
E as mordomias que se arroga esta gente?
Não defendo que sejamos pobretes e alegretes, mas mordomias do género, sou o Presidente da A.R. e tenho direito a ter uma bandeira pópria, sou o P.R. e também quero.
Mas que é isto?
Qualquer dia temos o país todo embandeirado em arco...
Bom isso já temos, não é?
Pão e circo.... pois.
Olhem... Só me saiem é duques!
A LENDA DE EL REI D. SEBASTIÃO - JOSÉ CID
Fugiu de Alcácer Quibir
El Rei D. Sebastião
Perdeu-se num labirinto
Com seu cavalo real
As bruxas e adivinhos
Nas altas serras beirãs
Juravam que nas manhãs
De cerrado de NevoeiroVinha
D. Sebastião
Pastoras e trovadores
Das regiões litorais
Afirmaram terem visto
Perdido entre os pinhais
El Rei D. Sebastião
Ciganos vindos de longe
Falcatos desconhecidos
Tentando iludir o povo
Afirmaram serem eles
El Rei D. Sebastião
E que voltava de novo
Todos foram desmentidos
Condenados às gales
Pois nas praias dos Algarves
Trazidos pelas marés
Encontraram o cavalo
Farrapos do seu gibão
Pedaços de nevoeiro
A espada e o coraçãode
El Rei D. Sebastião
Fugiu de Alcácer Quibir
El Rei Rei D. Sebastião
E uma lenda nasceu
Entre a bruma do passado
Chamam-lhe o desejado
Pois que nunca mais voltou
El Rei D. Sebastião
El Rei D. Sebastião
José Cid
Há cargas fantásticas, não há?
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Cabo Napol "eao"
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Cavaleiros(as) Carregaram
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Acabaram-se as Férias
A praia hoje estava tão convidativa.
O Sol beijava as águas com um brilho de verdadeiro prazer.
As ondas suaves, para um dia de Outono, brincavam com as rochas, enviando salpicos a quem passava.
Pareciam miúdos os 3 a pregarem partidas.
Os pesacadores aproveitavam a vida, deixando as minhocas tomarem banho... controladamente... sim porque isto da Liberdade é só para alguns.
E eu à espera do comboio para ir para Lisboa... ai se os compromissos o não fossem... mas os prazeres nunca são completos.
Já não ir trabalhar de tarde, já é prazer demais para um dia.
Mas ao ver o Sol e as águas, ali olhando para mim e convidando-me a juntar-se-lhes, fez com que eu quisesse estar lá.
Mas tal como Moisés, só via terra prometida ao longe...
É nestas alturas que eu me questiono porque não sou crente... já que pareço pagar pelos meus pecados.... ou não...
Muda de vida - Letra de António Variações
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens...que ser assim?...
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim?...
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ?
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Cabo Napol "eao"
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Cavaleiros(as) Carregaram
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Sr. guarda se for a correr ainda os apanha
Caros Bloguistas Militantes
Por incrível que pareça, existe uma profissão que consegue enganar advogados e pessoas formadas em Direito.
Ah pois é... andam a dizer que os políticos são uns aldrabões e que os advogados é pessoal do engano.
Que deveria ir tudo preso, e o diabo a sete.
Pois, fiquem sabendo, que quem deveriam prender são uns aldrabões que vou agora descrever.
Com cidadãos destes e empresas destas, o país não sai da cepa torta.
A redistribuição da riqueza é feita por uma balança desregulada.
Estudem, dizem eles, para melhorar o nível de vida... não dizem é de quem ...
Agora é que compreendi, o nível de vida deles.. .querem galinha gorda por pouco dinheiro, e parece que o estão a conseguir.
Sr. Guarda, sr. guarda acabo de ser vítima de um roubo.
Olha nem de propósito, um cidadão em apuros, então conte lá- diz o guarda.
Fui a uma entrevista de emprego, 2ª Feira passada.
Na realidade, para ser exacto e contar a história do principio, foi assim telefonaram-me na 6ª feira, dizendo se eu não tinha respondido a um anúncio.
E eu claro, que já respondi a montes deles disse que sim- e perguntei- mas quando é que eu mandei a resposta.
Vai daí a senhora disse a meio de Agosto.
E eu perguntei- Olhe já passou algum tempo , a que é que eu respondi mesmo?
E a srª disse a Técnico Jurista, o recrutamento é urgente, pode vir na 2ª feira ás 10.30?
E eu apesar de estar no eléctrico e a ouvir mal a chamada disse que sim.
2ª feira, lá fui eu , com banhinho tomado,pois nunca sabemos para o que vamos e o que nos pedem...
Fato e gravata como manda a etiqueta.
Lá fui eu para Alfragide.
Cheguei a horas o que é de admirar.
A entrevista era colectiva, a srª disse-nos que o recrutamento era urgente, e que tínhamos de ter disponibilidade total e imediata.
Depois de todos nos apresentarmos, éramos cerca de 10 Licenciados/as em direito.
Começou logo aí nas apresentações... não sei que "raio" andam a fazer os tipos dos RH, mas "la palissadas", "clichés" e outros lugares comuns, em entrevistas de emprego, não me parece muito bem.
A srª, disse logo á primeira candidata, que lhe disse que tinha filhos...
Tem filhos? Tem com quem os deixar? Olhe que isto aqui tem muito trabalho a disponibilidade é total, e sai-se por vezes ás 22 horas, se eles tiverem doentes como é?
Para um Portugal que dizem precisar de aumentar a natalidade, é animador...
Nada constrangedor não senhor..mas enfim...sigamos...
A srª pediu-nos que disséssemos o nome, a morada, a universidade onde andamos, a média de curso, se tínhamos tido direito fiscal, comercial, se sabíamos fazer contas, se sabíamos trabalhar em informática, nomeadamente em excel.
