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Acerca de mim

Toda a brigada tem um cabo... todo o cabo pode chegar a Imperador... todo o Imperador pode mudar o destino de uma nação ... todas as nações podem mudar o destino do mundo ou não...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

I STILL HAVE A DREAM

Relacionado com o tema de hoje destacamos este blogue de fotografias. Se o destacamos é porque gostamos e se gostamos nós o indicamos (adoro estes plutrais majestáticos), pois gosto de vez em quando lá ir repousar a vista nele. É um blogue com cheiro e cor... não acredita? Vá lá ver http://cheirar.blogspot.com/ já sabem é só clicar no link
CAROS BLOGUISTAS MILITANTES
Passava eu de comboio, ao lado do Tejo, passado por tão protentoso promontório que é o bugio, que separa as águas do Tejo com as do Atlântico, estando as águas cobertas por um fino edredon de nevoeiro (sim porque "manto" era antigamente), senti-me como se tivesse no meio das brumas... não de "Avalon" mas as de Caxias.
Esta brisa matinal que subia pelo Tejo, ia envolvendo a ponte sobre o Tejo, até esta gradualmente deixar de ser vísivel.
E aí eu pensei, o meu sonho está a começar a ser concretizado.
Não, não era El-rei D.Sebastião que voltava, porque para desgraças já basta, e este senhor já teve a sua quota parte na história.
É um sonho antigo, mas recorrente, que eu aqui já o explanei, e que é tão simplesmente : O país fechar para obras e remodelações reabrir com nova gerência. Tal qual uma sociedade comercial.
Os empregados, todos nós, íamos para o estrangeiro, enquanto o país estava em obras, e íamos todos para cursos de formação.
Íamos, conhecer novas realidades e mercados, para que quando voltássemos, já estávamos treinados nas rotinas civilizadas e principalmente deixávamos de cuspir para o chão.
Mas não julguem que isto era um sonho fácil, era um sonho bem elaborado, o país entrar para obras e reabrir com nova gerência exige muito de nós, implicaria, antes do mais, um caderno de encargos e um recrutamento cuidado, as pessoas certas nos locais certos, os empreiteiros bons nos locais certos, ou seja em todo o lado.
Obviamente que este caderno de encargos não podia ser feito por portugueses, senão ia parar às mãos dos patos bravos do costume. Não , isso não, isso seria o caos.
Entregaríamos tudo isto a um misto da União Europeia e de Suíços, com uma pitada de Australianos e Islandeses, com a sabedoria das gentes do deserto e das montanhas e recheado com um pouco da filosofia chinesa, só da boa claro, e para finalizar com a honra e dedicação japonesa... um cheirinho da ambição americana (mas só um cheirinho),et voilá, tínhamos a equipa mista que analisaria o caderno e encargos.
É que se entregássemos só á UE, corríamos o risco de ficar estereotipados, sem videiras e oliveiras no princípio das obras para depois mudarem de ideias e voltarem a plantar tudo de novo, alem disso ter o país outra vez cheio de "Jeeps" não esta com nada.
Quem faria as obras? Seria a direcção de um consorcio nórdico com parceria Suíça assim garantíamos os prazos e evitávamos as derrapagens.
O caderno de encargos versava os seguintes items:
1.Treinar os portugueses no estrangeiro a não cuspir para o chão, a serem mais produtivos, e a apreciarem a vida depois das horas de trabalho, como o fazem os franceses e os ingleses e os nórdicos, quando há sol.
2- Aproveitar a energia solar em todas as casas, para que não desperdicem energia, adaptando todas as casas para esa tecnologia e também adaptá-las para aproveitarem as águas das chuvas que descem dos beirais para um reservatório que serviria por exemplo para lavar ruas , para o w.c. , em vez de se desperdiçar água potável para esse efeito, já que ela é tão pouca e preciosa.
3- Reconstruiria as ruas de modo a que os esgotos pluviais e os domésticos não se misturassem como se misturem, deitando assim o cheiro que deitam, sempre pouparia os nossos narizes a desagradáveis odores.
4-Como tudo estava entregue a Suíços e a povos civilizados escolhidos a dedo, os funcionários públicos quando fossem para os seus lugares, já saberiam o que fazer, e tudo entrava em rigor e ordem.
5- O sistema político passava a ser uninominal nas candidaturas para a A.R. talvez aliada a um voto misto, os mandatos deixavam de ser vitalícios e passavam a ser limitados, só se poderiam candidatar por 2 mandatos.
6- A justiça, seria mais célere, a saúde não teria filas de espera, pois contratualizávamos com os outros países europeus a cura dos nossos doentes, de modo a que eles podessem ser tratados e operados no hospitais estrangeiros que não tem filas de espera.
O país é uma casa com muitas divisões, por isso substituía:
a divisão da corrupção pela divisão da eficiência, rigor, pontualidade e celeridade.
a divisão da educação era remodelada, com o 12º ano verdadeiramente obrigatório e com os conteúdos escolares renovados para um verdadeiro saber-ser-, saber. pensar saber-saber e saber-fazer, num ensino de rigor voltado para a cultura, artes e desporto.
Entretanto cheguei ao Estoril, e já não sonhei mais.
MAS AGORA EU SEI QUE TENHO UM SONHO
E é tão lindo o meu sonho … chama-se FINALMENTE PORTUGAL.
I have a dream -ABBA
I have a dream, a song to sing
To help me cope with anything
If you see the wonder of a fairy tale
You can take the future even if you fail
I believe in angels
Something good in everything I see
I believe in angels
When I know the time is right for me
Ill cross the stream - I have a dream
I have a dream, a fantasy
To help me through reality
And my destination makes it worth the while
Pushing through the darkness still another mile
I believe in angels
Something good in everything I see
I believe in angels
When I know the time is right for me
Ill cross the stream - I have a dream
Ill cross the stream - I have a dream
I have a dream, a song to sing
To help me cope with anything
If you see the wonder of a fairy tale
You can take the future even if you fail
I believe in angels
Something good in everything I see
I believe in angels
When I know the time is right for me
Ill cross the stream - I have a dream
Ill cross the stream - I have a dream
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS,NÃO HÁ? A BRIGADA QUANDO ESTÁ DE LICENÇA SONHA COM UM MUNDO ONDE NUNCA MAIS SERÃO PRECISAS NEM CARGAS NEM BRIGADAS...NEM MESMO AS LIGEIRAS

