Número total de visualizações de páginas

Acerca de mim

Toda a brigada tem um cabo... todo o cabo pode chegar a Imperador... todo o Imperador pode mudar o destino de uma nação ... todas as nações podem mudar o destino do mundo ou não...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Quando o Mar bate na rocha ... PARTE 5 Ambiente, transportes e Grandes Empresas públicas.

Caros Bloguistas Militantes
De todos os meios de transporte, o que eu gosto mais é o COMBOIO, e também quero dizer que sou um frequentador assíduo dos transportes públicos, feita esta declaração de interesses vamos lá ao que hoje aqui nos trás.
Dizem os entendidos em Economia/Finanças, que tal como na economia doméstica, a economia nacional tem de ser equilibrada.
Não gosto muito da comparação, até porque eu não tenho um Orçamento planificado e estratificado, e não reservo parte do dinheiro para comprar submarinos...nem para sumptuosas festas...
Mas voltando à vaca fria, que é como quem diz ao assunto principal, para equilibrarmos a economia nacional, as medidas já propostas foram maioritariamente nas receitas, hoje vamos falar nas despesas.Notem que eu não vou falar em cortes na despesa, mas sim de recolocação e/ou substituição, claro está de alguma diminuição.
Diminuição sim! Porque há despesas do Estado que não lembram nem ao Diabo.
A preocupação ambiental tem de estar presente nos nossos orçamentos/contas do Estado.
E por incrível que pareça, isso não aumenta a despesa do Estado mas pode diminuí-la ou no máximo deixa-la na mesma.
Observemos o nosso consumo de CO2 e não só (a fonte destes dados é
parcial,mas deixa-nos uma ideia)
Portugal importa/consome: 2.500 ton. de carvão, produzindo 5.000 ton. de CO2, SO2 de cinzas e metais pesados libertados para a atmosfera; 1.500 ton. de fuelóleo, produzindo 4.800 ton. de CO2, SO2 e outros; 700 ton. de gás natural, produzindo 2.400 ton. de CO2
Portugal foi um dos 13 países da União Europeia (UE) que continuou a registar um aumento das emissões de CO2 para a atmosfera.
Portugal emitiu 85,5 milhões de toneladas, mais 24 milhões do que no ano base, um aumento de mais de 40 por cento. Um crescimento das emissões nacionais de 27 por cento estabelecido acime do limite dado pela U.E., face a 1990.
É por isso que Portugal negoceia quotas de emissão de CO2 com Cabo Verde. Portugal irá comprar créditos de emissão de carbono a Cabo Verde.
Como se verifica urge diminuir a quantidade de CO2, para não termos de ir comprar a outros países.
Os transportes, são um factor essencial para lá chegarmos, não podemos esquecer o protocolo de KIOTO.
Necessitamos de atingir as metas a que nos propusemos, para não sermos duplamente penalizados, no nosso ambiente e também nas pesadas multas que temos de pagar.
É a pensar no ambiente que apresentamos uma alternativa para o ambiente, começando pelo sector dos transportes e depois indo ao sector doméstico e outros.
Vejamos: Se precisamos de reduzir as emissões de CO e de outros gases, e se parte destes gases são produzidos pelos automóveis, então uma das soluções é apelar à população para andar de transportes públicos e deixar o carro em casa.
E isso faz-se com paciência, marketing e alguma imposição.
Ao andar de transportes, reduz-se o consumo de combustível, logo reduzimos a importação de combustível e também se reduz as emissões de gases poluentes para a atmosfera.
Se se reduz as emissões de gases poluentes para a atmosfera, iremos ficar dentro das quotas estabelecidas por Kioto. Se isso acontece não temos de comprar quotas a outros países, logo poupamos dinheiro ao Orçamento do Estado.
Se este é o caminho, então porque não tornar OS TRANSPORTES GRATUITOS?
1. Claro que é necessário compensar monetariamente os operadores de transportes, e isso seria feito com o dinheiro que não gastámos na compra da quota de CO2 aos outros países, e ainda ficávamos a lucrar, porque poupávamos na importação de combustível.