Depois perguntou a outro qual a área que gostava mais, e ele respondeu "menores",ao que a entrevistadora não se conteve e disse. Menores, nessa área muito mal se vai neste país... mais um cliché.
Depois a um candidato que disse que estava a terminar o estágio, a srª interveio logo a cortar a conversa: Se está no estágio vai ser complicado trabalhar aqui, aqui queremos disponibilidade total, é que esta entrevista é para 2 bancos, num deles trabalha-se ao sábado até ás 14 horas, e normalmente a hora de saída é ás 22 horas.
Outra candidata disse que trabalhava num escritório de uma figura pública conhecida, a srª mais uma vez não se conteve e disse: Fulano de tal? ele não é nada simpático pois não? pelo menos na TV não acho...
A srª continuou a ar e disse , que está a trabalhar com eles um jurista que desistiu da ordem,pois na ordem não se recebe no estágio e ele quer constituir família.
E eu pensei logo, mas esperem lá a sair ás 22 horas, disponibilidade total, a trabalhar ao sábado á tarde se os filhos tiverem doentes ela perguntou com quem os deixa, que raio de família vai ele constituir?
Duas das "concorrentes" disseram que moravam perto da praia, e eu já me estava a passar com aquilo, pois tantos clichés e "la palissadas" juntos e exigências eu imaginei, estes tipos devem pagar bem... e estabeleci uma meta... 2.500€ é um bom salário... abaixo dos 1.500€ não aceito.
Por isso, optei por não "avacalhar" a entrevista, e quando chegou a mim, em jeito de piada também disse que morava perto da praia... em Belém... tem praia ninguém la vai mas isso não interessa nada.
Sigamos....
A descrição das funções, o técnico jurista, por ter as competências de escrever entrelinhas, dizendo não aos clientes, mas deixando uma porta aberta, tem alem disso as seguintes funções.
Tomar conta do dossier individual dos clientes que lhe forem distribuídos, em termos de crédito a habitação, escrutinar a vida toda do individuo, ver se tem bens, etc.. etc... tratar da papelada toda, para fazer a "papinha" toda ao balcão, para depois ser ou não concedido o empréstimo, é ele também que fixa o spred, vê os documentos em falta, fica com as passwords de aceso a dados do banco e segundo se constam são diversas, enfim responsável por tudo.
Depois de explicar isto tudo pormenorizadamente, disse-nos que havia uma segunda entrevista com mais três pessoas, uma das quais nos ia falar do código de vestuário.. bom código de vestuário para o backoffice... é mesmo á português... em que as pessoas são números não valem por aquilo que são mas da maneira como estão vestidas... ( até eu fui de fato e gravata ).
Voltou a frisar que a disponibilidade teria de ser total e imediata, e perguntou um a um se a tinha.
Quando chegou a mim eu disse, a minha disponibilidade será tanta quanto aquilo que me pagarem, por isso diga-me quanto é que se vai ganhar e eu dir-lhe-ei a disponibilidade.
Começou por dizer que era contrato de prestação de serviços, e perguntou se alguém sabia o que era... ora éramos todos JURISTAS ali presentes, todos tivemos direito de trabalho,no mínimo aquilo era uma ofensa...
Depois disse que tínhamos de pagar o seguro de acidentes pessoais... até aí tudo bem ...
Depois disse que a experiência era 15 dias e o contrato era de 1 ano renovável, e que os primeiros 3 meses eram de estágio.
E disse-nos que trabalharíamos por objectivos.
E que o salário base seria de ....
450 euros
Sim leram bem, 450 euros.
De maneiras que é um roubo, sr. Guarda, se for a correr ainda os apanha.
Quanto a isso não posso fazer nada ( diz o guarda).
Não pode fazer nada? Então um escandalo destes, onde se entornou o caldo, quando perguntou se queria ir á segunda entrevista, além de lhe dizer que não, e que não tinha andado a tirar um curso de direito,para que naquelas funções e tantas exigências, me pagassem 450 euros, disse que na empresa onde trabalhava, um Assistente administrativo que não tem o curso superior ganha quase o dobro disso.
Estes gatunos, que nos oferecem 450 euros, eu sou contra violência e tudo, estes gatunos era... bom vejam o sketch em anexo do gato fedorento ...
Para os que ficaram e aceitaram que foi cerca de 30%, tiveram de levar o registo criminal, uma declaração do Banco de Portugal como não estão inibidos de passar cheques, e o seguro de acidentes de trabalho já feito.
Pois caros bloguistas, de maneiras que é um roubo, sr. guarda se for a correr ainda os apanha.
Gatunos
Vão roubar para a estrada.
CHAMEM A POLICIA - trabalhadores do comércio
Ero dez para uma no restaurante
Almoçaba alarbemente
A meio do café um garçom pedante
Chigou-se e pos-ma conta frente
Atom bubi o brande todo dum trago,
Berrei pró home num pago, num pago;
O gaijo braunco chamou o girente,
Saltei pa trás, saquei, saiu o pente...
Pra num andare cadeiras pru are,
Atom pus-ma gritare:
Chamem a policia, chamem a policia,
Chamem a policia queu num pago.
Fui ver Lisboa a noite
Parei no Russio
Numa noite sem frio
Mandei bir uma cola
E um gradanapo
E o cara de sapo
Pediume logo o taco o malcriadom
Num me cuntibe passeilhe um sermom
Disse qu’era uso da cunfeitaria
Qu’era mais siguro no tempo que curria.
Chamem a policia, chamem a policia
Chamem a policia, chamem a policia
O sketch do gato fedorento alusivo
http://br.youtube.com/watch?v=lfdVTF8h81I
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ?
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Cabo Napol "eao"
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