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

AS GUERRAS DA ÁGUA

Para o rancho de hoje da Brigada, o chefe destaca um blogue de ilustrações e de humorismo, por vezes sarcástico... como o nosso país precisa. O blogue chama-se Bandeira ao vento, e vale mesmo a pena dar uma vista de olhos em http://bandeiraaovento.blogspot.com/ já sabem é só clicar em cima
Caros Bloguistas Militantes
Isto está complicado. Diria isto está mesmo muito complicado.
Sim, para mim o cenário é negro, catastroficamente negro.
Andamos a gastar as energias da humanidade, as energias naturais, em nada... em nada que nos dê proveito a nós humanidade, a nós todos seres animados e inanimados do planeta.
Pergunto-me de que vale um grito rouco, um dizer "olhem para as evidências"... isto tomou um caminho quase irreversível. Se ninguém ouve, se ninguém vê e as vozes que se levantam são tidas por radicais, de que vale então gritar? Será que vale a pena?
Custa-me fazer parte da geração que iniciou com o seu mau contributo para aniquilar a vida na Terra. Não é fardo que eu queira ter, mas é um fardo que temos todos de suportar.
Não sei se há vida depois da morte, nem sei se há vida, nem sei se há morte, nem sei se Lavoisier tem ou não razão "que nada se perde, nada se cria, tudo se transforma". O que eu sei é que não queria e não quero ficar com o epíteto para as gerações vindouras, de que fiz parte dos "caramelos" que na altura (hoje) contribuíram para aniquilar as raças humanas e as espécies vivas e o resto.
É que se não existir morte, é uma porra ter noutra vida, noutra forma ou noutra espécie o ressentimento dos outros apontando-nos com o dedo (ou outra forma), tu foste dos que contribuiu para a aniquilação do planeta.
E se a morte existir, ficar recordado por ter feito parte de uma geração, que no seu tempo cometeu a proeza de dar cabo disto tudo e ter contribuído para que as coisas estejam como estão, é fardo bem pesado e desagradável.
Não, não quero e desespero por este meu não querer, porque sozinho nada consigo, e em conjunto ninguém quer agir ou pensar por ter medo do ridiculo, porque não acredita, porque é egoísta, porque ...tantos porquês...
Caros Bloguistas Militantes
Eu sei que não se pensa (não pensamos) muito nisso, mas tudo está intimamente ligado com a água, a água faz parte de 70% de todo o planeta e até de nós. E há quem diga que as moléculas de água tem memória... então reparem: O consumo de água no último século quase triplicou.
Em 1962 (ou seja na década de 60 do século passado) o Jornal "A FOLHA DE SÃO PAULO DIZIA : "NO ANO 2000 PODERÁ HAVER NO MUNDO 6 MIL MILHÕES DE PESSOAS", num artigo interessantíssimo que poderão encontrar e ler em http://almanaque.folha.uol.com.br/mundo_06dez1962.htm e que reproduzirei alguns excertos, mas aconselho vivamente a ler na integra.
Diz algo muito duro de ouvir, mas que é uma realidade. "Já existe gente demais no mundo. " "(...)A população mundial (...) está aumentando na proporção de 51 milhões de pessoas por ano. Isso é mais do que a produção do mundo permitirá alimentar, abrigar, vestir convenientemente ou mesmo educar convenientemente(..) Para cada 4 pessoas que existiam na Terra em 1950, existem 5 hoje e existirão 6 dentro de 10 anos (Isto em 1962)."
Acrescenta que "A media de crescimento demográfico na Terra é de 1,7% ao ano (...) em algumas regiões a população está crescendo muito mais depressa (...) a população cresce em progressão geométrica (...) áreas onde o crescimento é na proporção de 2% ao ano, como na Índia (...)na América Latina, a população está crescendo em ritmo ainda mais rápido: 3,5%. Dentro de 1 século [e já passaram mais de 40 anos desde o início da contagem], os países com aquele índice de crescimento terão 32 vezes mais habitantes do que hoje."
Na década de 60 do SEC.XX já previam isto, e o que nós fizemos?
Literalmente, NADA.
Caros Bloguistas militantes
Temos o exemplo do Paquistão que precisa de água e sofre da falta da mesma pois não chove (e é assim com a maioria do planeta), por sua vez a Índia, que faz fronteira com o Paquistão, também sofre de falta de agua... são países vizinhos, são países que no conjunto tem no seu interior em número a totalidade da população europeia, os dois juntos ultrapassam-na mesmo e tem armamento nuclear...
O que acham que vão fazer para ter água? No actual estádio de desenvolvimento humano, qual acham que vai ser a actitude dos dois países para terem água para a sua população... (os atentados começaram na Índia já este post tinha sido escrito).
A luta surda e encapotada pela região de Caxemira... em que os dois países estão agora envolvidos... embora o neguem será por causa de quê?
Da Água é evidente.
E ali não será o começo, porque o começo já foi no médio oriente à muitos séculos atrás, a questão israelo-árabe, tem tudo menos a ver com questões religiosas, ou melhor, reformulando, as questões religiosas foram o pretexto "a gota de água"(que ironia esta), porque ali no DESERTO, o que faz mesmo falta é a água, não é o DEUS de Israel, nem o ALÁ dos Árabes.
O conflito pela água vai agudizar-se não tenham dúvidas, e os governos não vão assumir que é por causa disso, por mil e uma razões... não queremos pânico nem o exôdo das populações, não queremos sabotagens, não queremos desvios dos cursos dos rios...
Agora algumas "mentes brilhantes" estão a querer derreter glaciares utilizando carbono negro, para que o glaciar se derreta mais depressa e se consiga água doce..
Quanto a mim isto não é solução, é só um remendo, com consequências graves no futuro, os glaciares são um habitat, que embora inóspito, contribuem e muito para a estabilidade da vida na TERRA, tal como a conhecemos hoje, entre outras coisas são responsáveis pelo clima que se faz nas diferentes regiões da terra.
Os glaciares, estão a sofrer "ataques" de tudo quanto é lado, e principalmente dos humanos, que directa e indirectamente contribuem para o seu desaparecimento. O efeito estufa, faz com que os glaciares passem de massas de gelo a massas de neve, devido ao aumento de temperatura. Isto implica, que inúmeras espécies como é o caso do Urso polar, fiquem com uma linha de descontinuidade no árctico, e não tenham mais onde caçar e viver.
Nós os humanos também somos responsáveis nos últimos 50 anos pelos glaciares terem recuado 100 metros, e isto é grave... não demos por isso imediatamente naquela altura, pois estamos longe, mas a prazo já estamos a sentir as consequências, o estado do tempo alterado e não estável nas estações devidas é só um exemplo.
O derretimento dessa massa de glaciares faz, entre outras coisas, que estes passem do estado sólido para o estado líquido ( os glaciares são água doce, logo mais leve que a água salgada).
A corrente do Golfo do México sendo quente, permite que na Europa a uma latitude igual á do Canadá, exista e tenha vida, pois os ventos ao passarem pelo Oceano Atlântico, vão em direcção á Europa, e tornam assim o clima ameno. Ao contrário do Canadá, que na mesma latitude, não recebe esses ventos quentes e naquelas regiões paralelas não permite que se estabeleçam lá populações devido ao frio demasiado.
Ora sendo as águas dos glaciares geladas, ao confluírem no Oceano Atlântico, arrefecem as águas quentes oceânicas, ao arrefecerem as águas na sua superfície (por ser mais leve/menos densa), faz com que os ventos fiquem frios e isso vai implicar no clima Europeu, o que nos vai obrigar a mudanças... e já não falo da subida das águas, que vai fazer com que as populações ribeirinhas recuem...
Caros Bloguistas Militantes
Isto está complicado. Diria isto está mesmo muito complicado.
O cenário é negro, catastroficamente negro, e ninguém, liga... pois parafraseando um Imperador romano que dizia do povo deem-lhes PÃO E CIRCO... PÃO E CIRCO... e parece que só com isso se contentam.
Terra- Caetano Veloso
Quando eu me encontrava preso
Na cela de uma cadeia
Foi que vi pela primeira vez
As tais fotografias
Em que apareces inteira
Porém lá não estavas nua
E sim coberta de nuvens...
Terra!
Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Ninguém supõe a morena
Dentro da estrela azulada
Na vertigem do cinema
Mando um abraço prá ti
Pequenina como se eu fosse
O saudoso poeta
E fosses a Paraíba...
Terra!
Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Eu estou apaixonado
Por uma menina terra
Signo de elemento terra
Do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza
Terra para a mão carícia
Outros astros lhe são guia...
Terra!
Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Eu sou um leão de fogo
Sem ti me consumiria
A mim mesmo eternamente
E de nada valeria
Acontecer de eu ser gente
E gente é outra alegria
Diferente das estrelas...
Terra!
Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
De onde nem tempo, nem espaço
Que a força mãe dê coragem
Prá gente te dar carinho
Durante toda a viagem
Que realizas do nada
Através do qual carregas
O nome da tua carne...
Terra!
Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra!
Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra!
Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Na sacada dos sobrados
Das cenas do Salvador
Há lembranças de donzelas
Do tempo do Imperador
Tudo, tudo na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito...
Terra!
Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra!
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? MAS POR ESTE ANDAR, A BRIGADA LIGEIRA VAI TER DE FAZER UMA BRIGADA DE CAVALOS... MARINHOS...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