Esta medida não pode ser isolada como é “óbvio”, temos de "obrigar" os cidadãos a raciocinar e a optar pelos transportes públicos gratuitos.
Como faríamos isso?
1. Taxar a entrada de carros dentro das cidades, será um factor inibidor/desencorajador de se trazer o carro para a cidade, gerando, os carros que entrassem, receita para o município.
2. Restringir, com racionalidade, nos centros urbanos, a circulação automóvel.
3. Compensar quem fizesse o "Carpool", ou seja a partilha de carro, com entradas na cidade gratuitas tendo locais de estacionamento privilegiados.
4. Relevar à população as vantagens: poupam no dinheiro dos passes e no combustível.
5. Deslocando-se nos de transportes públicos os cidadãos chegam mais rápido e descansados, sendo que com menos um carro na estrada os transportes demoram menos tempo.
6. Medida essencial é melhorar a oferta, a qualidade a mobilidade, o tempo de espera para os utentes e os percursos de transportes.
7. Obrigatoriedade das empresas com mais de 100 trabalhadores terem transportes colectivos próprios, para levarem e trazerem os seus trabalhadores de casa para o trabalho e vice-versa. Isto é só seguir o segredo da logística militar, que já pratica esta solução à muito tempo. Os militares possuem autocarros para transportar o seu pessoal de manhã de casa para o quartel e à tarde do Quartel para casa. Os trabalhadores ao virem no autocarro da empresa, chegavam sempre a horas, e com a vantagem de se trocar 50 carros por um autocarro.
8. Grandes centros comerciais, deveriam possuir autocarros/percursos distintos para diversas zonas da cidade, aliado a várias carrinhas para levar as compras aos clientes gratuitamente.
9. Para as empresas com menos de 50 funcionários, a faculdade de se poderem associar e dividir as despesas, esta seria uma das funções da autoridade metropolitana dos transportes coordenar estes transportes para as empresas com menos de 50 trabalhadores.
10. Restringir-se-ia os transportes não essenciais das empresas, ou seja, retirar-se-ia o privilégio na função pública dos chefes e directores terem carro próprio e tudo o que não é essencial, alternativa fazerem carpool como carro da administração, como muitos fizeram antigamente, manter-se-ia os carros de serviço estritamente essenciais.
11. Entrada em funcionamento das Autoridades Metropolitanas de Transportes, para coordenar, fiscalizar, rentabilizar e harmonizar os operadores de transportes, garantido que tudo era cumprido.
12. Regulamentar as cargas e descargas e a circulação dos camiões dentro da cidade, não permitindo a descarga e a carga de produtos em hora de ponta. As cargas e descargas só deveriam ser autorizadas excepcionalmente no período entre as 11.00 horas e 12.30 e as 14.30 e as 16:00 horas, sendo que o horário a ser praticado usualmente seria entre 22:00 horas e as 06.30 horas. Damos como exemplo, a entrega dos jornais, que são colocados nos pontos de venda entre as 2 e as 5 da manhã, tendo os distribuidores uma chave que dá acesso a determinada parte da loja.
13. Entradas a horas desfasadas, se as empresas permitissem aos seus funcionários um horário flexível, uma boa parte do problema do trânsito resolvia-se. As câmaras municipais e o Estado; se impuserem às empresas o seguinte: As Empresas com nomes começados por A até G os seus funcionários entram às 9 horas e saem às 17 horas. As Empresas com nomes começados por H até O entram às 9.30 e saem Às 17.30 e por aí fora, talvez assim o fluxo de trânsito já não era tão intenso.O que ganharíamos com tudo isto?
1- Baixávamos os níveis de poluição das cidades; melhorando a qualidade de vida, vedando na cidade ruas ao trânsito, devolvíamos a rua aos cidadãos, reduzindo a poluição atmosférica e sonora.
2- O trânsito era muito mais fluído, as filas de trânsito eram reduzidas.
3- Reduziríamos o número de acidentes.
4- Cumpriamos o protocolo de Kioto.
5- Diminuíamos o tempo de deslocação, entre pontos de origem e destino, dos cidadãos - ou seja menos carros implicam menos filas de trânsito, menos filas de trânsito aumentam a velocidade dos transportes públicos, aliado a uma rede de transportes bem estruturada servir-se-á bem o cidadão.Acabar com as medidas contraditórias, que dão sinal contrário à população, se queremos baixar o deficit (porque caso se tivessem esquecido é disso que falamos), se querem baixar o pagamento ao exterior na compra de CO2, temos de acabar com as medidas contrárias, como por exemplo:
• Acabar com o aumento dos parques de estacionamento no interior das cidades. Quer dizer, andam a propalar que querem diminuir o trânsito na cidade, e depois colocam mais parques de estacionamento no seu interior, em vez de colocar no exterior para incentivar o cidadão a deixar lá a viatura, é uma contradição.

• Acabar com a diminuição dos passeios para os peões, se restringem que os peões andem a pé na rua, fazendo passeios que são irregulares e estreitos são um incentivo ao uso do carro, mais uma contradição.
• A não implementação de pistas para bicicletas e veículos não motorizados, mais um sinal contraditório, mais um incentivo ao uso do automóvel.
• Se acabam com as linhas de eléctricos, que são transportes não poluentes, e as trocam por autocarros, estão no mínimo a dar um péssimo exemplo.
2- Outro factor ambiental é o da consciencializção. MUITO POUCOS, FAZEM MUITO, vejamos:
  • Se os apartamentos forem climatizados, como o são nos países nórdicos.

  • Se a energia solar for colocada e aproveitada nas casas.


  • Se o aproveitamento das águas de escorrência dos telhados que correm livremente forem aproveitadas.

  • Se separmos os esgotos pluviais dos residuais de modo a reaproveitar as águas pluviais para gerar electricidade (já existe tecnologia para isto)e aproveitarmos também para limpeza e descarga das águas na casa de banho.

  • Se utilizarmos lâmpadas económicas, para gastar menos energia.

  • Se aproveitarmos as águas que vão para os esgotos para gerarem electricidade (já existe tecnologia para isto).

  • Se utilizarmos tachos e panelas que precisam de menos energia para cozinhar.
Então as casas consumiriam menos energia, poderia inclusive gerar parte da sua energia, reduziria o consumo de energia, logo a importação de energia era menor, ao mesmo tempo a emissão de CO2 para a atmosfera seria menor e a poluição atmosférica baixaria bastante.
3- Por outro lado Mais Verde, Mais Verde, Mais Verde e despoluir os rios.
Quem transforma o CO2 em O2 pela acção da fotossintese, são as árvores.
A floresta e a produção da mesma são factores de produção de riqueza e são essenciais para o meio ambiente, são as florestas e o eu a circunda, responsáveis por não haver cheias, de conseguirem fazer chegar a água aos lençóis freáticos, de evitar o avanço dos desertos, etc…
Mas pelo contrário estamos a assistir:


  • ao abate maciço de árvores,

  • a desflorestação,

  • a incêndios sistemáticos,

  • à falta de limpeza das matas e dos matos,

  • à destruição da biodiversidade,
Estamos a fazer da floresta uma inimiga, quando pelo contrário ela é amiga e nossa protectora e geradora de riqueza.
Por isso devemos pedir: Mais verde, mais verde, investir ainda mais no verde,

