terça-feira, 5 de outubro de 2010
Viva a República - Viva os 100 anos da República - post 8
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Viva a República - Viva os 100 anos da República - post2

O pensamento e a ciência são republicanos, porque o génio criador vive de liberdade e só a República pode ser verdadeiramente livre [...]. O trabalho e a indústria são republicanos, porque a actividade criadora quer segurança e estabilidade e só a República [...] é estável e segura [...]. A República é, no Estado, liberdade [...]; na indústria, produção; no trabalho, segurança; na nação, força e independência. Para todos, riqueza; para todos, igualdade; para todos, luz."
—Antero de Quental, in República, 11-05-1870
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Viva a República - Viva os 100 anos da República

LEIAM COM ATENÇÃO A LETRA
CAROS BLOGUISTAS MILITANTES
É COM TODA A CONVICÇÃO, QUE DIGO
VIVA A REPÚBLICA!
QUE MUITOS 100 ANOS SE REPITAM.
MAS HOJE O MEU HINO É ESTE
Data: 1890 (versão original)[5]
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil
I
Herois do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memoria,
Oh patria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões
marchar, marchar!
II
Desfralda a invicta bandeira,
À luz viva do teu céo!
Brade a Europa á terra inteira:
Portugal não pereceu!
Beija o teu sólo jucundo
O Oceano, a rugir de amor;
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões
marchar!
III
Saudai o sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do resurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injurias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões
marchar!!
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA PELA DEFESA DA REPÚBLICA NUNCA BAIXA AS ARMAS.
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Viva a República - Viva os 100 anos da República -antepost
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Viva a República - Viva os 100 anos da República -post antepost
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Quando o mar bate na rocha - Parte 3 - O sistema de imposto nos países nórdicos
Caros Bloguistas Militantes
Este é o 3º "sub-post" dedicado à economia, que faz parte do post principal que se intitula "QUANDO O MAR BATE NA ROCHA...".
Hoje vamos falar de uma medida complementar, a diminuição dos níveis residuais da fuga ao fisco, só assim o aumento de impostos se torna desnecessário, ou a acontecer, não será tão gravoso.
Preconizo, por isso, que seja implementado em Portugal, a filosofia e a prática dos impostos dos países nórdicos, e segundo me parece também nos EUA.
Enquadremos a questão, durante o ano inteiro, quem trabalha, teoricamente recebe um salário, e, logo à cabeça o IRS é retido.
A economia de mercado faz com que nós na nossa vida do dia-a-dia façamos uma série de despesas, que nos vão esvaziando os bolsos, como por exemplo as despesas de:
• Supermercado,
• Restaurantes,
• Loja de roupa,
• Farmácia,
• Escola/universidade,
• Automóveis, (para alguns iates e coisas de luxo),
• Rendas diversas (casa, viagens, carro, etc…)
• etc...
Há uns tempos assim o fizemos, fomos entregar o IRS, e levámos os papéis todos, das nossas despesas do ano transacto.
Vocês nem calculam a quantidade de papeis, leia-se facturas que foram rejeitados... digo-vos, Caros Bloguistas Militantes, mais-valia ter colocado aquilo no Papelão para reciclar.
A maioria das facturas foram rejeitadas, porque segundo a Lei, estas facturas não são dedutíveis na actual lei do IRS.
E, ao contrário de um post anterior, eu hoje, ESTOU A COLOCAR EM CAUSA A LEI.
A cobrança de impostos, pelo Estado, deveria ser uma coisa inteligente.
A cobrança de impostos nos Estados nórdicos assim o parece ser, nos EUA também.
E quando digo que deve ser inteligente, entre outras coisas, refiro-me ao deve e haver das populações.
É que nos Estados nórdicos, eles pagam mas são bem servidos.
Mas todos, sublinho todos, pagam impostos, ok residualmente há quem não pague.
Não é como cá, que residualmente há quem pague…
É que o ciclo de impostos, aqui no burgo, pára sempre na classe média, que trabalha por conta de outrem... e porque é que pára na classe média que trabalha por conta de outrem?
Porque não podemos fugir deles.
E porque é que todos os que podem fugir aos impostos, o querem fazer?Não é só pela palavra em si, poucos gostam de algo que lhe é "IMPOSTO", mas, principalmente, porque não vemos realmente onde o nosso contributo vai parar.
Não compreendemos o desperdício, não compreendemos o "jugo"de uma administração pesada e antiquada que ainda o é.
É que pagamos impostos, para um Estado, que é o nosso, e que, não sabe, em bom rigor, qual o número de funcionários que tem…
Vamos confiar o dinheiro a estes desorganizados mentais? A estes gestores que não sabem gerir? Claro que não! (ouvimos nós em coro)
É por isso, que quem pode fugir, foge.
Obviamente que nem tudo é mau, e já tem havido melhorias, mas.... O Estado é como "A mulher de César, não basta ser tem de parecer também." e o Estado não o é nem parece.
Temos de fazer as coisas bem-feitas.
É por isso que proponho que adoptemos a filosofia dos impostos dos países nórdicos, e aliemos a isso o rigor da fiscalização americana em relação ao IRS.
Então o que fazer?Abordando só a filosofia dos EUA em relação ao IRS, defendo uma polícia, que investigasse como nos EUA, e uma moldura penal que punisse os infractores de modo a que se pense duas vezes antes de fugir ao fisco.
É que isto, cá pelo burgo, serem só uns a colocarem dinheiro nos offshore e outros a pagarem do bom e do belo, não pode ser.
Se o Estado quer assumir o facto de não querer tributar mais os bancos, com o argumento de, se o fizer, estes fogem para o estrangeiro. Sim senhor, eu até aceito o argumento, não concordo mas aceito.
Mas, então, não podem ser só uns (leia-se os mesmos), os beneficiados.
Beneficie-se então, a bem de toda a sociedade e do Estado, aqueles que não podem, nem tem engenho, arte e dinheiro para colocar os seus bens em offshore’s.
Dito de outra maneira, haja justiça e equidade fiscal.
Nós podemos alcançar esse desiderato, beneficiando cada um e todos nós micro contribuintes, fazendo entrar no IRS, todas as despesas que ao longo do ano a vida nos impõem.
Não estou a inventar nada, só estou a querer copiar o que se faz nos países nórdicos e que se fosse implementado todos ganharíamos, inclusive o Estado.
Irão argumentar que nesses países, 50% dos impostos ficam retidos pelo Estado.
É verdade, mas os cidadãos também sabem onde é aplicado o dinheiro dos seus impostos, as despesas de saúde e as escolares se não são gratuitas são praticamente gratuitas, e não há desperdício

Se esse é o preço, então que se pague o preço e se tenha os benefícios.
Mas voltemos ao assunto, nós não dizemos para ser tudo dedutível a 100%, claro que não.
Até porque estamos numa economia de mercado e isso seria contraproducente,
O que dizemos é que a filosofia nórdica seja copiada, eles lá tem, a fórmula é só ir buscá-la, copiar, seguir o exemplo…mas completo, não é só por partes.
Poderemos ajustar a coisa à nossa medida, dentro de limites bem balizados.
Por exemplo: consoante um governo desse mais ênfase à Educação; ou à Saúde; ou à Cultura ou a outra coisa qualquer... assim se descontaria percentualmente de modo a beneficiar esse sector e consoante os objectivos desse programa de governo eleito, leia-se qualquer governo e não este em concreto.
Recapitulando, para além de descontarmos para o IRS o nosso salário, todas as despesas, sem excepções, seriam dedutíveis no IRS.