com um nó na garganta

Hoje não vou destacar nenhum blogue,mas um livro. Um livro que foi recentemente lançado, tão recentemente, que fui anteontem ao seu lançamento. Os autores fizeram um bom lançamento do livro, conseguiram lançar o livro a 5,20 metros, o que se não é um recorde anda lá perto. Já se podem candidatar ao Nobel, que assim como assim são as olímpiadas dos escritores.
Bom, mas o livro é interessante, chama-se 12 ERROS QUE MUDARAM PORTUGAL.
Interessante de ler e de oferecer (não tenho comissão), mas vejam-no em http://www.12erros.com/ como de costume é só clicar em cima para lá irem ter.
Quanto a mim 3 dos maiores erros que mudaram Portugal, foi quando Torres Couto cortou o bigode, quando Guterres cortou o bigode e o Prof.Marcelo R. Sousa cortou a Barba. Para um país cheio de problemas, por as barbas de molho não fica bem e também quando podíamos dar um "bigode" aos outros cortamo-los ... está mal.. é um erro.
Caros Bloguistas Militantes
Passei por Caxias, como passo todos os dias por Caxias. Mas ele há dias e dias e naquele dia não sei o que aconteceu, não recordo se a manhã estava soalheira, ou cinzenta ameaçando chuva, ou mesmo a chover... penso que talvez esta última, tal facto para agora não é importante... Sei é que dei por mim a pensar nos presos políticos que naquela prisão estiveram encarcerados, só porque discordavam de um governo e tinham ideias contrárias à do Status Quo, e foi pensando que se isto um dia me acontecesse não sei o que faria, e foi aí que fiquei com um nó na garganta e uma lágrima a correr pela face, com uma sensação de angustia...
Pensei na estupidez Humana, que não encara bem os que são diferentes, os que pensam de maneira diferente, pensei naqueles cuja a concepção de "carneirada" é que os satisfaz, e tudo o que foge à norma é para eliminar, e isso entristece-me, deixa-me angustiado.
Um amigo me disse um dia destes, que não evoluímos espiritualmente desde o tempo dos Gregos e eu acrescento, apesar das descobertas tecnológicas, mental e humanamente será que evoluímos?
É que as causas e as coisas das guerras combatidas pelos Gregos e os seus vizinhos, continuam a ser as mesmas coisas e causas de hoje em dia que dão origem à guerra e a outras atrocidades, continuam, e tem tendência para continuar, porque é que já passaram milénios e nós nunca chegámos a um entendimento?
Poderíamos já estar tão longe e todos bem...
Somos tão obtusos, que eu prevejo que aquela prisão um dia vai voltar a ser o que era... ou seja para presos políticos, não sei porque mas esta premonição com força me acompanha cada vez que sinto a democracia mais fraca. É assim, que fico, pensativo cada vez que oiço e sinto histórias de injustiça que no dia a dia me vou apercebendo ou vendo ou ouvindo de antigos cárceres, particularmente quando o abuso de alguns seres humanos em relação a outros o fazem contra a liberdade de pensamento. Encarceram fisicamente o indivíduo porque o pensamento, esse felizmente e por enquanto não pode ser encarcerado.
Caros Bloguistas Militantes, temo que um dia cheguemos lá,.
Se atentarmos bem, e quisermos crer, e não assobiar Para o lado , vemos que o nosso pensamento neste momento é orientado e condicionado... não estou a afirmar mais do que constatar daquilo que se tem feito nos últimos 30 anos nas sociedades ocidentais (nestas mais acentuadamente), por estranho que pareça... ou não depois da queda do muro de Berlim. O pensamento politicamente correcto que Roma, leia-se EUA, que nos impõe, é muito semelhante à política de pensamento único praticada por vários e diversos regimes, agora tem algumas variantes e nuances; mas que ele está aí para sermos todos levados a pensarmos naquele sentido predefinido, não tenham dúvidas.
E não é propriamente uma cabala, é o pensamento de mercado, que arrasta consigo a política, que arrasta consigo o dia a dia dos cidadãos. É a política do "Fast pensamento", não penses muito que nós pensamos por ti.
Caros Bloguistas Militantes, por aí e por ali fui conhecendo alguns dos que foram encarcerados pelo antigo regime português antes da revolução que deu origem à IIIRepública (como agora lhe chamam), e conheço-os de diversos quadrantes políticos... conheço também outros que dizem que fizeram e aconteceram que estiveram presos, que dizem que os papagaios comem alpista...
Distingo uns e outros de uma maneira muito simples, os verdadeiros que as semanas, meses ou mesmo anos na prisão política tornaram-nos mais cautelosos e prudentes na fala. Quem diria (se não os psicólogos, mas esses dizem tanta coisa), que a prisão física deixa passados tantos anos marcas psicológicas, e que marca quem tem um pensamento diferente do "orientado" do "establishment"... do "politicamente correcto".
Pois marcou e deixou marca. Já passaram para alguns 30 ou 40 anos, mas, acreditem, as velhas cautelas que tinham no velho regime ainda as têm e mantêm. E se calhar fazem bem, pois não acreditam, nem nunca acreditaram, nesta liberdade. E dizem-me que somente mudamos de um regime para outro... mudaram as moscas... Tanto assim é que entre outras coisas, quando alguns deles viajam de metropolitano, só saem depois do sinal de fecho de portas e no preciso momento quando as portas estão a fechar... e esta precaução deve a certificarem-se, que se alguém fizer ou tentar fazer o mesmo, tem a certeza que estão a ser seguidos. Estes homens têm outros tantos truques que o antigo regime os fez refinar, que nem a revolução que deu origem à III República lhes fez baixar as guardas, e o mais engraçado, é que guardam os segredos e truques para si, não mos divulgaram.Sabem que já lhes dei razão e continuo a dar. Quero também tornar-me mais atento, principalmente com esta democracia que está cada vez mais fraca.
Vou começar a treinar, porque quando chegar a hora... vai ser mais difícil que outrora... E eu, que já fiz recados ás bruxas e que um dia fartei-me, entornei-lhes o caldeirão e mandei-as a fava, tenho de me por a pau, mas como dizem nos Bombeiros... agora aguenta que é serviço.
Cantares de andarilho (José Afonso)
Já fiz recados às bruxas
do caselho à portelada
dei-lhes a minha inocência
elas não me deram nada.
Andei à giesta
ao lírio maninho
na Bouça da Fresta
no Casal Velido
erva cidreira
à erva veludo
na Lomba regueira
no Pinhal do Mudo.
Andei ó licranço
andei ao lacrau
no Monte do Manso
na Espera do Mau
vibra à carocha
ao corujão cego
na mata da Tocha
no rio Lágedo.
Fui andarilho das bruxas
moço de S. Cipriano
já fui morto e inda vivo
vendi a alma ao Diabo.
Era donzel e guardei-me
p'ras filhas da feiticeira
parti-me em metade à loira
noutra metade à morena.
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA TEM UM SERVIÇO SECRETO QUE LHE VAI DANDO AS INFORMAÇÕES... HÁ POIS... NÃO ANDAMOS CÁ A VER PASSAR OS CARROS ELÉCTRICOS.

sábado, 22 de novembro de 2008

formação automobilistica

Hoje destaco um blogue que fala por si "A Cidade Surpreendente"
Um blogue de imagens e algumas palavras sobre o Porto, permeado de incursões ligeiras em territórios exteriores.
http://cidadesurpreendente.blogspot.com/ já sabem é só clicar em cima
Caros Bloguistas Militantes
A componente prática de condutores de pesados de passageiros e de mercadorias não é por lei obrigatória.
Quando falo em prática, não falo só em meter as mudanças e saber girar o volante, mas o ensinar a conduzir verdadeiramente.
Existe no país uma só pista para prática e que está em risco de fechar, é uma lista que os condutores aprendem diversos tipos de manobras de emergência e que vai para além do ensino das escolas de condução que diga-se de passagem não ensinam a conduzir em segurança.
É uma contradição termos uma prevenção rodoviária, que não previne e prefere que o pessoal pratique e aprenda no dia a dia, como se diz agora "prática on job", do que treinar o futuro condutor fazendo-o passar por diversos estágios e práticas, tais como aprender manobras de emergência, conduzir em diversos tipos de pisos, com óleo, areia, molhados e em situações climatéricas diversas tais como chuva, neve, etc... , que procedimentos tomar, etc...
Não agindo assim, com este tipo de prevenção, ente outros, tais como ir ás escolas, ter programas na TV, etc... potencia assim o risco de ocorrência de acidentes.
Por exemplo (entre outros) em Espanha assim acontece no ensino da condução, que vai muito além de sabermos onde é que fica situado o pisca, o travão e o volante, e não lança tal como nós os seus condutores ás feras, vão para o trânsito mas em termos de estágio para se irem adaptando, em alguns países isso acontece...
Não nos é ensinada a condução defensiva, resumindo somos atirados para a estrada e indirectamente é-nos dito desenrasque-se.
A nossa sinistralidade é tão elevada, que deveria ser obrigatória uma revisão bienal dos conceitos, dependendo ter a licença dessa condição.
Temos mais mortos na estrada que qualquer guerra civil em Portugal tenha provocado.
Para isto também contribui o laxismo das forças de segurança, que só se preocupam com minhoquices e sendo permissivos a muitas infracções.
Como foi o caso de um grupo de amigas que estando com taxa de alcoolemia acima do permitido, foram deixadas ir porque os decotes eram generosos...
Nunca percebi o conceito de caça á multa, se andar na estrada tem regras compiladas num código, esse código deve ser obedecido, quem não o cumprir coloca em risco a vida de outros condutores e peões, logo tem de ser autuado, quer tenha o pisca partido quer tenha feito uma manobra perigosa e grave, claro que as sanções como todos sabemos são diferentes.
Nem todos servem para conduzir, não podemos andar a distribuir cartas indiscriminadamente.
O que penso que se entende por caça á multa, são as manobras estáticas das forças de segurança, incidindo só sobre um ou dois tipos de infracção.
As forças de segurança deveriam ser mais pró-activas, serem mais visiveis e presentes nas estradas.
Qualquer autoridade deveria poder multar, e não deixar isso unicamente para a parte do trânsito.
Claro que sou a favor das operações STOP, claro que sou a favor da vigilância das velocidades e da alcoolemia etc..., mas isso per si não é suficiente.
Faz também parte do código, a boa , visível, adequada e correcta sinalização, que a maior parte das vezes não acontece... pois ou não estão á altura devida, ou existe excesso de informação ou pelo contrário escassez de informação, ou estão tapados por postes ou ramos., etc...
Também faz parte do código termos boas vias, e só a pouco e pouco as vamos tendo.
E por último, termos condutores , conscientes, civilizados, cumpridores; acresce também que os pões fazem também parte deste rol.
Deveríamos ser como na Dinamarca, que o mal de um afecta a todos, se o vizinho tem os pneus carecas coloca em risco a comunidade, os vizinhos denunciam essa falha ás autoridades.
Todos contribuímos para a segurança, e só todos conseguiremos acabar com esta guerra nas estradas que já dura á demasiado tempo .
Saca o saca-rolhas - Hermann José Von Kripphall - 1977
Pendurados nas motas com o freio nos dentes
Como cavalos de aço de raça
De escape livre e muito contentes
Guiando como loucos na brasa
Respeitável gente, assustada a gritar
Saltando sobre as pedras do chão
Passávamos semáforos sem nunca parar
Berrando para a cidade a canção:
Saca o saca-rolhas
Abre o garrafão
Viver sem vinho não presta
Saca o saca-rolhas
Abre o garrafão
E vem fazer uma festa (bis)
A praia estava cheia até à beira do mar
De malta escanhoada e barbuda (ouve-se uma voz off a dizer: dá-me licença, dá-me licença)
Mal a gente chegou foi um toca a nadar
Cada um com a sua miúda
Mas cedo se acabou, que se queria beber
Nem cola nem cerveja à pressão (ouve-se uma voz off em desepero e agonia a dizer:água)
Lei seca na praia não pode acontecer
Ou lá sai de mergulho a canção:
Saca o saca-rolhas
Abre o garrafão
Viver sem vinho não presta
Saca o saca-rolhas
Abre o garrafão
E vem fazer uma festa (bis)
Ficamos sobre a areia a ver a cor do sol-pôr
Falando no que nos dava na gana (ouve-se uma voz off a dizer: Sabes que a Manuela anda com o Hugo)
Entre copos de vinho e palavras de amor (ouve-se uma voz off a dizer: filha)
Que duram só no fim-de-semana (ouve-se uma voz off a dizer: tira-me a mão daí filha)
Voltamos à cidade em MotoCross feliz (ouve-se uma voz off a tremer a dizer: ahahahahah)
Cada um com a sua pendura (ouve-se uma voz off a rir : ahahahaha)
Ninguém se magoou, mas esteve por um triz
Acabar o domingo com tintura
Saca o saca-rolhas
Abre o garrafão
Viver sem vinho não presta
Saca o saca-rolhas
Abre o garrafão
E vem fazer uma festa (bis 4 vezes)