  • nas cidades,

  • nos campos,

  • nas planícies,

  • nas montanhas e montes,

  • ao longo das auto-estradas,

  • fazer mais jardins,

  • mais parques ecológicos como o de Monsanto ou como o de Nova York, que tem um parque enorme delimitado por um conjunto de casas, e cujo metro quadrado aí é caríssimo.
Temos de desinvestir no betão que só isola os solos e faz com que os leitos de cheia se alterem rapidamente e para pior.
Temos de voltar à natureza, porque a natureza é geradora de riqueza, de vida, harmonia saúde e bem-estar, e contribuí para o equilíbrio humano e da sociedade onde vivemos.
É necessário despoluir os rios, fazer com que volte a dar peixe, é:

  • necessário salvaguardar as bacias hidrográficas, fazendo com que tenhamos mais e melhor água potável,

  • urgente salvaguardar as águas de escorrência de modo a protegermos, abastecermos e restaurarmos os lençóis freáticos, que são tão importantes para reter água doce e a nossa água mineral que é tão boa para exportação.

  • fundamental limpar os leitos do rio e as suas margens do lixo e das construções em leitos de cheias, tornar os locais mais bonitos, para incentivarmos a indústria turística.

  • Prioritário acabar de uma vez por todas com a emissão de poluentes que as indústrias fazem para a água e para os solos, investindo em indústrias e soluções de poluição zero ou quase zero,

  • Preciso diminuir o consumo de energia pelas indústrias e fazer o reaproveitamento da energia despendida ou que esta seja auto-gerada, para diminuir a importação de combustível e para que seja reduzida a emissão de CO2.
São estes pequenos nadas, que nos fazem falta e tem de ser implementados, e ao serem reduziria bastante o nosso deficit, geraria emprego, contribuía para o nosso desenvolvimento sustentado.
E se os políticos não vêm isto talvez esteja na hora de nós os fazermos ver.
Até lá estamos a ver passar os comboios...


APITA O COMBOIO
Apito comboio que coisa tão linda.
Apito comboio perto de Coimbra.
Apito comboio que coisa tão linda.
Apito comboio perto de Coimbra.
Apito comboio, lá vai apitar.
Apito comboio, à beira do mar.
À beira do mar, mesmo à beirinha.
Apito comboio, no centro da linha.
À beira do mar, debaixo do chão,
Apito comboio lá na estação.
À beira do mar, debaixo do chão,
Apito comboio lá na estação.
Apito comboio, lá vai a apitar.
Apito comboio, à beira do mar.
À beira do mar, mesmo à beirinha.
Apito comboio, no centro da linha.
Apito comboio sobre o rio Douro,
Apito comboio ao chegar ao Porto.
Apito comboio sobre o rio Douro,
Apito comboio ao chegar ao Porto.
Apito comboio, lá vai à apitar.
Apito comboio, à beira do mar.
À beira do mar, mesmo à beirinha.
Apito comboio, no centro da linha.
Apito comboio logo de manhã,
Vai cheio de moças par'à Covilhã.
Apito comboio logo de manhã,
Vai cheio de moças para à Covilhã.
Apito comboio, lá vai à apitar.
Apito comboio, à beira do mar.
À beira do mar, mesmo à beirinha.
Apito comboio, no centro da linha.
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA ANDA A CAVALO, NÃO POLUI… PORQUE O ESTRUME É BIODEGRADÁVEL E O COMBUSTÍVEL É FENO.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 33

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 32

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 31

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 30

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 29

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 28

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 27

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 26

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 25

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 24

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 23

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 22

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 21

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 20

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 19

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 18

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 17

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 16

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 15

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 14

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 13

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 12

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 11

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 10

Viva a República - Viva os 100 anos da República - post 9

Viva a República - Viva os 100 anos da República - post 8

Viva a República - Viva os 100 anos da República - post 7

Viva a República - Viva os 100 anos da República - post 6

Viva a República - Viva os 100 anos da República - post 5

Viva a República - Viva os 100 anos da República - post 4post 4

Viva a República - Viva os 100 anos da República - Post 3

Viva a República - Viva os 100 anos da República - post2


O pensamento e a ciência são republicanos, porque o génio criador vive de liberdade e só a República pode ser verdadeiramente livre [...]. O trabalho e a indústria são republicanos, porque a actividade criadora quer segurança e estabilidade e só a República [...] é estável e segura [...]. A República é, no Estado, liberdade [...]; na indústria, produção; no trabalho, segurança; na nação, força e independência. Para todos, riqueza; para todos, igualdade; para todos, luz."
—Antero de Quental, in República, 11-05-1870

Viva a República - Viva os 100 anos da República


LEIAM COM ATENÇÃO A LETRA

CAROS BLOGUISTAS MILITANTES

É COM TODA A CONVICÇÃO, QUE DIGO

VIVA A REPÚBLICA!

QUE MUITOS 100 ANOS SE REPITAM.



MAS HOJE O MEU HINO É ESTE

Data: 1890 (versão original)[5]
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil
I
Herois do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memoria,
Oh patria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões
marchar, marchar!

II
Desfralda a invicta bandeira,
À luz viva do teu céo!
Brade a Europa á terra inteira:
Portugal não pereceu!
Beija o teu sólo jucundo
O Oceano, a rugir de amor;
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões
marchar!

III
Saudai o sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do resurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injurias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões
marchar!!