Dedutíveis percentualmente e não com montante fixo como alguns contribuintes neste momento têm.
Percentualmente e por ordem de importância das despesas.
Não podemos, como é óbvio, deduzir para o IRS a mesma percentagem quando se compra um IATE ou quando se vai ao Supermercado.
Temos de seguir a regra: Para os bens de primeira necessidade uma percentagem maior na dedução do IRS, para os bens de luxo, uma percentagem bem menor.

Primeira coisa a fazer: Acabar com as facturas em papel térmico, porque passados alguns meses (e relembro que temos de guardar as facturas por 5 anos), as facturas tornam-se ilegíveis.
Deixo um exercício retórico que servirá somente de exemplo, para ilustrar esta ideia, queremos sublinhar que as percentagens mostradas têm os seguintes pressupostos:
• A dedução é sobre o total das despesas,
• As deduções nas diferentes áreas não têm nenhum tecto, somente o tecto daquilo que nós auferimos como receitas, as despesas não podem ser maiores que as receitas, a menos que tenhamos um empréstimo bancário, o que também vem contemplado nesta proposta.
• Ter-se-à em conta o ordenado Bruto e não o líquido
Exemplo, não exustivo, das despesas que percentualmente entravam no IRS para ser deduzidas:
• Educação obrigatória até ao 12º ano: 100% - Sim assumo a gratuitidade da educação, como objectivo primordial do Estado para atingirmos metas essenciais no futuro.
• Educação Universitária: 75%
• Formação contínua e complementar não Universitária ou escolar: 75% - Obrigatoriedade de contratualizar com as empresas, uma formação anual de pelo menos 50 horas por trabalhador pagas pela entidade patronal.
• Saúde 85% - Temos de seguir o caminho já trilhado pela Europa e os EUA, não ligando ao lobby da ordem dos médicos. Cada um de nós tem a liberdade de se tratar como quer e onde quer, e não seguir as directivas da ordem dos médicos. Assim aqui está incluída a comparticipação das consultas, medicamentos das chamadas medicinas naturais, sejam elas alopáticas ou homeopáticas ou de outro género (não entremos no exagero dos pai de santo, Dr. Bambo- Astrólogo e vidente...etc.. isso entra no capítulo dos diversos com uma entrada na dedução do IRS mais baixa obviamente).
• Refeições - 75% restaurantes não de luxo
• Refeições - 40% restaurantes de luxo
• Supermercado 75% - Bens de primeira necessidade, aferidos pelo cabaz de compras
• Supermercado 45% - Bens que não sejam de primeira necessidade, fora do cabaz de compras
• Artigos/reparações para o lar 45%
• Artigos/reparações para o carro 25%
• Seguros 55% - Sendo que as empresas deveriam obrigatoriamente contratualizar um seguro que tivesse incluído plano dentário, próteses o órtoteses.
• PPR e afins 65%
• Bolsa/acções 20%
• Vestuário 50%
• Empréstimos bancários 45%
• Diversão 10%
• Aquisição de serviços fora do acima referido 20%
• Livros não escolares e não relacionados com os estudos 75%
• Transportes 100 % - Sim assume-se a gratuitidade dos transportes, ver acerca disto os diversos posts já publicados.
• Mecenato 200% -
• Ginásio e afins -45%
• Quotas de clubes desportivos 50% -Obrigatoriedade para os clubes de ter escolas, ginásios, e contribuir para um desporto nacional efectivo e não só para o futebol.
• Quotas de clubes culturais, musicais, etc... 60%
• Cinema/teatro 35%
• Artigos de Informática 50 %

Resumindo, como poderão verificar, tudo o que entra para ser deduzido no IRS, tem tectos percentuais.
Estas medidas iriam obrigar, a que todos declarássemos rendimentos e despesas sem deixar nenhuma de fora.
Declarando não éramos prejudicados, bem pelo contrário.
Caros Bloguistas Militantes, nunca entendi porque nunca aplicaram este método, sendo que é um caso de sucesso nos países nórdicos.
Que interesses obscuros se movimentam para que esta solução não seja adoptada?
Eram estas coisas que os sindicatos e o governo deveriam discutir na concertação social, porque se tudo isto fosse avante, o que pagaríamos traduzir-se-ia um reembolso no final do ano.
Isto não se traduz num aumento de salário, mas é claramente um benefício.
Obviamente que isto implicaria que se cruzassem os dados entre os comerciantes e os particulares.
Teríamos assim mais cidadãos e empresas a entrara no sistema e menos fugiam aos impostos.
Mas que sei eu disto?
Imposto - Djavan
IPVA, IPTU
CPMF forever
É tanto imposto
Que eu já nem sei!...
ISS, ICMS
PIS e COFINS, pra nada...
Integração Social, aonde?
Só se for no carnaval
Eles nem tchum
Mas tu paga tudo
São eles os senhores da vez
Tu é comum, eles têm fundo
Pra acumular, com o respaldo da lei
Essa gente não quer nada
É praga sem precedente
Gente que só sabe fazer
Por si, por si
Tudo até parece claro
À luz do dia
Mas claro que é escuso
Não pense que é só isso
Ainda tem a farra do I.R.
Dinheiro demais!
Imposto a mais, desvio a mais
E o benefício é um horror
Estradas, hospitais, escolas
Tsunami a céu aberto,
Não está certo.
Pra quem vai tanto dinheiro?
Vai pro homem que recolhe
O imposto
Pois o homem que recolhe
O imposto
É o impostor
Ele há cargas fantásticas, não há? Na Brigada há moralidade e todos pagam impostos...
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Cabo Napol "eao"
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Quando o Mar bate na rocha -2 - A lotaria da Ilha de Malta.
NOTA PRÉVIA: Os habituais profetas da desgraça, os cépticos , os avessos à mudança, poderão, quando lerem este meu post, vir com o argumento que a ilha de Malta também está em crise. Queria alertá-los que isso se deve a outros factores, sendo um deles a crise internacional. Como tal esse argumento não colhe e sobretudo não invalida em nada a nossa proposta.
Segunda nota prévia: No próximo post será sobre a forma como os impostos são tributados nos países escandinavos. Vendo numa prespectiva de aplicação em Portugal, mas sempre, sempre, numa prespectiva de complementariedade sobre as medidas que neste capítulo "Quando o mar bate na rocha", que trata sobre economia e que é dividido em 26 posts, sendo que este é o segundo.
Caros Bloguistas Militantes
Estive tanto tempo à espera de uma resposta da Embaixada da Ilha de MALTA, que já vamos na segunda crise e eu prometi dar uma ajuda para solucionar a primeira.
Antes de explanar a filosofia que subjaz (isto hoje está muito com linguagem académica, não tarda nada as soluções~deixam de o ser e passam a ser teorias), mas escrevíamos nós, antes de explanar a filosofia, queria dizer, que se estamos em crise devemos a alguns factores, a nível EUROPEU, não só cá, mas também, pelo burgo:
- Falta de coragem política de enfrentar os problemas sem olhar para a sondagens;
- Desprezo pela sociedade, logo pela protecção social;
- Falta de um líder ou de vários lideres, é que pior que não ter líder é ter um mau líder, e nós temos vários maus lideres;
- Falta de rumo e de estratégia, nem à vista conseguimos navegar, andamos todos a ir uns contra os outros;
- Tentativa de uma política comum para povos tão diversificados, esquecendo-se das especificidades que são uma mais valia, não têm isso em conta.
- Submissão do poder político ao poder económico, poder económico esse adepto do capitalismo desregulado.
Entre outras coisas, é isto que se passa por toda a Europa, e, naturalmente, por cá também.