ELE HÁ CARGAS, NÃO HÁ? A BRIGADA NÃO É MUITO DE BEBER, MAS QUANDO BEBE REGRESSA AO QUARTEL DE TÁXI.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Bué da baldas

Hoje nem de propósito, destaco o blogue, SOU BURRO, vá-se lá saber o porquê? Podem visitar em http://souburro.blogspot.com/ já sabem basta clicar
Nota: esti bloge pode cunter eros ortogràficos, as nozas disculpas.
Caros Bloguistas Militantes
Confesso que não entendo muito do que se está a passar no ensino.
O que eu vejo na s notícias, é que os professores estão a arranjar mil e uma desculpas para não serem avaliados, nem pelos decretos do Ministério e parece que por ninguém.
A melhor maneira de dizer que não se quer ser avaliado, é dizer que queremos ser avaliados, mas por este tipo de avaliação não.
É uma espécie de chutar para o lado e assobiar para cima, visto que este modelo de avaliação, segundo se conta, demorou 2 anos a ser negociado para se chegar a acordo, e como todos deveríamos saber , um acordo entre partes é um acordo possível, não é o melhor acordo.
É que ainda não vi os professores darem exemplos concretos, exceptuando os processuais, mas isso é facilmente ultrapassável, são "peanuts" como dizem os americanos.
Analisando friamente a questão, não me parece que existam para aí modelos avaliativos para professores aos pontapés, e quando falo modelos falo de modelos sérios e responsabilizadores, como o nosso país merece, não modelos avaliativos dados por sindicatos cujo o intuito é agradar aos seus associados e contestar o governo.
Mas que pensamos nós de uma pessoa que assina um acordo, e unilateralmente depois quer mudar as regras... o que chamamos a essas pessoas?
Não, não é bancos nem companhias de seguro, se bem que o processo é o mesmo, mas dizemos que não estão de boa fé.
Mas terá razão este seu querer?
Falei com professores, e o que me contaram, é traduzido simplesmente por isto, primeiro interpretaram mal as orientações do Ministério, depois, a verdadeira razão para não querem ser avaliados é tão simplesmente porque lhes vão ao bolso.
Ou seja, existe um esquema de subida na carreira que é piramidal, por outras palavras, temos uma base alargada com professores, e só vão subindo quem tem notas boas, em igualdade de circunstâncias sobe quem fizer a diferença.
Mas não é assim com todos nós e em todo o mundo?
Para os "SETORES" na sua etapa evolutiva, se nas duas primeiras etapas, não parece haver grandes problemas de subida, nas etapas finais é que a "porca torce o rabo", pois á medida que os professores vão tentando chegar ao topo da carreira, menos vagas existem.
Depois todos nós já estivemos na escola, e para os que alguns de nós deixamos um ano em atraso ou cadeiras em atraso, sabe que raros são os professores que mudam o estilo de aulas de um ano para o outro. Já tivemos professores que adorámos e outros que detestámos por variadíssimas razões, pessoalmente os que detestei são os que não tinham queda para nada e foram para professores e não sabiam ensinar nem transmitir.
Porque é que temos um alto índice de chumbos a matemática? e a português? e a física?
Será dos alunos? ou será dos professores que quando dizemos que não entendemos voltam a explicar tudo da mesma maneira, dando a sensação que nem para eles sabem.
Pois esses não devem querer ser avaliados.
As salas de aula, são uma espécie de ditadura onde o professor era rei e senhor, e tudo anda pianinho, pois ponham-se ao fresco pois por muito que protestem parece que esses tempos acabaram.
Não sei se repararam alguma vez, mas se colocarmos cem seres humanos a fazer a mesma coisa, nem todos são exímios a fazer essa coisa, existe uma maioria que se queda pelo razoável, muitos pelo suficiente, alguns pelo bom, poucos pelo muito bom, muito poucos pelo exímio.
Por isso nem todos merecem ou estão em condições de chegar ao topo.
Acresce que a diferenciação obriga qualquer profissional a trabalhar, a ser imaginativo, a inovar, coisa que os professores de carreira ao longo dos tempos se vão desleixando. Existem obviamente honrosas excepções, mas a árvore não faz a floresta como os Media quer fazer crer.
Depois existe a questão da justiça social e da igualdade, se todos os trabalhadores são avaliados, independentemente da forma de avaliação, e progridem nas suas carreiras, porque é que os professores serão diferentes?
Advogados e médicos são avaliados pelos seus clientes, se é bom contínua a exercer e tem bastante sucesso , se não é bom... temos pena, fica com menos clientes ou com nenhuns.
Mas o mesmo se passa com assistentes administrativos, vendedores, etc..., todos somos avaliados, porque não também os professores?
Alguém gosta de ser avaliado? Claro que não.
Mas dá a ligeira sensação, que os professores não querem ser avaliados, porque sabem muito bem como eles próprios avaliam...
Eu não sei como é a forma de avaliação que está proposta para os professores, sei que não é coo o SIADAP, que é a forma como os funcionários públicos são avaliados, os professores são de uma forma mais específica.
Também não sei se é muito ou pouco burocrática, não sei se é muito ou pouco trabalhosa, mas lá que tem de ser avaliados, isso tem de ser. O método que eu gosto é um método público que dá também o ranking das escolas, tal como a avaliação dos países nórdicos, esse é o meu método.
Mas o ensino não é só avaliação dos professores, o ensino é entre outras coisas educação, e essa vai pelas ruas da amargura.
A questão dos telemóveis, a falta de autoridade dentro das salas de aulas pelos professores, os pais que se desleixam com a educação dos filhos, a permissividade da sociedade, que nos diz que não se deve bater nos putos. Logo eu que sou contra esta ditadura da psicologia, e que manda "bitaites" e que não sabe por que caminhos se meteu. Desta maneira estamos a seguir quem anda perdido e por isso perdidos estamos.
Sempre foi um problema ser ministra ou ministro, da educação muito pior, é um desafio estigmatizante.
Se não se faz nada, é porque não se fez, se se tenta mudar, aqui d'el-rei que isto é uma república.
Ter uma sociedade que há 30 anos já mudou pelo menos 10 vezes as regras educacionais, e programas, e livros, e conteúdos, é uma sociedade que está doente e não sabe para onde vai ou o que quer.
O certo é que um país... e também uma Europa (que o mal não é só nosso), que não acerta com a sua política de educação, é um país/Europa condenada ao fracasso, que prepara mal os seus cidadãos, é ma sociedade que via evoluir sem regras e com desrespeito ás poucas que tem, é uma sociedade que vai e está a ser pouco tolerante, é uma sociedade que o deixa de ser.
Por último, para agudizar este braço de ferro, os sindicatos fizeram passar uma má interpretação dizendo que os putos podem passar com faltas excessivas, e isso era como entregar o ouro ao bandido.
Os alunos juntaram-se aos professores, e saíram á rua, dizendo que deveriam ter faltas porque são jovens e precisam de faltar para ter tempo para eles e não chumbar... ok é uma ideia peregrina, que ouvimos e registamos mas que não podemos permitir.
Já veio o desmentido e a clarificação sobre esta situação.
Estamos a ensinar que a permissividade é uma regra saudável, estamos a incentivar o desrespeito pelas regras, depois queixamo-nos
Exige-se uma cultura de exigência e de excelência no nosso ensino.
Somos todos, mas TODOS responsáveis pelo que se está a passar, não vale a pena assobiar para o lado e apontar o dedo a um bode expiatório.
Mas essencialmente estamos assim porque somos um povo BUÉ DA BALDAS.
Bué da baldas Despe e Siga
Escola boa, escola má
Quem está livre, livre está
Passará, não passará
E quem não passa fica cá
Ficam cá os radicais
Violentos, marginais
Que se baldam às propinas
E às provas globais
E é uma fezada
A escola está fechada
Hoje há manifestação
Aulas não! Aulas não!
E é p'ra palhaçada
A malta está animada
Pode vir a intervenção
Que nós estamos cá para...
Copiar o TPCE
studar livros de BD
Decorar o pavilhão
P'ra festa da associação
No pátio da C+S
Estudar nunca apetece
E no bar da faculdade
Vai-se o resto da vontade
E é uma fezada
A escola está fechada
Hoje há manifestação
Aulas não! Aulas não!
E é p'ra palhaçada
A malta está animada
Pode vir a intervenção
Que entramos noutra dimensão
Bué da baldas
Bué da baldas
(Nós somos)Bué da baldas
Bué da baldas
Bué da baldas
Bué da baldas
Muita falta, muito estrilho
Muito chumbo, que sarilhoJ
á mandaram os postais
Para a reunião de pais
Bué da baldas, muita nega
Bué da mega, driver sega
Entrei noutra dimensão
Bué da faltas, aulas não
E é uma fezada
A escola está fechada
Hoje há manifestação
Aulas não! Aulas não!
E é p'ra palhaçada
A malta está animada
Pode vir a intervenção
Aulas é que não!
E é uma fezada
A escola está fechada
Hoje há manifestação
Aulas não! Aulas não!
E é p'ra palhaçada
A malta está animada
Pode vir a intervenção
E entramos noutra dimensão
Bué da baldas x18
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA COMBATE O ANALFABETISMO.COMO? ENSINA OS CAVALOS A LER...QUE TAMBÉM TEM DIREITO