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA PELA DEFESA DA REPÚBLICA NUNCA BAIXA AS ARMAS.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Quando o mar bate na rocha - Parte 3 - O sistema de imposto nos países nórdicos

Caros Bloguistas Militantes
Este é o 3º "sub-post" dedicado à economia, que faz parte do post principal que se intitula "QUANDO O MAR BATE NA ROCHA...".
Hoje vamos falar de uma medida complementar, a diminuição dos níveis residuais da fuga ao fisco, só assim o aumento de impostos se torna desnecessário, ou a acontecer, não será tão gravoso.
Preconizo, por isso, que seja implementado em Portugal, a filosofia e a prática dos impostos dos países nórdicos, e segundo me parece também nos EUA.
Enquadremos a questão, durante o ano inteiro, quem trabalha, teoricamente recebe um salário, e, logo à cabeça o IRS é retido.
A economia de mercado faz com que nós na nossa vida do dia-a-dia façamos uma série de despesas, que nos vão esvaziando os bolsos, como por exemplo as despesas de:
• Supermercado,
• Restaurantes,
• Loja de roupa,
• Farmácia,
• Escola/universidade,
• Automóveis, (para alguns iates e coisas de luxo),
• Rendas diversas (casa, viagens, carro, etc…)
• etc...

Se todos pedissemos as facturas de todas as compras que fazemos, como, aliás, vem anunciado aí em muitos locais, e se, guardasse-mos todas essas facturas, quando chegar a altura de entregarmos o IRS, temos um monte de papéis.
Há uns tempos assim o fizemos, fomos entregar o IRS, e levámos os papéis todos, das nossas despesas do ano transacto.
Vocês nem calculam a quantidade de papeis, leia-se facturas que foram rejeitados... digo-vos, Caros Bloguistas Militantes, mais-valia ter colocado aquilo no Papelão para reciclar.
A maioria das facturas foram rejeitadas, porque segundo a Lei, estas facturas não são dedutíveis na actual lei do IRS.
E, ao contrário de um post anterior, eu hoje, ESTOU A COLOCAR EM CAUSA A LEI.
A cobrança de impostos, pelo Estado, deveria ser uma coisa inteligente.
A cobrança de impostos nos Estados nórdicos assim o parece ser, nos EUA também.
E quando digo que deve ser inteligente, entre outras coisas, refiro-me ao deve e haver das populações.
É que nos Estados nórdicos, eles pagam mas são bem servidos.
Mas todos, sublinho todos, pagam impostos, ok residualmente há quem não pague.
Não é como cá, que residualmente há quem pague…
É que o ciclo de impostos, aqui no burgo, pára sempre na classe média, que trabalha por conta de outrem... e porque é que pára na classe média que trabalha por conta de outrem?
Porque não podemos fugir deles.
E porque é que todos os que podem fugir aos impostos, o querem fazer?
Não é só pela palavra em si, poucos gostam de algo que lhe é "IMPOSTO", mas, principalmente, porque não vemos realmente onde o nosso contributo vai parar.
Não compreendemos o desperdício, não compreendemos o "jugo"de uma administração pesada e antiquada que ainda o é.
É que pagamos impostos, para um Estado, que é o nosso, e que, não sabe, em bom rigor, qual o número de funcionários que tem…
Vamos confiar o dinheiro a estes desorganizados mentais? A estes gestores que não sabem gerir? Claro que não! (ouvimos nós em coro)
É por isso, que quem pode fugir, foge.
Obviamente que nem tudo é mau, e já tem havido melhorias, mas.... O Estado é como "A mulher de César, não basta ser tem de parecer também." e o Estado não o é nem parece.
Temos de fazer as coisas bem-feitas.
É por isso que proponho que adoptemos a filosofia dos impostos dos países nórdicos, e aliemos a isso o rigor da fiscalização americana em relação ao IRS. Então o que fazer?
Abordando só a filosofia dos EUA em relação ao IRS, defendo uma polícia, que investigasse como nos EUA, e uma moldura penal que punisse os infractores de modo a que se pense duas vezes antes de fugir ao fisco.
É que isto, cá pelo burgo, serem só uns a colocarem dinheiro nos offshore e outros a pagarem do bom e do belo, não pode ser.
Se o Estado quer assumir o facto de não querer tributar mais os bancos, com o argumento de, se o fizer, estes fogem para o estrangeiro. Sim senhor, eu até aceito o argumento, não concordo mas aceito.
Mas, então, não podem ser só uns (leia-se os mesmos), os beneficiados.
Beneficie-se então, a bem de toda a sociedade e do Estado, aqueles que não podem, nem tem engenho, arte e dinheiro para colocar os seus bens em offshore’s.
Dito de outra maneira, haja justiça e equidade fiscal.
Nós podemos alcançar esse desiderato, beneficiando cada um e todos nós micro contribuintes, fazendo entrar no IRS, todas as despesas que ao longo do ano a vida nos impõem.
Não estou a inventar nada, só estou a querer copiar o que se faz nos países nórdicos e que se fosse implementado todos ganharíamos, inclusive o Estado.
Irão argumentar que nesses países, 50% dos impostos ficam retidos pelo Estado.
É verdade, mas os cidadãos também sabem onde é aplicado o dinheiro dos seus impostos, as despesas de saúde e as escolares se não são gratuitas são praticamente gratuitas, e não há desperdício
Se esse é o preço, então que se pague o preço e se tenha os benefícios.
Mas voltemos ao assunto, nós não dizemos para ser tudo dedutível a 100%, claro que não.
Até porque estamos numa economia de mercado e isso seria contraproducente,
O que dizemos é que a filosofia nórdica seja copiada, eles lá tem, a fórmula é só ir buscá-la, copiar, seguir o exemplo…mas completo, não é só por partes.
Poderemos ajustar a coisa à nossa medida, dentro de limites bem balizados.
Por exemplo: consoante um governo desse mais ênfase à Educação; ou à Saúde; ou à Cultura ou a outra coisa qualquer... assim se descontaria percentualmente de modo a beneficiar esse sector e consoante os objectivos desse programa de governo eleito, leia-se qualquer governo e não este em concreto.
Recapitulando, para além de descontarmos para o IRS o nosso salário, todas as despesas, sem excepções, seriam dedutíveis no IRS.
Dedutíveis percentualmente e não com montante fixo como alguns contribuintes neste momento têm.
Percentualmente e por ordem de importância das despesas.
Não podemos, como é óbvio, deduzir para o IRS a mesma percentagem quando se compra um IATE ou quando se vai ao Supermercado.
Temos de seguir a regra: Para os bens de primeira necessidade uma percentagem maior na dedução do IRS, para os bens de luxo, uma percentagem bem menor.
Primeira coisa a fazer: Acabar com as facturas em papel térmico, porque passados alguns meses (e relembro que temos de guardar as facturas por 5 anos), as facturas tornam-se ilegíveis.
Deixo um exercício retórico que servirá somente de exemplo, para ilustrar esta ideia, queremos sublinhar que as percentagens mostradas têm os seguintes pressupostos:
• A dedução é sobre o total das despesas,
• As deduções nas diferentes áreas não têm nenhum tecto, somente o tecto daquilo que nós auferimos como receitas, as despesas não podem ser maiores que as receitas, a menos que tenhamos um empréstimo bancário, o que também vem contemplado nesta proposta.
• Ter-se-à em conta o ordenado Bruto e não o líquido