Os bons exemplos devem ser seguidos e pelo menos tentados, já que, os maus exemplos, os que são os tradicionais, as teorias de uns iluminados que não se sabe bem de onde vêm e que estão alheados da realidade, pensam que a humanidade é um cadinho, um tubo de ensaio onde as experiências saem todas matemática e fisicamente bem, esses são os exemplos que estão a ser tentados e seguidos, e que como já vimos, e sentimos na pele, não resultam.
Mas desorientados como estão, os nossos políticos, e pressionados pelas financeiras e bancos vorazes, a tentarem recuperar a SUA ECONOMIA, depois da porcaria que fizeram, os políticos escrevíamos nós, seguem o caminho mais fácil e que é o mais penoso para nós.

SEGUEM A RECEITA DO AUMENTAR IMPOSTOS PORQUE NADA MAIS HÁ A FAZER...é o que eles dizem ou melhor é o que lhes dizem.
E os bons exemplos? E as medidas nunca antes tentadas nos países mas já implementadas em outros e com sucesso?
Não aceito a teoria que o nosso povo é isto, e que não dá implementar essa medida ou essas medidas cá.
Essa postura é estarem a passar um atestado de estupidez a todos nós e no mínimo de nos classificar como atrasados mentais, subliminarmente dizendo que somos um povo que não aprende nem evolui.
ISSO EU NÃO ACEITO.
"Quando o Mar bate na Rocha" é o titulo do post base quando decidimos dedicar uma parte do nosso blogue à Economia. As receitas para a Europa e Portugal, estão divididas em 26 "sub-post" em que este agora é o segundo. Sim porque isto de mexer na Economia sem aumentar impostos tem muito que se lhe diga.
Por isso sem mais delongas aqui vai a "Receita" numero 2, das medidas Economicas.
Eu compreendo os impostos numa lógica de justiça equitativa e distributiva, e que são fundamentais para o funcionamento em sociedade; defendo também que a aplicação dos nossos impostos deveria ser mais vigiada e ter mais interesse por parte dos cidadãos.
Saber onde, como e em que quantidade foram utilizados... sim, porque o dinheiro dos impostos é de todos, e todos gostamos de saber por onde anda o nosso dinheiro.
Perdão... de todos não. É daqueles que, num país como Portugal, não conseguem fugir ao fisco.
Porém a fuga ao fisco seria praticamente zero se se implementasse algumas medidas práticas e fáceis de compreender.
É por essa razão que preconizo a solução dos impostos da Ilha de Malta.
Enquadrando e vendo em prespectiva, poderemos dizer que a ilha de Malta, tinha grande fuga ao fisco e debatia-se com um gravíssimo problema de cobrança de impostos. Malta achou a solução e conseguiu reduzir essa fuga, recorrendo a algo engenhoso, o governo de Malta aproveitando-se da apetência natural do ser humano, e em particular dos "Malteses", para o jogo, achou a solução ideal.
Os políticos de Malta, introduzindo o factor jogo nos impostos, conseguiram colocar a maior parte da população a exigir a factura, e com tanta eficácia que, hoje em dia isso é um gesto natural para qualquer comerciante/retalhista/industrial dar automaticamente a factura/recibo assim que se paga (já não são os cidadãos clientes a pedir, mas os vendedores a dar).
Mas qual a razão de tudi isto acontecer?
A razão foi o governo de Malta, ter associado obrigatoriamente a todas as facturas as regras do jogo da lotaria, associando em cada factura um número, tal e qual um bilhete de lotaria o tem.
Aliou a isso o governo de Malta, o fornecimento aos comerciantes/retalhistas/industriais de máquinas registadoras ou por eles (governo) autenticadas e que todas elas geram o tal número de lotaria na factura.
Ora o Estado, periodicamente ( é esta a informação que necessitava da Embaixada de Malta, e que solicitei por email, e não me foi respondida, infelizmente, mas que penso ser semanalmente), faz a extracção dos números, tal e qual se faz na lotaria, e atribuí um ou vários prémios aos detentores das facturas com o número premiado.
Devido a isso compre alguém um café, um berlinde, um Iate ou uma casa, todos pedem factura, controlando assim o Estado a facturação das empresas, sendo mais difícil de fazer falcatruas, leia-se fuga ao fisco, indirectamente toda a população está a servir de fiscal e controla a facturação das empresas, e o cidadão tem a possibilidade de ser premiado generosamente por isso.
O ESTADO DÁ DINHEIRO AOS CONTRIBUINTES POR ESTES PEDIREM FACTURAS, habilitando-os ao prémio da Lotaria. Claro que aqui a Deusa Fortuna tem a sua influência, mas ao pedirem a factura os cidadãos estão muito mais que a fazer compras, estão a habilitar-se a um jogo.
Ora, assim sendo, o que o ESTADO vai buscar em dinheiro pela cobrança destes impostos, sim porque ao pedirem a factura os cidadãos fazem com que o dinheiro entre no circuito dos impostos, o Estado não perde nada, porque todos ao exigerem a factura geram mais receita para o Estado, e o Estado dá um chouriço depois de pedir um Porco.
Ok, em Malta pedem um porco e dão um chouriço, aqui pedem um porco e nós vemo-los a comer e nem o cheiro lhe sentimos...
Ao menos em Malta os cidadãos têm um motivo para exigirem a factura.
A quantidade de dinheiro que o Estado vai buscar, devido a ter enraizdo estas atitudes pró-activas nos cidadãos, chega bem para dar uns prémios chorudos em dinheiro a esses mesmos cidadãos.
É distribuída aos cidadãos uma infíma parte do que o Estado arrecada em impostos, é nessa redestribuição infíma que o Estado vai premiar os contribuintes.
Isto comparado com o que Estado arrecadou com a acção fiscalizadora e exigente dos cidadãos, que, no fundo, estão a fazer de "fiscais" do Estado, e, com essa acção, e com muita sorte são premiados por isso.
Ovo de Colombo não é?
Assim é mais difícil de fazer falcatruas, leia-se fuga ao fisco.
Assim entra o dinheiro que deve entrar nos cofres do Estado, beneficiando todos.
Devido ao facto de todos pagarem impostos, a receita chega para cobrir as despesas do Estado, que somos todos nós, sendo assim, o governo de Malta evitou o aumento de impostos.
É pena que por cá não seja feito algo igual, o problema é que por cá a imaginação dos senhores da DGCI, funcionários públicos, que como sempre optam pelo mais fácil, não vai tão longe. A imaginação deles só serve para nos sacar a massa e não importa como.
Por cá colocam papeis a dizer, "peça a factura, ganha você ganhamos todos", mas no fundo teoricamente só ganha o Estado, e como o Estado somos todos nós, ao contrário do que se passa em Malta, por cá não ganha ninguém. Porque todos sabemos, que por cá , o que alguns fazem ao dinheiro do Estado.
Ou seja, por cá, distribuir ou melhor redistribuir ou melhor dizendo premiar os contribuintes, que é bom e nós gostamos, está quieto, não se faz.
Quando temos o EGO GRANDE, não nos importamos com o que os outros fazem... e recusamos a olhar para o lado quando a solução está lá mesmo à vista.
Urge reequilibrar a balança, tanto para o lado do Estado como para o lado do contribuinte.
Mas o que faz falta é a malta abrir os olhos, e ver como se faz em MALTA.
O QUE FAZ FALTA É AVISAR A MALTA...pois a corja já topa da janela há muito tempo.