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Retalhos da vida de um médico

O destaque do blogue do dia vai hoje para o blogue "Arrastão", um bloco que satiriza o dia a dia cá do burgo, com cartoons, e com sátiras bem conseguidas, também faz homenagens quando é preciso e necessário. Um blogue atento ao quotidiano, que a Democracia e a Liberdade tem um preço, a nossa constante atenção. Já sabem podem ver em http://arrastao.org/ basta clicar em cima

Não podia deixar passar em claro a morte de uma cantora combatente, de uma cantora de causas, de ideias e de ideais, que foi Miriam Makeba. Num post recente quando fiz um apelo aos arautos, desconhecia, que esta arauta pugnava e cantava pela Liberdade, erro crasso meu.

Ficámos sem uma importante cantora, que movia o povo africano e não só para causas justas. Era para transcrever o que alguns jornais dela disseram mas li no blogue "Arrastão" um comentário de um tal Luís, que resume tudo em poucas palavras, diz ele "Eugénio de Andrade escreveu: “num prato da balança um verso basta, para pesar no outro a minha vida” …. desta mulher basta ouvir soweto blues para se perceber a perda que a sua morte constitui."

A nossa homenagem.



Caros Bloguistas Militantes

Já andamos a brincar com a saúde, faz muito tempo.
E quando falo em saúde, não me refiro só a Portugal, falo também da saúde mundial.
Porque é que eu o afirmo?
A resposta é simples, disse-me alguém que: Para existir empresas de medicamentos tem de haver doenças.
E com isto já digo muita coisa.
As conjecturas que daqui se podem fazer são centenas, só um exemplo: a Malária ou paludismo é uma doença infecciosa aguda ou crónica causada por protozoários parasitas do género Plasmodium, transmitidos pela picada do mosquito Anopheles.
A Malária mata 3 milhões de pessoas por ano, o plasmodium desenvolveu resistência ao quinino que atenuava mas não o matava, no entanto os chineses descobriram a cura, a artemisinina, extraída de uma planta chinesa, tem dado resultados encorajadores. É extremamente eficaz em destruí-lo, causando efeitos adversos mínimos. No entanto, as quantidades produzidas hoje são insuficientes. No futuro, a cultura da planta artemisina na África poderá reduzir substancialmente os custos, mas como não pertencem a nenhuma multinacional, a cura não foi divulgada, porque se curarmos...não ficam as grandes companhias com dinheiro.
Um exemplo cá do burgo: Porque é que a Ordem dos Médicos, contrariando os procedimentos que existem na maioria dos países civilizados do mundo, não deixam que existam os seguintes prestadores de cuidados de saúde:
* Paramédicos
* Médicos de medicina chinesa, homeopática e outras.
Quanto a esta última o problema ainda é mais gritante, pois recuso-me a chamar-lhe de medicinas alternativas, pois por exemplo a medicina tradicional chinesa é muito, mas muito mais antiga que a medicina alopática que por cá praticamos.
[A Alopatia é a medicina tradicional, que consiste em utilizar medicamentos que vão produzir no organismo do doente reacção oposta aos sintomas a fim de neutralizá-los. Exemplo, se você está com uma dor tome um analgésico. É completamente diferente da Homeopatia que é a especialidade médica que utiliza doses mínimas do medicamento, tendo como objectivo evitar a intoxicação e estimular a reacção do organismo à doença.]
Com esta recusa teimosa, de um corporativismo atroz, que vai contra o que se pratica em muitos dos países da Europa, em que quem está enfermo pode escolher um tipo de medicina ou vários, e o interessante é que qualquer consulta, qualquer dos receituários prescritos tem comparticipação da segurança social desse país.
Cá é que a Ordem dos Médicos, é tacanha e curta de vistas.
Se analisarmos bem, se a maioria dos médicos se dedicassem aos doentes e os observassem como seres humanos que são, poupariam muito mais ao Serviço Nacional de Saúde.
Vamos mais fundo um pouco, os meios auxiliares de diagnóstico, são isso mesmo, meios que auxiliam o diagnóstico, ou seja serem para tirar dúvidas a um médico depois de auscultar, palpar, interrogar o doente, ouvir, observar os olhos, a língua etc... geralmente é suficiente para fazer um diagnóstico.
Mas não é a isso que assistimos, o que assistimos é chegarmos ao médico, e dizemos dói aqui ou ali, sinto isto ou aquilo, e mandam logo sem quase olhar nem tocar no paciente, fazer análises raios X, e uma catrefada de meios auxiliares de diagnóstico... para quê? Para o médico fazer um diagnóstico á posteriori.
Mais grave, os médicos a agirem assim, não são mais que prescritores de medicamentos orientados pela indústria farmacêutica.
O médico de província sem meios auxiliares de diagnóstico á mão, e que tinha de usar todo o seu conhecimento do corpo humano, e que só usava meios auxiliares de diagnóstico quando necessário, está a voltar… já vimos muitos médicos a ter consultas mais que 10 minutos que um paciente, chegando a estar 30 e mais minutos, fazendo uma “análise” completa, retirando possíveis dúvidas, bom quase um Dr. House, eles estão a voltar… mas não são a maioria…
Um amigo cardiologista, confidenciava-me que o sucesso dos medicamentos são controlados pelas marcas, ou seja os testes são feitos para uma média padrão e resultam e são aplicados como tendo resultados bastante positivos ou bastante satisfatórios, só como ele diz e bem, por exemplo na especialidade de cardiologia a maior parte dos doentes sai fora da média.
E os medicamentos assim não podem ser prescritos, pois não resultam. É deixada de fora assim uma parte importante da população alvo.
Acresce que, o facto da Ordem dos Médicos, não reconhecer os outros médicos de medicina que são tão ou mais antigas que a medicina alopática que se pratica na Europa Ocidental, mais particularmente em Portugal, deve-se a que os produtos naturais ou outros que são prescritos, não são pertença a multinacionais químicas.
Logo as viagens e os congressos técnicos no Havai iriam diminuir.
Sei que as medicinas tem de cooperar entre si, a medicina alópatica, serve para determinadas situações a homeopática para outras, a chinesa para outras etc... O importante é que a qualidade de vida melhore, e que as doenças diminuam, não é importante (que ingénuo que eu sou) os bolsos dos accionistas das multinacionais químicas e o luxo de alguns médicos.
Sim de alguns, porque felizmente, sejam alopatas, homeopatas, tradicionalistas chineses ou outros, ainda existe muita gente séria na medicina e que se preocupa, que a força esteja convosco.

Retalhos da vida de um médicoAry dos Santos

Serras, veredas, atalhos,
Estradas e fragas de vento,
Onde se encontram retalhos
De vidas em sofrimento
Retalhos fundos nos rostos,
Mãos duras e retalhadas
Pelo suor do desgosto,
Retalha as caras fechadas
O caminho que seguiste,
Entre gente pobre e rude,
Muitas vezes tu abriste
Uma rosa de saúde
[refrão]
Cada história é um retalho
Cortado no coração
De um homem que no trabalho
Reparte a vida e o pão
As vidas que defendeste,
E o pão que repartiste,
São lágrimas que tu bebeste
Dos olhos de um povo triste
E depois de tanto mundo,
Retalhado de verdade,
Também tu chegaste ao fundo
Da doença da cidade
Da que não vem na sebenta,
Daquela que não se ensina,
Da pobreza que afugenta
Os barões da medicina
Tu sabes quanto fizeste,
A miséria não segura,
Nem mesmo quando lhe deste
A receita da ternura

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? MAS A BRIGADA QUANDO ESTÁ DOENTE, NÃO ATACA ... VAI AO VETERINÁRIO...

domingo, 9 de novembro de 2008

conjuntural versus estrutural

O destaque de hoje vai para um blogue de flores, porque nem tudo é um Jardim... nem do Jardim, um blogue florido fica sempre bem http://musgoverde.blogspot.com/ já sabem basta clicar