Exemplo, não exustivo, das despesas que percentualmente entravam no IRS para ser deduzidas:
• Educação obrigatória até ao 12º ano: 100% - Sim assumo a gratuitidade da educação, como objectivo primordial do Estado para atingirmos metas essenciais no futuro.
• Educação Universitária: 75%
• Formação contínua e complementar não Universitária ou escolar: 75% - Obrigatoriedade de contratualizar com as empresas, uma formação anual de pelo menos 50 horas por trabalhador pagas pela entidade patronal.
• Saúde 85% - Temos de seguir o caminho já trilhado pela Europa e os EUA, não ligando ao lobby da ordem dos médicos. Cada um de nós tem a liberdade de se tratar como quer e onde quer, e não seguir as directivas da ordem dos médicos. Assim aqui está incluída a comparticipação das consultas, medicamentos das chamadas medicinas naturais, sejam elas alopáticas ou homeopáticas ou de outro género (não entremos no exagero dos pai de santo, Dr. Bambo- Astrólogo e vidente...etc.. isso entra no capítulo dos diversos com uma entrada na dedução do IRS mais baixa obviamente).
• Refeições - 75% restaurantes não de luxo
• Refeições - 40% restaurantes de luxo
• Supermercado 75% - Bens de primeira necessidade, aferidos pelo cabaz de compras
• Supermercado 45% - Bens que não sejam de primeira necessidade, fora do cabaz de compras
• Artigos/reparações para o lar 45%
• Artigos/reparações para o carro 25%
• Seguros 55% - Sendo que as empresas deveriam obrigatoriamente contratualizar um seguro que tivesse incluído plano dentário, próteses o órtoteses.
• PPR e afins 65%
• Bolsa/acções 20%
• Vestuário 50%
• Empréstimos bancários 45%
• Diversão 10%
• Aquisição de serviços fora do acima referido 20%
• Livros não escolares e não relacionados com os estudos 75%
• Transportes 100 % - Sim assume-se a gratuitidade dos transportes, ver acerca disto os diversos posts já publicados.
• Mecenato 200% -
• Ginásio e afins -45%
• Quotas de clubes desportivos 50% -Obrigatoriedade para os clubes de ter escolas, ginásios, e contribuir para um desporto nacional efectivo e não só para o futebol.
• Quotas de clubes culturais, musicais, etc... 60%
• Cinema/teatro 35%
• Artigos de Informática 50 %

Resumindo, como poderão verificar, tudo o que entra para ser deduzido no IRS, tem tectos percentuais.
Estas medidas iriam obrigar, a que todos declarássemos rendimentos e despesas sem deixar nenhuma de fora.
Declarando não éramos prejudicados, bem pelo contrário.
Caros Bloguistas Militantes, nunca entendi porque nunca aplicaram este método, sendo que é um caso de sucesso nos países nórdicos.
Que interesses obscuros se movimentam para que esta solução não seja adoptada?
Eram estas coisas que os sindicatos e o governo deveriam discutir na concertação social, porque se tudo isto fosse avante, o que pagaríamos traduzir-se-ia um reembolso no final do ano.
Isto não se traduz num aumento de salário, mas é claramente um benefício.
Obviamente que isto implicaria que se cruzassem os dados entre os comerciantes e os particulares.
Teríamos assim mais cidadãos e empresas a entrara no sistema e menos fugiam aos impostos.
Mas que sei eu disto?

Imposto - Djavan
IPVA, IPTU
CPMF forever
É tanto imposto
Que eu já nem sei!...
ISS, ICMS
PIS e COFINS, pra nada...
Integração Social, aonde?
Só se for no carnaval
Eles nem tchum
Mas tu paga tudo
São eles os senhores da vez
Tu é comum, eles têm fundo
Pra acumular, com o respaldo da lei
Essa gente não quer nada
É praga sem precedente
Gente que só sabe fazer
Por si, por si
Tudo até parece claro
À luz do dia
Mas claro que é escuso
Não pense que é só isso
Ainda tem a farra do I.R.
Dinheiro demais!
Imposto a mais, desvio a mais
E o benefício é um horror
Estradas, hospitais, escolas
Tsunami a céu aberto,
Não está certo.
Pra quem vai tanto dinheiro?
Vai pro homem que recolhe
O imposto
Pois o homem que recolhe
O imposto
É o impostor



Ele há cargas fantásticas, não há? Na Brigada há moralidade e todos pagam impostos...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Quando o Mar bate na rocha -2 - A lotaria da Ilha de Malta.