O QUE FAZ FALTA- JOSÉ AFONSO
Quando a corja topa da janela
O que faz falta
Quando o pão que comes sabe a merda
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
Quando nunca a noite foi dormida
O que faz falta
Quando a raiva nunca foi vencida
O que faz falta
O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é acordar a malta
O que faz falta
Quando nunca a infância teve infância
O que faz falta
Quando sabes que vai haver dança
O que faz falta
O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta
Quando um cão te morde a canela
O que faz falta
Quando a esquina há sempre uma cabeça
O que faz falta
O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta
Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta
Quando dizem que isto é tudo treta
O que faz falta
O que faz falta é agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta é libertar a malta
O que faz falta
Se o patrão não vai com duas loas
O que faz falta
Se o fascista conspira na sombra
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é dar poder a malta
O que faz falta
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA GOSTA DE DIZER: NÃO HÁ MORALIDADE, A MAIORIA FOGE AO FISCO... E TODOS COMEMOS PELA MEDIDA GRANDE.
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Cabo Napol "eao"
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Caros Bloguistas Militantes
No passado dia 6 fez 3 anos que o mundo perdeu uma grande voz.
Luciano Pavarotti, o tenor italiano tinha uma voz magnifica.
Foi um homem que nasceu de famílias humildes e que praticava o bem, principalmente a favor das crianças.
Singrou como tenor, ganhou dinheiro com o canto, mas no entanto foi nobre ao nunca esquecer das crianças desprotegidas.
O Tenor Luciano Pavarotti como ele trouxe o público a escutar música clássica e óperas, a sua bondade, a técnica da sua voz.
Seja o que dissermos acerca deste grande Tenor o mais certo é não sermos exactos ou pecarmos por sermos curtos demais.
Um bela voz merece sempre ser escutada, esteja presente ou, como neste caso, ausente por razões maiores.
Deleitem-se a ouvirem os videos, e a desafios a procurarem mais.
Este Tenor executou interpretações magníficas, como por exemplo:
Luciano Pavarotti - La Donna È Mobile (Rigoletto)
Segue-se outra não menos bela e não menos magnífica interpretação em
"O Sole Mio"
ou esta Avé a Maria que eu apesar de não ser religioso rendi-me à virtuosidade do canto e da música que nos fazem meditar
Ave Maria - Schubert
ou ainda esta que ultimamente devido a programas televisivos se tornou mais conhecida, e que é uma bela peça na voz deste magnífio Tenor que nos deixou
Nessun Dorma
Penso que o próprio Mozart ficou contente com esta interpretação de Luciano Pavarotti em :
"Cosi Fan Tutte"
Luciano
Pavarotti - Celeste Aida
Deu-nos a ouvir a sua magnifica voz, não só em trechos clássicos, mas também em outros ritmos musicais.
Queen + Luciano Pavarotti - Too Much Love Will Kill You
Eros Ramazzotti + Luciano Pavarotti - Se bastasse una bella canzonne
Live Like Horses (Luciano Pavarotti and Elton John)
Luciano Pavarotti e Tracy Chapman - Baby Can I Hold You
Mas "O Trio" quando se juntou o mundo em silêncio ouviu as três magnificas vozes.
Os três grandes tenores da actualidade, cantaram e encantaram.
Mostraram-nos a todos que eram complementares, infelizmente o trio passou a dueto agora.
Placido Domingo, Jose Carreras, Luciano Pavarotti
Para mim a melhor dele que ouvi até hoje, a que me toca mais ... é esta
Luciano Pavarotti - I Pagliacci
Como ouvi alguém dizer o céu ganhou mais uma estrela e é propositado no final desta homenagem a LUCIANO PAVAROTTI que eu deixo cair
una furtiva lágrima,
Até sempre Luciano, obrigado por emprestares a tua magnífica voz à Humanidade e fazer com que os nossos dias sejam mais suaves.
Ele há cargas fantásticas, não há? Mas sem música elas não são tão alegres, e sem a voz de um grande Tenor não são com toda a certeza...
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Cabo Napol "eao"
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Voltamos dentro de momentos

CAROS BLOGUISTAS MILITANTES
A ausência foi grande e a explicação impõe-se, não não foi o mundial de futebol que nos fez não escrevermos aqui com a assiduidade necessária, também não foi a crise que atravessamos a razão da minha não vinda.
Então o que foi?
Vicissitudes da vida laboral, e por aqui não me quero adiantar mais, e a não resposta a um email que enviei para a embaixada de Malta.
Malta! Eu explico isto de Malta, o post que deveria publicar e não o vou fazer ainda tem a ver com o sorteio em Malta por causa dos impostos, é que se os CAROS BLOGUISTAS MILITANTES julgam que tudo o que eu escrevo é fruto da minha imaginação, devo já dizer que não é, também é fruto da observação, conversas e outras ferramentas que o Ser Humano no seu dia a dia se socorre para chegar mais além.
Sim! Existem muitas ideias minhas, mas eu estudei um fenómeno da química que é se não estou em erro, que os electrões se dirigem sempre para o nível de energia mais baixo. Ao que eu chamo particularmente a lei do menor esforço.
Ora todos nós somos feitos de electrões, e como tal, se pudemos usar métodos que já deram as suas provas e são seguros e eficazes e não necessitamos de melhorias... qui çá só adaptações, então, pela lei do menor esforço, devemos utilizar esses métodos e não inventar.
E é por inventarem muito e não olharem os exemplos dos outros países, que estamos (ou que também estamos) nesta crise.
O próximo post, esse sim mais a sério, vai ser a terceira parte do post que comecei a escrever sobre economia, e para o qual alertei que de economia "eu é mais bolos", que aborda "O caso dos Impostos dos países do norte da Europa e nos EUA", isto emnquanto espero a resposta da ilha de MALTA.
Até lá a Brigada volta dentro de momentos... volte voce também.
Os portugueses foram tão longe
Que às vezes perderam a própria luz
Algures nos campos de Alcácer Quibir
Perdemos a luz própria e a própria luz.
"Os Demónios de Alcácer Quibir" -Sérgio Godinho
O D. Sebastião foi para Alcácer-Quibir
de lança na mão a investir a investir
com o cavalo atulhado de livros de história
e guitarras de fado para cantar vitória
O D. Sebastião já tinha hipotecado
toda a nação por dez reis de mel coado
para comprar soldados lanças armaduras
para comprar o "V" das vitórias futuras
O D. Sebastião era um belo pedante
foi mandar vir para uma terra distante
pôs-se a discursar: isto aqui é só meu
vamos lá trabalhar que quem manda sou eu
Mas o mouro é que conhecia o deserto
de trás para diante e de longe e de perto
o mouro é que sabia que o deserto queima e abrasa
o mouro é que jogava em casa
E o D. Sebastião levou tantas na pinha
que ao voltar cá (aí) encontrou a vizinha
espanhola sentada na cama deitada no trono
e o país mudado de dono
E o D. Sebastião acabou na moirama
um bebé chorão sem regaço nem mama
a beber a contar tim por tim tim
a explicar a morrer sim mas devagar
E apanhou tal dose do tal nevoeiro
que a tuberculose o mandou para o galheiro
fez-se um funeral com princesas e reis
e etcetera e tal, Viva Portugal
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? HÁ E NÓS SABEMOS QUE SIM.
acargadabrigadaligeira, a votar desde 1985 trade mark - marca registada
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segunda-feira, 21 de junho de 2010
Solstício de Verão
Caros Bloguistas Militantes,
Quero desejar a todos um EXCELENTE SOLSTÍCIO DE VERÃO!
Hoje comemoramos o dia em que é o Renascer, o dia mais longo do ano.
O dia em que antigamente, os chamados pagãos, evocavam o culto da Mãe Terra.