Caros Bloguistas Militantes

A crise que já cá estava, fez-se anunciar.
E fez-se anunciar, porque estava presente e todos a ignoravam, ninguém lhe passava cartão.
Ora farta de ser ignorada e votada ao abandono, resolveu dar o grito do Ipiranga. E agora cá estamos nós em bom português " á rasca" porque uns quantos ambiciosos deram cabo do sistema, sistema esse que todos nós tínhamos obrigação de vigiar e zelar.
Mas tal como a peça de Gil Vicente "Todo o Mundo e ninguém", apetece dizer - Todo o Mundo deve, mas Ninguém paga ...
O que é obrigação de todo o Mundo, Ninguém zela por todos.
Mas esta crise não é conjuntural, é estrutural, e numa crise dessas, o que interessa não são as medidas tipo pensos, mas sim medidas de fundo, regeneradores e novos hábitos e políticas.
Como já o afirmei muitas vezes sou adepto da frase de Olof Palme, eu não quero acabar com os ricos, eu quero é acabar com os pobres. E acabar com os pobres significa diminuir desigualdades, dar condições de vida, dar dignidade a todos os seres humanos.
Acabar com os pobres não significa baixar a bitola da exigência, mas pelo contrário elevar os seres humanos a uma categoria que todos merecem.
Nós temos de uma vez por todos entender que vivemos em Sociedade.
[Uma sociedade é um grupo de indivíduos que formam um sistema semi-aberto, no qual a maior parte das interacções é feita com outros indivíduos pertencentes ao mesmo grupo. Uma sociedade é uma rede de relacionamentos entre pessoas. Uma sociedade é uma comunidade interdependente. O significado geral de sociedade refere-se simplesmente a um grupo de pessoas vivendo juntas numa comunidade organizada. A origem da palavra sociedade vem do latim societas, uma "associação amistosa com outros". Societas é derivado de socius, que significa "companheiro", e assim o significado de sociedade é intimamente relacionado àquilo que é social. Está implícito no significado de sociedade que seus membros compartilham interesse ou preocupação mútuas sobre um objetivo comum. Como tal, sociedade é muitas vezes usado como sinónimo para o colectivo de cidadãos de um país governados por instituições nacionais que lidam com o bem-estar cívico.]
Não vivemos isolados, somos interdependentes, por isso se existiam disparidades absurdas, onde uns se dão ao luxo de atirar para o lixo os restos da comida que vai para a mesa, outros vão ao lixo para buscarem os restos da comida de luxo para porem na sua mesa.
Não isto assim não pode ser. Como dizia o outro, ou há moralidade ou comem todos.
A crise é estrutural, ou seja da estrutura... vai das fundações até ao sótão, e, não é uma crise de uma simples goteira devido a uma telha partida ou mal colocada pois isso seria conjuntural, não, a crise é mais profunda é mesmo estrutural.
A sociedade ficou egoísta e com isso afunda-se, e isto já está a durar há anos, tal como o epicentro onde um sismo tem o seu inicio, este já se deu, onde as ondas de choque do sismo que há anos se deu só agora estão a ser sentidas e estamso somente a levar com os primeiros embates.
E vai piorar. E é um abalo sério pois é estrutural e não conjuntural.
E é estrutural, porque não estávamos, nem estamos preparados, porque se o estivessemos seria apenas passageiro.
Não é conjuntural ou ligeiro, nem estamos preparados, porque não temos lideres á altura em todo o mundo. Alguém que de um murro na mesa, alguém que seja o homem do leme e nos diga, o caminho para terra é por aqui, eu guiar-vos-ei durante a tempestade.
Os políticos tal como só ratos do porão, estão com medo e abandonam-nos ou saltam borda fora, para a direcção de empresas e outros cargos que não são tão mediáticos nem estão tão expostos. Vão ganhar a vidinha.
Isto é grave, porque numa crise destas ou aparece o líder certo, ou então se aparece um desviado mental, poder-nos-á enviar para uma demanda xenófoba, ou racista, ou de pureza de raça com limpeza étnica... ou seja vamos ter mil e um filmes que já assistimos outrora.
É estrutural e não conjuntural esta crise, porque a família se desestruturou, os pais deixaram de ter tempo para os filhos, os filhos deixaram de ter tempo para os pais, só trabalho e trabalho, e relações fúteis e passageiras, contribuíram e contribuem para laços ocasionais.
E com a célula base da sociedade em crise, os valores não se passam, o conhecimento intergeracional é perdido, e perdidos é como todos nos sentimos neste momento, com poucos, muito poucos a saberem para onde é que se dirigem, mas de que vale saber se o resto está como está?
Não é conjuntural, porque o problema não se limita só ao buraco no ozono. O problema vem de nos termos dado ao luxo de acabar com o ambiente, com o ar que nós respiramos e a água que nós bebemos, por isso é estrutural. Se somos capazes de fazer mal a nós próprios, uma espécie de autosuicidio em banho Maria, o que não seremos capazes de fazer aos outros seres humanos e ás outras espécies? Sim o problema é mesmo estrutural!
É estrutural porque as grandes companhias petrolíferas sempre consideraram o petróleo como bem inesgotável, boicotando outras formas de energia, principalmente a energia renovável, deixando-nos assim sem alternativa.
É estrutural porque especulámos com que não tínhamos, para realizar bens futuros que não passavam de balões de ar largados ao sabor do vento, ora não ficamos com os balões e o vento revelou-se um furacão.
É estrutural porque não aprendemos com a história.
Será que ainda vamos a tempo?
Espero que uma guerra não se aproxime a passos largos... Assim o espero.

Tango dos pequenos Burgueses - Autor -JOSÉ JORGE LETRIA
Que família tão unida
Tão discreta e ordenada
Eram 8 fora o gato
Eram 8 fora o gato
Para não falar da criada
Da criada e do patrão
e da vizinha do lado
é a crise da habitação
é a crise da habitação
É preciso ter cuidado
Desde a cave até ao sótão
Está tudo acomodado
Que família tão unida
Que família tão unida
E é tão escasso o ordenado
Muito escasso mas honesto
Para não falar da mobília
O que importa é o resto
O que importa é o resto
E o abono de família
Em abono da verdade
Eu que também sou inquilino
Posso mesmo acrescentar
Posso mesmo acrescentar
Que são Coisas do destino
Do destino ou da razão
Para o caso tanto faz
Uma família tão unida
Uma família tão unida
Só pode viver em paz
Nem que seja a paz comprada
A preços fim de estação
O que é preciso é conservar
O que é preciso é conservar
O calor da habitação
Foram os filhos trabalhar
Porém as filhas não
Só servem para enfeitar
Só servem para enfeitar
Os canteiros da solidão
Mas foi tudo descoberto
Entre a criada e o patrão
Estremeceu a paz do lar
Estremeceu a paz do lar
São os caprichos da razão
Foi o pai envenenado
Pela mãe em alvoroço
E a vizinha do lado
E a vizinha do lado
Pôs uma corda no pescoço
A moral deste tango
Ninguém a deve esquecer
Compre a morte a prestações
Compre a morte a prestações
E não se há-de arrepender
E se for envenenado
Tem um mês de garantia
Um calendário ilustrado
Um calendário ilustrado
e pilhas para a telefonia
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A ESTRUTURA DA BRIGADA NÃO SOFRE ABALOS, É FORTE COMO O CIMENTO... MAS PELO SIM PELO NÃO, A BRIGADA JÁ SE PREPARA PARA UMA GUERRA, MAS SEMPRE... SEMPRE TEM TODA A ESPERANÇA NA PAZ.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A dor da gente não sai no jornal