NOTA PRÉVIA: Os habituais profetas da desgraça, os cépticos , os avessos à mudança, poderão, quando lerem este meu post, vir com o argumento que a ilha de Malta também está em crise. Queria alertá-los que isso se deve a outros factores, sendo um deles a crise internacional. Como tal esse argumento não colhe e sobretudo não invalida em nada a nossa proposta.
Segunda nota prévia: No próximo post será sobre a forma como os impostos são tributados nos países escandinavos. Vendo numa prespectiva de aplicação em Portugal, mas sempre, sempre, numa prespectiva de complementariedade sobre as medidas que neste capítulo "Quando o mar bate na rocha", que trata sobre economia e que é dividido em 26 posts, sendo que este é o segundo.


Caros Bloguistas Militantes
Estive tanto tempo à espera de uma resposta da Embaixada da Ilha de MALTA, que já vamos na segunda crise e eu prometi dar uma ajuda para solucionar a primeira.
Antes de explanar a filosofia que subjaz (isto hoje está muito com linguagem académica, não tarda nada as soluções~deixam de o ser e passam a ser teorias), mas escrevíamos nós, antes de explanar a filosofia, queria dizer, que se estamos em crise devemos a alguns factores, a nível EUROPEU, não só cá, mas também, pelo burgo:


  • Falta de coragem política de enfrentar os problemas sem olhar para a sondagens;
  • Desprezo pela sociedade, logo pela protecção social;
  • Falta de um líder ou de vários lideres, é que pior que não ter líder é ter um mau líder, e nós temos vários maus lideres;
  • Falta de rumo e de estratégia, nem à vista conseguimos navegar, andamos todos a ir uns contra os outros;
  • Tentativa de uma política comum para povos tão diversificados, esquecendo-se das especificidades que são uma mais valia, não têm isso em conta.
  • Submissão do poder político ao poder económico, poder económico esse adepto do capitalismo desregulado.

Entre outras coisas, é isto que se passa por toda a Europa, e, naturalmente, por cá também.
Os bons exemplos devem ser seguidos e pelo menos tentados, já que, os maus exemplos, os que são os tradicionais, as teorias de uns iluminados que não se sabe bem de onde vêm e que estão alheados da realidade, pensam que a humanidade é um cadinho, um tubo de ensaio onde as experiências saem todas matemática e fisicamente bem, esses são os exemplos que estão a ser tentados e seguidos, e que como já vimos, e sentimos na pele, não resultam.
Mas desorientados como estão, os nossos políticos, e pressionados pelas financeiras e bancos vorazes, a tentarem recuperar a SUA ECONOMIA, depois da porcaria que fizeram, os políticos escrevíamos nós, seguem o caminho mais fácil e que é o mais penoso para nós.


SEGUEM A RECEITA DO AUMENTAR IMPOSTOS PORQUE NADA MAIS HÁ A FAZER...é o que eles dizem ou melhor é o que lhes dizem.
E os bons exemplos? E as medidas nunca antes tentadas nos países mas já implementadas em outros e com sucesso?
Não aceito a teoria que o nosso povo é isto, e que não dá implementar essa medida ou essas medidas cá.
Essa postura é estarem a passar um atestado de estupidez a todos nós e no mínimo de nos classificar como atrasados mentais, subliminarmente dizendo que somos um povo que não aprende nem evolui.
ISSO EU NÃO ACEITO.
"Quando o Mar bate na Rocha" é o titulo do post base quando decidimos dedicar uma parte do nosso blogue à Economia. As receitas para a Europa e Portugal, estão divididas em 26 "sub-post" em que este agora é o segundo. Sim porque isto de mexer na Economia sem aumentar impostos tem muito que se lhe diga.
Por isso sem mais delongas aqui vai a "Receita" numero 2, das medidas Economicas.
Eu compreendo os impostos numa lógica de justiça equitativa e distributiva, e que são fundamentais para o funcionamento em sociedade; defendo também que a aplicação dos nossos impostos deveria ser mais vigiada e ter mais interesse por parte dos cidadãos.
Saber onde, como e em que quantidade foram utilizados... sim, porque o dinheiro dos impostos é de todos, e todos gostamos de saber por onde anda o nosso dinheiro.
Perdão... de todos não. É daqueles que, num país como Portugal, não conseguem fugir ao fisco.
Porém a fuga ao fisco seria praticamente zero se se implementasse algumas medidas práticas e fáceis de compreender.
É por essa razão que preconizo a solução dos impostos da Ilha de Malta.
Enquadrando e vendo em prespectiva, poderemos dizer que a ilha de Malta, tinha grande fuga ao fisco e debatia-se com um gravíssimo problema de cobrança de impostos. Malta achou a solução e conseguiu reduzir essa fuga, recorrendo a algo engenhoso, o governo de Malta aproveitando-se da apetência natural do ser humano, e em particular dos "Malteses", para o jogo, achou a solução ideal.
Os políticos de Malta, introduzindo o factor jogo nos impostos, conseguiram colocar a maior parte da população a exigir a factura, e com tanta eficácia que, hoje em dia isso é um gesto natural para qualquer comerciante/retalhista/industrial dar automaticamente a factura/recibo assim que se paga (já não são os cidadãos clientes a pedir, mas os vendedores a dar).