Hoje é o dia que mais uma vez devemos dar atenção ao planeta de todos nós.
Este é o Verão em que a nossa consciência ambiental tem de se revoltar contra as heresias que andam a fazer contra o Planeta.
Como dizia John Milton, no livro "Paraíso Perdido"-"Não acuses a natureza, pois ela fez a sua parte. Agora faz tua a tua.".
Estou preocupado, andamos todos preocupados, sentimos que os anos e os séculos passaram pela Terra e o ecossistema que esta em si encerra está a entrar em entropia.
É certo que tudo tem um princípio e um fim, mas tem de ser na nossa ERA?
É verdade que as nossas atitudes ou omissões, tudo o que nós fizemos na Terra acelera a degradação, e muito do que está a acontecer a nós se deve, mas tem de ser na nossa ERA que isto dá o estoiro?
Espero que não, e quando der, que sejam causas naturais, e que já tenhamos descoberto formas de colonizar planetas noutras galáxias e que a humanidade seja mias natural e civilizada, e esteja em harmonia com tudo o que a rodeia.
Agora andamos preocupados... e espero que não seja acusado no futuro de nada ter feito... isso causa-me angústia... 
É bem verdade o que alguém (que não sei precisar quem) escreveu "sopram no iogurte os que se queimaram na sopa"- Pois assim estamos nós.
Ficarmos parados de braços cruzados, porque sempre foi assim e sempre há-de ser, não é uma atitude de um ser humano pensante... Dizia um amigo meu:
"Não evoluímos espiritualmente desde o tempo dos antigos Gregos", vejo todas as armas nucleares e toda a tecnologia que já conseguimos evoluir, mas intlectualmente ainda estamos no sec V A.C.
Um premiado de ficção científica escreveu
"No fim , há um limite para os ensinamentos dos pais(...) . Para lá desse limite, o destino dos filhos está nas suas próprias mãos." David Brin, A guerra da Elevação, vol II, Europa América, pag.99.
O nosso destino está nas nossas mãos e não na divina providência... antes estivesse...
Nós comportamo-nos como autenticas bestas com o nosso meio ambiente.
Andamos a trair quem nos acolheu no seu seio, andamos a morder a mão a quem nos dá de comer...
David Brin, no livro "A guerra da Elevação", que eu já citei, escreveu o seguinte
"Ora- respondeu o chim , encolhendo os ombros.-Que importância tem a traição e o ataque a um patrono? Tudo faz parte do meu dia de trabalho." vol II, Europa América, pag192. CHIM=CHIMPAZÉ, PATRONO= RAÇA QUE O ELEVOU A SENCIENCIA.
Pois é embrenhados nas nossas vidinhas, perdemos a capacidade de ver o global e as nossas pequenas "traições" desrespeitam tudo e todos, e dizem respeito a tudo e a todos; mas como diz o chimpanzé no livro citado "tudo faz parte do meu dia de trabalho".
Dando realce à mensagem que David Brin deixou no livro atrás citado e que me tocou bastante.
Quem disser que os livros não nos mudam as perspectivas, está enganado, redondamente enganado e eu já no pós-fácio do livro mudei as minhas ideias, as minhas perspectivas e começo a mudar as minhas atitudes...
Não sou, não quero nem pretendo ser um envagelizador, mas estas palavras dever-nos-iam fazer reflectir e repensar as nossas perspectivas e atitudes:
"Primeiro receámos as outras criaturas que partilhavam a terra connosco.Depois, quando o nosso poder aumentou, pensámos nelas como sendo nossa propriedade, uma propriedade de que poderíamos dispor como nos apetecesse. A falácia mais recente (bastante simpática, em comparação) é a de jogar na ideia que os animais são virtuosos na sua naturalidade e que só a humanidade é louca, viciosa, rapace e diabólica, um verdadeiro cancro maligno da criação. Este ponto de vista afirma que a Terra e todas as suas criaturas estariam muito melhor sem nós.
Só ultimamente começámos a seguir um quarto caminho, uma nova maneira de olhar para o mundo e para o lugar que nele ocupamos. Um novo ponto de vista sobre a vida.Poderemos ter evoluído, mas devemos perguntar a nós próprios se não seremos iguais aos outros mamíferos, sob muitos aspectos.Não podemos tirar lições daquilo em que somos semelhantes? As diferenças não nos podem também ensinar qualquer coisa?Assassínio e violação, as mais trágicas formas de doença mental... encontramo-las agora também entre os animais, tal como em nós.
O aumento do poder cerebral só exagera o horror dessas nossas disfunções, mas não é a sua causa. A causa é a escuridão em que temos vivido. É a ignorância.Não temos de nos encarar como monstros para propagarmos ou ensinarmos uma ética do ambientalismo. Hoje sabemos bastante bem que a nossa própria sobrevivência depende da manutenção de complexas redes ecológicas e da diversidade genética. Se destruir-mos a Natureza... morreremos.No entanto, há mais razões para protegermos as outras espécies, entre as quais uma que raramente- ou nunca - é mencionada. Talvez sejamos os primeiros com a capacidade de falar, de pensar, de construir e ambicionar, mas podemos não ser os últimos.Outros poderão seguir-nos nessa aventura.Talvez um dia venhamos a ser julgados quanto ao modo como desempenhámos o nosso papel quando éramos os únicos guardiões da Terra." - David Brin, in "a guerra da elevação-vol II", no pós-escrito, pag.311, ano 1987.
Pensem nisto, reflictam e ajam em consonância.
BOM Solstício de Verão para TODOS!
Virá um dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem."(Leonardo Da Vinci) "Haverá um dia no qual o "homem" conhecerá o íntimo dos "animais", e neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a "humanidade"! (Leonardo Da Vinci)
Letra Carlos Alberto Moniz
Vamos fazer amigos entre os animais
Que amigos destes não são demais na vida
Que vêm aqui mostrar
Que têm uma família como eu e tu
Só que esta mora numa outra casa
Que se chama (Digam!)
Arca de Noé!
Vamos lá ver como é
Arca de Noé
Há animais que falam como nós
Como eu e tu
Há animais que falam como nós
Como eu e tu
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA LUTA POR BOAS CAUSAS, BOM SOLSTÍCIO.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Quando o Mar bate na rocha - 1- Não se paga!Não se paga!
Começo por esta ideia que é Utópica, há quem lhe chame mesmo radical, mas se pensarmos bem nela, será uma das vias.
O princípio da solução para a crise económico-financeira mundial, para sair de vez deste círculo vicioso, é que isto entregue nas mãos dos economistas e dos políticos não está a resultar muito bem.
Esta é a primeira conclusão e antes de nós nos encaminharmos para um beco sem saída, é preciso dar uma valente pedrada no charco.
Comecemos por observar isto, se dividirmos os milhões que cada país está a injectar na economia por todo o povo da terra estávamos todos ricos.
A solução que a Brigada apresenta, é de fácil percepção, talvez não seja de fácil concretização… isto devido às resistências, só por isso.
A solução é : "Ninguém paga a ninguém, a partir de agora ficam as dívidas todas saldadas", eu já concretizo melhor este pensamento do:
Não se paga, não se paga.
Eu não vi a peça de Dario Fo com este título: "NÃO SE PAGA! NÃO SE PAGA!", mas foi lá que eu me inspirei.

O que está a acontecer ao homem comum, é não ter dinheiro, e quando não se tem dinheiro não se paga as dívidas que OS GOVERNOS E OS BANCOS nos obrigaram subtilmente a contrair, vide a este propósito o post que publiquei no dia 12/10/09 com o título Denny Cranne - post1 - FMI e A ditadura dos Bancos...