Hoje destaco um blog de mafiosos. Há pois! De mafiosos ouvisteis bem. Porque é vós julgais que A Brigada escrevendo horrivelmente, e dando imensos erros, pressiste na blogosfera? Porque está protegida por um blogue mafioso. A máfia da cova, é um blogue ecléctico com incidência para as notícias da beira, o que não deixa de ser interessante saber notícias do interior profundo... uma saltada lá não custa nada http://mafiadacova.blogspot.com/ já sabem é só clicar em cima do link
Caros Bloguistas Militantes
Andou o Sr. Montesquieu, a idealizar o Estado moderno, dividindo o poder em 3 estruturas autónomas, e todos durante uns tempos seguimos o que Sr. Montesquieu idealizou, andámos e andamos, fizemos e desfizemos...
Fomos mais longe e fizémos o que o Sr. MONTESQUIEU não previu, nem sei se alguma vez o poderia prever, idealizámos e fizemos aparecer um Quarto e um quinto poder ( mas quanto ao quinto poder ficará para outras reflexões e forúns).
Para o Sr. Montesquieu, todos os 3 poderes eram escrutinados, uns mais que outros.
Esta ideia , pode-se dizer, já tem séculos de existência, e tem tido diversas evoluções.
Esta evoluções são de ordem prática, digamos são de forma concepcional, pois a teoria base mantém-se por assim dizer estática.
As diferentes concepções dos poderes do Estado, não são de base organizacional, mas na forma como eles são escolhidos, por exemplo: Optou-se pelo escrutinío indirecto em vez do directo para alguns dos poderes ou todos eles.
Isto depende de país para país, de democracia para democracia e da evolução e da fonte de inspiração que esses países tiveram, os de origem romano-germânica tem uma concepção, os países da comon law tem outra, e alguns países emergentes optam por uma via mista.
Não é igual em lado nenhum.
Retomando a ideia do quarto poder, o Sr. Montesquieu não previu na sua teoria do Estado, que surgisse um quarto poder, e muito menos previu que esse poder não seria escrutinado, e pior ainda que este poder se sobrepunha a todos os outros.
Temos então, um novo poder, que não é escolhido pelo povo, não presta contas ao povo, e é vitalício e é como uma "Hidra".
E porque é que se sobrepõe este poder a todos os outros?
Porque é dinâmico, irresponsável (ou seja não tem a quem prestar contas, não tem essa responsabilidade), chega a todo o lado, e só transmite o que lhe interessa e convém, leia-se o que vende, é manipulador e não está minímamente interessado no bem comum ou virado para o viver em sociedade.
Não existindo escrutínio para este quarto poder, também não existe forma neste momento de o parar e/ou controlar, e ai de quem ...
Claro que todos já se aperceberam que falo dos MEDIA.
E o mais triste que se vê nisto tudo, alem deste poder não ser escrutinado, é um poder intrinsecamente ignorante, não quer dizer que a nossa Brigada seja inteligente, sabemos que temos as nossas limitações.
O facto é que os Media de politica não pescam nada! Nada.
E para eles tratar de política ou da receita de um bolo ou de justiça é a mesma coisa. Qualquer um que seja destacado para a cobertura jornalística julga-e apto para falar sobre o assunto, e assistimos a imprecisões e falhas graves que compormetem a seriedade e a honorabilidade de quem está do outro lado, é que o poder de contra resposta émuito limitado e geralmente descontextualizado.
Assistimos a uma falta de ética, de respeito pelos valores, e de desculpabilização com base nas audiências, que servem de chapéu de chuva para tudo (essas mesmas audiências queos que os próprios Media condicionam) que assim nos oferecem telelixo, jornais sem conteúdo, rádio sem música audível e notícias que não o são.
O que se passa no mundo, é o que se passa no mundo, não é o que os Media querem que se passe no mundo.
Mas os Media agem como pequenos deuses, e tentam condicionar o que se passa, e fazem-no tão frequentemente que já quase ninguém por isso dá.
Exemplos?
Pontpés deles. E quem queira saber um pouco mais, que leia um manual de jornalismo, e logo nas primeiras páginas que o que neste momento é praticado é a antítese do que lá vem escrito e ensinado.
Jornalismo já deixou há muito de ser o meio de divulgar notícias, jornalismo é dinheiro, e como tal é tratado... ou seja para fazer mais.
Por exemplo, a "sempre odiada" ministra da educação (quem vai para o lugar arrisca sempre a "levar" com esses epíteto) fez uma proposta, não interessa aqui se eu concordo ou discordo dela, o que interessa aqui é a proposta na generalidade que foi feita, e quando na Assembleia da República (A.R.) se aprova algo na generalidade, todos os que andam minímamente informados sabem que depois desta aprovação a lei desce ás comissões especializadas e ainda sofre alterações e ajustes, e regulamenta-se, e só depois é aprovada na totalidade.
E ir para a "especialidade" é isso mesmo, é ajustar e regulamentar, depois de aprovadas as linhas gerais, é como o projecto de uma casa, primeiro os futuros donos aprovam o aspecto geral dela, e depois de aprovado, os arquitectos e engenheiros e os técnicoas é que vão fazer os projectos para passar os canos da água e dos esgotos, etc., e se ncessário for, altera-se o projecto inicial.
Ora , a A.R., tem jornalistas permanentes e especializados. Neste caso assistimos, como assistimos em muitos outros, a Srª Jornalista no começo a dar a noticia dizendo: A maioria aprovou que os alunos faltassem teriam de fazer uma determinada prova.
E continua, mas a lei aprovada, não contém a consequência desse acto dos alunos (ou seja de faltarem), e só o veio a fazer mais tarde na aprovação da especialidade.
A jornalista deixa aqui no ar uma suspeita sobre quem fez a lei (a Ministra, como máxima responsável) dizendo entre linhas que houve incompetência, quando alguém só se limitou a seguir os trâmites normais da A.R. na aprovação de uma lei.
E diz a jornalista esta notícia, com um ar de gozo, como se tivesse descoberto uma pista importante de um crime, coisa que estava á vista de todos, mas só ela é que viu, e utiliza o escárnio para o afirmar, que a A.R. éincompetente, e diz aquilo com um ar doutoral e com a maior convicção do mundo, que quem a ouvir não a leva presa e julga que ela tem razão. Mas não tem ...
Como dizem os putos duuuuuhhhhhhhh...
Vamos por partes : A especialidade é isso mesmo, é dar á lei os contornos mais profundos de uma proposta que genericamente foi aprovada, e que depois de trabalhada voltará outra vez ao plenário da A.R. para então ser aprovada no seu todo e completa.
Se os jornalistas avocam e se arrogam a qualidade de ser opinion makers, deveriam fazer pelo conhecimento e não pelo desconhecimento e pela confusão.
Revela aquela jornalista uma ignorância preocupante, pois é destacada e especializada nos assuntos da A.R., logo deveria saber o que está a dizer, deveria ter estudado o assunto, é o que minímamente se espera.
É que a Jornalistas há largos anos que já lá está, na A.R. a fazer aquelas coberturas.
Será que está lá só para para os ditos e mexericos da A.R.?
Estará lá para criar factos que não existem e incendiar os ânimos cá fora?
Eu já vi isto passar-se com este governo, com o anterior, e como os outros que o precederam. Esta desinformação, esta intoxicação encapotada, quanto a mim é propositada.
Estamos a ser desinformados... e essa não é a função dos Media.
A função dos Media, segundo os livros, não é vocacionada para ser poder, nem contrapoder, nem tem função de desinformar... a sua função é ... imagine-se a de Informar e dar Notícias.
Mas que sei eu ? Sou um utópico.
E esta Hein?
Notícia de jornal Composição: Haroldo Barbosa e Luiz Reis / Interpretação: Chico Buarque de Hollanda Miltinho
Tentou contra a existência
num humilde barracão
Joana de tal
por causa de um tal João
Depois de medicada
retirou-se pro seu lar
Aí, a notícia carece de exactidão
O lar não mais existe,
ninguém volta ao que acabou
Joana é mais
uma mulata triste que errou
Errou na dose, errou no amor
Joana errou de João
Ninguém notou, ninguém morou
Na dor que era o seu mal
A dor da gente não sai no jornal

ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? MAS AS NOSSAS CARGAS NÃO TEM COBERTURA JORNALÍSTICA, POIS A NOSSA BRIGADA NÃO É COLUNÁVEL NEM DO JET-SET... NEM DO JET SKI.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Demo...cracia

Em contraponto … ou não… ao que hoje escrevo… hoje aconselho uma ida ao blogue 4 CAMINHOS para manter a sanidade mental… já sabem basta clicarem em http://quatrocaminhos.blogspot.com/