Mas qual a razão de tudi isto acontecer?
A razão foi o governo de Malta, ter associado obrigatoriamente a todas as facturas as regras do jogo da lotaria, associando em cada factura um número, tal e qual um bilhete de lotaria o tem.
Aliou a isso o governo de Malta, o fornecimento aos comerciantes/retalhistas/industriais de máquinas registadoras ou por eles (governo) autenticadas e que todas elas geram o tal número de lotaria na factura.
Ora o Estado, periodicamente ( é esta a informação que necessitava da Embaixada de Malta, e que solicitei por email, e não me foi respondida, infelizmente, mas que penso ser semanalmente), faz a extracção dos números, tal e qual se faz na lotaria, e atribuí um ou vários prémios aos detentores das facturas com o número premiado.
Devido a isso compre alguém um café, um berlinde, um Iate ou uma casa, todos pedem factura, controlando assim o Estado a facturação das empresas, sendo mais difícil de fazer falcatruas, leia-se fuga ao fisco, indirectamente toda a população está a servir de fiscal e controla a facturação das empresas, e o cidadão tem a possibilidade de ser premiado generosamente por isso.
O ESTADO DÁ DINHEIRO AOS CONTRIBUINTES POR ESTES PEDIREM FACTURAS, habilitando-os ao prémio da Lotaria. Claro que aqui a Deusa Fortuna tem a sua influência, mas ao pedirem a factura os cidadãos estão muito mais que a fazer compras, estão a habilitar-se a um jogo.
Ora, assim sendo, o que o ESTADO vai buscar em dinheiro pela cobrança destes impostos, sim porque ao pedirem a factura os cidadãos fazem com que o dinheiro entre no circuito dos impostos, o Estado não perde nada, porque todos ao exigerem a factura geram mais receita para o Estado, e o Estado dá um chouriço depois de pedir um Porco.
Ok, em Malta pedem um porco e dão um chouriço, aqui pedem um porco e nós vemo-los a comer e nem o cheiro lhe sentimos...
Ao menos em Malta os cidadãos têm um motivo para exigirem a factura.
A quantidade de dinheiro que o Estado vai buscar, devido a ter enraizdo estas atitudes pró-activas nos cidadãos, chega bem para dar uns prémios chorudos em dinheiro a esses mesmos cidadãos.
É distribuída aos cidadãos uma infíma parte do que o Estado arrecada em impostos, é nessa redestribuição infíma que o Estado vai premiar os contribuintes.
Isto comparado com o que Estado arrecadou com a acção fiscalizadora e exigente dos cidadãos, que, no fundo, estão a fazer de "fiscais" do Estado, e, com essa acção, e com muita sorte são premiados por isso.
Ovo de Colombo não é?

Assim é mais difícil de fazer falcatruas, leia-se fuga ao fisco.
Assim entra o dinheiro que deve entrar nos cofres do Estado, beneficiando todos.
Devido ao facto de todos pagarem impostos, a receita chega para cobrir as despesas do Estado, que somos todos nós, sendo assim, o governo de Malta evitou o aumento de impostos.
É pena que por cá não seja feito algo igual, o problema é que por cá a imaginação dos senhores da DGCI, funcionários públicos, que como sempre optam pelo mais fácil, não vai tão longe. A imaginação deles só serve para nos sacar a massa e não importa como.
Por cá colocam papeis a dizer, "peça a factura, ganha você ganhamos todos", mas no fundo teoricamente só ganha o Estado, e como o Estado somos todos nós, ao contrário do que se passa em Malta, por cá não ganha ninguém. Porque todos sabemos, que por cá , o que alguns fazem ao dinheiro do Estado.
Ou seja, por cá, distribuir ou melhor redistribuir ou melhor dizendo premiar os contribuintes, que é bom e nós gostamos, está quieto, não se faz.
Quando temos o EGO GRANDE, não nos importamos com o que os outros fazem... e recusamos a olhar para o lado quando a solução está lá mesmo à vista.
Urge reequilibrar a balança, tanto para o lado do Estado como para o lado do contribuinte.
Mas o que faz falta é a malta abrir os olhos, e ver como se faz em MALTA.
O QUE FAZ FALTA É AVISAR A MALTA...pois a corja já topa da janela há muito tempo.


O QUE FAZ FALTA- JOSÉ AFONSO
Quando a corja topa da janela
O que faz falta
Quando o pão que comes sabe a merda
O que faz falta

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta

Quando nunca a noite foi dormida
O que faz falta
Quando a raiva nunca foi vencida
O que faz falta

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é acordar a malta
O que faz falta

Quando nunca a infância teve infância
O que faz falta
Quando sabes que vai haver dança
O que faz falta

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta

Quando um cão te morde a canela
O que faz falta
Quando a esquina há sempre uma cabeça
O que faz falta

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta

Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta
Quando dizem que isto é tudo treta
O que faz falta

O que faz falta é agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta é libertar a malta
O que faz falta

Se o patrão não vai com duas loas
O que faz falta
Se o fascista conspira na sombra
O que faz falta

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é dar poder a malta
O que faz falta

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA GOSTA DE DIZER: NÃO HÁ MORALIDADE, A MAIORIA FOGE AO FISCO... E TODOS COMEMOS PELA MEDIDA GRANDE.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Caros Bloguistas Militantes
No passado dia 6 fez 3 anos que o mundo perdeu uma grande voz.
Luciano Pavarotti, o tenor italiano tinha uma voz magnifica.
Foi um homem que nasceu de famílias humildes e que praticava o bem, principalmente a favor das crianças.
Singrou como tenor, ganhou dinheiro com o canto, mas no entanto foi nobre ao nunca esquecer das crianças desprotegidas.
O Tenor Luciano Pavarotti como ele trouxe o público a escutar música clássica e óperas, a sua bondade, a técnica da sua voz.
Seja o que dissermos acerca deste grande Tenor o mais certo é não sermos exactos ou pecarmos por sermos curtos demais.
Um bela voz merece sempre ser escutada, esteja presente ou, como neste caso, ausente por razões maiores.
Deleitem-se a ouvirem os videos, e a desafios a procurarem mais.
Este Tenor executou interpretações magníficas, como por exemplo:
Luciano Pavarotti - La Donna È Mobile (Rigoletto)