Sim, ninguém quer admitir, mas fomos todos enganados pelo sistema financeiro.
Quando digo Não se paga! Não se paga! O intuito é mesmo o de perdoar todas as dívidas, isto para que não haja dúvidas
Estamos a atravessar um período excepcional, e eu não quero impor nenhuma inovação, isto é a excepção nunca vista e nunca tentada a nível global.
E acreditem eu penso que iria reactivar a economia.
Fazer uma espécie de “RESET” à economia, com um conjunto de penta-excepções, que eu lá mais para a frente irei dizer quais são.

Eu passo a explicar, mais pormenorizadamente, o real alcance do NÃO SE PAGA, NÃO SE PAGA!:
1. Começaríamos a nível mundial pelas dívidas dos países. Estes, perdoariam as dívidas uns aos outros, ponto final. Ao perdoar as dívidas uns aos outros, significaria que nenhum país ficaria a dever a nenhum país. Ou seja ficaria com a sua riqueza e matéria-prima pronta para ser novamente negociada e trocada, com regras mais justas e solidárias. Da maneira como as coisas estão, em que os bancos e os especuladores tudo controlam, nenhum país está em condições de pagar nada a ninguém, pelo contrário, da maneira como os bancos e especuladores querem o dinheiro, os países só se vão endividar mais e ficar mais dependentes do poder económico.
As dívidas até dia 21/5/2010, estariam todas perdoadas.

Ficariam, assim, os países desafogados de dívidas, com dinheiro e poderiam internamente investir. Dando assim um impulso à economia. Entraríamos num ciclo de crescimento novamente. Permitiria assim o PIB crescer, controlar-se a inflação, reformular-se os erros cometidos a meio do ciclo económico de modo a serem mais sustentáveis no futuro. FMI, Bancos, especuladores e companhia ficariam a perder, mas AZAR, foram eles que nos colocaram nesta situação.
2. A Nível das empresas, englobo aqui: comércio, indústria e agricultura, não pagariam as suas dívidas a ninguém, principalmente aos bancos. Com este único perdão, o primeiro da história da humanidade, ficariam estas dívidas todas saldadas. Também ficariam saldadas as dívidas entre empresas e entre empresas e particulares, contraídas até dia 20/5/2010. As empresas ficariam assim desafogadas financeiramente, com matérias-primas e matérias manufacturadas a preço zero. Poderiam recomeçar com uma margem bastante folgada. Permitiria aos empresários reformular estratégias, investir em novas maquinarias, procurar novos mercados e investir em novos produtos. Os comerciantes, industriais e agricultores ficariam sem dívidas aos bancos ou a empresas.

3. CIDADÃOS- O comum dos cidadãos veria todas as suas dívidas serem perdoadas, desde o cartão de crédito até à dívida de sua casa, passando pelo carro, etc…os 15 euros que se deve no café, os 150.000 euros que se deve do apartamento ao banco, as rendas em atraso, as prestações que faltam pagar no carro, as férias que foram a prestações, dividas a hospitais, impostos atrasados. Tudo era perdoado, tudo estava dado como saldado os que tivessem sido contraídos até ao dia 20/05/2010
4. Aos cidadãos particulares que não puderam pagar a casa, ou o carro, e este tivesse sido penhorado, seria o bem a eles devolvido, mesmo que tivesse passado para as mãos de terceiros, neste caso ser-lhes-ia dado bens de igual valor, se fosse um carro era um carro se fosse casa seria casa ou em alternativa seria devolvido todo o dinheiro que tinham pago por aquele bem antes de ele ter sido penhorado por falta de pagamento. Esta medida pode parecer-vos injusta, mas remeto novamente par ao post que publiquei no dia 12/10/09 com o título Denny Cranne - post1 - FMI e A ditadura dos Bancos, e assim percebem porque é que os bancos deveriam indemnizar esses cidadãos ou devolver-lhes os bens. Ah, e não me acusem de nenhuma ditadura comunista, anarquista ou anarco-sindicalista, pois quem nos ludibriou a todos para chegarmos a esta situação não fui eu.

5. Tribunais/Justiça - Estando todas as dívidas perdoadas, todos os processos de falência, dívidas e afins, seriam arquivados. As quer pequenas dívidas como é o caso dos telemóveis, carros etc.. tudo perdoado, tudo arquivado. Ou seja desafogávamos a justiça da injustiças que por lá se cometem das trapalhadas que as grandes empresas com os seus contratos de letras miudinhas, nos fazem estar sempre agarrados a elas. Obrigar-se-ia a uma conduta isenta dos prestadores de serviço, não lhes tirando o lucro, mas retirando-lhes a cláusula leonina dos seus contratos, que com esta medida seriam automaticamente revogadas. Os tribunais estando libertos destas minudências, poderiam finalmente julgar os casos celeremente. Os cidadãos deveriam ter todos acesso á justiça sem as barreiras económicas de hoje em dia. A justiça voltaria assim a casa.

Excepções
1. Dívidas de empresas para pagar estragos ambientais não seriam perdoadas;
2. Os casos em tribunal ou noutro lugar qualquer que fossem de indemnizações por danos, por acidentes ou outros de elementar justiça seriam a excepção. (estamos aqui a falar entre outras coisas das seguradoras), indemnizações por crimes de sangue ou de negligência os que tenham a ver com pessoas ou que tivesse havido dolo ou negligência. [não podemos fazer um reset à economia em que uns iriam começar sem nada devido a dolo de outrem].
3. Os salários dos trabalhadores, seriam pagos e não estavam abrangidos neste perdão, a razão é simples serão os salários destes cidadãos que vai ser "a gasolina" que fará andar o motor da economia.
4. Indemnizações de guerra entre países (se ainda as houver), também não estariam abrangidas.
5. Os prémios como por exemplo o do euromilhões, os depósitos bancários, seriam salvaguardados e não reverteriam para os bancos ou para a s entidades que estivessem à sua salvaguarda.
Não me estou a lembrar de mais nada que pudesse ser excepcionado, se algum de vocês se lembrar , coloque como comentário.

Esta é a primeira medida, quiçá a mais radical, a mais controversa, a mais utópica, que eu preconizo, para darmos uma pedrada no charco.
Ajudaria imenso o florescer da economia, os países, o Estado, os Governos, as empresas, os particulares, ficariam com dinheiro, e a economia reequilibraria.
É que não havendo dívidas deixa de existir recessão, se ninguém deve a ninguém e tudo fica saldado, só com prejuízo para os bancos (cuja dívida já foi enormemente coberta pelo governo) e para alguns especuladores... e para esses momentaneamente, pois a economia irá continuar...
Porque esta solução de serem só os Bancos e os especuladores, que vão ganhar com toda esta confusão e são sempre os mesmo a pagar o que não devem ou seja os países, o Estado, os Governos, as empresas, os particulares, não pode ser.
A SOCIEDADE surgiu e foi construída por CIDADÃOS, não podem ser os Bancos e os Especuladores a ditar medidas para fazer a sociedade à sua medida.
Uma sociedade que cavalga de dívida em dívida até ao tostão final… e muitos para além disso.
Já pensaram o que é uma população inteira ficar livre da dívida da casa ao banco? Ou seja acabar-se-ia uma preocupação permanente que iria durar os próximos 30 anos.
Já pensaram o que era não ter que pagar o carro, o alívio que era para a carteira para os próximos 15 anos?
Às vezes para termos tudo é preciso abdicarmos de alguma coisa.