Caros Bloguistas Militantes
A nossa democracia, nesta 3ª república Portuguesa, como agora a apelidam, já leva uns anitos
São cerca de 32 anos, bom cerca de 32 anos depois do regime autocrático, antes disso já tínhamos tido a dita Democracia embora com limitações decorrentes da época.
Foram 39 governos que se constituíram durante a 1ª República desde 1910 até 1926, isto até o Dr. Salazar tomar as rédeas do poder, e ditar os destinos de Portugal na 2ª República.
Só para termos uma ideia, desde a monarquia constitucional, votava só quem soubesse escrever, as mulheres não votavam... e depois foi evoluindo… até que agora votam todos os recenseados com 18 anos ou mais.
A nosa capacidade eleitoral activa adquirimo-la aos 18 anos, a passiva será só a partir dos 35 anos, pois é a idade que nos podemos candidatar a Presidente da República.
Era uma democracia parecida com o tempo dos antigos gregos... mas isso levava muito tempo a explicar e não sei se sei tanto... fica só este lamiré.
Em posts anteriores já referi que a democracia aqui do burgo não vai nem está nada bem, e agora parece que se generalizou., qual virus da gripe.
Se analisarmos bem, o que temos verdadeiramente, aqui pelo nosso conclave, é uma partidocracia e caminhamos a passos largos com grande indiferença nossa para uma plutocracia (já instalada mas encapotada. ah! e não, não tem nada a ver com a democracia dirigida pelo PLUTO o cão da DISNEY. A plutocracia do grego ploutos: riqueza; kratos: poder; é um sistema político no qual o poder é exercido pelo grupo mais rico. Do ponto de vista social, esta concentração de poder nas mãos de uma classe é acompanhada de uma grande desigualdade e de uma pequena mobilidade) já nos encontramos num estágio intermédio que é uma democracia tecnocrata em que quem dirige efectivamente os destinos é a economia os políticos estão a dirigir virtualmente.
Claro que isso não é perceptível, e … bom… isso só veremos mais tarde… ah! esperem este crash deve ter dado um sinal qualquer… não repararam?
Já me tinha esquecido… a maior parte de nós não quer saber de política…
Há antídotos para isto… não! não é para o alheamento da política, pois não há antídotos para a estupidez… estava a falar que existem antídotos, para este tipo de democracia que estamos a viver.
Um deles é não nos deixarmos ludibriar, nem á esquerda com propostas irrealistas de colectivismos serôdios, nem por propostas de liberalizações alucinogénicas da direita, nem com populismos demagógicos ao centro, que não é carne nem é peixe.
Dizia com muita preocupação o bastonário da OA Rogério Alves, que o controle da justiça sem garantias da presença de defensores habilitados e se as tentativas de controlo desses defensores, aliado a julgamentos mediáticos que começam o julgamento logo pelo fim, ou seja pela condenação, deixam a quem cai nas malhas da lei, seja por actos próprios seja por acusações pérfidas muito tempo cerca de 5 a 8 anos de nome sujo na praça publica, quase nos limites de um processo kafkiano sem nunca saber do que e porque é que foi acusado. (magister dixit).
Sim vamos e estamos mal, nas 3 divisões de poder tradicionais.
Mas a Democracia começa pelo voto em liberdade , em liberdade de consciência e em liberdade de formação de opiniões não orientadas mas de livre escolha e arbítrio individual, de livre candidatura.
Se é Democracia deveríamos todos os que quiséssemos poder candidatar aos lugares de representantes de todos nós e não dar essa prorrogativa a um punhado de pessoas que se aliam a um partido e dentro do partido sabujam para conseguir o dito lugar de deputados.
Deveríamos ter os círculos uninominais, tal como tem sem medos a Inglaterra, em que com determinado número de assinaturas (não irrealista e não manipulados pelos partidos) deveríamos poder candidatar-nos pelo nosso círculo.
Deveríamos também ter uma segunda câmara como sempre tivemos e que desde o 25/4 não temos.
Uma segunda câmara que fosse eleita em tempo diferente da A.R. e que assegurasse a continuidade dos projectos de longo prazo, porque sinceramente já estou farto de ver mudar de politicas de fundo, a OTA que é , já não é , deixou de ser voltou a ser e agora já não é novamente, O TGV que irá ser, não foi , é e será que vai ser? As conservações de pontes e outras obras de arte sempre adiadas até um dia cair e acontecer uma tragédia, o ensino, a segurança nas estradas, isto tudo não deveria estar ao sabor deste ou daquele governo.
Deveriam ser desígnios nacionais, de consenso ou de alargada maioria, ou até de referendo (como bem tem os EUA e a Suíça) mas de uma vez por todas decidido e não adiado, bem ou mal temos de decidir, porque não decidir é minar e descredibilizar a democracia.
Se o voto é a arma fundamental da Democracia, este deve ser transparente e real.
Assim, a título de exemplo e puramente simbólico mas significativo, deveríamos alterar os locais de voto, ou melhor onde nós vamos votar, estes deveriam ter melhor tratamento, o local de voto onde exercemos o nosso direito deveria ser: bem iluminado, ter uma cortina para maior privacidade, a urna de voto não deveria ser preta e opaca como o é a nossa Democracia, deveria antes ser transparente e acrítica para vermos os votos a cair lá dentro e ser tudo mais transparente.
O voto é secreto, directo, universal e periódico e igual e de livre consciência ou pelo menos deveria de ser... Se não o é, não temos uma Democracia mas sim uma DEMO...CRACIA
Hino da repressão(Segundo turno)Chico Buarque1985
Se atiras mendigos
No imundo xadrez
Com teus inimigos
E amigos, talvez
A lei tem motivos
Pra te confinar
Nas grades do teu próprio lar
Se no teu distrito
Tem farta sessão
De afogamento, chicote
Garrote e punção
A lei tem caprichos
O que hoje é banal
Um dia vai dar no jornal
Se manchas as praças
Com teus esquadrões
Sangrando ativistas
Cambistas, turistas, peões
A lei abre os olhos
A lei tem pudor
E espeta o seu próprio inspector
E se definitivamente a sociedade só te tem desprezo e horror
E mesmo nas galeras és nocivo, és um estorvo, és um tumor
Que Deus te proteja
És preso comum
Na cela faltava esse um
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? A BRIGADA TAMBÉM VAI A VOTOS...MAS VAI A CAVALO...

domingo, 26 de outubro de 2008

POLÍTICA POLÍTICA E MAIS POLÍTICA

Em contraponto … ou não… ao que hoje escrevo… aconselho uma ida ao blogue 4 CAMINHOS para manter a sanidade mental… já sabem basta clicarem em http://quatrocaminhos.blogspot.com/

CAROS BLOGUISTAS MILITANTES
Eu não ligo á política!
É o que ouvimos mais por aí quando puxamos o assunto.
Mas o: Eu não ligo á política. O dizer esta simples frase, em que se pretende afirmar e sublinhar o nosso alheamento de tal assunto, tem implicações mais profundas do que se possa julgar.
Em primeiro lugar porque tudo é política, e o dizer : eu não ligo á política, é só per si uma posição política.
Em segundo lugar, este dito implica, aparentemente desresponsabilizador de qualquer culpa, esconde, inconscientemente, o facto real que todos nós financiamos a política internacional. Como? Perguntais vós Caros Bloguistas Militantes.
Eu dir-vos-ei como. O provérbio Grão a grão enche a galinha o papo, é aqui aplicado com toda a propriedade.
Financiamos a política através das grandes companhias multinacionais que operam e são denominadas na gíra como “Big tabaco” e “Big sugar”.
Estas indústrias financiam e influenciam a política americana.
E quem influencia a política americana influencia o mundo e a sua política.
Estamos a falar de finaciamentos de campanhas políticas, e de lobby para comprar as posições de congressistas e senadores. Sim, porque o dinheiro não é grátis, e N’América muito menos.
E não se iludam meus caros, pois o facto de comprarem coca-cola ou fumarem um cigarro, vai grão a grão, contribuir para essas grades indústrias, e essas grandes indústrias financiam com o teu dinheiro a política americana.
Repito, financiar a politica americana é a mesma coisa que financiar os regimes políticos de quase todo o mundo.
E nós ao contribuirmos para o big tabaco ou para o big sugar indirectamente, mas activamente a faze-lo.
Mas afinal, o que são o BIG TABACO e o BIG SUGAR?
São as indústrias de tabaco e açúcar americanas (que melhor estão representadas estas últimas nos refrigerantes, chocolates, bolachas entre outros).
Estas indústrias, pressionaram o governo dos EUA, para "fechar os olhos", leia-se não produzir legislação que impeçam de colocarem máquinas de bebidas nas escolas e noutros locais de consumo para jovens.
E não só, estas indústrias através de uma publicidade forte e orientada, como todos já assistimos, induzem ao consumo desses produtos.
Analisemos só um dos muitos items, por exemplo o teor de açúcar que um ser humano deveria ingerir por dia que é de 10%. Pois fiquem sabendo que mesmo nas bebidas light o consumo de uma só dessas bebidas ultrapassa o indicie mínimo de açúcar diário.
Essas indústrias americanas, vão mais longe, pressionam o governo dos EUA para que este "convença" a OMS-Organização Mundial de Saúde/Nações Unidas- (onde o governo americano é o principal patrocinador com milhões de dólares) a retirar dos comunicados mundiais, dos panfletos a distribuir pela população mundial e dos relatórios técnicos, toda e qualquer menção por simples que seja no aconselhamento de não se consumir mais de 10% de açúcar como limite no consumo diário por pessoa.
Devido a falta de informação e ás campanhas agressivas, temos pais inconscientes que estão a deixar as crianças a ficarem perigosamente mais obesas. Assiste-se a uma redução bastante acentuada do consumo de leite, sendo este substituído por refrigerantes gaseificados, que é como quem diz água com açúcar, com os consequentes malefícios para a saúde e os grandes benefícios financeiros para as grandes indústrias do big sugar.
Vou repetir novamente, as industrias do Big tabaco e Big sugar são poderosas, e quem diz que não quer saber da política para nada , saiba que se consome bebidas gaseificadas e consome tabaco, torna-se o principal fornecedor de dinheiro para o financiamento da politica e dos políticos americanos e mundiais, ou seja para quem não quer ter nada a ver com a política ser o principal financiador é algo que é no mínimo contraditório.
E a ignorância é uma arma que não devemos colocar nas mãos de ninguém, por isso pense quando beber uma COCA-COLA ou uma PEPSI-COLA ou fumar o seu CIGARRITO, está a contribuir para as campanhas dos OBAMA’S e McCAIN’S e outros candidatos na política americana, e não diga que não quer saber ou que não percebe nada de política.
Porque tanto é ladrão o que rouba como o que fica a vigiar...
Pense bem sobre isso.

VEJAM BEM QUE NAO HA SO GAIVOTAS EM TERRAJosé Afonso
Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem se põe a pensar
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
E se houver uma praça de gente madura
e uma estátua
e uma estátua de febre a arder
Anda alguém
pela noite de breu procura
e não há quem lhe queira valer
e não há quem lhe queira valer
Vejam bem daquele homem a fraca figura
desbravando os caminhos do pão
desbravando os caminhos do pão
E se houver uma praça de gente madura
ninguém vem levantá-lo do chão
ninguém vem levantá-lo do chão
Vejam bem que não há só gaivotas em terra
quando um homem se põe a pensar
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
ELE HÁ CARGAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? A BRIGADA SÓ CONSOME AZEITE DO BOM E NÃO DÁ MACDONALDS AOS CAVALOS, NÃO VÁ O DIABO TECE-LAS E LEVARMOS DOIS COICES AMERICANOS...