Segue-se outra não menos bela e não menos magnífica interpretação em
"O Sole Mio"

ou esta Avé a Maria que eu apesar de não ser religioso rendi-me à virtuosidade do canto e da música que nos fazem meditar
Ave Maria - Schubert

ou ainda esta que ultimamente devido a programas televisivos se tornou mais conhecida, e que é uma bela peça na voz deste magnífio Tenor que nos deixou
Nessun Dorma

Penso que o próprio Mozart ficou contente com esta interpretação de Luciano Pavarotti em :
"Cosi Fan Tutte"

Luciano
Pavarotti
- Celeste Aida

Deu-nos a ouvir a sua magnifica voz, não só em trechos clássicos, mas também em outros ritmos musicais.
Queen + Luciano Pavarotti - Too Much Love Will Kill You

Eros Ramazzotti + Luciano Pavarotti - Se bastasse una bella canzonne

Live Like Horses (Luciano Pavarotti and Elton John)



Luciano Pavarotti e Tracy Chapman - Baby Can I Hold You

Mas "O Trio" quando se juntou o mundo em silêncio ouviu as três magnificas vozes.
Os três grandes tenores da actualidade, cantaram e encantaram.
Mostraram-nos a todos que eram complementares, infelizmente o trio passou a dueto agora.
Placido Domingo, Jose Carreras, Luciano Pavarotti
Para mim a melhor dele que ouvi até hoje, a que me toca mais ... é esta

Luciano Pavarotti - I Pagliacci



Como ouvi alguém dizer o céu ganhou mais uma estrela e é propositado no final desta homenagem a LUCIANO PAVAROTTI que eu deixo cair
una furtiva lágrima,

Até sempre Luciano, obrigado por emprestares a tua magnífica voz à Humanidade e fazer com que os nossos dias sejam mais suaves.


Ele há cargas fantásticas, não há? Mas sem música elas não são tão alegres, e sem a voz de um grande Tenor não são com toda a certeza...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Voltamos dentro de momentos


CAROS BLOGUISTAS MILITANTES
A ausência foi grande e a explicação impõe-se, não não foi o mundial de futebol que nos fez não escrevermos aqui com a assiduidade necessária, também não foi a crise que atravessamos a razão da minha não vinda.
Então o que foi?
Vicissitudes da vida laboral, e por aqui não me quero adiantar mais, e a não resposta a um email que enviei para a embaixada de Malta.
Malta! Eu explico isto de Malta, o post que deveria publicar e não o vou fazer ainda tem a ver com o sorteio em Malta por causa dos impostos, é que se os CAROS BLOGUISTAS MILITANTES julgam que tudo o que eu escrevo é fruto da minha imaginação, devo já dizer que não é, também é fruto da observação, conversas e outras ferramentas que o Ser Humano no seu dia a dia se socorre para chegar mais além.
Sim! Existem muitas ideias minhas, mas eu estudei um fenómeno da química que é se não estou em erro, que os electrões se dirigem sempre para o nível de energia mais baixo. Ao que eu chamo particularmente a lei do menor esforço. Ora todos nós somos feitos de electrões, e como tal, se pudemos usar métodos que já deram as suas provas e são seguros e eficazes e não necessitamos de melhorias... qui çá só adaptações, então, pela lei do menor esforço, devemos utilizar esses métodos e não inventar.
E é por inventarem muito e não olharem os exemplos dos outros países, que estamos (ou que também estamos) nesta crise.
O próximo post, esse sim mais a sério, vai ser a terceira parte do post que comecei a escrever sobre economia, e para o qual alertei que de economia "eu é mais bolos", que aborda "O caso dos Impostos dos países do norte da Europa e nos EUA", isto emnquanto espero a resposta da ilha de MALTA.
Até lá a Brigada volta dentro de momentos... volte voce também.

Os portugueses foram tão longe
Que às vezes perderam a própria luz
Algures nos campos de Alcácer Quibir
Perdemos a luz própria e a própria luz.

"Os Demónios de Alcácer Quibir" -Sérgio Godinho

O D. Sebastião foi para Alcácer-Quibir
de lança na mão a investir a investir
com o cavalo atulhado de livros de história
e guitarras de fado para cantar vitória

O D. Sebastião já tinha hipotecado
toda a nação por dez reis de mel coado
para comprar soldados lanças armaduras
para comprar o "V" das vitórias futuras

O D. Sebastião era um belo pedante
foi mandar vir para uma terra distante
pôs-se a discursar: isto aqui é só meu
vamos lá trabalhar que quem manda sou eu

Mas o mouro é que conhecia o deserto
de trás para diante e de longe e de perto
o mouro é que sabia que o deserto queima e abrasa
o mouro é que jogava em casa

E o D. Sebastião levou tantas na pinha
que ao voltar cá (aí) encontrou a vizinha
espanhola sentada na cama deitada no trono
e o país mudado de dono

E o D. Sebastião acabou na moirama
um bebé chorão sem regaço nem mama
a beber a contar tim por tim tim
a explicar a morrer sim mas devagar

E apanhou tal dose do tal nevoeiro
que a tuberculose o mandou para o galheiro
fez-se um funeral com princesas e reis
e etcetera e tal, Viva Portugal

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? HÁ E NÓS SABEMOS QUE SIM.
acargadabrigadaligeira, a votar desde 1985 trade mark - marca registada