CHAMEM A POLICIA - Trabalhadores do comércio
Ero dez para uma no restaurante
Almoçaba alarbemente
A meio do café um garçom pedante
Chigou-se e pos-ma conta frente
Atom bubi o brande todo dum trago,
Berrei pró home num pago, num pago;
O gaijo braunco chamou o girente,
Saltei pa trás, saquei, saiu o pente...
Pra num andare cadeiras pru are,
Atom pus-ma gritare:
Chamem a policia, chamem a policia,
Chamem a policia queu num pago.
Fui ver Lisboa a noite
Parei no Russio
Numa noite sem frio
Mandei bir uma cola
E um gradanapo
E o cara de sapo
Pediume logo o taco o malcriadom
Num me cuntibe passeilhe um sermom
Disse qu’era uso da cunfeitaria
Qu’era mais siguro no tempo que curria.
Pra num andare cadeiras pru are,
Atom pus-ma gritare:
Chamem a policia, chamem a policia
Chamem a policia, chamem a policia
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? COM ESTA BRIGADA A ECONOMIA NÃO FICA PARADA.
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quinta-feira, 13 de maio de 2010
Quando o mar bate na rocha (intro)
Caros Bloguistas Militantes
Este post é um daqueles que tem 26 partes, esta é a introdução...
A Situação económica que nós, Portugal, estamos a passar neste momento, é uma situação que sofre de um certo efeito de arrastamento devido a um ataque bem planeado ao EURO por parte dos especuladores.
Eu explico melhor, a Europa ao criar o Euro e a zona euro, fez nascer uma moeda forte que compete directamente com o Dólar.
E compete de tal forma, que na sua curta existência o passou para segundo lugar e está mesmo a tomar o lugar daquela moeda como moeda principal nas trocas comerciais mundiais.
Mas as causas nunca são solitárias, alia-se a isto uma China forte que possuí mais de 60% da dívida americana nas suas mãos e possuí também internamente um mercado que não respeita os direitos dos trabalhadores, isto tudo é complementado com um mercado mundial completamente desregulado após a queda do muro de Berlim.
A China é o pais mais populoso do mundo, com cerca de 1/5 da população mundial, e ao dar finalmente por isto, vê que pode ditar tendências e mandar no mercado, está assim a tornar-se num gigante económico, como as suas indústrias não possuem regulação ambiental e em termos de direitos dos trabalhadores e da protecção dos mesmos fica muito aquém recorrendo mesmo a trabalho infantil, é este "cadinho" em que vivemos que está a começar a bitolar esta confusão onde estamos metidos.
A China, vai passar dos produtos copiados e manufacturados sem muito rigor para uma indústria de ponta... mas até lá ... estamos num impasse.
Estão os EUA a ficar sem a supremacia económica que desde a segunda guerra lhes foi muitíssimo favorável. O ataque das empresas de rating e as falsas notícias em jornais internacionais que apoiam esse ataque, fazem parte de uma orquestração feita para a sobrevivência da supremacia americana ou das suas multinacionais (não culpo directamente o governo americano,pois o dinheiro não tem pátria), mas o atacar o euro e tentar liquída-lo ou pelo menos colocá-lo num patamar abaixo do Dólar americano é sem dúvida uma das calamidades que nos está a acontecer.
E isto sou eu que não percebo rigorosamente nada de economia e assumo...não sou como os economistas que dizem que entendem mas andam completamente à nora.
A falta de pulso político e de liderança na Europa o facto de ainda não ter achado um rumo para a Europa bem vincado e comum caminho consolidado, o facto de ter havido um "esquecimento" de uma medida protectora do Euro e a evidência do não aparecimento de uma autoridade reguladora/fiscalizadora, tornou a Europa vulnerável aos ataques que tem sido alvo.
E por onde começar os ataques? Tal e qual numa guerra convencional (mas neste caso a nível económico) começaram por atacar o país mais vulnerável da zona euro que era a Grécia.
A Grécia, era um alvo apetecível pois é um país que andou a mascarar as suas contas e ninguém na Europa viu ou pode ver ou quis ver a situação. Os manobradores da estratégia/tragédia grega que conseguiram esconder ou mascarar a situação durante anos, estão de parabéns, pois fizeram-no com sucesso até agora, claro que é verdade que a consequência dos seus actos nos conduziram a isto tudo, mas que foram hábeis, lá isso foram. O que eu não entendo é que com uma Europa com os seus eurocratas tão rigorosos, pelo menos o são na agricultura, em que uma vez mandam retirar vinhas e oliveiras e na outra vez as mandam plantar, numa confusão que se instalou há muito na terra e que levou muitos agricultores a desistir, e cuja PAC é responsável pelo aumento inusitado da Imigração na Europa, estes eurocratas tiveram o seu contágio a nível dois seus pares da economia. Estes eurocratas que nos políticos "mandam", pois é através deles e dos seus conselhos e orientações que as medidas são tomadas, erraram e deixaram vulnerável o euro e a Europa ao ataque que se iniciou e está em curso.
Portugal, Espanha e a Irlanda, são os países que sofreram das mentiras propaladas para este ataque ao Euro e à Grécia... o mito urbano que diz que os latinos são por norma os menos rigorosos em relação ao países do norte da Europa, foi levado à prática e tornou-nos no alvo secundário deste ataque.
Inventando notícias, destabilizando mercados, tornaram ou querem tornar verdadeiras as situações que dizem que esses países estão a passar.
Porque isto da alta finança uma mentira tem um efeito explosivo, assim que é colocada o pânico rebenta. As empresas de rating são uma espécie de carroceiro que tem a cenoura e fazem andar o burro... este carroceiro que coloca a cenoura mais perto ou longe do burro para o fazer andar são eles que influenciam o mundo económico financeiro no mundo.
E quem os fiscaliza? As cenouras são eles que as possuem os burros somos todos nós que estamos sujeitos aos caprichos deste carroceiros, e estes estão a colocar a nossa cenoura cada vez mais longe e é cada vez mais pequena.
A escola económica de Chicago, onde em temos se reuniu a finança e a política para aprovar medidas para as décadas seguintes, tendo ficado conhecidos por Chicago Boys, estão a levar a deles avante e nós estamos a ver e a reagir tal e qual como eles previram.
Os mercados estão a receber mensagens dúbias e contraditórias e não sabem como reagir, e quando não sabem como reagir, reagem todos da mesma maneira, como um rebanho de carneiros e ovelhas, reagem mal... e a reacção é precaverem-se e isso implica ter menos mercado, pois há retracção, havendo retracção não há crescimento, não havendo crescimento mais o rebanho se precavê... etc...
Os Estados perderam autonomia para estas empresas que são comandadas por esta gente que anda atrás da demanda do grande capital.
E este grande capital é transnacional, são eles que arbitram a economia mundial, logo a portuguesa também, mas tal como um árbitro sectário está comprado e age tendenciosamente para o lado que lhe convém, e nitidamente esse lado não é o lado europeu, não é o nosso, e por isso entramos no jogo já a perder, por muitos golos que marquemos eles irão sempre ser anulados por fora de jogo.
Nós, Europeus, apercebemo-nos tarde da situação e estamos a tomar medidas urgentes que servem para colmatar o nosso erro, o erro de termos acordado a meio do jogo. Ora para a estratégia de quem nos ataca esta reacção era a reacção prevísivel.
Como diria Sun Tsu, no seu Manual "A arte da Guerra", obviamente que tinha de haver uma reacção do inimigo ao ataque... aliás foram eles próprios, que forçaram esta reacção, através dos ataques especulativos que a isso obrigaram.
Ao preverem esta reacção à acção, sabem que essa reacção vai ter efeito negativo nos povos, pois ninguém gosta das medidas que vão ser obrigatoriamente tomadas que são: o aumentar os impostos, o baixar os salários, o abdicar de parte ou da totalidade do 13º e do 14º mês, direitos adquiridos por parte do povo europeu e que os mandadores da alta finança não gostam porque lhes sai muito caro.
E como eles sabem que quem paga são sempre os mesmos e nunca eles pois os governos não tem coragem de tomar as reais medidas que são necessárias que seriam aquelas que iam fazer-lhes frente.
Sabem que assim podem controlar e manipular estes fracos governos que estavam numa tentativa de se fortalecer através de uma união económica e monetária.
As medidas de austeridade que estão a ser tomadas estavam e estão assim a ser previstas pelos prepetores deste ataque.
E esfregam as mãos de contentes, estão a destabilizar os já fracos governos europeus individual e colectivamente.
Isto quando o mar bate na ....e está a bater...quem se lixa é o mexilhão.
Atacaram o nosso país, a Espanha, a Irlanda, tendo começado pela Grécia, que era o país mais vulnerável, comprando-nos e colando os 3 países à situação grega, não fizeram nada mais do que fizeram há uns anos atrás aos países do terceiro mundo, classificando-os como tal... com esta desclassificação de rotulamento com o nome de terceiro mundo, fizeram com que eles continuassem como países pobres e à margem da alta finança mundial.
O problema é que não estamos todos, desde a Alemanha a Portugal, a reagir como deveríamos, o problema é que estamos todos a reagir todos da mesma maneira.
Este é o principal trunfo dos Chicago Boys, é esta reacção generalizada que é toda da mesma maneira, e porque é que isto acontece? Isto acontece porque infelizmente as universidades de Economia não fizeram o seu papel, ensinam todas da mesma cartilha, é por isso que os economista que são todos da mesma escola, reagem todos da mesma maneira; não existem economistas que digam que "O Sol não anda à volta da terra". Economistas com pensamento diferente não existem ou se existem não se manifestam ou então não estão a ter peso relevante.
As escolas de pensamento económico europeu não são diferentes das escolas dos EUA.
Eu sou fiel e continuo a defender a máxima que o político Sueco já falecido, Olof Palm, dizia: Não quero acabar com os ricos, o que eu quero é acabar como os pobres.
E para que essa filosofia singre existem outro tipo de políticas a tomar.
Os que não querem saber disto para nada, vão ter uma dura realidade pela frente, é que a tensão social começa a aumentar, vai começar a sofrer do efeito de alastramento e se os desempregados se unirem na Europa... é que já são mais de 20 milhões... e quando isto pegar fogo, vamos infelizmente ter problemas graves de distúrbios e estaremos a contribuir para que o plano de ataque ao Euro que a alta finança gizou vá resultar em pleno.
Tudo isto não esconde nem mascara o facto de que a crise Portuguesa seja uma dupla crise. Ela é conjuntural e estrutural. Por um lado é a crise provocada pela situação internacional e o ataque ao euro e essa crise é conjuntural e por outro lado temos o facto de nós sermos realmente uns tipos que temos empresários e as suas confederações mal formados e preparados e um Estado que se enredou na sua própria teia e também temos trabalhadores e os seus sindicatos sem rumo e com isto tudo temos um problema estrutural, pois a nossa produção e matéria prima é deficitária e sem imaginação.
Temos de apontar caminhos, arranjar estratégias, diferentes das habituais, mas que sejam consonantes com o bem estar social. Por isso perguntamos:
Por onde ir?
Que caminho seguir?
Que fazer?
Que medidas a tomar?
Não é fácil, pois os adversários são poderosos e com uma excelente estratégia ganhadora.
Vou deixar aqui os tópicos e os próximos posts será o desenvolvimento destas ideias, não estarão por ordem nem poderiam estar, com umas sei que alguns concordarão com outras sei que outros discordarão, mas é a minha perspectiva que não sou economista e não sigo a escola de Chicago, e sei que os que seguem essa escola, ou seja a grande esmagadora maioria, dirão que não pode ser e apontarão logo defeitos.
Relembro que por muitos defeitos que apontem, os principais responsáveis para chegar a esta situação, foram eles, e que não tem soluções para o que está a acontecer.
A minha receita, que não é milagrosa, é para ser aplicada em Portugal e as outras, mais globais, é com o intuito de as aplicar na Europa e quiçá no mundo inteiro, o que sei é que as minhas soluções não serão as únicas mas são as seguintes,começo pela mais polémica:
- Não e paga! Não se paga!
- O sorteio da ilha de Malta
- O caso dos Impostos dos países do norte da Europa e nos EUA;
- Acabar com o PEC colocando as caixas on line
- Ambiente, transportes e Grandes Empresas públicas
- Taxação dos veículos particulares na entrada das cidades, importação de energia
- O exemplo vem de Mafra
- Cumprir horários e "la siesta"
- A justiça elementar , os advogados e a regulamentação das leis.
- A transparência e a publicidade das contas e os impostos justos (não é só a oposição que tem o direito de ser informada, mas todos os cidadãos)
- Regulação efectiva e eficaz da economia, tabelação temporária dos preços pelo governo
- Os bancos não fogem : Grandes fortunas, bancos, e outros : fiscalização e pagamentos de impostos e paraísos fiscais
- Lei dos solos, arrendamentos e especulação imobiliária
- Função pública esse elefante branco que temos de pintar de outra cor, orçamento de base zero
- O sector primário, a agricultura biológica, a PAC e outros eurocratas;
- O sector secundário
- O sector terciário
- Analfabetismo, religião e o laicismo do estado
- Salários
- Sindicatos e afins
- Patrões e suas confederações
- Concertação social
- A nota de euro
- Reforma da política interna 1
- Reforma da política interna 2, as forças armadas e outros
- Reorganização e fortalecimento da União
Pronto e resumindo são estes os títulos dos próximos 26 posts que eu vou tentar escrever, para dar a minha perspectiva sobre a solução económica e as estruturas que a devem suportar... para que a Democracia vença e a República também em Liberdade. Igualdade, Fraternidade e Solidariedade.
Sonho Impossível- Chico Buarque
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA ATÉ FAZ SACRIFÍCIOS MAS TEMOS DE SER TODOS A FAZÊ-LOS E EM PARTES IGUAIS NÃO UNS MAIS QUE OUTROS.
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Cabo Napol "eao"
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terça-feira, 11 de maio de 2010
somos todos um
Não é preciso ser original para se ter boas ideias.
"A ideia do um homem saber tudo sobre algo é uma palermice.
O homem pela sua natureza, depende dos outros.
Precisamos uns dos outros para sobrevivermos.
O problema e que alguém admita isso.
Como espécie orgulhamo-nos de ser auto-suficiente.
Para quê pedir orientações a um estranho?
Preferimos manter-nos teimosos e perdidos.
Goste ou não, pela sua natureza,o Homem depende dos outros.
Chamamo-nos exploradores,independentes, corajosos.
Mas o que somos sem o suporte dos nossos irmãos?
Até onde conseguimos ir se tentarmos fazer tudo sozinhos?
Quando, por exemplo, a coisa mais simples pode fazer todo o mundo parar, o que fazer?
Queremos paz de espírito.
Queremos confiar nos nossos irmãos.
E saber que eles encontram a solução se nós não a encontrarmos."
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS,NÃO HÁ? NA BRIGADA CONFIAMOS UNS NOS OUTROS E QUANDO NÃO SABEMOS PERGUNTAMOS.
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Cabo Napol "eao"
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